1. OLIVEIRA, Marta K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento; um processo sócio- histórico.

Resumo: Este livro apresenta uma síntese das idéias de Vygotsky, enfatizando especialmente a importância dada à cultura e a Linguagem na constituição do ser humano, a autora explora as relações entre desenvolvimento e aprendizado, pensamento e linguagem e aspectos biológicos e culturais do funcionamento psicológico. Palavras-chave: PSICOLOGIA DA EDUCACAO; PERSONALIDADES; APRENDIZAGEM. Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre pessoas. Ele defende a idéia de que não há um desenvolvimento pronto e previsto dentro de nós que vai se atualizando conforme o tempo passa. O processo de apropriação do conhecimento se dá nas relações reais do sujeito com o mundo. Vygotsky distingue dois tipos de conceitos: o primeiro é o cotidiano e prático, desenvolvidos nas práticas das crianças no cotidiano, nas interações sociais; o segundo é o cientifico, adquiridos por meio de ensino, pelos processos deliberados de instrução escolar. De acordo com Oliveira, “Vygotsky afirma que =diferentes culturas produzem modos diversos de funcionamento psicológico. é necessário ter em mente que, a proposta de Vigotsky é que se intervenha de forma decidida e significativa nos processos de desenvolvimento da criança no sentido de ajudá-la a superar eventuais dificuldades, recuperar possíveis defasagens cognitivas e auxiliá-la a ativar áreas potenciais imediatas de crescimento e desenvolvimento. 2 ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para REENCANTAR a educação – epistemologia e didática. Resumo: Apesar do panorama desolador no sistema educacional brasileiro, tanto em termos de técnicas, metodologias e experiências criativas, o autor defende uma persistência dos processos de aprendizagem, em que os processos vitais e os de conhecimento despertem novidades fascinantes e motivações positivas para REENCANTAR a educação As circunstâncias adversas produziram o negativismo, no qual aqueles que dantes pareciam progressistas e inovadores desembocam, nas palavras do autor, num ? apartheid neuronal?, onde as ecologias cognitivas inexistem. Com o conhecimento e o aprender interagindo como assuntos obrigatórios, o mercado que promove as tendências de inclusão e exclusão deve dar lugar a uma relação onde os homens e as máquinas são parte do mesmo processo, todos agindo em prol da vida, do conhecimento E a insensibilidade, devem abrir caminho para a explosão dos espaços de conhecimento, onde a educação sai do mero discurso e promove a revitalização do tecido social e do conhecimento, com todos os valores a si inerentes. Os processos cognitivos carecem de uma visão antropológica séria, que mesmo complexa traga lucidez política e ética, onde

a solidariedade produza consensos políticos e educacionais, onde a criatividade se revista de ternura e felicidade individual e coletiva. ******Como o prazer e a ternura na educação passa pela experiência sensorial do corpo, a morfogênese do conhecimento tem que ser dinâmica, prazerosa e curativa, com uma pluri-sensualidade que passe pelo cérebro, pelas emoções, e se expresse no corpo. Assim, o monopólio da educação visual-auditiva dará lugar a uma educação instrutiva e criativa, cheia de encantamentos e acessível, comprometida com o social e centrada no prazer de aprender e ensinar, e onde a educação se reveste novamente de encantos. ****** 3 COLL, César e outros. O construtivismo na sala de aula. Resumo: O artigo tem por base a fala de uma criança quando questionada sobre como conseguiu ser aprovada na 1ª série, após haver revelado grandes dificuldades no processo de alfabetização. É um estudo que faz a relação entre essa fala da criança e o Construtivismo. Aborda conceitos de Piaget e de pesquisadores sobre o Construtivismo, que fornecem dados para se compreender o sujeito que aprende. “Aprender é construir”. A aprendizagem contribui para o desenvolvimento na medida em que aprender não é copiar ou reproduzir a realidade. Para a concepção construtivista, aprendemos quando somos capazes de elaborar uma representação pessoal sobre um objeto da realidade ou conteúdo que pretendemos aprende Procurar-se-á aqui encontrar nessa frase conceitos do Construtivismo dentro de cada parte dela. O aluno, ao ser questionado sobre como conseguira se aprovado, dando uma definição bem abrangente, que envolve desde a elaboração do processo até como conseguiu chegar ao final, dentro de sua sabedoria ingênua e simples, respondeu: “É assim, Ó, eu fui fazendo, fazendo, Eu fui tentando e aí eu consegui. (…) Tem que ir ajeitando na minha cabeça, Misturando com as outras coisas.” Através dessa análise percebe-se que esta criança realmente conseguiu elaborar, de maneira ingênua e simples, uma frase onde é colocada toda uma sabedoria infantil e que consegue explicar toda uma concepção. Certo é que não se utilizou de um discurso lingüístico com diversidades de palavras que até pudessem fazer parte do seu vocabulário no cotidiano, mas, numa frase curta, ela englobou, de certo modo, toda uma visão da concepção construtivista.. 4 COLL, César; MARTÍN, Elena e colaboradores. Aprender conteúdos & desenvolver capacidades. Resumo:

Aprender Conteúdos e Desenvolver Capacidades CESAR COLL & ELENA MARTÍN O que queremos ensinar aos alunos na escola? Como se pode contribuir, a partir das distintas áreas, à aquisição das capacidades básicas? Realmente trabalhamos em aula com essas capacidades? É possível avaliá-las?… Perguntas que continuamente muitos professores se fazem e que mostram a relevância do desenvolvimento das capacidades no ensino. Este livro analisa o processo de tomada de decisões que determina o planejamento e a colocação em prática do currículo, a partir da perspectiva das capacidades e dos conteúdos. Após apresentar e revisar com clareza esse processo, os reconhecidos professores espanhóis César Coll, Elena Martín e seus colaboradores se dedicam a ilustrar sua aplicação em diversas áreas do currículo, como: língua e literatura, matemática, ciências sociais, ciências naturais e tecnologia. 5 CONTRERAS, José. A autonomia dos professores. Resumo: Como resultado das mudanças sociais, políticas e econômicas pelas quais estamos passando hoje existe uma preocupação latente em se realizar pesquisas que busquem compreender o exercício da docência e dos processos de construção da identidade,profissionalidade e profissionalização do professor. Três grandes partes compostas de oito capítulos que versam sobre a preocupação do autor com a apropriação indiscriminada, banalizada e generalizada dos termos profissionalização e autonomia de professores Na primeira parte – A autonomia perdida: a proletarização dos professores – Contreras analisa o problema do profissionalismo no ensino, em especial o processo de proletarização pelo qual passa o professor, os vários significados do que é ser profissional e à profissionalidade. Na segunda parte – Modelos de professores: em busca da autonomia profissional do docente –, são discutidos três modelos tradicionalmente aceitos com respeito à profissionalidade dos professores, a saber: o especialista técnico, o profissional reflexivo e o intelectual crítico 3ª PARTE=autonomia e seu contexto – é estabelecida uma visão global do que se deve entender por autonomia de professores. Contreras toma como bases teóricas as idéias O professor será autônomo quando a escola for autônoma, ou seja, quando tanto o professor quanto a escola forem realmente os idealizadores das práticas educativas e não apenas aplicadores de receitas mágicas prescritas fora dos muros da escola e sem o aval e a reflexão da comunidade na qual está inserida.

8 GARDNER. generosidade. aprender a ser. Educação: um tesouro a descobrir. e. Para mudar nossa história e lograr conquistas. de errar mesmo na busca de acertar. ele reflete sobre saberes necessários à prática educativo-crítica fundamentados numa ética pedagógica e uma visão de mundo alicerçadas em rigorosidade. no qual o professor tem um papel fundamental. 7 FREIRE. Resumo: O livro Educação: um Tesouro a Descobrir. precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento. a bússola que permite navegar através dele”. que. o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade.. humildade. os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e. disponibilidade… molhadas pela esperança. Howard. talvez. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. destina-se à todos aqueles que procuram entender a autonomia professoral como forma de melhoria do processo educativo. Moacir). que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse. Paulo. Vito e colaboradores. David. a abertura para o conhecimento. risco. aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI. Palavras-chave: PRATICAS EDUCATIVAS. finalmente. aprender a fazer mostra a coragem de executar. pesquisa. tolerância. seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver. sob a coordenação de Jacques Delors. PROFESSORES. aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento. PERRONE. PERKINS.(Gadotti. curiosidade. alegria.Esta obra. 6 DELORS. portanto. de algum modo. criticidade. José Carlos. cultivar o sentimento de solidariedade. “À educação cabe fornecer. exercitar a cidadania plena. que verdadeiramente liberta da ignorância. a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais. acima de tudo. Resumo: Paulo Freire nos ensina a ensinar partindo do ser professor. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA. lutar por uma sociedade mais justa e solidária e. bom senso. acreditar sempre no poder transformador da educação. Segundo Delors. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. entender o contexto desse mundo. aprender a usar o poder da visão crítica. ao mesmo tempo. Sem ela não há ensino. Resumo: Freire. nem aprendizagem. Ensino para a compreensão. EDUCACAO. A pesquisa na prática . esperança. Paulo. competência. ser o ator da própria história. Jacques e EUFRAZIO. Autonomia que faz da própria natureza educativa. de correr riscos.

como é o ensino para a compreensão na prática? parte III a compreensÃo dos alunos em sala de aula 6. neste livro. SOCIEDADE DO CONHECIMENTO . 10 HOFFMANN. um grupo de renomados professores. EDUCACAO. APRENDIZAGEM. TECNOLOGIA. o que é a compreensão? parte II o ensino para a compreensÃo em sala de aula 3. que a escola precisa ensinar seus alunos a compreender e a pensar. . eles descrevem as bases teóricas subjacentes à estrutura do ensino para a compreensão. decorrente de uma pesquisa conjunta de seis anos. Avaliar para promover: as setas do caminho. como o ensino para a compreensão pode ser ampliado nas escolas? Resenha:É consenso.Resumo: Parte I fundamentos do ensino para a compreensÃo 1. de modo que possam ser bem-sucedidos nessa era de constante transformação e desenvolvimento tecnológico. Resumo: Capítulo 1:.promovendo o ensino para a compreensÃo 10. 9 HARGREAVES. como podemos preparar novos professores? 11. o que é ensino para a compreensão? 4. como os professores aprendem a ensinar para a compreensão 5. CONHECIMENTO. o processo e os resultados de sua aplicação em uma variedade de cenários de sala de aula. o que os alunos compreendem em classes de ensino para a compreensã? 9. por que precisamos de uma pedagogia da compreensão 2. Jussara. Andy. quais são as qualidades da compreensão? 7. eliminar o empobrecimento. O ensino para a sociedade do conhecimento: educar para a inventividade – Capítulo 2: O ensino para além da sociedade do conhecimento: do valor do dinheiro aos valores do bem – Capítulo 3: O ensino apesar da sociedade do conhecimento I: o fim da inventividade – Capítulo 4: O ensino apesar da sociedade do conhecimento II: a perda da integridade Capítulo 5: A escola da sociedade do conhecimento: uma entidade em extinção – Capítulo 6: Para além da padronização: comunidades de Aprendizagem profissional ou seitas de treinamento para o desempenho? – Capítulo 7: O futuro do ensino na sociedade do conhecimento: repensar o aprimoramento. O ensino na sociedade do conhecimento: educação na era da insegurança Resumo: Palavras-chave: ENSINO . propõe uma nova forma de ensinar. hoje. como os alunos demonstram sua compreensão? 8. e as implicações para a formação de professores e a transformação da escola.

de uma ação que se projeta no futuro.. nesta obra.Resumo: Estão reunidos. a construção de alternativas pedagógicas para se alcançar uma escola para todos e a valorização de princípios éticos e de cidadania. Jane E. Ao fazer o Caminho de Santiago de Compostella. o papel dos professores como mediadores em vários momentos de sala de aula. a elaboração de testes. O LIVRO segue também algumas dessas setas. princípios essenciais da avaliação. PICKERING. estudos de recuperação. “Avaliar para promover: as setas do caminho”. Délia. Ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. o possível e o necessário capítulo 2 para transformar o ensino da leitura e da escrita capítulo 3 apontamentos a partir da perspectiva curricular capítulo 4 É possível ler na escola? capítulo 5 o papel do conhecimento didático na formação do professor Resenha:Este livro testemunha um esforço constante para analisar as mudanças nas práticas docentes e teorizar sobre as ações necessárias para que tais mudanças ocorram. Resumo: . no sentido da efetiva promoção da aprendizagem. 12 MARZANO. Ler e escrever na escola: o real. o necessário Resumo: Capítulo 1 ler e escrever na escola: o real. ensinar e de aprender.. Robert J. Debra J. na Espanha. uma vez que o livro aborda com profundidade os princípios fundamentais que devem nortear os rumos dos educadores que pretendem desenvolver sua prática avaliativa no sentido de promover melhores oportunidades de aprendizagem aos alunos. a autora desenvolve questões sempre polêmicas nas escolas: a análise de tarefas avaliativas. embasada em princípios éticos de respeito às diferenças. 11 LERNER. POLLOCK. o possível. “as setas do caminho” foi uma metáfora utilizada sobre as setas amarelas que guiam os peregrinos durante a sua caminhada. Tem seus pontos de ancoragem na convicção de que os pilares essenciais para uma boa educação. Estabelecendo relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos de aprendizagem. os registros de avaliação e outras.

1º Saber – Erro e ilusão Não afastar o erro do processo de aprendizagem. físicos.biológicos. freqüentemente não têm tempo para encontrar as respostas. social e afetivo. O global. Estabelecer objetivos e dar feedback. Reforçar o esforço e proporcionar reconhecimento. Fazer perguntas. A educação do futuro deverá ser um ensino centrado na condição humana 4º Saber – Identidade terrena Saber que a Terra é um pequeno planeta. Edgar. A sociedade contém dimensões históricas.Ensino que Funciona – Estratégias Baseadas em Evidências para Melhorar o Desempenho dos Alunos O que funciona na Educação? Como a pesquisa educacional encontra seu caminho até a sala de aula? Como podemos aplicá-la para ajudar nossos estudantes individualmente? Perguntas como essas surgem na maioria das escolas. Os autores examinam décadas de achados de pesquisa para destilar os resultados em novas e amplas estratégias de ensino que têm efeitos sobre a aprendizagem do aluno. 13 MORIN. Somos indivíduos mais que culturais – somos psíquicos. Integrar o erro ao processo. ocupados. . Para que o conhecimento seja pertinente. Os sete saberes necessários à educação do futuro Resumo: No livro Os sete saberes necessários à educação do futuro. que precisa ser sustentado a qualquer custo. contra a fragmentação. O complexo – ligação entre a unidade 3º Saber – Ensinar a condição humana Não somos um algo só.Gerar e testar hipóteses. a educação deverá tornar evidentes: O contexto . sociológica.A educação deve demonstrar que não há conhecimento sem erro ou ilusão 2º Saber – O conhecimento pertinente Juntar as mais variadas áreas de conhecimento. psíquico. e os educadores. Praticar a aprendizagem cooperativa. tais como: Identificar semelhanças e diferenças. dar sugestões e usar organizadores avançados. etc. para que o conhecimento avance. econômica. . O o ser humano é multidimensional: é biológico.Resumir e tomar notas. religiosa. Morin apresenta o que ele mesmo chama de inspirações para o educador ou os saberes necessários a uma boa prática educacional.

nem com as melhores tecnologias. obedecer à vida. entre alunos e professores. ensinar a ética do género humano.5º Saber – Enfrentar as incertezas Por muito que o progresso se tenha desenvolvido não nos é possível. 7=ÉTICA DO GÊNERO HUMANO. 6º Saber – Ensinar a compreensão A comunicação humana deve ser voltada para a compreensão. Ensinar a democracia. a diferença e a identidade consigo próprio. desenvolver a ética da solidariedade. O futuro continua aberto e imprevisível. educar para a compreensão humana é outra. aquilo que não quer para você. 6=ENSINAR A COMPREENSÃO. O futuro chama-se incerteza. Educar para compreender uma dada matéria de uma disciplina é uma coisa. 4=IDENTIDADE TERRENA. 5=ENFRENTAR AS INCERTEZAS. A antropo-ética tem assim a esperança na realização da humanidade como consciência e cidadania planetária. realizar a unidade planetária na diversidade. 7º Saber – Ética do gênero humano É a antropo-ética: não desejar para os outros. guiar a vida. prever o futuro. 2=O CONHECIMENTO PERTINENTE. esta é a missão espiritual da educação: Para uma compreensão da humanidade temos que ensinar e aprender com os obstáculos que existem para a compreensão. 3=ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA. Introduzir a compreensão. . compreensão entre departamentos de uma escola. ENSINAR O AMOR………… 7 SABERES 1=ERRO E ILUSÃO. respeitar ao mesmo tempo no próximo. da compreensão. A antropoética está ancorada em três elementos: Indivíduo Sociedade Espécie Trabalhar para a humanização da humanidade. etc.

aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania. Jean. Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino Resumo: Tudo o que julgamos saber sobre a inteligência. escrever e contar.A evolução da pedagogia 2. 2) administrar a progressão das aprendizagens . Primeira parte: Educação e instrução desde 1935 1. È garantir a toda criança o inteiro desenvolvimento de suas funções mentais e a aquisição de conhecimentos e valores morais correspondentes ao exercício de suas funções. Em ‘Psicologia e Pedagogia’. 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem . 10) administrar a própria formação continua.Os progressos da psicologia da criança e do adolescente . 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão . e indica as fórmulas para o seu desdobramento futuro – tremenda incógnita que desafia homens de pensamento e homens de ação. sua origem. ao mesmo tempo em que demonstra as falhas da Pedagogia tradicional. 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho . 15 PIAGET. 7) informar e envolver os pais . o Autor estuda o problema dos novos métodos psicológicos aplicados à Pedagogia. 16 PIAGET. nos dá uma visão do ensino de hoje. Jean. utilizar novas tecnologias . 10 novas competências para ensinar. portanto. até adaptação à vida social atual”. METODOLOGIA DO ENSINO. Palavras-chave: EDUCACAO. dá uma resposta pessoal – e que certamente causará grande impacto – à permanente crise do ensino.14 PERRENOUD. particularmente o das ciências.pode ser resumida neste tópico do autor: “Afirmar o direito da pessoa humana à educação é assumir uma responsabilidade muito mais pesada do que assegurar a cada um a capacidade de ler. as competências emergentes. Resumo: A parte inicial do livro. fases diferentes do desenvolvimento. PSICOLOGIA DA EDUCACAO. Philippe. Jean Piaget. 6) participar da administração da escola . Para onde vai a educação?. Jean Piaget focaliza num trabalho que é o resultado de 40 anos de pesquisas. aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva. Palavras-chave: PEDAGOGIA. A segunda parte deste livro – “o direito à educação no mundo atual”. aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas. CIENCIA. Resumo: Este livro privilegia as práticas inovadoras e. gênese. 5) trabalhar em equipe . 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam . retraça a história das tentativas mais importantes que vêm sendo feitas neste campo há mais de meio século.

seus percursos formativos e profissionais Palavras-chave: saberes docentes. ensino 18 TEDESCO.A evolução dos métodos de ensino 5. revelando. dependendo.3. formação de professores. com intensidade.A formação dos professores do primeiro e do segundo grau Segunda parte: Os novos métodos. socialização e democracia. uma vez que após grandes evoluções adquirimos grandes desafios. Maurice. constrói e reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de sua utilização. cujos mesmos apresentam . suas experiências.Princípios de educação e dados psicológicos 17 TARDIF. proveniente de pesquisas bibliográficas e opiniões do autor quanto a própria visão sobre a “revolução” de que sofremos hoje. suas bases psicológicas 1. da dosagem e da maneira aplicada. muitas vezes. Indica que. com toda estas mudanças.O livro retrata os dias de hoje na educação.As reformas de estrutura. pesquisa educacional. ter-se-á um empregado melhor preparado.A evolução de alguns ramos do ensino 4. O novo pacto educativo. que é tomado como mobilizador de saberes profissionais.A gênese dos novos métodos 2.A colaboração internacional em matéria de educação 8.As transformações quantitativas e a planificação do ensino 6. e frisando valores do tipo família. o autor se posiciona em relação ao ensino privado e ao ensino público. em decorrência das novas tecnologias à educação.Em um importante e considerável debate. como certos tópicos conseguem atrapalhar e ajudar. Resumo: Este trata-se de um livro. os programas e os problemas de orientação 7. Considera-se assim que este. conhecimento. onde o mesmo associa que. Percebe-se. em sua trajetória. a crise gerada através da popularização de aparelhos de TV. Saberes docentes e formação profissional RESUMO: As pesquisas sobre formação e profissão docentes apontam para uma revisão da compreensão da prática pedagógica do professor. unicamente. neste meio. o mercado de trabalho passou a ficar mais exigente. Juan Carlos.

justamente para não ficar escravo de simples técnicas e procedimentos. que podem variar muito de acordo com a “onda” do momento. Celso dos Santos. só que. muitos gostariam até de algumas “receitas”. O professor normalmente espera sugestões. de Tedesco mostrar as vantagens de um em relação ao outro. que estas não existem. através das representações e. As formas de mediação que trazemos representam uma sistematização de práticas que já vêm ocorrendo. no entanto.seus lados positivos e negativos. no entanto. sobretudo. sabemos. dando a oportunidade. tiradas da própria prática das escolas e dos educadores que estão buscando hoje uma forma de superação da avaliação seletiva. no sentido de reverter este quadro de fracasso escolar. ela deve formar também a personalidade dos jovens. 19 VASCONCELLOS. propostas. apresentar algumas possibilidades. todavia. de outro. É um livro que capaz de orientar certos pensamentos e reflexões. Mais recentemente. fragmentada ou mesmo contraditória. pelas observações do cotidiano escolar. então. de um lado. políticas e econômicas ocorridas no mundo tendem a exigir que a escola assuma as características de uma instituição “total”: além de responsabilizar-se pela formação do núcleo básico de desenvolvimento cognitivo. de maneira dispersiva. refletir sobre possíveis equívocos que se pode incorrer na tentativa de mudar as práticas tradicionais. muitas vezes. a avaliação está também muito em pauta em função das várias iniciativas tomadas por mantenedoras. SÍNTESE O NOVO PACTO EDUCATIVO Descrição as mudanças sociais. visamos. ganhou ênfase em função do avanço da reflexão crítica que aponta os enormes estragos da prática classificatória e excludente: os elevadíssimos índices de reprovação e evasão escolar. inserido num projeto social mais amplo. Entendemos que é necessário o professor desenvolver um método de trabalho. inconsciente. públicas ou privadas. A partir de década de 60. das práticas concretas de avaliação da aprendizagem. Resumão: . Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma praxis transformadora Resumo: A avaliação da aprendizagem vem se constituindo um sério problema educacional desde há muito tempo. neste livro o autor discute as transformações que o ensino deverá sofrer para adequar-se às novas demandas sociais e propões as linhas mestras de um projeto educacional que assegure à escola do futuro um caráter universal e democrático. dada a complexidade e dinâmica da tarefa educativa. orientações para sua tão desafiadora prática. e. aliados a um baixíssimo nível de qualidade da educação escolar tanto em termos de apropriação do conhecimento quanto de formação de uma cidadania ativa e crítica. Entendemos. Ao trabalharmos com a dimensão das mediações. que a discussão sobre avaliação não pode ser feita de forma isolada de um projeto político-pedagógico. que dizem respeito a educação num todo. Neste trabalho nos aproximamos intensa e especificamente.

mas construir uma autêntica práxis transformadora. dado que os sujeitos vivem em contextos históricos que limitam suas ações em vários aspectos. vem também a ponderação de que a mudança não depende apenas do indivíduo. aponta para três direções: .19. o querer. aliados a um baixíssimo nível da qualidade da educação escolar. Nós temos clareza da não existência de “modelitos prontos e acabados”. mas não se apontaram caminhos mais concretos na perspectiva crítica. seria possível avaliar de outra forma num contexto social assim contraditório e competitivo? A resposta a estas perguntas. a avaliação está também em pauta como decorrência das várias iniciativas tomadas por mantenedoras. o que visamos não é simplesmente fazer uma ou outra mudança. e. Ultimamente. constatamos que os educadores estão fazendo. a apresentar algumas possibilidades. tiradas da própria prática das instituições de ensino e dos educadores que estão buscando uma forma de superação da avaliação seletiva. Fazendo uma análise das dificuldades observadas para a mudança da avaliação. rituais. é histórica: objetivamente. quanto a disposição afetiva. em termos de apropriação do conhecimento ou de formação de uma cidadania ativa e crítica. Ao indicar mudanças. São Paulo: Libertad. VASCONCELLOS. públicas ou privadas. tem se criticado muito as práticas avaliativas dos professores. parece que o que tem mais força na prática da escola são coisas que não estão escritas em lugar algum (currículo oculto). a elaboração teórica. no sentido de reverter este quadro de fracasso escolar. A tarefa que se coloca.Avanço: criar novas práticas. A discussão sobre avaliação não deve ser feita de forma isolada de um projeto político-pedagógico. . sabemos que estas não existem. remete-nos à necessidade de envolvimento de todos com tal processo. muitos gostariam até de algumas “receitas”. de outro. discursos. Desde a década de 60.Crítica: não baixar a guarda em relação à presença e influência da avaliação tradicional. Ao trabalharmos com a dimensão das mediações visamos. Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma práxis transformadora. num sistema educacional marcado pelo autoritarismo. deixamos para um plano secundário a dimensão técnica de nosso trabalho. orientações para tão desafiadora prática. Marcados pelo medo de cair no tecnicismo.Fortalecimento: valorizar as práticas inovadoras existentes para que não sejam efêmeras. “apesar do sistema”. refletir sobre possíveis equívocos que se incorre na tentativa de mudar ações tradicionais. 2003. tem se indicado uma alternativa mais instrumental. . inserido num projeto social mais amplo. Mudança é criar possibilidades: numa sociedade tão seletiva. . formas de organização. que pede tanto a reflexão. antes de ser uma questão lógica ou teórica. dada a dinâmica e complexidade da tarefa educativa. Avaliar aprendizagens é um sério problema educacional há muito tempo. O professor quer sugestões. para haver mudança. Como veremos no decorrer deste trabalho. a partir disso. quase que uma espécie de tradição pedagógica disseminada em costumes. propostas. é preciso compromisso com uma causa. a grande crítica são os enormes estragos da prática classificatória e excludente: os elevadíssimos índices de reprovação e evasão. dá-se a impressão que isto determina mais a prática do que as infindáveis manifestações teóricas já feitas. Celso dos Santos. tem se analisado o papel político da avaliação. No entanto tão logo emerge esta compreensão. no entanto. ou seja. entendemos que é necessário ao educador desenvolver um método de trabalho para não ficar apenas nos modismos. de um lado. Recentemente.

forma. um novo ambiente cultural no campo da avaliação será preciso se dar conta.Relações: prática pedagógica. Neste primeiro capítulo. uma vez que a prática avaliativa não depende apenas dela mesma. As formas de mediação que traremos representam a sistematização de iniciativas que já vêm ocorrendo. entrar no movimento conceitual e no movimento histórico da atividade educativa.. O que está em pauta não é a mera existência de um rol de sugestões ou opções de o que fazer. Contudo. instituição. obviamente. é o que justifica sua existência no processo educativo. Nossa grande preocupação é a mudança da prática do professor. estaremos refletindo sobre esta mudança essencial no sentido da avaliação. para assumir o caráter transformador. Isto significa que a mudança da avaliação. visão de mundo e valores. As idéias que nos habitam – assim como a maneira como operamos com elas – têm conseqüências práticas. c) Criticar. muitas vezes. isto não é suficiente. nosso empenho se concentra na mudança das idéias (nossas e dos colegas) a respeito da avaliação. procurar tirar lições e princípios. para se criar uma nova ecologia avaliativa. A questão principal não é a mudança de técnicas. b) Ajudar a socializar. nestas duas classes – Avaliação e Relações – emergem seis grandes categorias: .No cotidiano escolar. e da avaliativa em particular. embora necessário. configura-se na imaginação do sujeito. registrado dos discursos dos educadores e da observação da prática. antes de tudo deve estar comprometida com a aprendizagem da totalidade dos alunos. Ora. 1989:84). sistema. valorizar. antes de existir na realidade. . no caso da avaliação. Qualquer inovação. Toda ação humana consciente. destas seis dimensões. mas não no fundamental. O caminho para se chegar a uma prática transformadora é bem mais complexo: é a criação de um novo plano de ação do sujeito. político ou econômico.Avaliação: intencionalidade. d) Explorar possibilidades ainda encobertas. Por isto enfatizamos a questão do método de trabalho para o professor. aliada à fruição e alegria. validar práticas. superar contradições. toda prática é pautada por algum nível de reflexão. Esta estratégia. é em parte determinada pela forma como o percebemos (Apple. o desafio de sermos criativos para imaginar novas formas de arranjo da prática educativa em geral. conteúdo. analisada do ponto de vista de sua tradução em práticas concretas na . precisamos. “saber” o que deve ser feito. Para mudar a avaliação. Nossa contribuição vai no sentido de: a) Aprender com as práticas de mudança. que é a postura de compromisso em superar as dificuldades percebidas. seja o mundo educacional. interiorizar. e sim. e delas tirarmos transformação. mas é a mudança de paradigma. em alguma medida. mudar seus elementos constituintes (exemplo: conteúdo e forma). Fica claro. embora importante. pois. para ser efetiva. deverá estar atenta a estes seis vetores. Este é o seu sentido mais radical. posicionamento. que é fruto tanto da percepção de uma necessidade quanto da clareza de uma finalidade (dialética necessidade – finalidade – plano de ação). é insuficiente se não atentarmos para as estruturas de percepção e de pensamento: pode haver simples mudança de conteúdos num arcabouço equivocado. A observação mais atenta aponta que as mudanças na avaliação têm ocorrido. a forma corno agimos sobre o mundo. a partir do trabalho de análise sobre o material empírico. O problema não é apenas “ter o que fazer”. 1) AVALIAÇÃO COMO COMPROMISSO COM A APRENDIZAGEM DE TODOS – POR UMA NOVA INTENCIONALIDADE A avaliação.

.não usá-la como refugio dos conflitos. quando analisamos o conjunto de sua obra. Muitas têm sido as tentativas de mudança da avaliação. não nos conformamos com as condições dadas. Notem que neste processo. face às enormes contradições por ele produzidas. mas por ter uma razão. No entanto. Se não houver um re-enfoque da própria intencionalidade da avaliação. mesmo sem maiores mudanças em outros aspectos num primeiro momento. a avaliação também teve um papel decisivo.Nas suas relações (com a metodologia. a nosso ver.não tomá-la como absoluta. uma estranha indiferença para com a lógica classificatória. A concretização de uma nova intencionalidade é. naturalmente. porque projetamos. para encobrir as contradições da prática. A mudança na intencionalidade da avaliação.No seu conteúdo (abrangência?). definitiva. Ao analisarmos as condições para a mudança da intencionalidade da avaliação. de pouco adiantara. e. bem como para com os elevadíssimos índices de reprovação e evasão escolar. com a condição de vida dos alunos?). No processo de mudança. . . Onde estaria o núcleo do problema da avaliação? . tornamo-nos homo sapiens porque intencionados. bate uma séria dúvida. do belo. O acompanhamento de processes de mudança da avaliação em escolas e redes de ensino têm demonstrado o seguinte: 1. Todavia.escola. Existem soluções relativamente simples. É preciso ousar.não reduzi-la a um campo por demais particular ou especifico. A intencionalidade é o problema nuclear da avaliação. o maior desafio contemporâneo da avaliação da aprendizagem. Contudo. . encontramos muitos obstáculos. O que estará em pauta aqui é a intencionalidade que o professor atribui à avaliação no seu cotidiano. do bem. . não há como “garantir” em termos absolutos. se olharmos com mais cuidado. não necessariamente no sentido do bom senso. objetivo?). não se tocar no que é decisivo: intervir na realidade a fim de transformar. visamos à incorporação da nova intencionalidade. de uma verdadeira cultura da repetência. no longo processo filogenético. . é imprescindível e ajuda o enraizamento da nova concepção nos sujeitos e. exige-se atenção. relações) sem a mudança na sua intencionalidade não tem levado a alterações mais substanciais. no limite. por parte do professor. com as condições de trabaIho.não deixar de perceber seu enraizamento na realidade. procurar caminhos para assegurar a aprendizagem. um porquê para sua ação. não há uma atividade que seja intrinsecamente emancipatória. percebemos que é racional.Na sua forma (exigência quantitativa?). e não se consegue transformar a prática. porém. no entanto. A mudança em outros aspectos da avaliação (conteúdo. tem possibilitado avanços significativos do trabalho. portanto alguns cuidados devem ser reforçados: . Pode haver mudança no conteúdo e na forma de avaliar. pode haver mudança na metodologia de trabalho em sala de aula e até na estrutura da escola. A intencionalidade é a marca humana por excelência. que estão no espaço da . muda-se. coerentes com o princípio.não confundi-la com a realidade. Sucede que. contudo. investigar. Aprendemos que o homem é um ser racional. 2. . espírito crítico. na própria instituição. reflexão o tempo todo. a busca de sua tradução em práticas concretas. um dos maiores e a tradição avaliativa já existente: há a assimilação. com o sistema de ensino. forma. muda-se.Na sua intencionalidade (finalidade.

avaliação do sistema educacional e avaliação do sistema social. pois. está ao seu alcance por não depender tanto de fatores externos. Percebese que o problema não está no instrumento em si – que pode variar. em grande medida. até que ponto é relevante? . “o que vale”. A pergunta sobre o conteúdo da avaliação. Muitos professores expressam a percepção da necessidade de mudança tanto na forma quanto no conteúdo da avaliação por eles praticada. naturalmente. . “Avaliar o aluno como um todo” é uma das representações mais fortes entre os professores quando tratam de suas práticas avaliativas: expressam isto tanto em relação ao que estão realizando. sobre o que deve ser avaliado. contínua. envolve os rituais. enquanto processo e enquanto produto: . mas naquilo que está sendo ensinado. antes de tudo.Em que medida está se ensinando da forma adequada? A avaliação reflete aquilo que o professor julga ser o fundamental. Do ponto de vista do processo de mudança.O que o aluno precisa aprender (para definir o que ensinar) . teremos suas varias modalidades: auto-avaliação. refletir sobre o campo sobre o qual irá incidir. que se articulam intrinsecamente. Dependendo do foco.autonomia do professor e da escola (abertura a novos possíveis!). se já não acredita que o aluno possa aprender. de qualidade -. a maneira concreta com que a avaliação se dará no cotidiano das instituições de ensino. se já não tenta. obviamente. de imediato o questionamento: o que vale a pena ensinar? A forma de avaliar diz respeito ao “como”. A avaliação pode se dar sobre diferentes aspectos da realidade: indivíduo. o desdobramento das diretrizes e normas. O conteúdo da avaliação diz respeito ao o que é tornado como objetivo de análise. as maneiras de fazer e de expressar os resultados da avaliação da aprendizagem. Quando interrogamos os professores sobre o como deve ser a avaliação. avaliação do processo de ensino-aprendizagem. com muita frequência. mas se internamente se fecha a possibilidade. não raramente vem certa decepção ou um sério questionamento. instituição de ensino. sua realização na sala de aula e que. isto é importante por tratar-se de algo que constitui o cotidiano mesmo da avaliação. A forma refere-se ao “como “ esta avaliação ocorre. sistema de ensino ou sociedade como um todo. quanto ao que é idealizado. A situação do professor. Um dos grandes problemas da educação escolar é a falta de articulação entre o que se quer e a prática pedagógica.mais ou menos consciente – Devemos atentar para o possível descompasso entre o que se pensa ser o mais importante e aquilo que efetivamente está se solicitando nas avaliações. Falar do conteúdo da avaliação e. tanto para ele quanto para o aluno. Assim temos dois aspectos essenciais na elaboração da proposta de trabalho: . a perspectiva da avaliação como processo costuma ser outra representação das mais presentes e enfatizadas. é essa atenção e ocupação . Quando vamos discutir com os professores alguma questão concreta de um instrumento de avaliação. enfim.O que se está ensinando. as rotinas. está difícil. sala de aula. se dará em cima disto. resgata. avaliação institucional. Esperar pouco do outro é uma forma de profundo desrespeito! O professor não pode desistir do aluno! Todo ser humano é capaz de aprender. com certeza ficará mais difícil ainda.Como o aluno conhece (para saber o que ensinar) A prática avaliativa. 2) CONTEÚDO E FORMA DA AVALIAÇÃO Conteúdo e forma são duas dimensões essenciais na concretização da avaliação da aprendizagem. a intenção declarada e a enraizada. Entendemos que avaliação processual.

relacionamentos. Cabe lembrar. construída. mas que possam desenvolver mentefatos avaliativos (nele e nos alunos). Ocorre que este como está ligado à concepção (arraigada) de educação que o professor/escola tem. recursos. desafios que se implicam: a mudança de postura em relação às finalidades (da educação e da avaliação) e a busca de mediações adequadas (de ensinar e de avaliar). interfaces. ao abordarmos o vínculo pedagógico. Quando nos referimos ao vínculo pedagógico. estamos diante do que é essencial na tarefa educativa escolar. antes de mais nada. acríticos. precisa ser resgatado. Se a finalidade da escola pode ser assumida como a educação através do ensino. de tal forma que. Corrigir esta distorção implica reconhecer que a avaliação da aprendizagem se dá no campo pedagógico que. Almeja-se que com o tempo o professor incorpore uma nova tecnologia de avaliação. Nossa preocupação fundamental se centra em relação à avaliação e à mudança de postura. que precisem cada vez menos de artefatos. Todavia. dado que. portanto. com a interação aluno-objeto do conhecimento-realidade. O trabalho de construção do conhecimento na escola está baseado no trabalho de gerações passadas e presentes. É claro que o como avaliar. O grande desafio pedagógico em sala de aula é a questão da formação humana através do trabalho com o conhecimento baseado no relacionamento interpessoal e na organização da coletividade. metodologia. Como esta intuição não é nata. e a não totalidade dos alunos que por ela passa. tem de ser trabalhada. a se tornar um fim em si mesma. e não o multiplicar “provinhas” – embora não prescinda de instrumentos e atividades variadas. e as questões pedagógicas fundamentais não são devidamente enfocadas. particularmente. além da avaliação). objetivos. 3) AVALIAÇÃO E VÍNCULO PEDAGÓGICO Historicamente. seu elemento fulcral que é a gestão mesma do processo de conhecimento (necessidades. A existência da reprovação desde as séries iniciais introduz . para que venham a se constituir em práxis transformadora. e constantemente criticada. visando superar sua abominável ênfase seletiva. do ponto de vista político. na medida em que colabora para a formação de sujeitos passivos. não é isto que vem ocorrendo.permanente do professor com a apropriação efetiva do conhecimento por parte do aluno. compreendemos que o problema nuclear reside na proposta de trabalho equivocada. quando surgem dificuldades em sala. embora tenham uma autonomia relativa. que as várias iniciativas avaliativas devem estar articuladas com a nova intencionalidade. O que vislumbramos é que os professores tenham uma tecnologia educacional incorporada. bem como a outras dimensões do processo educativo. Já da ótica pedagógica. de nada adiantara sofisticar o instrumento. pois a própria transformação da postura do professor pode ficar comprometida se ele se prender a instrumentos e formas de avaliar tradicionais. na sua intuição e fique mais livre de instrumentos formais – embora estes não possam ser eliminados -. a avaliação tendeu a se automatizar. de maneira que confie na sua experiência. a qualidade do instrumento também é importante. esta finalidade não vem se realizando a contento. São. No entanto. sua atividade-fim. Se não mudarem as finalidades. procura-se resolver pela pressão da nota. o problema central da escola. configurado e valorizado. qual seja. conteúdos. A avaliação deveria ser uma mediação para a qualificação da prática escolar. é uma postura. não realizar uma atividade significativa traz como consequência contribuir para a reprodução do sistema de alienação da organização social. Até que ponto o instrumento influi? Entendemos que os instrumentos não são neutros. queremos abarcar o conjunto do trabalho que o docente desencadeia em sala de aula e. na atualidade. um compromisso durante todo o processo de ensino-aprendizagem.

Os educadores. portanto. do entendimento. É importante percebermos este contexto maior e termos dele uma leitura crítica. o trabalho em sala fica quase impossível. o resgate da significação do estudo e dos conteúdos. para que eles não precisem da nota a fim de controlar os alunos. e certo que devemos estar atentos ao risco de se fossilizarem. objetiva-se em estruturas: construção de novas formas de organização. a avaliação tradicional tende a ser uma forma de alívio. ganhar o aluno pela proposta pedagógica e não pela “muleta” das ameaças. seja pela sedução. precisa ser articulada com mudanças estruturais da própria escola. há uma espécie de compensação. com frequência. O que se vislumbra. por outro lado. inclusive a organização escolar e social. regras etc. 4) AVALIAÇÃO E MUDANÇAS INSTITUCIONAIS E SOCIAIS No processo de mudança.a alienação na relação pedagógica: ao invés de o professor investir na mobilização do aluno para o estudo. Estes dois elementos se combinam no processo pedagógico. Assim. uma vez que: . a cada instante. e não mais na nota. a tomada de consciência e a boa vontade de cada um. não está sendo ensinar. muito pelo contrario. ter clareza de objetivos e traçar mediações significativas. e o outro está presente. mas “sobreviver”. professores e alunos redescobrem o gosto pelo conhecimento que vem da compreensão. a avaliação – como regulagem das aprendizagens – é tomada como base para reorientar a organização do trabalho pedagógico (replanejamento). ao contrário. é a sua explicação e concretização que fornecerá o . que estão inovando a prática pedagógica. . a partir de um Projeto político Libertador. construir um vínculo pedagógico coerente com o compromisso com a aprendizagem efetiva de todos os alunos. A transformação na avaliação não se restringe a um esforço isolado do professor. passa a usar a avaliação como arma. A mudança avaliativa não pode ficar restrita à mudança de mentalidade e práticas dos professores. em termos de superação é o poder de o professor estar centrado na proposta pedagógica. a fim de que não seja preciso. está muito difícil ser professor. O preparo adequado do curso. como forma de superação do vínculo alienado. É necessário reconhecer que. firmeza. das condições de trabalho (controle disciplinar). agir de acordo com o planejado e avaliar sua prática (Methodos). como analisamos acima. as manifestações dos educadores em relação à avaliação não se limitam a ela. mas quando os dois estão em baixo nível. rotinas. a questão seria muito simples: o professor resgatar o seu papel essencial que é ensinar. da segurança. remetem a outros aspectos. mas nem por isso são dispensáveis. As estruturas sintetizam o desejo do grupo num determinado momento. pois. canaliza a culpa para alguém (aluno/família). Por meio de novas atividades. Embora isto pareça elementar. apontam. No fundo. embora isto seja absolutamente fundamental. Neste quadro. Mas o que colocar no lugar da pressão da nota? Duas perspectivas são fundamentais: o sentido para o estudo para o trabalho pedagógico e a forma adequada de trabalho em sala de aula. E a tarefa fundamental é. A atividade do professor numa perspectiva dialética implica basicamente: conhecer a realidade. mas é fruto de um trabalho coletivo. de maneira que quando falta um. pedem abertura à superação. a preocupação maior do professor. no contexto da escola brasileira contemporânea. sob pena de se comprometer qualquer esforço na direção de uma nova concepção dos atores sociais.Do ponto de vista objetivo. seja pelo controle. é que permite o melhor aproveitamento. da percepção do aumento da capacidade de intervir no mundo. do sistema educacional e da sociedade. e a busca de uma metodologia participativa em sala.Do ponto de vista subjetivo. para a proposta de trabalho. rituais..

numa nova cultura institucional. consciente. Apesar de a participação individual ser fundamental. que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada. e. em iniciativas. tratase de avaliação curricular. Mas quando a escola assume aquilo enquanto proposta coletiva. antes de ser uma questão de avaliação da aprendizagem. conseguir nota. vale dizer. se pouco convivo com eles?” Ora. científica. deve se traduzir em práticas concretas. ritos. O individualismo está muito enraizado na sociedade e. desfrutar o prazer de conhecer. Trata-se de um importante caminho para a construção da identidade da escola. Concluímos. todavia. não deixar ninguém pelo caminho. nunca definitiva. de todas as maneiras. ser capaz de intervir. solicitar aumento de aulas semanais sugere mais oportunismo corporativo do que zelo pedagógico. O envolvimento da escola como um todo (também as estruturas administrativas e comunitárias) é condição para a consolidação da mudança da avaliação. O ser humano gosta de desafios. que é o piano global da instituição. orgânica. não podemos ficar limitados a isto. a tarefa que está posta é a de superar sua formulação alienada – ser melhor. refletir. abrir novos horizontes dentro e fora da escola. A instituição deve ter uma forma de organização que seja inclusiva. caminhando de uma prática imitativa (cultura da reprovação) ou reativa (mera aprovação) a práxis transformadora (ensino de qualidade democrática para todos) 20 ZABALA. É entendido como a sistematização. leis. este comprometimento dos educadores. e sim de todos que o construíram. fazê-lo advir. Uma coisa é um professor fazer algo inovador. enfatizando a importância absolutamente essencial da participação do professor no processo de mudança na condição de sujeito (e não de objeto). ouve-se a pergunta: “Como posso conhecer melhor os alunos. O processo de elaboração participativa do projeto é um espaço privilegiado de construção do coletivo escolar. Visa ajudar a enfrentar os desafios cotidianos. de um processo de planejamento participativo. que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar.patamar para novas mudanças. cada um busca a sua saída. o significado é bem diferente em termos de processo de mudança. avançar juntos. Tornar vivo o projeto. Antoni. Este desejo. isto tem seu valor. O que se espera é a adequação da carga horária à proposta de ensino: para quem não sabe o que quer. que busque. É um elemento de organização e integração da atividade prática da instituição neste processo de transformação. Reside aí a importância do Projeto político pedagógico. descobrir novas possibilidades de organização do real. negociações. romper com qualquer subterfúgio que leve à exclusão. não deixar que fique engavetado. passar de ano – e apontar novas tarefas para os alunos: aprender mais e melhor. Muitas vezes. só que de uma forma refletida. não é tarefa especifica de um ou outro membro da instituição. o que é essencial. Uma das maiores tarefas colocadas para a sociedade no seu conjunto é conseguir articular uma efetiva visão de futuro positiva para a juventude. Uma queixa recorrente entre os educadores diz respeito à carga horária das disciplinas. A prática educativa: como ensinar Resumo: . pensar com a própria cabeça. em particular. na medida em que expressa o compromisso do grupo com uma caminhada. incorporá-lo na prática. É um instrumento teóricometodológico de transformação da realidade. regras. sistematizada. participativa. no professor: são anos e anos de trabalho isolado.

conhecer melhor o que pode se fazer e o que foge às suas possibilidades. Resumão: 20. Esta competência é adquirida mediante o conhecimento e a experiência. pesquisa bibliográfica. Portanto. realizar a avaliação do que aconteceu. A Escola como grande grupo Organização da classe em equipes fixas.o papel dos professores e alunos PAPEL DOS AGRUPAMENTOS Cada tipo de agrupamento comporta vantagens e inconvenientes. o papel do professor e dos alunos. Para Zabala a melhora de qualquer das atuações humanas passa pelo conhecimento e pelo controle das variáveis que intervêm nelas.24). móveis e flexíveis . . a existência. posteriormente. A prática educativa: como ensinar. estudo. observação. 1 A Prática Educativa: unidades de análise O autor inicia o primeiro capítulo afirmando que “um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu ofício” (p. 1998 Maria Angélica Cardoso O livro de Antoni Zabala objetiva “oferecer determinados instrumentos que ajudem [os professores] a interpretar o que acontece na aula. planejar o processo educativo. – pois ela possui. debate. Porto Alegre: Artmed.As variações Metodológicas da Intervenção na aula . estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais. as características e uso dos materiais curriculares e outros . em um modelo de percepção da realidade da aula estão estreitamente vinculados o planejamento. saber que medidas podem tomar para recuperar o que funciona e generalizá-lo. previamente. Antoni. Conhecer essas variáveis permitirá ao professor. todas as variáveis que incidem nos processos de ensino/aprendizagem. a aplicação e a avaliação. a maneira de organizar os conteúdos. a sequência didática engloba as atividades. assim como para revisar o que não está tão claro” (p. certas possibilidades e certas potencialidades educativas diferentes. Ou seja. 18). que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos” (p. 13). mas com capacidade reflexiva e que necessitamos de meios teóricos para que a análise da prática seja verdadeiramente reflexiva. A outra unidade eleita são as sequências de atividades ou sequências didáticas: “conjunto de atividades ordenadas. Zabala. exercícios.O Construtivismo AS RELAÇÕES INTERATIVAS EM SALA DE AULA:. Para analisar a prática educativa. Zabala elege como unidade de análise básica a atividade ou tarefa – exposição. etc. e.O argumento deste livro consiste em uma atuação profissional baseada no pensamento prático. a organização social da aula. em Tann (1990) e em Hans Aebli (1988) Zabala determina as variáveis que utilizará para a análise da prática educativa. Apoiando em Joyce e Weil (1985). em seu conjunto. leitura. quais sejam: as sequências de atividades de ensino/aprendizagem ou sequências didáticas.

se não se sabe sobre os níveis de desenvolvimento. Na concepção construtivista. O outro referencial engloba as fontes psicológica e didática. desequilíbrio e reequilíbrio. A natureza da intervenção pedagógica estabelece os parâmetros em que pode se mover a atividade mental do aluno. respectivamente. Zabala utiliza a classificação proposta por Coll – capacidades cognitivas ou intelectuais. Mas quais os tipos de capacidade que o sistema educativo deve levar em conta? Diretamente relacionados aos objetivos da educação estão os conteúdos de aprendizagem. Coll (1986) os agrupa em conteúdos conceituais – fatos. que define a função do saber. de relação interpessoal e de inserção e atuação social. Quanto ao segundo referencial de análise – a concepção dos processos da aprendizagem – Zabala afirma que não é possível ensinar nada sem partir de uma ideia de como as aprendizagens se produzem. dos conhecimentos e das disciplinas. Assim. Zabala afirma que. Para esta concepção “o ensino tem que ajudar a estabelecer tantos vínculos essenciais e não-arbitrários entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios quanto permita a situação” (p. e a fonte epistemológica. 2 A Função Social do Ensino e a Concepção sobre os Processos de Aprendizagem: instrumentos de análise Com base no ensino público da Espanha. de relação interpessoal e de inserção social. no ensino que propõe a formação integral a presença dos diferentes tipos de conteúdo estará equilibrada. Classificação que corresponde.recursos didáticos. Zabala defende a concepção construtivista como aquela que permite compreender a complexidade dos processos de ensino/aprendizagem. Zabala utiliza dois grandes referenciais: o primeiro está ligado ao sentido e o papel da educação. As aprendizagens dependem das características singulares de cada um dos aprendizes. motoras. passando por momentos sucessivos de equilíbrio. às perguntas: “O que se deve saber?”. por outro lado. 27). um ensino que defende a função propedêutica e universitária priorizará os conceituais. objeto da didática. existem diferentes formas de classificar as capacidades do ser humano. Esta proposição marcará também a forma de ensinar. o critério para estabelecer o nível de aprendizagem serão as capacidades e os conhecimentos prévios de cada aluno/a. fatores vinculados às capacidades de equilíbrio pessoal. Este referencial busca o sentido e a função social que se atribui ao ensino. técnicas e métodos – ou atitudinais – valores. 38). conceitos e princípios – procedimentais – procedimentos. “O que se deve saber fazer?” e “Como se deve ser?”. Contudo. Este busca a concepção dos processos de ensino/aprendizagem. Uma forma de determinar os objetivos da educação é analisar as capacidades que se pretende desenvolver nos alunos. que está determinada pela concepção ideológica da resposta à pergunta “para que educar?”. além das grandes declarações de princípios. o sentido e o papel da avaliação. Dificilmente pode se responder à pergunta “como ensinar?”. Daí decorre que um enfoque pedagógico deve observar a atenção à diversidade dos alunos como eixo estruturador. atitudes e normas. junto à capacidade cognitiva. As fontes utilizadas são a sócio-antropológica. sua função social “tem sido selecionar os melhores em relação à sua capacidade para seguir uma carreira universitária ou para obter qualquer outro título de prestígio reconhecido” (p. o papel ativo e protagonista do aluno não se contrapõe à necessidade de um papel também ativo do educador. subvalorando o valor informativo dos processos que os alunos/as seguem ao longo da escolarização. . Assim. os estilos cognitivos. os ritmos e as estratégias de aprendizagem. Considerando a função social do ensino e o conhecimento do como se aprende como os instrumentos teóricos que fazem com que a análise da prática seja realmente reflexiva. Nesse processo intervêm. de equilíbrio e autonomia pessoal (afetivas).

calcular. O termo conteúdo atitudinal engloba valores. espetar. classificar. e os princípios se referem às mudanças que se produzem num fato. e o último grau quando interioriza a norma e aceita como regra básica de funcionamento da coletividade que a rege. Os conteúdos conceituais abrangem os conceitos e princípios. portanto. a partir dos dois referenciais básicos para a análise da prática. aos conteúdos conceituais e à concepção da aprendizagem como um processo acumulativo através de propostas . A reflexão sobre a própria atividade é o terceiro passo e permite que se tome consciência da atuação. objetos ou símbolos que têm características comuns. que corresponde aos objetivos de caráter cognitivo. observar. a compreensão não é necessária. Cada grupo apresentando uma natureza suficientemente diferenciada. São conhecimentos indispensáveis para a compreensão da maioria das informações e problemas que surgem na vida cotidiana e profissional. compreensão ou exposição de um fenômeno ou situação. quando é capaz de situar os fatos. traduzir. saltar. A realização das ações que compõem o procedimento ou a estratégia é o ponto de partida. relações com esquemas e representações gráficas. Considera-se que o aluno adquiriu um valor quando este foi interiorizado e foram elaborados critérios para tomar posição frente àquilo que deve se considerar positivo ou negativo. E que aprendeu uma norma. objeto ou situação em relação a outros fatos. Que aprendeu uma atitude quando pensa. Diz-se que o aluno/a aprendeu quando é capaz de recordar e expressar de maneira exata o original. Para fazer estes exercícios de caráter rotineiro é imprescindível uma atitude ou predisposição favorável. o processo de aprendizagem segundo a concepção construtivista. o autor passa a expor sobre a aprendizagem dos conteúdos conforme sua tipologia. descrevem relações de causa-efeito ou de correlação. Concluindo. o segundo quando existe uma conformidade que implica certa reflexão sobre o que significa a norma. Este caráter reprodutivo comporta exercícios de repetição verbal. atitudes e normas. inferir. Na concepção tradicional a sequência de ensino/aprendizagem deve ser a aula magistral. etc. situações. listas e agrupadas segundo ideias significativas. normalmente. Os conceitos se referem ao conjunto de fatos.Após expor. fenômenos concretos e singulares. desenhar. recortado. Considera-se que o aluno/a aprendeu um conteúdo factual quando é capaz de reproduzilo. em condições gerais. mas também utilizá-la para a interpretação. considerando três graus: o primeiro quando se trata de uma simples aceitação. Quando se referem a acontecimentos pede-se uma lembrança o mais fiel possível. Considera-se que o aluno/a aprendeu quando este é capaz não apenas repetir sua definição. Zabala identifica e diferencia a concepção tradicional da concepção construtivista. Em termos gerais aprendem-se os conteúdos procedimentais a partir de modelos especializados. objetos ou situações e que. São conteúdos procedimentais: ler. dados. O quarto e último passo é a aplicação em contextos diferenciados que se baseia no fato de que aquilo que se aprende será mais útil na medida em que se pode utilizá-lo em situações nem sempre previsíveis. a atividade fundamental para sua aprendizagem é a cópia. O segundo passo é que a exercitação múltipla – fazê-lo tantas vezes quantas forem necessárias – é o elemento imprescindível para o domínio competente do conteúdo. Um conteúdo procedimental é um conjunto de ações coordenadas dirigidas para a realização de um objetivo. Se já se tem uma boa compreensão dos conceitos a que se referem os dados. associações. sente e atua de uma forma mais ou menos constante frente ao objeto concreto para quem dirige esta atitude. Os conteúdos factuais englobam o conhecimento de fatos. fatos ou acontecimentos. etc. objetos ou situações concretas naquele conceito que os inclui.

didáticas transmissoras e uniformizadoras. As relações interativas são de caráter diretivo: professor → aluno; os tipos de agrupamentos se circunscrevem às atividades de grande grupo. A distribuição do espaço reduz-se ao convencional. Quanto ao tempo, estabelece-se um módulo fixo para cada área com uma duração de uma hora. O caráter propedêutico do ensino faz com que a organização dos conteúdos respeite unicamente a lógica das matérias. O livro didático é o melhor meio para resumir os conhecimentos e, finalmente, a avaliação tem um caráter sancionador centrado exclusivamente nos resultados. A concepção construtivista apresenta uma proposta de compreensividade e de formação integral, impulsionando a observar todas as capacidades e os diferentes tipos de conteúdo. O ensino atende à diversidade dos alunos, portanto a forma de ensino não pode se limitar a um único modelo. Conforme Zabala (p. 51) “é preciso introduzir, em cada momento, as ações que se adaptem às novas necessidades informativas que surge constantemente”. O objetivo será a melhoria da prática. Nesta concepção, o conhecimento e o uso de alguns marcos teóricos levarão a uma verdadeira reflexão sobre a prática, fazendo com que a intervenção pedagógica seja o menos rotineira possível. 3 As Sequências Didáticas e as Sequências de Conteúdo Neste capítulo o autor apresenta o estudo da primeira variável que incide sobre as práticas educativas: a sequência didática. Ele apresenta quatro unidades didáticas como exemplo e as analisa sob os aspectos do conteúdo, da aprendizagem, da atenção à diversidade e da sequência e tipologia dos conteúdos. O autor conclui que nestas propostas de trabalho aparecem para os alunos diferentes oportunidades de aprender diversas coisas, e para os professores, uma diversidade de meios para captar os processos de construção que eles edificam, de possibilidades de neles incidir e avaliar. Que os diferentes conteúdos que os professores apresentam aos alunos exigem esforços de aprendizagem e ajudas específicas. Refletir sobre o processo ensino/aprendizagem implica apreender o que está sendo proposto de maneira significativa. Discernir o que pode ser objeto de uma unidade didática, como conteúdo prioritário do que exige um trabalho mais continuado pode nos conduzir a estabelecer propostas mais fundamentadas, suscetíveis de ajudar mais os alunos e a nós mesmos. As diferentes propostas didáticas analisadas têm diferentes potencialidades quanto à organização do ensino. Portanto, “mais do que nos movermos pelo apoio acrítico a um outro modo de organizar o ensino devemos dispor de critérios que nos permitem considerar o que é mais conveniente num dado momento para determinados objetivos a partir da convicção de que nem tudo tem o mesmo valor, nem vale para satisfazer as mesmas finalidade. Utilizar esses critérios para analisar nossa prática e, se convém, para reorientá-la” (p.86). 4 As Relações Interativas em Sala de Aula: o papel dos professores e dos alunos Para Zabala (p. 89) as relações de que se estabelecem entre os professores, os alunos e os conteúdos de aprendizagem constituem a chave de todo o ensino e definem os diferentes papéis dos professores e dos alunos. A concepção tradicional atribui ao professor o papel de transmissor de conhecimentos e controlador dos resultados obtidos. Ao aluno cabe interiorizar o conhecimento que lhe é apresentado. A aprendizagem consiste na reprodução da informação. Esta maneira de entender a aprendizagem configura uma determinada forma que relacionar-se em classe. Na concepção construtivista ensinar envolve estabelecer uma série de relações que devem conduzir à elaboração, por parte do aprendiz, de representações pessoais sobre o conteúdo. Trata-se de um ensino adaptativo, isto é, um ensino com capacidade para se

adaptar às diversas necessidades das pessoas que o protagonizam. Portanto, os professores podem assumir desde uma posição de intermediário entre o aluno e a cultura, a atenção para a diversidade dos alunos e de situações à posição de desafiar, dirigir, propor, comparar. Tudo isso sugere uma interação direta entre alunos e professores, favorecendo a possibilidade de observar e de intervir de forma diferenciada e contingente nas necessidades dos alunos/as. Do conjunto de relações necessárias para facilitar a aprendizagem se deduz uma série de funções dos professores, que Zabala (p. 92-104) caracteriza da seguinte maneira: a) Planejar a atuação docente de uma maneira suficientemente flexível para permitir adaptação às necessidades dos alunos em todo o processo de ensino/aprendizagem. Por um lado, uma proposta de intervenção suficientemente elaborada; e por outro, com uma aplicação extremamente plástica e livre de rigidez, mas que nunca pode ser o resultado da improvisação. b) Contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos, tanto no início das atividades como durante sua realização. c) Ajudá-los a encontrar sentido no que estão fazendo para que conheçam o que têm que fazer, sintam que podem fazê-lo e que é interessante fazê-lo. d) Estabelecer metas ao alcance dos alunos para que possam ser superadas com o esforço e a ajuda necessários. e) Oferecer ajudas adequadas, no processo de construção do aluno, para os progressos que experimenta e para enfrentar os obstáculos com os quais se depara. f) Promover atividade mental auto-estruturante que permita estabelecer o máximo de relações com novo conteúdo, atribuindo-lhe significado no maior grau possível e fomentando os processos de meta-cognição que lhe permitam assegurar o controle pessoal sobre os próprios conhecimentos e processos durante a aprendizagem. g) Estabelecer um ambiente e determinadas relações presididos pelo respeito mútuo e pelo sentimento de confiança, que promovam a auto-estima e o autoconceito. h) Promover canais de comunicação que regulem os processos de negociação, participação e construção. i) Potencializar progressivamente a autonomia dos alunos na definição de objetivos, no planejamento das ações que os conduzirão aos objetivos e em sua realização e controle, possibilitando que aprendam a aprender. j) Avaliar os alunos conforme suas capacidades e seus esforços, levando em conta o ponto pessoal de partida e o processo através do qual adquirem conhecimentos e incentivando a auto-avaliação das competências como meio para favorecer as estratégias de controle e regulação da própria atividade. Concluindo, Zabala afirma que os princípios da concepção construtivista do ensino e da aprendizagem escolar proporcionam alguns parâmetros que permitem orientar a ação didática e que, de maneira específica ajuda a caracterizar as interações educativas que estrutura a vida de uma classe, estabelecendo as bases de um ensino que possa ajudar os alunos a se formarem como pessoas no contexto da instituição escolar. 5 A Organização Social da Classe Neste capítulo Zabala analisa a organização social da classe. As diversas formas de agrupamento dos alunos são úteis para diversos objetivos e para o trabalho de diferentes conteúdos. Historicamente a forma mais habitual de preparar as pessoas mais jovens para sua integração na coletividade eram os processos individuais. Atualmente são diversas as formas de agrupamento dos alunos e de organização das atividades às quais o professor pode recorrer. A primeira configuração considerada pelo autor é o grupo/escola em que toda escola tem uma forma de estrutura social determinada. As características desta organização grupal são determinadas pela organização e pela estrutura de gestão da escola e pelas

atividades que toda escola realiza. O grupos/classe fixos é a maneira convencional de organizar os grupos de alunos nas escolas. Além de sua facilidade organizativa, oferece aos alunos um grupo de colegas estável, favorecendo as relações interpessoais e a segurança efetiva. A terceira configuração, os grupos/classes móveis ou flexíveis são agrupamentos em que os componentes do grupo/classe são diferentes conforme as atividades, áreas ou matérias. As vantagens são, por um lado, a capacidade de ampliar a resposta à diversidade de interesses e competências dos alunos e, por outro, que em cada grupo existe uma homogeneidade que favorece a tarefa dos professores. Na organização da classe como grande grupo todo o grupo faz o mesmo ao mesmo tempo. É uma forma de organização apropriada para o ensino de fatos; no caso dos conceitos e princípios aparecem muitos problemas. Para os conteúdos procedimentais é impossível atender a diversidade; no caso dos conteúdos atitudinais o grande grupo é especialmente adequado para a assembléia, mas é insuficiente. A organização da classe em equipes fixas consiste em distribuir os alunos em grupos de 5 a 8 componentes, durante um período de tempo. As equipes fixas oferecem numerosas oportunidades para trabalhar conteúdos atitudinais. A sexta configuração é a organização da classe em equipes móveis ou flexíveis. Implica o conjunto de dois ou mais alunos com a finalidade de desenvolver uma tarefa determinada. São adequadas para o trabalho de conteúdos procedimentais. Também será apropriada para o trabalho dos conteúdos atitudinais no âmbito das relações interpessoais. O trabalho individual é especialmente útil para memorização de fatos, para o profundamente da memorização posterior de conceitos e, especialmente, para a maioria dos conteúdos procedimentais. Uma forma de trabalho individual especialmente útil é o denominado por Freinet de “contrato de trabalho”. Nos “contratos de trabalho” cada aluno estabelece um acordo com o professor sobre as atividades que deve realizar durante um período de tempo determinado. Essa forma trabalho é interessante só para aqueles conteúdos que permitem estabelecer uma sequência mais ou menos ordenada, ou seja, alguns conteúdos factuais e muitos conteúdos procedimentais. Concluindo: a forma de agrupar os alunos não é uma decisão técnica prévia ou independente do que se quer ensinar e de que aluno se quer formar; os trabalhos em grupo não excluem o trabalho e o esforço individuais; os contratos de trabalho podem constituir-se num instrumento eficaz para articulara um trabalho personalizado interessante e pelo qual o aluno sinta responsável; o papel formativo do grupo/escola condiciona o que pode se fazer nos diferentes níveis da escola, educativamente falando, ao mesmo tempo que constitui um bom indicador da coerência entre as intenções formativas e os meios para alcançá-las. Quanto à distribuição do espaço: na estrutura física das escolas, os espaços de que dispõe e como são utilizados corresponde a uma ideia muito clara do que deve ser o ensino. Parece lógica que a distribuição atual das escolas continue a ser um conjunto de salas de aula com um conjunto de cadeiras e mesas enfileiradas e alinhadas de frente para o quadro-negro e para a mesa do professor. Trata-se de uma disposição espacial criada em função do protagonista da educação, o professor. A utilização do espaço começa a ser problematizada quando o protagonismo do ensino se desloca do professor para o aluno. Criar um clima e um ambiente de convivência que favoreçam as aprendizagens se converte numa necessidade da aprendizagem e num objetivo do ensino. Ao mesmo tempo, as características dos conteúdos a serem trabalhados determinam novas necessidades espaciais. Para a aplicação dos conteúdos procedimentais torna-se necessário revisar o tratamento do espaço já que é necessária uma atenção às diferenças. Quanto aos conteúdos atitudinais, excetuando-se o papel da assembleia e das necessidades de espaço dessa atividade, sua relação com a variável

sobretudo. Os conteúdos escolares são apresentados por matérias independentes umas das outras. não pode se deixar levar pela aparente improvisação. Decroly com termo globalismo. apesar de que o nexo que há entre elas não segue nenhuma lógica disciplinar. e a outra. é evidente que o ritmo da escola. Os conteúdos que são trabalhados procedem de diferentes disciplinas. O autor os analisa indicando seus pontos de partida. No entanto. No . um papel decisivo na configuração das propostas metodológicas. Zabala conclui que.espaço está associada à série de manifestações que constituem a maneira de entender os valores por parte da escola. as diversas formas de relação e colaboração entre as diferentes disciplinas que foram consideradas matéria de estudo possibilitando estabelecer três graus de relações disciplinares: 1) Multidisciplinaridade: é a mais tradicional. A ampliação dos conteúdos educativos e. com objetivo de constituir uma ciência que explique a realidade sem parcelamento. dentre eles quatro. Quanto aos métodos globalizados. sua perspectiva se centra exclusivamente no aluno e suas necessidades educacionais. o referencial organizador fundamental é o aluno e suas necessidades educativas. 3) Transdisciplinaridade: supõe uma integração global dentro de um sistema totalizador. Muitas das boas intenções podem fracassar se o tempo não for considerado como uma autêntica variável nas mãos dos professores. o estudo do meio do MCE e os projetos de trabalho globais. da teoria do conhecimento. na escola. são analisados no livro: os centros de interesse de Decroly. Quanto à distribuição do tempo: o tempo teve. A diferença básica entre os dois modelos está no fato de que para os métodos globalizados as disciplinas não são a finalidade básica do ensino. Esse método nasce a partir do termo sincretismo introduzido por Claparède e. Existem duas proposições acerca das formas de organizá-los: uma baseada nas disciplinas ou matérias. da metodologia e dos dados da pesquisa. uma atuação consequente com a maneira como se produzem as aprendizagens leva os professores a reconsiderar que estes modelos inflexíveis. por sua vigência atual. o sistema de projetos de kilpatrick. Nesta concepção pode se situar o papel das áreas na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. suas sequências de ensino/aprendizagem e suas justificativas. onde os conteúdos das unidades didáticas passam de uma matéria para outra sem perder a continuidade. o aspecto que enfatizam na função social é diferente. oferecida pelos métodos globalizados. 2) Interdisciplinaridade: é a interação entre duas ou mais disciplinas que pode ir desde a simples comunicação de ideias até a integração recíproca dos conceitos fundamentais. O planejamento torna-se necessário para que se estabeleça um horário que pode variar conforme as atividades previstas no transcurso de uma semana. A estruturação horária em períodos rígidos é o resultado lógico de uma escola fundamentalmente transmissora. Existem vários métodos que podem ser considerados globalizados. onde uma aproximação global de caráter psicopedagógico determina certas relações de conteúdos com pretensões integradoras. No caso dos modelos disciplinares a prioridade básica são as matérias e sua aprendizagem. e ainda tem. posteriormente. Este sistema favorece uma unidade interpretativa. 6 A Organização dos Conteúdos As relações e a forma de vincular os diferentes conteúdos de aprendizagem que formam as unidades didáticas é o que se denomina organização de conteúdos. de toda uma coletividade. senão que tem a função de proporcionar os meios ou instrumentos que deve favorecer a realização dos objetivos educacionais. Tomando as disciplinas como organizadoras dos conteúdos têm-se. embora todos priorizem o aluno e o como se aprende.

vantagens e inconvenientes. finalmente. verificar que conteúdos são trabalhados. elas têm pouca margem para se transformar num fato habitual e cotidiano. nem a dos alunos. Pelo contrário. quais sejam: detectar os objetivos educativos subjacente a um determinado material. implica atribuir-lhes seu verdadeiro e fundamental lugar no ensino. conforme sua intencionalidade ou função. o objetivo básico desses métodos consiste em conhecer a realidade e saber se desenvolver nela. tanto no planejamento como na intervenção direta no processo de ensino/aprendizagem e de sua avaliação. oferece a oportunidade para acompanhar todo o processo e. o que sabemos e o que sabemos fazer. Mas é um recurso importantíssimo que. os projetos de trabalho globais entendem que o objetivo é a formação de cidadãos e cidadãs capazes de aprender a aprender. o suporte dos diferentes recursos – sua utilização. como avaliar. A conclusão do autor: de nenhum modo os materiais curriculares podem substituir a atividade construtiva do professor. A presença de opções claras sobre a função do ensino e da maneira de entender os . compreensão e participação social. assegurar a sua idoneidade. fechadas. apesar das diferenças. portanto. não apenas potencializa o processo como oferece ideias. o método de projetos de Kilpatrick considera que sua finalidade é a preparação para a vida de pessoas solidárias que sabem fazer. Por suas características eles podem ser classificados conforme o âmbito de intervenção a que se referem. rotineiras. Contrariamente. Esta característica é que os tornam suscetíveis de contribuir de forma valiosa para o crescimento pessoal. sua função se encontra estreitamente ligada à função que se atribui a todo o processo. por parte dos professores.centro de interesse a função social consiste em formar cidadãos preparados para conhecer e interagir com o meio. Na sequência o autor analisa o uso dos materiais didáticos conforme a tipologia dos conteúdos. para alcançar sua característica de um instrumento de análise. Nesse sentido suas possibilidades e potencialidades se vinculam para a forma que as próprias situações didáticas adotam. 7 Os Materiais Curriculares e os outros Recursos Didáticos Os materiais curriculares são todos aqueles instrumentos que proporcionam ao educador referências e critérios para tomar decisões. A avaliação é o processo-chave de todo o processo de ensinar e aprender. se bem utilizado. quem são os sujeitos e quais são os objetos da avaliação são analisados nesse último capítulo. propostas e sugestões que enriquecem o trabalho profissional. e. analisar cada uma das sequência de atividades propostas para comprovar se cumprem os requisitos da aprendizagem significativa. Concluindo. conforme os conteúdos que desenvolvem e conforme o tipo de suporte que utiliza. na aquisição das aprendizagens. uma vez que fazem parte da bagagem que determina o que somos. duras. Contudo. e estabelecer o grau de adaptação ao contexto em que serão utilizados. 8 A Avaliação Porque avaliar. o autor afirma que inclinar-se por um enfoque globalizador como instrumento de ajuda para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos não supõe a rejeição das disciplinas e dos conteúdos escolares. as propostas abertas favorecem a participação dos alunos e a possibilidade de observar. verificar a sequência de atividades propostas para cada um dos conteúdos. para o método de estudo do meio a formação de cidadãos democráticos e com espírito científico. elabora propostas de materiais curriculares para a escola e indica alguns critérios para análise e seleção dos materiais. que vai além dos limites estreitos do conhecimento enciclopédico. Quando as avaliações são homogeneizadoras.

SÍNTESE DOS 20===-aprendizado e desenvolvimento.. 4= Aprender conteúdos & desenvolver capacidades. 19=Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma praxis transformadora. O ensino na sociedade do conhecimento:educação na era da insegurança. um tesouro a descobrir. 5= A autonomia dos professores. que os impulsionem para analisar o que acontece e tomar decisões para reorientar a situação quando for necessário..2= Metáforas novas para reencantar aeducação – epistemologia e didática. um processo sócio-histórico. A pesquisa na prática.Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. Metáforas novas para reencantar a Educação. 8=Ensino para a compreensão. 6= um tesouro a descobrir. O construtivismo na sala de aula. O melhor caminho para fazer é para ajudar os alunos a alcançar os critérios que lhes permitam auto-avaliar-se combinando e estabelecendo o papel que essa atividade tem na aprendizagem e nas decisões de avaliação.interdisciplinaridade.16= Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino.. um processo sócio-histórico. . Ao mesmo tempo exige uma atitude observadora e indagadora por parte dos professores.. Ensino para a compreensão.o necessário… . mas algo que deve ser planejado seriamente. 14= 10 novas competências para ensinar. A pesquisa na prática.Aprender conteúdos & desenvolver capacidades.7= Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. o possível. Ler e escrever na escola: o real. A ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS *multidiciplinaridade. o necessário. que a faça menos arbitrária e mais justa. E os professores também devem aprender a confiar nas possibilidades dos alunos para auto-avaliar-se no processo. Avaliar para promover: as setas do Caminho. A autonomia dos professores.3= O construtivismo na sala de aula. transdisciplinaridade OS MATERIAIS CURRICULARES E OUTROS RECURSOS DIDÁTICOS Suporte de Informática:-Multimídia:A AVALIAÇÃO SÍNTESE DOS 20 LIVROS… 1-aprendizado edesenvolvimento.. soma-se à necessidade de objetivos com finalidades específicas que atuam como referencial concreto da atividade avaliadora.9= O ensino na sociedade do conhecimento: educação na era da insegurança.15= Para onde vai a educação?. o possível. 17=Saberes docentes e formação profissional. 13= Os sete saberes necessários à educação do futuro. 20=A prática educativa: como ensinar.processos de ensino/aprendizagem e que dão um sentido ou outro à avaliação. Finalizando tanto a avaliação quanto a auto-avaliação não pode ser um episódio ou um engano. 12= Ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. epistemologia e didática. 18= O novo pacto educativo. 11= Ler e escrever na escola: o real. 10= Avaliar para promover: as setas do Caminho.

Para onde vai a educação?.. Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino.Ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. A prática educativa: como ensinar. O novo pacto educativo. Saberes docentes e formação profissional.Práticas de Mudança: por uma praxis transformadora. Avaliação da Aprendizagem. PLANO DE ESTUDO 1=20 LIVROS PENSADORES 2=8 DOCUMENTOS 3=ESPECÍFICA SEPARE POR TEMAS: FORMAÇÃO DO PROFESSOR: 1=CONTRERAS= AUTONOMIA DOS PROFESSORES 2=FREIRE= PEDAGOGIA DA AUTONOMIA=SABERES NECESSÁRIOS 3=MORIN=7 SABERES 4=PERRENOUD=10 COMPETÊNCIAS 5=TARDIF=SABERES DOCENTES E FORMAÇÃO PROFISSIONAL AVALIAÇÃO/ PESQUISA 1=HOFFMANN=AVALIAR PARA PROMOVER 2=VASCONCELOS=AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 3=ZABALA=PRÁTICA EDUCATIVA 4=GARDNER=A PESQUISA NA PRÁTICA EDUCAÇÃO 1=ASSMAN=REENCANTAR A EDUCAÇÃO 2=DELORS=EDUCAÇÃO UM TESOURO 3=HARGREAVES=EDUCAÇÃO NA ÉRA DO CONHECIMENTO 4=PIAGET=PARA ONDE VAI A EDUCAÇÃO .. 10 novas competências para ensinar. Os sete saberes necessários à educação do futuro.

4. Criança: Até 12 anos(incompletos) Adolescente: 12 a 18 anos Finalidade: Proteção integral a criança e ao adolescente Criança e adolescente: gozam de todos os direitos fundamentais da pessoa humana 5. Preferência nas políticas sociais e publicas de destinação privilegiada de recursos públicos. Igualdade de condições para acesso e permanência na escola Direito de ser respeitado por seus educadores Contestar critérios avaliativos -> recorrer às instancias superiores Organizar e participar de entidades estudantis Escola publica e gratuita próxima a sua residência . esporte e lazer. 5.5=TEDESCO=O NOVO PACTO EDUCATIVO ALUNO/ CONTEÚDOS/APRENDIZAGEM 1=OLIVEIRA=APRENDIZADO E DESENVOLVIMENTO 2=COLL=CONSTRUTIVISMO SALA DE AULA 3=COLL=APRENDER CONTEÚDOS. 4. sociedade e poder publico 6. Efetivaçõa dos direitos: dever da família. 2. 1. TITULO II – Dos direitos fundamentais Cap. Proteçao e socorro 2. CONTEÚDOS DE LEGISLAÇÃO PEDAGÓGICA ECA LEI FEDERAL 8069/90 (alterada pelo novo código civil) LIVRO I – Parte geral 1. cultura. 3. 3. comunidade. 2. Criança e adolescente: tem prioridade 1. direito de: 1. DESENVOLVER CAPACIDADES 4=LERNER=LER E ESCREVER NA ESCOLA 5=MARZANO=ENSINO QUE FUNCIONA 6=PIAGET=PROBLEMAS DE ENSINO. IV – Do direito a educação. Precedência no atendimento dos serviços publicos ou de relevância publica 3. Criança e adolescente:direito a educação(exercício da cidadania e qualificação para o trabalho).

Ato infracional: crime ou contravenção 2. Guarda: legaliza a posse de fato. Medidas de proteção: Quando os direitos das crianças e dos adolescentes forem ameaçados ou violados por ação ou omissão da sociedade e do estado. transporte. Tutela: implica o dever de guarda e perda do pátrio poder LIVRO II – Parte especial 1. Dever do estado: criança e adolescente: 1. Zelar junto a pais/responsáveis pela freqüência a escola 1. Maus tratos aos alunos 2. material e educacional do “pimpolho” 2. Matricula e freqüência obrigatória no EF(EM não!) . falta/omissão/abuso de pais /responsáveis. 6. Poder publico: Não oferecer o ensino obrigatório lesa responsabilidade de autoridade competente(crime de responsabilidade). artísticos e históricos do contexto social da criança e do adolescente. Pais/responsáveis: Dever de matricular os filhos na escola 2. conduta do “pimpolho” 1. Guarda e tutela 1. Acompanhamento do pai/responsável com termo de responsabilidade 2. 2. 4. assistência a saúde. 3. Ensino Fundamental: até para alunos fora da idade Ensino médio: extensão progressiva da obrigatoriedade e gratuidade Deficientes: Preferencialmente na rede regular 0 a 6: atendimento em creches e pré-escolas Acesso a níveis mais elevados de ensino: de acordo com a capacidade individual Oferta de ensino noturno: Adolescente trabalhador Ensino fundamental: Programa suplementares de material didático. Menores de 18 anos: menor infrator. deve: 1. 7. Criança: Medidas de proteção 4. Orientação/ apoio/ acompanhamento temporário 3. o detentor pode opor-se a terceiros(inclusive os pais).1. Recensear os educandos no EF 2. Dirigentes das escolas: Comunicar ao conselho tutelar : 1. 2. Faltas e evasão(esgotados os recursos escolares) 3. 3. 1. 5. Processo educacional: Respeitar os valores culturais. dever de assistência moral. garantindo a eles liberdade de expressão e acesso a cultura. alimentação. Fazer-lhes a chamada 3. Adolescente: Medidas sócio-educativas 5. Elevada a repetência 1. Pais/Responsáveis: direito de ciência do processo pedagógico e participar da definição das propostas educacionais -> planejamento 2. inimputaveis e sujeitos as medidas previstas em lei.

6. circunstancias e gravidade da infração Do conselho tutelar: 1. Adoção das medidas sócio-educativas: levado em conta: 1. zela pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente 1. 7. Medidas sócio-educativas: 1. Conselho tutelar: órgão permanente autônomo não jurisdicional. Atribuições do conselho tutelar 1. 5. Capacidade do “pimpolho” de cumpri-las. Inclusão em programa de combate as drogas e álcool Abrigo em entidade Família substituta 1. Representar junto ao ministério publico: perda/ suspensão do pátrio poder. vencimentos e salários para os integrante do quadro do magistério da secretaria da educação e providencias correlatas. Diretor de escola: SQC II 2. Minimo um por município 2. Supervisor de ensino: SQC II . 7. LEI COMPLEMENTAR 836/97 1. 6. 3. 1. Representar em nome da pessoa e da família contra a violação dos direitos da criança e do adolescente 3. psicológico e psiquiátrico. Classe de docentes: 1. Classe de suporte pedagógico: 1. Assunto: Oplano de carreira. 2. 5 membros. Atender crianças e adolescentes: atender e aconselhar pais/responsáveis. 8. criança e adolescente Tratamento medico. 5.4. Inclusão com programa comunitário de auxilio a família. Advertência Obrigação de reparar o dano Prestação de serviços a comunidade Liberdade assistida(agora cidadã) Regime de semi-liberdade Internação em estabelecimento educacional Medidas de proteção: de a até f. 2. 4. Prova suficiente da autoria e materialidade da infração 2. PEB 2: SQC II e SQF II 1. escolhidos pela comunidade com mandato de 3 anos 1. ato infracional(medidas de proteção de a até g) 2. PEB 1: SQC I e SQF I 2.

Nomeação 2. Jornada de trabalho semanal 1. Lembrete: OFA( lei 180/78. Hora de trabalho: 60 minutos(1 hora). Provimento de cargo: pág. Acumulo de 2 cargos: Carga limite de 64 horas semanais. Media de quaisquer 7 anos corridos 3. Media de quaisquer 10 anos alternados 1. Evolução funcional: nível superior 1. 2. Não acadêmica: com interstício • Fim da evolução automática: 5% a cada dois anos. PEB I e PEB II 4 anos 4 anos 5 anos 5 anos SUPORTE PEDAGÓGICO 4 anos 5 anos 6 anos 6 anos NIVEIS I p/ II II p/ III III p/ IV IV p/ V 1. doutorado nível V 2. Dirigente regional de ensino: comissão precedida de nomeação e processo seletivo a critério da SEE • • Diretor: 8 anos de magistério(efetivo exercício) Supervisor: 8 anos de magistério(sendo dois em cargo/função de suporte pedagogico) ou 10 anos de magistério. PEB II: mestrado nível IV.39(supervisor) 1. ex – ACT) não tem jornada. . Media dos últimos 5 anos(60 meses) 2. PEB I: Licenciatura plena nível IV. 5 horas de trabalho pedagógico(1 na escola. Via acadêmica: mestrado/doutorado sem interstício. Jornada inicial de trabalho: 20 horas(aluno) e 4 horas de trabalho pedagógico(2 na escola e 2 em local de livre escolha) • O que excede a jornada = jornada suplementar 1. 3 em local de livre escolha) 2. Dirigente regional de ensino: SQC I 1. Jornada básica de trabalho: 25 horas com aluno. hora/aula(50 minutos) 2. 3. tem carga horária 1. Professor/diretor/supervisor: Concurso publico de provas e títulos. Direito: 15 minutos de descanso por período.3. mestrado/doutorado nível V. Aposentadoria: carga horária(escolha do interessado) 1.

procedimento. Remuneração por serviço extraordinário 6. Conhecer e respeitar as leis: ignorantiam nom est argumentum. Participar: conselho de escola. etc. LEI COMPLEMENTAR 444/85(ANTIGO ESTATUTO DO MAGISTÉRIO) I – Artigo 61: Direitos dos integrantes do QM 1. Empenhar-se em prol do desenvolvimento do aluno: o professor é responsável pelo desenvolvimento/aprendizagem do aluno. especialização -> mestrado e cursos do Chalita! 3. 5. Artigo do Dimenstein na Folha(fim do aumento de salário e bônus de acordo com o desempenho do aluno) 4. Eleição: anual. avaliação das atividades escolares 9. 8. Reunião na escola para tratar de assunto do interesse da categoria: não prejudicar as atividades escolares II – Artigo 62 1. avaliação(respeitar a pessoa humana e bem comum) 4. Cooperação e solidariedade: comunidade e quite escolar 7. pode ser diluídas ao longo do ano.Artigo 95: Conselho de escola deliberativo 1. Tratamento técnico-pedagogico igual: OFA e efetivo. recesso(pode ser convocado para trabalhar) III. técnico-cientifico 7. reuniões. Informações. Liberdade de escolha: material. material. planejamento. Participar: conselho de escola.• Dirigente regional de ensino: 8 anos de magistério(2 em suporte pedagógico ou direção de órgãos técnicos) ou 10 anos de magistério. Frequentar cursos de informação. Assiduidade e pontualidade: Problema das faltas 6. 2. ser titular de cargo do QM estadual. Desenvolver o senso critico e a consciência política do aluno 8. acessória técnica -> melhorar o desempenho e ampliar os conhecimentos 2. atualização. Férias: não precisam ser concentradas em janeiro. primeiro mês letivo. execução. Respeitar o aluno e se compremeter com a eficiência do seu aprendizado 9. Preservar os princípios/ideais/fins da educação nacional em seu trabalho 3. planejamento/execução/ avaliação da s atividades escolares IV.Artigo 63: Deveres 1. Participar das atividades escolares relacionadas com suas atribuições: planejamento. Vale também para o readaptado 3. Auxilio para publicações: didáticos. pares de cada seguimento . Instalações e material técnico e fim pedagógico para o exercício da profissão 5. Direito a férias de acordo com o calendário escolar 2.

servidores. Priscilla Lopes4 RESUMO: O Governo do Estado de São Paulo. os objetivos a serem alcançados e a forma que os alunos devem ser avaliados após determinados períodos. 25% de alunos. apresentou e implementou no ano de 2008 uma Proposta Curricular para todas as escolas da rede pública estadual. PALAVRAS-CHAVE: Reformas educacionais. Proposta curricular. Trabalho Docente. Neste sentido. calendário. Reuniões: Ordinárias (2 vezes por semestre) Extraordinárias (convocação do diretor ou 1/3 dos membros no mínimo) 1. Alisangelo Aparecido dos SILVA. fazendo ainda de forma preliminar uma breve discussão sobre o trabalho do professor e questões relacionadas à autonomia e precarização do seu trabalho. MARQUES. 5% especialistas/ suporte pedagógico – exceto diretor. 25% pais de alunos 3. alunos). Composição: 40%de docentes. por meio de pesquisa bibliográfica. tentar relacioná-la às determinações de organismos internacionais – como. lançou no ano de 2008 uma proposta curricular para ser implementada de forma imediata em todas as escolas da rede pública . Num segundo momento. por exemplo. Priscilla Lopes Conhecendo a proposta A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Diretor: presidente do conselho 4. Daniela Miranda MOURA. a atuação dos professores. CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR FRANCO REFORMAS EDUCACIONAIS E A PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES. Marcilene Rosa Leandro2 SANTOS. Daniela Miranda1 MOURA. o Banco Mundial – e consequentemente às definições da reforma educacional ocorrida nos anos 90 do Século passado. Alisangelo Aparecido dos3 SILVA. MARQUES. por meio da Secretaria de Estado da Educação. prioridades para aplicação das verbas da escola e instituições auxiliares(APM). 5% de funcionários. REFORMAS EDUCACIONAIS E A PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES. Marcilene Rosa Leandro SANTOS. Delibera sobre: Diretrizes e metas da escola. penalidades(FUncionarios. Esta Proposta amparada na distribuição de materiais gráficos indicam os conteúdos a serem trabalhados.2. regimento escolar. este artigo traz o seguinte questionamento: A proposta curricular apresentada pela SEE/SP atende às determinações de organismos internacionais e conseqüentemente das reformas educacionais ocorridas na década de 90 do Século passado? Na tentativa de iniciar esta discussão apresento num primeiro momento informações gerais sobre a Proposta Curricular.

o modo de avaliar e corrigir os produtos da atividade (SEE/SP. A Coordenadora Geral do Projeto Maria Inês Fini. Vice-Diretor e Coordenador Pedagógico -. Arte. o modo de organizar a classe para as tarefas.] as habilidades que foram previstas para recuperar/consolidar. 2008). o modo de o professor se preparar para aplicar a aula. independente da escola ser da zona rural ou urbana – que compreende que professores e alunos são únicos e que o material disponibilizado servirá de referência para as práticas em sala de aula (SEE/SP. 2008). Língua Estrangeira Moderna. informando que o período inicial do ano letivo – período entre os dias 18 de fevereiro de 30 de março -. A Revista do Professor apresenta também: [. o tempo previsto. 2008). O primeiro material elaborado por uma equipe técnica da SEE/SP e distribuído em todas as escolas da rede pública estadual de São Paulo foi o Jornal do Aluno – no formato de um Jornal e entregue a todos os alunos (os professores também receberam um exemplar de acordo com a disciplina/série que ele ministra aulas) – e a Revista do Professor – entregue a todos os professores. professores e alunos) com orientações específicas sobre sua utilização na unidade escolar (SEE/SP.. Estes materiais (apostilas no formato cartilha. afirmou na apresentação da Revista do Professor – que foi distribuída em todas as escolas da rede pública estadual. 2008). jornal e DVD’s) foram enviados à todas as escolas da rede (Equipe Gestora – Diretor. por disciplina/série e apresentava em seu teor o número específico de aulas necessárias para a aplicação de cada conteúdo pré-determinado e trouxe de forma detalhada possibilidades de aplicação e de avaliação das atividades propostas para o aluno portador do Jornal (SEE/SP. A Proposta Curricular Depois de enviar o material do período de recuperação intensiva – Jornal do Aluno. objetivou subsidiar tanto professores quanto alunos na realização das atividades em sala de aula durante o denominado período de recuperação intensiva e privilegiou a leitura. “As habilidades de leitura e produção de textos serão privilegiadas nas disciplinas Língua Portuguesa. O projeto. foi apenas um período de recuperação e que o trabalho com os conteúdos do primeiro bimestre se iniciaram com a chegada deste novo material também em formato de cartilha. O Jornal do Aluno foi organizado por áreas facilitando a compreensão do leitor e a Revista do Professor subsidiou a aplicação das atividades propostas no referido Jornal. . De acordo com orientações da Secretaria de Estado da Educação. os recursos necessários. 13). o modo de direcionar e motivar os alunos. 2008. 15). Educação Física. p. está apoiado na utilização de vários materiais pedagógicos (SEE/SP. p. Segundo informações constantes na Revista do professor. os professores e equipe gestora receberam também orientações por meio de vídeos tutoriais que apresentaram os princípios da organização do material (SEE/SP. 2008. 2008). denominado “Cadernos do Professor”. este material. O material foi dividido em fundamental e médio. indicado para ser utilizado nos primeiros 40 dias letivos do ano de 2008 (entre os dias 18 de fevereiro e 30 de março de 2008).. História e Filosofia” e não exclui o desenvolvimento de outras habilidades (SEE/SP. que segundo a Secretária da Educação do Estado de São Paulo Professora Maria Helena Guimarães Castro é ousado e inovador. Além da Revista do Professor e do Jornal do Aluno. Revista do Professor e Vídeos Tutoriais – a Secretaria de Estado da Educação envia um novo material indicando os conteúdos a serem trabalhados pelo professor no ano letivo de 2008. 2008).do Estado de São Paulo. a produção de textos e a matemática (SEE/SP.

O texto de apresentação afirma que a sociedade do século XXI [. ligada ao uso das tecnologias de comunicação que hoje mediam o acesso ao conhecimento e aos bens culturais (SEE/SP. Química e Física – Matemática e Ciências Humanas e suas Tecnologias – História. essa tática descentralizada mostrou-se ineficiente. como por exemplo. (SEE/SP. III) As competências como referência.] garantir a todos uma base comum de conhecimentos e competências.] é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento. A Proposta Curricular foi dividida em áreas. – Biologia. IV) Prioridade para a competência da leitura e da escrita. 2008a. Assegura ainda que esta iniciativa procura “[... a saber: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. são citados outros materiais que darão suporte à Proposta Curricular.. é que nossa ação tenha um foco definido. a Secretária da Educação do Estado de São Paulo salienta que se faz necessária uma “[. com a elaboração da Proposta Curricular e de todo o material que a integra. porém.. Códigos e suas Tecnologias – Língua Portuguesa. Arte e Educação Física. Adverte que “[. A apresentação da Proposta Curricular do Estado de São Paulo está dividida em dois tópicos: Uma educação à altura dos desafios contemporâneos e Princípios para um currículo comprometido com o seu tempo. p.] ação integrada e articulada [.. sendo então. que justifica a necessidade de uma Proposta Curricular com a seguinte frase: “A criação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Por conta desta ineficiência. afirma: “Mais do que simples orientação. conviver ou exercer a cidadania.]” priorizando a competência de leitura e escrita (SEE/SP. II) O currículo como espaço de cultura. portanto é necessário que os alunos tenham “[. Sociologia e Psicologia – e Linguagens. Neste sentido..]”. 9).). produto da revolução tecnológica que se acelerou na segunda metade do século passado e dos processos políticos que redesenharam as relações mundiais.] não há liberdade sem possibilidade de escolhas [. O texto de Apresentação da Cartilha vem assinado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. V) Articulação das competências para aprender e VI) Articulação com o mundo do trabalho. ou exclusão.. .). p. o que propomos..]” (SEE/SP. s/p. Maria Helena Guimarães de Castro. s/p. Finalizando o texto de apresentação. Geografia.... articuladora. 2008a). seja pra trabalhar. 2008a. Ainda nesta apresentação. 2008a.] modo produtivo e solidário”.. que transite entre o local e o mundial [. denominada “Proposta Curricular do Estado de São Paulo – disciplina especificada – Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio”. 10). 2008a.]”. Ao longo do tempo.. Filosofia. 2008a).. foi um passo importante..” (SEE/SP. seja para cuidar do ambiente em que se vive. Este segundo tópico apresenta os seguintes itens: I) Uma escola que também aprende. Afirma também que por conta do maior número de pessoas portadoras de um diploma de nível superior. este deixou de ser um diferencial. que também subsidie os profissionais da rede.] acesso a um amplo conhecimento dado por uma educação geral. que deu autonomia às escolas para que definissem seus próprios projetos pedagógicos. já está gerando um novo tipo de desigualdade.” (SEE/SP. mais relevantes as características cognitivas e afetivas e as competências apreendidas na vida escolar.O material que apresenta os “Cadernos do Professor” é uma outra cartilha confeccionada sob a coordenação de Maria Inês Fini. as “Orientações para a Gestão do Currículo na Escola” dirigido à equipe gestora. Língua Estrangeira Moderna... a qualidade da educação oferecida nas escolas públicas para as camadas mais pobres da população é fundamental para a inserção do indivíduo no mundo de “[. Essa sociedade. para que nossas escolas funcionem de fato como uma rede [... e os “Cadernos do Professor” (SEE/SP..

2008a. Segundo a Proposta Curricular. além dos limites da escola. porém. dicas de pesquisas filmes.] a escola que aprende. 2008a. 2008a.. Quando os pontos de partida são diferentes. com a intenção de complementar o trabalho na sala de aula e contribuir para a formação do aluno.. p. “[. com espaços para responderem no mesmo caderno. os conteúdos propostos. o currículo como espaço de cultura. é preciso tratar diferentemente os desiguais para garantir a todos uma base comum”. Lembrando sempre que a quantidade e a qualidade do conhecimento devem ser “[..] igualdade de oportunidades. resolver problemas e tomar decisões tornamse mais importantes do que conhecimentos e habilidades voltados para postos específicos de trabalho. 2008a. as metodologias e a aprendizagem dos alunos compõem um sistema comprometido com a formação de crianças e jovens em adultos aptos a exercer suas responsabilidades – trabalhar. p. o trabalho passa por transformações profundas e afirma que: [. p..] determinadas por sua relevância para a vida de hoje e do futuro. também divididos por disciplina/série/bimestre.. mais que os conteúdos isolados. Dando continuidade à política educacional delineada no ano de 2008 por meio de um novo modelo de proposta curricular – neste ano de 2009. a articulação das competências para aprender e a contextualização no mundo do trabalho”. O “Caderno do aluno” possui a mesma disposição de textos.” E é responsabilidade de todos os professores esta aprendizagem (SEE/SP.” (SEE/SP.] À medida que a tecnologia vai substituindo os trabalhadores por autômatos na linha de montagem e nas tarefas de rotina. livros e sites. as competências para trabalhar em ilhas de produção. a formular seu próprio projeto de vida e a tecer seus sonhos de transformação do mundo. 2008a. p. 11). 24).. 18). as competências como eixo de aprendizagem. a prioridade da competência de leitura e de escrita. 11). as competências são guias eficazes para educar para a vida. a proposta se torna definitivamente currículo – além do material disponibilizado aos professores – Caderno do Professor por disciplina. garantindo desta forma a todos “[. associar concepção e execução. p.. 2008a. a atuação do professor. Este currículo amparado no conceito de competências propõe que a escola e os professores indiquem claramente o que o aluno vai aprender. constituir uma família e ser autônomo – e com condições de atuar na sociedade de forma produtiva (SEE/SP. (SEE/SP. série e bimestre – a SEE/SP envia também às escolas o “Caderno do Aluno”. Além disso.. (SEE/SP. Tendo um currículo que promove a aprendizagem de competências e habilidades. o que é indispensável que este aluno aprenda. figuras e gráficos semelhantes com a do professor. (SEE/SP. 2008a). Justificando a ênfase na centralidade da linguagem nos processos de desenvolvimento. 2008a).. A Proposta Curricular faz menção também à necessidade da articulação da educação com o mundo do trabalho.] a propor e alterar contratos. Portanto. 15). 17-8). reforçando a necessidade da alfabetização tecnológica básica. p. este . a Proposta Curricular propõe que o adolescente aprenda pouco a pouco. A Proposta Curricular ora discutida apresenta como princípios centrais: “[. no sentido de preparar os alunos para a inserção num mundo em que a tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas e também da compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos da produção de bens e serviços necessários à vida (SEE/SP.. diversidade de tratamento e unidade de resultados. a respeitar e criticar normas. a enfrentar as conseqüências das próprias ações.

de acordo com a Proposta Curricular implementada no ano de 2008 pela SEE/SP e configurada como currículo oficial no ano de 2009. que sistematicamente apresenta pacotes de medidas organizadas por economistas dentro da lógica e da análise econômica. p. retomar conteúdos e fazer revisões. promover a equidade e garantir a qualidade dos sistemas escolares por meio de . cabe ao professor a tarefa de orientar os estudos.. cada vez mais saberes e saber evolutivos. Tailândia. Outro órgão internacional que vem discutindo e intervindo na educação nacional é o Banco Mundial. fazer e refazer exercícios para compreender melhor um conteúdo. Já o Relatório Delors. A referida Declaração trata da satisfação das necessidades básicas de aprendizagem e afirma que todos os indivíduos devem ter condições de aprender a ler. da mesma forma que a elaboração do Relatório Delors também contempla estas discussões. patrocinada pelo Banco Mundial e outras agências internacionais traz algumas discussões que nos remete à Proposta Curricular elaborada pela SEE/SP. 1998. Uma delas é a elaboração da Declaração da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. 89). sem que se perca a qualidade além de se tomar medidas efetivas para reduzir as desigualdades e que esta se torne equitativa (BRASIL. 2006). aptidões e valores e afirma que a educação básica deve ser universalizada. adaptados à civilização cognitiva” (DELORS. e refletir sobre um tema ou assunto de uma disciplina. Ciência e a Cultura – da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI trata desse aprendizado útil onde a “[. 2009) Portanto. 2009). de modo que possam sobreviver. Nesta discussão sobre as reformas educacionais brasileira. especificamente.] educação deve transmitir de fato. enquanto que o aluno. Esta Conferência.. Neste sentido. de forma maciça e eficaz. calcular e resolver problemas. habilidades de raciocínio.caderno oferece as “Lições de casa”. é importante ressaltar as discussões ocorridas anteriormente por organismos internacionais. 2006) Também trata da necessidade da concentração de todos os esforços na aprendizagem dos educandos. desenvolver suas potencialidades. viver e trabalhar com dignidade e continuar aprendendo (BRASIL. passamos a expor algumas discussões dando ênfase na relação entre as reformas educacionais da década de 90 do Século passado com o fim da autonomia do professor. escrever. realizar pesquisas para ampliar ou aprofundar conhecimentos sobre um assunto. (SEE/SP. os conteúdos propostos devem estar articulados com a repetição de tarefas e com o mundo do trabalho. esclarecer dúvidas. A questão das reformas educacionais e da autonomia Depois de fazer uma apanhado geral sobre os materiais da Proposta Curricular do Governo do Estado de São Paulo – agora já denominado currículo – especificamente. além da ênfase na centralidade da linguagem nos processos de desenvolvimento dos alunos. por meio do seu “Caderno” deverá: Ler ou reler textos indicados pelo professor. amparada em habilidades e competências. expressar-se oralmente. De acordo com introdução dada no Caderno do aluno “é por meio de estudos e da realização das tarefas que você poderá conquistar a autonomia para aprender sempre” (SEE/SP. implementada no ano de 2008 nas escolas da rede pública do Estado de São Paulo. com o intuito de melhorar o acesso. – Relatório para a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação. munidos de conhecimentos úteis. realizada em 1990 em Jomtien.

além de elaborar guias didáticos para estes últimos e (c) melhorar o conhecimento dos professores (privilegiando a capacitação em serviço sobre a formação inicial e estimulando modalidades á distância. p. Para Oliveira (2004) as reformas educacionais propostas nos anos 90 do Século passado. Neves (2000) diz que a indissociabilidade entre a economia e a política se refletiu na política educacional com a elaboração do Plano Decenal de Educação para Todos que vislumbrava elevar o nível mínimo de escolaridade dos brasileiros e a melhoria da qualidade de ensino.] no qual confluem e interatuam insumos ao invés de pessoas. afirma Oliveira (2004.] a escola transitou de um modelo tradicional. que se caracterizava pela autonomia do professor em relação ao ensino e à organização escolar e por processos burocráticos praticamente inexistentes. 1131) “[. desvalorização. E diz ainda que para os técnicos do Banco Mundial o currículo é basicamente conteúdos. 141). materiais de ensino.]”. Recomenda aos países que deixem a produção e distribuição dos livros didáticos em mãos do setor privado. quantidades ao invés de qualidades” (TORRES. Desta forma. Segundo Torres (1998). desqualificação e precarização do trabalho docente. p. 1998. o Banco Mundial recomenda que a elaboração do currículo seja feita de forma restrita pelo poder central e também define a educação como um campo sem especificidade ou discussão pedagógica. e da atribuição de tarefas de casa.. (b) proporcionar livros didáticos. da flexibilização e adequação dos horários.] tais reformas serão marcadas pela padronização e massificação de certos processos administrativos e pedagógicos. Este currículo define as matérias a serem ensinadas apresentando um guia geral sobre os objetivos a serem alcançados. as reformas educacionais ocorridas no Brasil nos anos 90 do Século passado assumiram um duplo enfoque: Por um lado tem-se uma educação dirigida à formação para o trabalho e por outro lado a gestão da pobreza. métodos. para um modelo técnico-burocrático. p. da garantia da suposta universalidade [. caracterizado pela .reformas educacionais que em última instância devem possibilitar aos educandos as habilidades requeridas pelo mundo do trabalho. o eixo principal da educação passa a ser a equidade social. resultados ao invés de processos. através da prolongação do ano escolar... contando com o apoio da comunidade escolar e tendo como objetivo principal formar indivíduos para a empregabilidade trazendo mudanças significativas para os trabalhadores docentes. “[.. estratégias. 4) afirma que na década de noventa do Século passado a escola brasileira passou por várias modificações em termos de estrutura e de organização e cita que: [... Hypolito (1991. 134-5) na concepção do Banco Mundial a qualidade educativa está pautada no investimento em três itens: (a) Aumentar o tempo de instrução.. Com relação às reformas educacionais ocorridas nos anos noventa do Século passado. que capacitem os professores na sua utilização. Oliveira (2004) esclarece ainda que com as determinações da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. principalmente questões relacionadas à flexibilização. p. critérios e métodos de avaliação. Para Torres (1998.. Neste sentido. vistos como a expressão operativa do currículo e contando em eles como compensadores dos baixos níveis de formação docente. sob o argumento da organização sistêmica. realizada em 1990 em Jomtien na Tailândia. onde os países presentes se comprometeram em implementar uma reforma educacional que viabilizasse a expansão da educação básica buscando a redução das desigualdades sociais. provocando uma reestruturação do trabalho pedagógico.

.] submetem os professores a funções de mera execução. Sua implementação veio de forma autoritária. por tudo isso.] (ENGUITA. O mesmo autor afirma ainda que tais pacotes didáticos permitem às empresas que os produzem intervir diretamente no conteúdo a ser ensinado e [. Conclusões parciais Primeiramente gostaria de salientar que a Proposta Curricular apresentada pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo em 2008 e posta como currículo oficial no ano de 2009... atende inteiramente ás determinações dos organismos internacionais. p. Aliada á questão da perda de autonomia dos professores na implementação de seu trabalho. pois esta já vem pronta de fora.] e dependentes.]”. Esta afirmação advém do fato de não ter havido efetivamente discussões com o corpo docente das unidades escolares sobre a referida proposta.] geralmente contém declarações de objetivos.. Enguita (1993.] excluídos da concepção do processo produtivo e do próprio trabalho [. E segue dizendo que os pacotes pedagógicos adotados com conhecimentos compilados para a orientação do trabalho em sala de aula é fundamental para a expropriação do saber do educador. Hypólito (1991. a partir do momento que: Para cumprir com o conteúdo proposto pela SEE/SP é necessário que os alunos façam uma série de trabalhos escolares em suas casas... caracterizada pela degradação das condições de trabalho..redução da autonomia do professor em relação ao ensino e à organização da escola [. 1993. há uma interferência dos organismos internacionais na elaboração da política educacional proposta a partir da reforma educacional dos anos 90 do Século passado com a adoção de pacotes pedagógicos que trazem para o centro da discussão a aprendizagem e não o ensino.. De acordo com os autores citados anteriormente. p. especificações prévias das ações a serem desenvolvidas pelos professores e as respostas apropriadas por parte dos estudantes e teste de diagnóstico e de resultado coordenados com o sistema”. 283). alerta para a utilização da escola como disseminador da lógica do capital a partir do momento em que os governos utilizam materiais padronizados que “[. particularmente do Banco Mundial.. 283).. Corroborando esta afirmação de Enguita (1993.. bem como um processo de dominação e controle sobre o trabalho dos educadores. 283). em grau crescente do controle e das decisões do capital [.. p. eliminam a necessidade de uma coordenação ativa entre os professores. 17) relata que o “[. não dando em nenhum momento chance do professor – na ponta do processo educativo – ler. 75) “[. discutir. arrancando-lhes a capacidade de conceber o currículo ou a pedagogia.. temos outra discussão apresentada por Jáen (1991) que trata da teoria da proletarização aplicada aos docentes. reduzem o conhecimento a uma série de habilidades acumuláveis e calculáveis [. O currículo escolar de São Paulo. como pode ser verificado.]. p. mas também sobre a forma de transmissão desse conteúdo”. p. fazem com que os professores se vejam divorciados de seus colegas e de seu material de trabalho. tornam mais difícil em geral para o pessoal docente o controle formal e informal sobre as decisões didáticas. já que .. todo o conteúdo e material curricular necessário. não deve ser encarada como uma Proposta e sim como um pacote educacional.. concordar ou discordar da proposta..] o processo de dominação e controle sobre o trabalho dos educadores não se dá somente no que se refere ao conteúdo do ensino. Estas condições de trabalho estão relacionadas segundo Jáen (1991.] à expropriação dos conhecimentos necessários para a produção [...

Teoria & Educação. Pelo acima exposto.moura1972@uol. 2006. DF: MEC: UNESCO. Graduado em História pela Universidade de Sorocaba. 4. Notas 1.com 2. pela massificação do conhecimento útil e pela equidade e não igualdade de condições. Porto Alegre. Email: alisangelo@hotmail. ensinando aos alunos conhecimentos úteis para o mercado. para o capital. com a distribuição destes materiais – Jornal do Aluno. 321. reduzindo seus conhecimentos a habilidades acumuláveis e calculáveis. Mariano Fernandez. Os materiais distribuídos pela SEE/SP. os professores são obrigados a aceitar um pacote pedagógico sem nenhuma discussão prévia. Além disso. UNISO. A produção dos livros didáticos – conforme recomenda o Banco Mundial – está nas mãos das grandes editoras. Proposta Curricular.com 4. Revista do Professor. defendendo uma suposta universalidade. DELORS. Aluna especial do Mestrado em Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. p. Declaração Conferência Mundial sobre Educação para Todos. n. Especialista em Gestão Escolar. Brasília. é possível considerar que o currículo organizado e implementado pela SEE/SP está intrinsecamente ligada às políticas educacionais definidas pelo Banco Mundial e outras agências internacionais no sentido de educar para o mundo do trabalho. também atendendo às definições da reforma educacional dos anos 90 do Século passado defendem uma educação dirigida para o mundo do trabalho. UNESCO Brasil. que de fato não ocorre a partir do momento em que se trata de forma igual os desiguais. Graduada em Educação Física. 1991. JÁEN. 1993. 1998. Mestre em Educação.este conteúdo não terá condições de ser ensinado em sala de aula por falta de tempo hábil. Disponível em: . Email: priscilla_slopez@yahoo. Educação. Graduada em Português e Inglês pela Universidade de Sorocaba. Graduada em Português e Inglês com especialização em língua inglesa pela Universidade de Sorocaba. São Paulo: Cortez.br 3. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. Caderno do Professor e Caderno do Aluno – os professores ficam responsáveis meramente pela reprodução dos conteúdos propostos – conteúdos estes que são pensados a partir da lógica do capital – sem efetivamente conceber seu material de trabalho. Os docentes e a racionalização do trabalho em educação: Elementos para uma crítica da teoria da proletarização dos docentes. Jaques. Alvaro Moreira. perdendo sua autonomia com relação à seleção dos conteúdos e a execução de seu trabalho. ENGUITA. escola e ideologia: Marx e a crítica da educação. Email: prof. Acesso em: 19 ago. Os professores recebem regularmente capacitações – seja por meio de orientações técnicas ou por meio de vídeo conferências – para a utilização do material didático elaborado e entregue a todos os professores de acordo com a disciplina/série/bimestre. Neste processo. Um tesouro a descobrir.com Referências Bibliográficas BRASIL. UNICAMP. RS: Pannonica Editora Ltda. Email: márcia. UNISO. HYPOLITO. Doutoranda em Educação – UFSCAR e Integrante do Núcleo de Investigação do trabalho Docente (NITDO). Processo de trabalho na escola: Algumas categorias para análise. Maria Jiménez. Trabalho.danimiranda@gmail. Teoria & .com.

1127-1144. HADDAD. As propostas. Lúcia Maria Wanderley. 2. OLIVEIRA. Dalila Andrade. (Org. Esse resumo ajuda-nos e muito. TORRES. p. Língua Portuguesa. Melhorar a qualidade da educação básica? As estratégias do Banco Mundial. ed. Campinas. NEVES. Revista do Professor. Porto Alegre. p. Determinantes das mudanças no conteúdo das propostas educacionais no Brasil dos anos 90: Período Itamar Franco. Educação e Política no limiar do Século XXI. 25. 125-186.) O Banco Mundial e as políticas educacionais. mesmo as mais . A reestruturação do trabalho docente: precarização e flexibilização. é impossível ler uma bibliografia tão grande. Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Livia de. 5-58. Edição Especial da Proposta Curricular. RS: Pannonica Editora Ltda. Campinas. N. Mirian Jorge. Educação & Sociedade. v.). em 14 janeiro 2010 às 20:01 Martha Cardoso Parabéns pela pela iniciativa. In: ______. 4. 1991. SEE/SP. SEE/SP. 1998. Set. São Paulo: Cortez. São Paulo: IMESP.Educação. Proposta Curricular. p. Caderno do Aluno. 2008. • • • • • • Share this: 83 Comentários » 83 Respostas 1. 2000. criamos um espaço nesta página para discussão de medidas efetivas para melhorar a qualidade do ensino público. WARDE. ´Pois. Secretaria de Estado da Educação de São Paulo./Dez. p. Sérgio (Orgs. SP: Autores Associados. As pessoas sozinhas não conseguem muito. 2008.74-91. em 15 janeiro 2010 às 00:39 Vamos fazer algo mais produtivo? professortemporario Como estamos em ano eleitoral e esse espaço tem sido frequentado por pessoas comprometidas com a educação e a qualidade de ensino. Rosa Maria. Valeu>>>> 2. n 89. In: TOMMASI. 2004. São Paulo: IMESP.

pois não sabia nem por onde começar a estudar. tem um resumo da parte específica que é portugues. se iniciarmos uma discussão séria e realista sobre propostas e políticas educacionais. e por favor vc. Brasil Manzano Conteúdo claro e objetivo! Parabéns ! 5. Neste ano eleitoral. em 23 janeiro 2010 às 20:29 fatima adorei este resumo.wordpress. Brasil Manzano 6. Sabemos que nesse espaço existe tanto quem aparece apenas para se informar. em 17 janeiro 2010 às 17:43 Excelente Resumo.adequadas e viáveis.com/data/ 3. De qualquer forma.muito obrigada! Maria de Fatima AA Ribeiro 4. mas também percebemos que muitos se apresentam com algo mais. poderemos fazer mais que criticar. obrigada fatima. Poderemos colocar em discussão um conjunto de medidas dentro de uma perspectiva que normalmente é ignorada. . em 21 janeiro 2010 às 08:17 Muito Claro e objetivo! Rosimara Ap. convidamos a todos para essa discussão http://professortemporario. em 21 janeiro 2010 às 08:16 Rosimara Ap. não se concretizam sem pessoas que as defendam e divulguem.

principalmente do NOVO CURRÍCULO O ESTADO DE SÃO PAULO.TERIA UMA MELHOR COLOCAÇÃO ! 9. em 28 janeiro 2010 às 14:36 Prof. por favor.br 8. envie-me o novo resumo. smndelima@uol. Quem tiver a bibliografia específica das diversas disciplinas ou souber de algum blog anuncie ou envie por email (mazucheli@yahoo.com. enfim… Parabéns! Vou fazer a prova para promoção. em 26 janeiro 2010 às 19:52 NAIZA PARABENS !SE EU TIVESSE VISTO ESTE SITE ANTES . da legislação.br) Estou disponibilizando todo material “garimpado” gratuitamente no blog (http://educacadoresemluta. Claudemir Pessoal vamos socializar todo material.com. Abraços 10.7. Muitíssimo obrigada. em 28 janeiro 2010 às 22:14 Nadir Achei ótimo o resumo dos autores. em 26 janeiro 2010 às 13:13 Amorosa_profa Resumos abrangentes. todavia quem já esta estudando ajudará muito para ter uma visão global do novo pocesso de ensino aprendizagem.blogspot. .com/). se houver. o conteúdo é o mesmo? Caso contrário.

em 28 janeiro 2010 às 22:40 Adina Capatto Pessoal no link abaixo. Secretaria da Educação.gov. numa reportagem da Folha “Melhores professores na rede” http://www. Disponível em: 14. não consigo acessar o conteudo (do concurso) da pagina rede do saber. em 29 janeiro 2010 às 17:55 Sibelle . em 29 janeiro 2010 às 15:34 Cassio Rodrigues OI gente. em 29 janeiro 2010 às 14:25 Adina Capatto Por favor.saopaulo. Obrigado.1. 15. o governo afirma que o concurso sera dia 28 de março.11.sp. 2009.br/spnoticias/lenoticia.php?id=207450&c=5009 12. Gestão do currículo na escola: Caderno do Gestor. 13. (Caderno do Gestor.6 volumes) Quem conseguir por favor me passa a dica. está no antepenúltimo parágrafo a referida data. v. São Paulo: SE. em 28 janeiro 2010 às 22:58 Hugo Para quem não quiser ler todo o texto. SÃO PAULO (Estado). vai ter o resumo da parte de Arte também?? Seria ótimo se tivesse todas as áreas.

É bom começar a estudar desde já. Por favor. Obrigada 16. Ajuda bastante. pois pude anexar ao q já tinha e consegui classificação. 17.Sucesso cada vez mais. em 1 fevereiro 2010 às 21:10 edna maria meda Por ocasião da prova do estado em 13/12/2009. obrigado a todos colaboradores 18.obrigada pela criação deste site e pela enorme colaboração dada a todos nós. em 1 fevereiro 2010 às 00:47 claudete schiffini Descobri este espaço recentemente. 19. ele é indiscutivelmente proveitoso. Obrigada. até que uma amiga me indicou este site.Legal. Foi excelente. Será muito bom que haja resumos como estes para o próximo concurso PEB II. mas gostei demais. em 31 janeiro 2010 às 17:58 janete Achei otimo. este resumo. caso tenha a parte específica de Português. . não contava conteúdos suficientes para estudar. em 31 janeiro 2010 às 20:53 NASCIMENTO EUNICE PRAXEDES SILVA Eunice Praxedes Legal esses resumos são ótimo. As inscriçoes já estão abertas. ajudará muito.

DEUS ABENÇOE A TODOS. SEM PROFESSOR NÃO EXISTIRIA NENHUMA PROFISSÃO. em poder contar com essa ajuda dos resumos. CONTINUEM ASSIM. existe algum material prático e específico que possa me auxiliar nos estudos para a prova? Estarei no aguardo de alguma informação. Obj. Att Mônica 21. Visito o site sempre que posso e gosto muito. no qual já me inscrevi? Sou formada em matemática. Esse mesmo material posso utilizar para a prova do concurso.20. Mais uma PARABÉNS pela dedicação em nos ajudar a vencer essa muralha imposta pelo governo. em 6 fevereiro 2010 às 19:27 Eliane Estou muito feliz. em 6 fevereiro 2010 às 19:34 Eliane Voces são iluminados e abençoados por essa iniciativa tão humana e compreensiva. Lamento não ter tido essa oportunidade. É necessário principalmente nesse ano eleitoral estarmos atentos a mundanças que queremos. para com todos os professores. BEIJOS… . quando prestei a prova para OFA – categoria L. ATÉ MESMO A DE PROFESSOR. 22. TEMOS QUE NOS UNIR E LUTARMOS CONTRA TANTAS INJUSTIÇAS. em 4 fevereiro 2010 às 00:12 monica Obrigada.

olhando as outras provas que a SEESP cobrou das organizadoras. em 12 fevereiro 2010 às 17:55 ÓTIMO CONTEÚDO Achei um conteúdo muito interessante e de muita facilidade para se entender. em 6 fevereiro 2010 às 20:27 Eliane Hugo Ao estudar o material disponibilizado. procure entrar no site da organizadora (Fundação Carlos Chagas – http://www. 26. pesquisando tb em outras provas aplicadas pela FCC. creio que o material de algum cursinho pré-vestibular bem conceituado seja o suficiente para tirar as dúvidas teóricas da parte específica.br) para ver o edital. 25. lá tem a bibliografia e o que é desejado na prova.com. 24.concursosfcc. funciona o estudo através da resolução de exercícios e ver a teoria quando tenho muitas dúvidas nos conceitos. Caso não queira perder tanto tempo com teorias. em 16 fevereiro 2010 às 22:17 aparecida oliveira . Quanto a matéria específica de matemática. recomendo estudar a resolução de provas da FCC e de alguns bons vestibulares. Para mim. em 12 fevereiro 2010 às 17:44 Doug_teacher Saudações! Gostaria de agradecer e parabenizar os colaboradores que disponibilizaram esses resumos. e tb preste atenção em retificações no edital para ver se o material que esteja usando está conforme o edital e suas retificações. esses textos auxiliarão no sentido de que o professor terá ao menos uma vaga ideia acerca do conteúdo da bibliografia. Ao que parece.23.

Se alguem tiver o resumo de português e inglês por favor me envie. me enviar. crystynavip@hotmail.Muito bom o resumo. em 21 fevereiro 2010 às 15:45 cristina POR FAVOR SE ALGUEM PUDER ME ENVIE OS RESUMOS DA BIBLIOGRAFIA DE PORTUGUES E INGLES.wordpress. Grato. NÃO CONSEGUI NADA! OBRIGADA. Julio Veras 29.com/2010/01/28/novabibliografia-parte-geral/ o pessoal está colocando resumos e outros links para a nova bibliografia. Se possível. estar muito bom. mas por favor estou precisando dos autores que foram indicados na nova indicação bibliográfica. SE ALGUEM QUISER … 30. em 21 fevereiro 2010 às 00:16 julio Parabéns pelo resumo. 28. em 16 fevereiro 2010 às 22:45 aparecida oliveira Hugo Acesse: http://professortemporario.com OBS: A BIBLIOG. Obrigado 27. em 21 fevereiro 2010 às 20:22 MARCIA . publicada recentemente. GERAL TENHO TUDO.

34. em 24 fevereiro 2010 às 17:30 lidamaris Obrigado pelo resumo. em 3 março 2010 às 23:19 Noel Riber Boa noite a todos que participam desse blog. Utiliso software de voz para fazer a leitura dos textos e se alguém puder disponibilizar esse material digitalizado vai facilitar o meu estudo para o concurso.sem ele seria bem mais difícil.. será que vcs podem me ajudar também? 32. Gostaria de fazer uma observação (sou deficiente visual) graduado em história. em 23 fevereiro 2010 às 14:31 Eduardo Ola Pessoal! Se alguem quiser ver mais alguns resumos deem uma olhadinha no site: http://www.com.br Abraços 33.Amigos desde já eu agradeço pela gentileza. . mas eu preciso dos resumos da parte especifica de Lingua Portuguesa. Preciso dos conteúdos da parte específica digitalizado. OBRIGADA 31.SE EU SOUBER DE ALGUM PROFESSOR QUE TENHA O MATERIAL QUE PROCURA MANDAREI Á VC.NÃO ESTOU CONSEGUINDO TEMPO PARA PESQUISAR RESUMO DO CONCURSO PORÉM SE VC PUDER ME MANDAR EU AGRADEÇO.professorefetivo. em 23 fevereiro 2010 às 01:02 Mirian Mirian Olá adorei os resumos voc~es estão de parabéns. Estou tendo dificuldade para encontrálos.

Se alguém conseguiu por favor manda-me um e-mail . obrigada. em 16 março 2010 às 01:18 Elisabete Por favor ao Professor ou a alguém que tenha o conteúdo específico de Artes e queira me fornecer. pensadpres.br Por favor peço ajuda. pode enviar para o e-mail: elisabete_santos@ig. em 4 março 2010 às 18:15 Rosa Ainda não consegui os conteúdos de Educação Especial parte dos autores. obrigada! . em 14 março 2010 às 16:07 Débora Natal QUE COISA LINDA SÓ FALTA VC!!!!!!!!! 39.com. estes resumos vão nos ajudar e muito para que todos consigamos obter um bom resultado na prova . em 4 março 2010 às 18:05 Rosa Ainda não consegui os conteúdos de Educação Especial prate dos autores. 36. 37.35. só que se pudessem me mandar alguma coisa sobre os conteúdos de FILOSOFIA eu ficaria muito grata 38. em 6 março 2010 às 13:46 Silvia Parabéns . pensadores.

com. o Estado está o ou estava oferecendo curso de pedagogia para professores interessados procure a oficina pedagogica da sua regiao e se informe sobre este curso OK. Sou formada em história com licenciatura plena e também tenho o diploma do magistério. quem por favor tiver os conteúdos e parte especifico poderia me enviar fico agradecida desde já. em 16 março 2010 às 09:36 Izabel Bom dia. . em 16 março 2010 às 10:02 cintiamatukaj izabel vá se preparando pois há uma exigencia para os PEBI de fazer ou o normal superior ou o curso de pedagogia. em 16 março 2010 às 08:35 Bom Dia a todos!!!! Débora Natal Professores de matemática.40.br 41. 42. eu tenho algumas coisas estarei te enviando ok … se vc achar que pode ajudar… 43.gostaria de saber se futuramente preciso fazer o curso de pedagogia para ministrar aulas para PEBI.debkd@ig. em 16 março 2010 às 09:41 Lucia Débora Natal ..

. depois resumo e depois sintese oq tiver aparece com certeza. agradeço. tudo que aparecer e interessar leia pois leitura nunca é perdida. vamos ver. em 19 março 2010 às 12:08 Elke Regina Pessoal. em 17 março 2010 às 10:39 cintiamatukaj elizsabete bom dia faz o seguinte se vc tiver tempo de vasculhar o google vc pode achar alguma coisa muitos resumos achei assim vc coloca o nome do autor.nome do livro e na frente coloca resenha. mas fique tranquila vc vai conseguir passar. mas infelizmente não encontrei nada. seria um sonho…rsrsrs. 46. bom dia. Muito grata por este contéudo disponibilizado á todos. mas estou lendo o que posso… Bjinhos 48.44. em 16 março 2010 às 10:04 cintiamatukaj ELISABETE DÁ UMA OLHADA NO SITE DOS docentesemluta LÁ TEM BASTANTE MATERIAL.Só estudarei por eles. vou ver se consigo achar algo…e obrigada pela torcida também. todos vamos para calar a boca deste governo… tenta e v se vc consegue OK? 47. se puder me ajudar. em 17 março 2010 às 00:39 Elisabete Olá Cintiamatukaj já dei uma olhada lá. em 17 março 2010 às 22:49 Elisabete Obrigada Cintiamatukaj. 45. mas como ainda acredito em milagres. .

Os governos. Bjks Sinopse ou links dos livros de Matemática 1. http://www.pdf 6. Um aspecto de interesse para todo leitor é um apêndice contendo uma tabela cronológica extensa dos desenvolvimentos matemáticos e história em geral. Philip J. Carl B. as instituições e as empresas se orientam por diagnósticos que são calcados sobre pesquisas de opinião. História da Matemática. São Paulo: Editora da UNESP. 3. Lisboa: Gradiva. mas acho que ajuda.Agora com relação a bibliografia especifica de Matemática II tenho alguma coisa é pouca. “História da Matemática” apresenta um quadro vívido da relação da humanidade com os números. COURANT. A ilusão das estatísticas. Rio de Janeiro: Francisco Alves.apm. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna. oferece agora uma cobertura ampliada dos progressos do século vinte. 4. Richard. O que é Matemática? Uma abordagem elementar de métodos e conceitos. Inflação. Jean-Louis (Org.pt/apm/revista/educ62/Leituras. BESSON. Reuben – O Sonho de Descartes. HERSH. e referências atualizadas para outras leituras. Jean – A Revolução Informacional. 1996. Herbert. Bento de Jesus. desemprego. 1998. analfabetismo são expressos por taxas. saúde. O autor confronta retrospectiva histórica e análise prospectiva para tematizar alguns dos tópicos mais polêmicos da agenda das ciências sociais de hoje. 1995. São Paulo: Cortez Editora. 2. 1988. LOJKINE. O mundo de acordo com a Matemática. Boa sorte. http://www. em probabilidades e computadores. Este livro procura desmontar as bases da rede que envolve a todos e se alimenta fundamentalmente das estatísticas. DAVIS. levantando a questão da objetividade e da legitimidade de inúmeras afirmações que assumem foros de verdade. Conceitos Fundamentais da Matemática. tá.net/20090515. . BOYER. CARAÇA. delinqüência.pdf 5.nilsonmachado. São Paulo: Edgard Blucher.). Atualizada e expandida. 1995. consumo.. 2000. Este livro aborda as problemáticas econômico-sociais e institucionalorganizacional da grande mutação que se opera sob nossos olhos: a revolução informacional. ROBBINS.

Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record. Mostra como se deu o seu crescimento ao longo de três milhões e quinhentos mil anos chegando a ser nove vezes maior do que o cérebro de um mamífero com o mesmo tamanho que nós.ul. A organização e redação desta obra enfatizam a militância do Autor pela cultura e as suas elevadas qualidades pedagógicas. a partir de agora até o final do próximo século. professor de matemática da Universidade de Stanford. Keith. uma facilidade inata para matemática. De fato. Esta predisposição genética para a matemática seria a mesma predisposição para a linguagem. a quem a lê. tem havido não matemáticos que lêem com grande interesse “Conceitos Fundamentais da Matemática”. http://www. uma pergunta não pode deixar de ser feita: se todos têm o “gene da matemática”. Este livro é um mapa detalhado do modo como a tecnologia informática influenciará cada aspecto de nossa existência. Michael Dertouzos analisa os prós e os contras da Revolução Informática. Devlin discorre sobre a evolução do cérebro humano. de que o Autor está conversando com o leitor. Existe uma facilidade inata para o pensamento matemático? Em O gene da matemática. Devlin concluir que a “maioria das pessoas pode ir muito além do que julgam que podem. Keith Devlin.educ. A matemática não é diferente de correr uma maratona [.fc. Buscando evidenciar sua teoria ele remonta aos hominídeos e sua protolinguagem até chegar ao Homo sapiens e o estabelecimento de uma sintaxe.htm 7. o que ele chama de pensar de forma desconectada. DERTOUZOS. esta Obra dá a impressão. didática e aprofundada. Ao longo de 10 capítulos. A habilidade de pensar matematicamente surge do mesmo processo de manipulação de símbolos crucial para o desenvolvimento da fala. Para ele. procura provar a sua tese de que todos nós possuímos o que ele chama de gene matemático – ou seja. por que para a maioria das pessoas a matemática é tão difícil? Esta questão perpassa todo o livro. O Gene da Matemática. DEVLIN. encontrando nele um livro acessível e agradável. para. a única explicação para este crescimento é o estímulo causado pelo desenvolvimento da linguagem e o uso de símbolos para representar a realidade. Michael.pt/docentes/opombo/seminario/bento %20caraca/matematica. O que será? Como o novo mundo da informação transformará nossas vidas. O talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. São Paulo: Companhia das Letras. 1997. foi a mais útil para matemáticos e não matemáticos.. 2004. 8.Os “Conceitos Fundamentais da Matemática” foram publicados pela primeira vez em primeira edição na “Biblioteca Cosmos” em dois volumes em 1941/42 com sucessivas reedições. Evidentemente. De fato. no capítulo final. As várias edições que a obra “Conceitos Fundamentais da Matemática” já teve (e certamente ainda terá outras) reforçam a ideia de que a orientação escolhida foi a mais adequada. Com uma linguagem ao mesmo tempo acessível.] que para a maioria das . permitindo que o leitor tire suas próprias conclusões a respeito das radicais transformações por que passa nossa sociedade.. com aproximadamente 350 páginas.

A bola está com aqueles que procuram fazer da matemática um terreno menos árido. o problema não é que as pessoas não entendam a matemática. não. é necessário despertar o interesse pela matemática. Para isto ele se utiliza de vários exemplos práticos e também de inúmeras pesquisas sobre as dificuldades no ensino da matemática. E ele não tem uma receita para isto. uma sintaxe. Ele deixa claro que até mesmo para os matemáticos algumas partes são difíceis. de forma original e embasado numa vasta pesquisa. demonstra a sua tese usando exemplos que nos mostra de forma simples como o pensamento matemático está presente no nosso cotidiano. até com certa facilidade. o livro não tem nada de lugar comum. . Para Devlin. as belezas da matemática. Para o autor. não existe nenhum estudo sobre como evoluiu nossa capacidade para o pensamento matemático (“A capacidade numérica sim. Para fazer com que o leitor entenda a complicada teoria dos grupos e mostrar que os matemáticos não têm cérebros diferentes. o autor. ele se apega às teorias da lingüística com os trabalhos de Ferdinand de Saussure no início do século 20 e de Noam Chomsky nas décadas de 1950 e 1960. onde os pesquisadores mostram crianças da terceira série do ensino fundamental que trabalham em feiras livres e demonstram grande habilidade para lidar com números na feira e encontram muitas dificuldades na escola. afirma apenas que seja “o que for que cause o interesse. o autor cria uma pequena ficção sobre “o estranho caso de Emily X”.pessoas tudo que é preciso é um desejo suficiente para fazê-lo [. Ao contrário. intitulado “Onde os demônios espreitam e os matemáticos trabalham” é na verdade um resumo de todo o livro e é nele que o autor discute com profundidade a dificuldade que a maioria das pessoas tem com a matemática. segundo ele. Embora esta conclusão seja meio óbvia para quem lida com a matemática.. No cérebro humano estaria “gravada” a árvore fundamental da linguagem. é esse interesse em matemática que constitui a principal diferença entre os que podem lidar com o assunto e aqueles que alegam ser isto impossível”. Cita inclusive uma pesquisa feita no Brasil. mais do que ensinar matemática. e procura mostrar que estas dificuldades podem ser superadas. As teorias de Devlin são boas fontes para ajudar nesta tarefa. Como a tese de Devlin é que o “gene da matemática” não é diferente do “gene da linguagem” e como.”). que tem como uma de suas autoras a pesquisadora Terezinha Nunes.. que foi publicada no Brasil com o título: Na vida dez. que desaparece misteriosamente por cinco anos.] A chave para lidar com a matemática é o querer”. na escola zero. ou seja: nós temos uma capacidade inata para a linguagem e esta capacidade pode ser descrita em termos de uma gramática de estrutura de frase. O capítulo nove. mas a matemática que é ensinada na escola básica não apresenta maiores dificuldades. O recurso aos exemplos práticos é uma constante no livro. para mostrar que também o pensamento matemático tem uma mesma estrutura em todos os seres humanos. o problema é que elas nunca chegam até ela! Os que conseguem ultrapassar as primeiras barreiras conseguem ver. mas a capacidade matemática. fazendo com que sua leitura seja agradável e perfeitamente compreendida até mesmo por aqueles que “detestam matemática”. para mostrar que todas as línguas humanas compartilham de uma mesma estrutura subjacente.

ele focaliza a vida dos gênios e faz. Isaac Newton. São Paulo. Gilberto Garbi. Rio de Janeiro: Editora Bertand Brasil. Kieran Egan nos apresenta uma nova e sofisticada alternativa para combater essa crise educacional. A Matemática sempre foi uma de suas paixões. nos anos 1990. com o novo livro. egípcios e chineses. telecomunicações. Agora. Arquimedes. primeiro com o livro O Romance das Equações Algébricas (Makron Books. 62 anos. que moldam a maneira como damos sentido ao mundo. que norteiam há séculos o universo educacional. para chegar ao adorável ‘As Mulheres e a Matemática’.9. 2002. são incompatíveis entre si e a causa da crise educacional vivida pela sociedade contemporânea. Ele reconcebe a educação como o nosso aprendizado do uso de “instrumentos intelectuais”. 10. A Mente Educada aborda os três principais conceitos educacionais: a necessidade de moldar as crianças e os jovens às regras e convenções da sociedade adulta. veículos espaciais – ou produtos e coisas de uso corrente . Os males da Educação e a ineficiência educacional das escolas. EGAN. Essas ferramentas mediadoras geram cinco tipos de compreensão – somática. uma viagem histórica ao desenvolvimento da matemática. essas idéias. o leitor passa por um prólogo delicioso – O que é a Matemática – e segue com os mesopotâmicos. separando-as em capítulos. Gilberto G. mítica. e o estímulo ao desenvolvimento do potencial de cada aluno. Tecnologia… No prólogo. Em 24 capítulos. Tales de Mileto. Nos últimos anos. filosófica e irônica – sobre as quais ele se debruça. Essas metas conflitantes provocam choques em todos os níveis do processo educacional. nos anos 1970 e 80. ao longo do livro. realmente. Nove Séculos da Universidade de Alexandria. Euler e Gauss. A Rainha das Ciências – Um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. decidiu escrever sobre o tema. prefiro dar meus pontos de vista pessoais sobre o tema. aviões. é engenheiro e empresário. Entre outras reflexões. 1997). A mente educada. a transmissão do conhecimento para garantir que o pensamento dessas crianças e jovens esteja de acordo com o que há de real e verdadeiro a respeito do mundo. e da indústria. como a linguagem ou a alfabetização. desde decisões sobre o currículo até os métodos de ensino. 2007. GARBI. Platão. Personalidade multifacetada foi um dos mais respeitados executivos de telecomunicações do período Telebrás. computadores. o livro volta a um debate educacional antigo: ‘Por que tantos alunos odeiam a matemática? Por que não utilizar a história e a vida dos grandes matemáticos para estimular e atrair os jovens e melhorar o ensino e o estudo dessa ciência? Mais do que a resenha desse livro. como presidente da NEC. São Paulo: Editora Livraria da Física. Pitágoras. Segundo o autor. Kieran. Garbi recorda que toda tecnologia de nosso tempo está baseada em alicerces matemáticos – seja ela energia elétrica. romântica.

Maria Gaetana Agnesi. automóveis. Charles Babbage. onde os conceitos matemáticos são introduzidos para resolver problemas que se referem a eles mesmos. prever e tirar conclusões em circunstâncias onde uma abordagem empírica é insatisfatória. para nos lembrar que ‘existem atualmente mais de 4 mil ramos da matemática. reais. dentro dos quais se publicam. as Séries Infinitas. Sophie Germain. O capítulo sobre a matemática contemporânea. a Teoria Analítica dos Números. a Lógica Matemática e outras especialidades. Como preliminar a esse estudo e preparação para as séries subseqüentes.como televisores. biotecnologia e tantos avanços do progresso humano que ‘exigem. Garbi cita os matemáticos norte-americanos Philip Davis e Reuben Hersch. é necessário conhecer as propriedades características de cada função. dos quatro últimos milênios. E a produção de conhecimento matemático não pára. e mulheres matemáticas – como Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil. estudadas sob o ponto de vista elementar. 11. A Matemática do Ensino Médio (3 volumes). Claude Shannon (o pai da Teoria da Informação). equipamentos de medicina. 1999. casas. aparelhos de som. quer na Tecnologia. a Teoria dos Conjuntos. em sua concepção e produção. quer na Ciência. Este é um ponto de fundamental importância. o Cálculo Matricial. a Axiomática. a Teoria dos Grupos. pontes. Biografias… A Rainha das Ciências é um livro que narra histórias e biografias de cada gênio. isto é. Sua principal mensagem é de que os conceitos abstratos da Matemática servem de modelos para situações concretas. pois as situações da vida real. Coleção do Professor de Matemática/Sociedade Brasileira de Matemática. são dedicados a Isaac Newton. A fim de saber que espécie de função se deve empregar para resolver um determinado problema. a cada ano. são apresentadas noções sobre conjuntos. produtos químicos. cerca de 200 mil teoremas’ – nesse universo que inclui a Análise Combinatória. elevados conhecimentos matemáticos. sem o uso do Cálculo Infinitesimal. inteiros e principalmente. quer no cotidiano. permitindo analisar. reve com razoável familiaridade o trabalho de James Clerk Maxwell. Alan Turing e John von Neumann – todos bem próximos do mundo computacional. Alguns capítulos. 18 e 19. Mary Fairfax Somerville ou Sofia Kovalevskaia. A Matemática do Ensino Médio – Volume 1 O programa de Matemática da primeira série do Ensino Médio tem como tema central as funções reais de uma variável real. freqüentemente ignorado no ensino formal tradicional. LIMA. pelo menos. a Teoria dos Números Complexos. leitor. a Teoria das Probabilidades. Laura Catharina Bassi. a idéia geral de função e as diferentes categorias de números: naturais. desenvolvidos ao longo. geladeiras. Rio de Janeiro: SBM. em especial dos séculos 17. Neste livro. não surgem acompanhadas de fórmulas explícitas. Elon Lajes et alii. as funções dos vários tipos apresentados são caracterizadas por meio .

Leonard. que Mlodinow foi escolhido para ajudar a ninguém menos que Stephen Hawking a escrever a seqüência do mega-sucesso Uma Breve História do Tempo – o que ele está fazendo agora. narra a história da geometria de forma clara e elucidativa. A primeira parte é dedicada à Matemática Discreta. A geometria. permitindo deste modo ao professor empregá-las conscientemente. das linhas paralelas ao hiperespaço. Para tal. os professores são aconselhados a ensinar os alunos a fazer uso inteligente do princípio da multiplicação em Análise Combinatória. para publicação em 2005. sistemas de equações lineares. cujo uso é muitas vezes confuso para o aluno (“Professor. este livro completa a exposição dos principais tópicos matemáticos estudados no Ensino Médio. A História da Geometria. A Janela de Euclides. Como imaginar que um físico especializado em educação para crianças e adolescentes e fascinado com números pudesse ser também um roteirista para filmes de entretenimento. em cada tópico. A segunda parte do livro é dedicada à Geometria Espacial e tem duas preocupações principais. contrariando a idéia de que a matemática é um assunto pesado e para especialistas. A Matemática do Ensino Médio – Volume 3 Em continuação aos dois volumes anteriores. Seu primeiro livro. números complexos. é um cientista fora do convencional. determinantes. Na maioria dos casos. aqui eu uso arranjos ou combinações?”). perde todo o ranço das matérias insondáveis. como a série “Jornada nas Estrelas”? Pois foi exatamente por causa disso. A primeira é oferecer uma boa fundamentação do assunto para professor. debruçou-se com entusiasmo sobre este tema. 12.de propriedades simples. elas são desnecessárias e substituídas. MLODINOW. ao invés de recorrer a uma profusão de fórmulas. Na 5ª série Mlodinow descobriu o universo fascinante da geometria e sua beleza. com vantagem. contendo o estudo de Progressões (com aplicações à Matemática Financeira). sugestões de atividades em sala de aula que visam tornar o assunto mais interessante para o aluno e facilitar o desenvolvimento de sua visão e intuição espaciais. A segunda é apresentar. São Paulo: Geração Editorial. pelo uso consciente das definições e dos princípios fundamentais. vetores. A janela de Euclides. matrizes. Análise Combinatória e Probabilidade. Por exemplo. Um cuidado sempre presente nessa parte é o de evitar o uso excessivo de fórmulas. discutindo diversas formas de levar esses fundamentos para os alunos. Esta . lançado agora pela Geração Editorial (A |Janela de Euclides. A Matemática do Ensino Médio – Volume 2 O livro tem duas partes bem distintas. polinômios e equações algébricas. são apresentadas exemplos de objetos do mundo real que ilustrem conceitos importantes. Leonard Mlodinow. pelas suas mãos. 296 páginas). Os assuntos que ele aborda são a Geometria Analítica (plana e espacial). e da extrema clareza com que escreveu seu primeiro livro. 2004. PhD em física e matemática. Desde então. sempre que possível.

Mlodinow vai descortinando as sucessivas descobertas da humanidade. dependendo de como são contadas. adolescentes e adultos. na Antiguidade. um grego. É uma matemática excitante de dimensões extras e retorcidas. e a emoção de percebê-la em tudo o que há no universo. cientistas estão reconhecendo que todas as forças maravilhosas e variadas da Natureza podem ser entendidas através da geometria – uma nova geometria bem estranha. um gênio de 15 anos de idade chegou à conclusão de que. desde o momento em que alguém começou a medir um terreno para cobrar impostos. bastante altos e baixos. e de situações dramáticas – afirma o autor. até à teoria das cordas e do hiper-espaço. ou o próprio país. isto também preparou o cenário para um funcionário de um escritório de patentes chamado Einstein adicionar o tempo às dimensões do espaço. Sua grande revolução geométrica anunciou a era moderna da Física. afinal. perpassa todo o livro de Mlodinow. outras quatro revoluções transformaram a geometria. um obscuro bispo católico inventou o gráfico e juntou linhas e números. Percebemos com este livro o quanto as histórias do desenvolvimento das idéias e da civilização podem encantar. Mlodinow descreve quais foram estas revoluções. os profetas e as histórias atrás de cada uma delas: desde Euclides.ciência. – Acredito que a história de quase tudo desenvolvido pela matemática e pela ciência pode ser escrito de maneira interessante porque. Ela afeta as nossas percepções de arte e música. Euclides abriu uma janela através da qual a natureza de nosso universo tem sido revelada. Enquanto marinheiros intrépidos viajavam de um lado para o outro no oceano Atlântico indo ao Novo Mundo. As linhas paralelas poderiam realmente se encontrar? Os ângulos de um triângulo poderiam totalizar – mais ou menos – 180 graus? A revolução do espaço curvo reinventou tanto a Matemática quanto a Física. A arquitetura busca na geometria as bases do que é possível construir. Até o corpo humano tem uma elegância geométrica em si: o famoso desenho de Leonardo da Vinci de um homem em pé dentro de um círculo é uma demonstração de com nossa fisiologia se harmoniza com a natureza e suas leis. Os Elementos. Beleza pura… Essa beleza. nas quais o espaço e o . até que a humanidade se descobriu medindo a terra e o universo. Primeiro. na França do século XIV. assim como a superfície da Terra. o espaço também poderia ser curvo. eu sei que a criação do progresso científico é um processo muito emocionante com personagens interessantes. tendo-a vivido. até que. descobriu as linhas paralelas e montou seu modesto sistema de regras abstratas que podiam modelar o mundo. Por todo o mundo. para definir suas fronteiras. A humanidade haveria de perder algum tempo na Idade Média. A Janela de Euclides elimina a idéia de que cientistas são seres frios e sem emoções. que pode ser compreendido por crianças – ser entendido pelas crianças sempre foi o objetivo do escritor –. Pitágoras. Com seu livro. permeia todo o mundo em que vivemos. O manifesto da revolução original da geometria foi escrito por um homem misterioso chamado Euclides. as relações definem as escalas musicais e as composições clássicas são altamente matemáticas em sua natureza. A pintura e a escultura seguem princípios geométricos básicos de proporção e simetria. Vivemos em meio a uma revolução científica. Depois dele.

pois tendem a produzir resultados que procuram “impor ao ser humano leis cartesianas que lhe são estranhas”. a usuários satisfeitos. Além deles. Finalmente. feito pelo professor de Oxford Marcus du Sautoy. Mas Mlodinow também trouxe sua experiência e estudo com amigos cientistas de extrema importância para a ciência atualmente: Richard Feynmann. São Paulo: IMEUSP (Publicação quadrimestral. 14. etc. Abraham Moles disserta sobre como a ciência aplicada originou o que chamou de “objetos de consumo corrente baseados nas aplicações científicas” (Moles. ou em termos mais atuais. SBM – Sociedade Brasileira de Matemática. Ele defende ser igualmente científicas a criação do conhecimento teórico e a realização do mesmo em objetos materiais (o que normalmente recebe o termo de ciência aplicada). A partir de então. . 15. números de 56 a 70). semelhante a uma harmonia musical. Moles sugere que foi aplicando “os inventos à criação de novos objetos industriais (automóvel. SATOY. Numa narrativa rica e abrangente. Moles descreve o vazio existente entre a tradução de conhecimentos científicos em objetos e a adaptação do ser humano aos mesmos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. todas as áreas de conhecimento (embora Moles estivesse se referindo principalmente às áreas tecnológicas) produzem resultados que podem ser materializados em produtos tangíveis que acabam se transformando no principal (senão único) contato que o ser humano. A música dos números primos. Marcus Du. rádio. também pesquisador da Royal Society. Revista do Professor de Matemática (RPM).tempo. Stephen Hawking e Kip Thorne. em meados do século XIX. tem com o conhecimento científico formal que possibilitou este mesmo produto sendo utilizado.) que a vida do homem se viu modificada em sua estrutura através do contato com um novo mundo racional”. aparece aqui pontilhado de casos interessantes e retratos pitorescos dos personagens que. Estas pessoas vêem o mundo encerrado em uma “rede abusivamente racional” que não resulta em cidadãos adaptados aos resultados do conhecimento. 13. Leonard Mlodinow também se valeu de entrevistas com físicos e matemáticos aclamados em nossa época: Murray GellMann. Abraham. O livro de Mlodinow está recheado de uma grande pesquisa histórica. se envolveram nesse estranho mistério. Os detentores do conhecimento sozinhos fazem uma “ciência incompleta”. A história de um problema não resolvido na matemática. O relato desse livro. desde Euclides. 1998 Em a criação Científica. que culminou. A criação científica. 2007. 1998). MOLES. na posição de usuário. A música dos números primos conta a história de um dos maiores problemas da matemática. Basicamente. telefone. as mentes mais ambiciosas da matemática embarcaram nessa procura que parece não ter fim. Edward Witten e Brian Greene. Abraham. a matéria e a energia se entrelaçam e se revelam como conseqüências de uma estrutura profunda subjacente do universo. com uma hipótese do alemão Bernhard Riemann: era possível haver harmonia entre os números primos. São Paulo: Editora Perspectiva.