Contabilidade de Custos

edUCação

seM Fronteiras

CiÊnCias ContÁBeis
autores Fernando Conter Cardoso Ivonete Melo de Carvalho João Theodorico Corrêa da Costa Neto Pedro Hiane Simone Ribeiro

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www.cead.uniderp.br www.unianhanguera.edu.br Anhanguera Publicações Valinhos/SP, 2010

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© 2010 Anhanguera Publicações Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. Impresso no Brasil 2010

Universidade anhangUera – Uniderp Centro de edUCação a distânCia Chanceler Ana Maria Costa de Sousa reitor Guilherme Marback Neto vice-reitora Heloisa Helena Gianotti Pereira pró-reitores Pró-Reitor Administrativo: Antonio Fonseca de Carvalho Pró-Reitor de Extensão, Cultura e Desporto: Ivo Arcângelo Vendrúsculo Busato Pró-Reitor de Graduação: Eduardo de Oliveira Elias Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação: Elizabeth Tereza Brunini Sbardelini Centro de edUCação a distânCia diretor geral José Manuel Moran diretor adjunto Luciano Sathler Coordenação de Qualidade dos Materiais didáticos Luciano Gamez – Coordenador Adriana Amaral Flores Salles Bárbara Monteiro Gomes de Campos Helena Okada Lúcia Helena Paula do Canto ilustrações Ednei Marx

anhangUera pUBLiCaçÕes gerente editorial Adauto Damásio

Ficha Catalográfica realizada pela Bibliotecária Alessandra Karyne C. de Souza Neves – CRB 8/6640 C511 Ciências contábeis / Fernando Conter Cardoso ...[et al.]. - 2. ed. - Valinhos : Anhanguera Publicações, 2010. 242p. - (Educação sem fronteiras ; 4). ISBN: 978-85-7969-002-0
1. Administração financeira - Quantitativa. 2. Administração financeira – Estratégica 3. Matemática financeira. 4. Contabilidade de custo. I. Cardoso, Fernando Conter. II. Série. CDD: 657

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nossa Missão, nossos valores
Desde sua fundação, em 1994, os fundamentos da “Anhanguera Educacional” têm sido o principal motivo do seu crescimento. Buscando permanentemente a inovação e o aprimoramento acadêmico em todas as ações e programas, ela é uma Instituição de Educação Superior comprometida com a qualidade do ensino, a pesquisa de iniciação científica e a extensão que oferecemos. Ela procura adequar suas iniciativas às necessidades do mercado de trabalho e às exigências do mundo em constante transformação. Esse compromisso com a qualidade é evidenciado pelos intensos e constantes investimentos no corpo docente e de funcionários, na infraestrutura, nas bibliotecas, nos laboratórios, nas metodologias e nos Programas Institucionais, tais como: • Programa de Iniciação Científica (PIC), que concede bolsas de estudo aos alunos para o desenvolvimento de pesquisa supervisionada pelos nossos professores; • Programa Institucional de Capacitação Docente (PICD), que concede bolsas de estudo para docentes cursarem especialização, mestrado e doutorado; • Programa do Livro-Texto (PLT), que propicia aos alunos a aquisição de livros a preços acessíveis, dos melhores autores nacionais e internacionais, indicados pelos professores; • Serviço de Assistência ao Estudante (SAE), que oferece orientação pessoal, psicopedagógica e financeira aos alunos; • Programas de Extensão Comunitária, que desenvolve ações de responsabilidade social, permitindo aos alunos o pleno exercício da cidadania, beneficiando a comunidade no acesso aos bens educacionais e culturais. A fim de manter esse compromisso com a mais perfeita qualidade, a custos acessíveis, a Anhanguera privilegia o preparo dos alunos para que concretizem seus Projetos de Vida e obtenham sucesso no mercado de trabalho. Adotamos inovadores e modernos sistemas de gestão nas suas instituições. As unidades localizadas em diversos Estados do país preservam a missão e difundem os valores da Anhanguera. Atuando também na Educação a Distância, orgulha-se de oferecer ensino superior de qualidade em todo território nacional por meio do trabalho desenvolvido pelo Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera – Uniderp, nos diversos polos de apoio presencial espalhados por todo o Brasil. Sua metodologia permite a integração dos professores, tutores e coordenadores habilitados na área pedagógica com a mesma finalidade: aliar os melhores recursos tecnológicos e educacionais, devidamente revisados, atualizados e com conteúdo cada vez mais amplo para o desenvolvimento pessoal e profissional de nossos alunos. A todos, bons estudos! Prof. Antonio Carbonari Netto Presidente – Anhanguera Educacional

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prefácio
Consolidada sobre patamares concretos de qualidade, a Universidade Anhanguera – Uniderp conquistou credibilidade no país e no exterior, priorizando a excelência no desenvolvimento de seu projeto institucional. Desde 2007, passou a fazer parte do Grupo Anhanguera Educacional, reconhecido pelo compromisso com a qualidade do ensino e pela forma moderna de gestão. A Universidade Anhanguera – Uniderp, por meio da Portaria 4.069, de 29 de novembro de 2005, foi credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer cursos de Educação a Distância e se tornou referência nessa modalidade de ensino. Em pouco tempo, expandiu-se para todas as regiões do país. Atualmente a instituição conta com 295 polos de apoio presencial, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal. São ofertados cursos de graduação, pós-graduação e educação continuada, possibilitando, dessa forma, o atendimento a mais de 75 mil jovens e adultos com metodologias dinâmicas e inovadoras, com uso intensivo de tecnologias que integram teleaula ao vivo, atividades presenciais e a distância via Web. Acreditamos que a Educação a Distância é uma modalidade que permite flexibilidade de tempo e espaço necessários para o atendimento das necessidades e habilidades individuais e grupais. Nessa perspectiva, são propostos ambientes de ensino e aprendizagem com possibilidades de interação síncrona e assíncrona, mediados por tutores presenciais e tutores a distância. Um dos recursos mais importantes na Educação a Distância é o material impresso que serve como guia para cada aluno. É nesse contexto que você recebe este livro-texto. Ele foi produzido por professores da instituição e revisado por uma equipe editorial para que seus estudos sejam bem fundamentados. Sua contribuição é muito importante para o aperfeiçoamento constante dos nossos materiais didáticos. Contamos com sua ajuda para nos encaminhar críticas e sugestões que permitam avançar na qualidade. Bons estudos!

Prof. Dr. Guilherme Marback Neto Reitor da Universidade Anhanguera – Uniderp Prof. Dr. José Manuel Moran Diretor Geral do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera – Uniderp

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10 10:27:34 .indb 6 07.06.095-CC-4sem.

1992 Mestrado: Educação – Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 1999 Especialização: Gestão Ambiental e Agronegócios – Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Primavera do Leste/MT (UNICEN).10 10:27:34 .indb 7 07.06. com Ênfase em Ciência da Computação – Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP).autores Fernando Conter Cardoso Graduação: Economia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). 1998 João theodorico Corrêa da Costa neto Graduação: Ciências Contábeis – Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). 2000 ivonete Melo de Carvalho Graduação: Licenciatura Plena em Matemática – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 1987 Especialização: Perícia e Investigação Contábil-financeira Empresarial – UCDB. 2006 pedro hiane Graduação: Licenciatura Plena em Matemática. 2003 Especialização: Matemática para o Ensino Fundamental e Médio – UNIDERP.1998 095-CC-4sem. 2004 simone ribeiro Graduação: Licenciatura Plena em Geografia – Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 2003 Mestrado: Produção e Gestão Agroindustrial – Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP). 1988 Especialização: Metodologia do Ensino de Ciências – Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMT).1982 Graduação: Ciências Contábeis – UCDB. 1983 Mestrado: Administração – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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.................................... 62 TEmA 5 Gestão de Crédito .......................................... 87 TEmA 9 Análise Ambiental e Formação da Estratégia ...... 68 TEmA 6 Estrutura de Capital.................06......................................... 103 TEmA 12 Implementação da Estratégia: Estruturas de Suporte à Estratégia ................................... 3 TEmA 2 Conjuntos e Equações ............................. 11 TEmA 3 Funções........ 28 TEmA 5 Aplicações de Funções .................................. 73 TEmA 7 Análise de Investimentos ............. 37 UNIDADE DIDÁTICA: Administração Financeira e Estratégica TEmA 1 Administração Financeira: Conceitos Básicos........................................................................ 22 TEmA 4 Função Quadrática ou do 2o Grau ...................................................................10 10:27:34 ............ 97 TEmA 11 Poder e Liderança na Formulação Estratégica ............................................................sumário Módulo – administração Financeira e Quantitativa UNIDADE DIDÁTICA: Matemática Aplicada TEmA 1 Regra de Três e Porcentagem ............................................indb 9 07.............................................................................................. 108 LABORATÓRIO DE PRÁTICAS INTEGRADORAS ................... 34 TEmA 6 Exponencial e Logaritmos ........................... 81 TEmA 8 O Processo de Orçamento de Capital ...................... 53 TEmA 3 Gestão de Circulantes .................................................................................................................................................. 115 095-CC-4sem.............................. 57 TEmA 4 Análise da Rentabilidade ....................... 91 TEmA 10 A Estratégia como Posicionamento .................................................................. 47 TEmA 2 Os Principais Demonstrativos Financeiros .................................................................................

................................................. 231 095-CC-4sem.........................06......................................... 208 TEmA 3 Código de Ética do Profissional Contabilista .............................................................. 169 TEmA 3 Plano de Contas na Contabilidade de Custos .......10 10:27:34 ............................... 215 TEmA 4 O Contador e a Sociedade ............................. 119 TEmA 2 Capitalização Simples .......................................................................................................................... 182 TEmA 5 Procedimento para Apuração do Custo com a Departamentalização .................. 163 TEmA 2 Outras Terminologias Adotadas em Contabilidade de Custos ..............................indb 10 07.................................... 137 TEmA 5 Sistemas de Amortização: SAC e Price................ 129 TEmA 4 Fluxo de Caixa e Rendas .................................................. 174 TEmA 4 Contabilização dos Custos de Produção............. 186 TEmA 6 Contabilização dos Custos Indiretos de Produção ..... Cálculos e Custos Financeiros TEmA 1 Ética .................................................................................Módulo – Ética............................. Cálculos de Custos e Financeiros UNIDADE DIDÁTICA: Matemática Financeira TEmA 1 Noções Fundamentais da matemática Financeira .............................................. 195 TEmA 8 Avaliação da Saída de material Direto..... 124 TEmA 3 Capitalização Composta ........................ 203 TEmA 2 Ética e Profissão .. 223 LABORATÓRIO DE PRÁTICAS INTEGRADORAS ........................................................... 155 UNIDADE DIDÁTICA: Contabilidade de Custos TEmA 1 As Relações entre a Contabilidade Financeira................................................................... 191 TEmA 7 materiais Diretos .......................... a de Custos e a Gerencial ......... 147 TEmA 6 Alternativas para Investimentos .................................................. 197 UNIDADE DIDÁTICA: Ética........................................................

Módulo Ética.indb 161 07.10 10:28:37 .06. Cálculos e Custos Financeiros Ivonete Melo de Carvalho João Theodorico Correa da Costa Carlos Neder Camillo Guimarães Simone Ribeiro 095-CC-4sem. Cálculos de Custos e Financeiros Unidades Didáticas: matemática Financeira Contabilidade de Custos Ética.

assim como no gerenciamento de qualquer organização. Esse tema é de importância ímpar nas grandes corporações. Para tanto.10 10:28:37 . pois serão utilizados em todas as áreas em que atuar. Esperamos poder contribuir para o enriquecimento da sua busca do conhecimento. Nesta unidade didática. seja ela pequena.06. nesta unidade didática. Sucesso nesta nova etapa.indb 162 07. qualidade essencial a todo profissional que pretende ser o diferencial na organização. faz-se necessário que cada um. Carlos Neder 095-CC-4sem. os quais serão essenciais no desenvolvimento de suas atividades profissionais.Apresentação Prezados(as) Alunos(as). O objetivo é que todos os acadêmicos possam ter um entendimento dos principais conceitos técnicos e gerenciais no que tange a custos de mercadorias e produtos. vamos abordar algumas terminologias e nomenclaturas relacionadas ao custo. busque assimilar o máximo de conhecimento de todos os conteúdos ora estudados. um tema de extrema importância para a profissão que escolhemos. média ou grande.

alguns conceitos de custos. Demonstração do Resultado do Exercício. por volta de 1760. despesas. existia basicamente a Contabilidade Geral ou Financeira. a de Custos e a gerencial Conteúdo • Contabilidade Geral ou Financeira. debenturistas e pessoas que desejam adquirir ações da empresa. maior também será o lucro bruto. desembolso.10 10:28:38 . preparada para atender às necessidades de informações econômicas e financeiras das empresas comerciais a partir da apuração das variações patrimoniais. • quanto maior o estoque final. perda objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos a respeito do contexto histórico da Contabilidade de Custos e terminologias adotadas Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina ContaBiLidade geraL oU FinanCeira Até a Revolução Industrial. Contabilidade Gerencial.••• TEMA 1 as relações entre a Contabilidade Financeira. maior o lucro bruto. desenvolvida na Era Mercantilista. devem-se aplicar os princípios contábeis. Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. investimentos. Para a elaboração de tais demonstrações. Contabilidade de Custos. como as instituições financeiras. custos. uma vez que influenciam no lucro bruto: • quanto menor o estoque inicial de mercadorias. A Contabilidade Financeira exerce sua função por meio da utilização do método das partidas dobradas. terminologia contábil. tendo como consequência dos registros as seguintes demonstrações contábeis: Balanço Patrimonial.06.indb 163 07. tanto para os proprietários como para prestar informações a usuários externos interessados em acompanhar a evolução da empresa. referente a outros períodos. possibilitando assim a comparação dos resultados de outras empresas ou com os da própria empresa. A avaliação dos estoques tem grande importância na apuração do resultado das empresas comerciais. e a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos. 163 095-CC-4sem.

indb 164 07. Com isso.Ciências Contábeis • 4º Semestre Para melhor entendermos essa relação. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial. a função do contador tornou-se mais complexa. a apuração do custo dos produtos vendidos deveria incluir todos os elementos empregados em sua fabricação. uma vez que as compras de mercadorias foram substituídas por compras de matérias-primas e utilizavam fatores de produção que as transformavam em produtos destinados à venda.10 10:28:38 . dos bens a serem vendidos e ao financiamento dessas atividades. obtendo o lucro líquido. com a substituição das Compras pelo pagamento da matéria-prima consumida na pro- 164 095-CC-4sem.06. do qual bastava deduzir as despesas necessárias à manutenção da entidade. a solução foi a utilização do mesmo método de apuração do resultado das empresas comerciais. sendo bastante fácil o conhecimento do valor de compra dos bens existentes. Com isso. A partir daí apareceu também a fórmula clássica de demonstrar o resultado da empresa comercial: Vendas brutas (–) Vendas canceladas (=) Vendas líquidas (–) Custos das mercadorias vendidas Estoques iniciais (+) Compras de mercadorias no período (–) Estoques finais (=) Lucro bruto (–) Despesas operacionais Com vendas Administrativas Financeiras (=) Resultado antes do imposto de renda Os bens vendidos eram produzidos por pessoas físicas e as empresas propriamente ditas baseavam-se na comercialização desses bens. a contabilidade usa a seguinte fórmula: CMV = Ei + C – Ef Lb = V – CMV Onde: CMV – Custo das mercadorias vendidas Ei – estoque inicial C – compras Ef – estoque final Lb – lucro bruto V – vendas A apuração do Resultado Líquido nas empresas comerciais obedece à seguinte estrutura: RESULTADO BRUTO (LB) ( – ) DESPESAS – Comerciais – Administrativas – Financeiras (=) RESULTADO LÍQUIDO Do confronto entre as receitas líquidas e o custo das mercadorias vendidas era obtido o lucro bruto. pois os dados para valorizar os estoques também eram mais complexos. a proliferação das indústrias e o surgimento das máquinas e da produção em grande escala. bastando a simples consulta aos documentos de aquisição.

pois. produtos em processo e produtos acabados. Já no balanço patrimonial a diferença entre esses dois tipos de empresa está no estoque. salário dos trabalhadores da produção. que foram denominados Custos de Produção. E o ramo da Contabilidade que passou a controlar esses gastos passou a chamar-se Contabilidade de Custos. as demonstrações contábeis apresentam algumas diferenças.••• Tema 1 • As relações entre a contabilidade financeira. temos o estoque de mercadorias que serão vendidas e.. todos os gastos realizados na industrialização dos produtos. na empresa comercial. Logo.indb 165 07. a apuração do resultado da empresa industrial é a seguinte: avaliam-se os estoques inicial e final (produtos acabados e em elaboração) e substitui-se a conta de compras pelos gastos efetuados na produção.10 10:28:38 . temos os estoques de matéria-prima. Os componentes do custo industrial podem ser resumidos basicamente em três elementos • Material direto aplicado – MD (matéria-prima. • Mão de obra direta empregada na fabricação do produto – MOD (inclui o valor dos salários e encargos sociais). • Custos Indiretos de Fabricação – CIF (inclui todos os gastos indiretos na produção). energia elétrica etc. ou seja. material secundário e embalagem). que apresentamos a seguir: DEmONSTRAÇÃO DE RESULTADO Empresa Comercial Receita Líquida (Vendas) (-) Custo das mercadorias Vendidas = Lucro Bruto com Mercadorias (-) Despesas Administrativas Despesas com vendas Financeiras Tributárias = Lucro Líquido operacional Empresa Industrial Receita Líquida (Vendas) (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto com produtos (-) Despesas Administrativas Despesas com vendas Financeiras Tributárias = Lucro Líquido operacional Notamos que a diferença básica entre a demonstração de resultado da empresa comercial e da industrial é o custo das vendas. ficando assim a fórmula: Como o tipo de atividade praticada varia. na empresa industrial.06. a de custos e a gerencial dução. BaLanço patriMoniaL empresa Comercial Ativo Circulante Estoque de mercadorias Outros Estoques Circulante Estoque de Produtos Acabados Estoque de Produtos em Processo Estoque de matéria-Prima Outros Estoques empresa industrial Passivo 165 095-CC-4sem.

06. terMinoLogia ContÁBiL A Contabilidade de Custos utiliza uma terminologia própria. custo incorrido. enquanto a Contabilidade de Custos. a Contabilidade Gerencial permite aos administradores. preocupa-se com o custeio da produção. avaliar o desempenho da empresa. Sendo assim. ela não segue os princípios contábeis. cujo objetivo é fornecer informações geradas a partir das demonstrações contábeis que ajudem os administradores em tomadas de decisões. com o crescimento das empresas e a distância entre os administradores. surge a Contabilidade Gerencial.: custo histórico ou original. Mas. Teremos um gasto sempre que efetuarmos o recebimento de algum serviço. caso não tenha capacidade de produção? • Quais são os parâmetros para fixação do preço de venda do produto? • A matéria-prima deve ser fabricada ou adquirida de terceiros? • Os equipamentos devem ser trocados por novos ou reformam-se os antigos? • Quais produtos da empresa dão lucro ou prejuízo? Entre outras informações. e os termos utilizados podem apresentar significados diferentes. produto para consumo de todo o processo operacional. Ex. através das informações geradas. gasto Compreende todo e qualquer pagamento ou recebimento de ativos. é de fundamental importância definir o entendimento sobre as terminologias. e as informações são geradas nos padrões para atender às necessidades dos administradores. custos dos produtos vendidos etc. A Contabilidade Financeira preocupa-se com o regime de competência de receitas e despesas. permitindo uniformizar os conceitos empregados. sem ferir o regime de competência. a palavra “custo” é utilizada com muita amplitude. “custo” está associado a sacrifício. O sentido original da palavra “custo” aplicado à contabilidade refere-se à fase em que os fatores de produção são retirados do estoque e colocados no processo produtivo. A Contabilidade Gerencial utiliza os dados de custos para o auxílio ao controle e para a tomada de decisões. os ativos e as pessoas.indb 166 07. custo dos produtos fabricados. verificar se foram cumpridas as metas estabelecidas no orçamento. Na linguagem comum. fiscais e auditores em fazer da Contabilidade de Custos um instrumento de mensuração monetária dos estoques e resultados deixou-a deficiente como instrumento de administração. Como o principal objetivo da Contabilidade Gerencial é gerar informações para os usuários internos da empresa. alguns conceitos de custos Na linguagem comercial a palavra custo significa quanto foi gasto para adquirir certa mercadoria ou serviço. Na contabilidade.10 10:28:38 . O gasto existirá somente quando os bens ou serviços adquiridos são prestados ou passam 166 095-CC-4sem. quando realizarmos algum pagamento ou recebermos ativos. custos ou despesas. como: • A fábrica possui capacidade de produção suficiente para atender à demanda? Qual produto ou linha de produção deve ser cortado. não ligada à compra e venda.Ciências Contábeis • 4º Semestre Contabilidade gerencial A preocupação dos contadores. adicionando a Mão de Obra Direta e os Custos Indiretos de Fabricação. não a aprimorando para o campo gerencial.

Depois. Por sua vez. Gasto com aluguel de equipamentos ou do prédio. As depreciações dos equipamentos da fábrica. Gasto com material de escritório. Despesas pré-operacionais. que só pode ser reconhecido como tal no momento que os fatores de produção (bens e serviços) forem efetivamente utilizados na produção. e o produto originário desse processo retorna ao estoque como produto acabado. Os salários do pessoal do setor de produção. baixamos e ele passa a ser custo. a partir do momento que lançamos no estoque. é todo e qualquer gasto relativo à atividade de produção. Custos São os gastos com bens ou serviços utilizados na produção de outros bens e serviços. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”. se torna um investimento. Gasto com aquisição de matéria-prima para industrialização. Aquisição de móveis e utensílios.••• Tema 1 • As relações entre a contabilidade financeira.06. que chamamos de 167 095-CC-4sem. Portanto. Exemplos: • • • • • • • Gasto com mão de obra (salários e encargos). basta seguir a seguinte lógica: a compra de matériaprima para produção é um gasto que. gerando um novo bem ou executando um novo serviço. Exemplos: • • • • • Aquisição de imóveis. quando é requisitado para o processo produtivo. quando o produto é vendido. Aquisição de matéria-prima. seja a partir da redução do ativo dado em pagamento seja por meio do reconhecimento contábil da obrigação assumida. despesas Para entendermos o que são despesas. Gasto com água ou energia elétrica. São os gastos efetuados pela empresa que farão nascer os seus produtos. Para Martins (1998). Aquisição de máquinas ou equipamentos. investimentos São os gastos efetuados em ativo ou despesas e custos que serão imobilizados ou diferidos. Os aluguéis e os seguros do prédio da fábrica.indb 167 07. “Gasto é o sacrifício financeiro que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Gasto com aquisição de mercadorias destinadas a revenda. como equipamentos ou máquinas. São todos os gastos na aquisição de bens e serviços que venham a gerar benefícios futuros em função de sua vida útil.10 10:28:38 . a de custos e a gerencial a ser propriedade da empresa. Gasto com compra de ativos. Os gastos com a manutenção dos equipamentos da fábrica. Exemplos: • • • • • • Os gastos com a manutenção das máquinas da fábrica. seu valor torna-se uma despesa. A matéria-prima utilizada no processo produtivo. podemos dizer que os custos são os gastos relacionados aos produtos.

São os gastos com bens e serviços que não fazem parte do processo produtivo. No entanto. Exemplos: • • • • Perdas com incêndio. Energia elétrica consumida no escritório. As perdas normais de matéria-prima no processo de produção são consideradas custo de produção do período. É a execução financeira dos gastos e investimentos da empresa. 168 095-CC-4sem. demonstrando ser um sacrifício no esforço de se obter uma receita. um serviço ou um bem ou direito adquirido. Gasto de mão de obra durante período de greve. que são os pagamentos à vista. é uma despesa.indb 168 07. o que. uma vez que estas representam um sacrifício para se obter receita. podendo ocorrer no momento do gasto. Material deteriorado por defeito no equipamento. A perda não apresenta esforço algum como característica para se gerar receita. Notamos. Conta telefônica do setor administrativo e de vendas. na verdade. perda É o consumo de um bem ou serviço de forma anormal e involuntária.10 10:28:38 . Aluguéis e seguro do prédio do escritório. Obsoletismo de estoques. as perdas são lançadas diretamente na conta de resultado do período da empresa. desembolso É o ato financeiro de pagar uma dívida. que as despesas são valores que reduzem o Patrimônio Líquido. sendo consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. As perdas não podem ser confundidas com as despesas. Salários e encargos sobre a folha do pessoal do escritório. Exemplos: • • • • • Despesas de água consumida no escritório.06. ou após o gasto. agregando todos os custos envolvidos na produção do novo bem. Pagamento é o desembolso resultante da aquisição de bem ou serviço. que são os pagamentos a prazo. então. ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 1. os custos incorporados nos produtos acabados são reconhecidos como despesas quando os produtos são vendidos. Logo. assim como as despesas.Ciências Contábeis • 4º Semestre CPV – custo dos produtos vendidos.

indb 169 07.10 10:28:39 . o custo de produção é composto de: CuSTO DE pRODuçÃO DO pERÍODO = Material Direto (MD) + Mão de Obra Direta (MOD) + Custos Indiretos de Fabricação (CIF) • matéria-prima material Direto – mD • materiais secundários que os valores compensem apropriar diretamente ao produto • material de embalagem mão de Obra Direta – mOD Custos Indiretos de Fabricação – CIF • Gastos com mão de obra que são apropriáveis diretamente ao produto • Todos os demais gastos de fabricação 169 095-CC-4sem. Custo de Transformação. Princípios Contábeis aplicados à Contabilidade de Custos.06. Classificação de Custos objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos a respeito dos custos. Rateio. princípios aplicados ao Sistema de Custos. Custo Primário. Geralmente.••• TEMA 2 outras terminologias adotadas em Contabilidade de Custos Conteúdo • Custo de Produção do período. critérios de rateios e formas de classificação dos custos Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina oUtras terMinoLogias Custo de produção do período São todos os custos inerentes ao processo produtivo incididos em um período dentro da fábrica.

mas não primário Custo de transformação Todo e qualquer esforço realizado no processo de fabricação de determinado produto. temos o reconhecimento das despesas. este deverá ser seguido de forma consistente até o término do exercício. Como exemplo. Por exemplo: quando não souber se um gasto é ativo ou despesa. podemos citar as Despesas Administrativas. quando da entrega do produto ao cliente. Então. pelo valor original. Ao manter a uniformidade dos registros. e. Os custos de produção são lançados na contabilidade pelo valor de compra para que. como mão de obra direta ou indireta. Comerciais e Tributárias. isto é. são as despesas incorridas para a manutenção da capacidade de obtenção de receitas. os estoques apareçam pelos valores dos custos de produção. ou seja.Ciências Contábeis • 4º Semestre Custo primário É o resultado da soma da matéria-prima com a soma da mão de obra direta. devemos ser cautelosos. princípio do registro pelo valor original Prega que os valores dos ativos devem ser registrados na contabilidade pelo seu valor de nota fiscal ou pelo custo de produção. energia etc. horas-máquina.. Os custos só existirão na época da realização da receita. Conservadorismo ou prudência Na dúvida sobre como proceder a um lançamento contábil. enquanto o produto não for vendido. exceto a matéria-prima e outros produtos adquiridos prontos. reduzindo o Patrimônio Líquido. este princípio defende que as despesas originadas pelo esforço da obtenção da receita sejam confrontadas com as receitas do mesmo período que ocorreram. não devendo ser alterado. Consistência ou Uniformidade Há várias formas de efetuarmos o registro contábil e. princípio da Competência ou da Confrontação entre despesas e receitas Pelo princípio da realização. 170 095-CC-4sem. também é norteada por alguns princípios contábeis. sendo que todo e qualquer critério de rateio adotado possui certo grau de arbitrariedade. Exemplo: a embalagem é um custo direto.06. que estudaremos a seguir. pois é somente a soma desses dois itens. Não se confunde com material direto. ele ainda não é custo. deve-se considerá-lo uma despesa.10 10:28:39 . ou seja. seja lucro ou prejuízo contábil. pRInCÍpIOS COnTÁBEIS ApLICADOS À COnTABILIDADE DE CuSTOS Como a Contabilidade de Custos tem origem na Contabilidade Financeira. rateio Forma sistemática de alocação dos custos indiretos aos produtos em processo de fabricação. princípio da realização da receita Determina que o resultado da empresa. fica claro o momento do reconhecimento da receita. é Ativo Circulante (estoque). com o princípio da competência ou confrontação. no balanço. evitam-se distorções nos resultados das empresas. uma vez adotado determinado critério.indb 170 07. Essas despesas estão bastante relacionadas com o período. só seja reconhecido quando da realização da receita.

06. por estarem diretamente relacionados ao processo de fabricação e/ou às unidades produzidas. E. São os ingredientes ou componentes do produto. é necessário recorrer a critérios de rateio. possuindo controle de quanto tempo cada um trabalhou no produto e o preço dessa mão de obra. Normalmente a alocação é feita por parâmetros (medidas) constantes na ficha técnica de produção. Custos diretos Compreendem os custos de fabricação que podem ser diretamente associados aos produtos sem a utilização de critérios de rateios. Energia elétrica que não pode ser associada ao produto.••• Tema 2 • Outras terminologias adotadas em contabilidade de custos Materialidade ou relevância Os itens considerados de pequeno valor (irrelevantes) não devem consumir muitos recursos da empresa para sua apuração. CLassiFiCação de CUstos Quanto à apropriação aos produtos Fabricados Os custos de produção podem ser classificados. b) Mão de obra direta: São os custos dos funcionários ligados diretamente à produção. bem como seu preço. Para Martins (2003): São os custos alocados de forma objetiva. e esse custo está diretamente associado ao produto. em diretos e indiretos. permitindo assim alocá-la diretamente a um dos tipos do produto. Os custos diretos possuem variação diretamente proporcional ao volume produzido. como horas-máquina ou de mão de obra. Isso ocorre também com as embalagens utilizadas nos produtos. que consistem em dividir o total de determinado tipo de custos e atribuir uma parcela destes aos produtos ou serviços. para atribuí-los aos produtos. e) Gastos de limpeza da fábrica. tempo de fabricação etc. Depreciação de equipamentos quando estes forem utilizados na fabricação de mais de um produto.. 171 095-CC-4sem. por meio de algum tipo de critério como quantidade fabricada por produto. com apenas uma unidade de medida de consumo. assim. esses gastos não ocorrem. ou por controles individuais (como fichas técnicas). c) Depreciação de equipamentos: quando for produzido apenas um único tipo de produto.10 10:28:39 . Custos indiretos Compreendem todos os custos de produção que não conseguimos alocar diretamente ao produto. de acordo com a apropriação aos produtos fabricados. d) Energia elétrica: quando for possível identificar quanto foi utilizado na fabricação de cada produto. Aluguel da fábrica. se não houver produção. força consumida etc.indb 171 07. Exemplos: a) b) c) d) Salários de supervisores e dos funcionários da produção. Exemplos: a) Matéria-prima e embalagem: Geralmente a empresa sabe a quantidade exata de matériaprima utilizada na produção de cada unidade do seu produto.

é que passa a ser variável. Custos Fixos São aqueles que não sofrem alterações em função do volume de produção. mantendo o mesmo valor no final do período. Exemplo: O custo com a folha dos supervisores de produção é de R$ 200. ao ultrapassar aquele patamar.000. os custos são classificados em quatro categorias: custos fixos. os custos são fixos em relação ao volume de produção.00. pois. Exemplo: O aluguel da fábrica será o mesmo se a empresa produzir 15 ou 1500 unidades.000 a 50. o seguro da fábrica. porém possuem uma parcela fixa.00. Os custos são fixos com relação à produção. O mesmo ocorre com a depreciação quando ela for feita em função de horas-máquina trabalhadas. se a produção aumentar para 60. esses custos permanecem inalterados. a partir do momento em que alcançar essa parcela com o nível de produção. terá um custo de R$ 20. Custos semivariáveis São custos que variam em função do volume de produção na empresa. a depreciação dos equipamentos. assim como a água. custos variáveis. 172 095-CC-4sem. se a empresa tem um custo de R$ 10. Custos semifixos São os custos que permanecem fixos até determinado nível ou faixa de produção e. quanto maior a quantidade produzida. o custo aumentará para R$ 260. Significa que os valores consumidos ou aplicados na produção terão seu crescimento vinculado à quantidade produzida pela empresa. surge a necessidade de aumentar até um novo patamar de produção.000 unidades. que existirá independentemente de haver produção e. Logo. Exemplo: A energia possui uma parcela mínima que é fixa e. menor será a parcela de custo fixo a ser transferida para cada unidade.00 para produzir uma unidade. o total do custo do período está proporcionalmente relacionado com a quantidade de produção. ao produzir duas unidades. e assim sucessivamente. Assim.000 unidades. a empresa terá esse custo no final do período. gastos com horas extras na produção. mas podem sofrer variações no decorrer do tempo. Ainda que exista um aumento ou uma redução no volume de produção. Exemplo: Quanto à matéria-prima. produzindo ou não.000. no entanto.00 fixos para um volume de produção de 30. Esses custos estão mais relacionados com a instalação. custos semivariáveis e custos semifixos.indb 172 07. Custos variáveis São aqueles que se alteram em decorrência do volume de produção da empresa. o custo variável será nulo. porém a parcela é variável em função da quantidade produzida. permanecerá inalterado independentemente do volume de produção. passa a ser variável na proporção da produção.10 10:28:39 . Como vimos. O mesmo ocorre com o salário do vigia da fábrica.06. com a estrutura física da empresa. a partir de determinado ponto de consumo. porém.Ciências Contábeis • 4º Semestre Quanto ao volume de produção do período Com relação ao volume de produção. embalagem etc. se ela não produzir nada. pois o aluguel pode ter seu valor reajustado e. e não com o volume produzido.

CF – custo fixo.06.••• Tema 2 • Outras terminologias adotadas em contabilidade de custos onde: CT – custo total.10 10:28:41 . Anotações 173 095-CC-4sem. CV – custo variável. ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 2.indb 173 07.

Custeio ABC – Custeio Baseado em Atividade.06. Exemplo: o imobilizado das empresas. Custeio por Absorção. Custeio Variável ou Direto. Contas de Custo de Produção. Custeio-Padrão objetivos de aprendizagem • Desenvolver habilidades e conhecimentos a respeito das contas. 174 095-CC-4sem. Principais Métodos de Custeio. o valor dos estoques de produtos acabados ou em processo. Contas Comuns ou Fixas. direitos e obrigações da empresa. para que possamos calcular os custos dos produtos vendidos e. a Contabilidade de Custos também utiliza plano de contas para acumulação dos registros de custos em contas.10 10:28:41 . ainda. seu objetivo. Contas Variáveis ou Específicas.indb 174 07. • Bens Fixos: valores investidos em bens para que a empresa atinja sua finalidade. A acumulação de custo consiste em colher os dados de custos e efetuar os registros através da classificação contábil. sistemas de custeio e sua importância Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina pLano de Contas Assim como a Contabilidade Comercial utiliza contas para registrar os atos e fatos.••• TEMA 3 plano de Contas na Contabilidade de Custos Conteúdo • Plano de Contas. • contas variáveis ou específicas. Contas Comuns ou Fixas • Patrimônio: são todos os bens. Podemos dividir as contas em dois grupos: • contas comuns ou fixas. Métodos de Custeio.

Os métodos de custeio mais conhecidos e utilizados pelas empresas são: • • • • Custeio por absorção. podem não existir em algumas empresas. que são 175 095-CC-4sem. no caso das empresas industriais. no final de cada período. ignorando as despesas operacionais.06. Os registros são realizados conforme exemplo: MÉtodos de CUsteio principais Métodos de Custeio O Método de Custeio nada mais é que a utilização de uma forma de se atribuir custos a produtos por meio de um método para se atingir determinado resultado. Contas variáveis ou específicas São as chamadas contas de resultado. Essas contas não diferem das empresas comerciais. sendo elas: • Estoque de Materiais: compreendem os materiais diretos e indiretos. permitindo apurar o custo dos produtos fabricados no período. como os saldos em caixa e valores à disposição nos bancos. Portanto.indb 175 07.••• Tema 3 • Plano de contas na contabilidade de custos • Bens de Venda: são os produtos fabricados. Custeio variável ou direto. sendo classificados como investimentos. Custeio por absorção Esta forma de custeio tem como finalidade a apropriação de todos os custos de produção. sendo fixos ou variáveis à produção do período. Como os custos diretos ou variáveis são alocados diretamente aos produtos. que fogem da atividade principal. uma vez que reúnem todo o esforço no processo de produção dos produtos. não estão prontos para venda. ABC (Activity-Based Costing ou custeio baseado em atividades). Contas de Custo de produção Essas contas são transitórias. As contas que mais utilizaremos na Contabilidade de Custo são as de estoques. que poderá ser diferente se for utilizado outro método de custeio. no caso de empresas comerciais. receitas e despesas. as empresas recorrem a um método mais adequado para a alocação dos custos indiretos ou fixos aos produtos. • Bens Numerários: compreendem as disponibilidades da empresa. uma vez que. • Estoque de Produtos em Elaboração: são os produtos que ainda se encontram na linha de produção. • Bens de Renda: são os valores investidos pela empresa em outras atividades com o objetivo de lucro. seu saldo é transferido para a conta de Produtos em Processo. Custeio-padrão.10 10:28:41 . e todos os bens destinados a vendas. • Estoque de Produtos Acabados: produtos à disposição para a venda em estoque. ou seja.

por este último. Os custos são direcionados para essas atividades e destas para os bens fabricados. sendo lançada na DRE como custo dos produtos vendidos. quando não puder ser efetuada diretamente. Os produtos são consequência das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. Assim. Pela sua forma de apuração.06. O custeio por absorção é o único aceito pela legislação do imposto de renda e pela auditoria externa. Ao encerrar o processo fabril e conhecer os custos dos produtos. até que ocorra a venda dos referidos produtos em estoque. Já a atribuição dos custos.10 10:28:41 . não é aceito pela legislação fiscal. uma vez que o custo dos produtos é mensurável objetivamente. é muito utilizado para fins gerenciais na tomada de decisões. somente os custos variáveis. O rastreamento de custos que está implícito nesse método é um processo muito mais complexo e sofisticado do que o simples rateio dos CIF aos produtos. reduzindo o resultado do período na DRE. No Custeio por Absorção. A sistemática desse método parte do pressuposto de que os recursos da empresa são consumidos por suas atividades e não pelos produtos que fabrica. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. esse método tem como base para a apuração dos custos dos produtos a atividade que a empresa efetua no processo da fabricação de seus produtos. considerando apenas os custos variáveis. para efeito de cálculo do custo de produção. o objetivo é rastrear quais atividades da empresa estão consumindo de forma mais significativa seus recursos.Ciências Contábeis • 4º Semestre lançadas diretamente na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). ou seja. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e seu respectivo valor. Portanto. São chamados de custeio direto por serem alocados diretamente aos produtos. direcionar os custos para essas atividades e delas para os produtos. os custos fixos não compõem os valores dos produtos e são tratados como despesas. o que fere o princípio da competência e da realização da receita. Custeio-padrão É um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. sejam eles diretos ou indiretos. o principal objetivo é a separação dos custos das demais despesas.indb 176 07. tanto no método por absorção quanto no método variável. 176 095-CC-4sem. são denominados direcionadores de custos (cost drivers). os custos variáveis pertencem ao produto e os custos fixos pertencem à estrutura da empresa. ou seja. Percebe-se que o lucro (na situação em que toda a produção é vendida. recebendo o mesmo tratamento das despesas. compondo o valor dos estoques de produtos acabados. mas na prática a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece. verificar quais recursos estão sendo consumidos por elas. a parcela dos custos referente às vendas realizadas é tratada como despesa. que. A atribuição dos custos às atividades. aos produtos é efetuada com o uso dos direcionadores de recursos quanto aos direcionadores de atividades. podendo o custeamento direto incorrer em problemas semelhantes de identificação dos elementos de custeio. estoques iniciais e finais são nulos). Custeio variável ou direto Esse método considera. É necessário elencar as atividades que a empresa efetua no processo de fabricação. O que muda é que. pois existem custos semivariáveis e semifixos. embora tenham finalidades diferentes. pois obedece aos princípios da competência e da realização da receita. Custeio aBC – Custeio Baseado em atividades Como o próprio nome indica. No Custeio ABC. A parcela dos custos dos produtos que estão à disposição para venda é lançada no ativo. pois não sofrerá processos arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns. o custo de fabricação é ativado. alocados inicialmente às atividades da maneira descrita no parágrafo anterior. é idêntico. deve ser feita através da utilização dos direcionadores de recursos. que são indicadores da forma como as atividades consomem os recursos produtivos.

CUsteio por aBsorção definição O custeio por absorção reúne um conjunto de procedimentos para atribuir todos os custos do processo produtivo. para avaliar os estoques e apurar os custos dos produtos vendidos.000 120.000 90.A. para facilitar o entendimento dessa metodologia faz-se necessária a utilização de um exemplo numérico. depreciação das máquinas etc. Seguindo esse esquema de apuração do custeio por absorção.000 50. uma vez que sua finalidade é a determinação de uma estimativa do custo para determinado produto.000 177 095-CC-4sem.indb 177 07. telefone materiais de consumo – escritório Total dos gastos/fevereiro Valor 80. definindo um padrão a ser seguido.000 60. absorvido pelos estoques finais ou pelos custos dos produtos vendidos. Dessa forma. aluguel do prédio da fábrica.000 10.10 10:28:41 . Beta e Delta e deseja conhecer os custos de seus produtos por meio do custeio por absorção. Os gastos ocorridos no período foram os seguintes: Nomenclatura Comissões de vendedores Salários da fábrica matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação da fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Materiais diversos – fábrica Energia elétrica – fábrica Manutenção – fábrica Despesas de entrega Correios. diretos ou indiretos. aos produtos ou serviços num intervalo de tempo. Como o próprio termo já diz.000 45.000 5. os produtos absorvem os diversos custos em cada fase da produção. sendo fixos ou variáveis. que compõem a demonstração de resultado do exercício – DRE. por seguir a metodologia dos princípios fundamentais de contabilidade.000 70.000 350.06.000 1.. como matérias-primas. apropriação dos custos diretos aos produtos. procedimentos de apuração Conhecido o objetivo do custeio por absorção. rateio dos custos indiretos aos produtos.••• Tema 3 • Plano de contas na contabilidade de custos O custo-padrão pode ser utilizado pela empresa que adota tanto o custeio por absorção como o custeio variável. A Indústria Potencial S.000 5.025. Esse método é o mais adequado para fins contábeis. cada unidade produzida ou produto absorve uma parcela do custo total até que este seja totalmente transferido. sendo assim adotados tanto pela legislação fiscal como pela auditoria externa. fabrica os produtos Alfa. apuração dos custos da produção acabada.000 40. apresentamos os passos a serem seguidos para sua apuração: 1) 2) 3) 4) separação dos custos e despesas.000 15. salários e encargos.000 85.

serão descarregadas diretamente no resultado do período. então. telefone material de consumo – escritório Total 90. Os custos de produção serão transferidos aos produtos.000 5.000 710.Ciências Contábeis • 4º Semestre 1o Passo: Separação entre Custos e Despesas Como vimos na forma de apuração.000 50. sobram apenas as despesas.000 despesas de venda Comissões de vendedores Despesas de entrega Total Despesas financeiras 80.000 140. que serão descarregadas na demonstração do resultado do exercício. O primeiro custo direto a ser apropriado (alocado) é a matéria-prima (MP). a primeira etapa é conhecer todos os gastos que integram o custo de produção.06.000 40. que demonstramos no seguinte quadro: 178 095-CC-4sem.000 60.000 Importante As despesas que não entraram no custo de produção. Custos de produção Salários da fábrica matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica – fábrica Manutenção – fábrica Total 120. determinando o consumo por produto. mão de obra e energia elétrica.000 85. sem serem alocadas aos produtos.000 125. como custo direto.000.000 15.000 350. que apontam sua retirada do almoxarifado para utilização nos produtos. despesas administrativas Salários da administração Honorários da diretoria Correios. 2o Passo: Apropriação dos Custos Diretos aos Produtos Nessa etapa deveremos efetuar a distribuição dos custos diretos aos produtos.000 Como já conhecemos os valores que compõem o custo de produção.10 10:28:42 . sendo necessário separá-los das despesas. as quais totalizam R$ 315. reduzindo o lucro.000 10.000 70. matéria-prima. O consumo de matéria-prima de cada item fabricado é obtido por meio de fichas técnicas.000 5.indb 178 07. Usaremos.000 45.

Para se chegar ao total de custo direto e indireto é necessário um sistema de apontamento (verificação) de quais foram os operários que trabalharam em cada produto no mês e por quanto tempo.000 168.000 60.000 225.000 22.000 Prod. Delta 140.••• Tema 3 • Plano de contas na contabilidade de custos Matéria-prima Produto Alfa Produto Beta Produto Delta Total de mP 75.000 350.000 47.000 21.000 40.000 15.000 18. teremos: Mão de obra Indireta Direta Produto Alfa Produto Beta Produto Delta Total da mão de obra direta Total direta e indireta 22.000 120.000 No tocante à mão de obra há parte como custo direto e parte como custo indireto. Conhecidos tais detalhes e calculados os valores.000 135.000 70.000 140.000 10.000 10.000 Prod.000 15.06.000 resumo dos Custos diretos e indiretos CUSTOS DIRETOS CUSTOS matéria-prima mão de obra Energia elétrica Depreciação Seguros materiais diversos manutenção Total 115.000 20.000 7. Beta 135. A energia elétrica também tem parte de custo direto e parte de custo indireto.000 85.000 21.000 serão adicionados ao total dos custos indiretos.000 Percebemos nesse demonstrativo que os R$ 90. energia elétrica Indireta Direta Produto Alfa Produto Beta Produto Delta Total Energia Custo Direto Total Custo Direto e Indireto 18.000 40.000 30.000 179 095-CC-4sem. A divisão foi possível devido à empresa manter um sistema de medição de consumo (medidores nas máquinas).000 45.000 70.000 60.000 7.000 85.000 Prod. Alfa 75. enquanto os R$ 30.000 47.000 CUSTOS INDIRETOS Total 350.000 120.000 90.000 202.000 serão atribuídos diretamente aos três produtos.000 20.000 30.indb 179 07.10 10:28:42 .000 710.

rateio com base nas unidades produzidas. de maior representatividade nos custos de produção. rateio com base em QWH – hora (energia elétrica) ou HP.000 % 23. Essa transferência será demonstrada na etapa seguinte.350 93.65 34.710 77. portanto.000 são diretos e já estão alocados aos produtos. rateio com base na matéria-prima aplicada. faremos o rateio dos custos indiretos do caso em estudo baseado no total dos custos diretos.64 100. cada produto receberá a mesma proporção de custos indiretos. sendo que às vezes ela existirá em nível bastante aceitável e em outras oportunidades só a aceitaremos por não haver alternativas melhores (inexistência de recursos matemáticos e estatísticos).000 485. certo subjetivismo.00 Como vimos no quadro de distribuição dos custos indiretos.000 Total R$ 168. mediante estimativas.000 ainda precisam ser transferidos aos produtos. A escolha da base utilizada deve ser feita sempre de acordo com o recurso mais utilizado. notamos que o total de R$ 485. Para melhor entendimento.000 168. Qualquer que seja a forma de rateio.indb 180 07. rateio com base em horas diretas de serviços prestados. rateio com base na mão de obra direta.000 168.350 295. utilizando o critério de rateio com base no material direto utilizado na produção.64 100.940 225.10 10:28:42 . Assim.71 41. Custos Diretos R$ Produto Alfa Produto Beta Produto Delta totaL 115. critérios de rateios.710 245. A soma dos custos diretos e dos custos indiretos que cada produto absorveu nos dá o custo total de produção de cada produto.940 225. 4o Passo: Apuração dos Custos da Produção Acabada Nessa etapa conheceremos quanto cada produto custou para ser produzido. e R$ 225.000 202.940 710. Custos Diretos R$ Produto Alfa Produto Beta Produto Delta totaL 115. rateio com base em número de funcionários.000 180 095-CC-4sem.00 Custos Indiretos R$ 53.Ciências Contábeis • 4º Semestre No resumo dos custos de produção. ela conterá.000 Custos Indiretos R$ 53.06.000 485. rateio com base no custo direto total. em maior ou menor grau.710 77. a arbitrariedade sempre vai existir nessas alocações.65 34.000 % 23. 3o Passo: Rateio dos Custos Indiretos aos Produtos Os custos indiretos só podem ser apropriados aos produtos de forma indireta. calculamos quanto o material direto de cada produto representa em percentual do total do custo de total de material direto utilizado na produção.71 41.350 93. Relacionamos alguns dos critérios mais utilizados: a) b) c) d) e) f) g) h) rateio com base em horas-máquina.000 202. isto é.

••• Tema 3 • Plano de contas na contabilidade de custos Fluxograma do Custeio por Absorção. 181 095-CC-4sem.indb 181 07. O esquema básico aplicado na apuração do custeio por absorção é o seguinte: ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 3.06.10 10:28:42 .

000 182 095-CC-4sem.000 85. então. O exemplo a ser apresentado não tem muita complexidade. pode ocorrer a necessidade de utilizarem-se métodos de contabilização mais detalhados. dependendo do método adotado pela entidade. objetivo da Departamentalização objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos a respeito da contabilização dos Custos de Produção pelos critérios simples e complexos.06. com transferência direta para os estoques à medida que os produtos são acabados ou. Centro de Custos. só no fim do período. Existem desde os critérios mais simples até os mais complexos. Critério Complexo.000 10. mas.000 60. sem registro das fases de rateio: Matéria-prima consumida Mão de obra Depreciação Seguro da fábrica Materiais diversos Energia elétrica Manutenção da fábrica 350.000 70.••• TEMA 4 Contabilização dos Custos de produção Conteúdo • Contabilização dos Custos de Produção. Custeio por Absorção – Departamentalização.000 15.000 120.10 10:28:43 .indb 182 07. Critério Simples. e sua contabilização com departamentos Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina ContaBiLiZação dos CUstos de prodUção A forma de contabilização dos custos pode ser variada. Critério simples Contabilização dos Custos pela Contabilidade em contas apropriadas.

......000 183 095-CC-4sem.........711 Produto Delta ........................000 350...........000 85...938 R$ 710.....000 b) Débito: Energia elétrica direta Energia elétrica indireta Crédito: Energia elétrica – fábrica c) Débito: Estoques Produto A Produto B Produto C Crédito: Matéria-prima consumida d) Débito: Estoques Produto A Produto B Produto C Crédito: Mão de obra direta 45................000 R$ 85..... 10.000 90.....000 R$ 350. Entretanto.. 60....000 22...000 75.....000 140.........000 Nesse exemplo... 15..................... 168..000 21.06...... ficam de fora...................... as melhores fontes dessas informações sobre distribuição serão sempre os mapas.....000 Mão de obra (salário fábrica) .....000 R$ 120........... 85............000 Crédito: Mão de obra (salário fábrica) 120. Critério Complexo A forma mais complexa para contabilização dos custos seria representada pelo detalhamento dos mapas de custos.000 30..000 Seguros – fábrica ..••• Tema 4 • Contabilização dos custos de produção As contas de despesas...........000 Manutenção – fábrica ..000 Energia elétrica – fábrica .... havendo um bom sistema de arquivo..000 R$ 710............... 70.. e não o Diário e Razão da contabilidade.......... 295.....000 Crédito: Custos Matéria-prima consumida ...................000 Materiais diversos – fábrica..indb 183 07.... a) Débito: Mão de obra direta Mão de obra indireta 90................... 350.10 10:28:43 ...........000 47..000 40.... por não interessarem................000 Depreciação – fábrica ....000 135.... é possível argumentar que lançamentos tão simplificados não fornecem uma boa visão de como foi feita a distribuição dos custos. Os custos acima serão distribuídos diretamente às contas de estoques: Débito: Estoques Produto Alfa .........351 Produto Beta ..................120.............000 R$ 90.... 245..

na maioria das vezes. tendo sua existência basicamente destinada à prestação de serviços aos departamentos produtivos. O departamento constitui uma unidade mínima administrativa. Galvanização. nesses departamentos são debitados todos os custos de produção neles incorridos.indb 184 07. Podemos citar alguns exemplos de departamentos produtivos: • • • • • • • • • • Prensas.000 70. Pintura. os seus custos são transferidos 184 095-CC-4sem. Os custos dos departamentos de serviços não podem ser alocados diretamente na produção. Corte.10 10:28:43 .000 10. Usinagem.000 40. onde sempre existe um responsável. Acabamento.000 30. que denominamos departamentos.000 45. Mistura. Dessa forma. Departamento de Serviços São aqueles departamentos que não atuam diretamente na produção.000 R$ 45.000 117. sendo.000 departaMentaLiZação O conceito de departamentalização é de que a fábrica deve ser dividida em segmentos.500 52.500 R$ 225. Refinaria.000 R$ 225.000 55.000 7. é a estrutura formal representada pelo organograma da empresa. Perfuração. Moagem. uma vez que os produtos não transitam por ele.06. Por sua vez.Ciências Contábeis • 4º Semestre e) Débito: Estoques Produto A Produto B Produto C Crédito: Energia elétrica direta f) Débito: Estoques Produto A Produto B Produto C Crédito: Custos indiretos Mão de obra indireta Energia elétrica indireta Depreciação – fábrica Seguros – fábrica Materiais diversos Manutenção – fábrica 18. Departamento Produtivo São aqueles departamentos que atuam diretamente nos produtos. formados por homens e máquinas. e seus custos são apropriados diretamente em cada produto.000 60. ou seja.000 15. Os departamentos são classificados em dois grupos: departamento produtivo e departamento de serviços. efetuando algum tipo de modificação neles.000 20.

para que assim possam ser incorporados aos produtos. 185 095-CC-4sem. Pode haver mais de um centro de custo em um departamento. permitindo melhor controle dos custos. podendo-se criar um centro de custo para cada máquina. não sendo incorporados os custos indiretos pertinentes a outros setores que não passaram no processo produtivo.06. serem alocados aos produtos. Manutenção. Isso ocorre porque. Um exemplo disso é quando se utiliza mais de uma máquina. Como alguns produtos não passam por todos os departamentos. podendo coincidir com o departamento administrativo. eles são diretos aos departamentos. São exemplos de departamentos de serviços: • • • • • • Administração Geral da Fábrica. Temos como exemplo a depreciação das máquinas.10 10:28:43 . posteriormente. ou ainda a mão de obra indireta e o material indireto utilizados no departamento. Os custos dos produtos são determinados com maior precisão porque a departamentalização minimiza a arbitrariedade do rateio dos custos indiretos. que são indiretas aos diversos produtos. objetivo da departamentalização O uso da departamentalização dos custos apresenta dois objetivos básicos: • possibilitar melhor controle dos custos. porém são diretas ao departamento em que estão localizadas. ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 4. Limpeza. e nele são acumulados todos os custos para. Almoxarifado. tornando os seus custos mais precisos. com a departamentalizaçao eles absorverão os custos indiretos em proporções diferentes. apesar de certos custos serem indiretos para a apropriação aos produtos.indb 185 07. O controle é aconselhável porque. operada por pessoa especializada. • determinar os custos dos produtos com maior precisão. Controle de Qualidade. como os chefes e supervisores dos departamentos são responsáveis pelos custos que incorrem.••• Tema 4 • Contabilização dos custos de produção para os departamentos de produção. Expedição. O centro de custo é uma unidade mínima de acumulação de custos. sempre estarão exercendo melhor acompanhamento e controle desses custos. Centro de Custos Geralmente o próprio departamento já é um centro de custos.

eles devem ser transferidos aos produtos mediante algum critério de rateio.10 10:28:43 . • Identificar e ratear os custos comuns da fábrica entre os departamentos. • Após alocar todos os custos aos departamentos de produção. 186 095-CC-4sem. repassando primeiro os que mais prestam serviços aos demais departamentos. há o seguinte procedimento: • Identificar os custos indiretos que podem ser apropriados diretamente aos departamentos. a depreciação do prédio etc. assim como os demais custos existentes na fábrica. Para a distribuição desses custos. • Transferir os custos dos departamentos de serviços para os departamentos de produção mediante algum critério de rateio.indb 186 07.06.••• TEMA 5 procedimento para apuração do Custo com a departamentalização Conteúdo • Procedimento para apuração do custo com a departamentalização objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos para a apuração do custo por meio do sistema com a departamentalização Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina proCediMento para apUração do CUsto CoM a departaMentaLiZação Os custos dos departamentos de serviços devem ser transferidos aos departamentos de produção. como o aluguel.

187 095-CC-4sem. Após esse procedimento. um critério que efetivamente demonstre a carga de custos que devem ser descarregadas em cada centro de custo. que facilitam o entendimento e a organização das apropriações dos custos. é necessário usar mapas de rateio.indb 187 07. temos a seguinte sistemática para a distribuição de custos: Mapas de distriBUição de CUstos e CritÉrios de rateio Como já vimos anteriormente. temos de identificar os custos referentes aos departamentos ou centros de custos. Para a realização desses processos.••• Tema 5 • Procedimento para apuração do custo com a departamentalização Dessa forma. após dividir a empresa em departamentos e separar os custos.10 10:28:44 . Outro fator importante para a apuração dos custos é a utilização de um critério de rateio para apropriar os custos aos centros de custos de forma correta.06. devem-se transferir os custos dos departamentos aos departamentos de produção.

000 2. número de funcionários Área ocupada material direto Exemplo de apuração de custos com a departamentalização: A Cia.000 b) Identificar e ratear os custos comuns da fábrica entre os departamentos.06. Ela fabrica os produtos antigo e inovado.800 Manutenção 2. departamentos CiFs Aluguel Seguro mat.10 10:28:44 .440 140 100 Corte 1. Manutenção.000 800 almoxarifado 1.000 2. A companhia identificou os seguintes custos indiretos. número de pontos de luz ou lâmpadas Quilowatt-hora consumido Horas-máquina trabalhada Horas trabalhadas.000 1.000 1.000 17. cinco setores: Gerência Geral. seguros e materiais de limpeza material indireto Critério de rateio para transferir os CiFs para os departamentos Área ocupada. Almoxarifado.000 400 prensa 1. Ararauna está dividida em dois departamentos de Serviços e dois departamentos Produtivos. assim.000 6. Corte e Prensa.Ciências Contábeis • 4º Semestre Podemos destacar alguns critérios que são utilizados: CiFs Comuns ou indiretos em relação aos departamentos Iluminação da fábrica Energia elétrica manutenção das máquinas mão de obra indireta Gastos com a fábrica como aluguel.000 1. Durante o mês apresentou os seguintes CIFs: CiFs mão de obra indireta (mOI) materiais indiretos (mI) Aluguel da fábrica Seguro da fábrica material de limpeza Total valores 7.480 360 300 prensa 1.200 600 Corte 1.600 300 400 total 6.000 188 095-CC-4sem.indb 188 07. tendo. departamentos CiFs mão de obra indireta material indireto gerência geral 1. depreciação.000 1. mas que são considerados diretos em relação aos departamentos.000 a) Identificar os custos indiretos que podem ser apropriados diretamente aos departamentos.000 200 total 7. de limpeza gerência geral 660 100 100 Manutenção 820 100 100 almoxarifado 1.

000 800 720 180 100 3. Assim. 2) O departamento de Manutenção terá seus custos rateados com base nas horas de serviços prestados em cada departamento.510 280 250 3.400 400 1.000 6.000 Conhecidos os custos por departamento. que foram: horas trabalhadas 200 500 300 1. 189 095-CC-4sem.000 1. ele terá valor zero. o departamento que rateia os seus custos com os demais não recebe mais nenhum tipo de custo.200 Corte prensa total 2.indb 189 07.000 R$ 20. alocaremos os custos com base nas seguintes premissas: 1) Os custos da Gerência Geral serão transferidos para os demais setores na ordem de 25% para cada um. totalizando os custos indiretos a serem rateados por departamento.800 gerência geral 1.000 departamentos Almoxarifado Corte Prensa Total representação em % do total 20 50 30 100 3) O Almoxarifado terá seus custos rateados com base no consumo de matéria-prima em cada departamento de produção: • Matéria-prima consumida no departamento de corte • Matéria-prima consumida no departamento de prensa • Total do consumo R$ 60. departamentos CiFs mão de obra indireta material indireto Aluguel Seguro mat.••• Tema 5 • Procedimento para apuração do custo com a departamentalização c) Ratear os custos dos departamentos de serviços para os departamentos de produção.10 10:28:44 .000 Representando em percentual do total os seguintes consumos: 75% no corte e 25% na prensa.600 2. Em nosso exemplo.800 600 1.000 17.000 7. Nessa etapa é necessário utilizar o mapa do rateio dos custos.000 960 1.06.840 Manutenção almoxarifado 1.360 140 100 3. temos que determinar a ordem de distribuição dos custos.000 R$ 80. de limpeza Total 760 100 100 2.400 200 1.650 300 450 3.000 1.

respectivamente.000. 190 095-CC-4sem.600 700 4.800 (2.46 6.000 17.299.250 6.000 17.200 600 1.00 Prensa 2.650 300 450 3. 65% para corte e 45% para prensa. uma vez que o valor da mão de obra direta e do material direto são identificados diretamente com os produtos.650 1. 650 horas.800) - gerência geral 1.00 Total de CIF por Produto 6.000 horas.500 (4. Os departamentos de produção terão seus custos rateados em função do número de horas trabalhados em cada departamento.000 1.000 6. 450 horas.77 17.100 prensa 1. o total de horas trabalhadas nos dois setores totalizam 1. teremos a seguinte distribuição: departamentos CiFs mão de obra indireta material indireto Aluguel Seguro mat.000 17.100.250 6.815.10 10:28:44 .000 d) Ratear os custos dos departamentos de produção aos produtos.400 700 4.46 61. ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 5.800 700 4.000 1.400 700 4.54 10. e a distribuição de horas trabalhadas por departamento.23 6.00 É de suma importância ressaltar que efetuamos apenas o rateio dos CIFs.500) - almoxarifado 1.indb 190 07.350 5.600.750 10.06.840 Manutenção 2.23 10. de limpeza Total Rateio da gerência Soma Rateio da manutenção Soma Rateio do almoxarifado Soma 760 100 100 2.360 140 100 3.350 3. Logo o custo dos CIFs aos produtos são: CIFs Produtos Antigo Inovado Total Corte 3.510 280 250 3.900.77 4.000 (5.54 100 prensa 150 h 300 h 450 h % total 33. o que representa.000) - Corte 960 400 1.33 66.884.000 800 720 180 100 3.000 200 1.900 total 7. em percentual do total trabalhado.Ciências Contábeis • 4º Semestre Assim.100 900 5.000 17. Na prensa.67 100 Como vimos.100 2.300 1.184.215.000 2. como segue: produtos Antigo Inovado Total Corte 250 h 400 h 650 h % total 38.

06. teríamos: a) Critério simples: por meio do Mapa de Rateio. Aplicando esses critérios para a contabilização dos CIFs do nosso exemplo. efetuaríamos a apropriação aos produtos. contabilização dos CIF aplicados objetivos de aprendizagem • Obtenção de conhecimentos para contabilização dos Custos Indiretos e Taxa de Aplicação Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina ContaBiLiZação dos CUstos indiretos de prodUção Como já vimos anteriormente.••• TEMA 6 Contabilização dos Custos indiretos de produção Conteúdo • Contabilização dos Custos Indiretos de Produção.indb 191 07. 191 095-CC-4sem.10 10:28:44 . existem dois critérios para a contabilização dos custos – o Simples e o Complexo. previsão da taxa de aplicação do CIF.

teremos que realizar uma previsão dos Custos Indiretos. Para que haja possibilidade de acompanhamento da evolução dos custos de cada produto durante o mês. e os registros no Razão ficariam da seguinte forma: ApLICAçÃO DE CuSTOS InDIRETOS COM BASE nA pREVISÃO DE TAXA previsão da taxa de aplicação do CiF Vimos até o momento apenas a atribuição dos Custos Indiretos de Fabricação que efetivamente ocorreram.10 10:28:45 . teríamos todos os passos realizados no mapa de rateio.06. necessidade que algumas empresas têm para acompanhá-los ou para a elaboração de orçamentos. antecipando o que será realizado até o final do período. 192 095-CC-4sem. pois até então elas só conheciam o custo após o encerramento do período.Ciências Contábeis • 4º Semestre b) Critério complexo: Utilizando esse critério. projetando sua distribuição pelos departamentos e definindo como serão alocados aos produtos. com a quantidade de produtos efetivamente elaborada.indb 192 07.

usada para aplicar os CIFs aos produtos elaborados. 2) após os produtos serem completados na produção. é obtida pela divisão dos custos estimados pelo nível estimado das operações. 7) a conta Variação CIF é encerrada com contabilização contra a conta Produtos em Processo. conforme ocorre a produção real.000 Horas de MOD CIF Estimado: R$ 1. Contabilização dos CiFs aplicados A contabilização dos CIFs aplicados é realizada da seguinte forma: 1) os custos indiretos são lançados a débito da conta Produtos em Processo e a crédito da Conta CIFs aplicados. tendo como base os seguintes dados: Previsão do volume de produção Previsão dos CIFs variáveis R$ 3. o que dará origem ao custo indireto de fabricação aplicado (CIFA). fixação do critério de apropriação dos CIFs aos produtos. O nível de atividades da empresa é obtido pelo índice (h/MOD ou h/MO). 3) os produtos acabados que foram vendidos são lançados para custo dos produtos vendidos (CPV). a taxa do CIF será aplicada à produção. desejando conhecer seus custos de produção. houve uma superavaliação.06. uma variação favorável. houve subavaliação. previsão dos CIFs variáveis. b) Se o CIF real for menor que o CIFA ou CIF Previsto. realizado com base na previsão de volume de produção.000/400 = R$ 5.000. 4) os custos indiretos efetivos ou reais são contabilizados a débito na conta CIF efetivo ou CIF Real e a crédito da conta exigíveis.000 × 400 = R$ 2. 5) a conta CIFA é encerrada tendo como contrapartida a conta Variação CIF. Com isso poderemos fazer a seguinte análise: a) Se o CIF real for maior que o CIFA ou CIF Previsto.••• Tema 6 • Contabilização dos custos indiretos de produção Para a determinação dessa previsão é necessário: • • • • previsão no volume de produção. Mister. e o total dos custos indiretos de fabricação estimado é determinado em relação ao nível de atividade.10 10:28:45 . resolve utilizar a aplicação de CIF previsto.indb 193 07. Produtos Acabados e Custo dos Produtos Vendidos (CPV).500 por h/MOD 193 095-CC-4sem.000 Taxa de aplicação do CIF: R$ 2. uma variação desfavorável. A taxa do CIF previsto.200. são transferidos para o estoque de produtos acabados. previsão dos CIFs fixos. Assim.200.000 Previsão dos CIFs fixos Fixação do critério de apropriação 400 h MOD por h/MOD R$ 1.000 + R$ 3.000. Exemplo: A Cia. 6) a conta CIF real é encerrada tendo como contrapartida a conta Variação CIF.

indb 194 07. com utilização de razonetes: ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 6.06.090.10 10:28:45 .000 Essa diferença deve ser corrigida e somada ao custo do produto vendido do período ou ao produto acabado.Ciências Contábeis • 4º Semestre No final do mês a empresa apresenta os seguintes resultados reais: Volume de produção real: 380 h MOD CIFs totais reais: R$ 2.190.500 × 380 hMOD = Subavaliação = R$ 100.000.000 Mão de obra direta: R$ 4. 194 095-CC-4sem.000 Vendas: 70% dos Produtos Acabados Material Direto utilizado: R$ 6. Toda a produção foi iniciada e acabada no período.000. A contabilização dos fatos anteriores.000 CIF Aplicado: R$ 5.000 (desfavorável) R$ 2.

bem como os gastos com armazenagem e recepção.indb 195 07. Custo do Material Direto Adquirido objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos a respeito dos custos. Existem dois problemas numa empresa com relação aos materiais diretos: a) Como deve ser a forma de contabilização de seu custo de aquisição? b) Como devem ser avaliadas as saídas de material para a produção? Custo do Material direto adquirido Compreende todos os gastos incorridos para tornar o material direto disponível para uso na produção. seguro etc. No valor de aquisição dos materiais diretos devem estar inclusos todos os impostos incidentes sobre a compra e excluídos os valores de impostos recuperáveis. quando adquirido o material direto. alguns componentes adquiridos prontos e outros materiais indiretos utilizados no processo produtivo..••• TEMA 7 Materiais diretos Conteúdo • Materiais Diretos. para retirar algum produto adquirido junto ao fornecedor. Fazem parte desse tipo de material todos os custos arcados pelo comprador. No entanto. se não forem recuperáveis. se o comprador tiver gastado com transportes. 195 095-CC-4sem. podemos dizer que são as matérias-primas.06. princípios aplicados ao Sistema de Custos. Logo. ou seja. critérios de rateios e formas de classificação dos custos Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina Materiais diretos definição Material direto é o custo de todo e qualquer material identificável diretamente com o produto e que se torne parte dele.10 10:28:45 . esse custo deve ser incorporado ao custo do material direto. as embalagens. eles serão deduzidos do valor da nota fiscal. se os impostos forem recuperáveis. assim. passarão a fazer parte do custo do material. Os materiais diretos são apropriados aos produtos pelo seu valor histórico de aquisição.

comprou determinada matéria-prima. Podemos resumir o custo de aquisição dos materiais diretos na seguinte fórmula: CoMpras BrUtas (+) FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS (–) ABATIMENTOS E DESCONTOS INCONDICIONAIS SOBRE COMPRAS (–) DEVOLUÇÕES DE COMPRAS (=) CUSTO DE AQUISIÇÃO DOS MATERIAIS DIRETOS Exemplos: A Cia.000 Contabilização Diversos a Banco conta movimento R$ 320. Os dados constantes na nota fiscal são os seguintes.000 – Valor do IPI R$ 310.000 (+) Frete e seguro R$ 10.000 IPI a recuperar R$ 10.10 10:28:45 .000 (=) Custo do material R$ 265.indb 196 07.A.000 ( – ) ICMS R$ 45. Logo.000 Os razonetes ficariam assim: ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 7.000 ICMS a recuperar R$ 45. Veraz S. e o valor foi pago à vista com cheque.000 – Frete e Seguro R$ 10.000 – ICMS R$ 45. 196 095-CC-4sem.06. sendo estas líquida dos impostos recuperáveis.000 Materiais diretos R$ 265. – Total da compra R$ 310.000 A empresa fabrica produtos sujeitos à incidência do IPI e do ICMS.Ciências Contábeis • 4º Semestre Devem ser excluídos do custo de aquisição dos materiais diretos os descontos incondicionais obtidos e abatimentos sobre compras concedidos pelo fornecedor e os valores das devoluções de compras.000 ( – ) IPI R$ 10. o Custo do material será: Total da compra R$ 310.

indb 197 07. acontece de determinada retirada de material superar o 197 095-CC-4sem. até consumi-lo completamente. peps Esse método considera que o primeiro item a entrar será o primeiro item a ser consumido pelo setor de produção. UEPS (Último que Entra Primeiro que Sai). Consumido inteiramente o primeiro lote. Utiliza o preço médio fixo de final de mês para valorização de todas as requisições de um mesmo tipo de material.06. Se. passa-se a valorizar as seguintes saídas pelo valor do segundo lote. subprodutos e sucatas Material para autoestudo Verifique no ambiente virtual de aprendizagem os textos e as atividades disponibilizados na galeria da unidade Carga horária Verifique no ambiente virtual de aprendizagem as orientações sobre como se distribuem as horas-aula da disciplina A valorização dos estoques e dos consumos propriamente dita pode ser feita a partir dos métodos. tratamento das perdas. • Método UEPS ou LIFO – Último que entra é o primeiro que sai ou Last In First Out. tratamento contábil das perdas de materiais. A base está na hipótese de que o material sai primeiro do lote mais antigo.••• TEMA 8 avaliação da saída de Material direto Conteúdo • Avaliação das saídas de Material Direto. PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que Sai). • Método PMP – Preço médio ponderado fixo. Utiliza o preço atual do estoque para valorização do consumo de materiais. dentro do período. para estabelecer o preço do material entregue. a saber: • Método PEPS ou FIFO – Primeiro que entra é o primeiro que sai ou First In First Out. Média Ponderada. Opera-se assim com todas as consumações posteriores. sendo que o preço estará baseado no custo em que o lote entrou no estoque. tratamento contábil dos subprodutos e das sucatas objetivos de aprendizagem • Desenvolver conhecimentos a respeito dos critérios de avaliação de estoques.10 10:28:46 . Utiliza o preço mais antigo do estoque para valorização do consumo de materiais. em algum momento.

000 kg × R$ 10 = R$ 10.indb 198 07.300 Estoque final = 800 × 10 + 200 × 13 = R$ 10.000 23.000 2.000 Utilização Total (R$) 10. 198 095-CC-4sem.300 2.000 Dia 29: Custo da MP consumida = 1.000 kg × R$ 11.600 1.320 200 kg × R$ 13 = R$ 2.000 kg × R$ 13.000 preço unitário (R$) 10 11. se um lote ou saldo dele for inferior a determinada entrega. Com o resultado encontrado.65 = R$ 13.980 Dia 29: Custo da MP consumida = 800 kg × R$ 11. deve-se aplicar uma taxa de custo separada para a quantidade entregue de cada lote. Vejamos o funcionamento dessa sistemática por meio de um exemplo.Ciências Contábeis • 4º Semestre saldo existente de determinado lote (com determinado preço associado).000 Ueps Por esse método as entregas de material para consumo nas atividades de transformação são valorizadas pelo preço do último lote a entrar no estoque.06. faz-se uma somatória. Ficha de estoque do produto “n” Compras dia 3 15 17 23 29 1.000 23. esta deve ser dividida e valorizada por custos separados para as partes entregues vindas de cada lote.00 = R$ 2.200 kg × R$ 11.65 = R$ 23. Ficha de estoque do produto “n” Compras dia 3 15 17 23 29 1. determinando um valor que será dividido pela quantidade de unidades existentes dos itens do material em questão. Vejamos o funcionamento dessa sistemática por meio de um exemplo.600 Matéria-prima consumida no mês = R$ 35.000 Matéria-prima consumida no mês = R$ 38.65 Quantidade (kg) Dia 17: Custo da MP consumida = 1.65 Quantidade (kg) Dia 17: Custo da MP consumida = 2.600 Média ponderada Aqui determina-se o custo unitário por meio da multiplicação de cada unidade de material recebida pelos respectivos valores unitários.000 2.10 10:28:46 .200 13 15.000 preço unitário (R$) 10 11.300 200 kg × R$ 10.900 Estoque final = 1. De maneira semelhante ao caso anterior.200 13 15.600 1. constantes nos registros de estoque.200 Quantidade (kg) 1.00 = R$ 13.000 1.65 = R$ 9.000 Utilização Total (R$) 10.000 × 13 = R$ 13.200 Quantidade (kg) 1.300 2.

000 23.200 13 15.660 Estoque final = 1. As perdas normais geralmente ocorrem por problemas de corte. tratamento térmico. e 100 kg são desperdiçados.24 Custo da MP consumida = 1.240 Matéria-prima consumida no mês = R$ 24.200 Quantidade (kg) 1. reações químicas. incêndios. Se em determinado período forem processados 1. principalmente de matérias-primas.indb 199 07. constituindo-se num sacrifício que ela sabe que precisa suportar para obter o produto. obtém-se o valor de um item equivalente que representa os itens existentes no estoque. devido a essa irrelevância. Ficha de estoque do produto “n” Compras dia 3 15 17 23 29 1. fazem parte do custo do produto elaborado.06. não se incorporando ao produto elaborado. Por serem aleatórias e involuntárias. vidro. entre outros.240 trataMento ContÁBiL das perdas de Materiais Inúmeras vezes ocorre o desperdício de materiais. As perdas normais são inerentes ao próprio processo de fabricação. como é o caso de danificações extraordinárias de materiais por obsoletismo.600 1.420 + R$ 12. deixam de fazer parte do custo da produção e são tratadas como perdas do período.000 kg de determinado material. ferro. mas são aproveitadas apenas 900 kg em condições normais.000 2. precisamos diferenciar perdas normais das anormais.000 kg da matéria-prima. indo diretamente para o resultado. Por sua vez.10 = R$ 24. desabamento etc.10 + 15.420 Dia 29: Preço médio do estoque = (800 × 11. Os exemplos mais comuns são perdas provenientes de enchentes. por meio de sua venda.000 Utilização Total (R$) 10.000 = R$ 12. durante o processo de fabricação. trataMento ContÁBiL dos sUBprodUtos e das sUCatas É comum os materiais não aproveitados trazerem algum tipo de recuperação à empresa.240 = R$ 36.300/3. degeneração.10 Custo da MP consumida = 2.000 kg. Entram 1. 199 095-CC-4sem.600)/2. são previsíveis e já fazem parte da expectativa da empresa. Só deixam de ser assim tratadas se forem de um valor em reais muito pequeno e.65 Quantidade (kg) Preço médio móvel: Dia 17: Preço médio do estoque = 33. em nada influírem na avaliação dos estoques ou do resultado do exercício. entre outros.••• Tema 8 • Avaliação da saída de material direto Assim.000 × 12. Nascem aí os subprodutos e as sucatas. por serem inerentes à tecnologia da produção. sem se incorporarem aos produtos.000 = R$ 11.24 = R$ 12.300 2. As perdas anormais ocorrem de forma involuntária e não representam sacrifício premeditado. evaporação etc.10 10:28:46 . e.200 kg × R$ 11. vendavais. para o produto será apropriado o valor do total dos 1. Inicialmente. O custo do material perdido fará parte do custo do produto fabricado. as perdas anormais não sofrem o mesmo tratamento. incêndio.000 preço unitário (R$) 10 11.000 kg × 12.24 = R$ 12. Como exemplos podemos citar produtos oriundos da madeira.

F. E. não aparecem como estoque na Contabilidade. possuem mercado de venda relativamente estável. M. Gestão de custos. H. M. CORONADO. Contabilidade de custos fácil. J. São Paulo: Saraiva. Contabilidade de custos. R.Ciências Contábeis • 4º Semestre subprodutos São aqueles itens que. Análise de custos: remodelado com ênfase para sistema de custeio marginal. da. ed. L. 2005. P. BEULKE. São Paulo: Saraiva.06. Contabilidade gerencial básica. São Paulo: Atlas. PEREZ JUNIOR. NEVES. Rodney. Utilizada pelo professor BERTON. São Paulo: Atlas. L. 2006. São Paulo: Atlas. E. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. João Theodorico Corrêa da et al. E. COSTA. 2000. L. ed.. SILVA. MARTINS. WERNKE. H. C. o processo mais correto para avaliarmos os estoques dos subprodutos e contabilizarmos suas vendas seria considerar a receita originada de sua venda como redução do custo de produção da empresa. da. A. C. J.. relatório e estudos de casos. OLIVEIRA. têm sua receita considerada como outras receitas operacionais. Gestão estratégica: da empresa que temos para a empresa que queremos. São Paulo: Saraiva.indb 200 07. Dalvio José. 1999. ••• BIBLIOgRAFIAS Básica BERTÓ. COSTA NETO. Gestão de custos. Administração estratégica: da competência empreendedora à avaliação de desempenho. 2005. 2008. Educação sem fronteiras: Ciências Contábeis. COSTA. São Paulo: Saraiva. ••• ATIVIDADES Veja exercícios disponibilizados no Portal sob o título Atividades Tema 8. Campo Grande: UNIDERP. 2005.. M. 200 095-CC-4sem. SILVA. C. M. R. Por isso. A. S. ed. São Paulo: Saraiva.10 10:28:46 . 2. Análise de custos e preços de venda: ênfase em aplicações e casos nacionais. São Paulo: Saraiva. 2005. mas que representam porção ínfima do faturamento total. São Paulo: Saraiva. S. W. sucatas São aqueles itens cuja venda é esporádica e realizada por valor não previsível na data em que surgem na fabricação. Mesmo que existam em quantidade razoável na empresa. M. Contabilidade descomplicada. G. 2. G. VICECONTI. não só não recebem custos. Complementar GUERRA. Contabilmente. ed. Rolando. ed. São Paulo: Frase. CREPALDI. P. São Paulo: Saraiva. Campo Grande: UNIDERP. de. Osni Moura. B. Gestão estratégica de custos. 4. D. São itens que têm comercialização tão normal quanto os produtos da empresa. BERTÓ. 6. 2008. 2005. 2007. das. nascendo de forma normal durante o processo de produção. J. Educação sem Fronteiras 4.. 6 ed. 2006. ed. Administração da produção. 2005. A. NEDER. O. H. J. P. FERNANDES. Curso básico de contabilidade de custos. V. 2004. LAUGENI. SANTOS.. PATRÍCIO. MARTINS. tanto no que diz respeito à existência de compradores como quanto ao preço. 6. Quando ocorre sua venda. São Paulo: Saraiva. RIBEIRO. 2006. 4. 2005. como também não têm sua eventual receita considerada como diminuição dos custos de produção. São Paulo: Atlas.

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