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Ouro Preto 5 de outubro de 2011

Trabalho de Direito
Tema: Eutanásia

André Silveira Duarte

considerado a compulsão psíquica que leva o agente a agir. requestando e exigindo que o crime seja cometido por relevante valor social ou moral. sendo considerado crime a sua prática em qualquer hipótese. de que falava. numa época em que não existia a atual previsão sobre este tema. elimina o agente a vida da sua vítima com intuito e escopo de poupá-la de intenso sofrimento e acentuada agonia. o auxiliador viola a lei do respeito á vida humana e infringe interesses da vida comunitária. Sobrepuja ao fato objetivamente. punctum purieris e cerne do privilégio. etc. No entanto. A pena é de 2 a 6 anos. Entretanto. Nem é por outra razão que não se contenta a lei penal. Neste crime do art. exemplo quem é o homicídio privilegiado por motivo de relevante valor moral. de natureza moral. 282): Na Eutanásia. A pena é duplicada se o crime é praticado por motivo egoístico. a conduta do agente pode configurar o crime de participação em suicídio (art. Importa e denota vulto.). 121. com a simples ocorrência do relevante valor moral presente no episódio.A EUTANÁSIA NO DIREITO BRASILEIRO 1. A vida é bem indisponível. piedade. cumpre realçar-se que nem sempre há de estar a Eutanásia indissoluvelmente vinculada a doença de desate letal. §1°). mas não vai ao rigor de não lhe conceder o privilégio do relevante valor moral. concorre junto . a sua motivação. O valor moral a que se refere o dispositivo diz respeito a interesses particulares do agente (compaixão. pela constituição que era a sociedade brasileira. ou se a vítima é menor ou tem diminuída por qualquer causa. 122 do Código Penal) (GUERRA FILHO. logo em seguida a injusta provocação da vítima (art. Anima-o por via de conseqüência. cuja terapia ainda não esteja ao alcance da medicina. o portador de uma doença infecto-contagiosa. existem múltiplas razões que justificam incriminação do comportamento descrito no dispositivo penal. o bem protegido pelo legislador é a vida humana. por exemplo. ou sob o domínio de violenta emoção. Segundo Noronha. que se dá quando o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral. não de forma explícita e objetiva. a prática da eutanásia não está elencada. para os efeitos penais concernentes à concessão do privilégio. já que não existe o direito de morrer. religiosa e demográfica. p. Pode ocorrer também que o agente induza. no Código Penal. quando a causá-lo. Dependendo as circunstâncias. abreviando-lhe a existência. A EUTANÁSIA NO CÓDIGO PENAL VIGENTE Dentro da legislação penal infraconstitucional nacional. o sentimento de comiseração e piedade. ou seja. sobretudo. No ordenamento jurídico pátrio. a associam a doença e a enfermidade de desfecho fatal. logo. o motivo ou erupção interior psíquica do agente. A Lei Penal prevê a figura do homicídio privilegiado. no seu quadro externo. Nosso Código não aceita nem discrimina a Eutanásia. instigue ou auxilie ao suicídio. 2005). o qual haveria de ser penalmente indiferente. Código Penal Brasileiro foi um diploma promulgado nos anos 40. simples ou qualificada. e não o mero episódio em seu evolver objetivo. 121. aplica-se a tipificação prevista no art. Comumente. Do mesmo modo que na Eutanásia. Neste caso. a capacidade de resistência. Segundo Pedroso (2000. 122. homicídio. nesse passo. 122 do Código Penal. as pessoas ao ouvirem falar em Eutanásia. O direito vê no suicídio um fato imoral e socialmente danoso. o agente estará incurso no art.

possa realizar seu desígnio. criando na mente dói sujeito a idéia de tirar a própria vida. O derradeiro verbo é auxiliar. o autor do delito deve ter o dever jurídico de impedir o sentido. 3° aborda a eutanásia nos casos de morte cerebral quando a autorização é dada expressamente pela família. O art. 2° permite a eutanásia nos casos de morte cerebral. dispõe que a manifestação de vontade deve ser expressa e feita como se fosse uma manifestação de última vontade. do qual exclusivamente provém o elemento que faz sair o fato individual da esfera íntima do suicida. 122 do Código Penal pode ser praticado mediante três condutas. favorecer. a decisão caberia a seus parentes próximos Segundo Almeida (2000) estas alterações foram sistematizadas da seguinte forma: O art. deixando-lhe o revolver para que ele (o doente). Não há. Os penalistas admitem a ocorrência de instigação e induzimento na forma comissiva (ação) ou omissiva (Inação). capazes de influenciar moralmente a vítima. como o suicídio. não haverá nexo causal. A primeira delas é a de induzir (do latim inducere). estimular a idéia preexistente. 1° define o objetivo da lei. O art. segundo o ilustre doutrinador. compartilha deste entendimento: Significativo. Caso contrário. 2. seu §1°. de iniciativa senador amapaense Gilvam Borges.(NORONHA. Trata-se da ajuda material. facilitar. Neste último caso. desde que haja manifestação de vontade do paciente para tanto. O próprio paciente teria que requisitar a eutanásia. 2000. 1999). 20) O delito previsto no art.156). Instigar o segundo verbo empregado pela lei traduz a conduta de reforçar. Se não estiver consciente. O §1° define quem é . da assistência física. violando o norma do regulamento que manda recolher as armas de toda a pessoa internada. sabendo do propósito suicida do doente capaz de entender-se e quer não lhe tira a arma. p. Os meios utilizados por aquele que induz ou instiga alguém ao suicídio devem ser idôneos. na lição da Noronha (1992). mas auxílio ao suicídio. no caso. E o exemplo citado por este doutrinador informa: oi enfermeiro que. permitindo o suicídio. em um hospital é internado um doente que sofre atrozmente e manifesta propósitos de suicídio. ou. induzimento ou instigação. uma outra força individual estranha. que revela a iniciativa do agente. Este concurso de energia. desde que uma junta de cinco médicos ateste a inutilidade do sofrimento físico ou psíquico do doente. Ele propõe que a eutanásia seja permitida. e §2° dispõe sobre a forma de constatação da morte cerebral (ALMEIDA. Noronha (1990) advoga a tese de que o auxílio pode ser comissivo ou omissivo. constitui exatamente aquela relação entre pessoas que determina a intervenção preventivo-repressiva do direito contra o terceiro estranho. Altavilla (apud MIRABETE. sendo que jamais foi colocado em votação. Essa omissão não configura.com a atividade do sujeito principal. O enfermeiro. que consiste em ajudar. 1992. motivo para excluir a omissão a despeito das opiniões contrárias de Bento de Faria e Sebastian Soles desde que haja dever jurídico de impedir o evento. o exemplo do enfermeiro de Altavilla. p. A EUTANÁSIA NO ANTEPROJETO DO CÓDIGO PENAL O Projeto de Lei nº 125/96 foi o único projeto de lei sobre o assunto da legalização da Eutanásia no Brasil tramitando no Congresso Nacional. destinado a produzir um dano moral e social.

se previamente atestada. O art. mesmo sofrendo o paciente de doença terminal e sem cura. 11 expõe que após todas as diligências o juiz deve proferir sentença. cônjuge ou irmão". 8°. 4° dispõe que nos casos do art. disse que "ninguém quer discutir a eutanásia porque isso traz prejuízos eleitorais". O art. mas só nos casos de não haver consentimento prévio do paciente e este estar impossibilitado de se manifestar. e desde que haja consentimento do doente ou. sendo este um delito. descendente. sendo que em seu parágrafo 3º previa o início do processo de morte. 121 aduz: Art. o assunto em questão jamais havia sido debatido. O art. que é a mesma prevista no § 1° do art. "Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém. p. e que em. nos casos do art. Na eutanásia produz-se a causa imediata da morte. neste caso. 7°. 10 e seus parágrafos dispõem sobre a oitiva do Ministério público e a formação da Junta Médica. 8°. O art. se não houver concordância de todos os familiares. estando a vida mantida de forma artificial. decidindo sobre a manutenção da vida ou pela consecução da morte sem dor. por meio artificial. No projeto da Parte Especial do Código Penal. dentro de um processo de lenta morte natural. na sua impossibilidade. 9 ° dispõe que a petição inicial deve ser instruída das conclusões da Junta Médica. Seu § 1° dispõe sobre a avaliação do estado do paciente por uma Junta Médica e exige o consentimento expresso do paciente. o juiz deverá ouvir o Ministério Público e mandará publicar citação por edital para que dê ciência aos possíveis familiares. 3° permite que a família ou pessoa que mantém laços de afetividade com o paciente requeira autorização judicial para a prática da eutanásia. em que tal processo ainda não se iniciou. o § 4º do art. 12 dispõe que da sentença cabe apelação e da decisão pela consecução da morte sem dor o recurso é ex officio para o Tribunal de Justiça. 7° permite a eutanásia por omissão. de ascendente. 9° aborda a providência de citação pessoal de todos os familiares do paciente no caso de ocorrer a hipótese do art. deverá ser instaurado um processo judicial por iniciativa de qualquer familiar. O ilustre Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro assinala que o Anteprojeto distingue dois tipos de eutanásia a ativa e a passiva já apreciadas no presente estudo. com probabilidades de recuperação praticamente nulas.considerado familiar para efeito da lei. presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O parágrafo único deste artigo determina que a petição inicial venha obrigatoriamente acompanhada das conclusões da Junta Médica. O Anteprojeto do Código Penal altera dispositivos da Parte Especial do Código Penal também comina ao homicídio a pena de reclusão de 6 a 20 anos laborado pela Comissão de "Alto Nível" nomeada pelo Ministro Íris Rezende. §2°. O art. O parágrafo único do art. O §2° levanta a hipótese do paciente não ter familiares e a autorização. O art. será pedida ao juiz pelo médico ou pessoa que mantenha alguma relação de afetividade com o paciente. O deputado federal Marcos Rolim (apud LIMA NETO. O art. O art. §3°. 2003. 8° dispõe que. Não é a previsão da eutanásia. Nesta situação há o simples prolongamento artificial da vida. .1). 3°. O texto em tramitação define a ortotanásia e não à eutanásia. por dois médicos. a morte como iminente e inevitável. dois anos em dirigindo esta comissão. O parágrafo único do art. O Senador Gilvam informou que "essa lei não tem nenhuma chance de ser aprovada". O § 2° aborda a forma pela qual deverá ser dado o consentimento do paciente. 121. 2°. § 4º.

por sua vez. Não é crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial. Pelo anteprojeto. onde a eutanásia passiva poderia ter sido permitida. tipificada na similaridade do § 4º do artigo 121. procedimentos do médico responsável.º). mas haveria uma grande mitigação (MARCÃO. apesar de não ser foco de nossas ponderações. a morte como iminente e inevitável. havia o anteprojeto de reformulação do Código Penal em 1984. em razão de doença grave e em estado terminal. prognóstico confirmado por outros dois especialistas médicos. em sua impossibilidade. a pedido desta. descendente ou irmão. ou seja. punido de maneira menos severa do que em outras modalidades ilícitas similares. descendente ou irmão.vinculando perfeitamente na conduta do homicídio privilegiado elencada no Código Penal atual (BORGES. se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável e desde que haja consentimento do paciente ou. em sua impossibilidade. bem como da concordância da família e a devida posição favorável da justiça. eutanásia por omissão. ortotanásia ou paraeutanásia. ascendente. Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial. cônjuge. descendente. Nesse caso o médico poderia deixar de aplicar ou interromper o tratamento terapêutico do paciente em virtude da remota possibilidade de sobrevivência. companheiro. a Eutanásia seria considerada um crime comissivo. uma vez que no atual Código Penal Brasileiro. companheiro ou irmão. se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável e desde que haja consentimento do paciente ou. ascendente. Pessoa ligada por estreito vínculo de afeição à vítima não poderá suprirlhe a anuência. T ipificada está a eutanásia passiva. deverá permitir a prática da eutanásia. e desde que haja consentimento do paciente. Parágrafo 4°. há expressa exclusão da ilicitude. § 4. ou na sua impossibilidade. EXCLUSÃO DO CRIME No entendimento de Souza (2004) na Eutanásia passiva. companheiro. pois não prevê a regulamentação de prazos. . por exemplo. "Se o autor do crime é cônjuge. de misericórdia e a morte é inevitável. com a eutanásia possibilita sua aceleração. e até mesmo comparado a lesões corporais seguida de morte (art. § 3º. nas reformas dos Códigos russo. companheiro.reclusão. 2005). O projeto é considerado por Souza (2003) incompleto e superficial. 128. norueguês e peruano entre outros. de ascendente. de dois a cinco anos". 121. De acordo com Almeida (2000). assim como ocorreu. também chamada de eutanásia indireta. A proposta não eliminaria a eutanásia de pena. irmão ou pessoa ligada por estreitos laços de afeição à vítima. entre outros aspectos importantes desta prática. se previamente atestada por dois médicos. Neste dispositivo. ascendente. Não é crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial. Pessoa ligada por estreito vínculo de afeição à vítima não poderá suprir-lhe a anuência. de cônjuge. dispondo: Art. e agiu por compaixão. de cônjuge. 2002). está estipulada no § 3º do mesmo artigo. para abreviarlhe sofrimento físico insuportável. se justificando pelo sentimento nobre de piedade. devidamente diagnosticados: Pena . há expressa exclusão de ilicitude. 3. Além deste projeto de lei. pois é justificado pelo relevante valor moral. A reforma do Código Penal. imputável e maior de dezoito anos. De acordo com Almeida (2000) a eutanásia ativa. descendente. a prática da eutanásia é considerada homicídio privilegiado.

aberrações políticas pudessem determinar as morte de alguém. chega-se a seguinte conclusão para estes questionamentos: a) Na omissão ou interrupção da utilização de aparelhos ou técnicas de sobrevivência artificial. dizem que a sua prática e ou a morte voluntária de um ser humano pode ser assassino ou a liberação de um sofredor ou aberração política ou ato legítimo de defesa. necessário se faz que a pessoa se dirija até o Poder Judiciário. b) A omissão ou suspensão de medidas prolongadoras da vida realizadas por médicos contra o desejo do paciente versus o dever de prolongar a vida.As situações marcadas nesses dispositivos são distintas. sem passar pelo vexame do Tribunal do Júri. Claus Roxin (apud GUERRA FILHO. verificando os limites da responsabilidade médica nas espécies eutanásia. com relação daquele que a pedido. realizando uma confrontação entre o Código Penal Alemão e Código Penal Brasileiro. para a concessão desse benefício. Através das teses elaboradas por Roxin. de que a morte do paciente é inexorável e irreversível. deverá ser sumariamente absolvido. não há punição para a conduta médica que é conseqüência de um consentimento. pelo juízo regular. p. conforme o motivo que a determina. asseverando que a princípio quem decide é só o paciente. usa a vontade de outro para a prática da Eutanásia. impelido por motivo de relevante valor moral e sob domínio de violenta emoção. Juridicamente não deveria haver diferenças entre a ação daquele que se suicida com uma arma ou veneno. levada a efeito por particulares. 2005). Pela Lei. amigos. Todos os casos eutanásicos realizados a revelia de um pedido formal e com parecer do Ministério Público devem ser julgados como homicídio. Os que advogam contrários a tese de Eutanásia. O critério da compaixão está presente e dois médicos deverão certificar. pois em tais casos no Diploma Penal Alemão. eis que a legalização da Eutanásia. Não tem validade esse argumento. o caso da americana Terri Schiavo. ser o matador inocente e fora levado a esse ato por sentimentos nobres. possua alguma condição de expressar sua vontade. familiares ou desinteressados outros. sendo muito pouco provável que o paciente em estado terminal. através de todas as salvaguardas dos exames. não vigiando apenas a alegação de que. O Código Penal . Assim. é necessário fazer a distinção da Eutanásia Médica da Eutanásia feita por piedade. mas está proibido de sentir compaixão pelos seus semelhantes (BIZATTO. são três as hipóteses de homicídio privilegiado: a do agente ter cometido o homicídio impelido por motivo de relevante valor social. tendo como exemplo. através do ponto de vista penal alemão. existe o exemplo clássico do aparelho respiratório que é desligado por médico. enfermeiro ou outrem ou não médico a pedido do paciente. depois de devidamente analisada a prova carreada aos autos. especialmente a passiva. 321). Se provado por testemunhas e por outros. 2000. pela vontade do paciente. e todos os meios de provas admitidos em direito. no Código Penal. Para Bizatto (2000). o ser humano poder tirar a vida de um outro ser humano que injustamente lhe agredira. pois é inadmissível a prática de um tratamento contra a vontade do paciente. levou ao debate questões fundamentais sobre o estado de necessidade em pacientes moribundos ou em estado vegetativo: a) A omissão ou suspensão de medidas prolongadoras da vida realizadas por médicos e não médicos por desejo do paciente.

1) em matéria penal: inexiste um dever jurídico de manter a qualquer preço a vida que se esvai... prevê o constrangimento medico impunível caso suja pratica ocorra em [.] para impedir o suicídio(GUERRA FILHO. I e II. ocorre uma inversão da primeira hipótese. o dever de prolongar a vida. por médicos ou familiares.Eis a resposta à segunda indagação. Destaca-se o posicionamento do Supremo Tribunal Federal da Alemanha (apud GERRA FILHO. em virtude da posição garantidora de ambos (GUERRA FILHO. 2005.] intervenção médica ou cirúrgica. p. sem consentimento do paciente ou de representante legal.1). sendo. § 3º.Brasileiro. disposto no art. contrariando o desejo de um certo paciente Zé. Medidas de prolongamento da vida não são obrigatórias pelo simples fato de que sejam tecnicamente possíveis. 2005. se praticada [. contrário ao alemão. p.146. e ainda. 2005) . se justificada por iminente perigo de vida... que os Código Alemão e Brasileiro considerado homicídio ou omissão de socorro. por outro lado: b) Na omissão ou interrupção das medidas que permitam a sobrevivência.

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