Carreira em Redes - Compartilho com vocês um pouco da minha história

NOTA: Pessoal, este post é um pouco longo, afinal, um pedaço importante da minha vida está aí embaixo Como inicio uma carreira em Redes de Computadores? Quais as posições que existem hoje no mercado? Quais os requisitos? Qual o salário? Até onde posso chegar? Onde procurar? Vale à pena? Estas são as principais perguntas que tenho presenciado, seja nos e-mails que recebo, seja nos grupos de discussão e fóruns que participo. E todas são muito pertinentes! Estas perguntas são feitas por indivíduos de todas as idades (desde os mais novos, que sequer iniciaram uma faculdade, até os mais experientes, que já se encontram no mercado, porém, em outra área de atuação), ambos os sexos (sim, as mulheres também estão nessa!), e dos mais diversos backgrounds culturais e econômicos. Vou procurar respondê-las compartilhando um pouquinho da minha história profissional, que eu julgo bastante pertinente já que eu mesmo fiz estas mesmas perguntas em um dado momento da minha vida. Quando tinha meus 17-18 anos e estava próximo de concluir o segundo grau (por volta de 1992 - meu Deus, 15 anos atrás! Daqui a pouco estão me chamando de “tio” ), eu tinha uma breve idéia do que eu gostava e do que eu não gostava de fazer. Gostava muito de computadores, mas na época, existiam pouquíssimos cursos focados nesta área. Meu pai achava uma bobagem investir nisso e me encorajou a fazer engenharia. Para vocês terem uma idéia de como eu estava decidido sobre o que estudar, neste mesmo ano, prestei vestibular para Direito, Engenharia e Administração! Entrei em Engenharia e Administração e acabei escolhendo Engenharia, talvez buscando agradar meu pai. Esta escolha mostrou-se um GRANDE ERRO 1 ano depois. Eu era um péssimo aluno, não conseguia tirar uma nota maior que 2,5 em Geometria Analítica e, sinceramente, detestava o curso como um todo. Foi difícil admitir, mas Engenharia não era para mim. Abandonei o curso e, 6 meses depois, iniciei o curso de Administração de Empresas. No decorrer do curso, apareceu uma oportunidade para estagiar no Banco do Brasil. Lá fui eu! O salário (bolsa auxílio, na verdade): 200 e poucos reais por mês! O trabalho: Fazer o que todo estagiário faz: Um pouco de tudo. Desde “coordenar” as cópias, até “gerenciar” os envios de fax . Pode parecer inútil, mas foi durante este estágio que passei a olhar minha vida profissional sob outro prisma. Aprendi a interagir com as pessoas de forma profissional, aprendi a ter mais responsabilidade, aprendi a lidar melhor com dinheiro e, o mais importante - e lembrem-se SEMPRE disso - aprendi a ser humilde! Fiquei cerca de 8 meses neste estágio, e aprendi muito. Eu sempre fui vidrado em computadores, e mais ainda em computadores Apple. Eu era um “Applemaníaco” de carteirinha, apesar de, naquela época, nunca ter colocado as mãos em um. Como todo bom Macmaníaco, eu comprava, de tempos em tempos, a única publicação existente sobre o assunto na época, a saudosa revista MacMania. Eis que folheando a revista, encontro um anúncio para uma vaga de Contato Publicitário na editora Bookmakers - a, então, editora da revista MacMania! Não pensei duas vezes! Mandei meu “extenso” currículo para a editora e fiquei na torcida. Chamaram-me, fizeram uma breve entrevista e me contrataram! Foram cerca de 10 meses trabalhando muito duro para vender espaços da revista para anunciantes. Não tenho como descrever a experiência! Conheci pessoas fantásticas, tinha contato com tudo o que era novidade em termos de computadores Apple e aprendi muito. Aprendi algo que considero uma das coisas mais valiosas que aprendi até hoje: Aprendi a vender! Não apenas produtos e serviços, mas minha própria imagem! Salário: Cerca de R$350 + comissões sobre as vendas. Cerca de 6 meses após ter iniciado na Editora, meu pai me chama e diz que uma grande empresa estava abrindo o processo seletivo para trainées. O nome da empresa era KPMG. Nunca tinha ouvido falar! Não tinha a menor idéia do

Meu pai estava certo. Fiquei ao mesmo tempo extasiado.I. não tinha uma sede. eu precisaria estar formado! E eu não estava. Coloquei este ponto para meu chefe que. esta tinha a duração de 18 meses. seria de bom tom ao menos saber isso! Era uma multinacional de consultoria. A sorte sorria para mim! Matriculei-me em outra pós. cruel e cansativo processo seletivo que participei em toda a minha vida (até hoje!). afinal! Neste meio-tempo. meu CV e uma carta – uma redação. Quando meu curso estava para terminar. recebi dos meus o apoio que qualquer filho sonha – e precisa. Enquanto estive por lá. decidi investigar o que diabos esta empresa – a KPMG . mas em contrapartida. Bom. Receberam uma injeção de capital de 1. Conversei com meus pais e. quando acabei voltando para o Brasil. e lá fui eu. mais focada em auditoria… CONTÁBIL!!! Eu DETESTAVA contabilidade! Lembro de meu pai me dizendo: “Esqueça o trabalho! Pense no que esta “marca” pode fazer pelo seu currículo! Fique 2 anos por lá e você conseguirá emprego em qualquer lugar depois!”. Dei sorte e encontrei um. Na verdade. Naquela época. peguei o contato do escritório de inscrição e mandei um e-mail. Havia um problema. 1 mês para o final. Era não remunerado. lá estava eu. olhei para frente e vi que não tinha um objetivo! Eu não queria ser auditor.fazia. Via Internet. em uma de suas viagens de negócios. estudei por conta por 45 noites. sentou-se ao lado de um executivo em um avião que comentou que seu filho estava cursando pós-graduação fora do país. Acabei encontrando exatamente o que eu queria em Berkeley.5 milhões de dólares! A empresa não tinha mais de 2 funcionários. achei que poderia valer a pena o sacrifício! No dia marcado. de pronto. tinha todas as minhas despesas pagas! Durante este segundo curso (meados de 2000). desta vez. presenciei a formação e o estouro da bolha da Internet. porém. E não é que fui aceito??? Mesmo sem ter me formado. Cheguei 2 meses antes para participar de um curso intensivo de inglês. Vender o carro e ir embora. com o dólar a 1 para 1 com o Real. não tinha nada!!! .que faziam! Mas lá fui eu! Inscrevi-me no processo. etc) e financeiros. eu jamais seria um dos “felizardos”. nós vamos apoia-lo!” E então. recebo um telefonema com as “boas novas”: Eu havia sido aprovado! Esta foi a minha primeira grande vitória profissional (e pessoal)! Depois de tanto nadar. Participei de 3 apresentações. Por um milagre divino. que acabavam injetando quantias absurdas de dinheiro nestas empresas se a idéia se mostrasse promissora. sugeriu que eu procurasse outro curso para me matricular. me disseram que eu precisaria enviar meu histórico escolar. Um aumento de quase 100% no meu ganho mensal! (o que eu não sabia é que trabalharia 500% mais ) Bom. Foram quase 3 meses de seleção. o suficiente para pagar meus custos com comida e aluguel. comprei o livro de Todd Lammle. Meu visto estava vinculado a permanecer estudando. eu posso até dizer que PARTICIPEI da formação da bolha! A empresa em que eu trabalhava era responsável por apresentar as empresas startups aos grandes fundos de investimento. escrevi a carta e mandei. afinal. 1 deu certo. comecei a ouvir com freqüência o termo CCNA. e prestei o exame 5 meses antes de retornar ao Brasil! Passei (raspando) mas passei! Outra grande conquista que mais tarde se provaria de extrema importância. já que eu participaria do processo seletivo. Fiquei nos EUA até o fim do curso. e me ofereceu um salário. e que quando acabasse. Só tinha um pequeno detalhe… meu inglês não era lá grande coisa e. Aliás. O curso que eu havia escolhido tinha a duração de apenas 4 meses. Aprendi nestes 2 anos mais do que aprenderia em 4 anos de qualquer faculdade. O que fiz foi o seguinte: Pesquisei sobre cursos de computação nas melhores universidades nos EUA. na época. portanto. num momento em que qualquer pai se descabelaria. automaticamente meu visto expiraria e eu teria de voltar ao Brasil. Reuni tudo. preocupado e triste – afinal. na verdade – dizendo o porquê de eu querer estudar em Berkeley. Naquela época. em telecom. Meu pai disse: “Se é isso o que você quer. disputando cerca de 70 vagas com aproximadamente 1000 candidatos. estudar fora. cerca de 15 dias depois me ligaram e me convidaram para participar do processo seletivo. era perfeitamente viável. Pensei que nunca acabaria. meu chefe me convidou para ficar. E ponto. levando isso em conta. Pensei que se eu conseguisse talvez mais portas se abrissem para mim. Faltando apenas 1 ano e meio para eu me formar em administração. enviei meu VASTO currículo e nem me preocupei muito se seria ou não chamado (na verdade. pedindo mais informações. Se meu curso acabasse. para o que seria o início do mais disputado. iniciei na KPMG em 1997 como trainée. eu havia chegado à praia! Eu seria um trainée da KPMG! Salário inicial: R$670. Eu tinha um carro. fui procurar um estágio em San Francisco. Fui atrás. isso significaria ter de sair da MacMania! Neste meio tempo. olhei para trás e vi que estava me desviando de meu objetivo. Cerca de 20 dias depois da última fase. estava gostando tanto de trabalhar na MacMania que torcia secretamente para não ser chamado). e destas. e sai 2 anos depois. E foi aí que minha vida começou a mudar MUITO. mas contaria pontos no CV. eu estava abandonando a faculdade mais uma vez. ele comentou comigo que. Meu pai perguntou-me se eu não estava disposto a arriscar. Tirei a nota requerida por Berkeley no TOEFL e comecei meus estudos. Não ganhava muito. Fiquei curioso e pesquisei… era uma certificação! E na área que eu tinha interesse! Poucas pessoas tinham – na época – e diziam ser muito difícil de se conseguir. Berkeley é uma das melhores faculdades do mundo em T. como auditor. para cursar uma pós. entretanto. Eu sabia que gostava de informática. recebi uma resposta afirmativa pelo fato de ter passado pela KPMG e pelo meu histórico escolar – mesmo incompleto! Finalizei os trâmites burocráticos (vistos.

imprimi cerca de 50 CVs. ou estaria fadado a ver meus clientes minguarem. pule!”. Lá fui eu! E que experiência!!! De longe. de onde saí como coordenador da Engenharia e com outras 2 certificações na manga: O CCDA e o CCNP. E – até hoje – acredito que tenha sido a decisão certa. eu ganharia pontos extras. em 2004. Fechamos contratos de treinamento com empresas como AT&T. O carro-chefe da empresa eram os treinamentos focados em Redes de Computadores e o curso preparatório CCNA. Profissionalmente. Repense a situação. obtive 3 respostas. . A T-Systems me cedia o auditório deles aos Sábados. Este ditado é muito usado no mercado financeiro. O salário era bem melhor também. em 2002 (e em sua segunda versão. retornei ao Brasil. Cresci muito. um curso de graduação de apenas 2 anos. ingressei no Mestrado em Engenharia da Computação. Por cerca de 2 anos. Só se consegue as coisas após muita dedicação e muito trabalho. publicado pela editora Visual Books em sua primeira versão. na USP (que devo terminar no fim deste ano. Depois de analisar as 3 ofertas. veio um convite da AT&T para trabalhar como engenheiro de redes. Eu voltava para o mercado de trabalho como um assalariado. se a empresa recebesse meu CV enviado dos EUA. oficialmente. Saí da AT&T.. profissional e pessoalmente. Não existe almoço grátis (outro jargão do mercado financeiro). Durante o tempo em que estive na T-Systems. mas correta. analise o momento e decida. A Vivax tinha acabado de ser vendida para a Net.Não precisava ser gênio para prever que. Recebi um convite da British Telecom. busquei na Internet os contatos das 50 maiores empresas de tecnologia no Brasil e enviei meus CVs para elas via correio mesmo. Eu sabia que precisaria acabar o que eu tinha começado. vi que era hora de voltar para São Paulo. a primeira coisa que fiz foi prestar um vestibular para um curso de Processamento de Dados na FASP. Aconteceu mais cedo do que eu imaginava. Isso é muito importante para mim. já que a concorrência aumentava cada vez mais. Se você faz uma escolha e esta começa a dar errado. Por fim.e isso também pesou na decisão. 1 ano depois. o laboratório de redes para a FASP. o salário representa apenas 50% da minha motivação. nunca descuidei de minha educação. Entrevistei cerca de 10 candidatos a sócio. Junto com o estouro da bolha. com muita dor no coração. sem custo algum. as coisas iam muito bem. se Deus quiser!!!). Outra grande conquista! Um livro publicado!!! Só o que faltava agora era plantar uma árvore e ter um filho Formei-me na faculdade em 2003 e. e a margem de lucro começava a despencar. ou eu investia e fazia a empresa crescer. a melhor e mais bem gerida empresa na qual já trabalhei. O material que eu havia montado para o curso acabou virando o livro CCNA. que recentemente foi adquirida pela Net. pois achava que não estava mais aprendendo. Aceitei e fechei o escritório da Netceptions. mas vale para as escolhas profissionais e pessoais também. um diploma superior era necessário. e encerrei este capítulo da minha vida. a coisa toda iria para o brejo. e um salário decente! E comecei minha carreira na área de T. Logo no início. Nada mal! Quase 10% de retorno. e que mesmo com os cursos feitos lá fora. foi-se a empresa em que eu trabalhava! E por isso.I. A Vivax era uma empresa de TV a cabo. da Cisco. mesmo tendo meus problemas com faculdades no início de minha carreira. Os outros 50% vêm dos desafios do trabalho. Aprendi demais. com minha esposa grávida. na sequência. montamos o primeiro laboratório Cisco do Brasil com acesso remoto total. e somei mais 2 certificações ao meu CV: O CCIP e o ITIL. Em 2002. Isso sim era um desafio! Eu não sabia NADA sobre banda larga via cabo. Petrobrás e a própria T-Systems. Fiquei 2 anos na AT&T. além de fechar contratos de consultoria com empresas como Tegma e outras. Três meses antes de voltar. em 2006). abri minha própria empresa: a Netceptions Consulting. Dois anos depois. Ou seja. De volta ao Brasil. criei um treinamento focado na preparação de candidatos ao exame CCNA. comprei 50 envelopes grandes na Kinko’s (o equivalente a Alphagraphics por aqui). Esta dica também é de extrema importância. vislumbrando a possibilidade de montar uma empresa de consultoria e treinamento. mas não consegui fechar com nenhum. como Arquiteto de Soluções. Vejam que. das perspectivas de se aprender coisas novas e das possibilidades de ascensão profissional. cedo ou tarde. Recebi um convite para trabalhar na Vivax. já voltei ao Brasil com um emprego. Recentemente. fechei mais 2 certificações na área: O CCDP e o CQS Security Specialist. até que chegou-se a um ponto em que. E funcionou. Existe um ditado que diz: “Quando o barco começa a afundar. Mas não se enganem. Difícil. Um grande feito para quem havia começado na área há apenas 6 anos. O sucesso foi tão grande que. e percebi que poderia aprender muito. em Americana. Apostei na hipótese de que. e percebi que era o momento certo de procurar outro emprego. Dos 50 CVs que enviei. Vendi. onde fiquei por quase 2 anos atuando na área de sistemas (no início) e telecom (no final). não pague para ver. a BT tornou-se Cisco Gold Partner. onde estou trabalhando desde Maio. em São Paulo. fechei com a T-Systems.

Saiba onde quer chegar e procure descobrir COMO chegar lá. Quem não se atualiza com constância acaba ficando para trás. é preciso ter sorte. Mas para isso. Procure ficar próximo daqueles com quem você se identifica profissionalmente. networking não tem nada a ver com redes de computadores. E para encerrar. reconheça isso e comece por baixo! Mesmo que seja para ganhar pouco! Em pouco tempo. E tente seguir o mesmo caminho! Mantenha sua rede de relacionamentos VIVA! Isso é algo que se aprende com vendas. eis algumas que posso passar para vocês: • • • • • • • • • • Defina seus objetivos. e esta tem sido . tente sempre identificar 1 ou 2 elementos que sejam capazes de puxá-lo para cima! Você acabou de começar em uma empresa como estagiário. não tem preço. desde Setembro de 2008 venho atuando como Engenheiro de Vendas. você terá mais experiência e mais condições de brigar por um salário melhor! Networking é tudo. nunca esta sozinho. mas que vale para uma vida toda. desejo a todos vocês a melhor sorte do mundo. Pelo menos agora. E se não tiver. Crie metas para você mesmo e empenhe-se em alcançá-las. Lembramse do “Q.até o momento . Quem não quer iniciar uma carreira por baixo. e que seja accessível.I. pois um dia. Se o trabalho onde você está não está lhe levando a lugar algum.—– ATUALIZAÇÃO 04/04/09 —– Buscando ter um contato mais próximo com o “business” da empresa. Tente aprender com esta(s) pessoa(s). SEMPRE! Tecnologia é uma área extremamente dinâmica. até certo ponto (não vai dar certo com o Presidente da empresa. Por isso. vale à pena??? PARA MIM tem valido! E MUITO! Cabe a vocês descobrir se vale ou não à pena Um abraço pessoal! Marco Filippetti . recentemente me matriculei no MBA Executivo em Marketing. por exemplo.onde atuei como Arquiteto de Soluções e Engenheiro de Vendas . não adianta bater nesta tecla! Seja humilde. para atuar como Consultor em um projeto enorme que estava começando. Se você for realmente bom. por exemplo ). E como em uma maratona. e na hora certa. empresa gigantesca e respeitada. = Quem Indica”??? Continua sendo altamente eficaz e sempre o será. tem grande chance de nunca iniciá-la! É PRECISO HUMILDADE PARA SE CHEGAR EM QUALQUER LUGAR! Não importa quantos anos você tenha. aceitei o desafio de pronto. Não tenha medo de demonstrar sua admiração. E no sentido empregado. mesmo que tenha o CCNP. este mesmo cuspe poderá voltar para você ! —– FIM DA ATUALIZAÇÃO —– Das lições por mim aprendidas. —– ATUALIZAÇÃO 15/10/2010 —– Após pouco mais de 2 anos trabalhando na British Telecom . só existe UM requisito: FORÇA DE VONTADE!!! Você quer? Empenhe-se e você conseguirá uma carreira BRILHANTE! ESQUEÇA os comentários pomposos do tipo “Eu sou CCNA e não trabalho por menos de R$4000!”!!! Se você não tem experiência.além de ter o prazer de ver uma rede que você ajudou a desenhar ganhar vida! O mundo de Telecom é mesmo pequeno. Tente identificar alguém que você admire. como pensam. prove-se digno e você terá o seu valor reconhecido. Descubra como elas trabalham. mas redes de relacionamento. não tenha vergonha de iniciar por baixo. PULE FORA! Procure outro emprego.a melhor experiência profissional de minha vida: Salário melhor. procure outro! Nunca é tarde para mudar! Invista em sua educação. desde 15/10/2009 na Embratel (completando 1 ano hoje!). profissionalmente. Por conhecer muito bem as pessoas envolvidas. Estou. A verdade é pura e simples: VOCÊ É QUEM VOCÊ CONHECE.no final de Setembro de 2009 recebi uma proposta da Embratel. portanto. Estar no lugar certo. E ainda buscando este contato com negócios. Lembrem-se de NUNCA cuspir no prato em que comeram. oferecido pela FGV São Paulo. Quem faz isso. Como tudo na vida. focado no projeto HFC. a sorte também pesa. em pouco tempo estará em uma posição muito melhor! FAÇA POR MERECER!!! Quais os requisitos para ingressar na área de redes? Na verdade. velhos amigos próximos e um desafio diferente a cada dia . de um grupo de pessoas que havia trabalhado comigo na Vivax.

em alguns casos. A base da estrutura é um lugar comum . chegam a ter um maior status dentro da empresa. E é exatamente neste ponto que surge o dilema: Para atingir os níveis superiores.Carreira em TI: Ser chefe.ou . você começa como estagiário. atualmente existem especialistas que ganham MUITO mais que gerentes e. E aí aparece a pergunta: “Será que serei promovido a chefe? Ou será que ficarei na área técnica para sempre?”. uma carreira técnica talvez seja mais interessante.todos começam como estagiário. por exemplo. Qual carreira seguir? Chefe ou especialista? Depende do seu perfil. e não vê isso mudando no longo prazo. por exemplo . o topo. ou ser um especialista?? Postado por: Marco Filippetti em Mercado. Por incrível que pareça. . em um dado momento. uma minoria composta pela alta gerência. Porém. se quer evoluir como técnico.Presidente. o profissional decide se quer seguir uma carreira mais gerencial . muitas vezes já paramos para nos perguntar o que faremos de nossa carreira. onde a base possui a maioria dos funcionários e. por exemplo. Se você acredita ter um perfil de liderança.ser chefe. um um futuro não muito distante. Carreiras em Y são assim chamadas exatamente porque são distintas das carreiras verticais. um modelo mais comum . Artigos Imprima este post Share Nós. Nas carreiras em Y. e vai galgando posições até aingir o nível máximo . Se você é um amante da área técnica. Nas carreiras verticais (que poderiam ser chamadas de “Carreiras em I”). ou como especialista. da área de TI (que engloba Redes e Telecom). será que é mesmo necessário assumir uma função gerencial?? A resposta é NÃO! Sei que muitos aqui já ouvira falar de “carreiras em Y”.e mais tradicional. em nossa carreira. você não precisa necessariamente vislumbrar um cargo gerencial como modo de progredir profissionalmente. O bom e velho modelo piramidal. por exemplo. ser chefe pode ser para você.

O topo. Alguns têm aptidão para ciências exatas e outros para humanas ou biológicas. além da vocação e escolha certa da especialização. Eu gostei Um abs! Marco. que demanda tempo e às vezes sacrificio de alguns outros prazeres. depois para direção e para alguns poucos até à presidência. para um profissional técnico. está mudando de carreira. apesar da carreira gerencial também exigir um conhecimento técnico mínimo para interagir com os liderados e às vezes com o mercado. Na área gerencial a evolução da carreira ou promoção é de supervisão para gerencia. O que é claro é que. A evolução nesta carreira ou promoção é de “nível técnico 1” para “nível técnico 2” e assim por diante até a função de “técnico altamente especializado” ou consultor. igual ou menor que a dos supervisores ou gerentes. E entre eles alguns têm mais facilidade para a função técnica e outros para a gerencial. à seguir. Como são carreiras distintas.E qual o topo? Em carreiras em Y. Na realidade. E é o mercado também que determina a remuneração para cada nível de chefia. um artigo muito interessante que encontrei sobre o tema. uma pessoa extremamente técnica dificilmente será capaz de alcançar posições que demandem conhecimentos em outras áreas. comercial ou administrativo. As carreiras. técnica e gerencial. Isso não significa que um profissional técnico não possa vir a ser Presidente de uma empresa. o topo não é algo muito claro. Alguns têm facilidade para a eletrônica e outros para a mecânica. O aumento da abrangência e/ou da profundidade do conhecimento é que determina a passagem de um nível para outro e caracteriza a “promoção”. com prejuízos para ambos e frustração maior para o profissional. principalmente em função da abrangência do conhecimento (visão do mercado e planejamento e administração dos processos produtivos). Deve ser a descoberta de um talento para um outro tipo de contribuição que o profissional poderá trazer. E para isto é preciso ter uma vocação específica. Que o topo de uma carreira está na função gerencial. já que a tecnologia. de autoria de Vladimir Maleh . é indispensável um esforço contínuo para a atualização das competências. pode ser uma posição “Senior” qualquer. um professor. assim como as especializações. Se esta for a razão. Promoção é um termo inadequado quando alguém sai de uma função de executor para uma de lider. parceiros!”. como financeiro. E é bem provável que na carreira técnica o seu futuro não será tão brilhante. Ele apenas terá que incorporar conhecimentos mais específicos em sua bagagem intelectual. Assim. medicina ou astronomia. em termos de retorno financeiro. Nestes casos predomina a atitude. Não é pré-requisito que ele seja o mais bem preparado tecnicamente entre os demais. dependendo do caso. muda radicalmente. se tudo der certo. consultor ou tantas outras. o reconhecimento não vem e a carreira não deslancha. não há transposição automática a partir de um determinado nível de conhecimento técnico. chefiar não é mais mandar fazer e cobrar. Um engano que normalmente se comete. nesta nova função. . A função técnica significa não chefiar pessoas. Existe a possibilidade real de ocorrer a inadaptação à função gerencial. engenheiro. O mercado (concorrência) é que regula a remuneração de cada grau e tipo de especialização. E nas empresas em que se busca a sustentabilidade. marketing. requerem perfis ou talentos diferentes dos profissionais. de tempos em tempos. O segredo que permite chegar ao topo está em reconhecer e respeitar estas vocações. ou se é induzido a cometer. Sem este grande esforço. Cito. Mais uma vez. É um especialista em um determinado assunto e com um vasto campo para o seu crescimento. Mas para chegar ao topo. E a atitude eficaz é a de um líder servidor. Antes de tudo. Espero que gostem. busca-se ser feliz. é imaginar que a promoção na carreira é assumir função de chefia. como analista. um engenheiro sênior pode ter uma compensação maior que um gerente ou mesmo um diretor.autor dos livros “Colegas de trabalho: parceiros ou inimigos?” e “Empresários e funcionários: Enfim. um pesquisador ou mesmo um assessor da Presidência. um técnico de qualquer especialização. A remuneração pode ser maior. Ela não é superior e nem inferior: é uma outra carreira. a transferência para a carreira gerencial não pode ser uma recompensa pelo desempenho na função técnica. Pode ser um cientista ou um excelente vendedor. Pode ser um operador de máquina. Significa liderar as pessoas. com outros conhecimentos e outras atividades. corre-se o risco de se perder a contribuição de um excelente técnico e não se obter a contribuição de um líder.

E pessoas certas. Quando o profissional faz esta escolha consciente. e onde fluirá todo o seu potencial.A solução é incentivar e ajudar o profissional na busca do autoconhecimento. tanto na função técnica quanto na gerencial. que é o que a empresa precisa: a contribuição máxima. para que ele chegue a uma conclusão do que realmente lhe traz satisfação. . Todos conscientes e a princípio satisfeitos com as perspectivas de crescimento. porque o comprometimento com os resultados é uma consequência. É ajudá-lo a se encontrar. É possível ser feliz liderando ou sendo liderado. nas funções certas e satisfeitas por estarem na empresa certa é o mínimo para a obtenção da rentabilidade e sustentabilidade do empreendimento. Então o caminho é a equalização das expectativas da empresa e do contratado (planos de carreira) de forma totalmente realista e transparente. consegue concentrar-se na gestão da sua carreira rumo ao topo da sua pirâmide. porque foram eles mesmos que fizeram a opção após o autoconhecimento e o conhecimento das expectativas mútuas. em qual especialização e em qual função.