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Valores Socias do Antigo Regime

A sociedade do Antigo Regime (séc.XVI-XVIII) está assente numa forte hierarquia estratificada em ordens ou estados, estas correspondendo a categorias socais definidas pelo nascimento ou funções sociais dos individuos que as desempenham. Charles Layseau diz-nos que «É preciso que exista ordem em todas as coisas» e que «...nós não poderíamos subsistir em igualdade de condição» (doc. 1). Estas afirmações demonstram-nos como a convicção das ordens mais privilegiadas no Antigo Regime inclinou a sociedade para a regularização da desigualdade e para a estratificação social conforme o prestigio poder ou riqueza dos grupos sociais alicerçada através do estatuto social, posição, dignidade, honra e direitos, sujeições, privilégios, deveres e símbolos distintivos de cada grupo social. Estas ordens mais privilegiadas seriam as do clero e da nobreza enquanto a menos privilegiada era a do povo . O clero ou 3º estado é o único grupo social que não se é adquirido ao nascimento. No entanto os membros deste usufruem de muitos e privilégios tais como isenções fiscais e militares, o desempenho de cargos que lhes dão elevado grau de prestigio, o beneficiamento do direito de cobrança da dizima e vasta erudição que lhes distingue das outras classes sociais e Jean Aymar Piganiol explica-nos que «Os eclesiásticos não podem ser citados em matéria pessoal senão por um juiz da Igreja»(doc. 2), ou seja, que a Igreja regia-se por uma justiça própria. O clero por sua vez dividia-se em vários grupos: o alto clero, o baixo clero e o clero regular todos eles apresentando diferentes privilegios. A nobreza ou 2º estado é uma peça crucial no regime monarquico sendo ela um grupo fechado em que só se é nobre quem nasce nobre. Ela desempenha a maioria das funções militares e cargos administrativos que lhes dão poder, prestigio e riqueza. Distingue-se a nobreza de sangue ou de espada (ancestral e honorífica) da nobreza de toga (recém nobilitada pelo exercício ou compra de cargos públicos. Por último, o povo ou 3º estado era a ordem menos privilegiada e inferior na consideração publica embora a mais numerosa. Muito heterogénea na sua composição, a sua importância dependia essencialmente da profissão exercida por cada indivíduo. Era a ordem tributária por excelência. Salientamos então o estrato dos camponeses e o da burguesia que englobava mercadores, banqueiros, cambistas, advogados, médicos, letrados, mas também o estrato composto pelos artesãos e trabalhadores assalariados e outros grupos sem modo de vida definido. A diversidade de estatuto estava plenamente patente no regime jurídico. Normalmente, os nobres estavam isentos das penas consideradas mais vis, como o enforcamento, e eram poupados às humilhações e exposições públicas. Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social (já que o maior critério de diferenciação assenta no nascimento), o Antigo Regime conduziu à ascensão da burguesia, que eleva a sua dignidade social, pela sua postura de trabalho e mérito pessoal, no seio do desenvolvimento do capitalismo comercial. João Raposo /nº11/ 11º 8ª

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