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PARECER TÉCNICO JURÍDICO

SOLICITANTE: EMPRESA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ nº, com sede situada na Rua, nº, Cidade-BA, CEP. PARECERISTA: ADVOGADO, brasileiro, solteiro, advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional da Bahia, sob o nº, com escritório profissional situado na Rua, sala, Cidade/BA, CEP:. NOTIFICAÇÃO MTE – CONTRATAÇÃO DE APRENDIZ – CRITÉRIOS E OBRIGATORIEDADE – INTERPRETAÇÃO DO ART. 429, CLT, CUMULADO COM O DECRETO Nº 5.598/2005, LEI COMPLEMENTAR Nº 123/2006 E INSTRUÇÃO NORMATIVA SIT Nº 26/2001. RELATÓRIO Trata-se o expediente de uma consulta indagando sobre a obrigatoriedade de contratação de jovem aprendiz, em cota mínima de 01(um), relativa à notificação empreendida pela auditora fiscal do trabalho XXXXX, requerendo a apresentação dos documentos comprobatórios da contratação de aprendiz. Estudada a matéria, passo a opinar. FUNDAMENTAÇÃO A primeira questão objeto de análise diz respeito à obrigatoriedade ou não da empresa solicitante contratar jovem aprendiz em cota mínima de 01(um). Para tanto, foi levado em conta a classificação da mesma como EPP. Nesse sentido disciplina o artigo 429 da CLT que: “os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional”, Mister salientar que esta redação atual é decorrência da alteração promovida pela lei 10.097/2000, sem, contudo, exaurir a disciplina desta matéria, a qual passou a ser regulada pela Instrução Normativa SIT Nº 26/2001, que, a respeito da obrigatoriedade na contratação orienta pela aplicação da Lei n.º 9.841, de 05 de outubro de 1999, assim dispondo: Art. 10. A demanda de aprendizes será identificada por atividade econômica, em cada município, a partir dos dados oficiais do Governo Federal, tais como RAIS e CAGED, excluindo-se as

micro-empresas e empresas de pequeno porte, dispensadas do
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841/1999 pela LCP 123/2006. 71 4102. Anexo o comprovante de enquadramento como Empresa de Pequeno Porte. Ficam dispensadas da contratação de aprendizes: I .as microempresas e as empresas de pequeno porte. o preceito da nova lei permaneceu inalterado neste sentido.. como é o caso da solicitante. conforme se depreende da leitura do artigo 51.015-110 Tel. na mesma linha de intelecção.. 4 Sala 708 Comércio Salvador BA Cep: 40. conforme previsto no art. é o parecer. III. nº.br | mayer@chagasflores. da Lei Complementar Nº 123.] III .com. Rua Torquato Bahia.br 2 . As microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas: [.chagasflores. Sendo este nosso entendimento.de empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. de 05 de outubro de 1999.cumprimento do art. descabendo a atuação da Douta Auditora neste sentido. CONCLUSÃO Pelo exposto. 429 da CLT.º 9. Assim. Além disso. de 1º de dezembro de 2005. 14. Salvador/BA. na qual preceitua: Art. 11 da Lei n. respondendo ao questionamento formulado na consulta. Mesmo com a revogação da Lei n. 51. opino no sentido de que a empresa XXX é dispensada da contratação de aprendiz por se tratar de Empresa de Pequeno Porte. resta indubitável a faculdade na contratação de aprendizes pelas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).º 9. que atualmente regulamenta de forma específica a contratação de aprendizes.com. 11 de julho de 2011. faz-se desnecessária a apresentação de qualquer documentação comprobatória a admissão e demais documentos que formalizam a regularidade de aprendiz.841. Este é o mesmo entendimento do Decreto Nº 5.598.1601 www. de 14 de dezembro de 2006: Art.