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Universidade Anhanguera - Uniderp Centro de Educação a Distância

TACNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

POLO ENP CUIABÁ-CPA

MATEMÁTICA

2º SEMESTRE

CUIABÁ – MT

29/09/2010

ANEXOS: a) Conceito de Função b) Função do Primeiro Grau c) Função do Segundo Grau d) Função Exponencial e) Logaritmos f) Funções Potência g) Função Polinomial h) Racional e Inversa i) Conceito e Derivada j) Técnicas de Derivação

Relatórios de Desafio de Aprendizagem apresentado como atividade avaliativa da disciplina de Matemática do Curso de Tecnologia em Recursos Humanos do Centro de Educação a Distância de Universidade Anhanguera-Uniderp, sob a orientação de professora presencial Mirian J. Pereira.

BRUNO CESAR SILVA DE AZEVEDO ROSA MARIA CORRÊA FERNANDÊS EUDÉZIO CASSIMIRO DA SILVA GEAN CARLOS BARROS AGUIAR JOSEANE CRUZ DA SILVA

>>RA = 234279 >>RA = 224831 >>RA = 225075 >>RA = 234056 >>RA = 201664

TATIANE REGINA DA SILVA RAFAEL MANOEL ORTIZ THAIZA

>>RA = 197696 >>RA = 234500 >>RA =

Conceito de Função
Utiliza-se o conceito de função quando estão relacionadas duas grandezas variáveis, o que ocorre com muita freqüência em situações práticas nas áreas relacionadas á administração e ás tecnologias diversas. Por exemplo, as empresas, quando pretendem lançar um novo produto no mercado, recorrem a pesquisas para conhecer qual a demanda do mesmo, isto é, quantas são as pessoas interessadas em adquirir o referido produto em relação a cada preço. Os dados coletados são modelados matematicamente esse modelo matemático é expresso por uma função. A representação gráfica de uma função se constitui em um excelente recurso para a visualização rápida e eficiente de cada situação proposta. O conceito de função, junto com sua representação gráfica, é certamente um dos mais importantes em Matemática e é ferramenta poderosa na modelagem de problemas. Na busca de entendimento de fenômenos os mais variados, este conceito se faz presente. O CONCEITO DE FUNÇÃO Uma função é uma relação entre duas variáveis x e y tal que o conjunto de valores para x é determinado, e a cada valor x está associado um e somente um valor para y. *A relação é expressa por y = f(x). *O conjunto de valores de x é dito domínio da função. *As variáveis x e y são ditas, respectivamente, independente e dependente.

A relação entre as variáveis x e y tem uma representação, de grande apelo visual, que evidencia propriedades da função. Evidencia, por exemplo se as variáveis estão em relação crescente (isto é, aumento em x corresponde a aumento em y) ou se a variação de y é maior ou menor que a variação de x, etc. ... Esta representação é o gráfico da função. O CONCEITO DE GRÁFICO DE FUNÇÃO dada uma função y = f(x) consideramos no plano, com sistema de coordenadas cartesianas, o conjunto de pontos (x,y). Este conjunto é denominado gráfico da função f.

Função do 1º grau
É qualquer conjunto de pares ordenados onde o primeiro elemento
pertence ao primeiro conjunto dado e o segundo elemento pertence ao segundo conjunto dado. Assim: Dado os conjuntos A={1,2,3} e B={1,2,3,4,5,6} consideremos a correspondência de A em B, de tal modo que cada elemento do conjunto A se associa no conjunto B com o seu sucessor. Assim ; ; . A correspondência por pares ordenados seria: (1) Todos os elementos de x têm um correspondente em y. (2) Cada elemento de x tem um e somente um correspondente em y.

Definição de uma função do 1º grau é dada por y=f(x)=ax+b com , e

Exemplo: 1)O gráfico da função determinada por f(x)=x+1: [Sol] Atribuindo valores reais para x, obtemos seus valores correspondentes para y.

x y=f(x)=x+1 O conjunto dos pares ordenados determinados é f={(-2,-1),(-1,0),(0,1),(1,2),(2,3)} -2 -1 -1 0 0 1 1 2 2 3

Exemplo de 2 aplicação : Determinação da raiz das funções a seguir: y = 4x + 2 y=0 4x + 2 = 0 4x = –2 x = –2/4 x = –1/2 A reta representada pela função y = 4x + 2 intersecta o eixo x no seguinte valor: –1/2 y = – 2x + 10 y=0 – 2x + 10 = 0 – 2x = – 10 (–1) 2x = 10 x = 10/2 x=5 A reta representada pela função y = – 2x + 10 intersecta o eixo x no seguinte valor: 5 Determinação da função f(x) = ax + b, sabendo-se que f(2) = 5 e f(3) = -10. SOLUÇÃO: Podemos escrever: 5 = 2.a + b -10 = 3.a + b Subtraindo membro a membro, vem: 5 - (- 10) = 2.a + b - (3.a + b) 15 = - a ∴ a = - 15 Substituindo o valor de a na primeira equação (poderia ser na segunda), fica: 5 = 2.(- 15) + b ∴ b = 35. Logo, a função procurada é: y = - 15x + 35.

FUNÇÃO DO 2º GRAU
A fun;cão de segundo grau se destingue por ter a variável elevada ao quadrado. Em uma empresa, o conhecimento, por exemplo, da receita para a comercialização de um determinado produto, ou seja, a relação entre as quantidades de mercadorias vendidas e o preço das mesmas é fundamental para o dimensionamento correto de sua produção. Essa informação pode ser obtida por intermédio de um modelo matemático representado por uma função do segundo grau. O estudo dessa função, portanto, é muito importante do ponto de vista prático, porque possibilita identificar de forma segura as relações entre preço e quantidade de um determinado produto a ser ofertado no mercado. A análise da representação gráfica da função quadrática permite conhecer, por meio da determinação das coordenadas do vértice da parábola, pontos de máximo ou mínimo, que podem estar associados à receita máxima ou custo mínimo. E, alem disso, permite à visualização de intervalos de crescimento ou decrescimento.
O grau de uma variável independente é dado pelo seu expoente. Assim, as funções de segundo grau são dadas por um polinômio de segundo grau, e o grau do polinômio é dado pelo monômio de maior grau.
Portanto, as funções de segundo grau têm a variável independente com grau 2, ou seja, o seu maior expoente é 2. O gráfico que corresponde a essas funções é uma curva denominada parábola.

DEFINIÇÃO Em geral, uma função quadrática ou polinomial do segundo grau é expressa da seguinte forma:
f (x) = ax2 + bx + c, onde a 0

Observamos que aparece um termo de segundo grau, ax2. É essencial que exista um termo de segundo grau na função para que ela seja uma função quadrática, ou de segundo grau. Além disso, esse termo deve ser o de maior grau da função, pois se houvesse um termo de grau 3, isto é, ax3, ou de grau superior, estaríamos falando de uma função polinomial de terceiro grau. Assim como os polinômios podem ser completos ou incompletos, temos funções de segundo grau incompletas, como:

f (x) = x2 f (x) = ax2 f (x) = ax2+ bx f (x) = ax2 + c

Como acontece com toda função, para representá-la graficamente temos, antes, de construir uma tabela de valores Começamos representando a função quadrática y = x2, que é a expressão mais simples da função polinomial de segundo grau. Se unirmos os pontos com uma linha contínua, o resultado é uma parábola, como mostra a Figura 4, abaixo: Observando atentamente a tabela de valores e a representação gráfica da função y = x2 vamos perceber que o eixo Y, das ordenadas, é o eixo de simetria do gráfico.

Uma função é dita do 2º grau quando é do tipo f(x) = ax2 + bx + c , com a ≠ 0. Exemplos: f(x) = x2 - 2x + 1 ( a = 1 , b = -2 , c = 1 ) ; y = - x2 ( a = -1 , b = 0 , c = 0 ) Gráfico da função do 2º grau y = ax2 + bx + c : é sempre uma parábola de eixo vertical .

EXEMPLO DE 2 APLICAÇÕES: • Sabe-se que -2 e 3 são raízes de uma função quadrática. Se o ponto (-1 , 8) pertence ao gráfico dessa função, então: a) o seu valor máximo é 1,25 b) o seu valor mínimo é 1,25 c) o seu valor máximo é 0,25 d) o seu valor mínimo é 12,5 *e) o seu valor máximo é 12,5.

SOLUÇÃO: A função quadrática, pode ser escrita na forma fatorada: y = a(x - x1)(x - x2) , onde x1 e x2, são os zeros ou raízes da função. Portanto, poderemos escrever: y = a[x - (- 2 )](x - 3) = a(x + 2)(x - 3) y = a(x + 2)(x - 3) Como o ponto (-1,8) pertence ao gráfico da função, vem: 8 = a(-1 + 2)(-1 - 3) 8 = a(1)(-4) = - 4.a Daí vem: a = - 2 A função é, então: y = -2(x + 2)(x - 3) , ou y = (-2x -4)(x - 3) y = -2x2 + 6x - 4x + 12 y = -2x2 + 2x + 12 Temos então: a = -2 , b = 2 e c = 12. Como a é negativo, concluímos que a função possui um valor máximo. Isto já elimina as alternativas B e D. Vamos então, calcular o valor máximo da função. ∆ = b2 - 4ac = 22 - 4 .(-2).12 = 4+96 = 100

Portanto, yv = - 100/4(-2) = 100/8 = 12,5 Logo, a alternativa correta é a letra E.

Que número excede o seu quadrado o máximo possível? a) 1/2 b) 2 c) 1 d) 4 e) -1/2

SOLUÇÃO: Seja x o número procurado. O quadrado de x é x2 . O número x excede o seu quadrado , logo: x - x2. Ora, a expressão anterior é uma função quadrática y = x - x2 . Podemos escrever: y = - x2 + x onde a = -1, b = 1 e c = 0. O valor procurado de x, será o xv (abcissa do vértice da função). Assim, xv = - b / 2.a = - 1 / 2(-1) = 1 / 2 Logo, a alternativa correta é a letra A .

Discriminante: na solução de equações de segundo grau, é a expressão: b2 4ac . Grau: é o maior expoente de x. Monômio: expressão algébrica formada por uma parte numérica, denominada coeficiente, e uma parte literal. Dois monômios originam um binômio. Translação: movimento direto em que cada ponto e sua imagem determinam retas paralelas. Valor absoluto: também chamado de módulo de um número. É o próprio número, se este número for positivo ou zero. E é o oposto desse número, se o número for negativo. Assim: |2| = |2| = 2

FUNÇÃO EXPONENCIAL

Se caracteriza como função exponencial aquela em que a variável está no expoente. Os cálculos relacionados á determinação do capital, dos juros ou do montante em uma operação financeira são exemplos de aplicação da função exponencial. O cálcumo da depreciação de uma máquina também pode ser obtido por intermédio desse tipo de função, Ainda, o aumento populacional que pode estar relacionado à demanda de um produto pode ser determinado por uma função exponencial. Dessa forma, dada a importância das aplicações da função exponencial, considera-se que para uma boa compreensão do conceito, é necessário que sejam oferecidas muitas situações-problema que simulem casos reais. Dizemos que uma função é exponencial quando a variável se encontra no expoente de um número real, sendo que esse número precisa ser maior que zero e diferente de um. Podemos explicitar tal condição usando a seguinte definição geral: f: R→R tal que y = ax, sendo que a > 0 e a ≠ 1. O gráfico de uma função exponencial é definido de acordo com o valor da base a, observe os dois gráficos a seguir: a>0 0<a<1

O gráfico de uma função exponencial permite o estudo de situações que se enquadram em uma curva de crescimento ou decrescimento, sendo possível analisar as quantidades relacionadas à curva, por isso os Psicólogos e Educadores utilizam-se da exponencial a fim de demonstrarem as curvas de aprendizagem. Em razão dessa propriedade, a função exponencial é considerada uma importante ferramenta da Matemática, abrangendo diversas situações

cotidianas e contribuindo de forma satisfatória na obtenção de resultados que exigem uma análise quantitativa e qualitativa. A função exponencial natural é a função exp:R→R+, definida como a inversa da função logarítmo natural, isto é: Ln[exp(x)]=x, exp[Ln(x)]=x

O gráfico da função exponencial é obtido pela reflexão do gráfico da função Logaritmo natural em relação à identidade dada pela reta y=x.

Como o domínio da função Logaritmo natural é o conjunto dos números reais positivos, então a imagem da função exp é o conjunto dos números reais positivos e como a imagem de Ln é o conjunto R de todos os números reais, então o domínio de exp também é o conjunto R de todos os números reais. Observação: Através do gráfico de f(x)=exp(x), observamos que: 1. exp(x)>0 se x é real) 2. 0<exp(x)<1 se x<0 3. exp(x)=1 se x=0 4. exp(x)>1 se x>0
PROPRIEDADES DA FUNÇÃO EXPONENCIAL Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um número racional, então:

 

ax ay= ax + y ax / ay= ax - y

    

(ax) y= ax.y (a b)x = ax bx (a / b)x = ax / bx a-x = 1 / ax Estas relações também são válidas para exponenciais de base e (e = número de Euller = 2,718...)

 

y = ex se, e somente se, x = ln(y) ln(ex) =x ex+y= ex.ey ex-y = ex/ey ex.k = (ex)k

   

FUNÇÃO LOGARÍTMICA
O logarítmico é o resultado de uma operação em que o valor desconhecido é o expoente. Sua utilização tem por finalidade a simplificação de cálculos complexos, isto é, as propriedades dessa operação permitem transformar uma multiplicação em uma adição, uma potenciação em um produto. Isso facilita o cálculo de valores expressivamente grandes ou pequenos. Para o cálculo de logarítmico é necessária a utilização de uma calculadora científica. Por exemplo, em 10x = 2, tem-se que encontrar log2, que é igual, com 5 casas decimais, a 0,30103. Através dos logaritmos, pode-se transformar as operações de multiplicação em soma, de divisão em subtração, entre outras transformações possíveis, facilitando sobremaneira os cálculos. Na verdade, a idéia de logaritmo é muito simples, e pode-se dizer que o nome logaritmo é uma nova denominação para expoente, conforme veremos a seguir. Assim, por exemplo, como sabemos que 42 = 16 , onde 4 é a base, 2 o expoente e 16 a potência, na linguagem dos logaritmos, diremos que 2 é o logaritmo de 16 na base 4. Simples, não é? Nestas condições, escrevemos simbolicamente: log416 = 2.

Outros exemplos: 152 = 225, logo: log15225 = 2 63 = 216, logo: log6216 = 3 54 = 625, logo: log5625 = 4 70 = 1, logo: log71 = 0 2 - DEFINIÇÃO Dados os números reais b (positivo e diferente de 1), N (positivo) e x , que satisfaçam a relação bx = N, dizemos que x é o logaritmo de N na base b. Isto é expresso simbolicamente da seguinte forma: logbN = x. Neste caso, dizemos que b é a base do sistema de logaritmos, N é o logaritmando ou antilogaritmo e x é o logaritmo. Exemplos: a) log28 = 3 porque 23 = 8. b) log41 = 0 porque 40 = 1. c) log39 = 2 porque 32 = 9. d) log55 = 1 porque 51 = 5.

EXEMPLO DE 2 APLICAÇÕES:
• log1024/128
128x-= 1024

SOLUÇÃO (27) x = (2) 10 27x= 210 7x = 10 X=10/7 = 1,4285

"Se log 2 = a e log 3 = b, determine o valor de log 5 em função de a e b." Para realisá-lo, você precisa conhecer as propriedades dos logaritmos. Você sabe que 2 + 3 = 5. Você não pode, no entanto,

afirmar que log 2 + log 3 = log 5. Para deixar seu cálculo mais claro, reescreva o problema evidenciando a base do logaritmo - que, quando não está escrita, vale 10. Fica assim: Veja que foram apresentadas a base dos logaritmos. Reescrevendo a questão, portanto, ela ficaria:

og102 = a, log103 = b, log105 = ?, em função de a e b. relação entre 5 e os outros números em questão (10, 5 e 2).Pode ter por exemplo:

Como o logaritmo do quociente é igual a diferença dos logaritmos (uma das propriedades dos logaritmos), você pode ter:

Como log1010 = 1: log5 = 1 - a

FUNÇÃO POTÊNCIA
Utiliza nas aplicações financeira que envolvam aumento e diminuição, bem como no processo de produção empresarial , quantidades produzidas e de insumos. Toda função do tipo y = x n, onde "n" é um número natural, é chamada Função Potência. São exemplos de funções potências:
• • •

y = x2 y = x3 y = x4

e assim por diante. O domínio de y = x n é o conjunto dos reais, porque sempre podemos calcular x n, independente do valor de "x". Vamos analizá-la observando o gráfico y = x2 abaixo, onde "n" é um número par:

para "x" positivo, o crescimento da função é cada vez mais rápido: para "x" no intervalo [1,2] temos "y" no intervalo [1,4]; para "x" no intervalo [2,3] temos "y" no intervalo [4,9]; para "x" no intervalo [3,4] temos "y" no intervalo [9,16]; e assim por diante. para "x" negativo, conforme "x" aumenta, isto é, aproxima-se de zero, a função decresce cada vez mais devagar: para "x" no intervalo [-4,-3] temos "y" no intervalo [16,9]; para "x" no intervalo [-3,-2] temos "y" no intervalo [9,4]; para "x" no intervalo [-2,-1] temos "y" no intervalo [4,1]; e assim por diante.

Observe que o gráfico para "x" negativo é uma reflexão do gráfico para "x" positivo.

Faça uma análise similar ao caso "n" par.

Vamos agora olhar para o gráfico abaixo, onde aparece a função y = x n para diferentes valores de "n", e compará-las:

Para "x" positivo, quanto maior o valor de "n", mais rápido cresce a função. E para "x" negativo, como se comporta a função?

Observe o intervalo [0,1] com atenção. A função de maior grau cresce mais devagar que a de menor grau. Vamos ver porque isso acontece, tomando como exemplo os pontos do gráfico com x = 1/2:
• • • •

para a função y = x2, se x = 1/2, y é igual a 1/4; para a função y = x3, se x = 1/2, y é igual a 1/8; para a função y = x4, se x = 1/2, y é igual a 1/16; para a função y = x5, se x = 1/2, y é igual a 1/32.

Enfim, estamos aumentando o grau da função e, para um mesmo valor de "x", obtemos um valor de "y" cada vez menor.

=> Observe o que acontece nos intervalos [-1,0] e

.

DEFINIÇÃO F(x) = A xB

FUNÇÃO POLINOMIAL

Definição

Uma função polinomial ou simplesmente polinômio, é toda função definida pela relação P(x)=anxn + an-1.xn-1 + an-2.xn-2 + ... + a2x2 + a1x + a0. Onde: an, an-1, an-2, ..., a2, a1, a0 são números reais chamados coeficientes. n ∈ IN x ∈ C (nos complexos) é a variável. GRAU DE UM POLINÔMIO: Grau de um polinômio é o expoente máximo que ele possui. Se o coeficiente an≠ 0, então o expoente máximo n é dito grau do polinômio e indicamos gr(P)=n. Exemplos: a) P(x)=5 ou P(x)=5.x0 é um polinômio constante, ou seja, gr(P)=0. b) P(x)=3x+5 é um polinômio do 1º grau, isto é, gr(P)=1. c) P(x)=4x5+7x4 é um polinômio do 5º grau, ou seja, gr(P)=5. Obs: Se P(x)=0, não se define o grau do polinômio. • Valor numérico O valor numérico de um polinômio P(x) para x=a, é o número que se obtém substituindo x por a e efetuando todas as operações indicadas pela relação que define o polinômio. Exemplo:

Se P(x)=x3+2x2+x-4, o valor numérico de P(x), para x=2, é: P(x)= x3+2x2+x-4 P(2)= 23+2.22+2-4 P(2)= 14 Observação: Se P(a)=0, o número a chamado raiz ou zero de P(x). Por exemplo, no polinômio P(x)=x2-3x+2 temos P(1)=0; logo, 1 é raiz ou zero desse polinômio. EXEMPLO DE 2 APLICAÇÕES: Sabendo-se que –3 é raiz de P(x)=x3+4x2-ax+1, calcular o valor de a. Resolução: Se –3 é raiz de P(x), então P(-3)=0. P(-3)=0 => (-3)3+4(-3)2-a.(-3)+1 = 0 3a = -10 => a=-10/3 Resposta: a=-10/3

Num polinômio P(x), do 3º grau, o coeficiente de x3 é 1. Se P(1)=P(2)=0 e P(3)=30, calcule o valor de P(-1). Resolução: Temos o polinômio: P(x)=x3+ax2+bx+c. Precisamos encontrar os valores de a,b e c (coeficientes). Vamos utilizar os dados fornecidos pelo enunciado do problema:

P(1)=0 => (1)3+a.(1)2+b(1)+c = 0 => 1+a+b+c=0 => a+b+c=-1 P(2)=0 => (2)3+a.(2)2+b(2)+c = 0 => 8+4a+2b+c=0 => 4a+2b+c=-8 P(3)=30 => (3)3+a.(3)2+b(3)+c = 30 => 27+9a+3b+c=30 => 9a+3b+c=3 Temos um sistema de três variáveis:

a + b+ c= -1   4 a+ 2 b+ c = - 8  9 a+ 3 b+ c = 3 

Resolvendo esse sistema encontramos as soluções: a=9, b=-34, c=24 Portanto o polinômio em questão é P(x)= x3+9x2-34x+24. O problema pede P(-1): P(-1)= (-1)3+9(-1)2-34(-1)+24 => P(-1)=-1+9+34+24 P(-1)= 66 Resposta: P(-1)= 66

FUNÇÃO RACIONAL
Racionais Positivos e Racionais Negativos O quociente de muitas divisões entre números naturais é um número racional absoluto.

Números racionais positivos e números racionais negativos que sejam quocientes de dois negativos que sejam quocientes de dois números inteiros, com divisor diferente de zero. Por exemplo:

(+17) : (-4) =

é um número racional negativo

Números Racionais Positivos

Esses números são quocientes de dois números inteiros com sinais iguais.

(+8) : (+5)

(-3) : (-5)

Números Racionais Negativos

São quocientes de dois números inteiros com sinais diferentes.

(-8) : (+5)

(-3) : (+5)

Números Racionais: Escrita Fracionária

têm valor igual a racional .

e representam o número

Obs.: Todo número inteiro é um número racional, pois pode ser escrito na forma fracionária:

Denominamos número racional o quociente de dois números inteiros (divisor diferente de zero), ou seja, todo número que pode ser colocado na forma fracionária, em que o numerador e denominador são números inteiros.

EXEMPLO DE 2 APLICAÇÕES:

FUNÇÃO INVERSA

Para determinarmos se uma função possui inversa é preciso verificar se ela é bijetora, pois os pares ordenados da função f devem pertencer à função inversa f–1 da seguinte maneira: (x,y) Є f -1 ↔ (y,x) Є f. Dado os conjuntos A = {-2,-1,0,1,2} e B = {-5,-3,-1,1,3} e a função A→B definida pela fórmula y = 2x – 1, veja o diagrama dessa função abaixo:

Então: f = { (-2,-5); (-1,-3); (0,-1) ; (1,1) ; (2,3)} Essa função é bijetora, pois cada elemento do domínio está associado a um elemento diferente no conjunto da imagem. Por ser bijetora essa função admite inversa. A sua função inversa será indicada por f -1: B→A definida pela fórmula x = (y-1)/2. Veja o diagrama abaixo:

Então: f -1 = {(-5,-2); (-3,-1) ; (-1,0); (1,1) ; (3,2)} O que é domínio na função f vira imagem na f -1 e vice e versa. Dada uma sentença de uma função y = f(x), para encontrar a sua inversa é preciso seguir alguns passos. Dada a função y = 3x – 5 determinaremos a sua inversa da seguinte maneira:

1º passo: isolar x. y = 3x – 5 y + 5 = 3x x = (y + 5)/3 2º passo: troca-se x por y e y por x, pois é mais usual termos como variável independente a letra x. y = (x + 5)/3 Portanto, a função f(x) = 3x – 5 terá inversa igual a f –1 (x) = (x + 5)/3 Exemplos 1 Dada a função f(x) = x² a sua inversa será: Isolando x: y = x² √y = x Invertendo x por y e y por x: y = √x Portanto, f –1(x) = √x Exemplo 2

Dada a função

, a sua inversa será:

Nessa resolução iremos seguir o processo contrário, veja: Trocando x por y e y por x:

Isolando y: x (3y – 5) = 2y +3 3xy – 5x = 2y + 3 3xy – 2y = 3 + 5x

y (3x – 2) = 3 + 5x

Portanto, a função inversa da função = .

será f -1(x)

Somente as funções bijetoras apresentam inversa, pois qualquer número do domínio tem um único correspondente no contra-domínio (injetora) e este tem todos os seus valores relacionados uma única vez (sobrejetora). Assim, podemos estabelecer uma relação inversa, transformando o contradomínio em domínio, e o domínio em contra-domínio de uma função. A expressão que representa essa troca é chamada de função inversa, e é representada por f -1(x). Ex: 1. 2. 3. 4. 5. Portanto,

CONCEITO DE DERIVADA
O conceito de função que hoje pode parecer simples, é o resultado de uma lenta e longa evolução histórica iniciada na Antiguidade quando, por exemplo, os matemáticos Babilónios utilizaram tabelas de quadrados e de raízes quadradas e cúbicas ou quando os Pitagóricos tentaram relacionar a altura do som emitido por cordas submetidas à mesma tensão com o seu comprimento. Nesta época o conceito de função não estava claramente definido: as relações entre as variáveis surgiam de forma implícita e eram descritas verbalmente ou por um gráfico. Só no séc. XVII, quando Descartes e Pierre Fermat introduziram as coordenadas cartesianas, se tornou possível transformar problemas geométricos em problemas algébricos e estudar analiticamente funções. A Matemática recebe assim um grande impulso, nomeadamente na sua aplicabilidade a outras ciências - os cientistas passam, a partir de observações ou experiências realizadas, a procurar determinar a fórmula ou função que relaciona as variáveis em estudo. A partir daqui todo o estudo se desenvolve em torno das propriedades de tais funções. Por outro lado, a introdução de coordenadas, além de facilitar o estudo de curvas já conhecidas permitiu a

"criação" de novas curvas, imagens geométricas de funções definidas por relacões entre variáveis. Foi enquanto se dedicava ao estudo de algumas destas funções que Fermat deu conta das limitações do conceito clássico de reta tangente a uma curva como sendo aquela que encontrava a curva num único ponto. Tornou-se assim importante reformular tal conceito e encontrar um processo de traçar uma tangente a um gráfico num dado ponto - esta dificuldade ficou conhecida na História da Matemática como o " Problema da Tangente".

Fermat resolveu esta dificuldade de uma maneira muito simples: para determinar uma tangente a uma curva num ponto P considerou outro ponto Q sobre a curva; considerou a reta PQ secante à curva. Seguidamente fez deslizar Q ao longo da curva em direcção a P, obtendo deste modo retas PQ que se aproximavam duma reta t a que Fermat chamou a reta tangente à curva no ponto P. Fermat notou que para certas funções, nos pontos onde a curva assumia valores extremos, a tangente ao gráfico devia ser uma reta horizontal, já que ao comparar o valor assumido pela função num desses pontos P(x, f(x)) com o valor assumido no outro ponto Q(x+E, f(x+E)) próximo de P, a diferença entre f(x+E) e f(x) era muito pequena, quase nula, quando comparada com o valor de E, diferença das abcissas de Q e P. Assim, o problema de determinar extremos e de determinar tangentes a curvas passam a estar intimamente relacionados. Estas ideias constituiram o embrião do conceito de DERIVADA e levou Laplace a considerar Fermat "o verdadeiro inventor do Cálculo Diferencial". Contudo, Fermat não dispunha de notação apropriada e o conceito de limite não estava ainda claramente definido. No séc.XVII, Leibniz algebriza o Cálculo Infinitésimal, introduzindo os conceitos de variável, constante e parâmetro, bem como a notação dx e dy para designar "a menor possível das diferenças em x e em y. Desta notação surge o nome do ramo da Matemática conhecido hoje como " Cálculo Diferencial ". Assim, embora só no século XIX Cauchy introduzia formalmente o conceito de limite e o conceito de derivada, a partir do séc. XVII, com Leibniz e Newton, o Cálculo Diferencial torna-se um instrumento cada vez mais indispensável pela sua aplicabilidade aos mais diversos campos da Ciência.

TECNICAS DE DERIVAÇÃO
A derivada de uma função y = f(x) num ponto x = x0 , é igual ao valor da tangente trigonométrica do ângulo formado pela tangente geométrica à curva representativa de y=f(x), no ponto x = x0, ou seja, a derivada é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico da função no ponto x0. A derivada de uma função y = f(x), pode ser representada também pelos símbolos: y' , dy/dx ou f ' (x).

A derivada de uma função f(x) no ponto x0 é dada por:

Algumas derivadas básicas
Nas fórmulas abaixo, u e v são funções da variável x. a, b, c e n são constantes. Derivada de uma constante

Derivada da potência

Portanto:

Soma / Subtração

Produto por uma constante

Derivada do produto

Derivada da divisão

Potência de uma função

Derivada de uma função composta

Bibliografia
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Ávila, Geraldo Severo de Souza. (2005). Análise matemática para licenciatura. São Paulo. Edgard Blücher. ISBN 85-212-0371-3. Barboni, Ayrton; Paulette, Walter. (2007). Fundamentos de Matemática: Cálculo e Análise. Editora LTC. ISBN 978-85-2161546-0.