Defeitos em Linha nos Materiais

Cristalinos

Compartilhar
- O que são
- Observações Experimentais em Monocristais Metálicos
- Discordâncias

O que são
Os defeitos em linha são imperfeições em uma estrutura cristalina nas quais uma linha
de átomos tem uma estrutura local que difere da estrutura circunvizinha.
Os defeitos de linha são extrínsecos: sua presença não é necessária por razões
termodinâmicas
- eles são criados devido às condições de processamento (a forma usada na
fabricação do material) e por forças mecânicas que atuam sobre o material.
- estão quase sempre presentes nos cristais reais.
- em um material típico, aproximadamente 5 de cada 100 milhões de átomos
(0.000005%) pertencem a um defeito de linha.
em uma porção de material de 10 cm3 (cerca do tamanho de um dado de seis lados),
haverá aproximadamente 1017 átomos que pertencem a defeitos de linha!
Veremos que os defeitos em linha, que são chamados discordâncias, têm uma forte
influência sobre as propriedades mecânicas dos metais e de alguns cerâmicos.

Observações Experimentais em Monocristais Metálicos
A figura abaixo mostra a curva tensão-deformação, obtida de um ensaio de tração, de
um monocristal típico de magnésio, orientado de forma que o plano basal forme um
ângulo de 45º com o eixo da tensão. Ao ser atingida uma tensão de tração muito baixa,
de cerca de 0,70 MPa, o cristal escoa plasticamente e então se alonga com facilidade até
se tornar uma tira que pode ser quatro ou cinco vezes mais longa que o cristal original.

CURVA TENSÃO-DEFORMAÇÃO

Se a superfície do cristal deformado for examinada, pode-se observar marcas que
circundam a amostra, de maneira aproximadamente contínua, com o formato de elipse.
Quando observadas com grande aumento, essas marcas revelam-se como as
manifestações visíveis de uma série de pequenos degraus formados na superfície.
Evidentemente, em decorrência da aplicação da força, o cristal foi cisalhado em vários
planos paralelos. Além disso, a análise cristalográfica das marcas, mostra que esses
planos são os basais (0002), ou seja, os planos mais compactos do cristal. Quando
ocorre esse tipo de deformação, diz-se que o cristal sofreu "escorregamento"; as marcas
visíveis na superfície são chamadas de linhas de escorregamento, e o plano
cristalográfico no qual ocorreu o cisalhamento é chamado de plano de escorregamento.

Foto do escorregamento de um monocristal de zinco.
(C.F. Elam, The Distortion of Metal Crystals, Oxford Univ. Press,London, 1935).
A tensão de cisalhamento correspondente ao início da fase plástica em um monocristal é
surpreendentemente pequena quando comparada à resistência ao cisalhamento de um
cristal perfeito (calculada em termos de forças coesivas entre os átomos).
Em outras palavras, o cristal se deforma plasticamente com tensões 1/10.000 de sua
resistência teórica. Analogamente, os cristais reais de outros metais se deformam sob
tensões que são frações pequenas de suas resistências teóricas (1/1.000 a 1/10.000).
A explicação para a discrepância entre os limites de escoamento calculado e real reside
no fato de que os cristais não são perfeitos, pois contem defeitos, sendo que as
discordâncias são o tipo de defeito responsável por este fato.

Discordâncias
- discordâncias são defeitos 1D em um cristal.
- o tipo mais simples de discordância pode ser visto como um semiplano atômico
extra, inserido na estrutura, o qual termina em qualquer lugar do cristal.
- a extremidade do meio plano é a discordância, conforme mostra a figura abaixo.

- discordâncias deste tipo são chamadas discordâncias em aresta ou em cunha e
são representadas pelo símbolo ^ :
- a discordância é mostrada em verde
- podemos desenhar um vetor, t, tangente à discordância, que define sua direção
positiva
- a direção escolhida como positiva é arbitrária, mas pode ser usada de forma
consistente
Consideremos agora o semiplano extra que está dentro do cristal. Um exame da figura
abaixo (esquema tridimensional de uma discordância em aresta) mostra claramente que
o cristal está distorcido onde o semiplano atinge o plano de escorregamento.

Pode-se também deduzir que a distorção diminui de intensidade quando se caminha em
sentido oposto à aresta do semiplano, porque a grandes distâncias dessa aresta, os
átomos tendem a rearranjar-se como em um cristal perfeito. A distorção do cristal é,
pois, centrada em torno da aresta do plano extra.
A figura abaixo ilustra como uma discordância se move através do cristal, sob a
aplicação de uma tensão de cisalhamento. Pela aplicação da tensão, o átomo c pode
mover-se para a posição c' indicada na figura. Se isso acontecer, a discordância mover-
se-á de uma distância atômica para a direita. A contínua aplicação da tensão levará à
movimentação da discordância em etapas repetidas. O resultado final é que o cristal é
cisalhado no plano de escorregamento de uma distância atômica.

Cada etapa do movimento da discordância, requer somente um pequeno rearranjo de
átomos nas vizinhanças do plano extra. Resulta disso que uma força muito pequena
pode mover uma discordância. Cálculos teóricos mostram que essa força é de ordem de
grandeza compatível para justificar os baixos limites de escoamento dos cristais reais.
Veja a animação do deslocamento em linha
O movimento de uma discordância através de todo o cristal produz um degrau na
superfície do mesmo, cuja profundidade é de uma distância atômica. Como uma
distância atômica em cristais metálicos é da ordem de alguns ângstrons, esse degrau
evidentemente não é visível a olho nu. Muitas centenas ou milhares de discordâncias
devem movimentar-se em um plano de escorregamento para que seja produzida uma
linha de escorregamento visível.

DISCORDÂNCIAS VISTAS ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE
TRANSMISSÃO
Além das discordâncias em aresta, existem as discordâncias em hélice ou helicoidais.
A designação 'hélice' para esse defeito do reticulado deriva do fato de que os planos do
reticulado do cristal formam uma espiral na linha da discordância.
- elas normalmente se formam na superfície de um cristal durante o seu
crescimento


DISCORDÂNCIA EM HÉLICE NA SUPERFÍCIE DE
UM MONOCRISTAL DE SiC. AS LINHAS ESCURAS
SÃO DEGRAUS DE ESCORREGAMENTO
SUPERFICIAIS. (Fig. 5.3-2 in Schaffer et al.).




















Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoComportamento
Elástico e Plástico dos Materiais
Comportamento Elástico e Plástico dos
Materiais

Compartilhar
Quando submetidos a campos de forças e/ou momentos, os metais deformam-se.
A intensidade e o tipo de deformação sofrido pelo metal são funções da resistência
mecânica do metal, da intensidade das forças e momentos aplicados, do caminho da
deformação, etc.
As deformações resultantes dos campos de força podem ser classificadas em dois tipos:
- deformação elástica – é aquela em que removidos os esforços atuando sobre o
corpo, ele volta a sua forma original
- deformação plástica – é aquela em que removidos os esforços, não há
recuperação da forma original.
Os dois tipos de deformação podem ser explicados pelos movimentos atômicos na
estrutura cristalina do material.
Cada átomo do cristal vibra em torno de uma posição de equilíbrio, característica do
tipo de rede cristalina do metal, sendo seu núcleo atraído pelas eletrosferas dos átomos
vizinhos e repelido pelos núcleos dos mesmos, como se estivessem em um poço de
energia. Sob a ação de esforços externos, os átomos tendem a se deslocar de sua posição
de equilíbrio.
A deformação plástica envolve a quebra de um número limitado de ligações atômicas
pelo movimento de discordâncias. (Ver mais sobre Discordâncias).
Depois de removidos os esforços, continua a existir um deslocamento diferenciado de
uma parte do corpo em relação a outra, ou seja, o corpo não recupera sua forma original.
(Ver mais sobre Deslocamento em Linha).
A deformação plástica é resultante do mecanismo de formação de defeitos cristalinos
(discordâncias e maclas), permanecendo constante o parâmetro de rede. Logo, a
deformação plástica ocorre com o volume constante.




Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoDeformação e Tensão de
Engenharia
Deformação e Tensão de Engenharia

Compartilhar
Para melhor entendimento do significado dos parâmetros referentes às propriedades dos
materiais no ensaio de tração, revisamos abaixo alguns princípios básicos e definições.
Inicialmente vamos admitir um corpo simples, em forma de viga engastada submetida a
uma carga de tração F, onde se desprezam os efeitos do peso próprio.
Sejam: P
0
e Q
0
dois pontos marcados sobre a peça antes do carregamento, a uma
distância l
0
+Δl um do outro. Após o carregamento os pontos estarão nas posições P
f
e Q

f
, significando que o segmento original aumentou de um valor Δl .
A deformação de engenharia é definida como:

A deformação de engenharia é, portanto uma grandeza adimensional e representa um
valor médio específico da deformação tomado sobre a extensão do segmento observado.
É usual também representar o valor “e” como percentual.
A tensão correspondente ao carregamento F pode ser obtida pela simples aplicação do
principio do equilíbrio, utilizando o corte de uma porção da viga, como ilustrado
abaixo.
A força F representa o esforço necessário para manter o equilíbrio do sistema.
Admitindo que a seção transversal no estado não deformado tenha área A
0
, e que a força
se distribui uniformemente em todos os pontos da seção transversal, a tensão de
engenharia pode ser expressa como:

A tensão é expressa portanto em unidades de pressão (força/área) , que e no SI é Pascal
(Pa) ou seus múltiplos (MPa=10
6
Pa).


- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoImplicações do
uso da Tensão de Engenharia
Implicações do uso da Tensão de
Engenharia

Compartilhar

Imprecisão devida à área
O valor da tensão de engenharia é prático, porém não é preciso, pois o corpo muda de
seção transversal ao ser tracionado. A fórmula da tensão utiliza a área inicial para o
cálculo.
Fica fácil entender este problema, se imaginarmos um corpo com entalhe, submetido à
tração, como mostra a figura.
Aplicada uma carga de tração F, pela definição da tensão de engenharia, teríamos dois
diferentes valores, se tomadas para o cálculo as áreas sobre os planos AA’ e BB’.
Com esta simples verificação pode-se imaginar um corpo carregado no ensaio de tração.
O esforço provoca o alongamento do corpo, e a um certo ponto aparece o fenômeno da
estricção, ou formação do pescoço,que antecede a fratura nos materiais dúcteis. Na
região do pescoço, o corpo reduz significativamente a área da seção transversal. É uma
situação análoga a do corpo com entalhe, ou seja novamente tem-se dois valores para a
tensão.
Também, se é admitido um volume constante para um corpo sob carga de tração que
aumenta seu comprimento de um valor Δl, a relação das áreas final e inicial fica:

Portanto, para uma situação de carga F, tem-se dois valores de tensão se tomadas as
áreas A
0
e A
f
para o cálculo.
Característica não aditiva das deformações
Para um corpo submetido à tração, a deformação de engenharia é calculada através da
equação (1). Entretanto, se um corpo for tracionado em duas etapas de carregamento,
primeiro atingindo um comprimento l
1
e em seguida atingindo um comprimento l
2
, as
deformações ficam:

Onde:
- e
1
é a deformação até atingir o comprimento l
1

- e
2
é a deformação até atingir o comprimento l
2
a partir do comprimento l
1

- e
t
é a deformação total sem considerar as etapas de carregamento
Fica claro que e
t
não é a soma das deformações e
1
e e
2
. Então pode-se dizer que a
deformação de engenharia não é uma grandeza aditiva.
Deve-se observar que quando se usam os parâmetros de cálculo da tensão de engenharia
, os valores de tensão obtidos ficam menores do que os valores reais.






- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoTensão e
Deformação Verdadeiras
Tensão e Deformação Verdadeiras

Compartilhar
A deformação real ou verdadeira no processo de carregamento pode ser estabelecida
imaginando-se uma seqüência de etapas de carregamento onde o corpo alonga-se de um
valor Δl. Tomados intervalos Δli muito pequenos, ou seja, aumentando indefinidamente
o número de etapas i, a deformação pode ser definida como:

onde l é o comprimento instantâneo do corpo tracionado.
Ou, na forma diferencial:

Que integrada resulta em:

Ao valor ε acima dá-se o nome de deformação verdadeira.
Neste caso, se o carregamento é feito em etapas. Por analogia ao caso da deformação de
engenharia, as deformações serão:

Com isto vê-se que a deformação verdadeira é uma grandeza aditiva.
Similarmente, define-se a tensão verdadeira como:

Se o valor de σ é tomado constante, sobre uma determinada seção transversal, isto é, se
a força é uniformemente distribuída sobre a área da seção, tem-se:

Onde A é o valor instantâneo da área da seção transversal.
Deve-se ter em mente que o valor da tensão verdadeira é um valor instantâneo de
tensão, portanto independente das dimensões originais do corpo carregado.


- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoRelação entre
Tensão de Engenharia e Tensão Verdadeira
Relação entre Tensão de Engenharia e
Tensão Verdadeira

Compartilhar
O valor instantâneo da tensão real para uma carga F, com área instantânea da seção
transversal A, foi definido em (10), como F/A.
Para o regime de deformação plástica, o volume do corpo permanece constante, então
nesta situação:

que substituído na expressão da tensão (10), resulta:

Levando em conta as expressões da tensão de engenharia S = F/A
0
e da deformação de
engenharia e, pode-se escrever:

Considerando a deformação total, entre os comprimentos: inicial l
0
e final l, de (7), tem-
se:

No caso de pequenas deformações, usando desenvolvimento em série e desprezando as
potências de ordem superior, chega-se a:

Conseqüentemente, pode-se concluir, substituindo em (13):

Então as duas tensões são praticamente iguais, para pequenas deformações.
- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoRelações de
parâmetros no regime Elástico - Lei de Hooke
Relações de parâmetros no regime
Elástico - Lei de Hooke

Compartilhar
No regime elástico, um corpo submetido a carregamento retorna às suas dimensões
originais, quando removido o carregamento, como anteriormente visto. Se o corpo é um
sólido elástico e isotrópico submetido a uma carga de tração , vale a Lei de Hooke,
expressa por:

onde o índice x representa a direção do carregamento e da resultante tensão.
A relação de proporcionalidade E entre tensão e deformação é o módulo de elasticidade
ou módulo de Young.
Ao ser tracionado na direção x, o corpo sólido experimenta alongamento nesta direção e
simultaneamente contrações nas direções perpendiculares y e z. Experimentalmente, foi
determinado que a razão entre o alongamento e contrações é aproximadamente
constante, ou expressando em termos de deformações:

O coeficiente de proporcionalidade ν é o chamado coeficiente de Poisson. O coeficiente
de Poisson é uma propriedade de comportamento específica de cada material.
De forma análoga, se um corpo é submetido a carregamento de cisalhamento em regime
elástico, existe uma relação de proporcionalidade entre tensão e deformação, que pode
ser expressa na forma:

Pode-se demonstrar que existe uma relação interligando as propriedades G,E, e ν a
saber:

Abaixo, alguns exemplos de alguns metais policristalinos e suas propriedades:

- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoA Curva Tensão
Deformação
A Curva Tensão Deformação

Compartilhar
Introdução
A curva tensão-deformação é uma descrição gráfica do comportamento de deformação
de um material sob carga de tração uniaxial. A curva é obtida no chamado ensaio de
tração.
O ensaio consiste em carregar um corpo de prova, submetendo-o a uma carga de tração
que aumenta gradativamente. Os valores de carga e deslocamento são medidos
continuamente ao longo do ensaio e traçada a curva de comportamento. As máquinas e
equipamentos convencionais utilizados no ensaio de tração podem ser combinadas com
equipamentos auxiliares que geram a curva de comportamento, tomando os valores de
engenharia tanto para a tensão como para a deformação.
Pode-se dizer que para materiais metálicos existem dois formatos típicos de curvas: as
curvas para os metais dúcteis e as curvas para os metais frágeis.
Em termos genéricos pode-se dizer que:
- Um material dúctil é aquele que pode ser alongado, flexionado ou torcido, sem
se romper. Ele admite deformação plástica permanente, após a deformação
elástica. A deformação plástica em geral é acompanhada de encruamento, que
será explicado adiante. Na curva tensão deformação destes materiais, a região
plástica é identificável O ponto de escoamento determina a transição entre as
fases elástica e plástica (com ou sem patamar na curva).
- Um material frágil rompe-se facilmente, ainda na fase elástica. Para estes
materiais o domínio plástico é praticamente inexistente, indicando sua pouca
capacidade de absorver deformações permanentes. Na curva tensão deformação,
a ruptura se situa na fase elástica ou imediatamente ao fim desta, não havendo
fase plástica identificável.

Em: a) vê-se um material dúctil típico,como um aço de baixo carbono recozido. Entre os
materiais dúcteis existem aqueles que não mostram claramente o patamar de
escoamento, como em b). As figuras c) e d) mostram possíveis curvas de
comportamento para materiais frágeis. No caso c) aparece um comportamento não
linear em baixos níveis de tensão, que é característica dos ferros fundidos. Já em d) o
comportamento é elástico e linear até próximo da ruptura,característica de materiais
cerâmicos e ligas fundidas de elevada dureza.
OBSERVAÇÃO: a classificação de materiais dúcteis e frágeis não é rígida, pois um
material pode mudar suas características de comportamento, por influência de vários
fatores como por exemplo, a temperatura de trabalho. Altas temperaturas tendem a
promover o comportamento dúctil. Baixas temperaturas tendem a promover o
comportamento frágil. Então um material de comportamento frágil em temperatura
ambiente poderá se tornar dúctil em altas temperaturas, ou um material dúctil se tornar
frágil em baixas temperaturas.
Os parâmetros de comportamento do material do corpo de prova são as tensões e
deformações típicas de cada fase do teste de traçao, como especificado a seguir. As
tensões obtidas no teste de tração são dados importantes tanto para o projeto de
componentes e estruturas que trabalharão na fase elástica como para os que trabalharão
na fase plástica.
O Ensaio de Tração
Em termos gerais o teste de tração tem uma só conduta de procedimentos. Basicamente
um corpo de prova é submetido a uma carga de tração crescente até atingir a ruptura. As
medições feitas ao longo do teste é que diferem , de acordo com o tipo de
comportamento do material. Assim, para materiais frágeis, os parâmetros da zona
elástica e a tensão de ruptura são identificados no teste. Para os materiais dúcteis, é
necessário identificar outros parâmetros, como as tensões durante a fase não linear de
deformações , as tensões durante o escoamento e a tensão máxima antes da ruptura.
Devido à sua simplicidade e ao grande número de informações que pode ser obtido do
ensaio de tração uniaxial dos metais, este ensaio é amplamente utilizado e existem
muitas normas técnicas que o regulamentam. O traçado da curva é feito pelo registro
das deformações na direção da tensão, para cada valor da tensão no processo de
carregamento. Obtém-se assim a curva tensão x deformação.
Dividiu-se a descrição do teste de tração, de acordo com o comportamento do material
em:
- Teste de Tração para Materiais Dúcteis
- Teste de Tração para Materiais Frágeis
Ensaio de Tração de Materiais Dúcteis

Compartilhar
O traçado da curva é feito pelo registro das deformações na direção da tensão, para cada
valor da tensão no processo de carregamento. Obtém-se assim a curva tensão x
deformação, conforme esquematizado abaixo.
Lembrando que a tensão de engenharia é obtida dividindo-se a força aplicada pela seção
transversal inicial e a deformação de engenharia é a razão entre o alongamento sofrido
pelo corpo e o seu comprimento inicial, a curva tensão x deformação de engenharia tem
o mesmo formato que a curva carga x alongamento (obtida diretamente na máquina de
tração), como esquematizado abaixo.
Observando e definindo claramente os pontos da curva
Na transição do comportamento elástico para o plástico, geralmente ocorre um
serrilhado na curva tensão-deformação, principalmente quando se trata de materiais
recozidos. O serrilhado ocorre devido à interação entre átomos de soluto (no caso dos
aços, C e N principalmente) e as discordâncias, ainda em pequeno número. Por isto,
tem-se várias medidas para o início do período plástico, ou seja, para o limite de
escoamento. As medidas mais comuns são:
a) Limite de escoamento verdadeiro: É baseado em medidas de microdeformação, da
ordem de 2 . l0
-6
. É associado com a movimentação de algumas centenas de
discordâncias;
b) Limite de escoamento proporcional (LP): É o maior valor de tensão para o qual
ainda é válida a Lei de Hooke;
c) Limites de escoamento superior (LS) e inferior (LI):Durante o escoamento, a
deformação é essencialmente heterogênea, isto é, existem bandas de material deformado
ao lado de bandas de material ainda não deformado. No limite de escoamento superior,
uma faixa discreta de metal deformado aparece em uma região de concentração de
tensões, pelo efeito da carga de ensaio. Quando a tensão atinge um nível suficiente para
vencer as barreiras que retém as discordâncias, ainda em pequeno número, define-se o
limite de escoamento superior (LS). A tensão então cai até o limite de escoamento
inferior (LI). A faixa se propaga ao longo do corpo, causando alongamento durante o
escoamento. Durante esta propagação, outras barreiras aprisionam as discordâncias,
exigindo que a tensão novamente venha a subir e assim sucessivamente, gerando o
serrilhado indicado na figura.
Em geral, várias bandas se formam em diversos pontos de concentração de tensões,
sempre alinhadas a 45° com a direção de tração e são conhecidas por bandas de Lüders
ou linhas de distensão. Cada oscilação da carga durante o escoamento corresponde à
formação de uma banda. Assim, a deformação plástica no escoamento ocorre pela
propagação de bandas de Lüders, que varrem regiões que ainda não escoaram, até que
ocorra o escoamento de todo o CP. A quantidade de alongamento durante o escoamento
depende da ductilidade e da microestrutura do metal.
d) Limite de escoamento convencional (LC): Tensão para que ocorra certa
deformação facilmente mensurável (0,1 ou 0,2%).
e) Limite de resistência (LR): é o valor máximo de tensão da curva S x e e é a tensão
para a qual se inicia a estricção do material.
Após o início da estricção, a tensão de engenharia começa a cair (devido à diminuição
da seção resistente), até que é atingida a saturação plástica do metal e, então, ocorre a
ruptura do CP, para uma tensão de engenharia igual a LRu, denominada limite de
ruptura. A deformação de engenharia correspondente é chamada alongamento total e é
representado por D na figura.
Como já visto, a tensão verdadeira e a deformação verdadeira não dependem dos
valores iniciais da seção transversal e do comprimento do CP, mas sim dos
correspondentes valores instantâneos. Então, se fizermos uma curva s x e, teremos uma
curva durante a deformação plástica sempre crescente, mesmo após a estricção, uma vez
que para continuar a deformar o metal, a tensão verdadeira deve ser cada vez maior
(devido ao encruamento do material), até ser atingida a saturação plástica do metal e
ocorrer a ruptura do CP. Isto é esquematizado na figura abaixo.

Ensaio de Tração de Materiais Fágeis

Compartilhar
O procedimento de carregamento para o ensaio de tração de um material frágil é o
mesmo dos materiais dúcteis. A diferença é apenas o tipo de comportamento que se
refletirá na curva tensão-deformação.
Os materiais frágeis não apresentam uma fase de escoamento, ou seja, não existe um
ponto característico que define início da fase plástica. A carga de tração crescente
provoca uma deformação elástica e logoao ultrapassar o limite de proporcionalidade, o
corpo de prova rompe-se. Ver figura abaixo.
Para os materias frágeis não ocorre o empescoçamento do corpo de prova.
Então para o ensaio de materiais frágeis, as tensões a serem observadas no diagrama
são:
Limite de Proporcionalidade
É a tensão até a qual vale a Lei de Hooke. Esta região da curva pode ser bem reduzida,
como no caso de ferros fundidos.
Limite de Ruptura
A tensão limite de resistência L
R
,definida como o ponto de máximo da curva tensão-
deformação, para caracterizar as propriedades de resistência mecânica. O ponto de
ruptura coincide com o máximo da curva tensão-deformação, portanto a tensão de limite
de resistência coincide com a tensão de ruptura, diferentemente do comportamento dos
materiais dúcteis.
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoEncruamento
Encruamento

Compartilhar
O fenômeno do encruamento acontece para materiais solicitados além do limite elástico.
Ver os fundamentos em: Trabalho a Frio.
Os tempos de relaxação para os metais e suas ligas em temperatura ambiente, em geral
são tão longos, que o equilíbrio raramente é atingido e é por isto que apresentam a
característica de endurecerem-se por deformação: o encruamento. Assim, para
prosseguir o processo de deformação plástica, o nível de tensão deve ser cada vez
maior, até ser atingido o limite de resistência (saturação plástica) e forma-se a estricção,
seguida da ruptura do metal.
Nota: O tempo de relaxação é uma medida da mobilidade das cadeias atômicas e
depende da estrutura cristalina e da temperatura. Qualquer metal ou liga metálica que
tenha sido mecanicamente solicitado a um certo nível de tensão, experimentará um
decréscimo gradual da resistência com o tempo. Este fenômeno denominado Relaxação
de Tensão, de interesse tanto prático quando fundamental, oferece um meio para estudar
a deformação dinâmica dos metais.
- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoExpressões
analíticas Tensão - Deformação no Regime Plástico
Expressões analíticas Tensão -
Deformação no Regime Plástico

Compartilhar
A deformação não é uma grandeza de estado. Assim, é impossível expressar com
exatidão a dependência analiítica c
ij
=f(o
ij
). Contudo para o ensaio de tração uniaxial,
foram muitas as tentativas de expressar esta dependência. A seguir, listam-se algumas:
a) Ludwig

onde:
- o
0
é a tensão de escoamento,
- K é o índice de resistência, que é uma característica do material (depende da
estrutura e pode variar com o processamento) e
- n é o coeficiente de encruamento, também típico de cada material.
b) Holllomon:

A Equação de Hollomon não tem fundamentação teórica e, freqüentemente, observam-
se desvios, principalmente para altas deformações (e~1,0) ou baixas deformações
(e~10
÷3
).

Constantes da Equação de Hollomon para vários metais em diferentes condições de
processamento, de acordo com G.Dieter
c) Voce
Onde o, o
0
e c
c
são parâmetros que dependem da temperatura e da taxa de deformação.

Esta equação é muito utilizada, principalmente para analisar a estampabilidade de tiras
metálicas.
- Negócios
- Editorias
- Ensino/Capacitação
- Utilidades
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoOutras
Propriedades obtidas no Ensaio de Tração
Outras Propriedades obtidas no Ensaio
de Tração

Compartilhar
- Resiliência
- Ductilidade
- Tenacidade
- Efeito da Taxa de Deformação

Resiliência
É a capacidade do metal absorver energia quando deformado elasticamente e liberá-la
quando descarregado.

onde:
- o
0
= limite de escoamento;
- E = módulo de elasticidade ou de Young.
- e = módulo de resiliência.
A Eq. (5') mostra que materiais que devem suportar altas cargas sem sofrerem
deformação plástica (por exemplo: molas) devem ter alto limite de escoamento e baixo
módulo de elasticidade.

Ductilidade:
É uma propriedade qualitativa que mede a capacidade do material ser deformado
plasticamente sem que ocorra a ruptura ou a estricção localizada. As medidas
convencionais da ductilidade são:
a) alongamento total : é a deformação de engenharia na fratura:

A medida do alongamento é função do comprimento inicial usado como base de medida
e este deve ser especificado em um relatório. Por exemplo, a
50>
significa a medida do
alongamento de um CP cuja base de medida foi de 50 mm.
b) redução de área na fratura: definido como sendo:

Visto que o volume permanece constante durante a deformação plástica, tem-se:

Logo, esta grandeza também depende do comprimento da base de medida tal como a
Eq.(6').
c) Coeficiente de encruamento: a equação de Hollomon indica que o coeficiente n é
também uma medida da ductilidade, uma vez que ele indica a deformação verdadeira
para a qual inicia-se a estricção do metal. Assim, vejamos algumas de suas
características: é adimensional e independe do tamanho inicial do CP analisado; é
função da microestrutura, sendo sensível ao tamanho de grão da matriz e da quantidade
de impurezas contidas na mesma. Sua dependência em relação ao tamanho de grão da
matriz (d), para aços baixo C, é dada por (com d em mm):

Às vezes, há a necessidade de determinar-se mais que um valor de n para um mesmo
material. É que ele pode obedecer a uma certa equação do tipo Hollomon em
determinado trecho da curva o x c e, em outro trecho desta curva pode ser que outra
equação do tipo Hollomon se adapte melhor. Isto é bastante comum no caso dos aços.

Tenacidade
É a capacidade do material absorver energia na região plástica. É medida pela área sob a
curva ,o x c. Outra forma usual de avaliá-la é através do ensaio de Impacto.

Efeito da Taxa de Deformação
A taxa ou velocidade de deformação exerce três efeitos principais na conformação:
1. A tensão de escoamento do metal aumenta com a taxa de deformação;
2. A temperatura do material aumenta devido ao aquecimento adiabático;
3. Existe melhor lubrificação na interface metal - ferramenta, desde que o filme do
lubrificante possa ser mantido.
Por definição, a taxa de deformação ÷c é dada por:

Considerando a Eq. (6), vem:

onde: v é a velocidade do travessão da máquina de tração. Essa equação indica que para
uma velocidade constante do travessão a taxa de deformação verdadeira decresce
proporcionalmente ao aumento do comprimento do corpo de prova.
A taxa de deformação verdadeira está relacionada com a convencional através de:

Experimentalmente, encontra-se a seguinte expressão:

onde: m = coeficiente de sensibilidade à taxa de deformação.
O expoente m pode ser obtido da inclinação do gráfico de log o X logc . Entretanto,
uma maneira mais precisa é através de ensaios com taxa de deformação variável no qual
m é determinado por medidas de mudança da tensão de escoamento induzida por uma
mudança de com e e T constantes.
A sensibilidade a taxa de deformação dos metais é bem baixa (< 0,1) à temperatura
ambiente, mas m aumenta com a temperatura, especialmente para temperaturas acima
da metade do ponto absoluto de fusão. A sensibilidade à taxa de deformação é um bom
indicador das mudanças do comportamento da deformação e as medidas de m fornecem
um elo de ligação entre os conceitos de discordâncias na deformação plástica e as
medidas macroscópicas feitas num ensaio de tração.
Existe um grupo de ligas denominadas materiais superplásticos, que possuem valores de
m próximos de 1,0. São denominados materiais superplásticos, uma vez que suportam
deformações de até 1000%. Nestes materiais, quando se inicia a estricção, aumenta na
região do empescoçamento, o que implica que esta região se torna mais resistente (Eq.
13'), levando à uma estricção difusa. Para a obtenção de materiais superplásticos, faz-se
necessário que haja uma fina granulometria e que esta permaneça fina mesmo com a
elevação da temperatura.
Obviamente, materiais comuns que se destinam a operações de estampagem como aços
baixo C têm baixos valores de m e não são superplásticos. Contudo, a estricção difusa
destes materiais é altamente influenciada pelo valor de m , uma vez que o mecanismo
para ocorrer esta estricção é o mesmo que nos materiais superplásticos.
A tabela abaixo mostra valores típicos de velocidades de deformação para diferentes
operações de ensaios e conformação. É importante observar que a velocidade de
conformação da maioria dos equipamentos comerciais é apreciavelmente mais rápida do
que a velocidade de deformação utilizada no ensaio de tração padronizado. Contudo,
não chega a ser elevada o suficiente para tornar importante os efeitos de ondas de
tensão.

Valores Típicos de Velocidades de Deformação
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoCorpos de
Prova para o Ensaio de Tração
Corpos de Prova para o Ensaio de
Tração

Compartilhar
Os corpos de prova para o ensaio de tração devem seguir um padrão de forma e
dimensões para que os resultados dos testes possam ser significativos. No Brasil é
seguida a norma MB-4 da ABNT que define formatos e dimensões para cada tipo de
teste.
A seção transversal do corpo de prova pode ser circular ou retangular dependendo da
forma e dimensões do produto de onde for extraído.
- Se ele for proveniente de uma chapa, placa ou perfil, em geral terá seção
transversal retangular.
- Se for proveniente de um corpo de seção circular ou irregular, ou ainda de
dimensões muito grandes, ele terá seção circular.
- No caso de peças produzidas por fundição, o corpo de prova é obtido fundindo-
se um tarugo contíguo à peça, que é posteriormente usinado.
- Em produtos conformados mecanicamente as propriedades mecânicas variam
conforme a direção (anisotropia). A escolha da direção do eixo do corpo de
prova deverá cuidadosamente determinada.
Partes de um corpo de Prova

Parte útil: é a porção efetivamente utilizada para medição do alongamento.
Cabeça: são as extremidades, cuja função é permitir a fixação do corpo de prova na
máquina de ensaio.
A análise das propriedades mecânicas de um metal depende da precisão com que os
corpos de prova são usinados . Como os corpos de prova são de geometria circular ou
plana, uma usinagem adequada é essencial para um programa de testes de qualidade.
Dimensões a acabamento superficial devem estar de acordo com a norma brasileira.

O acesso por meio digital ABNT Digital - (Pesquisa/Compra) tem as informações para
aquisição das normas
Algumas normas pertinentes são listadas abaixo:
- Materiais metálicos - Ensaio de tração a temperatura elevada
NM-ISO783 1996
- Materiais metálicos - Ensaio de tração à temperatura ambiente
NBRISO6892 11/2002
- Materiais metálicos - Calibração de máquinas de ensaio estático uniaxial - Parte
1: Máquinas de ensaio de tração/compressão - Calibração do sistema de medição
da força
NBRNM-ISO7500-1 03/2004
- Materiais metálicos - Calibração de extensômetros usados em ensaios uniaxiais
NBR14480 03/2000
- Materiais metálicos - Calibração de instrumentos de medição de força utilizados
na calibração de máquinas de ensaios uniaxiais NBR6674 MB1488 07/1999
- Produtos planos de aço - Determinação das propriedades mecânicas à tração
NBR6673 MB856 07/1981
- Produtos tubulares de aço - Determinação das propriedades mecânicas à tração
NBR7433 MB736 07/1982
- Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado com emenda
mecânica ou por solda - Determinação da resistência à tração NBR8548
MB1804 08/1984
- Alumínio e suas ligas - Ensaio de tração dos produtos dúcteis e fundidos
NBR7549 MB1714 12/2001
Medição de Alongamento e Redução da
Área na Fratura

Compartilhar
Medição da Deformação Total - Alongamento
O alongamento do corpo de prova pode ser medido em qualquer etapa do ensaio de
tração. Entretanto o comprimento final L
f
, no momento da ruptura, é necessário para o
cálculo da deformação total.
A deformação total é a soma das deformações:
- deformação elástica (recuperada após a ruptura)
- deformação durante o escoamento
- deformação plástica
- deformação depois de atingida a carga máxima
OBS: a soma da deformação no escoamento com a deformação plástica é a chamada
deformação uniforme.
Para efetuar a medição do comprimento final, seguem-se os seguintes passos:
- marcam-se n divisões iguais sobre a parte útil do corpo de prova antes do início
do ensaio.
- um comprimento de referência L
0
deve ser escolhido neste estágio. É
recomendável que o comprimento total das n divisões seja bem superior ao
comprimento L
0

- traciona-se o corpo até a ruptura, juntando-se a seguir as partes
- mede-se a distância correspondente ao comprimento final, tomando-se o mesmo
número de divisões à esquerda e á direita da seção de ruptura, quando possível.
Quando a ruptura for próxima ao final da parte útil do corpo de prova, toma-se o
número máximo de divisões do citado lado, compensando-se a diferença do lado
oposto para completar o comprimento de referência.
O procedimento é ilustrado abaixo.
NOTA: Por facilidade da elaboração da figura marcaram-se apenas 10 divisões, sendo
este valor coincidente com o comprimento inicial L
0
. A situação mostrada foi
propositadamente escolhida para provocar a leitura de número diferente de divisões à
esquerda e direita da seção de ruptura.
Medição da redução de Área
A estricção ocorre depois de atingida a carga máxima. A estricção é a redução da seção
transversal do corpo na região onde ocorrerá a ruptura. A deformação é maior nesta
região enfraquecida. A estricção é usada como medida da ductilidade, como já
explicado, ou seja, quanto maior a estricção, mais dúctil é o material. O fenômeno da
estricção é ilustrado na figura abaixo, para CP de seção transversal circular.
As medidas de estricção podem ser tomadas tanto para corpos de seção circular como
corpos de seção retangular. As medidas e os valores são mostrados nas figuras abaixo.


É importante ressaltar que a estricção não pode ser considerada uma propriedade
específica do material, mas somente uma característica do seu comportamento.
Isto se justifica porque o estado de tensões depende da forma da seção transversal, por
sua vez, a fratura depende não só do estado de tensões e deformações mas de como se
desenvolveu. Então a deformação após a carga máxima não é sempre a mesma.
Apesar do seu caráter mais qualitativo, a estricção é mencionada e usualmente
especificada para diversos materiais.
Máquinas de Ensaio Universais

Compartilhar
As máquinas de teste mais comuns para os ensaios de resistência são máquinas
universais , que são capazes de realizar testes de tração, compressão e flexão.
A função básica destas máquinas é criar um diagrama de carga x deslocamento.
Uma vez gerado o diagrama, pode-se calcular a tensão de escoamento manualmente
com recurso geométrico de lápis e régua, ou via um algoritmo computacional acoplado.
Neste caso, são também calculados o módulo de Elasticidade E, a tensão limite de
ruptura e o alongamento total.
Quanto ao tipo de operação, as máquinas de ensaio podem ser eletromecânicas ou
hidráulicas. A diferença entre elas é a forma como a carga é aplicada. Em qualquer caso
a referência é para máquinas de carregamento estático ou quase-estático.
Máquinas Eletromecânicas
Tem seu funcionamento baseado em motor elétrico de velocidade variável, um sistema
de engrenagens de redução e um ou vários parafusos que movimentam o cabeçote na
direção vertical. Estes movimentos para cima e para baixo permitem executar testes de
tração e compressão respectivamente. As velocidades do cabeçote podem ser alteradas
pela velocidade do motor. Um servo-sistema pode ser adaptado para controlar mais
precisamente a velocidade do cabeçote.

Máquinas Hidráulicas
Máquinas hidráulicas para testes são baseadas no movimento de um pistão de atuação
simples ou dual, que aciona o cabeçote para cima e para baixo. Entretanto, na maioria
das máquinas para teste estático existe um pistão de ação simples. Numa máquina de
operação manual, o operador ajusta o orifício de uma válvula de agulha com
compensação de pressão para controlar a taxa de alimentação. Num servo sistema
hidráulico de ciclo fechado , a válvula de agulha é substituída por uma servo-válvula
operada eletronicamente para um controle preciso.
Em geral as máquinas eletro-mecânicas permitem uma gama maior de velocidades e
maiores deslocamentos do cabeçote, por outro lado as máquinas hidráulicas permitem
gerar maiores forças de carregamento.
Outras Informações sobre o Ensaio de
Tração

Compartilhar
O sistema de medição – Extensômetros
Como já citado anteriormente, o ensaio de tração consiste em aplicar uma força de
tração coincidente com o eixo do corpo de prova, medindo-se simultaneamente, durante
o ensaio, a força aplicada e a deformação que o material sofre sob ação da carga.
A força aplicada é medida por um dinamômetro calibrado que, dependendo do tipo da
máquina de ensaio, pode ser baseado nos mais diferentes princípios.
A medição da deformação é feita pela determinação do deslocamento relativo entre dois
pontos de referência, previamente marcados, na seção útil do corpo de prova. A medida
deste deslocamento pode ser feita por um processo mecânico, onde a leitura é tomada a
cada incremento de carga da máquina de ensaio, ou então de uma forma
eletroeletrônica, que permite o traçado da curva força-deslocamento em sincronia com a
execução do ensaio, através de um plotter acoplado à máquina de ensaio. O
comprimento padrão, definido pela distância que separa os dois pontos de referência, é
uma característica do extensômetro usado. Este tipo de extensômetro é denominado de
extensômetro axial, capaz de medir a deformação ao longo do eixo longitudinal do
corpo de prova.
Existem vários tipos de extensômetros para diferentes aplicações de teste, assim como
diferentes sistemas de fixação. Os mais comuns são os extensômetros mecânicos, que
permitem a medição pelo simples afastamento entre suas pontas ou facas. Em algumas
aplicações são usados extensômetros elétricos ou eletrônicos, que funcionam por
variação da tensão elétrica, provocada pela deformação do corpo de prova. Mais
recentemente foram também introduzidos os extensômetros a laser, cuja principal
vantagem é a não existência de contato físico com o corpo de prova, eliminando
algumas possíveis fontes de erro em relação aos extensômetros convencionais.
Independentemente da escolha do sistema de medição e da adequação dos
procedimentos de teste de acordo com as recomendações da norma, vários cuidados
devem ser tomados para a realização de um teste de tração bem sucedido.
Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoFontes de erro
no diagrama tensão-deformação
Fontes de erro no diagrama tensão-
deformação

Compartilhar
Muitos fatores influenciam o diagrama tensão –deformação. Se eles não forem
devidamente controlados, sérios erros podem ser gerados, invalidando os testes.
São muito comuns as seguintes fontes de erro:
O extensômetro – no teste de metais, a deflexão do quadro de carga (composta pelas
colunas da máquina, cabeçote e mesa) em relação a deformação do corpo de prova pode
ser grande suficiente para introduzir um, erro significativo. Portanto o extensômetro a
ser usado para teste de metais deverá medir somente a deformação do corpo de prova.
Em geral os extensômetros são ligados diretamente no corpo de prova, mas deve-se
lembrar que há possibilidade de usar sistemas de medição sem contato. As principais
características de um extensômetro são:
1. O mecanismo de fixação
2. As pontas em faca
3. O comprimento de medição
4. O movimento percentual
5. A precisão
O escorregamento devido ao ajustamento precário do mecanismo de fixação e/ou de
pontas desgastadas podem resultar numa curva tensão x deformação indeterminada.O
escorregamento é a fonte mais comum de erros em testes com metais. Um programa
adequado de manutenção deve ser estabelecido para garantir que as pontas sejam
substituídas quando desgastadas e que as molas e garras criem pressão suficiente sobre
o corpo de prova.
Comprimentos de medição padrão para extensômetros são em geral 1” 2” e 8”. O
comprimento de medição necessário depende do tamanho do corpo de prova e do
método de teste. Deve ser tomado cuidado para fixar o comprimento de medição na
hora de fixar o extensômetro. O ajustamento adequado e a operação das paradas
mecânicas eliminam os erros de comprimento de medição.
O curso total do movimento do extensômetro deve ser compatível com o alongamento
total do corpo de prova. Um extensômetro com curso muito grande pode tornar difícil
medir o módulo E com precisão. Um extensômetro com curso insuficiente poderá
impedir completamente a medição de alguns parâmetros. Muitos métodos de teste
exigem a seleção de extensômetros dentro de um grau estabelecido de precisão. É
recomendado que estas escolhas e procedimentos sejam feitos antes de cada medição.
As garras de fixação da máquina de ensaio - garras de aperto (em v) são as mais
comuns para testes com metais. À medida que a carga axial aumenta, as garras agem no
sentido de aumentar a pressão de aperto sobre o corpo de prova. As garras podem ser
ajustadas manualmente, hidraulicamente ou pneumaticamente. Para grande volume de
testes são recomendados ajustes hidráulicos ou pneumáticos.
Garras de fixação com superfícies sujas ou desgastadas podem resultar em
escorregamento do corpo de prova, o que invalida o diagrama tensão-deformação.
Portanto as superfícies deverão ser inspecionadas periodicamente. Insertos desgastados
devem ser substituídos e insertos sujos limpos com escova.
É importante o alinhamento do corpo de prova com as garras na montagem do teste.
Desvios de alinhamento causarão o aparecimento de tensões de flexão e diminuição dos
valores lidos da tensão de tração. Este erro poderá inclusive causar a ruptura do corpo
de prova em ponto fora da região de medida. Algumas máquinas de teste requerem o
uso de contra-porcas para manter as morsas em posição. As contra-porcas devem ser
apertadas com a máquina carregada na sua capacidade máxima de carga usando-se um
corpo de prova específico para ajuste.
O corpo de prova: a maioria dos métodos de teste exige um formato de corpo de prova
que concentra as tensões dentro da região de medida. Se o corpo de prova não é bem
usinado poderá quebrar fora da região de medida, resultando em erro na
deformação.Leituras errôneas das dimensões do corpo de prova criam erros para o
cálculo das tensões. Paquímetros, micrômetros ou outros instrumentos usados para a
medição dos corpos de prova deverão ser verificados e/ou substituídos.
Outras fontes de erro: a forma e a magnitude do diagrama tensão-deformação podem
ser afetadas pela velocidade do carregamento. Por exemplo, alguns materiais
apresentam um significativo aumento da resistência à tração quando as velocidades de
carregamento são mais altas. Portanto é necessário usar uma velocidade de
carregamento compatível com o método de teste.
Componentes desgastados da máquina de teste podem resultar em desalinhamento,
criando tensões de flexão indesejáveis. A máquina deve ser verificada e acionada para o
curso previsto no teste, assegurando-se a concentricidade do cabeçote para todo o curso
de elevação.
Com a introdução dos sistemas de teste com micro-processamento , as cargas podem
inadvertidamente ser zeradas, resultando em leituras reduzidas para as tensões. Para
evitar este erro recomenda-se fixar o corpo de prova na morsa superior, zerar a carga, e
finalmente fixar a extremidade inferior.



http://www.cimm.com.br/portal/noticia/material_didatico/6520

CURVA TENSÃO-DEFORMAÇÃO

Se a superfície do cristal deformado for examinada, pode-se observar marcas que circundam a amostra, de maneira aproximadamente contínua, com o formato de elipse. Quando observadas com grande aumento, essas marcas revelam-se como as manifestações visíveis de uma série de pequenos degraus formados na superfície. Evidentemente, em decorrência da aplicação da força, o cristal foi cisalhado em vários planos paralelos. Além disso, a análise cristalográfica das marcas, mostra que esses planos são os basais (0002), ou seja, os planos mais compactos do cristal. Quando ocorre esse tipo de deformação, diz-se que o cristal sofreu "escorregamento"; as marcas visíveis na superfície são chamadas de linhas de escorregamento, e o plano cristalográfico no qual ocorreu o cisalhamento é chamado de plano de escorregamento.

Foto do escorregamento de um monocristal de zinco. (C.F. Elam, The Distortion of Metal Crystals, Oxford Univ. Press,London, 1935). A tensão de cisalhamento correspondente ao início da fase plástica em um monocristal é surpreendentemente pequena quando comparada à resistência ao cisalhamento de um cristal perfeito (calculada em termos de forças coesivas entre os átomos). Em outras palavras, o cristal se deforma plasticamente com tensões 1/10.000 de sua resistência teórica. Analogamente, os cristais reais de outros metais se deformam sob tensões que são frações pequenas de suas resistências teóricas (1/1.000 a 1/10.000).

A explicação para a discrepância entre os limites de escoamento calculado e real reside no fato de que os cristais não são perfeitos, pois contem defeitos, sendo que as discordâncias são o tipo de defeito responsável por este fato.

Discordâncias
  

discordâncias são defeitos 1D em um cristal. o tipo mais simples de discordância pode ser visto como um semiplano atômico extra, inserido na estrutura, o qual termina em qualquer lugar do cristal. a extremidade do meio plano é a discordância, conforme mostra a figura abaixo.

   

discordâncias deste tipo são chamadas discordâncias em aresta ou em cunha e são representadas pelo símbolo ^ : a discordância é mostrada em verde podemos desenhar um vetor, t, tangente à discordância, que define sua direção positiva a direção escolhida como positiva é arbitrária, mas pode ser usada de forma consistente

Consideremos agora o semiplano extra que está dentro do cristal. Um exame da figura abaixo (esquema tridimensional de uma discordância em aresta) mostra claramente que o cristal está distorcido onde o semiplano atinge o plano de escorregamento.

Se isso acontecer. Veja a animação do deslocamento em linha O movimento de uma discordância através de todo o cristal produz um degrau na superfície do mesmo. o átomo c pode mover-se para a posição c' indicada na figura. A figura abaixo ilustra como uma discordância se move através do cristal. A contínua aplicação da tensão levará à movimentação da discordância em etapas repetidas. . Resulta disso que uma força muito pequena pode mover uma discordância. esse degrau evidentemente não é visível a olho nu. a discordância moverse-á de uma distância atômica para a direita. sob a aplicação de uma tensão de cisalhamento. Cada etapa do movimento da discordância. pois. centrada em torno da aresta do plano extra. Muitas centenas ou milhares de discordâncias devem movimentar-se em um plano de escorregamento para que seja produzida uma linha de escorregamento visível. Cálculos teóricos mostram que essa força é de ordem de grandeza compatível para justificar os baixos limites de escoamento dos cristais reais. Pela aplicação da tensão. porque a grandes distâncias dessa aresta. cuja profundidade é de uma distância atômica. O resultado final é que o cristal é cisalhado no plano de escorregamento de uma distância atômica. requer somente um pequeno rearranjo de átomos nas vizinhanças do plano extra. Como uma distância atômica em cristais metálicos é da ordem de alguns ângstrons.Pode-se também deduzir que a distorção diminui de intensidade quando se caminha em sentido oposto à aresta do semiplano. A distorção do cristal é. os átomos tendem a rearranjar-se como em um cristal perfeito.

 elas normalmente se formam na superfície de um cristal durante o seu crescimento . A designação 'hélice' para esse defeito do reticulado deriva do fato de que os planos do reticulado do cristal formam uma espiral na linha da discordância. existem as discordâncias em hélice ou helicoidais.DISCORDÂNCIAS VISTAS ATRAVÉS DE MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO Além das discordâncias em aresta.

. (Fig. AS LINHAS ESCURAS SÃO DEGRAUS DE ESCORREGAMENTO SUPERFICIAIS.3-2 in Schaffer et al.DISCORDÂNCIA EM HÉLICE NA SUPERFÍCIE DE UM MONOCRISTAL DE SiC.). 5.

. como se estivessem em um poço de energia. Sob a ação de esforços externos. sendo seu núcleo atraído pelas eletrosferas dos átomos vizinhos e repelido pelos núcleos dos mesmos. A deformação plástica envolve a quebra de um número limitado de ligações atômicas pelo movimento de discordâncias. (Ver mais sobre Discordâncias). o corpo não recupera sua forma original. ele volta a sua forma original deformação plástica – é aquela em que removidos os esforços. permanecendo constante o parâmetro de rede. característica do tipo de rede cristalina do metal. A deformação plástica é resultante do mecanismo de formação de defeitos cristalinos (discordâncias e maclas). etc. Depois de removidos os esforços. Os dois tipos de deformação podem ser explicados pelos movimentos atômicos na estrutura cristalina do material. os metais deformam-se. do caminho da deformação. As deformações resultantes dos campos de força podem ser classificadas em dois tipos:   deformação elástica – é aquela em que removidos os esforços atuando sobre o corpo.Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoComportamento Elástico e Plástico dos Materiais Comportamento Elástico e Plástico dos Materiais Compartilhar Quando submetidos a campos de forças e/ou momentos. Logo. continua a existir um deslocamento diferenciado de uma parte do corpo em relação a outra. (Ver mais sobre Deslocamento em Linha). não há recuperação da forma original. Cada átomo do cristal vibra em torno de uma posição de equilíbrio. ou seja. da intensidade das forças e momentos aplicados. a deformação plástica ocorre com o volume constante. A intensidade e o tipo de deformação sofrido pelo metal são funções da resistência mecânica do metal. os átomos tendem a se deslocar de sua posição de equilíbrio.

Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoDeformação e Tensão de Engenharia Deformação e Tensão de Engenharia Compartilhar Para melhor entendimento do significado dos parâmetros referentes às propriedades dos materiais no ensaio de tração. portanto uma grandeza adimensional e representa um valor médio específico da deformação tomado sobre a extensão do segmento observado. A deformação de engenharia é definida como: A deformação de engenharia é. . Sejam: P0 e Q0 dois pontos marcados sobre a peça antes do carregamento. onde se desprezam os efeitos do peso próprio. como ilustrado abaixo. e que a força se distribui uniformemente em todos os pontos da seção transversal. significando que o segmento original aumentou de um valor Δl . Admitindo que a seção transversal no estado não deformado tenha área A0. Inicialmente vamos admitir um corpo simples. utilizando o corte de uma porção da viga. A tensão correspondente ao carregamento F pode ser obtida pela simples aplicação do principio do equilíbrio. a tensão de engenharia pode ser expressa como: A tensão é expressa portanto em unidades de pressão (força/área) . em forma de viga engastada submetida a uma carga de tração F. a uma distância l0+Δl um do outro. que e no SI é Pascal (Pa) ou seus múltiplos (MPa=106 Pa). revisamos abaixo alguns princípios básicos e definições. Após o carregamento os pontos estarão nas posições Pf e Q f. É usual também representar o valor “e” como percentual. A força F representa o esforço necessário para manter o equilíbrio do sistema.

O esforço provoca o alongamento do corpo. porém não é preciso.    Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoImplicações do uso da Tensão de Engenharia Implicações do uso da Tensão de Engenharia Compartilhar Imprecisão devida à área O valor da tensão de engenharia é prático. como mostra a figura. se imaginarmos um corpo com entalhe. submetido à tração. pois o corpo muda de seção transversal ao ser tracionado. Fica fácil entender este problema. Aplicada uma carga de tração F. teríamos dois diferentes valores. se tomadas para o cálculo as áreas sobre os planos AA’ e BB’. A fórmula da tensão utiliza a área inicial para o cálculo. pela definição da tensão de engenharia. e a um certo ponto aparece o fenômeno da . Com esta simples verificação pode-se imaginar um corpo carregado no ensaio de tração.

o corpo reduz significativamente a área da seção transversal. . Na região do pescoço. a relação das áreas final e inicial fica: Portanto. para uma situação de carga F.estricção. Entretanto. Então pode-se dizer que a deformação de engenharia não é uma grandeza aditiva.que antecede a fratura nos materiais dúcteis. ou formação do pescoço. É uma situação análoga a do corpo com entalhe. Característica não aditiva das deformações Para um corpo submetido à tração. primeiro atingindo um comprimento l1 e em seguida atingindo um comprimento l2. a deformação de engenharia é calculada através da equação (1). tem-se dois valores de tensão se tomadas as áreas A0 e Af para o cálculo. ou seja novamente tem-se dois valores para a tensão. se é admitido um volume constante para um corpo sob carga de tração que aumenta seu comprimento de um valor Δl. as deformações ficam: Onde:    e1 é a deformação até atingir o comprimento l1 e2 é a deformação até atingir o comprimento l2 a partir do comprimento l1 et é a deformação total sem considerar as etapas de carregamento Fica claro que et não é a soma das deformações e1 e e2. os valores de tensão obtidos ficam menores do que os valores reais. Também. se um corpo for tracionado em duas etapas de carregamento. Deve-se observar que quando se usam os parâmetros de cálculo da tensão de engenharia .

se o carregamento é feito em etapas. na forma diferencial: Que integrada resulta em: Ao valor ε acima dá-se o nome de deformação verdadeira. define-se a tensão verdadeira como: .    Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoTensão e Deformação Verdadeiras Tensão e Deformação Verdadeiras Compartilhar A deformação real ou verdadeira no processo de carregamento pode ser estabelecida imaginando-se uma seqüência de etapas de carregamento onde o corpo alonga-se de um valor Δl. aumentando indefinidamente o número de etapas i. Tomados intervalos Δli muito pequenos. Neste caso. a deformação pode ser definida como: onde l é o comprimento instantâneo do corpo tracionado. Por analogia ao caso da deformação de engenharia. as deformações serão: Com isto vê-se que a deformação verdadeira é uma grandeza aditiva. Similarmente. Ou. ou seja.

portanto independente das dimensões originais do corpo carregado. foi definido em (10). então nesta situação: que substituído na expressão da tensão (10). Deve-se ter em mente que o valor da tensão verdadeira é um valor instantâneo de tensão. Para o regime de deformação plástica. com área instantânea da seção transversal A. isto é. como F/A.Se o valor de σ é tomado constante. resulta: . tem-se: Onde A é o valor instantâneo da área da seção transversal.     Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoRelação entre Tensão de Engenharia e Tensão Verdadeira Relação entre Tensão de Engenharia e Tensão Verdadeira Compartilhar O valor instantâneo da tensão real para uma carga F. o volume do corpo permanece constante. se a força é uniformemente distribuída sobre a área da seção. sobre uma determinada seção transversal.

    Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoRelações de parâmetros no regime Elástico . de (7).Lei de Hooke Relações de parâmetros no regime Elástico . temse: No caso de pequenas deformações.Levando em conta as expressões da tensão de engenharia S = F/A0 e da deformação de engenharia e. para pequenas deformações. pode-se concluir. pode-se escrever: Considerando a deformação total. substituindo em (13): Então as duas tensões são praticamente iguais.Lei de Hooke . chega-se a: Conseqüentemente. usando desenvolvimento em série e desprezando as potências de ordem superior. entre os comprimentos: inicial l0 e final l.

e ν a saber: Abaixo. Se o corpo é um sólido elástico e isotrópico submetido a uma carga de tração . O coeficiente de Poisson é uma propriedade de comportamento específica de cada material. se um corpo é submetido a carregamento de cisalhamento em regime elástico. alguns exemplos de alguns metais policristalinos e suas propriedades: . como anteriormente visto. um corpo submetido a carregamento retorna às suas dimensões originais.Compartilhar No regime elástico. expressa por: onde o índice x representa a direção do carregamento e da resultante tensão. que pode ser expressa na forma: Pode-se demonstrar que existe uma relação interligando as propriedades G. foi determinado que a razão entre o alongamento e contrações é aproximadamente constante. o corpo sólido experimenta alongamento nesta direção e simultaneamente contrações nas direções perpendiculares y e z. ou expressando em termos de deformações: O coeficiente de proporcionalidade ν é o chamado coeficiente de Poisson. vale a Lei de Hooke.E. quando removido o carregamento. Ao ser tracionado na direção x. A relação de proporcionalidade E entre tensão e deformação é o módulo de elasticidade ou módulo de Young. Experimentalmente. existe uma relação de proporcionalidade entre tensão e deformação. De forma análoga.

    Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoA Curva Tensão Deformação A Curva Tensão Deformação Compartilhar Introdução A curva tensão-deformação é uma descrição gráfica do comportamento de deformação de um material sob carga de tração uniaxial. Os valores de carga e deslocamento são medidos continuamente ao longo do ensaio e traçada a curva de comportamento. As máquinas e equipamentos convencionais utilizados no ensaio de tração podem ser combinadas com . A curva é obtida no chamado ensaio de tração. O ensaio consiste em carregar um corpo de prova. submetendo-o a uma carga de tração que aumenta gradativamente.

que será explicado adiante. Um material frágil rompe-se facilmente. Em termos genéricos pode-se dizer que:   Um material dúctil é aquele que pode ser alongado. Ele admite deformação plástica permanente. No caso c) aparece um comportamento não linear em baixos níveis de tensão. flexionado ou torcido. Entre os materiais dúcteis existem aqueles que não mostram claramente o patamar de escoamento. Para estes materiais o domínio plástico é praticamente inexistente. Pode-se dizer que para materiais metálicos existem dois formatos típicos de curvas: as curvas para os metais dúcteis e as curvas para os metais frágeis. não havendo fase plástica identificável. Já em d) o . após a deformação elástica.como um aço de baixo carbono recozido. As figuras c) e d) mostram possíveis curvas de comportamento para materiais frágeis. indicando sua pouca capacidade de absorver deformações permanentes. como em b). tomando os valores de engenharia tanto para a tensão como para a deformação.equipamentos auxiliares que geram a curva de comportamento. Na curva tensão deformação. a ruptura se situa na fase elástica ou imediatamente ao fim desta. sem se romper. Na curva tensão deformação destes materiais. ainda na fase elástica. a região plástica é identificável O ponto de escoamento determina a transição entre as fases elástica e plástica (com ou sem patamar na curva). Em: a) vê-se um material dúctil típico. A deformação plástica em geral é acompanhada de encruamento. que é característica dos ferros fundidos.

os parâmetros da zona elástica e a tensão de ruptura são identificados no teste. Obtém-se assim a curva tensão x deformação. para cada valor da tensão no processo de carregamento. este ensaio é amplamente utilizado e existem muitas normas técnicas que o regulamentam. . Para os materiais dúcteis. As tensões obtidas no teste de tração são dados importantes tanto para o projeto de componentes e estruturas que trabalharão na fase elástica como para os que trabalharão na fase plástica. conforme esquematizado abaixo.característica de materiais cerâmicos e ligas fundidas de elevada dureza. Obtém-se assim a curva tensão x deformação. Os parâmetros de comportamento do material do corpo de prova são as tensões e deformações típicas de cada fase do teste de traçao. Devido à sua simplicidade e ao grande número de informações que pode ser obtido do ensaio de tração uniaxial dos metais. pois um material pode mudar suas características de comportamento.comportamento é elástico e linear até próximo da ruptura. para materiais frágeis. como as tensões durante a fase não linear de deformações . ou um material dúctil se tornar frágil em baixas temperaturas. Baixas temperaturas tendem a promover o comportamento frágil. as tensões durante o escoamento e a tensão máxima antes da ruptura. Altas temperaturas tendem a promover o comportamento dúctil. como especificado a seguir. Dividiu-se a descrição do teste de tração. para cada valor da tensão no processo de carregamento. é necessário identificar outros parâmetros. OBSERVAÇÃO: a classificação de materiais dúcteis e frágeis não é rígida. de acordo com o tipo de comportamento do material. a temperatura de trabalho. de acordo com o comportamento do material em:   Teste de Tração para Materiais Dúcteis Teste de Tração para Materiais Frágeis Ensaio de Tração de Materiais Dúcteis Compartilhar O traçado da curva é feito pelo registro das deformações na direção da tensão. por influência de vários fatores como por exemplo. Assim. O traçado da curva é feito pelo registro das deformações na direção da tensão. Então um material de comportamento frágil em temperatura ambiente poderá se tornar dúctil em altas temperaturas. As medições feitas ao longo do teste é que diferem . O Ensaio de Tração Em termos gerais o teste de tração tem uma só conduta de procedimentos. Basicamente um corpo de prova é submetido a uma carga de tração crescente até atingir a ruptura.

Cada oscilação da carga durante o escoamento corresponde à formação de uma banda. que varrem regiões que ainda não escoaram. b) Limite de escoamento proporcional (LP): É o maior valor de tensão para o qual ainda é válida a Lei de Hooke. denominada limite de . ainda em pequeno número. exigindo que a tensão novamente venha a subir e assim sucessivamente. principalmente quando se trata de materiais recozidos. A quantidade de alongamento durante o escoamento depende da ductilidade e da microestrutura do metal. a curva tensão x deformação de engenharia tem o mesmo formato que a curva carga x alongamento (obtida diretamente na máquina de tração). d) Limite de escoamento convencional (LC): Tensão para que ocorra certa deformação facilmente mensurável (0. e) Limite de resistência (LR): é o valor máximo de tensão da curva S x e e é a tensão para a qual se inicia a estricção do material. causando alongamento durante o escoamento.1 ou 0. A faixa se propaga ao longo do corpo. até que é atingida a saturação plástica do metal e. O serrilhado ocorre devido à interação entre átomos de soluto (no caso dos aços. Após o início da estricção.Lembrando que a tensão de engenharia é obtida dividindo-se a força aplicada pela seção transversal inicial e a deformação de engenharia é a razão entre o alongamento sofrido pelo corpo e o seu comprimento inicial. Quando a tensão atinge um nível suficiente para vencer as barreiras que retém as discordâncias. Assim. a deformação plástica no escoamento ocorre pela propagação de bandas de Lüders. É associado com a movimentação de algumas centenas de discordâncias. como esquematizado abaixo. ainda em pequeno número. Observando e definindo claramente os pontos da curva Na transição do comportamento elástico para o plástico. a deformação é essencialmente heterogênea. define-se o limite de escoamento superior (LS). Por isto. tem-se várias medidas para o início do período plástico. existem bandas de material deformado ao lado de bandas de material ainda não deformado. a tensão de engenharia começa a cair (devido à diminuição da seção resistente). C e N principalmente) e as discordâncias. A tensão então cai até o limite de escoamento inferior (LI). uma faixa discreta de metal deformado aparece em uma região de concentração de tensões. pelo efeito da carga de ensaio. gerando o serrilhado indicado na figura. até que ocorra o escoamento de todo o CP. várias bandas se formam em diversos pontos de concentração de tensões. isto é. l0-6. sempre alinhadas a 45° com a direção de tração e são conhecidas por bandas de Lüders ou linhas de distensão. ocorre a ruptura do CP. No limite de escoamento superior. As medidas mais comuns são: a) Limite de escoamento verdadeiro: É baseado em medidas de microdeformação. geralmente ocorre um serrilhado na curva tensão-deformação. outras barreiras aprisionam as discordâncias. Em geral. ou seja. para o limite de escoamento. para uma tensão de engenharia igual a LRu. então. da ordem de 2 . c) Limites de escoamento superior (LS) e inferior (LI):Durante o escoamento. Durante esta propagação.2%).

até ser atingida a saturação plástica do metal e ocorrer a ruptura do CP. Como já visto. A diferença é apenas o tipo de comportamento que se refletirá na curva tensão-deformação. A carga de tração crescente provoca uma deformação elástica e logoao ultrapassar o limite de proporcionalidade. . a tensão verdadeira e a deformação verdadeira não dependem dos valores iniciais da seção transversal e do comprimento do CP. Então. teremos uma curva durante a deformação plástica sempre crescente. ou seja. como no caso de ferros fundidos. Para os materias frágeis não ocorre o empescoçamento do corpo de prova. Isto é esquematizado na figura abaixo. se fizermos uma curva s x e. A deformação de engenharia correspondente é chamada alongamento total e é representado por D na figura. Esta região da curva pode ser bem reduzida. a tensão verdadeira deve ser cada vez maior (devido ao encruamento do material). Ver figura abaixo. não existe um ponto característico que define início da fase plástica. mesmo após a estricção. Os materiais frágeis não apresentam uma fase de escoamento. o corpo de prova rompe-se. as tensões a serem observadas no diagrama são: Limite de Proporcionalidade É a tensão até a qual vale a Lei de Hooke. Ensaio de Tração de Materiais Fágeis Compartilhar O procedimento de carregamento para o ensaio de tração de um material frágil é o mesmo dos materiais dúcteis. Então para o ensaio de materiais frágeis. uma vez que para continuar a deformar o metal. mas sim dos correspondentes valores instantâneos.ruptura.

Limite de Ruptura A tensão limite de resistência LR . que o equilíbrio raramente é atingido e é por isto que apresentam a característica de endurecerem-se por deformação: o encruamento.     Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoExpressões analíticas Tensão . Nota: O tempo de relaxação é uma medida da mobilidade das cadeias atômicas e depende da estrutura cristalina e da temperatura. diferentemente do comportamento dos materiais dúcteis. o nível de tensão deve ser cada vez maior. até ser atingido o limite de resistência (saturação plástica) e forma-se a estricção. Ver os fundamentos em: Trabalho a Frio.Deformação no Regime Plástico Expressões analíticas Tensão Deformação no Regime Plástico Compartilhar . O ponto de ruptura coincide com o máximo da curva tensão-deformação. Assim. em geral são tão longos. portanto a tensão de limite de resistência coincide com a tensão de ruptura. Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoEncruamento Encruamento Compartilhar O fenômeno do encruamento acontece para materiais solicitados além do limite elástico. oferece um meio para estudar a deformação dinâmica dos metais. Este fenômeno denominado Relaxação de Tensão. de interesse tanto prático quando fundamental.definida como o ponto de máximo da curva tensãodeformação. Qualquer metal ou liga metálica que tenha sido mecanicamente solicitado a um certo nível de tensão. seguida da ruptura do metal. para caracterizar as propriedades de resistência mecânica. para prosseguir o processo de deformação plástica. Os tempos de relaxação para os metais e suas ligas em temperatura ambiente. experimentará um decréscimo gradual da resistência com o tempo.

b) Holllomon: A Equação de Hollomon não tem fundamentação teórica e. Assim. foram muitas as tentativas de expressar esta dependência. A seguir. observamse desvios. 0 e c são parâmetros que dependem da temperatura e da taxa de deformação. . que é uma característica do material (depende da estrutura e pode variar com o processamento) e n é o coeficiente de encruamento. Contudo para o ensaio de tração uniaxial.A deformação não é uma grandeza de estado. K é o índice de resistência.0) ou baixas deformações (e Constantes da Equação de Hollomon para vários metais em diferentes condições de processamento.Dieter c) Voce Onde . freqüentemente. de acordo com G. é impossível expressar com exatidão a dependência analiítica ij=f(ij). listam-se algumas: a) Ludwig onde:    0 é a tensão de escoamento. também típico de cada material. principalmente para altas deformações (e1.

A Eq.Esta equação é muito utilizada. (5') mostra que materiais que devem suportar altas cargas sem sofrerem deformação plástica (por exemplo: molas) devem ter alto limite de escoamento e baixo módulo de elasticidade.     Negócios Editorias Ensino/Capacitação Utilidades Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoOutras Propriedades obtidas no Ensaio de Tração Outras Propriedades obtidas no Ensaio de Tração Compartilhar     Resiliência Ductilidade Tenacidade Efeito da Taxa de Deformação Resiliência É a capacidade do metal absorver energia quando deformado elasticamente e liberá-la quando descarregado.  = módulo de resiliência. principalmente para analisar a estampabilidade de tiras metálicas. . onde:    0 = limite de escoamento. E = módulo de elasticidade ou de Young.

uma vez que ele indica a deformação verdadeira para a qual inicia-se a estricção do metal. As medidas convencionais da ductilidade são: a) alongamento total : é a deformação de engenharia na fratura: A medida do alongamento é função do comprimento inicial usado como base de medida e este deve ser especificado em um relatório. b) redução de área na fratura: definido como sendo: Visto que o volume permanece constante durante a deformação plástica.Ductilidade: É uma propriedade qualitativa que mede a capacidade do material ser deformado plasticamente sem que ocorra a ruptura ou a estricção localizada. sendo sensível ao tamanho de grão da matriz e da quantidade de impurezas contidas na mesma. c) Coeficiente de encruamento: a equação de Hollomon indica que o coeficiente n é também uma medida da ductilidade. para aços baixo C. Por exemplo. Sua dependência em relação ao tamanho de grão da matriz (d). a50> significa a medida do alongamento de um CP cuja base de medida foi de 50 mm. é função da microestrutura. vejamos algumas de suas características: é adimensional e independe do tamanho inicial do CP analisado. tem-se: Logo.(6'). é dada por (com d em mm): . esta grandeza também depende do comprimento da base de medida tal como a Eq. Assim.

Outra forma usual de avaliá-la é através do ensaio de Impacto. encontra-se a seguinte expressão: . 3. A tensão de escoamento do metal aumenta com a taxa de deformação. A temperatura do material aumenta devido ao aquecimento adiabático. Efeito da Taxa de Deformação A taxa ou velocidade de deformação exerce três efeitos principais na conformação: 1. Isto é bastante comum no caso dos aços. (6). x . vem: onde: v é a velocidade do travessão da máquina de tração.Às vezes. É que ele pode obedecer a uma certa equação do tipo Hollomon em determinado trecho da curva x  e. há a necessidade de determinar-se mais que um valor de n para um mesmo material. É medida pela área sob a curva .ferramenta. desde que o filme do lubrificante possa ser mantido. Tenacidade É a capacidade do material absorver energia na região plástica. Existe melhor lubrificação na interface metal . A taxa de deformação verdadeira está relacionada com a convencional através de: Experimentalmente. a taxa de deformação  é dada por: Considerando a Eq. 2. Essa equação indica que para uma velocidade constante do travessão a taxa de deformação verdadeira decresce proporcionalmente ao aumento do comprimento do corpo de prova. em outro trecho desta curva pode ser que outra equação do tipo Hollomon se adapte melhor. Por definição.

Nestes materiais. não chega a ser elevada o suficiente para tornar importante os efeitos de ondas de tensão. uma vez que o mecanismo para ocorrer esta estricção é o mesmo que nos materiais superplásticos.0. uma vez que suportam deformações de até 1000%. É importante observar que a velocidade de conformação da maioria dos equipamentos comerciais é apreciavelmente mais rápida do que a velocidade de deformação utilizada no ensaio de tração padronizado.1) à temperatura ambiente. O expoente m pode ser obtido da inclinação do gráfico de log  X log . A sensibilidade à taxa de deformação é um bom indicador das mudanças do comportamento da deformação e as medidas de m fornecem um elo de ligação entre os conceitos de discordâncias na deformação plástica e as medidas macroscópicas feitas num ensaio de tração. Contudo. Entretanto.onde: m = coeficiente de sensibilidade à taxa de deformação. levando à uma estricção difusa. Obviamente. aumenta na região do empescoçamento. faz-se necessário que haja uma fina granulometria e que esta permaneça fina mesmo com a elevação da temperatura. uma maneira mais precisa é através de ensaios com taxa de deformação variável no qual m é determinado por medidas de mudança da tensão de escoamento induzida por uma mudança de com e e T constantes. o que implica que esta região se torna mais resistente (Eq. A sensibilidade a taxa de deformação dos metais é bem baixa (< 0. 13'). Para a obtenção de materiais superplásticos. São denominados materiais superplásticos. especialmente para temperaturas acima da metade do ponto absoluto de fusão. a estricção difusa destes materiais é altamente influenciada pelo valor de m . quando se inicia a estricção. A tabela abaixo mostra valores típicos de velocidades de deformação para diferentes operações de ensaios e conformação. . materiais comuns que se destinam a operações de estampagem como aços baixo C têm baixos valores de m e não são superplásticos. Contudo. que possuem valores de m próximos de 1. mas m aumenta com a temperatura. Existe um grupo de ligas denominadas materiais superplásticos.

que é posteriormente usinado.Valores Típicos de Velocidades de Deformação Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoCorpos de Prova para o Ensaio de Tração Corpos de Prova para o Ensaio de Tração Compartilhar Os corpos de prova para o ensaio de tração devem seguir um padrão de forma e dimensões para que os resultados dos testes possam ser significativos. No Brasil é seguida a norma MB-4 da ABNT que define formatos e dimensões para cada tipo de teste. o corpo de prova é obtido fundindose um tarugo contíguo à peça. ele terá seção circular. placa ou perfil. A escolha da direção do eixo do corpo de prova deverá cuidadosamente determinada. A seção transversal do corpo de prova pode ser circular ou retangular dependendo da forma e dimensões do produto de onde for extraído. Partes de um corpo de Prova . ou ainda de dimensões muito grandes. Em produtos conformados mecanicamente as propriedades mecânicas variam conforme a direção (anisotropia). No caso de peças produzidas por fundição.     Se ele for proveniente de uma chapa. Se for proveniente de um corpo de seção circular ou irregular. em geral terá seção transversal retangular.

Ensaio de tração à temperatura ambiente NBRISO6892 11/2002 Materiais metálicos . Cabeça: são as extremidades. Como os corpos de prova são de geometria circular ou plana. Dimensões a acabamento superficial devem estar de acordo com a norma brasileira.Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/compressão . A análise das propriedades mecânicas de um metal depende da precisão com que os corpos de prova são usinados .Parte útil: é a porção efetivamente utilizada para medição do alongamento.Calibração de máquinas de ensaio estático uniaxial . uma usinagem adequada é essencial para um programa de testes de qualidade. cuja função é permitir a fixação do corpo de prova na máquina de ensaio.(Pesquisa/Compra) tem as informações para aquisição das normas Algumas normas pertinentes são listadas abaixo:    Materiais metálicos .Calibração do sistema de medição da força NBRNM-ISO7500-1 03/2004 .Ensaio de tração a temperatura elevada NM-ISO783 1996 Materiais metálicos . O acesso por meio digital ABNT Digital .

é necessário para o cálculo da deformação total. É recomendável que o comprimento total das n divisões seja bem superior ao comprimento L0 traciona-se o corpo até a ruptura.Determinação da resistência à tração NBR8548 MB1804 08/1984 Alumínio e suas ligas . Para efetuar a medição do comprimento final. A deformação total é a soma das deformações:     deformação elástica (recuperada após a ruptura) deformação durante o escoamento deformação plástica deformação depois de atingida a carga máxima OBS: a soma da deformação no escoamento com a deformação plástica é a chamada deformação uniforme.Determinação das propriedades mecânicas à tração NBR7433 MB736 07/1982 Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado com emenda mecânica ou por solda . toma-se o . juntando-se a seguir as partes mede-se a distância correspondente ao comprimento final.Determinação das propriedades mecânicas à tração NBR6673 MB856 07/1981 Produtos tubulares de aço .Ensaio de tração dos produtos dúcteis e fundidos NBR7549 MB1714 12/2001 Medição de Alongamento e Redução da Área na Fratura Compartilhar Medição da Deformação Total .Calibração de extensômetros usados em ensaios uniaxiais NBR14480 03/2000 Materiais metálicos .Alongamento O alongamento do corpo de prova pode ser medido em qualquer etapa do ensaio de tração. um comprimento de referência L0 deve ser escolhido neste estágio. tomando-se o mesmo número de divisões à esquerda e á direita da seção de ruptura. no momento da ruptura.      Materiais metálicos . Entretanto o comprimento final Lf. quando possível. Quando a ruptura for próxima ao final da parte útil do corpo de prova.Calibração de instrumentos de medição de força utilizados na calibração de máquinas de ensaios uniaxiais NBR6674 MB1488 07/1999 Produtos planos de aço . seguem-se os seguintes passos:     marcam-se n divisões iguais sobre a parte útil do corpo de prova antes do início do ensaio.

quanto maior a estricção.número máximo de divisões do citado lado. compensando-se a diferença do lado oposto para completar o comprimento de referência. . mas somente uma característica do seu comportamento. como já explicado. mais dúctil é o material. NOTA: Por facilidade da elaboração da figura marcaram-se apenas 10 divisões. É importante ressaltar que a estricção não pode ser considerada uma propriedade específica do material. A estricção é a redução da seção transversal do corpo na região onde ocorrerá a ruptura. O fenômeno da estricção é ilustrado na figura abaixo. As medidas de estricção podem ser tomadas tanto para corpos de seção circular como corpos de seção retangular. Medição da redução de Área A estricção ocorre depois de atingida a carga máxima. A deformação é maior nesta região enfraquecida. O procedimento é ilustrado abaixo. As medidas e os valores são mostrados nas figuras abaixo. ou seja. para CP de seção transversal circular. A situação mostrada foi propositadamente escolhida para provocar a leitura de número diferente de divisões à esquerda e direita da seção de ruptura. sendo este valor coincidente com o comprimento inicial L0. A estricção é usada como medida da ductilidade.

Máquinas de Ensaio Universais Compartilhar As máquinas de teste mais comuns para os ensaios de resistência são máquinas universais . ou via um algoritmo computacional acoplado. Máquinas Hidráulicas Máquinas hidráulicas para testes são baseadas no movimento de um pistão de atuação simples ou dual. por sua vez. Estes movimentos para cima e para baixo permitem executar testes de tração e compressão respectivamente. As velocidades do cabeçote podem ser alteradas pela velocidade do motor. Quanto ao tipo de operação. que são capazes de realizar testes de tração. Um servo-sistema pode ser adaptado para controlar mais precisamente a velocidade do cabeçote. na maioria . Entretanto. A diferença entre elas é a forma como a carga é aplicada. a estricção é mencionada e usualmente especificada para diversos materiais. Uma vez gerado o diagrama. a fratura depende não só do estado de tensões e deformações mas de como se desenvolveu. as máquinas de ensaio podem ser eletromecânicas ou hidráulicas. Apesar do seu caráter mais qualitativo. Máquinas Eletromecânicas Tem seu funcionamento baseado em motor elétrico de velocidade variável. A função básica destas máquinas é criar um diagrama de carga x deslocamento. um sistema de engrenagens de redução e um ou vários parafusos que movimentam o cabeçote na direção vertical.Isto se justifica porque o estado de tensões depende da forma da seção transversal. a tensão limite de ruptura e o alongamento total. compressão e flexão. pode-se calcular a tensão de escoamento manualmente com recurso geométrico de lápis e régua. Neste caso. que aciona o cabeçote para cima e para baixo. Então a deformação após a carga máxima não é sempre a mesma. são também calculados o módulo de Elasticidade E. Em qualquer caso a referência é para máquinas de carregamento estático ou quase-estático.

eliminando algumas possíveis fontes de erro em relação aos extensômetros convencionais. O comprimento padrão. dependendo do tipo da máquina de ensaio. previamente marcados. capaz de medir a deformação ao longo do eixo longitudinal do corpo de prova. a força aplicada e a deformação que o material sofre sob ação da carga. que permite o traçado da curva força-deslocamento em sincronia com a execução do ensaio. Existem vários tipos de extensômetros para diferentes aplicações de teste. por outro lado as máquinas hidráulicas permitem gerar maiores forças de carregamento. a válvula de agulha é substituída por uma servo-válvula operada eletronicamente para um controle preciso. provocada pela deformação do corpo de prova. Outras Informações sobre o Ensaio de Tração Compartilhar O sistema de medição – Extensômetros Como já citado anteriormente. na seção útil do corpo de prova. pode ser baseado nos mais diferentes princípios. Este tipo de extensômetro é denominado de extensômetro axial. cuja principal vantagem é a não existência de contato físico com o corpo de prova. o ensaio de tração consiste em aplicar uma força de tração coincidente com o eixo do corpo de prova. medindo-se simultaneamente. . Em geral as máquinas eletro-mecânicas permitem uma gama maior de velocidades e maiores deslocamentos do cabeçote. que funcionam por variação da tensão elétrica. Num servo sistema hidráulico de ciclo fechado . definido pela distância que separa os dois pontos de referência. através de um plotter acoplado à máquina de ensaio. que permitem a medição pelo simples afastamento entre suas pontas ou facas. Mais recentemente foram também introduzidos os extensômetros a laser. durante o ensaio. Em algumas aplicações são usados extensômetros elétricos ou eletrônicos.das máquinas para teste estático existe um pistão de ação simples. Numa máquina de operação manual. é uma característica do extensômetro usado. ou então de uma forma eletroeletrônica. A medição da deformação é feita pela determinação do deslocamento relativo entre dois pontos de referência. assim como diferentes sistemas de fixação. o operador ajusta o orifício de uma válvula de agulha com compensação de pressão para controlar a taxa de alimentação. onde a leitura é tomada a cada incremento de carga da máquina de ensaio. Os mais comuns são os extensômetros mecânicos. A força aplicada é medida por um dinamômetro calibrado que. A medida deste deslocamento pode ser feita por um processo mecânico.

Um extensômetro com curso muito grande pode tornar difícil medir o módulo E com precisão. a deflexão do quadro de carga (composta pelas colunas da máquina. Comprimentos de medição padrão para extensômetros são em geral 1” 2” e 8”. Em geral os extensômetros são ligados diretamente no corpo de prova. Se eles não forem devidamente controlados.Independentemente da escolha do sistema de medição e da adequação dos procedimentos de teste de acordo com as recomendações da norma. Deve ser tomado cuidado para fixar o comprimento de medição na hora de fixar o extensômetro. cabeçote e mesa) em relação a deformação do corpo de prova pode ser grande suficiente para introduzir um. vários cuidados devem ser tomados para a realização de um teste de tração bem sucedido. Um programa adequado de manutenção deve ser estabelecido para garantir que as pontas sejam substituídas quando desgastadas e que as molas e garras criem pressão suficiente sobre o corpo de prova. O ajustamento adequado e a operação das paradas mecânicas eliminam os erros de comprimento de medição. O comprimento de medição necessário depende do tamanho do corpo de prova e do método de teste. mas deve-se lembrar que há possibilidade de usar sistemas de medição sem contato. As principais características de um extensômetro são: 1. 3. Portanto o extensômetro a ser usado para teste de metais deverá medir somente a deformação do corpo de prova. Material Didático Página InicialEnsaios MecânicosEnsaio de TraçãoFontes de erro no diagrama tensão-deformação Fontes de erro no diagrama tensãodeformação Compartilhar Muitos fatores influenciam o diagrama tensão –deformação. O curso total do movimento do extensômetro deve ser compatível com o alongamento total do corpo de prova. 4. sérios erros podem ser gerados. São muito comuns as seguintes fontes de erro: O extensômetro – no teste de metais. 5. Um extensômetro com curso insuficiente poderá .O escorregamento é a fonte mais comum de erros em testes com metais. erro significativo. invalidando os testes. O mecanismo de fixação As pontas em faca O comprimento de medição O movimento percentual A precisão O escorregamento devido ao ajustamento precário do mecanismo de fixação e/ou de pontas desgastadas podem resultar numa curva tensão x deformação indeterminada. 2.

hidraulicamente ou pneumaticamente. As contra-porcas devem ser apertadas com a máquina carregada na sua capacidade máxima de carga usando-se um corpo de prova específico para ajuste. Muitos métodos de teste exigem a seleção de extensômetros dentro de um grau estabelecido de precisão. É recomendado que estas escolhas e procedimentos sejam feitos antes de cada medição. Outras fontes de erro: a forma e a magnitude do diagrama tensão-deformação podem ser afetadas pela velocidade do carregamento. Para evitar este erro recomenda-se fixar o corpo de prova na morsa superior. A máquina deve ser verificada e acionada para o curso previsto no teste. criando tensões de flexão indesejáveis. À medida que a carga axial aumenta. resultando em leituras reduzidas para as tensões. Garras de fixação com superfícies sujas ou desgastadas podem resultar em escorregamento do corpo de prova. Se o corpo de prova não é bem usinado poderá quebrar fora da região de medida.Leituras errôneas das dimensões do corpo de prova criam erros para o cálculo das tensões. o que invalida o diagrama tensão-deformação. Insertos desgastados devem ser substituídos e insertos sujos limpos com escova.garras de aperto (em v) são as mais comuns para testes com metais. Com a introdução dos sistemas de teste com micro-processamento . Por exemplo. As garras podem ser ajustadas manualmente. zerar a carga. Desvios de alinhamento causarão o aparecimento de tensões de flexão e diminuição dos valores lidos da tensão de tração. Este erro poderá inclusive causar a ruptura do corpo de prova em ponto fora da região de medida. Para grande volume de testes são recomendados ajustes hidráulicos ou pneumáticos. as cargas podem inadvertidamente ser zeradas. É importante o alinhamento do corpo de prova com as garras na montagem do teste. Algumas máquinas de teste requerem o uso de contra-porcas para manter as morsas em posição. Paquímetros. as garras agem no sentido de aumentar a pressão de aperto sobre o corpo de prova. O corpo de prova: a maioria dos métodos de teste exige um formato de corpo de prova que concentra as tensões dentro da região de medida. micrômetros ou outros instrumentos usados para a medição dos corpos de prova deverão ser verificados e/ou substituídos. Portanto é necessário usar uma velocidade de carregamento compatível com o método de teste. Portanto as superfícies deverão ser inspecionadas periodicamente. . resultando em erro na deformação. assegurando-se a concentricidade do cabeçote para todo o curso de elevação. alguns materiais apresentam um significativo aumento da resistência à tração quando as velocidades de carregamento são mais altas. As garras de fixação da máquina de ensaio . Componentes desgastados da máquina de teste podem resultar em desalinhamento. e finalmente fixar a extremidade inferior.impedir completamente a medição de alguns parâmetros.

com.cimm.http://www.br/portal/noticia/material_didatico/6520 .

90384/07:59:7.424454394/02E24/.4242E24/../0.43.394. 90384290/070889H3.3..# /013/.8574570/.7.908  ..f f hn9h–°f°nf°¾f¾.290/0#:59:7.7..20.:7..4 5479.20394  .90384 /01472.4 5. ni°n¾°¾f @fsj°nf¯ ° 3.8/. /107039020390/4.42./08/070889H3..20394/48 2.7.:7../0.43.90384 /01472.  54394/0 7:59:7..425479..90384/0290 /070889H3.907...907....7:.

..802902507..6:0 903.9F807.4  '07481:3/.46:.089:/.8/420. ":. 8. 01472.0:22045..93/44290/070889H3.45E89..7..4F:2.7 .0897:9:7./../01472.0702 80547/01472.907.884.4/32..789.2.:2.8.8 3834.-.3/41:3/.05../..7E:2 /0.93/40F5478946:0. 43J.0/090384 05072039././4209.80 /0503/0/..45E89.9.47 .20394.07943J.247.0884/0/01472.8.2-0390 0207./0. 80.7.7..4  80:/.2039.0 2..9.5708039./:.8.. 574880:74574./4.¯½ff 1032034/403.7:. 90254/070../0/.4403.0/.9:7..3.4 /0%0384 /0390708809.39457E9..0897.8  O O O O 0O.20//.7.902507..F2/42900E89.45..7:..74  8902548/070.808:.209E.6:07209.7.2. 84944348 6:0406:J-747..9:7./48209..4.20390F.92.24-/.2039084.48 /947.907J89.48209. . 41070.7.4390.9:7.70889H3.0807./48.7:59:7././003/:70.20394 882 5.20394802%7.42490254 8901032034/03423./4#0.3.7F8.0/090384/0.4:.  49.

45708808 .4 &9/.480.8%0384  01472..8%0384 01472.J9.4838.4 5708808.4  425.5./08 .79.907.3.4!E3.434#020!E89.3..9..J9.3.38.3.7 .434#020!E89./E9...4/0%7.

434F:2.7.8 ./0503/H3.907..08 0  .08 0 4:-.2 80/08.8.9.8/0057088.424574./42./4 882 F25488J./0089.:2.2039.3.907J89.490O7.2-F29J5.7..0057088.8/01472.4/0.  147..203905.054/0.0 1706Q039020390 4-807.8/01472./0503/H3.4038../01472.J9.42 0.44243  6:.7.3/0.89039.4:3...0/070889H3. 6:0F:2..401./...4.0390/003.7. 80:7 89.90384/008.22:9. :/  43/0 9 F.088.7..9/4.907.2..9.7. /0503/0/..5..7:.11 9 439:/45.20394 9... 0897:9:7.48 573.7089..20394  F4J3/.4/097.2 80..4/044243349021:3/.20394 0 O 3F4.7.  O O .

'4.088.4/0442435.3908/.43/08/0 574.E748209.72097486:0/0503/02/.845.7..9.47/4.0/.6:.4  .20394 /0.42 0907 .802/10703908...9:7./0/01472. 4389.902507.0  3/09 9 01.

8 3834./.5..203905./0/097.3.4F2:94:9..089.25.06:.8.7.48 /947.8  O O O O 0O. 89.7. 573.8 209E.-/.

770./E9. 5470025424.5..028:5479.4  #08H3. 6:..4 2O/:4/00.7 O O O O #08H3.45E89.4 /0%7.3/4/08./08 .94290/008.8 !74570/.9...38.6:./084-9/./.....203900-07E .5.86:0/0.203940-.79.4/0%7.4.8.4 :97.89.%./40.9/.8 /0./04:/04:3  2O/:4/0708H3.9../.4  425./0 %03.907.89.83438..4. A.-847../4   43/0 O O O 9 290/008.907./..3./0 1094/.4!E3.89.7.3./0  .02907.4838.880284170702 /01472..83438././001472..20394 2O/:4/00./0/4209.3/4/01472..7.  6   24897.4 &9/. :.8!74570/.480../084-9/.4/0%7.6:02.070307.4 :97.

7.7.3.80/020//.248./01472.3..9/.6:020/0.477.7..45E89.30.9O74 !4700254 .547 .203908026:04. 882 .5.807/01472.39/.20394F1:34/4.-.401..4/0442433/../07..43.43.03/0503/0/49../01472./:..0.9:7.4257203943.9.20//.4:205072.06:0003/.425720394/.8/.4./4.4:./01472.740897:9:7. :...6:..439/./4 ..6:.4/00303.424. 80.4 F/.:8./4F 1:34/.20394/0:2!.0897..48-.42/0222   .. 803/48038J.43.20394.17.7.. 00890/0. 6   . 820//. 5.2.89.3/0.8 .03.0270./4 5.3.06:.2..  20//..8/08:.43.424-.03903F 9.20394949.3.4/4209. ..7.0390/003.17.14/0 22  .8.0.20//..34/074/.2-F2/0503/0/4.97 / 5./4!.80/020//.8F.8..4389.907./402:270.49.:2././.7:59:7.9.343./.390/:7.7:./084 .-.907J89. 401./0 A:2.9./0 :2.2082.4./0/42.6:04.9:7././:.0..2-F2:2.F. 902 80  44 089.. 831../0 /025:70.83../06:.80/020//.2.8 ..:.1.70/:4/0E70. $:.574570/. 2.49.07/.2.9../0503/H3.390.43./4.970/.08070850.9/.2.0897.44.34/074/.424803/4  '8946:04.9/../203843./013/4.

97.43.4   90384/008.:220824 2.4   902507.3..E ./.4389.80:3900570884 .7045E89.008 E../0 A.20394/4209.4/49544424302 /090723.4.42:234. A20//..02  43/0...86:0:2..0884/.20390..06:.0209.547  438/07.4/./.425720394/4.7.431472. 1077.39071.390/497.6:0.079.8.39/4  !47/0134 ..50./001472.4.0884.1472.4/025.9.-847./...20394.06:../0/01472..F.:2./4970..0 574547. .42.3/4.97./097..04. :2.4.43.4007.4 88.9.30.910 024:974970.20390 03./0/01472.89. 06:.04.04..:7.4.907./0..F8/4038..070307.2E6:3.:7.43.390.4././0/01472.2039.:20394/4.4   8902047:-71.83.. A6:00054/04-0/0.03..43/..5..E70./07. 80./42./0..4/089.907.:7.7..:8:...84-.088/../0./0../0/0/01472. 91  :97.4397..-E9../07.%./.F8/0  5072039..54/08076:04:97./0/01472.84/48.4754/0574..097H8010948573./.3905488.F.9..4 9./4....6:05././.5. /08/06:04120/4 :-71./0/42.9:7.47/035.4 1F/.5902047 894F-..07/.7 802.907.43./0/497.42.6   .089E70...:2039..4/49544424380.:2039...07/..8072.  9./.43.07./0/0/090723.708.4:.94   1094/.48   %03.

/./0/01472.02.4  890:27:54/0.././09.47/02 :2./0.820//.82..8F...4 . 80 30.40397048./09.42.0897.4/48209.2-0390 2../01472.48. !.902507.82.39048010948/043/..9:7.2.0897.480.203943/:/.06:0420.3824 5.49H2-./01472..8F.3..3904-807./10703908 4507.4-9034/02. /.47089J5.48/0.04..2.45.4  0540390254/08074-9/4/.0897./.30...82.4/47E1.8/02:/.8/0214730.4 A25479.04.0.725479.307.48:1.:2039.48 439:/4 .03905./.88:5075E89.7..:2.F.7.97.0.2./../0/454394..8/0 90384  ..48 1.-..203905.7.2 /01472.504./0/0/01472.907.4.8109.9473.48.3:42097.570.42.08/0038. 43/02..2.45.-84:94/01:84 8038-/.3.907.3/4803. 2F/090723.76:0.  -..704809473.424897.7E.-0.80700.:2039./4806:5.902507.08/0089.4200%./482.8.3908  8038-/.88:5075E89./4 6:0.7.04.88:5075E89. /089082.20390 2..34038.9.2.08/0./743.87E5/..8708890390 6   0. 0850.4F4208246:03482..3. .4/097.4/.4/04941 39709.4207.48 -.48  9.9.907.8570.4507.547:2..0948/0/8.9:7.424.48 6:05488:02./..203948.45E89..88:5075E89.06:08:5479../08/0/01472.3.20824../.40.47707089../0/0 .0203902..2./454720//.9:7.7.431472.13././0/01472.394  :2.83.6:0089.907.3./47/.20394/.8 20//.20394 46:025..02 :204/0. 00.O5..431472.F8/0038.748.429.8F-02-.401..4708/0 257O248/0 $4/03423.06:0089.   902507.3/4:2.3./0/01472.907.088E746:0.42:386:080/0893.8..4389.83:2038./4 439:/4  34.. 704/402508.25.8/4.7./0.9F  089082.4:9.8 6:...48 :2.5072.43.0390/08038-/.902507.209.9:7..8/03423.13.4.425479..4.907.4..4/097.47/3.0346:.8.4708/02034848:5075E89./0/01472.4/.4/1:8.4F:2-42 3/. 2:/..0897..907.47.82:/.2039031:03.90384/008.4/1:8..

3/08 00907E804.3./4.709.7.4 .48 47./.8F 80:/...7.8574/:/.4:5071 0207.8.907.0 /2038085./..7 8./0 /2038082:947./4820.7 4:.. .F4-9/41:3/3/4 80:29. 1472.7:4..20390.2807831..3:.7.7.:/.74:770:.7.74:709.4/0 %7.20390/090723.38.438.030390/0:2..4708%J5.54/0807./E9.447548/0 !74..2 .4838.:.07E.6:048708:9.7  O $0147574.3472.4754/0574.84/050.4754/0 574.%6:0/01301472. 5.480.5..4/0%7.8574570/.. 6:0F5489074720390:83.5.0280:7:25.0/203808/4574/:94/043/0147097.907E804 97..4754/0574.4/0%7./0..431472.7. /.3849745.38.7.48/0'04.79.3.4.:.  O !.078..9.030390/0:2.47548/0574.4 47548/0!74./48..4754/0804../704 ./08/001472..3:.078.7/0503/03/4/./704/404/4.4314720.3...7  O 4.85471:3/4 4.7..439J:450.7908/0:2././0820.4!E3./48/489089085488./.3.:.4754/0!74.4  425.438..38. 08.J/4  $000147574./74/01472.5.4/097.3/. '.954/0 90890  80497.5./4  O 2574/:948.7..4038.4/0.9480/2038085.

.74: 5.:. 2E6:3.47/4.7.7..84.7909F.-7..20394  .   .3472./.:25747.8/0:2209..203948:5071.20390:9.3../.8574570/.3E80/.43.F08803..5.3.4754/0574..2.1.  !086:8.84...7/0./0503/0/./08 .:83.7.42.02./06:.426:048 .-.0884547204/9./0.3.4/4../0820.47548/0574.570.84/0042097.807.4  .54740109..809702/. !.-0. :2.02089.1:34F507297././48 42448./0  203808./0908908/06:.47548/0574.5..84:83./0038.:.20/4/4..%9.

/.7.4/097.  $  O .085.8.8 :2..83472.83472.4 .00..4/097.907.8209E.831472.9:7.4902507.850793039088489.48 38.902507.9:7. 902.4257.2-0390 #$ ./.48 38.907.8209E.-.6:84/.4. .

790 E6:3.48 .8/0038.4/02E6:3.8209E.-7.8/0038.4. !.4089E9..  O .4/097.907.4:3.

42570884 ../020/4 /.-7. # $   .4/488902.147.

  O .

48 .907.8 #  .-7.8209E.O O O O O O ../4802038.4/009038209748:8.48:3.

.48 .-7.907./48 3..  .-7.8/0038.8209E.8# .:9.48:3..4/03897:203948/020/4/0147.4/02E6:3.

4/.4 # ./0820.4 090723. !74/:9485.348/0..8574570/.3.897.

8574570/.4 # .4 090723..4/.708/0.3.897. !74/:9489:-:./0820.

.3.7094.4/.. ./4.72.77./.4/0893..7./:7. 090723.70889H3.4:54784/.4#   .8.85.72..97.8/0.420203/.43. 20.

4/48574/:948/. :2J3408:.8 38.8.90801:3//48 #.4/097.

20394.390408./4038.93/.7:59:7.  425..43408. /01472.4 .7.425720394/070107H3..4 39709./.2E2.42572039413.842./.7.4203/E./.804/07:59:7.7.808086:07/..4%49..06:04.5../.413.-028:50747.01472.4754/0574.088E745.3/45488J..080708. /01472.  /01472.43.20394 /01472. /0...4.5./01472.4/430890089E4 A 70.83/.80880.14757O2.808:.5.3/4 80420824 32074/0/.884-70./01472.2 803/.7908 O 20/0 80.80:7./.....7:59:7.47708543/0390.3/4.:507.  0/4/043.7909/4.3.4:314720  !. 6:.0E/709. 70.7909/4.20/4/4..9F.4754/0574.7.45E89.7 0/4/..4/0548/0.0  ":.20394/4.203940#0/:4/.4/:7.4754.1 342420394/.4.42.4754/0574./.4/0 97.7:59:7.842.7:59:7.4.  /01472.54/080720//4026:.79. F30.8848 2./.4949.E... 70./893.40E89. 43.3908/43J. :39.:4/..85. $.7. 942.425720394949.7..9:7. 80:02 804880:39085. 804 O .425720394  O 97.20394 .43.0109:.42572039413.08 O O O O /01472.F.F./01472.5O8.4  O :2.. 942.6:0709.4 /4038.3/4 80.8/01472.4 . 804.42572039413.3944.2.45E89.4949.

8/.9.7 820//.42420//.907...4F:8.078. 2.7../42.14 5745489.:..4 2.907.47543.3945..81:7./:.4./4.320742E24/0/.7.907J89.9F42.:2.7.4/.4/.7  820//.8/00897.93/..4F.J1..8048.7./. 6:.76:0.88420390:2. 0897./4 4:80.4257203943. /01472../4 4548945../43.-.574570/./.  1032034/.09:7.5.804/07:59:7.  574.8 /.3/4 80.47.9/.70/:4/0 70..574.7.808 803/4 0890.0897.9. 7040317.425479.454/02807942.7..42509.473089.89.425720394/070107H3.-./0 0850.503.7.438/07.8.7.3907088.808 086:07/.2 80.43.  0/4/. 0897.4770/0548/0./480:.0/709.424../.2039008.3942.43454/0807. 89:.47548/0804.47548/0804709./032074/1070390/0/.078../4.. 0897./0/./.7.38.74.3:..2E2.0.0897.70443/04./.-.47./..1:7.7.7..:.424 .7:59:7...1:7.804 97./4./483.4 5.2.6:0./0390./4 .0/20394F:897.47088424897..4F:897././.!/080497. 0897.4    A25479..44.425038.424897.808/4./0 .47707E./.4   %!471.20394  .-47.70/:4/.38./10703.4F2.424E 05.7./4.

7E9072.078./01472.0: 394..20390 0850.89480:891.  508.907.7.38./.2E2.7/480:.34F802570.5.9.1472.8  E6:3.5O8./4/0903808/0503/0/./4/09038080/01472.082.0897.8/0.078..9:7.0:8:..4.078482..42480 /0803.2082.0 .17.86:.5476:04089.43.. 547 8:.9./.4 .4F203.4././.8/038.4&3./0503/0348O/4089.1.80497.7.8  ..

/402249470F97.8 570.84: /7E:.2039..8 50..70107H3.2. .3./.8F./.1472.E7485.4.7.84 ..7./45./.44:6:.8 6:084./089././4842O/:4/0./.20390..20394/0:25894/0.4 .90890884-.04. 54/0 80.842E6:3.8 E6:3./4  0890.8 /10703.¯½ff 82E6:3.7..7.5..079..7:2/./44/.47924.80 089E9.. 26:.7./.85.. 4:.078.8.8F. /003703.43../084.8 %0280:1:3.48/070889H3.59..43.907./08/4. /704.7.89..2-F2..43.  ":.:784042F97.2.7..7E.20390 8.2.4 825084:/:./0/424947 &2807..04.4257088470850.203942.:.394..43974.7./0.84 849.8/7E:.80.7908908/0 97....83424./0 .8/0908902..:..4/0.8097420..7908908/097./..82E6:3.48038.770.8 :3.08/070.425:9./.-0490   E6:3.-049054/02807.47.6:07.43..../..454/028070097420.-.20394  &2.4270.8/0.20394949..:9..80..45.039700.72.7.394 3.3.:2.F.7.007.24.. 6:0.40.7.2039485.04.2.F5.90384/008.4 ..9.8.05.20390 .424.3:.4 88902..7.7.4954/04507.42:385..1:8486:024.90384290/0 7:59:7.4.-..9:.54/0807.038/070/:40:24:.82E6:3...-04905.8/7E:.-04903.2.7..4/0E5807F:.7.0 :288902..4  E6:3.4507290200./0/4..425708840104  1:34-E8.20394089E9..20394-. 890824.4 39709./0.05.04.8/0038.5.2E6:3.04.

4708/084.E.439740570...3..7../0 4507.:2./0./.7.84  207.-0490 5474:974.2039../.009743.85072902:2. 4507..410.8/7E:.85..72.E.43974.2.4/0.3:.82E6:3.4471J./080 2./.4/05708845.:.2E6:3.:.0884-70438.425038.807.4 .547:2..203905.4 :2807.7../0..203948/4.F8:-899:J/.:.42 .4/0:2.20394  :97..90890089E9.4708147.2.82E6:3./0.:89.488902./4.4  .8/0.82E6:3. 44507./4 .7...47/0.85072902 07../47.:.42.E.40890:25894/0.9.:.770. /7E:.4/0 %7..831472.800974 20.04.482508 :2.

7..:4/4038..4754/0574.50.941J8.547:2/3.9...8 2./090723.¯½ff 88902.:.09:7.:7.547:2574.088420.4434/404439:/3. 20/3/4 8082:9.5. .50.147..2039454/0807109. /084./10703908./74 /013/450.F20//.42:3884480903820974820...220974..20/450482508.4/4.2E6:3.147.4/097./48 3./01472. 574.903840F97..907.85439.4/./0390.. .F8/0:2549907.5.8/10703908573.20390 /:7.0.907J89./.4 .7.... 0097400973./893.48/48543948/070107H3.8049/4..43../0.4/4/084.4754/0574.4/..08143908/007740270.203902.8  ..08/090890 .89.43889002.E7489548/0090382097485.0884:8.29./././0038.7020394/0...45./43482.4754/0574...7. 023..3/4 .9..573.34089H3...039020390147.4.80.4 43/0.42404/4.:2./4/0 0903820974..4./4 .882./0038.8/01. 20//..147.4754/0574. ./40903820974:8.7:2.439.4   .8 70.2547 .3.5.403970/48 543948/070107H3. 00./.2039470.8417084-.807 . F :2.:2./0038./01472...48 6:0 5072902.43.30..4 54/0807-..7.43.4.4754/0574.1..4 4:0394/0:2.4809038209748.02F..-7.46:042.48 6:01:3.424.4./020/7.4 .203940283./01472.4.39.390 4038./4 890954/00903820974F/03423./.7.97../48090382097480F97.2-F23974/:/484809038209748...4257203945.  147.484:00973...6:0805.4  82.F942./4.4./0 97.39074720390 4038..3.4F109.  8902. 570. ./01472...7..5.. 6:0507290497..7.8.J548  20/4/.43.42./46:0 /0503/03/4/4954/./4/.5. 2E6:3.8 .1472..03..3.84:1.20394039708:./42E6:3.743./020/4 9038209748 424E.5.424 /1070390888902./.85488J.5. /0890/084..

08/....4/48 574.4/0:290890/097.76:0E5488-/./4.3/0503/039020390/..4  425./48 /0.20390../48/709.24/.4 $00083414702 /0..4.8021.7.47/4.5.38.07E20/78420390..-04900208.4838.4754/0574.  207.3/448908908  $42:94.4-028:..43974.4:3.4!E3.4 43908/0077434/./45./48 3.4 !479.870.   570.4/0%7.2.39440903820974. 0270.4.7.425720394/020/4   24./06:.7.2.:/.4   85439.20394/0.70.2039034.7.480903820974884.4770./0/0:8.907J89.42:38.79.:89.2.9470831:03.907./01472./0104/46:.50.8 .20394570./74/0.8/020/4802...3824/01.2E6:3.4203/.54/0 8077./.3472.8/0:2090382097484   20./485.480../.40.7.90384 /01472./E9.90890/0209.42.8/0..90384 /01472./488902.0 80 02-7.4/4.788902.4/4.3/08:1.4754/0574.8 .7..7.0//4  .039:..90384 /01472.03905.8/0./48 8F7480774854/0280707.. .8/.7 :9481.E748.3974/:7:2 0774831. 807:8.0/203948/090890/0.4.880:3908143908/00774 0903820974 3490890/0209. .08.E74/420.20394507. 2..   .425489.8 ..3.3824/01.439.02807942..9..94 8573.443908/00774 34/.4754/0574.3.84 08. .7./01472./020/40/..

824./4.7.8 &25747.425720394/020/4  .42570..20394.  0   ..34/4.1./45.0/4 2F94/4/090890 0.85439. &20903820974./.7.3976:0.  4257203948/020/45.2./745.7.80.4:/0 5439./06:.8/08.90384/01472. 20/742O/:4.89.86:./01.2 8:-899:J/.4507.:784949.3:9034/0.4754/0574.088E74/0503/0/49./45..20394 949.77.43.806:0.20394/40903820974/0.85.7..880./06:.:/./40.039054/07E ..424.3/054/09473.3/4/08./4/02.4/. 47.24807748/0.3.84 &20903820974.:7.0807.4754/0574.425720394/020/43.143902.:89.8023.09038209748840207.0. .8 20.20394F.0807942.-00.4754/0574.42.039084-70 4.42.7/1J.0807089.2./.854/02708:9.  08.89./424.8.9J.425.43/090723.42:2/00774802908908.740903820974  .4770.:7842:947.:78438:1./.425720394/020/430.7./.42209..8./4..7025708848:1.73:2.74.

70./.570884/0.4203/.5079484-704./.3908/0.3./02E2././.8/0.50794 02.0850./.7..2077485./0..45.5.42.203904:530:2. 84.0254394147.J1./48.77.:8908/7E:.7.908908./.:890  .7.250/7..88:5071J.074807.-00.2E6:3..4.7..4754/0574.0..89.4/..394.7.4208.8025484 8..:89.7.854/02708:9.7209748 :9482F94/48/090890 002.  A25479.210948.3/0.7:59:7.028078:-899:J/48038079488:482548...34F-02 :83..8  20//.89.80574.0234 8039/4/0.8/090890706:07024 :84/0.72097484:4:97483897:203948:8.7.20394..4754/0574..4:20/0 9089088470. 547.02/490890  08.90384 /01472.2E6:3.4397.:8.8..2439.071..20/4  8.8 .4754/0574.:089./46:0089.704/020//.20394/0903808/01040/23:4/48 .7.8903808 !.42.3907.2.8/01.7. 46:03.42209.4 .7.20390 3807948/08.7.77..82478.:8./.20390.7147.4754/0574.744.20394/4./48 /0.8./4.6:0. 547.....47.3. ./.82.:4/./485.:8.77. 8./482F94/48/09089000:21472.85074/.4/.90384/097... 6:0. 20/4/48../0038.85.8.3904..4397.4708/48/.807730.0397. 708:9../0.42:385.8.4770.3/4 80:2 .:2039..4 .84 A 70.0/20394880.:.854/02807 . :2../454/07E6:0-7.7.8004/009038209748/03974/0:27.20390 /7.42509.20/4/0.704/020//.4 890077454/07E3. $04.8/0.02807 .84:/08.20390 !.../.9.484:530:2E9.:2039.3:.77.2.8903808/03974/.20394/4..4754/0574..4.4203/.7.088:.43.4 09:7./480.94/0.:385../4/0570.83.770.43.82.4754 /0574.48  .8/01.5..77.4  !479.702 08...47548/0574.8/.4754/0574.E.08/0....:8.3/40207743.0748073850.8:.4.6:J209748 2.4754/0574.4754/0574.82E6:3.77.704/020//.3. /01472.428:5071J.808.2.8/203808/4./.5079..48/0.

3/40209:7.:382.8.04.2.04.7.:784 /000.5708039./.:784570.2.4203/.43./.08 2E6:3.1472. 0 13./0/0 ..0.9.454/02 807././08/0 .74 574..20394  .2:2831./.20394 !4700254 ..94/44.7.7.088./.4242F94/4/090890  4254303908/08.04.3974/:4/4888902.880:7.2E6:3.4.7./48/./.8 !479.8903808 !..89.3/4 80.079/.5./09089054/02708:9.7.8143908/00774.0.74.7.70889H3.088E74:8.394F30.7.907. 0.702/08.. 801.7.770.425.8 708:9.20394 .2478.3/4903808/01043/080E.97.09702/.-04905.8943490890 .9..7:2.8/090890.9J.8.854/02 3..85.071..0397../0310747    ./0/4.70890077470.4 .0.8.8:50747 07.7.109.850..870/:/.770./.4  42.3/4.20394.43../0/4..:20394/.2039080707...770./.4:8:-899:J/48  :97..46:.4754/0574./.7..3.3.0807.8 .39:/0/4/.90384 /01472.422./0.9.203901.20394842..

 ½ $$ n¯¯ n¯ $½f$°nf$¯f f%  fn$ .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful