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QUESTÕES DISCURSIVAS SOBRE DIREITO EMPRESARIAL: 1ª) os irmãos “A” e “B”, respectivamente com 23 e 12 anos, órfãos de mãe, receberam por

herança a Empresa Individual presidida por seu pai, que em decorrência de acidente foi levado a óbito. Cabendo a condução do negócio ao irmão mais velho, este após dois anos de efetivo exercício da atividade econômica, desaparece, sendo declarado ausente (como se estivesse morto). Considerando o caso fático, sendo os únicos parentes vivo o irmão mais novo e um tio, empresário individual falido, como se dará a condução da atividade econômica por estes? Resp.: A luz do art. 975 do CC, “B”, herdeiro da atividade econômica com 12 anos de idade, poderia ser representado pelo tio, se este não fosse empresário individual falido, e como tal é impedido legalmente de exercer atividade de empresário conforme estatui o art. 972 do CC c/c o art. 102 da L. 11.101, e em caso de desobediência ao preceito legal o mesmo será responsabilizado nos ditames do art. 973 do CC. Desta forma o art. 975 do CC, prescreve a nomeação de um GERENTE.
“CC, Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes.” “L 11.101, art. 102. O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da decretação da falência e até a sentença que extingue suas obrigações, respeitado o disposto no § 1º do art. 181 desta Lei.”

2ª) Em que caso “B”, incapaz, poderá exercer a atividade empresarial? Resp.: O Código hoje estabelece que um incapaz, um menor de 18 anos, não pode dar início a uma atividade empresarial. Mas existe uma exceção a essa regra, já que o menor que tive seus pais falecidos ou ausentes, pode dar continuidade à empresa existente, desde que devidamente assistidos ou representados, conforme a incapacidade seja relativa ou absoluta, segundo o art. 974, pois pesa mais a função social da empresa que a proteção ao menor nesse caso, consagrando a teoria da preservação da empresa. Essas regras referem-se ao menor como empresário individual.
“CC, Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.”

3ª) Quais as consequências que se pode vislumbrar em decorrência da não escrituração dos livros empresarias obrigatórios? Resp.: A Lei nº 11.101/2005, Lei de Falência, considera crime falimentar deixar de elaborar, escriturar ou autenticar os livros obrigatórios e estabelece severas punições pela não execução ou pela apresentação de falhas na escrituração contábil (arts. 168 a 182). A ausência de um Livro Obrigatório ou a irregularidade de sua escrituração poderá acarretar conseqüência tanto na esfera penal quanto na civil. Assim, as obrigações nele contidas serão consideradas verdadeiras e exigíveis, e vice-versa. Os livros comerciais, devidamente autenticados e escriturados, servem como meio de prova em juízo e fora dele. Na sua ausência, o empresário não terá como provar qualquer alegação realizada contra ele. Somente o empresário regular inscrito, conseguirá autenticar os livros obrigatórios, conforme prevê o artigo 1.181 e Parágrafo único do CC.
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O § 2o, do Art. 1.179 do CC, traz uma faculdade ao pequeno empresário a que se refere o art. 970 do CC, quanto à exigência da escrituração dos livros obrigatórios.
“Lei nº 11.101, art. 178. Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar o plano de recuperação extrajudicial, os documentos de escrituração contábil obrigatórios: Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave..” “CC, Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis. Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios”

4ª) Salomão adquiriu o estabelecimento empresarial “X Comércio e representação LTDA”, há mais de um ano, no entanto, nesta data, fora intimado (notificado) pela Receita Federal a quitar dívidas relacionada ao Imposto de Renda, imputados em nome do alienante. Indignado o adquirente lhe contrata como advogado para saber se terá que honrar ao citado pagamento tributário!? Resp.: O Cód. Civil preve expressamente no art. 1.146 que o passivo integra o estabelecimento empresarial e, desde que regularmente contabilizado, transfere-se junto com o estabelecimento, quando da sua alienação. Dessa forma, na hipótese de alienação do estabelecimento, o adquirente responde pelo pagamento dos débitos anteriores (ORDINÁRIO E/OU EXTRAORDINÁRIOS) à transferência. Cabe destacar no Contrato de Trespasse, a cláusula de responsabilidade, onde nesta estatui-se que o alienante responderá integralmente pelo prazo de um ano por dívidas afeto a alienação do estabelecimento; as vencidas com início de contagem à época da data de publicação (eficácia erga omnes) do Contrato de Trespasse, já as vincendas, dívidas que ainda vão vencer, inicia-se a contagem partir da data do respectivo vencimento, a teor do art. 1.146 do CC. As Dívidas Ordinárias – correspondem a débitos comuns, onde o devedor primitivo continua solidariamente obrigado pelo prazo de um ano a partir da data da publicação do contrato de alienação (trespasse), quanto aos créditos vencidos, ou da data do vencimento dos créditos. As Dívidas extraordinárias – referem-se a dívidas públicas, a saber; Tributária (Art. 133 do CTN), Trabalhista (Art. 448 da CLT) ou Previdenciária (Lei 8213/91), só que nestas o adquirente a luz do Art. 133, I e II do CTN, responde integralmente pelos débitos públicos do estabelecimento adquirido até a data do ato, se o alienante tiver cessado a exploração do comércio, ou solidariamente e subsidiariamente se o alienante prosseguiu ou iniciou dentro de 6 meses a exploração do comércio. Ademais, prevê o Código Civil ainda que o estabelecimento empresarial servirá de garantia para os credores da empresa, devendo a alienação deste seguir certas determinações estabelecidas no art. 1.145: “Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a partir de sua notificação”. Ao estabelecer estas condições, pretendeu o Código viabilizar a
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Trespasse é o contrato de compra e venda do estabelecimento empresarial através do qual ocorre a transferência de sua titularidade. e. conseguintemente.144 do CC. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência. continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano. 1. da publicação. quanto aos outros.transferência do estabelecimento sem ferir o direito dos credores e. quanto aos créditos vencidos. Art. Este deverá ser averbado no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na imprensa oficial. sem que a empresa fique vulnerável ao instituto da falência. a partir.” Paulo Nevares Página 3 .146. da data do vencimento. de acordo com o artigo 1. desde que regularmente contabilizados. “CC.

2. Fontes Históricas. 1. por meio da lei ou conjunto de leis que o contém. 1. 2. 5º. a jurisprudência. Massificação (atos de mercancia. 1. os usos e costumes. evolução e contexto do direito anterior. buscando uma padronização para tal). As leis. com esperança de realizar lucros. Atos do poder Executivo (do Decreto-lei para a Medida Provisória). Sendo assim. mas jamais existirá empresa sem empresário. Leis e Tratado Internacionais que o país tenha adotado ou aderido. Intercionalismo (importação e exportação. isto é. Paulo Nevares Página 4 . prestação de serviços ou produção de forma profissional. bens ou serviços destinados a troca (venda). trabalho e capital. IV. sendo assim continuamos a usar a terminologia adotada pela economia. a analogia e os princípios gerais do direito.o Código Comercial de 1851. ELEMENTOS CARACTERIZADORES DO DIREITO EMPRESARIAL I. Onerosidade (intuito de lucro).1. são documentos que nos direcionam ao entendimento da origem. produção e prestação de serviços nas relações econômicas). FONTES SECUNDÁRIAS DO DIREITO EMPRESARIAL – a lei civil. III. Jurisprudência e Os princípios gerais do direito. 1.DIREITO EMPRESARIAL A alteração de direito comercial para empresarial não fez que nossos doutrinadores e juristas trouxessem um conceito específico de nossa área para empresa.4.3. FONTES JURÍDICAS DO DIREITO EMPRESARIAL         A Constituição Federal. são os elementos que determinam conteúdo da norma. os Regulamentos. em conjunto com as práticas e conceitos internacionais. acoplando a estas características a habitualidade. II. produção e prestação de serviços praticados em alta escala). necessariamente há de haver quem as conduza. Para que a empresa tenha suas atividades. CONCEITOS DE EMPRESA Antes de tudo não devemos confundir a figura do empresário com o exercício da empresa. Os usos e costumes. realizar os atos de mercancia. Rubens Requião: “Empresa é a organização técno-econômica que se propõe a produzir. mediante a combinação de diversos elementos como natureza.3. com base nestas referências. Fontes Materiais (reais). FONTES PRIMÁRIAS DO DIREITO EMPRESARIAL . Cosmopolitismo (práticas mercantis adotadas no intercâmbio entre os povos). podemos começar a traçar o perfil do empresário ou sociedade empresária. são processos de criação das normas jurídicas. Os contratos (acordo bilateral entre partes). V. os meios pelos quais ocorre a materialização do Direito Objetivo (art. seja empresário individual ou coletivo. A analogia. uma vez que poderá haver empresário sem empresa (atividade). Fontes Formais. Dinamismo (atividade de mercancia.3. ou seja. II).

apenas para empresário. onde o mesmo descreve o que vem a ser uma sociedade empresária. 967 do CC que não adota o sistema subjetivo de direito empresarial. O dado relevante é o exercício da atividade e não a inscrição.1. a teor do art. Contudo. Todavia. Por fim não podemos deixar de destacar também que. profissionalismo. isto é.1. o simples exercício de uma atividade econômica não seria suficiente para caracterização de empresa. exercida profissionalmente pelo empresário. diferentemenete do Direito Comercial que adotava como natureza jurídica a Teoria dos Atos de Comércio. segundo a definição do art. quando os sócios firmam contrato estabelecendo as normas que regerão a sua estrutura. O EMPRESÁRIO IRREGULAR exerce as suas atividades em caráter informal. a nova Teoria da Empresa centraliza-se na atividade profissionalmente organizada para a produção ou circulação de bens e serviços. 981 do CC. outro fenômeno importante que ocorreu foi a extinção da figura do Comerciante para de fato surgir o empresário. o conceito de empresa não está restrito ao universo empresarial. para que adquira personalidade jurídica e tenha sua Paulo Nevares Página 5 . existem empresas públicas. daquele que reúne. Ao analisarmos as sociedades empresárias. conforme artigo 53 do Código Civil Brasileiro exemplifica. Em suma. apenas sujeita o empresário às sanções decorrentes do descumprimento da norma. Para doutrinadores mais modernos como Alfredo Neto. Bulgarelli define empresa como “a atividade econômica organizada. Portanto. EMPRESÁRIO NÃO REGISTRADO é um empresário irregular. é o sujeito de direito (perfil subjetivo).correndo os riscos por conta do empresário. Com a adoção da Teoria da Empresa. tendo como objeto a empresa. além das mercantis. civis (sem fins lucrativos). A sociedade passará a existir desde o momento de sua constituição. TEORIA DA EMPRESA Com o advento do novo Código Civil. para ser empresário é necessário exercê-la de forma organizada.1. mas dando enfase que a empresa seria o resultado da atividade do mesmo. um conceito para empresa. Hoje. a ausência do registro não subtrai o regime empresarial. O EMPRESÁRIO O empresário é o titular da empresa (não é a empresa). administração. a natureza jurídica do Direito Empresarial passou a ser a “Teoria da Empresa”. como já haviamos visto. teria que haver a habitualidade. não mencionando. quanto a sua regularidade. antes do início da atividade. podendo ser a pessoa natural (empresário individual) ou a pessoa jurídica (sociedade empresária). 3. A inscrição do empresário na Junta Comercial não é ato constitutivo da qualificação jurídica de empresário. coordena e dirige esses elementos sob a sua responsabilidade”. clandestino e sonegando tributos. que compreende a existência de um estabelecimento definido e uma dinâmica evolutiva dos negócios. afastando os amadores e os informais. 3. a simples prática de atividade econômica não qualifica alguém como empresário. o momento exato de seu reconhecimento. O Registro Público de Empresas Mercantis é obrigatório ao empresário. através do estabelecimento”. Assim sendo. Em nosso Código Civil não existe. SUJEITOS DA ATIVIDADE EMPRESARIAL 3. deliberação e a relação dos sócios entre si.

Paulo Nevares Página 6 . além de incentivo para que os empresários constituam sociedades regulares. pois a regra é a do artigo 170. o artigo 988. e foram dispostas de forma mais transparente do que as contempladas no Código Comercial de 1850. qual seja. que assegura a todos o direito ao livre exercício de qualquer atividade econômica. sendo que a sua existência pode ser provada. conforme se trate de sociedade simples ou empresária. Sendo a sociedade de fato um ente não personificado. A sociedade de fato pode estar constituída por contrato escrito não registrado ou ajustada por contrato verbal. reconhece e acata a figura do empresário irregular. salvo nos casos previstos em lei. existirá uma sociedade não personificada denominada de sociedade em comum ou sociedade de fato. independentemente de autorização. dentro do ordenamento jurídico. essa será sempre fraudulenta.existência separada da pessoa de seus sócios. patrimônio este que não é autônomo em relação aos sócios. As normas concernentes às sociedades de fato. que em razão do exercício de sua profissão não podem exercer simultaneamente a atividade empresarial. proporcional à sua respectiva participação. O Código Civil repeliu a proibição. assim o Código Civil. em sua primeira parte revogado. isto é. acreditam que os irregulares de fato são aqueles que nunca se tornarão regulares. Portanto. seu patrimônio confunde-se com o de seus sócios. inseridas no novo Código Civil. nem pode requerer a falência de um devedor seu. mas sim um conjunto de bens e dívidas que se encontra dentro do patrimônio de cada sócio.  Se for requerida sua falência. Ausente o contrato escrito ou se existente. entre os sócios. é necessário que o contrato da sociedade seja submetido a arquivamento no registro competente. do Código Civil. parágrafo único da Constituição da República Federativa do Brasil.  Impossibilidade de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e no Instituto Nacional do Seguro Social INSS. O impedimento deve ser interpretado restritivamente. arrolava aqueles “proibidos de comerciar”. decorrem de um crescimento da economia informal no Brasil com significativa participação e evidentes reflexos. alguns autores divergem a cerca do irregular de fato. Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou Registro Mercantil de Empresas. sob esta questão. embora capazes não poderiam exercer o comércio. do Código Civil. já existem legislação suficiente para saber quem são os impedidos. tendo em vista os seus efeitos sobre o patrimônio pessoal dos sócios. preferindo tratar as exceções como impedimentos. discorre sobre as pessoas legalmente IMPEDIDAS. AS CONSEQUÊNCIAS DA IRREGULARIDADE SÃO:  Não ser beneficiado pelo instituto da recuperação judicial. podendo mais a frente serem tratados e usufruírem dos bens da regularidade. No entanto. por este ou por todos os demais meios de prova admitidos pelo ordenamento jurídico. Todavia. e perante terceiros. entretanto também não relacionou quem são os impedidos. somente pelo ato formal constitutivo. sem o competente registro nos termos mencionados acima. O Código Comercial. exatamente por se tratar de uma restrição de direitos.  Não poderá ter seus livros autenticados. estabelece que os bens e as dívidas sociais constituem um patrimônio especial do qual os sócios são titulares em comum. não havendo um patrimônio social definido. o impedimento decorre da lei. notadamente para efeito de segregação patrimonial e limitação de responsabilidade. solidária e ilimitadamente. já os irregulares comuns só se encontram neste estado por algum detalhe. pelas obrigações da sociedade. servindo de maior proteção a terceiros que venham a manter relação com a sociedade irregular. Já o artigo 973 do Código Civil. cuja disciplina se encontra nos artigos 986 a 990. onde cada um deles possui uma parcela ideal.  Os sócios da sociedade irregular responderão. o que hoje para a corrente majoritária seria impossível dar este tratamento diferenciado aos irregulares. Ainda assim.

sendo seu patrimônio único e indivisível.  Aquisição de nacionalidade própria. Na verdade o empresário se obrigará através do seu próprio nome. Paulo Nevares Página 7 . para dar ao cônjuge não sócio a oportunidade de provar a inexistência do benefício do casal com a divida contraída em nome do empresário. por exemplo. Por fim caso o empresário individual vise aglutinar mais alguém ao universo de sua empresa. que por conta da entrada em vigor do novo Código Civil. entre outros. 1 Capacidade da pessoa jurídica: decorre da personalidade que a ordem jurídica lhe reconhece por ocasião de seu registro. teria sido revertida para benefício do casal. ativa e passiva. que Silvio Santos. acatando no que enquadrar-se a letra dos artigos 1113 a 1115 do Código Civil. capacidade patrimonial. respondendo ilimitadamente pelas obrigações contraídas tanto de natureza civil ou empresarial. contratual de representação. que poderá assim atingir a metade. através de atividades próprias do empresário. O empresário coletivo.  A capacidade da pessoa jurídica1. Abílio Diniz. o dono da empresa. 3. uma parte entende que uma vez casados. apresentariam a tese de verificação do regime matrimonial. O mesmo só poderá adotar como nome empresarial firma individual. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL E COLETIVO O empresário individual. isto é. a pessoa jurídica tem capacidade para exercer todos os direitos compatíveis com a natureza especial de sua personalidade. responsabilidade esta vinculada ao regime. com intuito de lucro. de um domicílio e de uma nacionalidade. nascerá com a união de duas ou mais pessoas. ficando seus bens resguardados. natural. a união dos mesmos formam uma pessoa jurídica única.  Direito à proteção do nome empresarial. a não ser que se possa provar que tal obrigação. como bem descreve o legislador no artigo 978 do Código Civil. do Código Civil. OS BENEFÍCIOS DA REGULARIDADE:  A distinção da pessoa natural (física) da pessoa jurídica. físicas ou jurídicas. independente do número de sócios. independente do regime de união. não se limitando à esfera patrimonial. tem direito à identificação. de acordo com grau de responsabilidade. do Código Civil. dívida. As correntes jurídicas e até mesmo a maioria dos doutrinadores não são pacíficos a cerca da questão. todavia devem-se exaurir os bens relacionados à pessoa jurídica para depois atingir os de cunho pessoal.1. os sócios não são empresários. o titular. bastará solicitar a Junta Comercial a transformação de seu registro de empresário individual para Sociedade Empresária. na forma dos artigos 981 c/c 966. buscando separar os bens da pessoa natural da jurídica. conforme artigo 982 do Código Civil. Só será exigida a outorga uxória quando o bem imóvel envolvido na transação não esteja diretamente ligado a empresa. Não poderão participar de licitações públicas.2. essa capacidade estende-se a todos os campos do direito. cabe ressaltar. isto é. preservando os outros 50% (cinquenta por cento) referente ao cônjuge não empresário. conforme descreve o artigo 1156 do Código Civil. devidamente provada pelo credor. no que tange a ilimitada responsabilidade do mesmo. na verdade a Sociedade Empresária. e atingindo apenas o do cônjuge empresário e os comuns até o limite da meação. pode exercer todos os direitos subjetivos. sendo dotada de uma denominação. com base no artigo 1126. Devemos destacar que tal passividade não se estende ao empresário individual casado. com base no Estatuto da Mulher Casada deverá se respeitar a meação não se podendo atingir os bens referentes ao cônjuge. caput. que revogaria tal estatuto. para assim. não será desmembrado em 2 (duas) pessoas diferentes. parte da meação referente ao cônjuge empresário. sendo assim o empresário será a própria pessoa física. Explanação não acompanhada por muitos.

há especialização de culturas em latifúndios. somente será considerado empresário o produtor rural devidamente inscrito no Registro de Empresas.4. em permitir que as empresas optantes recolham os tributos e contribuições devidos. Paulo Nevares Página 8 . os fatores terra. que são. em um único documento de arrecadação. pecuniária. de acordo com o modelo societário. tendo vigorado até a publicação do atual Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. um tratamento específico.  Empresa de pequeno porte a que fatura até R$ 2.864/94. mão de obra assalariada (permanente e temporária).3. chamado DARF-SIMPLES. 9.Roberto Justus. Essa atividade rural. procurando conjugar. 3.400.1.1. sócios. 3. majoritariamente. aqui se tem a figura do empresário rural individual. Anônima e Em Comandita por Ações.00.000. Limitada. o Código Civil de 2002 reservou para o empresário rural. Portanto. conforme descreve o artigo 1155 do Código Civil. diversos assuntos de interesse das microempresas. como trata o legislador nas letras do Código Civil nos arts. no Brasil. A primeira emprega tecnologia avançada. mas sim integrantes. a mão de obra é familiar e são relativamente mais diversificadas as culturas e menores as áreas de cultivo. Em Comandita Simples. aquela que tem faturamento anual de até R$ 240. Em vista destas características da agricultura brasileira. As Sociedades Empresárias seriam: Em Nome Coletivo. mediante a aplicação de alíquota única. Durante a sua vigência alguns dispositivos foram alterados e outros revogados. especialmente pelas Leis nº 8. inovação do Direito de Empresa. adotado pelo Código Civil. as define desta forma:  Microempresa. Neste tipo. 971 e 984. dentre outros não seriam empresários. seja pessoa física ou jurídica. A Segunda não emprega tecnologia. A Lei do Simples Federal. em dois tipos: agroindústria e agricultura familiar. o empresário rural possui a faculdade de realizar sua inscrição na Junta Comercial de sua sede. os grandes empresários rurais.256 no dia 27 daquele ano. O SIMPLES consiste. Assim. Denominou-se de Estatuto da Microempresa porque aglutinou. O sistema de pagamento unificado pode abranger os tributos estaduais e municipais mediante convênio celebrados com a Receita Federal para a qual são delegadas as atribuições de fiscalização e administração dos tributos administrados pelos entes estaduais ou municipais (ICMS ou ISS). calculados sobre a receita bruta. organizada e econômica. de forma racional. Os mesmos poderão adotar como nome empresarial firma social ou denominação. trabalho e capital. de uma Sociedade Empresarial. empresário rural é o que exerce atividade agrária seja ela agrícola. MICROEMPRESÁRIO E EMPRESÁRIO DE PEQUENO PORTE Em 1984. basicamente. na sua maioria. normalmente. que dá benefícios do ponto de vista tributário e fiscal. segundo os padrões estabelecidos pelo governo e fixados legalmente. surgiu o Estatuto da Microempresa com a promulgação da Lei nº 7. uma sociedade explora a atividade própria de empresário rural.317/96 (Lei do Simples) e Lei Complementar n° 123/042 (Lei do Super Simples).00. agro-industrial ou extrativa.000. em uma só lei. O EMPRESÁRIO RURAL De acordo com Maria Helena Diniz. é explorada.

5 do Código Civil.5. precisamos analisar em cada caso concreto. A mulher casada para exercer a empresa precisava da outorga marital. quais sejam: Observem que. 1. o art.Poderá ocorrer que uma empresa admitida no regime especial. a princípio. e não foi por acaso. consagrando a teoria da preservação da empresa. o art. Essas regras referem-se ao menor como empresário individual.6. 1. que se adquire aos 18 anos de idade não havendo circunstâncias subjetivas que inabilitem essa aquisição. dar continuidade à empresa. cuja incapacidade foi superveniente ao exercício da atividade empresarial.517 do Código Civil previu que somente a partir dos 16 anos podem os pais autorizar o casamento de menor. É que o art. é necessário possuir plena capacidade. por ter regulamentado o exercício da empresa pelo menor baseado na função social da empresa. Nesse caso perde a condição de microempresa e passa a ser tratada como empresa comum. 972 vedou o exercício da atividade de empresário aos juridicamente incapazes. O MENOR E O INTERDITO Nosso ordenamento jurídico estabelece que para exercer pessoalmente os atos da vida civil. Com o advento da Constituição de 1988. segundo o art. já que o menor pode dar continuidade a uma atividade empresarial existente. No entanto. sendo assistida pelo seu marido. 974.1. como o exercício da atividade empresarial. desde que devidamente assistidos ou representados. havendo outros sócios capazes. pelo seu progresso e desenvolvimento. um menor de 18 anos. Antes dessa idade. se desenquadre economicamente do parâmetro legal. é aceitável que o menor figure como sócio. com a ressalva que também na questão da sociedade. 974 permitiu aos interditos. Mas existe uma exceção a essa regra. pois se entendia que sem isso. o menor não poderia ser sócio. não pode dar início a uma atividade empresarial. mas principalmente. A regra é que os bens de ambos os cônjuges respondem pelas obrigações contraídas. Quando do advento do Código Civil de 2002. O Código hoje estabelece que um incapaz. Se observarmos as outras três hipóteses. da autorização de seu marido. podendo o menor figurar como sócio dando continuidade à sociedade. cessou-se essa polêmica. que tiveram seus pais falecidos ou ausentes. pois pesa mais a função social da empresa que a proteção ao menor nesse caso. Já para o menor como sócio de uma sociedade. conforme a incapacidade seja relativa ou absoluta. a não ser que uma das partes prove que não aferiu nenhuma vantagem econômica por meio da atividade Paulo Nevares Página 9 . 3. o legislador condicionou a emancipação a uma idade mínima de 16 anos. o parágrafo único do mesmo artigo traz hipóteses de aquisição da capacidade civil antes da maioridade. Então. No caso de uma sociedade anônima. de acordo com a previsão do art. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. o menor não exercerá a administração da empresa O art. apenas nas letras “a” e “e”. o casamento só é possível para evitar a imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. Na verdade. pode-se afirmar que a capacidade é um dos requisitos para o exercício da empresa. somente haveria dúvida em relação à idade mínima para a emancipação nos casos de colação de grau em curso superior. A MULHER CASADA Antes da edição do Estatuto da Mulher Casada. Sob o aspecto temporal. 3. No entanto. prevalece a função social da empresa e a teoria da preservação. De outra maneira.1. primeiro por ter ele baixado a maioridade civil. as regras variam de acordo com o risco que a atividade pode trazer a seu patrimônio. ou aos menores tutelados. a mulher casada era considerada relativamente incapaz. ela poderia colocar em risco o patrimônio do casal. para que o mesmo possa figurar como sócio em uma empresa. Mas no caso da sociedade em nome coletivo. como o único risco é a perda do patrimônio investido nas ações. de responsabilidade ilimitada. consagrou-se a equiparação entre homens e mulheres. prevê que a menoridade cessa aos dezoito anos completos. a responsabilidade do menor (precisa ser limitada) e o risco que adviria para seu patrimônio (precisa ser pequeno).520 do mesmo Código.

3°. no caso de pessoa física não domiciliada no Brasil. onde possibilita a mulher casada ser empresária sem a outorga marital: 3. Não tendo registro no Brasil. ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores.1. CIENTÍFICA. 996. não se pode impor novo regramento. sendo assim uma sociedade brasileira. Sendo o regime de separação obrigatória. As atividades de prestação de serviços de natureza intelectual. o empresário. Esta é a posição defendida pela melhor doutrina. estaria proibida a constituição de sociedade. que será visto sobre dois aspectos: o estrangeiro enquanto pessoa física e o estrangeiro enquanto pessoa jurídica. como regime civil e não empresário. Registrando a sociedade em território nacional. 977do Código Civil veio a obstar a contratação de sociedade entre marido e mulher. “Não se considera EMPRESÁRIO quem exerce profissão intelectual. artística. mas em vários outros dispositivos estabelece algumas diferenciações. científica. se de fato configurasse uma sociedade como sendo brasileira ou não. também chamado de empresarialidade. Por outro lado. não podem ferir o direito adquirido. essa possibilidade sequer existiria. somente serão classificadas como atividades não empresariais na medida em que o seu titular. o que nada mais é do que o elemento de empresa. cria-se a obrigação de estabelecer-se uma sede no Brasil. artística ou literária. a regra relativa ao estrangeiro. hipótese em que seria possível. ainda que participem terceiros. efetivamente organize o trabalho de terceiros. desde que tenha domicílio no Brasil. Verificando agora o caso de estrangeiro enquanto pessoa jurídica (sociedade empresarial). (art. a única saída para formação da sociedade seria a alteração do regime por meio de autorização judicial. cientifica e literária. Deve se analisar primeiro. Em se tratando de regime de comunhão universal. Agora. Sendo assim. significando afirmar que. pessoa física.101/05. é de que lhe é possível o exercício da empresa. se o regime for de comunhão universal ou de separação obrigatória. só poderá integrar uma sociedade em nosso país se essa for uma sociedade anônima. salvo se houverem se casado no regime de comunhão parcial de bens. é uma sociedade estrangeira. o empresário rural e as cooperativas. bem como: o profissional de natureza intelectual. O art. passando a se considerado. A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece no artigo 5º uma isonomia entre brasileiros e estrangeiros residentes no país. III da Lei 11. de natureza científica. A quarta hipótese diz respeito às atividades exploradas por quem não se enquadra no conceito legal de empresário. ressalvados os casos vedados pelo texto constitucional. como forma de exemplificar através de lei no art. O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE EMPRESARIAL PELO ESTRANGEIRO O exercício da empresa pelo estrangeiro.7. pois nesse caso a responsabilidade é muito limitada. O EXERCENTE DE PROFISSÃO INTELECTUAL. LITERAL E ARTÍSTICA Segundo o Código Civil existem algumas hipóteses de atividades econômicas civis.empresarial. pelo registro. parágrafo único do Código Civil).1. 3. numa clara organização dos meios de produção. participação final nos aquestros ou separação convencional de bens. Sendo estrangeira a sociedade. Paulo Nevares Página 10 . para as sociedades constituídas anteriormente à vigência do Código. portanto. ainda que sejam desenvolvidas com o concurso de outras pessoas. também pode exercer a empresa enquanto sócio. Essas disposições. literária ou artística. domiciliada no Brasil. por ser aquele insuscetível de mudança. A pessoa física estrangeira. não pode a mesma exercer a empresa no território nacional a não ser que haja uma autorização expressa do poder executivo.8. contudo. salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.

O impeditivo somente perde o efeito depois de declaradas extintas todas as suas obrigações. se a exercer. Cooperativas por força do art. embora exerça atividade de circulação de bens com o intuito de lucro. 982. pelos músicos. responderá pelas obrigações contraídas". Paulo Nevares Página 11 . que estão. diz que "podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos. existindo outras que não são regulamentadas pelas mesmas disposições legais que regulamentam os empresários. Nova Lei de Falências. são as denominadas atividades econômicas civis. no artigo 972. proibidos de serem empresários individuais ou administradores de sociedades empresárias. Para a definição de não empresário.101/2005. advogados). no art. 4. e ainda assim senão tiver sido constatada a ocorrência de crime falimentar. o texto da lei. que o falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da decretação da falência. Podemos citar ainda como exemplos.As atividades empresariais não abrangem todas as atividades econômicas possíveis. dos servidores públicos em geral. parágrafo único. Prevê o art. a atividade exercida por ela será considerada uma atividade econômica civil.096 do Código Civil e pela Lei nº 5764/71. 1. As atividades econômicas civis são regulamentadas pelo Direito Civil. são os denominados absolutamente capazes. O estudo das Cooperativas é realizado pelo Direito Civil e estas são regulamentadas pelos arts. uma vez que lhe falta organização. escritores. mesmo que esses profissionais contratem auxiliares. Para eles. também teremos o exemplo da “sacoleira” que. CAPACIDADE DE EMPRESARIAL À LUZ DO NOVO CÓDIGO CIVIL De maneira extremamente genérica. na conformidade do disposto no art. serão sempre sociedades simples independente do seu objeto. anteriormente apreciado no artigo 966 do Código Civil. Deveras. nos diz que se essas profissões constituírem elementos de empresa serão consideradas atividades empresariais e não mais civis.093 a 1. 972. portanto. aquelas atividades exercidas pelos profissionais liberais (médicos. o vindouro Código. Contudo. por exemplo. parágrafo único. IMPEDIDOS E PROIBIDOS Os impedidos não são incapazes. que o faz. Diferente é o caso do impedido legalmente de exercer a empresa. do Código Civil. 4. artistas plásticos. a condição de acionista ou quotista de sociedade empresária não deve ser considerada englobada pela disposição do art. por leis administrativas. do novo Código Civil. "a pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário. não estarão exercendo atividade empresarial. dentistas. há de se distinguir entre os capazes e os impedidos. No entanto. que se encontrem fora do rol disposto nos artigos 3º e 4º. pelas regras civis. fato que postergaria ainda mais a sua reabilitação. Outro que pode ser enquadrado na proibição é o falido.1. não é empresária e. que proíbe exclusivamente a qualificação como empresário individual ou administrador de sociedade empresária." Assim. 102 da Lei nº 11. tratando-se neste caso de um empresário irregular. Exemplo: o dentista que contrata uma auxiliar para seu consultório. alguma circunstância tornou-os incompatíveis ao exercício da atividade empresarial. Capazes são aqueles que estão no exercício da capacidade de gozo e da capacidade de fato. Conforme o artigo 973. É o caso. 966. 158 do mesmo diploma legal.

muitos dos agentes auxiliares que mantinham contrato de trabalho com as empresas. surtindo efeitos perante Direito Empresarial. protegendo seus interesses e o crédito na praça. que prometia redução drástica de despesas com aumento da qualidade do serviço prestado. 1180 e 1181 do CC). 5. todos os que concorrem com o seu labor para o alcance da finalidade da empresa (lucro). antes do início de sua atividade”. internos e externos. Na intenção de diminuir custos. tanto que o art. a autenticação. conforme exerçam suas atividades no âmbito circunscrito do estabelecimento ou o façam em outros ambientes. serviços próprios de limpeza e vigilância. para não ter que recolher as despesas sociais que incidem no contrato de trabalho (INSS. férias. As relações entre a empresa e seus empregados estão disciplinadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). a pessoa física que presta serviços de caráter não eventual.1.1. nas atividades-meio. 1. no exercício de suas funções. 967 do CC). são agentes do empresário. São agentes auxiliares subordinados. a segurança e a validade destes. 6. A essas pessoas. 973 do Código previu a assunção pelos impedidos das obrigações por eles contraídas. de acordo com suas funções (vigias/ motoristas). 6. a contabilidade. Algumas empresas. Os agentes auxiliares subordinados são aqueles que prestam seus serviços mediante vínculo empregatício. assegurando a publicidade. para contratar outras empresas para o fornecimento desses mesmos serviços. entregas de mercadoria. décimo-terceiro. O Registro de Empresas é composto de órgãos que têm por finalidade registrar os atos dos empresários. hoje o fazem de modo autônomo a várias empresas ou apenas à antiga empregadora. AGENTES AUXILIARES Os agentes auxiliares se dividem em subordinados (internos e externos) e autônomos. CLT).179 do CC). Paulo Nevares Página 12 . que passam pelos custos sociais do contrato de trabalho. após a experiência da terceirização. Com a onda da terceirização. mediante pagamento de salário e sob subordinação jurídica ao empregador (art. terceiros. oriundas do exercício de atividade própria de empresário. o empresário. de modo direto ou indireto. a proibição legal não tem o condão de exonerar o agente que desrespeitou a lei pelas responsabilidades advindas de seus atos. conhecidos como auxiliares autônomos.). 5. geralmente. 2) Realizar balanço patrimonial e de resultado econômico anualmente (art. por não terem obtidos os resultados esperados.1. damos o nome de agentes auxiliares do comércio ou da empresa. existem empresários que se valem desse artifício. ou seja. vêm retornando ao modelo antigo. Por questões de ordem econômica. FGTS. Assim. se vale do trabalho de pessoas a ele subordinadas. COLABORADORES DA EMPRESA Para praticar a atividade empresarial. hoje.Contudo. muitas empresas desativaram seus departamentos jurídicos. OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO 1) Inscrever-se no Registro de Empresas antes de iniciar sua atividade (art. REGISTRO Afirma o artigo 967 do Código Civil: “É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. 3) Escriturar os livros obrigatórios (arts. 3º. etc.179.

regulamentares e regimentais. órgãos locais do registro do comércio. agência. examinar e encaminhar os processos e recursos a serem decididos pelo Ministro de Estado da Indústria. as medidas tendentes a suprir ou corrigir as ausências.estabelecer e consolidar. com vistas à solução de consultas e à observância das normas legais e regulamentares do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. V . com a cooperação das Juntas Comerciais. regulamentada pela Lei n° 8934/94 (Lei de Registros Comerciais).exercer ampla fiscalização jurídica sobre os órgãos incumbidos do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins.934/94 (LRE). baixando instruções para esse fim. as normas e diretrizes gerais do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. regulamentos e demais normas relacionadas com o registro de empresas mercantis.solucionar dúvidas ocorrentes na interpretação das leis. ligado ao Ministério do Desenvolvimento.Elaborar a tabela de preços de seus serviços.prestar orientações às Juntas Comerciais.Elaborar os respectivos Regimentos Internos e suas alterações. III – Processar a habilitação e a nomeação dos tradutores públicos e intérpretes comerciais. VII .organizar e manter atualizado o cadastro nacional das empresas mercantis em funcionamento no País. administrativamente. sucursal ou estabelecimento no País.O assentamento dos usos e práticas mercantis. II . do Comércio e do Turismo. O Sistema Nacional de Registro Mercantil (SINREM) é composto pelos seguintes órgãos: 1) Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC). O Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC). tecnicamente. VI . falhas ou deficiências dos serviços de Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. Haverá uma Junta Comercial em cada Estado. observadas as normas legais pertinentes. os órgãos incumbidos Direito Empresarial da execução dos serviços de Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. 2) Juntas Comerciais. IV . ao Governo do Estado e. Indústria e Comércio Exterior. de conformidade com a Lei 8. Paulo Nevares Página 13 .prestar colaboração técnica e financeira às Juntas Comerciais para a melhoria dos serviços pertinentes ao Registro Público de Empresas Mercantis Atividades Afins. reuniões e publicações sobre assuntos pertinentes ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. bem como as resoluções de caráter administrativo necessárias ao fiel cumprimento das normas legais. X .O Registro de Empresas é regulamentado pela Lei nº 8. com sede na Capital. com exclusividade. tem como finalidade: I . As Juntas Comerciais têm como atribuições legais: I . II .promover ou providenciar. supletivamente. regulamentado pelo Decreto 1800/96 e a Lei de Registros Comerciais. ao DNRC.estabelecer normas procedimentais de arquivamento de atos de firmas mercantis individuais e sociedades mercantis de qualquer natureza.Executar os serviços previstos no art. e requerendo tudo o que se afigurar necessário ao cumprimento dessas normas. VI .instruir. no plano técnico. V . sem prejuízo da competência de outros órgãos federais. 32 desta Lei. VIII .Expedir carteiras de exercício profissional de pessoas legalmente inscritas no Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. inclusive os pedidos de autorização para nacionalização ou instalação de filial. por sociedade estrangeira. XI . na esfera federal. representando para os devidos fins às autoridades administrativas contra abusos e infrações das respectivas normas. na esfera estadual. As Juntas Comerciais poderão resolver pela criação de Delegacias. IX . IV .934/94. nos termos da legislação estadual respectiva.promover e efetuar estudos.supervisionar e coordenar. subordinando-se. III .

Atos de Registro. clareza e caracterização do documento respectivo. tradutores públicos e intérpretes comerciais.179. salvo se nenhum houver na localidade. II .A Secretaria-Geral. e) De atos ou documentos que. Também serão lançados o balanço patrimonial e o de resultado econômico. No Diário. o Registro compreende: I . § 2° e 970. tendo como finalidade a anotação de uma modificação. denominado de AVERBAÇÃO. dissolução e extinção de firmas mercantis individuais.A estrutura básica das Juntas Comerciais será integrada pelos seguintes órgãos: I . art. sociedades mercantis e cooperativas. alteração.O Arquivamento: a) Dos documentos relativos à constituição. IV . artigo 1. todas as operações relativas ao exercício da empresa. ambos devem ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário. ESCRITURAÇÃO Todo empresário (individual ou sociedade) é obrigado a escriturar os livros comerciais obrigatórios. serão lançadas. II . Falamos que é comum a todos os empresários. por determinação legal.179 do Código Civil: Todavia. como órgão diretivo e representativo. prevê exceções quanto ao microempresário e empresários de pequeno porte que não são optantes pelo SIMPLES. Assim. o próprio Código Civil. na forma de lei própria.a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis registradas e dos agentes auxiliares do comércio. como órgãos deliberativos inferiores. Por força do novo Código Civil. observado as mesmas exigências daqueles.A Presidência. trata de um novo ato.A Procuradoria. o Diário. trapicheiros e administradores de armazéns-gerais.1. b) Dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade. como órgão deliberativo superior. em seu artigo 968 §1º.180. 6. Paulo Nevares Página 14 .2. pois a obrigatoriedade de sua escrituração se estende a todos os empresários (de qualquer espécie e tipo de atividade). O empresário poderá adotar o sistema de fichas de lançamento.O Plenário. III . III .A Matrícula e seu Cancelamento: dos leiloeiros. V .1.As Turmas. d) Das declarações de microempresa. uma nova situação da inscrição do empresário. que é uma espécie de arquivamento. a escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado. como órgão de fiscalização e de consulta jurídica. com individuação. O Código Civil. dia a dia. c) Dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil. substituindo o Livro Diário pelo Livro Balancetes Diário e Balanços. sejam atribuídos ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou daqueles que possam interessar ao empresário e às empresas mercantis. há somente um livro obrigatório e comum a todos os empresários. como órgão administrativo. por escrita direta ou reprodução. ou outro instrumento hábil a lhe substituir. art.

101/2005. Recuperação judicial: para instruir o pedido do benefício de recuperação judicial devem ser juntadas as demonstrações e os demais documentos contábeis. o empresário não terá como provar qualquer alegação realizada contra ele. Perícias Contábeis: em relação a demandas trabalhistas. devidamente autenticados e escriturados.179. como. e vice-versa. Dissidências Societárias: as divergências que porventura surjam entre os sócios de uma empresa poderão ser objetos de perícia para apuração de direitos ou responsabilidades. que a falta de atenção com as obrigações é comum dentro das organizações. escriturar ou autenticar os livros obrigatórios. Entrada e Saída de Mercadorias. 168 a 182). que. OBSERVAÇÃO: Os livros que estudamos dizem respeito ao Direito Empresarial. 6. formalmente. inc. o seu Balanço Patrimonial. judicialmente. especiais ou específicos. Assim. a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária.Os Livros Obrigatórios ou fichas. Atas de Reuniões do Conselho de Administração entre outros. o cumprimento de obrigações trabalhistas. o empresário é obrigado a seguir um sistema de Contabilidade e levantar. As consequências da irregularidade da escrituração serão: 1) A ausência de um Livro Obrigatório ou a irregularidade de sua escrituração acarretará conseqüência tanto na esfera penal quanto na civil. Os profissionais das áreas de economia e contábeis alertam. antes de postos em uso. Atas de Assembléias Gerais. servem como meio de prova em juízo e fora dele. Esta mesma Lei estabelece severas punições pela não execução ou pela apresentação de falhas na escrituração contábil (arts. Na sua ausência. Paulo Nevares Página 15 . Presença dos Acionistas. anualmente. Além dos Livros Obrigatórios Comuns. CONTABILIDADE Desde que entrou em vigor o novo Código Civil brasileiro. por exemplo: 1. 3) Ainda no âmbito do mundo falimentar. 51. as obrigações nele contidas serão consideradas verdadeiras e exigíveis. a empresa que não possui Contabilidade fica em situação vulnerável diante da necessidade de comprovar. o que pode vir a acarretar alguns problemas de ordem organizacional e até mesmo jurídica. A escrituração contábil correta e em dia evita situações de riscos. pois o ônus da prova é da empresa mediante a comprovação dos registros no Livro Diário. que regula a recuperação judicial. A ausência da Contabilidade além de inviabilizar a realização do procedimento contábil. no entanto. 2) Os livros comerciais. porque serão obrigatórios a determinadas categorias de atividades empresariais. deverão ser autenticados pela Junta Comercial. 3. pelas omissões. conforme prevê o artigo 1. facultativamente. em 2003. Trabalhista ou Previdenciária. ou no § 2º da Lei nº 11. a lei prevê os Livros Obrigatórios Especiais. 2. Livros Obrigatórios Especiais: 1) 2) 3) 4) 5) 6) Livro de Registro de Duplicatas. admitindo-se esta como verdadeira. poderá levar os responsáveis a responder. Transferência de Ações Nominativas. poderá também autenticar livros não obrigatórios. a Lei de Falência considera crime falimentar deixar de elaborar. na forma do art. Registro de Ações Nominativas. II.3. existindo outros livros obrigatórios em razão da Legislação Tributária.

é o estabelecimento que depende e esta subordinada à uma empresa matriz. define-se como o lugar de exercício das atividades profissionais. O estabelecimento comercial é também traduzido pelos italianos por “azienda”. 1. AGÊNCIA . ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL O Código Civil trouxe em seu artigo 1142 a definição de estabelecimento comercial como: “todo complexo de bens organizado. em que se procede às operações comerciais e financeiras de maior vulto e em massa" (Rubens Requião). tal tema não é pacífico. Protegidos por lei. para alguns doutrinadores seria o estabelecimento mais importante por ali estar os administradores da empresa. por empresário. Através deste contrato.Bens Móveis e Bens Imóveis (como as mercadorias. SUCURSAL . 7. ou por sociedade empresária”. Paulo Nevares Página 16 . para exercício da empresa. Lei 8245/91 (Lei de Inquilinato). as marcas. arts. utensílios.Este estabelecimento empresarial acessório e distinto. com base no art.2. ponto etc. para produzir efeitos jurídicos em relação a terceiros. veículos etc.7. Vale ressaltar que. no entanto.3. para fins de definição da competência para o direito falimentar. de cujos negócios trata e a cuja administração se liga. direitos. TRESPASSE Trespasse é o contrato de compra e venda do estabelecimento empresarial através do qual ocorre a transferência de sua titularidade. de acordo com o art. "Principal estabelecimento. é o mais importante do ponto de vista econômico" (Fábio Ulhoa Coelho). SUCURSAL. de onde emanam as suas ordens e instruções.) 7.) b) Bens Incorpóreos (como o nome empresarial. FILIAL . 7. em caso de locação. MATRIZ. equipamentos. FILIAL E AGÊNCIA MATRIZ . sem. da Lei de Falências.é espécie de bem incorpóreo do empresário. o usufruto ou arrendamento do estabelecimento deverá ser averbado no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na imprensa oficial. O TRESPASSE ocorre quando o estabelecimento deixa de integrar o patrimônio de um empresário e passa a ser objeto de direito de propriedade de outro. 51/52/55/71.1. Pode ser revestidas em forma de agência ou sucursal. Geralmente. ELEMENTOS COMPONENTES DO ESTABELECIMENTO a) Bens Corpóreos . matem estoques de mercadorias e tem maior liberdade administrativa que a agência. constituir filial ou agência desse outro. instalações.144 do CC.É a sede de um estabelecimento em relação às suas filiais. A agência também poderá ser sinônimo de filial. “Conceitua-se o principal estabelecimento tendo em vista aquele em que se situa a chefia da empresa. o empresário (trespassante) se obriga a transferir o domínio do complexo unitário de bens instrumentais que servem a atividade empresarial e o adquirente (trespassário) se obriga a pagar pela aquisição. depende da matriz. patentes.é o estabelecimento prestador de serviços que se encarrega de tratar de negócios mediante certa remuneração.5. 3. PONTO COMERCIAL PONTO . No entanto. 7. o que no âmbito falimentar é questionável. é aquele em que se encontra concentrado o maior volume de negócios da empresa. o contrato que tenha por objeto a alienação. onde efetivamente atua o empresário no governo ou no comando de seus negócios. A Matriz/Filial se responsabiliza econômica e administrativamente pela agência. uma vez que a mesma entende que o principal estabelecimento seria aquele com maior número de bens.

8. Nas hipóteses de arrendamento ou usufruto do estabelecimento comercial. Junto com o estabelecimento comercial e seus atributos. Ao estabelecer estas condições.147 do CC. desde que regularmente contabilizado. no prazo de noventa dias a contar da publicação do ato de transferência. Na alienação do estabelecimento. pelo prazo de cinco anos. No entanto.O Cód. que constituem o instrumento utilizado pelo comerciante para a exploração determinada atividade mercantil”. do seu ponto comercial. pagar a dívida ao alienante do estabelecimento. que prevê ser de até dois anos depois de averbada a modificação do contrato.145: “Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo. ficando. estiverem vinculados ao aviamento subjetivo do alienante do estabelecimento. continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano a partir da data da publicação do contrato de alienação. pretendeu o Código viabilizar a transferência do estabelecimento sem ferir o direito dos credores e. tem como denominação doutrinaria “cessão da clientela”. sem que a empresa fique vulnerável ao instituto da falência. tais contratos não se transferirão automaticamente. Se o devedor. ao adquirente proceder à cobrança contra o cedente. na hipótese de alienação do estabelecimento. que se sub-roga em seus direitos e obrigações. a não continuar exercendo a mesma atividade que era objeto do estabelecimento. transfere-se junto com o estabelecimento. de modo expresso ou tácito. ficará exonerado da obrigação. cabe destacar o art. 1. o adquirente responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência.146 que o passivo integra o estabelecimento empresarial e. a transferência implica também a cessão de todos os créditos contabilizados no ativo da empresa. das marcas de seus produtos e de outros elementos corpóreos e incorpóreos que servem de referencial para a prática mercantil. Código Civil. devendo a alienação deste seguir certas determinações estabelecidas no art. a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores. 1. a partir desse momento. a alienação ou arrendamento abrange a clientela que normalmente com ele realizava negócios. A partir da publicação do ato de arquivamento da transferência na Junta Comercial. perante a sociedade e terceiros. neste caso. então. pelas obrigações que tinha como sócio. o regramento acima. em razão de seu nome empresarial. disputando clientela com o adquirente. com relação ao prazo em que o alienante é responsável solidariamente pelas obrigações pelo prazo de um ano. Civil que o estabelecimento empresarial servirá de garantia para os credores da empresa. prevê o Cód. ou seja. que se equipara ao cessionário dos créditos. cabendo. quanto aos créditos vencidos. Dessa forma. salvo disposição expressa no contrato de alienação permitindo que o alienante possa concorrer na mesma praça. Já o artigo 1148 do CC.003. denunciar ou rescindir o contrato. ativos e passivos. ocorrerá a produção dos efeitos jurídicos com relação aos créditos do estabelecimento perante terceiros. cabendo aos devedores da empresa. consequentemente. de boa-fé. parágrafo único·. desde que exista justa causa. a responsabilidade solidária do cedente da quota social com o cessionário. (Oscar Barreto Filho) Paulo Nevares Página 17 . em 30 dias a partir de sua notificação”. a cessão da clientela deverá ser observada pelo mesmo prazo de vigência do contrato que instituiu o arrendamento ou usufruto. efetuar os pagamentos das dívidas vencidas e vincendas perante o adquirente. Ademais. Quando esses contratos tiverem caráter pessoal. trata dos bens materiais integrantes do estabelecimento comercial. ressalvada a responsabilidade do alienante. celebrados perante terceiros. Continuando a análise do TRESPASSE. ou da data do vencimento dos créditos. no mesmo ramo de atividade comercial. o artigo 1149 do CC. são transferidos para o adquirente do estabelecimento. ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Os elementos de empresa são um “complexo de bens materiais e imateriais. parece conflitar com a disposição do artigo 1. quando da sua alienação. ou do consentimento destes. somente por este podendo ser executados. apresenta os contratos de obrigações de trato sucessivo vinculados à atividade do estabelecimento. Por fim. Os terceiros que contrataram com a empresa antes da alienação poderão. o alienante fica obrigado. Civil preve expressamente no artigo 1.

de 15 de março de 1996. Estes elementos complementares não formam por si só a firma individual. não podem traduzir nenhuma idéia falsa.é. já as sociedades podem usar dois tipos de nome empresarial. Por fim. Tal elemento pode consistir no aditamento da expressão e companhia. Há várias formas de compor o nome empresarial e em função dessas formas há vários tipos de nome empresarial. pois. é certo que em determinadas sociedades como a limitada. que uniformizou critérios para o exame dos atos submetidos ao Registro Público de Empresas. essencial para a composição da firma. que é sempre obrigatório. A firma individual diz respeito apenas ao empresário individual. como por exemplo. servindo para identificar pelo menos uma pessoa que faça parte da sociedade e tenha responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade (art. não se contrapondo aos ditames da lei. na medida em que não há o caráter identificador apenas nas iniciais. em comandita simples. nada obsta que se indique apenas o prenome. A titularidade sobre o nome acontece a partir do arquivamento de seus atos constitutivos na Junta Comercial do Estado. a razão social e a denominação. e o faz através de instruções normativas que. Nas limitadas e nas comanditas por ações pode ser adotada também uma denominação.168 do CC.156 do CC). RAZÃO SOCIAL . Além dessas disposições. 1. FIRMA INDIVIDUAL .1. são válidas. o Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) é entidade habilitada a normatizar esse e outros assuntos relacionados à empresa e ao empresário. firma composta apenas das iniciais do empresário. O elemento nominal da firma individual é o próprio nome civil do empresário individual. a expressão "limitada" ou "Ltda" nas mesmas. ressalvada menção expressa em sentido contrário na razão social das sociedades limitadas.1.1551. 1. a lei exige um elemento sacramental que identifique a própria espécie societária. Ao lado do elemento nominal. A adoção deste ou daquele tipo depende da forma societária adotada.1.) ou seu ramo de atuação. Filho. ou um sobrenome do sócio. podem ser exigidos elementos específicos para determinadas sociedades. podem ser acrescidos elementos complementares para melhor identificar a pessoa do empresário (Exemplos: Júnior. Assim sendo. São elementos obrigatórios para a razão social. acrescido facultativamente de designação mais precisa de sua pessoa ou gênero de atividade (art. a razão social e a denominação.Diz respeito ao empresário individual exerce a atividade empresarial por meio da chamada firma individual que é composta por seu nome completo ou abreviado. e cia ou qualquer outra que denote a pluralidade de sócios. do Código Civil). Apelidos etc. arts. Tal espécie de nome empresarial pode ser usado nas sociedades em nome coletivo. o elemento nominal e o elemento pluralizador. no que se refere ao nome empresarial. NOME EMPRESARIAL .é espécie de nome empresarial para sociedades empresárias que se caracteriza pela utilização do nome de sócios na sua na sua composição. Por fim. contudo. isto é.8. Uma é a IN (Instrução Normativa) n° 53. Há na firma dois tipos de elementos: o elemento nominal e os elementos complementares. 8. O segundo elemento obrigatório é o elemento pluralizador que consiste na indicação de que a sociedade possui pelo menos dois sócios. Também podem ser colocados elementos complementares que melhor identifiquem a sociedade. limitadas e em comandita por ações. alguns ou todos os sócios.1. Eles são sempre facultativos e têm como limite o princípio da veracidade. podendo ser usado o nome completo do empresário ou abreviado. 8. aquele sob o qual a sociedade ou o empresário individual exerce sua atividade econômica e obriga-se nos atos a eles pertinentes. Não se admite.157. quais sejam: a firma individual. O elemento nominal é a indicação completa ou parcial do nome de um.1. Paulo Nevares Página 18 .2.

Além desses. identifica o local no qual é exercida e vem a contato com o público a atividade do empresário. exige-se a expressão "limitada" ou "Ltda". X X X X X X X X X C/ o termo “C. temos dois tipos de elementos obrigatórios. ou apenas a indicação do objeto social. Ela pode ser adotada nas sociedades limitadas e nas sociedades em comandita por ações. Nas sociedades limitadas. TÍTULO DO ESTABELECIMENTO . ou por extenso C/ o termo N/C.8. DENOMINAÇÃO . o elemento objetivo passa a necessariamente indicar a atividade que está sendo exercida pela sociedade. mas o nome empresarial será sempre o mesmo. quais sejam. exige-se a expressão "sociedade anônima" ou "companhia" por extenso ou abreviadamente.3. mas apenas o local do exercício da atividade. o objetivo e o sacramental. QUADRO SINÓPTICO TIPO FIRMA INDIVIDUAL RAZÃO SOCIAL Nome da pessoa natural acrescido no máximo do seu objeto social. sendo obrigatória nas sociedades anônimas. Além do elemento objetivo. podemos ter elementos que complementares que auxiliem na identificação da sociedade. Na denominação das sociedades empresárias.S”.1. a denominação das sociedades limitadas.também conhecido como nome fantasia. a indicação do local. ou por extenso Não Possui Nome C/ o termo “LTDA” ou por extenso C/ um dos termos: “S/A” ou “CIA”. Se houverem vários locais para o exercício da atividade pelo mesmo empresário podem ser adotados nomes de fantasias distintos. ou cada um por extenso C/ o termo “Cooperativa” C/ o termo “S. Segue na próxima página o quadro sinóptico para melhor visualização.caracteriza-se pela não utilização do nome dos sócios. DENOMINAÇÃO OBSERVAÇÕES Empresário Individual Sociedade Simples Em Nome Coletivo Em Comandita Simples Em Comandita por Ações Em Conta de Participação Sociedade Limitada Sociedade Anônima Sociedade Cooperativa X 8. figurativo (representações gráfica. grafadas de modo peculiar).2. Nas sociedades em comandita por ações exige-se a expressão "comandita por ações" ao final do nome.”. podendo se usar uma expressão de fantasia. das sociedades anônimas e das sociedades em comandita por ações exige um elemento sacramental que identifique o tipo societário.A. Paulo Nevares Página 19 . O nome fantasia pode ser nominativo (expressões lingüísticas). Com o Código Civil de 2002. também chamadas insígnia) e misto (expressões lingüísticas. Nas sociedades anônimas. Este conceito não se confunde com o nome empresarial na medida em que não identifica a pessoa.

Lei 9. com base no artigo 195. 122. prorrogável por períodos iguais ou sucessivos. a que é depositada regularmente em País vinculado à acordo ou tratado do qual o Brasil seja partícipe. nos termos dos artigos 208 e 209 da mesma lei. Signal. "é o sinal aposto a um produto.1. isto é. Quem faz esse uso indevido é obrigado a responder pelas perdas e danos decorrente desse uso indevido.3 8. Lei de Propriedade Industrial. 2) Estrangeira: Com duas subdivisões: a que é regularmente depositada no Brasil. não compreendidos nas proibições legais. da Lei de Propriedade Industrial:     Por expiração do prazo de validade. Com base no art. com base no art. com poderes para representá-la administrativa e judicialmente. etc. Omo. Com base no artigo 133. por pessoa não domiciliada no País. ou seja. Se no prazo de 5 anos. Exemplos: Cheque Ouro. Pela inobservância do art. A marca não precisa identificar a origem do produto ou serviço (o empresário que trabalha com o produto ou serviço). Por isso. destinado a diferenciá-lo dos demais".2. 8. essa não é a única importância da marca. contados a partir da data da concessão do registro. Paulo Nevares Página 20 . A origem das marcas. É REGISTRADO COMO MARCA São suscetíveis de registros como marca os sinais distintivos visualmente perceptivos. 3 Art. é também depositada no território nacional no prazo estipulado no respectivo acordo ou tratado. ou o indicativo de um serviço. e cujo depósito no País contenha reivindicação de prioridade em relação à data do primeiro pedido.É o que vem escrito na fachada. mediante pagamento das devidas taxas. a contar da data da concessão da marca. o titular não utiliza-la. 142. uma mercadoria. EXTINÇÃO DO REGISTRO DE MARCA O registro de uma marca se extingue. perda do direito a marca. tem certa conotação de publicidade com o intuito de atrair clientela. restaurante). hotel.É regulamentada pelos artigos 122 e seguintes da Lei n° 9279/96·. da Lei 9279/96. a marca tem uma dupla finalidade: resguardar os direitos do titular e proteger os interesses do consumidor. ocorrerá a CADUCIDADE. quanto à nacionalidade e a sua devida regulamentação. Ela serve também para resguardar os interesses do consumidor em relação à qualidade ou proveniência de determinado produto ou serviço. por pessoa domiciliada no País. A pessoa domiciliada no exterior deverá constituir e manter procurador devidamente qualificado e domiciliado no País. ou em organização internacional da qual o País faça parte.3. da Lei de Propriedade Industrial. inclusive para receber citações. DURAÇÃO DE UMA MARCA O registro da marca vigorará pelo prazo de 10 anos.3. Para o empresário as marcas funcionam como meios de atrair clientela. Big Mac. Ele também tem por objetivo distinguir o empresário de seus concorrentes. 217. V. são: 1) Brasileira: Aquela regularmente depositada no Brasil. Minerva. 8. MARCA . a marca é um referencial para o consumidor poder fazer suas escolhas. 8.279/96 que tipifica como crime de concorrência desleal a utilização de título de estabelecimento ou insígnia alheios. não são suscetíveis. Pelo processo administrativo de nulidade. 217. de proteção expressões genéricas (café. ela precisa apenas diferenciar um produto ou serviço de outros produtos ou serviços. por si só.3. sem que tenha havido a devida prorrogação. a marca identifica produtos ou serviços. Em suma. Todavia. Pela expressa renúncia do titular ou seus sucessores. O empresário pode impedir que outro utilize seu nome de fantasia. Sorriso.3.3. Ao contrário do nome empresarial que identifica a própria pessoa do empresário.

dos Territórios. culto religioso ou idéia e sentimento dignos de respeito e veneração. figura ou imitação. salvo com consentimento do titular. estrangeiros ou internacionais. observado o disposto no art. salvo com consentimento do titular. salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva. herdeiros ou sucessores. ● Cores e suas denominações. bandeira. quantidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina. ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço. ● Dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço. ● Reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de certificação por terceiro. se revestirem de suficiente forma distintiva. ou ainda. quando à natureza. comum. suscetível de causar confusão ou associação com a marca alheia.279/96): ● Brasão. apólice. se a marca se destinar a distinguir produto. sua imitação suscetível de causar confusão ou sinal que possa falsamente induzir indicação geográfica. assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito autoral e sejam suscetíveis de causar confusão ou associação. algarismo. procedência. marca que o requerente evidentemente não poderia desconhecer em razão de sua atividade. ● Reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros. desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra a liberdade de consciência. ● Pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos. na ciência e na arte. armas. ou serviço idêntico. ● Sinal de caráter genérico. ● Termo técnico usado na indústria. salvo de dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo.4. no todo ou em parte. regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer gênero ou natureza. ● Reprodução ou imitação de título. cultural. quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público. ● Reprodução ou imitação de cunho oficial. 124 da Lei da Propriedade Industrial (Lei 9. cujo titular seja sediado ou domiciliado em território nacional ou em país com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocamente de tratamento. vulgar ou simplesmente descritivo. aquela que não posa ser dissociada de efeito técnico. quando existir relação com o produto ou serviço a distinguir.3. qualidade. de marca alheia registrada. e data. ou País. artística ou científica. NÃO É REGISTRÁVEL COMO MARCA Preceitua o Art. nome artístico singular ou coletivo. no todo ou em parte. do Distrito Federal. necessário. peso. isoladamente. e época de produção ou de prestação do serviço. ou técnico. que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir. comum ou vulgar do produto ou acondicionamento. dos Municípios. prêmio ou símbolo de evento esportivo.154. Estados. nome de família ou patronímico e imagem de terceiros. ● Nome. públicos. serviço idêntico. salvo quando autorizados pela autoridade competente ou entidade promotora do evento. para distinguir ou certificar produto. artístico. figura. ● Indicação geográfica. salvo com consentimento pelo autor titular. Paulo Nevares Página 21 . oficial ou oficialmente reconhecido. suscetível de causar confusão ou associação com aquela marca alheia. distintivo e monumentos oficiais. ● Sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda. ● Designação ou sigla de entidade ou órgão público. ● A forma necessária. emblema. semelhante ou afim. nacionalidade. natureza. ● Objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro. moeda e célula da União. valor. semelhante ou afim. ● Reprodução ou imitação. medalha. nacionais. salvo quando no caso de marcas da mesma natureza. ● Nome civil ou sua assinatura. ● Sinal que induza a falsa indicação quanto à origem. social. herdeiros ou sucessores. ainda que com acréscimo. bem como a respectiva designação. bem como a imitação suscetível de criar confusão.8. salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva. suscetíveis de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos. ● Expressão. ● Obra literária. ● sinal que imite ou reproduza. político econômico. ● Letra. crença.

PROPRIEDADE INDUSTRIAL A proteção da propriedade industrial tem por objeto as patentes de invenção. natureza. base arts. 130 a 132. são registráveis como marca os sinais distintivos. as marcas de fábrica ou de comércio. palavras. as marcas de serviço. os desenhos ou modelos industriais. também.3. símbolos. Neste caso. semelhante ou afim. 2) Marca de certificação: destina-se a atestar a conformidade de um produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas. O registro da marca no Brasil é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).8. 9. Por dar uma proteção legal mais ampla. desenho. dividemse em: a) normas regulamentadoras da propriedade literária. cuja grafia se apresente de forma estilizada. ideogramas de línguas tais como o árabe. notadamente quanto à qualidade.é feita através da obtenção do seu registro junto ao órgão competente. visualmente perceptíveis. figuras. existem normas conhecidas como Direito da Propriedade Intelectual.3. de origem diversa. PROTEÇÃO DA MARCA . em seu art. isoladamente. artísticas e científicas obedecem ao critério da originalidade. e b) normas regulamentadoras da propriedade industrial. japonês. Estas.6. 3) Marca coletiva: usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de uma determinada entidade. 3) Mista: É a marca constituída pela combinação de elementos nominativos e elementos figurativos ou de elementos nominativos. hebraico. imagem ou qualquer forma estabilizada de letra e número. que recebem o título de Direito da Propriedade Industrial. constituídos de nomes. chinês.5. De acordo com a legislação em vigor. a configuração ou a conformação física) de produto ou de embalagem. etc.279/96. enquanto que. material utilizado e metodologia empregada. monogramas. é a mais utilizada atualmente. 4) Tridimensional: São constituídas pela forma plástica (entende-se por forma plástica. cuja forma tenha capacidade distintiva em si mesma e esteia dissociada de qualquer efeito técnico. 123): 1) Marca de produto e de serviço: visa distinguir o produto ou serviço de outro idêntico. os modelos de utilidade. Para tutelar o direito dos autores de obras oriundas da capacidade intelectual do homem. no sentido de que se trata de algo exclusivo para o próprio autor da obra. da Lei 9279/96. é medida não só necessária como indispensável à garantia dos direitos de seu titular. Uma diferença marcante entre os objetos de um e outro sistema jurídico reside no fato de que as obras literárias. as novas Expressões no idioma e as combinações de letras e/ou algarismos e/ou arábicos. que recebem o título de Direito Autoral. 2) Figurativa: Marca representada por uma figura. coreano. ESPÉCIES DE MARCA (Lei 9. artística e científica. denominações. o nome comercial e as indicações de proveniência ou denominações de origem. por sua vez. principalmente levando-se em conta um mercado extremamente competitivo como os atuais e concorrentes nem sempre éticos e leais. que não apresentem anterioridades ou colidência com marcas já registradas ou depositadas anteriormente por terceiros e que não estejam compreendidos nas proibições e impedimentos previstos na legislação em vigor. bem como a repressão da concorrência desleal. 8. QUANTO À APRESENTAÇÃO. para o direito da Paulo Nevares Página 22 . compreendendo. a proteção legal recai sobre o ideograma e não sobre a palavra ou termo que ele representa. A MARCA PODE SER: 1) Nominativa: Marca constituída por 1 ou mais palavras no sentindo amplo do alfabeto romano. emblemas.

● Métodos de diagnóstico.1. ● Pagar as contribuições anuais de manutenção pelo prazo de sua vigência a partir do 3° ano de pedido de patente. NÃO SERÃO PATENTEÁVEIS (artigo 18. misturas. à saúde e à segurança pública. elementos ou produtos de qualquer espécie. da LPI) ● Invenções cujos propósitos forem contrários à moral. ficando o direito autoral a cargo do Direito Civil. 9. cumpre ao titular da patente: ● Usar efetivamente o invento em escala sob pena de decadência dos direitos. no material técnico e promocional de suporte e nos documentos comerciais e fiscais probatórios da venda dos produtos patenteados. SE SUJEITA O MESMO A DIFERENTES SANÇÕES. usar. bem como à defesa da propriedade imaterial nela constituída. perseguindo criminal e civilmente os contra fatores. requisito fundamental é a novidade da criação. o mesmo não ocorre nas obras protegidas pelo direito autoral. De outra forma. bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de obtenção ou modificação. OBRIGAÇÕES DO TITULAR DA PATENTE A patente é título equivalente a uma escritura pública de propriedade imóvel. colocar à venda ou importar produto ou processo patenteado ou produto obtido diretamente de processo patenteado. 9.propriedade industrial. ● O todo ou parte de seres vivos. ● Caducidade quando se verifica inércia no começo do uso do invento nos primeiros quatro anos de seu privilégio ou quando ocorrer interrupção por mais de dois anos de uso efetivo. quando resultantes de transformação do núcleo atômico. ● Licenciamento obrigatório não exclusivo no caso de exploração insuficiente para atender à demanda do mercado. entendo-se como o desconhecimento público sobre objeto. pelos prazos previstos no art. 9. Alvo desse trabalho será o direito da propriedade industrial. 40 da Lei 9279/96. Com base no art. enquanto o objeto da propriedade industrial é destinado à produção em escala industrial. ● Substâncias.1.2. PATENTE .é um instrumento de incentivo para a inovação tecnológica e de estimulo aos investimentos que confere ao inventor o direito de impedir terceiro de fabricar. matérias. ● Exercer ativamente o direito negativo de uso por terceiros desautorizados. terapêuticos e cirúrgicos para tratamento de seres humanos ou animais. ● Demarcar seu invento fazendo referência expressa ao número da Patente nos Produtos. incluindo microorganismos quando fazem parte de um processo industrial específico. Paulo Nevares Página 23 . o que implica obrigações pelo inventor-titular inerentes à posse e ao uso do invento.1.1. EM CASO DE INÉRCIA DO TITULAR. Assim sendo. COMO: ● Licenciamento compulsório de terceiros interessados em efetuarem a exploração plena da patente se a inércia estender-se por mais de três anos após a concessão do título. 68 da Lei de Propriedade Industrial.

8 F.7F/943..4 24/04..5O8 .42 .5:-. A4-7.748.  6:0 5.3908/03.074 09./48 .3..94 /0 97.880:7.24 907./0/08908 8:793/4 010948507.708 6:0 2.70850. .4 .430.2 .-.8 4:.708  YZS  .203948:7J/././. 907.0/0708:9.791J.-/.4  6:0 574209.80:7./08 204  40 4 1.503.:.48  .4397.798    0/4     #$%#  172.39034/0/23:7.3/4..424.4 5.E7.4  2:948 /48 . 6:.4/08:.8 84..432.4397.8 6:0 3....9.7./.80/0 ./47.7.3../070897.393.8  3./02 34 .4397.4 $$  %$  1F7.42 .07 8034#08974/025708. /0 /08508..4/025708./.8  /F.345.:20394 /.../4 40 .70./. 4 14730..74/4025708E7434#08974 !-. 70/:4 /7E89..794/4O/4.9.8./0 ./0 . /.708./0  #08974/025708. 0507H3.9O748 ..9.394 5473490702 4-9/48 48 708:9.94 /0 97.-.8 025708.H2709473.:40.7.:934248  .79  /4   8.4254894/0O7486:09H254713.7484-7.39.8 .4857O5748/0250.20390 .02/0880.0.8/4.4.4 ..432. 03970.3/4. /.8/08. !47 6:08908 /0 47/02 0.     #@ $ !#$ #   38.79:7..407 .94/097.8 025708.8 025708.8.2 5048 .748.8 /08508.97243.78:.88.48  :2.07..8 025708.948/48 025708E748 ./4808507.57.7-.8 ..390709425708.8  42 .2494789.:8948 08902 025708E7486:080. 907.8/0 207.3908/43J.9.03908 .9.280:8/05.0.807.:894884./40.34 907 6:0 70.4.8 5.02 /0 24/4 .0748 5749003/480:839070880804./0 807..8  ../48.20394 /08808 208248 807. 5./. 43/.3:.9O7.8025708..398/.-..7.9./47.38.07.4397..4 2:9.457089.:93424 .439./0 /4807.79 /4   #0..:9039.79. 907. 02570.7 4:97./.:.  !.7.

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