You are on page 1of 28

GEOPROCESSAMENTO

BASES CARTOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO
Conceitos

“ Geoprocessamento é um conjunto de tecnologias (SIG, SR, Topografia, GPS, etc) voltadas a coleta e tratamento de informações geográficas para um determinado objetivo específico”. Dados georeferenciados são aqueles que estão atrelados a um sistema de coordenadas. Ou seja, possuem localização conhecida.

400 – 2.c ) argila cozida babilônico em tablete de .INTRODUÇÃO A necessidade de se conhecer a localização dos objetos é antiga Onde está a fonte de água mais próxima? Onde está a melhor região de caça? Onde está o inimigo? A arte de desenhar mapas é mais antiga que a arte de escrever Um dos 1°s Mapas (2.200 a.

político-administrativos. destinada aos mais variados usos. dos aspectos geográficos. subdividida em folhas delimitadas por linhas convencionais paralelos e meridianos” Planta : “a planta é um caso particular de carta. culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma figura planetária. normalmente em escala pequena. conseqüentemente o nº de detalhes é bem maior. temáticos.” . dos aspectos artificiais e naturais de uma área tomada de uma superfície planetária. delimitada por elementos físicos. cartas e plantas Mapa :" Mapa é a representação no plano. em escala média ou grande. A representação se restringe a uma área muito limitada e a escala é grande. culturais e ilustrativos.“ Carta : " Carta é a representação no plano.BASES CARTOGRÁFICAS Mapas. naturais.

cartas e plantas A obtenção de dados para SIG é um processo oneroso e que demanda tempo.BASES CARTOGRÁFICAS Mapas. devem ser observados os seguintes aspectos: Precisão: a conversão para o formato digital aumenta as imprecisões existentes no mapa original. quando então. .000. por isso deve ser verificada a possibilidade de uso das bases cartográficas já existentes Muitos mapas encontram-se ainda em formato analógico. Um erro de 1 mm na digitalização de um mapa na escala de 1: 100.000. implica num erro de 100 m quando esta base é utilizada na escala de 1:10. sendo necessária sua conversão para o formato digital.

dobras ou marcas. . Estabilidade: mapas em papel ou outros meios instáveis podem apresentar com o tempo. Manutenção: a conversão para o formato digital pode ser comprometida caso os mapas apresentem sujeiras. o tempo. cartas e plantas Atualização: deve-se avaliar a relação custo benefício no caso de mapas desatualizados. distorções que influenciam no posicionamento das feições sobre o mesmo. pois sua atualização envolve além da questão financeira.BASES CARTOGRÁFICAS Mapas. manchas.

superfície física.BASES CARTOGRÁFICAS Compreender mapas requer o conhecimento de alguns conceitos básicos de cartografia. que são utilizados na elaboração dos mesmos: • Escala (de redução) Forma da terra (geóide. datum) Projeções cartográficas (como a terra é rebatida num plano) Sistemas de Coordenadas (define a posição no espaço) • • • . elipsóide.

E = d (mapa) / D (terreno) 1/M = d/D Escala numérica: 1:25.000 erro gráfico = 10 m . Está relacionada a resolução espacial do mapa.BASES CARTOGRÁFICAS ESCALA: É a relação entre as medidas reais de um objeto e a sua representação no desenho.000 Escala Gráfica: Erro gráfico: Ocorre devido a capacidade do olho humano discernir medidas de até 0.2 mm de diâmetro Ex: Escala 1:50.

o inverso é possível.BASES CARTOGRÁFICAS ESCALA: Um mapa numa escala pequena não pode ser impresso numa escala maior. .

BASES CARTOGRÁFICAS FORMA DA TERRA .

aquele que mais se aproxima da forma da terra naquela localidade Brasil: elipsóide (até 2014 SAD 69 datum planimétrico – Chuá(MG) SIRGAS2000) datum altimétrico – Imbituba (SC) . O Datum usado em cada País leva em consideração o melhor elipsóide. ou seja.BASES CARTOGRÁFICAS Datum: superfície de referência para levantamentos planimétricos e altimétricos.

. é a diferença entre h e N.BASES CARTOGRÁFICAS Altitudes ortométrica (real) e elipsoidal (dada pelo GPS) Ondulação geóidal (N) A altitude elipsóidal (h) é a medida entre a superfície terrestre e o elipsóide. A ondulação geóidal (N) é a medida do elipsóide ao geóide e a altitude ortométrical (H) ou real.

. 2000). as mais utilizadas classificam-nas quanto à superfície utilizada para desenvolvimento da esfera num plano e quanto às propriedades geométricas conservadas (Carvalho et al. baseadas em medidas angulares e lineares.BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMAS DE PROJEÇÕES: São as tentativas de representação da Terra num plano bidimensional. Área Forma Direção Distância Tridimensional Bidimensional . Existem diversas classificações para os sistemas de projeção.

BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMAS DE PROJEÇÕES: Quanto à superfície utilizada para desenvolvimento classificam-se os grupos das projeções azimutais ou planas. as cônicas e as cilíndricas .

Um exemplo deste tipo de projeção é a Universal Transversa de Mercator ou UTM. . É pouca utilizada. As projeções equivalentes não deformam as áreas dentro de certos limites de extensão. São de interesse para a cartografia temática. As projeções conformes ou ortomórficas. pois não é interessante um mapa apresentar distâncias corretas em apenas uma direção.BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMAS DE PROJEÇÕES: Quanto às propriedades geométricas. conformes e eqüidistantes. classificam-se em equivalentes. As projeções eqüidistantes não apresentam deformações lineares em uma ou algumas direções. não deformam ângulos e a forma de pequenas áreas.

Os sistemas mais empregados são: coordenadas geográficas ou terrestres e coordenadas planas ou cartesianas. meridianos e paralelos .BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMAS DE COORDENADAS torna possível definir a posição de qualquer ponto sobre a superfície terrestre.

tendo como vértice o centro da Terra e a latitude. é a distância angular entre o ponto e o equador. . tendo como vértice o centro da Terra das planas ou cartesianas. A longitude é a distância angular entre o ponto e o meridiano 0º (Greenwich).BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMAS DE COORDENADAS GEOGRÁFICAS Neste sistema a posição de um ponto é definida por um par de coordenadas (longitude e latitude).

.BASES CARTOGRÁFICAS SISTEMA DE COORDENADAS PLANAS UTM .Universal Transversa de Mercator Neste sistema a Terra é dividida em 60 fusos de 6º de longitude numerados a partir do anti-meridiano de Greenwich (180º) seguindo para leste.

Universal Transversa de Mercator Tem como limites as latitudes 84ºN e 80ºS. cujo valor é igual ao do limite inferior do fuso mais 3 graus. Cada fuso é dividido ao meio por um meridiano central. . pois as deformações se acentuam muito próximo aos pólos.BASES CARTOGRÁFICAS Sistema de Coordenadas UTM .

000. faixas que correspondem a divisão da terra em coordenadas UTM.000. abrangendo áreas de 4º de latitude por 6º de longitude. . O conhecimento da nomenclatura auxilia na identificação da posição da área em estudo sobre a superfície terrestre e da escala em que a mesma está representada.BASES CARTOGRÁFICAS Carta do Mundo ao Milionésimo .CIM A carta internacional do mundo ao milionésimo (CIM) representa a terra na projeção conforme de Lambert num esquema de articulações em escala de 1:1. A abrangência nacional da CIM correspondente ao território brasileiro totaliza 46 cartas.

BASES CARTOGRÁFICAS Nomenclatura de cartas A nomenclatura na escala de 1:1000.000 da folha SD-21 significa que: S = ela está ao sul do Equador D = está na zona entre 12º e 16º de latitude. ou na 4ª zona abaixo do Equador 21 = fuso localizado entre as coordenadas 54º W e 60ºW de Longitude Cálculo do Fuso: FUSO = Int ((180± λ)/6)+1 λ = longitude .

BASES CARTOGRÁFICAS Cálculo do Fuso O Brasil está entre os fusos 18 e 25 abrangendo 8 fusos. podem gerar problemas na localização exata de feições ou de sobreposição de mapas. FUSO = Int ((180± λ)/6)+1 λ = longitude . com longitudes entre 30º W e 78ºW. neste caso deve-se usar o bom senso para verificar se as informações podem ser transportadas para um só fuso ou se vai ser necessário trabalhar partes do mapa num fuso e parte no outro. Um exemplo é Pernambuco que está contido em 2 fusos. o 24 e o 25. Municípios inclusos dentro de 2 fusos.

etc. coordenadas UTM. . vales. identificar divisores de águas. declividades. delimitar bacias hidrográficas. áreas.BASES CARTOGRÁFICAS A partir de uma carta topográfica é possível obter dados como altitudes. distâncias. direções.

Pode-se também medir o trecho com um compasso ou régua e transportá-lo para cima da escala gráfica da carta. A distância entre dois pontos também pode ser medida dessa forma. e obter o comprimento sem necessidade de cálculos.BASES CARTOGRÁFICAS Para obtermos comprimentos numa carta em UTM. ou através das coordenadas UTM através da fórmula: D = √(E2-E1)2+(N2-N1)2 . basta medir o trecho desejado e multiplicar pelo módulo da escala.

2. não espaciais ou não gráficos (tabelas) descrevem fatos e fenômenos sociais e naturais representados no mapa. Dados Gráficos (mapas) descrevem a localização. Dados alfanuméricos .BASES CARTOGRÁFICAS Os dados digitais para SIG são compostos por dois componentes: 1. as feições e os relacionamentos entre as feições geográficas. .

Dados gráficos Dados não gráficos Como obtê-los? .

. órgãos públicos. etc. pesquisas de campo.BASES CARTOGRÁFICAS Obtenção de dados digitais: Dados não gráficos: Estes dados podem ser obtidos a partir de sistemas nacionais de informação. censos (IBGE).

BASES CARTOGRÁFICAS Obtenção de dados digitais: Dados espaciais ou gráficos: Existem várias formas para obtenção e atualização das bases cartográficas: levantamento de campo tradicional ou com GPS Sensoriamento remoto (fotografias aéreas e imagens orbitais) digitalização dos dados existentes em formato analógico O trabalho de campo é importante tanto na identificação de elementos nas áreas acrescidas.IBGE.DSG.etc) empresas para construção das bases. .INPE. como para solucionar problemas de interpretação Onde conseguir? - Pesquisa em órgãos públicos (FIDEM.