UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DE GRADUAÇÃO

APLICAÇÃO DA NR 10 A SUBESTAÇÕES PREDIAS E ESTUDO DE CASO

LOERCYO GUISSO ZORZAL

VITÓRIA – ES DEZEMBRO/2008

LOERCYO GUISSO ZORZAL

APLICAÇÃO DA NR 10 A SUBESTAÇÕES PREDIAS E ESTUDO DE CASO

Parte manuscrita do Projeto de Graduação do aluno Loercyo Guisso Zorzal, apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES DEZEMBRO/2008

LOERCYO GUISSO ZORZAL

APLICAÇÃO DA NR 10 A SUBESTAÇÕES PREDIAS E ESTUDO DE CASO

COMISSÃO EXAMINADORA:

___________________________________ Prof. Dr. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Orientador ___________________________________ Prof. Dr. Domingos Sávio Lyrio Simonetti. Examinador ___________________________________ Prof. Getúlio Vargas Loureiro, Ph. D. Examinador

Vitória - ES, 30 de dezembro de 2008.

minha mãe Renilza Guisso Zorzal e minha irmã Lorrayne Guisso Zorzal. i .DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus familiares. meu pai Jurandi Zorzal. que tanto me apoiaram no decorrer desses seis anos de intenso estudo e trabalho.

Edson Rosetti e Marcos Meneghim.AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus. Agradeço aos meus pais. que me deu orientação. ii . Ao Prof. sempre presente. pela orientação. uma pessoa muito importante na minha vida e na vida da minha família. Agradeço a Nelice José Soares. companheiros da VALE. apoio aos meus estudos desde o jardim de infância. fazendo com que eu alcançasse esse objetivo final que é a graduação. força e saúde no decorrer desses seis anos. Agradeço minha irmã Lorrayne Guisso Zorzal. pela oportunidade de aprendizado e de crescimento profissional. A Waldyr Silveira Filho. pelo incentivo. Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. Aos meus amigos e familiares que direta ou indiretamente contribuíram para que esse trabalho fosse realizado. Jurandi Zorzal e Renilza Guisso Zorzal pelo. apoio e orientação em todos esses anos.

..Modelo de Seccionamento Trifásico.....Queimadura com Arco Elétrico...................................................... .......Condição para Autorização de Trabalhadores....................Modelo de Bloqueio e Impedimento ......Subestação abaixadora abrigada.......................Raio atingindo o Cristo Redentor.......................................................................................................27 Figura 4 .............................. ................... ........Modelo de subestação predial com 2 transformadores.................56 Figura 20 ......................33 Figura 8 ......................Termo de Responsabilidade............................................................... ............ ............................................Instalações elétricas inadequadas..............................Subestação abaixadora desabrigada.................53 Figura 14 .....Cinto trava-queda................38 Figura 11 ...........................Aterramento temporário em rede de baixa tensão..63 Figura 24 ....................................................Exemplo de travas para disjuntores.....39 Figura 13 ....64 Figura 25 ................................56 Figura 19 ......27 Figura 5 ............................ controlada e livre.......25 Figura 3 .......................................................................................27 Figura 6 .......................61 Figura 23 ..............................................Transformador desabrigado instalado no poste..67 iii ..........Exemplos de Detector de Tensão........................................................................... ................................................................................................55 Figura 16 .................39 Figura 12 ........32 Figura 7 ...............................LISTA DE FIGURAS Figura 1 ..36 Figura 10 ...............................................Modelo de subestação predial com 1 transformador............56 Figura 18 – Luva isolante de borracha................. .... ............. Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego Coordenador do GTT-10 de atualização da NR 10......................... Engenheiro Eletricista e de Segurança no Trabalho..............................................55 Figura 17 – Capacete de aba frontal ................ ........................Choque por contato com circuito energizado..19 Figura 2 ............Exemplos de Formação de Arco Elétrico.............Modelo de subestação H....61 Figura 22 – Teste de ausência de tensão...Distâncias do ar que delimitam radialmente as zonas de risco........61 Figura 21 ............................................. ....................Joaquim Gomes Pereira..............34 Figura 9 ...................... .54 Figura 15 ................ ................................Choque por contato com corpo eletrizado................

.........................Malha de terra em subestação predial..................72 Figura 31 ....................................Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco.....................74 Figura 33 ....Dispersão de corrente por eletrodo................................................................ ..............................Luminária de emergência modelo Aureolux da Aureon........................ com interposição de superfície de separação física adequada..Subestação do CT da UFES...................80 iv ............................................. .......71 Figura 29 ....................Porta Corta Fogo.................................Exemplo de Tensão de Referência....................Caixa Coletora de Óleo..........................................................Placa de Sinalização.............. .....79 Figura 36 . .................73 Figura 32 .....................78 Figura 35 ..................................Tensão de passo por raio......... .....................70 Figura 28 .......Figura 26 ........Campus de Goiabeiras da UFES.....................71 Figura 30 ............... controlada e livre...........................................77 Figura 34 .........68 Figura 27 ..............

..................................................................... . .....................LISTA DE QUADROS Quadro 1 ....49 Quadro 9 .........85 Quadro 17 ..........................90 Quadro 22 ......................................................Classificação das Instalações Consumidoras......Permissão para Trabalhos Especiais...........89 Quadro 21 ..............51 Quadro 12 ..Pirâmide do Setor Elétrico...........................Exemplo de análise de acidente.....................................Permissão para Trabalhos Especiais (Continuação).Análise Preliminar de Tarefa....Custo.......66 Quadro 14 ........84 Quadro 16 – PRO da Análise Preliminar de Tarefa (Continuação)............................Índice de Acidentes Fatais de 2007.........Classificação das características da pele............................... ............. ..........................................................31 Quadro 2 .... ............................................Condições para subestação abrigada..............................................81 Quadro 15 – PRO da Análise Preliminar de Tarefa.............................40 Quadro 3 ...............................42 Quadro 4 ..................................... .............50 Quadro 11 .....87 Quadro 19 .. ........Suportabilidade da pele humana.............................................. ........49 Quadro 10 ..........42 Quadro 5 ......46 Quadro 7 ...........Custo Total Estimado de Acidentes do Trabalho por Ano (milhões de reais)........................................... controlada e livre....PRO da Permissão para Trabalhos Especiais (Continuação).. ....86 Quadro 18 .....Acidentes Fatais por ano..........PRO da Permissão para Trabalhos Especiais ...................Possíveis conseqüências do choque elétrico no corpo humano.......................................Acidentados com Arco Elétrico por Instalação / Equipamento do SEP............................................. ........ ...........45 Quadro 6 ........................................Raios de delimitação de zonas de risco..............................................................64 Quadro 13 .......... .......47 Quadro 8 ........Reportagem Jornalística..................... ...............................88 Quadro 20 .........91 v ..........Chances de salvamento.... ......................... ............

NBR – Norma Brasileira. APT – Análise Preliminar de Tarefa.sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores.Fundação Jorge Duprat Figueiredo.Equipamento de Proteção Individual. Fundação COGE – Fundação Comitê de Gestão Empresarial.Equipamento de Proteção Coletiva. NR – Norma Regulamentadora.A GRIDIS . Prontuário . QQP – Quadro de Quantitativo e Preço. MTE – Ministério do Trabalho e Emprego. Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. UFES – Universidade Federal do Espírito Santo. Cobei – Comitê Brasileiro de Eletricidade.Comissão Tripartite Permanente. FUNDACENTRO . EPI .Grupo de Intercâmbio e Difusão de Informações sobre Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. PTE – Permissão para Trabalhos Especiais. Abracopel . ELETROBRÁS . OIT – Organização Internacional do Trabalho. CLT . vi . CTTP . AT – Alta Tensão. de Segurança e Medicina do Trabalho.GLOSSÁRIO Área Classificada – Região Explosiva.Centrais Elétricas Brasileiras S. EPC . CT – Centro Tecnológico.Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade. SEP – Sistema Elétrico de Potência. SE’s – Subestação.Consolidação das Leis do Trabalho.

.....................................................12 2.......... VI SUMÁRIO............16 2..3.................3..3.................................21 2.........................................................................3...........................................................................................................2 História da NR 10....................................................2 Ministério do Trabalho e Emprego .................................................................SUMÁRIO DEDICATÓRIA.............3............................................................................................2 Sistema Elétrico de Potência........2 Diretrizes Relacionadas aos Projetos Elétricos............................................3................6 Principais Aspectos da Nova NR 10 ...............................................................................3......28 3.....................3 Diretrizes para Autorização de Trabalhadores em Eletricidade 18 2..................................................................................................................................................................................................6..1 Definição...................................................................................................II LISTA DE FIGURAS ................................................................3..6..........................3 Subestações prediais ...........................3......................................................................................1 Considerações Iniciais ..........................3......................26 3...........3 Objetivos que Nortearam a Atualização da NR 10.................................................................... X 1 2 INTRODUÇÃO...........VII RESUMO.........................................................5 Conclusões ................13 2................................................4 Diretrizes ao Prontuário das Instalações Elétricas [9]........26 3.....15 2.............4 Como foi a elaboração da Nova NR 10..............................................................................................................................................................5 Como é o processo de revisão da Nova NR 10 ...........................25 3 SUBESTAÇÕES ......11 NR 10 .....................17 2........1 Diretrizes Gerais..............16 2.........................................20 2...............1 NBR 14039 .................................................3 Conceito .......................28 3............................... V GLOSSÁRIO.................4 Impactos e Contribuições..............................15 2................................................... I AGRADECIMENTOS..16 2...................1 Histórico Geral .......15 2..................................................................3.............12 2....18 2.................. III LISTA DE QUADROS .....................6....................................29 vii ...........................................................6...........17 2..................

.................................................................................................................2 Choque por contato com corpo eletrizado............................................................................................................................2 EPI ........59 5.............................34 4 CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA ...5.....6 Conclusões ........................................................51 4.................................................................................................1 Histórico......................................................................................3 Exemplos ......38 4...3.......30 3......3.....2......................................................4............................................................................2 A norma “tampão”..........59 5...........................................................................3............5...................2....57 5 NR 10 E SUBESTAÇÕES ............................37 4.......................2 Dados ................................................................................................................................1 EPC ...........52 4........2 Das obrigações do empregado ..............3.......................................................................................54 4.................3 Choque por Descarga Atmosférica (raio)..54 4.......................................35 4........................................................................................................1...........35 4.1 Das obrigações do empregador............2 Medidas de Controle...1 Medidas de Controle de Risco Elétrico......29 3........................61 viii ..........................1.....3 Choque elétrico ...................................5...........................................................................................3..................................3................40 4......................................................................................2...3........................4....59 5......3...5 EPI e EPC....................................................1.....1 Introdução ....50 4....................43 4............................60 5.....1 Introdução .......................5.......................4 Limiar ..3...56 4...............44 4......................38 4......................31 3.....58 5..........................................................1..................................................................39 4......................52 4..........................3 Fatos ..1 Instalações Energizadas ................2 Adequação lenta ........................4 Estatísticas.3 Regras de Ouro........4..................................58 5...................................2 Características ..................................36 4..43 4...................2 Instalações Que Podem Vir a Ser Energizadas .............1 Choque Cultural .........................................................................................4 Conclusões ....................................1 Choque por contato com circuito energizado ..................5....3..............................

................1 Efeitos do Arco Elétrico ....................................................................................91 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....73 6..........................................................................87 APÊNDICE D....................................1 Seis Regras de Ouro ........................................................................................................................................................................................................................6...........................................89 APÊNDICE E...................................................................72 6 ESTUDO DE CASO......6 Aterramento...............6 Conclusão do Estudo de Caso......................................................................65 5..........................................................................63 5.................3 Causas do Arco Elétrico .........................83 APÊNDICE A......74 6..................................70 5..........4..........................................................................................................65 5..................................3..........................................................5 Documentação Sugerida ...............................................................................................................82 6.................1 Tensão de Toque e de Passo ...............................................................82 7 CONCLUSÃO..............................................2 Cinco Regras de Ouro .............................................4 Custo .....................................................................64 5.............................................................................1 Setor de Estudo..2 Fatores que Influenciam a Formação do Arco Elétrico ....84 APÊNDICE B..................................................................................................62 5..................4 Seccionamento .........................................................3 Proposta de Melhoria...............................................................76 6.................7 Conclusões ......................................................86 APÊNDICE C...................................................................................68 5........................................................3............80 6....73 6........................................................63 5...5 Zona de Risco e Zona Controlada .....................2 Situação Atual ..................62 5.............4...........................5...92 ix ..4.................................

já em operação. nos dias atuais. x . tornando sua operação segura. Por fim os conceitos teóricos são confrontados com um estudo de caso baseado na SE do CT – UFES. Assunto este amplamente discutido. sobre subestações e segurança em eletricidade. em especial. aos trabalhos em subestações prediais. propondo soluções tecnicamente viáveis e ambientalmente corretas. Inicialmente é apresentado um conteúdo teórico sobre a NR 10. em subestações prediais em geral. pela sociedade e empresas no geral em todo o país. Este trabalho visa estabelecer mecanismos para identificar possíveis falhas de segurança.RESUMO O presente Projeto de Graduação foi desenvolvido com o objetivo de destacar a importância da segurança nos trabalhos que envolvam energia elétrica. com o intuito de adequá-las as normas de segurança.

O presente Projeto de Graduação tem por objetivo propor soluções e critérios adequados à construção e à operação de subestações de edificações. de acordo com as normas de segurança vigente. com a finalidade de tornar o ambiente seguro e ecologicamente correto. conseqüências do choque elétrico no ser humano e um estudo das principais normas relacionadas ao assunto e suas aplicações. . Sugerem-se estudos. visando a evitar um possível acidente ambiental.11 1 INTRODUÇÃO Atualmente. histórico de acidentes. é impossível falar de operação. relacionados à evolução da segurança com eletricidade no Brasil. propondo soluções e custo estimado para um possível gasto de adequação futura da mesma. tendo como principal a NR 10. sem risco à sua integridade física. feito na subestação elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo. Tem-se no final deste trabalho um estudo de caso. utilização e consumo de energia elétrica sem falar de segurança. com a finalidade de identificar as possíveis falhas de segurança que a subestação apresenta. Qualquer ser humano que está exposto à energia elétrica tem o direito de usá-la ou operá-la de forma segura.

. dos ministérios e dos demais órgãos responsáveis por tal atividade. férias.NR. A Lei n. o qual também previa a imposição de multas administrativas. A Portaria nº 3214.OIT adota a Convenção nº 81. da CLT. jornada. criou o Departamento Nacional do Trabalho. de 10/07/1934. circunscrita ao Distrito Federal (Rio de Janeiro). de 22/12/1977. Em 1921 foi criada a Inspeção do Trabalho. no governo Getúlio Vargas. º 6514.artigos 154 a 201. e a inspeção era inviabilizada pelos interesses patronais. de 01/05/1943. a cidade do Rio de Janeiro) e nunca foi respeitado. Existem referências legais à Inspeção do Trabalho no Brasil desde o século XIX. de 04/04/1931. deve ter um sistema de inspeção do trabalho nos estabelecimentos industriais e comerciais. mas o mesmo apenas tratava de normas relativas ao trabalho de crianças no Distrito Federal (na época. A obrigatoriedade de comunicação de acidentes do trabalho à autoridade policial foi estabelecida pelo Decreto n° 24637. O Decreto nº 19671-A. do Título II. para o qual a referida Convenção está em vigor. a criação das secretarias. pelo Decreto-lei n° 5452. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho . por diversas Portarias. cabendo a esse Departamento a fiscalização do cumprimento de Leis sobre acidentes do trabalho. sugere-se apresentar a história da segurança do trabalho no país. pelo Departamento Nacional do Trabalho. que estabelece que cada Membro da OIT.1 Histórico Geral Antes de se abordar o assunto da NR 10. Em 19/07/1947 a Organização Internacional do Trabalho . como o Decreto n. º 1313 de 17/01/1891.CLT. Essas Normas têm sido alteradas ao longo do tempo. trabalho de mulheres e menores. A competência era dos estados de legislar sobre o trabalho. As Leis de proteção do trabalho foram agrupadas na Consolidação das Leis do Trabalho . aprovou as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho . e organização sindical. alterou o Capítulo V. de 08/06/1978. Com a reforma constitucional de 1926 estabeleceu-se a competência da União para legislar sobre o trabalho.12 2 NR 10 2.

fixação de salário mínimo. durante o quarto Congresso Operário Brasileiro. política e diretrizes para a modernização das relações do trabalho.[6] A seguir têm-se uma breve história e importantes fatos e acontecimentos. segurança e saúde no trabalho.Foi constituída a Confederação Brasileira do Trabalho . fiscalização do trabalho. 1912 . construção de casas para operários. pensão para velhice. indenização para acidentes de trabalho.2 Ministério do Trabalho e Emprego Nos diversos ministérios formados ao longo dos anos pelos governos que lideraram o país. relacionados ao MTE. nome esse criado pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. tanto para fazer frente à evolução dos métodos produtivos e relações do trabalho quanto para adequar-se às Convenções da OIT promulgadas pelo Brasil. incumbida de promover um longo programa de reivindicações operárias: jornada de oito horas. formação e desenvolvimento profissional. semana de seis dias. O antigo Ministério do Trabalho – MT abrange os seguintes assuntos: política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador. política de imigração. limitação da jornada de trabalho para mulheres e menores de quatorze anos. reforma dos impostos públicos e obrigatoriedade da instrução primária. contratos coletivos ao invés de contratos individuais.CBT. política salarial. seguro obrigatório para os casos de doenças. presidente do Brasil na época. tem-se o Ministério do Trabalho e Emprego .13 Nos dias atuais o Brasil adota uma série de Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). [5] 2. . As Normas Regulamentadoras têm sido alteradas nos últimos anos. As Convenções da OIT que foram ratificadas e promulgadas pelo Brasil deram origem a alterações nas Normas Regulamentadoras pertinentes a cada assunto abrangido pela referida Convenção. inclusive do trabalho portuário. no decorrer dos anos.MTE. e cooperativismo e associativismo urbanos. bem como aplicação das sanções previstas em normas legais ou coletivas. realizado nos dias 7 a 15 de novembro.

Wenceslau Braz P. 1999 . por meio da Lei nº 8. a fim de regulamentar a organização do trabalho no Brasil.Foi criado o Conselho Nacional de Política de Emprego.O Ministério passou a ser denominado de Ministério do Trabalho e Previdência Social. Conselho Nacional do Trabalho. por meio da Medida Provisória nº 1. Conselho de Gestão da Previdência Complementar. por meio do Decreto nº 3.14 1918 . de 3 de maio. de 26 de novembro. assumindo a pasta o Ministro Lindolfo Leopoldo Boeckel Collor. Por meio do Decreto nº 509.422. Por meio da Lei nº 8.341.O Ministério passou a ser denominado de Ministério do Trabalho. deu nova Estrutura Regimental ao Ministério do Trabalho e Emprego.O Decreto nº 6. 1992 .620.490. Indústria e Comércio.782. de 3 de janeiro alterou a nomenclatura das Delegacias Regionais do Trabalho para Superintendências Regionais do Trabalho e . de 1º de janeiro. por meio do Decreto nº 19.550. foi criado o Conselho Nacional do Trabalho e o Ministério passou a ser denominado de Ministério do Trabalho. estruturando a Ouvidoria-Geral e o Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude. de 16 de outubro. 1974 .063. de 13 de maio. de 18 de janeiro. de 19 de novembro. 1930 . por meio da Lei nº 6.O Decreto nº 5. foi criada a DRT no Estado de Tocantins e extintos os seguintes órgãos: • • • • • Conselho Nacional de Seguridade Social. por meio do Decreto nº 79.036. assinado pelo Presidente Getúlio Vargas.Foi criado o Departamento Nacional do Trabalho. 2004 .O Ministério passou a ser denominado Ministério do Trabalho e da Administração Federal. de 24 de abril. de 1º de maio. por meio da Lei nº 3. Conselho de Gestão da Proteção ao Trabalhador. assinado pelo Presidente da República.O Ministério passou a ser denominado Ministério do Trabalho e Emprego. 1960 . 2008 . de 22 de julho. Conselho de Recursos do Trabalho e Seguro Social. Gomes.Foi criado o Ministério do Trabalho. 1977 .433.799.

Muitas ações emergenciais foram realizadas naquele momento. entrou em vigor a 1º edição da NR 10 do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi então que em . 2. Por meio de índices de acidentes no mercado de trabalho em específico: Geração de energia. Entre essas normas a Norma Regulamentadora de n° 10 (NR 10). O atual líder do MTE é o Senhor Ministro Carlos Lupi. [7] 2. o Governo. as Normas Regulamentadoras foram criadas em 1978. Metalurgia. Hoje temos trinta e cinco Normas Regulamentadoras mais cinco Normas Regulamentadoras Rurais. Eram ações de bloqueios imediatos e de fiscalizações sem um aprofundamento mais técnico. das Subdelegacias do Trabalho para Gerências Regionais do Trabalho e Emprego e das Agências de Atendimento para Agências Regionais.1 Considerações Iniciais Em 1983. mas também resguardando o capital humano.2 História da NR 10 No Final da década de noventa. é a norma que trata de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Foi então estabelecida em 1998 uma meta para o governo na redução de acidentes elétricos em 40% até 2002. pretendendo passar a imagem de um país em desenvolvimento não só econômico e tecnológico. na figura do Ministério do Trabalho e Emprego queria crescer com a imagem do Brasil frente ao mundo globalizado. 2.15 Emprego. ao longo dos anos algumas foram atualizadas e outras foram criadas.3.3. seu texto se tornou inadequado às atuais exigências para a segurança do trabalhador. Embora de grande alcance para a época. As Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego passaram a ser competentes para execução. Siderurgia. foi evidenciado que era o setor que mais vitimava pessoas e profissionais.3 Conceito Como se pode observar. supervisão e monitoramento de todas as ações relacionadas às políticas públicas afetas ao Ministério do Trabalho e Emprego. Distribuição de energia e Construção civil.

à introdução de novas tecnologias e materiais. Na continuidade do processo o documento foi levado à consulta pública por meio do Diário Oficial e publicações em sites.5 Como é o processo de revisão da Nova NR 10 A revisão da norma se dá pela disposição da comissão em tripartite. pela responsabilidade do MTE em promover a redução de acidentes envolvendo esse agente de elevado risco: a ENERGIA ELÉTRICA. e foi priorizada pela Comissão Tripartite Permanente (CTTP).3. à globalização e. cumprimento na íntegra da norma a partir de 07/12/2006.3. sob a coordenação de um responsável em fechar ações de consenso: O governo (MTE. indo à publicação no DO – Diário Oficial em 2004. especialmente quanto à nova organização do trabalho. o instrumento saiu com prazo para aplicação de 24 meses. frente às necessidades provocadas pelas mudanças introduzidas no setor eletroenergético e nas atividades com eletricidade. Nesse momento foram ouvidas mais de 1500 propostas do setor público para integrar-se ao escopo inicialmente apresentado. [9] 2. ANEL. ou seja. [10] 2.16 2001 teve-se início à formatação da NR 10. [10] 2.4 Como foi a elaboração da Nova NR 10 O processo de construção da nova NR 10 foi realizado por três depurações seguindo um esquema: o MTE propôs um rascunho que servia de base para o início da norma. A origem foi por demanda das necessidades Sociais e Níveis de acidentes em cada setor. principalmente. Por último formou-se a comissão (Governo + Representantes dos trabalhadores + Representantes dos empregadores + Coordenação da norma) para discussão e aprovação da NR 10. Com a publicação em Diário Oficial em 07/12/2004. Previdência Ministerial e Fundacentro). e Representantes dos Trabalhadores .3.3 Objetivos que Nortearam a Atualização da NR 10 A atualização da regulamentação normativa NR 10 está sendo colocada em prática em atendimento à demanda social.

Força Sindical).6.Estabelecer diretrizes básicas para implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos ao risco elétrico.Estabelecer o distanciamento seguro e criar as zonas de "risco" e "controlada" no entorno de pontos ou conjuntos energizados. . operação e manutenção das instalações elétricas.Estender a regulamentação às atividades realizadas nas proximidades de instalações elétricas. SDS.Estabelecer a proibição de trabalho individual para atividades com alta tensão ou no sistema elétrico de potência.3.Elevar os níveis de segurança na construção.Obrigar a introdução de conceitos de segurança. . CNC.Estabelecer o Relatório de Auditoria de Conformidade das Instalações Elétricas. . . CNT. . . Representantes dos Empregadores (CNI. CGT. .Diferenciar os níveis de proteção para os trabalhos em instalações elétricas energizadas e desenergizadas.Criar a obrigatoriedade de certificação de equipamentos.1 Diretrizes Gerais .3. dispositivos e materiais destinados à aplicação em áreas classificadas.Tornar obrigatória a elaboração de procedimentos operacionais contendo as instruções de segurança.Tornar obrigatória a introdução de dispositivos.Criar o "Prontuário das Instalações Elétricas" de forma a organizar os documentos e registros. [10] 2. .6 Principais Aspectos da Nova NR 10 2. CNA e CNB). montagem. . . . . nos projetos das instalações elétricas. equipamentos e medidas de controle coletivo.17 (CUT.

. “pessoa capacitada” e "autorizada".Prever disposições contra incêndios e explosões.Apresentar um glossário contendo conceitos e definições claros e objetivos.Indicar a posição "liga .6. 2. .Descrever o princípio funcional dos elementos de proteção destinados à segurança das pessoas.Prever dispositivos que permitam intertravamento.3 Diretrizes para Autorização de Trabalhadores em Eletricidade Conforme exigido no item 10.Tornar obrigatório o treinamento para profissionais autorizados a intervir em instalações elétricas . . . contratantes e trabalhadores.8 da nova NR 10.Definir o entendimento quanto a "profissional qualificado e habilitado”. .Estabelecer a necessidade de sinalização de segurança nas instalações e serviços com eletricidade. . as condições para que um trabalhador esteja autorizado a desempenhar atividades com eletricidade devem atender os seguintes aspectos (Ver Figura 1): . . .Planejar espaçamento e distanciamento seguros.2 Diretrizes Relacionadas aos Projetos Elétricos . .Proteger contra incêndio e explosão as áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos. .3.Planejar prevenção contra as influências ambientais. .desliga" de dispositivos de manobra. . .Prever a necessidade de "aterramento elétrico".curso básico e complementar.6. 2.18 .Complementar-se com as normas técnicas oficiais.Descrever a compatibilidade dos dispositivos de proteção.Estabelecer responsabilidade aos empregadores.3.

O profissional autorizado a trabalhar em instalações elétricas deve ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. 2008. . Instituição. . . Apostila NR 10 Comentada. Fonte: Mazza.Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. Podem-se considerar autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa: .Condição para Autorização de Trabalhadores.19 Figura 1 .Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas.

20 .Os trabalhadores com atividades em proximidades de instalações elétricas devem ser informados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las.4 Diretrizes ao Prontuário das Instalações Elétricas [9] Todas as empresas devem possuir.Relatório anual de auditoria de conformidade com a NR 10. com recomendações e cronograma de regularização visando ao controle dos riscos elétricos. devidamente atualizada.1 da norma.Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: a) Troca de função ou mudança de empresa.1.Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde. . c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos ou processos de trabalho.Os profissionais e pessoas autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. [9] 2. . toda a documentação técnica referente ao seu sistema elétrico (diagramas unifilares e especificações dos equipamentos e dispositivos de proteção). por período superior a 03 meses. implantadas e relacionadas nesta Norma.O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamento específico de acordo com o risco envolvido. .1.6. b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade.Documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas de acordo com o item 10. .3. . avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. . Para estabelecimentos que possuam potência instalada acima de 75kW deverão estar disponíveis os seguintes documentos: .

Joaquim Gomes Pereira. os seguintes: 1. e que o trabalhador terá na forma de realizar seu serviço.Para trabalhos envolvendo o sistema elétrico de potência ou em suas proximidades.21 . aplicável conforme determina esta Norma. além dos documentos já citados. Especificação do ferramental utilizado. Em entrevista a empresa MAN-IT . Têm–se assim custos maiores.4 Impactos e Contribuições É de conhecimento que a aplicação de uma norma que altera o hábito de trabalho no dia a dia das empresas. 2.Documentação comprobatória de qualificação. habilitação. e autorização dos profissionais e de treinamentos realizados. hoje não é mais possível.Soluções em Manutenção.Especificação do ferramental e dos equipamentos de proteção coletiva e individual. caso ocorra algum tipo de mal súbito o companheiro de tarefa deverá estar preparado para ações de primeiros socorros e resgate. reponde a diversas perguntas interessantes. 3. Um exemplo claro é que uma simples ação de troca de uma lâmpada. . capacitação. justificando. Procedimento de ordem geral para contingências não previstas. a NR 10 visa à proibição do trabalho individual. no dia 15/06/2007 o Engenheiro Eletricista e profissional de Engenharia de Segurança no Trabalho. não pode ser mais realizada por uma única pessoa. gera custos em determinadas adequações e cria uma visão negativa entre alguns empresários e alguns trabalhadores. visto que uma tarefa que até então era executada por uma única pessoa. Fato esse relacionado ao gasto financeiro que o empresário teve ou ainda terá com mudanças em instalações. atuante há 26 anos como Auditor Fiscal do MTE e Coordenador da NR 10. . . Certificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual. feita por um profissional de elétrica. . uma empresa de consultoria e treinamentos. deverão também estar disponíveis. 2.Certificação de equipamentos e materiais elétricos instalados em áreas classificadas.

Joaquim: "Não. Isto tem ajudado no maior controle das atividades relacionadas à eletricidade? Eng. Man-IT: Algum setor da economia com maior preocupação e destaque com os treinamentos? Eng. Joaquim: “O processo de redução de acidentes no trabalho é dinâmico e as alterações na Norma são muito recentes em função do cumprimento na íntegra da norma ser a partir de 07/12/2006 o que dificulta uma avaliação concreta. Nesse sentido. que permitam avaliar e quantificar diretamente os acidentes envolvendo energia elétrica". o setor de telecomunicações. os Auditores Fiscais foram instruídos quanto às alterações ocorridas na Norma com o objetivo de garantir ambientes laborais seguros e saudáveis". Man-IT: Já é possível quantificar essa diminuição? Eng. Não existem no Brasil indicadores acidentários. Joaquim: "Bem. Man-IT: Sabemos da atuação das delegacias de trabalho quanto à orientação e notificação sobre a necessidade de implantação da NR 10 e treinamento dos colaboradores. é um fator fundamental no controle e na melhoria contínua nas condições de segurança e saúde no trabalho envolvendo energia elétrica. direcionados especificamente aos acidentes elétricos. sediados nas Delegacias Regionais do Trabalho distribuídas em todos os Estados da Federação. inicialmente entendeu que a regulamentação não atingia o setor. Joaquim: "Sem dúvida a atuação dos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.22 Entrevista Man-IT: Após a implantação final da NR 10 em 07/12/2004. mais especificamente o de telefonia fixa. Man-IT: Algum setor da economia com menor preocupação e destaque com os treinamentos? . contudo depois de notificadas vêm acelerando a realização dos treinamentos “básico” e “complementar”". Contudo eu acredito que as alterações já são percebidas durante as práticas de fiscalizações”. houve uma sensível diminuição dos acidentes com eletricidade? Eng.

Man-IT: Alguma ação específica planejada para aumento do controle para implantação da NR 10 pelas empresas e treinamento dos seus colaboradores? Eng. Joaquim: "Atenção especial deverá ser aplicada à possibilidade de interdições pelo Ministério do Trabalho e Emprego ou ainda pelo Ministério Público do Trabalho em setores e frentes de trabalho ou equipamentos. permanecendo à disposição dos trabalhadores envolvidos com instalações e serviços em eletricidade. devendo. “Finalmente cabe-nos lembrar que a Norma faz parte do Ordenamento jurídico Nacional e. de isolamento das circunvizinhanças da operação. naturalmente. ou ainda ao embargo de obras com base na ausência de medidas de segurança elétrica preconizada na NR 10. Man-IT: Hoje as multas aplicadas giram em torno de quais valores? Como é o processo de multa? Como se dá a autuação? Existe primeiramente um auto de vistoria? Eng. Além dos treinamentos de segurança. desenergização das instalações: a existência de procedimento padronizado. dentre outros”. de aterramento e equipotencialização elétrico. doravante. de sinalização. . de medição do ponto de intervenção.23 Eng. as ações deverão ser dirigidas a documentação nos serviços e instalações elétricas: a documentação das instalações elétricas é habitualmente uma incógnita nos estabelecimentos e sistemas e as suas limitações raramente são conhecidas pelo usuário (trabalhador). Joaquim: "Não. organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa. é a base dos Órgãos Públicos. As multas variam de oitocentos reais a seis mil reais por item. ser organizada em um prontuário. da Previdência Social da Saúde. e ser revisado e atualizado periodicamente. De uma forma geral as empresas vêm atendendo a Norma". tais como. com a aplicação de sistemas de travamento das fontes. Joaquim: "As ações fiscalizatórias serão genéricas e abrangentes a toda a Norma que se constitui num conjunto de medidas de gestão de segurança e saúde no trabalho e controle dos riscos em instalações ou serviços com a energia elétrica. Ministério da Justiça. Em algumas situações o Poder Judiciário pode arbitrar por sanções relativas ao faturamento da empresa.

das situações efetivas de trabalho e nas condições reais das atividades a serem desenvolvidas pelos autorizados . prevendo passo a passo a segurança do trabalhador em cada ação e em cada fase da atividade laboral”. não há argumentação para não realização de procedimentos pertinentes à NR 10. sinalização das instalações. ou seja. o Ministério Público em suas ações. metalúrgicas.24 Sistemas de segurança em instalações elétricas energizadas tais como: existência de aterramento elétrico. Man-IT: Qual sua conclusão ou pensamento sobre as empresas que traduzem essa nova regulamentação como simplesmente mais um treinamento de 40 horas? Eng. identificação dos trabalhadores autorizados. siderurgia. Os itens são passíveis de punibilidade não só pelo MTE. etc. Man-IT: Recomendações finais para as empresas que ainda não se preocuparam com o cumprimento da NR 10. trabalho acompanhado. aplicação de disjuntores de seccionamento automático. na mudança de cultura dos trabalhadores autorizados. preconizados na Norma são fundamentais no fornecimento de subsídios técnicos e elementos de segurança aos trabalhadores a serem "autorizados" por seu(s) tomador (es) de serviço(s) a intervir em instalações ou realizar serviços elétricos e. mas também fundamentará a Justiça em suas decisões e sentenças. O atendimento é compulsório. construção civil. Tratar como “mais um treinamento” sem o necessário cuidado com os profissionais ou instituições que o ministrarão é um erro e a perda de uma excelente oportunidade quanto à transferência de conhecimento em segurança elétrica e do trabalho específico e próximo da realidade de cada empresa. “Procedimentos: desenvolvimento de procedimentos operacionais e procedimentos de segurança devem se fundir num só. Joaquim: "O Ministério do Trabalho e Emprego planejou como meta institucional para o ano de 2007. vestimentas especiais para os autorizados. o Ministério da Previdência Social quanto ao FAP (Fator Acidentário Previdenciário)". conseqüentemente. Joaquim: "Lembramos que os treinamentos “básicos” e “complementar”. O prazo final para ações foi em dezembro de 2006. Eng. ações fiscalizatórias voltadas aos quesitos de segurança em serviços e instalações elétricas em várias atividades econômicas. tais como: concessionárias elétricas.

Devemos lembrar que a autoridade é da empresa.Joaquim Gomes Pereira.br/index. aplicações. [8] Figura 2 . partes integrantes. destacando fatos e acontecimentos.man-it. Engenheiro Eletricista e de Segurança no Trabalho.php?option=com_conten t&view=art icle&id=141 [Capturado em setembro de 2008] 2.com. . Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego Coordenador do GTT-10 de atualização da NR 10. além de uma entrevista feita ao Eng. contribuições e impactos. Fonte: http://www.25 e de prevenir problemas futuros. princípios. um dos responsáveis pela atualização da NR 10. Joaquim Gomes Pereira. também a ela cabe a responsabilidade pela autorização.5 Conclusões Neste capítulo apresentou-se um breve histórico da NR 10.

Já ao rebaixarem a tensão elétrica perto dos centros urbanos. [11] Têm-se no Brasil diversos modelos de subestações. Para que se possa melhor entender. temse a seguir uma breve descrição do SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP) do país. sejam elas elevadoras ou abaixadoras de tensão.1 Definição Uma Subestação é uma instalação elétrica de alta potência. ou até mesmo constituídas apenas. Ao elevar a tensão elétrica no início da transmissão. Podem ser desprotegidas ao tempo. Apesar de mais baixa. distribuição. chamadas de subestação desabrigada. contendo equipamentos para transmissão.26 3 SUBESTAÇÕES 3. transformando os níveis de tensão e funcionando como pontos de entrega para consumidores industriais. permitem a distribuição da energia por toda a cidade. Durante o percurso entre as usinas e as cidades. conforme figura 4. a tensão utilizada nas redes de distribuição primária ainda não está adequada para o consumo residencial imediato. chamadas de subestações abrigadas. Podem ser protegidas do tempo. em alvenaria ou no interior de cubículo metálico (invólucro metálico). por um transformador instalado no topo do poste. os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do caminho e faz com que o sistema possa transmitir uma maior quantidade de energia. direcionando e controlando o fluxo energético. comércios e outros locais de consumo. conforme figura 5. Funciona como ponto de controle e transferência em um sistema de transmissão elétrica. A instalação de transformadores menores reduz ainda mais a tensão da energia que vai diretamente para as residências. . conforme figura 3. proteção e controle de energia elétrica. onde os transformadores aumentam ou diminuem a sua tensão. a eletricidade passa por diversas subestações.

Transformador desabrigado instalado no poste.27 Figura 3 . 2008.Subestação abaixadora desabrigada. Figura 5 . Fonte: Mazza. Figura 4 .Subestação abaixadora abrigada. Apostila NR 10 Comentada. Instituição. .

movimenta as turbinas dos geradores. ver apêndice E. direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. a tensão superior a 50V em corrente alternada.3 Subestações prediais A Norma Técnica da ESCELSA sobre “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 kV” em seu capítulo 5 diz o seguinte: Item 5.500 kW. é gerada principalmente a partir de usinas hidroelétricas. ou 120 V em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada entre fases ou entre fase e terra. “São as unidades consumidoras com carga total instalada superior a 75 kW e demanda máxima até 2. A energia elétrica produzida no Brasil provém em sua maior parte das usinas hidroelétricas seguidas das usinas termoelétricas e termonucleares [9]. ou 120 V em corrente contínua.Baixa tensão – Considera-se baixa tensão. distribuição até a medição. ou menor que 75 kW. É aplicada às fases de geração. em que a energia originada pelas quedas d’água. a NR 10 no seu Glossário define que o SEP trabalha com vários níveis de tensão.4 .28 3. transmissão. ou 1500 V em corrente contínua. a tensão não superior a 50V em corrente alternada entre fases ou fase e terra. [9] 3. . A NR 10 estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando à implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que.Alta tensão – Desta forma considera-se alta tensão. ou 1500 V em corrente contínua.Ligação Através de Subestação Particular.Categoria IV .Extra baixa tensão – Considera-se extra baixa tensão. . a tensão superior a 1000 V em corrente alternada entre fases ou entre fase e terra. desde que possuam qualquer dos equipamentos vetados na Categoria III”.2 Sistema Elétrico de Potência A energia elétrica que alimenta indústrias. comércio e residências. . Com o objetivo de uniformizar o entendimento. transformando energia mecânica em energia elétrica. classificados em: .

A história da norma de média tensão começa com a NB 79 – Execução de instalações elétricas de alta tensão de 0. permaneceram durante décadas com a mesma norma. de padronizar a execução de instalações de 0. A NB 79 não contemplava. sem nenhuma revisão. Mas como esse cancelamento se deu sem substituição. sem que uma nova versão ocupasse o lugar da norma cancelada. publicada em 1967. a NB 79 deixou de ser consultada pelos profissionais de instalações elétricas de média tensão. a atividade de projeto. os padrões das concessionárias passaram a balizar de fato. Por essa razão. em nenhuma parte de seu texto. quase todos os projetos de instalações de média tensão no Brasil. como: supermercados.1 Histórico No Brasil.29 Tem-se assim a grande maioria de condomínios residências e estabelecimentos comerciais.6 a 15 kV.3. a NB 79 foi cancelada em janeiro de 1996. A norma refletia a necessidade do país na época. A NBR (Norma Brasileira) que estabelece as condições e padrões de instalações elétricas de média tensão de 1. 3. deixando os projetistas e instaladores sem respaldo legal no desempenho de suas . que tinham acesso a normas estrangeiras.2 kV é a NBR 14039. Essa norma foi utilizada por todas as concessionárias de energia elétrica para balizar seus padrões de postos de entrada em distribuição primária. e não de direito. Havia os padrões das concessionárias. Contudo. isto é. essa norma foi elaborada com os conhecimentos da década de 60 e tendo como pano de fundo um Brasil isolado do resto do mundo. do ponto de vista tecnológico.3. as instalações elétricas de média tensão. mas eles não têm valor para assegurar a qualidade mínima exigida.0 kV a 36. pequenas fábricas. com exceção dos projetos feitos pelas grandes empresas de engenharia. Assim.1 NBR 14039 3. Sem revisões que lhe permitissem adequar-se às novas tecnologias dos equipamentos e incluir a atividade de projeto em seu escopo. enquadrados nessa categoria de instalação.1. criou-se assim um vácuo legal. etc.6 a 15 kV.

foi usado como base o texto da antiga NB 79. mas de caráter temporário. • Um acerto na terminologia. a urgência provocada pelo vácuo legal que se estabelecera com o cancelamento da antiga norma fez com que se optasse por elaborar uma norma “tampão”.2 kV. não bastava reeditar o texto cancelado. • Uma correção nos pontos obsoletos.6 a 15 kV ficou de 1 kV a 36. Essa tarefa provavelmente consumiria alguns anos. o que demandaria um extenso trabalho da comissão de estudos responsável pela elaboração do documento. Convém deixar claro que o termo “tampão” não figura na norma e não tem nenhum efeito legal. .30 funções. inclusive com numeração diferente. teria de ser elaborada uma nova norma.3. seu conteúdo teria de ser necessariamente maior e mais abrangente. Para o trabalho de elaboração da norma “tampão”. enfocando: • Uma ampliação dos limites de tensão da norma — ao invés de 0. Em um panorama nacional completamente diferente do da década de 60. com valor técnico e legal.1. pela sua obsolescência. e considerando a importância das instalações de média tensão. É só um adjetivo informal para ressaltar o caráter temporário da norma. órgão da ABNT responsável por elaborar normas na área de eletricidade.2 A norma “tampão” Dado que no Brasil o uso de normas não é voluntário. Foi necessária uma revisão no texto. Conseqüentemente. uma vez que a NB 79 foi cancelada sem substituição. Portanto. o Cobei – Comitê Brasileiro de Eletricidade. a norma é definitiva. estando claro que. tornava-se necessário elaborar uma nova norma de média tensão. Porém. quando foi elaborada a antiga NB 79. [12] 3. Por razões regimentais da ABNT. Do ponto de vista legal. começou a preparar uma nova norma para média tensão. a nova norma deveria ter um nível de exigência muito superior ao de sua antecessora.

.3.31 Essa norma. deve seguir as seguintes condições definidas pela ESCELSA. sob o número NBR 14 039 e com o nome de “Instalações elétricas de alta tensão de 1 a 36. Uma subestação particular abrigada e que não faz parte integrante da edificação. e que precisam. para qualquer potência de transformador.Condições para subestação abrigada. recomenda-se prever sistema de proteção contra incêndio. acessar uma subestação é necessário um conjunto de regras na construção dessas subestações. No entanto para que se possa obter um mínimo de segurança desejado para as pessoas envolvidas com eletricidade. com teto e piso em concreto armado. atualmente em vigor. a segurança. conforme figuras 6 e 7. de alguma forma. Tem-se no capítulo 5 deste trabalho. b) ter porta metálica e abrir para fora. [12] 3. a norma emendada passou a ser denominada NBR 14039:2000. a) ser construída com paredes de alvenaria.2 kV”. Quadro 1 . relacionada às subestações. c) ter o teto impermeabilizado e inclinação mínima de 2% de modo a evitar o escoamento de água sobre os condutores de 15 KV. esta passou por uma rigorosa e profunda revisão. Durante os anos de 1997 a 2003. até o limite previsto nesta Norma e apresentar características definitivas de construção. O projeto da nova versão da norma entrou em consulta pública em julho de 2003 com previsão de ser publicado ainda no segundo semestre do mesmo ano. ficou em votação nacional no último trimestre de 1997 e foi publicada em abril de 1998.2 Características Tem-se como o objetivo principal deste trabalho. uma melhor apresentação dessa norma em conjunto com a NR 10. e) como medida de segurança. Em outubro de 2000 a comissão de estudos decidiu publicar uma emenda à norma de 1998. Atualmente a norma está em pleno vigor. d) possuir sistema de iluminação artificial.

A sua construção deverá obedecer ao item 10 desta Norma (Câmara de Transformação ou Cabina). classe 15 kV. comando simultâneo ou chave fusível classe 15 kV em cada unidade. chave seccionadora basculante tripolar. localizada no térreo. g) os elos fusíveis para transformadores de potência acima de 225 kVA deverão ser dimensionados pelo fabricante. corrente mínima 200 A. Quando a localização for em piso intermediário da edificação o transformador deverá ser a seco ou a silicone.Modelo de subestação predial com 1 transformador. monopolar ou tripolar. h) é permitido também o uso de subestação blindada em recinto fechado. deverá existir no lado da alta tensão. quando em edifício de uso coletivo.32 f) havendo na subestação mais de um transformador. Fonte: NOR-TEC-01 . Fonte: NOR-TEC-01 Figura 6 .

Pode-se notar que a alimentação dos transformadores se dá através de uma caixa de passagem subterrânea.Modelo de subestação predial com 2 transformadores. . dando uma aparência de letra H.33 Figura 7 . As figuras correspondem respectivamente aos desenhos 27 e 28 da NOR-TEC01. O presente trabalho trata apenas da segurança voltada às subestações abrigadas. pelo fato de o transformador estar apoiado por cruzetas em dois postes. também são de grande utilidade e fáceis de serem encontradas nos sistemas de distribuição das concessionárias elétricas. que os transformadores estão providos de uma circulação de ar. as subestações constituídas apenas de um transformador instalado no poste. Fonte: NOR-TEC-01 As figuras 6 e 7 apresentam um modelo de subestação predial para um ou dois transformadores respectivamente. e que o espaço físico de circulação destinado ao operador possui proteção evitando contato com a Zona de Risco. no entanto tem-se na figura 8 uma ilustração desse outro tipo de subestação predial que é chamada pelos profissionais da área de subestação H. Como já mencionado no início deste capítulo.

br [Capturado em Novembro de 2008] 3. que atendem os pontos finais de consumo. aparelhos e equipamentos destinados a modificar as características da energia elétrica. . Fonte: http://www.4 Conclusões No presente capítulo destaca-se que uma subestação é um conjunto de condutores.Modelo de subestação H. A subestação denominada particular é aquela construída em propriedade particular suprida através de alimentadores de distribuição primários. permitindo a sua distribuição aos pontos de consumo em níveis adequados de utilização.34 Figura 8 .aessul.com.

dimensionamento de dispositivos de proteção inadequados em áreas potencialmente inflamáveis e a falta de orientação aos profissionais que trabalham com eletricidade. Ao não mapear as suas áreas classificadas e oferecer treinamento específico aos funcionários do setor elétrico. a usina também permanece sujeita a uma eventual explosão. Observa-se que se o empresário responsável pela usina mantiver este pensamento. detalhou aos engenheiros responsáveis pelas empresas as mudanças impostas pela segunda revisão da NR 10. O presidente da Abracopel alertou a empresa sobre a necessidade de correções para adequação à nova NR 10. o que pode provocar incêndios. por exemplo. e ocorrência de sobreaquecimento em fios. a usina terá que torcer e rezar bastante para não sofrer um acidente. O engenheiro eletricista detectou que uma das usinas apresentava diversos procedimentos contrários às recomendações da Norma. a unidade e seus funcionários estão expostos a riscos como choque elétrico. visto que suas instalações apresentam situações precárias conforme mostra a figura 9.1 Choque Cultural A edição de número 114 de 2008 da revista Alcoolbrás [13] traz em sua reportagem de capa o assunto da NR 10.35 4 CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA 4. Como resposta. Em resumo. relata ter ouvido do engenheiro responsável pela unidade industrial: “A nossa planta tem mais de 50 anos e adequá-la custará muito. a reportagem cita que em recentes visitas a algumas usinas de açúcar e álcool do interior paulista. Mas a usina paulista não é um caso isolado de insegurança em instalações elétricas. Sem medidas de segurança e com equipamentos carentes de dispositivos de proteção. o engenheiro eletricista Edson Martinho. O que fizemos é explicar para o funcionário que ele tem que tomar cuidado e torcer para que não aconteça nenhum acidente”. A revista aborda o tema relacionando a dificuldade cultural com que a maioria dos empresários ainda é resistente quando se trata de adequações de segurança em suas usinas e fábricas. Essa é a realidade em muitas outras unidades de diversos setores industriais . cabos e dispositivos. presidente da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade).

36 do País. Mais de três anos depois da segunda revisão da Norma e um ano após a expiração do prazo para adequação, muitas empresas ainda caminham a passos lentos para a adaptação à NR 10. [13] A eletricidade tem grande potencialidade para causar danos de gravidade elevada, desde uma simples contração muscular, seqüelas graves, queimaduras profundas, parada cardíaca e até óbito, conforme item 4.3 deste trabalho.

Figura 9 - Instalações elétricas inadequadas.

Fonte: Edição 114- 2008 da Revista Alcoolbrás. 4.2 Adequação lenta Embora tenha provocado um grande impacto no sentido de alertar sobre a importância da segurança em eletricidade e acerca da fiscalização, a lei que trouxe uma série de avanços em relação à segurança em serviços com eletricidade ainda não conseguiu gerar resultados efetivos em redução de acidentes. O maior argumento alegado para a dificuldade de adaptação às novas medidas de segurança é o custo. O engenheiro eletricista Edson Martinho afirma para a revista Alcoolbrás, que o problema está no tempo em que as empresas deixaram de fazer as instalações corretas. “Durante anos fizeram gambiarras, amarra-arame, ajustezinhos e

37 o provisório vai se tornando permanente. Quando chega uma norma e exige adequação, substituição de vários equipamentos, se descobre que é caro. Mas se tivesse havido planejamento anterior, hoje o custo seria muito menor”. Atualmente a adaptação está concentrada principalmente nas multinacionais e grandes companhias, que já possuem dotação orçamentária e muitas das ferramentas administrativas e de controle exigidas pela NR 10. Além das multinacionais e grandes empresas, que já se preocupavam com segurança até antes da publicação da NR 10, os especialistas dividem o nível de adequação em outras três categorias: • Empresas que se informaram logo após a revisão da Norma e estão na fase final de adaptação; • Empresas que não têm a estrutura organizacional tão bem elaborada, mas já iniciaram a adaptação; • E empresas, geralmente as pequenas, que ainda nem começaram, e adotaram a filosofia popular “deixa como está para ver como é que fica” - e ainda continuam colocando como eletricistas pessoas sem qualificação. Mesmo entre aquelas que já iniciaram a adequação, há ainda empresas que optam por atender a requisitos mínimos. “É um grande problema o pessoal que age assim para não ser multado. A preocupação deve ser com a saúde e a segurança do trabalhador. Mas quando a empresa vai pelos requisitos mínimos, sempre procura uma saída para gastar menos. Com isso, pode comprometer a segurança”, afirma o coordenador geral da área de segurança elétrica do MTE, Joaquim Gomes Pereira. [13] 4.3 Choque elétrico A diferença entre sorte e morte de um acidentado é determinada por alguns volts e alguns segundos de tempo. De acordo com pesquisas não oficiais, de cada três choques, um é fatal, enquanto que, em outros tipos de acidentes, ocorre uma morte para cada 200 ocorrências, em média. O choque elétrico é o conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se manifestam no organismo humano ou animal,

38 quando este é percorrido por corrente elétrica. As manifestações relativas ao choque elétrico, dependendo das condições e da intensidade da corrente, podem ser desde uma ligeira contração superficial até uma violenta contração muscular que pode provocar a morte. Os tipos mais prováveis de choque elétrico são aqueles em que a corrente elétrica circula da palma de uma das mãos à palma da outra mão, ou da palma da mão até a planta do pé. Existem três categorias de choque elétrico, a serem discutidas nos próximos itens. [9] 4.3.1 Choque por contato com circuito energizado Tem-se nesse tipo de choque o mais comum em residências. O choque surge pelo contato direto da pessoa com a parte energizada, seja uma simples tomada ou um fio desencapado, conforme figura 10. O choque dura enquanto permanecer o contato e a fonte de alimentação permanecer ligada. As conseqüências podem ser pequenas contrações ou até lesões irreparáveis. [9]

Figura 10 - Choque por contato com circuito energizado.

Fonte: Mazza, Instituição. Apostila NR 10 Comentada, 2008. 4.3.2 Choque por contato com corpo eletrizado Tem-se nesse tipo de choque, o choque proveniente de eletricidade estática, (ver figura 11)normalmente de pequena duração, suficiente apenas para descarregar a carga da eletricidade contida no elemento energizado,. Na maioria das vezes, não provoca efeitos danosos ao corpo. [9]

Choque por contato com corpo eletrizado. Fonte: http://oquesefaz.3. Apostila NR 10 Comentada.39 Figura 11 .wordpress. Os efeitos são imediatos podendo causar queimaduras graves e até a morte.3 Choque por Descarga Atmosférica (raio) Quando acontece uma descarga atmosférica (Ver figura 12) e esta entra em contato direto ou indireto com uma pessoa. 2008. 4.com/2008/02/raio_cristo_redentor. tem-se o choque por “raio”. [9] Figura 12 . Instituição. Fonte: Mazza.files.jpg [Capturado em setembro de 2008] .Raio atingindo o Cristo Redentor.

Para valores acima de 100 mA. ocorre o Limiar de Fibrilação Ventricular. • Parada respiratória. No entanto quando se toca um objeto energizado. e impede que a pessoa possa se soltar do circuito. • Fibrilação ventricular. Intensidade (mA) 1 (Limiar de sensação) Perturbações Possíveis Nenhuma Sensação cada vez mais desagradável à medida que a intensidade aumenta.40 4. Quadro 2 . A esse processo dá-se o nome de Limiar de Não Largar.3. Essa sensação de percepção é chamada de Limiar de Sensação da corrente. isso se dá de forma rápida e instantânea. Tem-se no quadro 2 uma classificação das conseqüências do choque de acordo com o valor da corrente. excita os nervos.4 Limiar O corpo humano começa a perceber a passagem de corrente elétrica a partir de 1 mA. Contudo. podendo causar: • Queimaduras. provocando contrações musculares permanentes.Possíveis conseqüências do choque elétrico no corpo humano. • Morte cerebral. Contrações Musculares Estado após o choque Normal Salvamento - Resultado final provável Normal 1a9 Normal Desnecessário Normal . o cérebro emite sinais elétricos para a mão para que ela solte esse objeto. a corrente alternada entre 9 e 23 mA para os homens e 6 a 14 mA para as mulheres.

inclusive fibrilação ventricular. queimaduras graves. fibrilação ventricular. contrações violentas. a chance de salvar o acidentado é praticamente zero. Aliás. [9] . a respiração. ocorrerão sérias lesões cerebrais e possível morte. De acordo com o quadro 4 a partir de 6 minutos. As condições da pele e o tempo de salvamento (Ver quadro 3) também são características a serem consideradas nos estudos. Sensação insuportável. Asfixia imediata. Instituição.41 Sensação dolorosa. Asfixia imediata. normalmente acima de 30 mA e circular pelo diafragma. Contrações violentas. cessando assim. 9 a 20 Morte aparente Respiração artificial Restabelecimento 20 a 100 Morte aparente Respiração artificial Restabelecimento ou morte. normalmente por alguns minutos. perturbações circulatórias. por isso é necessário que o profissional que trabalha com eletricidade esteja apto a prestar os primeiros socorros. A asfixia advém do fato do diafragma (músculo associado à respiração) se contrair. 2008. por um período de tempo relativamente pequeno. Se a intensidade da corrente elétrica for de valor elevado. Por isto as normas relativas à proteção de sistemas elétricos. se ocorrer a exposição a qualquer situação de choque por tempos inferiores a 5 segundos. Acima de 100 Vários ampéres Morte aparente Morte aparente ou imediata Muito difícil Praticamente impossível Morte Morte Fonte: Mazza. o tempo é fator importante para prevenir os efeitos de um choque elétrico. prevêem tempos máximos para a abertura do disjuntor de proteção. perturbações circulatórias graves. asfixia. ocorrerá a morte por asfixia. Caso não seja aplicada a respiração artificial em no máximo seis minutos. inclusive utilizando o DR. especialmente através de técnicas de reanimação cárdio-respiratória. as chances de sobrevivência aumentam dramaticamente. Apostila NR 10 Comentada.

a Mazza Consultoria Técnica e Serviços Ltda. 2008. estando as pessoas com os pés molhados a ponto de se poder desprezar a resistência da pele dos pés. uma empresa com sede no Rio de Janeiro e que possui contrato com as grandes empresas do país (Petrobrás.5 % Fonte: Mazza. Passagem da corrente elétrica entre duas mãos e dois pés. Apostila NR 10 Comentada. Apostila NR 10 Comentada. 2008. que oferecem tais cursos como. Instituição. por exemplo. Tempo após o choque para iniciar a Chances de reanimação da vítima respiração artificial 1 minuto 95 % 2 minutos 90 % 3 minutos 75 % 4 minutos 50 % 5 minutos 25 % 6 minutos 1% 8 minutos 0. com a pele úmida (suor) e a superfície de contato sendo significativa (exemplo. Além das instituições públicas. Instituição. etc).42 O CEFET do estado do Ceará promove cursos técnicos em segurança do trabalho que apresenta em sua grade curricular segurança em eletricidade e primeiros socorros. Pessoas imersas na água. um condutor está seguro dentro da mão). Quadro 4 . Código da pele BB1 Classificação Elevada Característica da pele Condições Secas Aplicações e exemplos Circunstâncias nas quais a pele está seca (nenhuma umidade inclusive suor) Passagem da corrente elétrica de uma mão à outra ou a um pé.Classificação das características da pele. existem as escolas de treinamento privadas. BB2 Normal Condições úmidas BB3 Fraca Condições Molhadas BB4 Muito fraca Condições imersas Fonte: Mazza. Quadro 3 .Chances de salvamento. Vale. em banheiras ou piscinas. . por exemplo.

Joaquim Gomes Pereira. por isso. referente ao período de 2001 a 2006. explica. para obter um número mínimo de ocorrências com eletricidade no Brasil. visto que o cálculo considera apenas o número de profissionais registrados no INSS. mortes e explosões causados por energia elétrica no Brasil. A partir de 1990. devem ser dezenas de vezes maior”. [13] . relacionadas com a rede elétrica das concessionárias. É por isso que os números registrados. apenas o que aquela causa determinou ao indivíduo. A última análise divulgada.43 4. referente ao fechamento de 2006. visto que nos hospitais brasileiros não se identifica o fator causador do óbito.4. Na verdade esse número na prática é ainda maior. relata 2718 mortes em todo o território nacional. que hoje representam apenas 38% da massa trabalhadora nacional . “Com base nas estatísticas de outros países. em que a energia elétrica envolve de 18% a 20% desses acidentes de trabalho. estima Pereira. se baseia em estatísticas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em paralelo com dados de acidentes em outros países. a falta de segurança alimenta as estatísticas sobre acidentes. provocadas por acidentes de trabalho.1 Introdução Estimulada por negligência ou ignorância. o engenheiro eletricista Edson Martinho. Mas segundo o presidente da Abracopel. com certeza. A última estatística divulgada pelo INSS. a maior porcentagem das estatísticas não apresenta a fonte especificada. O coordenador geral da área de segurança envolvendo eletricidade do MTE. a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e a Fundação COGE iniciaram a implementação de uma coleta de dados de acidentes da população.4 Estatísticas 4. em seu atestado de óbito aparecerá morte por parada cardíaca. teve uma parada cardíaca (conseqüência da causa) e morreu. mostra uma média anual de 986 pessoas acidentadas.62% não participam da estimativa de Pereira. sendo 324 fatais. “Se a pessoa estava tomando banho e recebeu um choque elétrico (a causa) e. podemos dizer que cerca de 550 mortes foram causadas por energia elétrica”.

relativo ao ano de 2007. ou seja. O índice de trajeto refere-se aos acidentes ocorridos durante o transporte ao local do serviço. Para exemplificar houve 3 acidentes com contratadas do setor de Geração e Transmissão e 56 acidentes com contratadas do setor de Distribuição. em prol dos seus trabalhadores. . com o objetivo de consolidar um Relatório Anual de Estatísticas de Acidentes no Setor de Energia Elétrica. nessa área. possibilitando o estabelecimento de prioridades nas ações efetivas para a prevenção de acidentes e de doenças trabalhistas. destinado à utilização pelas empresas do Grupo ELETROBRÁS e demais empresas do setor. 59 acidentes fatais com contratadas no setor de energia. O índice das contratadas apresenta o número de acidentes ocorridos com as empresas terceiras e o índice população refere-se à população em geral. mantêm uma parceria com a Fundação COGE. A Fundação COGE vem sendo contratada desde julho de 2000 pela Eletrobrás. totalizando.A – ELETROBRÁS.2 Dados As Centrais Elétricas Brasileiras S.Grupo de Intercâmbio e Difusão de Informações sobre Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. acionistas e da população em geral. para dar continuidade às atividades inerentes às Estatísticas de Acidentes do Trabalho no Setor Elétrico Brasileiro. constitui-se numa importante ferramenta de segurança e da saúde no trabalho.4. sucedendo o GRIDIS . usuários. Este importante documento. Têm-se no quadro 5 dados divulgados em junho do presente ano (2008). pessoas que não pertencem à área técnica. mas que foram vítimas de acidentes.44 4. no ano de 2007. O índice de acidentes típicos refere-se a acidentes causados nas próprias empresas responsáveis pela geração ou distribuição da energia. dos contratados.

Já o quadro 7 apresenta um histórico dos acidentes fatais a partir de 1999. por exemplo a Escelsa no Espírito Santo ou a Light no Rio de Janeiro. Fonte: Fundação COGE Apenas para título de informação o quadro 6 apresenta acidentes envolvendo arco elétrico. dividido por área. Pode-se destacar uma diminuição considerável do ano de 2006 para 2007.1 desse trabalho. mas ainda preocupante. chegando a zero acidente no ano de 2007. visto que os números de 2007 ainda são números altos de acidentes fatais.45 Quadro 5 . houve apenas 1 acidente. prazo máximo para atendimento da NR 10. assunto esse abordado no item 5. a curva superior indica o índice de acidentes fatais com contratadas que atuam no setor elétrico (curva em azul) e a curva inferior (curva em vermelho) indica os acidentes ocorridos com as empresas responsáveis por tal serviço. . um ano antes da publicação da NR 10.4. houve 6 acidentes em subestação com arco elétrico e a partir de 2006. É interessante analisar que no ano de 2003.Índice de Acidentes Fatais de 2007.

Fonte: Fundação COGE .Acidentados com Arco Elétrico por Instalação / Equipamento do SEP.46 Quadro 6 .

Fonte: Fundação COGE .Acidentes Fatais por ano.47 Quadro 7 .

por exemplo). considerando os acidentes sem perda de tempo e os acidentes com e sem danos materiais.523. circuito simples. o relatório de 2007 mostra ainda que o contingente de 108.756 empregados próprios do setor conviveu em suas atividades com riscos registrando-se 906 acidentados de trabalho típico.754.523.250. ou seja. em 230 kV.00 (Quinhentos e trinta e dois milhões quinhentos e vinte e três mil setecentos e cinqüenta e quatro reais) conforme já mencionado e apresentado no quadro 8. entre custos diretos (remuneração do empregado durante seu afastamento) e indiretos (custo de reparo e reposição de material. custo de assistência ao acidentado e custos complementares – interrupção de fornecimento de energia elétrica. com afastamento.00 (Quinhentos e trinta e dois milhões quinhentos e vinte e três mil setecentos e cinqüenta e quatro reais). projeto de engenharia. Mas essa mesma estimativa incluindo os acidentes com perda de tempo.000 habitantes ou ainda o montante aproximado necessário para a construção de 1. o custo dos acidentes no Setor Elétrico Brasileiro seria da ordem de: R$ 93. fica em torno R$ 532. incluindo: levantamento topográfico.754. . Com base em estudos voltados à realidade dos acidentes no Brasil. o custo total dos acidentes. materiais e construção. acarretando um custo de R$ 532.443. Isso representa o investimento necessário para a construção de 8 PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas de 30 MW cada.902 km de Linhas de Transmissão.48 Pode-se observar que os números são preocupantes. que poderiam atender a uma demanda de cerca de 1.155.20 (Noventa e três milhões quatrocentos e quarenta e três mil cento e cinqüenta e cinco reais e vinte centavos).

Fonte: Fundação COGE Devido a esses e outros estudos feitos no decorrer dos anos a Fundação COGE elaborou uma pirâmide do Setor Elétrico Brasileiro.49 Quadro 8 .Custo Total Estimado de Acidentes do Trabalho por Ano (milhões de reais). Quadro 9 .Pirâmide do Setor Elétrico. Fonte: Fundação COGE . conforme mostra o quadro 9.

supervisão. o quadro 10 mostra um exemplo de como é feita a análise do acidente por parte das empresas e o quadro 11 uma reportagem jornalística divulgada recentemente. que será apresentado com maiores detalhes no capítulo 5 deste trabalho. fase A (alfa). Exposição à energia elétrica. alta tensão. Quadro 10 . ultrapassou a distância de segurança. Função Tipo de acidente Descrição do acidente Ao abrir porta e grade de um disjuntor na UHE.300 atos e/ou condições inseguras. Fonte: Fundação COGE. tocou na rede de AT. Para conhecimento.Exemplo de análise de acidente.3 Fatos É lamentável abrir o jornal e ler mais uma notícia envolvendo acidente com eletricidade. mas o fato ocorre. causando descarga elétrica. Exposição à energia elétrica. Tais acidentes podem ser evitados com o cumprimento de procedimentos técnicos de trabalho.4. uma vez que a sua Serviços de operação. sofrendo uma descarga elétrica. ao ajustar um jumper. alta tensão. . por iniciativa própria. Após conclusão de tarefa e retirada do aterramento temporário. ficou por alguns instantes conversando Serviço Ligação de Consumidores. 4.50 Observa-se que para cada acidente fatal ocorreram 36. o cabo de aterramento foi desconectado deste cabo elétrico. que fora energizada por terceiro. no momento de descer. no alto do poste e. descrição da atividade de execução. provocando choque por indução elétrica no empregado. atividade seria a de atenuação de um alarme no piso de turbinas. alta tensão. como: planejamento. Exposição à energia elétrica. Quando da conexão do cabo elétrico da bobina de bloqueio da Inspeção / Manutenção Linhas de Transmissão.

A utilização deste tipo de equipamento só deverá ser feita quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. O laudo da polícia. [14] De acordo com a Norma Regulamentadora 6 – NR 6. destinado à proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua saúde e a sua segurança. Rapaz morre com choque elétrico Um jovem de 22 anos morreu por arritmia terça-feira ao chegar no Hospital Santa Otília. ainda não foi divulgado. em perfeito estado de conservação e funcionamento. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. de Orleans.51 Quadro 11 . próxima ao bairro Barracão. de uso individual utilizado pelo trabalhador.5 EPI e EPC O Equipamento de Proteção Individual. EPI. por volta das 14h. após levar um choque elétrico numa máquina de solda. o que pode ter facilitado o choque. é todo produto ou dispositivo. o episódio aconteceu na comunidade de Vila Nova. EPC. nas seguintes circunstâncias: .28/04/2007 4. Atílio Weber era funcionário de uma empresa de silo e estava no interior do município fazendo a montagem de uma estrutura metálica quando aconteceu o acidente. ou seja. EPI adequado ao risco. eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. Fonte: A Tribuna de Criciúma . que pode confirmar a causa da morte provocada por descarga elétrica. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho.Reportagem Jornalística. Durante vistoria de peritos no local do acidente foi verificado que o aparelho que o jovem estava usando estava em péssimas condições de uso. Portanto. Os equipamentos de proteção coletiva. são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho e têm o objetivo de proteger os trabalhadores contra riscos inerentes aos processos. Segundo informações repassadas pela Delegacia de Polícia de Orleans. quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. Como o EPC independe da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. gratuitamente. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados.

4. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação. [9] 4. c) para atender a situações de emergência. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.2 Das obrigações do empregado • Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina. quando danificado ou extraviado.5. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.1 Das obrigações do empregador Dentre as atribuições exigidas pela NR 6. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. • Exigir seu uso. • Substituir imediatamente o EPI. • Responsabilizar-se pela guarda e conservação. CA. de fabricação nacional ou importada.52 a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. • Orientar e treinar o trabalhador sobre uso adequado. . e comunicar o MTE qualquer irregularidade observada.5. • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. • Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. O equipamento de proteção individual. • Fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. guarda e conservação. • Cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal.

Fonte: Mazza. Instituição. 2008.53 O item que trata da responsabilidade de guarda e conservação do EPI é de grande importância visto que as empresas solicitam aos funcionários a assinatura de um termo de responsabilidade que inclusive evidencia a entrega do equipamento. Apostila NR 10 Comentada. Figura 13 . A figura 13 apresenta um modelo desse tipo de termo.Termo de Responsabilidade. .

3 Exemplos 4. [9] .5.3.1 EPC Aterramento Temporário Quando se trabalha em rede desenergizada é feito o aterramento temporário nas linhas com o objetivo de evitar acidentes que possam ser causados por uma eventual e indevida energização por um fator aleatório qualquer.5. confirmando que a chave ou o equipamento responsável por abrir o circuito realmente atuou e que não haverá tensão presente na linha. Detector de Tensão Para que o eletricista possa realizar um aterramento temporário na linha. 2008. conforme exemplificado pela figura 14. A figura 15 apresenta dois modelos de detectores de tensão. Fonte: Mazza. portanto que o simples desligamento da linha não garante a total segurança do eletricista e o aterramento é de fundamental importância para a realização dos trabalhos com segurança. Tem-se. [9] Figura 14 . Instituição. Apostila NR 10 Comentada.54 4.Aterramento temporário em rede de baixa tensão. este é obrigado a realizar previamente um teste de ausência de tensão.

Fonte: Mazza. Apostila NR 10 Comentada. evitando assim informações incompletas para a nova equipe do turno e até mesmo possíveis acidentes. informações estas de extrema importância. Esses equipamentos são compostos de chaves com cartão de identificação. Apostila NR 10 Comentada.55 Figura 15 . geralmente dizendo o motivo do bloqueio e o responsável pelo bloqueio.Exemplo de travas para disjuntores.Exemplos de Detector de Tensão. pois geralmente nas grandes empresas ocorrem trocas de turno de pessoal. Instituição. Travas e Bloqueadores Dentre os EPC apresentados. Fonte: Mazza. Instituição. . [9] Figura 16 . e de grande importância. 2008. 2008. as travas e os bloqueadores (Ver figura 16) com certeza são os de maior uso e rotina em subestações.

2 EPI Existem diversos modelos e tipos de EPI. . Figura 19 . gorro e rede. Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes (figura 18). capas e jaquetas. • • • • • • • • • Figura 17 – Capacete de aba frontal Figura 18 – Luva isolante de borracha.3. Proteção para o tronco: aventais. botas e botinas. Apostila NR 10 Comentada. Proteção visual e facial: óculos e viseiras. Proteção respiratória: máscaras e filtros. Fonte: Mazza. Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões (figura 19). capuz. Para efeito de conhecimento seguem os mais comuns e algumas ilustrações. 2008. Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. Proteção de pernas e pés: sapatos.Cinto trava-queda. Instituição.5. Proteção para o cabelo: boné. Proteção da cabeça: capacetes (figura 17).56 4.

6 Conclusões Os destaques deste capítulo foram os números apresentados referentes às estatísticas de acidentes. com metas graduais tendo em vista a meta de acidente zero. Acredita-se que a empresa de referência deve apontar para a garantia da redução dos índices de acidentes de trabalho. . fato este obrigatório.57 4. segundo a NR 10. Deve objetivar o aperfeiçoamento tecnológico e a melhoria das redes já instaladas e deve considerar a qualificação e o treinamento constante dos trabalhadores. como forma de aumentar a qualidade do serviço prestado e diminuir o número de acidentes. próprios e/ou terceirizados.

à distância ou a contato direto. que pode ser em postes. tem-se a definição do item 10. etc.. tem-se no setor de distribuição o foco das atenções. Com essas informações. etc). O setor de distribuição de energia elétrica é segmentado e contém um maior número de trabalhadores. Os trabalhos no SEP podem ser divididos em: Trabalhos no setor de geração. religação.1 da norma.. Medição (corte. subestações consumidoras prediais. Como a abordagem é em subestações.58 5 NR 10 e SUBESTAÇÕES 5. Operação. . Trabalhos no setor de distribuição.1 Introdução O objetivo deste trabalho é abordar os itens práticos do dia a dia dos serviços com eletricidade e propor formas corretas de execução com segurança. que trata do Objetivo e do Campo de Aplicação acima citado. Manutenção com rede energizada ou não. Estão envolvidos nesta atividade os trabalhadores de: Construção. O presente capítulo compara itens e procedimentos em subestações elétricas com a NR 10. em atividades que vão desde as subestações de distribuição até o ponto de entrega da energia. Trabalhos no setor de transmissão.

De ambientes confinados. [9] . têm-se diversas outras medidas de controle de risco.2. No transporte e com equipamentos.59 5.1. tais como: [9] De origem elétrica. é possível destacar como exemplo. Esse tipo de procedimento é adotado por grande parte das empresas. Tem-se ainda que toda a ocorrência não programada. De queda. este deverá ser planejado e programado. ambas as siglas utilizadas em procedimentos internos de grandes companhias.2 Medidas de Controle O item 10.2. No capítulo 6 tem-se uma maior ênfase nesse tipo de documento. De área classificada. Ocupacional. De ataque de insetos e de animais peçonhentos. que ofereçam riscos.2 da NR 10 trata das medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros. a fim de estabelecer medidas preventivas necessárias. mediante a análise de risco. De umidade. assuntos estes já tratados no capítulo 4. em instalações sob tensão. Além das medidas de controle de risco coletivo e individual. os documentos de APT – Análise Preliminar de Tarefa e a PTE – Permissão para Trabalhos Especiais.1 Medidas de Controle de Risco Elétrico 5.1 Instalações Energizadas Quando for necessário serviço de manutenção sob tensão. A análise de risco trata da exploração das possíveis causas e dos possíveis impactos nas áreas decorrentes dessa exploração. 5. deve ser comunicada ao responsável para que este possa tomar as medidas cabíveis e que são expressamente proibidos o acesso e a permanência de pessoas não autorizadas em ambientes próximos. detalhando os procedimentos a serem executados.

Quando os dispositivos de interrupção ou de comando não puderem ser manobrados (a figura 20 mostra uma alavanca de seccionamento trifásica apenas para título de exemplificação). em cursos especializados. devidamente treinados. só podem ser executados por profissionais qualificados. inscrições de advertência. devem ser colocados placas de aviso. aquela cuja ausência de tensão pode ser constatada com dispositivo para esta finalidade. devem ser cobertos por uma placa indicando a proibição. Os serviços de manutenção e reparos em partes das instalações sob tensão.2. por questão de segurança. durante todo o tempo da atividade. a uma distância mínima de 5 metros e uma etiqueta indicando o nome da pessoa encarregada de recolocação em uso normal do referido dispositivo. os dispositivos de comando devem estar sinalizados e bloqueados (Ver figura 21).60 5. [9] . Nas partes das instalações sob tensão. Entendese por instalação liberada. sujeitas a risco de contato durante os trabalhos. Para garantir a ausência de tensão (Ver figura 22) no circuito. principalmente em casos de manutenção. bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco.1. com emprego de ferramentas e equipamentos destinados à atividade. bem como o circuito elétrico aterrado. com letreiro visível a olho nu. só pode ser feito quando as mesmas estiverem bloqueadas e posteriormente liberadas.2 Instalações Que Podem Vir a Ser Energizadas A manutenção ou reparo em instalações que não estejam sob tensão.

5. . Instituição. Fonte: Mazza.Modelo de Seccionamento Trifásico. 2008. alguns procedimentos de desenergização e reenergização. que são chamados pelos profissionais de elétrica. Essas regras ditam o procedimento seguro para desenergização e reenergização do circuito e que é muito utilizado em subestações.3 Regras de Ouro O novo texto da NR 10 cita em seu item 10.61 Figura 20 .Modelo de Bloqueio e Impedimento Figura 22 – Teste de ausência de tensão. de “Regras de Ouro”. 5. Apostila NR 10 Comentada. Figura 21 .

troca de equipamento ou qualquer outro tipo de serviço. b) Impedimento de reenergização. f) Instalação da sinalização de impedimento de reenergização.3. As regras são: a) Seccionamento. c) Remoção do aterramento temporário. As regras são: a) Retirada de ferramentas. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada. que será submetido a manutenção. e religação dos dispositivos de . d) Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos. da zona controlada.62 5. se houver.1 Seis Regras de Ouro As Seis Regras de Ouro servem para desenergização do circuito. Os cuidados e possíveis conseqüências do seccionamento e o conceito de zona controlada estão respectivamente nos itens 5.2 Cinco Regras de Ouro As Cinco Regras de Ouro servem para reenergização do circuito. da equipotencialização e das proteções adicionais. b) Retirada. utensílios e equipamentos. c) Constatação da ausência de tensão. troca de equipamento ou qualquer outro tipo de serviço. 5.5 deste trabalho.4 e 5. d) Remoção da sinalização de impedimento de reenergização. de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização.3. que foi submetido a manutenção. e) Destravamento seccionamento.

O arco elétrico. O quadro 12 mostra a suportabilidade da pele humana aos efeitos do arco elétrico e a figura 24 exemplifica um possível acidente. mediante o acionamento de um dispositivo apropriado para este fim. Em subestações prediais deve-se ter cuidado com esse tipo descarga elétrica. A figura 23 mostra uma seqüência na formação desse arco.[9] .4 Seccionamento O seccionamento é o ato de promover a descontinuidade elétrica de um circuito ou equipamento. inclusive subestações prediais.4.63 5. Apostila NR 10 Comentada. causando danificação total ou parcial.Exemplos de Formação de Arco Elétrico. Fonte: Mazza. mas durante a sua abertura é gerado uma centelha caracterizando o arco elétrico. provocado pelo seccionamento de chaves e disjuntores de subestações. Instituição. assim a região deixa de ser isolante e passa a conduzir eletricidade. primeiro têm-se a chave fechada funcionando normalmente. pode haver arco elétrico. Chama-se de arco elétrico a corrente que circula através do ar ou de um material isolante. possui energia suficiente pra queimar roupas e provocar incêndios. [9] Figura 23 . além de emitir vapores e raios ultravioleta. dependendo das características dos equipamentos e dos níveis de tensão e corrente presentes no circuito. visto que esta produz calor que pode causar queimaduras de segundo ou terceiro graus. 2008.1 Efeitos do Arco Elétrico Os efeitos causados pelo arco elétrico podem atingir tanto os equipamentos. após vencer a resistência de isolamento. ou até mesmo queimaduras no homem. No caso de seccionamento em subestações. 5.

Fonte: Mazza. Instituição. 80 ° C – Com exposição de 0.4. 44° C – Durante 6 horas. Instituição. maior é o tempo em que os contatos ficam expostos a elevadas temperaturas podendo ser danificados. já provoca lesão. • Tensão elétrica – quanto maior a tensão. com possível recuperação. 5. .1 segundo provoca destruição da pele. Fonte: Mazza. 96 ° C – Com valor igual ou maior e com exposição de 0. 70 ° C – Com exposição de 1 segundo é suficiente para provocar destruição total das células da pele (queimaduras de 3° grau). menor a temperatura e suas conseqüências.Queimadura com Arco Elétrico.Suportabilidade da pele humana. Apostila NR 10 Comentada. com ferimentos incuráveis. 2008. para uma mesma corrente.64 Quadro 12 . menor o arco e. a radiação provoca total destruição da pele. 2008. • Meio ambiente – ambiente úmido com elevada temperatura contribui para formação de arco elétrico e aumenta sua intensidade. Figura 24 . portanto.1 segundo. • Velocidade de abertura – quanto menor a velocidade de abertura.2 Fatores que Influenciam a Formação do Arco Elétrico • Corrente elétrica – quanto menor a corrente. maior será o arco e mais dificilmente será extinto. Apostila NR 10 Comentada.

dosadores de insulina. de intenso campo magnético e que possuam em seu corpo próteses metálicas (pino. • Manutenção inadequada (alterações sutis sem avaliação técnica adequada). auditivos. o que pode provocar necroses ósseas.8 kV. Tais valores de tensão relativamente altos têm o poder de formar campos eletromagnéticos relativamente fortes. 5. • Mau contato ocasionado por aperto insuficiente em conexões de aperto.65 • Fator de potência do circuito – circuitos puramente resistivos possuem menores riscos de formação do arco elétrico do que circuitos que apresentam bobinas em sua composição. a radiação pode interferir nos circuitos elétricos e poderá criar disfunções e mau funcionamento dos mesmos.5 Zona de Risco e Zona Controlada Em subestações elétricas prediais geralmente tem-se na alta tensão de transformadores um valor de 11. 5. • Contatos acidentais ou inadvertidos de ferramentas ou peças (erro humano). etc). Em relação aos trabalhadores portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo. devem dispensar especial atenção à sua saúde com exames regulares. • Projetos de instalação inadequados ou mal dimensionados. sobrecarga e dielétrico comprometido). Trabalhadores expostos a essas condições. • Defeito de fabricação de componentes ou equipamentos. • Depreciação (ou deterioração) da isolação (sobretensão. o que pode ser perigoso. encaixe.3 Causas do Arco Elétrico As causas mais comuns na formação do arco elétrico são as seguintes [9].4 kV ou de 13. . articulações). A radiação pode promover aquecimento intenso nos elementos metálicos.4.

22 1.50 5.20 5. Essa tabela serve de referência. Quadro 13 .20 7.40 0.Raio de delimitação entre zona controlada e livre em metros.Raio de delimitação entre zona de risco e controlada em metros. limitando assim a zona de risco e minimizando a ocorrência de acidentes.80 4. no ANEXO II (Ver quadro 13) de seu texto.20 3.60 3. Atenta a estes fatos a NR 10 traz.35 0.60 1.58 1.83 0. 0.38 1.22 0.20 0. 0.90 1.Raios de delimitação de zonas de risco.00 1.58 0. Faixa de tensão nominal da instalação elétrica em kV.10 3.20 Rc .83 1.63 0. as chaves e o painel elétrico de acordo com a tensão de funcionamento. controlada e livre (figura 25).90 2.40 1.25 1.10 1.63 1.20 Fonte: NR 10 .56 0.00 3.35 1.50 3. controlada e livre. <1 ≥1e<3 ≥3e<6 ≥ 6 e < 10 ≥ 10 e < 15 ≥ 15 e < 20 ≥ 20 e < 30 ≥ 30 e < 36 ≥ 36 e < 45 ≥ 45 e < 60 ≥ 60 e < 70 ≥ 70 e < 110 ≥ 110 e < 132 ≥ 132 e < 150 ≥ 150 e < 220 ≥ 220 e < 275 ≥ 275 e < 380 ≥ 380 e < 480 ≥ 480 e 700 Rr .66 Considere-se também o cuidado com ferramentas que podem ser atraídas pelo campo magnético e provocar acidentes.25 0.80 2. como por exemplo.56 1. nas medidas que um projetista deve considerar na hora de construir o layout de uma subestação predial levando em consideração distâncias necessárias para acomodar o transformador.38 0. uma tabela de raios de delimitação de três zonas: de risco.70 1.20 1.

ZC = Zona controlada. PE = Ponto da instalação energizado. . por exemplo. restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas. visto de cima. tem-se na figura 26 uma forma de isolar a região de risco tornando-se assim uma zona livre e segura para a execução do trabalho. Figura 25 . instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. Fonte: NR 10 Nas figuras 25 e 26 têm-se: ZL = Zona livre. controlada e livre.67 A figura 25 apresenta as distâncias das zonas.Distâncias do ar que delimitam radialmente as zonas de risco. no caso de instalações antigas. referente a um ponto energizado. restrita a trabalhadores autorizados. ZR = Zona de risco. SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. Quando a arquitetura da subestação do local de trabalho não permite respeitar a distância necessária para o trabalho com segurança.

que diz o seguinte: Norma NBR 14039 item 6.4 Aterramento e condutores de proteção 6.2 kV.1. controlada e livre. Fonte: NR 10 5.6 Aterramento O texto da NR 10 cita em seus diversos itens e subitens a palavra aterramento. A norma que trata das Instalações Elétricas de Média Tensão.4. .Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. portanto os projetos de subestações de acordo com a NR 10 deverão atender também à NBR 14039.4.1 As características e a eficácia dos aterramentos devem satisfazer as prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. e nas subestações isso não é diferente.1 Generalidades 6.68 Figura 26 .0 kV a 36. O objetivo do aterramento é prover um sistema ou instalação elétrica de um potencial de referência e um caminho de baixa impedância para a corrente de falta. com interposição de superfície de separação física adequada. de 1. é a NBR 14039:2003. Tem-se no aterramento das instalações elétricas mais um procedimento de segurança.

2. 6.4. com solda exotérmica. as hastes da malha.1 Aterramento 6.2.1.3 Conexões mecânicas embutidas no solo devem ser protegidas contra corrosão. 6. Tem-se na figura 27 um modelo de sistema de aterramento para subestação de acordo com a NBR 14039.O arranjo e as dimensões do sistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da resistência de aterramento. b) resistam às solicitações térmicas. na qual devem ser evitados curvas e ângulos pronunciados. recomendase uma resistência da ordem de grandeza de 10 ohms.2 Ligações à terra 6.4.4 Os pára-raios de resistência não linear devem ter ligação à terra.4. 6.1.69 6.1. de acordo com o esquema de aterramento utilizado. termomecânicas e eletromecânicas. que podem ser as carcaças metálicas dos painéis e grades de proteção. . através de caixa de inspeção com diâmetro mínimo de 250 mm que permita o manuseio de ferramenta.2 Devem ser tomadas precauções para impedir danos aos eletrodos e a outras partes metálicas por efeitos de eletrólise. Esta exigência não se aplicaria a conexões entre peças de cobre ou cobreadas. a mais curta possível.2 O valor da resistência de aterramento deve satisfazer as condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. c) sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica apropriada para atender às condições de influências externas.1.2.4.1. Entretanto.4.4. como forma de reduzir os gradientes de potencial no solo.2.2. NOTA .1 A seleção e a instalação dos componentes dos aterramentos devem ser tais que: a) o valor da resistência de aterramento obtida não se modifique consideravelmente ao longo do tempo.4. 6. A figura exemplifica a ligação da parte interna da subestação.

como o cuidado para que ela seja eficiente e possa escoar a corrente para a qual ela vai ser dimensionada. vai mexer com os potenciais da malha.eng. que é a diferença de potencial que surge entre uma pessoa estando no solo e que toca um equipamento energizado. Essas linhas equipotenciais podem provocar ao ser humano uma Tensão de Toque. Fonte: www. por exemplo. na casa de uma pessoa. aparece diferença de potencial entre pontos da superfície que são chamadas de Linhas Equipotenciais (Ver figura 28).70 Figura 27 . Uma malha para uma subestação é totalmente distinta de uma malha de terra para a rede primária. porque o nível. Quanto mais alto for o nível de tensão. há algumas preocupações. Quando circula corrente no solo. mais alta a potência de curto-circuito.1 Tensão de Toque e de Passo Quando se projeta uma malha de terra.6. 5. portanto deve-se checar esses potenciais para os dois limites: o potencial de passo e o de toque que estão associados a corrente de falta e ao ser humano.Malha de terra em subestação predial. então a malha deve ser dimensionada para o valor da corrente que deve ser escoada. Já a Tensão de Passo (Ver figura 29) é a diferença de potencial entre os membros de apoio de pessoas (pés) ou animais (patas). a potência de curto-circuito. é totalmente diferente da potência de curto-circuito de um sistema de 15 mil volts. maior a capacidade de um defeito na penetração da corrente dentro do solo.miomega.br [Capturado em Novembro de 2008]. . Essa corrente vai entrar na terra.

Ed. 7. João. Fonte: MAMEDE FILHO.Dispersão de corrente por eletrodo. Ed. LTC . Fonte: MAMEDE FILHO. Instalações Elétricas Industriais. Geralmente se considera para seres humanos a distância de um metro entre pés.ª ed.Tensão de passo por raio. João. [9] Figura 28 . Instalações Elétricas Industriais.71 considerando-se que estes estejam em linhas equipotenciais diferentes. 7.ª ed. LTC Figura 29 .

tendo em vista as medidas de controle adotadas para um trabalho seguro. . Apostila NR 10 Comentada. Figura 30 . dos conceitos de Zonas Controlada e Livre. Fonte: Mazza.Exemplo de Tensão de Referência.7 Conclusões Destaca-se neste capítulo a abordagem da NR 10 em subestações. Instituição.72 Existe ainda a Tensão de Transferência. 5. atentando especificamente para subestações prediais. A figura 30 ilustra a tensão de transferência. É importante repetir a grande utilidade e a eficiência na adoção das Regras de Ouro. 2008. que seria a diferença de potencial que aparece entre dois pontos (duas pessoas) ligadas por um elemento não isolante. causas e efeitos do arco elétrico e a importância de um aterramento bem projetado para o sucesso das instalações.

Fonte: http://www. A universidade possui aproximadamente 2. 1. Goiabeiras. Figura 31 . e o professor Rubens Sérgio Rasseli é o atual reitor pelo segundo mandato consecutivo. Campus Universitário Alaor Queiroz de Araújo. nº 514. além de 66 cursos de graduação. A UFES foi criada a partir da Instituição Estadual denominada Universidade do Espírito Santo. . Vitória.folhauniversitaria. Espírito Santo.com [Capturado em Novembro de 2008] A figura 31 apresenta um painel artístico no Campus de Goiabeiras da UFES cujo endereço é a Avenida Fernando Ferrari. No entanto esta se tornou federal em 30 de janeiro de 1961 por meio do ato administrativo do então Presidente da República Juscelino Kubitschek. 36 doutorados entre outros.Campus de Goiabeiras da UFES. [16] A UFES foi a primeira instituição de ensino superior federal no Espírito Santo.168 funcionários.1 Setor de Estudo O setor de estudo deste trabalho está relacionado à Subestação Elétrica do Centro Tecnológico (CT) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Brasil CEP: 29075-910.73 6 ESTUDO DE CASO 6. fundada em 5 de maio de 1954 pelo então governador Jones dos Santos Neves.424 estudantes de graduação.175 docentes e 19.blogspot.460 estudantes sendo 12. 77 cursos de especialização.

2 Situação Atual A situação atual da Subestação (SE) do CT é relativamente precária.Subestação do CT da UFES. Figura 32 . um de 300 kVA e outro de 500 kVA. A SE possui dois transformadores de potência. ambos recebendo alimentação em 11. Há vários itens preocupantes que foram identificados em uma breve inspeção realizada por mim e pelo Professor Dr. . Wilson Correa Pinto de Aragão Filho do Curso de Engenharia Elétrica da Universidade. 6.4 kV e abaixando para 220 V trifásico. e que precisam ser cuidados ou providenciados. carecendo de cuidados urgentes e de algumas adequações a fim de estar em conformidade com as normas de segurança vigentes.74 A subestação elétrica do CT (Ver figura 32) está localizada entre os prédios CT I e CT II e tem a função de alimentar eletricamente as cargas dos prédios do Centro Tecnológico. Ao longo dos capítulos anteriores foram apresentadas considerações importantes envolvendo segurança em subestações prediais.

dificultando instalação de bloqueios e sinalização em possíveis serviços de manutenção. presente no interior dos transformadores. Não existe um prontuário (sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores) dos projetos elétricos fixados nos quadros de baixa tensão. A caixa coletora de óleo não possui permeabilização adequada para evitar um possível contato do óleo isolante. iii. ii. viii. fusível tipo NH. equipamento este responsável por não permitir avanço de chamas em um possível incêndio. A subestação não possui um esquema unifilar disponível em seu interior. Os painéis de baixa tensão não apresentam uma identificação correta e organizada dos circuitos que alimentam. v. como determina a NR 10. Possui restos inservíveis de material elétrico não segregados ou destinados a locais corretos. xiii. informando sobre a presença de Alta Tensão. com o solo. vii. ix. xi. Não possui porta corta-fogo. Possui diversos objetos em seu interior não destinados a fins elétricos. iv. . Falta identificação das chaves e dos disjuntores dos painéis. vi. Não existe tela metálica de proteção externa. Apresenta uma proteção precária dos painéis de baixa tensão energizados. A subestação não apresenta proteção segura contra acesso de pessoas não autorizadas e entrada de animais. A subestação não apresenta nenhuma placa de identificação em seu exterior ou interior. como por exemplo.75 i. como caixas de papelão e carteiras. x. xii. Não existe um sistema de combate a incêndio com extintores e iluminação de emergência.

o Caixa coletora de óleo. Instalação de fechadura e/ou cadeado evitando acesso de pessoas não autorizadas e/ou animais. 6. Cada tópico que será abordado corresponde ao tópico mencionado anteriormente.9 da NR 10. Comentário: A figura 33 apresenta um modelo desse tipo de porta. e que podem perfeitamente acessá-la. Essa proposta tem o objetivo de aumentar a segurança da subestação e fazer com que esta atenda às normas.2 deste trabalho.3 Proposta de Melhoria Apresenta-se a seguir. o Aterramento das carcaças metálicas. como por exemplo. . das esquadrias em alumínio responsável pela ventilação. incluindo ventilação forçada por exaustores. i. o Layout adequado da planta baixa. evitando possível acidente ambiental.1 da NBR 14039.76 No entanto a subestação possui alguns itens em conformidade com as normas. podendo ocasionar acidentes ou até mesmo incêndio.1. Comentário: na região em que se encontra a subestação. Instalação de porta corta-fogo. No item 6. respeitando as distâncias mínimas para serviços de acordo com os conceitos de Zona Controlada e Zona Livre da NR 10.4 tem-se uma abordagem do custo estimado com tais melhorias. uma proposta de melhoria das situações levantadas no item 6. evitando entrada de água da chuva. o O nível do piso da subestação é elevado em relação ao nível do solo. pois como o local geralmente é aquecido. vivem diversos macacos. poderia servir de refúgio para os bichos em dias de chuva. atualmente em grande uso na indústria. de acordo com o item 4.1. o que na grande maioria das subestações prediais não acontece. ii. das grades de proteção dos transformadores. como: o Ventilação adequada. conforme item 10.

Comentário: geralmente o unifilar fica atrás da porta principal. v. Comentário: outro tipo de material armazenado dentro de subestação é comum em prédios residenciais. vii.4.Porta Corta Fogo.10. Troca dos painéis existentes.1 da NR 10. Idem item iv. . vassouras e restos de tintas. por painéis que permitam bloqueio e possuem proteção interna das partes metálicas. proteção de acrílico.10 da NBR 14039 e 10.77 Figura 33 .1 da NR 10. viii. Colocar rótulos identificadores nos circuitos. iii.3 e 10. vi. armazenado em suporte próprio. materiais estes inflamáveis e que podem contribuir para um possível incêndio. Disponibilizar o esquema unifilar atualizado do projeto elétrico da subestação em local visível e de fácil acesso. de acordo com o item 10.3. em seu interior. seja elétrico ou não.1. por exemplo. Não armazenar nenhum tipo de material. identificando-os. como por exemplo. iv. disjuntores e nas portas dos painéis. conforme itens 10. conforme itens 9.7 da NR 10. Idem item vi. que não esteja em funcionamento e que não faça parte da subestação.

. Comentário: Existem diversos modelos e tipos para placa de sinalização. Instalar extintores e iluminação de emergência com autonomia mínima de 2 horas. conforme item 9.1. sugere-se instalar placas de acordo com a NOR-TEC-01 (Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 kV) da ESCELSA.78 ix.1.Luminária de emergência modelo Aureolux da Aureon.3 da NBR 14039. 8 horas de autonomia das luzes acessas no caso de utilização das lâmpadas de 22 W). x.1. Instalar placas de sinalização em português. xi.9. conforme itens 10.9 e 9. Comentário: A figura 34 mostra um exemplo de luminária de emergência utilizada em grandes empresas (o fabricante garante 4 anos de vida útil da bateria.11 da NBR 14039.1 da NR 10 e item 9. Figura 34 . A figura 35 apresenta um exemplo. sendo permitido o uso de línguas estrangeiras em caráter adicional. Idem item viii.2.

Fonte: NOR-TEC-01 Notas: 1 – Os dizeres da placa: PERIGO ALTA TENSÃO e o símbolo representativo de descarga elétrica serão em cor vermelha. Comentário: Quando existir mais de um transformador.Placa de Sinalização. .1.79 Figura 35 . 3 – Material chapa n° 18 (1. evitando possível acidente ambiental. Em geral um transformador de 500 kVA possui de 700 a 800 litros de óleo. será em cor preta. que é o caso da subestação do CT. garantindo a impermeabilidade da alvenaria em que ela foi construída. de acordo com o item 9.27mm). xii. 4 – As cotas são em milímetros. 2 – A placa será branca e o símbolo de “caveira”.12 da NBR 14039. Certificar o perfeito isolamento da caixa coletora de óleo. sugere-se que a caixa tenha capacidade de armazenar 25% a mais [4] do que a quantidade de óleo do maior transformador.

3 deste trabalho.Fundo da caixa de pedra britada ou concreto impermeável caso haja infiltração. Para finalizar. xiii. 6.80 podendo variar de acordo com o fabricante.4 Custo O quadro 14 apresenta uma estimativa do custo previsto para solucionar os problemas dos tópicos abordados no item 6. sugere-se a instalação de trilhos ao longo da subestação até o portão de acesso. Figura 36 . Fonte: NOR-TEC-01 Notas: 1 . Instalar tela metálica sustentada com mourões e com portão e cadeado ao redor da subestação.Caixa Coletora de Óleo. A figura 36 apresenta um modelo esquemático. 2 – Sugere-se a construção de um sifão (corta chama) no tubo que liga a área do transformador à caixa. Os custos apresentados baseiam-se em pesquisas de preço no mercado da Grande Vitória e em Quadros de . para facilitar uma possível remoção dos transformadores.

295. malha 2". com porta e contraporta. mais portão estruturado em tubo de ferro galvanizado ø 2".25 iii iv v vi vii viii ix x xi Peça Verba Peça Peça 1 1 2 3 2.00 m³. Reparo da caixa coletora de óleo com fornecimento. revestida com PVC.75 150.00 xii Verba 1 371. com dimensões (200x210) cm construída de acordo com a EB-132 da ABNT.244. Miscelâneas e serviços de mão de obra em geral. Preço (R$) 51. Ver item xiv Ver item xiv Ver item xv Ver item xv Projeto de instalações elétricas. preparo e aplicação de concreto Fck=30 Mpa . não contemplados anteriormente (retirada dos quadros e porta antiga).00 11.20 1. extintores mais luminária de emergência.311.01 xiv Verba 1 195.363. com autonomia mínima de 2 horas. Fornecimento e montagem de porta corta fogo.92 Item i Descrição Fornecimento de cadeado Papaiz 50mm.79 xiii Verba 1 4. fechamento em tela galvanizada n° 12. Quadro em chapa para 40 disjuntores com chave geral e barramento.(5% de perdas já incluído) mais aplicação de manta impermeável.790. Retirada de entulho em caçamba estacionária.507.10 1. . constituída de chapas duplas e alma de amianto. Fornecimento e instalação de alambrado em tela de arame com mourões de concreto armado #2x2”.43 xv Verba 1 TOTAL 300.45 Quadro 14 . capacidade de 5.Custo. Ver item viii Fornecimento e instalação de conjunto. com duas folhas e dispositivo para fechamento a cadeado.81 Quantitativos e Preços (QQP) de contratos com empresas de construção civil e elétrica também da Grande Vitória. inclusive montagem e fornecimento dos disjuntores. inclusive carga. Unidade Peça Quantidade 2 ii Peça 1 1. Placa de advertência com a inscrição "Perigo Alta Tensão".

Esses documentos foram elaborados e construídos por profissionais de segurança de grandes empresas. Sugere-se a qualquer empresa que tenha em seu escopo de trabalho. Com todos estes itens implementados pode-se partir para a execução final dos trabalhos na SE. • Verificação e condição da malha de terra. B.5 Documentação Sugerida Para enriquecimento deste trabalho. serviços com eletricidade. É necessário que seja feito(a): • Troca dos quadros de baixa tensão. com o objetivo de solucionar os problemas abordados. uma elaboração de um procedimento assim como os dos apêndices. minimizar ou controlar os riscos antes da realização das tarefas. Tem-se como objetivo conhecer os perigos de uma determinada tarefa e os meios de eliminar. • O unifilar das instalações. os apêndices A. • Uma elaboração de um prontuário das instalações. inclusive os trabalhos em subestação. . Conscientizar os empregados da importância de se conhecer os perigos e os meios de eliminar.6 Conclusão do Estudo de Caso Sugere-se execução imediata dos itens apresentados neste capítulo. • Verificação do funcionamento dos ventiladores de exaustão. minimizar ou controlar os riscos. e são obrigatoriamente utilizados nas mesmas. 6. C e D apresentam sugestões de procedimentos para execução de qualquer tipo de tarefa. com o objetivo de minimizar e conhecer os riscos inerentes às suas atividades. e conseqüentemente redução nos acidentes de trabalho.82 6.

destacaram-se os itens de segurança da NR 10 com serviços em subestações. qualificado e capacitado a desenvolver algum tipo de tarefa. ressaltando os fatos acontecidos. Foram destacados também os conceitos de trabalhador habilitado. Têm-se uma grande preocupação visto que em 2007 houve praticamente um acidente fatal por dia no setor elétrico. e desde quando o Brasil começou a se preocupar com a segurança do trabalho. No capítulo 5. foi apresentada uma estimativa de custo para uma possível adequação às normas de segurança da subestação elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo. destacando as obrigações do empregador e do empregado. . sofreram com a necessária e obrigatória implementação da NR 10. em geral. uma elaboração de um manual ou procedimento prático de instalações elétricas em atmosfera explosiva. Tem-se no início dos estudos. Foi feita uma apresentação sobre conceitos e tipos de EPI e EPC. No capítulo 4. Fica como sugestão para futuros trabalhos o desenvolvimento de uma pesquisa envolvendo a NR 10 em área classificadas. e as estatísticas de acidentes no país. No entanto teve uma abordagem voltada a serviços em subestações prediais. foram mostrados os tipos e as conseqüências de um choque elétrico no ser humano.83 7 CONCLUSÃO Este trabalho visou principalmente a um estudo de segurança em serviços com eletricidade. uma pesquisa sobre a história do MTE. Ainda no capítulo 4. ou seja. pode-se observar o impacto que os empresários. como procedimentos adotados em sistemas energizados ou não. Para finalizar.

84 APÊNDICE A Quadro 15 – PRO da Análise Preliminar de Tarefa. .

85 Quadro 16 – PRO da Análise Preliminar de Tarefa (Continuação). .

.86 APÊNDICE B Quadro 17 .Análise Preliminar de Tarefa.

PRO da Permissão para Trabalhos Especiais .87 APÊNDICE C Quadro 18 .

PRO da Permissão para Trabalhos Especiais (Continuação).88 Quadro 19 . .

.89 APÊNDICE D Quadro 20 .Permissão para Trabalhos Especiais.

90 Quadro 21 .Permissão para Trabalhos Especiais (Continuação). .

91

APÊNDICE E
Quadro 22 - Classificação das Instalações Consumidoras.

Fonte: NOR-TEC-01

92 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] NR 10, 2004. Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. [2] ABNT-NBR 14039, 2003. Instalações Elétricas de Alta Tensão. [3] ABNT-NBR 5410, 2004. Instalações Elétricas de Baixa Tensão. [4] MAMEDE FILHO, João. Instalações Elétricas Industriais. 7.ª ed. Ed. LTC. [5] Cronologia da Legislação de Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_Legisla%C3%A7%C3%A3o_de_Segu ran%C3%A7a_e_Sa%C3%BAde_no_Trabalho_no_Brasil [Capturado em setembro de 2008] [6] Ministério do Trabalho e Emprego. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Trabalho_e_Emprego [Capturado em setembro de 2008] [7] A História do MTE. Disponível em http://www.mte.gov.br/institucional/historia.asp [Capturado em setembro de 2008] [8] Entrevista sobre NR 10 com Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego. Disponível em http://www.man-it.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=141 [Capturado em setembro de 2008]

93 [9] Mazza, Instituição. Apostila NR 10 Comentada, 2008. [10] História da NR 10. Disponível em http://www.diagnerg.com.br/?kurole=nr10 [Capturado em setembro de 2008] [11] Subestação. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Subesta%C3%A7%C3%A3o [Capturado em setembro de 2008] [12] História NBR 14039 Disponível em http://www.nbr14039.eng.br/nbr14039/html/historico_norma_mt.htm [Capturado em setembro de 2008] [13] Choque Cultural. Disponível em http://www.editoravalete.com.br/site_alcoolbras/edicoes/ed_114/mc_1.html [Capturado em setembro de 2008] [14] EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Disponível em http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/epi.htm [Capturado em setembro de 2008] [15] Eletricidade Mata – Choque Elétrico Disponível em http://www.ricardomattos.com/eletro2.html [Capturado em setembro de 2008]

org/wiki/Universidade_Federal_do_Esp%C3%ADrito_Santo [Capturado em dezembro de 2008] [17] NOR-TEC-01. Fornecimento de Energia Elétrica em Tensões Secundária e Primária 15 kV. 2007. ESCELSA.94 [16] Universidade Federal do Espírito Santo Disponível em http://pt. .wikipedia.

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