You are on page 1of 48

Evandro Morgado

evandro.morgado@gmail.com www.evandromorgado.com www.morgadus.com

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

ESTRUTURA
I. II. III. A Língua Portuguesa no Mundo Uma História de desAcordos Objetivos do Novo Acordo Ortográfico

IV. Principais Alterações
1. Introdução das letras k, w e y

2. Uso da minúscula
3. Uso da maiúscula e minúscula

4. Supressão de consoantes
5. Supressão de acentos gráficos

6. Supressão e/ou substituição do hífen

V.

Consolidação

1

A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO

1

A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO

o

Língua de comunicação internacional.

o

Os portugueses são 3,8% e os brasileiros 74% dos 260 milhões que, no
mundo, falam português.

o

Terceira língua europeia mais falada no mundo (depois do inglês e do espanhol) e sexta a nível mundial.

1
• •

A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO (CONT.)

A língua portuguesa facilita a aprendizagem de outros idiomas. Os falantes do português entendem:

• 90% de espanhol

• 50% de italiano
• 30% de francês

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1904
Ortografia nacional, do filólogo Gonçalves Viana (1840-1914), é publicada em Portugal. Nela, o estudioso apresenta uma proposta para simplificar a ortografia:
• eliminação dos fonemas gregos th (theatro), ph (philosofia), ch (com som de k, como em chimica), rh (rheumatismo) e y (lyrio); • eliminação das consoantes dobradas, com exceção de rr e ss: cabello (= cabelo); communicar (= comunicar); ecclesiastico (= eclesiástico); sâbbado (= sábado). • eliminação das consoantes nulas, quando não influenciam na pronúncia da vogal que as precede: licção (= lição); dacta (= data); posthumo (= póstumo); innundar (= inundar); chrystal (= cristal); • regularização da acentuação gráfica.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1907
A partir de uma proposta do jornalista, professor, político e escritor Medeiros e Albuquerque, a Academia Brasileira de Letras (ABL) elabora projeto de reformulação ortográfica com base nas propostas de Gonçalves Viana.

1911
Portugal oficializa, com pequenas modificações, o sistema de Gonçalves Viana, dando origem às duas versões da Língua Portuguesa.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1915
A ABL aprova a proposta do professor, filólogo e poeta Silva Ramos que ajusta a reforma ortográfica brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911.

1919
A ABL volta atrás e revoga o projeto de 1907, ou seja, não há mais reforma.

1931
Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras assinam o primeiro acordo ortográfico entre Portugal e Brasil (nunca vai passar do papel).

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1933
O governo brasileiro oficializa o acordo de 1931.

1934
A Constituição Brasileira revoga o acordo de 1931 e estabelece a volta das regras ortográficas de 1891, ou seja, ortografia voltaria a ser grafada orthographia. Protestos generalizados, porém fazem com que essa ortografia seja considerada optativa.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1940-1943
Publicação, respetivamente, do Vocabulário da Língua Portuguesa, pela Academia das Ciências de Lisboa, e do Formulário Ortográfico, pela Academia Brasileira de Letras.

1943
Convenção Luso-Brasileira retoma o acordo de 1931 (com modificações).

1945
Divergências na interpretação de regras (de 1943) resultam num novo acordo de unificação das ortografias portuguesa e brasileira. Em Portugal, este foi ratificado, mas o Brasil “chumbou” e manteve a ortografia de 1943.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1975
As colónias portuguesas em África (São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola e Moçambique) tornam-se independentes. É elaborado um projeto de acordo que não chega a ser aprovado oficialmente devido à situação política de Portugal.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1986
Reunião de representantes dos sete países de língua portuguesa (CPLP) resulta nas Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa de 1945, renegociadas em 1975 e consolidadas em 1986. O texto nunca foi implementado atendendo à forte contestação, sobretudo no que se refere à acentuação das palavras esdrúxulas, o que traria muitas confusões como as que surgiriam com a palavra “cágado”.

1990
É aprovado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (privilegiando o critério fonético em detrimento do etimológico). Não entra em vigor como previsto (1994), porque não foi ratificado por todos os Estados envolvidos.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

1998
No primeiro Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa fica estabelecido que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) devem ratificar as normas propostas no Acordo Ortográfico.

2002
Timor Leste torna-se independente e passa a fazer parte da CPLP.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

2004
Com a aprovação do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, fica determinado que basta a ratificação de três membros para o acordo entrar em vigor. No mesmo ano, o Brasil ratifica o acordo e Timor-Leste adere ao Acordo Ortográfico.

2006
Brasil, Cabo Verde (ratificou em 2005) e São Tomé e Príncipe (ratificou em 2006) depositam no Ministério português dos Negócios estrangeiros os instrumentos de ratificação do Segundo Protocolo Modificativo, possibilitando a entrada em vigor do acordo.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

2008
A Assembleia da República ratifica e o Presidente da República promulga o Segundo Protocolo Modificativo.

2009
O Acordo Ortográfico entra em vigor só no Brasil. Timor ratifica o Acordo Ortográfico. Apenas Angola e Moçambique ainda não depositaram os instrumentos de ratificação do Segundo Protocolo Modificativo. Em 13 de maio, Portugal deposita o respetivo instrumento de ratificação.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

2010
O aviso n.º 255/2010 do Ministério português dos Negócios Estrangeiros, de 13 de setembro de 2010, publicado no Diário da República de 17 de setembro de 2010 dá conta do depósito nos seus serviços dos instrumentos de ratificação do Segundo Protocolo Modificativo por parte de Cabo Verde, Brasil, São Tomé e Príncipe e Portugal.

Estava prevista para 2011 a ratificação por Angola e Moçambique.
Deu-se início à implementação do Acordo em Portugal, onde já decorre um período de transição até 2015.

UMA HISTÓRIA DE DESACORDOS

2011
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 de 25 de Janeiro estabelece: “1 — Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012, o Governo e todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela do Governo aplicam a grafia do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (…) 2 — Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012, a publicação do Diário da República se realiza conforme o Acordo Ortográfico. 3 — Determinar que o Acordo Ortográfico é aplicável ao sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012 (…)”

POR FIM

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras (2009) tem 390 mil vocábulos.

O Dicionário de Língua Portuguesa (2009) da Porto editora tem cerca de 180 mil.

POR FIM

São modificadas 1,6% das palavras do português europeu.

0,5% das palavras do português do Brasil são modificadas.

Das 110 mil palavras estudadas, 575 admitem dupla grafia no português europeu.

OBJETIVOS DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
• (…) • Unificar a ortografia da língua portuguesa (o único idioma do ocidente que tem duas grafias oficiais — a do Brasil e a de Portugal).

• As diferenças ortográficas existentes entre o português do Brasil e o de Portugal serão resolvidas em 98%. • Cerca de 230 milhões de falantes de 8 países verão unificada a sua língua, o que facilitará a circulação de materiais, como documentos oficiais sem a necessária tradução.
• Facilitar o estabelecimento do português como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). • Defender a unidade essencial da língua portuguesa e o seu prestígio internacional. • (…)

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

O que muda com o Novo Acordo Ortográfico?
1. Introdução das letras k, w e y 2. Uso da minúscula 3. Uso da maiúscula e minúscula 4. Supressão de consoantes 5. Supressão de acentos gráficos 6. Supressão e/ou substituição do hífen

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

1. Introdução das letras k, w e y
O alfabeto português passou de 23 para 26 letras, com a inclusão do K, do W e do Y. Usam-se nas seguintes situações: a) Nomes de pessoas (antropónimos) e seus derivados: Kant, kantiano b) Unidades monetárias: kwanza, yuan c) Símbolos e siglas: km, kg, Y (ítrio), Yd (jarda) d) Designação de desportos e desportistas: kart, windsurf, windsurfista e) Topónimos e seus derivados, quando não existam formas vernáculas ainda vivas em português: Washington, Kuwait, kuwaitiano (atenção: Colónia, em vez de Köln, e Cracóvia em vez de Kraków)

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

2. Uso da minúscula
Escrevem-se com minúscula inicial (salvo início de frase): a) Os nomes das estações do ano: primavera, verão, outono e inverno b) Os nomes dos dias e dos meses: segunda-feira, dezembro… c) Os nomes dos pontos cardeais e colaterais: norte, nor-noroeste (mas mantém-se a maiúscula inicial no caso de abreviatura (N, E) e nos casos em que estes nomes designam regiões (“…vive no Sul”). d) As designações usadas para mencionar alguém cujo nome se desconhece: fulano, beltrano, sicrano e) As formas de tratamento, mesmo as que exprimem cortesia: senhor professor, doutor, cardeal

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

3. Uso de maiúscula e minúscula
Escrevem-se com maiúsculas ou minúscula, conforme a opção de cada um: a) Nos títulos de livros ou obras equiparadas, salvo no primeiro elemento ou nos nomes próprios neles contidos: Guerra e Paz / Guerra e paz; A Ilustre casa de Ramires / A ilustre casa de Ramires b) Nos nomes de santos: Santo António / santo António c) Nos nomes que designam domínio do saber, cursos e disciplinas: Matemática / matemática; Língua Portuguesa / língua portuguesa d) Nas designações de logradouros públicos, monumentos e edifícios: Avenida da Liberdade / avenida da liberdade; Torre dos Clérigos / torre dos clérigos Nota: os nomes pessoais e de marcas e empresas legalmente registadas não têm que estar em conformidade com a nova ortografia.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4. Supressão de consoantes (mudas): o que não se pronuncia não se escreve
Desaparecem as consoantes mudas integrantes das seguintes sequências: a) cc – acionar, acionista, colecionar, confecionar, direcional, fracionar, lecionar, transacionar | Nota: faccioso, ficcional, friccionar b) cç - ação, coleção, contração, correção, deteção, fração, direção, distração, extração, reação, seleção… | Nota: convicção, dicção, fricção, secção… c) ct – adjetivo, afetivo, arquitetura, ata, ator, atual, coletivo, direto, efetivo, exato, fator, fatura, letivo… | Nota: bactéria, compacto, facto, intacto…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4. Supressão de consoantes (mudas): o que não se pronuncia não se escreve (continuação)
Desaparecem as consoantes mudas integrantes das seguintes sequências: d) pc – anticoncecional, dececionante, excecional, exceto, rececionista Nota: egípcio, núpcias, opcional d) pç – aceção, adoção, assunção, conceção, deceção, exceção, interceção, perceção, receção | Nota: corrupção, erupção, interrupção, opção e) pt – adotar, batismo, batizar, Egito, otimismo, perentório | Nota: adepto, aptidão, egiptólogo, eucalipto, inepto, rapto, repto, sumptuoso…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4. Supressão de consoantes (mudas): DUPLA GRAFIA
A dupla grafia é aceite onde se verifica oscilação da pronúncia:
sector setor
veredicto veredito epiléptico epilético

EXEMPLO

insecticida Inseticida conector Conetor contractura Contratura caracter carater

infecção infeção

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

Atenção
- As letras b, g e m mantêm-se na escrita em português europeu padrão de sequências idênticas de consoantes: subtil, súbdito, amígdala, amnistia, omnipresente… - A letra h mantém-se no início e no fim das palavras, assim como nos dígrafos ch, lh e nh: homem, mulher, vinho, chega, oh… - Existem palavras que portugueses e brasileiros não pronunciam da mesma maneira e que, portanto, assumem formas diferentes:
Portugal conceção Brasil concepção

subtil
súbdito

Subtil/sutil
Súbdtito/súdito

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4. Supressão de acentos gráficos
a) Nas formas verbais com um e tónico fechado ligado à terminação em, na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo e do conjuntivo creem, descreem, deem, leem, releem, tresleem, veem, reveem b) Nas 2ª e 3ª pessoas do singular e na 3ª pessoa do plural dos verbos arguir e redarguir arguis, argui, arguem, redarguis, redarguem c) Nos substantivos com ditongo oi asteroide, boia, espermatozoide, heroico, jiboia, paleozoico Nota: comboio e dezoito já não se acentuavam

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

4. Supressão de acentos gráficos (continuação)
d) Outras formas verbais que perdem acento: adeque(s) de adequar; apazigue(s) de apaziguar; averigue(s) de averiguar; boio, boias, boia, boiam, boie, boies, boiem (de boiar); desague (de desaguar); enxague(s) de enxaguar; mingue(s) de minguar; e formas acentuadas dos verbos arguir, delinquir e redarguir b) Do acento grave em Para (verbo parar) Para (preposição) palavras homófonas Pela (verbo pelar) Pela (nome de jogo; contração)
Pelo (verbo pelar) Pela(substantivo; contração) Coa (topónimo)

Atenção: paramos e parámos; pode e pôde; pôr e por; dêmos e demos

Coa (verbo coar)

Pero (nome de fruto)
Pera (fruto) Polo (nome de jogo)

Pero (nome próprio)
Pera (preposição arcaica) Polo (contração arcaica)

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

Atenção: dupla acentuação (Portugal / Brasil)
Também no que se refere à acentuação, há diferenças entre as grafias brasileira e portuguesa
Portugal académico António oxigénio sénior ónus bebé (…) Brasil acadêmico Antônio oxigênio sênior ônus bebê (…)

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

6. Supressão e/ou substituição do hífen
Os prefixos aglutinam-se com o elemento seguinte ou suprime-se o hífen a) Prefixo terminado em vogal e elemento seguinte começado por r ou s (há duplicação de consoantes) – antirreligioso, autorrádio, autosserviço, minissaia, ultrassónico… b) Palavras formadas com o prefixo co- – coautor, coprodutor … c) Prefixo terminado por vogal e elemento seguinte começado por vogal diferente – autoestrada, antiaéreo, extraescolar, plurianual…

d) Ligação dos advérbios não e quase com a palavra que se lhes segue – não fumador, quase dito, não alinhado…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

6. Supressão e/ou substituição do hífen (continuação)
Os prefixos aglutinam-se com o elemento seguinte ou suprime-se o hífen

a) Ligação da preposição de a formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver – hei de, hás de, há de, hão de… b) Locuções, salvo as que o Acordo considera consagradas pelo uso – cão de guarda, fim de semana, cor de laranja, à vontade

Atenção água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

O hífen mantem-se quando…
a) O prefixo termina por vogal/consoante e o elemento seguinte começa pela mesma vogal/consoante – micro-ondas, super-relacionado… Atenção: co e re não obedecem as esta regra Coobrigação, reencaminhar…
b) O elemento seguinte começa por h – anti-higiénico, co-herdeiro… c) O elemento seguinte é um nome próprio, uma palavra estrangeira ou uma sigla – anti-Sócrates, anti-apartheid, super-CR7…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

O hífen mantem-se quando…
d) No caso de circum- e pan- quando o elemento seguinte começa por vogal, m ou n – circum-escolar, circum-navegação…
e) Nos casos de ab-, ad- e sub- quando o elemento seguinte começa por r ou b – ab-rogar, sub-bibliotecário f) Exigem sempre hífen os compostos com os elementos além-, aquém-, recém-, sem-, ex-, vice-, pós-, pré- e pró- – além-mar, recém-casado, ex-diretora, vice-rei, pós-graduação, pré-escolar, aquém-Pirenéus…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

O hífen mantem-se…
g) Em palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas – couve-flor, tartaruga-marinha , ervilha-de-cheiro…
h) Nos topónimos com Grã, Grão, ou cujos elementos estejam ligados por artigo – Grã-Bretanha, Grão-Ducado, Trás-os-Montes, Entre-osRios

i)

A ligar palavras sintagmáticas e semanticamente diferentes (mas justapostas), sem elemento de ligação – azul-escuro, guardanoturno, arco-íris, decreto-lei, primeiro-ministro, segunda-feira…

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

O hífen mantem-se…
j) Nos compostos com os advérbios bem- e mal-, quando a palavra seguinte começa por vogal ou h – bem-humorado,
bem-estar, mal-entendido, mal-humorado…
k) Nalguns casos, quando a palavra que se segue a bem- começa por consoante – bem-dizer, bem-falante, bem-visto…

ATENÇÃO Há casos em que bem- e mal- aglutinam com o termo seguinte benfeito, benfeitor, malcriado, malmequer, malvisto…

As reações a todas as tentativas de reforma ortográfica foram seguidas de contestação.

Curiosidade
O escritor Teixeira de Pascoaes, ao referir-se à queda do y na palavra abysmo, escreveu o seguinte: “Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério. Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal”. (Teixeira de Pascoais, A Águia, citado por Francisco Álvaro Gomes, O Acordo Ortográfico, Porto, Edições Flumen e Porto Editora, 2008, p. 10)

CONVERSORES ORTOGRÁFICOS

http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=lince

http://www.portoeditora.pt/acordo-ortografico/conversor-texto/

CONVERSORES ORTOGRÁFICOS

CONSOLIDAÇÃO

Exercício de Aplicação

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Kanashiro, Á. R. (2008). Guia do Acordo Ortográfico. São Paulo: Editora Moderna. Ricardo, D. (2011). O Novo Acordo Ortográfico. Expresso.

Evandro Morgado
evandro.morgado@gmail.com www.morgadus.com

OBRIGADO