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Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni - BH) Eduardo Otávio Firme Xavier

À ATUAÇÃO POPULAR NA INTERNET A liberdade de expressão verificada nas redes sociais

Belo Horizonte 2011

.. pois o espetáculo está em toda parte1. A sociedade do espetáculo (Rio de Janeiro: Contraponto... Em relação ao homem que age. 2004)..24 .. .. É por isso que o espetáculo não se sente em casa em lugar algum.. a exterioridade do espetáculo aparece no fato de seus próprios gestos já não serem seus. mas de um outro que os representa por ele. 1 Guy DEBORD.. A busca por uma vida harmônica que conduza o caos da realidade. p. é a energia que alimentou e alimenta a humanidade! Mexendo na maçaneta ao pedir licença aos antigos para dialogar com o presente.

Nesse percurso navegamos pelos conceitos do ciberativismo e os projetos de .45). o que estaria acontecendo. A rede ao multiplicar a transmissão das ideias. elaborada por Bolter e Grusin (1999). Emergem do interior de contextos culturais e remodelam outras mídias que estão inseridos no mesmo ou em similares contextos. no aspecto das novas mídias. p. (Bolter e Grusin.” (Bolter e Grusin. Além disto procuramos referenciais teóricos em livros que abordam o dimensionamento da comunicação de massa e a atuação das mídias radicais nas redes sociais. buscamos na tese da remediation (remediação). Antes de qualquer posicionamento frente a esse pensamento entendemos como pertinente fazer uma revisão bibliográfica no sentido de alicerçar e alimentar teoricamente o desenvolvimento do nosso trabalho. adotamos o conceito de que o processo democrático nas redes sociais oferece uma lógica alegórica de nossa cultura. 1999. simultaneamente apaga os elos da mediação. a existência da liberdade de expressão nas redes sociais. Para tentar envolver a complexidade dos fenômenos a que nos mencionamos. Continuamos nosso percurso com as leituras sobre democracia e a divisão da sociedade nos blocos políticos de Norberto Bobbio. conceitos para compreender a relação entre as novas mídias e a convergência dos meios.19). teria a ver com a “translação-tradução-conversão” (Allègre) ? A aparente ausência do mediador nas redes sociais poderia ser explicada por meio da remediation (remediação)? Ou seja. 1999. Seria um caminho natural a passagem da democracia para o suporte virtual? Ou seja. por meio da elaboração de um documentário sobre à atuação popular nas redes sociais da internet. As novas mídias digitais não são agentes externos que vêm causar uma ruptura em uma cultura inocente. iniciamos nossa pesquisa ancorados nos conceitos básicos da industria cultural observada por Teixeira Coelho.Referencial Teórico Nosso projeto argumenta. Com o objetivo de incorporar os princípios que norteiam a comunicação de massa. p.

um retrocesso para a democracia. se as novas mídias. principalmente em relação a própria mídia! Se consideramos a aparente sensação igualitária causada pelos computadores pessoais. e no caso da analise. Visitamos a noção de manipulação das massas em prol do poder. 2 . as redes sociais e seus agentes. contribuem nesse processo. A massa seria a rede? As redes sociais seriam o suporte? Por fim. saber como esse advento tecnológico fortalece a cultura democrática no dia-a-dia. (DOWNING 2004). De uma forma concreta. sem mediador. a industria do entretenimento estudada por Noam Chomsky (2003). pretendemos conjeturar em nosso trabalho.wikipedia.Lucia Leão que estimulam o sentido de cidadania. Qual democracia? Outra influencia em nosso referencial teórico é o sociólogo Herbert Blumer que faz observações em relação à mídia e aos movimentos sociais. amorfos. Onde iremos fazer uma analise discursiva dos atores sociais. ou seja. linear e por isso absorveriam os modismos da mídia. para verificarmos se o resultado dessa engrenagem é uma certa alienação em relação as instituições. Essa ciberdemocracia será o sonho contemporâneo da Republica Grega? (CEBRIÁN 1999). O filme será uma construção simbólica e interpretativa. perceber o caminho que essas pessoas perseguem rumo a construção política nacional e a liberdade de expressão. abordaremos os enquadramentos do nosso trabalho em um documentário. especificamente a internet. Podemos verificar que a internet2 desponta em nossa sociedade como a tecnologia democratizante. que irá desvendar as crenças que transitam na sociedade. Por isso.org/wiki/Internet. nesse caso. http://pt. é vista como um perigo. A massa era vista como um todo uniforme. Pois. acompanhamos o pensamento do sociólogo francês Dominique Wolton. Outra questão consiste em desvendar o papel das redes sociais no processo democrático. a possibilidade de navegar na rede e a participação das pessoas. Ele demonstra que os fenômenos de uma sociedade de massa e seus comportamentos se explicariam porque os indivíduos se encontravam isolados. . aonde ele alega que nas redes sociais a liberdade de acesso à comunicação.

A sociedade do espetáculo: comentários sobre a sociedade do espetáculo. Lúcia. 1997. São Paulo: Loyola. História da sociedade da informacão. Trad. DEBORD. São ̧ Paulo: Loyola. Rio de Janeiro: Record. 4o ed. 2002. p. M. ̧ ̂ SODRÉ. São Paulo: Arte & Ciencia Editora. Traducão de Décio Pignatari. Teixeira. ̧ MATTELART. ̧ CERTEAU. São Paulo: Galáxia. São Paulo:summus.dia. comunicacão. Ana Maria. 1999. In: Os meios de comunicacão como extensões ̧ do homem. São Paulo: Cultrix. 21-94. “Do ‘mito’ ao ‘simulacro’: a critica da mídia. 2002. T. Marshall. A. 2002a. COELHO. DROGUETT. 2005. 2002. Primeira parte. 2007. Maria Eduarda da Mota. História das teorias da comunicacão. ed. CHOMSKY. A invenção do cotidiano: 1. 2. A. Remediation: Understanding new me. de. A rede: como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicacão. Norberto. Artes de fazer.Referencia Bibliográfica ADORNO. Lisboa/São Paulo: Martins Fontes. DOWNING. Rio de Janeiro: Campus. 1994. Organizado por Michelangelo Bovero. In: BALOGH. Juan e CARDOSO. BOLTER. Guy. A. N. FOUCAULT. MCLUHAN. Rio de Janeiro: Contraponto. cultura. MATTELART. Porto Alegre: Sulina.. Mídia radical: rebeldia nas comunicacões e movimentos ̧ sociais. São Paulo: SENAC. Juan Luis. Teoria estética. História da utopia planetária: da cidade profética à sociedade global. ̧ Rio de Janeiro: Vozes. 1996. BOBBIO.). ROCHA. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicacão linear e em rede. Artur Morão. Cambridge: The MIT Press. Teoria Geral da Política. . Contendo a democracia. CEBRIÁN. 1974. M. MATTELART. Cultura midiática. M. 1988. de Barthes a Baudrillard”. (Orgs. 2000. 2000. A ordem do discurso. ADAMI. SANTAELLA.1999. São Paulo: Brasiliense. John D. Petrópolis: Vozes.H. Haydée Dourado de Faria. 2003. Antonio. Jay David e GRUSIN Richard. ̧ MATTELART. 1999b. O Que é Indústria Cultural. São Paulo: Loyola. Mídia. Michel.