SÍNTESES DOS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO

Gênesis

Êxodo

Levítico

Números

Deuteronômio Josué

Juízes

Rute

I e II Samuel

I e II Reis

I e II Crônicas Esdras

Neemias Ester

Salmos

Provérbios

Eclesiastes

C. dos Isaías Cânticos

Jeremias

L. de Jeremias

Ezequiel

Daniel

Oséias

Joel

Amós

Obadias

Jonas

Miquéias

Naum

Habacuque Sofonias

Ageu

Zacarias

Malaquias

OBSERVAÇÕES SOBRE O CONTEÚDO E AUTORIA: • As Sínteses dos Livros do Novo e Velho Testamento contidas nesta encadernação, destina-se unicamente ao estudo teológico de discentes e interessados. • As Sínteses estão disponíveis, com a intenção acima citada, no seguinte endereço da Internet: http://www.biblia.page.com.br • As obras estão na íntegra, preservando o direito autoral do responsável por elas, os autores. Não havendo comercialização das obras de forma alguma.

2 • Compilado por Robert Caetano - 2000

SÍNTESES DOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

Mateus

Marcos

Lucas

João

Atos

Romanos

I Coríntios

II Coríntios

Gálatas

Efésios

Filipenses Colossenses

I Tessalonicenses II Tessalonicenses I Timóteo

II Timóteo Tito

Filemon

Hebreus

Tiago

I Pedro

II Pedro

I João

II João

III João

Judas

Apocalipse

Fonte e autores: http://www.biblia.page.com.br
Compilação Robert Caetano - 2000

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PEQUENO RELATO DOS LIVROS
Os 66 livros da Bíblia estão divididos em duas partes: O Antigo Testamento ou Velho Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27 livros. Cerca de 40 personagens se envolveram na autoria e compilação dos livros que compõem a Bíblia Sagrada. Cada escritor manifestou seu próprio estilo e características literárias. Entretanto, há na Bíblia um só plano ou projeto, que de fato mostra a existência de um só autor divino, guiando os escritores.

O Velho Testamento é Dividido Em Cinco Partes:
1. Pentateuco Livros da Lei ou Torá contêm cinco livros: Gênesis - Como a palavra bem indica, é o livro dos princípios: do céu e da terra, das ilhas e dos mares, dos animais e do homem. Com Abraão, temos o começo de uma raça, um povo, uma revelação divina particular, e finalmente uma igreja. Êxodo - Relata o povo de Deus escravizado no Egito e a grande libertação divina, usando a instrumentalidade de Moisés. Levítico - Leis acerca de moralidade, limpeza, alimento, sacrifícios, etc. Números - Relata a peregrinação de Israel, quarenta anos pelo deserto. Deuteronômio - Repetição das leis. 2. Livros Históricos, doze livros: Josué - Trata da conquista de Canaã. O milagre da passagem do rio Jordão, a queda das muralhas de Jericó, a vitória sobre as sete nações Cananéia, a divisão da terra prometida e, finalmente, a morte de Josué com cento e dez anos. Juízes - Várias libertações através dos quinze juízes. Rute - A linda história de Rute, uma ascendente de Davi e de Jesus Cristo. I e II Samuel - Relatam a história de Samuel, da implantação da monarquia, sendo Saul o primeiro rei ungido por Samuel. Sammuel como o último juiz e a história de Davi. I e II Reis - Relatam a edificação do Templo de Jerusalém, a divisão do reino. Ministério de Elias e Eliseu. Ainda em II Reis está relatado o cativeiro do Reino do Norte pelos exércitos assírios, e do Sul com o poderio Caldeu de Nabucodonosor. I e II Crônicas - Registram os reinados de Davi, Salomão e dos reis de Judá até a época do cativeiro babilônico. Esdras - Relata o retorno de Judá do cativeiro babilônico com Zorobabel e a reconstrução do templo de Jerusalém.

Descreve o arrependimento de Judá e as bênçãos. exaltação e a glória futura do povo de Deus.Condição moral de Israel e Judá. Naum . Amós .Descreve o amor de Salomão pela jovem sulamita. Habacuque . "O dia do Senhor" é enfatizado como um dia de juízo e também de benção. 4. O povo arrependeu-se e o profeta ficou triste e desejou a morte.Um livro que contém muitas metáforas para descrever a condição. cinco livros: Isaías .4 Neemias . etc. O livro contém maldições pronunciadas sobre as nações pecadoras. Eclesiastes .Relata historia da reedificação das muralhas de Jerusalém. 3. Livros Poéticos. proclamações. deveres e obrigações perante Deus. Também prediz o estabelecimento do reino messiânico. Miquéias .Muitas profecias messiânicas. paciência e libertação de Jó. cinco livros: Jó . Salmos . Jeremias é considerado o profeta chorão. Daniel . 5. justiça. doze livros: Oséias . Joel . é considerado o profeta da redenção.Tem por tema a reincidência. O mais bem sucedido dentre os profetas. Profetas Maiores. Ezequiel .Dissertações sobre sabedoria.O grande questionamento do profeta a Deus. o cativeiro e a restauração dos judeus.Relata a apostasia de Israel caracterizada como adultério espiritual. Jeremias . Como pode Deus justo permitir que uma nação pecadora oprima Israel. Lamentações . Provérbios .Relata a história de Jonas.Ameaças e visão da gloria futura de Israel. Profetas Menores. Contém muitas metáforas que descrevem os pecados do povo. poemas e orações. temperança.Sofrimento. Sofonias .A destruição de Nínive e libertação de Judá da opressão assírica.Visões apocalípticas.Cânticos espirituais. Um dos profetas que pregou o arrependimento do povo.Através de visões o profeta reformador denuncia o egoísmo e o pecado.A condenação de Edom e a libertação de Israel. Obadias . Ester . Cântico dos cânticos . Jonas .Relata a libertação dos judeus por Ester e o estabelecimento da festa de Purim.Clamores de Jeremias.Reflexões sobre a vida. o missionário que relutou para levar a mensagem de Deus a cidade de Nínive. . lamentando as aflições de Israel. Contém uma das mais belas orações da Bíblia.

Tiago.Revelação. I e II Pedro.Descrições que mostram a necessidade de reformas antes da vinda do Messias. Explicação do Evangelho. Epístolas Paulinas: Romanos. Filemom. profetiza o triunfo final do reino de Deus. Samaria e ate os confins da terra. Os Evangelhos ou Biográficos: Mateus. Atos. Trata dos resultados da morte e da ressurreição de Cristo. Histórico: Atos dos Apóstolos. 5. Tito. O Novo Testamento Também Tem Cinco Divisões: 1. 3. Filipenses. I e II Timóteo. começando em Jerusalém. Judas. Consumação e Juízo de Deus. Neusa Rocha de Souza Bacharel em Teologia . Marcos. 4. Manifestação do Evangelho. Zacarias .Através de visões. o filho de Deus. Lucas e João. Malaquias . Foi contemporâneo de Ageu. II e III João. com a propagação das "Boas Novas" por impulso e liderança do Espírito Santo.5 Ageu . As explicações e os conselhos dados pelos apóstolos as igrejas cristãs. Efésios. Colossensses.Repreende o povo por negligenciar a construção do segundo templo e promete a volta da gloria de Deus. I e II Tessalonicenses. Gálatas. Profético: Apocalipse . A questão central é a carreira terrena de Jesus Cristo. ainda no berço. Um novo Céu e uma nova Terra. onde são fixadas as doutrinas que devem ser cridas e vividas pelos cristãos de todos os séculos. I e II Coríntios. Judéia. Ageu ajudou a animar os judeus a reconstruírem o templo. I. 2. Epístolas gerais: Hebreus. A propagação do Evangelho.

6 ANTIGO TESTAMENTO O Antigo Testamento conta a história do povo de Israel. Os livros do Antigo Testamento formam cinco grupos que abrangem conteúdos semelhantes. e seguem a mesma ordem cronológica que se acham na Bíblia. Essa história retrata a fé do povo em e descreve a vida religiosa dos israelitas. LIVROS DA LEI LIVROS HISTÓRICOS LIVROS POÉTICOS E DE SABEDORIA PROFETAS MAIORES PROFETAS MENORES . Os autores destes livros escreveram o que Deus fez por eles como povo e como eles deveriam adorá-lo e obedece-lo em resposta a seu amor.

em suma. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas. especialmente João 5:46-47). É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas. Além disso. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cfe. E. é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. Em todos os seus contatos com os patriarcas. AUTOR Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. devido ao fato de Deus ser cheio de graça. pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. para si. sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros.LIVROS DA LEI GÊNESIS Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. mas. finalmente. Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido. mas antes. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro.12-50). Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio. preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas conseqüências sobrevieram. por todas as suas páginas. a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. Por ocasião da criação do Mundo. A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps. não obstante. o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança. O livro de Gênesis salienta. ajudam a completar o conteúdo. e como veio a ser posse do homem. a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas "fontes". o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. Na criação do homem. Lucas 16:31. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. a desmerecida graça de Deus. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. 1-11). a saber. orais e escritas. Abraão foi escolhido.7 I . e gostaria de saber qual a sua natureza. não por merecimento. Na tradição . 24:44). Pode ser dividido em duas porções principais. Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer.

As teorias de alguns críticos não nos oferecem substitutivo adequado para a autenticidade mosaica. Unger Doutor em Filosofia e Letras ÊXODO . No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás) Exigiam por assim dizer. Afirma-se que Moisés é o escritor do livro do pacto (capítulos 20 a 23) que abrange os dez mandamentos bem como os juízos e as ordenanças que os acompanham (24:4. São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). São Paulo. Pa (EUA). A atual exegese conservadora. Merrill F. de Philadelphia."Tanto esta terminologia como outras semelhantes aparecem muitas vezes nos capítulos 39 e 40. é seguida pela prova que têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Êxodo é o livro da redenção. Holman Co. foram dados diretamente por Deus a Moisés (25:1. O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção. "o livro de Moisés" (Marcos 12:26). e assim por diante). êxodo ou saída) dos hebreus do Egito.8 da Igreja.. publicada pela A. toda a lei abrangida pelo Pentatêuco. festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21). o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Brasil. 7).. A paternidade literária mosaica é igualmente ressaltada numa destacada seção narrativa: a vitória de Israel sobre Amaleque (17:4). o Senhor Jesus denomina o Pentateuco em geral e o Êxodo em particular. 1980. um tipo de Cristo. A experiência da redenção. S. cfe. mediante os quais o povo redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com ele (36:1-40:38). Afirma-se que o assim chamado código sacerdotal. Traduzido por João Bentes. 26:1. (I Coríntios 10:11). triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo. 23. que se ocupa do ritual do tabernáculo e do sacerdócio que figura no restante do livro do Êxodo (exceto os capítulos 32 a 34). J.R. 31. da Holman Study Bible. bem como a tradição. Edições Vida Nova. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida (grego. ÊXODO Assim como Gênesis é o livro dos começos. O levantamento do tabernáculo apresenta-se como um trabalho "segundo o Senhor havia ordenado. A Bíblia Vida Nova. que compreende principalmente a parte que se estende desde Êxodo 20 e atravessa o livro de Deuteronômio. Em uma referência tomada do capítulo 3 do Êxodo. sempre afirmaram que Moisés é o autor. AUTOR Embora o livro de Êxodo não declare em nenhum lugar que Moisés fosse seu autor in toto. o sacerdócio e os sacrifícios. declara mediante termos positivos e explícitos seu caráter mosáico. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição. Contudo. a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31).

e foi assim chamado porque registra a saída de Israel do Egito. Tendo uma revelação de Deus. Israel redimido (Êx 3 . 4. Aprenda o seguinte esboço: 1.15). Convencidos do pecado pela santidade da Lei. a) A opressão de Israel (Êx 1).Moisés. e) Páscoa (Êx 12).15-22). b) A partida para o Egito (Êx 4.21).9 Título. f) O casamentos de Moisés (Êx 2. 2. considerando-o como um todo. Começa com um povo escravizado habitando na presença da idolatria egípcia e termina com um povo redimido habitando na presença de Deus. A idéia central do livro é a redenção pelo sangue.24-31).16-22). d) As pragas (Êx 7-11).5-10). 2. significando "sair". Israel recebendo a Lei (Êx 19-23). c) A adoção de Moisés (Êx 2. Essa redenção se apresenta suprindo todas as necessidades da nação. o povo sente a necessidade de culto. em Êxodo. Israel viajando ao Sinai (Êx 15.28). 1.Êx 19). Oprimido pelos egípcios.Em Gênesis lemos acerca do princípio da redenção. é efetuada através de uma nação inteira: Israel. 5. Tema.23 .Êx. d) O zelo precipitado de Moisés (Êx 2. os israelitas sentem a necessidade de purificação. Os acontecimentos registrados em Êxodo abrangem um período de 216 anos. Israel redimido (Êx 3 . Israel necessita de libertação. b) O nascimento de Moisés (Êx 2. O que se segue é um resumo dos capítulos 1 e 2. Deus lhe dá a Lei. Israel no cativeiro (Êx 1-2). Trataremos agora de obter um aspecto geral do livro de Êxodo. Israel no cativeiro (Êx 1-2). e) A fuga de Moisés (Êx 2. g) A travessia do Mar Vermelho (Êx 14-15.4. 3. a nação necessita de uma revelação de Deus para orientá-la na conduta e no culto de sua nova vida. Autor.1-14). Em torno dessa idéia concentra-se a história de um povo salvo pelo sangue. Em Gênesis a redenção é efetuada através de indivíduos. amparado pelo sangue e tendo acesso a Deus pelo sangue.Êx 15-22).11-14). . c) O conflito com Faraó (Êx 5-6). Tendo sido salva. No livro do Êxodo lemos acerca do progresso da redenção. Deus lhe dá o tabernáculo e estabelece um sacerdócio. cerca de 1706 a 1490 antes de Cristo. Deus provê os sacrifícios. f) A partida do Egito (Êx 13). a) A chamada e a comissão de Moisés (Êx 3 . Israel em adoração (Êx 24-40). Deus provê essa libertação.Êxodo vem do grego.

Ele desejava gravar na mente de Israel o acontecimento de tal maneira que nos dias vindouros quando viesse a opressão e a provação. O mesmo sucedeu no caso de Faraó.Êx 19). Resumo dos capítulos 19 a 23. Assim como os Estados Unidos da América do Norte formam uma república governada na base de sua constituição. Israel viajando ao Sinai (Êx 15. 5. b) Os Dez Mandamentos (Êx 20).águas amargas (Êx 15). pudesse sempre ver e recordar que "a salvação é do Senhor". Neste estudo seria aconselhável consultar o mapa desta viagem. para os outros em morte (Veja: 2Co 2. Muitos tropeçam no fato de haver Deus endurecido o coração de Faraó. castigando-o em seguida. É necessário que expliquemos aqui uma dificuldade. que estabelecia penalidades e dava instruções para a sua execução. e) Sinai . batalha contra Amaleque (Êx 17). levar luz a todas as nações. 4.fontes e árvores (Êx 15). d) Refidim . foi acrescentada a lei civil. Para poder aplicar esses princípios à vida cotidiana do povo.separada de todas as nações. O propósito de Deus era ter um povo cujo testemunho ao mundo seria: "salvo pelo poder de Deus". . Israel foi feito a nação sacerdotal . como teocracia (um estado governado por Deus) teve como base do seu governo os Dez Mandamentos. a culpa estava com aqueles que repeliram a mensagem. quando o rejeitam. Deus endureceu o coração de Faraó do mesmo modo em que o Evangelho endurece o coração dos homens. sua recusa em obedecer à mensagem foi a causa. A mensagem de Deus foi simplesmente a ocasião do endurecimento do seu coração. c) A lei civil (Êx 21-23). Israel em adoração (Êx 24 .o Maná (Êx 16). No Antigo Testamento a libertação de Israel da terra do Egito é sempre a medida ou exemplo clássico do poder de Deus. a fim de ser instruída na verdade divina e. Israel.40).5).  A legislação de Israel (Êx 20-23). a) Mara . Israel recebendo a Lei (Êx 19 . o Evangelho resulta em salvação. a) A subida de Moisés ao Sinai (Êx 19).15 / Êx 8. finalmente. b) Elim . c) Deserto de Sim . Para alguns. Foi Paulo o responsável pelo endurecimento de seus corações? Não.32). Deve notar-se que Faraó também endureceu seu próprio coração (Êx 8.  Os mandamentos representam a expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa os seus súditos.9 lemos que "alguns deles se mostravam empedernidos" após a pregação de Paulo.visita de Jetro (Êx 18). Estudem os seguintes tópicos:  A eleição de Israel (Êx 19. Em At 19.Êx 23). Sumário dos capítulos 15 a 19. 3.15-16). Por meio de um pacto solene.10 Veja a grandeza e o caráter sobrenatural da libertação de Israel.23 .a rocha ferida. que podemos considerar como a Constituição das Tribos Unidas de Israel.

d) O tabernáculo erigido (Êx 40). "E me farão um santuário.  O Tabernáculo do Testemunho. Testificavam da santidade de Deus e do pecado do homem. Pela mediação de Moisés. c) A construção do tabernáculo (Êx 35-39). Myer Pearlman.29). Jeová ordenou a construção do Tabernáculo. Através da Bíblia livro por livro. Compreender-se-á claramente a utilidade do Tabernáculo quando consideramos os títulos que lhe são aplicados:  O Tabernáculo (em hebraico "morada"). Era o ponto de contacto e o meio de comunicação entra o céu e a terra (Êx 29. Jeová tornase o Deus de Israel e Israel torna-se o povo de Jeová. Literalmente "lugar santo". Embora Deus habite em toda parte. Fonte: LEVÍTICO .11 a) Moisés recebe o modelo do tabernáculo (Êx 24-31). Para que essa comunhão pudesse continuar.  A tenda da Congregação ou a Tenda da Reunião.8). para que eu possa habitar no meio deles" (Êx 25.18 / Êx 34. Chama-se assim devida as duas tábuas da Lei que foram colocadas na arca. ele indicou um lugar onde seu povo sempre o pudesse encontrar "em casa". um edifício separado para a habitação divina. O Santuário. b) Quebra da Lei (Êx 32-34). um povo redimido e seu Deus foram unidos nos santos laços da aliança.42-43). ou a Tenda do Testemunho. No Monte de Sinai Jeová e seu povo estabeleceram uma relação especial. Essas tábuas foram chamadas de "tábuas do testemunho" (Êx 31.

. da morte de Cristo no Calvário. Portanto. Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10). e separei-vos dos povos.. onde aquele que não tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar. Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união positiva ao que é bom. AUTOR . por assim dizer. na adoração (capítulos 23 a 25). Levítico. Marcos 10:45). sou santo. e por isso mesmo. separando-os de seus pecados e suas conseqüências. As duas narrativas históricas (capítulos 8 a 10 e 24:10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter legislativo: e a única variante em sua forma. isto é. Levítico existe principalmente como legislação expressa por Deus: "Chamou o Senhor a Moisés e. membros da tribo de Levi aos quais Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário (Deuteronômio 10:8).. o sermão final de exortação de Moisés (capítulo 26)."(1:1-2). é seguido de um apêndice de leis que regulam matérias que em si mesmas não são obrigatórias (capítulo 27). é preciso prover um meio de acesso a Deus. o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco. e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus. disse: Fala aos filhos de Israel. o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9:24). mas giram em torno de assuntos de conduta diária do amor sincero a Deus. A primeira metade do Levítico (capítulos 1 a 16) apresenta-nos. assim. para serdes meus "(20:26). A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu Criador. que diz: "Serme-eis santos.. e citando desta parte do Levítico: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (19:18). As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da impureza. Em sua forma. uma série de medidas de caráter religioso que representam a forma mediante a qual Deus redime os perdidos. o terceiro livro de Moisés ressalta a função dos sacerdotes de Israel. para que pudéssemos ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5:21. devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2). visto que o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral. De modo que a segunda metade do Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. porque eu. Contudo. o Senhor. justo. muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de manual técnico que orientava os antigos sacerdotes nos pormenores das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar. a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido. Os diversos sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras. e dize-lhes. prefiguravam o serviço fiel de Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2:17).12 Conforme diz o nome. que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5). Esta conduta prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo 17). Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumidas no versículo-chave. enquanto o dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a Cristo.

Nestas circunstâncias. o Levítico afirma ser palavra de Moisés dirigida por Deus. como guia para a conduta e para a adoração. título tomado do primeiro versículo. o Decálogo (Êxodo 29:43. O livro de Números parece. mas que também demonstra misericórdia ao penitente e obediente. que em hebraico é uma só palavra. segundo datas fixadas pela maioria dos exegetas evangélicos. narrativas e rituais ou lei civil. No decorrer desse período. fazem-no a expensas da integridade da evidência bíblica. o povo necessitava da provisão especial divina de alimentos e água. Entre os escribas judeus ele era conhecido principalmente pelo nome de "no deserto". como nas versões latina e grego. Sua legislação e seus acontecimentos abrangem tão-somente algumas semanas de tempo. principalmente na zona conhecida como o Neguebe. Moisés escreveu. Barton Payne Doutor em Teologia NÚMEROS O livro de Números deriva seu nome em nossas Bíblias em português. "bemidbar".. segundo Deus o havia prometido (Êxodo 25:22). não muito distante de Cades. No aspecto histórico. a peregrinação. dando lugar necessariamente às seções de narrativas dispersas de Levítico. dos dois censos nele narrados. Contudo. Fora-lhes dada a lei moral básica. Os críticos que relegam o Levítico a um milênio depois de Moisés. o tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da religiosa. às vezes. vivendo em tendas e apascentando os rebanhos nas estepes semi-áridas. visto como era aqui onde Moisés exercia suas funções administrativas. 40:34). desde o levantamento do tabernáculo por parte de Moisés (Êxodo20:17). vem o Levítico. até à partida de Israel do monte Sinai. Escolhe entender-se com o homem servindo-se de mediadores. durante 37 anos. As Sagradas Escrituras descrevem o Levítico como livro dado a Israel pouco depois que os israelitas foram adotados como o povo da aliança de Deus (Êxodo 19:5).. Deus dirige a Israel. de vez que o tema do livro gira em torno das vicissitudes e vitórias do povo de Israel desde o dia em que deixou a zona sul do Sinai até chegar às fronteiras da Terra Prometida. no mês de maio de 1445 a. ou o pedido das filhas de Zelofeade (27:1-11) cujo resultado foi que Deus estabeleceu medidas para a herança das filhas quando não houver filho sobrevivente. Assim como o pai educa e castiga os filhos.Barnéia.C. em geral. Conquanto estes anos descrevam. das exigências da situação na vida. tal como a autorização para celebrar uma páscoa especial (9:1-14) em circunstâncias que impediam a observância da páscoa regular. No livro de Números. Abrange um período de aproximadamente 40 anos na história da caminhada de Israel sobre a Palestina. embora . Presume-se que o povo seguia os costumes dos povos nômades.13 Em mais de 50 pontos em seus 27 capítulos. Em realidade. ao passo que os pronunciamentos legais surgem."(Romanos 10:5). menos de dois meses depois (Números 10:11). O Novo Testamento também cita o livro ao dizer: "Ora.. o Pentatêuco. Deus é apresentado como um soberano que exige absoluta obediência à sua santa vontade. J. constituir uma coleção não muito estruturada de informações. estas informações são sempre pertinentes à história. Destes. A seguir. é evidente que o povo residiu ao sul de Canaã. É um título apropriado. o livro forma uma divisão de um conjunto maior. seu povo amado. com freqüência. o livro de Números começa onde termina o Êxodo. Moisés é único.

AUTOR Tanto judeus como cristãos tradicionalmente têm considerado Moisés o autor do livro de Números. David W. A opinião de que o livro de Números procede da pena de Moisés e do período no qual ele viveu é apoiada. Numa oportunidade anterior. No Novo Testamento se encontram diversas referências ao livro de Números. . Figura. visto como Deus é o Deus dos espíritos e de toda a carne. Moisés proporcionanos bastante história. Através deste livro. Deuteronômio faz parte dos acontecimentos históricos que se deram previamente. Israel havia falhado. por falta de fé. mas em quase todos os casos relaciona os acontecimentos com a lição espiritual que sublinham. Balaão. Todavia. ou "segunda lei". e adapta-se às condições de vida da coletividade na terra para a qual Israel se mudaria em breve. Kerr Mestre em Teologia DEUTERONÔMIO O nome do livro de Deuteronômio. Toma a legislação que Deus dera a Israel havia quase 40 anos. os acontecimentos estão repletos de significado. das instituições e das condições de vida descritas no livro de Números. Expoentes extremos da crítica literária têm procurado negar que Moisés pudesse ter escrito qualquer parte do livro. pode ser usado. em que o livramento do Egito é considerado como modelo terreno da redenção eterna. o livro. os descobrimentos arqueológicos têm demonstrado a antiguidade das leis. sugere sua natureza e propósito. e mesmo no hebraico tem sido transcrito de um tipo de escritura para outro. e têm procurado dividi-lo em documentos que datam de períodos diferentes da história de Israel. como o último dos cinco livros de Moisés. Sem dúvida. quando menos. em particular no Êxodo e em Números. Contudo vai além destes relatos visto que os interpreta e os adapta. Considerando que o período mosaico é. ao leste do rio Jordão e do mar Morto. Sem dúvida. pela profunda veneração que os judeus tinham por Moisés e pelos escritos sagrados a ele atribuídos. passou por muitas mãos. Afirma-se que as experiências no deserto estão registradas para nossa admoestação (I Coríntios 10:11). segundo consta em nossas Bíblias. Nosso Senhor Jesus Cristo referiu-se ao incidente da serpente de bronze como ilustração da forma em que ele próprio será levantado a fim de que os que crêem nele não pereçam mas tenham a vida eterna. de 1300 anos antes de Cristo. em sua forma atual.14 outros talvez estejam dotados de dons proféticos e até mesmo um pagão. fazendo um resumo e pondo em relevo a mensagem que os quatro livros precedentes contém. a nação de Israel se encontrava na terra de Moabe. Quando este livro foi escrito. existem aqui e acolá adições redatoriais. também. Não significa isto que se trata de mera repetição do que ficou dito anteriormente.

e distribuir a terra entre as tribos. é o único Senhor. e a outra no norte. Os perigos. esquecendo-se de seu Deus. naturalmente. infundirá vida e fará que os israelitas sejam povo destacado entre todas as nações. e finalmente será espalhada entre os povos. Israel age por sua própria conta. a quem chegaram a conhecer melhor durante suas experiências na península do Sinai. Seus caminhos são conhecidos do povo. AUTOR Nas páginas do livro de Deuteronômio se declara que Moisés é o autor dos discursos que abrangem a maior parte da obra. Harold B. Porém. Selou uma aliança com eles. Moisés compreende. na região central de Canaã. Sua atitude para com o Senhor é. formaram-se bolsões de resistência. Em um sentido verdadeiro. Esta lei. sua mensagem acentua o aspecto espiritual. O Senhor Deus deles. e cada uma das tribos teve a responsabilidade de ocupar a . se Israel imitar a conduta das nações vizinhas. A maior parte do livro descreve a conquista de Canaã e a divisão da terra entre as tribos de Israel. que consta do final do livro. com toda a diligência de que é capaz. Contudo. esta é a chave do livro. Acompanha-os se Deus. península deserta e escarpada. foi ele quem os libertou da escravidão. e a fazer das leis divinas a força diretriz de suas vidas. corretamente. Josué teve de enfrentar duas coligações sucessivas de estados cananeus. então sobrevirá a aflição. A Josué. Mediante longa experiência. São o seu povo. seu sucessor. coube a missão de dirigir o povo de Israel através do Jordão e na terra prometida. mui provavelmente Josué. sob a direção do Senhor e em sua própria casa. O Senhor exige devoção e adoração exclusivas. e da capitulação de Gibeon. uma na região meridional capitaneada pelo rei de Jerusalém. Agora. que os maiores perigos que os assediam estão na esfera da vida espiritual. contemplando a terra prometida. Israel aprendeu que o Senhor honra a obediência e castiga a transgressão. É evidente que a narrativa de sua morte. Depois da queda de Jericó e de Ai. Agora. Receberão bênçãos. Moisés. se obedecida. sendo assim. foi escrita por outro autor. Deu-lhes a lei. Diante deles está a herança. em um novo sentido. Através do livro todo acentua-se a fé somada a obediência. visíveis e invisíveis. do Pentateuco. o principal problema. e as nações reconhecerão que seu Deus é Senhor. O livro abrange toda uma gama de perguntas que surgem desta nova fase da vida de Israel. 38 anos depois. Moisés reúne o povo escolhido e procura infundir-lhe fé que capacitará a avançar em obediência. jazem além. Daí que é inteiramente apropriado referir-se a Deuteronômio como o quinto livro de Moisés. Contando com a ajuda divina Josué pôde conquistar tanto o sul como o norte. sob as ordens de Jabim em Hazor. Moisés morreu na terra de Moabe.15 ao não entrar na Palestina. poderíamos dizer. Kuhn Doutor em Filosofia e Letras II – LIVROS HISTÓRICOS JOSUÉ O livro de Josué é a continuação. convida Israel a confiar de todo o coração no Senhor.

O fato de que Deus . leia também 24:1-25). O Livro de Josué registra a história de Israel desde a nomeação de Josué como sucessor de Moisés até sua morte aos 110 anos de idade. Em sua forma atual. vários dos juízes prepararam o caminho para a união das doze tribos na futura monarquia.o livro dos Juízes acha-se entre os profetas. até organizar-se uma federação que.16 terra que lhe foi designada. Na tríplice divisão da Bíblia hebraica . ao passo que o arrependimento sincero proporciona o favor divino. o livro dos Juízes nos apresenta uma filosofia da história que demanda a atenção do crente moderno. que os livraram da mão dos que os pilharam. embora exista sólida evidência interna de que foi escrito por uma testemunha ocular dos muitos acontecimentos aí descritos. O livro dos Juízes contém a história dos treze juízes que governaram Israel desde a morte de Josué até à época de Eli e Samuel. são vistas com maior clareza nos Juízes do que no Pentateuco ou em Josué. Conquanto profetas posteriores tenham feito apelo mais vigoroso. que diz:"Suscitou o Senhor juízes. com seus problemas individuais. A conquista de Debir por Otniel e de Laís pelos danitas ocorreu depois da morte de Josué. AUTOR O título do livro indica que Josué é seu personagem principal. O livro em si mesmo é anônimo. porém. que empregou o material escrito pelo próprio Josué (24:26. finalmente. Pfeiffer Doutor em Filosofia e Letras JUÍZES O título do livro dos Juízes provavelmente foi sugerido pelo versículo 16 do capítulo 2. O livro abrange períodos de transição que se iniciam com a vida incerta e desintegrada das tribos. Charles F. que em épocas de emergência nacional conduziram o povo à guerra. continuavam dirigindo os destinos da nação na paz. o livro é posterior a Josué. culminou na formação da monarquia. e depois de libertá-los da opressão estrangeira. É possível que alguns dos juízes tenham governado simultaneamente em diferentes regiões. Exerciam as funções de magistrados militares e civis. à consciência do homem." Os juízes eram pessoas cheias do Espírito Santo.lei. O livro dos Juízes abrange um período de aproximadamente 400 anos. Juízes é um livro valioso pelas provas históricas que apresenta sobre o desenvolvimento da religião de Israel durante os primeiros anos da conquista. As lutas intestinas das diversas tribos. Mediante convite feito a duas tribos ou mais para realizar uma ação conjunta. O descuido das ordenanças do Senhor e a adoração de deuses falsos conduzem ao castigo. cuja morte registra. no meio de uma população estrangeira. profetas e escritos . O livro talvez tenha sido escrito por um dos "anciãos que ainda sobreviveram" depois de Josué.

faz parte dos chamados escritos sagrados. A genealogia culmina no rei teocrático Davi. Na Bíblia hebraica. o hebreu. Contudo. A evidência interna insinua que o livro já estava em circulação antes de Davi conquistar Jerusalém. AUTOR No grego. mas da raça humana. o livro nos proporciona uma perspectiva da história do Natal e dos acontecimentos do Pentecoste. inspirado por nobres ideais. a situação extrema do homem é a oportunidade de Deus. A. Devido à morte do genitor e de seus dois filhos em terra estrangeira. merece hoje nossa consideração. o livro de Rute vem em seguida ao de Juízes. possivelmente na última parte do reinado de Davi ou imediatamente depois. várias sugestões têm sido apresentadas com respeito ao autor do livro dos Juízes. Não se conhece seu autor. visto que foi em seu tempo que ocorreu a história narrada neste livro. durante a semana. Young Doutor em Filosofia e Letras RUTE O livro de Rute descreve a direção providencial de Deus na vida de uma família israelita. Por força da conduta de um parente que. indica que a época dos juízes pertencia ao passado. mediante a qual se abre diante de nossos olhos a perspectiva pentecostal do significado universal do Messias: não é somente o Salvador de Israel. cumpre suas obrigações. Pela forma como o autor escreve acerca de Davi em 4:17 e da genealogia em 4:18-22. o escritor empregou anais escritos deixados por juízes anteriores. P. A história de Rute culmina na época da colheita. que se denominou mais tarde festa de Pentecoste. Fred E. em geral. relativos à época e aos acontecimentos de seu respectivo governo. Esta consideração indicaria que o livro foi escrito antes que o reinado perdesse sua glória. e Rute. além de seu cargo de profeta ou vidente. Este relato era lido. compilou o livro. A união de Boaz. fica demonstrado que conhecia o esplendor do reino de Davi. A época em que foi escrito este livro pode ter sido durante sua retirada da vida pública. Isto. O anúncio do capítulo 1:1 no sentido de que a história aconteceu "nos dias em que julgavam os juízes". a linha hereditária permanece inalterada.17 trata com a nação em face da atitude desta para com as leis morais divinas. e em traduções posteriores. converte-se no meio pelo qual Deus cumpre seu misericordioso propósito. ou festa da colheita do trigo. correm perigo o nome e a herança desta família. Sem dúvida alguma. Verhoef Doutor em Teologia . a moabita. Com relação à mensagem toda das Escrituras Sagradas. AUTOR Na ausência de informação precisa. ocorre com a inclusão de uma mulher de descendência moabita. a cuja linha genealógica é prometido o advento do Messias. uma subdivisão dos cinco pergaminhos que se liam em público nos dias de festa de Israel. A opinião mais aceita é que Samuel.

A história começa nos dias finais dos juízes e nos deixa com o velho Davi firmemente entronizado como rei de Israel e de Judá. primeiro do templo.18 I E II SAMUEL Os livros de Samuel relatam o período de transição da teocracia para a monarquia. o monarca. por exemplo. Era homem de extraordinária coragem. AUTOR . Homem de profunda piedade e discernimento espiritual. Todavia. e depois da igreja cristã. Sua capacidade de tomar decisões rápidas fica bem demonstrada por sua solução do delicado problema que surgiu com respeito a Melfibosete (II Samuel 19:24 e outros). e sua preservação e preparação para seus duplos fins: serem depositários dos oráculos de Deus e trazerem à luz. contudo lhe faltava a perseverança. Saul. representou de modo imperfeito. mas era dotado de atributos de ordem superior. no desempenho de suas funções quase alcança a estatura de Moisés. "o mais importante Filho do grande Davi". e um medo mórbido de que surgissem possíveis rivais embargou-lhe a mente e afetou seu raciocínio. Davi é um dos grandes personagens da história bíblica. procedia de família humilde. Ao que parece. Viu-se na contingência de guiar a Israel em algumas das mais profundas crises de sua história. no seu devido tempo. a quem ele. Pensaríamos que o elevar-se a tão grande altura e a um custo tão alto lhe houvessem dado forças para vencer a tentação. seus ossos foram devolvidos à sua terra de origem. Davi era administrador prudente e podia julgar com acerto a natureza humana. e o estabelecimento desta. dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem de Israel. capaz de conseguir e manter a lealdade de seus subordinados. o primeiro rei. sem haver alcançado o êxito que lhe desse direito de ser sepultado em um túmulo real. seu poder de resistência não era maior do que o dos outros mortais. Era homem com dotes de comando. Embora não descendesse da linha genealógica de Arão. e a Davi. sucedeu a Eli no cargo sacerdotal. Itai. comissionado para ungir a Saul. Era poeta altamente inspirados. Alguns de seus servos mais fiéis provinham de lugares situados fora de Judá e de Israel. Os livros de Samuel proporcionam-nos um capítulo indispensável nos anais do trato de Deus com seu povo Israel. A inconstância de seu temperamento empanou todas as suas relações pessoais. Mesmo levando-se em consideração a época em que viveu. ingrediente essencial para a grandeza. o maior dos reis de Israel. De origem humilde. Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Como Saul. em sua vida. achou-se no papel de "fazedor de reis". Samuel e Saul são os outros dois grandes personagens do livro. percebeu claramente os propósitos de Deus para seu povo. devemos admitir que apesar de suas fraquezas. é um personagem enigmático. Finalmente. foi o primeiro a estabelecer uma instituição para o preparo dos jovens que desejavam abraçar a vocação profética. Embora não tivesse ambições pessoais. foi chamado a desempenhar a função mais elevada da nação. era oriundo de Gate. e previu a vinda do Rei messiânico. suas canções de louvor enriqueceram a adoração.

O escritor remonta à história de Israel desde Salomão até ao último rei de Judá. que menosprezou. separado das outras nações. A comparação. feita desta forma. Estes princípios estão elaborados com clareza em II Reis 17-23. O valor de cada rei é determinado mediante comparação com dois reis de épocas anteriores. franca. quando Israel. A adesão a aliança com Deus resultaria em bênçãos. O colapso final de Israel diante da Síria (II Reis 17) e o de Judá diante da Babilônia (II Reis 25). Desse momento em diante. mas encontrou expressão nacional na época do Êxodo. e Josias (II Reis 22-23). obediente a seus mandamentos e leal a ele. O rei Davi que se manteve bastante fiel à aliança. aconselha seu filho Salomão a guardar os preceitos do Senhor (I Reis 2:3). narra a história triste da rejeição da aliança por parte da maioria dos reis. e mesmo estes tinham falhas. mesmo uma leitura casual deixará bem claro que o escritor se propõe demonstrar que embora Israel tivesse uma aliança com Deus. constituíam uma demonstração da verdade do princípio que o livro sublinhava. A Lealdade a aliança de Deus era requisito antigo em Israel. Exceções notáveis são Asa (I Reis 15). que acabava de ser libertado do Egito. 24:3-8). . a desobediência a essa aliança traria maldição e castigo. ou andou em "todos os caminhos de Jeroboão. Davi foi o rei que mais se aproximou do ideal. e o rei Jeroboão de Israel. demonstra se um determinado rei "andou em todo o caminho de Davi seu pai". dessa conduta. filho de Nebate". equivalia a expor-se ao juízo divino. Israel seria povo escolhido de Deus. e até onde possível. a maior parte de seus reis havia rejeitado e ultrajado as obrigações inerentes a tal aliança. Pouco antes de morrer. Porém. Teve sua origem em Abraão. e não constituiu surpresa alguma para os homens de discernimento espiritual. Passa-se em revista tanto os reis de Judá como os de Israel. Ezequias (II Reis 18-20). A declaração constante de I Crônicas 29:29 sugere-nos de modo vigoroso que Samuel escreveu de co-autoria com Natã e Gade. a referida aliança. são tratados segundo a época em que viviam. J. De maneira sincera. Essa conduta é a única esperança de prosperidade e paz.19 Em nenhuma parte se nos diz quem escreveu estes livros. se apresentou no monte Sinai e estabeleceu uma aliança solene com Deus (Êxodo 19:5. É evidente que o escritor dos livros dos Reis descobriu que sobre estas bases foram muito poucos os reis de Israel ou de Judá que guardaram a aliança com Deus. W. Josafá (I Reis 22). Martin Doutor em Filosofia e Letras I e II REIS Em parte alguma se diz com clareza qual o propósito destes livros. O afastamento desse caminho. Aos israelitas era proibido fazer alianças com outras nações ou outros deuses.

os livros das Crônicas se ocupam dos mesmos fatos que estes livros.C. o "livro das crônicas dos reis de Israel" (I Reis 14:19). Contudo. empregado por Jerônimo. e que escreveu na primeira metade do século dezesseis antes de Jesus Cristo. Os tradutores da Versão dos Setenta (cerca do ano 220 a.C. nossos dois livros das Crônicas formavam originalmente um só. O título Crônicas foi adotado do termo Chronicon. por volta do ano 560 a. que quer dizer "coisas omitidas" nos livros de Samuel e dos Reis. Thompson Mestre em Teologia I e II CRÔNICAS Nas Escrituras hebraicas. tais como o "livro dos sucessos de Salomão" (I Reis 11:41).) foram os primeiros a fazer a divisão. visto que o longo cativeiro havia produzido uma séria brecha no que respeita aos ideais e tradições de seu próprio povo.) adotou esta divisão na Vulgata Latina. desde os dias de Samuel até ao cativeiro. perpétua se prendia mais ao reino espiritual do que ao . e o "livro das crônicas do rei de Judá" (I Reis 14:29). denomina os livros das Crônicas Paraleipomena. ou Septuaginta. Só mediante uma vigorosa e estrita organização eclesiástica pôde a nação manter a unidade religiosa. porém os apresenta com um propósito diferente e de outra forma. AUTOR Não se sabe quem seja o autor dos livros dos Reis. Quanto mais passavam os dias. O compilador final deve ter vivido depois da queda de Judá no ano 596 a. A nação necessitava de reconstruir-se sobre sólidos alicerces espirituais. A Versão dos Setenta. J. Sabe-se que tinha acesso aos anais escritos. cujo rei era estrangeiro e pagão. proporcionando assim uma lição prática no sentido de que a rejeição da aliança com Deus. Jerônimo (morto no ano 420 d. Israel estivera sob a monarquia persa. Parece evidente que quando o cronista se propõe abranger o mesmo terreno que os livros de Samuel e dos Reis. que eram provavelmente documentos oficiais. tanto mais se sentiam os judeus convencidos de que a prometida soberana davídica.C. nada sabia do Deus de Israel. na qual se esperava que os dirigentes civis e religiosos honrassem e obedecessem tanto à verdade divina como a lei. haviam pertencido a uma teocracia. Pelo interesse que demonstra na aliança. Anteriormente. só pode provocar o castigo divino. possivelmente compilados por alguns dos profetas. podemos conjeturar que se tratava de um profeta aproximadamente contemporâneo de Jeremias.C. que significa "atos dos dias". Talvez tivesse acesso a outras fontes anteriores. um ato pecaminoso e rebelde. os dois livros dos Reis passaram a ser uma advertência para o remanescente do povo de Deus. visto que registra o livramento de Joaquim.20 Em dias posteriores.. É um nome apropriado. (II Reis 25:27-30). Tinha por título a frase hebraica "Dibrey hay-yamim". ou relato dos acontecimentos diários. deseja apresentar os fatos segundo seu próprio ponto de vista da história do povo de Deus. A.

como costumavam declará-lo os críticos liberais. quando Esdras chegou a Jerusalém. esses prosperam. Acentua-se a imensa importância do templo. dos ritos religiosos e da lei moral. Muitos exegetas conservadores não vêem necessidade de reconhecer tais acréscimos. o persa. O livro das Crônicas foi compilado de ricas fontes históricas que constavam de arquivos anteriores.. mesmo quando pudessem ter sido feitas algumas adições mais tarde. AUTOR Os livros das Crônicas. Os que haviam regressado do cativeiro deviam compreender sua própria relação com o povo de Deus. Não existe necessidade de admitir uma data posterior. Alexandre M. são eles apanhados por inequívoco castigo. Demonstra-se que quando os reis desafiam a lei de Deus. e se ocupa dos acontecimentos ocorridos depois do cativeiro. por exemplo. quando Ciro. Os que voltaram. Poderíamos muito bem aceitar Esdras como o principal autor (ou compilador). Acentua-se a atitude anterior dos reis com referência a assuntos religiosos mais que seus empreendimentos civis.21 secular. especialmente com respeito ao futuro Messias. a história das dez tribos apóstatas é abandonada. Têm-se feito objeções no sentido de que as Crônicas contêm relatos de acontecimentos posteriores à época de Esdras. embora . Depois de passar em revista a história do homem antes da época de Davi.C. Renwick Doutor em Divindade ESDRAS Este livro contêm quase tudo o que se sabe da história dos judeus entre o ano de 538 a. enquanto os que honram as ordenanças divinas..C. Crônicas é o antecedente dos outros dois. bem como os pais da igreja cristã. conquistou Babilônia. Não se tratava de uma hábil casta sacerdotal que desejasse impor suas idéias contra os profetas. e refletem o mesmo espírito. além de Samuel e de Reis. muitos foram os judeus que preferiram as comodidades da civilização babilônica às vicissitudes da Judéia açoitada pela pobreza (2:1-70). visto como não conduz à edificação espiritual. atribuem os livros das Crônicas a Esdras. Daí que se escrevesse o livro das Crônicas. O livro das Crônicas é acentuadamente didático. Um estudo cuidadoso do livro tem levado muitos comentaristas dignos de crédito a fixar sua data entre os anos 430 e 400 a. O livro deve ter causando efeito estimulante na religião nacional. Ressalta somente as partes da história que exemplificam a vida eclesiástica (que era agora a única esfera sagrada).C. Note-se a conexão de 1:1-3 com o final do livro das Crônicas. começaram a dar preeminência a Deus (3:1-13). Observa-se que a mão de Deus faz que o rei Ciro permita aos judeus regressar do exílio babilônico a fim de reconstruir o templo em ruínas (1:1-11). o cronista nos aponta o significado superior da promessa feita à linha genealógica de Davi. de Esdras e de Neemias estão intimamente relacionados. do sacerdócio. e o ano de 457 a. Os livros das Crônicas e de Esdras são semelhantes no que respeita à linguagem e ponto de vista. Contudo. e insiste nas bênçãos recebidas por aqueles que vivem uma vida religiosa autêntica. O Talmude. e a maior parte dos escritores judeus.

J. Stafford Wright Licenciado em Teologia NEEMIAS Este livro lega-nos uma lição quando ao sacrifício. adotando sábias medidas defensivas (4:1-23). verificou-se o avivamento em virtude da pregação de Ageu e de Zacarias. Seus trabalhos provocaram a intensa oposição de homens poderosos. talvez. pôde conseguir o apoio da maioria do povo mediante um profundo exame deste escândalo.3:32). tenham a mesma fé revelada por Esdras e pelos profetas. à oração e à tenacidade.10:44). quando Deus quer que avancem. e o templo foi completado por volta do ano de 516 a. mas poderia ser o próprio Esdras.6:22).C. No ano de 437 a. talvez estejam contentes com os padrões de vida do mundo pagão. AUTOR Não se conhece o autor ou compilador deste livro. mas Neemias se sobrepôs às ameaças. Empregou documentos existentes para fazer uma crônica dos acontecimentos que ele não presenciou pessoalmente. Quase de imediato se vê às voltas com o problema suscitado pelos casamentos entre judeus e pagãos. a despeito de novas oposições (5:1 . interrompe-se um silêncio de quase sessenta anos. comissionado pelo rei persa para ensinar a lei judaica e pô-la em vigor (7:1128).. Neemias. proporcionando ânimo e ao mesmo tempo advertência ao povo de Deus. o personagem principal. no ano de 445 a.22 tenham permitido que o inimigo fizesse paralisar a reedificação do templo e da cidade (4:1-24). Duas seções do livro estão escritas em aramaico (4:8 .6:18 e 7:12-26). Decorridos dezesseis anos.C. Este idioma semítico era empregado comumente em todo o Oriente Próximo naquela época.C.. Solucionou a falta de unidade interna enfrentando o problema mediante exemplo pessoal digno (5:1-19). e resolveu as acusações falsas mediante discernimento e coragem (6:1-14). Esdras reuniu uma nova geração de exilados para o acompanharem e realizou a perigosa viagem sem escolta (8:1-36). . com a chegada de Esdras (7:1-10). ou. Podem estar atemorizados pela oposição. e depois de oração e confissão. O livro demonstra a forma pela qual Deus emprega os governantes pagãos para cumprir seus fins. a fim de construir os muros de Jerusalém e congregar os judeus como nação (1:1 . inspirando as pessoas a fazerem uma nova aliança com o Senhor (9:1 . renunciou a um cargo de responsabilidade e bem remunerado perante o rei da Pérsia.

23 Terminada a reconstrução dos muros. que Esdras e Neemias constituíam originalmente um só livro. por sua beleza. bem como outros materiais. Mardoqueu. em geral. (13:1-31).7:73). toma o lugar de Hamã no cargo de primeiro-ministro. possui também traços vigorosos. O compilador emprega aqui as memórias pessoais de Neemias. O livro mostra a necessidade da oração e de uma atitude firme na obra de Deus. Stafford Wright Licenciado em Teologia ESTER O livro de Ester descreve graficamente as lutas vitoriosas dos judeus dispersos. Hamã é encarnado do mal. J. tomou medidas para que a cidade estivesse plenamente habitada (6:15 . As orações de Neemias constituem um excelente estudo. Ester. fizeram-se preparativos para os cultos de adoração. é escolhida rainha em lugar de Vasti. contra as iníquas conspirações de certo primeiro-ministro por nome Hamã. e os muros foram consagrados (11:1 . Embora nunca se mencione neste livro o nome de Deus. desempenham seu papel no momento oportuno. Assuero. e renovaram a aliança com Deus (9:1 . em virtude de sua capacidade. Ester. acima de tudo. Todos os personagens desde o rei até ao escravo obsequioso. Foi trazida gente da cidade.12:47). Ele e o povo confessaram os pecados nacionais. . mas. sua mão se manifesta continuamente em todos os pormenores circunstanciais da narrativa. mesmo em face da oposição. durante o período do rei persa Assuero. AUTOR Acredita-se. a essência da bondade. e Neemias viu-se forçado a introduzir novas reformas. tomou providências para que Esdras lesse a lei a fim de que o povo pudesse reger sua vida por ela (8:1-18). Mardoqueu.10:39). o fervor do povo começou a declinar. buscaram o perdão divino. inflexível. Mas cin i decirrer dis anos.

2:1. Mardoqueu.C. destacado personagem guardador dos fatos principais narrados no livro. tem-se comprovado de forma substancial a exatidão do autor. discurso e epílogo. se lermos a história com reverência. em benefício de seu próprio povo em época de profunda necessidade. dependendo humildemente do Espírito Santo para que nos ensine.prólogo. 15. Qual é o significado da fé? . tanto mais chegaremos à conclusão de que suas profundas verdades deverão ser desenterradas como se fossem pepitas de ouro. que deve ter tido conhecimento pessoal do povo e da história.) da antiguidade. AUTOR Não se pode conseguir evidência certa com respeito ao autor do livro de Ester. converte-se na heroína da história devido à sua boa vontade de arriscar a vida e sua posição. além dos ciclos dentro dos próprios discursos . 10.24 prima de Mardoqueu e sob a tutela deste. Segundo escavações realizadas na era moderna. A paternidade literária tem sido atribuída a vários personagens (Esdras. 20) está datado segundo o reinado de Assuero. os críticos o têm declarado indigno de ocupar lugar no cânon sagrado. Contudo. Wick Broomall Doutor em Teologia II . acharemos verdades que satisfarão nossa mente e edificarão a alma. a quem se identifica comumente como Xerxes I (485 a 465 a. Do começo até ao fim o autor procura com diligência responder a uma pergunta básica.demonstra-nos que se trata de uma interpretação teológica de certos acontecimentos da vida de um homem chamado Jó. o livro de Ester está profundamente saturado de história e documentado com datas específicas. Talvez nenhum outro livro da Bíblia tenha sido atacado tão acerbamente nem com tanta veemência como o livro de Ester. Este livro. Intrinsecamente nada há de improvável em se atribuir o livro a Mardoqueu. em Susã.LIVROS POLÍTICOS JÓ A apresentação claramente visível do livro . Quanto mais estudarmos esta história incomparável. Devido a seu espírito de nacionalismo e vingança. Diferentemente das obras de ficção e romance. a pedido de Mardoqueu. Joaquim. homens da Grande Sinagoga). à semelhança da profecia de Ageu (1:1.

interpretar palavras obscuras mediante o paralelo mais claro. sugere que Jó está passando por um período de disciplina de amor ordenada por Deus. Jó é abençoado por Deus com prosperidade terrena que o converte no homem "maior do que todos os do oriente" (1:3). Seu corpo se cobre de uma enfermidade repulsiva (2:7). Deus responde às contínuas solicitações de Jó. mas principalmente na repetição de pensamentos apresentados em cláusulas paralelas.). este preenche um fim mais amplo na mente do autor: o de demonstrar que a certeza da fé não depende das circunstancias externas nem das explicações conjeturais. afirmando sua integridade. e nela apóia sua fé. Embora muitos. e admitindo ao mesmo tempo sua incapacidade de entender sua própria condição. A poesia hebraica não consiste no rítimo. como. Vítima de uma série de grandes calamidades. Robert B. para impedi-lo de continuar pecando. mas do encontro da fé com um Deus onipotente e onisciente.c. por volta do ano 1000 a. Três amigos. Outro amigo. Mas Jó repudia com veemência esta solução. nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades" (103:10). ou nos dias de Salomão (século X a. AUTOR O livro não nos dá indicações certas do autor nem do tempo em que foi escrito. vê-se privado primeiro de seus bens e de seus filhos (1:13-19). Sem a menor dúvida. tradicionalmente tem-se fixado a data na época dos patriarcas (século XVI a. com a intenção de penetrar os recônditos do coração. na época do cativeiro (por exemplo. o coração deve ser alcançado pela graça redentora de Deus. por exemplo: "Não nos tratou segundo os nossos pecados.C). Jó sofre vários reveses de fortuna. o suave cantor de Israel. Finalmente. às vezes.).C. e por isso mesmo. poderemos. Outro recurso que se emprega com . que se apresentam com a intenção evidente de consolar Jó. Jó rejeita também esta interpretação. de uma explicação direta de seus sofrimentos.25 Chefe tribal de extraordinária piedade e integridade. Laurin Doutor em Filosofia e Letras SALMOS Os Salmos. Eliú. Devem ensinar-nos que o conhecimento intelectual não é suficiente. De repente. nem mediante uma solução imediata. não mediante uma justificação de sua conduta. Os salmos expressam verdades profundas num estilo poético. Esta apresentação é suficiente para Jó. metade dos quais é atribuída por suas inscrições a Davi. deve haver uma solução. em geral procedem da idade áurea de Israel. Se prestarmos atenção a este paralelismo. mas em virtude de sua apresentação de si mesmo com sabedoria e poder. afirmem que foi escrito no exílio ou em época pós-exílio (sexto a terceiro século a. alguns foram escritos mais tarde. observa ele que. Conquanto o tema do sofrimento e suas causas seja predominante no livro. insistem em que seu sofrimento é castigo pelo pecado . seu único recurso é o arrependimento.C. Deus responde. atualmente. o Salmo 137). por ser Deus quem é.

40. Os salmos 2. interpretou erroneamente várias das anotações musicais dos títulos. não obstante isso. também se diz em II Samuel 22:1 que foi escrito por ele. Cerca da metade dos salmos pode ser classificada como orações de fé proferidas em épocas de angústia. seu sacrifício (40). atribuído a Davi por sua inscrição.26 freqüência no artifício poético é a dramatização. 45 e 110 predizem o Rei messiânico. 22. Esta reputação de Davi como músico é mencionada repetidamente (II Samuel 23:1. Seis poderiam denominar-se salmos messiânicos: 2. 41. I Samuel 16:18. É difícil fazer uma classificação minuciosa dos salmos. Outros são diretamente proféticos. O valor das inscrições tem sido posto em dúvida. 45. 137 e parte dos salmos 35. 110 e 118. traduzida em torno dessa época. 8. 25:1-5). ele é quem completa a aliança davídica em cumprimento das esperanças de Israel. 112 e 133. Salomão. 102. não se menciona seu autor. 110 e 132. Salmos tão preciosos como os de número 23. 45. As expressões musicais enigmáticas das inscrições acham-se freqüentemente relacionadas pelo livro das Crônicas com este trabalho de Davi (I Crônicas . Os salmos messiânicos que se referem a Cristo. contudo. Davi foi o autor de 73 salmos. no 110. 11). juntamente com partes dos salmos 38. é o Filho de Deus que deve ser adorado. Os salmos imprecatórios pedem vingança sobre os inimigos de Deus. 72. O salmista escreve para todos nós. 81. o Messias é Deus. A nota de louvor a Deus deve constituir-se em uma parte da respiração mesma do crente. e um salmo pode tratar de assuntos diferentes. Mais ou menos 40 salmos são dedicados ao tema do louvor. de modo geral. 121 e muitos outros. Asafe. Escreve para outros. 89. 109. Alguns destes são tipicamente messiânicos. Há. 55 e 58. Sugerimos. sustentam-nos nos momentos de necessidades mais urgentes. No salmo 45:6. 68. Os salmos 32 e 51 são chamados. O salmo 18. visto que a Versão dos Setenta. várias categorias: os salmos do homem justo são representados pelos de números 1. Dois ressaltam a revelação: 19 e 119. Rei e Senhor de Davi. isto é. Moisés e Etã um cada um.C. Seria bom que aprendêssemos de cor estes salmos e os repetíssemos com freqüência. 91. 15. Davi não escreve para si próprio. quatro salmos históricos: 78. escritos a respeito de nossas experiências em geral. No caso de 50 salmos. de 12. é ele o Sacerdote. 21. Os filhos de Coré. II Samuel 1:17. AUTOR Segundo os títulos. Amós 6:5). As composições poéticas que figuram nos livros históricos da época do pré-exílio assinalam o uso semelhante de inscrições (Habacuque 3:1. 2. e salmos tais como os de números 100 e 103 devem figurar com proeminência em nossas devoções. 130 e 143. penitenciais. são eles: 69. proporciona-nos pormenores vividos das experiências do Messias. Os livros das Crônicas explicam com clareza que Davi organizou coros no templo e compôs salmos para eles (I Crônicas 16:4. 101. 5. A versão dos Setenta ou Septuaginta acrescenta Ageu e Zacarias como autores de 5 salmos. mas é evidente que figuravam muito antes do ano 200 a. Isaias 38:9. 11. 69. no Novo Testamento. a fim de fortalecer-nos com a Palavra quando a hora da provação nos apanha de surpresa. são: 2. pelo menos. 16. Outros salmos fazem referência a seus sofrimentos (22). sua ressurreição (16:10. visto como são obras profundamente poéticas. no salmo 2. e podemos apropriar de que aqui também Davi escreve às vezes na primeira pessoa do singular.. mas aplicados a Cristo. 101. No salmo 89. 23:1). 105 e 106.

38. Laird Harris Doutor em Filosofia e Letras A teologia de missões dos Salmos considerações gerais Rev. O título do livro dos Salmos O título original do livro dos Salmos é tehllim (louvores). sendo o Salmo 150 uma doxologia do saltério todo. 46. Nos identificamos com as experiências dos salmistas e com eles compartilhamos nossas alegrias e tristezas na presença do Senhor. 16:4. como Georg Fohrer. nos salmos Deus "não" fala. Finalmente.2. Zamar_é cognato de zammeru "cantar". tanto a evidência arqueológica recente quanto a comparação . A palavra portuguesa "salmos" derivase da LXX pela tradução do termo hebraico mismor. o Senhor Jesus Cristo fundamentou um importante argumento sobre a validez do título do salmo 110 (Marcos 12:36). As experiências sentidas nos salmos transcendem as divisas do tempo. cantar louvores. Enquanto nos outros livros da Bíblia geralmente é Deus quem fala às pessoas. 148:1 e outros). I .. grau que expressa ação ativa intensiva no hebraico. É usado apenas em poesia. Outra palavra correlata é o verbo zamar_(cantar. indo ao encontro delas. como afirmam as inscrições. com reverência mas com muita espontaneidade.Salmos 1-41.27 15:20. as pessoas vão ao encontro Dele. quase exclusivamente nos Salmos.ORIGEM E AUTORIA DOS SALMOS 2. 73-89.1. afirmam que a maioria dos salmos foram compostos no período pós-exílico (2). Como livro de louvores os salmos são caracterizados por seu testemunho devocional. composto à luz das atividades salvíficas de Deus em Israel. R.C. fazer musica). Contudo. "tocar um instrumento". Josivaldo de França Pereira O presente estudo é uma tentativa de se mostrar que os salmos têm muito mais a oferecer que o uso litúrgico em nossas igrejas. As divisões do livro dos Salmos O livro dos Salmos compreende 150 cânticos divididos em cinco livros . cultura e nacionalidade. 90-106 e 107-150 . que significa "cântico acompanhado de instrumentos musicais". A origem dos Salmos Alguns estudiosos. 21. Termos como maskil_são desconhecidos (1). II . 1.TÍTUL0 E DIVISÕES DO LIVRO DOS SALMOS 1. As novas provas derivadas dos pergaminhos do mar Morto descartam a idéia de que a escritura de alguns salmos se estendeu até ao segundo século antes de Cristo conforme o sustentaram alguns exegetas no passado. compare os títulos dos salmos 12. e 105:1. Não parece existir prova positiva contra o ponto de vista tradicional de que a maior parte dos salmos foi escrita em torno do ano 1000 a.cada um terminando numa doxologia especial. Convido você a repensar o livro dos Salmos e resgatar um de seus enfoques originais que era cantar louvores a Deus com todos os povos. Existe uma perspectiva missionária nos salmos que muitas vezes passa despercebida por nós. 42-72.1. Ocorre apenas no piel.

Alguns podem ser mais recentes ainda (Salmos 105. Todavia. O Novo Testamento também reconhece o Davi histórico cujo "túmulo permanece entre nós até hoje" (At 2.. A autoria dos Salmos O livro dos Salmos é provavelmente o livro da Bíblia com o maior número de autores. pouca dúvida poderia haver de que neste contexto e em contextos análogos. Davi o tornou líder da adoração cantada em coral (I Cr 16. p. a rima e. 1992.3l). Salomão. 106 e 136). 113. dirigiam os corais tirados de dois outros clãs da tribo de Levi (I Cr 6. ou "De Salomão" nos títulos dos Salmos 72 e 127). filho de Davi. 84 e 85.10).28 literária indicam. cantores e músicos do coro do templo fundado por Hemã no reinado de Davi. Salmo 48) podem ter tido origem no inicio da monarquia . quando a arca foi transportada para Jerusalém (1 Cr 15. O Dr. em grande parte. conforme declaração de Pedro no dia de Pentecostes. Não parece existir prova positiva contra o ponto de vista tradicional de que a maior parte dos salmos foi escrita em torno do ano 1000 a. cf.44). outra parte. Os filhos de Coré. freqüentemente. provindo de fontes pagãs.5). quase metade do saltério. 1984. pp.foram poupados quando ele morreu por sua rebeldia (Nm 26. cujos filhos .11).39.39). Uma parte desta família ficou sendo porteiros e guardas do templo (1 Cr 9. Asafe. O Antigo Testamento conserva outras poesias de Davi (2 Sm 1. 23. filho de Levi (1 Cr 6. Asafe e Jedutum (ou Etã). contém a expressão hebraica le Davi . e outros podem ter origens mais antigas que o tempo de Israel.29). como a firmam as inscrições.17. 2. Asafe era descendente de Gérson. rejeitou qualquer material que não coadunava com a fé em Iahweh.31. rei de Israel é o autor dos Salmos 72 e 127. e modificou outros materiais para exprimir as verdades de sua fé (CARRIKER. . p.2. Salmo 88. Davi. até mesmo as mesmas figuras de linguagem a fim de efetuar uma comunicação familiar e compreensível ao nível popular. Israel utilizou a mesma forma poética das culturas vizinhas. Embora a preposição le_tenha uma variedade de significados ("ao" ou "para o" mestre de canto. As novas provas derivadas dos pergaminhos do mar Morto descartam a idéia de que a escritura de alguns salmos se estendeu até ao segundo século antes de Cristo.para maior proveito nosso . Hemã foi o fundador do coral conhecido como "os filhos de Coré"."De Davi".73-83). e outros. Os levitas companheiros de Hemã. uma datação do período de Davi e Salomão. Setenta e três salmos.1-7). 111) complementa. tenha o sentido do genitivo e de que este seja um genitivo de autoria. 87 e 88) são atribuídos a esta família levita. Doze salmos (42-49.10. Segundo Laird Harris.5). o estilo.4. o reconhece como o "mavioso salmista de Israel" (2 Sm 23.C. Timóteo Carriker (Missão Integral. Isto está claro no título mais amplo do Salmo 18.17ss. Hemã. conforme o sustentaram alguns exegetas no passado (Bíblia de Estudo Vida. 638). Sl 84.1) e como inventor de instrumentos musicais (Am 6. isto é. a estrutura. no período do exílio (Salmo 137). Autor de doze salmos (50. 14). dizendo que alguns salmos (por exemplo.33. descendentes do líder rebelde com este nome. 1992. 17-27. nomeado pelos principais levitas como líder de música. Era famoso pela sua sabedoria (1 Rs 4.19).

Num salmo das nações como o Salmo 67. como poesia. Embora estes não esgotem os temas que os salmos elaboram. Israel pecou em não cumprir a contento a sua missão. 33. 1992. em todas as nações a tua salvação" (Sl 67.1.2. 86. Salmo 90.A MISSIOLOGIA DOS SALMOS Timóteo Carriker diz que quando lembramos que. Entretanto.1). que fundou um dos três corais de Israel (cf. Os principais temas dos Salmos Há três temas principais nos salmos.11. e faça resplandecer sobre nós o seu rosto. Os mesmos propósitos missionários de Deus para Israel podem ser claramente vistos no Salmo 117 e nos salmos que mencionamos acima. uma boa parte dos salmos são de autoria desconhecida. 93-100. 3. juízo e misericórdia (3). para que se conheça na terra o teu caminho. Davi tinha uma concepção profunda de missões. conseqüentemente. o domínio universal de Deus.8.12).1.1. observa: . Moisés. são especialmente significantes do ponto de vista missiologico (Missão Integral. Esta consciência missionária de Davi marcou significativamente alguns de seus salmos (Sl 66.46). os salmos possuem uma qualidade altamente emotiva.8.7. Salmo 89.2). 48. a importância da ordem natural das coisas. 87. universal e sábio de Deus. Contudo. 47. 117) está claro que o trato de Deus com Israel está relacionado diretamente com todos os povos. os salmos são especialmente significantes do ponto de vista missiológico. Estes temas são: a glória de Deus. A bênção de Deus para o povo de Israel era com propósitos missionários. A esperança religiosa é uma categoria escatológica e. e todos os confins da terra o temerão" (v. Em segundo lugar. 98. comentando acerca de seu estudo das implicações missiológicas dos salmos.77). um encontro pessoal com Deus envolvendo o princípio da Sua existência real. 2 Cr 5.2. Carriker. Disse ele: "Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão.10.4.17. envolvendo o princípio da escolha de Israel para desempenhar um papel especial e benevolente entre os povos. a louvar o Deus de toda terra.1.9) e convidadas. por exemplo.19. oração e hinos. A LXX ainda atribui a Ageu e Zacarias a autoria de cinco salmos. Provavelmente é o mesmo Jedutum (Sl 39. III . a esperança messiânica.9. e toda terra saberá que há Deus em Israel" (1 Sm 17.28. ferir-te-ei. Em primeiro lugar. A conclusão é ainda mais gloriosa: "Abençoe-nos Deus. As nações foram criadas por Deus (Sl 86. esta afirmação salta aos olhos. Nos salmos (por exemplo 22. mediante Israel. 24. 66.7). 3. Em terceiro lugar. envolvendo o princípio do poder criador.62. um conhecimento consciente da história. p. 67. 114). Israel cantava e orava: "Seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe. então reparamos especialmente os temas relacionados â esperança humana.7. tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e as bestas-feras da terra. O conteúdo e as implicações missionárias dos Salmos Como poesia. 72. Ele compreendeu o propósito missionário de Deus para os povos quando enfrentou Golias. como de outros salmistas também.29 Etã. os temas que eles (os salmos) contêm exprimem uma esperança escatológica e por isso são orientados em grande parte para o futuro.8. 117. 1 Cr 15.4.3. 96. oração e hinos.

Cantemos os nossos belos salmos. A pregação dos salmos deve ter em vista o contexto social do povo brasileiro. Salmos In BÍBLIA DE ESTUDO VIDA. W. Filadelfia: The Westminster Press. Revelação Messiânica no Velho Testamento. 1992. . atualizar e contextualizar a sua fé em novas situações e para novos desafios. 1898. Boston and Chicago: The Pilgrim Press. 3. BIBLIOGRAFIA ANDERSON. a sociedade e ao próprio livro dos Salmos. Jr. HARRIS. 1995. Na missiologia dos salmos precisamos compartilhar da esperança em Cristo e da companhia inspiradora do Deus que pode suprir todas as nossas necessidades (Sl 116. jamais é definitiva pois. D. Merece confiança o Antigo Testamento?. 1992. São Paulo: Mundo Cristão/Vida Nova. 1970. mas principalmente façamos de sua mensagem de salvação e esperança a razão de ser de nossa existência no mundo. Campinas: LPC. IV . BARTON. B. Salmos: Introdução e Comentário. Missão Integral: Uma teologia bíblica. L. 1984. Out of the depths: The psalms speak for us today.T. I. ed. a fim de oferecer a ele a redenção do Messias salvador. Não é que a fé em si mude. R. aprendamos a orar com os salmistas. C. Uma teologia de missão. CARRIKER. sempre e em todo lugar terá que repensar. Vol I. Estudar o livro dos Salmos missiologicamente é antes de tudo uma questão de justiça para com a igreja. L. KIDNER.30 É mister lembrar que as implicações missiológicas elaboradas através do nosso estudo são meramente sugestivas e representativas e de maneira alguma pretendem ser compreensivas e exaustivas. E. 1984. São Paulo: Editora Sepal. ARCHER. uma tarefa de testemunho ao mundo. G.RELEVÂNCIA PARA O NOSSO POVO A importância de um estudo missiológico dos salmos para o povo brasileiro consiste em sua mensagem de salvação e esperança. mas a expressão adequada e efetiva dela (Missão Integral.. Vol. São Paulo: Editora Vida. GRONINGEN. enquanto o povo de Deus permanece com uma missão. 1980. W. As pessoas sem Cristo vivem ou na apatia mórbida da desesperança ou no desespero insuportável que leva ao caos e até mesmo ao suicídio. p. The Psalms and their story: A study of the psalms as related to Old Testament history.8). 117) (4).V. G. inclusive uma teologia bíblica de missão. conforme exemplificamos acima. São Paulo: Vida Nova.

que o conhecem. José Manoel da Conceição (J. referindo-se aos muitos aspectos de nossa conduta diária.) em Londrina – PR. pode ser encontrado em CARRIKER (Missão Integral.SP).) em Santo André . sua centralidade. H. 1992. verdade aplicável tanto ao grande discurso de quatorze pontos como à ampla. O Senhor Jesus Cristo aconselha seus discípulos a serem "prudentes como as serpentes. O bom e o mau estão vinculados com a recompensa e com o castigo. pp. de modo que deve promover o bem e evitar o mal. uma vez que Deus incorpora em si mesmo o amor e a justiça . 1995. A sabedoria dos Provérbios é o adorno do Antigo Testamento. The missionary message of the Old Testament. (4) Um estudo sobre os vários princípios missiológicos para a comunicação efetiva da fé nos Escritos em geral. normalmente em conexão com um nome ou título. 1992. 1945. pelo assim dizer.SP. AUTOR . no que respeita às muitas exortações práticas das epístolas do Novo Testamento. 111).C. Londres: Carey Press. E para um estudo exegético nos salmos messiânicos veja VAN GRONINGEN (Revelação Messiânica no Velho Testamento. Os padrões positivos e negativos do livro dos Provérbios proporcionam-nos uma prova valiosa de conduta pessoal..P. pp. 284-367).SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S."(Mateus 10:16).A. a sabedoria começa em Deus.31 ROWLEY. (2) Citado por CARRIKER (Missão Integral. e nos salmos em particular.T.I. expressiva e concisa série de instruções e observações de que se compõe a maior parte deste livro. de acordo com princípios divinamente aprovados. 118-128). NOTAS (1) Maskil aparece em 57 salmos. (3) Para uma exposição interessante sobre cada um desses temas veja CARRIKER (Missão Integral. Rev. . Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev.Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.B. sua situação básica é dada por sentada em todo o livro.A. p.. Licenciado em filosofia pela F. (Faculdades Associadas Ipiranga . H. pp. Josivaldo de França Pereira . 1992. Trata-se dos que confiam em Deus. PROVÉRBIOS Entre os Provérbios. que refletem esta confiança e este conhecimento mediante sua conduta reta e amorosa para com seus semelhantes. Os sábios se colocam em um mesmo nível. 114-117).M.S.

pelo menos. Kenneth A. e da esposa virtuosa não têm data conhecida. entre os anos 444 e 331 a. ou. nem um profeta que fizesse uso da palavra. De 1:1 se deduz geralmente que se trata de Salomão. . capítulos 25 a 29. algum tempo depois. o primeiro dos sábios de Israel (12:9.) Onde? Perto da casa de Deus (5:1). não têm data. Nosso porta-voz não é um sacerdote que fizesse uso da lei. 10:1 . indicariam que o livro de Provérbios foi escrito na primeira metade do primeiro milênio antes de Cristo. como ele o fez. empregou alguma vez em sua história o tempo gramatical pretérito para dizer: "Fui rei sobre Israel em Jerusalém" (1:12). da Mesopotâmia e de países heteus.32 Provérbios 1:1 e 2 citam Salomão como seu principal autor. Assim. grande parte de cuja obra se assemelha ao livro dos Provérbios. e a passagem de 24:23-24 foi. mas poderiam ter sido acrescentados anteriormente.C. Os poemas de Agur. A literatura proverbial escrita já era antiga no Oriente Próximo: e estudos recentes (nem todos publicados) de contactos lingüísticos e fundos literários da região norte de Canaã. imediatamente depois do ano 700 a. 22:17). embora talvez mais tarde. poderíamos perguntar se Salomão. mas um sábio que fazia uso do conselho (Jeremias 18:18). ou pelos homens de Ezequias. Entretanto.. ou aquele que é seu porta-voz ou pregador. Kitchen Bacharel em Artes ECLESIASTES OU PREGADOR Quem é Eclesiastes? A palavra significa "homem de assembléia". Os conhecimentos do mundo demonstrados no livro poderiam ter sido adquiridos ali mesmo em Jerusalém. 4:29-34). quando a nação de Israel vivia angustiada sob o jugo do opressor (possivelmente a Pérsia. que a sabedoria "ainda estava longe de mim"(7:23)? Quando este pregador escreveu? Evidentemente.22:16 são diretamente seus. a data mais antiga para o livro dos Provérbios seria o reinado de Ezequias. juntamente com a segunda série de Salomão. acrescentada por ele. de Lemuel. também I Reis 3:12. quem sabe. o terceiro rei de Israel. Incorporou o primeiro grupo de "palavras" em 22:17 . ou hititas. capítulos 1 a 9. no tempo de Ezequias.24:22 ("minha ciência".C. pensava-se que parte do livro refletia as experiências do Sábio. talvez. do Egito. podendo ser o homem que convoca uma assembléia religiosa (Números 10:7). Os discursos. Teríamos confessado. porém existia um bom precedente oriental antiqüíssimo que justificaria o fato de Salomão os antepor como uma introdução aos provérbios principais. 11.

Seu objetivo é a transmissão da sabedoria de tal forma que a mesma venha preencher as lacunas porventura deixadas pelos códigos da lei. Apontado para a estultícia natural do homem e sua ignorância. Não vemos aqui um otimismo cego: existem muitíssimos problemas sérios da vida para justificar otimismo. um pessimismo cínico. Nunca se emprega o nome de Deus associado com o concerto ou aliança. visto que o autor é crente no Deus da justiça (8:12. e por fim à humanidade toda. tampouco. Provérbios. Em alguns momentos faremos uma leitura que considera o ponto de vista do autor e vai um pouco além. Israel é mencionado uma única vez. Não vemos aqui. O autor fala aos filhos dos homens.Seminário Batista do Estado de Minas Gerais) Professor: Anísio Renato de Andrade Apostila do Quinto e Sétimo períodos dos cursos: Bacharel em Teologia. contudo. aos triunfos e às derrotas. a vida toda do homem deve reverenciar e obedecer a Deus. Por que este livro consta do cânon? Os rabinos punham em dúvida a conseqüência do escritor. e termina afirmando que tudo é vaidade (1:2. os quais se caracterizam por apresentar reflexões. 13). livros históricos.33 A quem se dirige o livro? Embora escrito em hebraico. porém o livro já figurava em suas Bíblias. W. . uma vez que é a ele que finalmente prestaremos contas (12:13. utilizando. Temos aqui um penetrante realismo que faz frente à alegria e à fúria. poéticos e proféticos (maiores e menores). pretendemos fazer uma análise que parte de uma observação panorâmica e se aprofunda nos diversos temas do livro. um jogo de luz e sombras. 12:8). prepara o caminho para a sabedoria e para a luz do evangelho. conselhos práticos e filosofia de vida. 14). o conhecimento que nos oferece o contexto bíblico geral. Eclesiastes e Provérbios). os traços distintivos de Israel são poucos. para isso. Classificação e características Os livros do Velho Testamento se classificam como: livros da lei. Gordon Brown Bacharel em Teologia ECLESIASTES (SEBEMGE . Eclesiastes e Cantares) encontram-se os sapienciais ou livros de sabedoria (Jó. Entre os livros poéticos (Jó. paradoxalmente. Bacharel em Teologia Ministerial e Médio em Teologia Introdução Em nosso estudo do Eclesiastes. Salmos.

os textos citados não deixam margem para que se pense em outra pessoa.1. 14. Consideremos as afirmações de Ec. podemos citar as cartas de Paulo.7. No novo testamento. Provérbios e Eclesiastes. que escrevia suas profecias.12.27 o escritor conjuga os verbos na terceira pessoa. já que era bastante comum a existência de escribas que registravam as palavras ditadas pelos autores. provérbios e metáforas como os que encontramos em Jz. Questão 2 – O Eclesiastes apresenta passagens aparentemente contraditórias. como exemplo de situação análoga. 7. 18. tivesse ao seu dispor um ou vários escribas. Algumas vezes o apóstolo ditava e algum dos seus discípulos escrevia (Rm. Edom e Fenícia. Embora seu nome não seja mencionado em nenhum momento. após a sua morte.1 e 1. Mesmo se tratando das Sagradas Escrituras. Contudo.2 e 7. Parece então bem claro que. 1.22).. O profeta Jeremias tinha a seu serviço Baruque. uma vez que o Velho Testamento foi escrito em hebraico." O único homem que se enquadrou nesses termos foi o próprio Salomão pois. São eles: 3. Jó se aplica à questão do sofrimento.8 em um contexto mais complexo.12. Não é de se estranhar que um rei.7-15. Este termo tem origem grega. 11. O reino foi dividido e em Jerusalém se encontrava o rei de Judá. Babilônia.1-14. nunca mais houve um rei de Israel em Jerusalém.. Partindo dessa premissa. sendo traduzido para o termo grego "Eclesiastes". Egito.34 Alguns trechos do Eclesiastes têm forma poética. As demais passagens se apresentam em prosa.7.12.16. de fato. o que.C. Entretanto. O título original era "Qoheleth". Arábia. Antigas civilizações já utilizavam escrituras desse tipo. I Sm. Os escritos sapienciais não se restringem ao conteúdo de Jó. como Salomão. Esta foi uma tradução do Velho Testamento do hebraico para o grego.1.1-4. a literatura sapiencial se apresenta também em outros textos fora dos livros poéticos.. O mesmo ocorreu com outros livros da Bíblia. Poder-se-ia admitir a hipótese de uma autoapresentação em terceira pessoa. Isto poderia indicar a obra de dois autores.7 e 12. o pregador e o escritor do livro de Eclesiastes são duas pessoas distintas. enquanto que Eclesiastes apresenta a questão da felicidade humana. Os livros bíblicos sapienciais se especializam em determinados temas.1. os críticos apresentam as seguintes questões contra a autoria salomônica.2-8. São parábolas. Fala do pregador como sendo outro e não ele mesmo. Tal evidência não constitui grande dificuldade. Tal ocorrência se justifica por uma herança da versão chamada Septuaginta.12.). rei de Israel em Jerusalém. aquele que fala a uma assembléia. 2. Questão 1 – Nas passagens de Ec..12: "Filho de Davi. Pérsia. Título do livro O que é Eclesiastes? pregador. II Sm. o qual foi mantido em nossas versões portuguesas. foram formuladas algumas hipóteses: . Autoria Quem é o Eclesiastes? Quem é este pregador? Os versículos encontrados em Ec.. 9.1. esse tipo de conjugação aparece em 12. a princípio pode parecer estranho.1. A fala em terceira pessoa se apresenta como um aposto no meio de uma frase dita em primeira pessoa. tais como a Suméria (3000 a. Os reis de Israel ficavam em Samaria. tais como Gênesis e Deuteronômio. O livro de Provérbios é dedicado à moral.1-11 nos conduzem à pessoa de Salomão.

A. nos levando a crer que. Contudo.Dahood (1952) afirma que o idioma fenício foi usado no texto original. Barton (USA) e E. Não se defende uma época mais recente pois. os quais são considerados como oriundos do século II a.35 A) O Eclesiastes seria originalmente uma obra cética. as idéias partem da mesma pessoa. a qual teria recebido adições posteriores. Sua idéia é apoiada por C.C. Foi a proposta dos teólogos A. o qual se atribui a Salomão. como Hebreus e Jó.Gordis. o qual defende a tese da escrita em um "hebraico tardio". em seu livro Megillas Koeles. Como é de se esperar. artigos. até mesmo em Provérbios. Foi a hipótese de D.S.L. Margoliouth (1921).C. Ginsberg (1950).F. e Nosson Schermann. o Eclesiastes foi escrito em um tipo de "hebraico estrangeiro". B) O livro teria sido obra de 9 pessoas: 7 autores e 2 editores. houve a reação de R. 3 . ou mesmo impossível. As diferenças detectadas se encontram em detalhes mínimos tais como o uso de artigos e outras partículas. O vocabulário e os conceitos unem as partes que muitas vezes são consideradas contraditórias. Para responder a essa questão surgiram as seguintes hipóteses: 1 . Data e idioma original Entre os autores que consideram a autoria de Salomão. a data de escrita do Eclesiastes tem sido colocada próxima de 977 a... H. embora contrastantes. sua mensagem nos é transmitida de forma poderosa e eficaz. as quais se apresentam em formas pronominais. a identificação do autor é ainda mais difícil.Para D.Podechard (França).M. entre os manuscritos do mar Morto. Torrey (1948) e H. Essas especulações sobre possíveis retoques em uma obra cética original não resistem diante de algumas indagações: Se um editor tentou melhorar a obra por não concordar com ela. Se essas hipóteses de edições posteriores correspondessem à realidade. Alguns querem localizar a origem do livro em período próximo ao terceiro século a. encontraram-se fragmentos do Eclesiastes.C. e outras partículas.C. Sendo assim. uso de consoantes como vogais. seria natural a existência de versões conflitantes do Eclesiastes. todos no século XX. 2 . temos a favor da autoria de Salomão o testemunho dos seguintes rabis judeus: Meir Zlotowitz . No entanto. Zimmermann sugere que o livro tenha sido escrito originalmente em aramaico e depois traduzido para o hebraico. numa época em que a língua já havia incorporado termos e detalhes de outros idiomas. O mais importante de tudo isso é que a palavra de Deus prevalece independente do autor humano. As dificuldades nesse ponto surgem quando se analisam as características idiomáticas do livro. Ao se colocar em dúvida a data questiona-se novamente a autoria. não seria mais prático eliminá-la? Seria bastante contraditório imaginar um judeu ortodoxo tentando melhorar uma obra cética ao invés de destruí-la. Em outros livros. . G.C. A essas colocações. estão eliminando a figura de Salomão do contexto. SiegFried. Assim. não existem conflitos significativos entre os manuscritos conhecidos. No texto em hebraico encontram-se influências lingüísticas de diversos tipos. tem-se no Eclesiastes um hebraico diferente daquele encontrado nos outros livros do Velho Testamento. muitos críticos questionam essa datação. McNeile (Inglaterra). Além dos indícios internos no livro.

Como podemos conciliar todas essas informações e ainda manter a afirmação de que Salomão tenha escrito o livro de Eclesiastes? Se os críticos tivessem baseado suas teorias no estudo do manuscrito original do Eclesiastes. Quando analisamos em conjunto os ensinamentos do epicurismo.).C. um filósofo grego. Ezequiel e Naum.. beber e gozar do fruto do seu trabalho.. a ausência de tais informações acabam por reforçar o caráter universal do tema tratado pelo Eclesiastes. o que não constitui evidência cabal de que tais escritos tenham sido elaborados originalmente no idioma fenício. 4. é natural que tais versões apresentem influências da época em que foram produzidas. o qual não se restringe ao judaísmo e ao povo judeu. Influências fenícias são também encontradas em Jó. já influenciado por diversos idiomas. Contudo. Canonicidade . uma vez que o autor fala de Deus de forma bem objetiva e atuante na vida humana. Não há vida após a morte.C. Suas principais idéias são: 1. Contudo. menciona a sabedoria que é dada por Deus. a qual utiliza a palavra "indústria" na passagem de Eclesiastes 9. 2. sabemos que ninguém possui os textos originais. Assim. se existirem.7). O Epicurismo Alguns comentaristas afirmam que o Eclesiastes apresenta máximas do Epicurismo quando diz que o melhor para o homem é comer. portanto. O auge do Império Persa se estendeu de 549 até 331 a. maiores dificuldades surgem quando se encontram duas palavras do idioma persa no texto. toda a análise se dá sobre versões posteriores. não havendo de dar-lhes nenhuma recompensa ou castigo. avisa sobre o juízo divino em relação às obras humanas. sendo que a mais antiga disponível data do século II a.36 Aramaísmos são comuns no hebraico a partir do séc. muito fora. É óbvio que tal anacronismo da tradução não nos leva a pensar que a obra original tenha sido produzida após a Revolução Industrial. dedicando-se exclusivamente aos prazeres do corpo. o que poderia então ser chamado de "hebraico tardio". Deísmo – É possível que Deus ou deuses existam. O próprio autor poderia ter mencionado a época e o local da produção de sua obra.10. O bem é sinônimo de prazer físico e mental.C. não estão se importando com os seres criados. mas. Desse modo. 3. Seria normal que o copista quisesse passar os ensinamentos na linguagem usual daqueles dias.14) e também na afirmação de que o espírito volta a Deus (12. Tomemos como exemplo uma de nossas versões. Isaías. Todo o conhecimento possível vem pelos sentidos físicos. O Epicurismo foi uma doutrina filosófica que se originou com Epícuro (342 a 270 a. concluímos que tal doutrina não se encontra nas páginas do Eclesiastes. Salmos. A própria vida após a morte fica subentendida na questão do juízo (12. cópias.X a. a Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida. Os seguidores de Epícuro acabaram por desprezar o prazer mental. então a questão ficaria bem mais difícil. Provérbios. do período de vida de Salomão. Contudo.C. embora esteja a eles vinculado.

Observação – Nesse ponto. É também desejável a disponibilidade de versões bíblicas diferentes. que diz que suas palavras foram dadas pelo único Pastor. pessimismo. o nosso estudo partirá de uma visão panorâmica e se aprofundará num exame minucioso. se é figurado ou não. pode-se perguntar como. Há quem diga que o livro de Cantares tenha sido escrito no tempo da mocidade do rei. Além disso. correlacionado com outros versículos e capítulos do mesmo livro e com outros livros da Bíblia. Salomão – Vida e obra Devido à insustentabilidade das hipóteses contrárias. é importante o uso de dicionário da língua portuguesa e dicionários bíblicos. Deve-se também investigar o significado dos vocábulos e tipo de emprego.29-34). 10.C.. de acordo com uma das datações mais aceitas. que durou de 1015 a 975 a. houve grande desenvolvimento da nação em vários setores. Correlação – O texto examinado deverá ser. II Sm.24. De fato. Dependendo do caso. o quê. Por exemplo. O Senhor mandou que o profeta Natã lhe desse o nome de Jedidias (amado de Jeová). Apesar de toda a sua sabedoria. fez alianças políticas com homens ímpios e acabou se envolvendo com a idolatria. o Eclesiastes foi citado como canônico por Melito (Sardes) 170 d. ceticismo e epicurismo. É importante também que. Da mesma maneira. e Eclesiastes.20-21. sempre que possível. Salomão escreveu Cantares. incluindo o comércio e a produção literária. (I Rs. o seu reconhecimento por parte de Israel tem grande importância para nós. Em se tratando de um livro do Antigo Testamento. 17. teve inúmeras mulheres. o autoritarismo e os altos impostos também marcaram esse período. 11. consideraremos Salomão como o autor do Eclesiastes. onde. Seu nome significa "pacífico". Compare com Dt. a paz foi uma característica marcante do seu reino. quando e por quê. a análise sintática e morfológica.21. Uma das providências que favorecem a análise é a decomposição do que se quer estudar. . A análise do texto se fará através da observação e correlação.C. a que fora mulher de Urias. Contudo. métodos e instrumentos de estudo de que dispomos.C. Durante o seu reinado. Enriqueceu-se muito às custas do sacrifício do povo. tais como classificação de palavras e a ocorrência de palavras-chaves. No estudo da língua portuguesa temos. Jerônimo (347-419) e diversos escritores judeus. Porém. Salomão era filho do rei Davi com Bate-seba. Nesse momento. cujo alcance ficará restrito aos mecanismos. Somase a esses testemunhos a declaração interna do livro. devido à paz dominante.). Provérbios seria obra dos tempos da maturidade e Eclesiastes seria a reflexão na velhice. Orígenes (185225).1-12.37 O exame de partes isoladas do livro podem conduzir o leitor a ter dificuldades em relação à sua natureza canônica. Há quem veja na obra contradições. Epifânio (Sardes) (315-403 d. Salomão foi o rei mais rico. ao se analisar a água torna-se necessário o exame e a compreensão de seus elementos básicos: o oxigênio e o hidrogênio. nas quais as frases são divididas de tal forma que seus elementos sejam identificados e estudados isoladamente. Análise Análise é um exame minucioso. por exemplo. Provérbios. sábio e famoso que Israel teve (I Reis 4. minúcias do texto devem ser observadas. Em seus dias. há que se levar em conta o que foi dito pelos já citados "Pais da Igreja". Os salmos 72 e 127 também são atribuídos à sua autoria.14–17).14-29). Salomão cometeu muitos erros. (I Reis 9..12. Israel se tornou um grande império.

E mesmo em suas . Texto chave: 12. Colocados nessa ordem que escolhemos. Contudo. alegria. Havendo suprimento das necessidades básicas. o que não significa a sua realidade plena na vida de todas as pessoas. as quais não se encontram disponíveis no texto original. O próprio prazer. riqueza. O sofrimento surge de várias fontes. Contudo. eventualmente. acreditamos que toda revelação deve ser coerente com a interpretação. a felicidade. seus interesses e os alvos dos seus esforços no período chamado vida e localizado cosmicamente debaixo do sol ou debaixo do céu. relacionamentos. os quais são apresentados por Salomão como questão importante na vida humana. Salomão então cita as ocupações humanas. bens. alguns pontos da análise nem sempre são aplicáveis devido à falta de informações que muitas vezes se observa em relação a determinado livro ou determinada época.Qualidade do que é vão. Pensemos. Deus criou o homem (7. O Objetivo da análise é o conhecimento e a aplicação do mesmo. Existe muito que se pode extrair do texto bíblico através da análise. enfim. e guarda os seus mandamentos. nas colocações que o apóstolo Paulo fez em relação a Sara e Hagar.29) e deu ele o tempo (9. Essa freqüência nos faz notar a importância desses termos na análise existencial proposta pelo autor. porque este é o dever de todo homem". bebida. trabalho. que. O autor apresenta afirmações muito fortes e convida o leitor a encarar a realidade humana em face da morte. Pelos métodos analíticos jamais chegaríamos a conclusões como aquelas. traz o sofrimento como conseqüência. acima de tudo. percebemos que existe uma relação natural entre esses elementos. Todo livro sapiencial tem o objetivo de ensinar ou transmitir a sabedoria.38 se possível. prazer.11). experimentou e descreveu tudo o que o homem faz em seu tempo de vida. parcialmente ao homem. a riqueza. Como se pode ver. A administração temporal cabe. O Resultado que se espera da análise é o entendimento. sabedoria. Em todo esse processo ele procurou descobrir o que traria ao homem maior satisfação. O seu desafio é descobrir o melhor a se fazer de modo a se aproveitar bem esse tempo (2. a qual se apresenta como antídoto contra a tolice do ser humano. tratando-se de significado oculto pelo Senhor. até o momento em que Deus lhe toma esse controle. Salomão observa que o pecado e o sofrimento também fazem parte da vida humana. Assim. o assunto seja confrontado com seu contexto histórico e social. Tema central e vocabulário em destaque Tema central: A busca da felicidade no confronto entre a vida. por sua vez trará o dinheiro.3). Este se incumbe de trazer os bens. a bebida e. pecado. Tudo isso. o conhecimento possibilita o trabalho. já podem ser assumidos relacionamentos. a comida. A palavra "homem" é mencionada em 47 versos. inútil e de pouca duração. Esse tempo se divide em passado. Nesse tempo se situa a vida do homem. Palavra chave: Vaidade (37x) . O Eclesiastes destaca a supremacia de Deus. "Tempo" aparece em 19 versículos. Salomão observou. a interpretação.13: "De tudo quanto se tem ouvido o fim é: teme a Deus. deveria proporcionar o prazer e a alegria para o ser humano e muitas vezes proporciona de fato. comida. Observa-se no Eclesiastes o que poderíamos chamar de "tratamento de choque contra a tolice". Fala então de conhecimento. presente e futuro. Contudo. por exemplo. em conjunto. Tais assuntos ocorrem diversas vezes e se entrelaçam no decorrer dos capítulos de Eclesiastes. sempre que esta for possível. sofrimento e religião. fútil. A palavra "Deus" aparece em 33 versículos do livro. dinheiro. quando se torna escravidão. acreditamos que existem mistérios nas Escrituras os quais só podem ser revelados pelo Espírito Santo. a morte e a eternidade.

Ao falar da religião (5. o autor tece suas conclusões. perdem seu valor quando confrontadas com a morte. Diante desse fato previsível e certo. Eis então completo o plano de confronto: a vida. presente e futuro. Logo. A maior parte de suas colocações se refere ao que é terreno. Diante do peso de tão grande ponderação. Na busca pelo que atende ao corpo. o autor já não diz que é vaidade. que poderia ser tão maravilhosa.34). "personagem" muito mencionado em Provérbios e Eclesiastes. Vemos então que o Eclesiastes tem uma linha de desenvolvimento que vai do natural ao espiritual. Em um primeiro momento. Até na casa de Deus encontra-se o tolo fazendo o seu sacrifício. o livro vai elevando sua análise rumo ao que é eterno. devemos considerar também a eternidade que nos aguarda no futuro. Salomão toca nesse ponto quando fala do retorno do espírito para Deus (12. Esta atitude pode afetá-lo de tal forma que venha a ser negligente em relação ao trabalho. bem como suas conquistas. deve-se considerar tudo isso. O tolo. Tudo o que se conseguiu ser será aniquilado. como solução para os problemas observados. Olhando pelo lado positivo. Cabe lembrar aqui o que Cristo ensinou condenando a ansiedade pelo dia de amanhã (Mt. pensa-se na vida e em seus valores de forma positiva: construir muito.5)." Tal afirmação indica que nada tem valor nem sentido. O sofrimento.1). Ao tratar especificamente dessa parte.7) e também do futuro juízo divino sobre as obras humanas (12. Além do fato futuro da morte. Para que se tenha então uma perspectiva correta da existência. vive o presente e ignora o futuro. O foco exagerado em alguma dessas divisões pode trazer conseqüências prejudiciais.6. tem-se como conseqüência a aflição do espírito. A Preciosidade do tempo O tempo se divide entre passado. será que o homem poderá encontrar felicidade entregando-se à sua busca pelo prazer e pela alegria? Talvez fosse então aconselhável que o homem se dedicasse única e exclusivamente aos objetos do seu deleite: a comida. sua completa supressão. Daí vem a máxima: "Tudo é vaidade. o tempo da morte e a eternidade. se desvanecem quando confrontadas com a eternidade. a religiosidade humana contaminada pelo seu pecado. Esta parece ser uma conclusão desesperada de alguém que se depara com a morte.24). Esta surge então como uma ameaça contra todas as conquistas humanas e valores da vida. onde se destaca a necessidade que o homem tem de se lembrar do Criador e o seu dever de temê-lo e obedecer os seus mandamentos.14. se fosse possível.14). o autor não a trata como fim em si mesma. A certa altura da sua exposição. todas as ocupações humanas. Muitos problemas surgem pelo erro na administração do tempo. Quem vive . Parece então que a busca excessiva pelos prazeres do corpo e pelas posses materiais possam constituir a justificativa suficiente para a vida humana. Não é vaidade lembrar do criador. seria também prejudicial. ou podemos vê-lo como o tempo da vida. Dentro desse limite tudo é vaidade. como conseqüência do pecado. Tudo o que for conquistado será perdido. Salomão faz então essas considerações. A sabedoria nos leva a considerar o futuro. O pecado contamina a existência humana (9. Outras. Diante dessa realidade. Salomão coloca em destaque a morte.39 formas mais legítimas. temer e guardar os mandamentos. tudo passa a ser visto como coisa vã. a bebida e os relacionamentos. Com todas as possibilidades de sofrimento. a morte e a eternidade. Contudo.38-32).18). o que está debaixo do sol. em algumas situações o sofrimento produz crescimento. Tudo o que for aprendido será esquecido (9. aproveitar tudo e possuir o máximo. Depois de mencionar tantas coisas positivas da vida humana. Nota-se. têm de ser reavaliadas. acaba também se tornando um dos motivos que conduzem o homem à prática religiosa. Salomão nos indica esse caminho (2. Muitas coisas que pareciam valer a pena. aos estudos e aos projetos em geral. portanto. o prazer tem um fim e em seu lugar se instala novamente o sofrimento. mas valorizando o planejamento (Lc.

excesso de trabalho. está o relato das grandes conquistas. tais como práticas espirituais ou religiosas. A realidade da morte deverá ser confrontada com nossos atos. mesmo sendo transitório (Ec. o trabalho. isto é dom de Deus e deve ser usufruído. Jesus alertou seus discípulos acerca dos "cuidados desta vida". mas que podem constituir laço caso se tornem tão prioritários que venham a tomar o lugar dos cuidados espirituais. já que se tem em mente a morte como obstáculo intransponível e limite decisivo contra as grandes realizações do homem. a tal ponto de se negligenciar o suprimento das necessidades naturais. Perde-se então o hoje e antecipa-se o sofrimento de amanhã que.2. ao se confrontar com a realidade da morte. Há necessidade de equilíbrio do foco no tempo.3-10. os bens. a bebida.40 de recordações não aproveita o presente.. moderado. desconsidera a morte e a eternidade e poderá ser apanhado desprevenido pelos últimos tempos. Algumas coisas valem a pena por causa da vida em si: comer.24.38-39). constatamos que algumas coisas da vida deixam de valer a pena: Acúmulo de riquezas. e o tratamento de desprezo para com o próximo. Também não é prudente o foco na morte a ponto de se perder a motivação pela vida. experiências e realizações de Salomão. . Assim. mas sem os extremos anteriores. diferenças culturais. ele retoma a valorização de muitas coisas e fatos terrenos. Então. Outro extremo é a dedicação exclusiva às questões relativas à eternidade. Afinal. apenas a vida em seu momento imediato. Nesse processo. a busca do necessário pode se tornar prejudicial quando obscurece os valores eternos (Lc." (Ec. O que importava era apenas o presente. sejam estes universais ou pessoais.24. casavam-se e davam-se em casamento. Sob esta perspectiva. em muitos casos pode ser apenas uma ilusão que não irá se concretizar. tratamentos interpessoais. a soberba. Noé entrou na arca e o povo não percebeu até que o dilúvio caiu sobre eles (Mt. Sendo assim. Ele chega a aborrecer todo o seu trabalho e até a própria vida. Entretanto. fartura e conforto. "Como morre o sábio.21.2. etc. num primeiro momento desvaloriza todas as coisas e afirma que tudo é vaidade (2. porém.19). Tudo está condenado. excesso de estudo. atitude de orgulho. atitudes. afim de se determinar o que vale a pena e o que não vale. de modo mais comedido. econômicas. Não se pode pensar apenas na vida como se a morte não existisse. É um momento de choque. certamente há que se perceber o inegável prazer de todas aquelas aquisições. Mais adiante.14-18). O que acontece na maioria das vezes é que o homem fica preso no âmbito da vida. sociais. O mesmo acontece com quem é dominado pela ansiedade ou preocupação com o futuro. se temos algo nesta vida. Salomão. A morte coloca os seres humanos em condição de igualdade. Vamos. que consistem no atendimento às necessidades e desejos humanos. etc. Qual é o ponto de equilíbrio? É uma questão a ser definida pela sabedoria. já não se observa todo aquele ímpeto de busca que se viu no capítulo 2. Agora. 5. o que vale a pena ser vivido? A primeira resposta é: nada vale a pena. Foi o que aconteceu nos dias de Noé: comiam. morre o tolo. tudo passa a ser visto de modo crítico e destrutivo. sentimentos.16). anulando todos os privilégios naturais. usufruir dos bens na companhia de quem se ama. apenas os interesses do corpo. Contudo. o orgulho. etc.34). Considerando a questão da morte. Vamos jogar fora a vida por causa da morte? Vamos perder a vida antecipadamente abrindo mão de tudo que podemos usufruir? De modo nenhum. Já que iremos morrer. sim. Tudo é vaidade. Reflexão diante da morte No capítulo 2 de Eclesiastes. Percebe-se então a amargura do confronto com o fim inevitável da vida terrena. beber. valorizar a comida. o autor de Eclesiastes já não parece tão amargurado. bebiam.

Sentiu-se então a necessidade de se dividir em classe média baixa e classe média alta. E mesmo nas situações previstas em lei. Portanto. Com algum esforço consegue-se traçar uma divisão não muito rigorosa. vimos que o acúmulo de bens não se justifica diante da morte. de modo que possa definir em sua própria vida os limites para suas buscas. Moderação é prudência.5). Nosso desafio é sempre distinguir entre esses elementos nas mais diversas áreas da nossa vida.12). o autor diz o que vale a pena em função da eternidade: lembrar do Criador. Onde está o limite? Esta é uma pergunta importante para que se saiba até onde ir nas buscas. E o problema não está resolvido. Da mesma forma. a sabedoria é superior à lei pois se aplica a toda e qualquer situação. temê-lo e obedecer aos seus mandamentos. A moderação torna-se palavra de ordem.41 são atitudes que não se justificam. uma pergunta sem resposta. ao se voltar ao texto. 1. tais palavras não devem ser usadas como justificativa para a preguiça e a negligência.16 – Crítica Social I . Muitos limites estão estabelecidos pelas leis. Perdem totalmente o sentido quando se pensa na morte e seu significado. sendo que ambos estão muitas vezes relacionados. O que se busca em tudo isso é o equilíbrio.11). Contudo. Por outro lado. está demonstrada a necessidade que cada um tem de possuir a sabedoria. Entretanto. que será produto exclusivo da sabedoria.21). Divisão do livro (Adptação do esquema de Norbert Lohfink) O Eclesiastes não segue uma seqüência bem definida. qual é o limite para esse acúmulo? O que é riqueza? Não existe um parâmetro numérico definido para que se determine o que seja o ponto que separa a pobreza da riqueza. em cada caso específico. A dificuldade é tão grande que já se "criou" uma classe média entre as duas posições. mas estas não conseguem abranger a infinita variedade que envolve a ação humana e os detalhes da vida. a variação de aspectos é tão grande e freqüente que justificam a presença dos intérpretes para definir a correta aplicação dos dispositivos legais. Contudo. conquistas e realizações. só a sabedoria poderá definir com precisão o limite para as ações humanas. Preguiça é tolice. passamos a detectar outras coisas que deixam de valer a pena na vida: os excessos e o pecado. Por exemplo. Já que a morte é uma realidade. verifica-se uma variedade de temas dentro de cada capítulo.4-11 – Visão cosmológica 1. conquistas e realizações. pois a atitude passiva de cruzar os braços é própria do tolo (4.10) e o estudo demasiado poderá se tornar apenas enfado (12. o trabalho deve ser feito conforme as forças (9.15 – Antropologia 3. E onde está o ponto divisório entre ambas? Não se sabe. Contudo. o mais sensato é que o homem adquira apenas o que puder usufruir. Desse modo.12 – 3.16 – 4. Até a sobra que se deixa como herança é vista negativamente por Salomão (2.1-3 – Prólogo (introdução) 1. Em cada instante. Os assuntos estão entrelaçados e sempre voltam à tona. cuja consciência foi gravada por Deus no coração humano (3. Considerando a eternidade.

O autor volta então a observar as questões sociais.8-11). o autor faz uma observação crítica de tudo isso. buscando determinar o que possa ser melhor para o homem durante seu tempo de vida.14). lágrimas (4.9). Termina essa parte incentivando o jovem a lembrar-se do Criador antes que venham a velhice e a morte e o juízo (12.4).9) mas destaca as ocorrências de impiedade (3.16).1).14-17). mas lembra a prestação de contas (11. A questão da aparente injustiça da vida é explorada (8. Antropologia – (Antropos = homem) – Nessa parte. Ideologia – O autor apresenta idéias sobre a administração da vida. Em meio a todos os problemas do convívio social.2).8.2). o que. Observa ainda a ausência do juízo (3.8. Crítica religiosa – Nessa parte é analisada a relação do homem com Deus.11). e o caso do rico que não pode comer da sua fartura (6. desde o simples companheirismo (4. opressão (4. a seu ver.9). Conclusões éticas – A ética envolve questões morais do comportamento. 9.12).12) e apresenta aspectos negativos na vida do rico: sua insaciável busca pelo dinheiro (5. chega a ver positivamente a morte como um tipo de livramento (4.1-3).7 – Conclusões éticas 12. Crítica social II – É bem comum no Eclesiastes o retorno aos assuntos já tratados.14). é algo enfadonho e monótono.8 – 6. sua falta de tranqüilidade (5.1).10). comparando coisas (7. A obediência à autoridade pública é aconselhada (8.6). o autor passa a abordar as relações humanas com o próximo (4. Contempla a riqueza e a pobreza.16) e do consolo para os oprimidos (4. inclusive as suas próprias. destacando a rotina da natureza. o autor expõe suas conclusões. Finaliza com incentivo ao gozo da vida.15). Vê a opressão e a violência no lugar da justiça. Crítica social I – Depois de analisar diversas questões do homem. Procura mostrar algo de bom na vida do pobre: seu sono tranqüilo (5. A busca do equilíbrio é incentivada (7.1).10).5) e das alegrias que podem ser alcançadas em vida (8.10 – Crítica social II 6. e inveja (4. passando pelos laços familiares (4.4). Até nesse momento é observada a tolice (5.18). Depois de tantas análises da vida. Diante de tal quadro. Novamente enfatiza o valor dos prazeres da vida (9. .1-7.11 – 9.27) e apontando qual é a melhor (7. Adverte contra os danos causados pelo pecado e valoriza a sabedoria (9.7 – 12.11) até às relações de autoridade.7-9) aliados a um trabalho sem excessos (9. Salomão se dedica a descrever as experiências humanas. O que deveria ser puro e santo também corre o risco de contaminação pelo pecado. Salomão valoriza a convivência (4.1-7 – Crítica religiosa 5.1) e o erro humano (5.2).10). escolhas entre o bem e o mal. Faz então uma série de advertências em forma de provérbios (10). embora o proveito da terra deva ser para todos (5. É o caso do sacrifício do tolo. Novamente se retoma o tema da morte (8. Salomão conclui que pior será a situação daquele que estiver só (4.42 5.8-14 – Epílogo (encerramento) Visão cosmológica – Ao invés de ver positivamente o universo e seus fenômenos. sua precipitação diante de Deus e os votos não cumpridos. a perda dos bens (5.6 – Ideologia 9.

3.43 O bem e o mal O autor de Eclesiastes tem uma grande preocupação em relação ao bem e ao mal. Boa . no livro de Jó: Depois que Satanás destruiu tudo o que aquele homem possuía. Vejamos as ocorrências dos termos relacionados ao assunto: Mal . 9.1.3.12. Maltratado . A serpente de bronze que Moisés fez tornou-se um ídolo e precisou ser destruída (II Rs. 9. 8.5.13.2. Isso não está absolutamente errado. O mal vai sendo detectado em quase tudo.18. Chega ao ponto de mencionar a excelência da sabedoria. A bíblia nos foi dada para que possamos adquirir o conhecimento necessário para se identificar o mal em suas diversas formas afim de que o evitemos. Nosso desafio é evitar o mal.14. já que Deus tem o controle final de todas as coisas.2.12. 11.6." Ele atribuía tudo a Deus.18. Má . 9. Ec. 12. 7.12.24.1-3.3. Maldade .21-22.12. 6.5.5.4.31.5. 8.8. Algumas considerações: A) 5. Muitas coisas tornam-se más quando são feitas no tempo errado ou da maneira errada..18. 7.18.10.2.7. 9.10. Salomão identifica o bem em muitos aspectos da vida. 8.13. Mas nem tudo está perdido.20. Jó não percebeu a mão de Satanás nesse processo.22.16.2.24.12.2.3.9. 3. 10. 7.3.13.6.10. quando ocupa o lugar da espiritualidade (exemplo: trabalho no lugar do culto).8. C) O que é bom torna-se mau quando passa a ocupar o lugar de Deus em nossas vidas (idolatria). 7. 12.9. Bem .26.8.1 – ". B) Ao mencionar o mal Salomão não falou sobre Satanás. 8..4.7.9.5-6. Porém. I Cor.13.16. 9.4.7.16. 6. 5. 11. . 9. 6. alcançar o melhor e o excelente.11.3. 4. Fil. pois não sabem que fazem mal.14. Por exemplo.3.1.1.12. (amor ao dinheiro 5. 7.9.15. Deus tomou. Excelente . Cabe a cada um a escolha. Verificamos isso ao buscar no texto essas palavras e suas derivadas.20. Melhor 2. 9. Amaldiçoar . 7.13.4).11-12.13.10).2.15.2. Mau . 4. 10. Ct.3.6. O autor se aplica a comparar várias coisas em busca do que é melhor.2. sua conclusão foi: "Deus deu. Rm.5.1.3. 3.10. Vejamos também alguns texto fora do Eclesiastes que mencionam o termo "excelente": Pv.2. buscar o bem. Sua ação no Velho Testamento não era bem identificada.6.26. 9. Não se acomode no nível do que é bom." Um dos fatores que catalisam o crescimento do mal é a ignorância.18. Bom .1. 8. a começar do coração humano. 2. 6. 10.

Assim acontece em várias ações humanas.6. isso seria tolice. o fator diferenciador entre o sucesso e o fracasso. teríamos alcançado a loucura. outra não tem sequer um lote. Ao chegarmos aos 180. Isso não é originalmente mau. Por exemplo. muitas coisas boas podem se tornar más devido a vários fatores. relacionamentos. Atingindo os 120.6. Ec.10. a definição do limite entre esses elementos nem sempre é fácil. conquistas e realizações. A lei determina alguns limites. desviam seu problema para uma ilusória necessidade de alimentação. O problema é que a consciência pode ser condicionada e se tornar ineficiente. em muitos casos. Em suas buscas. Desejo x cobiça A preocupação ética do Eclesiastes poderia ser resumida em se buscar o bem e evitar o mal. na realidade o que está faltando é algo espiritual. mas não todos. mas o seu uso vai determinar essa característica. enquanto não for vergonhoso. criando falsas necessidades. Só para termos uma idéia. da tolice e da loucura. Para ilustrar. O risco e a inutilidade do excesso – A importância do equilíbrio O excesso é uma das origens do mal em muitas de suas manifestações. Muitas pessoas falam verdades de modo ofensivo e depois se justificam dizendo que são "francas".10. Assim. Em I Coríntios 10. bebida. quando.44 Exemplo: arrancar uma planta que não cresceu ou colher um fruto que não amadureceu. principalmente para coisas que são boas e aparentemente inofensivas. Por exemplo. etc. Se alcançamos algo bom motivados pela cobiça.7). bebida e diversão. dinheiro.7). quem busca o dinheiro motivado pela cobiça nunca estará satisfeito com o que tem (Ec. o autor de Eclesiastes menciona o excesso. A infelicidade ou sentimento de insatisfação pode ser erroneamente identificado como falta de alguma coisa material. Contudo. Desse modo. o conforto e o exagero? Algumas vezes. Como foi observado por Salomão. o exagero de alguém causa necessidade para outro.8. o homem precisa de comida. D) Tudo é bom enquanto for justo. O homem desvia sua necessidade psicológica e espiritual para o físico. 6. São palavras certas ditas da maneira errada. muitas pessoas com ansiedade. A maldade está então na cobiça (Ec. Uma faca não é boa nem má. trabalho. então isso se torna mau. enquanto uma pessoa possui muitos hectares de terra. .16-17 (tempo e modo) 8. A cobiça nunca se satisfaz. Assim. O modo de se fazer as coisas é. Onde está o limite entre o suprimento. Em diversos textos. o ser humano vai avançando numa direção que passa pelos domínios do bem e pode acabar alcançando o espaço do mal. Que coisas eram essas? Comida. Paulo fala que os judeus "cobiçaram as coisas más". Mas como se identifica a linha divisória entre as duas coisas? Podemos ver também nesse movimento uma passagem pelos domínios da sabedoria. consideremos que até aos 80 quilômetros por hora estaríamos nos limites da sabedoria. palavras boas surtem um efeito mau. (A própria consciência identifica isso com alguma eficiência.) Tudo é bom enquanto não causar escândalo. prazer. Vejamos uma lista de considerações pertinentes a essa questão em Filipenses 4. não existe um velocímetro na vida para determinar em que ponto estamos. alegria. vamos pensar na velocidade desenvolvida por um automóvel.5. Porém.

Podemos ver nisso. verificamos sua necessidade e utilidade (7. Este. A posse material. Não é proibido comer carne de porco. Muito conhecimento poderá trazer muito trabalho. não são proibidos.12). sacrifícios (5.3. Evidências do judaísmo em Eclesiastes.18). Ao pensarmos em dinheiro. 25.11). existe algum excesso.engrandeci-me e aumentei mais do que todos.23. podem não ser convenientes. Muitos excessos são lícitos. enfoques teológicos e vínculos bíblicos A aparente separação do Eclesiastes em relação ao contexto bíblico se desfaz pelos seguintes elementos: Referência a Davi (1. sabedoria.12).12 (comida) 6. inútil.8 (trabalho.amontoei . Em um segundo momento.2-3 (palavras) 5. Isso seria confortável. "Onde se multiplicam os bens. Se atingimos o que se considera acúmulo de riqueza. O homem quer mais do que lhe é dado.7). anjo (5. Deus (5. Muitos chegaram a esse nível e vivem se escondendo com medo de roubos e seqüestros. O excesso daquilo que você quer trará também o excesso daquilo que você não quer (1.8 . trabalho) 4. mas uma posição de conforto.10.3 (filhos) 6. Casa de Deus . riqueza) 5.9 . impiedade) (extremos) 10. por exemplo.1). mas quiseram até mesmo aquele que tinha sido proibido.16-17 (justiça.7 (sonhos) 5. Vejamos uma linha de conquista progressiva. onde a primeira posição corresponde ao mínimo necessário para o suprimento da necessidade.18 (sabedoria. Se trouxer. Salomão encontrou novamente a vaidade e a aflição de espírito. Salomão apresenta os riscos do excesso e sua inutilidade.Toda a espécie 2.4). ou seja. 2.12 2.lei (12.9).11 (bens) 5.templo (5.). votos (5.mais do que todos 2. O excesso não será negativo nesse ponto. A felicidade não está no excesso. Jerusalém (1. Proibir é próprio da lei e não da sabedoria. então podemos perder a tranqüilidade e a liberdade. pecado (2. outras.13). Seria interessante ler outras palavras de Salomão sobre o excesso em Provérbios: 24. . Cabe a cada um julgar com sabedoria cada situação.1).1. então não seremos capazes de usufruir de tudo. não um exagero. A busca excessiva de Salomão. 10 .grande possessão . Contudo. juízo (12.16.6 (tempo de vida) 7. Ele não proíbe o excesso. por sua vez. Imortalidade da alma/espírito (3. multiplicam-se também os que deles comem" (5. Israel (1.26). Isso é bem do estilo no tempo da graça. em níveis ainda maiores pode se tornar inútil ou até mesmo arriscada.7 .1). este virá acompanhado de muitas perturbações que só o rico conhece.13-14. A sabedoria orienta ao cuidado. Adão e Eva podiam comer de quase todos os frutos disponíveis. Se possuirmos muito mais do que precisamos.tudo.6). Depois de buscar tudo ao máximo. É bom que o tenhamos em quantidade superior à necessária.17 (comida e bebida). mandamentos . mas convém? Até que ponto? I Cor.1) (Elohim 33 vers.19-21 12.45 Vejamos os versículos de Eclesiastes que se referem ao excesso ou grande quantidade de qualquer coisa: 1.14).5 . Algumas vezes pode ser perigoso.de toda sorte 2. pode até não trazer excesso de dinheiro.

Eclesiastes . .1) .Professora Deuzenir Moreira da Silva. Deus ama a todos e a todos oferece a oportunidade. Vida Nova. Pierre.26 5.Ed.7 3.gov.14. Como a Bíblia Foi Escrita .13).A eterna morada do homem (12. o juízo não se executa logo. GIBERT.11).12.Semelhança com Jó 3 .Pecado . abordando os vários aspectos das relações divinas com o homem: Deus criador (12. 12. STORNIOLO.Semelhança com Provérbios .14-16. Walter A. . ELWELL.2.9 12.10-14.Tradução de João Ferreira de Almeida .1-3 6.Ed.1-3). 9. Michael A. encaminhe mensagem para anisiora@mg. Contudo..10. Paulinas. Juiz (11. BOYER. Ivo.CPAD. Pequena Enciclopédia Bíblica .O juízo – No tempo presente. O.1) .CPAD. Vida. 8.17).. Euclides M.46 .5).9 Bibliografia MELO. Bíblia de Referência Thompson . na vida terrena. Salomão afirma que o julgamento vem e Deus o executará (11.Ed.Ec.2-6 .9. Por isso. legislador . Salomão viu isso e se sentiu incomodado (2.7..26 Trabalho .O teocentrismo de eclesiastes.19-21 . .17).4.orientador (soberania) (9.br .18.Versículo por Versículo . Aparentemente se observa injustiça.14 3. 3. S.doador (2. 12. Paulus.13 9. G.único Pastor (12.24.Juízo (11. .13 Morte . BALANCIN.O pecado como causa da desgraça humana . Lloyd.trt. Vida Material do SEBEMGE . Joel Leitão de.Ligações com Gênesis .9 12. Produzido em março do ano 2000 Em caso de utilização impressa do presente material. Como Ler o Livro de Eclesiastes Ed.Ec. Para esclarecimento de dúvidas em relação ao conteúdo.Ligação com Apocalipse .12. Manual Bíblico do Estudante .14) . EATON. Eclesiastes e Cantares . o justo e o ímpio passam pelas mesmas coisas. CARR. favor mencionar o nome do autor: Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.25-26 8.Versão Contemporânea .19) .1.3.18 .Ed.

Foi rei de Israel entre os anos 973 a 933 a. Semelhante.mensagem muito necessária em nossos dias de tantas promessas matrimoniais quebradas e de divórcios fáceis. o Soberano Criador do Universo. que sacrificou a seu Filho para redimir os pecadores. A mensagem fundamental é a pureza e o caráter sagrado do amor no casamento . especialmente a descrição da natureza. Deus se revela como o verdadeiro Deus. difere basicamente da forma como um escritor devoto da atualidade poderia apresentar as mesmas idéias básicas. Vos .o amor de Deus. Visto como se trata de poesia oriental antiqüíssima. Compõe-se totalmente de discursos pronunciados principalmente pela sulamita e por Salomão.C. os Cantares de Salomão lembram-nos que o que sustenta todo o amor humano puro é o maior e mais profundo de todos os amores . Ele é o mantenedor da . a igreja. sua onisciência e seu amor redentor. Mediante a demonstração de sua autoridade e inspiração de sua Palavra.Mestre em Teologia IV – PROFETAS MAIORES ISAÍAS Isaías é merecidamente conhecido como o profeta evangélico. visto que nos proporciona a mais ampla e clara exposição do evangelho de Jesus Cristo registrada no Antigo Testamento.47 CANTARES OU CÂNTICO DOS CÂNTICOS O livro descreve o amor e casamento de Salomão (chamado o amado) com uma jovem camponesa (denominada sulamita). e do amor do Filho de Deus que sofreu e morreu por sua esposa. Cantares de Salomão não é alegoria nem tipo. Isto está de acordo com o conteúdo do livro. aproximadamente. Ao mesmo tempo. AUTOR O título (1:1) diz que Salomão é o autor. Acentua de modo especial a doutrina de Deus. mas uma parábola do amor divino que constitui o pano de fundo e a fonte de todo o verdadeiro amor humano. cumpre maravilhosamente as predições pronunciadas muito antes pelos profetas. Em confronto com os deuses imaginários dos adoradores pagãos de ídolos. Até agora ninguém apresentou um caso convincente contra a paternidade literária de Salomão. Johannes G. em determinados aspectos. Descreve a beleza do amor puro entre uma mulher e um homem. sua onipotência. que ordena todos os acontecimentos da história de acordo com um plano-mestre que ele próprio estabeleceu. amor que se aprofunda numa devoção recíproca e imperecível. à epístola aos Romanos no Novo Testamento.. e se ocupa de quase todos os pontos cardiais na escala da teologia. Isaías serve de compêndio das grandes doutrinas da era pré-cristã.

provavelmente. libertará a alma não somente dos verdadeiros crentes de Israel como nação. tenha iniciado seu ministério profético no final do reinado de Uzias. contudo. Está preparado para resgatá-los dos assaltos de seus arrogantes opressores gentios. até mesmo os crentes israelitas.48 lei moral. Mediante o sofrimento e a morte. e trazê-los. como nas ameaças de castigo destinadas a levá-los ao arrependimento. Em sua qualidade de Santo. Este Emanuel. Isaías foi. mas também de todos os gentios de terras distantes que abrirem o coração para receberem a verdade. do Messias divino e humano. tanto na forma de advertência e apelos proféticos. que está destinado a estabelecer o governo de Deus e assegurar a paz de Deus sobre toda a terra. nascido de uma virgem. apresenta as mais vigorosas persuasões dirigidas à consciência de seu povo. a bondade e a verdade sobre o mundo todo. o qual. da escravidão e do exílio. Gleason L. chamando a nação para um sincero arrependimento e reforma. pela impiedade de conduta e pela idolatria. Para este fim. não levou em conta as advertências do profeta contra a aliança com o Egito. Tanto os judeus como os gentios formarão um rebanho de fé e constituirão os súditos felizes de seu reino milenial. Embora. o sacrifício vivo de uma vida piedosa. e porá em vigor as exigências da santa lei de Deus. como a época em que recebeu a unção e incumbência especial de Deus no templo (capítulo 6). Mas. provavelmente 740 a. Seu livramento final só pode provir do Salvador.). mas foi favorecido e respeitado pelo rei Ezequias (716-698 a. rejeitado e desprezado por seu próprio povo. na qualidade do Santo de Israel. estabelecera seu trono como rei de toda a terra. e libertá-los do poder do inimigo. de uma rica e respeitável família de Jerusalém. provinha. Foi-lhe ordenado que pregasse com intrepidez e de modo inflexível uma mensagem de advertência e denúncia contra seu povo. instruídos nos ensinos do Antigo Testamento e usufruindo de incomparáveis privilégios de acesso a Deus. o Santo de Israel que Isaías apresenta como o Senhor que o inspirou a profetizar. menciona o ano da morte deste rei. martirizado pelo rei Manassés. isso por volta do ano 680 a. para a Terra Prometida. e o fiador fiel de suas misericórdias promessas de perdoar-lhes. inclusive as mais ricas e poderosas dentre elas. demonstram ser inerentemente pecaminosos e incapazes de salvar-se a si mesmo do mal. mas ainda desfrutava de estreita relação com a família real e com os mais altos funcionários do governo. filho de Amós. acima de tudo. AUTOR Isaías. este Messias soberano obterá o triunfo somente como Servo de Jeová. Contudo. quando se arrependerem. ao passo que seu povo escolhido vive para lhe glorificar o nome. brutal e depravado filho de Ezequias.C. talvez. Archer Junior Doutor em Filosofia e Letras . ao estabelecer a paz universal. e destina-se ao montão de cinzas da eternidade. na análise final. exige acima das formalidades da adoração mediante sacrifícios.C. É.C. O idólatra rei Acaz odiou-o e criou-lhe obstáculos. Entretanto. ao que parece. oferecendo seu corpo sagrado como expiação pelos pecados deles. que traz a juízo todas as nações ímpias dos pagãos. apresenta-se como inalteradamente obrigado para com seu povo da aliança. que é o próprio poderoso Rei. visto que não somente se registra o nome de seu pai.

Por meio de Israel. Aos poucos foram desaparecendo as virtudes sociais. Deus. Os capítulos 2 a 13 capacitam-nos a reconstruir as condições em que ele profetizava. a batalha de Carquemis (605 a. dos vinte e um anos de apostasia religiosa e fraqueza política. O guerreiro surge. Nem os sacrifícios nem os ritos puderam substituir o arrependimento e a justiça. por conseguinte. Todavia.C. a angústia espiritual de Jeremias é causada por esta apostasia. a despeito de rejeitar as acusações de infidelidade religiosa. Porém o exílio não era a última palavra. Deus teve de castigá-la. é o Deus das alianças de Israel. procurou atingir fins morais. no ano de 586 A. garantindo o perdão e uma dinâmica espiritual interior.49 JEREMIAS O prolongado ministério de Jeremias. visto como a graça divina é imensa. a nova aliança se tornaria realidade. O governo justo do Messias sobre um povo reto contribui para explicar a doutrina do novo concerto de Jeremias. não era ele um homem pessimista. mandá-lo para o exílio. até poucos anos depois que Judá deixasse de ser um estado. porém não teve êxito. ou seja. enquanto os capítulos 14 a 33 nos revelam sua consciência de Deus e sua comunhão com ele (leia também 1:1-19).C. As angustiosas circunstâncias sob as quais Jeremias trabalhava e a extraordinária extensão com que a idolatria tomara o lugar da religião revelada em Judá manifestam-se com clareza nas predições de Jeremias. Portanto. Era. porém um guerreiro que também exercia as funções de atalaia e testemunha. finalmente. guerreiro de Deus. Na verdade. do reino setentrional com os baalins obrigou Deus a dar-lhe carta de divórcio.C. o Governante moral do mundo. Dois anos após a morte de Josias. Finalmente. O juízo e o exílio eram inevitáveis. Por causa da administração dos últimos quatro reis de Judá.) consolidou o domínio babilônico sobre a Ásia Ocidental. essencialmente. Obedeceriam às leis de Deus de coração espontaneamente. tornou-se inevitável a queda de Jerusalém no ano de 586 a. pelo sacrifício e morte de Cristo. A partir daí. Nos oráculos de Jeremias. não tirou proveito da experiência de Israel. estendeu-se desde o ano de 625 a. em um ambiente de segurança religiosa e social. superou a Israel na prática de impurezas sexuais. seguidos de uma reforma religiosa no governo de Josias (621-607) a. que durou mais de quarenta anos. Contudo. como atalaia de Deus (34:1 . pelo assim dizer.). Esse pecado nascia de uma natureza pecaminosa. Igualmente. Jeremias apoiou a reforma com entusiasmo até perceber que o coração do povo não mudava. o adultério. Em realidade. Jeremias defendeu a submissão a Babilônia. tão arraigada estava a imoralidade em Judá que a nação não era capaz de corrigir-se moralmente. Voltaria um remanescente para viver sob a administração messiânica. Mais de cinqüenta nos de apostasia religiosa sob o reinado de Manassés foram. A espantosa pecaminosidade de Judá significava que o pecado devia ser congênito. AUTOR . apesar de seus adultérios. A nova aliança. Judá.C.45:5) e testemunha de Deus (46:1-52:34). e mediante a manifestação regeneradora interior do Espírito Santo. o reino meridional. transcenderia o legalismo da antiga aliança. O arrependimento poderia ter suspenso o processo de divórcio (exílio). As pessoas seriam justas porque teriam o coração renovado. não tinha capacidade moral. O primeiro capítulo descreve o chamado de Jeremias para o ministério profético. e o conseqüente exílio.C.

S. AUTOR Desde época antiqüíssima. desde o segundo século antes de Cristo. conquanto de escassa importância. Alguns fatores fundamentais deste juízo se esclarecem no terceiro lamento. como quem diz: "Eu o avisei. O segundo descreve o desastre em maiores minúcias. auto-humilhação e invocação. S. o autor expressa seu inconsolável pesar pela agonia e angústia da cidade. Isto nos sugere uma revisão redatorial distinta. Os oráculos sob os últimos cinco reis de Judá não seguem uma linha cronológica.C. S. Ressalta que a destruição da cidade é um juízo divino sobre o pecado. J. o livro das Lamentações converte-se em "suplemento do livro de Jeremias". G. e roga a Deus que não a rejeite para sempre. J. lançou-se à misericórdia divina. por causa de seus sofrimentos. que com tanta freqüência profetizou uma catástrofe como a que o livro das Lamentações descreve. Jeremias não adota um tom de censura em seu lamento. esperando que Deus novamente se mostre misericordioso para com Israel. Thomson Doutor em Filosofia e Letras EZEQUIEL . e a Bulgata o faz desde o quarto século de nossa era. Se dermos por definida a paternidade literária de Jeremias. O quinto e último lamento (poderíamos dizer mais acertadamente oração)descreve como Jerusalém. A Versão dos Setenta (Septuaginta) atribui a autoria do livro a esse profeta. agora purificada no cadinho da aflição. S. o crente afligido tem no referido livro a linguagem de sua confissão." Sente a dor das aflições de Jerusalém. G. no hebraico. Em uma série de elegias. Thomsom Doutor em Filosofia e Letras LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS O livro de Lamentações contém um tema principal. Considerando-se que as Lamentações de Jeremias tratam o sofrimento como castigo sobre o pecado. O primeiro lamento descreve e explica as aflições de Jerusalém em termos gerais. Os sofrimentos que recaíram sobre Jerusalém quando o rei Nabucodonosor capturou a cidade no ano de 586 a. e nesta Versão se observam consideráveis omissões. A ordem dos capítulos. tanto os judeus como os cristãos têm atribuído a Jeremias o livro das Lamentações. O Novo Testamento contém numerosas referências a Jeremias. difere da ordem da Versão dos Setenta (Septuaginta). O quarto sublinha algumas lições que Jerusalém aprendeu por meio do juízo.50 Não se observa princípio algum na organização das profecias de Jeremias. Jeremias ditou as profecias e Baruque as escreveu (36:1-8. 32).

Estas formas de revelação divina ocorrem aqui com maior freqüência do que em qualquer outro livro profético. e do exílio de Joaquim. e.C. Nabucodonosor destruiu Jerusalém e levou cativos para a Babilônia quase todos os sobreviventes. Deus mostrou-se misericordioso. com aterradora conseqüência. mas "o desejo dos teus olhos" lhe foi tirado de um golpe. enquanto realizava sua missão por ordem de Deus. Deus atribuiu a Ezequiel a tarefa de denunciar a casa rebelde de Israel e predizer a destruição de Jerusalém e a deportação de um número ainda maior. O livro é abundante em visões misteriosas. a despeito da infidelidade de Israel. rei de Judá. o povo de Israel se tornaria de novo o veículo das promessas que se cumprirão no novo pacto e no final dos tempos. fica compensada na última parte (capítulos 33 a 48) com uma apresentação também conseqüente com o brilhante futuro que Deus tem reservado para seu povo. Esta perspectiva de juízo. Todavia. Seis anos depois de Ezequiel haver começado a pregar. O profeta dirige suas mensagens a seus compatriotas cativos e também ao povo hebreu que ainda reside na Palestina. Tudo isto Ezequiel vê em perspectiva profética. minorada somente por lampejos incidentais de luz. Ezequiel recebeu instruções no sentido de proclamar as boas-novas de que o exílio terminaria e Israel recuperaria sua posição de instrumento da salvação de Deus para todos os homens. Estas seções compactas de ameaças e promessas a Israel são separadas por uma série de discursos endereçados às nações estrangeiras. Outro traço característico do livro de Ezequiel é a forma pela qual expressa não somente a ameaça mas também a promessa. Mas. As visões em particular são bizarras. tem por objetivo contribuir para a certeza de que Deus leva avante seu plano de salvação para todos os homens aos quais ele havia iniciado neste pacto com Israel séculos antes. diferentemente de seu contemporâneo Jeremias. mesmo depois da captura de Jerusalém levada a cabo pelo rei babilônio Nabucodonosor. Os primeiros vinte e quatro capítulos representam a acusação e condenação de Israel. . Portanto. de forma quase grotesca. juntamente com uma considerável parte da população no ano de 597 a. que além de seu nome. suas palavras se cumpriram. Ezequiel era casado. discursos que têm duplo aspecto: pronunciam juízo e castigo sobre os perversos vizinhos de Israel. Somente dois fatos de caráter biográfico podem deduzir-se do livro: que era filho de Buzi. Ambos os grupos permaneceram obstinados e impenitentes.. o sacerdote. que descreve em alegorias e põe em prática numa forma que se assemelha a charadas. pouco sabemos com referência a ele. A forma pela qual o livro de Ezequiel apresenta esta mensagem de juízo e de promessa distingue-o dos outros livros proféticos do Antigo Testamento. mas a destruição dos inimigos de Israel constitui também segurança de que não poderão criar obstáculos no cumprimento da promessa de Deus de redimir e restaurar seu povo escolhido.C. A organização sistemática do conteúdo constitui seu primeiro traço característico. e portanto de interpretação difícil.51 O Livro de Ezequiel relata a atividade de um profeta durante o exílio na Babilônia. Purificado pelos juízos de Deus no exílio babilônio. na qual se sobrepõem no mesmo quadro relativo ao reino de Deus futuro e permanente algumas cenas de um futuro imediato e de um futuro distante. e se acham representadas por uma riqueza de pormenores descritivos. No ano de 586 a. AUTOR A pessoa de Ezequiel se acha tão imersa na mensagem. Aquilo que Ezequiel vê em visões. o significado fundamental do livro de Ezequiel não escapará ao leitor se levar em conta que a glória de Deus e suas ações de juízo e salvação se acham apresentadas em linguagem e forma simbólicas. alegorias ousadas e estranhos atos simbólicos.

orgulhoso e seguro de sua conduta despótica. Tem-se dito que é impessoal.. diferentes dos que os outros profetas registram. mesmo na proclamação da misericórdia. cativa os leitores com relatos de heroísmo em tempos de grande perigo e tem servido de consolo a multidão de fiéis seguidores de Deus quando lêem comoventes narrativas de sua presença e bênção. indiferente a seus ouvintes. Os primeiros capítulos de Daniel narram certas experiências dos jovens judeus .C. a afirmativa de que ele não é compassivo equivaleria a ir além das evidências. Os atos simbólicos que ele executa e as visões que recebe não são. Os quatro . em essência. As seções narrativas do livro. e só lhe preocupa a vindicação da glória de Deus. Exerceu tal ministério ativamente durante um período de vinte e dois anos. entre as mais famosas da literatura. Ezequiel foi levado para a Babilônia no ano de 597 a.demonstram o poder e o amor de Deus. Ao mesmo tempo. é humilhado até que reconheça que a providência de Deus governa inclusive a vida do rei. o reino de Deus. e Sadraque. mantêm nosso interesse não somente pelo drama. As profecias relativas aos quatro reinos e ao quinto grande reino. constituem um quadro da marcha do império. O drama da escritura na parede fez que esta frase seja parte proverbial de nosso idioma hoje. Walter B. Nem tampouco podem os críticos radicais justificar suas teorias que afirmam que o profeta sofria de ataques catalépticos e de paranóia esquizofrênica. traz com certeza a derrota e a morte. Seus livramentos Daniel da cova dos leões. uma pessoa severa.que fazem parte dos cativos judeus na Babilônia no século sexto antes de Cristo.Daniel e seus três companheiros . Roehrs Doutor em Filosofia e Letras DANIEL O livro de Daniel jamais deixou de despertar interesse e de provocar controvérsia nos círculos teológicos. mas também por sua vigência toda vez que o materialismo e o paganismo ameaçam envolver os filhos de Deus.52 Ezequiel tem sido considerado. pelo menos (29:17). como no caso de Jeremias. Mesaque e Abdnego da fornalha ardente . são consideradas por sinceros estudiosos da Bíblia como uma visão prévia do mundo através da história até aos últimos dias. quer sejam dadas a governantes pagãos ou ao próprio Daniel. O terrível pecado da arrogância diante de Deus. e foi chamado para o ministério profético cinco anos mais tarde. As visões que o livro de Daniel proporciona. Nabucodonosor. insensível. A recusa de serem atraídos pelo mundo pagão em que viviam e os perigos que os ameaçavam por causa de sua fidelidade constituem a essência do drama. do qual Belsazar se fez culpado. Conquanto seus sentimentos não aflorem à superfície. com freqüência.

vemo-nos às voltas com uma interpretação da história que não somente se cumpriu em grande parte. Deus convida seu povo errante a regressar. tanto o Judaísmo como o Cristianismo têm incorporado o livro de Daniel no cânon. O veemente evangelista conhece seu povo. penetrante e poderoso aos recalcitrantes pecadores que devem voltar para Deus. por Daniel. escrito por Daniel. isto é.. Dia após dia lança seu desafio pessoal. o perdão e a cura. trata da verdadeira natureza do arrependimento. fala do juízo destrutivo e do inesgotável amor com seus tesouros indizíveis para o homem e para a mulher. a tribulação. a salvação os espera. Douglas Young Doutor em Filosofia e Letras V – PROFETAS MENORES OSÉIAS O livro de Oséias apresenta-nos a intensa rogativa de um gigante espiritual. a revelação do homem de iniqüidade. considerando-o obra autêntica do período acerca do qual afirma falar. a graça é abundante. o pregador busca. mas que se cumprirá totalmente. o quinto reino espera seu cumprimento por ocasião da segunda vinda de nosso Senhor. Mediante a pregação deste profeta.C. É assombroso encontrar neste século do . no sentido de que o livro foi escrito no século VI a. Oferece-lhe misericórdia e perdão. Oséias mostra graficamente os aspectos essenciais da verdadeira religião. a segunda vinda. Esta certeza é que faz que o livro de Daniel seja de vital e significativa importância na presente época.53 reinos formaram-se de acordo com a profecia. Os grandes temas da profecia de Daniel são assunto de vital solicitude para a igreja na atualidade: a apostasia do povo de Deus. Tem consciência da sagrada profundidade do amor no coração de Deus. de perdoar. AUTOR No terreno histórico. conseguir a convicção e o arrependimento do povo a fim de que os escolhidos de Deus se sintam obrigados a voltar ao lar e ali achar o amor. profundamente consagrado à tarefa de salvar a nação pecadora. Não existe base científica de nenhuma natureza que justifique afastar-se da aceita tradição judaico-cristã. Conhece a profundidade do amor e a boa vontade de amar sinceramente. de dar as boas-vindas e de restaurar. Carregando nas tintas. o milênio e o dia de juízo. do sexto século antes de Cristo. da salvação certa que será proporcionada e do pleno perdão de Deus a todos quantos se arrependerem autenticamente com sincera fé. lida com o pecado e seus resultados trágicos na vida humana. repetidamente. Com autêntica solicitude. Com fidelidade. Sabe que é derramar lágrimas abundantes enquanto sua esposa infiel chafurda cada vez mais no pecado. G. Ao abrir o livro de Daniel.

tragicamente ferido pela terrível infidelidade de sua esposa Gomer. Toda esfera é descoberta. enviará seu Espírito sobre toda a carne (2:28. e o dia da invasão é o dia do Senhor . deixa atrás de si terra assolada (1:4-12. o profeta roga intensamente enquanto procura fazer que o povo infiel volte para seu Deus. 2:12-17). os gafanhotos) farei partir para longe de vós. filho de Petuel. AUTOR O autor do livro é Oséias. de Israel.. 29). e ao mesmo tempo expressa a esperança de que Deus se arrependa e se abstenha de castigar (1:14. O ministério de Oséias estendeu-se por vários anos depois do ano de 746 a. Havia pela frente juízos ainda mais terríveis para o mundo que não reconhecia a sabedoria de Deus nem tampouco aceitava os padrões comuns de ética das nações pagãs (3:2-8). Contudo. 2:2-10). É a forma como Deus se manifesta. O profeta insta com o povo a que se converta.o dia do juízo de Deus contra um povo pecaminoso (1:15. 11). misericordiosamente. é o exército do Senhor (2:11). Transformou-se em um grande profeta que proclamava a seu povo as divinas implicações desta catástrofe. Faz-se todo tipo de apelo. O livro. Kyle M. meditava nesta calamidade. Todas as notas estão ali. . E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto" (2:20. O profeta descreve a praga comparando-a a um exército humano que. É o evangelista divinamente escolhido para persuadir os pecadores empedernidos a que se voltem para um Deus cheio de amor.. Enquanto Joel. Deus. em seu avanço. agudamente cônscio dos terríveis pecados de seu próprio povo. Sim. registra o sermão de Joel nesta ocasião. Profundamente influenciado pelo profeta Amós.C. o sermão de Joel ainda não havia terminado. 25) são promessas que o profeta faz em nome de Deus. 2:1. Joel sabe que no ataque desta praga Deus estava operando. Não há dúvida de que o ministério de Joel teve maior êxito do que o de muitos dos outros profetas. que traz o seu nome. "E aquele que é do norte (isto é. filho de Beeri. que está ansioso por perdoar-lhes e salvá-los. Yares Doutor em Filosofia e Letras JOEL Uma praga de gafanhotos havia devastado a terra de Judá. sensível à voz de Deus dirigida a um povo pecador. visto como o perdão de Deus (2:18-27) indica que o povo se arrependeu de coração. porém as nações gentias serão julgadas e castigadas (3:1. veio-lhe a palavra do Senhor.54 Antigo Testamento tanta mensagem do Novo e descobrir o apelo fundamental do verdadeiro evangelista.

Os reinos deste mundo "vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo. John B. 20. a qual constitui o pano de fundo histórico deste livro. e fará que sua vontade se cumpra na terra como no céu. AUTOR A respeito de Joel. Não podemos determinar a data da praga dos gafanhotos. A mensagem de Amós é. 16. O homem devia buscar a Deus. Amós põe a descoberto a massa putrefata do formalismo religioso e a corrupção espiritual (5:12. será ouvida desde Sião no dia do juízo. Em conseqüência. 9-16). mas uma confirmação das exigências do caráter moral de Deus contra os que o haviam rejeitado. segundo acreditavam algumas pessoas daquele tempo. 8). Há divergências quanto à data em que foi escrito. O povo de Deus será libertado desta ira (2:32). um "clamor de justiça". A voz de Deus. 15). 21) parecem indicar que ele residia nessa cidade. 15). para ressaltar o aspecto irremediável da situação. embora possamos afirmar que o livro não depende em nada da sua data. Sob o respeitável manto da prosperidade material. 17. de origem hebraica. Aponta a total indiferença para com os direitos humanos e para com a pessoa humana (2:6). 32. Joel significava o Senhor é Deus. outra coisa não esperava a Israel senão a destruição (9:1-8). Porém esse dia era inevitável (9:11-15). nada se sabe em definitivo. sua mensagem se aplica ao homem de nossos dias. em grande parte. As numerosas referências que Joel faz acerca de Jerusalém (1:14. como a de um leão que ruge. AUTOR Natural de Técoa.55 2. Todavia. Mediante estas palavras. Graybill Doutor em Filosofia e Letras AMÓS A grande proclamação feita no início de sua profecia (1:2) fixa o tom da mensagem de Amós. o profeta Amós adverte que os responsáveis pelo mal que açoitava a terra não se "afligiam" pelo desastre que se avizinhava (6:6). e assinala a deterioração da moral e da justiça social (2:7. Então Judá e Jerusalém gozarão de maravilhosa prosperidade e serão abençoadas eternamente com a presença divina (3:18-21). devia arrepender-se e estabelecer a justiça a fim de poder viver (5:14. no tempo do Antigo Testamento. Joel expressa a esperança humana e a promessa divina de que Deus é soberano neste mundo. O profeta tinha um remédio para o mal que ameaçava a vida da nação. 15. local situado a vinte quilômetros ao sul de Jerusalém. e ele reinará para todo o sempre" (Apocalipse 11:15). Somente quando esta verdade fosse reconhecida é que se estabeleceria o esplendor do reino davídico. 21). Enquanto cuidava do gado. O dia do Senhor não será uma vindicação de Israel. 7:14. recebeu o chamado de Deus para exercer o ministério profético. 2:1. 3:1. e era nome comum. Amós era pastor e também cultivava sicômeros (figos silvestres) 1:1. filho de Petuel. 6. Profetizou no reino do norte .

talvez o mesmo oráculo que aparece em Jeremias 49:7-22 .56 durante breve período na segunda metade do reinado de Jeroboão II (785-744 a. Lamentações de Jeremias 4:22 (queda de Jerusalém). Embora muitíssimo curta. quando o remanescente de Israel que escapou será como esfera de salvação e instrumento do governo de Deus sobre todas as nações. Embora o livro de Obadias seja somente um dentre os muitos pronunciamentos proféticos relativos a Edom. e ao fazê-lo revela um aspecto do dia do Senhor e do reino de Deus. esta profecia ressalta e exemplifica as verdades fundamentais da revelação bíblica: o governo soberano de Deus que será universalmente reconhecido (v. visto como não é possível. 5-9).21). Números 20:14-21. Malaquias). 1-4 e frases incluídas nos vers. Profecias: Isaías11:14. a culminância dos propósitos de Deus no dia do Senhor que. rei de Judá (1:1). Jeremias 49:7-22. Deuteronômio 2:1-8 (o período do Êxodo). para ser abençoado (v. Amós 1:11-12. Malaquias 1:2-5. o profeta parece tomar uma profecia de juízo existente contra Edom (vers. o mais curto do Antigo Testamento. II Crônicas 25:11-13 (sob Amazias). II Reis 14:7. Schultz Doutor em Teologia OBADIAS Este pequeno livro resume o significado da relação de Edom e Israel (Esaú e Jacó) na história da salvação. enquanto vindica a seu povo e lhe proporciona o júbilo da terra prometida de descanso. a eleição de Israel. II Samuel 8:14 (sob Davi). 17b). Salmos 137:7. tratar de outras passagens pormenorizadamente. Edom. Nem se sabe com certeza a época em que foi escrito.e observe-se quão terrivelmente se cumpria e com que justa retribuição. Salmos 83:1-6 (geral). II Crônicas 28:17 (sob Acaz). o povo de Deus.C. Joel 3:19. Ezequiel 25:12-14. Ezequiel. 15). visto que eram filhos de Isaque. Deus confiou a muitos profetas a mensagem de condenação dirigida contra Edom (Amós. nada se sabe do autor deste livro. AUTOR Com exceção de seu nome (que é comum no Antigo Testamento). rei de Israel. num comentário desta natureza. este castigo particular com o juízo de todas as nações no dia iminente do Senhor. II Reis 8:20-22 (sob Jeroão). Arnold C.). II Crônicas 20:10-23 (sob Josafá). sua eleição cumprida mediante um remanescente (v. condenará os inimigos e opressores. I Samuel 14:47 (sob Saul). 63:1-6. apresentamos aqui uma lista das principais referências a Edom: Históricas: Gênesis 25-36 (Jacó e Esaú). Em Obadias. portanto. 34. é conveniente considerá-lo como o ponto de concentração de todas as referências que no Antigo Testamento se fazem concernentes a Edom. dos quais Edom é aqui um tipo (v. os quais freqüentemente chamaram a atenção para o orgulho e para a auto-suficiência de Edom como as raízes de seu pecado. a nação oriunda de Esaú sempre se revelou hostil a Israel. Obadias parece descrever um desastre que sobreveio a Edom depois da queda de . e durante o reinado de Uzias (780-740 a.C.). Jeremias. Isaías. Portanto. 17a) que será a fortaleza do braço de Deus procedente do monte Sião. a despeito dos laços fraternais existentes. Obadias relaciona. 35.

Robinson Licenciado em Teologia JONAS Por seu conteúdo e intenção. é de supor-se justificadamente que o autor seja o próprio Jonas. e falando-lhe da natureza da verdadeira adoração. Insinua-se este fato em 3:10 e em 4:11 se confirma de modo inequívoco. e o desastre iminente que está à espera dessas nações. Os capítulos 4 e 5 oferecem consolo e esperança em face do que acontecerá no futuro. Israel o reclamado. 4). um Libertador procedente de Belém fará que seu remanescente justo se constitua em bênção para a terra. Em primeiro lugar. No princípio Jonas se nega a aceitar a ordem do Senhor.57 Jerusalém (vers. e a terra será purificada da idolatria e da opressão. AUTOR Uma vez que o livro não faz afirmação alguma sobre seu autor. Claude A. finalmente. Ele é filho de Amitai (1:1). Lembrando a seu povo o livramento do Egito. resgatado do cativeiro na Babilônia. Deus deplora seus . e sem dúvida o mesmo filho de Amitai que profetizou durante o reinado de Jeroboão II (compare-se com II Reis 14:25). W. Talvez seja este o primeiro ataque dos nabateus contra o monte Seir. B. temendo que os pagãos se arrependam e Deus demonstre misericórdia. o Senhor faz ver sua misericórdia e sua compaixão. O coração magnânimo de Deus. O livro é de caráter biográfico. quando a casa do Senhor for estabelecida sobre os fundamentos de uma paz duradoura. o Senhor é o reclamante . Esta profecia pertenceria. Jonas é comissionado para anunciar um juízo. Os capítulos 6 e 7 declaram o caminho da salvação mediante uma analogia de um pleito ou contenda judicial. um remanescente voltará para Sião. estabelece nítido contraste com o espírito estreito. 5-7). intolerante. não perdoador de Jonas. Começa e termina com o Senhor falando a Jonas. portanto. os quais derrotaram os edomitas em determinada época compreendida entre os séculos VI e IV (compare Malaquias 1:3. Ries Doutor em Teologia MIQUÉIAS Os três primeiros capítulos da profecia de Miquéias declaram os juízos de Deus contra Israel e Judá. que perdoa aos pagãos arrependidos. à época do exílio ou logo após o regresso. D. Entre estas duas representações do caráter de Deus encontramos a resposta de Jonas à justiça e à compaixão divinas. o livro de Jonas revela a universalidade e a compaixão da graça divina.

pois. a trinta e cinco quilômetros ao sudoeste de Jerusalém. era fraca a vida nacional de Judá. a pergunta: "Esqueceu-se Deus de Judá? Por que prospera esta nação perversa da Assíria enquanto nós sofremos? São vazias as promessas de Deus?" E enquanto Judá não recebia resposta a tais perguntas.Miquéias termina com uma pergunta: "Quem. que dizia: "Nínive cairá. esquecendo-se da promessa de Deus de que ele protegeria a nação bem como seu povo. Judá será vindicada. Ao impor pesados tributos e exigir onerosa escravidão. grande potência militar e econômica. Miquéias é mestre consumado no emprego da poesia clássica hebraica. Esta declaração se faz seguir pela confissão de culpa da parte de Israel e pela oração. Defende a causa dos camponeses oprimidos e se põe contra os ricos arrogantes. inclusive Judá. e declara o triunfo certo e final da justiça e soberania de Deus A causa imediata da profecia foi a premente questão da justiça de Deus e sua fidelidade às promessas. o livro é a um tempo poético e profético. descreve o poderoso imperialismo de uma nação despótica e pagã. assegurando-lhe que a promessa de Deus é fiel. De repente. . na região setentrional da Filistia. O primeiro capítulo é antes de tudo um salmo. Surgiu. a desesperação se apoderava do povo. Price Doutor em Divindade NAUM Naum. Seus apelos em favor da verdadeira religião são igualados somente por Tiago (compare 6:6-8 com Tiago 1:27). Ross E. Somente ele pode perdoar e demonstrar compaixão ao povo de sua aliança. é semelhante a ti?". Deus preservará seu povo. e aliviar a aflição e desesperança de Judá. ó Deus. Em seu estilo literário. aquela potência havia transformado Judá em um estado quase vassalo. livro contrastes. aproximadamente. Judá estabelecera alianças com outras nações. pedindo ao Senhor que volte e pastoreie seu rebanho como o fez no passado. AUTOR Miquéias era natural de Moresete. havia dominado os destinos das nações limítrofes." Esta profecia parecia inacreditável para os de limitada compreensão espiritual. desde o ano de 738 até 698 a..58 tesouros de impiedade e de opressão.C. harmonizado a vivida linguagem metafórica com o estilo rude e direto da declaração profética. ouviu-se a voz retumbante de Naum. Assíria. Provavelmente era agricultor. A fim de proteger-se. A profecia tem um único assunto: Nínive cairá. Sua vida espiritual enfraquecia-se cada vez mais e sua segurança territorial corria constante perigo por causa das incursões de hordas procedentes de Nínive. aldeia localizada perto de Gate. Seu ministério de profeta abrange o reinado de três reis. Portanto. ao passo que os capítulos 2 e 3 são proféticos. Não se menciona o nome de seu pai. O propósito da profecia era duplo: predizer a destruição de Nínive por causa de seu pecado. razão por que os estudiosos concluem que sua família era de condição humilde.

será totalmente destruída. e que foi contemporâneo de Jeremias. A mensagem de Naum é aplicável a todas as eras. Tudo o que dele sabemos é que viveu em Judá. o justo será preservado no dia da angústia. a violência e a falta de consideração pelas leis divinas florescem sem que ninguém as refreie (1:2-4). provavelmente em Elcos. A queda e destruição de Nínive deve ser uma advertência para ela. Os que com arrogância resistem a Deus e não confiam na sua provisão e cuidado. estabelecendo aliança com outras nações. A destruição. apesar das ardentes rogativas do profeta pedindo a intervenção divina. Clarence B. cujos olhos são tão puros que não podem contemplar o mal. o profeta-filósofo. os que nele depositam sua fé. sente maior solicitude pela aparente relutância de Deus em julgar. A palavra Naum significa consolo. 6). com a possível exceção da linha genealógica citada em Lucas. A resposta vem mediante uma das mais sublimes declarações das Escrituras Sagradas: o justo pela sua fé (ou fidelidade) viverá. Este tema satura o livro. De acordo com os melhores cálculos. o Senhor toma vingança e é cheio de furor: o Senhor toma vingança contra os seus adversários. excetuando-se o que se nos diz neste breve livro. Deus responde a Habacuque que dentro em breve ele receberá a resposta. permanecer em silêncio enquanto uma nação ímpia. destrói uma nação mais justa que ela (1:13)? O profeta procura um lugar solitário para esperar a resposta de Deus (2:1). certa e repentina será a retribuição dos invasores cheios de soberba. em contraste com seu contemporâneo Jeremias. Judá foi desleal por não confiar implicitamente em Deus. do que pela falta de arrependimento do povo. ficando Habacuque angustiado por um novo e mais espinhoso problema: Como pode Deus.C. que compreenderão que a tirania não faz sentido e a idolatria é uma . esta resposta torna-a mais pesada. porque dependeu de Deus. sentirão inevitavelmente sua ira. perturba-se com a gravíssima iniqüidade de Judá. localidade que não se pode indicar com certeza. AUTOR Pouco sabemos de Naum.59 Naum começa sua mensagem mediante uma declaração intrépida relativa à natureza e que toma vingança. esses serão preservados em virtude do amor divino. Considerando que a Assíria pecou ao desprezar a Deus. Bass Doutor em Filosofia e Letras HABACUQUE Habacuque. os ferozes e ímpios caldeus (babilônios) serão a vara de Deus que açoitará a Judá diante dos próprios olhos de Habacuque (1:5. sedenta de sangue. Em vez de aliviar a carga do profeta. Mas. o que faz que se possa depender dele. o livro foi escrito por volta do ano de 620 a. Seu nome não é mencionado em nenhuma outra parte das Escrituras Sagradas. e guarda a ira contra os seus inimigos" (1:2).

e lhes roga que se arrependam. Edward J. sem dúvida. Com esta destruição seria vindicada a justiça do Senhor. Deus demonstraria misericórdia para com aqueles a quem o Senhor tem a intenção de libertar. o profeta eleva seu coração numa prece rogando a Deus que realiza uma obra portentosa como a que realizara no Êxodo e no monte Sinai (3:2-15). Sofonias procura inspirar em seus ouvintes o temor daquele dia.C.. excetuando-se as qualidades pessoais que podemos discernir em seus escritos. achava-se a poderosa Assíria. mas o período mais provável é o que se encontra entre o ano de 605 a. Tratava-se. e o ano de 597 a. quando for libertado. A resposta finaliza com um mandamento de silêncio universal diante do Deus soberano (2:20).C. verdadeiro profeta do Senhor. defronta-se com Judá. visto como descrevem um povo desesperadamente mau.. ao nordeste. Young Doutor em Filosofia e Letras AGEU . entoará louvores ao Deus justo que habita em seu meio. Embora identificada com o povo escolhido. Distante. AUTOR Nada se sabe acerca do profeta Habacuque. uma vez que o Senhor é um Deus justo que não faz acepção de pessoas. por meio de uma das mais emocionantes confissões que encontramos nas Escrituras Sagradas (3:17-19). AUTOR Esta breve profecia diz ser a revelação de Sofonias que profetizou depois da ruína de Israel. Habacuque reafirma sua confiança no Deus de sua salvação. essa nação não podia perdurar. Depois de descrever o majestoso esplendor do Onipotente. quando os exércitos babilônios invadiram Judá. Várias datas têm sido sugeridas para este livro. Hubbard Doutor em Filosofia e Letras SOFONIAS Sofonias. O remanescente puro.60 inutilidade (2:6-19). Síria. que não busca ao Senhor. Com a convicção de que a justiça triunfará. durante o reinado de Josias. nação corrupta e ímpia. David A. Provavelmente suas mensagens foram pronunciadas antes das reformas de Josias. Mostra que mediante o juízo. que o Senhor utilizaria como seu instrumento para trazer a destruição a Judá. data da vitória de Nabucodonosor sobre os egípcios em Carquemis. do dia do Senhor.

Seu estilo direto.. Essas vitórias poderiam apontar para a futura dominação grega. Zacarias. franco. e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus.C. AUTOR Conquanto os oito primeiros capítulos do livro sejam atribuídos a Zacarias. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. pode afirmar-se que as semelhanças de atitude entre as duas partes nos sugeririam a unidade de origem deste livro. Martin H. no ano de 520 a. O profeta é implacável ao expor a opinião falsa. poderia muito bem ter vivido até presenciar as importantes vitórias alcançadas pela Grécia sobre os persas nos anos de 490 a 480 a. e encher nosso coração de jubilosa expectação concernente a esse dia. de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos.). adapta-se admiravelmente à sua missão prática de censurar e estimular. Suas mensagens escritas formam um vínculo significativo entre os profetas anteriores.. a aguardar com ansiedade o dia em que se estabelecerá por completo o reino de Deus. e muitos negam que Zacarias os tenha escrito. Geoffrey W. e apontando seu significado messiânico. Embora seja difícil chegar a uma conclusão com absoluta certeza. que pertence ao período pós-exílio. Bromiley Doutor em Filosofia e Letras ZACARIAS Zacarias.C. Woudstra Doutor em Teologia MALAQUIAS .61 A profecia de Ageu.C. e as fases posteriores da obra redentora de Deus acerca da qual seu livro dá eloqüente testemunho. e indiscutivelmente isto se deve à pena de Ageu. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo. que iniciou seu ministério no ano de 520 a. a cujo ministério faz referências (1:6). Dessa forma o profeta nos ajuda. profeta contemporâneo de Ageu. mas predominante. Exceto sua parte na reconstrução do templo. anima-os em face de comparações odiosas. cujo nome traz e a quem se faz referência em associação com Zacarias em Esdras 5:1 e 6:14. consagrou-se como este à tarefa de promover a obra do templo. mediante um rico conteúdo bíblico. assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus. é um apelo dirigido às autoridades e ao povo para que retomem a construção do templo. AUTOR A profecia está cuidadosamente datada (520 a. após dezesseis anos de interrupção e atrasos. Termina sua mensagem confirmando a escolha divina do governador Zorobabel.C. nada sabemos de sua vida ou de seu caráter. a data dos capítulos 9 a 14 é motivo de controvérsia.

talvez. visto que uma história de graça respaldava seu amor a Jacó (1:2).Gênesis 21. o livro memorial (3:16). O juízo seria repentino (2:17 . e o povo. Deuteronômio 5. o senhor (1:6). 3).19-35.Gênesis 2. pois por que razão morrereis. sua paciência para com os filhos de Jacó (3:6). 6). 9) e sobre os que o haviam roubado (3:9). ou um missionário. ou significa antes meu mensageiro.Gênesis 11. Como Deus do Juízo. 4:2.Gênesis 22. o grande rei (1:14). 3 1. Goddard Doutor em Teologia REFERÊNCIAS PARA ESTUDO VT 1 . o doador das alianças e dos mandamentos (2:5.Gênesis 6.1-8 Abraão oferece Isaque como oferenda .Gênesis 16. Malaquias se apresenta em uma das épocas mais decisivas da história.1-15 Noé e o dilúvio . Vinha o dia do Senhor. O dia do Senhor consumiria os maus (4:1.Gênesis 4.22-20. Sua maldição recaia sobre os sacerdotes desleais (1:14.C. Acredita-se. salvo algumas exceções. seu oferecimento aos que não haviam sido mordomos fiéis (3:10). Era o pai (1:6). não era melhor (2:10 .Êxodo 15. ainda governava de seu trono. Contudo.Gênesis 19. 0 Começo: A criação e o pecado .1 .3:5).1-17. Os sacerdotes eram corruptos (1:6 .Gênesis 37-50 Moisés no Egito . que se trata provavelmente do profeta que escreveu o livro. no ano de 432 a. o príncipe celestial (implícito em 1:8).3. 4:4).C. como Deus da graça. Seria um dia glorioso para os justos (3:16.9. 3).2:9). convertei-vos dos vossos maus caminhos. 3. ele havia causado a desolação de Edom (1:3. Deus. mas o ambiente cultural que cercava o profeta não trazia as marcas da obra realizada por aqueles homens.26.35.1-21 Ba1aão e o rei de Moabe .1-9 A destruição de Sodoma e Gomorra .14 Moisés vagueia pelo deserto . Malaquias foi.62 Como porta-voz de Deus.9-21 O nascimento de Isaque . sua aliança com Levi (2:4. Burton L.Êxodo 20. Entretanto.Números 22-24 . porém.1-15. abençoaria o remanescente fiel. Números 20-21. Era soberano.1-19 A hist6ria de Jacó . 2:2. Cortaria os que se haviam casado com pagãos (2:12).1-9 O chamado a Abraão .25 Os dez mandamentos . podem ler-se nas entrelinhas as seguintes palavras: "Convertei-vos.Êxodo 1.1-28 Agar e Ismael . escrito em torno do ano de 425 a.18-34. 17.Gênesis 25. 4). A terra tivera muitos profetas. 3).4:3). visto como descreve as condições existentes na época da segunda chegada de Neemias a Jerusalém.17 A Torre de Babel .29 A hist6ria de José . contudo. AUTOR Não se sabe com certeza se Malaquias é o nome de uma pessoa. diz-nos Malaquias.4 .. 21. mas um dia de destruição para os iníquos (4:1.Gênesis 12.24 O primeiro assassinato . o nascimento do Sol da Justiça (4:2) e a prometida vinda de Elias (4:5. ó casa de Israel" (Ezequiel 33:11). 5).

I Samuel 8-11. 2 Samuel 2. sucessor de Elias .Josué 3. I Reis 1. 2. primeiro rei de Israel . uma rainha valente . 2. 6 Débora.Ester 1-10 Daniel. um profeta de valor . 13.25. 12. 16 Saul. 21.I Reis 2. 31 Davi.11-8.1-11 Salomão. o profeta que escutou a Deus .Juízes 6.Neemias 1.32 Sansão.1-8.I Reis 17-19. 4-7. 18.I Samuel 1-3. 11. 4 Ester.Jonas 1-4 SÍNTESES DOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos I Coríntios II Coríntios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses I Tessalonicenses II Tessalonicenses I Timóteo II Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago I Pedro II Pedro I João II João . 15.Daniel 1-6 Jonas. o rei pastor . 15. mulher leal e devota . 13.II Reis 2. 7-10.14-21 Neemias.43 Elias.Rute 1-4 Samuel. homem de grande força . 28. 29-30.Juízes 13-16 Rute. uma mulher de poder e juízo . o missionário renitente . o grande profeta .Josué 2 Josué.1-31.I Samuel 16-27. o Rei sábio . um construtor heróico .Juízes 4-5 Gideão. 12.63 2. Pessoas de Grande Fé no Antigo Testamento: Raabe ajuda os espias israelitas . 15.2. II Reis 1 Eliseu. estrategista militar . o conquistador .12-11.

o filho de Deus. Filemom. I e II Timóteo. que de fato mostra a existência de um só autor divino. com a propagação das "Boas Novas" por impulso e liderança do Espírito Santo. Entretanto.br PEQUENO RELATO DOS LIVROS Os 66 livros da Bíblia estão divididos em duas partes: O Antigo Testamento ou Velho Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27 livros.com. Judéia. A propagação do Evangelho. Trata dos resultados da morte e da ressurreição de Cristo. Os Evangelhos ou Biográficos: Mateus. Samaria e ate os confins da terra. 2. Manifestação do Evangelho. Filipenses.page. A questão central é a carreira terrena de Jesus Cristo. Marcos. Atos. Cada escritor manifestou seu próprio estilo e características literárias. Epístolas gerais: . 3. Tito. Cerca de 40 personagens se envolveram na autoria e compilação dos livros que compõem a Bíblia Sagrada. I e II Coríntios. há na Bíblia um só plano ou projeto. Epístolas Paulinas: Romanos. começando em Jerusalém. Efésios. 4. Histórico: Atos dos Apóstolos. Gálatas. Lucas e João. O Novo Testamento Também Tem Cinco Divisões: 1.64 III João Judas Apocalipse Fonte e autores: http://www. I e II Tessalonicenses. Colossensses.biblia. guiando os escritores.

testemunha da legitimidade de seus escritos (Rm 16:22). em épocas e localidades diferentes. II – As Epístolas Paulinas Nada menos que 13 trazem seu nome. 3:15-16). Receberam até o título ou apelido de Deutero-Canônicos. Profético: Apocalipse . As explicações e os conselhos dados pelos apóstolos as igrejas cristãs. em reuniões devocionais.Revelação. Um novo Céu e uma nova Terra. III – Os demais livros Todos foram aceitos inicialmente como canônicos. Foram guardados com carinho pelas Igrejas e aceitos como apostólicos. Clemente e outros. também é provada a canonicidade dos livros do Novo Testamento. tal como se prova a autoria dos renomados escritores mundiais cujas obras trazem seus nomes.65 Hebreus. Cumpre ressaltar que tal realização não se deve nem a própria Igreja. Segundo Inácio. Com o Tempo foram classificados em grupos a saber: I – Os Evangelhos Se impuseram sobre muitos escritos que falavam sobre Jesus na Igreja primitiva. Os livros apareceram primeiramente separados. não havendo a intervenção de Concílios. embora ele fosse algumas vezes auxiliado por um escrevente ou amanuense. I. Judas. Estes dois passaram por uma verdadeira tempestade de revisões e críticas durante quase um século ente os anos 400 e 500. imperativas e doutrinárias. Essa aceitação é comprovada largamente pelos Pais da Igreja que os citam em seus escritos. Explicação do Evangelho. No . cada livro foi se impondo e falando por si mesmo com suas provas internas e externas até que em determinado tempo foi reconhecido pelas autoridades eclesiásticas e pelos Pais da Igreja como possuindo autoridade apostólica. Neusa Rocha de Souza Bacharel em Teologia FORMAÇÃO DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO Da mesma forma que a apostolicidade é provada. Foram universalmente reconhecidos pela Igreja pela sua autoridade apostólica. discerniu entre o puro e o impuro. onde são fixadas as doutrinas que devem ser cridas e vividas pelos cristãos de todos os séculos. Pedro os antecede nesse testemunho (II Pe. I e II Pedro. com exceção de I Pe e I Jo. mas que ela aconteceu obedecendo os mesmos processos da canonização do Velho Testamento. Tiago. tais escritos eram aceitos como Escrituras. II e III João. Consumação e Juízo de Deus. dominada pelo Espírito. 5. ainda no berço. A consciência cristã. Isto é. Eram lidos nas assembléias cristãs.

7 Grande rede de Sinagogas erguidas durante a dispersão 3.3 Insatisfação com a religião tradicional 1. a Razão 1. entretanto.1 Monoteísmo 2.1 A “paz Romana” 3.) 2. que todo o Cânon das Escrituras Sagradas foi completamente reunido e reconhecido no quarto século.6 Crescimento de grandes cidades cosmopolitanas . É bom que fique claro.3 Estradas + extermínio dos piratas »»» facilidades 3.1 Língua Grega 1.5 Sacrifícios e perdão com a consciência de pecado 2. O problema existente com I Pedro e I João não afetou nem de leve os verdadeiro fiéis.5 Utilização da língua e da cultura Gregas 3. O exemplo clássico que temos disso é a Carta aos Hebreus.6 Alto padrão moral 2. FATORES PROVENIENTES DOS ROMANOS 3.2 Esperança messiânica 2.4 Lei Romana 3. eles ainda se mantinham ilesos motivo pelo qual a Igreja Universal de Cristo os considerou inspirados sem mais nenhuma discussão. mas à sua autoria.C. e a imortalidade 1.) 2.2 Unidade política.66 Final desse período.4 Argumentos dos filósofos a favor de um só Ser Supremo 1. Muitos dos debates que ainda perduram até hoje sobre livros do Novo Testamento.4 Tradução da Septuaginta . a virtude.3 Velho Testamento como base para entender o Messias (400 a. que certos livros do Novo Testamento foram considerados canônicos independentemente de se conhecer quem os escreveu. englobando o mediterrâneo 3.7 Ensinos sobre a ética pregada pelos Estoicos 2.6 Considerações sobre a alma. principalmente por aqueles que estavam debaixo da direção do Espírito.LXX (200 a. FATORES PROVENIENTES DOS JUDEUS 2. Podemos dizer para finalizar. FATORES PROVENIENTES DOS GREGOS 1.5 Pensamentos gregos sobre o Logos. não se ligam a sua canonicidade. Augusto Bello de Souza Filho Bacharel em Teologia FATORES QUE FAVORECERAM A EXPANSÃO DO EVANGELHO E ALGUMAS CONDIÇÕES NO IMPÉRIO ROMANO 1.C.2 Cultura largamente difundida 1.

Fracasso da religião tradicional e da filosofia Condições favoráveis para aceitar o amor de Deus 5. Começo do gnosticismo . Crueldade. Astrologia 12. Imoralidade ligada aos templos pagãos 14.67 3. Muitas pessoas em movimento 2. Sentimento de insegurança pessoal 4.nova psicologia do império 3. e adultério Contra o cristianismo 9. Perda da independência nacional .7 Tolerância geral a diversas religiões Todos os fatores que se verificaram entre 30 a. aborto. Muitas pessoas analfabetas ou mal formadas 6. Milhares de escravos 7. infaticídio. constituíram-se no que o Apóstolo Paulo chamou de “plenitude dos tempos” (Gal.C.Corridas e outros espetáculos 11.C. Novas religiões e sincretismos 13. a 400 d. Abismo entre ricos e pobres 8. Matança nos estádios 10. 4:4). ALGUMAS CONDIÇÕES NO IMPÉRIO ROMANO Satisfação pessoal 1.

68 Augusto Bello de Souza Filho Bacharel em Teologia .

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VI - OS EVANGELHOS OU BIOGRÁFICOS: MATEUS
O evangelho segundo São Mateus tem em mira dar testemunho de que Jesus é o prometido Messias da antigüidade, e que sua tarefa messiânica consistia em levar aos homens o reino de Deus. Estes dois temas - a messianidade de Jesus e a presença do reino de Deus - estão inseparavelmente vinculados, e cada um deles engloba um "mistério"- uma nova revelação do propósito redentor e divino. (Leia Romanos 16:25, 26). O mistério da missão messiânica está que antes que o Messias venha nas nuvens, como celestial Filho do Homem, para estabelecer seu reino sobre a terra, deve primeiramente vir com humildade entre os homens, como o Servo sofredor que morrerá na cruz. O judeu do primeiro século jamais tinha ouvido tal coisa. Para o crente da atualidade, o capítulo 53 de Isaías relata com meridiana clareza os sofrimentos do Messias. Contudo, nesta passagem não se faz referência ao Messias, e o contexto (Isaías 48:20; 49:3) cita especificamente a Israel como servo de Deus. Portanto, não devemos surpreender-nos com o fato de que os judeus não compreendessem que o capítulo 53 de Isaías se referia ao Messias. Esperavam um Messias que viesse com poder e vitória, e o Antigo Testamento promete, em realidade, tal Messias. O Filho de Davi é um Rei divino que governará no reino messiânico (Isaías 9:11; Jeremias 33), quando todo o pecado e todo o mal serão tirados, e prevalecerão a paz e a justiça. O Filho do Homem é um Ser celestial a quem é confiado o governo sobre todas as nações e reinos da terra. O Antigo Testamento não nos diz de que forma se relacionam entre si estes dois conceitos proféticos do Rei davídico e do celestial Filho de Deus, ou de que modo cada um deles pode ser identificado com o Homem de dores do capítulo 53 de Isaías. Portanto, os judeus do primeiro século esperavam um Messias vencedor, ou um Filho do Homem, porém celestial, e não um Servo humilde do Senhor, que sofreria e morreria. O mistério messiânico - a nova revelação do propósito divino - consiste em que o celestial Filho do Homem deve primeiro sofrer e morrer em cumprimento de sua missão messiânica e redentora, como o Varão de dores, antes de apresentar-se com poder e glória. O mistério do reino está intimamente associado com o mistério messiânico. O capítulo 2 do livro de Daniel descreve a vinda do reino de Deus com linguagem vivida, do ponto de vista da destruição de toda e qualquer potência que resista a Deus e se oponha à vontade divina. O reino virá com poder, varrendo todo mal e todo governo hostil, transformando a terra e apresentando uma nova ordem universal de perfeita paz e justiça. Contudo, o Senhor Jesus não apresentou um reino de poder portentoso. Daí que tanto sua mensagem como sua pessoa deixassem completamente perplexos seus contemporâneos, inclusive seus discípulos. Era filho de um carpinteiro; sua família era conhecida em Nazaré; tinha muitíssima semelhança com qualquer rabino judeu. Suas obras eram atos bondosos de afeto e amor; não obstante isso, afirmou que em suas palavras, em seus feitos e em sua pessoa havia chegado a eles o reino de Deus. Contudo, os reinos do homem e do mundo continuavam como sempre, sem que o odiado governo romano sobre o povo de Deus fosse desafiado. Como podia ser o reino de Deus se ele não despedaçava os outros reinos do mundo? Que esse reino viesse com poder espiritual antes de apresentar-se em glória era uma nova revelação do propósito divino.

70 AUTOR A tradição do segundo século da igreja atribui a autoria do primeiro evangelho ao apóstolo Mateus. George E. Ladd Doutor em Filosofia e Letras

MARCOS
O segundo evangelho tem traços que se destacam sobremaneira. A personalidade de Pedro reflete-se quase em cada uma de suas páginas. Assemelha-se a ele pela rapidez de movimentos, pela atividade, pela impulsividade. A rapidez de ação é um dos traços principais. o relato passa de um acontecimento a outro com extraordinária rapidez. Com propriedade tem-se denominado o evangelho de Marcos de filme do ministério de Jesus. A intensidade dos pormenores é outro de seus característicos distintivos. Embora Marcos seja o mais curto dos quatro evangelhos, com freqüência narra pormenores vividos que não se encontram nos relatos do mesmo assunto em Mateus ou Lucas. Dispensa-se extraordinária atenção ao aspecto e aos gestos de Jesus. O terceiro característico saliente é a descrição pictórica. Ao relatar a alimentação dos cinco mil, Marcos diz-nos que o povo se assentou em "ranchos" ou grupos sobre a erva verde. O evangelho segundo São Marcos é, preeminentemente, o evangelho da ação. Não somente abrange o discurso mais longo de Jesus (o discurso proferido no monte das Oliveiras), como não deixa passar fatos ou ações. Ressalta antes as obras que as palavras de Cristo. Marcos registra dezoito dos milagres de Jesus, mas apenas quatro de suas parábolas. Seu modo de acentuar as ações é apropriado em um evangelho escrito provavelmente em Roma e dirigido principalmente aos romanos. Marcos emprega dez latinismos e faz menos referências ao Antigo Testamento que os demais evangelistas. Explica os costumes judeus aos leitores romanos. Nem sequer emprega a palavra lei, que aparece oito vezes em Mateus, nove vezes em Lucas e quatorze vezes em João. Considerando que escreve aos romanos, omite qualquer referência à genealogia de Jesus, bem como à sua infância. Os romanos estavam mais interessados no poder do que em genealogias. Daí observamos que neste evangelho Jesus é apresentado como o grande Vencedor da tempestade, dos demônios, da enfermidade e da morte. Ele é o Servo do Senhor (compare-se com Isaías): primeiro o Servo vencedor, depois o Servo sofredor e, finalmente, o Servo triunfante, na ressurreição. Conquanto o evangelho segundo São Marcos seja antes de tudo histórico, observa-se nele um forte teor teológico. O primeiro versículo dá-nos o traço característico: "Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus". Repetidas vezes acentua-se a Deidade de Jesus, seja explícita ou implicitamente. É o Filho do Homem, o Messias, aquele por quem esperaram os longos séculos. Em uma das mais vigorosas passagens teológicas dos evangelhos sinópticos afirma-se a declaração de Jesus de que o Filho do Homem veio para "dar a sua vida em resgate de muitos"(10:45). Conforme o diz o primeiro versículo do livro, é principalmente o evangelho de Jesus Cristo, as boas-novas da salvação mediante sua morte expiatória.

71 AUTOR De modo quase unânime a igreja primitiva atribui o segundo evangelho a Marcos, primo de Barnabé e companheiro de Paulo e de Pedro. A maioria dos intérpretes da Bíblia sustenta que este é o mais antigo dos quatro evangelhos. Pode afirmar-se com segurança que foi escrito entre os anos 50 e 70 de nossa era. Ralph Earle Doutor em Teologia

LUCAS (o médico)

do poder e das conseqüências do pecado (5:20-26). amplo e formoso. inclusive. 38). Mediante sua ressurreição e ascensão (24:50-53). Lucas tinha muitos contatos pessoais com apóstolos e outras testemunhas da história do evangelho.28:16). mas também se revelava como o Redentor TodoPoderoso e Unigênito Filho de Deus. e livrar da fome a multidão (9:11-17). Jesus começa a mostrar a seus seguidores que para ele poder ser o Salvador divino deles. demonstrou finalmente a verdade de suas afirmativas e a autenticidade de sua auto-revelação como Salvador do mundo. para os publicanos.21:17. 27:2 . II Timóteo 4:11. Além disso. Tudo isto. "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido". Lucas demonstra-nos que o Senhor Jesus veio como Salvador em sentido universal para os povos de todos os tempos e de todas as condições. tudo se concentra nesta verdade surpresa. Lucas nos apresenta Jesus como o Salvador Todo-poderoso que tem poder e autoridade divina para ressuscitar mortos (7:12-17). da lepra (5:12. 23:50). para os pecadores e desprezados (7:37-50) bem como para pessoas respeitáveis (7:36). 2:10). somado à sua base cultural grega. seu preparo intelectual e sua íntima relação com homens como Marcos (que também escreveu um evangelho). que não somente afirmava ser o Salvador divino. todos quantos se negavam a ser salvos por ele trariam sobre si mesmos sofrimentos (19:27. Depois de haver-se revelado como o Salvador Todo-poderoso e de os apóstolos o haverem confessado como o Cristo (9:18-20). Ao mesmo tempo. aprovado e equipado por Deus (4:17-21. para os pagãos (2:23. 20:5 . o autor deste evangelho. No princípio. 10:22). AUTOR Sem dúvida alguma. digno de crédito. As palavras pronunciadas pelo Senhor Jesus em 19:10. 41:44). Atos 1:1. A partir desse momento. primeiro ele devia sofrer e morrer (9:22). o Senhor (2:11). Colossenses 4:10-14. que é Cristo. escreveu os Atos dos Apóstolos. de enfermidades graves (4:38-40). Pouco depois. afirmou de modo inequívoco que ele era o divino Salvador acerca de quem os escritos sagrados do Antigo Testamento faziam referência (4:17-21). 3:6. Provavelmente. . 13) e. para os pobres (1:53) e também para os ricos (19:2. observamos de que forma o Senhor Jesus se revela como o Redentor divino que veio para salvar os perdidos. E no primeiro anúncio público que o Senhor fez a respeito de sua missão. cristalizam a maravilhosa mensagem do evangelho segundo São Lucas. o anjo enviado por Deus ordena a Maria que dê ao menino o nome de Jesus (que significa o Senhor salva. é correta a tradição que afirma ser Lucas. tem igualmente poder sobre a natureza e pode salvar seus discípulos de uma violenta tempestade (8:22-25). Como companheiro de Paulo (Filemon 24. nosso Senhor advertiu seriamente a todos de que embora ele tivesse vindo para salvar e não para destruir. enviado. 1:31). para os samaritanos (9:51-56). o médico amado (Colossenses 4:14). Salva do poder dos espíritos maus (4:33-36). O evangelho segundo São Lucas proclama as boas-novas do Senhor Jesus. escreveu-o entre os anos 64 e 70 de nossa era.72 O tema que destaca no evangelho segundo São Lucas é: Jesus é o Salvador divino. Aos pastores o anjo deu "novas de grande alegria" (2:10) de que na cidade de Davi nascera o Salvador. para os judeus (1:13. Sendo um com o Pai. capacitaram-no para escrever um evangelho. Antes mesmo de seu nascimento.

73 J. Norval Geldenhuys Mestre em Teologia

JOÃO
O quarto evangelho declara, de forma inequívoca, a finalidade do livro: "Jesus... operou também... muitos outros sinais... Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome" (29:30, 31). Desde o prólogo (1:1-18) com sua frase culminante, "e vimos a sua glória"(vers. 14), até à confissão de Tomé, no final, "Senhor meu, e Deus meu!" (20:28), o leitor sente-se impulsionado constantemente a pôr-se de joelhos. O Senhor Jesus destaca-se como algo mais que mero homem; em realidade, mais ainda que um enviado sobrenatural ou representante da Deidade. Ele é o verdadeiro Deus que veio em carne. Todavia, o povo hebreu, que esperava seu futuro redentor, necessitava de provas das afirmativas de Jesus de que ele era o Messias prometido do Antigo Testamento. João apresenta essas verificações. Milagres e discursos escolhidos de um período de vinte dias no ministério público de Jesus, ministério que durou três anos, confirmam-no dramaticamente como o Cristo, o Filho de Deus. Oito sinais ou maravilhas revelam não só o seu poder, mas atestam sua glória como Portador divino da graça redentora. Jesus é o grande "Eu sou", a única esperança de uma raça que de outra sorte não teria esperança alguma. A água transforma-se em vinho; os mercadores e os animais destinados aos sacrifícios são expulsos do templo; o filho do nobre é curado à distância; o paralítico recebe cura no dia de descanso; a multiplicação dos pães; Jesus anda sobre o mar; o cego de nascença recebe a vista; Lázaro é ressuscitado. Estes milagres revelam quem é Jesus Cristo e o que faz. Progressivamente, João apresenta-o como Fonte da nova vida, a Água da vida e o Pão da vida. Por fim, seus próprios inimigos retrocederam e caíram por terra ante o "Eu sou", que se entrega voluntariamente para sofrer na cruz (18:5, 6). Procurando resgatar o homem do pecado e do juízo, e restaurá-lo à comunhão divina e santa, o Logos eterno faz deste mundo sua residência transitória (1:14). Em virtude de sua graça, o homem caído está capacitado para residir em Deus (14:20) e, finalmente, nas mansões eternas (14:2, 3). Em sua própria pessoa Jesus cumpre o significado das profecias e festas do Antigo Testamento. Por fim, triunfa sobre a própria morte e o túmulo, e deixa a seus seguidores um legado extraordinário para que levem avante esta missão de misericórdia, única na história. Deslocando-se de uma eternidade para outra, o quarto evangelho vincula o destino de judeus e gentios como parte da criação toda à ressurreição do Logos encarnado e crucificado.

74 AUTOR Muito embora o quarto evangelho não mencione de modo definitivo seu autor, não resta dúvida de que foi João, o amado, quem o escreveu. Somente uma testemunha ocular, do círculo íntimo dos seguidores do Senhor Jesus Cristo (compare 12:16; 13:29) poderia proporcionar-nos determinados pormenores do livro. Além disso, o relato especial e às vezes indireto da participação de João confirmaria sua paternidade literária (1:37-40; 19:26; 20:2, 4, 8; 21:20, 23, 24). Exegetas conservadores colocam sua data depois que foram escritos os outros evangelhos, portanto, entre o ano 69 da nossa era (antes da queda de Jerusalém) e o ano 90. Carl F. H. Henry Doutor em Filosofia e Letras

VII - LIVROS HISTÓRICOS:

75

ATOS DOS APÓSTOLOS
Em Atos 1:8 o Cristo ressurreto declara o propósito do batismo no Espírito Santo: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". Em virtude de sua localização e ênfase, este versículo parece designar com clareza o objetivo do livro de Atos dos Apóstolos. O livro constitui a principal história do estabelecimento e da extensão da igreja entre judeus e gentios, mediante a gradual localização de centros de influência em pontos destacados do Império Romano, desde Jerusalém até Roma. Além disso, Lucas organiza este material histórico de tal maneira que o progresso do evangelho é de imediato evidente. Trata-se de uma história gráfica, cujo objetivo não é apenas narrar, mas edificar. Portanto, podemos considerar os Atos dos Apóstolos como um sermão de caráter histórico acerca do poder cristão: sua fonte e seus efeitos. Sua fonte é o batismo pentecostal com o Espírito Santo, e o efeito é o poder de dar testemunho perante o mundo. Esse testemunho é apresentado como resumo no sermão pentecostal de Pedro dirigido aos membros da dispersão congregados em Jerusalém, e em pormenores progressivas através do restante do livro. AUTOR A opinião quase universalmente aceita é que o evangelho segundo Lucas e os Atos têm um autor comum. O autor dos Atos dos Apóstolos começa fazendo referência ao "primeiro tratado" que se interpreta como a primeira prestação ou entrega do mesmo volume histórico, dirigido a Teófilo, a mesma pessoa. Existem, pelo menos três argumentos que confirmam a paternidade literária de Lucas: Primeiro, existe a evidência do uso da primeira pessoa plural nas seções l6:10-17; 20:5-15; 21:1-18; 27:1-28:16, sugerindo que o autor era testemunha ocular, como o foi Lucas. Segundo: há provas de que o escritor era médico. E, terceiro, uma ampla e convincente tradição apóia a paternidade literária de Lucas. Aparentemente, o livro de Atos dos Apóstolos foi escrito em derredor da época do primeiro encarceramento de Paulo, com cujo relato termina o livro. John H. Gerstner, Doutor em Filosofia e Letras

os judeus serão exertados de novo. referindo-se a um texto do Antigo Testamento (Habacuque 2:4). explica mais extensamente de que forma Deus atribui a justiça sem as obras. contudo. no país. em virtude do amor imutável de Deus (8:39). Isto se efetua em virtude de sacrifício propiciatório de Cristo. o capítulo 5 estabelece um paralelo entre Adão e Cristo.76 VIII . quer judeus quer gentios.perecerão sem lei. de maneira que Deus pode ser justo e ao mesmo tempo justificador daquele que tem fé em Jesus. A eleição de Deus é soberana. A seguir. não há praticantes da lei. chegará o dia quando. todos quantos estão em Cristo são feitos justos por sua obediência. Deus escolheu a Jacó e rejeitou a Esaú. o apóstolo Paulo explica que o crente sincero recorreu a Cristo a fim de escapar do pecado. os judeus pecaram sob a lei . apresenta o tema da epístola que é a justificação pela fé. "Por isso nenhuma carne será justificada diante dele"(3:20). É como o oleiro que fabrica vasos para determinados fins. com diligência e singeleza. porque "Não há um justo. Os gentios pecaram sem lei . Contudo. podemos ter a segurança da salvação. "Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus: mas os que praticam a lei hão de ser justificados" 2:13. Paulo expressa a esperança de visitar Roma em sua viagem com destino à Espanha. para que a graça abunde?" (6:1). em geral. todo crente deve ser bom cidadão.EPÍSTOLAS PAULINAS: ROMANOS Depois da saudação e da ação de graças. A justificação pela fé. os judeus são igualmente pecadores. nem um sequer"(3:10). "Permaneceremos no pecado. Portanto. o apóstolo Paulo. todo crente deve cumprir sua função particular na igreja. O capítulo 4. Tais promessas foram feitas aos descendentes espirituais de Abrão. e termina a carta com saudações pessoais. Em resposta à acusação de que a justificação pela fé estimula o pecado. Portanto. Os três capítulos iniciais estabelecem o primeiro ponto principal: que todos os homens são pecadores. Deus mesmo terá de proporcionar misericordiosamente a justiça necessária para a absolvição. Ao mesmo tempo. Contudo. Deus escolheu a Isaque e rejeitou a Ismael. Finalmente. A justificação produz santificação. Seu sangue derramado satisfaz a justiça do Pai. citando a Abraão como principal exemplo. muito embora sejam eles objeto dos oráculos divinos. Em virtude destas misericórdias divinas. Paulo começa por uma descrição da crassa idolatria e imoralidade dos gentios. se alguém vier a ser justificado. . e essa luta pela santificação pessoal (7:14-25) é prova de que escapamos à condenação. Estas escolhas e exclusões são inerentes às próprias promessas. Todos aqueles a quem Adão representava foram feitos pecadores por sua ofensa. em virtude da revelação do poder de Deus na natureza. De igual maneira. a rejeição dos judeus e a inclusão dos gentios são conseqüentes com as promessas de Deus a Israel.serão julgados pela lei. e pelo testemunho de suas próprias consciências de que "são dignos de morte os que tais coisas praticam". os gentios são considerados responsáveis.

desfrutou um período de tranqüilidade antes de receber dinheiro de ajuda aos santos em Jerusalém. A cuidadosa composição da carta sugere que depois de algumas experiências tempestuosas ali. 16:1. Gordon H. 5). e talvez o livro mais importante da Bíblia. a mais sistemática e a mais profunda de todas as epístolas. Isto situa a carta por volta do ano 58 de nossa era. a mais longa. Diferentemente das demais epístolas. a dirigida aos romanos foi escrita a uma igreja que ele nunca havia visitado (1:10. 2). Naquela ocasião ele se encontrava em Corinto (15:26.77 AUTOR A epístola aos Romanos. 15). 11. foi escrita pelo apóstolo Paulo (1:1. Clark Doutor em Filosofia e Letras I CORÍNTIOS .

Em sétimo lugar. Em terceiro lugar. que abalavam os próprios alicerces da unidade que deve vincular todos quantos se dizem irmãos em Cristo. Em primeiro lugar. negando a ressurreição de Cristo e igualmente a possibilidade de qualquer ressurreição. a congregação de crentes não havia disciplinado o ofensor nem o havia expulsado da comunhão. Todavia. recebem cuidadosa e urgente atenção nesta carta. aos quais recorriam para solucionar pendências que surgiam entre eles. depois de converter-se. A primeira carta aos Coríntios destina-se à correção desses erros. AUTOR . a despeito disso. então essa mensagem era realmente poderosa. desferia um golpe severo contra o fundamento mesmo da fé cristã. haviam surgido deploráveis divisões na igreja. porque. insinuara-se na igreja de Corinto um ensino herético que. também jorra luz reveladora sobre determinados problemas com os quais se defronta uma jovem igreja não muito depois de sua inauguração. alguns haviam cometido atos imorais com prostitutas e procuraram justificar tal comportamento afirmando que o corpo apenas estivera envolvido. ou se disporem. com tanta eficácia como o foram naquele tempo. um de seus membros era culpado de grosseira imoralidade. E foi precisamente isto que ocorreu. Tais questões podem ser assim resumidas: Era aconselhável ao crente casar-se? Deve o marido ou a esposa. os membros daquela coletividade cristã denunciavam-se uns aos outros perante tribunais pagãos. e os princípios aqui lançados pelo apóstolo são aplicáveis a nosso tempo e situação. um tipo de imoralidade que até mesmo aquela sociedade licenciosa e dissoluta teria condenado. degenerara-se em ato de irreverência. Se a mensagem da cruz tinha poder para transformar a vida de homens e mulheres de tal ambiente. e que os atos do corpo não tinham conseqüência. em vez de resolverem suas dificuldades no espírito do amor cristão dentro da igreja. O apóstolo Paulo oferece também instrução sobre outras questões que os coríntios haviam mencionando em carta que lhe enviaram. não transcorreu muito tempo sem que surgissem entre os crentes graves erros de doutrina e de conduta. em sua essência continuam sendo os mesmos. Todos estes assuntos. cada um deles vergonhoso de per sí. fora do qual todos os demais dons estão destituídos de valor. muito embora as circunstâncias e a forma externa dos problemas da igreja variem de época para época. Em segundo lugar. e esse fato constituía confirmação tanto para eles como para o mundo. Em sexto lugar. de que Deus se achava presente manifestando-se poderosamente em seu meio. Em quarto lugar. de glutonaria e de comportamento pouco caritativo. já por ser reconhecido centro de libertinagem e desregramentos. na metade do primeiro século de nossa era. O apóstolo Paulo havia levado a mensagem de Cristo à cidade de Corinto quando realizou sua segunda viagem missionária. Em quinto lugar. tais erros ameaçavam a vida mesma daquela coletividade cristã. a ceia do Senhor. Esta cidade constituía um tremendo desafio ao evangelho já por tratar-se de um grande centro cosmopolita de comércio do mundo antigo. comportavam-se desordenadamente quando se reuniam para os cultos públicos. Além do mais. especialmente no que respeita ao exercício dos dons espirituais com os quais haviam sido dotados. que deveria ter sido uma expressão de harmonia e amor. Paulo julga necessário lembrar-lhes que o dom do amor é o maior dos dons e o que mais deve ser buscado. a sofrer o mal sem vingar-se. os membros desta jovem igreja desfrutavam de uma variedade de dons espirituais. segundo o exemplo de Cristo. continuar vivendo com um cônjuge inconverso? Qual devia ser a atitude do crente quanto ao comer carne que anteriormente havia sido oferecida em sacrifício a ídolos? Devia a mulher cobrir a cabeça quando assistia ao culto público? Qual o significado da variedade de dons espirituais? Que medidas deveriam ser tomadas com respeito à coleta de fundos para socorro aos crentes pobres de Jerusalém? Seria erro imaginar que o conteúdo desta epístola se aplica somente a esta situação particular da igreja do primeiro século em Corinto. essas divisões se haviam transformado em partidos hostis.78 A primeira epístola aos Coríntios não é apenas uma carta na qual o apóstolo Paulo ministra conselhos e instrução sobre assuntos de importância da fé e do comportamento cristão.

significaria uma renovação da visão e vitalidade do povo de Deus. a devoção. Não é possível fixar com certeza a data em que foi escrita. contrapõe-se a abnegação de Paulo: tudo é de Deus e para a glória de Deus. Naquele tempo o apóstolo encontrava-se em Éfeso. Apresenta-se a si mesmo perante seus leitores como aquele que em sua própria pessoa é fraco e indigno. e por este meio. Escreve. a fé serena e a apaixonada consagração do apóstolo Paulo se destacam com um intenso resplendor que abranda o coração de todos. Philip E. Hughes Doutor em Literatura . Philip E. O traço marcante em toda a epístola é o da segurança divina: "E disse-me: A minha graça te basta. e lhes lembre os profundos sofrimentos e as vicissitudes porque passou a fim de comunicar-lhes a mensagem da salvação. mas provavelmente o foi na primavera do ano 55. a dignidade. especialmente quando a igreja de Corinto tinha sido invadida por falsos apóstolos que procuravam minar sua autoridade e desencaminhar os crentes do evangelho que haviam recebido por seu intermédio. contudo. provavelmente seis meses depois. Em contraste com a auto-estima e interesses pessoais dos falsos apóstolos.79 A evidência interna e a externa mostram que o apóstolo Paulo foi o autor desta epístola. durante o correr de sua terceira viagem missionária. A situação em Corinto chegou a tal ponto que Paulo se vê na obrigação de falar por si mesmo. Esta nova descoberta desta epístola em nossos dias. uma bênção às multidões que vivem ainda em trevas espirituais. ele o faz com humildade e sinceridade transparente. O principal motivo que inspira Paulo a escrevê-la é o de reivindicar sua autoridade apostólica. Conquanto apele para o conhecimento pessoal e íntimo que o povo tinha dele e de seu caráter. mas antes como pai espiritual dos crentes de Corinto. 56 ou 57. porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (12:9). A segunda epístola aos Coríntios foi escrita no mesmo ano em que o foi a primeira. não com caráter autoritário. com sua doutrina de reconciliação em Cristo e seu tema de glória mediante o sofrimento. aos quais ele ama e quer que respondam com reciprocidade ao seu amor e permaneçam fiéis as verdades que ele lhes comunicou. por meio dessa fraqueza. com exceção de alguns obcecados e indiferentes. Em toda a epístola. AUTOR Não existem dúvidas razoáveis e respeito da paternidade literária de Paulo no que se refere a esta epístola. mas que. e por certo com relutância. a graça e o poder do Deus Todo-Poderoso são magnificados. Hughes Doutor em Literatura II CORÍNTIOS Nenhum esboço breve pode proporcionar idéia da riqueza e simpatia desta extraordinária epístola.

apegar-se à liberdade que Cristo lhes deu. antes. unicamente mediante Jesus Cristo. Paulo sustenta que os crentes. desfrutam de completa salvação em Cristo. pois do contrário voltam à escravidão (5:1) privando-se da graça de Cristo (5:2-4). adotados (4:4-7). voltar ao princípio de guardar a lei como base para a salvação. 6:15). e que o gozo da liberdade cristã depende de ver que a salvação é somente pela graça. uma vez que a lei não salva. realizando com alegria a vontade de seu Salvador (6:2). e feitos herdeiros de Deus segundo a promessa do pacto com Abraão (3:15-18). recebida exclusivamente pela fé. Paulo reivindica sua autoridade como expositor do evangelho. deviam ser circuncidados (5:2-6. 6:12-15) e praticar o ritual da lei (4:10) para que fossem salvos. esta busca é impossível. dizendo-lhes que. nem era esse seu propósito (3:19-24). Desse modo. e servir a Deus e ao próximo no poder do Espírito. e condena a posição judaizante como legalismo anticristão. como homens livres (5:13-18). renovados (4:6. a fé no Cristo do Calvário liberta-nos para sempre da necessidade de buscar a salvação pelas obras da lei. O argumento de Paulo demonstra que todas as versões legalistas do evangelho são corrupções deste. Devem. tanto judeus como gentios..80 GÁLATAS ( Síntese e Autor ) O apóstolo Paulo escreveu esta carta aos gálatas convertidos em alguma época situada entre os anos 48 a 53 de nossa era. Packer Doutor em Filosofia e Letras EFÉSIOS . portanto. James I. São justificados (3:6-9). Mestres judaico-cristãos haviam procurado predispor contra o apóstolo os gálatas convertidos. Mediante uma carta. como gentios. De qualquer maneira. Os crentes não devem.

). ] Wilber T. O discurso doutrinal é ocasionado pela situação prática.C. AUTOR Sem dúvida alguma. contudo. doutrina na primeira metade e exortação na segunda. As provas indicam que tanto o manuscrito como a doutrina nos ministram que a epístola esteve relacionada com a igreja de Éfeso desde época antiqüíssima. Nenhum dos antigos intérpretes da Bíblia parece discordar desta opinião. à nova vida de vitória. Tíquico. quase ao mesmo tempo em que escreveu as epístolas a Filemon e aos Colossenses. e que foi enviada por meio do mesmo amigo. que o estivera visitando (ano 62 ou 63 d. Conquanto a epístola tenha sido escrita também com a intenção de que circulasse entre outras igrejas da Ásia. o novo andar. a humildade. e as exortações se acham adornadas com formosas verdades. mediante a redenção efetuada por Jesus Cristo e pela obra do Espírito Santo. Dayton Doutor em Teologia FILIPENSES . de modo geral. a igreja que ele fundara na grande metrópole de Éfeso. O louvor inicial é de regozijo pelo plano de Deus para os crentes. as relações humanas construtivas. ao escrevê-la. não resta dúvida de que o autor tinha em mente. o apóstolo Paulo é o autor desta epístola. o amor. e a luta vitoriosa contra o mal. mediante a completa dependência das realidades espirituais. esta divisão não é absoluta. Na segunda metade apresentam-se inferências de caráter ético segundo a unidade cristã. Fazendo uma pausa para pronunciar duas orações (1:15-23 e 3:14-19). Parece que o apóstolo escreveu essa carta quando estava encarcerado em Roma. o apóstolo Paulo explica com minúcias as inferências e significados da redenção no que se refere a estar livre do pecado. e ao mistério da unidade de todos os crentes e sua união com Cristo.81 A epístola aos Efésios apresenta.

porém não se refuta o erro teológico. a carta proporciona pouquíssimas instruções sobre ética. acreditase que foi em Roma que o apóstolo a escreveu. não tanto como o apóstolo fundador da igreja em Filipos. Foi escrita da prisão.". Em virtude do profundo exemplo lançado por Cristo. As notas gêmeas de humildade e solicitude pelos outros também são muito evidentes... apóstolo. Observa-se a diferença na saudação: não diz aqui "Paulo. "Paulo e Timóteo. Tradicionalmente. Cesaréia e Éfeso. AUTOR Presentemente. servos de Jesus Cristo. não há lugar para a soberba no coração do filho de Deus. porém não se menciona o lugar onde estava dita prisão. diz. a opinião quase universalmente aceita é a de que Paulo foi quem escreveu esta epístola. Esta carta contém muito pouca teologia no sentido habitual que se dá a este termo. Nela destaca-se com caracteres nítidos a solicitude de Paulo por estes crentes. nem se censuram com vigor as faltas dentro da igreja.C. seus seguidores jamais devem adotar conduta egoísta. Ralph A. Escreve-lhes.. A carta contém advertências diretas e breves acerca dos que haviam causado ao apóstolo tantas dificuldades em outros lugares (3:2). Igualmente. Esta carta não se presta com facilidade a um esboço sistemático. antes.". Três localidades têm sido sugeridas: Roma. Basta que observemos a freqüência da construção verbal da primeira pessoa do singular. uma exceção digna de nota é a grande passagem sobre a humilhação e exaltação de Cristo (2:5-11). Contudo. Gwinn Doutor em Filosofia e Letras COLOSSENSES . As circunstâncias imediatas que rodeiam o crente não devem constituir-se em fatores que determinem sua atitude com respeito à vida em geral. sua introdução costumeira. Se situarmos a escritura desta carta próxima do encarceramento do apóstolo. O apóstolo escrevia a um grupo de amigos aos quais amava profundamente. E esta nota se faz mais notável ainda se levarmos em conta o fato de que Paulo a escrevia da prisão.82 Esta é uma das cartas mais pessoais do apóstolo Paulo. mas como seu pai em Cristo. a data seria por volta do ano 62 d.. Em vista do que Cristo realizou. A nota dominante desta breve epístola é a alegria.

que. e também se davam a alguma forma de adoração de anjos. A carta termina com uma série de saudações. segundo muitos. Em uma notável passagem. Ele é a cabeça da igreja. AUTOR A carta afirma ser escrita por Paulo (1:1). e insta-os a praticar as virtudes cristãs. Estabelece um contraste entre a nova vida em Cristo e sua antiga forma pecaminosa de viver. Paulo ocupa-se do problema ao apresentar-lhes o Cristo incomparável. o apóstolo fala do que o Senhor Jesus Cristo realizou na redenção e reconciliação. Lembralhes que o crente deve comportar-se sabiamente perante os incrédulos. Por ele todas as coisas foram criadas. Leon Morris Doutor em Filosofia e Letras I TESSALONICENSES . e também se refere à preeminência do Senhor. filhos e pais. o apóstolo Paulo apresenta-lhes o Cristo que ele prega. foi o encarceramento em Roma. pois. Paulo pode rogar-lhes que se abstenham das sutilezas em que viviam. Assim. Cristo é a imagem do Deus invisível. escravos e senhores. na fase final de sua vida. contaminados por uma heresia que aparentemente contava com elementos tanto judeus como gnósticos.83 Os colossenses dispensavam exagerada atenção a observância de ritos e cerimônias. Visto que são crentes. Em virtude da excelência de Cristo e de que ele lhes comprou a salvação. devem pautar todas as suas relações segundo a fé cristã. Tem o estilo de Paulo e expressa as idéias do apóstolo. Estavam. Foi escrita da prisão (4:18). De maneira que fala das relações que devem existir entre marido e mulher.

não só porque figuram entre as primeiras cartas de Paulo. outros ansiavam por sua presença (3:6). Respondendo ao relatório que Timóteo lhe entregara. Além disso. Alguns punham em dúvida os motivos e o caráter de Paulo (2:112). o apóstolo Paulo enviou Timóteo a fazer-lhes uma visita (I Tessalonicenses 3:1-3). Foi escrita de Corinto no ano 51 d. Alguns sustentavam que as tribulações e perseguições que eles sofriam eram as tribulações do dia do Senhor. Paulo escreve-lhes a segunda epístola para felicitá-los por seu crescimento espiritual (1:3. Alguns estavam ociosos (4:11). para transmitir-lhes a informação correta e acalmar os temores acerca do dia do Senhor (2:1-12).84 A igreja de Tessalônica. Muitos tessalonicenses sentiam-se desconsolados pela morte de entes queridos (4:13-17).Doutor em Teologia II TESSALONICENSES O portador da primeira epístola aos Tessalonicenses trouxe a Paulo notícias referentes ao crescimento espiritual dos crentes. mais tarde o citado discípulo leva um relatório a Paulo em Corinto. para exortá-los à vigilância 5:(6-11) e para praticarem uma conduta ordenada na assembléia e na vida diária (5:12-23). para consolá-los em suas perseguições (1:5-10). e porque contém tantos ensinos relativos a segunda vinda de Cristo. Dwight Pentecost Doutor em Teologia I TIMÓTEO . Depois de deixar Tessalônica (Atos 17:10). para exortá-los à pureza moral. o relatório apresentado ao apóstolo dizia que um ensino errôneo. A perseguição era forte (3:3. 4). Alguns sentiam-se tentados a voltar aos vícios pagãos (4:1-18). atribuído a Paulo. As epístolas aos Tessalonicenses são importantes. fundada por Paulo durante sua segunda viagem missionária (Atos 17). para unir-se a si mesmo à igreja mediante vínculos mais estreitos (2:17-3:10). já havia chegado a Tessalônica por meio de uma carta falsificada ou devido a informações orais ou escritas tratando de seu ensino. AUTOR : No prefácio e saudação (1:1) afirma-se a autoria de Paulo. gregos devotos. Paulo sentiu-se profundamente consolado com o relatório. ao amor fraternal e à diligência no trabalho quotidiano (4:1-12). para defender seu apostolado (2:1-12).C. A opinião unânime dos comentaristas da Bíblia é de que o apóstolo Paulo é o autor das epístolas aos Tessalonicenses. e para corrigir a conduta desordenada na igreja (3:6-15). para consolá-los em sua solicitude pelos seus entes amados que haviam morrido (4:13-17). para assegurar-lhes seu livramento do juízo que se avizinhava em virtude do dia do Senhor (5:1-5). e até viviam desordenadamente (5:14). provavelmente dentro de um período de poucos meses. e em conseqüência disso haviam sido excluídos da transladação. J. e de muitos gentios que tinham vivido no paganismo. o apóstolo Paulo escreve de Corinto para felicitar os crentes por sua fé (1:2-10). Dwight Pentecost . mulheres nobres (Atos 17:4).5:10). J. ou então Paulo havia comunicado ensinos errôneos (I Tessalonicenses 4:13 . chega-se à conclusão de que o apóstolo Paulo escreveu a segunda epístola pouco depois da primeira. A primeira epístola foi escrita de Corinto. tendo como seus companheiros Silvano e Timóteo. mas também porque revelam muito do caráter do ministério do apóstolo e das condições prevalecentes na igreja. AUTOR Pela semelhança das condições nas duas epístolas. no ano 51 d. compunha-se de convertidos judeus.C. 4).

3. verdadeiro filho na fé de Paulo (1:1-2).1 Cuidado contra hereges (4:1-5). Estabelecendo-se o governo constituído. escravos. A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA (4:1 a 6:19). 2.2 Cuidado da vida pessoal (4:6-16). heresias.4 3. Ajudar Timóteo em refutar os falsos ensinos.4 Cuidado dos líderes (5:17-25). e termina com uma exortação. 3. 3. O perfil dos diáconos (3:8-16). Esta carta de Paulo a Timóteo dá orientações seguras de como proceder-se à frente do rebanho do Senhor (3:15. 3. 4:11. Instruir Timóteo acerca da administração e do pastoreio da igreja.3 O perfil dos bispos (3:1-7). 2. disputas etc. INTRODUÇÃO (1:1-2) ORGANIZAÇÃO DA IGREJA (2.1 O perfil das orações públicas 2:1-8). E. depois de haver visitado a cidade de Éfeso. I TIMÓTEO . 3. 3. A experiência de Paulo invocada no texto (1:12-20). onde havia deixado Timóteo.85 A primeira epístola de apóstolo Paulo a Timóteo foi escrita da Macedônia. Dando orientação para cada um deles: viúvas. 3. e é endereçada a Timóteo.13. serve como uma espécie de escudo para as lições que vai dar ao jovem pastor. Desse modo o tema principal desta epístola envolve a organização.6 Cuidado da avareza (6:3-10). 5:21). 6:12. 2.5 Cuidado empresarial (6:1-2). Assim se resolvem os vários problemas que agitam a igreja (Caps.7 Cuidado da vida exemplar (6:11-16). para enfrentar sérios problemas de ensinos falsos surgidos no seio da Igreja (l:3-4). administração e cuidados pastorais de uma igreja local. riquezas. 2. 2. O ensino correto levará a atitudes acertadas. observamos o esboço a seguir que muito nos auxilia na compreensão de todo o texto: 1.8 Cuidado dos ricos (6:17-19). Augusto Bello de Souza Filho Bacharel em Teologia 2. e vida exemplar. 5 e 6).1-3. 3. Timóteo é exortado a cuidar da doutrina (4:16. Na leitura e meditação desta carta. 3. com a escolha criteriosa de oficiais que hão de secundar a ação pastoral (3:1-13).2 O perfil das mulheres (2:9-15). tem como propósito básico: 1. Encorajar Timóteo e desafiá-lo a sã doutrina. 3:16). 14).3 Cuidado dos membros (5:1-16).

seu pai espiritual. 2. sem nenhum tratamento sistemático. no intervalo entre a primeira e a segunda prisão do apóstolo. O tratamento dado pelo apóstolo a Timóteo. A primeira epístola a Timóteo contém. ficou encarregado da importante igreja de Éfeso.86 Desde o princípio do século 18. AUTOR Tradicionalmente. Timóteo. pastor inexperiente. os escravos e os falsos mestres. é a de amigo para amigo.2 Sobre a sã doutrina (3:10-17). e confronto com o ensino falso na igreja. em Roma. é filho na fé do apóstolo Paulo que o discipulou e nesta oportunidade o escreve com o propósito de: a) informar-lhe de seu aprisionamento..3 Sobre o ministério (4:1-5). INTRODUÇÃO (1:1-5) EXORTAÇÕES A TIMÓTEO (1:6. 2. Paulo. escreve a fim de animá-lo e transmitir-lhe instruções relativas a questões práticas como a adoração em público. c) pedir que Timóteo viesse a Roma o quanto antes (2 Tm 4:13. Instrui a Timóteo igualmente quanto às relações entre os diferentes grupos da igreja. Por toda a carta reflete-se o afeto pessoal do grande apóstolo por seu filho na fé. portanto. 3. observamos o esboço a seguir que muito nos auxilia na compreensão de todo o texto: 1. e foi endereçada a Timóteo. e sua ênfase no grande requisito para o ministério de Cristo: piedade. 2. atribui-se a Paulo a paternidade literária da primeira epístola a Timóteo.1 Para firmeza no evangelho (1:6-18). 3. Timóteo. Na leitura e meditação desta carta.8). b) desafiar Timóteo à firmeza e fidelidade na vida pessoal e no ministério. as pessoas idosas. do calabouço onde se encontrava chamado de “Prisão Mamertina”.2 Para fidelidade no sofrimento (2:1-13). Wessel Doutor em Filosofia e Letras II TIMÓTEO Esta segunda epístola a Timóteo foi escrita pelo apóstolo Paulo por volta do ano 68 d. muita informação concernente aos problemas de desenvolvimento da igreja por volta do ano 75 de nossa era. Embora não seja totalmente apropriada.1 Sobre a apostasia (3.1-9). abrangendo as viúvas.C. I e II Timóteo e Tito têm sido chamadas cartas pastorais. CONSELHOS A TIMÓTEO (3:1-4. Esta epístola foi escrita da Macedônia (provavelmente Filipos). por volta do ano 63 de nossa era.4 3. 3. O perfil dos diáconos (3:8-16). 2. requisitos que os oficiais da igreja devem preencher.2:26). 21). esta designação indica a natureza prática do assunto nelas ventilado. 2. que dá nome a mesma. tratando dos assuntos movimentando-se para a frente e para trás entre as idéias que apresenta. no final do seu segundo aprisionamento. É conhecida como Epistola Pastoral.3 Para fidelidade no ministério (2:14-26). Walter W. .

AUTOR As circunstâncias do escritor. as quais se relacionam principalmente com sua vida pessoal na qualidade de ministro. e inclui vários apelos comovedores. Walter W.C. Na primeira epístola a Timóteo e na carta a Tito. seu vocabulário e seu estilo revelam que as três epístolas pastorais foram escritas pelo mesmo indivíduo. A ameaça dos ensinamentos falsos adquire muita importância. poderia dar-se o ano 64 a. Quatro incumbências e ordens se fazem especificamente a Timóteo.87 4. onde espera ser executado. Está desejoso de que Timóteo. é igualmente o autor da segunda. exceto Lucas.13. Se o apóstolo Paulo escreveu a primeira epístola a Timóteo.3 Instruções a Timóteo (4:9. especialmente em vista da situação na qual o apóstolo se encontra. pelo que devemos estar atentos para o bom exercício do ministério pastoral à frente do rebanho do Senhor. amor e zelo.2 Informação da situação (4:10-18). 4.1 Previsão da morte (4:6-8). CONCLUSÃO 4. como provável data. Wessel Doutor em Filosofia e Letras TITO . Todos o abandonaram. 19-22). Considerando-se que esta epístola foi escrita pouco antes da morte do apóstolo. Augusto Bello de Souza Filho Bacharel em Teologia II TIMÓTEO A segunda epístola a Timóteo é. vá a Roma antes do inverno. em face de suas próprias circunstâncias. o apóstolo Paulo encontra-se livre para formular planos de viagem e transferir-se de um lugar para outra à vontade. Todavia. Nesta epístola está preso e seu fim aproxima-se rapidamente (4:6). Exala uma atmosfera diferente das outras duas. Escreve a segunda epístola a Timóteo aparentemente de Roma. com aplicação prática também em nossos dias. prefere que Timóteo cumpra o ministério para o qual foi chamado. sua teologia. 4. o apóstolo Paulo exorta Timóteo a exercer o ministério que lhe foi confiado pelo Senhor com toda a dedicação. O conteúdo da carta é rico e variado. tanto nesta carta como na primeira dirigida a Timóteo. nem por que motivos. Não se sabe onde Paulo foi preso a segunda vez. que se encontra provavelmente em Éfeso. Igualmente à primeira epístola. a última na ordem das três epístolas pastorais. São ensinos. cronologicamente.

3. o que acaba por requerer constante vigilância e zelo doutrinário. segundo comentários sobre o Novo Testamento. 2. Sem consistente respaldo bíblico. companheiro e cooperador em II Co 8:23. pelo que pede a Tito para exortar os fiéis a serem sãos na fé (1:13).. Augusto Bello de Souza Filho Bacharel em Teologia TITO . Os problemas que Tito estava enfrentando são semelhantes aos que nos deparamos em nossos dias. Instruir Tito acerca da administração e do pastoreio da igreja. talvez da cidade de Corinto. São ensinos com aplicação prática também em nossos dias. se tratando de verdadeiras heresias. INTRODUÇÃO (1:1-4). e a falar o que convém a sã doutrina (2:1).88 Esta epístola do apóstolo Paulo. principalmente com relação as “novidades teológicas” ou “teologias” que surgem a cada dia. Igualmente às epístolas anteriores.C. QUALIFICAÇÃO DOS ANCIÃOS E BISPOS (1:5-16). Ajudar Tito a refutar os falsos mestres. também tratado como irmão em Cristo conforme está descrito em II Co 2:13. seu verdadeiro filho na fé (Tt 1:4). pelo que devemos estar atentos para o bom exercício do ministério pastoral à frente do rebanho do Senhor. 2. Encorajar Tito e pedir-lhe que venha a Nicópolis (3:12) No esboço a seguir temos o perfil desta carta: 1.11). 3. 4. vemos o apóstolo Paulo preocupado com as questões doutrinárias. foi endereçada a Tito. Segundo o texto. CONCLUSÃO (4:12-15). Ainda usando outro referencial fora desta carta temos em Gl 2:13. que Tito é grego de nascimento. EXORTAÇÃO AOS MEMBROS DA IGREJA (2:1-3. fiel administrador financeiro em II Co 12:18. o apóstolo Paulo escreveu a Tito com os seguintes propósitos: 1. Foi escrita pelo apóstolo Paulo por volta do ano 66 d.

89 Paulo saúda com afeto a Tito. O apóstolo relaciona seu próprio apostolado com a promoção da "fé dos eleitos de Deus. Em geral é identificado com o Tito de Gálatas 2. Envia a carta.C. Diante de tais problemas. muito útil aos crentes cretenses.C. livres escravos. e o conhecimento da verdade" (1:1-4). 2). O apóstolo Paulo havia deixado Tito em Creta a fim de reformar uma igreja fraca e corrupta. como dirigente experimentado. Foi. seu representante apostólico junto às igrejas de Creta. crente gentio procedente da igreja de Antioquia (da Síria). 3:1. Viajando para o leste. Alguns suspeitam que era irmão de Lucas. a carta foi escrita ao derredor do verão do ano 65 d. Paulo termina fazendo dois pedidos (3:12-15). Richard M.C. Em duas passagens belíssimas. proporciona-nos humilde testemunho do que Deus fez em sua própria vida. Provavelmente se encontrava na Ásia (Éfeso?) para onde partiu de Roma depois de ter sido posto em liberdade de sua primeira prisão. que se converteu no caso de prova na controvérsia sobre a circuncisão suscitada na conferência de Jerusalém. o apóstolo lembra a Tito aspectos importantes do evangelho. Isto requer a inclusão de diretrizes gerais para o estabelecimento de presbíteros capazes em cada cidade (1:6-9). companheiro de Paulo. os quais talvez se achassem a caminho de Alexandria. Tito é um destacado jovem crente. saúda-o como a um "verdadeiro filho. Na segunda (3:3-7). cerca do ano 48 d. por intermédio de Cristo. Sufferin Doutor em Filosofia e Letras FILEMON . a fim de cumprirem as obrigações da verdadeira fé (2:10. AUTOR Não temos certeza quanto ao lugar de onde o apóstolo Paulo escreveu esta carta a Tito. Na primeira (2:11-15) explica a vigência necessária entre a fé salvadora de Deus em Cristo e o comportamento cristão. Escreve esta carta para reafirmar os objetivos que Tito deve promover (1:5). provavelmente por mãos de Zenas e Apolo. segundo se encontrava no Talmude e na Midrashim (1:10-16). portanto. segundo a fé comum". Mais tarde Tito prestou valiosos e notáveis serviços a Paulo ao reconciliar a igreja de Corinto. e pode fazê-lo também na vida do mais humilde cretense que crer. por volta do ano 63 d. deixou Tito em Creta. extraviada pela dissensão. Paulo esboça áreas específicas de responsabilidades morais cristãs que o ministério de Tito deve abranger no que concerne a grupos segundo idades e classes. e para tratar com as influências perniciosas do legalismo judeu e com a mitologização. Insiste na pregação do evangelho e em que se evitem discussões com o legalismo judeu (3:8-11). Ao que parece.

A carta foi. Muller Doutor em Teologia . escravo que pertencia a Filemon. o apóstolo Paulo ventila o tema central da carta. além disso. escrita ao final da primeira prisão de Paulo em Roma. 23. Jacobus J. E então quando Paulo o envia de volta a seu dono legal. já que não continuaria sendo escravo para ele.C. Filemon 2. e da oração para que continue crescendo na graça. com toda probabilidade. aparentemente depois de haver cometido um furto. e esperava que aquele procedesse segundo as circunstâncias do amor e do dever cristãos. 24). mais provavelmente nos anos 61 ou 62 d.90 Depois da saudação e da ação de graças a Deus pela fé e pelo amor de Filemon. Sua autenticidade é geralmente aceita. relacionada com aquela que o apóstolo dirigiu aos colossenses (Colossenses 4:10-17). Roga a Filemon que receba de volta o arrependido (e também convertido) escravo. fugira da casa de seu senhor em Colossos. e a carta está. Chegou ã metrópole de Roma onde entrou em contacto com Paulo e converteu-se a Cristo sob a influência e ministério do apóstolo. para ser entregue a Filemon. narrada no evangelho. mas "irmão amado". Onésimo. 9. 1. 19). com esta carta pessoal de recomendação a seu favor. O relato em sua totalidade nos oferece uma impressionante analogia da história da redenção. AUTOR Em três ocasiões o autor desta epístola identifica-se como Paulo (vers. com boa vontade. O apóstolo mesmo reembolsaria a Filemon qualquer perda que Onésimo lhe houvesse causado. que lhe perdoe e o reabilite.

12:29). Quão trágico é deixar de confiar nele! Por causa da incredulidade. É superior a Moisés. o escritor adverte os leitores sobre sua falta de preparação para um ensino mais avançado. as condições e as experiências do sacerdócio arônico se enumeram em comparação com Cristo como sacerdote.91 IX . . Os requisitos. Várias são as respostas dadas pelos crentes da igreja primitiva. está na história. O prólogo afirma o caráter distintivo do Filho. cita Hebreus com freqüência). é superior à história.C. à semelhança de Melquizedeque. Estes acontecimentos históricos e redentores estimulam o crente à ação (13:125). Desde o primeiro século. No norte da África. o problema da autoria da epístola aos Hebreus tem causado muita discussão. de sua nomeação divina e do quer realizou. mas a linguagem e a composição pertencial a outrem. Somente a sincera diligência nas coisas de Deus os tirará da imaturidade. Moisés era servo entre o povo de Deus. Os crentes são advertidos contra tal incredulidade. todas as demais epístolas do Novo Testamento designam seu autor. Embora a carta tenha sido conhecida primeiro em Roma e no Ocidente (I de Clemente. O sacerdócio de Cristo é também desenvolvido por comparação (4:14 . datada ao redor do ano 95 d. Na margem oriental do mar Mediterrâneo e perto de Alexandria atribui-se o livro a Paulo. Acentua-se tanto a fé como o fervor para se entrar no eterno descanso de Deus. Estes crentes da igreja primitiva não disseram quem.C. uma geração toda de israelitas não entrou na terra de Canaã. ergue-se por cima deles. seja pelo nome. agora falou por intermédio de seu Filho. uma vez que sua vida é indestrutível. Cristo. é a meta da história. havia escrito a epístola. Antes de desenvolver com maior amplitude este assunto. seu sacerdócio é eterno. foi a um tempo sacerdote e sacrifício. Simplesmente não o sabiam. da fé nele e da consciência do que o espera (10:19 .) sustentava que Barnabé escreveu a epístola aos Hebreus. Cristo é um Filho que está sobre o povo de Deus. A passagem seguinte (1:4-14) declara de forma inequívoca a preeminência de Cristo.10:18). a seu ver. Quão trágico é descuidar a grande salvação que ele proclama. é superior ao sacerdócio levítico. em virtude de sua identidade. O evangelho de Deus e o próprio Deus esquadrinham o homem. como sacerdote. Estes ajudam os que serão herdeiros da salvação.) considerava que os pensamentos do livro eram de Paulo. Ele é superior aos anjos. Compartilha a essência da Deidade e irradia a glória da Deidade.EPÍSTOLAS GERAIS: HEBREUS Conquanto Deus tenha falado aos pais pelos profetas. da atividade em favor de Deus. Ele é antes da história. AUTOR Não se menciona o nome do autor. Cristo.C. porque é verdadeiro homem e realizou a expiação pelos pecados. a opinião unânime nesta região durante 200 anos foi que Paulo não escreveu a epístola aos Hebreus. Com exceção da epístola aos Hebreus e da primeira epístola de João. Ele é a suprema revelação de Deus (1:1-3). Orígenes (anos 185-254 d. Seu santuário está no céu e seu sangue estabelece a validez do novo concerto que é igualmente eterno. A cruz como altar cristão e a ressurreição do Grande Pastor são as bases para a ação divina. Tertuliano (155-225 d. Pode fazê-lo. A perseverança dos crentes nasce da comunhão com Deus. Ele cumprirá a promessa feita ao homem de que todas as coisas estarão harmoniosamente sujeitas ao homem. seja pelo título.

O escritor da epístola aos Hebreus nunca segue esse processo.C. Todavia.92 Em nossos dias os crentes não devem ser dogmáticos acerca de um assunto mantido em dúvida durante tanto tempo. As seguintes passagens do Novo Testamento falam-nos de Apolo: Atos 18:24-28. 20 a. pois. Um cuidadoso exame do texto grego diz-nos muitas coisas sobre o autor. A data mais aceita para a escritura desta epístola oscila entre os anos 68 e 70 d. as figuras de dicção e de pensamento apontam a influência alexandrina e filônica (Filo. se. Com freqüência. Tito 3:13. "boas novas da vossa fé e amor" nunca se encontram na epístola aos Hebreus. o apóstolo Paulo segue o fio de um novo pensamento antes de haver finalizado o anterior.C. 4:6.C. da pena de um escritor eloqüente. O vocabulário. Frases de Paulo "como está escrito". chegaremos a conhecê-lo. com o estilo de Paulo. lermos a epístola com cuidado. 22. É provável que nunca venhamos a estar seguros do nome do autor. Não sendo Paulo o autor. Não se parece. embora o escritor cite com profusão o Antigo Testamento. 16:12. Era homem eloqüente e instruído. A. porém. 3:4-6. 19:1. "a Escritura diz".). O escritor da carta aos Hebreus cita o Antigo Testamento diferentemente de Paulo. Berkeley Mickelsen Doutor em Filosofia e Letras TIAGO . quem será? Apolo parece preencher as condições que se encontram no livro. Paulo não tem essa origem intelectual. os estudiosos das Sagradas Escrituras devem estudar o livro de Hebreus. a 50 ou 60 d. I Coríntios 1:12. O livro está escrito num grego brilhante. Era poderoso nas Escrituras Sagradas. Vinha de Alexandria.

Stephen W. AUTOR A epístola diz ter sido escrita por Tiago. e de si mesma põe à prova o carnal e o egoísta. como se observa em Jó. Observa-los-emos à medida que o assunto se desenvolve. 8) e à regeneração pessoal mediante a fé (1:18-21). Tiago emprega repetidas vezes o paradoxo ao afirmar a superioridade dos valores espirituais tão comumente descumpridos. com evidentes pressupostos cristãos. Paine Doutor em Filosofia e Letras I PEDRO . do eu espiritual e do eu carnal. Tiago escolhe o tema da "religião pura" (1:27). em seus ensinos. 5:7. e sua ênfase não é teológica. filho de José e Maria. Eleito moderador da igreja de Jerusalém. Tiago é prático. Todavia. Tiago leva em conta também os mais carnais e egoístas. pelo menos. em Provérbios e em Eclesiastes. Tiago imprime a esta epístola uma nota de autoridade modesta.93 Imitando o estilo da literatura de sabedoria do Antigo Testamento. da sabedoria benéfica e da falsa. O autor tem em mente os crentes fiéis que constituem exemplos da "religião pura" nas provações e vicissitudes. 7). apresenta em miniatura os temas que serão ventilados com maior amplitude nos capítulos restantes. Inequivocadamente cristã em seu reconhecimento das reivindicações de Cristo (1:2. Uma comparação desta epístola com o sermão do Monte revela. e em sua referência à segunda vinda (1:12. na época posterior ao Pentecoste. doze paralelismos evidentes. Por isso fala-nos de dois tipos de eu. quer seja posta à prova na vida dos fiéis ou pondo a prova e julgando a vida das pessoas carnais. em alguns dos Salmos. Tiago. O Novo Testamento menciona três pessoas com este nome. e irmão do Senhor Jesus Cristo. A estes ele anima. que nos fala do programa de Deus no que concerne à santificação do crente. O primeiro capítulo. a religião do amor divino experimentado no coração. Coloca o bem e o mal em justaposição e faz referência basicamente ao tema da religião pura e da religião falsa. cuja conduta demonstra que não saíram airosos da prova da "religião do coração. da fé verdadeira e da falsa. e da confiança verdadeira e da falsa. Mostra que a religião pura é posta à prova pelas tentações e pelas dificuldades dos fiéis. a paternidade literária desta epístola. Sem desculpar-se em nenhum momento. Estas experiências positivas e negativas da religião pura revelam o contraste entre as qualidades espirituais. a epístola lembra-nos os ensinos da assim chamada literatura de sabedoria do Antigo Testamento. a igreja cristã atribui a Tiago. 2:1. apresenta notável semelhança com nosso Senhor. os 108 versículos contém 54 mandamentos.

sem dúvida. Portanto. os crentes da igreja primitiva haviam experimentado na própria carne a fadiga e a tensão provocadas pelo antagonismo. onde a opressão se espalharia.C. AUTOR Esta carta de Pedro foi. Era intenção do apóstolo que esta carta circulasse entre os crentes de herança predominantemente gentia. entre os anos 62 e 69 d. A igreja não desconhecia a perseguição. em realidade.C. Robert Paul Roth Doutor em Filosofia e Letras II PEDRO . o apóstolo Pedro procurou preparar a igreja na Ásia Menor para o desastre iminente que se avizinhava nestas províncias orientais. provavelmente. até à constante fustigação de que era alvo o apóstolo Paulo por onde quer que fosse. uma bênção.94 Esta bela carta foi escrita aos crentes da Ásia Menor. Desde às primeiras perseguições no tempo de Estevão e a dispersão que se seguiu. devem abster-se dos desejos da carne. a expensas da igreja. a fim de criar neles uma jubilosa esperança diante da perseguição que ameaçava cair sobre eles. Uma vez que estão arraigados em Cristo. E agora a ira do demente imperador Nero estava prestes a explodir em Roma. seus sofrimentos por amor à justiça serão.) e a epístola anônima aos Hebreus (provavelmente em derredor do ano 60 d. enviada de Roma aos crentes da Ásia Menor. provavelmente. Caso se encontrem em uma sociedade hostil.C. Pode ser que o apóstolo Pedro possuísse ambas as cartas quando se encontrava em Roma. o apóstolo Pedro envia esta carta pastoral para confirmar seu rebanho na esperança consoladora da vinda do Espírito Santo. o jugo imperial seria mais severo. Inspirado de um espírito de pastor fiel e bispo das almas. Existe uma extraordinária semelhança de pensamentos entre esta carta e a epístola de Paulo aos Romanos (ano 56 a 57 d.). de sua origem em Roma. em congregações localizadas nas províncias do Império Romano onde.

E termina com a afirmação de que a vinda de Cristo é uma realidade futura que destruirá o mundo e trará novos céus e nova terra. AUTOR Há incerteza quanto ao autor.95 Enquanto a primeira epístola de Pedro é uma carta de jubilosa esperança em face do sofrimento. Existe. II JOÃO e III JOÃO . Este falso ensino levava a um comportamento licencioso. Adverte contra falsos mestres que procurarão substituir a Palavra divina por palavras humanas. A diferença de estilo entre as duas epístolas poderia ser explicada da seguinte maneira: Pedro teve diferentes ajudantes. à data e ao destinatário da segunda epístola de Pedro. Robert Paul Roth Doutor em Filosofia e Letras JOÃO. Somente a correta compreensão da sabedoria de Deus à luz do retorno de nosso Senhor Jesus Cristo refutaria tais erros. em sua segunda epístola. inclusive. Quando. As circunstâncias do escrito refletem uma situação na qual as heresias gnósticas contaminavam a igreja. a possibilidade de que Pedro tenha escrito a segunda epístola antes da que conhecemos como primeira. Contudo. a segunda epístola desse apóstolo é uma mensagem da verdade fiel diante do erro. se refere a uma anterior. que se fundamenta tanto na palavra profética como na palavra do testemunho. escreveu a uma só congregação em vez de fazê-lo a um grupo. sim. a igreja tem sustentado tradicionalmente o ponto de vista de que o apóstolo Pedro foi o autor desta carta. A segunda carta começa por uma declaração direta da verdade de Deus. a uma carta que se perdeu. escreveu com menor urgência porque seu propósito e a situação eram diferentes. não devemos supor que faça alusão à primeira epístola de Pedro e.

visto que o apóstolo João está interessado principalmente na qualidade da vida cristã de seus leitores. O propósito da terceira carta é elogiar a Gaio. e o motivo foi o encontro com alguns de seus filhos aos quais ele achou fiéis na fé em Cristo (ver. A carta é dirigida "a senhora eleita". provavelmente. o amor sem obediência é irreal. segundo se supõe. As idéias principais da epístola são o amor. que envolve Gaio e Diótrefes. Ao que parece. A carta refere-se também a determinada circunstância interna da igreja. a verdade e o conhecimento. às vezes a tentação de pensar nele como uma exposição doutrinal da realidade da encarnação de Deus em Cristo. se quisermos seguir o pensamento do escrito. Contudo. Ventila assuntos tão vitais como a justiça. leigo leal e ativo que tinha consideráveis bens.96 A primeira epístola de João foi escrita a uma coletividade cristã que tinha de enfrentar a heresia gnóstica do primeiro século.C. Estas cartas foram escritas. entre os anos 85 e 100 d. e ajudando-os no caminho. a epístola é uma carta pessoal a uma mulher cristã que João conhece. devemos evitar esta tentação. mas como realidades religiosas fundamentadas na revelação cristã de Deus e de seu Filho. AUTOR : As provas disponíveis indicam que João. a verdade e a obediência. dando acolhida a pregadores que viajavam de uma cidade para outra. o apóstolo. João procurava animar seus membros a viver uma vida conseqüente com a comunhão com Deus e com Cristo. e este é. Portanto. O autor não considera estes assuntos simplesmente como requisitos éticos. a doutrina cristã é parte integrante do livro e sentimos. participando assim em sua obra missionária. embora muitos interpretem como expressão figurativa que designa a uma igreja. foi o autor não somente do evangelho do mesmo nome. A obediência sem amor é servil. o Senhor Jesus Cristo. A segunda epístola foi escrita para advertir uma mulher cristã contra a comunhão indiscriminada com os incrédulos. por sua hospitalidade cristã. o amor. que em parte se complementam entre si. talvez uma viúva. mas também destas três epístolas. seu significado. Fisher Doutor em Teologia JUDAS . nenhum dos dois elementos pode florescer fora do ambiente da verdade. 4). Fred L.

12-23). o Antigo Testamento dá testemunho de cinco juízos de Deus contra tais pecados praticados por estas pessoas (vers. 3:3) prediz são descritos em Judas (vers. Judas acrescenta uma descrição de doze pontos acerta de sua culpa (ver. Muito embora alguns exegetas creiam que a segunda epístola de Pedro tenha empregado material de Judas. A formosa doxologia (ver. Em contraste com a atitude mundana e destruidora dos falsos mestres. o crente deve demonstrar amor espiritual e construtivo. acham-se em outros escritos judeus da época). 1216). 8. A epístola guarda relação particularmente íntima com a segunda epístola de Pedro. para a escritura desta carta. embora não se encontrem no Antigo Testamento. Além do uso que faz do Antigo Testamento. Judas é o irmão de Jesus (Mateus 13:55) que se tornou crente só depois da ressurreição (João 7:5. 19) como se houvessem ocorrido de acordo com a profecia apostólica a esse respeito. 24. Lembrando a misericórdia de Cristo para com eles..97 A epístola de Judas foi escrita como advertência contra certos cristãos nominais que ameaçavam solapar e destruir a comunhão dos crentes. Em realidade. 25) é especialmente apropriada para os que estão passando por grandes tentações. poder-se-ia sugerir uma data que oscilaria entre os anos 70 e 80 d. Como se quisesse acentuar o fato de que tais pessoas estavam prestes a sofrer a ira de Deus. E. mediante seu caráter e conduta imorais.PROFÉTICOS: APOCALIPSE . AUTOR : Segunda a tradição. Isto concorda com a referência que Judas faz de Tiago (ver. Em face de tudo isto. Earle Ellis Doutor em Filosofia e Letras X . 14. Gálatas 1:19). devem também demonstrar misericórdia para com os que estão afundados nestes males. (Referências em Judas 9. Judas demonstra conhecer a atual tradição judaica.C.1) como se este fosse amplamente conhecido. 4. e é provável que ambas as cartas fossem dirigidas ao mesmo grupo de crentes. Os que seguiam seus passos receberiam o justo castigo de Deus. e cujo irmão. foi o primeiro personagem dirigente da igreja primitiva (Atos 15:13. Os males que II Pedro (2:1. Tiago. 5-11). Talvez sejam desse modo salvos (ver. Atos 1:14). é mais provável que a segunda epístola de Pedro fosse a mais antiga das duas.

UM LIVRO ABERTO A maioria das pessoas em nosso País. 22:8) Era bem conhecido entre as igrejas da Ásia. Se Cristo vai retornar. A última visão é prolongamento da terceira. durante o governo de Domiciano. trombetas e taças de ira. Ora vem. no entanto. O propósito principal consiste em revelar o Senhor Jesus Cristo como o Redentor do mundo e Conquistador do mal.C. mas parece que se acelera ao aproximar-se de seu fim. têm dificuldades para entender seu último livro (o Apocalipse). citaram verbalmente este livro. Tenney Doutor em Filosofia e Letras O APOCALIPSE. pensam que não foi escrito pela mesma pessoa. terminando com uma advertência e uma promessa. onde contempla "as coisas que depois destas devem acontecer"(4:1). filho de Zebedeu. o estabelecimento do reino e sua conclusão no juízo final do grande trono branco (20:1-15). Nessas cartas ele expressa seus elogios e críticas. Estava na ilha de Patmos. cada uma das quais iniciada pela frase: "em espírito". e considerado "profeta"(22:9). A partir do capítulo 17 e até o capítulo 20 inclusive. Merrill C. Senhor Jesus"(22:20). Representa-se o retorno de Cristo em glória com os exércitos do céu (19:11-21). ao descrever com maior amplitude a natureza da cidade de Deus (21:9-22:5). temos uma vista pormenorizada da consumação da era. por volta do ano 95 d. "Revelação de Jesus Cristo". e contém um aspecto da pessoa de Cristo em sua capacidade de julgar o mundo. a escritura deste livro. Não há indícios da duração do processo. um apóstolo de Cristo.98 A chave deste livro encontra-se no versículo inicial. Muitos. e apresentar de forma simbólica o programa mediante o qual ele desempenhará seu trabalho. com sua fluente linguagem profética. A oração no final deve expressar o desejo de todo crente: "Amém. onde se achava exilado por causa de sua fé cristã (1:4-9. Ao iniciar-se o quarto capitulo. selos.). a santidade e o trabalho são obrigatórios no que respeita a seu povo. a terra é castigada por seu pecado. o vidente é trasladado ao céu. ama e respeita a Bíblia e cada dia aumenta o número daqueles que desejam compreendê-la melhor. O Apocalipse começa com cartas que o Senhor dirige às sete igrejas da era apostólica típicas das igrejas de todos os tempos.) e Irineu (cerca do ano 180 d. Justino Mártir (cerca do ano 135 d. iniciando-se o grande dia da ira de Deus.C.C. alguns intérpretes da Bíblia. A conclusão do livro é um convite à devoção. o pensamento conservador atribui a João. atribuindo-o a João.. Contudo. vividas descrições e . e a criação de um novo mundo (21:1-8). Dado que sua linguagem é tão diferente do evangelho segundo São João. Mediante uma sucessão de juízos. A estrutura do Apocalipse fundamenta-se em quatro grandes visões. AUTOR Ao autor do livro de Apocalipse dá-se simplesmente o nome de João.

o amor de Deus. Embora nos custe aceitá-lo. em sua perfeição. que nos falam da realidade do mal. No estudo anterior identificamos o grande herói do Apocalipse e neste veremos seu inimigo. belamente descrito por E. existe esta realidade. você conhecerá e identificará. com sua luxuriante ramagem de um verde vivo . onde se repassam e destacam os principais temas da revelação. as altaneiras árvores da floresta. Mais ainda: contém uma promessa de bênção especial para aqueles que o estudam e respeitam sua revelação. o homem está integrado nesse conflito que tomou dimensões cósmicas. assim como uma pequena semente contém uma grande árvore latente em seu seio. e alegrese! É um livro aberto especificamente para a nossa época ( Apocalipse 22:10-12 ). a encher de música o ar. Por isso não se surpreenda ao saber que muitos estão oferecendo homenagem a Satanás inocentemente: Este seminário ajudá-lo-a a compreender o que vai por detrás dos bastidores no grande conflito entre Cristo e o anticristo. E uma espécie de sumário audiovisual. identificado por 38 nomes e títulos descritivos diferentes. e de Seu desejo de tornar felizes os Seus filhos. Porém. dor. Os amáveis passarinhos. o ser humano é submetido a contínuas tentações destinadas a perverter essa tendência. Nesta série de estudos bíblicos. O livro começa dizendo que é "a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo" ( Apocalipse 1:1 ). instigado e implantado no planeta Terra pelo arquiinimigo de Deus. fechado à percepção presente. O Personagem Central do Apocalipse A palavra "Apocalipse" significa "revelar ou descobrir". O Grande Traidor Desmascarado Pelo Apocalipse Seria difícil negar a realidade de um conflito entre os poderes antagônicos em nosso planeta. impregnando os ares de perfume. Nos primeiros três capítulos é mencionado 137 vezes e em todo o livro existem umas 250 referências a Sua sublime pessoa." . . com seus alegres trinos. no qual existe um vilão implacável e um herói que impressiona. As Boas Novas do Apocalipse Já ouviu você falar do Evangelho do Apocalipse? Embora não haja nenhum livro com esse nome. está escrito sobre cada botão que desabrocha. as flores de delicados matizes. e expõe um terrível conflito que alcança dimensões cósmicas. decifrar suas artimanhas e orientar-se segundo a vontade de Deus. que com aterradora sanha homicida. G. o significado de seus segredos. Criado com o desejo de adorar a Deus. Por um lado. White. Por outro lado. nem um tabu indefinido na penumbra de um futuro inalcançável. ao dizer: "'Deus é amor'. Muitos ignoram que este herói é nosso Senhor Jesus. sobre cada haste de erva que brota. Ao participar deste estudo. você descobrirá que. temos injustiças. 10. com vibrante entusiasmo. Outra agradável surpresa é a descoberta de que o Apocalipse não é um tesouro ancorado no passado longínquo. crimes e calamidades de toda índole. para desviá-lo de Deus com substitutos pecaminosos pelos quais Satanás demanda adoração. a mesma Bíblia tem a chave para interpretar as fascinantes revelações apocalípticas. O anjo de Deus ordenou que não fosse selado ( Apocalipse 22:10 ). o Apocalipse contém a chave-mestra que abre toda a Bíblia. fomenta a rebelião contra o Autor de todo o bem.todos testificam da terna e paternal solicitude de nosso Deus.99 misteriosos símbolos. Satanás.Caminho Para Cristo. pág.

e muitas com salvação e vida eterna. É a culminação do grande conflito entre o bem e o mal. O Apocalipse Diz Que Jesus Voltará Assim como nosso Senhor Jesus Cristo é o personagem central do Apocalipse. as quais se aplicam à proclamação de boas notícias salvadoras da parte de Deus. Apocalipse 20 diz que um poderoso anjo ataria Satanás por mil anos. a segunda vinda de Cristo em glória e majestade é o acontecimento mais importante deste livro protético. Mas as Santas Escrituras nos dão a chave para entender os símbolos apocalípticos. Ao mesmo tempo contém mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.100 Evangelho significa Boas Novas. Nem tudo o que cremos sobre o milênio se harmoniza com a Bíblia. Mas lembremos que. Cada cena do estremecedor drama profético do Apocalipse aponta para o retorno de Jesus. especialmente quando falou de duas ressurreições. Todo o resto da Santa Escritura nos revela a maneira de Deus lidar com esta tragédia horrível As Sete Igrejas: Sete Cartas de Jesus e Suas Mensagens Esquecidas A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos santos apóstolos a várias congregações. os últimos três capítulos do Livro Sagrado ( Apocalipse 20-22 ) nos anunciam como o pecado será desarraigado deste planeta em rebelião. revelam as facetas mais ternas da graça divina. Deus revela o bálsamo de Sua misericórdia através das dezenas de promessas espalhadas no Apocalipse. E a revelação de Jesus Cristo. Descobriremos que o Apocalipse (revelação de Jesus Cristo) explica algumas coisas que Jesus disse durante Seu ministério terrenal. As Promessas do Apocalipse Em meio ao drama angustiante do conflito entre o bem e o mal. pelo que se torna um livro aberto à compreensão do estudante sincero. . devemos obedecer a ele ( Apocalipse 1:3 ). Ser-nos-á de grande auxílio analisar algo sobre a ressurreição. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro sagrado realmente singular. a providência. e seremos bem-aventurados. o Apocalipse nos revela toda a beleza do amor de Deus ao salvar o pecador Assim como os três capítulos da Bíblia ( Gênesis 1-3 ) nos relatam como entrou o pecado no mundo. Incluindo algumas negativas. e que o cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com instrução para elas e com mensagens proféticas aplicadas a sete períodos específicos da história da igreja. e o momento em que Satanás será acorrentado e finalmente destruído A Prisão de Satanás no Abismo Satanás está furioso porque a Santa Bíblia o desmascara ( Apocalipse 12:10-12 ). além de penetrar em seu conteúdo. Graças a Deus porque neste estudo hoje temos a oportunidade de lê-las. outras com fidelidade. Mas hoje você terá a satisfação de descobrir a explicação bíblica sobre o tema. Muitas das promessas estão relacionadas com a segunda vinda de Cristo. São promessas que expressam o amor. estuda-las e ser abençoados com suas orientações. a compreensão e o poder restaurador do Todo-poderoso. Por isso tem tratado de disseminar a errônea idéia de que o Apocalipse é um livro incompreensível. Pois bem.

Esta profecia. será analisada em estudo posterior. No capítulo 7 . mas não estabelece sua santidade. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição? Uma das grandes profecias do Apocalipse trata da observância do domingo. Por Que se Observa o Domingo Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado.101 Como a profecia das sete igrejas abrange a igreja desde sua fundação até a segunda vinda de Cristo. reafirma a observância do sábado. Esse capítulo também aumenta nossa compreensão dos acontecimentos prévios ao retorno do Senhor. a pergunta mais delicada e lógica seja: Onde encontrar a resposta? . porém. Os 4 cavaleiros com seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos. como uma espécie de parêntesis entre o sexto e o sétimo selo. Todos eles formam parte da mesma profecia. Vamos analisá-los um a um a fim de vermos em qual deles se ordena a observância do domingo. porém não a encontraram. Existem. porém. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse "santificarás o domingo". Que representam os 7 selos do Apocalipse? Evidentemente profetizam as características básicas dos 7 períodos que a igreja viveria desde sua fundação até a segunda vinda de Jesus. O Apocalipse Revela o Segredo da Morte Ao cortar os inúmeros laços emotivos (conscientes e inconscientes) de nossos relacionamentos. ao contrário. Os Sete Selos do Apocalipse Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos. A morte é a última e maior frustração humana que nos leva a buscar respostas satisfatórias a perguntas tão concretas como estas: que acontece quando alguém morre? Há vida depois da morte? Poderemos reencontrar nossos queridos que morreram? Talvez. no entanto. O sétimo selo descreve o silêncio que se produzirá no Céu quando Jesus e Seus anjos vierem buscar-nos. descrita na última parte do sexto selo O Selo de Deus no Apocalipse O sexto selo do Apocalipse nos ajuda a descobrir quando começaria o tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus. oito versículos do Novo Testamento em que se menciona o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. a morte produz um vazio e uma sensação de carência difíceis de serem igualados. as promessas feitas a cada uma dessas sete etapas tem uma mensagem edificante para cada um de nós. os 4 cavalos e os 4 cavaleiros do Apocalipse. Jesus nos diz que antes de vir. seria colocado o selo de Deus nas frontes dos que serão salvos.

............................51 5...............................................................................................24 3.....................................56 ...............................................17 2.................3 Rute.........................................22 III – LIVROS POLÍTICOS.......................................6 I e II Crônicas............................................................53 5............................................................................1 Josué........................................................2 Juízes...........................21 2.....................................12 1...............................................................................19 2..........................................................................................................................................................................15 2...................................................................44 4.......................................................................................................7 1......3 Lamentações de Jeremias.................................................................4 Números.........................................................23 3............................................................................................................................................54 5.....................................................................................11 1...................4 Ezequiel.............................................3 Teologia dos Salmos......................45 4.......................49 5................8 1.......................................................................2 Joel............................................................................................................................................................................................................................................13 II – LIVROS HISTÓRICOS.................................4 Provérbios........6 Cantares ou Cânticos...6 1......................................................................8 Neemias....................................6 Miquéias.....................25 3.....51 5.....................................................................................................9 Ester.......................................................29 3.......44 4......................................15 2.........................................................................6 I – LIVROS DA LEI.......8 Habacuque...............47 4..............................................18 2.....................................5 Jonas....................................................................................................................................5 Daniel........................................16 2...................................................................................46 4.............53 5...........................................................................................................................2 Salmos..........48 V – PROFETAS MENORES....................................................................................................................................................................................55 5....................................3 Levítico.....................................................................................................................................................................................................20 2.................................................1 Gênesis................................................4 Obadias.............................4 I e II Samuel.................................................................52 5...........49 5...............................................9 Sofonias.....................3 Antigo Testamento.....................................................................................................................................................43 IV – PROFETAS MAIORES.....7 Esdras...........................................................1 Jó..................................................................1 Isaías...........................2 Jeremias...........5 Eclesiastes ou Pregador..........102 SUMÁRIO • • Pequeno Relato dos Livros.....................................................................................5 I e II Reis........................................................................1 Oséias................................................................2 Êxodo...............................23 3.....................................7 Naum...............................................................3 Amós...........50 5..................................5 Deuteronômio...............10 Ageu................30 3..................................15 2............................................................................................................................................

......................................................................................................................76 8..................................2 Marcos...................................................................................................................65 6.....68 7...............................78 8....................................................................6 Filipenses.....................73 8.......1 Hebreus.........................................................................................................................................................................................................................2 Tiago..........................................................................4 João.................................................82 9........................................60 Formação do Cânon do Novo Testamento....................................................................................4 II Pedro...............................................................................61 Fatores que Favoreceram a Expansão do Evangelho......................11 Zacarias........................87 .........................................................................1 Romanos............7 Colossenses................................64 6...........................................62 Algumas Condições no Império Romano...........5 Efésios.......................3 I Pedro....82 9..........5 I.............................................9 II Tessalonicenses............................................................................3 Lucas..........2 I Coríntios..........8 I Tessalonicenses......................87 X – LIVRO PROFÉTICO...............................87 10......................................6 Judas....................................................4 Gálatas.........................................................................................69 8...........75 8...................................46 8.......3 II Coríntios............................................................................56 5..............................................................................................12 Tito...............................1 Atos dos Apóstolos...............................................................83 9................1 Apocalipse.................................................12 Malaquias..........................................81 IX – EPÍSTOLAS GERAIS............................. II e III João.................................70 8............66 6......................................................................64 6.....................................85 9....................................................................79 8.............................103 5...............67 VII – LIVROS HISTÓRICOS....................1 Mateus.....................................................................................................10 I Timóteo..............................................................72 8......................................................................................................................................................58 Os Livros do Novo Testamento.....................................................59 Pequeno Relato dos Livros do Novo Testamento...................................................................................................................................................................................................................................73 8....................84 9..............75 8.........74 8........................................................................................................................13 filemon..................................................................85 9...................................................57 • • • • • • Referências para Estudo...........................68 VIII – EPÍSTOLAS PAULINAS.........................................................................................................................11 II Timóteo.............................................................................................63 VI – LIVROS DOS EVANGELHOS OU BIOGRÁFICOS........................................................................................................69 8...........................

além de outros endereços citados. Não havendo comercialização das obras de forma alguma. http://www.com. destina-se unicamente ao estudo teológico de discentes e interessados.  As Sínteses estão disponíveis no seguinte endereço da Internet:  As obras estão na íntegra. preservando o direito autoral do responsável por elas.page. Robert Caetano .104 SÍNTESES DO VELHO E DO NOVO TESTAMENTO Por: Compilação da Internet OBSERVAÇÕES SOBRE O CONTEÚDO E AUTORIA:  As Sínteses dos Livros do Novo e Velho Testamento contidas nesta encadernação.br.biblia.