Astrofotografia

O que é astrofotografia?
Você já saiu à noite e tirou algumas fotos de uma bela e brilhante Lua cheia? Ou contemplou encantado as imagens registradas pelo Telescópio Espacial Hubble? Se a sua resposta a qualquer das duas perguntas foi "sim", você já foi exposto ao mundo da astrofotografia. A astrofotografia envolve simplesmente fotografar um objeto no espaço, seja com uma câmera simples, o Telescópio Espacial Hubble ou qualquer outro tipo de câmera. E o tema pode ser qualquer coisa, da Lua à Via Láctea. Galeria de Imagens do Hubble

Imagem cedida pela Nasa
A explosão em supernova desta estrela foi testemunhada em 1054. O Telescópio Espacial Hubble capturou uma imagem dos resto da estrela -hoje conhecida como Nebulosa do Caranguejo- em 2005. Ver mais imagens do Hubble.

Em 1840, o daguerreótipo da Lua registrado por John William Draper se tornou a primeira astrofotografia a ser realizada na América do Norte [fonte: Canada Under the Stars]. As primeiras incursões à fotografia, como o daguerreótipo, e as câmeras modernas envolvem capturar a luz refletida de diversos objetos. No caso da astrofotografia, a luz circunstancialmente vem do cosmos. Para compreender como as câmeras capturam a luz e armazenam imagens, leia Como funcionam as câmeras para obter mais informações.

observatórios e telescópios orbitais expandiram a tradição de fotografar objetos astronômicos. dos vizinhos estelares próximos a nebulosas distantes demais para que as compreendamos. . À medida que o estudo do espaço e as técnicas fotográficas avançavam. e a astrofotografia continuou a ser um passatempo popular desde então. Astrofotógrafos amadores e profissionais apontam seus telescópios e câmeras para o céu e capturam imagens vívidas e espantosas de tudo que encontram. desenvolvendo novas técnicas e ferramentas para obter maior precisão fotográficas a vastas distâncias.A procura por temas sempre atraiu aos céus os olhos dos primeiros fotógrafos. Até hoje os cientistas constantemente tentam levar adiante o processo. Você está morrendo de vontade de saber se alguém astrofotografou o homem da Lua? Aprenda mais sobre astrofotografia e se descubra se você pode ser o próximo fotógrafo das estrelas.

. da poluição pela luz e de insetos xeretas. Mas os equipamentos podem não bastar para superar todos os desafios relacionados à astrofotografia. melhorando a estabilidade da câmera. Os astrofotógrafos registram uma imagem em campo largo a intervalos de alguns minutos para registrar a progressão do evento. Além disso. reduzindo a dificuldade em caso de fotos longas e de múltiplas exposições. Telescópios e tripés também firmam os aparelhos para propiciar imagens mais claras. Muitos entusiastas do espaço oferecem dicas em seus sites ou em publicações de astrofotografia (veja os links em Mais Informações para encontrar algumas dessas dicas. de poder de ampliação variável para melhorar as imagens obtidas. Lentes telefotográficas podem ampliar o tamanho de tudo. como a criação de mecanismos manuais que permitem operar o obturador. Controles remotos administram o tempo das exposições. Mais sobre isso está explicado em Como funcionam os filmes fotográficos Embora as astrofotografias costumem ser tiradas com longa exposição. Outros equipamentos também podem ajudar. E esses são apenas alguns dos equipamentos que podem ajudar a melhorar a qualidade da astrofotografia. Esses fotógrafos podem montar e conectar instrumentos de gravação a diferentes telescópios. Capturar múltiplas exposições é uma técnica comum para fotografar eventos como eclipses. a fim de oferecer fotos combinadas. um dos principais objetivos é obter luz suficiente na tomada. um objetivo adicional é o de obter cópias suficientes da imagem a fim de poder combiná-los mais tarde. elas podem ser montadas em forma de camadas com o uso de software. Já que os astrofotógrafos muitas vezes registram objetos de baixa luminosidade. da umidade. também será necessário manter em foco as exposições mais longas.) O truque para obter boas astrofotografias é superar esses obstáculos ao experimentar com diferentes velocidades de obturador e ajustes de abertura. à medida que a Terra gira. à medida que a Terra gira.Fatos básicos sobre a astrofotografia Muitos fotógrafos amadores e profissionais usam filme e câmeras digitais para tirar astrofotografias. e depois todos os estágios são unidos para formar a imagem final. Visores guia e orientadores ajudam a alinhar sua câmera para longas exposições. é preciso evitar interferência da turbulenta atmosfera. Os astrofotógrafos experientes descobriram algumas maneiras de superar esses obstáculos. Os astrofotógrafos precisam empilhar imagens de forma a obter um produto final de qualidade elevada. Para os objetos muito débeis. E alguns entusiastas começam a usar também webcams e outras câmeras de vídeo (em inglês). mais vívidas. Por exemplo. podem também ser criadas por muitas exposições curtas combinadas posteriormente. Quando as imagens são obtidas. de partículas de poeira levadas pelo ar. tornando o objeto fotografado maior com relação à moldura.

. Essas imagens de trilhas de estrelas podem retratar um eclipse lunar como uma mancha que muda de cor. ou um campo de estrelas inteiro circulando um eixo central. Muitos observatórios menores. o observatório Keck nos permite saber mais sobre pequenas anãs marrons. na constelação de Cassiopéia Outra técnica interessante é o uso de imagens borradas que ocorrem devido à rotação da Terra. para avaliação. são abertos ao público durante certas noites da semana. há muitos instrumentos de alta sensibilidade que se ocupam de recolher imagens de resolução incrivelmente alta e prover análises espectrais de objetos que recobrem o céu noturno. Astrofotografias tiradas em observatórios tendem a ser mais sofisticadas do que os esforços dos amadores.Imagem ilustra o que os astrônomos norte-americanos chamam de "Pilares da Criação". uma densa formação de poeira espacial que teria originado estrelas. Os cientistas precisam apresentar propostas que detalhem seus projetos. vejamos o que os equipamentos de alta potência estão fazendo no espaço. no Keck Observatory. do Havaí. Agora que vimos o que pode ser realizado fotografando aqui da Terra. porém. Por meio de seus imagens detalhadas. o tempo inclemente de Júpiter. galáxias superdensas e outros eventos celestes. Não seria preciso dizer que as instalações no Keck não estão disponíveis para qualquer um. Também pode haver um clube de astronomia em sua cidade que se reúna para sessões de astrofotografia e de contemplação do firmamento. com equipamentos comuns ou em uma visita a um observatório. Por exemplo.

artificialmente colorido [fonte: Clavin]. de Wisconsin O Spitzer nos permitiu observar toda a Via Láctea pela primeira vez. Foto cortesia da NASA/JPL-Caltech/Univ. A imagem é proveniente do telescópio Hubble e foi trabalhada de modo a apresentar com mais nitidez os detalhes e a variação cromática. o Spitzer foi lançado do Cabo Canaveral em agosto de 2003. Astrofotografia em órbita Agora que exploramos a perspectiva vista da Terra. No entanto. Você pode navegar por esse mosaico composto de imagens infravermelhas com o Visor de Imagens GLIMPSE/MIPSGAL. examinemos as funções da astrofotografia em órbita. o mais novo e o último telescópio do Programa de Grandes Observatórios da Nasa. recentemente. Em junho de 2008. É o que nos espera daqui a 5 biliões de anos. As fotografias mais familiares tiradas no espaço provavelmente vêm do Telescópio Espacial Hubble. no espectro. No centro. o Telescópio Espacial Spitzer. a obra-prima do Spitzer foi revelada. visível e certa porção do . também conhecida como Olho de Gato..A Nebulosa NGC 6543. correspondente à pupila do olho. Essas imagens precisam ser coloridas artificialmente porque as pessoas não enxergam em comprimentos de onda infravermelhos. As freqüências infravermelhas ficam entre as microondas e as ondas visíveis (que percebemos como luz). O Hubble era utilizado para observar os comprimentos de onda ultravioleta.. situa-se a três milhões de anos luz da Terra. vem roubando o espetáculo. pode ver-se uma estrela idêntica ao nosso Sol na sua fase terminal produzindo anéis concêntricos de poeira. Originalmente conhecido como Instalação de Telescópio Espacial Infravermelho. O telescópio tomou mais de 800 mil fotografias em variadas faixas de onda infravermelhas. Aprenda mais sobre a luz e suas freqüências lendo Como funciona a luz. que foram montadas em forma composta e integradas para criar um belíssimo mapa da galáxia... A capacidade de registro de imagens do Spitzer permitem ver claramente através da Via Láctea por meio da faixa infravermelha do espectro eletromagnético.

Por muitas décadas. Mais uma imagem obtida pelo telescópio Hubble e que nos ajuda a entender o processo de formação das estrelas. Os demais observatórios da Nasa que orbitam o planeta também desempenharam seu papel na expansão de nosso conhecimento sobre o universo. E com essas imagens surgem espantosas revelações. quasares e diversas interações cósmicas. . O Observatório Compton de Raios Gama. os estudos iniciais das imagens do Spitzer estão oferecendo aos pesquisadores uma idéia mais clara quanto à forma da Via Láctea. Os pesquisadores podem agora vasculhar inúmeros detalhes quanto à distribuição e composição da galáxia.infravermelho. as imagens cósmicas de potência excepcionalmente elevada capturadas pelo Hubble ampliaram nossa compreensão sobre os objetos do espaço próximo e distante. Também é visível uma mancha azul difusa correspondente a nuvens de gás aquecido por estas estrelas e ainda uma poeira escura criada por outras estrelas. e continuará a fazê-lo até pelo menos 2009. consegue revelar pequenas estrelas jovens. que se estendem das pontas da longa barra central. que operou de 1991 a 1999. de muito alta resolução e gama cromática específica. O Observatório Chandra de Raios-X se ocupa de recolher informações sobre fenômenos cósmicos como as supernovas e buracos negros. Trata-se de uma evolução das teorias iniciais sobre a Via Láctea. Por exemplo. os astrônomos passaram a teorizar que a nossa galáxia tivesse formato de espiral barrada. Mais recentemente. eles transmitem imagens não sujeitas aos distúrbios atmosféricos. em tons de amarelo. o modelo aceito era o de uma galáxia espiral com quatro braços e um bojo galáctico central. mas apenas com o Spitzer pudemos saltar através da poeira cósmica e dos obstáculos ópticos e ver regiões distantes da galáxia com impressionante clareza. Por exemplo. Posicionados bem acima da poderosa interferência da atmosfera. Habitualmente apenas são visíveis as maiores e mais brilhantes estrelas mas esta fotografia da região LH 95. As imagens sugerem que a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada. mas os modelos previam grandes quatro braços espirais. examinava os clarões solares. o que leva os cientistas a acreditar que ela tenha apenas dois braços espirais.

esta é uma das maiores galáxias do seu grupo. produto da explosão de uma Supernova vista no ano de 1054. possui numerosos pequenos fragmentos filamentosos que aparentam ter menos massa do que a expelida inicialmente e também uma velocidade superior à esperada. . No centro da nebulosa encontra-se um pulsar. uma estrela de neutrões com a massa do nosso Sol mas apenas do tamanho de alguns quilómetros.Galáxia M 104 é famosa pela sua forma peculiar: os pontos luminosos das estrelas acumulam-se na periferia enquanto que o interior é composto por um círculo de poeira escura. A Nebulosa do Caranguejo. Isto é o resultado da explosão de uma estrela. Vista de determinada perspectiva lembra um chapéu mexicano. que roda cerca 30 vezes por segundo. Com um comprimento de 50 000 anos-luz e uma largura de 28 000. Também esta imagem do Hubble foi editada para iluminar e permitir ver com mais detalhe a região central.

fornece uma excelente ilustração dos processos fundamentais da fotografia. o único segredo da fotografia é calibrar e combinar esses elementos de tal modo que eles registrem uma imagem real e reconhecível. A fotografia permite capturar momentos no tempo e preservá-los por muitos anos. Seu trabalho é captar os feixes de luz refletidos por um objeto e redirecioná-los de modo que venham a formar uma imagem real. de single-lens-reflex). que pareça exatamente com a cena na frente da lente. O componente óptico da câmera é a lente. enquanto a roda esquerda ainda está sobre o cimentado. Mas como um pedaço de vidro pode fazer isso? Na verdade. uma das invenções mais importantes da História. Neste artigo. Uma câmera reflex totalmente manual de lente única Há muitas maneiras diferentes de colocar tudo em conjunto. Isso é algo como empurrar um carrinho de um local cimentado para a grama. em ângulo. Como ela não necessita de eletricidade. A roda direita atinge primeiro a grama e desacelera. Uma câmera fotográfica é feita de três elementos básicos: um elemento óptico (a lente). Quando as ondas de luz entram em um pedaço de vidro em um determinado ângulo. uma lente é apenas um pedaço curvo de vidro ou plástico. Essa é uma câmera na qual o fotógrafo vê exatamente a mesma imagem que é exposta para o filme e pode ajustar tudo girando diais e apertando botões. de modo que a lente diminui sua velocidade. Agora podemos "ver" todos os tipos de coisas que na verdade estão distantes de nós há muitos quilômetros (e anos também!). um elemento químico (o filme) e um elemento mecânico (o próprio corpo da câmera). Como veremos. momentaneamente. Assim a roda esquerda se move. sem dúvida. O carrinho vira para a direita à medida que se move sobre a grama. Ela transformou a maneira pela qual as pessoas imaginavam o mundo. mais rapidamente do que a direita.Essencialmente. . uma parte delas irá atingir o vidro antes da outra e começará a desacelerar primeiro. À medida que a luz viaja de um meio para outro. A luz viaja mais rápido através do ar do que através do vidro. o processo é muito simples. ela muda de velocidade. A tecnologia que torna tudo isso possível é bastante simples.Introdução à fotografia em astronomia A fotografia é. vamos dar uma olhada na câmera reflex manual de lente única (SLR.

No ponto onde os raios convergem. Uma lente convergente capta esses raios e os redireciona de modo que todos eles irão convergir de volta a um único ponto. Câmeras: foco Vimos que uma imagem real se forma quando a luz se move através de uma lente convexa. Isso significa que os raios de luz que a atravessam se desviarão na direção do centro da lente. ela se desvia em uma direção e se desvia novamente quando sai do vidro. uma vela) emite luz em todas as direções. divergindo. Uma fonte de luz (digamos. Isso efetivamente inverte o caminho da luz proveniente de um objeto. você obtém uma imagem real da vela. um ou ambos os lados do vidro se curvam para fora. ao entrar. vamos dar uma olhada em algumas das variáveis que determinam como essa imagem real é formada. porque partes da onda luminosa entram no ar e aceleram antes que as outras partes da onda. constantemente. Em uma lente convergente ou convexa padrão. Esse caminho da luz depende de dois fatores principais:   o ângulo da entrada do feixe de luz na lente a estrutura da lente . A natureza dessa imagem real varia dependendo de como a luz viaja através da lente.O efeito sobre a luz é o mesmo. Em uma lente biconvexa. Os raios de luz se originam todos no mesmo ponto (a chama da vela) e estão. Nas próximas seções. À medida que ela entra em ângulo no vidro. como uma lupa ou lente de aumento. a luz se desvia da mesma maneira quando sai e quando entra.

Acenda uma vela no escuro e segure uma lente de aumento entre ela e a parede. a lente somente desvia o feixe de luz em um determinado grau. Os feixes de luz provenientes de um ponto particular não convergem. ela aparecerá um pouco borrada. O "ângulo de desvio" total em qualquer ponto da lente permanece constante. Em outras palavras. mova a lente de aumento para mais perto ou mais longe da vela. Como você pode ver. Mas. Se a imagem real da vela não cair diretamente sobre a parede. não importando como ela entre. Os feixes de luz provenientes da ponta do lápis entram na lente em um ângulo mais agudo quando o lápis está mais próximo da lente e em um ângulo mais obtuso quando o lápis está mais distante. inteiramente. .O ângulo de entrada da luz muda quando você aproxima ou afasta o objeto da lente. a imagem real de um objeto mais próximo se forma mais afastada da lente do que a imagem real proveniente de um objeto mais distante. os feixes de luz provenientes de um ponto mais próximo convergem mais longe da lente do que os feixes de luz provenientes de um ponto que esteja mais afastado. Você pode observar esse fenômeno por meio de uma experiência simples. Para focalizar a imagem. Conseqüentemente. Você verá uma imagem invertida da vela na parede. os feixes de luz que entram em um ângulo mais agudo sairão em um ângulo mais obtuso e vice-versa. Você pode ver isso no diagrama abaixo. para esse ponto.

a imagem real focalizada se forma mais afastada da lente quando esta possui uma superfície mais plana. Essa aberração cromática produz. Curvar a lente para fora aumenta a distância entre os diferentes pontos da lente. as cores são realinhadas.irão convergir para um ponto mais afastado da lente. não importando o ângulo de entrada do feixe de luz. de maneira que a luz faz uma mudança de direção mais abrupta. Uma lente de formato mais arredondado (com um centro mais expandido) terá um ângulo de desvio mais agudo. Cada lente manipula as cores de modo diferente e.É isso que você faz quando gira a lente de uma câmera para focalizar: está movendo-a para mais perto ou mais longe da superfície do filme. Esse "ângulo de desvio" total é determinado pela estrutura da lente. Conseqüentemente. As câmeras compensam isso usando diversas lentes feitas de materiais diferentes. mas ela seria deformada por diversas aberrações Um dos fatores de deformação mais significativos é que cores diferentes de luz se desviam de modo diferente quando atravessam uma lente. Esse ângulo total é determinado pela estrutura da lente. Agora você sabe que em qualquer ponto uma lente desvia os feixes de luz em um determinado grau. Mudando a distância entre lentes em particular. essencialmente. Lentes da câmera Na última seção vimos em qualquer ponto. quando você as combina de uma determinada maneira. Os feixes de luz de um ponto em particular irão convergir para um ponto mais próximo à lente. você pode mover os diferentes elementos de lentes para frente e para trás. . Aumentar o ângulo de curvatura tem um efeito óbvio. Em uma lente com um formato mais achatado. não importando o ângulo de entrada do feixe. é possível alinhar a imagem real focalizada de um objeto de modo que ela caia diretamente sobre a superfície do filme. os feixes de luz não se desviarão de modo tão intenso. À medida que move a lente. Em uma lente zoom. uma lente desvia um feixe de luz de um mesmo ângulo de desvio total. Ou seja. Isso aumenta o tempo em que uma parte da onda de luz se move mais rápido do que a outra parte. é possivel ajustar a potência de ampliação (a distância focal) da lente como um todo. Lentes na lente Uma lente de câmera é na verdade um conjunto de várias lentes combinadas em uma unidade. uma imagem onde as cores não ficam alinhadas corretamente. Uma única lente convergente poderia formar uma imagem real sobre o filme.

O mesmo acontece em uma câmera. Um número de distância focal maior indica uma maior ampliação da imagem. O termo câmera vem de câmera obscura. surgiu com a palavra em 1839. Toda a face é exposta ao filme. a imagem se amplia. mas o filme somente é exposto à parte intermediária dela. Câmeras: gravando a luz O que está por trás de um nome? O termo fotografia descreve o processo fotográfico com bastante precisão. Basicamente. pode-se usar uma teleobjetiva. A "câmera obscura" na verdade foi inventada centenas de anos antes da fotografia. um astrônomo do século 19 e um dos primeiros fotógrafos. ela projeta uma imagem real grande. ampliando uma pequena seção da cena à frente. A potência de ampliação de uma lente é descrita por sua distância focal. verá que faz muito sentido. de modo que a superfície do filme vê uma área muito maior da cena (reduzida). formando uma imagem real invertida na parede oposta. O termo é uma combinação de duas palavras gregas: photos que significa luz e graphein que significa escrita (ou desenho). Os raios de luz continuam se afastando à medida que viajam em direção à tela. aumentar a distância entre a lente e a imagem real aumenta o tamanho total da imagem real. a distância focal é definida como a distância entre a lente e a imagem real de um objeto muito distante (a lua. Para tirar uma foto de uma cadeia de montanhas. poderá usar uma lente grande angular. Mas o tamanho do filme permanece constante. o que a torna ideal para fotografar objetos que não estejam especialmente próximos ou afastados. Pense em um projetor: à medida que você move o projetor para longe da tela. A luz passava através do orifício. As câmeras profissionais permitem que você instale lentes diferentes para que possa ver a cena com diversas ampliações. À medida que a distância entre a lente e a imagem real aumenta. Uma tradicional câmera obscura consistia em um quarto escuro com a luz brilhando através de uma lente ou pequeno orifício na parede. expressão em latim para "quarto escuro". de modo que ela encolhe a cena à frente. Uma lente de câmera padrão de 50 mm não amplia nem encolhe significativamente a imagem. por exemplo). mesmo que o assunto esteja somente a 30 cm da câmera.Na verdade. Essa lente possui uma distância focal bem mais curta. Nas câmeras. os feixes de luz se espalham ainda mais. Uma lente mais arredondada produz uma imagem real menor. uma lente com distância focal especialmente longa. Esse efeito era muito popular entre artistas. a lente focaliza no meio do quadro. Uma lente padrão de 50 mm não encolhe nem amplia significativamente a imagem Lentes diferentes são adequadas para situações diferentes. Sir John Herschel. cientistas e espectadores curiosos. formando uma imagem real maior. Essa lente permite que você focalize elementos específicos à distância. Quando você instala uma lente muito plana. Se você pensar sobre isso. de modo a criar composições mais compactas. . Se você quiser tirar um retrato em close.

todos os grãos do filme seriam completamente expostos à luz. literalmente "quarto escuro" em latim. não conseguirá nenhum tipo de fotografia aproveitável. Teoricamente. os produtos químicos reveladores escurecem os grãos que foram expostos à luz. ao verde e ao azul. E se não houver nenhuma área não exposta contrastando. e. Assim que o rolo acaba. Quando expostos à luz. Ele faz isso com uma coleção de minúsculos grãos sensíveis à luz espalhados em uma suspensão química sobre uma tira de plástico. captura mais luz. Para que a foto fique perfeita. Se você deixar entrar muita luz. Quando o filme é revelado. deve deixar alguma luz entrar. ele faz um registro químico do padrão de luz. Então. quando ela é maior. o termo câmera é uma forma abreviada de câmera obscura.O componente químico em uma câmera tradicional é o filme. um excesso de grãos irá reagir e a foto aparecerá lavada. Em ambiente aberto. o filme é revelado. Quando a lente é menor. quando quiser registrar uma imagem. vimos a idéia básica da fotografia: você cria uma imagem real com uma lente convergente e registra o padrão de luz dessa imagem real sobre uma camada de material sensível à luz. mas para capturar uma imagem nítida. isso é tudo que está envolvido em tirar uma foto. você precisa manter o filme em completa escuridão até o momento de tirar a foto. a quantidade de luz que atinge o filme. Isso produz um negativo (onde as áreas mais claras aparecem mais escuras e as áreas mais escuras aparecem mais claras) que então é convertido em uma imagem positiva na impressão. Esse é o trabalho do diafragma da íris. Para capturar uma imagem. captura menos luz e. Quando você expõe o filme a uma imagem real. Obviamente. O mecanismo funciona do mesmo modo que a íris no seu olho: ele abre ou fecha em um círculo para encolher ou expandir o diâmetro da lente. os grãos passam por uma reação química. Ele é exposto a outros produtos químicos que reagem com os grãos sensíveis à luz. Em um filme preto e branco. Quando você sobrepõe as informações de cor de todas as três camadas. deve-se controlar. . você precisa saber exatamente como o processo acontece. Para uma descrição detalhada de todo esse processo. De fato. não há foto. com precisão. obtém um negativo totalmente em cores. como você ajusta esse nível de exposição? É necessário considerar dois fatores principais:   quanto de luz passa através da lente quanto tempo o filme é exposto Para aumentar ou diminuir a quantidade de luz que passa através da lente. uma quantidade insuficiente irá reagir e a imagem aparecerá muito escura. Isso é tudo que o corpo de uma câmera é: uma caixa vedada com um obturador que abre e fecha colocado entre a lente e o filme. é preciso mudar o tamanho da abertura da lente. Até agora. Se você não deixar luz suficiente atingir o filme. O filme colorido possui três camadas diferentes de materiais sensíveis à luz que respondem cada uma ao vermelho. essas camadas são expostas a produtos químicos que tingem as camadas do filme. uma série de placas metálicas que se sobrepõem e que você pode contrair ou expandir sobre as outras. verifique Como funciona o filme fotográfico. se você colocar um pedaço de filme no chão e focalizar uma imagem real sobre ele com uma lente convergente.

o obturador é aberto por longo tempo. por exemplo. a segunda cortina vem deslizando do outro lado para interromper a exposição. enquanto o filme 1600 somente deve ser usado com iluminação relativamente baixa. Diferentes velocidades de filmes são adequadas para diferentes tipos de fotografias: o filme ISO 100. Antes de tirar uma foto. Um grão maior tem mais possibilidade de absorver fótons de luz do que um grão menor. A exposição ideal depende do tamanho dos grãos sensíveis à luz contidos no filme. assim somente uma pequena fenda do quadro do filme é exposta de cada vez. você encontrará um complicado quebra-cabeças de engrenagens e molas Há muitas coisas envolvidas para obter a exposição correta. Quando você aperta o botão do obturador. aumentando ou diminuindo o intervalo entre a abertura da primeira cortina e o fechamento da segunda. Isso ajusta o mecanismo de engrenagens. terminando a exposição. de modo que o filme não será exposto à luz. O intervalo de tempo é controlado pelo botão de ajuste da velocidade do obturador da câmera.As placas no diafragma da íris se recolhem umas sobre as outras para encolher a abertura e se expandem para fora para torná-la maior A duração da exposição é determinada pela velocidade do obturador. As câmeras SLR manuais possuem um medidor de luz embutido para ajudar a fazer isso. que é impressa no cartucho. Esse mecanismo é muito simples. a primeira cortina desliza e abre. o tamanho da abertura e a velocidade do obturador para adequar o nível de luz na sua foto. Quando você ajusta o botão para uma velocidade de obturador muito lenta. interruptores e molas. a segunda cortina segue diretamente atrás da primeira cortina. semelhante aos do interior de um relógio de pulso. O tamanho dos grãos é indicado pela velocidade do filme. expondo o filme. Depois de certo tempo. A maioria das câmeras SLR usa um obturador de plano focal. Essa ação simples é controlada por uma complexa massa de engrenagens. O principal . Quando você tira a foto. Pode-se apertar ou afrouxar algumas das molas girando o botão de ajuste da velocidade do obturador. Quando você ajusta o botão para uma velocidade muito alta. é ideal para fotos em dias ensolarados. É necessário equilibrar a velocidade do filme. essa cortina desliza e abre. ele libera uma alavanca que coloca diversas engrenagens em movimento. Consiste em duas "cortinas" colocadas entre a lente e o filme. a primeira cortina é fechada. Depois de certo tempo. Quando você aperta o botão que libera o obturador da câmera. Dentro de uma câmera SLR manual. o segundo obturador desliza e fecha.

Quando você aperta o botão do obturador. O trabalho do prisma é inverter a imagem sobre a tela. O espelho em uma câmera SLR direciona a imagem real para o visor. de modo que a imagem seja direcionada para o filme exposto. Por este motivo. Se você remover a lente de uma câmera SLR e olhar seu interior.componente do medidor de luz é um painel de sensores de luz semicondutores sensíveis à energia luminosa. A câmera possui um espelho inclinado posicionado entre o obturador e a lente. Você não vê a imagem real formada pela lente da câmera. de modo que ela apareça correta novamente. a maioria das câmeras é construída tanto com controles manuais quanto automáticos. Neste tipo de câmera. Essa configuração funciona como um periscópio. o espelho gira para cima de modo que a imagem real é projetada sobre o filme. e direcionála sobre a janela do visor. o visor é uma simples janela através do corpo da câmera. A principal diferença é o modo como o fotógrafo vê a cena. você vê a imagem real que o filme verá. com um pedaço de vidro translúcido e um prisma posicionado acima dele. a imagem real é refletida do espelho inferior sobre o vidro translúcido. É por isso que o visor escurece subitamente quando você tira uma foto. SLR X automática Há dois tipos de câmeras fotográficas para os consumidores no mercado: as câmeras SLR e as câmeras automáticas. que serve como uma tela de projeção. mas tem uma idéia aproximada da mesma. que o sistema do medidor de luz interpreta com base no filme e na velocidade do obturador. Esses sensores expressam essa energia luminosa como energia elétrica. A vantagem desse projeto é que você pode ajustar o foco e compor a cena para obter exatamente a foto que deseja. O espelho está conectado ao sistema do temporizador do obturador e permanecerá aberto enquanto o obturador estiver aberto. Agora. Em uma câmera automática. verá como isso funciona. veremos como o corpo de uma câmera SLR direciona a imagem real para o visor da câmera antes de você tirar a foto e a redireciona para o filme quando o botão do obturador é pressionado. o espelho e a tela translúcida são configurados de maneira a apresentar a imagem real exatamente como ela aparecerá no filme. Em uma câmera SLR. Hoje em dia. a câmera rapidamente tira o espelho do caminho. Quando você aciona o botão do obturador. As câmeras automáticas são muito parecidas com os modelos totalmente manuais. os fotógrafos profissionais costumam usar câmeras SLR. mas tudo é .

Em uma cena mais ampla. sem lente e praticamente sem peças móveis. Um pequeno furo de agulha permite a entrada de um feixe estreito de cada ponto da cena. O furo é tão pequeno que você precisa de um tempo de exposição bastante longo para permitir a entrada de luz suficiente. Essas câmeras sem lentes são fáceis de fazer e muito divertidas de usar. Então ele ativa diversos pequenos motores que ajustam à lente e abrem e fecham a abertura. O tipo mais simples de câmera feita em casa não usa uma lente para criar uma imagem real: ela captura a luz por um furo minúsculo. O princípio científico por trás disso é muito simples. Os feixes viajam em linha reta. o ponto de luz também se moverá: os feixes de luz da lanterna se movem através do furo em uma linha reta.controlado por um microprocessador central e não pelo usuário. Se a caixa for "à prova de luz". Alguns entusiastas usaram até refrigeradores e carros antigos como caixas à prova de luz. Há diversas maneiras de construir esse tipo de câmera. A câmera do tipo que aponta e dispara automaticamente usa placas de circuito e motores elétricos em vez engrenagens e molas Na próxima seção. A parte difícil é que você mesmo terá de revelar o filme. daremos uma olhada em um projeto de câmera sem nenhum mecanismo complexo. O microprocessador central recebe as informações do sistema de foco automático e do medidor de luz. os elementos básicos são tão simples que você pode fazer sua própria câmera com poucos componentes e gastando pouco. Se você acender uma lanterna em uma sala escura e passar a luz por um pequeno furo em um grande pedaço de papelão. todos os pontos visíveis particulares atuam como essa lanterna. Uma câmera sem lentes é simplesmente uma caixa com um pequeno furo em um lado e algum filme ou papel fotográfico no lado oposto. De fato. Se você mover a lanterna. esse é um sistema de computador bastante avançado. Um dos projetos mais populares usa uma embalagem cilíndrica comum de aveia. uma imagem invertida da cena se forma no lado oposto da caixa. a luz que entra pelo furo formará uma imagem real sobre o filme. Câmeras feitas em casa Como vimos neste artigo. de modo que os feixes de luz provenientes da parte inferior da cena atingem o topo do pedaço de filme e vice-versa. lata de café ou recipiente similar (é mais fácil usar um recipiente de papelão com uma tampa plástica removível). mas as câmeras não são inerentemente complexas. mesmo a câmera SLR manual mais básica é uma máquina complexa e intrincada. A luz se reflete de cada ponto de um objeto e viaja em todas as direções. Nas câmeras modernas. a luz formará um ponto na parede oposta. Desse modo. Você pode construir esta câmera em algumas etapas simples: .

prenda algum tipo de filme ou papel fotográfico no lado interno da tampa do recipiente. Isso ajuda a tornar a caixa à prova de luz. ou cartolina preta. todos esses projetos. Prenda a folha firmemente. como qualquer entusiasta de câmeras sem lentes lhe dirá. 7. Mas surpreendentemente. por dentro e por fora. 2. a primeira coisa a fazer é pintar a tampa de preto. recorte um pedaço de folha de alumínio grossa. Para o filme funcionar. tipo de filme e tempo de exposição é principalmente uma questão de experimentar. Prenda com fita adesiva o outro lado da dobra fechado sobre o outro lado do furo. Você deverá inserir a agulha apenas parcialmente. de modo que ele faça uma dobra sobre o furo de agulha na parte intermediária. para que a luz brilhe somente através do furo da agulha.com Fotografia com câmera sem lentes de caixa de aveia The American Museum of Photography (museu americano da fotografia) Uma história da fotografia . 5. 6. pegue uma agulha de costura nº. 4. Escolher um bom projeto de câmera. Mas. use fita adesiva para prender a folha sobre o furo no fundo do recipiente. Cole com fita adesiva um lado do papel firmemente à lateral do fundo do recipiente. Para descobrir mais sobre a fotografia com câmeras sem lentes e ver alguns ótimos projetos de câmeras. Links interessantes (em inglês)         PhotoZone WebSLR Kodak: como fazer e usar uma câmera sem lentes Photo. Para melhores resultados. você não será capaz de simplesmente entregar o filme para revelar na loja da esquina. recorte um pequeno furo (cerca de metade do tamanho de uma caixa de fósforos) no centro do fundo do recipiente (o lado não removível). desde a mais simples câmera de caixa feita em casa até a mais recente câmera digital. tudo que você precisa para o obturador é um pedaço de cartolina preta grande o suficiente para cobrir a maior parte do fundo do recipiente. Mantenha a dobra fechada até que você esteja pronto para tirar uma foto. E quando descobre isso. para carregar a câmera. 10 e fure cuidadosamente o centro da folha.1. Assegure-se de usar tinta preta fosca em vez de tinta brilhante que reflete mais luz. tem havido centenas de sistemas de câmeras. o sensor sensível à luz para registrar a imagem real e um sistema mecânico para controlar como a imagem real é exposta ao sensor. essa experimentação é tão interessante quanto a fazer a própria câmera. verifique os links abaixo. 3. com fita isolante preta. de modo que o furo de agulha fique centralizado. Você mesmo terá de revelar ou conseguir a ajuda de alguém para fazer isso.net CameraReview. Ao longo da história da fotografia. você dever carregá-lo e revelá-lo em completa escuridão. ou o furo será grande demais. verifique alguns dos sites relacionados na próxima página. duas vezes maior que o tamanho do furo no fundo do recipiente. combinam os mesmos elementos básicos: um sistema de lentes para criar a imagem real. Com este projeto de câmera. vê como é simples! Para mais informações. posicione a folha entre dois cartões e gire a agulha enquanto a empurra.

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