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Psicanálise Kleiniana

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Este é o site de Fundamentos de Melanie Klein Ocupação Klein, Melanie, née Reizes (Viena,1882-Londres,1960), psicanalista inglesa. No plano político, o kleinismo é um dos grandes componentes do moderno legitimismo freudiano, uma vez que se desenvolveu como escola no interior da International Psychoanalytical Association (IPA), sem contestar a idéia, própria do freudismo e da psicanálise, da necessidade de uma organização universalista (e não comunitarista) do movimento psicanalítico. Melanie Klein foi o principal expoente do pensamento da segunda geração psicanalítica mundial. Deu origem a uma das grandes correntes do freudismo, o kleinismo, e graças a Ernest Jones, que a chamou par a Grã-Bretanha, contribuiu para o desenvolvimento considerável da escola inglesa de psicanálise. Transformou totalmente a doutrina freudiana clássica e criou não só a psicanálise de crianças, mas também uma nova técnica de tratamento e de análise didática, o que fizera dela um chefe de escola. Sua obra, composta essencialmente de cerca de cinqüenta artigos e de um livro, “A psicanálise de crianças”, foi traduzida em quinze línguas e reunida em quatro volumes. Acrescenta-se uma “Autobiografia” inédita e uma importante correspondência. A tradução francesa, realizada em parte por Marguerite Derrida, é de excepcional qualidade. Muitas obras foram dedicadas a Melaine Klein, entre as quais as de Hannah Segal, sua principal comentadora, e a de Phyllis Grosskurth, sua biógrafa. Um dicionário dos conceitos kleinianos foi realizado por R.D. Hinshelwood em 1991. Na história do movimento psicanalítico, deu-se o nome de kleinismo, em oposição ao annafreudismo, a uma corrente

através da figura da filha do pai. Por ser uma escola de pensamento que alia um saber clínico a . por fim. em 1954. como fez o lacanismo. Diversamente do annafreudismo. conforme à imagem que o psicótico tem do mundo e de si mesmo. da qual decorreu um tipo de formação didática diferente da do freudismo clássico. dentre os quais se incluem os pós-kleinianos que se pautam em Wilfred Ruprecht Bion. Assim. sobretudo nos países latino-americanos (Brasil e Argentina). em especial. definiram um novo âmbito para a análise. que desembocara. tal como os lacanianos. decorrente de “acting out”. Melanie Klein e seus sucessores fizeram escola. baseado em regras precisas e. os conceitos e a anterioridade histórica. que tem sua coerência própria. o vínculo de identidade que interligou os membros da antiga diáspora vienense exilada nos Estados Unidos e na GrãBretanha. integrando na psicanálise o tratamento das psicoses (esquizofrenia. “borderlines”. um corpo conceitual específico. os kleinianos. numa clivagem da British Psychoanalytical Society (BPS) em três tendências. numa evidenciação de ódio primitivo (inveja) próprio da relação de objeto e. define-se. não revisou os fundamentos epistemológicos dele nem propôs qualquer teoria do sujeito. num manejo da transferência que tende a excluir da situação analítica qualquer forma de realidade material em prol de uma realidade psíquica pura. sobre o complexo de Édipo e sobre a gênese da neurose e da sexualidade numa elucidação da relação arcaica com a mãe. É uma das modalidades interpretativas do freudismo. portanto. O kleinismo. mas uma escola comparável ao lacanismo. Nessas condições. uma mulher) que modificou inteiramente a doutrina e a clínica freudianas. o kleinismo não é uma simples corrente. ele faz parte do freudismo. distúrbios da personalidade ou do “self”). numa busca da estrutura psicótica (posição depressiva/posição esquizo-paranóide) que é característica de todo sujeito. onde ajuda a psicanálise a enfrentar as outras escolas de psicoterapia que começaram a ameaça-la. ao lado do lacanismo e diversamente do annafreudismo. constitui-se como um sistema de pensamento a partir de um mestre (no caso. por último.representada pelos diversos partidários de Melanie Klein. que o termo se impôs. cunhando novos conceitos e instaurando uma prática original da análise. muito diferente do dos freudianos. Por outro lado. articulada com o antigo suporte biológico e darwinista deste último. Daí a criação do termo “acting in”. como uma verdadeira doutrina. A partir do ensino de Karl Abraham. o kleinismo é uma doutrina em expansão. Como reformulação da doutrina freudiana original. transformando a interrogação freudiana sobre o lugar do pai. em virtude de sua falta de criatividade. inscreveram a loucura bem no âmago da subjetividade humana. Enquanto o annafreudismo encarna. Com efeito. do qual reconhece os fundamentos teóricos. um saber clínico autônomo e um modo de formação didática particular. Foi depois do período das Grandes Controvérsias. inventando o próprio princípio da psicanálise de crianças (por uma rejeição radical de qualquer pedagogia parental) e. a partir da década de 1970.

na qual a perda é realmente comprovada.Freud tinha formulado os princípios. em 1955. censura-a por afirmar que é possível uma transferência no tratamento da criança. M.Jones. Nesse teatro do “eu-nascente”. que combate de forma ilusória. de dois objetos psíquicos parciais e primordiais. os traços reais e as representações que servem para lhes dar uma identidade familiar e perceptível. tais objetos irão surgir ou voltar às coxias e a seu depósito de acessórios.Freud. conhecer sua quintessência entre os três e os dez meses. desses travestimentos identificatórios. a gratidão e as posições depressivas e esquizoparanóide não são psicanalíticas. juízos de atribuição e de existência a seu respeito. em sua teoria.Klein instala-se em Londres. E ainda não suscitou. para em seguida produzir. mas violenta. são criados dois diferentes grupos de formação de psicanalistas e. criador e organizador da Sociedade Britânica de Psicanálise. a seguir. Teoricamente. M. objetos reais ou substitutos imaginários.graças aos quais o “infans” irá se encontrar. que são os sujeitos parentais. para ela. progressivamente. Édipo e fantasmas originários.Ravel. conflitos muitos violentos com A. uma nova idolatria do mestre fundador. supereu. é fundado o Melanie Klein Trust. Porém. sobre essa outra cena onde são representadas sua existência e sua atribuição. um belo exemplo literário. suas representações psíquicas encontram os índices de realidade. 1925).Klein de “cena materna”. adquire. em uma obra de M. Klein recusa tais críticas. o kleinismo erigiu-se sobre uma crítica da forma dogmática do freudismo. tornando desnecessário todo o trabalho com os pais. a respeito de um texto de Colette (1925): “L’enfant et les sortilèges”. a inveja. Com notável aprofundamento da formação dos juízos de atribuição e de existência. uma historiografia de tipo hagiográfico e um novo dogmatismo. a partir de 1938. Ali ensina sua teoria e funda uma escola. esta lhe censura as concepções de objeto. a teoria kleiniana desenvolve uma elaboração . elaborados pela psique do “infans” –esse imaginário irá. por instâncias de E. e o da posição depressiva. Em 1946. a fim de constituir um domínio das angústias com as quais é confrontada pela pulsões de vida e de morte. como o freudismo. de fato.Klein fornece. M. para sua satisfação. Ambos os objetos parciais entram em jogo em uma cena imaginária inconsciente. dos quais todos os demais nada mais são do que substitutos metonímicos: o seio e o pênis. Vejamos um pouco mais sobre a história do kleinismo. em seu artigo “A Negativa” (Die Verneinung. a teoria kleiniana estrutura-se sobre dois conceitos: o da posição esquizoparanóide. A esse respeito. dos quais S. ela permite que uma criança muito pequena se assegure uma certa identidade de percepção e de pensamento entre seus objetos imaginários e outros mais reais. o que lhe vale. acusando sua rival de não ser freudiana. no estranho dos outros. chamada por M. Em 1927. as condições internas para uma crítica a esse dogmatismo. a realidade exterior não é. Assim. Nele. pois essa pulsões exigem dela. Essas duas posições referemse à perda. consecutivos. no próprio interior do freudismo de que nasceu. toda perda.uma teoria. Clinicamente. ao trabalho de luto e à reparação. pois correspondem a outros objetos reais. nada mais do que uma “Weltanschauung” da própria realidade psíquica.

são estas as funções tradicionalmente atribuídas.Klein não teorize exatamente nesses termos. poderia o “infans” entrega-los. somados aos da realidade. Todavia. Quantitativamente. “uma série de processos de tipo sublimatório”. na teoria kleiniana. defesas. mas em que consiste esse discernimento? Adquire a consistência de “dois operadores defensivos”. angústias e outros afetos. de ordem quantitativa e. destruídos. apresenta-se um supereu feroz e aterrador. irmã. Esses dois operadores defensivos. para ela. é. ao eu. pois mediatizam as relações do sujeito com a pulsão. sua concepção de eu pressupõe um sujeito diferente dele. particularmente. o objeto só adquire valor por sua perda real. que atormenta o sujeito. em psicanálise. Pois a instância do eu. assim mediatizados pela criança. outro. Os dois operadores são. dividido. que seus objetos imaginários.). são a multiplicação por clivagem e as divisões pela classificação. para fundar sua identidade. que comanda as sublimações por ele produzidas. pelas quais. rejeitados. como . como eles dividido por idênticas clivagens. poderia ele próprio se entregar às pulsões? Não o poderá fazer sem discernimento. reparados. pulsões. bem como seus desdobramentos reais. Sublimações. mesmo que representem para ele uma fundamental aposta atributiva. cuja satisfação precisa operar desvios suspensivos. podendo esses processos se combinar. o que exprime o conceito de recalcamento primário. introduzindo nele seu sentimento inconsciente de culpa. para produzir. desvios esses justamente impostos por estes processos. irmão. fragmentado e multiplicado. a seguir. De fato. e mesmo que. o objeto é fracionado. idealizados. colocam em cena precocemente. em ação imediatamente para essas funções vitais. quando operam. a projeção para fora e a identificação com aquilo que é introjetado ou projetado. poderia ele se tornar uma coisa diferente desses objetos. à exigência pulsional. E. um deles. controle das pulsões e das angústias. que. de saída confrontada com um Édipo. o que lhe permite abrir-se para juízos de atribuição e de existência. portanto. sem discernimento. identificações projetivas e introjetivas. objetos. meia-irmã. Esses processos são sublimatórios. Portanto. com ele. que podem ser conservados. que são para a criança o seio e o pênis. à medida que as relações objetais substituem por objetos imaginários da realidade exterior. de ordem qualitativa. por uma espécie de clivagem (clivagem do objeto). existenciais ou identificatórias. é uma espécie de mínimo divisor comum que divide tudo o que está clivado em duas únicas categorias: a do bom e a do mau. bem como para possibilidades identificatórias. como eles trabalhando por processos de tipo sublimatório. quando são instalados esses circuitos pulsionais complexos. apostas atributivas. existencial e identificatória. com o qual não pode se confundir. qualitativamente. Esses objetos. em suma elaborados. parciais ou totais (pais. é que são produzidos as sublimações. o eu. pela identificação com eles. recalcamento. Essa perda também é a que deixa definitivamente cair alguma coisa no inconsciente. retomados. etc. embora M. dão acesso a processos de tipo sublimatório: a introjeção para si.interessante. aos quais sucede.

por exemplo. na teoria freudiana. onde o sujeito destrói o corpo materno. a angústia correlativa. até essa descoberta decisiva. o eu só adquire valor com sua perda real. o totem de duas faces. apenas o órgão que a criança deseja introjetar em si. Não é. instância arcaica. para que advenha o sujeito? Através do supereu. Para M. Esse ponto máximo é.Klein. A angústia primária não está relacionada com a castração. Em 1941. atribui e retoma: “Coisa que morde. é dela que irão depender os mecanismos identificatórios. mas. esse conceito está longe de ser apenas a instâncias coercitiva e moral. a culpa que o inscreve em uma dimensão moral (ou cultural) e a necessidade de punição. para melhor poder subverter e não ter de sustentar unicamente o desejo? De que modo. para apropriar-se de seus órgãos e. a psicanálise percorreu um caminho mais ou menos retilíneo. a não ser pelo discurso de um outro. que é uma “fase de feminilidade”. para o sujeito muito . correspondente ao desejo de transgredi-lo. incluída nas três instâncias criadas por Freud. na teoria kleiniana. que lei simboliza sua lógica. que se divida. “protótipo de todos os objetos” contidos nesse corpo. como eles levado à destinos similares. como todo o totem. Sua introjeção traz também consigo o mau: o interdito do incesto. o falo. em particular. é a castração. para mostrar a Jones as malversações teóricas de A. finalmente. mas também um “objeto totêmico”. o Édipo é pré-genital. no sentido etimológico daquilo que é originário e fundador. Por isso. pois.Freud. nela. Privar dele a mãe significa. Esse desejo põe em cena um fantasma. Portanto. com seu recalcamento radical. a lógica do desejo e sua lei adquirem sentido no supereu. a relação do pequeno sujeito com essa instância pode prefigurar as futuras identificações com um agressor: portanto. mas com um desejo de destruição primordial. a criança precisa atravessar a primeira fase de desenvolvimento. pela relação com o isso? A partir de suas elaborações sobre a identificação. do “pênis paterno”. em M. Par despojar a mãe do pênis paterno que ela detém em seu seio. em sua segunda tópica. ou objeto ancestral e protetor. sua vivência traumática não pode ser simbolizada pelo “infans”. qual poderia ser a sublimação. desde logo. é proibido obter gozo dele ou daquilo que é ordenado por lei.Lacan. que irá constituir o processo reparador. o falo da teoria kleiniana. M.Klein o trata como tal. conduz e sanciona. senão a de se tornar um sujeito que lhe seja outro. o recalcamento é secundário a ela.Klein. A partir de J. Resgatá-lo permite saber. toda teoria tem o seu. Mas. que devora e que corta”. tem um nome simbólico: o supereu. literalmente. o falo é o significante do desejo. de uma importância vital e pouco reconhecida até agora. pois. ela lhe escreve que o supereu é “o ponto máximo” da teoria freudiana: “Em minha opinião. Na teoria kleiniana. a partir do significante do desejo que ele conceptualiza. para adquirir consistência. a criança descobre o desejo de possuir um determinado órgão: o pênis do pai.eles reduzido às mesmas classificações e. que nunca mais foi igualada”. que é o desejo de morte do outro real. só se sustentando pela parte persecutória do supereu. daquilo que comanda e dirige.

Martins Fontes. RJ-1996. impedi-la de produzir seus dois principais equivalentes simbólicos: o filho e as fezes. em lugar de ser um identificante persecutório. a mãe. Dolto. e ao desejo de perder. o supereu. também ela. ROLAND . Sempre estaremos atualizando este Site. o “castrador”. Nesse período precoce do desenvolvimento. com freqüência. que leva embora as fezes do filho. NASIO. Klein. RS-1995. equivalentes que são. quando o pênis real “torna-se objeto do olhar”. SP-2000. ELISABETH . RJ-1995. Artes Médicas. PIERRE – Primeiro Grande Dicionário Lacaniano. Bibliografia: ROUDINESCO. Entre as principais obras de M. possui um poder decisório”. Conflitos relacionados ao complexo edípico precoce. só os dissocia para garantir suas alianças imaginárias. Que. Em termos de realidade psíquica. J-D . Jorge Zahar Editor..pequeno. Para M. Jorge Zahar Editor.).Klein estão : “A psicanálise de crianças” (1932). . Ferenczi.Dicionário de Psicanálise Larousse. Groddeck. Lacan. também é a mãe que o desmembra e o castra (. em sua a origem. entretanto. Winnicott. pois nela o pênis passa do interior da cena materna para fora do corpo do outro. Assim. ela já é. Jorge Zahar Editor. é. Essa fase mais narcisista é reparadora. o “ódio”. a mãe seja a fornecedora. esse real estabelece limites ao imaginário. aliviado de seu peso. “Desenvolvimento em psicanálise” (1952) e “Inveja e gratidão” (1957). KAUFMANN. ele então percebe que só pode receber dela aquilo que lhe faz falta. o superu paterno que. LAPLANCHE E PONTALIS – Vocabulário da Psicanálise. Mais informações CLIQUE em um dos nossos LINKS (acima e ao lado). “Também ela”: portanto. ao desejo de ter. Só será possível uma saída pacífica pela identificação somente com o pai. o supereu deve ser castrador. A partir dessa falta. quando se envolve em conflitos com eles. a “inveja”..Dicionário de Psicanálise. o filho unifica primeiramente seus dois genitores. isso faz com que seu filho seja capaz de se encontrar. aliás. conforme as imagos materna e paterna. “Por mais forte que seja a influência do aspecto materno na formação do supereu. desde o começo. readquire significância totêmica e volta a ser lei do desejo. “Ensaio de psicanálise” (1947). Esse retorno ao pai está situado no momento em que o “visível” entra em cena. RJ-1997.Introdução às Obras de Freud.Klein. CHEMAMA.

.7/947 #    $   3974/:48 -7. 5.F705.7..7...0/47.  5.43E74.2-F2F.907346:0 /08/04. 03 33.8.84-7.8 06:...0.0807.45H385.39050780.7.3E74 ":0 .03.4/48:5070: F 039709.5.34  470. 9473.3E80    0803. 48:5070: .4..4/0804 /0507/07 4 O/4 0880507J4/4570.4245..7.3/0.4..3/40890$90  ..9.4702 .EF 9.147.82.482.3E80.../0391.0390882-O.8 6:.1./4    -47./47  .7.  8841.9/4     $02570089.04.499 494 .2..-:E74/.4.88. 5479.8.5..421706QH3.  !472.02.7/947 #     #  .8573.394 4 8:507:5..J/. 2907248 /070.3978:..897.4./4/080:5084 70./47  %.50. 6:.8147906:080./6:70 831.0-06:08O54/070.7000394 507..002 .8100806:. 4 .3E80 470 ..3E7..1..5.3.0-07/0.4.57207.3E80 ..2080.3.7/947  #    ..02908.3/445H3870.0:2.0 .897.20 6:00.8J.942.9:.1472.8/0  030894 58...-00.14730. 0./08003./4 .7/0 807:2/0391.3 470.. !.4204 5488::254/07 /0.43E74/0!8.897./4 ..20394 ..0. 03 .2-F20...:9O74 3970.31:H3.02-47. 0./48.425040/J5.4 8420390.  74//0.5..4/0 58.E8 4 14:31.3../4390747/..8/070:/ 0703.1..43.2.07.. 506:034 250/ ./.4754/44:974 882 088070.6:46:001.83..0 $O807E5488J.4.089E89:.7.9073.3/48003.7938 43908 $!    & !## !720747.4.797/088.0.426:080:1480.394 48:5070:/0.43E74/0!8.039086:0 84 028:.203940258..05.0/4 /0803.9./434242039402 6:04 .08"&02:2/48348848$ .2039080:8/4803947088O48/884.2-F20.8    38.431948.8O74 8807094734.802.889.850.4 570.3E80    0 3.0 0397. ..49.831472..45.484140..4314720.949H2. 3. 80 4-094/44.3E80/0./058J6:.81008/414  9. # &$ $% .42008 43194870./47.8 #$    !! %$ '4..9073..206:04/08202-7..4/0804/0907 .4397...74:880 7908 F/..8070/4/0804 02:.3....70248.J1./0574/:780:8/48573. 548 30.9073.089.82.5..907343.7 88.03.1.4 2.7.!8.