Índice
TÉCNICAS FOTOGRÁFICAS................................................................................................................................. 5 Retrato .............................................................................................................................................................................. 6 5 Dicas Básicas para um bom Retrato ............................................................................................................................... 8 Iluminação básica de retrato .......................................................................................................................................... 12 O que é a “Caixa de Luz” para Retratos e Moda ............................................................................................................. 13 Com quantos flashes se faz um cartão de Natal ............................................................................................................. 15 Fotos Aéreas & Grafismos............................................................................................................................................... 16 10 dicas para fotografia de paisagem ............................................................................................................................. 18 Crónica de fotografia de Natureza .................................................................................................................................. 21 Fotografia… a quanto obrigas ......................................................................................................................................... 25 Fotografia de paisagem nas Serras de Portugal.............................................................................................................. 27 Viagens e Fotografia........................................................................................................................................................ 31 Admirando a Paisagem ................................................................................................................................................... 34 Breves considerações sobre Fotojornalismo .................................................................................................................. 40 Fotografia Infantil - O Bê-a-bá ........................................................................................................................................ 46 Fotografia de Shows: entre o domínio de luz e a paixão ................................................................................................ 48 O Segredo das fotografias noturnas ............................................................................................................................... 49 “Fotografia Noturna” sem segredos!!! ........................................................................................................................... 51 Fotografando na chuva ................................................................................................................................................... 53 Fotografar durante o Inverno ......................................................................................................................................... 55 Como transformar a sua sala num estúdio profissional ................................................................................................. 59 DICAS FOTOGRÁFICAS .................................................................................................................................... 63 10 Questões básicas que o fotógrafo deve saber antes de fotografar ........................................................................... 65 Fotografia Digital – 25 Questões Básicas ........................................................................................................................ 66 O que é a fotografia, afinal?............................................................................................................................................ 72 Cores Vavá....................................................................................................................................................................... 73 Literaturas e Leituras Fotográficas.................................................................................................................................. 74 Melhorar suas fotos – Regras de composição ................................................................................................................ 80 Enquadramento – Regra dos terços................................................................................................................................ 83
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Quebrando a regra dos terços ........................................................................................................................................ 84 A abertura do diafragma – O mistério desvendado! ...................................................................................................... 85 Fotografando sem flash .................................................................................................................................................. 88 Já fotografou seu banheiro hoje? ................................................................................................................................... 88 Identidade. A sua fotografia tem? .................................................................................................................................. 90 Do que um fotógrafo é composto................................................................................................................................... 92 Criando um estúdio a céu aberto em tempo nublado .................................................................................................... 93 Direito Autoral – Registro de Fotografia ......................................................................................................................... 94 Preservação fotográfica Digital ....................................................................................................................................... 97 10 Dicas sobre cartões de memória................................................................................................................................ 99 HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA ........................................................................................................................... 100 Fotógrafos brasileiros mais consagrados ...................................................................................................................... 101 História da fotografia no Brasil ..................................................................................................................................... 113 Fotografia: A linha do tempo ........................................................................................................................................ 117 TÉCNICAS DE PÓS-PRODUÇÃO ...................................................................................................................... 129 Como obter fidelidade de cores nas fotografias impressas.......................................................................................... 130 Marca d´água: hora de sujar suas fotos ........................................................................................................................ 133 Pixels e Resolução ......................................................................................................................................................... 135 Qual formato utiliza para salvar suas fotos?................................................................................................................. 138 ARTIGOS DE OPINIÃO ................................................................................................................................... 140 Crítica pela crítica ou escambo de elogios? .................................................................................................................. 141 Uma foto pode matar?.................................................................................................................................................. 143 A informação na fotografia ........................................................................................................................................... 144 A polêmica da marca d´água ......................................................................................................................................... 146 Fotografia: evolução ou bagunça conceitual? .............................................................................................................. 147 Equipamentos melhores fazem fotos melhores? ......................................................................................................... 149 A fotografia é necessária............................................................................................................................................... 150 ENTREVISTAS ............................................................................................................................................... 152 Entrevista a Enio Leite - Um dos maiores nomes da educação fotográfica no Brasil ................................................... 153 Senhoras e Senhores, com vocês, Clicio Barroso .......................................................................................................... 155 Lair Bernardoni - Romantismo feminino – uma resistente........................................................................................... 158 Mauricio Po - Entrevista exclusiva ................................................................................................................................ 160 Erika Verginelli: a fotógrafa full time… ......................................................................................................................... 162 Kazuo Okubo – um voyeur por excelência .................................................................................................................... 165 Ricca Marques: paixão por escrever com a luz desde sempre ..................................................................................... 166 Dani Prates – Fotógrafa de família e infantil................................................................................................................. 170 Renato Miranda: A pessoa por trás do “I love my job” ................................................................................................ 173
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Kirsty Mitchell - fotógrafa e fashion designer ............................................................................................................... 178 Fotografia molhada, fotografia abençoada! ................................................................................................................. 181 Jorge Bispo revela: “Gente. Só sei fotografar gente” ................................................................................................... 183 TENDENCIAS DO MERCADO .......................................................................................................................... 186 Dicas para Orçamentar correctamente um trabalho fotográfico ................................................................................. 187 Cansei, mudei de profissão, virei fotógrafo!................................................................................................................. 190 Fotógrafo, por onde começar? ..................................................................................................................................... 192 O outro lado da Fotografia............................................................................................................................................ 196 Fotografia e Gestão ....................................................................................................................................................... 198 Não basta fotografar, é necessário saber vender ......................................................................................................... 199 Vida de Fotógrafo.......................................................................................................................................................... 201 Que tipo de fotógrafo você é? ...................................................................................................................................... 203 Como lidar com a concorrência na Fotografia de Casamentos .................................................................................... 205 Que a sorte nos encontre trabalhando ......................................................................................................................... 208 Como se inserir no mercado fotográfico ...................................................................................................................... 210 Fotografia Profissional: As inúmeras áreas do conhecimento ..................................................................................... 212 Decidi que quero ser fotógrafo. E aí?! .......................................................................................................................... 214 5 razões para investir em fotografias de alta qualidade............................................................................................... 215 Controle de qualidade, você faz?.................................................................................................................................. 217 Orçamento fotográfico ................................................................................................................................................. 219 Ansiedade Fotográfica .................................................................................................................................................. 221 Desconto, dar ou não dar?............................................................................................................................................ 223 EQUIPE FOTOGRAFIA-DG .............................................................................................................................. 226 Diogo Ramos ................................................................................................................................................................. 227 Fernando A. Melo ......................................................................................................................................................... 229 Fernando Bagnola ......................................................................................................................................................... 231 Hermes Cerelli ............................................................................................................................................................... 233 Jéssica Tavares .............................................................................................................................................................. 235 Annelize Tozetto ........................................................................................................................................................... 236 Tyto Neves .................................................................................................................................................................... 238 Nuno Luís ...................................................................................................................................................................... 240 Mariana Simon .............................................................................................................................................................. 241 Carol Avon ..................................................................................................................................................................... 243 Armando Vernaglia ....................................................................................................................................................... 244 Renato dPAULA ............................................................................................................................................................. 246 J Grilo ............................................................................................................................................................................ 248

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com Página 5 de 249 .fotografia-dg.Anuário 2010 • Fotografia DG www.

Existem milhares de maneiras de compormos um retrato de maneira a que este se concentre no rosto.com . que este seja reconhecível. sem termos que aplicar grandes técnicas fotográficas complicadas ou composições invulgares. iluminação ou expressão. mas de fotografarmos rostos. por vezes o mais usual é fazermos um enquadramento vertical. focagem. para onde se dirige o olhar. mas também podemos ignorar essa regra e fazermos enquadramentos horizontais. pode ser interessante e vai aumentar a atenção do observador nos olhos dentro do enquadramento. Um retrato não tem de ser captado em condições controladas de iluminação avançada e planeada. sermos capazes enquanto fotógrafos de encorajar as pessoas a descontrair e agir normalmente para não se fixarem em poses. Não vai haver nenhum fundo com que tenhamos de nos preocupar. Muitos dos melhores retratos que já vi são frutos do espontâneo.fotografia-dg. Um dos truques para se conseguir uma imagem simples. nem linguagem corporal ou roupa que irá dominar a fotografia. Esta ultima de facto irá dominar a imagem. porque o fotógrafo soube aproveitar a oportunidade. Página 6 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. é.Retrato Por: J Grilo Podemos começar pelo que a maioria das pessoas pretende de um retrato. são pontos vitais para o sucesso da imagem. É o tipo de declaração do fotografado ―Eis o que sou. até mesmo cortando a parte de cima da cabeça do fotografado. Não irei falar de fotografia de pose. O rosto humano é super interessante. e este é o meu aspecto‖. mas com grande impacto visual. o seu brilho e como estão iluminados. bastante atraente e que mostre o lado mais agradável da sua personalidade e fisionomia. e com o digital não temos nada a perder. O outro lado da moeda é que iremos ter pouco espaço para erros na composição. Simplicidade é a palavra-chave.

Aqui ficam alguns exemplos de enquadramentos verticais e horizontais: Anuário 2010 • Fotografia DG www. Uma teoria afirma que se deve focar sempre no olho mais próximo. Mas será apenas uma questão de gosto pessoal. outra diz que deverá ser o que está mais iluminado. o que é importante é manter o ponto de focagem num ou ambos os olhos.fotografia-dg.com Página 7 de 249 .Estes deverão estar nítidos.

Sua fotografia. uso intenso de grande angular para retratos. Pratiquem a fotografia de retratos com o uso do fotômetro. Se não usa.5 Dicas Básicas para um bom Retrato Por: Tyto Neves Dica # 1 – Estudar Parece simples não é mesmo? Mas não é. Dica # 2 – Praticar Mais simples ainda não é mesmo? Mas por incrível que pareça não é o que vejo publicado nos inúmeros blogs que chegam diariamente a minha caixa de mensagens. por outras ocultando detalhes que se revelam diante de nossa câmera. acredite. Para começarmos a entender como é feito um simples retrato devemos estudar além dos grandes nomes da fotografia de retratos. com lentes inadequadas. Parece estranho? Mas acredite. os grandes nomes da pintura. mas destaco aqui um item primordial na fotografia. tempos depois a saudosa G2 e por ai vai. por vezes evidenciando.com Página 8 de 249 . Um bom exercício seria desligar o visor da câmera e ver o resultado apenas depois que o trabalho estiver pronto. Nossa brincadeira era olhar a palma da mão e dizer a fotometria. mas o sistema de aprendizado. usando os mesmos presets do Lightroom. Vejo muitas fotografias feitas na euforia. Sou usuário do sistema lançamento da Mavica FD81. Mas em contrapartida o aprendizado em algumas etapas diminuiu. Isso é resultado da fase de euforia que a fotografia cria. inclusive (por um tempo confesso) por este que vos escreve. parabéns. Destaco aqui o tempo das saídas fotográficas promovidas por nosso amigo Enio Leite da Focus aos domingos pelo centro de São Paulo. digital desde o Fotografava obras de arquitetura para relatórios com ela. experimente. Obviamente trabalhamos em outras plataformas. “1/200 e F11 no Provia 100 F” ou “ 1/100 e F8 no Velvia 50” Dica # 3 – Regras Anuário 2010 • Fotografia DG www. Dessa forma poderemos entender como a luz projetada caminha e reflete sobre nosso retratado. não é! *Nota: Não estou defendendo o uso da fotografia analógica. que praticamente foi posto de lado. com a ―facilidade‖ de captura digital. sua maneira de ver o mundo vai mudar. Em 10 anos o desenvolvimento tecnológico das câmeras digitais rompeu a cada ano barreiras surpreendentes. ou filtros do Photoshop. luz irregular.fotografia-dg. Se você usa. Nosso amigo fotômetro.

Vejamos no caso de Retratos de Gestantes: Postura/Coluna Reta Por uma questão de física. Agora é fotografar corretamente.com Página 9 de 249 . Como resolver isso? Simplesmente fique atento e peça que ela fique com a coluna reta. Sabe aquelas fotos que você precisa virar o pescoço para entender a ―mensagem do artista‖? Ou então aquelas fotos onde as diagonais não levam nada a lugar nenhum? Sem falar nas fotos sem foco onde insistimos em dizer que a mensagem é interpretada de acordo com a intelectualidade de cada observador. lembrando que uma boa foto fala por si. Faça um teste: Selecione 10 fotos de sua obra. Dica # 4 – Linguagem Corporal Nosso corpo realmente fala. Aplique as regras mais simples:       Regras de Composição Ângulos e Planos de Enquadramento. Não precisa de explicações artísticas ou teóricas. Braços Cruzados Podemos destacar dois casos: Defesa e desconforto. Pode parar de rir e confesse: Você já fez isso não é mesmo? Se estiver rindo é um ótimo sinal. Isso não se aplica somente as gestantes. Plano Americano Regra dos terço Ponto de Ouro Sentido de Leitura Diagonais Acredite. o resultado dessa época são fotos com horizonte torto. Portanto é preciso observar a mensagem que o personagem está nos transmitindo ao ser fotografado. mas para todo tipo de pessoa. cortes comprometedores no que se refere à linguagem fotográfica e enquadramentos estranhos. geralmente as gestantes ao sentarem deixam o corpo se acomodar numa posição onde a coluna não seja muito requisitada. ao menos na hora da fotografia. Alguns cuidados básicos em relação à postura do (a) fotografado (a) podem mudar muito o resultado fotográfico. Plano Médio.fotografia-dg. Pois bem. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Plano Geral. Sua fase (necessária para o aprendizado) de experimentações já passou. vai ter uma surpresa ao ver que suas melhores fotos estarão dentro de alguma regra que você achou estar quebrando. O resultado disso é uma fotografia onde a gestante ficará ―encurvada‖ para frente.Em minhas primeiras aulas de fotografia na faculdade de arquitetura eu falava: ―Regras existem para serem quebradas‖.

ou para trás do corpo. Não está aberta a receber nada que venha de fora de seu perímetro. você ganhará rendimento durante o ensaio. afinal esse ambiente não faz parte de sua rotina.com Página 10 de 249 . timidez. intimidadora. e os fatores precisam estar relacionados uns aos outros para compor um cenário especifico entre cada situação ou pessoa que você irá fotografar.fotografia-dg. que o corpo reeducado pode esconder. ou até mesmo apoiar-se em algo ela estará bem à vontade. Portanto uma pessoa assim não irá render boas fotos até que ela esteja totalmente à vontade. mostrar o funcionamento. então tudo é novidade. sem cansar o fotografado (a). Veja. melhor será o resultado fotográfico. desconfortável na situação. Fique próximo. cansaço. Portanto não tenho pressa ao fotografar. pois conseguirá a confiança e proximidade necessária para explorar ângulos e tipos de luz diferentes.A pessoa de braços cruzados geralmente não está à vontade. ou do alcance dos braços. É muito comum a pessoa ficar um pouco ―assustada‖ ao chegar ao estúdio. Voz macia: Conforto. *Nota: Isso não é uma ciência exata. educação. O resultado pode ser visto ao longo dos anos. essa é minha maneira de fotografar. família. Alguns exemplos:    Voz alta: Pessoa que está no controle. Anuário 2010 • Fotografia DG www. autoritária. nas histórias de inúmeras famílias que voltam e continuam a indicar novas famílias para ensaios. e isso se aplica diretamente a minha linguagem fotográfica. A melhor maneira para passar essa etapa é apresentar o estúdio. pessoa resolvida emocionalmente. mas mantenha a distancia profissional. A variação de altura e intensidade de voz pode revelar particularidades. assuntos do cotidiano. Quando ela colocar as mãos no bolso. Dica # 5 – Interação com o Personagem Quanto mais a pessoa estiver à vontade com você. falar sobre outros trabalhos. Investindo tempo nessa etapa. Voz apagada: Sem emoção. Pistas Verbais O Tom de nossa voz é o grande mensageiro de nossas emoções.

Dica # 8 – Estude sempre. cotidiano etc. às vezes todo esse empenho pode esbarrar num fator determinante: Tempo. mas não consigo fotografar uma pessoa sem saber um pouco de sua história. Dica # 6 – Seja autêntico e verdadeiro. O resultado? 30 pessoas felizes e sorridentes fotografadas em 3 horas. não crie um personagem. Respeito isso. Anuário 2010 • Fotografia DG www.Mas destaco que esse comportamento deve ser uma coisa natural. Assim. Claro. Todo tipo de fotografia. Certa vez ao fotografar 30 advogados de um escritório num prazo de 3 horas não havia tempo para conhecer todo mundo e falar sobre futebol. Como resolvi isso? Na espera enquanto o estúdio era montado colocamos vários álbuns e fotos de meu trabalho.fotografia-dg. Dica # 9 – Quando pensar que sabe tudo estude mais ainda. se você chegou até aqui merece uma surpresa: Mais 5 dicas que somadas as demais completam uma lista de conduta pessoal e profissional. inclusive revistas e livros onde meu trabalho fora publicado. Dica # 7 – Sua linguagem é um filtro natural para clientes. Muita gente não gosta desse tipo de relacionamento com clientes. quando chegavam um a um ao estúdio eu perguntava: Gostou das fotos na recepção? Ótimo! Mas as nossas ficarão ainda melhores.com Página 11 de 249 . Bom.

bem como os refletores. Uma luz forte cruzada irá produzir uma sombra e acentuar o nariz.fotografia-dg. 1 – Cabelo: O cabelo fica com melhor aspecto quando parcialmente iluminado por trás. poderão parecer. Uma iluminação menos óbvia será mais eficaz. A solução irá depender do resultado desejado – Uma fotografia de beleza suave ou um retrato vigoroso. embora possa ser necessário evitar que pareça demasiado proeminente. dando algum brilho. Aqui a luz difundida poderá reduzir este problema. poderão e devem ser alteradas conforme necessário. 2 – Testa: A menos que tenha a sombra do cabelo. para segurar um refletor. será boa ideia colocar por baixo do queixo um reflector. Um dos tipos de iluminação mais básicos na fotografia e de maior confiança inclui uma luz principal.com Página 12 de 249 . 3 – Olhos: Normalmente precisam de um bom preenchimento de sombra para evitar que fiquem muito escuros. Isto vai tornar as coisas menos divertidas e menos simples do que a fotografia casual de exterior. a 45º graus do modelo. Aguardo pela sua opinião nos comentários! Anuário 2010 • Fotografia DG www. a inclinação da testa pode reflectir uma iluminação forte e parecer e parecer demasiado exposta. A luz principal será responsável pela moldagem básica. espero que tenha gostado. Todas as sugestões de luz aqui referidas. que normalmente é mais escura. Existem obviamente tantas maneiras de iluminar rostos como fotógrafos e vale sempre a pena experimentar estilos diferentes. mais proeminentes. porque neste caso irá precisar de iluminação. a luz pode também ser usada para realçar as melhores características da cara e disfarçar as menos boas. e se estamos a construir do nada. uma segunda luz mais fraca ou reflector para preencher as sombras. ao contrário de uma luz dura. A iluminação é o elemento chave do retrato. Para ajudar a iluminar a sombra por baixo do queixo. 8 – Orelhas: Se o modelo tem as orelhas grandes. Mas alguns princípios têm de ser observados. pode iluminar o cabelo ou o outro lado da cara. enquanto que o resto das luzes vão reduzir o contraste e suavizar as sombras. podemos pedir ao modelo. 6 – Boca: A boca não causa geralmente problemas de iluminação. em imagens P&B e também a cores. dependendo da tonalidade pretendida. caso não tenhamos um assistente ou suporte. 4 – Nariz: Não há problemas especiais na iluminação do nariz. e teremos que ir alterando a iluminação ao longo da sessão. uma terceira mais afastada e direcionada. Estas decisões têm de ser tomadas mediante as circunstancias. com especial atenção se ela for feita em estúdio. vantajosa em alguns casos pode criar uma grande sombra. A iluminação é um elemento fundamental na fotografia. 7 – Queixo: Com iluminação por cima. mas vai ser possível inventar e garantir um tipo de imagem interessante. iremos descobrir que uma iluminação com uma luz suave irá servir para a maior parte das caras. 5 – Maçãs do rosto: Factor importante nos retratos.Iluminação básica de retrato Por: J Grilo Profissionalmente os fotógrafos precisam adiantar a preparação de uma sessão fotográfica. Uma pose a três-quartos é melhor do que de frente. As maçãs do rosto fortes e altas são particularmente fotogénicas. apenas uma alteração da pose pode ajudar. que poderá ser branco ou prateado ou outra cor. Devemos ter algum cuidado com batons mais escuros. difundida por uma sombrinha ou softbox.

com Página 13 de 249 .O que é a “Caixa de Luz” para Retratos e Moda Por: Fernando Bagnola Já faz algum tempo que tenho conversado com o Diogo Guerreiro sobre a minha vontade de criar aulas ilustradas que nada mais são do que um making of dos meus próprios trabalhos onde ensino todos os truques (mesmo). clicava e depois de 10 minutos algumas das fotos já estavam online para que todos pudessem curtir e aprender também já que explicava exatamente o que havia feito para obter aquele resultado. Carol Maia. Modelo: Carol Maia / Make up/Hair: Vanessa Souchet / Styling: TeamWork 1) DEFINIÇÃO: O termo ―Caixa de Luz‖ define uma área onde qualquer posição (ou pose) está garantidamente bem iluminada e. eu tenho uma ótima notícia … pode-se improvisar com lâmpadas comuns também desde que não sejam fracas e que se faça um balanço customizado dos brancos que é um recurso muito comum nas câmeras DSLR de gama média (leiam seus manuais.fotografia-dg. Há alguns meses comecei a desenvolver uma série de ensaios com uma modelo new face. Fotodgnianos!!!). não briguem de novo comigo mas é que tenho alma de professor … ). Anuário 2010 • Fotografia DG www. fundos pretos. Para os que já ficaram meio desanimados pensando que não possuem cabeças de flash. embora as fontes estejam sempre na mesma posição. Eu fiz uma fotografia em plano aberto do que estava acontecendo e numerei todos os componentes que julguei serem importantes para que vocês pudessem entender exatamente do que se trata e como a caixa de luz vale também para vários enquadramentos desde portrait até corpo inteiro. principalmente. e tive a ideia de criar no Olhares o upload em tempo real. ou seja. como se constrói e para que serve esse tipo de luz que muitos profissionais topo de gama utilizam para suas maravilhosas fotos já que sua principal vantagem é o ritmo por permitir a movimentação variada da modelo (profissionais. Percebi que o assunto ―Caixa de Luz‖ que eu mencionava chamava muito a atenção dos visitantes da minha galeria e tenho comigo inúmeras mensagens de pessoas que gostariam de saber o que é. com a mesma fotometria. Isso acontece porque forma-se uma ―caixa de segurança‖ com várias fontes de luz dispostas ao redor e o mais emocionante é que sempre há uma variação significativa do efeito da iluminação. refletores.

5 – Disparador por Radio Frequência que evita a presença de cabos (e tropeços desastrosos).pt) para que o mundo não fique contaminado pelas incontáveis pilhas que NÓS utilizamos (o planeta agradece). 10 – Fundo preto (mate) para evitar inclusão de brilhos indesejados. 11 – Um depósito de pilhas ―Pilhão‖ (www. Importante: Sempre opte por tecidos (hobby) ou superfícies (aquecedor) brancos. Anuário 2010 • Fotografia DG www. 2 – Cabeça de flash com sombrinha branca em potência total para criar altas luzes e brilhos. 6 e 7 – Reflexão da luz parasita que funciona como a ―tampa e fundo‖ da caixa de luz devolvendo para a cena (podem ser feitas com placas de esferovite/isopor).ecopilhas.fotografia-dg. 4 – Refletor dourado para captar a luz parasita proporcionando um tom de pele mais ―quente‖.com Página 14 de 249 . 8 e 9 – Nesse dia o frio era intenso e é sempre importante que a modelo sinta-se confortável.1 – Luz Principal: Cabeça de flash em ½ potência com snoot para concentrar e manter a luz numa determinada área (em ½ potência para não ―estourar‖ a pele mantendo os tons médios mais naturais). 3 – Cabeça de flash com sombrinha branca em potência total para criar altas luzes e brilhos. pretos ou cinzentos para não contaminar a luz com reflexos de cores que não sejam brancas.

Basta colocar a imagem em seu carrinho de compras e proceder o fechamento. seguidores no Twitter e todos os demais que de alguma forma acompanham minha trajetória fotográfica. Devo dizer que tanto esta foto. Sim. as dobras na folha quando desfocadas dão a impressão das ondas. que ganhou um difusor para espalhar um pouco a luz no ambiente e ter um resultado mais suave. uma bolinha de mouse.Com quantos flashes se faz um cartão de Natal Por: Armando Vernaglia Jr Há muitos anos sou um grande entusiasta do uso de flashes dedicados em estúdio. como outros dois cartões que fiz em outros anos estão disponíveis para download gratuito em meu site. independência sobre a rede elétrica. um pouco de farinha de rosca (aquela que é feita moendo pão). Mas voltemos ao cartão de Natal e a pergunta que dá título a este artigo. cuja resposta neste caso é 3. são necessários 3 flashes pata fazer este cartão de Natal e você pode ver a distribuição deles nesta imagem abaixo: E o resultado final da foto esta abaixo: Os ingredientes para a foto são muito simples. um não vive sem o outro. Além disso temos rebatedores que visam deixar a luz suave. sem sombras agressivas ou muito marcadas.com Página 15 de 249 . daí a necessidade de tratar os dois simultaneamente. flashes (neste caso. enfeites natalinos comprados em uma loja. Os dois flashes 420EX cumprem com a finalidade de criar brilhos na borracha e assim simular a água do mar.fotografia-dg. Esse sistema tem inúmeras vantagens como portabilidade. é gratuito. Além disso esses flashes iluminam o fundo branco o que aumenta a difusão geral da luz e sua consequente suavidade e naturalidade. uma pequena sombrinha usada para decorar bebidas tropicais e uma folha de EVA (borracha) verde. um presente de Natal para meus amigos. Tudo foi apoiado sobre uma mesa de jantar e a foto foi feita literalmente na sala de minha casa. leitores. o fato de dispensar o uso de um Flash Meter (fotômetro de mão) entre outras. Anuário 2010 • Fotografia DG www. A luz principal é feita com o 550EX. Fotometria e flash são assuntos que se relacionam. Aproveito esta volta ao tema para anunciar que inicio agora uma longa série de artigos sobre fotometria e flashes dedicados. Faço isso após notar a carência de bibliografia no assunto em língua portuguesa e também após acumular longa experiência ministrando cursos nesses dois tópicos. tanto que substitui todos os meus flashes tradicionais por unidades dedicadas que trabalham usando o sistema TTL das câmeras. um Canon Speedlite 550EX e dois Speedlite 420EX).

Geralmente são fotos de forte apelo gráfico. objetos coloridos ou Uma plantação de eucaliptos formam uma “pizza gigante” situações em que vale mais a forma do que o conteúdo.Fotos Aéreas & Grafismos Por: Lucas Amorelli Começo minha terceira coluna agradecendo ao piloto Dr. pois fotografar com um acrílico ou vidro na frente. pois estará no mínimo a 120km/h. Velocidade mais alta para ajudar evitar desfoques. Lembre se da regra dos terços para compor melhor suas fotos‖. Filtro polarizador Dicas importantes 1.fotografia-dg. Dicas técnicas      ISO sempre alto. Para fazer fotos aéreas é importante conhecer o piloto. o grafismo é uma forma de treinar os olhos valorizando coisas simples. Anuário 2010 • Fotografia DG www. para manter o contraste e usar velocidades mais altas.com Página 16 de 249 . 2. retratei os grafismos formados pela vegetação. O melhor horário para voar sem dúvida alguma. Aberturas menores para maior profundidade de campo. Evite voar com aviões nas quais não possui janelas. fora que terá reflexos mais do que indesejados. Fernando Arruda Botelho pelo incrível convite de voar da cidade de Itirapina até Rancharia no interior paulista acreditando no meu sonho de um dia fazer parte da elite mundial da fotografia. é no fim de tarde. Mesmo em fotos como essas em que tudo parece sem sentido. formas sem sentidos que nos fazem ficar atentos a todos os detalhes. Mas nada melhor do que demonstrar não é? Então vamos ver algumas fotos desse trabalho que realizei com a participação do piloto Dr. tira toda a vida de sua imagem. Escolha lentes grande angulares. Na minha humilde visão e mais resumida do que tudo isso. Esteja atento à posição do sol e nuvens que podem atrapalhar. Um fator primordial é explicar como quer enquadrar certas paisagense terá que fazer com que o piloto compreenda altura e velocidade. 
Nesse trabalho mais do que especial. Mas o que são grafismos? Na fotografia é ―uma técnica usada para criar imagens abstratas e com composições geométricas. 3. Fernando de Arruda Botelho. que retratam detalhes arquitetônicos de construções. 4.

Anuário 2010 • Fotografia DG www. estude o grafismo e treine muito.Acima a esquerda segue uma plantação de laranjas dão profundidade a foto com suas linhas curvas e acima a direita segue a foto onde o contraste da terra vermelha com as poucas árvores na região Repare que o objeto principal da foto respeita a regra dos terços Acima a esquerda segue a foto com uma bela imagem do piloto Dr. Fernando Botelho sobrevoando uma represa e acima a direita um razante em meio à floresta Razante na Represa do Broa Um conselho para os iniciantes que querem se dar bem na carreira em qualquer estilo de fotografia.fotografia-dg. pois se tornará uma ferramenta para treinar seus olhos em qualquer situação.com Página 17 de 249 .

por isso nivelar horizontes posteriormente no Photoshop está fora de questão. podemos reduzir ainda mais a hipótese de trepidações indesejadas. mas há que ter em conta que esta será apenas uma solução de recurso. 4. só será possível através da utilização de um cabo disparador. na fotografia de Paisagem Natural utiliza-se valores de ISO baixo (exº ISO 100. Nesse sentido.10 dicas para fotografia de paisagem Por: Pedro Bento 1. garantindo horizontes direitos na horizontal e vertical. e após premir o obturador o espelho é recolhido. Defendo desde sempre que devemos extrair o máximo de uma fotografia no ―terreno‖.Tripé Por norma. Como os ISO‘s baixos são pouco sensíveis à luz e uma abertura pequena significa que o diafragma da objectiva está mais fechado.Mirror Lock-Up Com a utilização do tripé e cabo disparador. É por isso essencial que o enquadramento já tenha sido escolhido. para se obter o menor ruído possível) conjugados com aberturas pequenas (exº f/22.Cabo Disparador Outro acessório essencial e que deverá ser utilizado em simultâneo com o tripé. A bolha de nível dupla encaixa-se na sapata do flash. Trata-se de uma funcionalidade a dois tempos e que pode ser bastante vantajosa com o uso de teles ou em situações de longas exposições para que se obtenham imagens com a maior nitidez possível. Depois de selecionada esta opção na nossa câmara. um tripé robusto é uma ferramenta essencial para nos garantir que a câmara fica completamente estática durante a exposição. ainda que com velocidades lentas. Anuário 2010 • Fotografia DG www. para se obter a maior profundidade de campo). essa tarefa não só me iria roubar mais tempo em frente ao computador como ainda iria perder alguns pixeis por cada ajuste tendo em conta que teria de fazer sempre um crop à imagem. é o cabo disparador que permite accionar o obturador sem termos contacto directo com a câmara através das nossas mãos.com Página 18 de 249 . 2. é aqui que entra o mirror lock-up.fotografia-dg. Veja-se o exemplo: se quisermos captar um momento numa fracção de segundo ou disparar no modo continuo. Se não possui este acessório poderá sempre optar por utilizar o temporizador da sua câmara e evitar a trepidação causada pelo contacto manual com a câmara. Nesse sentido as fotografias não ficam tremidas sempre que é necessário um tempo de exposição longo.Bolha de Nível Dupla Este é um dos acessórios mais importantes para o fotógrafo de Paisagem Natural. depois só teremos de premir novamente o obturador para acionar as cortinas e a luz impressionar o sensor. Se posteriormente olharmos pelo visor da câmara irá aparecer tudo negro porque o espelho já foi recolhido e não reflete a imagem para o visor. 3. então será necessário um tempo de exposição mais longo para a fotografia ficar exposta correctamente.

Filtros A partir do momento que comecei a utilizar filtros fotográficos as minhas fotografias ganharam uma nova dimensão. que por norma pretendem obter nas suas imagens nitidez desde o primeiro plano até o infinito. Filtro de Densidade Neutra: Filtro cinzento igualmente opaco a todas as cores do espectro e que. desde aí que não prescindo deles e na minha mochila acompanham-me sempre os seguintes exemplares: Filtro Polarizador Circular: Elimina reflexos de superfícies não metálicas proporcionando cores mais intensas e maior contraste. Anuário 2010 • Fotografia DG www. É extremamente útil para acentuar o azul do céu. quando se houve falar em hiperfocal é sinónimo de dúvidas e confusão. Neste sentido se focarmos no infinito estaremos a desperdiçar a área correspondente aos 2/3 à frente do ponto de foco. Vamos simplificar: esta técnica assenta no principio óptico básico de a área correspondente aos 2/3 à frente do ponto de foco e a área correspondente ao 1/3 atrás do ponto de foco também aparecerem nítidas. a boa noticia é que pode encontrar online inúmeras calculadoras e tabelas que pode imprimir para ajudá-lo no momento do click. No entanto. se por um lado os filtros permitem um aumento de criatividade a inclusão de uma grande angular na nossa lista de equipamento permite a entrada numa nova dimensão. A dificuldade pode surgir precisamente na localização da marca da distância hiperfocal. uma vez que por norma existe sempre mais luz no céu. portanto.fotografia-dg. para maximizarmos a área de nitidez na imagem devemos focar num ponto localizado a 1/3 da objectiva. não afecta as cores finais da imagem. Filtro Graduado de Densidade Neutra: Serve para equilibrar as diferenças de luz existentes entre o que está acima e abaixo da linha do horizonte. intensificar as cores da vegetação e revelar elementos que se encontram debaixo de água.Grande Angular Há quem diga que fotografia de natureza é sinónimo de grande angular. Na parte superior o filtro é cinzento e opaco enquanto que na parte inferior é totalmente transparente.Focagem Hiperfocal É uma técnica bastante utilizada pelos fotógrafos de paisagem natural. Utilizo quando pretendo aumentar o tempo de exposição e captar o movimento da água ou nuvens.com Página 19 de 249 . 7. Assim sendo. por outro lado se focarmos no primeiro plano estaremos a desperdiçar a área correspondente ao 1/3 atrás do ponto de foco. 6. Estas objectivas apresentam um grande campo de visão e oferecem ao fotógrafo perspectivas de visão únicas.5.

pois as possibilidades de captar momentos dramáticos. exige um planeamento mais elaborado: teremos de ter estudado previamente o local a fotografar. prepare a mochila e vá fotografar. devemos antecipadamente consultar as previsões meteorológicas em sites da especialidade. ter força suficiente para sair da cama quando o despertador toca (no Verão o sol nasce bastante cedo. A regra dos terços é uma maneira simples e um bom ponto de partida para se conseguir uma composição equilibrada.8. Anuário 2010 • Fotografia DG www. por isso é perfeitamente comum acordar as 04:00 AM) fazer o percurso ainda na escuridão da noite e encontrar o local previamente escolhido para estarmos prontos no momento em que os primeiros raios de luz iluminam o spot escolhido. Espero que esta lista de dicas vos ajude a tirar mais e melhores fotografias. A regra é ―mau tempo = bom tempo para fotografar‖. Para um fotógrafo de paisagem natural não há nada pior do que um dia de céu limpo. devemos chegar com alguma antecedência e ―bater‖ a zona à procura de potenciais enquadramentos para fotografar na hora mágica.Meteorologia Na preparação de uma saída fotográfica para o exterior. e que acima de tudo se divirtam.Golden Hour Mais de 90% das minhas imagens são captadas nos momentos imediatamente antes e a seguir ao nascer e por do sol. luz de transição e até um arco-iris serão muito maiores. traçando duas linhas horizontais e duas verticais imaginárias.Composição / Regra dos Terços De nada adianta ter conhecimentos técnicos se na hora de compor uma imagem não tivermos um cuidado especial. Já a fotografia ao nascer do sol.com Página 20 de 249 . a luz rasante e dourada cria longas sombras horizontais que conferem profundidade ás imagens e em simultâneo as texturas dos elementos são reveladas. 9. 10. para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em nove quadrados.fotografia-dg. Realizar uma sessão fotográfica ao pôr do sol é fácil para qualquer fotógrafo. por isso se as previsões anunciam nuvens e possibilidade de chuva. e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar. Durante estes dois períodos do dia o sol está posicionado num ângulo baixo.

Crónica de fotografia de Natureza
Por: Hélio Cristovão

Viagem, aventura e fotografia nas paisagens costeiras selvagens a Norte do Cabo de São Vicente, Portugal Conheça as histórias, emoções, perigos e muitos aspectos da fotografia de natureza mais extrema em meio selvagem na Jornada de fotografia na Costa Vicentina no decorrer do pico de cores de Primavera, pelo fotógrafo de Natureza Hélio Cristóvão. Os motivos a fotografar:      Detalhes/intimismos de escarpas, rochedos, arrifes; Grandes vistas com plantas silvestres nas arribas costeiras; Enseadas e praias nas marés baixas à hora do nascer pôr-do-Sol; Plantas selvagens; Recorte dos montes e vales costeiros, revestidos de verde da vegetação de Primavera.

Locais:    Enseadas e escarpas a Norte do Cabo de São Vicente; Costa selvagem entre Murração/Praia da Barriga e Castelejo; Costa selvagem entre a Grota/Torre de Aspa e Malhão do Infante.

Na Primavera, durante as últimas semanas de Abril, altura em que as cores das planícies, serranias e orla marítima estão ao rubro, estabeleci o meu regresso às paisagens costeiras de espectacular beleza e dramatismo. Aproveitando a intensidade da Primavera, optei por explorar as arribas altas e escuras da Costa Vicentina, que nesta altura do ano se encontram encimadas por extenso coberto de vegetação em flor. O plano estava traçado. A viagem seriam três a quatro dias de fotografia, permanecendo no terreno desde o nascer ao pôr-do-Sol, explorando zonas costeiras desconhecidas, por vezes das mais inacessíveis, percorrendo topos de arribas, tendo a vegetação como motivo essencial. Este é o relato das últimas horas desta jornada, o último dia, antes do regresso de 400 Km a casa. É o relato de fotografar ao Pôr-do-Sol de Sábado, 24 de Abril de 2010, onde sem que eu ainda o soubesse, iria experimentar a mais perigosa e arriscada descida e subida de penhasco que fiz na minha vida (até à data), para alcançar uma enseada situada entre a Carrapateira e Vila do Bispo. Durante todo esse dia a luz nunca foi boa para fotografar paisagens amplas e grandes vistas, há que conhecer a ―qualidade‖ da luz (própria) para os vários motivos, e o céu muito nublado – nuvens altas e completamente coberto, sem textura – um céu branco, que não apresenta interesse ao incluir numa fotografia de paisagem. Esta luz difusa e cálida,
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―SILVER EYE‖ 17:43h – 12mm f/22 1/2s ISO100, filtro polarizador cir.

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no entanto, ao fotografar detalhes de Natureza, plantas e perspectivas mais ―fechadas‖ permite evitar sombras e grandes contrastes, podendo vir a gerar bons resultados. Durante a tarde percorri a pé trilhos ao longo dos topos das arribas entre as Praias da Barriga e Murração, ocasionalmente descendo a algumas praias, entre elas o Mareadouro da Escada que implica uma descida de 100mt de altura, apenas possível com o auxílio de cordas que os pescadores lá fixaram, vencendo grandes desníveis e inclinações sob um piso de xistos erodidos. Lá em baixo, fotografei a falésia que delimita a praia a Sul, tendo em primeiro plano rochas cobertas de musgos, cujos tons verdes por vezes tornavam-se quase fluorescentes, devido à suavidade da luz! As cores estavam vivas. Subi a escarpa, era a hora de me dirigir para Norte, e, contornando os três grandes vales seguintes desço novamente, atravessando o leito do Barranco da Pena Furada. Sigo em direcção a uma praia ainda a Sul de Murração, onde um gigante pináculo piramidal ostenta cerca de 21 mt de altura. O céu não ajudou a fotografar a paisagem, e entretanto chegava a chuva. Nestas ocasiões é importante estar preparado. A máquina fotográfica deve ser protegida com capa impermeável, e o fotógrafo também! Um casaco corta-vento impermeável, leve e que não comprometa a maleabilidade é aconselhável. Fotografo o cenário idealizando já uma transformação para o preto-e-branco, acrescentando o necessário dramatismo entre a claridade do céu e a escuridão global na cena.

―DARK GUARDIAN‖ 18:42h – 17mm f/22 1/2s ISO100, filtro polarizador cir.

São agora 18:30h, e tenho de tomar uma decisão dentro dos próximos 10 minutos: Espero que as condições nesta praia melhorem – que o céu se apresente com algum detalhe, nem que por momentos apenas umas nuvens surgissem – ou sigo de imediato para a subida que me deu acesso à praia, voltando para trás, uma vez que o local onde quero fotografar ao Pôr-do-Sol é ainda distante para Sul. Nesta última alternativa, há ainda que contornar um pequeno vale que fica na outra vertente da cumeada da praia onde estou, mais, existe ainda uma descida de falésia cujo trilho ainda não conheço completamente. O tempo está a ficar escasso. Volto para trás, e observo o horizonte. Após um dia sem qualquer dramatismo no céu, agora observa-se alguma luz dourada que já está a aparecer. Uma luz típica de trovoada. Mas parece que as condições estariam a mudar. Reúno todas as minhas energias e subo vigorosamente, quero chegar ao destino e tenho pouco tempo. Estou na crista da escarpa onde tem origem o trilho. A luz ainda está muito escura, chove, o chão está escorregadio. Estou a 105 mt. de altura sobre o oceano. Lá em baixo, vejo a escarpa e o local exacto onde pretendo fotografar. Mesmo após a descida, ainda haveriam cerca de 350 mt. de caminhada na enseada, sempre sob rochas, por vezes polidas e escorregadias.
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“SPIRITUAL GATE” 20:12h – 12mm (APS) f/22 1/2s ISO100 e 1/3s ISO200, filtro polarizador circular

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Durante os primeiros 30 mt. de descida, estou face ao primeiro grande perigo: devido às chuvas fortes ocorreram deslizamentos na arriba, e o trilho da largura de 2 pés juntos foi cortado e divide-se à distância de pequenos saltos em alguns metros, mesmo em cima da vertiginosa escarpa, quase vertical, a dezenas de metros sobre o mar e rochas; este é o momento em que é necessário acreditar. Estamos nos limites do impossível, fazendo equilíbrio para o penhasco tentando agarrá-lo bem… atravesso com muita calma, qual trapezista numa falésia. É preciso ter ―sangue frio‖, preferia não pensar por agora que teria de cá voltar aquando da subida. Eu quero continuar. Chego ao patamar dos 70mt. de elevação, é uma proeminência, um ―pequeno‖ cabo que se estende para o mar e termina lá bem em baixo num pesqueiro de camadas estratificadas de xisto, a ―Furna do Mirouço‖. Quando chego ao pesqueiro, verifico que afinal… ainda estou a uns 50 mt. de distância da enseada para trás de mim! E talvez a uns 15 mt. de altura! E já não há trilho… A única solução é caminhar sobre os patamares da rocha, que se ergue em camadas laminadas, escorregadias. Avanço pela rocha e detecto uma corda, muito difícil de alcançar. Está cravada com ferros em vários pontos, e o “WILD GLOW” 20:10h – 14mm f/22 1s ISO200, filtro polarizador cir. objectivo é atravessar lateralmente – contornando a rocha. Não há alternativa. Sem essa corda, seria impossível atravessar. Com todo o cuidado avanço, ainda muitos metros acima do mar, mas com espaço apenas para um pé de cada vez e com a corda a segurar a minha vida. Após a corda, há que saltar para o seixo rolado da enseada. Estou sozinho na verdadeira costa selvagem. Com a mochila às costas e tripé empilhado nela – mais de meia dúzia de quilos de equipamento, salto de rocha em rocha, a bom ritmo até chegar à ponta de uma das mais impressionantes escarpas da Costa Vicentina. Chegar a este ponto é um feito de experiência acumulada. Uma inexplicável motivação leva-me a pressentir que iria fazer a minha fotografia! Confronto de frente a escarpa dos Caixões. O mar está agitado, mesmo ali à beira do oceano, neste local é preciso observar com muita atenção o comportamento das ondas fortes, estou em plena zona de rebentação, ocasionalmente pego no tripé com a máquina e dou uma corrida para me afastar das maiores vagas. Começa a chover, e fica bastante difícil estudar enquadramentos e compor sobre estas condições. Eu estava a experienciar em tempo real o expoente máximo do puro dramatismo da Natureza, à medida que a chuva fraqueja e cessa, por trás de mim revela-se agora a formação de um espectacular arco-íris acima da linha costeira das arribas! A luz começa a transformar-se, o céu está cada vez a ficar menos nublado e a começar a explodir de cor à medida que o Sol baixa no horizonte. Estou a fotografar. Optei por voltar para trás até ao local onde havia descido à enseada, mesmo sabendo que ainda não tinha atingido o pico de cores que aquela luz iria oferecer no crepúsculo. Mas não havia tempo. O local é demasiado perigoso e era preciso tempo para voltar a subir a arriba. Eu já tinha feito a minha fotografia aproveitando vários momentos de luz espectacular. Chegando ao canto a Sul das arribas, antes de iniciar a subida, assisto agora a um céu inesquecível, nuvens vermelhas, tenho de fotografar estas cores. Monto novamente tripé e máquina. Sem perder muito tempo, e em questão de poucos minutos fiz ainda a última fotografia, incidindo sobre um rochedo que optei por centrar na composição. Vou subir por um local diferente, há uma alternativa, uma corda que se estende por vários metros de altura, sem sequer ver o que está a seguir, não há trilho visível, mas ainda assim arrisco. Prefiro arriscar as minhas hipóteses ao invés de voltar à corda e rochas por onde desci. Agarro esta corda e mais uma vez lhe confio tudo. Chegando ao fim desta corda, não há caminho perceptível daqui para
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cima. Está a anoitecer e sinto-me encurralado. Resulta a impressão que dada a inclinação fortíssima deste precipício, o rochedo erodido deslizou, e onde poderia haver um trilho visível, já não existe. Este foi o momento emocionalmente mais forte e exigiu muito controle, observo à minha volta, e vou confiar toda a minha mente à subida. Prontamente começo a escalar à mão livre, agarrando ramos cravados na terra, agarrando rocha e a própria terra, a subida é quase vertical, apoio os pés no que me pareciam marcas semelhantes a pequenos degraus da espessura de um pé como que definindo um carreiro de passagem; Consigo vencer esse trecho de subida e volto ao caminho inicial! Há ainda alguns obstáculos, terei a minha garantia de vida quando chegar ao carro. Nunca mais volto a este local sem as minhas próprias cordas e outras medidas de segurança. Senti enorme alívio ao chegar ao carro, iniciando a viagem de regresso escrevo uma mensagem de telemóvel a colegas e amigos: “Acabei de chegar ao carro vindo de uma enseada selvagem da costa vicentina. As falésias mais perigosas onde estive na minha vida. Descida e subida de escarpa quase a pique, dezenas de metros acima do mar. Por vezes escalando a mão livre outras com auxílio de cordas – onde parece impossível sequer passar. Passei por momentos de medo e desespero sem conhecer o caminho. E de alegria por chegar bem de volta ao TOPO! Sozinho. Mas fui recompensado com a luz para fotografar todo o dramatismo dos Caixões – o nome do local. É hora de voltar para a família. Agora vou a ouvir Eddie Vedder – Into the Wild. Bem alto.” A Costa Vicentina tem as paisagens costeiras da contemplação e do fascínio, mas apenas uma mão de praias conhecidas e facilmente acessíveis, no entanto, praticamente toda a orla costeira, por mais elevadas que sejam as escarpas, têm um ou mais acessos. Acontecem situações inacreditáveis e há descidas que deixam a cismar como é possível? Mas os pescadores traçam os seus caminhos, e a dezenas de metros, com ou sem cordas, pelas arribas e através de carreiros entre rochas descem aos pesqueiros.

“TWILIGHT CLAW” 20:25h – 16mm f/22 1s ISO320, filtro polarizador cir.

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Fotografia… a quanto obrigas
Por: Nuno Luís

Sacrifícios que um fotografo está disposto a fazer para obter determinada fotografia. Qual o sacrifício que cada fotógrafo está disposto a fazer para obter determinada fotografia? Muitas vezes, a questão meramente técnica é a parte mais fácil, pois por detrás de cada imagem captada existem imensas histórias e peripécias que ficam por contar… Este artigo servirá para contar em detalhe a última aventura em que participei com o também fotógrafo e amigo Hélio Cristóvão, e para falar sobre o sacrifício e empenho a que a mesma nos obrigou.. Neste último ano, e em parceria com outros fotógrafos amigos, tenho vindo a percorrer alguns dos locais mais inóspitos e inacessíveis em Portugal do ponto de vista fotográfico. Para quem, tal como eu, é amante da fotografia de paisagem, o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG) é talvez o expoente máximo para este tipo de fotografia em Portugal Continental, tal a diversidade paisagística do local. O nosso objectivo nesta aventura era simples: fotografar dois ou três locais no PNPG, sabendo que teríamos pouco mais de 24 horas para concretizar esta aventura. E assim foi.

Nossa Senhora da Peneda

Duas semanas antes da nossa expedição e com a ajuda do inevitável Google Earth, planeámos toda a viagem, e após alguns avanços e recuos, decidimos quais os locais a fotografar. Foi numa sexta-feira que deixámos para trás uma Lisboa com algumas nuvens, mas muito solarenga e as nossas expectativas eram elevadíssimas. Com o avançar da viagem, o tempo ia ficando cada vez mais fechado e acima do Porto começou mesmo a chover copiosamente. Em pouco mais de duas horas víamos os nossos desejos praticamente caírem por terra, devido à chuva que teimava em cair e que punha em causa os objectivos a que nos tínhamos proposto. Chegados finalmente à Serra da Peneda, o nosso objectivo era fotografar a pequena barragem que existe no alto da Senhora da Peneda, ainda que isso implicasse fazer uma difícil caminhada de mais ou menos uma hora. Devido à chuva que ia caindo de forma insistente, hesitámos em subir, mas como a nossa viagem tinha um propósito bem definido e como que movidos por uma inspiração divina, talvez oriunda da imponente Igreja da Senhora da Peneda, decidimos avançar. Começámos a subir a velha calçada romana e à medida que íamos subindo, a chuva foi parando e uma vez na barragem, a chuva estancou por completo. Esta barragem distingue-se por estar rodeada por uma pequena cordilheira montanhosa e pelo facto de mesmo no meio da barragem, como que por capricho dos deuses, se encontrar uma pedra redonda de enormes proporções. Uma vez na barragem, o verde dominava o local. Era um verde quase fluorescente, sentíamo-nos meros figurantes num cenário como este, pois as personagens principais definitivamente não éramos nós, mas sim, as vacas barrosãs, as rãs, os sapos… No nosso íntimo devemos ter pensado que num cenário destes facilmente poderia aparecer uma fada, um elfo, qualquer coisa saída de um conto fantástico, tal o cenário que presenciávamos. O pouco vento que se fazia sentir parou por completo, e o pequeno lago naquele momento não era mais do que um enorme espelho reflector de tudo o que o rodeava, desde a montanha, à vegetação ou às árvores. Ah, quase me esquecia: até as próprias rãs faziam questão de mostrar as suas habilidades
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quando, de uma forma quase sincronizada, saltavam da berma do lago para a água sempre que sentiam a nossa presença. Durante quase uma hora, fotografámos de forma intensa, houve momentos em que o azul do céu, o dourado do sol, o nevoeiro e o verde das plantas se misturavam num mundo único, tornando-se difícil descrever e até mesmo registar fotograficamente toda a panóplia de emoções vividas naquele local. Passada a hora mágica e após o regresso ao carro, seguimos em direcção à Vila do Gerês onde jantámos e onde teve início a segunda metade desta aventura. Seguimos em direcção à cascata do Rio Arado, onde iríamos montar as tendas e prepararmo-nos para o nascer-do-sol. Programámos os telemóveis para tocarem às 04h30 da manhã e tal e qual um relógio suíço, à hora marcada os telemóveis deram o toque de alvorada, faltava sensivelmente uma hora e meia para o nascer-do-sol. Sempre junto à margem do rio e com passagem próxima da enorme e não menos bela cascata que cai imponente em direcção a uma antiga ponte romana, subimos o rio durante mais ou menos uma hora. Ainda que esta subida não seja fácil e exija algum cuidado e esforço físico, acreditem que é gratificante ver a imponência da paisagem por estas paragens, onde o rio serpenteia por entre a imponente cordilheira montanhosa, na qual se escondem inúmeros recantos, tornando-se quase impossível explorar todos eles com a devida atenção – seja um lago minúsculo, uma pequena cascata, ou a própria limpidez das águas que é impressionante por estas paragens. Mais uma vez vimos todo o nosso esforço recompensado, uma vez que a acompanhar as cores do nascer do sol, tivemos sempre a presença do nevoeiro, o que proporcionou uma atmosfera única, mística. Nem sei muito bem que Nas Margens do Rio Arado adjectivos utilizar para classificar estes momentos únicos, belos e magníficos. No final, cada um registou o momento sublime de acordo com a sua própria visão e interpretação artística do local. Passadas todas estas emoções, já eram 11 horas da manhã e estava na hora de regressar a casa. Estávamos de volta a Lisboa, passadas pouco mais de 24 horas sobre a nossa ida, loucura? – Podem dizer que sim, mas lembram-se da frase com a qual iniciei o artigo, ―Qual o sacrifício que cada fotógrafo está disposto a fazer para obter determinada fotografia?‖. Aqui têm a resposta! Importa referir que toda esta aventura foi feita em plena consciência e nunca tomámos nenhuma decisão que nos pudesse colocar em risco. A montanha pode ser traiçoeira e é preciso ter cuidados quando se percorrem trilhos algo acidentados. A atenção terá de ser sempre redobrada, inclusivamente na viagem de automóvel, durante a qual tivemos o cuidado de parar de duas em duas horas, de forma a evitar o cansaço que poderia provocar algum dissabor. Após a chegada, fica a sensação de dever cumprido, independentemente do esforço físico e mental a que tivemos sujeitos, mas ao mesmo tempo também fica a certeza que esta jornada está bem longe do fim, pois apenas cumprimos mais uma etapa deste nosso caminho que tem como principal objectivo, desvendar do ponto de vista fotográfico muitos dos locais quase inacessíveis do nosso país.
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Fotografia de paisagem nas Serras de Portugal.
Por: Hélio Cristovão

Fotografar nas montanhas da Madrugada ao Pôr-do-Sol nas Serras do Alvão e Freita Como faço as minhas fotografias de montanha? Que preparações e estudos prévios são necessários? E equipamento? Como observar a paisagem segundo o fotógrafo? Com este artigo pretendo partilhar alguma da minha experiência, fazendo chegar ao leitor o espírito da aventura neste estilo de fotografia, contemplado com matérias essenciais para o fotógrafo que pretende aventurar-se na montanha. Num formato de relato de viagem, em que sucessivamente se vão introduzindo dicas e muitos aspectos de fotografia de paisagem das serranias no Norte de Portugal, descubra a fotografia dos trilhos de aventura, e como faz as fotografias de montanha – o fotógrafo de Natureza Hélio Cristóvão. Fevereiro de 2010: A madrugada começa a notar-se mais cedo na última quinzena de Inverno. Viajei com o amigo fotógrafo Paulo Lopes, com partida de Lisboa às 2h00, havia mais de 400 quilómetros a percorrer até chegar às escarpas imponentes das montanhas perto de Ermelo e Varzigueto, onde corre ainda selvagem o Rio Olo. O destino seria fotografar a jusante das enormes cascatas que se despejam abruptamente num vale semelhante a um canyon de enormes proporções. Planejei mais uma viagem ―relâmpago‖, pois pretendia fotografar cascatas com os fortes Mountain Heart (Coração da Montanha) caudais de Inverno, no ano em que se assistiu a Parque Natural da Serra do Alvão. Uma fotografia de longa uma quantidade atípica de chuva, num local que exposição na madrugada mágica. Ao Sol Nascente, o pico da teria de ser desprovido de muita vegetação cordilheira montanhosa do Alvão ilumina-se por luz dourada, arbórea, as árvores caducas típicas de Serra enquanto as nuvens coloridas nesta época estão despidas de folhagem. Assim, preferia um local de montanha de granito despido e áspero – um cenário selvagem de montanha. O local seria as Fisgas do Ermelo. Entre os meus métodos de fotografia de paisagem, a preparação de viagens e o planeamento é fulcral. Embora seja praticamente impossível seguir um plano conciso para cada jornada, seja um dia ou uma semana, pois as condições de meteorologia podem variar bastante, assim como a duração prevista de permanência nos locais, convém traçar planos gerais incluindo os percursos, locais, e uma duração aproximada de fotografar em cada zona. Planeamento e objectivos são factores muito importantes quando se está em campo. Neste estilo de fotografia em montanha, eis um resumo de preparações e recursos na Internet que habitualmente utilizo para as mesmas:  Meteorologia – trabalhar no exterior depende das condições atmosféricas, aqui não há novidade. Mas claro que inerente ao planeamento de qualquer jornada fotográfica, ainda para mais que implique grandes viagens, é importante boa informação sobre as condições previstas, e quanto mais detalhada essa informação melhor:
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O site www.accuweather.com contém previsões a duas semanas na versão de uso livre. Muito detalhado, o estado do tempo com intervalos de hora a hora. Adicionalmente, poderá consultar dados astronómicos. Complemento sempre a informação do website anterior com a do Instituto de Meteorologia Portuguesa www.meteo.pt/pt/

 Horários de nascer e Pôr-do-Sol, Fases e horas de nascer e ocaso da Lua – No terreno são as duas fontes de iluminação principal. Consulte informação precisa segundo os Almanaques publicados pelo Observatório Astronómico de Lisboa em www.oal.ul.pt/index.php?link=almanaques Em termos de informação meteorológica e astronómica estamos assegurados. Mas a fotografia de paisagem, tal como eu a faço implica por vezes longas horas de estudo, com mais incidência na pesquisa segundo informação geográfica. Os SIG – Sistemas de Informação Geográfica – disponíveis online trouxeram grandes vantagens e um salto de tecnologia na observação e edição de dados geográficos. Entre interfaces na web e plataformas mais comuns está o aplicativo Google Earth:  O Google Earth é uma ferramenta muito Uso de software no planeamento de fotografia de paisagem. poderosa. Tire o máximo partido do Google Earth com relevo tridimensional. software, com visualização tridimensional de relevos, pesquise acessos, desde trilhos carreteiros a estradões em terra. Aponte coordenadas e introduza no GPS. Há um mundo de possibilidades a explorar para as jornadas em campo e orientação nesta abordagem à fotografia em montanha. O Instituto Geográfico Português (I.G.P.) é o organismo responsável pela execução da política de informação geográfica nacional. Alguns recursos muito úteis para descarregar ou consultar na Internet: o o O Instituto disponibiliza uma carta gratuita em formato digital à escala 1:1 000 000 de Portugal Continental: www.igeo.pt/e-IGEO/DOWNLOADS/1000m/1000k_1_70.zip Através do serviço m@pas online disponibiliza ao público, gratuitamente, um conjunto de serviços de dados geográficos, muito completo. Essencial no âmbitos dos SIG na Internet: http://mapas.igeo.pt/

Excertos de informação geográfica – Mapa de relevo e acessos e carta à escala 1:1 000 000 de Portugal Continental

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há a aproximação ao precipício para fotografar de tripé montado. tudo pode mudar… A chuva iria cessar em breve dando lugar. Chega o momento de fotografar. Se é uma grande foto que procura. já estava a contemplar as montanhas da Serra do Alvão. captando arrastamentos de nuvens enquanto a montanha recebe luz. Há que manter a concentração e não a dispersão. mas entretanto. é não perder a motivação e continuar focado nos objectivos. Os desníveis das cristas ao leito são vertiginosos. pois como descrito abaixo. Sobe a adrenalina tentando compor o que se espera um momento de paisagem inesquecível. com nuvens rápidas a atravessar a Serra. Avista-se neve em picos mais elevados e distantes. e de frente para o precipício escarpado. a Montante e Jusante das cascatas. No campo: Nas circunstâncias em que foram feitas as fotografias anteriores. Uma vez mais. atravessámos neve. pondere seriamente antes de desmontar o tripé se ainda não fez a foto. Mas por vezes é muito difícil. a cotas mais baixas. há que continuar. sob tempo instável. Por outro lado. compor neste ambiente místico. a altitudes superiores a 900 mt. é quase inevitável uma ―baixa‖ de moral ao observar certas condições impróprias para a fotografia que se pretende fazer. Observámo-las ainda sob a luz nocturna da madrugada. Um espectacular recorte de montanha Anuário 2010 • Fotografia DG www. É preciso estar preparado? Sim. a céus instáveis. e mesmo assim. junto à Serra do Marão. ainda sob o crepúsculo matinal. independentemente da experiência. Nada é garantido Espectacular vale. mas ter em conta que nunca se deve Olo Canyon .com Página 29 de 249 . Em viagem. no coração do Parque Natural. mas simplesmente o cenário no destino pode não funcionar.Continuando em viagem… Antes do Sol nascer. sem conhecer ainda os melhores enquadramentos e composições pode ser muito stressante. É impossível transmitir a sensação de altura vertiginosa nesta imagem dimensionada para neste estilo de fotografia em paisagem.fotografia-dg. Durante a manhã exploram-se as vertentes na margem direita do Rio Olo. a qualquer momento a luz muda. A magia estava a acontecer. Eu opto por longas exposições de 15 a 30 segundos. brechas nas nuvens permitem atravessar a luz iluminando o pico virado a Nascente. estude bem os enquadramentos. A perspectiva é sempre o regresso. Uma ―lição‖ importante para o fotógrafo de Natureza.Parque Natural da Serra do Alvão ter expectativas demasiado altas. Dawn Valley (Vale na Madrugada) Parque Natural da Serra do Alvão Tons ao nascer do dia. ainda a grande bola dourada. e a taxa de a web sucesso de produção de grandes imagens é baixa. era a chuva em direcção a Ermelo que combatia a motivação. As condições de nevoeiro e céu denso conferem o dramatismo da Alvorada na paisagem. sob a luz de um novo dia na montanha. Durante o Sol que se ergue. Contemplar um local pela primeira vez e assistir a boa luz para fotografar. estudar enquadramentos. Pode se feita uma enorme viagem em tempo reduzido. Se já tem um enquadramento que realmente agrada. montanhas altas. com a primeira luz do Sol a iluminar as nuvens.

com alguns ajustes de contraste e vivacidade de cores próprios da edição de imagem e preparação para a publicação na internet. Os trilhos: Acrescente-se que os percursos pedonais que estes trilhos envolvem. toda a cor e tonalidades são o mais aproximado possível do cenário real proporcionado pela luz disponível no momento. tudo pode mudar e transformar o cenário. Das maiores de Portugal. mas nesta viagem em concreto.com Página 30 de 249 . sobretudo com muito vento. Os desníveis abruptos e piso molhado que estava na altura tornam iminente qualquer erro. a estrada é desgastante. são muito perigosos em certos locais. Este material. 20 horas de viagem. Frecha da Mizarela. entre outros acessórios constam também nas profundezas da mochila. todas as imagens que o leitor observa neste artigo (com a excepção da Cabra Montanhesa. E é muitas vezes nestas condições que se podem obter resultados excepcionais na fotografia de paisagem natural.8 e 70-200mm f/2. momentos em que foram executadas as primeiras fotos deste artigo. 140 Km para Sudoeste. ao nascer do dia. que acontece na Frecha da Mizarela. espere. Deve levar vestuário e calçado apropriado.Insista. mas muito raramente observados verdadeiramente em condições de luz mais especiais. que conferem dramatismo e enchem de emoção a paisagem. Máximo cuidado na aproximação dos precipícios. abaixo) são feitas com uso de tripé. Portugal luz inebriante nos cenários de Portugal mais remoto. flash. transformando a paisagem. baterias extra. encostas despidas. trabalhei com três objectivas. Lá voltarei apenas no Outono para fotografar com maior beleza a alma do local.8 VR (com duplicador 2x quando necessário). e a experiência de Serra da Freita. Nestas condições enquadra-se a luz da madrugada. concelho de Arouca. pois em instantes. conjuntos de filtros. cabo disparador. Pondere a segurança. E da Europa. Prova superada? No total. mas chegámos à aldeia de Albergaria das Cabras para assistir à magnífica queda de água superior a 60 mt. testando a capacidade de gerir a fotografia no pleno decorrer de escassos minutos que se revela nos momentos mágicos. A continuação da jornada. Apenas o caudal se diferenciava relativamente a condições de céu e vegetação de nada especiais. Esta viagem foi ambiciosa… … e o plano era seguir ao fim da manhã em direcção à Serra da Freita. e mais leve também. Percorreu-se a EN224. O desafio é grande e somos constantemente postos à prova. de montanha – quanto mais aderente melhor. 900 Km percorridos. em conjunto com outros acessórios e excluindo o tripé implica peso acima de meia-dúzia de quilos às costas. Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg. que Capra aegagrus hircus normalmente constam no meu saco. uma 24-70mm f/2. Equipamento: Um breve resumo do equipamento na mochila apropriado para as fotografias aqui patentes: É uma questão onde muito há a dizer. São elas uma grande-angular de Parque Natural da Serra do Alvão 12-24mm f/4. não havendo lugar para falhas. Panos de limpeza. Cascata no Rio Caima com mais de 60 metros de altura The Darkness Muitas vezes os locais são visitados. Nestas imagens. Eu mencionei o tripé? Sim.

nos primeiros dias foi difícil conviver com a triste realidade que do ponto de vista fotográfico os objectivos a que me tinha proposto tinham ficado longe de ser atingidos. Tudo indicava que iria ser a viagem perfeita para regressar a casa com imagens de raríssima beleza.com Página 31 de 249 . Ao fim de alguns dias na Suíça. sensações e culturas estão enraizados em nós portugueses. de poder partilhar e experienciar novas emoções. rapidamente percebi que dificilmente iria trazer as imagens com que meses antes tinha sonhado. vezes sem conta. os rios e as enormes cascatas entre outras belezas naturais. a luz que eu imaginara apanhar com base em imagens que anteriormente tinha visualizado. levando-nos de encontro a diferentes povos e culturas. sobretudo por questões de logística. esse desejo e sempre que me é possível. a imagem que um dia antes não tinha ficado de acordo com o pretendido. não descurando o mais ínfimo pormenor. ponho a mochila às costas e aí vou eu de encontro a um país. onde as montanhas. Saber gerir expectativas Recordo com saudade a minha viagem à Suíça. Este artigo irá servir essencialmente para dar algumas dicas e conselhos sobre fotografia de viagem. Como que uma herança. esse fascínio passou de geração em geração até aos Parque Nacional de Auvergne – França nossos dias e eu não fujo à regra e sinto essa necessidade. sem medo de desvendar e percorrer caminhos nunca antes trilhados. depois e porque ao contrário do que acontece na nossa área de residência. Confesso que elevei. a uma cultura que seja novidade para mim. fazem as delícias de qualquer fotógrafo. não só pela beleza do país. as minhas expectativas com base em imagens que através da internet fui visualizando de fotógrafos locais e essa possibilidade fez com que tratasse da viagem ao detalhe. Para finalizar. e muito. e não foram precisos muitos. essa tentação. tive de aprender a tirar partido do que as situações do dia-a-dia nos podem proporcionar não ficando única e exclusivamente Anuário 2010 • Fotografia DG www. Em primeiro lugar era difícil. os lagos. Sendo eu um amante confesso da fotografia de paisagem. para não dizer quase impossível estar na chamada ―golden hour‖ nos melhores locais. um autêntico paraíso para os fotógrafos de paisagem. com base na minha experiência pessoal. sem saber muito bem o que esperar.Viagens e Fotografia Por: Nuno Luís O fascínio de conhecer e desvendar novos mundos. É algo muito nosso e foi esse fascínio pelo desconhecido que nos moveu na descoberta de quase meio mundo. não poderia voltar a muitos desses locais e repetir assim. mas retive três ideias essenciais para o futuro:   Não poder delinear objectivos com base em imagens de fotógrafos que estão num local o ano inteiro e que podem visitar e revisitar o mesmo local. mas também porque foi uma das lições mais duras que tive de enfrentar até hoje no que diz respeito à fotografia. nem sempre acontecia apenas e só porque eu estava lá! Após regressar da Suíça. desde a nossa gloriosa época dos descobrimentos.fotografia-dg. tal e qual como eu faço por exemplo em relação ao Parque Natural Sintra Cascais.

cabo disparador e filtros (polarizador. Tripé. lente intermédia (28 – 135 mm) e teleobjectiva (70 – 300mm). deixo ainda uma pequena lista com algumas dicas que julgo úteis antes e durante a viagem. eu levo sempre o meu material todo. ―preso‖ à espera do nascer e do pôr-do-sol para fotografar. quase que é possível conhecer um local sem nunca lá ter estado antes. O equipamento Outra questão fundamental quando se prepara uma viagem. Ter planos sensatos durante a viagem e não querer visitar e conhecer tudo. qual a orientação do sol no nascer e pôr-do-sol.      Outras dicas Para finalizar o artigo. é o equipamento a levar na mochila. graduados e graduados de densidade neutra). No mínimo 2 baterias por cada câmara fotográfica. Com a ajuda da internet e do inevitável Google Earth.com Página 32 de 249 . passando assim a incluir no meu estilo de fotografia o mero registo documental. garantindo assim que. diminui e muito a probabilidade de se vir a obter boas imagens. Lista de equipamento que normalmente levo na mochila:  Se possível. Vários cartões de memória. ai sim. Levar objectivas que cubram as distâncias focais mais comuns: grande angular (10-20 mm). deve-se levar duas câmaras. Ao contrário do que leio em muitos livros e revistas da especialidade. É apenas uma questão de compromisso. Esta é uma questão pertinente para o fotógrafo. Durante a Viagem: Anuário 2010 • Fotografia DG www. Pelo menos 2 discos portáteis para descarregar as imagens. Por dois motivos: em caso de avaria existe sempre uma alternativa e ainda permite que em cada uma das câmaras tenha objectivas com diferentes distâncias Jaipur – Índia focais. Dar mais valor aos locais da minha área de residência e. existe sempre uma cópia de tudo o que foi fotografado.fotografia-dg. mas prefiro ter mais peso na mochila do que me arrepender por não levar determinado equipamento. Fazer sempre copia do mesmo cartão de memória nos 2 discos. se um dos discos portáteis avariar. Analisar no Google Earth. Antes da Viagem:    Planear a viagem de forma a conhecer o melhor possível os locais com mais potencial fotográfico. que aconselham que sejamos práticos e que levemos a nossa mochila o mais leve possível. aumentar o nível de exigência em relação às imagens que obtenho.

passar vários dias na mesma área. permitindo assim ter um conjunto final de imagens bastante diversificado. para melhor perceber como funciona a luz no nascer e no pôr-do-sol. Ter sempre presente que mais vale uma boa imagem de um determinado local. Consoante o local. Não ter receio de abordar os nativos no sentido de os fotografar. do que várias imagens razoáveis. por vezes conseguem-se boas surpresas. Procurar locais pouco fotografados e não ter medo de inovar. Se necessário. contratar um guia / tradutor uma vez que facilita a descoberta de sítios mais recônditos e facilita também a comunicação com os locais.        Não procurar fazer imagens apenas artísticas. Levantar cedo e fotografar o nascer-do-sol. Ilha de Skye – Escócia Guilin – China Anuário 2010 • Fotografia DG www. Fazer também imagens documentais.fotografia-dg. nunca se sabe o que realmente pode acontecer. Permite ainda corrigir eventuais erros que surjam numa 1ª tentativa.com Página 33 de 249 . desde que se tenha um plano prévio daquilo que se irá fotografar. ter um plano diário de locais para fotografar o pôr-do-sol. Se possível.

ou seja. lentes e demais gadgets e de seres humanos que gastam fortunas em equipamento topo de gama que nunca chega a ver – e a registar – a luz do dia… A verdade é que todas as fotografias existem diante de nós. no cenário natural ou urbano que nos abraça. Ligação para cabo disparador.fotografia-dg. há quem recomende a existência das duas lado a lado no equipamento do fotógrafo. decidi começar esta minha série de artigos com um ensaio sobre o equipamento fundamental a qualquer aspirante a fotógrafo de paisagem natural. Tendo em conta a lista apresentada. formatos e modelos disponíveis. é fácil concluir que a opção que melhor se ajusta aos requisitos de uma câmara adequada à fotografia de paisagem natural é uma dSLR (SLR Digital)¹. Modo bulb. Apresentação do histograma no LCD da câmara para verificação no terreno da exposição. Aliás. Dorothea Lange O mundo do equipamento fotográfico é tão apaixonante como o próprio universo da fotografia. Possibilidade de olhar através da lente. Possuir um medidor de exposição incorporado. mas também é certo que sem uma máquina que as registe nunca as poderemos fazer perdurar no tempo. capacidade para deixar aberto o obturador sem limite de tempo. pois uma compacta Anuário 2010 • Fotografia DG www. Prova disso é a existência de um sem número de publicações e websites dedicados a máquinas.Admirando a Paisagem Por: Luís Afonso Capítulo 1 de Equipar-se a Rigor 1. Capacidade de usar vários tipos de lentes. Mas com tantas marcas.com Página 34 de 249 . o resto do material pode tornar-se inútil. Isto não quer dizer que não existam compactas que poderão ser utilizadas com sucesso neste estilo fotográfico. Encaixe para tripé. criando memória e gravando evidência para partilha Canon EOS 5D Mark II * Canon EF 17-40 L USM com as gerações futuras. Câmara A primeira peça de equipamento fotográfico a ser geralmente adquirido é a câmara fotográfica. Como é esse o principal fundamento da fotografia. qual a que devemos escolher então? Para a prática deste estilo de fotografia. Esta personifica o coração de todo o equipamento e sem uma câmara adequada. O Essencial ―A câmara é um instrumento que ensina as pessoas a ver sem uma câmara‖. é essencial que a câmara tenha algumas características fundamentais:         Modo manual para controlo da exposição (abertura e tempo de exposição).

o formatofull-frame. é adequado para quem procura distâncias focais grandes. Mas. Uma lente ultra grande angular que deixa de o ser quando montada numa máquina APS-C. Foi deixado de lado nesta análise pelas suas semelhanças com o APS-C. uma distância focal de 16mm é necessário ter uma lente que consiga apresentar 10mm. por exemplo. normalmente. apenas o campo de visão equivalente (EFOV) foi alterado.fotografia-dg. embora possibilite um grau de miniaturização mais elevado. o que permite a produção de corpos e lentes ainda mais pequenos e leves. [1] Deixo de fora deste artigo sistemas analógicos e formatos superiores a 35mm (incluindo digitais). O formato APS-C está normalmente associado a lentes mais pequenas e leves (para ângulos de visão. Numa APS-C a secção utilizável é menor. pois o sensor está mais perto da lente e o espaço fora da janela indicada na imagem é descartado (não consegue ser visto pelo sensor APS-C). ao utilizar todo o espectro focal disponível implica a utilização de lentes com maior qualidade de modo a que a imagem não sofra qualquer degradação em todas as secções do enquadramento.6 o que equivale a 27. entre os quais está o Four-Thirds. para este artigo.pode chegar onde muitas vezes uma SLR ―grande e pesada‖ não consegue ser levada. A imagem ao lado foi realizada com uma 1740mm a 17mm. Este formato produz também imagens com menos vinhetagem devido à quantidade do cenário que enquadra. prometendo voltar a elas num espaço próprio. queria apenas apontar os dois formatos digitais mais utilizados hoje em dia pelos fotógrafos de paisagem natural: o formato full-frame (equivalente ao 35mm do filme) e o formato APS-C² que implica uma redução no tamanho do sensor digital e que introduz uma componente de ampliação focal na ordem dos 1. uma vez que lentes mais baratas normalmente sofrem de perda de qualidade principalmente nestas áreas. E agora? Qual a dSLR mais adequada? Não pretendendo entrar na batalha das marcas. para conseguir. A lente continua a ser uma 17mm. Juntamente com o full-frame e o APS-C. o Four-Thirds faz parte do grupo dos sensores mais usados no mercado. Apenas pode ser usada nesta amplitude em full-frame. visto estarem um pouco fora das opções usualmente disponíveis no mercado actual. por exemplo) que tenham em atenção a tendência para a vinhetagem nas lentes grande angular.2mm. Este formato implica um factor de ampliação de 2x e é por isso também um cropped-sensor. encarecendo assim o equipamento e forçando à utilização de acessórios (sistemas de filtros. ao aplicar um factor de ampliação quando comparado com o 35 mm. O formato APS-C requer distâncias focais menores para apresentar a mesma visão do que o 35mm. vou deixar de lado as compactas. Na fotografia de paisagem natural é essencial usar lentes grande angular e. Alguns aspectos importantes a ter em conta na escolha:   O formato APS-C. Pelo contrário. no formato APS-C. Como. tal como as usadas na fotografia de vida selvagem. quanto mais baixa é a distância focal pior Anuário 2010 • Fotografia DG www. [2] Entre os formatos de sensores dSLR existem ainda vários outros. qualidade de construção e intervalo de aberturas semelhantes às do 35mm) o que pode ser importante para quem pretende levar o equipamento consigo para todo o lado.6x (dependendo do fabricante). intervalo de distâncias. Num sensor APS-C o EFOV é de 17mm x 1. Como o formato APS-C descarta a parte da imagem junto às margens (habitualmente a que tem menos qualidade nas lentes mais baratas) é mais adequada para aqueles fotógrafos com orçamento mais limitado.com   Página 35 de 249 .

Partilhando um pouco da minha experiência pessoal. se um dia pretender migrar do sistema APS-C para o fullframe. para quem pretende imprimir ou publicar as suas fotografias. mais pequeno e leve e se pretende utilizar. Antes disso. Canon EOS 7D. Full Frame: se pretende um sistema que lhe dê o máximo de qualidade. se o seu foco está na qualidade. a meu ver. A minha recomendação é a seguinte: Cropped Sensor: se pretende um sistema (corpo e lentes) mais barato. as lentes poderão não ser compatíveis entre sistemas. pois permitirá com menor custos conseguir adquirir tele-zooms que. pois tanto as lentes (que terão de ser de qualidade profissional). Máquinas recomendadas (a preços ―acessíveis‖): Canon EOS 5D Mark II. Pentax K-7. é importante não esquecer que nem sempre a ferramenta mais adequada é a mais cara. Se o seu estilo de fotografia se baseia na utilização de lentes de grande angular. Capítulo 2 de Equipar-se a Rigor Anuário 2010 • Fotografia DG www. imbatível em termos de qualidade no resultado final da imagem. lentes com menor qualidade. pixéis de maior densidade podem receber um fluxo superior de fotões durante o mesmo tempo de exposição (utilizando uma mesma abertura) o que permite receber um sinal de luz mais forte e produzir imagens mais suaves. com qualidade de impressão superior.com Página 36 de 249 . com Canon EOS 5D Mark II * Canon EF17-40mm f/4L USM lentes apenas compatíveis para esse formato. Dito isto. E quais foram os ganhos conseguidos? Em primeiro lugar. o formato full-frame é o de eleição para quem pretende tirar o máximo partido de lentes grandes angular. Para além disso. ou se está a migrar do sistema analógico de 35mm e possui uma série de lentes de alta qualidade. Um sistema deste tipo produzirá imagens de qualidade mantendo um rácio preço/qualidade muito aceitável. se o seu foco está no preço. em combinação com o factor de ampliação do sensor. então o sistema full-frame deve ser o escolhido. Sony Alpha 850. Olympus E-5. O par ―full-frame/lente de qualidade‖ é. Em resumo. utilizei várias máquinas da mesma marca no formato APS-C. mantendo o leque de visão do sistema analógico. Máquinas recomendadas: Canon EOS 60D. É preciso ter em atenção que este sistema implica um grande investimento financeiro. conseguem atingir uma maior distância focal. se pretende fotografar com pouca luz ou em alturas do dia em que a luz disponível é escassa e possui uma grande amplitude dinâmica. como os acessórios. no futuro. é a qualidade da imagem produzida. Além disso. o que implicou um acréscimo de custo na escolha do novo sensor. este será o sistema de eleição. em especial. fui obrigado a deixar de lado a minha lente grande angular que apenas funcionava em APS-C. a gama dinâmica e o nível de ruído das imagens teve um grande acréscimo no sentido da maior qualidade. Deverá ter em conta a utilização que pretende dar ao seu sistema e escolher a solução mais vantajosa e económica para o seu caso particular. Quando migrei de formato.fotografia-dg. este é o único sistema que lhe permite tirar o máximo partido das suas lentes. É também por esta razão que o formato fullframe é o mais apetecível quando se pretende conseguir imagens de qualidade superior. actualmente utilizo uma Canon EOS 5D Mark II que utiliza o formato fullframe. Nikon D300s. Em resumo. tendem a ser consideravelmente mais caros. Sensores maiores têm normalmente pixéis maiores o que possibilita a produção de imagens com menor nível de ruído e maior gama dinâmica. este é o sistema de eleição. tendo sempre em conta que. este sistema pode ser também uma boa aposta. a nova lente que estou a usar (uma 17mm da Canon em comparação com a 10mm da Sigma) é de uma qualidade muito superior e isto falando no mesmo patamar de preços. Nikon D700. se pretende obter os melhores resultados na impressão a grande formato.Nikon D7000. Se a sua fotografia se baseia em distância focais grandes.

Têm a possibilidade de compressar a perspectiva e conseguem isolar um determinado elemento na cena com alguma facilidade. Distâncias focais de 14mm a 28mm (10mm a 18mm no formato APS-C) são os mais habituais neste tipo de lentes. Se no formato fullframe a qualidade das lentes é fundamental para a qualidade final da imagem capturada. A perspectiva conseguida por uma lente ultra grande angular empresta uma forte sensação de profundidade (especialmente quando combinada com aberturas muito pequenas) e uma visão tridimensional muito própria. peso e medida. na maior parte das vezes. a minha recomendação é que se compre a melhor lente que o orçamento possibilitar. aconselho a sua leitura antes de prosseguir com a parte 2 do artigo. Ainda assim. o elemento fundamental da foto. Lente no meu saco: Canon EF 17-40mm f/4. Existem lentes que produzem os seus melhores resultados dependendo do sensor onde são usadas e esse factor deve ser tido em conta na hora da compra. A dominante da cena será sempre o segundo plano e um elemento no primeiro plano pode ser usado mas nunca será o elemento primordial. Cerca de 75% da fotografia que faço é realizada através do recurso a lentes deste tipo.Para quem não leu o meu artigo anterior (acima). São os mais usados na fotografia de paisagem natural e é a minha lente de eleição. Segue-se a lista das lentes essenciais no kit de qualquer fotógrafo de paisagem natural. Há quem defenda que a qualidade das lentes é o factor mais importante no resultado final de qualquer imagem e a minha experiência pessoal diz-me que esta teoria tem fundamento. Lente no meu saco: Canon EF 24-105mm f/4 L IS USM. mais perto terá de estar do elemento no primeiro plano e este elemento constituirá.0 L USM. não tem como escapar à compra de uma lente deste tipo. onde a tridimensionalidade da cena não é importante. as lentes são as peças de equipamento mais importantes do sistema de qualquer fotógrafo. Quanto maior for a amplitude angular. Canon EOS 5D Mark II * Canon EF 17-40mm f/4 L USM a 26mm    Lentes Ultra Grande Angular: se é. de uma sensação de profundidade intensa e de céus ricos e envolventes. Os elementos no primeiro plano conduzem o olhar pela imagem até ao cenário que se vislumbra lá atrás. são mais usadas por mim no terreno do que as lentes do tipo anterior. Anuário 2010 • Fotografia DG www. São também as ideais para capturar o sol ou a lua numa cena sem os tornar muito pequenos – como acontece com as grande angular –. Na minha opinião.fotografia-dg. surpreendentemente. é melhor comprar a lente mais capaz do que a máquina mais cara e com mais funções. ainda que para isso se tenha de comprometer a escolha da própria câmara. Telefoto: As lentes de distância focal superior a 70mm não devem ser deixadas em casa e. cascatas ou para planos de detalhe. Grande Angular moderada ou Normal: lentes no intervalo 28-70mm (18-55mm no formato APS-C) possibilitam a obtenção de imagens que mais próximo se identificam com aquilo que o nosso campo de visão está habituado a ver. Utilizo-as fundamentalmente para registar imagens na floresta. Quem está a contemplar a imagem tem a sensação de poder andar sobre ela.com Página 37 de 249 . já no formato APS-C a escolha deve ser realizada com conta. ―Admirando a Paisagem: Equipar-se a Rigor – O Essencial Parte 1‖. um amante dos grandes espaços. como eu. Lentes Em conjunto com a câmara.

à medida que for evoluindo e criando novas necessidades pessoais. Lente no meu saco: Canon EF 70-200mm f/4. para associar a um determinado estilo dentro da paisagem natural. Além disso. As lentes deste tipo podem ser também utilizadas como substitutas de uma lente macro. Escolho. quando estamos a falar na qualidade final da imagem. do que comprar duas menos boas para que possa abraçar dois estilos. mas essa fica em casa na maior parte das vezes e não me lembro da última vez que a usei. sou amante da fotografia de grandes espaços e a sensação de profundidade e diálogo entre planos é fundamental no meu trabalho. muitas vezes descurado por alguns. Eu. a utilização de tempos de exposição longos impossibilita a realização de imagens sem o recurso a um tripé. O tripé. Como podemos ver. Para isso. e que na maior parte das vezes se situa no intervalo f/8 a f/16. é peça chave na obtenção de imagens de elevada qualidade. não sentirá que o seu investimento foi em vão quando perceber que a qualidade das lentes que adquiriu já está aquém daquilo que almeja. Embora não produzam o mesmo nível de reprodução 1:1. Tripé Para terminar a lista de equipamento essencial ao fotógrafo de paisagem natural falta adicionar o tripé.0 L IS USM. se tiver orçamento para apenas uma. ou seja. pequenos detalhes da natureza num enquadramento mais aberto do que o mundo miniatura conseguido através de uma lente macro. Uma câmara barata montada sobre um tripé firme terá sempre a possibilidade de produzir melhores imagens do que uma câmara de topo ―segura‖ por um tripé que baloiça… Na fotografia de paisagem natural.conseguindo assim imagens de rara beleza e fora do comum.6 EX DC HSM a 20mm (APS-C) A sua visão perante a arte é essencial nesta escolha e. Anuário 2010 • Fotografia DG www. a escolha da máquina a utilizar é talvez o menos importante dos três que apresento neste artigo. é preferível comprar a melhor lente que o seu orçamento permita.com Página 38 de 249 . Por outro lado. atendendo à minha convicção pessoal. Estas são as três lentes que deve equacionar ter no seu saco e as que normalmente deve transportar consigo sempre que possa. se é amante dos detalhes. a telefoto deve acompanhá-lo sempre.fotografia-dg. Mais uma vez. por exemplo. implica também a utilização de exposições não compatíveis com a trémula mão humana. Depois. Para ser sincero. por vezes sozinha. poderá ir juntando ao seu arsenal novas opções que lhe permitirão novos estilos no âmbito da sua própria fotografia. A utilização das aberturas de maior qualidade das lentes já apresentadas. preciso de uma ultra grande angular e é essa lente que me acompanha sempre. O entusiasta de fotografia típico tem a noção – errada – de que a escolha da câmara é o factor número um a ter em conta no que diz respeito à qualidade da imagem. Um tripé permite ainda concentrar o fotógrafo no cenário que tem perante si e dar-lhe o tempo necessário para pensar no melhor enquadramento da realidade natural que tem de ―aprisionar‖ no visor da sua máquina. deve concentrar-se neste ponto antes de fazer a sua escolha. também tenho uma lente macro. então. deixá-la de fora desta minha lista de essenciais. experimentar fazer uma boa fotografia ao nascer ou por do sol sem o uso de um bom tripé é tarefa impossível. Na realidade. Hoje em dia. Desta forma. são suficientes para registar aquilo a que se chamam paisagens íntimas. Canon EOS 30D * Sigma 10-20mm F4-5. Mas qual delas deve comprar primeiro se estiver agora a começar? A resposta a esta questão tem muito a ver com o seu estilo de fotografia. é a lente que me acompanha sempre ao lado da ultra grande angular.

é muito importante que a combinação tripé/cabeça faça com que a sua máquina chegue ao nível dos seus olhos sem a necessidade de elevar a coluna central. A minha experiência diz-me que isto é muito importante. Anuário 2010 • Fotografia DG www.      A cabeça que suporta a máquina deve ser escolhida tendo em conta o equipamento que esta vai suportar. mas não sacrifique a qualidade pela leveza. ao mesmo tempo que me dá a segurança necessária no que diz respeito à firmeza com que suporta o meu equipamento. mesmo as de marcas prestigiadas como a Gitzo. Uma bolha de nível na base da câmara é fundamental para manter o tripé nivelado para fotografar panoramas. manípulos que permitem regular os vários ângulos… A minha preferência vai para as do tipo bola que permitem uma maior liberdade na escolha do ângulo e um manuseamento mais rápido. Recomendações: Manfrotto. Durante alguns anos usei um tripé que não tinha esta característica e fui confrontado com situações no terreno que exigiam um ângulo de visão superior. antes de puxar do cartão de crédito.a qualidade da imagem está muito dependente do tripé que se usa. Apresentadas que estão as três peças fundamentais a figurar na lista de equipamento de qualquer fotógrafo de paisagem natural. Velbon (tripé). são mais estáveis. Os botões de controlo devem também ser rápidos de operar. duram anos no nosso meio ambiente. Se vai fotografar na praia (e em Portugal vai de certeza) evite os tripés que usam trancas por torção. Deve ter um gancho para pendurar um objecto pesado (por exemplo a mochila) para aumentar a estabilidade nos dias mais ventosos. As pernas devem abrir independentemente umas das outras e poder ser estendidas ou encolhidas de forma independente também. Se puder comprar um tripé de 3 secções será preferível. experimente a cabeça antes de a adquirir. visto que vão ser usados milhares de vezes. Slik. não se esqueça que. Deve escolher uma cabeça que permita a rotação da máquina na horizontal (panning) e nos restantes ângulos e que tenha uma placa de ligação à máquina de rápida libertação (quick release plate).5kg de reserva. embora sejam mais lentas a fechar/abrir. Tenha em atenção o peso que tem de suportar (corpo mais lente) e some 2. Deve pesar o corpo e a lente mais pesada que vai usar (adicionando uma margem de segurança para acessórios) e adquirir uma cabeça certa para o peso indicado. No que diz respeito à altura do tripé. Really Right Stuff BH-55 (cabeças). é fundamental definir quais são os seus objectivos em termos fotográficos e qual a sua visão perante o mundo que o rodeia. Alem de serem mais rápidos a montar. joysticks. Existem vários tipos de cabeça. Estas tendem a estragar-se com a areia e a água. entre outros. Por esta razão. Acratech. Prefira as de mola que. Têm no entanto a desvantagem de ser mais longos quando recolhidos. isto tudo sem sacrificar a robustez. o equipamento mais importante para a prática desta apaixonante actividade já viaja consigo: os seus olhos. Materiais como o carbono absorvem melhor a vibração do que o metal e são muito mais leves. Actualmente. onde tenho de subir terrenos muito inclinados e onde convém caminhar leve. Este tripé é leve o suficiente para o levar comigo nas minhas caminhadas de horas. Normalmente. Kirk Ball head BH-1. por isso não olhe a meios para comprar o melhor que o seu orçamento possibilitar.fotografia-dg. utilizo um Manfrotto 055CXPRO4 que é feito em carbono e uma cabeça 488RC2. E lembre-se. Se puder. desde bolas hidráulicas. Para o ―trio de pernas‖ há que ter em conta os seguintes aspectos:  Quanto mais leve melhor. os tripés são adquiridos sem a cabeça que suporta a máquina. não deve haver qualquer ligação entre as três pernas. O equipamento deve submeter-se à sua arte e não deve ser este a fazer tocar a orquestra.com Página 39 de 249 .

o objetivo será compreender como o fotojornalismo atua no dia a dia. O ponto de partida.uol. reduzir a fotografia de imprensa a ―simples arma de difusão ideológica―. o advento da fotografia já inserida na sociedade industrial e da sua mediação pela grande imprensa. Anuário 2010 • Fotografia DG www. transmissores imparciais e neutros dos acontecimentos.com. Não se pretende tecer a história da imprensa ou do fotojornalismo e nem considerar a imprensa como ―um mero jornal de informação‖ e o fotojornalismo como ―meio meramente ilustrativo―. das instituições políticas. por sua vez.fotografia-dg.Breves considerações sobre Fotojornalismo Por: Prof. como o principal elemento que ―vende a notícia―. Mais ágil que as emissoras de TV da década de 50. Era ela quem endossava a campanha eleitoral de Jânio. e se engajava a favor dos candidatos com um passionalismo que tornava a sua presença praticamente indispensável nas primeiras páginas dos principais jornais paulistanos. seu poder de condicionar a opinião pública é muito mais direto e eficiente em relação às manchetes e artigos de primeira página. conotativa e denotativa. A fotografia. como ali já havia ocorrido em agosto de 1954. é uma das fontes primordiais para o estudo da ideologia da imprensa.com Getúlio Vargas (cosmo. em um nível isolado da realidade político-social na qual se insere. sem dúvida. e o impacto causado pela aparente veracidade de suas imagens é muito pouco contestado pela sociedade. apresentam-se ao mesmo tempo como empresas capitalistas e como instrumentos políticos e ideológicos. títulos ou paginação e suas possibilidades de utilização. mais recentemente. com as propostas partidárias. O desenvolvimento do fotojornalismo no Brasil sempre esteve imediatamente atrás do desenvolvimento da imprensa e esta. assinalando sua importância autônoma. não se pretende aqui. levando-o ao poder. a fotografia de imprensa foi. o principal meio de comunicação. na época desprovidas de maiores recursos técnicos. os momentos de crise também se apresentavam como índices para detectar a evolução da mensagem fotográfica e da própria sociedade brasileira. E. não só atua diretamente no condicionamento da opinião pública. Assim.br) Página 40 de 249 . duas características: são empresas comerciais que visam lucro e ao mesmo tempo desempenham papel político capital no contexto global da sociedade. A hipótese da qual se parte é que a fotografia de imprensa representa efetivamente um instrumento de condução de interesses e de intervenção na vida social. Neste sentido. Portanto. Dr. legendas. nas eleições presidenciais de 1960. pois o seu poder de comunicação é imediato. para melhor conhecimento da sociedade. com a morte de Getúlio Vargas. Quantas vezes presenciamos leitores impacientes folheando desesperadamente um jornal até que uma imagem capture o interesse de seus olhos e os convide a ler tranquilamente a respectiva notícia? Foto: Reuters Para o jornalismo moderno é imprescindível que o público leitor tenha dois níveis distintos de informação: a escrita e a fotográfica. o mesmo fenômeno se verifica com a morte de Tancredo. para tanto. diferenciada de textos. apesar do grande desenvolvimento da TV. mas expô-la como mensagem visual. Os jornais diários apresentam de imediato. Nesse contexto. por sua vez. Enio Leite O fotojornalismo.

Por outro lado. A produção e veiculação de imagens estavam em sintonia com os interesses dos proprietários da imprensa: a indústria. se a introdução da fotografia na imprensa foi um fenômeno de importância capital que mudava radicalmente a visão de seus leitores e. foi amplamente utilizado pelos regimes políticos mais radicais para perpetuar a sua força. sem manipulações ou interferências. estaríamos lhe atribuindo um valor falso. como se tratava de algo aparentemente novo e seus proprietários ainda não conheciam a importância desse novo instrumento. pois sua produção é fruto da organização deliberada e arbitrária de fragmentos de uma realidade e a partir de uma intenção definida no momento da descoberta ―e antecede ao instante da captação da imagem‖. O fato da fotografia ser uma analogia do real não é suficiente para lhe conferir uma credibilidade imediata e absoluta. abria uma janela para o mundo. até a total distorção das intenções originais. Seu discurso visual passa a ser aceito como ele é. com o intuito de ilustrar seus textos sobre as condições miseráveis de vida dos imigrantes no submundo de Nova York. Havia também formas mais simples de falsear – sempre de baixo para cima – para enaltecer a grandeza do momento ou da personalidade em questão.Apesar de geradas pelo mesmo processo industrial emergente. O conflito entre a informação e o poder sempre se caracterizou pelo fato de que este nunca mostrou a sua verdadeira face. Riis. sempre teve livre trânsito nos caminhos da racionalidade humana. preferiram não arriscar o prestígio e a serenidade de seus veículos. Sua primeira publicação. e de maneira muito superficial. em 1890. a partir do momento em que este. por meio de sua ―decodificação cartesiana‖. era em ocasiões muito especiais.fotografia-dg. Jacob A. que utilizaram amplamente a informação fotográfica. Este poder da fotografia em falsificar os fatos e privilegiar os interesses de uma minoria dominante. Caso contrário. pois os primeiros clichês eram elaborados em casas especializadas e não nas oficinas dos próprios jornais.How The Other Half Lives. Mas. comove profundamente a opinião pública da época. por meio de retoques ou montagens. muito tempo depois. A manipulação não para por aí. Assim. Se assiste assim não somente a eliminação da própria história. Riis Anuário 2010 • Fotografia DG www. das fotos que a testemunharam. não é difícil concluir que a manipulação do conteúdo da fotografia ocorria desde o momento da sua tomada. antes mesmo de difundir o que quer que seja‖. os governos. convertendo-se em pouco tempo num poderoso instrumento de propaganda e manipulação. mesmo porque não tinha só uma mas várias. recorreu à fotografia como instrumento concreto de crítica social. durante a década de 1870. ou ainda a ―Grande Marcha‖ de Mao Tsé Tung. e sob o prisma de quem detinha as rédeas do poder. ou mesmo durante o governo de Mao Tsé Tung. um poder ilusório. como eventos litúrgicos ou festivos. como se pode perceber no processo da nova ordem política que sucedeu a Revolução Russa. como falsa verdade Nesse período era comum ―fabricar fotos‖ reconstituindo. mas também das personalidades que durante a implantação dos novos regimes passaram a não ser mais interessantes para as suas respectivas diretrizes governamentais. Um dos primeiros a compreender o sentido do discurso fotográfico foi certamente Jacob A.com Página 41 de 249 . podendo ser utilizada como forma de expressão. também reflete a ―ideologia racional burguesa‖. como também. a sua aura de veracidade não passou despercebida. conseqüentemente. ou ainda na propagação do discurso nazi-facista. A fotografia. Os exemplos clássicos são as fotos da tomada do Palácio de Inverno de Petrogrado. fatos históricos isolados. Segundo Arlindo Machado. que. Esse atraso se justificava pelos seus elevados custos. a estrutura financeira. ―não é exagero dizer que a câmera fotográfica é um aparelho que difunde a ideologia burguesa. a incorporação da fotografia pela imprensa foi tardia. Quando a mostrava.

Esta nova linguagem serviu para narrar histórias visuais. Este Anuário 2010 • Fotografia DG www.uprm. Hine. foram de capital importância para influenciar os criadores da Life. Estes fatores também contribuíram para tornar a Life um marco do fotojornalismo moderno e influenciando de forma decisiva toda a produção do mundo ocidental. A incorporação da fotografia pela imprensa no mundo moderno é facilmente compreensível: ―A explicação espacial da cultura.edu) modalidade jornalística. Estreitou-se a relação dos mercados produtor e consumidor. das relações sociais pode ser percebida. exemplos inéditos que não só atestam à fotografia sua própria emancipação enquanto linguagem. O novo estilo de fotojornalismo criado pelas revistas alemãs no começo dos anos trinta. E isso é uma coisa que a fotografia capta mais e melhor do que qualquer outra fonte de informação. cuja sobrevivência e sucesso são fatais para o veículo. Como se isto não bastasse. incrementando ainda mais sua linha editorial. A própria evolução do cinema e das histórias em quadrinhos contribuiu de forma imperativa para que o novo estilo proposto fosse aceito. endossado em seguida pela revista francesa Vu. (Lissovsky) Um dos motivos da fotografia não transmitir ao leitor todas as informações nela contidas seria a falta de aprendizado para sua leitura. Essa iniciativa despertou a consciência da população. porém. parte dessa contribuição foi aproveitada em 23 de novembro de 1936.fotografia-dg. que passou a pressionar amplamente uma reforma na legislação trabalhista norte-americana. Tivemos. como é o caso do jornal francês Le Monde. Mais tarde. que procuraram asilo político nos Estados Unidos. aliada ao suporte publicitário.Créditos: Jacob A. e à Lewis W. Lewis W. utilizando-se a sintaxe de fotos seriadas. com o primeiro número da revista Life. A experiência da Life deixou claro que qualquer notícia acompanhada de fotos desperta mais interesse do que qualquer outra informação sem imagem. não pode ser aplicada aos jornais mais tradicionais. e à ampliação dos complexos rodoviário e ferroviário. nas fábricas e nos campos. também seguindo os passos de Riis. alguns dos melhores fotojornalistas alemães. já que seu tempo de circulação é muito maior em relação aos jornais e o custo do anúncio por número de leitores é muito mais reduzido. da política. Tal regra. e com as transmissões por radiofoto. assim. Riis. Hine preferência dos anunciantes em estarem presentes nessa nova (academic. desenvolve durante o período de 1908-1914 uma investigação sobre crianças na sua jornada de doze horas. se filiaram à nova revista norteamericana. sociólogo norte-americano. como também contribuíram no processo de luta para melhorar as condições de vida da sociedade.com Página 42 de 249 . bem como suas vida nas favelas em que habitavam. Dessa forma as informações que podem sair da fotografia são ilimitadas‖. Um texto escrito não pode ser considerado como uma linguagem em si. Os progressos da fotografia eram atrelados aos novos processos de impressão (inclusive em cores). Embora tardiamente.

sem quaisquer tipos de intervenções. Ela deve fornecer um outro nível de informação que somente a linguagem fotográfica poderá passar. Objetiva veicular uma informação de assimilação instantânea. como agentes de refração da realidade. um signo visual e figurativo. como técnica. Assim sendo. a identificação e. Não se pode afirmar que a linguagem fotográfica é universal. uma necessidade. A manipulação deste signo resulta do fato de que a imagem fotográfica não é uma entidade autônoma que representa tudo o que ocorre em sua volta com ―pureza‖ e ―fidelidade‖. já que este suprimiu a fase intermediária da leitura escrita. e não em outro qualquer.a linguagem fotográfica autêntica é. processo histórico e posição na estratificação social.com Página 43 de 249 . Na fotografia. mediado pela imaginação.apenas desencadeia no intelecto do leitor um processo de leitura que. Quando se lê um texto. Os indivíduos manipulam as informações segundo as características de sua realidade material. conseqüentemente. Os instrumentos e indivíduos. o processo de leitura é decomposto em três fases: a percepção. a interpretação. pois em seu processo de leitura temos amplo e direto desencadeamento das reações emocionais. por m o sentido das palavras e das frases é antes de tudo. a fotografia de imprensa não tem condições de fornecer a decantada informação complementar. que aos poucos vai concebendo mentalmente a imagem. Eugene Smith. Uma fotografia representando objetos ou fatos desconhecidos é tão ilegível quanto um texto escrito em idioma que não se conhece A fotografia é um objeto antropologicamente novo e seu idioma comum pertence ao mesmo meio sócio-cultural. antes de tudo. ou ainda como documento. as reações psicológicas também se desencadeiam imediatamente. interferem diretamente na produção dos signos. estabelecer as relações entre as palavras e por fim tomar conhecimento da frase. conseqüentemente. se transforma em linguagem. Este processo diferenciado de leitura provoca reações emocionais mais espontâneas e mais intensas do que a leitura de um texto. seu lado verídico muito difícil de ser contestado. Essas imagens já identificam momentos de uma situação específica vivida somente naquele lugar. Sem fazer exotismos paisagísticos. para depois assimilar o sentido de cada palavra. mas pode ler parte das imagens. como também as intenções do Anuário 2010 • Fotografia DG www. O ambiente em si das imagens produzidas não é simplesmente um cenário ou uma paisagem. A leitura de um texto se inicia com uma ação óptica e mental que se desenvolve simultaneamente. para depois ser traduzido em imagens mentais. E essa linguagem somente se completará se forem utilizados todos os recursos visuais inerentes á fotografia. e que situe a sua mensagem dentro de um espaço e de uma época. O leitor primeiramente decifra as letras. Henri Cartier-Bresson e mesmo Sebastião Salgado. O segundo motivo é o conhecimento dos elementos que compõem a imagem. É importante que ela exprima os acontecimentos de maneira clara e sem a mínima sombra de dúvidas. pois ela tem a necessidade de transmitir uma informação autônoma e não de complementar a informação já apreendida pelo texto. notamos que foi justamente por possuírem sujeito e circunstância que suas imagens puderam corresponder a certo momento determinado e não a qualquer momento aleatório da história moderna. ao mesmo tempo. antes de tudo. descobrir tanto as intenções do fotógrafo e do editor. seja como forma de expressão. como W. A informação fotojornalística já nasce com o germe da manipulação. A veracidade da fotografia. pois esta já suprimiu essa fase intermediária que concebe mentalmente a imagem. Um analfabeto não compreende o texto de jornal. A fotografia de imprensa é. juntamente com todos os valores e atribuições por eles constituídos. A leitura apreendida por uma jovem bancária de 18 anos que acaba de entrar em uma faculdade de administração é muito diferente da de um ferroviário aposentado de 80 anos. Não há imagem fotográfica que possa ser interpretada da mesma maneira por diferentes povos. reflete e refrata a realidade representada. A própria história de vida do indivíduo. Desta forma. e a classe sócio-econômica na qual está inserido.fotografia-dg. também é um fator a ser considerado. e não com um país qualquer. mediada por um contexto bio. nos induz a lhe atribuir um poder de credibilidade e confiabilidade muito alto. Na leitura da imagem fotográfica há um amplo e direto desencadeamento das reações emocionais. Na fotografia existe a necessidade de se referir à linguagem da imagem.social no qual o leitor já se encontra plenamente incorporado. temos que nos transportar para os bastidores da notícia e começar a investigar a partir do impacto da imagem impressa na página de jornal e em seguida iniciar a autópsia da imagem. procurando. ou fotos turísticas se pode perceber que dentro do imobilismo daquele fragmento do real. A imagem deve estar em sintonia com uma situação específica. vivida pela cidade e pelo local na qual ela se originou. Examinando melhor os clássicos da fotografia. Para se compreender melhor esse processo. havia ambientes e fatos na expectativa de transformação.

consequentemente. no entanto. E como cada caso implica na concepção de mundo de cada veículo. dentro de um momento histórico dado. E. e a imagem é a analogia imediata do ser. Benjamin afirmava que Atget tinha fotografado as ruas desertas de Paris no século XIX como se fotografa o local de um crime. para que este não se evidencie tanto. a mensagem fotojornalística é por si só puramente denotativa. conclui Benjamin. antes de mais nada. foi amplamente utilizada pelos regimes políticos mais radicais para estarem mais próximos à população. ou é uma falsa representação visando reconduzir a opinião pública (parte-se do pressuposto de que os meios de comunicação não formam a opinião pública. Não se pode. para que isto surta efeito. R. Mas a manipulação da fotografia de imprensa não se reduz somente ao retoque. é conduzi-la e direcioná-la. Esta atribuição é mais do que suficiente para lhe conferir um falso valor. A fotografia. Seu conteúdo nos remete a uma realidade qualquer. ―Também o local de um crime deserto. realmente. Desde a Grécia Antiga. é imagem. até os mais sofisticados meios de comunicação de nossos dias. destituída de qualquer outro car ter ou acessório. para que o leitor não tire conclusões ―autônomas‖ e contrárias ao discurso geral veiculado. dentro dos seus propósitos específicos). que no processo dos acontecimentos perdem a sua aura de prestígio e caem em desgraça. a maciça presença da população nas paradas nazistas e fascistas. Uma fotografia ―documental‖ pode ser fabricada com um grosseiro retoque e faz com que a realidade seja falseada. a primeira preocupação é detectar quando a fotografia de imprensa é verídica. Também eles possuem uma secreta significação política. uma mensagem. pois já tinha demarcado cada ponto da futura evolução urbana parisiense. representado pelo órgão de imprensa – que o produz. os clichês deixados por Atget são verdadeiras provas documentais. Cada caso único e deve ser minuciosamente analisado. pouco importa‖. Para a evolução histórica. teremos que dissecar as imagens veiculadas na imprensa atual. como a fotografia funciona em relação ao texto. a classe dominante sempre utilizou as produções artísticas. A maioria do público leitor considera a fotografia como analogia do real. portanto. ganharem mais credibilidade para perpetuarem sua força. ou ainda ao corte da imagem final retirando elementos secundários que possam comprometer o elemento principal. aos ângulos ―mais favoráveis‖. a fotografia dentro do ponto de vista estético. apoiada ou em choque com o texto nesta mesma página. Anuário 2010 • Fotografia DG www. E. estas legendas vão ter um caráter totalmente distinto em relação ao título de um quadro. chegando à Renascença Mercantilista. que falsifica os fatos privilegiando os interesses e. com isso. A própria legenda é um dado importante a ser considerado na manipulação da informação. que já é inerente ao contexto social. Durante as duas grandes guerras mundiais. que tem como objetivo fazer com que a verdade seja refletida e refratada em função de determinados interesses. que nem sempre é a verdade. Não mais se prestam a uma consideração desinteressada: inquietam quem os contempla. Partindo desses critérios. teatrais e informativas em qualquer gênero e grau para persuadir e chegar mais perto de sua população. adquirindo um efeito ilusionista. e. Isso ocorre em função da manipulação da imagem de imprensa. Portanto. Esta possibilidade. é a própria verdade. passando pela Igreja Medieval. pois o signo fotográfico já é caracterizado pela natureza do grupo – neste caso. ou editada dentro da página. como a fotografia atua isoladamente.com Página 44 de 249 . um indicador de itinerários. O retrato de um local semelhante não tem outro objetivo além de descobrir indícios. A secreta significação política inerente à própria informação fotográfica criou direções para que os textos dos jornais ilustrados impusessem a quem observasse suas imagens. legendas mais precisas e imperativas. teremos que estabelecer alguns critérios: a fotografia como informação. um poder ilusionista. destituída de código.próprio veículo. atinge o núcleo da questão quando coloca que a fotografia de imprensa é. E.fotografia-dg. Acredita-se que a imagem represente uma realidade. A ausência deste conjunto arbitrário de signos se auto-justifica na medida em que a fotografia choca seu interlocutor. Barthes. perfeitamente identificável em nosso universo bio-social. tanto os alemães como os próprios aliados manipularam a informação fotográfica para mostrar à opinião pública que estavam levando vantagem da situação. literárias. ―verdadeiros ou falsos. onde aparentemente é impossível apreender qualquer imagem isolada que não esteja subordinada à narrativa escrita. inerente ao signo fotográfico. para chegar a eles o espectador intui a necessidade de seguir um certo caminho‖ (Walter Benjamin). desfocamento intencional do assunto. à prévia manipulação do assunto a ser fotografado. ou mesmo a eliminação de personagens políticas nas fotos posteriores. o que os meios de comunicação fazem. a intervenção de uma minoria dominante. também. O leitor comum acredita que essa imagem. portanto. determinar regras gerais para esse assunto. e como se pode situar o leitor dentro de tudo isto. Já exigem serem exibidos num sentido determinado. Os clássicos exemplos são as fotos da ampla participação popular na tomada do Palácio de Inverno de Petrogrado. na sua essência. fragmento da realidade.

O padrão de qualidade de cada veículo é mantido pelos manuais de redação. também é um fator que acarreta na manipulação gratuita e inconsequente. aumentar seu grau de retenção nas informações veiculadas. destituído do conteúdo diferenciado. O processo jornalístico tende a uma completa homogeneização. E é por meio desse estilo que se pode detectar seu segundo significado. É uma imagem geralmente antecipada do conceito que ele tem da realidade apreendida. artigos e legendas. Este produto impresso. R. é necessário que a informação tenha sido previamente versada. na mensagem fotográfica. para ele. A falta de um editor de fotografia. a sua pura denotatividade. Procedendo dessa forma. Estes dados precisam ser facilmente consultáveis e manipuláveis. caracteriza-se. um profissional que tenha cultura fotográfica. o uso da fotografia pela imprensa deve ser questionado como manipulação do sistema. duas características: são empresas comerciais que visam o lucro e portanto. por ser uma mensagem sem código. Como exceções á regra. a fotografia seria a total transparência do real que por ela se dá à mostra. A manipulação da informação pode ser vista como o veículo se auto-conceitua. que a herança cultural e suas respectivas formas de apropriação da fotografia pela imprensa brasileira a partir de 1900 é outro dado que influenciou diretamente a produção e manipulação de suas imagens. para que o mercado já conquistado pelo veículo continue sendo satisfeito. Barthes descobre a necessidade de promover duas análises distintas: primeiro. a da mensagem fotográfica em si e. O sistema fotográfico.. E é como tal que deve ser analisado. Anuário 2010 • Fotografia DG www. No entanto. o advento da fotografia editorial brasileira e seus respectivos usos e atribuições no processo de desenvolvimento social e conquistas das novas classes no cenário econômico e político. em outras palavras. a partir das primeiras décadas do século XX. A imprensa pretende que a imagem fotográfica seja análoga ao que se fotografou. o desenho e os gráficos. a mensagem fotográfica contém. e ao mesmo tempo. com o qual se relaciona diretamente. como ele aponta sua ideologia na própria foto.Nesse contexto. As diferenças de edição. atende a um segmento do mercado. que impeça o mau uso da fotografia para não alterar seu significado e oriente melhor sua equipe de fotógrafos.com Página 45 de 249 . E. pois veicula informações estritamente direcionadas à vida de seu consumidor final. como é o caso das tabelas. como qualquer gênero de primeira necessidade. mesmo sem código. cuja função principal é facilitar a compreensão do leitor. As regras são impostas aos jornalistas que delas não podem se afastar. A legenda pretende perpetuar a coincidência da informação dentro da hierarquia texto/imagem. não encontra espaço dentro deste tipo de processo. Desta forma.fotografia-dg. da escolha da fotografia nas primeiras páginas dos jornais. seu índice conotativo. O jornalismo impresso contemporâneo caracteriza-se como um produto cultural industrializado. O mosaico de estilos. seu poder de persuasão em determinados segmentos da sociedade e suas omissões diante dos fatos. Uma das qualidades essenciais do jornalismo impresso é proporcionar a retenção das informações. de início. refletem diretamente a linha ideológica de cada veículo. devemos considerar que os jornais diários apresentam. os artigos assinados. Isto. o leitor. nos títulos. cotações. e ao mesmo tempo desempenham papel político capital no contexto global da sociedade. Acreditamos. devem estar em perfeita sintonia com seu mercado consumidor. e possivelmente acompanhada de uma análise. Não só os textos se enquadram nessa perspectiva. nas manchetes. da mensagem verbal na qual ela está inserida. Assim. e não na maneira de descrevê-la. de imediato. e as colunas. programações e outros dados. confirmaria a isenção da ideologia por parte de seus produtores. suprindo a lacuna deixada pela mídia eletrônica. também. respaldada no seu mercado leitor e interagida por ele. como também a fotografia. permanecem ainda as crônicas. Com essa analogia. pois a própria dinâmica industrial condiciona a criatividade jornalística a se concentrar inteiramente no levantamento dos dados da matéria. porquanto se pretende a pura transcrição do real. cuja função mercadológica se justifica pela constante preocupação com a precisão da informação. entre o elemento real e a sua imagem. mas sim a sua coincidência. não há a intervenção de um terceiro elemento. bem detalhada. nem refrata a realidade objetiva. conseqüentemente. Enquanto no discurso textual entre o assunto exposto e a mensagem exposta interpõe-se um código que não reflete. um estilo.

você pode procurar situações onde seja possível fazer bom uso da luz natural. Quando mais baixo.com Página 46 de 249 . Configurações Algumas configurações na sua câmera podem ser feitas para melhorar o desempenho na fotografia infantil. Usar prioridade de abertura (e deixando a velocidade por conta do ‗cérebro‘ da câmera) permitirá a você um controle criativo da profundidade de campo. Fotografando lá fora. que deve funcionar. Se a sua câmera não tem essa função. você o ajustará o menor ISO possível. não há porquê tanta velocidade.Fotografia Infantil . Uma dica ótima no artigo do Darren é usar a focagem multiponto. Focagem: Crianças são rápidas. ―Se você tiver tempo (e habilidade) para fazer algum trabalho de pós-produção de suas imagens mais tarde tentar fotografar em RAW. ISO: Dependendo do ambiente (interno ou externo). Se você estiver sob a bomba de tempo e / ou não têm a capacidade de editar o seu trabalho – JPEG fará‖. Se for um bebê e estiver paradinho. onde você fixa o foco na criança e o ponto de focagem move-se com ela. mas usaremos este texto como base. Não farei uma tradução. Anuário 2010 • Fotografia DG www. priorize a velocidade mais alta para congelar o movimento. Vamos seguir os passos dele e dividir em duas partes: configurações e o clique. diz o fotógrafo Rowse. Não se sinta pressionado a fotografar em RAW. Ele diz que se você tiver uma unidade de flash externo e esteja fotografando em ambiente fechado. mais granulado ficará a imagem. mais nítida sua foto ficará. sempre que mantiver uma grande abertura (acima de f/5. Quanto mais alto o ISO. Tente manter pelo menos 1/200. isso é fato. Grades aberturas: Seguindo o racicínio anterior.O Bê-a-bá Por: Huaine Nunes Certo dia vi um artigo do fotógrafo Darren Rowse. Outra dica boa do texto: Se sua câmera não possui esse controle de velocidade. no twitter de uma colega minha. Se as crianças estiverem correndo lá fora. como luz de janelas. Vocês podem também usar um rebatedor de papel para criar este efeito. você pode usá-lo rebatido no teto ou em uma parede (brancos) para criar uma luz difusa. pode aumentar o ISO ou mexer na abertura. que traz algumas dicas e truques para melhorar suas fotos de crianças. Flash/Luz: Aqui o fotógrafo Rowse comenta sobre usar ou não o flash. Isso lhe dará mais licenças para editar suas fotos mais tarde. Obturador: Fique de olho na velocidade que você vai configurar.6) você terá um lindo fundo desfocado. Eu arriscaria dizer que depende da criança e da situação.fotografia-dg. você pode usar o modo pré-programado ‗retrato‘. RAW: Aqui concordo com toda a citação. Caso não possua um flash. mas podendo fazê-lo é um ótimo exercício e os resultados serão certamente muito melhores. que valorizará bem o seu modelo. São elas: Fotografia de Jamie {74} Prioridade de abertura: Gostei da dica do Darren. essa eu também uso muito. com a luz do sol direta. Se ficar muito escuro. que é um fator importantíssimo nos retratos. você pode usar o flash ou um rebatedor branco grande para preencher a sombra e deixar toda a iluminação homogênea. procure usar o pré-programado ‗esportes‘. Em fotografia infantil eu diria sem pensar duas vezes: esqueça o foco manual.

fotografia-dg. Locação: Onde você vai fotografar depende muito da situação. Atente para o foco no olhar. Procure tornar tudo o mais divertido e gostoso possível. Fundos: Às vezes quando estamos fotografando crianças. Muitas vezes a situação interessante está entre uma pose e outra. Você estará deixando de ver as coisas da perspectiva de um adulto e passará a encarar tudo do ponto de visita deles. por que não várias? Em grupo elas costumam ser ainda mais engenhosas e voce conseguirá vários cliques bons e espontâneos em poucos minutos. além de contribuir ricamente com o enquadramento. deixando tudo por conta da naturalidade dessas pequenas criaturinhas. ter habilidade para deixar a criança à vontade. Se puder ter um ambiente externo e um interno é ainda melhor. é algo que venho afirmando há bastante tempo: estar confortável. Fundos confusos desviam a atenção do objeto principal. É legal fazer alguns cliques extras. Gostaria de acrescentar ainda que a perspectiva da tele é muito bonita em retratos e dá uma impressão de diminuição de profundidade de campo que gosto bastante. Diversão: Palavra-chave da sessão de fotografia infantil. Descer ao nível dos olhos das crianças. É como se você. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Pequenos detalhes.com Página 47 de 249 . O clique A primeira dica que Darren Rowse dá sobre fotografar crianças. Foto em Grupo: Se fotografar uma criança já é divertido. Procurar ângulos e perspectivas diferenciadas podem trazer grandes resultados. dos brinquedos que elas levaram para a sessão. que destaquem o máximo da criança. Procure fundos simples. junto ao restante das fotos. O ideal é já planejar alguns diferentes lugares antes de sair para o clique. dos sapatinhos… Quando colocadas num album. E é legal também pensar em lugares divertidos para as crianças. grandes imagens: Em algumas sessões fotográficas. mas muita gente acaba esquecendo. Perspectivas Diferentes: Agora que já conhecemos a ‗regrinha‘ do olho no olho é que podemos quebrála. Quanto mais relaxados eles estiverem. Foco nos olhos: O espectador é sempre atraído pelos olhos do fotografado. fotógrafo. praias e zoológicos. melhor. como o conjunto 18-55mm + 55-200mm + 50mm. Vale a pena experimentar. Os papais e mamãe querem ter aquela lembrança do rostinho da criança. Olho no olho: Essa dica é de praxe. as cores e os fundos (preferência simples). Chegue mais perto: Uma objetiva zoom pode ajudar muito nesse processo. é algo que aumenta a sensação de confiança da criança. Eu costumo usar duas lentes bem versáteis e uma luminosa. como parques. há muitos detalhezinhos que podem falar muito mais sobre a personalidade da criança do que simplesmente a fotografia de seu rosto.Lentes: Aqui é uma questão bastante pessoal. focalize o rosto. Significa controle da situação. Poses: Sempre que possível. As crianças mal notarão que estão sendo fotografadas e voce fará diversos cliques sem maiores problemas. Ele diz que costuma usar uma 70-300mm para fotografar à distância e ainda conseguir um bom retrato da criança. Sempre atentando para a luz. Isso não significa somente o fotógrafo estar de bem com a vida. nos distraímos com o quando elas são incrívelmente bonitinhas e esquecemos de olhar além delas. procuro evitar as poses forçadas que as crianças (principalmente as mais velhas) costumam fazer. conhecer bem o equipamento e principalmente. tente capturar sua personalidade. enquanto elas estão pensando em qual será a próxima maluquice que irão inventar. fosse ―um deles‖. Atentar para o fundo da imagem pode fazer toda a diferença entre um retrato lindo e harmônico e um nada chamativo e atraente. Chegue perto. cria um resultado final muito bacana. Concordo com o autor do texto sobre levar um pequeno conjunto de lentes para diferentes abordagens.

bis. Afinal. Agora se você tem liberdade de se aproximar do palco recomendo uma grande angular (17-35mm) . 3200. talvez por isso com o tempo tornou-se uma das minhas paixões na profissão. e muita movimentação no palco.fotografia-dg. Se seu acesso é restrito e distante do palco. etc. efeitos especiais. O que vai assegurar resultados eficientes e constantes neste tipo de fotografia é a prática: a famosa tentativa e erro. A primeira providência para se obter bons resultados. Normalmente nesse tipo de registro. o ponto determinante é a sua localização do palco. características particulares de cada artista. melhor. E acredite. ou qualquer falta de informação do que virá pela frente.com Página 48 de 249 . não será pego de surpresa com a escolha de equipamento. Mas nem sempre isso é possível devido as condições de trabalho. sendo todas elas lentes preferencialmente claras (grandes aberturas / 2. troca de roupas ou cenário. localização inadequada. aprendi a transformar a maior dificuldade de fotografar shows que é a iluminação em grande aliada: através da observação passei a criar efeitos nas fotos com as luzes instáveis e junto a isso buscar expressões corporais do artista e momentos de emoção das apresentações. repertório. Recomendo utilizar o modo de exposição e manual. Com o tempo. terá plenas condições de realizar um trabalho completo. já que a grande área escura em volta do motivo e a grande variação de luz muitas vezes faz com que o fotômetro da câmera tenha leituras distorcidas. uma lente normal (24-70mm) e uma zoom (70-200mm). Nos dias atuais isso não irá prejudicar o seu trabalho. Com isso um ponto importante é a utilização de grandes aberturas e ISO (sensibilidade de luz) altos: 800. Em relação a escolha de lentes.Fotografia de Shows: entre o domínio de luz e a paixão Por: Bruna Prado Durante os últimos anos. Quanto ao já citado problema de variação de iluminação e superexposições devido aos efeitos luz decorrentes do show. ao passar esse estágio já estará vivendo uma grande paixão com este tipo de trabalho. é buscar com antecedência tudo que acontecerá durante o espetáculo. Procure a assessoria e produção e se abasteça de informações para criar seu planejamento de trabalho: duração. é recomendo a utilização de teleobjetivas com o suporte de um monopé. Fotografar shows não é uma tarefa simples. constantemente tenho realizado trabalhos na área de Fotografia de Shows. convidados no palco. principalmente quando o show acontece em locais fechados ou a noite. Dessa maneira. então eu particularmente diminuo a exposição em uma média de um até dois pontos para compensar a superexposição. E o melhor. já que os equipamentos estão gerando imagens cada vez mais limpas (pouco grão) quando regulados com sensibilidades altas. 1600. Por isso escolhi abordar o tema no meu primeiro artigo produzido para a Fotografia DG. O ato de fotografar show requer que o profissional tenha domínio do seu equipamento e de fotometria. Normalmente o fotógrafo encontrará grande variação de iluminação devido aos efeitos de luz do próprio espetáculo. quanto maior a capacidade de o seu equipamento captar luz. a dica é utilizar uma objetiva longa com o quadro bem preenchido com o motivo principal da foto. iluminação insuficiente. não é recomendado o uso do flash.8). Anuário 2010 • Fotografia DG www. Com isso você tira a média de fotometria para seguir adiante com as demais lentes.

ainda que quase imperceptível. o ideal é usar um tripé. Em fotografia de paisagens de modo geral. 4 – Pequenas aberturas e foco infinito. parecendo estrelinhas. 3 – Desligue o estabilizador de imagem. O resultado pode ser muito melhor se você utilizar um controle remoto para acionar o obturador. Apresento a seguir. pode ser justamente o oposto. que manterá a câmera firme (por isso é importante que ele seja relativamente pesado) durante toda a exposição. ficam muito bonitos. 1 – Tripé sempre. essa dica se aplica muito bem. a pequena abertura dá um efeito muito bacana.fotografia-dg. Registrar uma paisagem durante a noite pode ser um desafio. segurando a câmera na mão. Fotografei com o VR (sistema de estabilização de imagem da Nikon) ligado usando tripé. meu pequeno passo a passo para realizar paisagens noturnas com qualidade. com o estabilizador ligado. assim a câmera ficará com toda certeza imóvel. nada disso adianta se durante o apertar do obturador.O Segredo das fotografias noturnas Por: Huaine Nunes Paisagens noturnas são para muitos. Depois reproduzi a imagem com o mesmo desligado. Dica: Não tem um controle remoto? Não tem problema. Anuário 2010 • Fotografia DG www. mas sabendo as técnicas é possível conseguir um resultado muito bonito.com Página 49 de 249 . O resultado. É possível sim. Em fotografias noturnas. os pontos de luz na foto. você pode usar o timer! Componha a foto. essa função fica confusa. Sabe essa função de evitar tremidos da mão do fotógrafo? Ao fotografar no tripé. você movê-la um pouquinho. 2 – Controle remoto da câmera. Às vezes ficam assim. Nessa foto usei abertura f/22 para conseguir este efeito. pois a câmera já estará 100% imóvel. se você for mão-firme realizar uma paisagem com pouca luz. devido à pequena abertura. Mas se a intenção é uma fotografia realmente nítida. Mesmo que a sua câmera esteja firme e forte em cima de um tripé. Além da profundidade de campo aumentar. A foto poderá ficar um pouco borrada. Fiz o teste há um tempo. encantadoras. Assim há tempo para você se distanciar do tripé e impedir que a câmera balance. regule velocidade e abertura e então programe para câmera disparar em 5seg.

para saber o que você pretende registrar. Pensando melhor. mas não menos importante… 6 – Nem pensar em usar configurações automáticas.fotografia-dg. se sua câmera está paradinha. que diante dessa configuração usada. então! Sempre que faço fotos no tripé. deixe o tempo por conta do fotômetro. aumente o ISO e consiga um resultado que certamente não é o que você espera. mas poderia ser still também). normalmente o 100. Sou uma grande defensora de sistemas facilitadores. só dará um efeito ainda mais legal. A longa exposição (que nesse caso será regra.5 – ISO baixo e longa exposição. aumentará bastante o tempo de exposição. de motivos imóveis (paisagens são um exemplo. O mais provável é que ela dispare o flash. sugiro o seguinte:     coloque no tripé e componha a imagem. uso o menor ISO disponível. ajuste o ISO para o mais baixo possível. Assim terei o máximo de nitidez em minhas fotos.com Página 50 de 249 . como as luzes ‗riscadas‘ dos carros. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Vamos pensar bem. por exemplo. Mas no caso da fotografia noturna. use prioridade de abertura e diminua o f/stop. não existe nenhum motivo para que essa exposição tenha que ser rápida. como os modos pré-programados. conseqüente do ISO baixo). Por ultimo. Para os menos experientes. a sua câmera não é tão inteligente assim. não há nenhum motivo para aumentarmos o ISO.

menor será a profundidade de campo e viceversa. Quanto maior for a abertura (numero menor da escala). sentei na sarjeta. coloquei a bola de papel na calçada.“Fotografia Noturna” sem segredos!!! Por: Fernando Bagnola TÉCNICA: FOTOS NOTURNAS SEM FLASH Lightpainting com a luz disponível Fiz esta fotografia ao lado em Assisi. Essa decisão pede velocidades de obturação muito mais lentas e torna-se imprescindível o uso de um tripé com boa estabilidade. optando (sempre!!) pelo ISO mais baixo possível para manterme longe do ruído (granulação = menor nitidez). para dar destaque ao primeiro plano e desfocar o fundo. fui conhecer o Sul do País começando por Lisboa. principalmente nas baixas luzes (sombras). MAS … E SE VOCÊ NÃO TEM UM TRIPÉ????!!! Calma. que muita gente associa com o passado mas que é uma cidade muito moderna principalmente na área circunscrita pelo Parque das Nações que tem uma arquitetura futurista estilo 2. enquanto a câmera acerta a velocidade do obturador automaticamente.050 (ainda é) à beira do Tejo … maravilha!!!!!!!!! Como não tinha levado tripé. Muita gente associa (equivocadamente) a fotografia noturna com aumento de ISO e o resultado disso é um nível de granulação visivelmente mais acentuado. saquei do meu cinto de utilidades um pedaço de papel de alumínio que sempre tenho no case da câmera. ou seja. Itália. o desdobrei. fiz dele uma bola. Se o assunto é uma paisagem com foco em todos os planos. o diafragma deve estar mais fechado. Esse recurso permite ajustar manualmente a abertura do diafragma. geralmente a opção AV ou A no menu de programas de disparo.fotografia-dg.com Página 51 de 249 . Galera!!! ooooommmmmm … respira … tem solução!!! Vou dar um exemplo: Assim que cheguei a Portugal. em valor f/3. Outro fator importante é a Profundidade de Campo (=a distância à frente e atrás do assunto principal em que os elementos ficam em foco). uma boa solução é fazer o setup da câmera com prioridade de abertura.5. por exemplo. Gosto do foco em todos os planos que vem da opção pela distância focal mais wide angle (18 mm) que já põe todos os planos como característica principal. algo em torno de f/22. pus a câmera sobre ele dando um jeitinho para ficar paradinha na horizontal. Anuário 2010 • Fotografia DG www. o diafragma deve estar mais aberto.

pus no selftimer (10 segundos) para não haver tremores quando eu clicasse. pim. Mandei a fotografia (homônima) para concorrer e fui premiado com uma menção honrosa que foi o primeiro bom sinal de que Portugal aceita os olhares estrangeiros e seria o início de uma feliz estrada profissional e pessoal por esta terra que amo mais a cada dia. pim … (barulho do selftimer … ) e a exposição foi de 3 segundos com diafragma 22 (o que deu esse arrasto de luz no segundo plano). pim. Experimentem que dá certo!!! … eu garanto!!! Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg. escolhi prioridade de abertura para poder ter foco em todos os planos pois esta ponte metálica em perspecitva é muito importante na composição. pim. pim. pim. cliquei … pim. pim. Como podem ver … fotografar é fácil … basta querer transformá-la em emoção! … (e não ter vergonha de sentar na sarjeta por uma boa causa fotográfica … hahahaha!!!).com Página 52 de 249 . pim. pim.ajoelhei (mesmo!!) olhando no visor (imagina a cena?? ). E agora a melhor parte … houve um concurso de fotografia que é muito relevante em Portugal e na Europa que é promovido pelo Parque das Nações & Casino de Lisboa (Brasucas … é Casino mesmo … com um S) cujo tema era ―Lisboa‖. fiz o auto foco no setup com todos os pontos (importante). escolhi o ISO mais baixo possível (100) para não comprometer a nitidez. fiz o enquadramento. pim. esperei o semáforo abrir para dar mais movimento à cena toda.

pode suavizar cores e dar leveza a objetos no plano de fundo. Amplie uma bonita foto de um dia chuvoso para enfeitar seu escritório doméstico ou o quarto do bebê com uma peça contemplativa. Sempre carregue um pano limpo ou lenço de papel para enxugar as gotas d‘água.fotografia-dg. Capture esse sentimento com alguns instantâneos em dia de chuva. mantenha sempre a câmera dentro da jaqueta ou abrigo. Basta um buraco para a lente e vá em frente! Pronto! Você criou uma capa de chuva instantânea para sua câmera. Neblina. A tempestade pode parar repentinamente e o reflexo das superfícies molhadas pode desaparecer em um instante. as cores parecem intensas e os objetos brilham sob os raios do sol que nasce. Poças atraem crianças como um ímã. Contrastes de cores são atenuados em dias cinzentos e as cores parecem mais ricas. Ou envie algumas fotos em uma carta para alguém que esteja distante e compartilhe a alegria de brincar na chuva.Fotografando na chuva Por: Prof. use um saco de plástico transparente. Após uma tempestade é um momento particularmente bom para fotos espetaculares de paisagens. Reúna instantâneos em um álbum de fotos ou de recordações. Após a tempestade Tempestades e chuva forte adicionam força e drama às imagens. à prova d‘água. Até o céu nublado pode ser utilizado em seu benefício. Enio Leite Caminhar pela chuva é uma experiência única. A combinação do brilho do sol com o céu escuro cria um cenário extraordinário. normalmente. Projetos de fotos em dias de chuva Dias chuvosos não são excelentes apenas para passear com a câmera. Arrisque-se Tempo ruim não significa fotografias ruins. A chuva alimenta o espírito e faz você se sentir como se estivesse dançando sobre as poças. as nuvens do céu ou o reflexo das luzes da cidade. intensificando cores e adicionando brilho instantâneo em praticamente qualquer situação. Tudo parece limpo e resplandecente. fornecendo excelente oportunidade para fotos não posadas. Não é preciso deixar a câmera fotográfica em casa só porque o sol não apareceu. O sol está começando a aparecer e nuvens escuras ainda podem ser vistas a distância. Retrato de poças de água E as poças quase sempre despercebidas? Pense em todos os efeitos interessantes de reflexos que podem ser capturados nessas pequenas porções de água: as árvores. por exemplo. Dr. Anuário 2010 • Fotografia DG www. também são uma oportunidade maravilhosa de iniciar um projeto de fotos. E. Dias nublados e com neblina também proporcionam uma oportunidade perfeita para fotografar em preto-ebranco. seja rápido ao ver um arco-íris. Dica rápida: O arco-íris proporciona fotos incríveis.com Página 53 de 249 . Mais um motivo para manter uma câmera digital à mão! Dica rápida: Durante um temporal. Eles são formados pela refração da luz pelas gotas de chuva e. tornando etérea e misteriosa a aparência de um lago ou um parque nas redondezas. para proteção adicional. A chuva pode ser uma amiga do fotógrafo. A chuva só muda as opções e prepara o cenário para Foto: Henri Cartier-Bresson oportunidades únicas de fotos. criando o cenário perfeito para fotos de árvores e plantas. Assim. essas condições ocorrem antes ou depois de uma tempestade.

Nunca deixe pilhas ou baterias dentro do seu equipamento por muito tempo sem uso. Procure evitar deixar a câmera exposta ao sol direto ou maresia ou ao frio. recomenda-se evitar fotos da janela do carro e de pessoas à distância e procurar interagir com a população e vivenciar a cultura local. Os equipamentos eletrônicos são sensíveis ao calor excessivo e umidade. Tenha sempre pilhas ou baterias extras dentro da bolsa. caso haja necessidade. Mas. claro. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Uma boa dica para se fotografar nessas condições é evitar incluir grandes porções de céu no enquadramento e procurar ter um fundo mais escuro que o assunto principal.com Página 54 de 249 . Assim. ajustando o mesmo para + 1 ou mais. a imagem fica mais clara. é aconselhável que se utilize o flash da câmera para iluminar o assunto principal e evitar que o mesmo apareça na sombra. E. um assunto principal e um fundo. Paisagem Para tornar as fotografias de paisagem mais agradáveis ao olhar. basicamente um primeiro plano. registrando a cena de forma mais escura do que a realidade. Nesses casos. Foto: Robert Doisneau Cachoeira ou neve Sempre que se fotografa assuntos muito claros como cachoeira ou neve. o resultado fica melhor quando se desloca a linha do horizonte mais abaixo ou mais acima do centro da imagem. é interessante evitar posicionar a linha do horizonte no centro do enquadramento. cartões de memória e baterias sobressalentes são essenciais em uma viagem. Assim. Por-do-sol Para fotografar pessoas com pôr-do-sol ao fundo. esta prática faz com que a foto se torne poluída e sem um foco de atenção. O ideal é procurar inserir poucos elementos no enquadramento. é fundamental que haja um nível de envolvimento com o ambiente e as pessoas que nele vivem. Essência da localidade Para se obter imagens que retratem a essência de uma localidade. na maioria das vezes. objetiva e agradável ao olhar. é importante usar o recurso de compensação de exposição.Dicas importantes Use sempre filtro UV para proteger a objectiva e mantenha-a sempre tampada. Na maioria das vezes. Para isso. Dias nublados Apesar da maioria das pessoas não gostar de fotografar em dias nublados. evita-se perder momentos importantes por falta de memória ou porque acabou a bateria no meio do passeio e não é possível carregá-la. as fotos se tornarão muito mais realistas. trazendo mais informações e demonstrando muito melhor as características da região. Assim. “Menos é mais” As pessoas tendem a inserir uma grande quantidade de elementos na mesma imagem.fotografia-dg. pois oferece uma iluminação suave e sem sombras fortes. essa é uma ótima condição de luz para retratos de pessoas. a câmera tende a ser ―enganada‖ pela alta intensidade da luz ambiente.

com Página 55 de 249 . ainda mais lindo fica. A falta de atitude. quando coberto de neve e na minha humilde opinião. infelizmente. o Inverno. no que à fotografia diz respeito. parar pelo caminho e brincar um pouco com a neve na companhia da família e/ou amigos. Existem várias regiões em Portugal continental nas quais é possível encontrar neve. ―apenas‖ porque está a chover. existe uma ideia generalizada e enraizada de que o Parque Natural Serra da Estrela se resume a uma ida à Torre e se possível. Anuário 2010 • Fotografia DG www. sem que as imagens obtidas se tornem num fracasso ou numa desilusão. exige uma atitude por parte do fotógrafo! Além de atitude. irei centrar este artigo no Parque Natural Serra da Estrela. Atitude Fotografar em condições extremas. é preciso também ter um grande espírito de sacrifício. exclamou: ―Estiveste na Suíça! Estas fotos são lindas!‖ Adivinhem o ar de espanto dela quando lhe disse que aquelas fotos haviam sido tiradas.fotografia-dg. também proporciona múltiplas oportunidades fotográficas enaltecidas pela carga dramática e pelo toque especial que pode dar a cada imagem. Tentará também ir de encontro às necessidades/dificuldades do caro leitor. consciência da beleza natural do nosso próprio país? Há uns anos atrás. não faltam muitos dias para a chegada do Inverno. em Portugal Continental e em particular no Parque Natural da Serra da Estrela! Fui um pouco mais longe e disse-lhe que. como as que podem ser encontradas durante o Inverno. no que diz respeito à beleza natural e paisagística deste pedaço de terra à beira mar plantado. O Parque Natural Serra da Estrela é lindíssimo. Este artigo irá servir essencialmente para dar alguns conselhos sobre a melhor forma de enfrentar os rigores do mesmo. todas elas. e pelo conhecimento que tenho do mesmo. altura em que chega também um elemento muito apreciado pela grande maioria dos fotógrafos de paisagem espalhados por esse mundo fora: a neve! Além da neve. representa não captar aquela luz única ou aquele momento mais dramático que o Inverno pode proporcionar. uma vez que é necessário estar preparado física e sobretudo mentalmente para as adversidades que o Parque Natural Serra da Estrela – Cântaro Magro Inverno proporciona.Fotografar durante o Inverno Por: Nuno Luís Resumindo e parafraseando alguém que conheço: O nosso país é lindo! Mas deixo a seguinte questão: Teremos nós portugueses. representa não ir para o terreno fotografar. na hora de chegar a casa e descarregalas para o computador. No entanto. e serão fornecidas algumas dicas sobre a melhor forma de fotografar neve. a nevar ou a fazer frio! O não ir fotografar. Na altura em que escrevo este artigo. Uma amiga minha. ao ver algumas das minhas imagens de neve. a Torre é dos locais menos interessantes deste Parque Natural. aconteceu comigo um episódio caricato que ilustra bem a falta de conhecimento que existe relativamente ao nosso país.

pode deitar por terra todos os planos de ser bem-sucedido. traz em muitas situações alguns dissabores a fotógrafos menos experientes. esbatido. seja muito mais gratificante. Se estiver a fotografar em dias nublados. Fotografar no Inverno. deverá dar pelo menos mais 2 stop´s de compensação. deverá ser trocada pela que está no bolso. Anuário 2010 • Fotografia DG www. irá aparecer algo muito indesejado: a condensação. Aconselhe-se em lojas de roupa para desportos de Inverno pois. assim o calor do corpo ajuda a mantê-la protegida. a neve já não for recente.Roupa e Calçado Falar do Inverno é falar de neve. Se a bateria que estiver a ser utilizada começar a dar sinais que vai ficar descarregada. Se for para além disso. Equipamento Fotográfico – Cuidados a ter  Um dos erros mais comuns que se costuma praticar quando se fotografa com temperaturas muito baixas. Evite respirar para a câmara. branco puro. Ter baterias suplentes é fundamental! Deverá ter sempre pelo menos uma segunda bateria totalmente carregada no bolso interno do casaco. Por sua vez a que estava na câmara ao passar para o bolso. quando em contacto com temperaturas muito baixas.fotografia-dg. Em caso de dúvida com alguma das dicas acima indicada. estas roupas e acessórios para desportos. corre o risco de as zonas de neve ficarem sobreexpostas. Se o fotógrafo não estiver protegido de forma adequada. por norma. e assim ficará equipado para enfrentar de forma mais confortável os rigores do Inverno. Peça auxílio em lojas da especialidade e diga exactamente o tipo de roupa e acessórios que pretende e para o que pretende. não correndo assim grandes riscos. é envolver a câmara no casaco. confortável e impermeável ajudará a que a experiência de fotografar com estas condições atmosféricas. que as baterias. impedindo assim o fotógrafo de registar um determinado momento. uma vez que esta acção irá originar condensação na câmara. obriga a que o equipamento muitas vezes tenha de trabalhar no limite das suas capacidades. O branco da neve pode ―enganar‖ a câmara na hora de medir a luz. Se no local onde se encontra a fotografar. ou azul. voltará a ganhar alguma energia quando em contacto com o calor do corpo. para a objectiva ou para os filtros.      Sempre que tiver oportunidade de fotografar neve acabada de cair. Roupa quente. chuva e frio. Em dias solarengos.com Página 56 de 249 . são também adequados para quem vai enfrentar os rigores do Inverno com uma câmara na mão. originando muitas vezes imagens em que a cor da neve mais se assemelha a um cinzento. Ficam algumas dicas para as situações mais comuns. deverá fazer compensações de 1 a 1/3 de stop´s.   Expôr correctamente imagens com neve – As dicas mais comuns Fotografar neve. descarregam muito mais depressa. para poder captar todo o detalhe da neve. junto ao corpo. não hesite em programar a sua câmara para fazer bracketing. Assim que se volta a colocar a câmara à temperatura ambiente. É importante ter sempre presente. caso contrário poderá redundar em grande desilusão. Deverá sempre manter a câmara à temperatura ambiente. deverá fazer a medição de luz na neve e dar 2 stop´s de compensação de luz. deverá fazer compensações de luz iguais ou superiores a 1 stop. fotografar neve que esteja em zonas de sombra. ou seja.

Com estas dicas.Barragem do Vale do Rossim Os melhores locais para fotografar no P. Tenha um olhar atento e faça novas abordagens sem receio de inovar.N. ajuda a saturar as cores e eliminar ou reforçar reflexos. é dia de sair para a rua à procura da tal luz. Outras dicas  Se vai fazer fotografia nocturna. é muitas vezes comum no final do dia parar de chover. deve ter tudo preparado. nunca deverão ser feitos sem o contacto prévio com o posto de turismo do P. Em dias de chuva intensa. Serra da Estrela. Relembro que os locais que indico como sendo de difícil acesso.      Parque Natural Serra da Estrela .com Página 57 de 249 . do tal momento que pode fazer a diferença no resultado final da imagem.Com a prática e com várias saídas para o terreno. pode ajudar a criar imagens com bastante dinâmica onde é possível fotografar toda a área envolvente coberta de neve. Não esqueça que o frio. as várias camadas de roupa vestida e a reduzida visibilidade. Utilize o filtro polarizador. fazem com que o mais simples movimento se possa tornar num verdadeiro desafio. Subir a pontos altos. Serra da Estrela! Anuário 2010 • Fotografia DG www. é comum que os picos mais altos das montanhas fiquem iluminados com uma luz suave. Utilize filtros graduados de densidade neutra para dar mais ênfase ao céu e ainda conseguir um melhor controlo da luz. consoante o gosto pessoal do fotógrafo. muitos deles devido ao facto de a neve em muitas circunstâncias não cobrir na totalidade toda a paisagem. Há imensos detalhes que podem ser fotografados. Esta secção fica dividida em duas partes: locais de fácil acesso e locais de difícil acesso.N. Um dia de chuva não é dia de ficar em casa. pelo contrário. o caro leitor já não tem desculpa para dizer que do Parque Natural Serra da Estrela apenas conhece a Torre e pouco mais. serra da Estrela Este capítulo tem como objectivo dar-lhe a conhecer alguns dos locais mais bonitos do P. originando uma palete de cores incrível no céu que muitas vezes não demora mais que 10 a 20 minutos. Durante o nascer e o pôr-do-sol. no que respeita ao resultado final das imagens.fotografia-dg.N. de certeza que irá encontrar a forma que melhor se adequa ao seu gosto pessoal.

No caminho de acesso a este bonito covão. vá com atenção às placas. fica localizado na estrada que liga as Penhas da Saúde a Manteigas. chegar a esta lagoa implica uma caminhada de mais ou menos 2 horas com um desnível de 200 metros. perto do Cântaro Gordo. Ainda que lindíssima.com Página 58 de 249 . Anuário 2010 • Fotografia DG www. Serra da Estrela. o Poço do Inferno. podendo ser visitada na maioria das vezes de carro. ainda é possível ver a encosta onde se encontra a bonita mata de São Lourenço. fica localizado à saída de Manteigas. localizada nas Penhas Douradas. esta pequena maravilha da natureza. pode ser acedida através do Covão da Ametade.Locais de fácil acesso Covão da Ametade – Considerado por muitos como o local mais bonito do P. é de fácil acesso. no sentido das Penhas da Saúde.N. resulta muito bem ao nascer e ao pôr-do-sol. o seu acesso é bastante difícil e nunca deverá tomar a decisão de lá ir sem contactar previamente o posto de turismo do parque natural. Barragem do Vale do Rossim – Esta pequena barragem. Como a Lagoa do Peixão. Locais de difícil acesso Lagoa do Peixão – Lagoa localizada no coração do parque natural. Com neve o acesso fica mais complicado ainda e é essencial contactar e pedir conselhos junto do posto de turismo do parque natural. Lagoa dos Cântaros – Lagoa localizada no Cântaro Gordo. Fotograficamente. Aproveite para fotografar o nascer-do-sol.fotografia-dg. Covão da Ponte – Saindo de Manteigas em direcção às Penhas Douradas. Poço do Inferno – Uma das maiores cascatas deste Parque Natural.

modelo e trabalho. mas mesmo assim admito que brincar com luzes variadas ainda é meu atrativo principal. apetrechos aos montes e muito tempo gasto em fotometria. Resolvi utilizar uma cadeira de escritório comum e sobre ela o TNT vermelho.com Página 59 de 249 . quando aliada a acessórios que todos têm em casa. deixando apenas o tecido à mostra. que através de uma peça chamada flash mount podem ser acoplados ao seu TTL e daí em diante é experimentar. de baixo custo e cujo resultado não deixa nada à desejar. Particularmente acho strobist uma alternativa plenamente inteligente. apenas para dar um charme.Como transformar a sua sala num estúdio profissional Por: Regis Falcão Iluminação fotográfica é sempre um ―monstrinho‖ que assombra tanto iniciantes como profissionais. Anuário 2010 • Fotografia DG www. tendo apenas o cuidado de esconder todas as partes. Para ficar bem natural. uma de 100w e outra de 60w ( R$ 2. luminárias comuns e lâmpadas de tungstênio foram os meus aliados na empreitada. como snoots. mãos à obra! Material       3 metros de TNT preto (R$ 6. Neste exemplo utilizei uma sala de 4m x 6m com janelas e portas fechadas.00) 3 metros de TNT vermelho (R$ 6.40 cada) Uma extensão e fita adesiva Construindo o fundo Encontre uma área com um bom espaço em casa. Se você tiver uma cadeira interessante ou preferir não utilizar assento. há casos em que nem o ―santo photoshop‖ dá jeito e lá se vai todo um dia de trabalho perdido. Atualmente a grande ―menina dos olhos‖ dos fotógrafos é o strobist(uso de flashes TTL fora da câmera e com ou sem acessórios de estúdio). Após encontrar sua área de trabalho. que era uma altura perfeita para me dar quase um metro de sobra acima da modelo. Nesse caso prendi o TNT com fita adesiva na parede a 2. Uma iluminação mal feita estraga qualquer cenário. Agora sem mais enrolação. coberto por papel laminado dourado 2 luminárias comuns (R$ 18. Alguns metros de TNT. Sinto dizer que aos preguiçosos de plantão que buscam desculpas para não estudar. de preferência um quarto onde você poderá isolar as interferências de luz de outras fontes. A primeira coisa que vem à mente quando se pensa em estúdio é: equipamentos caros.00 cada) 2 lâmpadas de tungstênio do tipo ―branca‖. Aderi à moda. O assento Esse é um passo opcional. Neste artigo em particular.fotografia-dg.00) 1 folha de 1m de isopor. É importante que as fontes externas sejam de fato isoladas pois podem atrapalhar tanto em sua fotometria quanto na iluminação do assunto. Por ser leve. apenas joguei o TNT de forma displicente sobre a cadeira. O Still improvisado faz parte da minha artilharia principal quando quero ―brincar com a luz‖. resolvi mostrar o poder que um pouco de imaginação possui. deixando uma pequena curvatura para criar o efeito de fundo infinito. acreditem.5m. E. Prenda em cima e também no chão. Realmente. é hora de montar o fundo. este tutorial é uma amostra de como um pouco de criatividade e alguns daqueles apetrechos largados no quartinho dos fundos podem servir para acabar com as desculpas esfarrapadas e levar você à um passeio intrigante pelo mundo mágico da fotografia. o TNT fica preso facilmente com a fita adesiva. fique à vontade. o assunto merece – pelo menos em parte – a fama que possui. Já existe inclusive uma série de acessórios específicos para esse tipo de trabalho. colméias e sombrinhas.

Como devem ter percebido. Uma dica adicional se faz necessária nesse ponto. O esquema usado foi o seguinte: Abertura f 4. à esquerda da modelo) assim como também o lado direito da modelo com uma ligeira diferença de tons na parte inferior da perna. mas posicionada à frente e à direita. o resultado foi esse ao acima: Apesar de estar usando lâmpadas de tungstênio. Utilizei um banquinho para dar a altura perfeita (1m de altura) e a ―cabeça‖ da luminária com uma inclinação de aproximadamente 45º. distância focal de 22mm Após a correção de níveis e cores no photoshop. onde parte da parede estava visível. mas a idéia é que você mesmo experimente posições e composições partindo do que mostro à seguir: Esquema 1 No primeiro esquema de luz utilizaremos apenas uma luminária.5. a ferramenta Clone (carimbo) serve. Nessa captura utilizei o content aware nas laterais. que após selecionadas. Esquema 2 No segundo esquema utilizamos duas luzes. Quando importadas. um pequeno ajuste de temperatura pode ser necessário. gosto de experimentar balanços de branco variados até chegar no resultado mais próximo do que desejo. velocidade 1/50. E agora? Entra em ação nossa ferramenta mágica chamada content aware.com Página 60 de 249 . preenche as áreas não cobertas. disponível no Photoshop CS5 (menu Edit ->Fill -> content aware).fotografia-dg. já que esta segunda luminária está posicionada no chão. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Note que pela altura da luz a perna ficou ligeiramente mais iluminada. apenas do lado esquerdo da modelo. criando uma luz mais dramática no rosto e deixando o lado direito praticamente absorvido pela sombra.Esquemas Montei três esquemas de luz para dar uma base do resultado obtido. Para usuários de versões mais antigas. a largura do TNT pode não ser suficiente para cobrir toda a área do seu enquadramento. ISO 640. Atentem para o fato de que tenho o rosto da modelo perfeitamente iluminado (pela luminária mais alta. uma na mesma posição anterior e uma segunda voltada para a modelo.

principalmente por ambas as lâmpadas serem da mesma intensidade (100w). distância focal de 22mm Assim como na anterior. uma na mesma posição anterior ( a da esquerda da modelo) e uma segunda voltada para o rebatedor.Abertura f 4. gerando o resultado final foi o que se segue acima: Esquema 3 No Terceiro esquema utilizamos duas luzes. níveis e utilizando o content aware. Utilizei um rebatedor circular dourado. e utilizando a luz auxiliar de forma rebatida conseguimos uma luz mais suave em toda a composição. cor. corrigimos a temperatura. velocidade 1/50.fotografia-dg. ISO 640. que substituído pelo isopor produz praticamente o mesmo efeito.5. O rebatedor produz uma luz mais difusa e suave.com Página 61 de 249 . Veja o esquema: Anuário 2010 • Fotografia DG www.

lâmpadas de outros tipos. mas isso não quer dizer que você deva usá-lo. Encontre outras coisas como papel celofane. Experimente. Isso faz parte do caminho de aprendizagem. Às vezes experimento regular o balanço para outros tipos de luz.fotografia-dg. cada posição da luz. Dicas adicionais Não preciso dizer que sua câmera deve estar com o White balance regulado para tungstenio. descobrir que resultados você pode obter com cada item usado. diferentes do que estou utilizando e consigo resultados particularmente interessantes. Experimente o que mais se adequar à sua necessidade.com Página 62 de 249 . Bem. outras intensidades e faça suas próprias descobertas. esses três esquemas de luz são apenas um exemplo de como com um pouco de criatividade você pode transformar a sala da sua casa em um estúdio.O rebatedor dourado produz uma luz mais quente. mas boa parte da ―graça‖ da fotografia é experimentar. o que pode ser facilmente resolvido no Camera Raw. que nesse caso em particular achei interessante pela cor da pele e cabelos da modelo. e é possível que as capturas fiquem um pouco quentes. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Lightroom ou programa de sua preferência. É muito mais cômodo ter a praticidade de equipamentos profissionais.

fotografia-dg.com Página 63 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.

com Página 64 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.

7º: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito.fotografia-dg. O fotógrafo não é obrigado a autorizar alterações em sua obra. cujo teor é: ―Art. a não ser que conste no contrato de cessão de direitos. A fotografia é protegida por Lei? É.10 Questões básicas que o fotógrafo deve saber antes de fotografar Por: Prof. Ninguém pode alegar que o fotógrafo cedeu os direitos autorais. tanto quanto a imagem de uma pessoa. 7º. legalmente protegida e como tal está protegida pelos art. também estão protegidas pelo direito do autor. Fotos para fins pedagógicos. inc. A prática é comum no design e não é permitida perante a Lei. portanto. têm uma redução da proteção do titular de direito em favor da sociedade que é usuária do conhecimento humano. conhecido ou que se invente no futuro. 6 da Lei 5988/73 e art. Enio Leite           Cuidado ao fotografar pessoas. há restrições quanto ao uso da imagem alheia. Jamais faça remontagem da imagem de uma pessoa. Cuidado ao fotografar obra de arte que também é protegida. Obra fotográfica bastante conhecida ou notoriamente artística não pode ser plagiada.610/98. A interpretação dos contratos de cessão é restrita. Obras arquitetônicas são consideradas artísticas. A fotografia é considerada como obra intelectual. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte.com Página 65 de 249 . tais como: ―VII – As obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia‖. Dr. sem que isso conste expressamente em contrato de cessão de direitos. tenha sempre a regra: nada pode sem a autorização do titular. Anuário 2010 • Fotografia DG www. científicos. Para fins jornalísticos e editoriais não há impedimento desde que não haja denegrimento da imagem. tangível ou intangível. VII da Lei nº 9. Na publicidade.

5 cm (tamanho da polegada) = 32. Atualmente a qualidade dos detectores CCD são superiores aos CMOS. uma imagem de 3 megapixels gera uma excelente impressão em papel fotográfico.6x Fator de corre. Assim. O que é resolução de uma câmera digital? A resolução de uma câmera digital é basicamente o produto do número de pixels na horizontal pelo número de pixels na vertical. abreviação de picture elements. em inglês. O que é pixel? Pixel. Enio Leite O que é fotografia digital? A fotografia digital se assemelha um minúsculo mosaico. 2. sendo que a partir do conjunto de milhares de pixels começa a surgir a imagem visível. Consulte o manual de sua câmera. Em termos práticos. Cada imagem digital é formada por grande número de pixels. O que é um CCD? CCD significa charge-coupled device. O que é um CMOS? CMOS significa Complementary metal-oxide semicondutor. abreviação de picture element é a unidade da imagem digital.4 cm. é produzido com tecnologia mais simples que os CCD e. 6 megapixel (prefixo mega é igual a milhão).1 x – tamanho 24 x 36 mm 1.5 x 15 mm Quanto maior a área do sensor.96 polegadas . ou seja.5x Fator de corte tamanho 18 x 24 mm 1. Anuário 2010 • Fotografia DG www. um CCD com 3 megapixel é um CCD onde o produto de seus pixels na horizontal pelos pixels na vertical é da ordem de 3 milhões de pixels. Tamanho 22. Câmeras com sensor desse tamanho são conhecidas como ―Full Frame‖ (quadro inteiro).fotografia-dg. denominado pixels. sendo que cada um deles tem uma única cor e uma única posição na imagem. quanto maior esse número. fator de corte de imagem 1. Além dos sensores Full Frame temos os sensores menores.3x Fator de corte. veja os tamanhos de imagem em pixels e monte sua própria tabela. Full Frame Reflex Digital. Uma câmera digital que tem 3000 pixels na horizontal e 2000 pixels na vertical tem 6 000 000 pixels. chamados de APSC que possui cerca de 50% da área de um sensor full frame (crop factor ou fator corte) que correspondem ao sensor imagens de tamanho 18x24mm. com o Photoshop. O que é megapixel? Megapixel na verdade é apenas um número ligado a qualidade da imagem digital. Dr. Maiores sensores de imagem produzem maior número de pixels que por sua vez irão gerar imagens digitais de melhor qualidade. quanto mais luz atingirem os fotodiodos que formam o CCD maior é a voltagem: esta é interpretada pelo sistema eletrônico da câmera e associa esses valores aos tons presentes na cena fotografada. Qual é a relação entre a qualidade da imagem e o número de pixels? A qualidade da imagem é diretamente proporcional ao número de pixels que forma a imagem. formado por pequenos quadradinhos coloridos. São aqueles quadradinhos quando se amplia a imagem no visualizador do Windows ou em programas de edição de imagens. É um sistema eletrônico formado por fotodiodos onde a luz incidente produz diferenças de potencial que são proporcionais a quantidade de luz incidente. tamanho 28. portanto mais econômicos.Fotografia Digital – 25 Questões Básicas Por: Prof. Calculo de Resoluções e tamanhos Ex: Maior lado da imagem 3888 pixels: 3888 dividido por 300 pixels (alta resolução) = 12. Um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital. processo químico. Há diversos tamanhos de sensor e o formato padrão é baseado no filme 35 mm cuja área é 36×24 mm.com Página 66 de 249 .7 mm x 15 mm 1. ou seja. melhor a qualidade da imagem. dispositivo de carga acoplada. no tamanho 10 x 15 cm.

câmeras de médio formato e câmeras de grande formato. o mercado adota dpi ou ppi. experimente PICASA. é gratuito. ou seja. O que é DPI? DPI significa dots per inch. estes últimos. pois são econômicos em termos de memória e servem como negativos digitais. isto é. com pequenas correções. isto é. Quais as principais vantagens da câmera digital em comparação com a câmera convencional? As principais vantagens das câmeras digitais são a velocidade na obtenção da imagem. como e-mail. como Lightroom e Câmera Raw. O que são formatos de arquivo: TIFF. A regra é 72 dpi.com Página 67 de 249 . Fique tranquilo. As providencias posteriores serão abordadas logo mais. Em locais perto de praia. resolução de imagem para mídia eletrônica. Como ajustar a câmera digital antes de usá-la? De forma geral. comprimidos. moda e publicidade. Os tipos mais importantes e populares para a gravação dos arquivos são os formatos TIFF e JPEG. Os arquivos JPEG são mais compactos. programas para a manipulação de imagens mias complexos como o Adobe Photoshop e Lightroom. Cuidados com uma câmera digital Os cuidados que se deve ter com uma câmera digital são os mesmos que devemos ter com uma câmera convencional. que consomem maior quantidade de memória e devem ser usados em situações onde a qualidade deve ser preservada. É uma expressão importada das artes gráficas. Para quem está iniciando e quer efetuar manipulação básica em suas imagens.fotografia-dg. Devemos mantê-las em locais secos e ventilados (estojos de plástico ou couro devem ser evitados). já formatado pela câmera. basta procurá-lo no Google. podem ser compactas. Os arquivos TIFF são arquivos maiores. publicação de imagens na internet e 300 dpi para impressão em gráfica ou laboratório fotográfico. pontos por polegada. são aqueles que acompanham o manual de instruções de sua câmera. no seu tratamento e envio por meio da internet e custos de operação reduzidos. pois os valores em megapixel podem ser reais ou interpolados. para fotografia editorial. câmeras reflex profissionais. na fotografia digital é mais conveniente o uso da expressão ppi. qual a resolução recomendada. para a gravação das imagens são passos essenciais. É claro que esses instrumentos são delicados e devem ser manuseados com cuidado e atenção. os cuidados devem ser redobrados devido à maresia. pixels per inch ou pixel por polegada. e não devemos guardá-las por muito tempo com suas baterias. permitindo maiores possibilidades de correção em editores específicos de imagens. economizam espaços de memória e são suficientes para a maior parte dos usos de imagens digitais. Também podem ser utilizadas para fotografia cientifica ou criminalista. Quais programas a serem utilizados no computador? De forma geral. os programas que devem ser instalados no computador. JPEG e RAW? Os arquivos produzidos pelas câmeras podem ser formatados de diversos modos. prosumers. por ―programas proprietários‖ para tratamento de magens em Raw. isto é. Câmeras digitais e câmeras convencionais: conceitos e limitações As câmeras digitais obedecem basicamente os mesmos modelos das câmeras convencionais. e mais para frente. não são grandes as dificuldades na operação das câmeras digitais – na maioria das vezes leitura no manual do fabricante sem conhecimento prévio dos termos técnicos utilizados não são suficientes. Os arquivos RAW são importantes. A instalação das baterias e colocação de cartão. também conhecidos. Os arquivos RAW são os arquivos nativos do CCD ou CMOS que ainda não foram processados. pergunte antes.melhor é a qualidade da imagem. Agora cuidado. Embora alguns programas de edição de imagem utilizem também a expressão pixels por centímetro. Anuário 2010 • Fotografia DG www. para manipulação e finalização posterior. Caso pretenda fazer banners ou imprimir cartazes.

sensor que captura a luz e a transforma em informação digital. entre 100 e 400 o ruído é desprezível e não precisamos ter receio. no processamento da imagem ou ainda devido à baixa qualidade do sistema optico das cameras digitais Tamanho do cartão Com a chegada de cartões de memória com maior capacidade de armazenamento. Uma boa forma de localizar estes pontos é fotografar uma parede ou cartão branco. Na imagem interpolada. Os sensores full frame apresentam menor taxa de ruído. acaba aparecendo junto. os pontos escuros que aparecem são sujeira impregnadas no sensor. muito comum nas câmeras compactas. Ligue-a e use-a com frequência e mantenha a bateria sempre com carga. Estes pontos não causam prejuízo ao funcionamento da câmera. pixels extras são inseridos entre os pixels capturados. os produtos saem da fabrica com tempo de vida prédeterminado. Para melhor aproveitamento de sua imagem. gerando pontos pretos na imagem. mas devem ser removidos para que as fotos não fiquem com pontos indesejáveis. Outro fator que colabora com a produção de reuidos são ―dead pixels‖. Como se fosse imagem desenhada na areia úmida da praia. como a poluição da Cidade de São Paulo ou da Cidade do México. Recomendamos providenciar caixa de isopor com tampa. Isto acontece porque durante a foto ele fica exposto e carregado de grande quantidade de energia elétrica. A estes pixels extras são atribuídos valores de cor que estão entre aqueles que o rodeiam. Não deixe a câmera parada por muito tempo. ficamos tentados a adquiri-los pois podem carregar mais de 600 imagens em alta resolução. como no seu celular. Quanto menor o tamanho do sensor digital. Outra maneira de se produzir ruídos é a interpolação da imagem. Esta história de ―vou guardar para não gastar‖ não existe mais… O que é interpolação? Algumas câmeras aumentam o tamanho dos arquivos. se comparados aos sensores das câmeras compactas. a cortina abre e o CCD fica exposto sem estar energizado. o que o torna um ―imã‖ de pequenas poeiras. Quando acionado este modo o espelho se levanta. fixela mortos. Caso esteja fora de uso por muito tempo.fotografia-dg. Esta limpeza deverá ser efetuada pela assistência técnica de sua confiança. deixando a imagem gerada novamente limpa. Estes ruídos acabam por confundir o sensor e aparecem como centenas de pequenos pontos coloridos dando impressão de ―granulação‖ ou pouca definição. em local fresco e seco. ou ainda a granulação do filmes de alta sensibilidade. As assistencias tecnicas autorizadas possuem programas especificos para mover estes pontos preto para a borda da imagem. Percebe-se que o CCD está sujo quando aparecem pequenos pontos nas fotos digitais que estão sempre no mesmo lugar. Com o avanço da micro eletrônica. O que é efeito artifacting ? São ruidos e distorções da imagem causado por defeitos no sensor. na medida de sua câmera e lente.Altas e baixas temperaturas também danificam seu equipamento O mesmo ocorre em climas ou ambiente úmidos ou de PH ácido. O ruído é criado por sinais elétricos não desejados gerados por instabilidades do sensor de captura de imagem. antes desprezível. faça o corte enquanto estiver fotografando. Coloque a caixa tampada. Com o uso. Qulaquer corte posterior poderá comprometer a resolução de sua imagem. Para ISO acima deste o ruído pode ser mais perceptível. sobre uma prateleira aberta. maior a taxa de ruido. milhares de minúsculos pontos multicoloridos que aparecem na imagem e que não fazem parte daquilo que foi fotografado. com tudo dentro. Assim se consegue que a imagem fique maior sem aparente perda de qualidade. Isso acontece quando aumentamos muito o ISO na câmera. Quando se utiliza ISO baixo. é passivel de atrair grãos de poeira. por exemplo. Por fim. desprendendo assim a poeira acumulada. Alguns modelos possuem nos menus um modo de limpeza do CCD. O risco de descarregar muitas imagens num cartão apenas pode levar à perda de todas as fotos de uma viagem. o tamanho do sensor também influencia na formação de ruidos. Quando aumentamos o ISO amplificamos também a potência do sinal gerado pelo pixel e o ruído. sua durabilidade será abreviada. Anuário 2010 • Fotografia DG www. se submetidos ao uso regular. Ruído na imagem Entende-se por ruído na imagem digital. O CCD. algumas cecluas do sensor queimam.com Página 68 de 249 . utilizando uma técnica denominada interpolação.

na pratica é muito difícil verificar este grau de eficiência. recomendamos você adquira uma série de cartões entre 4 a 8 GB. cor ou contraste pode ser feitas depois sem que haja perigo de erro por pressa ou desconhecimento do fotógrafo. nem compactação. Arquivo RAW é útil? Os arquivos RAW são cópias das informações gravadas pela luz no CCD. lavagem de carros. Mantenha os cartões de memória livres de poeiras. Quanto maior o fator de compactação utilizado maior a perda de informação e a degradação da imagem. Como não recebem nenhum tipo de tratamento. normalmente ocupam grande espaço. sem nenhuma proteção. entre básica. a não ser que você esteja protegido dentro de um ambiente limpo e sem sujeira. A qualidade intermediária das câmeras. Mantenha os cartões em ambientes frescos. traz junto um CD com programas para processamento destas imagens e conversão para formatos de arquivos mais populares. usando artifícios de programação. Compactações sem perda de qualidade normalmente são pouco eficientes. podemos selecionar sua qualidade ou taxa de compressão. Alguns cuidados com o cartão Mantenha os cartões de memória bem longe de campos magnéticos. porque o ganho de qualidade se não é imperceptível. com banheiros. Alguns fotógrafos o colocam no bolso da camisa. O suor nos terminais poderá queimar o cartão e danificar seriamente sua câmera. entretanto. portanto podem ser processados a posteriormente. Além disto. Um ponto que gera bastante controvérsia é quanto ao descarregamento das imagens. A vantagem deste tipo de arquivo é que toda decisão de tratamento como aplicação de filtro como nitidez. alto-falantes etc. As compactações podem acarretar perda de qualidade ou não. Os fabricantes afirmam os cartões de memória tem uma vida útil estimada entre 300. Caso queira preservar suas imagens digitais.com Página 69 de 249 . não retire o cartão da câmera. podendo facilmente chegar a 40 megabites. utilize um editor de imagens. aparelhos de tv. pois a cada 6 meses os cartões costumam ser substituídos por outros. nuca no computador.000 e 1. corrompendo a demais imagens. permite uma qualidade um pouco maior.A forma mais comum de perder as imagens de um cartão é tentar retira-los enquanto a câmera está acessando as imagens (o que é mais comum) ou então por defeito de fabricação (mais raro). você estará reiniciando o sistema de arquivos a uma condição ideal de operação. Onde houver areia ou pó. como imãs. Só devemos utilizar nossas câmeras digitais em baixa qualidade se a imagem que estamos gerando realmente não tem compromisso. normal ou fina (padrão câmera digital Reflex Nikon) ou normal e fina (padrão câmera digital Reflex Canon) . está em torno de 50. Os contatos são extremamente sensíveis e podem ser facilmente danificados por pequenas partículas de sujeira. e respectivo tamanho. Os arquivos JPG são arquivos compactados. como o Photoshop. Este procedimento é melhor do que simplesmente excluir as imagens presentes no cartão. Qualidade do arquivo JPG? Quando usamos arquivos JPG. suficiente para uma boa impressão. Por vias de dúvidas. ou de ambiente umido. para nova utilização. Força em excesso pode danificar os contatos. ou seja. lavatórios. Insira os cartões de memória nas câmeras ou nos leitores de cartões com cuidado. A compactação do JPG acarreta perda de qualidade. Eles não sofrem tratamento posterior dentro da câmera e. Ao formatar. A realidade é que a maciça maioria dos fotógrafos não usa RAW.000 vezes. Fabricantes e puristas afirmam que um arquivo gerado primeiramente em RAW e depois tratado nos editores de imagem. não os deixe dentro do porta luvas de seu carro em um dia quente ou exposto ao sol.fotografia-dg. Guarde sempre os cartões de memória dentro de seus estojos de plástico sempre que não estiverem em uso. quando guardados ficam menores do que os arquivos abertos no computador. não os exponha a condições quentes ou úmidas imediatamente após sair de uma sala com ar-condicionado. formate o cartão pela sua câmera. por exemplo e converta-os para extensão TIFF ou PSD. Mantenha os cartões secos. ao invés de utilizar cartões mais pesados.000 de horas. de maior capacidade e menor custo. Após descarregar suas imagens. poderá danificar todo o sistema de arquivos do cartão. Toda câmera digital que produz arquivos RAW. RecomendaAnuário 2010 • Fotografia DG www. tem mais qualidade que um arquivo feito em JPG. Arquivos em jpeg se corropem com facilidade. pelo menos é bem próximo disto. já aquelas com perda de qualidade conseguem taxas de compactação maiores. Mas.000. Afirmam também a limitação de inserções do cartão.

defina o botão ON/OFF de redução da vibração para OFF  Os primeiros estabilizadores de imagem para reduzir o tremor surgiram no princípio dos anos 60. Dicas:   Defina o botão ON/OFF de redução do tremor para ON para ligar a redução de vibração. não são comprimidas. a superfície da imagem útil é ligeiramente menor que a superfície da imagem. os efeitos do tremor da câmera e possibilitam fotografar com a máquina na mão sob condições de luz um pouco mais precárias do se conseguiria sem ele. Quando a câmara se move. estabiliza a imagem antes de ser processada. chamado Steady Shot. Estabilizador de Imagem Digital É um sistema eletrônico que atua diretamente sobre a imagem obtida no sensor da câmara. problema que tanto aflige os usuários das compactas. o sistema estabilizador costuma estar localizado nas lentes. Os efeitos de redução da vibração podem variar dependendo das condições individuais e de disparo. O recurso. Já que a imagem completa do sensor é usada com a estabilização de imagem óptica. videocâmaras. binóculos e também em óculos. após tratados sejam também convertidos para extensão TIFF ou PSD. Alguns modelos de câmeras compactas mostram uma mãozinha. não se iluda: movimentos bruscos com a Anuário 2010 • Fotografia DG www. A focagem automática e a focagem manual. Para desativar a redução do tremor. Estabilizador de Imagem? Função: Ativar a redução do tremor da câmera permite fotografar com velocidades de obturador aproximadamente dois valores mais lento (de 1/60 para 1/15) sem que a qualidade final fique comprometida. Utilizado em várias câmaras fotográficas digitais. na horizontal ou na vertical. Estabilizador Mecânico para descolamento do CCD ou CMOS Comparável ao método anterior. Olympus.se que os arquivos Raw. alertando que a imagem poderá ficar tremida. nem corrompe com facilidade. permite o movimento do sensor CCD. Ricoh Caplio e Casio Exilim. São extensões mais pesadas. Estabilizador de Imagem Óptico É um sistema mecânico aparte da câmara que incorpora duas superfícies ópticas flutuantes paralelas ao interior da lente que atuam como um tipo de prisma flexível. Estes sistemas eram capazes de compensar ligeiramente a vibração da câmera fotográfica e os movimentos involuntários. com os que se podiam cancelar os movimentos não desejados mudando os elementos da lente em direção oposta. mas em vez de mover a lente move-se o sensor de imagem. o uso de estabilizadores de imagem se aplica em câmeras.fotografia-dg.com Página 70 de 249 . Porém. Isto altera o ângulo da luz que atravessa o prisma e envia a imagem ao sensor na direção oposta ao movimento que realiza a câmara. de fato. Hoje em dia. Sistemas comerciais famosos de estabilização óptica são esat IS. serão mais lentos porque a estabilização da câmara visível através do visor também está reduzido. As maiorias das câmeras Sony utilizam estabilizador óptico. mas no geral este sistema detecta a vibração do sensor e. Os fabricantes adotam diferentes tecnologias. os mais comuns são os seguintes. Fuji. O tremor da câmera é reduzido quando o botão de disparo do obturador é pressionado ligeiramente. incluindo Sony Alpha (herdado de Konica Minolta). por meio de processo mecânico. o movimento é eletronicamente detectado onde gera uma voltagem que faz mover as lentes. No caso das câmeras da Nikon e Canon. Por tanto. telescópios. não se obtém perda de qualidade da mesma. o enquadramento menor se desloca entre a área maior do sensor CCD tratando de compensar o movimento. Nikon VR e Panasonic Lumix (e Leica) Mega OIS O estabilizador óptico de imagens é um dos melhores recursos no combate a fotos tremidas causadas pelo eventual movimento da câmera durante o disparo. Estabilizadores ópticos eficientes minimizam. faz a compensação de seu movimento. Quando a câmara se move. Neste tipo de sistema. assim como enquadramento preciso do motivo. Estavam baseados em mecanismos controlados mediante giroscópios.

Uma vez transmitida a imagem25 do sensor para o processador. por conta do processador. Assim. a imagem será prejudicada pelo desfoque ou produção de ruídos. obrigando a aplicação de longas exposições. superior a 65 mil tons de cada cor.com Página 71 de 249 . que apresenta 16 bits de cor em cada canal. Recomenda-se desativa-los e adotar uso de tripé. o estabilizador não pode compensar mais o movimento e a imagem começa a se mover a deriva. 8 bits no G (verde) e 8 bits no B (azul). E conforme a luz ambiente reduz. mas é preciso lembrar que eles não fazem milagres. Para compensar isso o sensor capta a imagem em partes. Já as câmeras digitais reflex (DSLR) possuem a opção de ajuste desse espaço para Adobe RGB. dando um total de aproximadamente 282 trilhões de cores no total. tendo um total de 24 bits de cor em todos os canais o que representa um total de aproximadamente 16 milhões de cores. existe normalmente uma pequena demora enquanto a câmara trata inicialmente de compensar o movimento. porem temos que ver se o tamanho e a tecnologia do sensor digital em questão combinados com o tipo e precisão do processador nos deixa representá-las. Ainda que os dispositivos de estabilização sejam de grande ajuda para reduzir ou eliminar movimentos de câmara não desejados. atualmente as câmeras digitais costumam trabalhar com dois espaços de cor já bem reconhecidos e aceitos. O prazer de fotografar com a câmera na mão recebe forte apoio dos estabilizadores. Qualquer que seja o principio utilizado de estabilização. ou seja 8bits de cor no R (vermelho). Espaço de Cor ? Espaço de cor é quantas cores sua câmera é capaz de representar. o bom e velho tripé continua indispensável para preservar a nitidez das imagens. o que gera um leve ―desfoque‖ na imagem final. Parece muito não é. As câmeras digitais compactas populares trabalham com o espaço de cor sRGB que possui 8 bits de cor em cada canal.fotografia-dg. devido aos estabilizadores de imagem. quando a câmara se desloca intencionadamente de um lado a outro.câmera dificilmente serão compensados. e de fato é. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Na maioria das vezes o tremor da imagem é substituído por um leve desfoque. sendo assim temos em cada uma desses canais 256 tons. o sRGB (1953) e o Adobe RGB 1998). há de ter em conta algumas considerações na hora de realizar tomadas em movimento.

A Fotografia. Como linguagem. pode resultar num aprendizado sem fim. como também descobre outro tipo de visão. em dois volumes. Estas comprovam que a Fotografia não está limitada apenas ao seu referente. mesmo porque cada um de nós a concebe de modo distinto. A Fotografia é sempre uma imagem de algo. uma idéia. ela é o meio pelo qual as obras de arte. uma base. Esta está atrelada ao referente que atesta a sua existência e todo o processo histórico que o gerou. verbais ou visuais. Um simples e-mail ou a obra ―Guerra e Paz‖ de Tolstoi. por mais que se queira apreender essa realidade em toda a sua amplitude. são realizadas.com Página 72 de 249 . entre outras coisas. pode mentir provocar. que o seu passado não pode deixar de ser considerado. documentar um fato ou um fundamento técnico. alterando sua cor. um meio. a visão fotográfica. Enio Leite A Fotografia oferece uma série de atribuições. afinal? Por: Prof. como a indústria cultural. Embora a Fotografia gere obras que podem ser denominadas por arte. E toda a linguagem nada mais é do que um suporte. estético. por exemplo. esta subjetividade. que sustenta aquilo que realmente deve ser dito: a mensagem. qualquer tentativa técnica é inútil. e que o seu futuro também estará em jogo. divulgar uma visão de mundo ou simplesmente expor um conceito. novos sentidos conotativos e denotativos. mas sim surrealista. uma forma de arte. Um sistema de códigos. A mensagem é uma derivação de dois fatores: conotado e denotado. nativamente surreal.O que é a fotografia. A Fotografia não apenas prolonga a visão natural. passa a ter vida própria. Saber ler. a linguagem fotográfica é essencialmente metafórica. todos fotografam visando vários objetivos: recordar um momento de vida que passa. padrão técnico. Qual é a diferença entre o cachorro amigo e o amigo cachorro? Enquanto a primeira é descritiva. em absoluto. experiência de vida.fotografia-dg. cultural e intelectual de seu autor. novas cores. a sobrevivência de sua imagem está intimamente ligada á genialidade criativa. Ler uma Fotografia implica reconstituir no tempo um assunto. Contudo. ao contrário do que pensamos não é uma cópia fiel da realidade fotografada. derivá-lo no passado e conjugá-lo num futuro virtual. um instrumento visual de comunicação. a segunda já atribui um determinado valor metafórico. dotada de gramática própria. e então aquela coisa que não tinha a menor graça para quem as observa. Dr. Assim. por sua vez a distorce. ela ultrapassa-o na medida em que o seu tempo presente é reconstituído. A imagem fotográfica não é. Nadar Pierrot the Photographer 1854-55 E tudo aquilo que não é real ou análogo. estética e ética peculiar. A Fotografia antes de tudo é uma linguagem. chocar ou ainda proporcionar prazer estético. distinguir o detalhe do todo. Ou seja. luminosidade e a sensação de tridimensionalidade. A Fotografia não é realista. passa a estar a serviço das mitologias contemporâneas. Anuário 2010 • Fotografia DG www. para começo de conversa. Esta atribui novas formas. Isto porque a objetiva da câmara ―filtra‖ essa imagem e o filme ou o sensor digital.

mais calibrada nos tons tênues e mais adequada ao tema e tipo de imagem que produzem. (Luz Suave). Mas. teremos que efetuar estes ajustes básicos de calibragem de WB. maior contraste. vernizes. então. de qualquer forma. incapazes de registrar todo o universo de cores possíveis com as combinações de luz. Quem ainda não acredita. Os fabricantes. Dia Nublado. limão. a otimização de imagem ou estilo de imagem. só para eles. Dr. Tente comparar os resultados de uma mesma cena. Concluímos que todos atualmente são menos sensíveis a variação de químicos ou campo magnético dos sensores digitais. em relação á imagem colorida. Já as câmeras digitais apesar da tecnologia empregada em seus sensores ainda apresentam distorções cromáticas que só podem ser corrigidas no próprio menu ou posteriormente no Photoshop.fotografia-dg. Aproveite também. Flash . contraste forte.com Página 73 de 249 . AZUL. talvez por nunca ter pego uma foto e comparado lado a lado. O assunto era tratado como uma limitação da emulsão química dos materiais fotográficos. superfícies e tecidos brilhantes e mesmo as cores puras em tons apagados. Considerando que as diversas marcas de câmeras digitais DRSL disponíveis no mercado. conseguem obter melhor textura. Os fabricantes passaram então. é só experimentar a vasta gama de tipos. WB e EV. por outro lado. Apesar do esforço dos fabricantes em atenderem ―GREGOS & TROIANOS‖(Fotógrafos Amadores & Profissionais). efetuando bracketing de ISO. em P&B e COR! Comece pelos respectivos negativos. O fotógrafo se acostumou assim. temos um dado importante a considerar: Os filmes Pretos & Brancos. marrons. marcas e novos lançamentos do mercado. Para que possamos utilizá-las adequadamente em condições tropicais. além de compensar a péssima ótica das câmaras amadoras. a mais viva possível! Os profissionais.Cores Vavá Por: Prof. a pedrinha no sapato da fotografia colorida sempre foi a sua incapacidade de reproduzir bem alguns matizes Pastéis. foram calibradas em função das exigências do consumidor de seus respectivos países de origem. Estúdio e em todas as condições de luz possível. a caprichar no ajuste das emulsões para as quatro cores tidas como as mais fotografadas: VERMELHO. Anuário 2010 • Fotografia DG www. espaço de cores e outras configurações de menu. Sempre em modo manual. ficaria intrigado com o tamanho do desvio. As duas primeiras ferramentas simulam os perfis dos filmes fotógrafos profissionais para fins específicos. e experimente esse método alterando no menu de sua câmera. desenvolveram uma linha específica. efetue o seguinte teste: Fotografe várias situações: Sol Forte (Luz Dura). O negócio era ―Vender Cor‖. incluir qualquer uma delas em uma mesma cena. com o original fotografado! Se o fizesse. Enio Leite O sonho de ter um filme fotográfico colorido com capacidade de registro semelhante ao do olho humano ainda está um pouco mais longe do que realmente parece. nem de longe se aproximavam ao real. cor de madeira. durante seu processamento e alterações climáticas. onde clima é seco e temperado. Foi daí que surgiu o termo VAVÁ. foi essa festa de contraste e saturação prejudicava seus trabalhos. Inclui-las na sua imagem é certeza de ótimos resultados! De fato. Entretanto. cromos e em seguida pelas cópias em papel. as boas cores para a fotografia. rosa e laranja claros. VERDE e AMARELO. sentiram-se desagradados. e grande definição. o mistério continua: a fidelidade ás cores! Desde que surgiu na Alemanha em 1870. é certeza de saturação.

Literaturas e Leituras Fotográficas Por: Bruna Prado Capitulo: Eventos Sociais Nunca se ―viveu‖ tanto a fotografia como hoje. Também não deixei de fora a fotografia infantil que em muitos casos é o primeiro passo. ou porta de entrada para os profissionais desse segmento. muitos ainda se perguntam em como se aprofundar. guias de iluminação. nova comunicação. novas linguagens. novos profissionais. escolhi a Fotografia de Eventos Sociais.fotografia-dg. Os caminhos podem ser variados de acordo com os objetivos e a necessidade de cada um. Com base nas diversas opções de leitura atuais. marketing profissional. O ato de fotografar vem incorporado no dia-a-dia de cada. Já contamos com uma boa quantidade de livros escritos e traduzidos para o português (Figura 1). e que surgem cada vez mais em português. resolvi apostar em indicar referências de leitura no meu segundo artigo para a Fotografia DG. E esse ―boom‖ fotográfico já reflete claramente no mercado: são novos amadores. Muitas pessoas. novos equipamentos. Uma turma que vem se destacando por uma nova postura profissional e ousando em sua linguagem fotográfica. vide exemplo os nossos aparelhos celulares (móbiles) que instigam ―revelar‖ o mundo a qualquer momento. ―A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo‖ – Joseph Addison. retratos etc. Precisava optar por um segmento e. que abordam desde a produção fotográfica em si. Achei válido também disponibilizar as vídeo aulas (Figuras 2 e 3). após o experimento da fotografia. que caminho seguir e como seguir. Indiquei também literatura de assuntos próximos e que hoje também se tornam imprescindíveis para quem quer percorrer os caminhos da Fotografia Social (Figura 2): pós-produção. principalmente na área de casamentos. direção de modelos. no qual também atuo e que cresce aceleradamente em terras brasileiras e hoje já conta com um bom número de profissionais reconhecidos e premiados por esse mundo afora. Creio que a fotografia vem deixando de ser somente uma arte ou profissão para se tornar um bem comum ao comportamento humano. novas escolas. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Diante de tantas informações e novidades.com Página 74 de 249 . pósprodução e por ai vai. até as questões de mercado. estúdio. inclusive profissionais. não por mero acaso. diante de uma imensidão de fatos que vivenciamos diariamente. porém existe uma ―velha receita‖ que é sempre vencedora quando somada a outras opções para se adquirir conhecimento: Ler. estão se apaixonando e encontrando novos caminhos.

Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.com Página 75 de 249 .

fotografia-dg.Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 76 de 249 .

Figura 3 Onde encontrar: EDITORA PHOTOS: www. É fato.php?cat_id=1222 Capitulo: ABC da Fotografia Recebo muitos e-mails com perguntas sobre por onde começar. que a fotografia se incorporou no dia-a-dia de cada um.br IPHOTO EDITORA: www. orientações de equipamentos apropriados para iniciar o estudo básico da fotografia.br/site/index.br EDITORA EUROPA: www. é uma fonte constante de aprendizado. mas independente de qual seguir indico sempre carregar a leitura como aliada. Consequentemente as opções de literatura crescem na mesma proporção. seja por aparelhos celulares (móbiles) ou por máquinas digitais compactas cada vez mais acessíveis a grande massa. Os caminhos são muitos. que vão desde a história da fotografia.iphotoeditora. São diversos os livros e revistas disponíveis escritos e traduzidos para a Língua Portuguesa.com.com. prática avançada.editoraphotos. Para esse ―segmento‖ específico da literatura fotográfica não faltam opções. Anuário 2010 • Fotografia DG www. dentre outros. Volto a ressaltar toda modificação no perfil do ―público fotográfico‖ vem atravessando.fotografia-dg.com Página 77 de 249 .com. Os mercados de consumo se aquecem e os curiosos buscam aprimoramento.europanet.

com Página 78 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.

ressalto a Trilogia de Ansel Adams: A câmera. são publicações técnicas. a trilogia irá te levar a uma viagem no tempo para descobrir a fotografia em um período anterior a nossa ―Era Digital‖. Anuário 2010 • Fotografia DG www. O Negativo e A Cópia. mas precisas e completas. Escrita por um dos maiores Mestres da História da Fotografia.fotografia-dg.Dentre os livros indicados.com Página 79 de 249 .

temos a rosa ocupando mais da metade do frame. tendo percorrido toda a sua extensão. porém o seu centro aponta para o canto superior direito. Vamos a alguns exemplos: Na imagem ao lado. temos de encontrar uma forma de aquele objeto conduzir o olha do nosso leitor para a direita e vice-versa. Com a fotografia não é diferente. Caso houvesse algo importante por ali.com Página 80 de 249 . regras dos terços e ponto de ouro. Quando posicionamos um objeto do lado esquerdo da imagem. temos o arame que nos conduz até o pequeno pássaro do lado direito da imagem. Já na imagem da direita. estaria ―perdido‖ na imagem. sendo que este ―olhar‖ nos conduz de volta ao lado esquerdo da imagem. É muito importante sabermos como posicionar uma pessoa ou objeto em uma fotografia. De posse desta informação nós podemos encaminhar o olhar do ―leitor‖ da foto da esquerda para a direita dentro da mesma. Note como não prestamos atenção no que está a direita deste.fotografia-dg. como nosso olhar volta imediatamente para a esquerda. Anuário 2010 • Fotografia DG www. onde o olhar sai da foto. lemos um texto sempre da esquerda para a direita e de cima para baixo. mostrando qual foi a intenção do fotógrafo. nosso olhar entra pelo canto superior esquerdo. lemos estas da mesma forma. temos a haste da ponte que o conduz para a direita e abaixo e o piso da ponte termina de conduzir nosso olhar para o canto inferior direito.Melhorar suas fotos – Regras de composição Por: Hermes Cerelli Uma boa composição é o que difere uma boa fotografia de uma fotografia ruim. Sentido de leitura Na cultura ocidental. Neste post falaremos de sentido de leitura. o faz com que o olhar do leitor vá para aquela direção e saia da imagem logo em seguida. pois assim fazemos com que as pessoas olhem a imagem como um todo e não apenas uma parte desta. que está olhando para a esquerda. Nesta imagem (esquerda).

Fotos Horizontais x Verticais A decisão de qual formato devemos utilizar. damos o nome de pontos de ouro. Esta regra consiste em dividir o frame em terços horizontais e verticais como vemos na imagem. tirando as distrações e mostrando mais detalhes. colocamos nas interseções das linhas horizontais e verticais. Distribuindo os objetos através dos terços. a partir daí devemos decidir como queremos conduzir o olhar do nosso leitor e posicionar os objetos de forma a alcançar este objetivo e usar os pontos de ouro para destacar o que queremos. Vertical: Se o objetivo é fazer um retrato. À interseção das linhas dos terços. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Algumas câmeras compactas trazem sempre o recurso de mostar a grade da regra dos terços na tela do LCD. onde vamos destacar apenas o rosto da pessoa. vamos utilizar o formato vertical. Se for uma fotografia de corpo inteiro.Regra dos terços: A regra dos terços foi criada para que evitemos o tema das fotos extremamente centralizados e para que possamos distribui melhor as pessoas ou objetos dentro do frame da foto. Se for uma foto de meio corpo. Devemos lembrar que a leitura sempre começa no canto superior esquerdo. colocamos alí os olhos da pessoa. se for de corpo inteiro a cabeça. Se está pouco habituado a isto. Ao olhar para a cena e para o objeto fotografado. Tudo que queremos destacar. Sempre que formos fotografar um objeto vertical e o ambiente onde o mesmo está não é relevante. mas sim do que queremos mostrar na imagem. Se fizermos uma foto de close de rosto. chamarão grande atenção do leitor. onde o fundo não é importante devemos optar por uma fotografia também na vertical. posicionamos no ponto de ouro o centro do rosto. Esses pontos são pontos de grande interesse dos olhos humanos. já temos plena noção de como devemos posicionar a câmera. Caso seja fotos de objetos.fotografia-dg. o ideal é o que este objeto esta posicionado em um dos 4 pontos de ouro. se torna interessante a utilização deste formato. deixe sempre habilitado pois isto facilitará bastante o uso destas regras. criamos imagens mais dinâmicas e agradáveis de ler. Uma outra utilização para a fotografia vertical é quando em uma paisagem queremos passar a ideia de profundidade da cena. pois assim deixamos toda a atenção no rosto da pessoa.com Página 81 de 249 . pois assim deixamos a pessoa da foto em grande evidencia. não depende exclusivamente de nossa vontade. deixando a fotografia bem mais harmônica. sendo que os objetos que estiverem neste ponto.

Aqui. Conseguimos ainda mostrar um pouco de detalhes. nos afastando do mesmo. Geralmente. a decoração de uma sala. de mais espaço. Medianos e Fechados Planos Fechados: Utilizamos para dar destaque ao tema da fotografia. como por exemplo. para detalhes. retratos de rostos. etc. porque não inovar e fazer belas imagens utilizado a orientação ―errada‖? Planos Abertos. mostrar o altar durante um casamento. Por exemplo.Horizontal: Utilizamos a câmera na horizontal. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Para fotografar pessoas deitadas. mostramos muito ambiente.fotografia-dg. Muito utilizado para macro fotografia. sem perder o ambiente. se fotografarmos uma pessoa em uma praia e quisermos mostrar a paisagem. as lentes mais indicadas são as grande-angulares. o que estamos retratando ocupa praticamente todo o frame da foto. quando desejamos que o fundo seja parte integrante da fotografia. Quando temos mais de um ponto de interesse. bastando para isto nos aproximarmos do objeto. um vaso sobre uma mesa. utilizamos o plano aberto. neste formato temos uma sensação de amplitude.com Página 82 de 249 . um grupo de pessoas ou objetos. Fotografando uma paisagem ou um local. mas a mesa também é mostrada. Lembrando que isto são apenas dicas e não regras. Neste plano. utilizamos lentes teleobjetiva. mostrando mais do local. Planos Medianos: Este plano é utilizado para mostrar o tema da fotografia e um pouco do ambiente onde ele se encontra. por exemplo. vale lembrar que isto não é uma regra. Apesar de ter citado as lentes mais comuns para os tipos de planos. meia-tele e macro para este tipo de fotografia. assim como podemos fazer um plano aberto com uma tele. onde o centro das atenções é o vaso. As lentes normalmente utilizadas são as consideradas normais (50mm por exemplo) Planos Abertos: Neste tipo de enquadramento. pois é possível fazer uma foto de plano fechado com uma grande angular. Este formato é também muito utilizado para paisagens e fotos panorâmicas.

se torna objeto fundamental que chama atenção sem desequilibrar a imagem… Ela traz harmonia e vida à fotografia que seria apenas uma foto de paisagem senão estivesse ali. que até alguns modelos de câmeras você tem a possibilidade de ver ela no seu display para fotografar melhor. Resumindo ela conta uma história. E como melhorar o meu enquadramento? Existe uma regra muito simples. um fator determinante que distingue o fotógrafo profissional do amador entusiasta. que foi selecionada como a foto do dia no site fotodigital. Tente colocar o objeto que faz a diferença na imagem perto dos 4 pontos da regra dos terços e com tempo e muitas fotos depois vai perceber a evolução. Vou exemplificar usando uma foto que fiz em Ushuaia na Patagônia Argentina. E claro que não estou falando apenas de pessoas. o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada. Repare na pessoa que está filmando no canto direito da foto. que vão influenciar no resultado final. Em minha opinião. O que eu mais me preocupo quando estou fotografando é o enquadramento.fotografia-dg. Existem vários fatores… Mas vários. e posicionando nos pontos de cruzamento ou próximo a eles. Até cheguei ouvir de uma pessoa que me perguntou o que era aquele ―Jogo da velha‖ aparecendo na tela! Hahahahah… O que é a regra dos terços ou “Jogo da velha”? Rsrsrs… Divida a fotografia em 9 quadros. não faça aquelas clássicas fotos clichês com a pessoa no meio. tente treinar seus olhos para qualquer coisa. Vamos ver como ela ficaria sem o cinegrafista? Quando estiver de férias na praia e for fazer uma foto de uma pessoa e o mar ao fundo… Coloque a pessoa no canto esquerdo ou direito da imagem. com certeza vai notar a diferença.com no dia 31 de agosto e uma das selecionadas pela National Geographic América Latina. traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias.com Página 83 de 249 .Enquadramento – Regra dos terços Por: Lucas Amorelli Lógico que todos sabem que foto de impacto e que marca para sempre não é feita apenas apertando o botão e pronto. Anuário 2010 • Fotografia DG www. que se chama regra dos terços.

Repare que a foto está com seu objeto principal (a estrada) centralizada.com Página 84 de 249 . que leva ao centro da foto formando um ponto que leva os olhos involuntariamente. vocês vão entender melhor. que foi selecionada pela National Geographic América Latina. falei como usar a regra dos terços para compor melhor uma imagem. vou usar uma das minhas fotos da cidade de El Calafate. Espero que tenham gostado de mais essa dica! Anuário 2010 • Fotografia DG www. dando uma ideia de profundidade.fotografia-dg. Esse resultado é possível porque a estrada se fecha como se fosse um triângulo. a verde o centro horizontal da foto e a amarela exemplifica o triângulo que é formado pela estrada. Agora veremos como fazer isso sem usar essa regra que atravessa gerações e gerações de fotógrafos e sempre resulta em grandes imagens. formando um ponto no centro da imagem. Claro que para isso espero que tenham aprendido a regra dos terços. Esse enquadramento serve para dar impressão de profundidade à imagem. ela sempre irá puxar para o centro da foto. Não importa para que parte da fotografia você olhe. Como exemplo. As linhas vermelhas representam a regra dos terços. Nessa segunda imagem.Quebrando a regra dos terços Por: Lucas Amorelli Na primeira coluna. pois só assim poderão saber quando não usá la.

f/ 1. Caso tenhamos que reduzir a velocidade de 1/60. quanto maior o diâmetro da lente mais luminosa ela é. As velocidades de um obturador mais complexo. reduz-se sempre a metade a luz do numero anterior. aumentam ou diminuem em um sistema múltiplo de dois. Abrindo-se ou fechando-se o mesmo é possível controlar a luminosidade da lente. para 1/125.8 e f/ 4. é possível medir a característica de luminosidade de uma lente em relação à outra através do quociente ―distância focal / diâmetro da lente‖. dobramos a quantidade de luz por ela admitida. Abrindo o DIAFRAGMA de f/ 5. e assim por diante. Enio Leite Todo o fotógrafo no início de carreira tem muita dificuldade em compreender a escala de números f/. de f/5. e outras.8. e assim teremos uma imagem com a mesma gama de contraste. denominada ESCALA DE NÚMEROS f/. maior entrada de luz.8. Como estas duas grandezas variam inversamente uma em relação à outra. como f/2. porém pode ter sua característica de diâmetro alterada. pode-se estabelecer com precisão a relação entre a abertura do DIAFRAGMA. Quanto maior for o número. ou seja.4. Nessa escala.f/ 22.4. daí o termo abertura ser utilizado para medir esta característica da lente. Esta escala se apresenta da seguinte forma: f/1. ou seja. Desta forma. teremos que abrir o DIAFRAGMA em um ponto (+1). e quanto maior a distância focal menor a luminosidade da mesma. ou seja.f/ 32.f/ 16. f/ 2. Estes produtos são os números que aparecem na borda do diafragma e correspondem à grandeza a que é reduzida a superfície da abertura. f/ 2.0 pode proporcionar maior passagem de luz em relação a f/22 ? Vamos explicar estas dúvidas agora: A determinação da abertura do diafragma é feita por meio de uma nomenclatura própria. Por que um número baixo. menor será a quantidade de luz a ser transmitida pela objetiva. a área do circulo correspondente vai sendo reduzida. Os produtos dessas raízes são: f/1. Cada uma delas é o dobro da velocidade seguinte é a metade da anterior. em milímetros. A letra ‖ f ‖ minúscula é utilizada para representar este quociente: Onde:    f é o valor da abertura do diafragma obtido Distância focal é o comprimento da lente em questão A é o diâmetro da abertura da lente. geralmente variam de B até 1/8000s. Os números f/ correspondem a uma série de círculos decrescentes. e à medida que se abre.f/ 5. A maior abertura. que implicará em uma sub-exposição (-1).f/ 11.f/ 4.6 para f/4. Estas velocidades. Uma lente comum (exceto zoom) não pode ter sua característica de distância focal alterada. que são determinadas pelas mesmas bases.fotografia-dg. para o que temos que dividir o diâmetro do circulo maior pela raiz de 2.f/ 2. 1/125 ―é o dobro de tempo de 1/250″ e a metade de 1/60. através de um dispositivo denominado diafragma.6 para f/4. raiz de 8 é raiz de 16. por exemplo. A luminosidade de uma lente depende de seu diâmetro e de sua distância focal. corresponde ao 1.com Página 85 de 249 .4.f/ 8. mas representa o dobro em relação à f/2. esta área é dobrada. f/2. Anuário 2010 • Fotografia DG www.A abertura do diafragma – O mistério desvendado! Por: Prof. e menos luminosa a imagem se formará. ou tempos de exposição.6. À medida que se fecha o diafragma a sua área é reduzida pela metade. raiz de 4. Em cada posição sucessiva. Dr. Por quê? – Porque diminuímos pela metade o tempo de exposição. a abertura f/2 é a metade em relação à f/1. afim de ―parar‖ o movimento de uma pessoa caminhando.

com Página 86 de 249 .6 / 8 / 11 / 16 / 22 / 32 Onde. a área central (por onde passa a luz) de uma dada abertura tem metade do tamanho da área da abertura da esquerda e o dobro do tamanho da área da abertura da direita: Como a área pela qual passa a luz no diafragma é a de um circulo. Para obtermos uma abertura f „ com metade da área de uma dada abertura f .4. suas aberturas máximas nunca são 1. como F / D = f .Estas grandezas são medidas em milímetros. a abertura de uma lente pode ser representada pelo quociente da distância focal da lente pelo diâmetro da mesma. da esquerda para a direita. é necessário portanto dividir seu diâmetro por v2.0. Como o valor de v2 = 1. da esquerda para a direita. f „ será F / (D / v2) o que é o mesmo que F / 1 multiplicado por v2 / D . assim.0 e sim valores um pouco menores do que isto. o próximo valor será portanto 1 multiplicado por v2 . herdada do mundo fotográfico. o que deixa entrar metade da luz pelo seu orifício em relação a f = 1 . conclui-se que f „ = f multiplicado por v2 Considerando-se f = 1 como o valor máximo de abertura da lente (diafragma totalmente aberto).0 / 1. existe uma fórmula matemática (vide final deste item) que a relaciona com seu diâmetro: a área de um círculo dobra se seu diâmetro for multiplicado por v2 (raiz quadrada de 2) e fica dividida pela metade se o mesmo diâmetro for dividido também por v2.2. que é o valor do próximo número ‗ f ‗ (f-stop). ou seja. para uma determinada lente com distância focal fixa F. tem-se os valores da escala padrão de aberturas. ou seja. Conforme visto acima. no exemplo acima a abertura da lente de distância focal 100mm e diâmetro 50mm é indicada por ‖ f/2 ‖ Para facilitar o uso do diafragma. Existe uma convenção. A abertura máxima da lente (diafragma totalmente aberto) corresponde ao valor 1. onde. um exemplo de abertura para uma determinada lente é f = 100mm / 50mm o que resulta no valor f = 2.fotografia-dg. Assim. ou seja: f/ 1.4142135…. No entanto. se f = F / D . foram estabelecidos valores-padrão para suas aberturas em uma escala de pontos (f-stops). multiplicando-se cada valor de f por v2 . como f/1. A seguir. cada ponto significa metade da luz admitida pela lente em relação ao ponto anterior e vice-versa. a abertura pode ser indicada por f = F / D .4 / 2 / 2.8 / 4 / 5. F / D multiplicado por v2 . Assim. onde ‗ D ‗ é o diâmetro da abertura do diafragma (que pode ser considerado como o diâmetro da lente). sucessivamente. por exemplo. exemplificado no desenho abaixo: Anuário 2010 • Fotografia DG www. como as lentes possuem anéis ao seu redor para fixá-las à objetiva e outros elementos internos. chega-se em 1. onde a abertura ajustada em determinada lente é representada por ‖ f/x ‖ onde ‖ x ‖ é o próprio valor da abertura ‖ f ―. O desenho abaixo mostra uma sequência dessas aberturas. onde cada ponto corresponde a uma abertura do diafragma que deixa passar metade da luz do ponto antecessor e o dobro da luz do ponto sucessor.

duas lentes com mesmo diâmetro. 77 mm e 100 mm. 67 mm. Por outro lado. que também depende do material com que as mesmas são confeccionadas. 58mm. A abertura sempre trabalha em conjunto com a velocidade do obturador para obter-se a exposição correta da imagem. assim. mesma abertura máxima e mesma distância focal podem diferir (embora pouco) na característica luminosidade. porque depende da sua construção. e influi na luminosidade da lente.2 é mais luminosa do que uma lente cuja abertura máxima é 1. portanto de lente para lente. E. Quanto ao diâmetro. ainda. uma lente com abertura máxima 1. 72 mm. no segmento semi-profissional os mais comuns são: 52mm. ter a mesma abertura máxima não significa que as lentes sejam igualmente luminosas: entre duas lentes com mesma distância focal e abertura máxima 1.com Página 87 de 249 . 62 mm.fotografia-dg. Ambos vão determinar o EV = 0 da cena a ser fotografada. se a primeira tiver diâmetro maior do que a segunda é mais luminosa do que esta. Anuário 2010 • Fotografia DG www. para lentes de mesmo diâmetro e mesma distância focal (outro fator que influi na luminosidade).3.Esse valor de abertura máxima varia.8 . para lentes com diâmetros diferentes e mesma distância focal.

menos ―chapadas‖. Associando-se isto a utilização de lentes claras (2.fotografia-dg.…) conseguimos registrar tudo com maestria.8. Seguem algumas imagens feitas sem o uso do flash: Anuário 2010 • Fotografia DG www. enfim. retratando o momento exatamente como ele foi. sombras mais suaves. mostrando melhor a expressão das pessoas. a decoração inclui luzes cênicas que dão um toque de beleza a mais ao ambiente. ainda que seja muito bem ajustado e utilizado. estas são luzes que produzem um resultado muito mais natural que a luz do flash. 1. está cada vez mais fácil fotografar desta forma. O flash. normalmente imagens mais quentes e cheias de sentimentos. Claro que para podermos desligá-lo.com).Fotografando sem flash Por: Hermes Cerelli Quando somos contratados para fotografar um evento. A melhor forma para se registrar este tipo de situação. imagens com mais contraste. mas também conseguimos dar mais volume ao tema retratado. pois as câmeras permitem o uso de altos ISOs. Porém. Seus trabalhos dispensam comentários. mas tira um pouco da beleza da imagem. 1. temos uma luz mais natural. ou ate mesmo utilizar fontes de luz alternativa como led. Tente da próxima vez que for fotografar desligar o seu flash e fazer algumas imagens desta forma. conseguimos não somente registrar todas a luzes. luz de vídeo.marcusbell. em muitos momentos é necessário e ajuda muito. precisamos uma boa luz ambiente. cores.4. decoração. emoção. Na fotografia sem flash. Hoje. deixando as imagens mais bonitas. com o avanço da tecnologia. Existem vários fotógrafos de renome que estão cada vez menos utilizando flash como exemplo Marcus Bell (www. Garanto que você se surpreenderá com a qualidade e expressividade das imagens. Muitas das vezes. nosso contratante deseja que seja registrado todos os detalhes que estão por acontecer. etc. é fotografando sem a utilização do flash. tudo aquilo que compõe a cerimonia. Esses fotógrafos são chamados de available light shooters. Sem a utilização deste.8.com Página 88 de 249 .

formas. seu banheiro. Outro exercício que recomendo é o que fiz para a foto que ilustra este artigo. abridores de vinho. Constantemente pergunto para meus alunos o que eles fotografaram durante a semana entre uma aula e outra. se você cancelou o passeio com a família por que estava chovendo.fotografia-dg. escolha uns objetos e comece a fotografar.Já fotografou seu banheiro hoje? Por: Armando Vernaglia Jr Não sei se o que vou descrever a seguir acontece para todos os fotógrafos. quem sabe diante de monumentos impressionantes como o Coliseu ou a Torre Eiffel ou ainda diante de belezas naturais exuberantes de algum paraíso tropical distante. facas. em um estúdio sofisticado cheio de equipamentos e com pessoas famosas diante das lentes. e fazendo do comum uma arte. uma cena impactante. Assim como um banheiro. especialmente para todos que ainda estão no início de sua caminhada junto à fotografia. Sempre que recebo este tipo de resposta percebo que muitos fotógrafos ficam presos à ideia de que para fazer uma boa foto. objetos de cores e formas diferentes. Anuário 2010 • Fotografia DG www. líquidos. reflexos. ou ―planejei um passeio para fotografar um parque mas como choveu acabei não fazendo nenhuma foto‖. acabei não fotografando nada‖. ou ainda ―pensei. que dá título a este artigo: Já fotografou seu banheiro hoje? Isso mesmo que você leu. mas você precisa vê-las. Sempre que vejo este tipo de ideia lembro-me das fotos de Cartier Bresson fotografando qualquer pessoa em ruas e lugares para lá de comuns. seria necessário estar diante de um grande tema. Sendo assim. espátulas. algo criativo. uma cozinha é um ambiente absolutamente repleto de objetos. você também não será capaz de fazê-las mesmo diante de grandes monumentos ou fotografando gente famosa em um estúdio sofisticado. Nessas horas costumo sugerir um exercício. pensei. e de forma geral a resposta vem na forma de frases como: ―eu pretendia sair com minha família para uma praia mas como não fomos acabei não fotografando‖. colheres. pensei e não consegui imaginar nada de diferente para fotografar. exótica. diferente.com Página 89 de 249 . é um pequeno espaço recheado de coisas dignas de serem fotografadas. cores e brilhos interessantes. Qualquer coisa. Um banheiro é cheio de formas interessantes. Entre tantas outras frases semelhantes. se você não for capaz de fazer fotos interessantes dentro de seu banheiro. Acredite meu caro fotógrafo. uma daquelas que são interessantes o suficiente para sair mostrando para todo mundo. É como se só fossem possíveis grandes fotos em um safari na África. mas posso assegurar que é um fato frequente para a grande maioria. brilhos. mas que quase sempre ignoramos. garfos. Pegue qualquer uma das gavetas de sua cozinha e despeje o conteúdo sobre uma mesa. que tal adotar um desses exercícios e produzir fotos diferentes e criativas apenas com o que você tem em casa? Ou que tal criar lindos retratos de seus familiares apenas com a luz de uma janela? A fotografia está em todos os lugares. grandes fotos estão por aí.

Não importa com qual máquina você fotografa ou com qual software você edita suas imagens. É como ser desconectado do filme no instante em que essa identidade é alterada. Quando escrevi o título desse artigo não me referi à identidade como estilo fotográfico. Se o Photoshop é melhor ou não. Mas o que eu obtive foi um trabalho sem identidade alguma. Era surreal a facilidade como o programa fazia tudo muito rápido. O filme de Fernando Meirelles. Mas eu vou citar uma referência que serve perfeitamente para esse exemplo. Um ensaio propriamente dito. O importante é o resultado obtido com o equipamento e conhecimento que você tem. Se vai criar ou usar uma Action no Photoshop. Não tem nexo. Ao invés de usar os presets do Lightroom sem qualquer critério. use uma única para um determinado ensaio. no verdadeiro sentido da palavra. Se feito isso. Logo que o Lightroom 1 foi lançado eu o instalei e fiz exatamente isso. Se é um ensaio vintage. branco estourado e a predominância de cores frias. crie ou adote um como linguagem daquele trabalho. Me refiro aqui à identidade como trabalho fotográfico editado. Não passe o mouse por cima dos presets até chegar em um que agrade naquela determinada foto para então depois sair procurando outro preset para a próxima foto. sem ao menos ser avisado. ou qualquer outro tipo de trabalho que tenha um início.Identidade. meio e fim. Qual usar. Ensaio sobre a cegueira.fotografia-dg. o resultado que se tem é um carnaval. Eu poderia citar diversos fotógrafos que tem um excelente trabalho como referência. é um caso onde existe mais de um fotógrafo e mesmo assim o trabalho Página 90 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. Cito-os porque além de fazerem um trabalho fantástico. É como estar num mundo e de repente pular para outro. é preciso que ele tenha uma identidade. A sua fotografia tem? Por: Renato dPaula Photoshop. tem uma identidade visual muito forte. É preciso definir uma linguagem específica para o trabalho. Isso cada fotógrafo tem o seu. Nós fotógrafos somos contadores de histórias. Cuidado! Ver um ensaio sem identidade é como estar dirigindo em uma estrada num dia ensolarado e de repente tudo mudar para um dia nublado. Criada pelo diretor de fotografia César Charlone. Aperture. Quando vamos fazer um ensaio. Você define a dramaticidade que quer dar ao trabalho. Três principais softwares de edição de imagens. É ir do outono para a primavera. mantenha a edição com estilo vintage do início ao fim. baseado no romance do escritor português José Saramago. Já imaginou mudar essa identidade visual no meio do filme? Seria no mínimo estranho. o filme é caracterizado por tons dessaturados. O Coletivo Cia de Foto. Lightroom.com . também não quero entrar no mérito. Entraríamos no velho mérito da discussão Canon x Nikon. realmente não importa. E uma história é narrada também da forma como você a edita.

Já fotografo pensando em PB ou em um determinado tom de cores. um fotógrafo que edita o seu próprio trabalho também pode e deve conseguir. como me envolvo com a história e como me sinto no dia. a cobertura da festa do seu filho. e por aí vai. tenha um editor trabalhando com as fotos de forma homogênea. Quer PB. Se um coletivo consegue.final de um ensaio sai com uma única identidade. Foi quando ele me explicou em manter uma identidade visual no ensaio. desde que ambas tenham uma identidade. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Depende como vejo o trabalho. é preciso ter uma identidade única.com Página 91 de 249 . Quando em PB ou em cores. somente em cores ou somente em PB. Uma das integrantes do Cia de Foto é quem faz o tratamento de todas as fotos do ensaio realizado. Ela cria a identidade e essa é seguida do início ao fim. Jay era um verdadeiro ―rato‖ em saber como montar rapidamente um ensaio. Em minha opinião não vejo problema em alternar na edição de um casamento fotos coloridas e PB. Jay Colton. Analisando um dos meus ensaios. sempre com a mesma identidade visual. ou em qualquer outro trabalho que você tenha escolhido fazer.fotografia-dg. O casamento deve ser um trabalho coeso. Eu achava aquela foto em PB maravilhosa. Se você é um fotógrafo de casamento e administra outros fotógrafos e equipes. Em meus trabalhos autorais tenho adotado identidades únicas do início ao fim. Tudo isso reflete na edição e como vejo na hora de fotografar. Afinal. os mesmos tons. o mesmo contraste. faça do início ao fim. ele perguntou por que eu havia feito uma determinada foto em PB. Há dois anos fiz um workshop com o antigo editor de fotografia da Time magazine. independente de quem tenha fotografado. ninguém tem dois RGs. Um balde de água fria. Assim como um ensaio de noivos.

Trabalhar como assistente de fotógrafo é bem interessante para os que não se sentem totalmente preparados para seguir adiante. Com isso você conhecerá a base da fotografia além de formar noções de composição.. disparador. Durante essas etapas o fantasma da edição te assombrará. O primeiro passo é dominar a técnica: pode ser lendo.com Página 92 de 249 . o que fazer? Simples. Escolhido. publicidade. pixel. não segue um padrão. entender e repassar o sentido da luz nos seus registros. dominar e consequentemente obter um diploma para poder exercer a atividade. Câmeras em mãos. trabalhos. observação. mais equipada a máquina. exposição. perspectiva e então poderá escolher adequadamente a tão esperada câmera digital com lente intercambiável. afinal. intuição. e então você precisará pesquisar sobre os principais programas e ferramentas para aprimorar a imagem. Creio que seja a melhor forma de botar em prática o conhecimento e ainda criar aquela deliciosa expectativa do registro pós revelação. Explore a linguagem fotográfica. o mercado já está tão subdividido que as vezes surge uma dúvida entre mais de uma categoria. de cópias já estamos saturados! Inove. LER! Para a atividade não ficar entediante tente ir vinculando tudo que absorveu anteriormente com testes nas funções da máquina. saiba como prosseguir e admirar ainda mais o universo fotográfico sem ser apenas mais um indivíduo com uma máquina no pescoço. e agora. importância função… e isso bastasse. mas a tecnologia já é capaz de resolver muita coisa.fotografia-dg. e certamente você descobrirá diversas opções ao visitar alguns deles. distância focal. simbolismo e ideias que encaminham conceitos diretamente relacionados ao conjunto de técnicas fotográficas. conhecer. classificada como DSLR. obturador. moda. na fotografia não há esse filtro. Quando esses dois itens: estudo da técnica e conhecimento da máquina estiverem em harmonia é hora de partir para o desenvolvimento da sua identidade fotográfica. explorando fóruns. Hora de sair do automático! Independente do que o motivou a começar. procurando sempre ―evoluir‖ e ter o próprio senso. os termos atribuídos e fundamentais: ISO. compare os resultados. objetiva. tem que ter o equilíbrio entre a razão e a emoção. etc. Mais uma vez é hora de investigar as áreas que mais te agradam: fotojornalismo. Na minha concepção. nada melhor do que a vivência para abrir caminhos. Procure sempre usar o cérebro antes da máquina e boas fotos! Anuário 2010 • Fotografia DG www. entenda o registro. é quase que uma massagem no ego do individuo que mal sabe para que serve tanto botão e acessório. Alguns escolhem a máquina pela robustez e a exibem no pescoço como se atribuísse status. Manter no mesmo nível estudo. abertura.Do que um fotógrafo é composto Por: Mariana Simon Muitos ainda acham que basta ter uma câmera para se tornar um fotógrafo profissional. filtros. Quanto maior a objetiva. mais elevado fica o ser. solte a criatividade. pegar o manual e por mais chato que seja. ouse. Não dá para resumir a fotografia ao equipamento. reflexão. conversando com profissionais. A internet está repleta de tutoriais. A principal dúvida talvez seja ―quando posso me considerar um fotógrafo profissional?‖. Alguns começam errado mas sem intenção. parte-se então para um mergulho em uma linguagem fotográfica mais direcionada: autores. O próprio curso de graduação em fotografia é recente no mercado profissionalizante. tente detectar falhas. dicas… sempre absorvendo o necessário para desenvolver a sua própria identidade. diafragma. A receita não vem pronta. com flash. Depois de estudar essa parte eu aconselho um contato com uma câmera analógica e se possível com filme em preto-e-branco. O que não significa que toda fotografia deve ser alterada digitalmente. quando você for eficientemente capaz de visualizar. velocidade. documental. fazendo cursos. social. qualidade. compartilhar com profissionais e analisar as críticas sobretudo tentando visualizar uma adequação e também os elogios. Enquanto em algumas carreiras é imprescindível cursar. e acredite. entre muitos outros. não há nenhuma regra que estabeleça os parâmetros para se tornar um (bom) fotógrafo. sensibilidade. resolução. clarear as ideias. Fotografe. crie uma nova categoria.

caso contrário.000 K que fica coerente com a luz parasita proveniente do sol que não existia nesse momento e acabava por funcionar com luz de preenchimento do segundo plano. ganhar um dinheiro extra aprendendo na prática com a responsabilidade de um trabalho real. tudo parecia uma tragédia e eu disse-lhes que adorava aquela luz porque conseguia controlar os pormenores das altas luzes (vem dai a textura do chapéu) ao contrário do que acontece com o céu aberto e que iríamos construir juntos uma luz de verão autêntica. Esse foi um trabalho feito recentemente para uma marca Ursula Hjordie de beachwear e o tempo estava chuvoso.fotografia-dg.com Página 93 de 249 . mas. construí a iluminação de forma a poder ficar coerente com o que faríamos caso a chuva desse uma trégua no dia seguinte … e foi o que aconteceu como mostra esta foto feita em condições mais fáceis com o sol bombando sobre nossas cabeças. hahaha! E aí está nosso trabalho de equipe com uma cabeça de flash do lado direito que cria esses brilhos (altas luzes) com +2 de sobrexposição em relação â luz de enchimento que está apontada na mesma direção do enquadramento e com um refletor dourado ao lado esquerdo criando um tom mais warm na casa dos 4. podem acreditar … … eu juro!!! Como sempre faço para motivar os talentos fotográficos que vou encontrando em minhas turmas de formação. temos que cumprir objetivos com o cliente.Criando um estúdio a céu aberto em tempo nublado Por: Fernando Bagnola Nesta nova coluna resolvi abordar um assunto que julgo ser importante para quebrar o tabú de que só se faz fotografia se houver luz… logicamente. sempre é melhor que assim seja. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Quando chegamos até a locação. convidei 4 dos meus melhores alunos do IPF para serem meus assistentes e pudessem. o prejuízo será no bolso dele e assim perdemos uma chance fantástica de mostrar a nossa capacidade técnica e criativa diante de um desafio profissional. chovia. assim. não acreditem nisso!!! Como a produção era realmente grande e a previsão de duração era de 3 dias inteiros. Há alguns fotógrafos da era digital que defendem que ―fotômetro/flashmeter‖ é algo do passado e usam o histograma da câmera como referência… cuidado.

CEP: 40070-100 Tel: (71) 3117-6064 – (71) 3117-6064 Fax: (71) 3328-3940 Brasília – DF BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA DE BRASÍLIA Maria da Conceição Moreira Salles Av. da Biblioteca Nacional. Para cada fotografia a ser registrada é necessário preencher requerimento e anexar cópia xerografada do RG. em qualquer tamanho. s/nº Brasília – CEP: 70350-580 Tel: (61) 3244-1361 – (61) 3244-1361 Fax: (61) 3443-3163 Espírito Santo – ES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Av . 27 ? 3º andar Barris – Salvador. Esta documentação poderá ser encaminhada pelo correio à sede da EDA ou para os postos estaduais nos seguintes endereços: Postos Estaduais EDA Amapá – AP BIBLIOTECA ESTADUAL ELCY LACERDA Rua São José. 514 Goiabeiras – Campus Universitário ? Vitória. comprovante de residência do requerente e pagamento de taxa de R$ 20.gov.br Av. MA CEP: 65020-480 Tel: (98) 3218-9961 – (98) 3218-9961 E-mail: datbpbl@cultura.Fernando Ferrari.com Página 94 de 249 . Fotógrafos brasileiros ainda não têm o hábito de registrar suas obras no Escritório do Direito Autoral (EDA). Beira Rio 3100 Mato Grosso Unic – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ Grande Terceiro – Cuiabá. 3W Sul – EQS 506/507.Direito Autoral – Registro de Fotografia Por: Prof. CEP: 29060-900 Tel: (27) 3335-2370 – (27) 3335-2370 – (27). CEP: 68900-110 Tel: (96) 3212-5119 – (96) 3212-5119 – (96) 32125239 Bahia – BA BIBLIOTECA PÚBLICA DA BAHIA Rua General Labatut. Dr. 1800 Bairro Central – Macapá. recibo original do pagamento e copia da fotografia a ser registrada que poderá ser inédita ou não. Principalmente quando não dispomos mais do filme negativo para atestar a origem da imagem propriamente dita. via Guia de Recolhimento da União (GRU). no Rio de Janeiro tem área especializada para registro de produção fotográfica. 33352375 / Fax: (27) 3335-2378 Maranhão – MA BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE Praça do Panteon s/n Centro – São Luis.fotografia-dg. Enio Leite A Fundação Biblioteca Nacional.00. CPF.ma. CEP: 78065-700 Tel: (65) 3363-1179 – (65) 3363-1179 Fax: (65) 3363-1176 Anuário 2010 • Fotografia DG www.

32311590 / Fax: (48) 3334-6000 São Paulo – SP Rua General Julio Marcondes Salgado. 32017000 (Geral) Paraná – PR BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ Rua Cândido Lopes. Para maiores informações consulte o site www.Pará – PA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Av. esclarece o técnico. Tel 55 21 3095 3879. a lei 9610/98. Tel: (11) 3825-5249 – (11) 3825-5249 Segundo o especialista em direitos autorais. O registro assegura uma anterioridade de autoria. 234 Campos Elíseos – São Paulo. 133 Centro – Curitiba. Na prática são raríssimos os casos de fotografias registradas. CEP: 59020-030 Tel: (84) 3232-9746 – (84) 3232-9746 Fax: (84) 3232-9724 CATARINA Santa Catarina – SC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA Av. s/nº Bairro Santo Amaro – Recife. confirma o responsável técnico do EDA. Paulo Gomes de Oliveira Filho. não exige o registro da obra nos casos de reivindicação de autoria. geralmente para fotografia fine art. Estando com toda a documentação em ordem o EDA tem o prazo de até 30 dias. contados a partir do recebimento da notificação. Anuário 2010 • Fotografia DG www. 22620017 / Fax (21) 2240-9179 Rio Grande do Norte – RN Biblioteca Câmara Cascudo Rua Potengi. CEP: 01201-020 Horário de atendimento de 10:00 às 16:00 horas. CEP: 80020-901 Tel: (41) 3221-4900 – (41) 3221-4900 Fax: (41) 3224-0575 – (41) 225-6883 Pernambuco – PE Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco Rua João Lira.bn. CEP: 66075-900 Tel: (91) 3201-7258 – (91) 3201-7258 – (91). Av Rio Branco 219 Rio de Janeiro. nº 1 Guamá – Belém. 34238446 / Fax: (81) 3221-3716 Rio de Janeiro – RJ (SEDE) Escritório de Direitos Autorais Rua da Imprensa. Madre Boaventura. Fax 55 21 3095 3811 ou nos escritórios regionais mais próximo de sua cidade.com Página 95 de 249 .br Fundação Biblioteca Nacional. Augusto Corrêa.fotografia-dg. CEP: 88035-001 Tel: (48) 3321 8020 – (48) 3321 8020 – (48). 2007 Itacorubi – Florianópolis. CEP: 50050-550 Tel: (81) 3221-3716 – (81) 3221-3716 – (81). mas não é constitutivo de direito. Jaury Nepomuceno de Oliveira. CEP 20040-008. 535 Petrópolis – Natal. pelo requerente. 16/12º andar – sala 1205 Castelo – Rio de Janeiro – 20030-120 Tel (21) 2220-0039 – (21) 2220-0039 – (21).

mas como era uma peça original. são precauções que ajudam a preservar a autenticidade da obra fotográfica. tangível ou intangível. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro. projetos ou conceitos matemáticos. agendas e outros. seu registro foi concedido‖. decretos. sistemas. nunca publicar o original na íntegra. planos ou regras para realizar atos mentais. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. tais como: VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia.com Página 96 de 249 . lembrando um caso que passou pelas suas mãos. Editar imagens com metadados. ideias. esquemas. procedimentos normativos.fotografia-dg. ―Na decada de 90 foi criado um calendário lunar muito diferente e original. Aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas obras. 18. comenta o advogado Paulo Gomes. É com base nessas restrições que o layout de um álbum compósito.610 19/02/98 Art. Anuário 2010 • Fotografia DG www. calendários. leis. não pode ser registrado. textos de tratados ou convenções. mas efetuar corte do mesmo e assinatura commarca d‘agua. Normalmente não é possível registrar um calendário. não estão protegidas pela lei. Outra saída é fotografar sempre em formato RAW e preservar backup dos originais. ―A não ser que fosse algo excepcionalmente diferente e personalizado. O que prevê a lei do direito autoral N° 9. Capítulo III Do Registro das Obras Intelectuais Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito. decisões judiciais e atos oficiais. formulários em branco para serem preenchidos com qualquer tipo de informação. por exemplo. métodos. Paulo ainda conta que os pedidos de autoria mais solicitados são: para desenhos e personagens de campanhas publicitárias.O que está protegido De acordo com a Lei do Direito Autoral. jogos ou negócios. regulamentos. conhecido ou que se invente no futuro. e ainda assim deve ser submetido a um perito‖.

além da corrosão. a fotografia tem sido utilizada como instrumento para a memória: um minúsculo recorte do tempo e do espaço que. hoje. Imagens fotográficas. registrado através da luz. podem desaparecer rapidamente das prateleiras das lojas fotográficas. se não preservarmos essa imagem ela desaparecerá. com seus fungos corroendo a história da vida privada de famílias em todo o planeta. É claro que os fabricantes asseguram que um CD durará no mínimo 10 anos ou mais. produzindo mofo e descolando a camada em alumínio ou material equivalente destas mídias. se mantidos sob condições normais. começa a ganhar lugar também nas maletas fotográficas e nos arquivos pessoais de todos aqueles que adoram fotografar.Preservação fotográfica Digital Por: Prof. voltados para o mercado. deixando milhões de arquivos presos em um formato incompatível. agora. como efêmera que é. Como fazer para que milhões de imagens produzidas todos os anos não se percam? Como protegê-las da ação do tempo e garantir que elas continuem a comunicar ao longo de outras gerações? Desde o início da fotografia digital esse debate se tornou fundamental dentro dos centros de documentação e museus e. Se uma imagem. colocando novos desafios para a preservação. Para muitos fotógrafos. ainda. ―O que se guarda acaba Anuário 2010 • Fotografia DG www. Além da restauração. Há também alguns tipos de fungo que se alimentam do adesivo aplicado nestas camadas. Preservação Preventiva Há a necessidade da preservação preventiva: que o próprio fotógrafo selecione e organize periodicamente suas imagens. a película fotográfica ainda é o meio mais seguro de conservação de uma imagem. A fotografia digital também se mostra frágil. Porém. Dr.fotografia-dg. poderá ser perpetuado por séculos. existe um problema tecnológico: as indústrias estão produzindo cada vez menos papel fotográfico. a incerteza quanto ao tempo de vida dos suportes tecnológicos que. Enio Leite Desde sua invenção. Durante anos a chamada síndrome do vinagre foi a grande vilã que deteriorou quilômetros de rolos de filmes e papeis fotográficos. Fungos encontrados em CDs e DVDs O papel fotográfico ainda é o meio mais seguro de conservação de uma imagem. filmes e outras informações estocadas digitalmente em Cds ou Dvds ou podem não estar tão seguros como os consumidores acreditam.com Página 97 de 249 . Tais condições são totalmente adversas em climas tropicais como o nosso onde a umidade e alta temperatura são imperativas. estraga muitas vezes você não pode fazer outra. existe a questão do material. Ressaltamos. mantendo-as atualizadas com as mudanças tecnológicas. Porém.

e se liga com os cristais de prata. é preciso sempre migrar os arquivos para a tecnologia mais recente. Nossa sugestão é a de que cada fotógrafo.44 Mb. dentro de suas necessidades. o defeito é tão pequeno. A questão da velocidade com que novas tecnologias são colocadas e retiradas no mercado e como esta rapidez é um dos principais fatores de risco para a perda da memória fotográfica. favorecendo a proliferação de fungos devido ao ácido acético residual da revelação. parte daquela trilha não será ouvida. uma mais baixa – para facilitar o acesso – e uma alta. dê um nome e mande encadernar com capa dura. CD. faça um foto livro por ano. Ou ampliar suas fotos em papel fotográfico tamanho 20 x 30 cm. partes da imagem terminam cobertas por esse fungo e são corroídas por ele. A imagem digital é uma sequência de números binários. amador ou profissional. com a fotografia digital. para impedir que aquilo que é realmente importante se perca junto com todo o resto.fotografia-dg. As colas e adesivos tendem a ser ácidos e corroem o papel fotográfico com muita facilidade. como já ocorreu com as disquetes 1. seria fundamental uma seleção periódica. pelo menos a cada 6 meses. portanto. A questão não é apenas o quê guardar. de se produzir grande quantidade de imagens. Centros de Memória Iconográfica O padrão utilizado e recomendado pelos centros de memória ainda é o formato TIFF. E gerar novos backups. Às vezes. podendo ser aberto em qualquer versão do mesmo A idéia proposta foi a de se salvar imagens com duas resoluções diferentes. destinada a um arquivo permanente. portanto o produto desta equação poderá estar parcialmente corrompido ou totalmente inviabilizado. evitando que eles fiquem presos em um suporte obsoleto. escolhendo as fotografias que mais lhe significam: ―monte. mas como guardar. Ponto comum para todas as fotografias. Temperaturas altas também afetam midias como pendrives. A questão é que se um CD de áudio estiver parcialmente danificado. Ele pode expor a ampliação fotográfica à umidade e às altas temperaturas. Por isso. Um minúsculo ponto de bolor já bem desenvolvido e devida enraizado poderá provocar esta corruptela. A história nos ensina que a melhor maneira de se preservar imagens é ampliando-as em laboratório fotográfico. A preservação preventiva é fundamental para minimizar os fatores da degradação do material. que permita sempre revê-las. principalmente diante da possibilidade. Sempre haverá um scanner de ultima geração pronto apara digitá-las novamente. que apenas compositores como Mozart ou Chopin iriam notar algo diferente. Assim. escreva legendas. DVDs e ainda o próprio HD. Mantenha as copia em álbuns presas com cantoneiras sem o uso de cola. Pequenos sulcos ou riscos no CD ou DVD poderão inviabilizar a reprodução de imagens gravadas.tornando-se a nossa história e o que não é guardado se perde e é apagado de nossas memórias. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Síndrome do vinagre Esse nome lhe é atribuído pelo forte odor de vinagre gerado pela reprodução de fungos nas películas fotográficas de acetato. Há quem prefira o formato PSD proprietário do Photshop. é a preocupação com a vida dos arquivos: cada um deve criar um sistema próprio de catalogação de suas imagens. precisamos escolher o que queremos guardar. que permanece na película do papel.com Página 98 de 249 . O processo ocorre por causa do acondicionamento inadequado. por processo químico. cartões dé memória. Para evitá-la. Pronto: você terá uma prática forma de guardar vivas suas memórias. pois apenas com a constante revisitação é que a memória permanece viva. Pesquisadores utilizam alguns de família para fazerem reconstituição de épocas. Isto lembra as velhas discussões sobre discos de vinil e suas agulhas.

07 – Não retire o cartão da câmera muito cedo – é importante não tirar o cartão da câmera enquanto a luz vermelha de leitura estiver acesa. certifique-se de apagar as imagens do cartão apenas depois de fazer múltiplos backups. queda. pode-se atingir esta estimativa de vida de um cartão. o ideal é que se tenha um sistema para diferenciar os cartões cheios dos vazios. se bem conservado. etc. Isso economiza tempo durante a sessão fotográfica. Isso se torna mais importante quando estamos usando cartões de baixa capacidade em uma câmera de grande resolução. ou um trabalho profissional. 06 – Não apague fotos na câmera – prefira cartões de alta capacidade e deixe para apagar fotos no computador. raios X de aeroportos. Espere todos os processos de gravação e leitura estarem terminados. maresia. Sem falar que você não desperdiça carga de bateria da câmera para transferir as fotos e se a bateria acaba no meio da transferência existe o perigo de corromper os arquivos. poeira. Certifique-se que a memória está bem seca antes de colocar em qualquer aparelho eletrônico. segundo seus fabricantes é de 8 a 10 anos. 04 – Organize seus cartões – no caso de fotógrafos profissionais que se utilizam de vários cartões de memória em um trabalho. Isso vai de encontro ao indicado no ítem 02. enquanto o fabricante ajusta e afina a tecnologia do seu produto. 09 – Backup primeiro – se as fotos são importantes para você.10 Dicas sobre cartões de memória Por: Prof. Espere mais um pouco. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Após a formatação do cartão.com Página 99 de 249 . Enio Leite O tempo médio de vida de um cartão de memória. 05 – Utilize um leitor de cartão – É mais prático e mais rápido. 02 – Preste atenção na quantidade de fotos que cabem em seu cartão – Imagens podem ser corrompidas quando você tenta fotografar com um cartão de memória cheio. Dr. a possibilidade de recuperação do trabalho perdido é muito grande. 03 – Use softwares de Recuperação – se formatar um cartão acidentalmente ou apagar uma imagem. 08 – Não entre em pânico – se o seu cartão de memória se molhar. retireo da câmera e use um software de recuperação de imagens. As memórias flash são de estado sólido e sem partes móveis.fotografia-dg. 10 – Nunca compre o ultimo lançamento de cartão de memoria – São muito caros e podem não ser 100% seguros. não entre em desespero. A seguir alguns conselhos úteis: 01 – Formate o cartão na câmera – Formate sempre o cartão na câmera e nunca pelo computador. após a transferencia dos arquivos. Isso facilita o alinhamento do cartão com a câmera. para não correr o risco de danificar alguma imagem. gases. livre de umidade. altas e baixas temperaturas.

com Página 100 de 249 .fotografia-dg.Anuário 2010 • Fotografia DG www.

Neste ano acompanhou uma delegação oficial do governo em viagem ao centro do Brasil. realizou. decidiu se dedicar à fotografia. Com a vitória no Prêmio Deutsch. De volta a São Paulo em 1948. 20 de julho de 1873 ) Área de Atuação: Inventor Biografia: Santos Dumont projetou. destacou-se como pintora. Alberto Santos Dumont Data Nascimento: (Palmira. sem a necessidade de uma rampa para lançamento. arte e cultura. Convidada pelo professor Pietro Maria Bardi. por uma decolagem ocorrida em 17 de dezembro de 1903 no Flyer – na verdade. 1920 Área de atuação: Foto Documental. e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando vôo por seus próprios meios.com Página 101 de 249 . diante de uma multidão de testemunhas. abandonou a profissão em 1948 para se dedicar à crítica de arte e ao estudo da filosofia da natureza e da ciência. em Paris. em 12 de novembro. em Albuquerque e na Art Student‘s League. Artista plástica e fotógrafa estudaram pintura com Paulo Rossi Osíris. Formou-se em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1976) e obteve o título de Mestre (1982) e Doutor (1994) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas. participando de inúmeras exposições nacionais e internacionais. colaborou com publicações especializadas em ciências. Ensaísta. Dr. percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros com o Oiseau de Proie III. e por isso. É também autora de ensaios e livros sobre artistas brasileiros. em 1953 e 1954. Aldo Bonadei. ele também foi. transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX. quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6. uma ampla campanha fotográfica sobre o cotidiano na cidade de São Paulo. Apesar de a maioria dos países do mundo considerar os Irmãos Wright como os inventores do avião. Nos anos 50 foi fotógrafa oficial da revista Habitate. Enio Leite Alair de Oliveira Gomes Data Nascimento: Valença. Em 23 de outubro de 1906. Esses voos foram os primeiros homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar. um motoplanador – o 14-Bis teve uma decolagem auto-propulsada. gravurista e aquarelista. Estados Unidos. No campo da fotografia atuou a partir de 1960. ele voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de proie‘ (francês para ―ave de rapina‖). construiu e voou os primeiros balões dirigíveis autênticos. para a qual fotografou arquitetura e obras de arte. no Campo de Bagatelle. Foi professor visitante de Filosofia da Ciência na Universidade de Yale. Foi coordenador da área de fotografia e professor de Fotografia e Cinema da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Alice Bill Nascimento: Colônia. Anuário 2010 • Fotografia DG www. 1921 Área de Atuação: Nú Biografia: Formado em Engenharia Civil e Elétrica em 1944 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. desenvolvendo basicamente dois temas: o carnaval e o corpo masculino. diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. jornalistas e populares. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901. portanto. Menos de um mês depois. RJ.fotografia-dg. Yolanda Mohalyi e o Grupo Santo Helena.Fotógrafos brasileiros mais consagrados Por: Prof. fotografando os índios Carajás da Ilha do Bananal. Desde os anos 50. Santos Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina. Rio de Janeiro. Santos Dumont é considerado no Brasil como o ―Pai da Aviação‖. Em 1946 freqüentou os cursos de pintura e fotografia na University of New Mexico. Alemanha. em Nova York. entre 1977 e 1979. Fotojornalismo Biografia: Chegou ao Brasil em 1934. em 1962 e 1963.

Seu trabalho presente em várias galerias e museus em vários países tornou-se reverencia nacional e fonte de inspiração para novos fotógrafos. Araquém Alcântara é o primeiro fotógrafo a documentar todos os parques nacionais brasileiros. como forma de expressão.Em 1911 registra cenas do carnaval carioca. pela prefeitura. Aluno da Escola Focus de Fotografia durante a decada de 80. Fotografia de Natureza Biografia: Um dos percussores da fotografia de natureza no Brasil e considerado o mais importante fotógrafo dessa especialidade em atuação no país. MG.com Página 102 de 249 . Também produziu uma edição especial. Malta permanece na prefeitura mesmo depois da gestão de Pereira Passos e. Augusto César Malta de Campos Data Nascimento: 1864 em Paulo Afonso. 1966 Área de atuação: Foto autoral Biografia: O interesse pela pintura e o desenho o levam à fotografia. para a revista National Geographic. A partir desta experiência funda em 1995 a ImageMagica. Torna-se foto-documentarista registrando diferentes povos na América. 32 nacionais. 75 exposições individuais e reportagens para publicações nacionais e estrangeiras.fotografia-dg. fotografando os trabalhadores das pedreiras e a sociedade que ali vive. com a participação dos pacientes e profissionais da área. na Praça da República. oferece à família Passos inúmeras fotos. tornando-se o primeiro foto jornalista brasileiro. o vendedor de tecidos por amostras e fotógrafo amador Augusto Malta foi contratado pelo prefeito Pereira Passos para registrar em imagens as transformações que passaria o Rio de Janeiro.André François Data Nascimento: São Paulo. seja de caráter particular ou da cidade. Que Paris seja aqui! O chamado afrancesamento que Pereira Passos praticou nas ruas da cidade culminou com a organização. Área de Atuação: Eventos Biografia: Em 1903. Em sua vasta produção constam 39 livros sobre temas ambientais. Europa e África. Desde então. o livro de fotografia mais vendido no país. Em 1992 passa um período em São Thomé das Letras. série anual de desfiles de inspiração requintadamente européia. acompanhou o prefeito por toda a cidade fornecendo à prefeitura cenas urbanas de antes e depois do famoso ―bota abaixo‖. Realizado pela primeira vez em 15/08/1903. da Batalha de Flores. Anuário 2010 • Fotografia DG www. intitulada Bichos do Brasil. sempre muito ligado ao ex-prefeito. Araquém Alcântara Nascimento: São Paulo-SP. Terra Brasil. podemos dizer que nas três primeiras décadas do século XX a vida carioca foi documentada pela câmera de Augusto Malta. em 1982. como colaborador. Autor de. SP. Focalizando também os tipos e festas do Rio de Janeiro. Premiado em 1º lugar na categoria Comunicação e Saúde da III Conferência Latino-Americana de Promoção e Educação para a Saúde e é finalista do Prêmio Empreendedor Social da Fundação Schwab (2006). A partir de 2005 empreende uma documentação sobre a medicina em cerca de 20 hospitais do país. Alagoas . organização que atua em escolas e industrias com o objetivo de propagar a fotografia como meio de conhecimento. cinco prêmios internacionais. 1951 Área de atuação: Fotografia Documental.

fotografia-dg. Em 1978. Fotografou as atividades do Departamento de Cultura e. 1910 Área de Atuação: Foto Documental Biografia: Com 10 anos mudou-se para Paris e iniciou aprendizado com o tio José Ferreira Guimarães. Em 1974. o Túnel da Avenida 9 de Julho e a abertura da Avenida Rebouças. De volta ao Brasil. Foi crítico de cinema no jornal O Estado de S. Man Ray – e do cinema. Máquinas e Metais. em 1996. É professora de fotografia na Faculdade Santa Marcelina e nas Faculdades Integradas Rio Branco. Morou em Nova Iorque entre 1976 e 1996. Claudio Edinger Data Nascimento: Rio de Janeiro. fazendo algumas revistas técnicas da Editora Abril. A partir de 1923 continuou o aprendizado no Estúdio Reutlinger. Em 1982 mudou-se para Nova Iorque. Foi responsável por vários ensaios para a Playboy e diversas capas e editoriais de moda. 1952 Área de Atuação: Foto Documental Biografia: Formado em Economia pela Universidade Mackenzie. Neste período produziu uma série de filmes sobre a cidade. Newsweek. um dos maiores de Paris. Paulo e um dos fundadores da Cinemateca Brasileira. iniciou a carreira de fotógrafo em 1975. documentou as diversas obras empreendidas na cidade. SP. trabalhou como assistente do fotógrafo norte-americano Bill King. passou a trabalhar como free-lancer. fotógrafo da Corte Imperial Brasileira. montou seu primeiro estúdio e estudou Ciências Sociais. Fortune e Forbes – e ministrou cursos em The New School e International Center of Photography. RJ. Trabalhou na prefeitura até 1965 e passou a dedicarse exclusivamente à documentação científica. Vanity Fair. A consagração como fotógrafo veio após a exposição Jardim da Luz. Recebeu a Leica Medal of Excellence pelos livros Chelsea Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 103 de 249 . começou a fazer editoriais para diversas revistas. no Museu de Arte de São Paulo. Atua na área das artes visuais e desenvolve trabalho de expressão pessoal em fotografia desde 1994. Foi assistente do fotógrafo João Musa entre 1994 e 1999. Bob Wolfenson Nascimento: São Paulo-SP. sua carreira tomou novo rumo e. 1970 Área de Atuação: Foto Retratos Biografia: Obteve o título de Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 2001. ao lado de Cassiano Ricardo e Menotti del Picchia (1936). Retrato Biografia: Iniciou a carreira aos 16 anos como assistente de fotografia na Editora Abril onde permaneceu por quatro anos. como Químicos e Derivados. onde produziu e organizou o acervo fotográfico de cerca de 4000 fotos. São Paulo. a S/N (lê-se Sem Número) Celina Yamauchi Data Nascimento: São Paulo. onde se tornou assistente aos 15 anos e conheceu os grandes nomes da fotografia – Nadar. como a retificação do Rio Tietê. Trabalhou como foto jornalista no Diário Nacional (1929) e colaborou na revista São Paulo. Em 1968 registrou o primeiro transplante de coração da América do Sul. a partir de 1985. Atualmente Bob Wolfenson é co-editor da revista da qual ele mesmo é co-criador. período em que esteve diretamente ligado ao prefeito Prestes Maia. Entre 1935 e 1951 dirigiu a Seção de Iconografia do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Em 1929 voltou para São Paulo. SP. 1954 Área de atuação: Fotos de moda. entre 1938 e 1945.Benedito Junqueira Duarte Data Nascimento: Franca. onde trabalhou para diversas publicações norteamericanas – como Time.

Grécia. ao mesmo tempo em que cursava a escola de fotografia profissional Camera Photoagentur/Nikon School. criou o primeiro provedor de Internet exclusivamente baseado em Macintosh no Brasil em parceria com a Apple. 1961 Área de atuação: Publicidade e Moda Biografia: Autodidata. Musée de l‘Art Moderne de la Ville de Paris (1985). SP. De volta ao Brasil foi contratado pela MPM Propaganda. Após sete anos trabalhando na Espanha. Boston Globe e The Independent.fotografia-dg. Em 1991 foi contratado pela revista Veja. onde trabalha até hoje. Clicio Barroso Filho Nascimento: São Paulo – SP . Trabalhou para as agências Reuters. na Espanha. Em 1995.com Página 104 de 249 . Recebeu prêmio do Conselho Anuário 2010 • Fotografia DG www. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia (1972 a 1975) e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1976 a 1986). Em 2000 começou a utilizar o formato panorâmico em projetos de expressão pessoal. fotografando as cidades e sua arquitetura. tem resistência no seu uso em fotografia. Desenvolve trabalho de expressão pessoal. Cristiano Mascaro Data Nascimento: Catanduva. o Ernest Hass Award (1990) e a Bolsa de Fotografia da Fundação Vitae (1993). atendendo as principais agências do Brasil. onde atuou até 1980. com George Füster e Rudolf Iksey. foi contratado pela Editora Abril para ser assistente de fotógrafo. fotografando para esta renomada agência até 1980 quando decidiu abrir seu próprio estúdio. Itália e Portugal para inúmeras publicações de moda e agências de propaganda voltaram ao país e abriu um novo estúdio. preferindo usar filme de grande formato. a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (1989) e o prêmio de melhor exposição de fotografia da Associação Paulista de Críticos de Arte (1996). obteve o título de Mestre (1986) e Doutor (1994) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. 1950 Área de atuação: Produtos. Embora tenha muita experiência em informática. além de fotografar para revistas e agências. onde dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais entre 1974 e 1988. SP. Dimitri Lee Nascimento: São Paulo.Hotel (1983) e Venice Beach (1985). Beleza e Moda Biografia: Clicio Barroso começou a trabalhar em 1974 de câmera de cinema na Sonima. Atualmente. Recebeu o prêmio Eugène Atget. Em 1981 montou estúdio próprio e começou a trabalhar com publicidade. desta vez em São Paulo. 1944 Área de Atuação: Foto Retrato. onde permaneceu um ano antes de embarcar para Nova York e estagiar em diversos estúdios de moda e publicidade. Iniciou sua carreira de fotojornalista na Agência Angular. 1966 Área de atuação: Fotojornalismo Biografia: Cursou Sociologia durante três anos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. onde desenvolveu trabalho de cunho social. L´Express. Durante dois anos trabalhou para várias agências de publicidade até se mudar para Madri. Arquitetura e Urbanismo. Biografia: Formado em arquitetura. realiza trabalhos de computação gráfica e web design. Em 1975. France Press e para revistas e jornais como Time. Trabalhou como repórter fotográfico na revista Veja de 1968 a 1972. Egberto Nogueira Nascimento: Santos. SP. começou a carreira trabalhando como assistente nos estúdios da Editora Abril em 1978. The Face.

Belém. RJ. Em 1975. Fotografo do Jornal da Tarde em 1972 -1973. Evandro Teixeira Nascimento: Santa Inês-BA. Biografia: Enio Leite foi fotografo de imprensa desde 1967. em 1973. em 1991. atuando na área da fotografia documental. No segundo. congregando suas fotografias no campo do esporte. realizou a documentação fotográfica das tribos indígenas da Amazônia Legal. (ESPM). Vila Nova. pela Escola de Comunicação e Artes. destaca-se em diversos campos da cobertura jornalística. realizando. 1945 Área de atuação: Fotojornalismo Biografia: Inicia a carreira na área de fotojornalismo no jornal Diário da Noite – RJ. a repressão ao movimento estudantil no Rio de Janeiro. Doutor em Fotografia Publicitária. Sp. Professor de fotografia publicitária da Escola Superior de Propaganda e Marketing. em 1968. na qual se radica e onde vive desde então. Mestre em Ciências da Comunicação em 1990. em 2001. começou a fotografar profissionalmente em 1985. 1952 Área de Atuação: Foto Documental Biografia: Formada em história pela Universidade Federal do Pará. o Prêmio Marc Ferrez. Trabalhou na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. USP. a mostra itinerante Seul & Cia.Médico Federal com ensaio sobre o sistema médico no Brasil (1993) e o Prêmio Abril de Jornalismo (1995) com ensaio sobre a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. ali permanecendo até hoje. 1953 Área de atuação: Fotografia educacional. a Imã Foto Galeria em parceria com Kiko Ferrite. Suíça. onde residiu por seis meses. fotografia autoral. cobre várias Olimpíadas e Copas do Mundo. Em 1996 forma-se em Cinema pela Fundação Alvares Penteado e passa a atuar como Anuário 2010 • Fotografia DG www. em convênio com a Fundação Nacional do Índio. em 1994-95 é fotógrafo contratado da DPZ Propaganda. PA. Extremamente versátil. Felipe Hellmeister Data Nascimento: Rio de Janeiro. Enio Leite Nascimento: São Paulo. prestando serviços para os Diários Associados e professor do Sesc e do Curso de Artes Fotográficas Senac Dr. 1952 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Foi assistente do fotógrafo Miro no período1992-93. desde os temas políticos até a fotografia de esporte. bolsa do Kunstmuseum des Kantons Thurgau. Elza Lima Nascimento: Belém. moda e publicidade. São Paulo. desde a sua criação em 1993. No primeiro caso. É autor dos livros Fotojornalismo e Canudos 100 anos. fotojormanimo. onde criou um acervo fotográfico das manifestações culturais da Amazônia e. Integra o Conselho Curador da Galeria de Arte da Universidade da Amazônia. Desde 1999 atua como fotógrafo profissional independente e criou. da Funarte (1996). e a queda do governo Salvador Allende no Chile. Suíça (1995). fotografa a chegada do general Castello Branco ao forte Copacabana durante o golpe militar de 1964. Belém (1979). pela UNIZH . Recebeu o Prêmio José Medeiros. do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1991). funda a Focus – Escola de Fotografia.. em 1993. Transfere-se para o Jornal do Brasil em 1963.fotografia-dg. Atualmente leciona em várias universidades e atua como fotografo independente em agencias de propaganda e agencias internacionais de notícias. 1982/84.com Página 105 de 249 . Participou do projeto Fotoativo de documentação do núcleo histórico da cidade de Belém (1985). Colabora com artigos sobre fotografia e filosofia da imagem para veículos nacionais e internacionais. e a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (2000).

solarizar e sobrepor imagens. perfurar. atuando principalmente na área de publicidade. Publicidade. pintar. Gui Paganini Data Nascimento: São Paulo. 2005 e o Prêmio Porto-Seguro de Fotografia. ano em que abriu seu próprio estúdio fotográfico e foi contemplado com o Prêmio Alexandre Del Conte por ocasião da Exposição Internacional de Buenos Aires. Geraldo de Barros Nascimento: Chavantes SP 1923 – São Paulo SP 1998 Área de atuação: Fotografia Experimental. realiza experimentações que consistem em interferências no negativo. com bolsa do governo francês vai para Paris.fotografia-dg. Investiu na sua própria formação e começou a registrar a paisagem da cidade de São Paulo. No mesmo ano mudou-se para São Paulo com a família. Conquistou vários prêmios nesta área como Medalha ao Mérito (1961) e Menção Honrosa (1962) concedidos pelo Art Directors Club de Miami (Estados Unidos) e Prêmio Colunistas (1986 e 1989) da revista Meio & Mensagem. Iniciou sua carreira como assistente do Anuário 2010 • Fotografia DG www. sempre desenvolveu trabalhos de expressão pessoal em fotografia e registrou as transformações da cidade de São Paulo ao longo do século 20. German Lorca Data Nascimento: São Paulo. Recebeu o Prêmio Conrado Wessel. L‘Officiel. Elle. ateliê instalado no centro da cidade em 1947. nos ateliês de Clóvis Graciano. Paralelamente. Arquitetura. onde estuda litografia na École National Superiéure des Beaux-Arts. Seus primeiros trabalhos foram para a revista Moda Brasil. 1923 Área de Atuação: Fotojornalismo. Artista Plástico Biografia: Estuda desenho e pintura. tais como Vogue. Em 1966 construiu um dos maiores estúdios de fotografia publicitária de São Paulo. desenhar. Exerceu a atividade de contador até 1952. No mesmo ano. a partir de 1945. entre outros. Alemanha. fotografa jogos de futebol na periferia de São Paulo. ingressa no Foto Cine Clube Bandeirantes – FCCB. Em 1946. Foi fotógrafo oficial das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo (1954) e passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia. Realiza alguns trabalhos para a Playboy no início dos anos 90. 1963 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Em 1987 após o 3º ano de engenharia decide ser fotógrafo de moda. Biografia: Cursou fotografia em 1939 com o fotógrafo de museu Grete Karplus em Berlim. principal núcleo da fotografia moderna brasileira. É um dos fundadores do Grupo 15. faz suas primeiras fotos com uma câmera construída por ele mesmo.com Página 106 de 249 . Realiza a exposição Fotoformas em 1950. SP. Hans Günther Flieg Nascimento: Cheminitz. como cortar. 3º lugar. 2008. Seu primeiro editorial é para a revista Vogue em 1996. Tem trabalhado para as melhores revistas de moda.fotógrafo freelancer para publicações editoriais e agências de publicidade. Argentina. Em 1948 se filiou ao Foto Cine Clube Bandeirante. Sua trajetória artística o coloca na linha de frente da fotografia experimental. Ainda nesse período. Marie Claire. e realizado campanhas publicitárias e catálogos para as principais empresas do ramo. que o revelou nesse campo. em virtude da guerra. onde constrói um laboratório fotográfico. Mag. Yoshiya Takaoka e Colette Pujol. 1922 Área de Atuação: Foto Publicidade Biografia: Formou-se em ciências contábeis pelo Liceu Acadêmico em 1940. Categoria São Paulo. Em 1951. Inicialmente. SP.

era provavelmente português de nascimento. Além de retratos o anunciante aceitava pedidos de encomenda e ―quadros e cestas de flores e frutas de cera‖. em 29 de abril de 1939. arquitetura e publicidade. RJ. no Paraguai. Desde 1995 divide seu tempo entre Nova Iorque e Paris. São Paulo (1979). Rua da Ajuda 57B‖. na categoria Foto Externa. nome pelo qual ficou conhecido.fotografia-dg. SEAFESP. Cristiano Júnior. seja qual for a distância‖. em Assunção. Moda. Isabel Garcia Nascimento: Rio de Janeiro. Alagoas. Apesar desse sucesso. Produziu cerca de 40 mil fotos. buscava expandir as suas atividades na Argentina. Vogue e Marie Claire. Em 1862 já estava no Brasil exercendo a profissão de fotógrafo em Maceió. Em 1876 alcançou novamente o grande prêmio na segunda exposição anual da Sociedade Científica Argentina com uma coleção de Retratos y vistas de costumbres y paysages. 1830 Assunção – Paraguai.fotógrafo alemão Peter Scheier (1940). e nunca pintados. realizou catálogos e fotos para publicidade. Anuário 2010 • Fotografia DG www.‖ Realizou fotos de contra luz. na cidade de São Paulo. Recebeu a Comenda do Japan Photo Culture Association (1975) e o prêmio de 1o lugar em foto publicitária no 5o Salão Profissional de Arte Fotográfica. Mudou-se para França em 1992. pois convencem exclusivamente pelas suas cores. Foi um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirantes. e há outros que só podem ser fotografados. desde o ano de 1867. Apesar de manter o estúdio do Rio de Janeiro. no Nikon Photo Contest International 1980/1981 e ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo em 1993. pois convencem pelas suas formas geométricas e as linhas que perfazem. dedicando-se à fotografia de indústrias. José Vicente Eugenio Yalente disse: ―Há assuntos que só podem ser pintados e nunca fotografados. Logo a seguir transferiu-se para a capital do Império e assim que chegou ao Rio de Janeiro fez uma série de anúncios propondo-se ―a tirar retratos por qualquer sistema fotográfico onde for chamado. A partir de então montou seu próprio estúdio.com Página 107 de 249 . onde passou seus últimos anos. (1943 a 1945). José Yalente Nascimento: 1896-1967 Área de atuação: Fotos do Cotidiano Biografia: São Paulo. 1902 Área de atuação: Retratos Biografia: Cristiano Júnior. Em 1871 recebeu a medalha de ouro na Primeira Exposição Nacional daquele país com a série de fotos Vistas y costumbres de la Republica Argentina. José Cristiano de Freitas Henriques Júnior Nascimento: Portugal. Biografia: Graduou-se em cinema pela Universidade Federal Fluminense e em comunicação social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Entre 1975 e 1982 trabalhou como fotojornalista para a Bloch Editores. Trabalhou com litografia e fotolito na Companhia Lithografica Ypiranga (1941 a 1943) e com fotografia de produtos e publicidade na Indústria Gráfica Niccolini S.A. onde colaborou com revistas europeias de moda. 1954 Área de Atuação: Fotojornalismo. realizando também campanhas publicitárias. documentando e registrando o desenvolvimento industrial e o crescimento urbano de São Paulo. escadarias… Uma das mais famosas é de 1945: ―Embarque‖ (contra luz). Em 1948 fotografou para o calendário anual da Pirelli. Foi contemplada com Menção Honrosa. faleceu pobre e quase cego. categoria Cor. Neste primeiro momento ainda não se encontrava estabelecido e solicitava aos eventuais fregueses que o chamassem ―por escrito no hotel Brisson. Retrato. de vultos. Em 1983 abriu estúdio próprio no Rio de Janeiro e colaborou para as revistas de moda Elle.

Isto É. 1957 Área de Atuação: Foto Jornalismo e Documental. em 2004. Atuou inicialmente em fotojornalismo e a partir de 1982 especializouse em moda e publicidade. Juan Esteves Data Nascimento: Santos. onde lecionou fotografia. Dirigiu o Teatro Nacional de Brasília e foi diretor executivo da Fundação Cultural do Distrito Federal. Estabeleceu seu estúdio em 1980 e passou a colaborar com as mais importantes revistas nacionais e internacionais de moda. SP. Klaus Mitteldorf Data Nascimento: São Paulo. O Globo. Retratos. Rio de Janeiro. Biografia: Formado em arquitetura pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Suas fotos foram publicadas em jornais e revistas do Brasil e do exterior. Recebeu o prêmioNikon Photo Contest International. Espanha. fotografando para diversas revistas nacionais e internacionais. Duran Data Nascimento: Barcelona. viveu em Nova Iorque. Vive em São Paulo. 1934 Área de atuação: Foto Documental. onde atuou também como editor-adjunto de fotografia (1986–1994). recebeu o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Fotografia em 2002. a Poética do Banal. Arquitetura e Urbanismo. Veja e Isto é.fotografia-dg. Newsweek e Marie Claire.J. Moda e Publicidade. Ganhou dez prêmios de fotografia da Editora Abril e três prêmios Multimoda. como Elle. Veja. entre outros. Desenvolve trabalho de expressão pessoal e escreve ensaios teóricos sobre fotografia. Paulo. Exerce a profissão de fotógrafo desde 1966. Dirige filmes comerciais e curtas-metragens. Time.com Página 108 de 249 . e Folha de S. deSantos (1985). Foi diretor de arte e editor de fotografia do Jornal de Brasília. Biografia: Iniciou a carreira profissional como fotógrafo independente. Lança o livro Fotografia. Vive em São Paulo. concedido ao melhor fotógrafo de moda do país. Paulo. Foi premiado no Nikon Photo Contest International em 1980. Tóquio-Japão (1975) e o Prêmio Augusto Rodrigues de Fotografia da Info-Funarte e Universidade Santa Úrsula. Luís Humberto Nascimento: Rio de Janeiro – RJ. Stern. Biografia: Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas. 1952 Área de Atuação: Moda e Publicidade Biografia: Radicado no Brasil desde 1970. formou-se em Comunicação na Faculdade Anhembi e começou a carreira de fotógrafo em São Paulo. Retornou ao Brasil em 1995 e passou também a dirigir filmes publicitários. Desde então trabalha como fotógrafo independente para a imprensa. 1982 e 1986. SP.R. Foi repórter fotográfico dos jornais A Tribuna. fotografa desde 1975. Vogue. Entre 1989 e 1994. de Mogi das Cruzes (1978). O Estado de S. editoras e gravadoras de discos. onde atuou na publicidade e na moda. Trabalhou nas revistas Realidade. colaborando com agências nacionais e internacionais (1980-1984). 1953 Área de Atuação: Foto Jornalismo. foi co-fundador da Universidade de Brasília. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Jornal do Brasil.

Luiz Tripolli Nascimento: São Paulo. SP. SP.14ª. fazem sucesso não só no Brasil como em todo o mundo. 1952 Área de Atuação: Foto Publicidade e Retratos Biografia: Começou a fotografar muito cedo. Em 1985. permanecendo na área de cinema com projetos de curta e longa metragem.com Página 109 de 249 . tem a fotografia em suas raízes. Retrato Biografia: Autodidata. participou da criação da Associação Brasileira dos Fotógrafos de Publicidade (Abrafoto). Seus retratos de celebridades e empresários foram publicados nas revistas Vogue e Carta Capital. em 1996 o Prêmio Nacional deFotografia da Funarte e em 2004 o Prêmio Mario Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte. A partir de 1978 atua no campo da publicidade e colabora em outras revistas. segunda geração de uma família de fotógrafos. mantendo uma coluna sobre questões estéticas e história da fotografia (1995-1996). As fotos autorais de Manuk. Estudou fotografia no Ealing College. Colaborou com a revista Íris. 13ª.. Bienal Internacional de São Paulo.fotografia-dg. no qual continuou atuando na área publicitária e dedicou-se ao retrato. De volta a São Paulo em 1977. BA. e atua na área editorial. É internacionalmente reconhecido pelo seu trabalho de expressão pessoal em fotografia. abriu seu estúdio de fotografia.17ª. onde ja foi consagrado em vários concursos e exposições. seu trabalho não está somente nas fotos sociais. Em 1980 e 1995 recebeu o prêmio Melhor Fotógrafo do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte. sua paixão por encontrar a melhor luz no melhor momento e no melhor ângulo é uma procura incansável e que a cada dia treina seu olhar. em Londres.. De 1969 a 1978 colaborou na Editora Abril. participando de todas as revistas do grupo e ganhando vários prêmios como profissional do ano.. Marcio Scavone Data Nascimento: São Paulo. Mario Cravo Neto Data Nascimento: Salvador. graduando-se em Professional Photography (1974-1976). Estudou na Art Student‘s League de Nova Iorque (1969-1970). 1949 Área de atuação: Fotojornalismo. trabalhando como assistente fotográfico na área publicitária (1969-1970).. 12ª. 1936 Área de Atuação: Evento Social Biografia: Manuk Poladian. 1947 Área de Atuação: Retratos Biografia: Iniciou-se na arte da fotografia e da escultura em 1964. Em 1991 inicia a atividade de diretor e fotógrafo de filmes publicitários. Participou da 11ª. Manuk Poladian Data Nascimento: São Paulo. Dirigiu o departamento de fotografia da Alcântara Machado Periscinoto Comunicações (1973). iniciou a carreira profissional em 1963 como fotógrafo de eventos. SP. Anuário 2010 • Fotografia DG www.

o tornou famoso. A localização do ateliê. Taschen e outras. Rizzoli. onde. definindo um modelo para o estilo de fotografia paisagística urbana com enfoque na comparação entre épocas distintas. Prestel. não como escravos. recebido em 1982. pintura. na Oficina Cultural Oswald de Anuário 2010 • Fotografia DG www. Entre a pintura e a fotografia. diretor de cinema. Brasiliense. Apesar da popularidade cada vez maior do mercado fotográfico. A experiência de Militão no teatro exerceu uma influência importante em seu estilo de fotografar. Militão Augusto de Azevedo Data Nascimento: Rio de Janeiro. ―Álbum de vistas da Cidade de Santos‖ (1864-65) ―Álbum de vistas da Estrada de Ferro Santos Jundiaí‖ (1868) e ―Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1887)‖ (1887). em 1884. enfrentando sérios problemas comerciais. Militão divulga o ―Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1867)‖. e se destaca pelo uso de cores saturadas em seus trabalhos. é correspondente em Paris. Cria o estúdio Photographia Americana em 1875. Muitos outros registros mostram também coristas e artistas de teatro. Biografia: Formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1983). Em 1972. com quem se mudou para São Paulo aos 25 anos de idade. SP. Nelson Kon Data Nascimento: São Paulo.com Página 110 de 249 . mas como cidadãos comuns. Atua profissionalmente como fotógrafo desde 1985 e especializou-se em fotografia de arquitetura e urbanismo. ingressou na agência Magnum. frequentada principalmente pela população negra. provavelmente explica a grande quantidade de negros fotografados. Inclusive o preço cobrado pelas fotos era um dos mais baratos da cidade: cinco mil réis. o equivalente ao preço de cinco passagens para a Penha. Joaquim Nabuco. além de figuras ilustres como Castro Alves. Ministroucursos de fotografia de arquitetura na Faculdade de Fotografia da Escola de Comunicações e Artes do Senac em São Paulo (2001-2004) e cursos de fotografia na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1990-1992).Em 1887. Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Provavelmente influenciado pela febre dos álbuns mostrando as cidades europeias. em frente à Igreja do Rosário. para o qual passa a trabalhar como retratista. Realizou outros álbuns da mesma espécie. Biografia: Filho de diplomata brasileiro. leiloando seus móveis e equipamentos e viajando para a Europa. 1837 Área de Atuação: Retratos Biografia: Desenvolveu paralelamente as carreiras de ator e fotógrafo. além de criador de instalações multimídia. Ainda na década de 1850 trava conhecimento com os proprietários do ateliê Carneiro & Gaspar.fotografia-dg. Desde 1980. bem como a maneira em que estes aparecem nas fotos. Martins Fontes e estrangeiras como Phaidon.Miguel Rio Branco Data Nascimento: Las Palmas de Gran Canária-Espanha. Cosac & Naify. tem a ideia de produzir um álbum focado nas mudanças da vista urbana da cidade de São Paulo. é pintor. atuando na Companhia Joaquim Heleodoro (de 1858 a 1860) e na Companhia Dramática Nacional (de 1860 a 1862). e em 1980. Trabalha no campo da editoria colaborando para várias editoras brasileiras como Editora Abril. recebe uma clientela mais popular do que a dos demais estúdios instalados em São Paulo. Artes Plásticas. 1946 Área de Atuação: Fotojornalismo. Entre seus numerosos prêmios destaca-se o Prêmio Kodak de Crítica Fotográfica. cinema e expõe regularmente no Brasil e no exterior. destacando-se entre eles ―Vistas da Cidade de São Paulo‖ (1863). o que leva a efeito em 1885.000 fotos produzidas por Militão de Azevedo é adquirida pela Fundação Roberto Marinho e doada ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo. RJ. Militão decide colocar o Photographia Americana à venda. optou pela câmera. realiza instalações audiovisuais utilizando fotografia. 1961 Área de Atuação: Foto Arquitetura. Cinema.Em 1996 a coleção de mais de 12. Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina. uma reportagem sobre a prostituição em El Salvador. fotógrafo.

a desigualdade e a exploração que tanto o preocupam. ―a Imagens da Amazônia‖. Em 1988. Lélia Wanick Salgado. Trabalhadores – causou impacto junto a opinião pública. Obteve o título de Doutor em estudos africanos pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines de l‘Université de Paris. Empreendeu um período de quase 14 anos consecutivos de viagens pelo mundo (1932-1946) colaborando com jornais e revistas europeus e americanos. atual Musée de l‘Homme em Paris. Passou pelo Diário do Grande ABC e O Globo. quando cobriu a expedição de contato dos índios Kranhacãrore (hoje chamados Panará). dedica-se à documentação da vida do homem da Amazônia. Recebeu o prêmio Esso de Jornalismo na categoria Informação Científica. Êxodos. Paris-Match. integrou o corpo docente da Universidade Federal da Bahia e colaborou na criação do Museu Afro-Brasileiro.fotografia-dg. Em 1974. e trocou a economia pela fotografia após viajar para a África levando emprestada a câmera fotográfica de sua mulher. ambos em Paris. Pedro. Desde 1994. quando passou a residir em Salvador. Libération. El País. Professor da Escola Focus de Fotografia durante a década de 80. trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973. Tecnológica e Ecológica (1996) e publicou os livros. Sunday Times. que abriga uma preciosa biblioteca e 62.000 negativos de sua produção. 1996 Área de Atuação: Fotojornalismo. 1 Janeiro 1950 Área de Atuação: Fotojornalismo. Biografia: Começou no jornalismo como fotógrafo em A Gazeta Esportiva. Na fotografia descobri o melhor meio para denunciar a injustiça. 8 de Fevereiro de 1944 Área de Atuação: Fotografia Documental.com Página 111 de 249 . Biografia: Formado em economia pela Universidade de São Paulo. Gamma e Magnum. conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos e livros. Suas últimas fotografias e viagens à África datam do final dos anos 70. Trabalho para as agências Sygma. da qual resultou em livro.Andrade (1991-1993). foi membro correspondente do Musée National d‘Histoire Naturelle e ex-diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique. 1902 — Salvador. Fotografia Documental. Time. foi escalado pelo jornal O Globo para cobrir a célebre expedição de ―atração‖ dos chamados Kranhacãrore. Em 1946. na rota da abertura da rodovia Cuiabá-Santarém. Tornou-se um estudioso do culto aos orixás e recebeu uma bolsa para estudar rituais na África em 1948. França. quando o regime militar botou em marcha os primeiros acordes do chamado ―Plano de Integração Nacional‖ e iniciou a construção de rodovias que cortariam a floresta amazônica. com acesso às tradições orais dos iorubas. Foto Documental. como Prêmio W. Sebastião Ribeiro Salgado Data Nascimento: Aimorés-MG. etnólogo. antropólogo e escritor. Pedro Martinelli Data Nascimento: São Paulo-SP. Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias. um adivinho através do jogo do Ifá. Newsweek. Através da imprensa e de seus livros – Terra. que foi inaugurado em 1982. Actuel. Amazônia. Neste período colaborou com a agência Alliance-Photo e com o Musée d‘Etnographie du Trocadéro. entre tantas outras. gente da água. Seu trabalho rendeu-lhe prestigiosas distinções. Biografia: Fotógrafo. Em 1970. Anuário 2010 • Fotografia DG www. começou a fotografar em 1932. entre outros. Trabalhou depois na revista Veja e chefiou o ―Estúdio Abril‖. na Universidade Mackenzie (1995-1996). criou em Salvador a Fundação Pierre Verger. então com 20 anos. que representa o fotógrafo e seu trabalho. BA. Pierre Verger Data Nascimento: Paris. Em 1953 recebeu o nome Fatumbi (nascido de novo graças ao Ifá) e foi iniciado como babalaô. os ―índios gigantes‖. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades. Suas imagens ilustraram as páginas de publicações internacionais como Stern. dedicou-se ao estudo da religião e cultura negra da África e do Brasil. Mulheres da Amazônia e Gente do Mato.Eugene Smith à fotografia de interesse humano.

bem como produtor e fotógrafo de cinema. Graduouse em engenharia mecânica e elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e trabalhou como fotógrafo. No campo da fotografia. com o qual realizou o projeto Fotografia de Rua. Anuário 2010 • Fotografia DG www. desenvolve trabalho de expressão pessoal e documental.fotografia-dg. como VogueInterior Design. a paisagem urbana. Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1998). 1974 Área de Atuação: Foto Jornalismo Biografia: Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia. Hungria. Atua também como incentivador e organizador de exposições. Instituto de Polícia Técnica (1957) e a escola de Comunicações e Artes (1970). Recebeu vários prêmios entre os quais o 4º. Nair Benedicto e Eder Chiodetto. Eduardo Castanho. fixando residência em São Paulo. SP. a Medalha de Ordem do Mérito Cultural outorgada pelo presidente da República (2000) e o Prêmio Especial Porto Seguro de Fotografia (2005). especializada em fotografia. Foi diretor de filmes documentários. Arquitectural Digest e House Garden. o Prêmio Grupo Nordeste de Fotografia – categoria profissional (2005) e foi contemplado no Concurso de apoio à produção de artes visuais. André Douek. passou a lecionar fotografia nos departamentos de cinema e jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em 1969. SP. onde seu pai foi o fundador da primeira Fotoptica. especializou-se em fotografia de arquitetura. a Galeria Fotoptica. os três últimos pertencentes à Universidade de São Paulo. Tuca Vieira Data Nascimento: São Paulo. Integra a equipe de fotografia do jornal Folha de S. Tuca Reinés Data Nascimento: São Paulo. arquitetura e urbanismo. fotografia e novas mídias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Na década de 70. diretor de cinema e empresário. na Agência N-Imagens e atua como fotógrafo profissional desde 1991. e em 1979 fundou. concursos e premiações. 1956 Área de Atuação: Foto Arquitetura. com Rosely Nakagawa. Integra o Conselho da Fundação Bienal . Foi responsável pelo projeto e instalação de laboratórios fotográficos em várias instituições. Trabalhou no Museu da Imagem e do Som. pioneira na difusão e comercialização de fotografias no país. na qual também foi diretor em 1993. 1924 Área de Atuação: Fotojornalismo Biografia: Chegou ao Brasil em 1930 com sua família. Estudou fotografia com Cláudio Feijó. o Instituto de Eletrotécnica (1954). Moda e Publicidade Biografia: Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1981). na qual obteve o grau de doutor em comunicação em 1977. entre as quais o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateuabriand (1950). professor. Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte (1998). Recebeu o Prêmio Folha de Jornalismo – categoria fotografia (2003).Thomas Farkas Data Nascimento: Budapeste. Paulo. e desde 2002 desenvolve projetos com temas como a cidade. lançou a revista Fotopticade São Paulo desde 1987 e preside o Conselho da Cinemateca Brasileira de São Paulo desde 1995. . loja de fotografia especializada em equipamentos fotográficos. produtor.com Página 112 de 249 . moda e publicidade. A partir de 1968 produziu ou co-produziu trinta e três documentários de curta e média-metragem e oito longas-metragens. Desde o início da década de 1980 colabora com revistas de moda e decoração nacionais.

criada por Louis Mande Daguerre. o artista da época descobria como facilitar seu trabalho mimético. em meados do século XIX Página 113 de 249 . Seu nascimento só imaginável frente à possibilidade da reprodução. conseguiu realizar um sonho desejado há milênios. marcar o advento de um novo tempo. Em um quarto escuro. sem o advento da indústria. após séculos de tentativas. Nadar Félix. 1839 O sonho de poder embalsamar as imagens perdidas no tempo só se transformaria em realidade. 21 de Março de 1910) foi o fotógrafo. pseudónimo de Gaspard-Félix Tournachon (Paris. Por meio de novos produtos culturais. Nadar já era considerado um fotógrafo de mérito. um árabe conhecido por Alhazen mencionava uma ―tenda às escuras‖.fotografia-dg. como o melhor fotografo de sua época. caricaturista e jornalista francês. foi quase um nada. A fotografia. E também o melhor fotografo retratista de seu período. Nadar. enquanto princípio fundamental já fora descrita por Platão na Antiga Grécia que. no Anuário 2010 • Fotografia DG www. A pequena caixa de madeira. em 1839. contornando com pincel a imagem refletida na parede oposta.com Nadar. Buscando atingir a todos. mas devido à falência da editora do pai teve que abandonar os estudos e começar a trabalhar. adquiriu a dinâmica da reprodução do real. com o advento do Renascimento Cultural. Enio Leite Como tudo começou… A segunda metade do século XIX acordou com a proliferação de uma invenção que soube. 5 de Abril de 1820 – Paris. Mandou pintar o edifício onde se encontrava seu estúdio e colocou na fachada um painel de 15 metros com o seu nome.História da fotografia no Brasil Por: Prof. na Europa. em auto-retrato. tendo começado por vender caricaturas aos jornais humorísticos. Começou por escrever para jornais assinando os seus artigos com o pseudónimo «Nadar». Em 1842 foi viver para Paris. apesar de todos os esforços. e o passo seguinte foi simplificar o suplício que era a caixa da câmera em si: torná-la mais leve e desmontável. tendo mesmo aberto um estúdio. a fotografia foi a primeira a surgir dentro do sistema industrial. Seu registro. Estudou medicina em Lyon. com um minúsculo orifício em uma de sua faces. para garantir a melhor produção do artista. ela possibilitou a maior democratização do saber. Começou a ser conhecido devido às suas ações espectaculares. definitivamente. Louis Daguerre. Adaptar uma lente para ―dar mais força à luz‖. um dos melhores fotógrafos parisienses. O homem conquistou um novo passo para a eternidade. aparece logo após o advento da fotografia. e com o passar do tempo. França.No princípio dos anos 50. reduzir seu tamanho. Dr. Pode-se afirmar que a fotografia não poderia existir conforme a conhecemos. viu imagens projetadas em sua parede. O edifício. De todas as manifestações artísticas. dentro da qual se podia observar o eclipse solar. Mesmo no Antigo Oriente. ao se encontrar no interior de uma caverna escura.

Pissarro. com Nadar como presidente. precisão e minuciosidade. cultural. Poucos meses se passaram da tarde de 19 de agosto de 1839.fotografia-dg. substituída por sua imagem fotográfica. quando a invenção foi consagrada em Paris. que começou a fotografar as personagens que tencionava caricaturar. assim como os do escritor Théophile Gautier e do pintor Eugène Delacroix. Renoir. que bem se via que Anuário 2010 • Fotografia DG www. Tirou também fotografias com motivos eróticos. cedeu o seu estúdio de fotografia a um grupo de pintores (Monet. de posse de todo o material necessário para a tomada de vários daguerreótipos. a Praça. têm uma pose natural. chamado Le Géant (―O Gigante‖). Foi criada a ―The Society for the Encouragement of Aerial Locomotion by Means of Heavier than Air Machines‖. no Brasil o invento de Daguerre era recebido com outra conotação. tornou-se uma local de referência e o estúdio um ponto de encontro dos intelectuais parisienses. aquando a sua morte. que contrastava com as poses hirtas e formais dos retratos da época. para que a fotografia chegasse ao Rio de Janeiro em 16. Em 1885. numa altura em que o impressionismo era rejeitado pela crítica. sem ser no Salon des Refusés (Salão dos Recusados). Em Abril de 1874. É referido como sendo o autor (em 1886) da primeira ―entrevista fotográfica‖ (do químico Michel Eugène Chevreul).com Página 114 de 249 . em 1858. Tinha que ver para crer! Não podia mais contar com a lentidão e imperfeição das imagens produzidas artesanalmente por desenhistas e pintores de sua época. conforme ilustra o Jornal do Commércio deste período: Foto: Abade Louis Compte. A Europa se viu aos poucos. O homem moderno diante desse novo cenário. o que lhes possibilitou apresentarem a primeira exposição de impressionismo.boulevard des Capucines. A chegada da fotografia no Brasil Enquanto a Europa durante o período do século XIX passava por profundas revoluções no universo artístico. O mundo tornou-se.1840. É por isso que os retratos do ilustrador Gustave Doré e do poeta Charles Baudelaire. 1840 ―É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer ideia da rapidez e do resultado da operação. Cézanne. inspirando Júlio Verne na sua obra Cinq semaines en ballon (Cinco Semanas em Balão). fotografou Victor Hugo na sua cama. não tinha mais tempo para ler. Em menos de 9 minutos. Nadar era um inovador e em 1855 patenteou a idéia de utilizar a fotografia aérea na cartografia. Nadar construíu um enorme balão de ar quente. Sisley. um conjunto de dois painéis gigantes apresentando caricaturas de parisienses conhecidos. Berthe Morisot e Edgar Degas). assim portátil e ilustrado. no centro dos Grands Boulevards. do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade. com cerca de 6000 m3. todos realizados por volta de 1855. A nova invenção veio para ficar… A nova invenção veio para ficar. Rio de Janeiro. o chafariz do Largo do Paço. Em 1854 acabou o seu primeiro «PanthéonNadar». e Júlio Verne como secretário. Por volta de 1863. Tipo de fotografia que só conseguiu realizar três anos depois.01. Foi ao preparar o seu segundo «PanthéonNadar». intelectual e mesmo na essência humanística. quando conseguiu tirar a primeira fotografia aérea de sempre de um balão. trazida pelo Abade Louis Compte.

1840. O grande exemplo disso foi o jovem Santos Dumont. tinha a sua economia voltada para a cultura do café. disparava na frente das grandes metrópoles europeias. A sociedade brasileira do período do Império estava mais preocupada em usufruir a nova técnica. grandes comerciantes e outros donos de uma situação financeira abastada. Os Senhores do Café e a sociedade como um todo. Os profissionais liberais da época. A sociedade dominante ainda cultuava padrões e valores estéticos arcaicos. Pedro II a Santos Dumont Em 21 de Janeiro do mesmo ano. visando exclusivamente o mercado externo e dependendo dele para importações de outros produtos. de D. D Pedro II se interessou profundamente pela fotografia. Anuário 2010 • Fotografia DG www.Pedro II. Trouxe os melhores fotógrafos da Europa. Estes e muitos outros originais se perderam e já em novembro. descobrindo a fotografia no interior do Estado de São Paulo. carente de símbolos que a identificassem socialmente. colecionador e mecenas da nova arte. em se deixar fotografar do que em refletir sobre os aspectos artísticos e culturais do novo invento.a cousa tinha sido feita pela mão da natureza. Dumont apaixona-se por fotografia e compra seu primeiro equipamento fotográfico. Daí para chegar ao 14 Bis e ao Relógio de Pulso foi um pequeno passo… A descoberta isolada no Brasil Por mais paradoxal que seja. conhecida até então teoricamente. agrário e escravocrata..p. não encontrariam espaço no Brasil durante as primeiras décadas. registrando alguns aspectos da fachada do Paço e algumas vistas ao seu redor. mais uma invenção europeia maluca! A fotografia brasileira. foi justamente dentro desse cenário que o Brasil. que só seriam questionados e combatidos com a Semana de Arte Moderna de 1922.‖ (Jornal do Comércio. Para essa nova classe urbana em ascensão.fotografia-dg. D. em 15 de agosto de 1832. Tornou-se praticante. Desde o dia que Compte registrou as primeiras imagens no Rio de Janeiro. a fotografia veio bem a calhar criando-lhe uma forte identidade cultural. o estágio de desenvolvimento do país era bem inferior àqueles das metrópoles europeias. 90-A. monta seu laboratório e aos poucos vai demonstrando interesse em registrar o vôo dos pássaros até conceber os primeiros princípios da aviação. promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o Brasil. Compte dava uma demonstração especial para o Imperador D . 17.se moda num prazo bem curto de tempo.01. comparada à pintura. puramente acadêmicos. já podiam se dedicar à fotografia em suas horas vagas. surgem os primeiros classificados da venda de equipamentos fotográficos na Rua do Ouvidor. tinham uma visão de mundo infinitamente estreita e só poderiam conceber a fotografia como mágica divertida. O Brasil desta época. Os debates na Europa em relação a validade ou não da fotografia enquanto manifestação artística. e quase sem a intervenção do artista.2) Afastados geograficamente das metrópoles. patrocinou grande exposições. já ultrapassados em seus respectivos países de origem. sendo o primeiro fotografo brasileiro com menos que 15 anos de idade. tornando.com Página 115 de 249 . do outro lado do Atlântico. Pedro II e familia Em suas constantes idas a Paris. As novidades aqui eram muito bem recebidas. De volta ao Brasil.

Florence casou-se com Maria Angélica Alvares Machado e Vasconcelos. qualquer outro tipo de efeito. acidentalmente passou suas Hercules Florence chapas para lá. para registrar a Fauna e Flora Brasileira. Anuário 2010 • Fotografia DG www. participou como desenhista de uma expedição científica. passava por uma solução ―fixadora‖ que removia os sais não revelados. Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotográfico da história. só ficou sendo conhecida pelos habitantes de sua cidade. com risco de velar seus filmes. e sem saber as conquistas de seus contemporâneos europeus. Népce. na época. Em 1833 Florence aprimora seu invento. a realizar pesquisas para encontrar fórmulas alternativas de impressão por meio da luz solar. Francês. descobriu também o processo mais adequado para a fixação da imagem. também reagia com os sais oxidados durante a revelação. desenhista francês. Conforme seu diário passou a usar a urina. Artes Gráficas e Radiologia. e passa a fotografar com chapa de vidro e papel pré-sensibilizado para contato.A quase inexistência de recursos para impressão gráfica daquela época. esqueceu e preparar o Fixador tradicional. O Nitrato de Prata. Enfim. Alguns exemplares de Florence existem até hoje. não poderia abrir a porta de seu laboratório. De volta da expedição. rico em amônia como fixador ―fiz isso por acaso‖! De fato. rebaixando o contraste da imagem final. levou Hércules Romuald Florence. Daguerre e Talbot. em 1830. que atualmente foi substituído pelo ―Tiossulfato de Amônia‖ utilizado atualmente na fotografia Preto & Branco. Florence deu sentido prático á sua descoberta que ele próprio denominou de ―Photographie‖: imprimia fotograficamente diplomas maçônicos. Constatou que a amônia além de ter essa função. rótulos de medicamentos. e podem ser vistos no Museu da Imagem e do Som. e por algumas pessoas na Capital de São Paulo e Rio de Janeiro. um dia enquanto revelava. bem como fotografara desde 1832 alguns aspectos de sua Vila. não surtindo. Foi o primeiro a usar a técnica ―Negativo/Positivo‖ empregado até hoje. Entre 1825 e 1829. entretanto. radicado no Brasil.com Página 116 de 249 .fotografia-dg. SP. isto é. dedicou-se a uma série de invenções. Colorida. agente sensibilizante e princípio ativo da invenção de Florence. Como a vontade de urinar apareceu de repente. conforme exaustivas pesquisas e investigações do Historiador Boris Kossoy. Sua contribuição. Durante a década de 30. chefiada pelo Barão Georg Heirich von Langsdorff. Cinema. na antiga Vila de São Carlos – Atual Campinas/SP. mantendo a durabilidade da imagem. contando apenas com os seus conhecimentos e habilidade. a quem a história sempre atribuiu o mérito de ter criado o vocábulo. Florence chegou ao Brasil em 1824 e durante os 55 anos que aqui viveu até a sua morte. cônsul geral da Rússia no Brasil. tinha um pequeno inconveniente: a imagem após revelada. Além de descobrir a própria fotografia. natural de Nice. cinco anos antes do Inglês John Herschel. Acabou urinando em uma banheira e na confusão. totalmente isolado.

1835 – O pintor francês Louis Daguerre descobre que placas de cobre cobertas com sais de prata conseguem captar imagens. Anuário 2010 • Fotografia DG www. 1826 – O físico francês Joseph Nicéphore Niépce consegue fixar a primeira imagem fotográfica conhecida. em conjunto com a câmera escura.Fotografia: A linha do tempo Por: Prof. Nesse período. fornece a tecnologia básica para o posterior desenvolvimento da fotografia. Essa descoberta.fotografia-dg. Ele coloca uma placa sensibilizada quimicamente dentro de uma câmara escura com orifício para exposição à luz. Câmera Escura Renascentista Câmera escura portátil século VXII 1727 – O professor alemão Johann Heinrich Schulze constata que a luz provoca o escurecimento de sais de prata. com um pequeno orifício em uma das paredes através do qual a luz passa. em 1939. aparelho capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição (em geral 30 minutos). No final do século XVI. Cada uma ainda é exemplar único. a câmera escura era usada pelos pintores para copiar imagens da natureza. o daguerreótipo. Isso o leva a desenvolver. na época. oito horas. Precursora das câmeras fotográficas atuais consiste em uma sala totalmente escura. processo que demora. Enio Leite 1515 – O italiano Leonardo da Vinci descreve cientificamente a câmera escura. uma paisagem campestre vista da janela de sua casa. do qual não é possível fazer cópias. projetando imagens invertidas dos objetos externos na parede oposta à abertura. colocam-se lentes no orifício para melhorar a projeção das imagens. Dr. o que possibilita realizar fotografias mais rápidas.com Página 117 de 249 . que podem se tornar visíveis ao ser expostas ao vapor de mercúrio.

Ao todo. Realiza assim a primeira grande documentação de uma guerra e dá início ao fotojornalismo. químicos etc. o primeiro a realizar fotos aéreas a partir de um balão. tornando a fotografia mais acessível e mais presente na vida das pessoas. 1840 – O norte-americano Alexander Wolcott abre o primeiro estúdio fotográfico do mundo em Nova York (EUA).fotografia-dg. chamado de calótipo e patenteado em 1841. em substituição ao colódio úmido. transforma uma carruagem puxada por cavalos em quarto escuro. 1851 – O escultor britânico Frederick Scott Archer desenvolve o processo chamado de colódio úmido. O fotógrafo tem de sensibilizar a placa imediatamente antes da exposição e revelar a imagem logo depois. Entre os grandes fotógrafos dessa fase está o francês Félix Nadar. muitos impressionistas. em geral. Esse processo. Também empregam em suas obras composições e assuntos característicos da pintura. marcam o início da fotografia moderna. Esse processo é 20 vezes mais rápido que os anteriores e os negativos apresentam uma riqueza de detalhes semelhante à do daguerreótipo.1839-1840 – O físico britânico William Henry Fox Talbot cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo a partir da qual é possível fazer cópias positivas. A grande vantagem em relação ao colódio úmido é que os fotógrafos podem comprar as chapas já sensibilizadas quimicamente. vários se baseiam em fotos para pintar. os fotógrafos retocam e pintam as fotos. que se caracteriza por uma tentativa de aproximação da fotografia com a pintura. começa a funcionar o primeiro estúdio europeu. é mais barato do que o de Daguerre. 1878 – O inglês Edward Muybridge. dirigido pelo fotógrafo britânico Richard Beard. Entre 1844 e 1846 Talbot publica The Pencil of Nature. riscam os negativos ou embaçam as imagens. Para fazer seutrabalho. com câmera. natureza-morta e retrato. o primeiro livro ilustrado com fotografias. 1861-1865 – O norte-americano Mathew Brady faz a cobertura da Guerra Civil Americana e torna-se um dos primeiros fotojornalistas do mundo.com . com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. 1854-1910 – Nesse período desenvolve-se o movimento denominado pictorialismo. 1855 – O britânico Roger Fenton fotografa durante quatro meses a Guerra da Criméia (1853-1856). paisagem. em vez de ter de prepará-las antes da exposição. negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitrocelulose com álcool e éter. Roger Fenton e sua carroça fotográfica. Apesar do preconceito de alguns pintores em relação à fotografia. produz 360 fotografias. Fabricadas em larga escala a partir de 1878. 1871 – O médico britânico Richard Maddox cria as chapas secas de gelatina com sais de prata. em 1858. Conhecido por seus experimentos com o uso de Página 118 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. como os franceses Ingres e Delacroix e. Para isso. onde revela as chapas. Seus temas são. No ano seguinte. onde realiza pequenos retratos com um daguerreótipo. em Londres (Reino Unido). fotógrafo inglês (9 de abril de 1830 – 8 de maio de 1904) reproduz em fotografia o movimento de um cavalo galopando. posteriormente.

com Página 119 de 249 . O trabalho dos fotossecessionistas é divulgado pela revista Camera Work. fundada por Stieglitz e publicada entre 1903 e 1917. O lema da Eastman é ―Você aperta o botão. além de inventor do zoopraxiscópio.múltiplas câmeras para captar o movimento. Terminado o rolo. Imigrantes chegam ao porto de Nova Iorque. Eastman substitui o filme de papel por um de plástico transparente à base de nitrocelulose. 1902 – O norte-americano Alfred Stieglitz funda o movimento fotossecessão. Os fotossecessionistas defendem a fotografia sem retoques ou manipulação nos negativos e nas cópias. no qual a foto passa a ser valorizada como expressão artística própria. estudo de movimento 1878 1880 – Publicação da primeira fotografia pela imprensa. 1882 – O francês Aphonse Bertillon inventa o sistema de identificação de criminosos através da ampliação fotográfica das impressões digitais.dispositivo para projetar os retratos de movimento que seria o precursor da película de celulóide (filme) e do cinema. nós fazemos o resto‖. vendida com um filme em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias. Mas somente no início do século XX o uso de fotografias nos jornais e revistas torna-se comum. No ano seguinte. o cliente manda a câmera inteira para a empresa Eastman. A fotografia se aproxima do abstracionismo. na capa do jornal Daily Herald.fotografia-dg. devolvendo o aparelho com um novo rolo de filme. Alvin Langdon Coburn e Paul Strand estão entre os principais nomes do movimento. a Kodak. 1888 – O norte-americano George Eastman desenvolve a primeira câmera portátil. com ênfase na forma e não no objeto em si. A simplicidade da câmera Kodak é responsável pela popularização da fotografia amadora. Edward Muybridge. de Nova York (EUA). 1907 – Foto: Alfred Stieglitz Anuário 2010 • Fotografia DG www. diferente das demais artes. em reação ao pictorialismo. Edward Steichen. que revela o filme e faz as cópias.

autor de fotografias que se caracterizam por linhas fortes. documentação factual e grande realismo. sem o uso do negativo e da câmera) são amplamente usadas. 1919-1938 – Ao final da I Guerra Mundial. 1925 – Na Alemanha surge um estilo realista conhecido como Nova Objetividade. Fotógrafos como o norte-americano Man Ray e o húngaro László Moholy-Nagy trabalham em estreita ligação com pintores e outros artistas.1907 – Os franceses Auguste e Louis Lumière introduzem o autochrome. Foto: Albert Renger-Patzsch Anuário 2010 • Fotografia DG www. A presença de fotos na imprensa firma-se com os jornais Daily Mirror. em oposição ao pictorialismo. 1915 – Com o aperfeiçoamento dos processos de impressão. sem retoques ou manipulações.com Página 120 de 249 . As técnicas de fotomontagem (manipulação de negativos) e fotograma (imagem direta sobre o papel fotográfico. como o cubismo e o surrealismo. Consiste de uma placa de vidro coberta com grãos de amido tingidos (que agem como filtros para as cores primárias) e de poeira preta (que bloqueiam a luz não filtrada pelo amido). de Londres (Reino Unido).fotografia-dg. os jornais diários começam a utilizar a fotografia com mais frequência para ilustrar as reportagens. Outro expoente do movimento é August Sander. que propõe uma fotografia puramente objetiva. de Nova York (EUA). Sobre essa placa preparada é colocada uma fina camada de emulsão pancromática (sensível a todas as cores). porém sem impedir a identificação do objeto fotografado. em substituição ao desenho. Ele adota o uso mais realista e direto da câmera. com certa ênfase na forma abstrata. obtendo-se uma transparência colorida positiva. e Ilustrated Daily News. o primeiro processo fotográfico colorido. Foto: László Moholy-Nagy 1923 – O norte-americano Edward Weston introduz a fotografia pura. a fotografia liga-se a movimentos artísticos de vanguarda. Seu maior representante é Albert RengerPatzsch.

pelo instante fugaz em que uma imagem se forma completamente em frente à câmera. não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens.fotografia-dg.1925 – A empresa alemã Leitz começa a comercializar a primeira câmera fotográfica 35 mm. Vários profissionais importantes na época.com Página 121 de 249 . Willy Ronis e Edouard Boubat. Anuário 2010 • Fotografia DG www. portátil e por ter disponíveis diversos tipos de lentes e acessórios. fazem fotografias publicitárias paralelamente ao seu trabalho artístico pessoal. considerada um dos principais processos de criação artística nesse período. Erich Salomon 1929 – As fotografias começam a ocupar grande espaço na publicidade. inventada pelo engenheiro Oskar Barnack. Entre os seguidores do seu estilo estão Robert Doisneau. Cartier-Bresson torna-se o mais influente fotojornalista de sua época. 1928-1929 – O fotojornalismo desenvolve-se na Alemanha nas revistas Berliner Illustrierte e Münchener Illustrierte Presse. Moholy-Nagy e Edward Steichen. desenvolvendo um estilo definido por ele como a busca pelo ―momento decisivo‖. Man Ray (1928) 1932 – O francês Henri Cartier-Bresson começa sua carreira como fotojornalista. Por isso. a Leica. isto é. rápida. como Cecil Beaton. Man Ray. Os principais nomes dessa época são o alemão Erich Salomon e o britânico Felix Man. Ela dá um grande impulso para o fotojornalismo por ser silenciosa.

Willard Van Dyke. a principal proposta do grupo. Edward Weston e seu filho Brett.com Página 122 de 249 . os fotógrafos Ansel Adams.Henri Cartier-Bresson (1932) La gare Saint-Lazare. 1932 O salto do personagem e o salto inverso do cartaz de circo. Anuário 2010 • Fotografia DG www. O nome refere-se à mínima abertura das lentes (diafragma) que permite a máxima profundidade de campo com o máximo de nitidez. 1932 – Fundação do grupo (64. logo ao fundo. Paris. luz relâmpago. nos Estados Unidos (EUA). Imogen Cunningham e Sonia Noskowiak.fotografia-dg. Ansel Adams (1932) 1933 – O norte-americano Harold Edgerton desenvolve o flash eletrônico.

Vários dos principais nomes do fotojornalismo mundial trabalham para a Life. nos Estados Unidos (EUA). Margareth Bourke-White. entidade criada pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt para estudar e diminuir os problemas da população rural dos Estados Unidos (EUA) durante a Grande Depressão. entre eles Robert Capa. até morrer no Vietnã. Dorothea Lange (1936) 1936 – O norte-americano Henry Luce funda a revista Life. recorre à fotografia para registrar suas atividades. improvisada. e Leopold Mannes inventam o filme Kodachrome. com o objetivo de substituir a fotografia acidental. Os fotógrafos a serviço da revista.fotografia-dg. que faz a cobertura de guerras em todo o mundo. dando impulso à fotografia documental e de denúncia social. próprias para reprodução ou projeção. Arthur Rothstein e Gordon Parks. 1935-1943 – A Farm Security Administration. que permite a obtenção de transparências (slides) coloridas com grande riqueza de detalhes e de tons. Entre suas fotos mais famosas estão Morte de um Soldado Legalista (soldado sendo alvejado na Página 123 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. Dorothea Lange. por uma edição de fotografia planejada. durante vinte anos. um marco da fotorreportagem mundial. são pautados para cada matéria e encorajados a produzir uma grande quantidade de imagens para dar mais opções de escolha aos editores.com . Destacam-se o trabalho dos fotógrafos Walker Evans.Harold Edgerton (1930) 1935 – Os norte-americanos Leopold Godowsky Jr. Ben Shahn. ao pisar em uma mina terrestre.

uma corrente da fotografia volta a passar por uma fase abstracionista e deixa de ter o compromisso de registrar a realidade.Guerra Civil Espanhola. durante a II Guerra Mundial. em 1944. Robert Capa (1936) 1942 – A Kodak introduz o filme Kodacolor. que havia desenvolvido o processo negativo-positivo colorido Agfacolor em 1936. Década de 50 – Após a II Guerra Mundial. negativo colorido que permite a confecção de cópias em cores. entre 1936-1939) e a série de imagens feitas durante o desembarque das tropas aliadas na Normandia. Henri Cartier-Bresson e George Rodger fundam nos Estados Unidos (EUA) a agência cooperativa Magnum. que tira fotos instantâneas em preto e branco.com Página 124 de 249 . 1947 – Os fotógrafos Robert Capa. o suíço Werner Bischof e o brasileiro Sebastião Salgado. entre eles o norte-americano Eugene Smith. A empresa alemã Agfa.fotografia-dg. Adota-se o uso expressivo e Anuário 2010 • Fotografia DG www. começa a comercializá-lo apenas em 1949. Em 20 anos. o Kodacolor torna-se o filme mais popular entre os fotógrafos amadores. Eugene Smith (1951) 1948 – O norte-americano Edwin Land desenvolve a câmera Polaroid. Daniel Seymour. Nela trabalham os principais nomes do fotojornalismo mundial. 1945 – A empresa austríaca Voigtländer desenvolve as lentes zoom. que permitem fotografar objetos situados a grande distância da câmera. devido à eclosão da II Guerra Mundial.

Paris Match. imitam a visão fotográfica (figurativa) e introduzem fotos em suas obras. do fotógrafo norte-americano Robert Frank. na França. Nessa linha destaca-se o trabalho do norte-americano Minor White. registro fotográfico da viagem que fez pelos EUA com o poeta beat Jack Kerouak. que teve grande repercussão mundial e se tornou um marco da fotografia documental. A fotografia também é bastante utilizada pela arte conceitual. na Alemanha. Harry Callaham e Bill Brandt. como ocorre na pop art. A exposição. imparcial e distante. Os pintores.fotografia-dg. por meio de colagem ou reprodução em silkscreen. como retoques e pinturas de negativos e de cópias. dando às suas imagens um caráter subjetivo. por sua vez. Frank rompe com a tradição da fotografia documental. Anuário 2010 • Fotografia DG www. e Der Spiegel e Stern. Outros representantes dessa corrente são Aaron Siskind. a fotografia deve ser transformada para que o espectador perceba a mensagem interior da imagem.com Página 125 de 249 . Muitos fotógrafos usam técnicas manuais de manipulação de imagens. a cobertura fotográfica dos acontecimentos no pós-guerra ganha fôlego com as revistas Time e Newsweek.emocional das imagens. como meio para a expressão de um conceito. é levada a vários países e dá origem a um livro com diversas edições. não visível na superfície. Robert Frank (1950s) Década de 60 – Nesse período desenvolve-se um grande intercâmbio entre o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos. Para ele. Minor White (1961) 1955 – O fotógrafo norte-americano Edward Steichen organiza no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) a exposição The Family of Man. do nascimento à morte. nos trabalhos dos norte-americanos Andy Warhol e James Rosenquist. 1959 – Lançamento do livro The Americans. No fotojornalismo. uma seleção de cerca de 500 fotos tiradas em 68 países que registram todas as fases da vida humana. nos Estados Unidos.

A maioria de suas campanhas era institucional. o alvo era propaganda de marca e não de produto. fotografia em três dimensões obtida por meio da exposição de um filme à luz de raio laser refletida em um objeto. música. mas também como meio de comunicar mensagens políticas e sociais.1962 – Os norte-americanos Emmett Leith e Juris Upatnieks e o soviético Yuri Denisyuk desenvolvem simultaneamente a holografia. Natural de Milão. apesar de ter perdido espaço para a televisão e o cinema. a exemplo das demais manifestações artísticas (pintura. em especial na fotografia de moda e de publicidade. Foto: Oliviero Toscani Anuário 2010 • Fotografia DG www. entre outras). criou campanhas publicitárias polêmicas para a marca italiana Benetton. normalmente composta apenas por uma fotografia polêmica e o logo da companhia. Um dos principais nomes da fotografia publicitária é o italiano Oliviero Toscani. A fotografia passa também a ser objeto de estudo acadêmico. como arte que deve ser compreendida e estudada. Década de 80 – Nesse período. A fotografia documental continua a ser desenvolvida.com Página 126 de 249 . ao tratar de questões como tabus. fotografia 3D. é reforçada a visão da fotografia como obra capaz de transmitir informação e prazer. Cresce a importância da imagem fotográfica como instrumento da publicidade. 1966 Década de 70 – As fotografias ganham maior importância como obras de arte. Começam a ser produzidas com mais freqüência em formato de livro. são exibidas em galerias e museus e compradas por colecionadores. literatura. violência e racismo em seus trabalhos.fotografia-dg. Técnicas antigas de reprodução voltam a ser utilizadas para a produção de imagens mais elaboradas e verifica-se uma tendência a se reduzir o número de cópias de uma fotografia. iniciada em 1982. Emmett Leith. 28 de fevereiro de 1942. Aumenta o uso da cor.

o filme é substituído por um disco ou cartão de memória no qual as imagens são armazenadas digitalmente. de Man Ray.Glass Tears. Nessas câmeras. já que o processo digital elimina a necessidade de revelação fotoquímica e ampliação.1981 – O brasileiro Sebastião Salgado torna-se mundialmente conhecido ao ser o único fotógrafo a registrar a tentativa de assassinato do presidente norte-americano Ronald Reagan. Sebastião Salgado. refugiados da Etiópia. que apresenta 20 fotos inéditas de Henri Cartier-Bresson. publicadas em livros como Sahel: l‘Homme en Détresse (1986). Representante da fotografia documental. A mostra reúne ainda outras 160 imagens realizadas pelo fotógrafo francês entre os anos 30 e 70. Anuário 2010 • Fotografia DG www. ao ser vendida por US$ 65 mil. ser transmitidas por meio de linha telefônica para um computador em qualquer lugar do mundo de forma extremamente rápida. Salgado se destaca nos anos 80 e 90 por suas grandes foto reportagens de denúncia social. Elas podem. principalmente no fotojornalismo e na publicidade. Trabalhadores (1993) e Terra (1997). 1993 . 1997 – A Maison Européenne de la Photographie (França) realiza a exposição Des Européens. 1984 Década de 90 – Intensifica-se o uso das câmeras digitais.fotografia-dg. assim. torna-se a fotografia mais cara do mundo.com Página 127 de 249 .

com Página 128 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.

com Página 129 de 249 .fotografia-dg.Anuário 2010 • Fotografia DG www.

por exemplo. para poder conferir a calibração do meu monitor (algumas vezes o grande culpado). Por isso.Como obter fidelidade de cores nas fotografias impressas Por: Fernando Bagnola Resolvi tirar da gaveta (e do cofre) um instrumento que vai. Aquele céu lindo que ficou apagado quando comparado ao que se via no monitor … aquela mulher bronzeada que ficou com pele esverdeada parecendo recémchegada de Marte … coisas de fazer qualquer fotógrafo querer cortar os pulsos! Reclamar? Mas com que base técnica que devolva a tristeza a quem cometeu aquela aberração cromática e o obrigue a repetir a impressão? Fica aquele jogo de empurra-empurra que não resolve a situação e quem acaba tendo que engolir aquele sapo (que era verde mas virou magenta … hehe) é. Assim. Vou colocar aqui uma versão mini para poder explicar melhor como deve ser utilizado e depois vou fazer o upload para vocês baixarem a versão em 300 dpi já no formato 15×21 cm (caso o laboratório não tenha esse formato. também. Reparei que havia alguns trabalhos que passava para a turma que foram pré-aprovados por este professor megachato quando o assunto é qualidade cromática dos brancos e pretos que foram o assunto de minha coluna anterior aqui no fotografia-dg (Color Balance + Black Balance) … continuando … peles com dominante magenta … pretos que ficaram azulados … céus esverdeados … enfim. Conseguiram (?) perceber como é importante ter algo para colocar diante do nariz do impressor e exigir que o erro seja reparado de forma profissional como se espera de alguém que vende profissionalismo (?). pode ser impresso em 20×30 cm centralizado deixando o arquivo no formato original com margem branca à volta sem qualquer interpolação).80 x 0. Ganhei essa ferramenta de uma das pessoas mais capazes que é responsável pelo Departamento de Impressões Profissionais da PrintColor Digital Service que me atendia antes de vir para Portugal dar aulas de Fotografia de Moda (+tratamento digital) convidado pelo IPF onde fui formador até o ano passado e de onde pedi demissão por razões pessoais. tenho hábito (mesmo!!!) de mandar fazer cópias em todos os tipos de papel mais usuais (brilho. de seus posters de loja no formato 1. o cliente. ou seja. principalmente.fotografia-dg.80 m onde não há como arcar com os custos de repetição de trabalhos que não correspondem às suas peças ou quando o vestido branco daquela noiva exigente (como todas elas) ficou como se tivesse sido tingido de magenta. mate e metálico) e volto para a frente do meu monitor para comparar os resultados obtidos e. VOCÊ!! É algo muito simples e vou usar esse espaço que ganhei do meu amigo Diogo Guerreiro sempre nesse sentido de ajudar a todos os fotodgnianos com ferramentas fiáveis e fáceis de usar que possam garantir resultados precisos. quase sempre. mudar a vida daqueles que sentem-se insatisfeitos quando olham as suas imagens e não conseguem as mesmas cores do arquivo original enviado aos laboratórios profissionais. pedi para o incansável Diogo Guerreiro que entrasse comigo nessa Guerra contra a falta de fidelidade das cores que das nossas fotografias colocando um link para download do Impression Gamma Calibrator que eu utilizo sempre como teste quando utilizo um novo fornecedor para minhas impressões profissionais.com Página 130 de 249 . certamente. quando o Cliente quer (e precisa) de fidelidade nas cores. lógicamente. Atenção: Faça a comparação com luz natural difusa com boa intensidade para não haver distorções!!! Anuário 2010 • Fotografia DG www. uma lástima e. as avaliações acabavam por ficar muito aquém do que mereciam meus estimados aluninhos que se contorciam de raiva mas nada podiam fazer.

os brancos devem estar limpos. Algo a ser considerado é que há sempre uma pequena diferença entre os pixels e as tintas de impressão principalmente quando transformamos de RGB para CMYK (no caso de impressão gráfica). significam. ou pelo menos não deveriam mudar. os ajustes necessários para que. Iss controla o Gamma e dá uma noção exata da situação de calibração do monitor e da precisão da transferência de toda a escala de brancos passando por todos os cinzentos que formam as sombras e midtones. Foi por isso que. a partir de então.Download Impression Gamma Calibrator Todas as cores que estão aqui devem ser fiéis ao que se vê aqui e. Reparem que: 1) Há uma moldura preta que deve servir como referência de impressão dos pure blacks (100%).fotografia-dg. 2) Que há duas fileiras verticais que imitam o filme de rolo com a área dos fotogramas em branco que servem para o mesmo efeito. comecei minha coluna com esse assunto (ainda disponível aqui no site para os fotodgnianos). volto a repetir. os cinzentos e os pretos. Anuário 2010 • Fotografia DG www. sempre. possa dormir tranquilo sem ter pesadelos coloridos. só que dos whites (255 = pure white do Photoshop). que são os brancos.com Página 131 de 249 . principalmente. Todas as divisões deverão estar visíveis no seu monitor e impressão. Brancos sujos. Mas há algo que não muda nunca. alguém estará em sarilhos. todas as outras cores sujas afastando-nos da precisão cromática. Eu sempre uso o mesmo laboratório e tento desenvolver. em conjunto. respectivamente. 3) Há uma escala de cinzentos (%) na parte de baixo que começa da direita para a esquerda desde o branco puro e que vai variando (%) e que continua escurecendo na escala que fica logo abaixo até chegar ao preto 100%. caso contrário.

4) Há outra escala colorida. Magenta (M do CMYK). esta sim relacionada com a fidelidade das cores. para finalizar. há imagens em Color e PB que farão um diagnóstico comparativo geral a respeito da composição das cores (Impression Calibrator).com Página 132 de 249 . os laboratórios possam também melhorar a qualidade final dos seus serviços e os culpados sejam. que começa em Vermelho (R).fotografia-dg. trazidos à Luz … hehe! Anuário 2010 • Fotografia DG www. Yellow (Y do CMYK) e Black (que é o K do CMYK) que deve ser utilizada. quando houver a conversão de fotos RGB para CMYK (só para impressão gráfica onde é necessário). 5) E. finalmente. Verde (G) e Azul (B) e logo a seguir entra o Cyan (C do CMYK). principalmente. Acredito que munidos dessa impressão-teste.

. e que exploro a seguir. cor. uma referência.com Página 133 de 249 . O texto Ao mesmo tempo em que nome e sobrenome designam a autoria. já que a marca apenas apoia a autoria e não evita a cópia não autorizada ou inadequada. Arial… Tamanho. com os novos métodos é tão fácil retirar um texto pequeno ou um grande. por Cesar Coe que provavelmente auxiliará alguns. aplicado a um local que não entre em conflito com os pontos da fotografia. provavelmente essa poluição atrapalhará tanto que a observação se perderá entre texto e imagem. cor e direção Não exagere no tamanho. que pode ser bem adequada para não atrapalhar na estrutura fotográfica. Já há um tutorial para elaborar um tipo de marca d´água publicado no Fotografia DG. que evitem a confusão entre letras semelhantes. Prefira fontes de fácil leitura. Tente elaborar em um tamanho legível e ao mesmo tempo discreto. Pode até ser as mais simples: Calibri. a harmonia entre os planos e a técnica. ―Reprodução proibida‖ ou ―Todos os direitos reservados‖.fotografia-dg. Mas além dessa. O importante é sempre manter um olhar bem crítico na hora de estipular a direção. em geral uma marca negativa e uma positiva são suficientes para todas as inserções. mesmo que seja o nome (que funcionará a curto/médio ou longo prazo). Local inadequado. Não atrapalhe o motivo da imagem. A mais útil é a que leva o observador a algum lugar: um site. para um fotógrafo que ainda não possuí muitas atribuições pode ser tão vago quanto a famosa frase ―All Rights Reserved‖. pouca transparência e grande: fatores que afetam a imagem Anuário 2010 • Fotografia DG www. marcas inconvenientes que ficam em cima do ponto principal certamente incomodarão a visibilidade. Não adianta vincular todos os dizeres na foto. tamanho.Marca d´água: hora de sujar suas fotos Por: Mariana Simon Há infinitas maneiras de marcar suas fotografias. há outras formas que carregam a mesma lógica de elaboração. texto etc. Alguns fotógrafos incluem os dados em uma borda extra. Seja prático na aplicação de cores.

Seleciono alguns endereços (todos em inglês) para adição de marca d‘água em múltiplas imagens:    Picmakr WaterMark Watermark Tool Anuário 2010 • Fotografia DG www. também disponível em plugins para o Photoshop e outros programas de edição. O problema da aplicação em massa é que o local ideal para algumas não é o mesmo para outras. o que causa diversos problemas posteriormente.fotografia-dg.com Página 134 de 249 .Utilização da marca em preto e em branco A solução para os que não tem paciência de adicionar a marca de água a cada fotografia são alguns sites capazes de incluir um texto em um lote de imagens.

Cada pixel de uma imagem em preto e branco requer um byte de informação e cada pixel numa imagem a cores requer três bytes de informação.fotografia-dg.8MB.com Página 135 de 249 . o sensor fica livre para receber uma nova imagem. Observe que cada pixel aprensenta 4 quadradinhos. Esse é outro fator que pode influenciar a qualidade final da imagem. pode receber 16 imagens de baixa resolução e apenas uma única imagem de alta resolução. O número de pixels capturado pelo sensor de imagem é normalmente referido como a resolução de uma imagem. A fórmula para se determinar o tamanho de uma imagem digital é muito simples. Esses pixels são tão pequenos que chegam a criar a ilusão de imagem fotográfica contínua. que o método de compressão JPEG é considerado como um método com pouca perca de qualidade se for usada com bom senso. Mas se o sensor está livre para a captação de uma nova imagem. Para não sermos muito exatos com esse aspecto. Tamanho de imagem e compressão Toda vez em que a imagem é captada. Tendo como exemplo. só temos a possibilidade de gravar JPEG. para compensar a falta de sensbilidade dos nossos olhos a esta cor.Pixels e Resolução Por: Prof. um azul e dois de verde. e a imagem já captada tem que ir para um meio qualquer para efetuar a gravação de imagem. melhor será a resolução de uma imagem. que resulta da multiplicação dos pixels horizontais pelos verticais. Dr. por exemplo. A resolução de imagem é sempre constituída pelo número de pixels verticais e horizontais de um sensor e assim se chega ao termo menos formal de resolução. com se fosse favo de mel: 1 vermelho. Temos então assim que considerar que quanto maior for o sensor de imagem e quantos mais eletrodos este possuir. Isto quer dizer que nos cartões regulares de 8MB capacidade. Isso é possível porque a compressão JPEG permite uma reorganização dos pixels de forma a serem expressos usando menos informação. Desta forma um cartão de memória. Quando se coloca um filme fotográfico em uma câmera já se sabe exatamente quantas fotografias iremos fotografar. sendo esta uma das principais diferenças para com as câmeras fotográficas tradicionais. uma câmera com 1600 x 1200 pixels de resolução teríamos um tamanho total de imagem de 5. uma única imagem. Enio Leite A imagem de alta qualidade em baixo mostra a estrutura dos pixels com 100o% de ampliação. Anuário 2010 • Fotografia DG www. O tamanho de uma imagem digital depende da resolução da mesma. de modo geral. que se tornaram sinônimo de capacidade de captação do sensor e também de qualidade de imagem. E estes pequenos quadrados de imagem são denominados pixels. Cada eletrodo capta uma informação da imagem com o tamanho de um quadrado. A resposta dos fabricantes a esse problema chama-se Esse formato de imagem permite níveis de compressão diferentes possibilitando assim a redução do tamanho do arquivo final da imagem. citamos. Dessa forma para determinar o tamanho de uma imagem a cores multiplica-se o numero de pixels por três. São denominados por MEGAPIXEL. A câmera digital capta assim a imagem como uma colméia de pequenos quadrados de imagem. A maior diferença ainda existente entre os sensores de imagem e o filme reside nos eletrodos em si. O mesmo não ocorre com os meios eletrônicos de gravação.

Já nas cameras Nikon. temos duas taxas de compressão. Na realidade esta taxa está dentro do patamar dos 72 dpis. via e-mail. o padrão é sempre 72 dpis. MÉDIO e SMALL – Pequeno. Para o fotógrafo amador. Isto nos permite um detalhamento muito maior nas altas e baixas luzes de uma imagem e nas zonas de sombra profunda. que carreguem rápido. os ―quadradinhos‖ dos pixels passam a ser mais visiveis. Mesmo falando de resolução da imagem. em termos gerais.0 até 6. a imagem tende a pixelar mais. resolução padrão da tela do monitor. a tela do monitor enxergará apenas os 72 dpis. Ainda sobre qualidade da imagem Ao contrário da fotografia tradicional. normal e fine. etc. A captação de imagem em formato TIFF. Alguns chegam até a afirmar sem qualquer tipo de dúvida.0.com Página 136 de 249 . Ao fotografarmos com filme tradicional de 35 mm não somos obrigados a saber com antecedência qual será o tamanho da imagem final. Resumindo. ou RAW. há três padrões de compressão: basic. a fotografia digital não é independente da sua aplicação Devemos estar consciente que este é um sistema diferente e como tal deve ser compreendido. Mas. Bem. na realidade este tamanho irá variar de 2. qual é a vantagem em utilizá-la? Simples. alta taxa.fotografia-dg. Este modelo da Canon apresenta três tamanhos diferentes: LARGE – Grande. Qualidade de imagem significa tamanho de imagem. para cada utilização há um tamanho e taxa de compressão mais adequada.0 Mepaixels. o arquivo das câmeras digitais intermediárias de mercado é mais do que o suficiente Anuário 2010 • Fotografia DG www. se meu objetivo for produzir imagens para internet. que se consideramos a amplitude dinâmica. Há ainda outras possibilidades que as câmeras digitais mais recentes nos permitem. mas que exigem cartões de memória de maior capacidade e velocidade na taxa de transmissão. O filme tem características físicas que permitem uma grande variedade de utilização. quando precisamos de imagens para internet ou projeção de slides. em 20×25 cm. não faça nada antes de consultar as configurações do seu impressor. Imagens nesta resolução são indicadas para impressão em laboratório fotográfico. se a imagem em jpeg com maior taxa de compressão oferece imagens de baixa resolução. ao passo que uma câmera digital de gama média nos proporciona uma amplitude dinâmica de 4 a 6 f-stops e câmeras digitais profissionais chegam a atingir os 11 f-stops. final . digitalizar o filme para futura impressão em brochuras. Quando a taxa é mínima. um filme de negativo nos permite ter uma amplitude dinâmica de 10 f-stops. Por exemplo. Fine apresenta a menor taxa de compressão. que podem oscilar de 100 a 200 dpis. deixando de ler os demais pontos por polegadas. como 300 dpis. Há outros casos. os pixels ficam melhor agrupados em menor tamanho.Este é um dado a ter em conta porque não faz sentido adquirir uma câmera digital com uma resolução muito elevada e depois compactar excessivamente as imagens e assim perder grande parte da sua qualidade. dependendo dos dados contidos na imagem associado à sua taxa de compressão. Já imagem destinada a qualquer tipo de impressão recomenda-se 300 dpis. Estes arquivos são aquele com maior taxa de compressão. Caso tenhamos imagem com menor taxa de compressão e alta resolução. Bem. vou precisar de arquivos mais leves. por exemplo. e ou em ―escadinha‖. a fotografia digital é igual ou superior à de um filme. gráficas. formatos de imagem não comprimidos. ou até digitalizar o filme para publicar apenas numa página da Internet. Embora o fabricante afirme que a maior qualidade do arquivo é aproximadamente 8. mas também apresenta outras vantagens a considerar. Já com taxa maior. revistas. A fotografia digital tem. Poderemos imprimir em 10×15 cm. temos sempre que considerar a sua aplicação. um filme de slide permite-nos ter uma amplitude dinâmica de 6 f-stops. que não necessita imprimir mais do que um formato 15×10 cm. Para cada tamanho. O desenho em ângulo significa baixa taxa de compressão. de fato uma limitação de resolução. como impressão de banners. enviar fotos para amigos.

ou até mesmo seguindo o padrão de uma folha branca.para essa finalidade. tendo assim longevidade e facilidade de armazenamento muito maior. com limitações e vantagens diferentes e que terão aplicações diferentes em alguns casos.fotografia-dg. passando o seu original a estar corretamente equilibrado. trata-se isso sim de optar. O ajuste e equilíbrio das cores é um dos principais problemas que o fotografo enfrenta no seu dia a dia. uma imagem digital não é mais do que um arquivo em código binário (0 e 1) que no seu conjunto contém a informação da nossa imagem. cada vez mais. riscos. acertar a temperatura de cor de uma dada imagem os fotógrafos se deparam diariamente é com o equilíbrio de cor. Por isso mesmo essa imagem mantém-se inalterada para sempre. visto o mesmo já incluir em si a função de um termocolorímetro. Para nos certificarmos de que a cor da nossa imagem está neutra. será uma boa solução para resolver esse problema. Uma das maneiras para calibrar estes ajustes é por meio do canal de cores sRGB. Ao contrário do filme. defeitos que depois de ampliados se não forem arquivados com material de pH neutro. mesmo as mais simples proporcionam programas de balanço automático de brancos que permitem resultados bastante próximos da realidade. os químicos de cor e o papale footgráfico não estejam calibrados para que se tenha que reiniciar o trabalho. Hoje em dia existem câmeras digitais profissionais que permitem captar a realidade com cerca de 100 milhões de pixels de informação e uma profundidade de cor de 64 bits ou 16 milhões de cores. Pelo contrário. Mais uma vez. o processo para se atingir essa neutralidade é complexa e muitas vezes quase impossível de atingir. Sobre a qualidade do sistema. ficando o nosso original sempre com esse desvio. Para fins mais profissionais existem câmeras fotográficas digitais ou backs digitais para algumas câmeras de médio e grande formato que se assemelham em qualidade ao filme fotográfico comum (mercado amador). só é possível eliminar essa mesma dominante numa segunda fase do processamento da imagem. se saber como preservar suas respectivas imagens. Veja mais detalhes no manual de sua câmera digital reflex. As câmeras modelos compact operam apenas com o padrão sRGB. mas o seu preço por ser muito elevado permite que seja utilizado quase que exclusivamente por fotógrafos profissionais. Por outro lado. Não se trata aqui de dizer que um processo é melhor ou pior do que outro. A captura digital de uma imagem consegue atingir resultados de fidelidade de cor muito mais rapidamente do que o método tradicional. Trata-se isso sim de compreender que são sistemas diferentes. 8 cores por canal e Adobe RGB. que já é possível escolher a temperatura de cor mais adequada para uma determinada situação.com Página 137 de 249 . Basta que o monitor. bastará utilizar corretamente o recurso do WB da própria câmera fotográfica digital. A neutralidade total de um filme fotográfico nem sempre é exigida. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Apesar das câmeras terem complexidades diferentes na utilização desse tipo de característica. o trabalho de correção de cor de uma imagem pode ser comprometido pela impressão. Qualquer filme fotográfico é uma segunda geração da imagem (após o processamento). e por ser um suporte físico é susceptível de se desbotar ou até da imagem se perder para sempre. porque temos a possibilidade de utilizar o software que nos é fornecido com a câmera para corrigirmos essa mesma cor. se deteriorar. Estão sujeitos a poeiras. as dominantes de cor podem ser rapidamente eliminadas de uma imagem. irão. 16 cores por canal. Produzindo cores mais correctas Se existe uma área onde as câmeras fotográficas digitais parecem levar a melhor sobre as suas similares tradicionais é na gestão da cor. Há outras que permitem uma maior flexibilidade na sua utilização. podemos ainda acrescentar um fator extra. mas quando tal acontece. a fotografia digital independe da intervenção de terceiros para atingirmos o resultado final esperado. mas podemos afirmar que para o fim a que se destina é suficiente. No sistema tradicional. Sendo um dos problemas com que o fotógrafo se debate mais frequentemente. na certa. A utilização de um termocolorímetro ou calorímetro. Certamente que a profundidade de cor de uma imagem digital não se assemelha à mesma de um filme cromo (―slide‖).

por exemplo. Retém as informações em camadas. É o formato de mais alta qualidade e é excelente para imprimir pois não nenhuma perda de qualidade. Destina-se. a imagem comprime e você perde uma pequena quantidade de informação. E na hora de salvar? O que você faz? Salva como PSD. Você vai precisar salvar em um formato diferente para enviar a um laborátorio de revelação. Então você começa a editar. Ao salvar em JPG. GIF. não há como voltar para edições anteriores.com Página 138 de 249 . dependendo de como salvá-lo. mas sem a perda da qualidade de um GIF. JPEG      O formato JPEG (Joint Pictures Expert Group) é um tipo de arquivo para armazenamento de imagens que pode trabalhar com esquema de cores em 24 bits. em como você vai salvar para compartilhar as fotos na Web ou enviar para impressão. É o formato mais popular e é visível por todos e pode ser usado para impressão e web. A maior desvantagem do formato JPEG é com perdas. O formato PNG cria arquivos menores. TIFF. que surgiu como substituto para o formato GIF.Qual formato utiliza para salvar suas fotos? Por: João Vitor Teofilo Você fotógrafo fotografa em RAW ou JPEG ou às vezes em ambos. PNG ou outro formato? Este artigo não pretende abordar como salvar arquivos RAW para formatos como por exemplo o DNG (Digital negativo). especialmente se forem utilizadas muitas camadas na edição. Outra desvantagem é que as camadas são niveladas ou seja. Tem como desvantagem o arquivo muito grande e você não pode exibir imagens na web com esse formato. Abaixo falarei um pouco de cada formato e porque você pode ou não querer usá-los: PSD        É o formato padrão do Photoshop. É útil quando você tem muitas camadas e deseja preservá-las. Cada vez que você abrir e salvar. TIFF     O formato TIF ou TIFF (Tagged Image File Format) é um formato de ficheiro gráfico. mas muitos fotógrafos vão acabar no Photoshop fazendo uma edição mais detalhada em suas fotografias. Na web não se pode exibir imagens com esse formato. varia de 1 que é a qualidade mais baixa e 12 que é a mais alta. JPEG. você pode começar no Lightroom ou no Adobe Camera Raw. Quando se precisa manter a transparência ele também se torna muito útil.fotografia-dg. PSD‘s são muito grandes. você decide a qualidade desejada no Photoshop. Anuário 2010 • Fotografia DG www. a saber. PNG   PNG (Portable Network Graphics) é um formato de dados utilizado para imagens. A visualização só pode ser feita com o Photoshop ou alguns outros programas do pacote Adobe. e o único com suporte para a maioria dos recursos do mesmo.

  É útil se deseja manter a transparência.com Página 139 de 249 . As desvantagens são as cores limitadas e não tratar bem fotografias. mas não recomendado para fotos. agencias de publicidade. Eu fotografo em RAW e utilizo o JPEG como formato para salvar depois da edição. um dos maiores motivos de usá-lo é que você pode usar na web em qualquer lugar e enviar para laboratório de revelação. é um formato mais leve e a qualidade perdida é muito pequena. esperamos que você tenha uma idéia de qual dos formatos é melhor para o seu tipo de trabalho. existe um que vai ser melhor para cada trabalho que você irá fazer. Você pode compartilhar esses arquivos na web. Após ler isso. mas quando faço a edição em camadas e sei que vou precisar fazer alguma alteração posterior salvo em PSD e em JPEG pois posso voltar e fazer modificações nas camadas. etc. GIF     Este formato permite imagens de alta qualidade e alta resolução serem mostrados em uma variedade de hardwares gráficos. Anuário 2010 • Fotografia DG www. O tamanho do arquivo é muito pequeno para que esse carregamento seja rápido na web. a não ser que se abra a foto e a salve novamente muitas vezes.fotografia-dg.. O Graphics Interchange Format é bom para gráficos web com animação. E como vocês podem perceber se tratando de formatos não existe certo ou errado.

Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.com Página 140 de 249 .

Perguntei se ele faz igual ou melhor para poder criticar. Eu mesmo elogio meus colegas. me aborda no MSN e pergunta: Você conhece o ―Fulano de tal‖? E eu disse: ―Sim. quem produzia farinha trocava parte de sua produção com quem criava animais. ocorrido em MSN.com . Fim de dialogo com o que eu citei no Twitter: ―Não critique o trabalho de um fotógrafo se você nunca fez ou não faz fotos no estilo dele.‖. muitas vezes vazios. Assim. Outro diálogo. com quem colaboro eventualmente como assistente.‖ O primeiro caso me lembrou de um conceito que aprendi na escola. também clica ensaios. ―Gostei da definição‖. e ele disse que não faz melhor porque não faz esse tipo de foto. que já havia trocado com quem produzia vasos de cerâmica. e não o que passou. e acrescentei que eu valorizo o trabalho da pessoa citada. comentando repercussão de meu mais recente ensaio disse: ―Não leve tão a sério o flickr. Assim. indica elogiar o trabalho de quem te elogiou. ao se despedir. guloseimas e diversos assuntos que não necessariamente envolvem a fotografia. no sistema de escambo. conheço pessoalmente. ―Bom clique‖. Elogios estes que muitas vezes nublam nossa visão. dois pequenos diálogos dispararam insights para escrever um pequeno texto sobre a cultura dos comentários fotográficos na internet. inflam nosso ego e nos impedem de seguir adiante na busca da melhor foto. cada um saia mais ou menos satisfeito depois das trocas. E eu concordei dizendo: ―Verdade Almir. tem um destaque em nossa cidade. que por sua vez já tinha trocado um vaso por aquele primeiro cidadão. ―Luz legal‖. que nunca gosta de nada. o que em uma política de boa vizinhança.com). é critica pela crítica. meu amigo e fotógrafo Almir Jr (www. o flickr é uma espécie de troca de elogios gratuitos. não é isso! Não me entenda mal. gerou uma colocação minha no Twitter bem comentada. etc etc etc. que por sua vez já teria trocado parte de seus animais por quem cultivava temperos. mantendo a cadeia de reciprocidade.almirjr. de troca de elogios nem sempre sinceros.Crítica pela crítica ou escambo de elogios? Por: Igor Fraga Na semana passada. observo o trabalho Página 141 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. o produtor de farinha. olhares. faz um bom trabalho‖. se sentem impelidos a entrar na galeria do fotógrafo que o elogiou e comentar. após uma tarde de bate-papo em um Café. multiply? Não devemos elogiar o trabalho de colegas? Não. Ao que recebi a resposta do colega: ―Não gostei das fotos dele nesse trabalho. pois eu sei como é difícil fazer aquilo ali. Antes da criação da moeda. achei muito repetitivo. Em que os exemplos de comentários acima ajudam a melhorar minha técnica e meu olhar? Acho que era a isso que o Almir se referia. ao velho e sábio entendimento de que aprendemos mais com as criticas do que com os elogios. Na primeira situação. Notei uma enxurrada de comentários do tipo: ―Adorei a foto‖. a economia girava em torno de um sistema de trocas. E onde entra o escambo? Muitos dos elogiados. Mas o que isso tem a ver com fotografia? Nada? Tudo! Percebi sempre a natureza de certos comentários em minhas fotos e nas fotos alheias no flickr. contemporâneo meu. na base da troca. o ―escambo‖.fotografia-dg. Um colega iniciando na fotografia.‖ Não gostei do tom da crítica gratuita e disse a ele que é excessivamente crítico. que deve ser sempre o próximo clique. não devemos comentar no flickr. Mas então. nos livros de História. sem graça e tal. se você acreditar em tudo que dizem a você ali…‖. ―Ficaram lindas as cores‖. em estúdio e em externa. Fiquei a pensar nisso durante a semana.

sempre encontraremos criticas. Na minha opinião. e o agradeço por isso. em redutos como a sala ―Foto-Crítica‖ do Digifórum. considerado antipático. Raramente recebo um elogio dele. indique caminhos. ninguém clica só pra si. Bem sei que ninguém agrada a todos. Para concluir. sempre melhorei um pouquinho em algo. nós também ganhamos pois ao pensar nas possibilidades. todos precisam de feedback. e não ser a vitrine do ego e a arvore frondosa onde colher os fartos frutos dos elogios. e diversas formas de comentar a foto como uma forma de contribuir para o trabalho do outro.deles. das críticas gratuitas. Há esperanças de comentários de qualidade na internet. temos que elogiar sim. Almir Jr é um exímio crítico de meu trabalho.com Página 142 de 249 . situações com as quais pode se deparar diante de sua câmera no dia de amanhã e já terá uma idéia de como agir. Ele me empurra pra frente mais com suas criticas do que com seus poucos elogios. cresço muito mais com o dialogo com eles. Com isso não só o autor da foto comentada ganha.fotografia-dg. Você faria diferente? Faria melhor? Então sugira. e eu cresço muito mais com elas que com os elogios vazios do flickr. propiciando a ele alternativas que talvez nem tenha vislumbrado. tiro dúvidas. colabore. mesmo em coisas que nunca tenha reparado até ele criticar. discuto técnicas e idéias. quanto à luz. Na minha opinião esse é o poder do flickr e de comunidades de fotógrafos. mas ao menos nunca saí de uma conversa com ele do mesmo jeito que entrei. ainda mais se nunca fizemos algo naquele estilo. congregar interesses comuns. Quando comentamos. Dessa forma. edição. e raramente gostamos do trabalho de todo mundo. costuma sentar junto comigo e criticar foto por foto de cada ensaio meu. vejo que é possível elogiar sem ser vazio. a comunidade ―Comente a foto‖ no Orkut e ainda o grupo ―Crítica Fotográfica‖ do Flickr. idéia e direção dos modelos. entre outros. você treina sua mente e talvez perceba coisas que nunca havia pensado. senão ao final estará sozinho. contribuindo para a melhoria do outro. pois incentivo é necessário. Há muito que se pensar. requer um preparo psicológico. e criticar sem ser leviano. Isso não é critica pela crítica e sim critica com objetivo e muda a vida das pessoas. mas também não podemos sair por ai criticando por criticar o trabalho dos outros. não critique por criticar. mas busquemos nos colocar no lugar daquele fotógrafo e pensar: ―Como eu faria essa foto? Como eu aproveitaria essa luz? Onde eu colocaria esse flash? Será que fechar mais a abertura ajudaria? Será que menos velocidade aproveitaria mais a luz ambiente? Será que saturando mais ou menos a foto ganharia um clima legal? Um ângulo mais baixo daria um outro clima? Esse olhar da modelo está de acordo com o contexto do ensaio? Etc etc etc‖. troco experiências. Eu gosto de ditados populares e um deles diz: ―Cuide para que suas palavras sejam melhores que o seu silêncio. técnica. Não podemos ser hipócritas e dizer que tudo é lindo. Quando formos fazer um comentário ou crítica espero que nos lembremos de tais questões.‖ Anuário 2010 • Fotografia DG www. voltemos ao segundo diálogo. faço contatos com fotógrafos com quem me identifico. ninguém vence sozinho nesse mundo tão interligado. do que com o que eu leio sozinho. Nem sempre é fácil ouvir todas as criticas.

youtube. ou fotojornalista. registrar. Também veja o vídeo da música feita pelo grupo Manic Street Preachers. e até podem mudar o rumo de uma vida? Quem não conhece a famosa foto feita pelo Kevin Carter. em sua homenagem. que diverge muitas opiniões profissionais. http://www. como eles são conhecidos. no qual dizia-se que o fotógrafo numa situação como essa deveria ser uma testemunha ou um salvador? E para você. E a minha resposta é SIM! Para justificar minha opinião. mesmo que esses momentos possam nos colocar contra qualquer princípio ético. daquelas que ganham a primeira página de um grande jornal ou são passíveis de ganhar grandes prêmios fotográficos. mas muito delicado.com). encontram matéria prima para uma foto expressiva. é um ser como qualquer outro. Algumas fotos marcam a ―história‖. http://www. Criou-se um dos maiores dilemas do fotojornalismo. Às vezes o lado profissional fala mais alto do que o humano.com/watch?v=xDOxDRUNBBQ Convido também à assistirem o documentário de Dan Krauss. e principalmente polêmico. Existem situações que vamos nos deparar na profissão que teremos que decidir em segundos o que fazer. Realmente é um tema muito. passível de sentimentos. que fotografou uma criança africana sendo observada por um abutre? O resultado final dessa composição foi a morte de Kevin. aonde quero chegar? O fotógrafo acima de tudo é humano.Uma foto pode matar? Por: Angelo Coffy Não é todo dia que um fotógrafo. ―The Death Of Kevin Carter: Casualty Of The Bang Bang Club‖ (http://www.kevincarterfilm. que não conseguiu mais conviver com aquela imagem em sua mente e suicidou-se? Com esse exemplo.com Página 143 de 249 . volto ao caso de Kevin. devemos ser menos profissionais e mais humanos? Seu suicídio foi motivo de diversas discussões e estudos sobre a ética na fotografia como você pode ver neste vídeo.fotografia-dg. acertos e erros. às vezes somos tomados por uma onda de desespero para captar momentos. A pergunta que faço aos amigos é: ―Uma foto pode matar?―. salvar uma vida.youtube. salvar a nosso própria vida (no caso fotojornalistas que cobrem guerras) e tudo isso em uma fração de segundos. que foi massacrado por ter esperado 20 minutos para fazer a foto ao invés de ter ajudado a criança logo que viu o abutre se aproximar.com/watch?v=uqOphS9oHes Anuário 2010 • Fotografia DG www.

Por exemplo: na fotografia. Claude E. C) Redundância de objeto-sentido – quando o objeto e o sentido são os mesmos. Sua teoria foi a primeira a considerar comunicação como um problema matemático rigorosamente embasado na estatística e deu aos engenheiros da comunicação um modo de determinar a capacidade de um canal de comunicação em termos de ocorrência de bits. ruído pode ser definido como qualquer interferência externa. Enio Leite Há uma ciência. em julho e outubro de 1948. teoria do ruído. uma mensagem 100% redundante é banal. e contendo reimpressões do artigo científico anterior de forma acessível também a não-especialistas – isto popularizou os conceitos. Ela não deve ser confundida com tecnologia da informação e biblioteconomia. Entretanto. mas pode envolver aspectos relacionados com a perda de informação na compressão e na transmissão de mensagens com ruído no canal. transmissão de dados. a redundância ainda pode ser: A) Redundância de Objeto – quando o elemento fotografado é o mesmo em várias situações. de repente escorrega e cai. criptografia. é o que causa interferência na transmissão da idéia ou o que atrapalha a comunicação. como valor central objetivo. correção de erros. Em outras palavras. e a sua devida repercussão dentro das mídias imprensa ou eletrônica. quer dizer. Entretanto. a Teoria da Informação coloca em primeiro plano a IDÉIA DE NOVIDADE.fotografia-dg. por Anuário 2010 • Fotografia DG www. A teoria não se preocupa com a semântica dos dados. pois esta pode ser medida matematicamente. dispensável. Às vezes. determinada pelo grau de improviso. Na formação. na mesma mensagem há REDUNDÂNCIA. Por exemplo: uma pessoa está numa fila. E. pois não traz nenhuma novidade a quem a interpreta. Uma mensagem redundante pode ser desnecessária. fora do contexto da mensagem. que estuda e prevê por fórmulas matemáticas e métodos estatísticos. B) Redundância de Sentido – quando os elementos são diversos (vários objetos). assim substitui a noção de ―beleza transcendente‖ que é muito difícil de ser utilizada na prática. O ultimo conceito dentro da mensagem é do RUÍDO. pois o fato é inesperado. Dr. repetição. a espera do ônibus. pela novidade. para oferecer a possibilidade de compreensão do receptor. compressão de dados.com Página 144 de 249 . e do livro de Shannon em co-autoria com o também engenheiro estadunidense Warren Weaver (1894-1978). No sentido atribuído ao termo. Portanto. intitulado Teoria Matemática da Comunicação (The Mathematical Theory of Communication). etc. mas. visto que se fundamenta em subjetivismo. da mensagem há três conceitos que coexistem e moldam-na. o que atrapalhará quem a observar. A Teoria da informação ou Teoria matemática da comunicação é um ramo da teoria da probabilidade e da matemática estatística que lida com sistemas de comunicação. Portanto. o conteúdo da mensagem fotográfica na comunicação.A informação na fotografia Por: Prof. além de reduzir o próprio índice de informação. codificação. É o oposto da informação. Como o valor é quantitativo. É geralmente aceito que a moderna disciplina da teoria da informação começou com duas publicações: a do artigo científico de Shannon intitulado Teoria Matemática da Comunicação (―A Mathematical Theory of Communication‖). O próprio fotógrafo pode. temos uma repetição como se fosse uma cópia xerox. é quase comum o negativo se apresentar riscado. que se apresenta na mensagem de várias maneiras. denominada TEORIA DA INFORMAÇÃO. O escorregão e o tombo são a informação. no Bell System Technical Journal. ou elaboração. o sentido é o mesmo. O primeiro conceito é a INFORMAÇÃO. exemplo mesma foto de agencia internacional publicada na primeira páginas de todos os jornais e sites de noticias. As razões estão fora do contexto (imprudência na manipulação do material durante o processamento) e a posterior ampliação revelará risco na imagem. o próprio ruído pode ser utilizado como aumento da informação. Shannon (1916-2001) é conhecido como ―o pai da teoria da informação‖. É tudo que não pertence a um contexto mas é inesperado. isto é.

meio de um estilete bem fino. tanto as fotos isoladas como a sintaxe compõe-se de outros critérios diferenciados. Fica clara. São flagrantes de acontecimentos. ela é preconcebida para determinado fim. no caso de se apresentar isolada. quando se fotografa um elemento (objeto). criando novas formas ou imagens. fotos de menores ou pessoas nuas publicadas em jornal com a tradicional tarja preta. ela possui características autônomas. e fotografias de moda. Entretanto. Anuário 2010 • Fotografia DG www. alguém se torna personagem. e sua significação. quando se acompanha movimento por movimento para se deduzir o fato. no sentido de dar a noção exata do fato. terremotos no Chile. Nestas. também clássico. lógica. FOTOS OBJETO – Podem ser apresentadas de duas formas. na imprensa. riscar propositadamente o negativo. nas partidas de futebol. 2) E. O que. podem ser definidas de duas maneiras: 1) Cronológica. associação de significados. Ou ainda. frequentemente. segundo as circunstancia em que ela se inscreve: Primeiro. como seqüências de chute em gol.com Página 145 de 249 . O exemplo clássico é a tradicional foto do rapaz da ―casas Bahia‖.fotografia-dg. ou seja. ou quando alguém representa um objeto. FOTOS CHOQUE – Na essência são fotos ―realísticas‖. ou o próprio ―baixinho‖ da Kaiser. Estas podem ser concebidas de três maneiras: FOTO POSE – Há preparação. quando não é preciso um acompanhamento rígido de todos os detalhes. mesmo estando em grande número. (mensagens autônomas) que se diferenciam. ou fotonovelas. numa seqüência disposta ordenadamente. O exemplo comum que pode ser identificado. publicadas em revistas femininas ou editoria. para deduzir o fato. As fotos em formas de sintaxe (seqüência). Segundo: São as denominadas de sintaxe. pois é retratado na forma do objeto. e do instante em que o fotógrafo a colheu. O exemplo. da fotochoque. incêndios. são as fotografias de políticos cumprimentando populares. ou hiper-realistas. como é o caso corrente das revistas ilustradas. ou crianças. isto é. Isto depende do seu senso de oportunidade. é simplesmente objeto sem si. podemos classificar a fotografia em dois tipos. A presença da pessoa. atentados terroristas e outros. Já no segundo. apesar de este procedimento ser condenado pela ética do jornalismo internacional. foram àquelas do maremoto da Ásia. ora substituindo o conteúdo numa ligação de significados sugeridos. Porém. e seu objetivo é demarcado. rebeliões. para aprimorar a sua mensagem. não descarta do fotógrafo um rápido estudo dos melhores ângulos ou momentos mais propícios para registrá-la. automaticamente nos remete ao produto ou situação específica. No primeiro caso. há um conjunto de fotos relacionadas entre si. há casos de manipulação ―em loco‖ ou posterior na redação. Tipos de fotografia De maneira breve. que podem converter fotos pose em foto-choque. Os pormenores são sugeridos pela ausência. tem consciência do que se pretende mostrar. por outro lado.

Cortes muitas vezes não podem ser evitados – mas de alguma forma dificulta o trabalho dos que tem más intenções. Pode parecer possessividade defender tal ponto de vista. e também pela falta de credibilidade que essa facilidade atribui. mas só quem já enfrentou um processo sabe como a marca d´água pode ajudar na comprovação. presente nos trabalhos de alguns fotógrafos é motivo de polêmica. é uma forma de exigir o direito mínimo de autoria. inclusive quando a mesma é retirada Pouca legibilidade e muito destaque pode atrapalhar a análise da imagem da imagem. E talvez seja por isso que muita coisa perde a autoria pelo mundo virtual. Censura pelo incomodo que promove. adicionar informações na configuração da imagem etc. é: sujar as fotografias por quê? colegas A marca d água. os que a usam pela ideia de que na internet é tudo de todos. O Exemplo de marca d´água ponto da aceitabilidade de disseminação é coerente. A transparência suaviza a marca. A marca d´água serve tanto para os que sugam as fotos da internet e deixam de citar o local/autor. Mas a marca ainda parece o mais efetivo. Obviamente que há outras formas de proteger fotografias: diminuir a qualidade.com Página 146 de 249 . E convenhamos que a prospecção de clientes pela internet costuma ser introdutória. começa a ser inconveniente. a verdade é que não há como separar esse público.A polêmica da marca d´água Por: Mariana Simon A internet é conhecida pela facilidade da disseminação de conteúdo (o que inclui imagens. Se existe hoje essa utilização de conteúdo na internet – muitas vezes indevida – é porque de alguma forma houve margem para que isso fosse feito. tal qual profissionalismo ao definir uma logomarca. quanto para os que pretendem se apossar e para os que apenas admiram e querem compartilhar. Se o trabalho está bem feito. do tom e estilo do fotógrafo. quando ela começar a roubar os principais pontos da foto. o tamanho.fotografia-dg. mas a definição do tamanho e local é importante Anuário 2010 • Fotografia DG www. senso é necessário. fotografias. você deve estar ciente de que outras pessoas utilizarão.). sabe que está sujeito ao famoso ―copiar e colar‖. Alguns defendem a ideia de que pelo simples fato de divulgar um trabalho na internet. O hábito do salvar ou copiar e colar é tão grande que o que está na internet perde a autoria. Há os que tem intenção de utilizar imagens indevidamente. transformando essa disseminação em um ato pelo menos consciente. não creio que a marca d´água seja suficiente para depreciar a arte. Se estraga o trabalho? Depende da marca e do quão ela aparece. textos etc. Como tudo. é uma amostra do trabalho. Portanto. O principal ponto é: quando se preocupar com isso? Uma das principais questões levantadas por fotógrafos ou não. se você dispõe o trabalho na internet. utilizar marca d´água em fotos requer consciência e tem utilidades além da possessividade.

intervir.com Página 147 de 249 .youtube. não há regras para se tornar um fotógrafo. ignorar… Só de observar já estamos inclusos nas intervenções de qualquer contexto. é o tratado do ―bem‖ e do ―mal‖. basta ter uma câmera e sair fotografando. de uma área em constante crescimento. mas até qual ponto podemos explorar o assunto? ONE HUNDREDTH OF A SECOND http://www. A ética é baseada nas regras gerais estabelecidas pela moral. No passado dia 19 de agosto comemoramos o Dia Mundial da Fotografia. como em qualquer outra área.com/watch?v=tOoM3mnIzaE Anuário 2010 • Fotografia DG www. Moral está relacionada aos costumes. responsabilidades perante a sociedade. Dentro dessa conduta. instantaneamente. em qual parte se encaixa a ética tanto para os amadores quanto para os profissionais? E a técnica? Levantando esses questionamentos muitas outras dúvidas surgem para atribuir parâmetros morais e éticos para o mundo fotográfico. Qual conteúdo relaciona as atribuições legais para exercer essa função e qual deve ser o comportamento do profissional. são os princípios e valores ―sociais‖. Todos estão viciados em registrar o momento. Fotografar. tal qual seus limites ainda é um fator muito discutido e pouco linear nesse universo de imagens. as mídias sociais fazem querermos cada vez mais estender a rotina ao visual.fotografia-dg.Fotografia: evolução ou bagunça conceitual? Por: Mariana Simon As câmeras estão mais populares do que nunca: de celulares a robustas máquinas. No caso da fotografia é a adaptação socialmente aceita. e o elo virtual reforça esse hábito. Ética é o conjunto de regras de conduta. para depois vincularmos a fotografia. Diferenciar a ética e a moral é o primeiro passo. Os fotógrafos possuem deveres. mas será que é um desenvolvimento saudável? Superficialmente. é bem possível que haja pelo menos uma em todo canto. estuda os fundamentos da moral e cria parâmetros específicos. ao mundo.

a ocultamente registrar. Anuário 2010 • Fotografia DG www. enquanto outras protegem o direito de escolha e autorização de qualquer um antes ou após o clique.Muito se debate sobre ética no fotojornalismo. embasada em experiências e até mesmo em referências: autores. casos etc. as técnicas de edição aprimoradas nos envolvem em dúvidas agudas sobre o que ainda é real na imagem. obras. na verdade a repudiam.com Página 148 de 249 . A interpretação ética pessoal cria a lacuna na quais alguns acham inadequado fotografar pessoas em locais públicos. Finalizo com uma frase de Wallace Stevens (1879-1955) que se encontra muito bem com o tema: ―A maioria dos reprodutores modernos da vida. O incalculável poder da fotografia está vinculado a uma interpretação baseada em raízes culturais e intelectuais. histórias. e qual a dose aceitável de alterações. Além disso. tanto para os espectadores quanto para o autor. A foto da criança e o abutre e o posterior suicídio do fotógrafo acompanhado por uma carta ressaltam o impacto de uma imagem e sua repercussão. sem aprovação. não é expor a essência da ética fotográfica. por exemplo. engasgamos com o bem‖. incluindo a câmera. sem torná-las meros objetos. Tacitamente infringimos algum aspecto ético em qualquer uma das situações: seja ao interferir na cena. Engolimos o mal. sensibilidade e tantos outros fatores capazes de aprovar ou reprovar qualquer registro. há muito debate para se chegar a um ponto pelo menos sensato. O intuito do texto. como observado. Como lazer ou profissão. mas induzir a uma reflexão profunda e definição pessoal.fotografia-dg. ou fazer isso antecipadamente. Kevin Carter é um dos muitos nomes famosos na lista.

há muitas indagações sobre comprar os melhores equipamentos. o que acham dessa afirmação? Acham que o equipamento faz o fotógrafo? Anuário 2010 • Fotografia DG www.6 Mas afirmo que de nada adianta um conjunto espetacular. paro e penso no exemplo do Picasso. Simples assim. E vocês. ou lentes com melhor qualidade imagem Feita com a minha ótica não vão melhorar a qualidade final da sua fotografia. claro). Não basta apertar um botão para se denominar fotógrafo. pensando: ―Se eu tivesse uma câmera melhor.com Página 149 de 249 . sensibilidade. rs). se você não souber o que está fotografando. sou uma daquelas que diz NÃO àqueles que querem mudar de equipamento sem antes dominar o equipamento anterior (se pedirem minha opinião. Fazer uso dessa política. que meu antigo conjunto não possuía?‖ Se a resposta demorar a vir. Até que ponto isso é verdade? Como grande defensora de métodos facilitadores. que apresentem menos ruído. se você não sabe. ao mesmo tempo em que Pablo Picasso resolvesse pintar um quadro com tinta guache comprada na mercearia da esquina. levada a sério e não é feita por qualquer um. Nikon D60 + 55-200mm f/4-5. sorte de estar ali no momento certo e habilidade para captar a expressão da menina que fez essa foto se tornar meu cartão de visitas? Não digo que sensores com mais qualidade. toda vez que eu apresentava a famosa neura de equipamento: ―Se você. fosse presenteada com o melhor conjunto de tintas e pincéis do mundo.Equipamentos melhores fazem fotos melhores? Por: Huaine Nunes O assunto não é novo. minhas fotos estariam bem melhores‖. mas vejo que ainda habita a cabecinha de muitos fotógrafos iniciantes. O equipamento é só um intermediário. nem como está fazendo. câmeras simples e valorização do aprendizado. de quebra ainda te faz economizar uns trocados. não? Um exemplo (apesar de achar que vocês já entenderam. de entrada e sou apaixonada por ela. Sempre que fico com aquela pontinha de raiva. Dentro da variável ―que câmera comprar‖. deve ser estudava. que meu pai costumava me dizer. com as fotos que faço com a minha Nikonzinha. Fotografia é arte e como toda arte. Possuo uma câmera simples. é porque você não precisa da troca. Que trabalha para você e faz com que você consiga atingir seus objetivos. Já ouvi por aí que consigo ―tirar leite de pedra‖. quem você acha que se sairia melhor?‖ Essa explicação do meu pai nunca saiu da minha cabeça. que não é pintora profissional. A melhor pergunta para se fazer quando se quer mudar de equipamento é: ―O que ele vai me oferecer a mais. só porque a câmera é simples que as fotos saírem boas é assim tão surpreendente? Será que esta imagem acima ficaria realmente melhor se fosse capturada com uma Canon 5D Mark II? Ou foi o conjunto de técnica. na esperança de obter melhores fotografias. Isso também se aplica àqueles que perguntam: ―Que lente preciso para fotografar melhor?‖ Bem. Mas pera aí.fotografia-dg. Ótimo. é porque não precisa.

Charles Beaudelaire. apresenta grande paixão pelo fantástico. Ele se aperfeiçoou produzindo novos utensílios. O trabalho é a transformação da natureza. O homem evoluiu por meio da utilização de ferramentas. No advento da Fotografia já estava contido o germe do futuro cinema. Seus recursos na reprodução de imagens são capazes de criar efeitos ou situações que não são percebidos na cena real. na imaginação. Mas ao mesmo tempo. ao mesmo tempo. Trata-se de um equivalente. movimento. das imagens digitais. sonha com a capacidade de mudar os objetos e dar-lhes novas formas e sentidos por meios mágicos. pela primeira vez. a segunda é ―afirmar o eu‖ e a terceira é ―comunicar‖. substituindo a ―Arte Pura‖ pelo ―Discurso da Arte‖. uma necessidade vital: algo como respirar. necessidades e esperanças de uma situação histórica em particular. como construção imaginária e estética. Paris. O homem sonha com um trabalho mágico de transformação. Dr. Ela é tão importante para o domínio da arte quanto da própria natureza. Nesse sentido. a necessidade da nova arte e seu discutível papel dentro da emergente sociedade Industrial. o instrumento mágico capaz de produzir sonhos… A Fotografia ressalta aspectos do original que escapam ao olho humano e só podem ser apreendidos por uma câmera que se mova livremente para obter diversos ângulos de visão. A Modernidade adquiriu o hábito de tomar a fotografia como substituto do real e não como fotografia. manipular a opinião pública em favor dos interesses do próprio fotógrafo ou de seus respectivos clientes. A primeira função de toda a linguagem é ―significar‖. aspirações.A fotografia é necessária Por: Prof. um instrumento de comunicação.com . devidamente inserido dentro dos novos propósitos. resumiu. Criar. A imaginação é a sua essência.fotografia-dg. provocar. Toda arte é condicionada pelo seu tempo em consonância com ideias. fotografado por Nadar. Seu poder de impacto permite maior aproximação da obra e do seu espectador. gerado pelas novas demandas desse momento histórico. A subjetividade que lhe é própria pode mentir. e. também. da televisão. Os dois passaram a coexistir. Proporciona prazer estético. Graças a procedimentos como ampliação. 1863. daquilo que o trabalho significa na realidade. som. sempre foi. chocar. Inaugurava-se assim. a princípio. o advento da fotografia permitiu o questionamento da dogmática clássica. gerar cumplicidade. A Fotografia antes de tudo é uma linguagem. um sistema de códigos verbais ou visuais. desde o momento em que homem se tornou homem. Com a Fotografia. velocidades lentas e outros recursos técnicos podem-se atingir realidades despercebidas por qualquer visão natural. Página 150 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. antes de tudo. o homem se apodera da natureza transformando-a. etc. em 1866. Não há ferramenta sem o homem e vice-versa. dos novos discursos visuais e de outras tecnologias que estão por vir. Desde os primórdios. odor. concernentes à reprodução das imagens que desde então foram apreendidas pelo olho fixado sobre a objetiva. o fotógrafo parisiense Nadar. como obra fotográfica. evocar sensações sensuais ou de dor. o homem. indissoluvelmente ligados. a arte supera essa limitação e. a mão se liberou das tarefas artísticas essenciais. Enio Leite “A Fotografia é necessária… Se ao menos se soubesse para que?” Com este encantador e paradoxal epigrama.

fotografia-dg. restrito às elites de cada época. Na modernidade. sobretudo um instrumento mágico. e que o seu futuro também estará em jogo. que supere sua própria imagem. qualquer tentativa técnica é parcial. a princípio.com Página 151 de 249 . tais adjetivos ou outras atribuições. a preponderância absoluta do valor de culto fizera da obra de arte. como afirma Henri Cartier-Bresson. A obra do fotógrafo não necessita de discursos e. desde o seu advento. sempre se apresentou. ela é o meio pelo qual a obra de arte é realizada. Entre as quais pode ocorrer que aquela da qual temos consciência – a função artística – apareça depois como acessória. A Fotografia como toda arte contemporânea. Ou. O próprio fotógrafo exercita um trabalho intelectual. a sobrevivência de sua imagem está intimamente ligada à genialidade criativa e ao potencial cultural e intelectual de seu autor. A Fotografia é um dos inúmeros modos de divulgar cultura e produzir conhecimento. Muito mais tarde. com o propósito de democratização do saber. A mensagem fotográfica deve transpor sua condição documental. É reunir. Arte e fotografia andam juntas. são claros testemunhos nesta vertente. de verossimilhança e sempre transmitir algo mais forte. E tudo aquilo que não é real ou análogo. novas cores e novos sentidos conotativos ou denotativos. intelectual ou mesmo cientifica. em sintonia com os interesses econômicos e políticos de seu respectivo momento histórico. Ela antes de tudo. Por mais que se queira apreender a realidade em toda a sua amplitude. com maior impacto. é uma ferramenta de percepção para transformar e abrir novos horizontes. um evento e a organização rigorosa das formas percebidas visualmente e que expressam esse evento. Ler uma Fotografia implica reconstituir no tempo seu assunto. Originariamente. a cabeça. o olhar e o coração‖. fala por si mesma… Ela é auto-suficiente… É coesa.dentro do momento histórico. meros produtos gerados pela indústria cultural. Portanto. padrão cultural. ―fotografar é reconhecer. das justificativas de seu autor. a imagem fotográfica não é. no mesmo ponto de vista. mesmo porque cada um de nós a concebe e interpreta de modos distintos. e mais ainda o cinema. ao mesmo tempo e numa fração de segundo. Assim. Ou seja. derivá-lo no passado e conjugá-lo a um futuro virtual. objetiva. menos ainda. informa. culturais ou artísticas contemporâneas. aliás. expoente da intelectualidade parisiense desta época. Como linguagem. Anuário 2010 • Fotografia DG www. uma forma de arte. antagônica. Deve-se. Estão em plena cumplicidade. A Fotografia é sempre uma imagem de algo. contudo ponderar que toda a produção artística. sente e produz por meio de seu intelecto criativo. já que a fotografia. ou como instrumento de contestação e superação. das manifestações imaginárias. bem lapidada… Esteticamente perfeita… Dispensa. Ela o ultrapassa na medida em que o seu tempo presente é reconstituído. A boa fotografia é resultado de árduo projeto e não um mero ―acidente fotográfico‖. a linguagem fotográfica é essencialmente metafórica: atribui novas formas. ILUSTAÇÃO: Baudelaire. que o seu passado não pode deixar de ser considerado. até certo ponto. cultural. de algum modo. Está atrelada ao referencial que atesta a sua existência e todo o processo histórico que o gerou. ela seria reconhecida como tal. comprova que a Fotografia não está limitada apenas ao seu referente. Ora. a preponderância absoluta de seu valor expositivo lhe empresta funções inteiramente novas. jamais se conformou com o fato de que a imagem fotográfica fosse mais perfeita em relação às imagens produzidas pelas mãos de um artista. Raciocina. técnica e experiência de vida. cria também um momento de superação que permite continuidade no seu desenvolvimento. passa a estar a serviço das mitologias.

com Página 152 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.

não há uma fórmula mágica para evitar. devido aos mais diversos motivos. e para tal chegou a trocar de roupa no carro. O Dr. ignorância política. habilidade de trabalhar em diversas áreas da fotografia. da fotografia de moda e publicitária. de andar por diversos grupos. Professor Enio Leite percorreu até atingir o seu actual status profissional. é fotógrafo independente em agências de publicidade e noticiosas. Este Professor tem um currículo invejável para muitos fotógrafos e actualmente dá aulas em universidades. é ganhar e perder. ter a sua mente no espaço físico que o seu corpo ocupa num dado instante. é arriscar para tentar acertar. A dificuldade que mais lhe custou foi a perda de colaboradores. entre outras coisas. ou seja. Acabou a era em que a fotografia era um emprego que dava para abrir uma loja e fazer umas fotos aqui e ali e atender clientes de última hora. mas há uma procura por não decepcionar ninguém. Crescer é saudável. é constituída por uma semântica única e de importância assustadora que revela o orgânico e a alma do fotógrafo. fazer a barba no trânsito. Com 11 anos começou a fotografar ―como farra‖ dizia o seu pai. Actualmente a fotografia está numa situação excelente. É um dia-a-dia atarefado. Foram uma série de acções indirectas que levaram o Prof. dispunha de máquinas como Leica. «Nunca escrevemos e publicamos tanto como hoje». assim que podia ia a duas grandes lojas de fotografia admirar a panóplia de instrumentos disponíveis. o que é a qualidade de vida? A qualidade de vida é estar onde quer. Enio Leite todos os dias tenta conciliar os papéis de pai. «Eu gosto da fotografia e o que se gosta faz se melhor».Um dos maiores nomes da educação fotográfica no Brasil Por: Filipa Serralha Paixão pela Imagem Fotográfica O Dr.‖ E a fotografia brasileira tem falta de consciência de classe. na perspectiva de Enio Leite. mostrando uma interface entre a arte fotográfica. ―Crescer dói. foi feito sem nunca ter renunciado nada que fosse importante na sua vida. é este seu maior segredo. em alta ebulição. errar muito. existindo ainda muito mais para ser conquistado. Rolleiflex eContax. O seu dia nem sempre cabe nas 24 horas. cegueira profissional e despreparo para enfrentar animosidades e ser bem-sucedido num mercado que exige posições rápidas e competência a toda a prova. A imagem fotográfica. Agora é necessário uma constante actualização. ter um conhecimento válido e oferecer uma contribuição única. No Brasil. errar. A Imagem Fotográfica Ser professor de fotografia é uma escolha que lhe permite construir conhecimento fotográfico dentro do universo do aluno. é assumir riscos. O percurso que o Dr. com o advento da fotografia digital verificaram-se evoluções nas diferentes áreas. A nível internacional a fotografia brasileira destaca-se na evolução do fotojornalismo. filhas e profissional. marido. a psicologia e a arte. O campo da fotografia era recente e a falta de profissionais foram um impulso para Enio se destacar facilmente.fotografia-dg. «Adorava fotografar» e ver os resultados de fotógrafos europeus e norte-americanos. a sua agenda não lhe diz o que vai acontecer na próxima semana e anda sempre com Anuário 2010 • Fotografia DG www. assim como um laboratório em casa. embora muito aquém do que precisamos e merecemos. é óbvio que alguém sai sempre a perder. Fugindo um pouco para a vida pessoal. Professor Enio Leite além de colaborador no Fotografia DG é fotógrafo de imprensa desde 1967 e o fundador da FOCUS – Escola de Fotografia.Entrevista a Enio Leite . Para se evoluir na área da fotografia temos de pagar um preço cada vez mais alto e o crescimento é admirável. da forma que quer. que sendo um entusiasta da fotografia e do cinema. mas aprender e ser humilde de coração e ousado nas pretensões.com Página 153 de 249 . Afinal. sangra e ajuda a expurgar os fantasmas e os falsos mitos. Enio Leite a escolher a fotografia.

é directivo e cobrador e não esquece o que lhe fizeram de bom. Aos fotógrafos falta o reconhecimento sociopolítico e profissional. procuro cercar-me das melhores pessoas. tenta sempre estar actualizado e ligado à Internet. e quanto mais evoluí na profissão mais aumenta os insucessos. A escola que fundou a FOCUS ocupa-lhe grande parte dos dias. principalmente quanto ao carácter». profundamente feliz‖.com Página 154 de 249 . Mas afirma ―Sou muito feliz. quanto ao reconhecimento a nível sociopolítico falta a participação global da classe uma vez que sindicatos e associações não faltam. os alunos têm de estudar. embora seja bem menor que o acerto». Fórmula para o Sucesso E por fim. este mundo que o permite estar em contacto com os quatro cantos do planeta. Gosta de ajudar e ser ajudado e aprecia compartilhar o sucesso dos outros e como professor está sempre presente nos primeiros passos do mundo profissional dos seus alunos. a lei da profissão baseia-se no facto dos erros sejam evidentes aos olhos dos concorrentes. «O fracasso existe. conhecer as tendências da fotografia. e isto é para Enio o que melhor pode fazer pela fotografia. fazer os trabalhos de casa. afirma que tal como em todas as áreas há escolas melhores e outras deficitárias. e um aluno de uma escola melhor terá certamente mais chances no mercado de trabalho.telemóvel consigo porque é o meio que o permite estar presente quando está ausente. No que diz respeito aos cursos de fotografia disponíveis. que se deve à falta de participação em eventos fotográficos. Exige muito de si. Para aqueles alunos das escolas deficitárias o trabalho terá de ser duplicado. sobreviveram.fotografia-dg. Quando olha para o seu percurso salienta o facto das coisas ruins não terem causado impacto negativo muito pelo contrário ajudaram-no. o mau esquece. Rotina de Trabalho Na sua rotina de trabalho os insucessos não passam ao lado. pesquisar. Anuário 2010 • Fotografia DG www. perguntámos a Enio Leite a fórmula infalível para o sucesso. «Escolho as pessoas com quem quero estar. isto porque o mercado exige muito dos fotógrafos e aqueles que não estiverem preparados.

Clicio contou um pouco da própria história. Já escreveu ―Adobe Photoshop: Os Dez Fundamentos‖ . O cinema dá disciplina. Colunista da revista PhotoMagazine. são também benefícios incontestáveis. Eu pessoalmente não tenho a menor saudade dos filmes… Anuário 2010 • Fotografia DG www. Em uma entrevista para o Fotografia DG feita via e-mail. e eu costumava acompanhá-lo nas fotos. Clicio Barroso Por: Annelize Tozetto Professor de Tecnologia. Desktop.A carreira profissional teve inicio em 72. Salvador.Quando começou o interesse por fotografia? CLICIO . faz-nos acreditar em trabalho duro.Tirei da experiência de trabalhar em cinema todo o comportamento que me orientou profissionalmente. e da Photos & Imagens. da equipe de desenvolvedores do Lightroom nos EUA e é ―ACE-Adobe Certified Expert‖ nos aplicativos Photoshop e Lightroom. mas ainda era estudante da Camera Photoagenthur/ Nikon School of Photography.fotografia-dg. Publish. A direção de cinema também foi fundamental. Consultor da Adobe. No mercado de trabalho morou e trabalhou em New York.O maior benefício foi a sua popularização. especificamente a fotografia. pois meu pai era diretor criativo em agências de publicidade. faz parte da National Association of Photoshop Professionals. não errar. Para ―finalizar‖. entrou cedo em sua vida. Assim podemos começar a descrever o fotógrafo brasileiro – nascido em São Paulo – Clicio Barroso. e integrante da Rede Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB desde) 2009. Presidente da Associação de Fotógrafos Fototech. Colaborador eventual das revistas Fotografe. Referência no mundo tecnológico. São Paulo. Meu pai também fotografava. a facilidade de se obter bons resultados. Sendo filho e irmão de publicitários. Confira abaixo: FOTOGRAFIA DG . Consultor do SENAC/SP. Fhox.―Adobe Lightroom: Guia Completo para Fotógrafos Digitais‖. Acordar muito cedo. Que proveito tirou sendo assistente de câmera e de direção de cinema? CLICIO. FOTOGRAFIA DG – Qual a importância da quebra de paradigma da fotografia/digital? CLICIO . fotografando editoriais de moda e publicidade. a distribuição eletrônica. Como tem formação em multimídia. e o resultado pode ser poesia. FOTOGRAFIA DG . Lisboa e Atenas.Desde pequeno. ter muita responsabilidade. acreditar em hierarquia e equipes de trabalho.com Página 155 de 249 . bom para a fotografia mas não tão bom para o fotógrafo profissional de baixa qualidade. ficava fascinado com as câmeras e os resultados. Sem dúvida uma evolução positiva. Rio de Janeiro. das referências em fotografia. a imagem. essencial na categoria em que logo atuei. Clicio também é moderador e um dos ―experts‖ em Lightroom do Lightroom Forums. e o primeiro filme que fiz na vida foi com esta câmera. tinha uma Rolleiflex. com vocês. do que pensa sobre tecnologia e redes sociais e também deixou um recado para os leitores do portal. a fotografia de moda. o fotógrafo é membro do conselho curador do Paraty em Foco 2009 e 2010. Por outro lado. Madrid. a disseminação da cultura fotográfica e os diferentes usos que dela fazemos.Senhoras e Senhores.

Não me considero referencia de nada. estudo muito (por prazer e não por obrigação) e não tenho receio de compartilhar o pouco conhecimento que tenho com os outros. eles podem sentir medo de perder a clientela que está sendo formada ainda. vou a reuniões de fotógrafos. cativar e manter o cliente que me serve. O Photoshop foi feito para a indústria gráfica. Robert Frank. cada um tem o mercado que merece.00 por foto. o problema é meu. e isso inclui ilustradores. Tenho uma excelente biblioteca. Por que essa afirmativa? Como explicar para quem tem a referência o photoshop? CLICIO – O Lightroom foi feito para fotógrafos. você afirma que o Lightroom é específico para fotógrafo. apenas gosto de tecnologia.fotografia-dg. não? CLICIO – Bem. artistas. ou não vai conseguir entregar ou vai ter um enorme prejuízo. arquitetos. fusões. é questão de esforço e capacidade. Informação é para ser disseminada. leio tudo e vou a todas as exposições que posso. o marketing. qual as razões da escolha/e da troca. na verdade imediata. o marketing de serviços se mistura com o pessoal. especialmente em edição de imagens/portfólio? CLICIO . Porém como se explica a enorme diferença para fazer um mesmo trabalho. Eles existem. FOTOGRAFIA DG – Qual câmera fotográfica já teve/tem. FOTOGRAFIA DG – Qual a importância das redes sociais no mercado de trabalho do fotógrafo? CLICIO. sem a necessidade de Photoshop. que cresceu muito. Ter 5 mil seguidores ajuda! FOTOGRAFIA DG – Quais as suas principais referências no mundo da fotografia? Como chegou até elas? CLICIO .FOTOGRAFIA DG – Em entrevista feito pro programa No Olhar – da Tuiuti do PR – você afirma que não acredita que existiu uma prostituição da fotografia. aprendo bastante com meus alunos. e não guardada em compartimentos escuros e sombrios. é a do Twitter. diferente do Photoshop. videomakers. Hoje. principalmente os americanos. Se o fotógrafo de R$50. e até médicos e engenheiros.São os grandes clássicos. Irving Penn. FOTOGRAFIA DG – Como se sente sendo umas das principais referência – se não a maior -no campo de Fotografia Digital. e mídias sociais como Orkut. Nan Goldin.com Página 156 de 249 . filtros e efeitos especiais. Ou ainda. criativos.As redes sociais são parte de uma rede muito maior. A minha resposta mais rápida. vejo os filmes. por fotógrafos. uso o Photoshop para recortes. 80% das minhas fotos são resolvidas muito satisfatoriamente no Lightroom. dos contemporâneos gosto muito da Cindy Sherman. Claro que isso tem que estar em uma planilha e isso muita gente não sabe nem como fazer… FOTOGRAFIA DG – Nessa mesma entrevista. os impostos. David LaChapelle. Não tenho nenhum interesse em concorrer com milhares de iniciantes que cobram R$50. Mas quando é preciso. Mas vejo tudo.00 concorre comigo e pega o trabalho do ―bom‖ cliente com esse preço. Isso ensina rapidamente para os novos que o preço a ser cobrado é aquele que cobre os custos. Acredito que mercado se cria e se educa. Facebook e Twitter funcionam muito bem para divulgação e formação de opinião. Steichen. mas sim uma globalização pelo próprio fenômeno da fotografia digital. Richard Avedon. tenho que achar. desenhistas. como mostrar para os novos fotógrafos o preço a ser cobrado? Porque muitas vezes. Hoje. lentes. Anuário 2010 • Fotografia DG www. o cliente que está disposto a pagar só isso não é o meu cliente. as variáveis inerentes ao trabalho e ainda tem que dar lucro.

Sonys. Canons.Procuro pelas melhores objetivas. se informar.com Página 157 de 249 . Uma Nikon D700 com lentes Nikon. FOTOGRAFIA DG – Que mensagem gostaria de passar para os leitores e fotógrafos que acompanham o Fotografia DG? CLICIO – Que fotografia é uma linguagem. Já tive Leicas com objetivas Leitz. Pentax. Lumix.CLICIO . Confira alguns trabalhos de Clicio Barroso Anuário 2010 • Fotografia DG www. uma Lumix com lentes Leica. Hasselblads com objetivas Zeiss. e fotografar muito e sempre é fundamental. é poesia. Nikons. para alguns. mas para qualquer um destes. um meio de ganhar a vida. Hoje tenho uma Sony A900 com lentes Zeiss.fotografia-dg. estudar. Sinars com objetivas Schneider.

casada. Montevideo (Uruguai. Com fotos voltadas ao que conhecemos como Foto Arte. Por que essa escolha? O que a motivou? Lair Leoni Bernardoni . 86).Romantismo feminino – uma resistente Por: Annelize Tozetto Depois de uma pequena pesquisa sobre quais fotógrafas os outros fotógrafos do Brasil queriam que fosse entrevistada. deve-se ter estilo já que a cópia não leva a lugar nenhum. Wien (Áustria). mas sou filha de um pintor que à sua época teve renome no Brasil e cresci sempre envolvida com Arte. Na bagagem. mas eu resisto FOTOGRAFIA DG – Qual o equipamento que usava quando começou sua carreira? Qual usa agora? Quais os motivos dessa escolha? Lair Leoni Bernardoni . mãe de cinco filhos e filhas. Roma (Itália. 84 e 89). Otawwa (Canadá) e Athina (na Grécia).Tive uma Maison de Alta Costura e decorava algum canto das casas que meu marido construía. Na década de 90 passou por New York e Washington (Estados Unidos).imagino que a mulher tenha envolta de si um romantismo. em 89). Lair acredita que acima de tudo. nascida em São Francisco do Sul. exposições internacionais em lugares como Buenos Aires (Argentina.Lair Bernardoni . 71.Uma Nikon FE e é ainda com ela que faço as imagens que deram à minha obra notoriedade internacional.Eu sou assim. Lair Leoni Bernardoni. em 87). FOTOGRAFIA DG – Como vê o advento da fotografia digital? Lair Leoni Bernardoni . 86). ela tornou-se peça de resistência para qualquer pessoa. FOTOGRAFIA DG – Pelas fotos (e pela logo do site) notamos a sua inclinação e paixão por Foto Arte/ Fine Art.Em l982. tende a desaparecer. Depois.mas já fiz palestras e workshops. sou autodidata. Assunción (Paraguai. Temos uma cumplicidade alinhando meu coração junto ao cérebro dela.fotografia-dg. Assim como o celular. em 2005. Autodidata. A fotógrafa catarinense também já teve suas obras expostas no Museu de Arte de Moderna de São Paulo (MASP). Madrid (Espanha. que sei. esteve com uma exposição no Chile. nos deparamos com a catarinense. Casa das Rosas – Joaquim Araújo FOTOGRAFIA DG – Quando começou a fotografar? Por quê? Lair Leoni Bernardoni . Paris (França. Lima (Peru.Não. Anuário 2010 • Fotografia DG www.Era de se esperar pela velocidade que o mundo gira. em Isla Negra. 84). FOTOGRAFIA DG – Fez algum curso de fotografia? Onde? Lair Leoni Bernardoni . numa cena de prova de vestido (eu tinha uma Maison de Alta Costura).com Página 158 de 249 . Ela divide a seguir com os leitores do Fotografia DG um pouco do seumundo fotográfico e revela que uma quarta obra fotográfica está a caminho. FOTOGRAFIA DG – O que fazia antes de trabalhar com imagens? Lair Leoni Bernardoni . 84).

Anuário 2010 • Fotografia DG www. muito limite para ser tão espetacular. espertou a coragem e a retaguarda de apoio e aplausos que promoveu a entrada da mulher na fotografia da metade do século 20. a cores e alguns requintes de capa. Morreu não faz muito. que é assustador.FOTOGRAFIA DG – Quais foram os lugares que você trabalhou? Conte-nos uma experiência marcante? Lair Leoni Bernardoni .Me encanta que cada vez mais mulheres estejam com suas câmeras a tiracolo. mas espetacular! Depois da guerra saiu de cena e mais tarde aos noventa anos foi fotografar o fundo do mar.São partícipes. Pinceladas de Luz. sobre-capa e por aí vai. . Depois. poética e só mais tarde me apaixonei doloridamente pela paisagem. por Janelas e Portas. São obras em papel couche. não. também bilíngue e que já faz parte do acervo de grandes Bibliotecas e Museus. FOTOGRAFIA DG – Você tem livros publicados.Quais são suas referências fotográficas? Lair Leoni Bernardoni . Depois quando busquei a Figura na Paisagem. No século 19 e começo o século 20.com Página 159 de 249 . Deve ter poucos remanescentes na Livraria Curitiba. Quando a Primeira Dama do Canadá e Gina Lolobrígida. Poema Alado. no entanto eram dedicadas ao Portrait e compuseram obras antológicas. duas mulheres de renome e fama apareceram como Fotógrafas nos anos 50. mas estava por demais envolvida pelas imagens. Eu gosto da luz de janela e ele do sol absoluto. Qual foi a maior dificuldade enfrentada para publicálos? Lair Leoni Bernardoni . Cores muito exuberantes. foram algumas poucas brilhantes. Mas é fundamental que criem um ESTILO. FOTOGRAFIA DG . todas. onde começa meu envolvimento com as Letras.ou seja.fotografia-dg. Seu nome: Leni Riefenstahl. FOTOGRAFIA DG .Referências ou admiração? No Brasil me encantava a obra de Klaus Mitteldorf. mais especialmente. Sou muito feminina. Meu marido. ainda assim busquei na figura feminina a imagem etérea. A cópia não leva a lugar nenhum. Não tive dificuldade para editá-los e intenciono ainda uma quarta obra.Sempre trabalhei em casa. imagino.maravilhosa também.esta mulher criou imagens antológicas de técnica e perfeição e com os recursos parcos do ano 40.Como a família encara sua profissão? Lair Leoni Bernardoni . soft. e minhas filhas são ainda modelos e agora já netas vem chegando mais perto do visor da Nikon. FOTOGRAFIA DG – Quais as mensagens para os leitores do Fotografia DG? Lair Leoni Bernardoni . Ela sequer era filiada ao partido. mas não sou feminista.Tenho três: Girassol. A maior de todas aos meus olhos foi marcada e estigmatizada porque profissionalmente fez as imagens para a Grandeza do Terceiro Reich. que também foi nome de exposições ainda que em outros idiomas. E o terceiro. Esta obra transcreve os Juízos críticos de pessoas de cultura e entendimento de Arte Fotográfica. Asas Azuis. criando meus cenários e dedicando pró renascimento do Portrait que estava como Arte quase em desuso na fotografia. aos 103 anos. . Sua obra ligou-se a propaganda do Terceiro Reich e no pós guerra foi estigmatizada. 60. porque ele fotografava o oposto do que sei fazer. mas nunca me desviei do clima lírico. Nascida em Agosto de 1902 usou como quase nenhum outro o Preto X Branco. Giralua.

dessa forma…‖ o que acaba limitando um pouco a vontade própria do fotógrafo. de repente. tenho muito dessa ―realidade paralela‖ em mim. Mas quando essa paixão vem de um lado só o outro lado não aguenta. fotografia de moda.fotografia-dg. trabalhar com o irreal. mas temos o pé no chão.Difícil falar em receita. É estranho pensar nisso. Foi tudo muito natural. E. A modelo que está na foto não é aquela mesma pessoa que chegou ao estúdio. Não tive esse período de ―paixão‖ que todos sentem quando descobrem a fotografia. o cenário não existe e. não nos sufocamos.Muitas coisas. O que mais te motiva a trabalhar com moda e com a beleza? Mauricio Po . Ambos tem seus prós e contras. Trabalhar com essa realidade paralela é encantador. esporádicas e sem muito comprometimento – não com relação à qualidade ou responsabilidade -. coisas bem simples. Nós amamos o que fazemos. editorial e catálogos. É incrível pegar uma menina que não tem a menor pretensão em ser modelo e vê-la se doando completamente para a foto. O que você mais gosta de fazer book pessoal ou new face? E qual a diferença básica entre os dois tipos de trabalho? Mauricio Po . é claro! Creio também que essa ausência da ―paixão‖ tenha contribuído. contou ainda detalhes de sua participação no evento com o workshop ―Book para Profissionais‖. como.Depende muito do dia e da pessoa que será fotografada. já vivendo da fotografia. conhecer histórias. falou com exclusividade ao PORTAL PHOTOS sobre o amor pela profissão. Paixão mútua só existe entre pessoas! Acho que a fotografia (assim como qualquer outra profissão) precisa de amantes e não de apaixonados. A fotografia de moda e de beleza é pura ilusão. Nada daquilo é real. preciso/quero viver disso‖. quando dei por mim já trabalhava com isso. planejamento. desejos. Po. irá participar do evento com o workshop “Book para Profissionais”. muito mais em sucesso! Acredito que é um conjunto de fatores. um dos maiores nomes do país em books fotográficos. Por muitas vezes me pego ―na lua‖. Você foi palestrante do Estúdio Brasil 2009 e. Quando penso no passado tenho ―flashes‖ de lembranças de alguns trabalhinhos do início. Confira! Em primeiro lugar. ―Tem que mostrar assim. A diferença é que o book profissional (modelo/ator) é mais técnico. paciência. a receita para o sucesso e o futuro dos books fotográficos. muitas vezes quando existe. como surgiu a sua paixão pela fotografia? Quando a paixão virou profissão? Mauricio Po . sonhos e fazer parte deles. pensamos mais. pode fazer o que quiser. não tenho preferência por um ou por outro. É ótimo se apaixonar. Tudo o que queremos é simplesmente fazer! É lindo e maravilhoso quando duas pessoas se apaixonam. marketing e sorte. mas não tenho uma linha do tempo muito clara na minha cabeça. vemos os erros e somos capazes de progredir sem trocar os pés pelas mãos. O que podemos esperar desse workshop? Anuário 2010 • Fotografia DG www. Qual a receita para tanto sucesso? Mauricio Po . humildade. é modificado pela produção. Acabamos fazendo as coisas sem se importar com o que. mas a paixão nos cega. O amor é mais racional.com Página 160 de 249 . Tem sessões de fotos pessoais que são muito mais prazerosas que alguns trabalhos comerciais. vontade de aprender. mas no sentido de pensar ―essa é a minha profissão.Entrevista exclusiva Por: Editora Photos Mauricio Po faz parte do seleto time de profissionais do Estúdio Brasil 2010 Mauricio Po. Enfim. Determinação.Mauricio Po . Em 15 anos de profissão você já produziu mais de 2000 books fotográficos. que integra o seleto time de profissionais convidado para participar do Estúdio Brasil deste ano. quando ou quanto. [Risos]. neste ano. O contato com as pessoas. da forma que quiser (desde que o cliente também queira!). a lembrança mais recente que tenho já é de uma fase bem mais madura. A fase do ―amor‖ e não da ―paixão‖. desse jeito. existe um padrão de mercado.Cresci dentro de um estúdio e a grande verdade é que nunca dei muita bola para a fotografia. O pessoal é livre.

de poder fazer parte dela. Um assunto que é tão temido pelo simples fato de não existir uma fórmula ou um manual.fotografia-dg. Tem muita gente oferecendo book – talvez hoje o mercado de book seja um dos que tenham mais fotógrafos atuando. mais da metade dos meus clientes são pessoas comuns querendo fazer um book para recordação. Querem se sentir modelos. é fundamental estar dentro do mercado da moda. Vou bater muito em cima disso.Sou muito otimista. tanto que todo o foco do meu trabalho era para modelos. conhecimento ―zero‖ de moda.Uma imersão total nesse mundo dos books. a grande maioria tem um estilo muito pobre. Para isso. Eu sou a favor de se respeitar o biótipo de cada uma. O Workshop é uma oportunidade de ver a coisa acontecer mais de perto. a produção do material era de péssimo gosto! Hoje. A ênfase será na iluminação e na parte que mais ―pega‖ a galera: a direção de modelos.Mauricio Po .com Página 161 de 249 . o importante é a capacidade de a modelo passar a imagem da foto e não qual manequim ela usa (claro que estou falando dentro de uma margem). mas nos moldes dos books profissionais. esse cenário mudou. de tratamento e principalmente de linguagem. Os fotógrafos de moda ainda consideram a magreza como o ponto forte em uma modelo profissional ou isso tem mudado e outras características têm predominado? Mauricio Po .Eu particularmente não defendo a magreza. querem ter a foto ―capa de revista‖ como dizem. É um mercado que já cresceu e ainda tem muito a crescer. Por outro lado. cada fotógrafo tem que descobrir e desenvolver sua forma de dirigir. De uns dois anos para cá. Vai de cada um. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Quando comecei as pessoas não acreditavam. Existem modelos magrelas incríveis. Acho que para a fotografia. assim como existem modelos com mais corpo igualmente incríveis. o cliente está muito exigente. de tendência. O brasileiro não tinha a cultura de ser fotografado e quando era. Como você imagina o futuro dos books fotográficos? Mauricio Po .

―Não tem como não amar aquele site e se inspirar cada vez mais‖. Planejamento no trabalho e sonho realizado Como publicitária aprendeu que fazer um planejamento da divulgação do seu trabalho é muito importante. bebês e crianças. ela admite que era mais difícil.fotografia-dg. demora um pouco.com Página 162 de 249 . Seu primeiro trabalho foi o ensaio de uma família. Isso fez com que ela conseguisse se organizar de maneira positiva no que diz respeito à fotografia. Eu até brinquei no meu Twitter outro dia dizendo que chega a ser quase injusto eu ser paga pra isso‖. Estamos falando de Erika Verginelli. Erika também concilia a maternidade. esposa.Erika Verginelli: a fotógrafa full time… Por: Annelize Tozetto … mãe. grávidas. ―mais travada‖. mas é formada em Propaganda & Marketing pela Universidade Estácio de Sá (RJ). ―Até eu conseguir com que a pessoa se solte. Cursou Química Industrial e Relações Internacionais. ―Foi um sonho conquistado! Nos últimos seis anos trabalhei como Gerente de Marketing e Branding e sou formada em Propaganda e Marketing. conta. revela. crianças e casais. e sempre gostou de fotografia. Pra ela não existem muitas dificuldades com o trabalho. Erika admite que isso é o que mais ama fotografar até hoje e de longe podemos notar o quanto ela acredita que a relação com a família é importante. esposa e filha que tem o dom de nos fazer sonhar. super comum… mas eu sempre dou um jeitinho e no final dá tudo certo!‖. basta apenas sentirmos a energia positiva que está à nossa volta e dentro de nós. É o que tem feito ultimamente já que há dois meses realizou o sonho de muita gente: ser fotógrafa em tempo integral. Mas a paixão veio à tona quando entrou para o Flickr. e que escolheu viver em São Paulo desde os 30. ―Eu trabalhava a semana inteira das oito e meia da manhã até as cinco da tarde. Suas fotos envolvem sempre família. Somada ao trabalho. chegava em casa e ia ficar Anuário 2010 • Fotografia DG www. Talvez apenas quando encontra uma pessoa mais tímida ou como dizemos por aí. brasileira nascida no Rio de Janeiro em 14 de fevereiro de 74 (atuais 36 anos). bebês. Ela se descreve como ―fotógrafa full time.―. que não gostam muito de estar ali. E ainda brinca: ―Quem me conhece sabe que sou simplesmente apaixonada por fotografia de famílias. Nas postagens ela sempre toca algum ponto que mexe com o coração das mamães e papais do pedaço. Em seu blog é possível saber um pouco mais do dia-a-dia dela e também conhecer um pouco mais dos seus modelos preferidos: a filha Emanuella (dois anos) e Erika e sua filha Emanuella o filho Giuseppe (nove meses). mãe. No começo. filha… não necessariamente nessa ordem‖. que nos lembra o quanto a fotografia é uma arte para que façamos isso presente em nossas fotos. Isso normalmente acontece com os homens. de querer ter uma família tão bonita e unida quanto à dela. mas ela própria tem pouquíssimas fotos suas.

conta. marido maravilhoso que eu tenho. nesses dias Erika ainda tinha sessões de fotos.com Página 163 de 249 . assim tenho maior possibilidade de criar e me libertar de Anuário 2010 • Fotografia DG www. Depois dele. preparar post pro blog. revela. que se voltava para o computador para responder emails de orçamento. ―Adoro a troca de informações que tenho no Twitter com as pessoas que sigo e também com meus seguidores. diz. não existe mais pergunta sem resposta. O Facebook tenho começado a usar bastante e estou gostando‖. perguntava. Mas a mãe da Emanuella e do Giuseppe corrige: ―Não foi bem uma crise (porque eu tinha certeza que era isso que eu queria). Gosto de várias fotógrafas no Flickr que são especializadas em fotografia infantil e também acompanho o trabalho de vários fotógrafos estrangeiros. É muito difícil deixar a carteira assinada pra viver como autônomo.com meus filhos. Ultimamente tenho me inspirado bastante em lifestyle e editoriais‖. a fotógrafa revela que nos últimos tempos tem evitado olhar muito os blogs que acompanha pelo Google Reader. Web. Ela se perguntava: ―Será mesmo que devo largar o meu emprego pra virar fotógrafa full time? E como fazer isso?‖. afirma. tratar fotos. ―Difícil especificar algum. O único problema. mas um conflito interno. A crise com a fotografia teve um período de dois anos (os últimos dois). ―Dificilmente dormia antes das três da manhã. relembra. pois não dava conta e recusava vários trabalhos. tinha uma página no formspring onde eu respondia várias perguntas. é que pode acontecer algum abuso de algumas pessoas por causa dessa proximidade do mundo virtual. O motivo? ―Acho que isso tem prejudicado um pouco a minha criatividade. Além da própria família. Porém vira e mexe fazia sessões de fotos. mas elas estavam um pouco repetitivas e básicas demais‖. mas agora tudo está melhorando. a inspiração se baseia em vários fotógrafos. Nos finais de semana? Bem. colocar pra dormir…‖ Só então. edição e fotografia no Brasil A fotógrafa que veio morar na ―terra da garoa‖ depois de seu casamento. Quase surtei durante dois anos. acredita que a troca de informações que acontece na rede é legal e muito válida. aponta. isso não teria sido possível. sejam eles de casamento ou especializados em crianças e famílias. Porém. pois tenho maior flexibilidade de horário‖. pois passamos a ter muitas despesas fixas‖. dar janta. não muitas. ―Até pouco tempo. Ainda mais depois que temos filhos. revela.. acabou por terminar temporariamente com o formspring. segundo Erika.fotografia-dg. fazer álbuns. dentre outros trabalhos de fotografia. ―Sem a ajuda e apoio do Gustavo. Mesmo gostando muito de responder e ajudar. E às sete horas estava de pé novamente para ir pro trabalho‖. Mas com ela nunca aconteceu nada de mais. Tenho tentado não ter referências. O exemplo dado pela fotógrafa é que algumas coisas que a pessoa podia facilmente pesquisar no Google.

que investem em conhecimento fazendo cursos e workshops. Hoje em dia com a internet e blogs. ―pelo menos é o que eu mais escuto por aí‖. isso é muito difícil porque está tudo muito na nossa cara né? Mas pelo menos tenho tentado não me deixar influenciar‖. Conhecida pela claridade e pelas cores das fotos (tons pastéis. caríssimos no Brasil. não se contentem com pouco. aponta. experimentem e sigam sempre o seu coração e a sua intuição. Para finalizar entrevista. o Google está aí para isso: para nos ajudar. Erika é categórica: ―Eu edito todas as fotos que eu mostro pro cliente. Sobre edição de fotos. Ela revela que a sua fotografia melhorou muito depois que começou a fotografar no modo totalmente manual.regras e modismos. queiram sempre saber mais e mais.com Página 164 de 249 . Mas sempre tento fazer o mínimo possível pra não ficar over‖. o melhor álbum. ―Somos artistas e merecemos esse reconhecimento. a melhor fotografia.fotografia-dg. acredita que uma das maiores dificuldades do fotógrafo brasileiro está atrelada a valorização (ou à falta de). Infelizmente muitos profissionais se prostituem e isso acaba prejudicando os fotógrafos sérios. que investem em equipamentos da melhor qualidade. Atualmente. a sua melhor arte‖. confessa. continua: ―Sempre tento ao máximo fazer o certo na hora de fotografar para depois ter que mexer o mínimo possível no Photoshop‖. segundo ela). dentro de cada um de nós!‖ Anuário 2010 • Fotografia DG www. Pratiquem e muito. É aí que está a arte. Não se prendam muito em regras. que ficam horas estudando como editar suas imagens e que passam muito do seu tempo investindo em dar o melhor pros seus clientes: o melhor serviço. Erika deixa um recado para os leitores do Fotografia DG: ―Busquem a informação. delicados e ao mesmo tempo coloridos….

Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg. atendendo clientes e revelando fotos. Quando fiquei mais velho. A base de tudo é a confiança e a ética nas relações. É a construção de uma história tijolo por tijolo. Como foi esse primeiro contato e quando você percebeu que a fotografia não sairia mais da sua vida? Kazuo Okubo .com Página 165 de 249 . além de trabalhar para clientes de peso. uma história ou uma vida. artigos. fotógrafos. Vou mostrar como lidar com o nu e ovoyeurismo e falar sobre a vulnerabilidade do modelo nu e a busca pela fotografia autoral. para mim era pura diversão e deleite. além de compartilhar com o leitor. Em entrevista ao PORTAL PHOTOS. Sempre gostei de observar os corpos. e esse prazer em ver me faz sempre buscar novas formas de ver o nu. PORTAL PHOTOS – O tema nu sai do palco do congresso para o ambiente de estúdio dos workshops no Estúdio Brasil deste ano. um pouco da sua história na fotografia. como se movem. reportamos o dia. que é fã de seu trabalho.Minha história com o nu começou desde muito cedo. contos. mas não levei adiante porque senti que aquilo. luz. Ele. tentei negar esse fato e fui estudar engenharia. O que podemos esperar do seu workshop? Kazuo Okubo . PORTAL PHOTOS – Você teve contato com a fotografia ainda menino. dos trabalhos que mais me impactaram e marcaram a minha alma e também vou abordar as técnicas de foto em estúdio. Kazuo conta detalhes de sua estreia no Estúdio Brasil 2010.Neste workshop vou falar da minha trajetória como fotógrafo e de como comecei a fotografar o nu.Kazuo Okubo – um voyeur por excelência Por: Editora Photos Fotógrafo marca sua estreia no evento com workshop de nu Neste ano. com o workshop ―Fotografando Nu e Sensualidade‖ – um dos mais disputados da edição -. em seu portfólio você acumula trabalhos reconhecidos e premiados para as principais agências do Brasil.Acho que para todas as profissões a fórmula é a mesma: você tem que trabalhar muito. Kazuo Okubo. Existe uma fórmula para o sucesso? Kazuo Okubo . PORTAL PHOTOS – Hoje. o tema nu sai do palco do Estúdio Brasil para o ambiente de estúdio dos workshops. me puxava. como são as curvas do sexo. foto ao ar livre e como produzir situações inéditas. PORTAL PHOTOS – O que significa para você trabalhar o nu? Kazuo Okubo . a fotografia. Nós. com o consagrado fotógrafo brasiliense.Sou filho de fotógrafo e praticamente nasci em um cinefoto. Os escritores publicam poemas. estudar bem aquilo que faz e dedicar-se ao máximo. Vou falar das influências. Quando comecei a trabalhar como fotógrafo profissional. Esquecia que aquilo era trabalho. romances. senti um prazer incrível. que fala com muita naturalidade sobre seu apreço por observar o nu. que era do meu pai. é ainda mais extravagante na hora de fotografar. Passei minha infância e adolescência no laboratório. Eu sou um voyeur por excelência.

O nome surgiu quando eu e alguns amigos criamos um site de coberturas de balada. porém não tinha tempo para atender todos e compartilhava os trabalhos com os amigos. encontros de família e amigos.fotografia-dg. por um único e simples motivo: paixão. ―Meu maior desejo era aprender a fotografar de verdade e tive um feedback positivo. E aí não parei mais‖. os trabalhos foram surgindo de forma gradativa. Mais tarde foi para Jundiaí. Falamos de Ricardo Marques (ou Ricca Marques). já que ficaria difícil ter uma identidade se cada um assinasse seus trabalhos. ―Já atuo na área há 10 anos e ao viver uma experiência no departamento de marketing da Federação Paulista das Uniodontos (onde era responsável pela área de criação) me identifiquei muito com a fotografia profissional por acompanhar e coordenar as produções publicitárias da empresa‖. churrascos. precisa refletir sobre aquilo que está enxergando‖. ―Surgiu daí a necessidade de criar um nome para identificar nosso trabalho. conta. Começou com amadoras e por horas fotografava o que aparecia: festas. Segundo ele. aniversários. lembra. ―É engraçado falar do nome Ousy. logo após ter adquirido a primeira câmera que para ele era profissional: uma Nikon D40. contraste. um bom tempo atrás! O site foi feito. ―Nessa mesma época tive contato com diversos fotógrafos experientes e a amizade permaneceu‖. movimento‖. conta. Adora fotografar pessoas em situações reais ou produzidas. fotógrafo de Publicidade e Moda e que tem a formação inicial de Design Gráfico. que pudesse ir além dos seus limites. ―Não importa se está vivendo de verdade aquele momento ou interpretando… é o que eu gosto de fazer.com Página 166 de 249 . a pessoa que está observando tem que se envolver com aquele momento. reação. Como sempre atuei na área de publicidade e fazia muitos ‗freelas‘ de design. Tanto não parou que hoje tem a Ousy. Como iniciou a carreira como Design precocemente. aquela onde os registros de engarrafamentos batem qualquer lugar do país: São Paulo. Ele nasceu em uma megalópole brasileira. conta e emenda: ―Vejo minha fotografia como cenas de filmes congeladas. Marques ainda lembra que foi atrás de alguns fotógrafos.‖. o amor pela fotografia aconteceu por causa dessa outra profissão. revela. tem que ter ação. a fotografia era a oportunidade de fazer algo realmente novo. O expectador tem que sentir que está interagindo com a cena. então o nome Ousy foi o aprovado pela turma e o adotamos Anuário 2010 • Fotografia DG www. Mas o fato é que desde o primeiro trabalho como designer gráfico. mas o projeto ficou engavetado porque tínhamos outras prioridades profissionais. interior do estado de São Paulo.Ricca Marques: paixão por escrever com a luz desde sempre Por: Annelize Tozetto Desde que se conhece por gente é apaixonado por fotografia. surgiram muitos freelas.

Erros que se fizeram fundamentais para eu melhorar a qualidade do meu trabalho‖.com Página 167 de 249 . Câmera Raw e todas as compensações digitais que eram necessárias‖. Outro fator que ajudou muito. exposição. temperatura. ele já sabia do que eles estavam falando. Dentro desse panorama de fácil e difícil. sem portfólio e ainda aprendendo o tempo todo. A profissão de Designer e os desafios na fotografia Lógico que fato de ser Designer ajudou e ajuda muito ainda. entrosados com a equipe inteira. lembra. conta e segue em frente: ―De qualquer forma acredito que a pós-produção digital é imprescindível para o fotógrafo atual. preenchimento e por aí em diante porque quando os amigos fotógrafos comentavam o trabalho e sugeriam mudanças. O projeto Ousy. locação. relembra. Se é purista na fotografia? ―Nem tem como ser purista. é muito difícil surgir trabalhos.para identificar um núcleo de trabalho. ―Impactante e decisivo nas minhas escolhas na Fotografia e se refletiu no meu segmento de atuação. preservando as características naturais do modelo ou do objeto fotografado‖. foi a familiarização com os termos técnicos. Na época da Uniodontos não paravam os trabalhos por fora. um fotógrafo e uma equipe de produção têm maior controle da situação dentro de um estúdio‘. além de ter Anuário 2010 • Fotografia DG www. No dia da produção tivemos um problema com a locação e nos vimos obrigados a repensar todo o briefing em pouquíssimo tempo. acredita. Mas o fotógrafo ressalta que cada trabalho propõe novos desafios. produção de moda. Mas nem por isso deixava de realizar os ensaios com profissionalismo. como balanços de branco. permitindo que eu largasse o emprego fixo. Ele vê de maneira positiva a troca de informações: ―Além de aprender muito sobre fotografia. ―Com o apoio da turma consegui produzir um trabalho totalmente diferenciado do que vinha fazendo. segundo as palavras do próprio fotógrafo.. se transformou na minha própria empresa‖. ―Recentemente fiz um catálogo de moda que foi importante para mim. muitos ‗erros‘ são cometidos.‖. que o bom trabalho acontece naturalmente se estivermos totalmente focados e. Deu ―sorte‖: com esse portfólio inicial foi chamado para fazer um editorial de moda para o TCC de uma turma de formandos do curso Moda. já fazia freelances de tratamento de imagens. Muitos deles atuam no mercado da moda e são profissionais respeitados. A turma cuidou de toda produção com embasamento técnico e auxílio dos professores da faculdade. Antes mesmo de fotografar profissionalmente. conta. acima de tudo. sou designer. No começo. Ricca fala que o trabalho mais difícil que para ele é sempre o último. Então veio a idéia: começou a convidar amigas modelos para fazer seus novos materiais na base de troca. ―No começo costumava dizer que era muito mais designer do que fotógrafo. então já tinha habilidade com Lightroom. O primeiro trabalho foi.fotografia-dg. descreve. Corria atrás de tudo: ―equipe. né? Porém tenho sempre tentado apresentar cada vez mais naturalidade nas minhas edições. Conseguimos um resultado satisfatório que se refletiu na nota do TCC‖. já que com a falta de experiência. onde os fotógrafos enviavam seus arquivos no formato RAW. A rede e as inspirações Marques é um fotógrafo antenado nas novidades da rede.―. então. etc. segundo ele. na faculdade Anhembi Morumbi. conheci profissionais maravilhosos.

claro que o dom é fundamental. na mente e principalmente no coração. ao contrário do que acontece fora do Brasil‖. tendo um estilo mais autoral. independente dos equipamentos disponíveis‖. investindo. E dessa forma. usa o feed back das pessoas para corrigir falhas próprias que às vezes passam despercebidas. Para exemplificar. Mantendo essa lógica. o fotógrafo paulista já teve sua crise com a fotografia. para que pudesse desenvolver bons trabalhos. Helmut Newton e Patrick Demarchelier e alguns não tão conhecidos por todos: Hakan Celebi e Jan Masny. ressalta e acrescenta mais uma lista de fazer tremer qualquer um: ―Costumo dividir minhas referências entre mestres consagrados da fotografia como Irving Peen. porém deve estar associado à técnica. Mas uma das maiores crises para esse profissional estava relacionada à aquisição de equipamentos. por exemplo. As referências de Ricca são. ―Outro dia um amigo questionou: ‗Porque a luz do outro é sempre melhor que a nossa?‘‖. Mas cheguei à conclusão que na verdade tenho sempre que apresentar o meu melhor. Minha busca na rede está relacionada a esclarecer dúvidas sobre equipamentos e técnicas e observar o trabalho dos profissionais que admiro‖. exige cada vez mais qualidade final.feito muitas amizades. quem se destaca para ele é o Clicio. lembra. no Brasil. Ali eu enxergo volume. dramaticidade e mais realismo. ―Todo profissional. ―O mercado e as facilidades da fotografia digital permitem que qualquer pessoa com uma câmera se intitule fotógrafo. buscando os pontos positivos que poderão ser acrescentados na minha própria fotografia e os pontos negativos. ―Muitos dizem que o mais importante na fotografia é o olhar. ―Além de um excelente fotógrafo. desenvolvi um Anuário 2010 • Fotografia DG www. dá para ver que pessoa está ali apenas para marcar presença. fala. ―Principalmente em comentários positivos. Duran. e os brasileiros como Jr.fotografia-dg. O fotógrafo paulista destaca ainda mais uma dificuldade: ―iniciantes conquistarem um espaço no mercado comercial. achei que precisava cada vez mais. para que o interessado possa reavaliar aquele trabalho através de outros pontos de vista‖. Procuro fazer isso de forma coerente. Crise e mercado brasileiro Apesar de toda essa inspiração na veia. Com isso. Além disso. magos da fotografia digital: Dave Hill e Jill Greenberg. geralmente. migrando para fotografia social. fica muito difícil para o profissional que está iniciando buscar uma remuneração justa dentro do seu estilo e acabamos por ver muitos fotógrafos voltados à área de moda. Mas até incorporar esses ―erros‖ em estilo de trabalho. Lógico que ele vê os excessos. ―Num determinado momento.com Página 168 de 249 . eu passo o tempo todo querendo me superar‖. Bob Wolfenson e Jacques Dequeker‖. que realmente é apaixonado pelo que faz sofre. ―Um bom exemplo são as sombras duras e marcadas que adoro usar. por exemplo. onde estão as boas verbas. conclui.‖. como ele mesmo reforça. o estreitamento dessa relação através do twitter. pois o mercado não o absorve. também possui uma habilidade ímpar na pós produção‖. segundo ele. Ricca acredita que a maior dificuldade do profissional brasileiro está ligada à valorização. habilidade e também a um bom equipamento. revela. Ele conta que. em algum momento com crises. mas na fotografia comercial. Para esse profissional. já que fotografia de publicidade e moda. Eles foram transformados em estilo de trabalho. quando busca novas referências sofre crises por achar que o trabalho dos outros está melhor que o dele. batalhando‖. Novos jobs trazem novas perspectivas e expectativas. comenta. pode fazer chegar diretamente na fonte e descobrir como um ou outro trabalho foi realizado. ele cita os ―erros‖ cometidos por ele e citados no começo dessa entrevista. tudo é visto como erro. ligado à publicidade e à moda. Isso torna-se uma grande desvantagem para muitos bons profissionais que estão realmente correndo atrás de conquistar seu lugar ao sol. estudando.

Ricca Marques deixa um recado para os leitores do Fotografia DG e amantes de foto: ―Fotógrafos amadores ou profissionais. Com o know how de mercado e a credibilidade solidificada. estão cada vez mais conectados. É um profissional que tem um conceito e estilos próprios. podemos adotar um estilo mais pessoal. indiferente às habilidades. mas em nossas próprias produções. ―Mas no início de carreira isso não funciona. lembra. cultura. variando exposição e todo mundo acha lindo. evolução. Por isso quando vemos a fotografia como arte. teremos cada vez mais belas imagens para admirar e se envolver!‖ Anuário 2010 • Fotografia DG www. que vire quase uma marca nas fotos.com Página 169 de 249 . O bom senso tem que vir em primeiro lugar. não só nas moderações aos comentários. de acordo com a fala de Marques. Vejo muitos profissionais admirando trabalhos dos chamados „amadores‟.fotografia-dg. Se usarmos isso a favor da fotografia. Hoje existem inúmeros canais para aperfeiçoar nossos conhecimentos. Vejo fotógrafos consagrados abusando do flare e dos ruídos. no seu sentido mais amplo. Para finalizar. temos que respeitar a todos. indiferentes a interesses pessoais.trabalho ‗certinho‘ para poder começar a ter espaço nesse mercado tão competitivo‖. Mas se um iniciante ousar dessa mesma forma será considerado um profissional ruim‖. o próprio Fotografia DG tem um conteúdo incrível à disposição de todos.

família e eventos infantis). É com enorme prazer que venho apresentar este novo formato de entrevista da FOTOGRAFIA DG. ela molda o seu trabalho nas expectativas e identidade dos seus clientes. Quando comecei a fotografar. A minha primeira entrevistada é a fotografa carioca Dani Prates: dona de um olhar único quando o assunto é criança e família. ética e profissionalismo. Pouco tempo depois já estava trabalhando como fotógrafa. que encontrou seu ―olhar‖ de criança. O lema é: para cada trabalho uma idéia nova e um resultado diferente. ou seja. mas que também são dotados de muito talento. aprendizagem. estarei aqui apresentando entrevistas e trabalhos de tantos excelentes profissionais que a fotografia ganha a cada dia. criatividade. Viagem agora para o mundo da fotografia familiar e de criança com a fotógrafa Dani Prates. infantil. ao menos uma vez por mês. O universo infantil e familiar era toda a nossa rotina. ele fazia por puro hobbie. ela consegue se ―transportar‖ para o mundo dos pequeninos para buscar uma visão de criança: um olhar verdadeiro. E acredite. FOTOGRAFIA DG – Grande parte do seu trabalho é voltada para a fotografia de família (ensaios e books de gestante. meus filhos foram quase que por completo responsáveis por esta escolha. resolvemos também abrir um espaço bate-papo e também expor trabalho de profissionais que ainda não estão nas grandes mídias. Colocando a criatividade em prática. dando opiniões e muito mais. emocionante.fotografia-dg. E o melhor de tudo é que na fotografia infantil e de eventos. Agora. FOTOGRAFIA DG – Como e quando a fotografia entrou na sua vida? DANI PRATES: Aprendi a fotografar com o meu marido. A busca da personalização também é sua marca. Eles estarão falando um pouco da sua experiência profissional. Como o objetivo aqui é disseminar informações sobre o mundo da fotografia. ela vive em busca do novo para adicionar em suas produções. do dia-adia da profissão.com Página 170 de 249 . eventos. brincalhão e espontâneo. A fotógrafa de família e infantil. lançamentos. Anuário 2010 • Fotografia DG www.Dani Prates – Fotógrafa de família e infantil Por: Bruna Prado Dani Prates. A opção por este segmento partiu de você? Como isso aconteceu? DANI PRATES: Com certeza foi uma escolha. São 05 crianças e a inspiração veio deles. ela consegue.

da natureza. Hoje isso é comum. cada sessão é uma necessidade de criação. de um olhar absoluto. Como se dá esse processo no seu trabalho? DANI PRATES: Vivo em uma eterna busca pelo novo! Quando comecei o comum eram fotos em estúdio. a maioria dos fotografos utilizar essa abordagem. Podemos dizer que vive a busca constante do novo. isso é o mais difícil e o mais prazeroso. na forma de trabalhar e principalmente pela criatividade. houve um ano que todas as minhas sessões tinham flores. Quase que um invasor. mas no trabalho uso uma D300S. FOTOGRAFIA DG – Poderia falar um pouco sobre importância do fotografo social e de família na sociedade? DANI PRATES: Um tempo atrás esse segmento era para aqueles que não tinham mercado. que conseguem descrever através da imagem a exata emoção de um momento.fotografia-dg. FOTOGRAFIA DG – O segmento de fotografia de eventos a cada dia ganha novos profissionais e interessados. porém eu prefiro outras fontes. É comum me ver com uma Nikon D50 que não largo nunca. das artes. sessões externas. uma ou outra tele-zoom (raramente). Hoje ele precisa se fazer íntimo. 50 mm. o fotografo de eventos era mal visto. Quanto as lentes meu set é composto das fixas 35 mm. Como você vê o mercado de fotografia de família e eventos diante disso? Poderia citar alguns pontos positivos e negativos dessa nova realidade? DANI PRATES: Nossa! Tanta gente! Para a fotografia só algo positivo. Mais que apenas registrar. FOTOGRAFIA DG – Falando um pouco de equipamentos. sem dúvida! A fotografia digital facilitou tudo e a internet foi sua cúmplice. de inovação! Hoje é comum a busca de inspiração em colegas de profissão. Acho que a criação é um dos principais e melhores momentos que um fotografo viver e construir. Gosto de ousar. atento. FOTOGRAFIA DG – Qual a importância da busca de uma linguagem fotográfica própria no resultado do seu trabalho e na visão dos seus clientes? DANI PRATES: Eu venho do varejo. Hoje é possível conhecer trabalhos do mundo inteiro! E Anuário 2010 • Fotografia DG www. é único! É bacana saber que suas fotos possuem uma identidade. mas evito na medida do possível visitar blogs ou sites fotográficos quando estou no meu processo criativo. passei anos da minha vida focada em personalização. Ter orgulho de algo seu.com Página 171 de 249 . Antigamente você só via o álbum de casamento da sua prima ou no máximo o seu quando se casava. Essa escolha se deu por quais fatores? DANI PRATES: Meu equipamento é da marca Nikon. ele é o retratista de uma verdade única. descritos pela memória. Queria algo que não cansasse as crianças. Abuso dos livros. Não que a fotografia de outros não me inspire. Hoje por exemplo converso com os pais sobre a profissão ou características pessoais e as uso como base para as fotos. qual o set de que você atualmente utiliza. Lembranças e momentos eram no passado. Hoje o fotografo social e de família consegue registrar histórias com tamanha atenção.FOTOGRAFIA DG – Seu trabalho é marcado por ousadia no olhar. 85 mm. quase não se via fotografias espontâneas.

Passará mais horas editando do que com sua família. É saber que viverá em uma eterna busca onde a segurança só vai depender de você. usar o Facebook. diagramando. é maravilhoso! Anuário 2010 • Fotografia DG www. Uma vitrine para meu trabalho. mas em qualquer que seja o segmento. uso o Blog para me comunicar com meus clientes. Ética. Talento. viagens e passeios de domingo serão cada vez mais escassos. pois não adianta ter ―mil‖ lentes sem saber o que fará com elas). é possível fazer pesquisa de equipamentos. Teve mais de 10… FOTOGRAFIA DG – Como é a rotina de vida de um fotógrafo de eventos e família? DANI PRATES: Difícil. Final de semana você estará fotografando e dia de semana você estará editando. comparativos. discute-se muito a importância do marketing para se destacar no mercado. Nunca foi agressiva em marketing. mas não é o principal caminho. tutoriais. Caráter. sites. Acredito no marketing. Observação. É quase impossível ter uma rotina de casa. Isso significa que ver TV. mas viver dela não é fácil. Um não vive sem o outro. mas geralmente a maioria trabalha em casa. Saber que todos os finais de semana e feriados você estará à disposição do trabalho. muito difícil! Não só de família.mais. blog… Todos ensinam alguma coisa. o aprendizado ficou mais fácil. respondendo aos e-mails. Controlar a ansiedade de seus clientes. Tem que ser bom. Paciência. Investimento em equipamentos (no que for usar. Twittar. Responsabilidade. Buscar especialização em gestão de vendas. Quando você tem um escritório fica um pouco mais fácil. ―então ser fotografo é ruim‖? Não! Com tudo isso. dormir cedo. dentre outros. comunicação e administração é necessário. Você vai olhar seus emails de 5 em 5 minutos. você deve estar perguntando.com Página 172 de 249 . FOTOGRAFIA DG – Com a chegada dessa nova geração de profissionais e da era digital na fotografia. FOTOGRAFIA DG – Para toda essa nova geração qual seriam os “10 mandamentos” que você deixaria: DANI PRATES: Criatividade. É uma profissão que conquista. acho importante. ou algo do tipo você não fará mais. anunciar senão tiver um bom trabalho. dicas. Estudo. Você acredita que este é o caminho para formar um negócio de fotografia e um fotógrafo? DANI PRATES: Vou me dar de exemplo.fotografia-dg. não adianta Blogar. Bom senso. Humildade. mas é raro me ver vendendo meu ―peixe‖.

como. também já estava casado e não sabia como contar essa decisão para todos. nem imaginava que havia a profissão de fotógrafo. Mas esse amor começou quando ainda criança ele se apaixonou pela ―Biblioteca da Natureza‖. Tanto sonhou e lutou que conseguiu. os recebi de volta como presente. se Anuário 2010 • Fotografia DG www. Eu li cada livro daqueles uma centena de vezes. fez vários cursos na antiga Visual Artes (atual Imagens e Aventuras) e workshops com Clicio Barroso. que era separada em 16 livros com assuntos variados como: ―As Montanhas‖. Se antes era apaixonado por fotografia de natureza.me.com Página 173 de 249 . ―Os Desertos‖ etc. na África. que seria apenas mais um fotógrafo no mundo e eu mesmo me cobrava se teria talento para essa nova profissão. hoje adora retrato e fica realmente feliz se puder juntar essas duas vertentes dentro da fotografia. A seguir. bairros nobres aqui do Rio. No blog que ele mantém. o nosso bate-papo com Renato. se tornou fotógrafo. 22 horas (no Brasil) realiza um bate-papo com fotógrafos pela twitcast. eu tinha 29 anos e já era sócio de uma empresa junto com meu tio. procurei-os em sebos. E mais: toda terça-feira. do jeito que os deixei da última vez que os li. Renato Rocha Miranda. Estão intactos. achavam que eu estava maluco por trocar algo concreto e certo por uma ―maluquice romântica e juvenil‖. As reações não foram boas. onde e por que começou seu interesse por fotografia? I LOVE MY JOB: Começou quando eu era bem pequeno. só que eles sumiram lá de casa um belo dia. que pode ser visto via twitter ou pelo blog. Hoje – além de todo otrabalho – cursa Direção de Fotografia na Escola Internacional de Cinema. E mais: trabalha para a maior rede de telecomunicação da América Latina. que construía apartamentos caríssimos em Ipanema e Leblon. ―Os Mamíferos‖. meu pai comprou de presente para mim uma ―Biblioteca da Natureza‖. Queria porque queria saber que tipo de profissão era aquela que o fazia vontade de estar com os bichos. FOTOGRAFIA DG: Foi difícil a mudança da Engenharia para a Fotografia? Por quê? I LOVE MY JOB Foi dificílimo. da antiga revista Life. feito por e-mail: FOTOGRAFIA DG – Onde. Curioso você me fazer essa pergunta. porque foram esses livros que Tarcício Meira despertaram em mim a vontade de ser fotografo. na Índia e até mesmo no Japão. portugueses participem. de conhecer aquele lugar. Com formação inicial em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRio). na comemoração do meu aniversario de 39 anos. Ebay e livrarias por mais de 30 anos e semana passada. dá inúmeras dicas do uso do flash.Renato Miranda: A pessoa por trás do “I love my job” Por: Annelize Tozetto Ele trocou a engenharia – algo dado como certo – aos 29 anos e se aventurou na fotografia para somente então se encontrar. além dos brasileiros. Rede Globo. de ver aqueles bichos. de conhecer a rotina daquele profissional. Agora repousam na minha estante e me dão uma alegria e uma emoção indescritíveis. estejam elas aqui no Brasil. da antiga LIFE. de falar com aquela gente. 39. Minha irmã mais velha os tinha guardado e eu não sabia.fotografia-dg. em Portugal. Tudo isso porque tem um grande sonho: integrar através do seu blog pessoas que falam português. mais conhecido na rede como @i_lovemyjob. mas batia uma vontade enorme de estar ali ao lado da pessoa que as fazia. Ele quer que. mas ficava impressionado com as imagens.

Só que estava imensamente infeliz. da Rede Globo. mas um hábito. Nepal FOTOGRAFIA DG: Como é trabalhar para a Globo? Quais os trabalhos que mais foram prazerosos de fazer? E a equipe? I LOVE MY JOB: A Globo é a maior empresa de telecomunicações da América Latina. que era a prova que eu precisava para me testar e até hoje sinto que fiz a decisão mais certa da minha vida. ter um flash a mão me ajuda bastante.fotografia-dg. FOTOGRAFIA DG: Seu trabalho… o primeiro deles? Qual a sensação que ele te deu e qual ele te dá até hoje? I LOVE MY JOB : O primeiro trabalho profissional foi fotografar o programa ―NO LIMITE 3‖ . com pessoas que não conhecia e com uma nova máquina digital (uma saudosa Nikon D1) que nunca havia utilizado. Para o meu tipo de trabalho. Eu amo o que faço. aprendo muito sobre luz e produção observando outros profissionais trabalhando. percebi que o flash podia me salvar de situações com uma iluminação ruim ou que podia fazer a realidade que eu via mudar graças ao flash. Anuário 2010 • Fotografia DG www. basta uma imagem boa para eu ficar feliz o dia todo. Qual é a importância. familiares? I LOVE MY JOB : Fiquei um ano sem arrumar trabalho. o flash é indispensável. Mas como queria ser fotógrafo sabia que aquele era o meu desafio. mas no final alguns amigos até me elogiaram por ter tido a coragem de ir atrás de um sonho. e mesmo aqueles que gostam. nem todos sabem lidar. Não escutava muitas criticas. mas sabia que lá dentro as pessoas estavam receosas. o trabalho é imenso. é uma senhora escola de vida. no Pará.com Página 174 de 249 . as únicas imagens que tinha eram de uma expedição fotográfica ao Nepal que fizera um ano antes. Fiquei com um medo absurdo. dúvidas e dívidas surgiram. já conheci metade do mundo graças às viagens que faço e com e empresa aprendi que excelência não é uma virtude. continuavam a me achar um maluco inconsequente. Como trabalho sozinho e não posso carregar muito peso. Entrei cru e foi a equipe que me ajudou bastante nesses anos de convivência.conseguiria me manter com a fotografia. pois pela primeira vez na vida fazia algo que nunca tinha feito. FOTOGRAFIA DG: Como foi o período que ficou sem arranjar nenhum trabalho? Dúvidas surgiram? Críticas por parte de amigos. Cheguei a me afastar um pouco das pessoas por receio de ouvir essas críticas. O mais prazeroso é o próximo trabalho! FOTOGRAFIA DG: E o interesse por flash? Surgiu onde? Pergunto isso porque não são todos os fotógrafos que gostam de flash. trabalho em vários tipos de ambientes e situações de luz. David Hobby. meu sonho era ser fotógrafo da National Geographic. então não dá para te contar qual foi o mais prazeroso. consigo tirar prazer de todos eles. Rsrsrs. Vendo o trabalho de outros fotógrafos como Joe McNally. intenso e feito em uma velocidade descomunal. uma das 5 maiores do mundo. do Strobist. gravado na Ilha de Marajó. segundo você. todos acabam me ensinando alguma coisa. E sua importância está no fato dele permitir o primeiro contato do fotografo com o comportamento único da luz. sempre com pedidos de retratos específicos e nem sempre tenho a minha disposição a luz mais perfeita de todas. e eu tinha que tentar…e tentei! FOTOGRAFIA DG: Onde fez seus cursos e qual deles gostou mais? Foi o de Natureza? I LOVE MY JOB: Fiz os primeiros na Imagens e Aventuras e o de Natureza foi o que mais me aproximava das imagens que via naqueles livros. sobre o flash? I LOVE MY JOB: O interesse pelos flashes surgiu das necessidades diárias.

Hoje ele é acessado por gente do mundo inteiro. Mas a propaganda boca-a-boca aliada à velocidade das redes sociais fez com que ele ultrapassasse qualquer objetivo inicial. mas como te contei acima. Qual foi o alcance dessa perspectiva de blog? I LOVE MY JOB: Eu comecei a escrever o blog como um acervo para mim mesmo. tenho como objetivo reunir todos eles em volta do blog. Os manuais não ensinam nada.com Página 175 de 249 . como por exemplo. só complicam. os conceitos aprendidos com os flashes podem ser levados para um estúdio. graças ao Google Translator. Portugal. Japão e Portugal são os países que mais acessam o I LOVE MY JOB. A ideia do blog era reunir algumas experiências minhas para que eu pudesse revê-las em qualquer canto onde estivesse. O Brasil é resultado de um caldeirão de misturas. os melhores amigos de um fotógrafo. óbvio que a tradução não será perfeita. mas a essência do que escrevo está ali e com o avanço da tradução on-line a minha expectativa é que o blog alcance cada vez mais leitores ao redor do mundo. não inimigo. não acreditava que isso fosse possível até pela minha ignorância inicial sobre a velocidade das redes sociais. Ele existe para ser seu amigo. Por isso os chamo de ―cães‖ no blog. mas os conceitos são os mesmos. mas como vejo que brasileiros em todo canto do mundo e falantes da língua portuguesa também acessam o blog.FOTOGRAFIA DG: O que falta no ensino do flash? I LOVE MY JOB: Falta ele ser corretamente ensinado. Recentemente coloquei a possibilidade do conteúdo ser traduzido para qualquer língua com o toque de um botão. as informações disponíveis na internet ou em alguns livros são cheias de erros crassos. o que não é verdade. já li gente me escrevendo até de Bangladesh e depois do Brasil. uma espécie de referência on-line para novas idéias a partir das já testadas. em uma espécie de diário de bordo com dicas fotográficas. quero ver essa mistura novamente só que na fotografia. das ex-colônias portuguesas na África e até na Índia possam trocar informações e experiências. Um flash portátil é a porta de entrada para o conhecimento da luz e essa compreensão é universal. afirmar que o numero guia do flash é o indicador de potência do aparelho. me assusto com os locais de alguns emails que recebo. Debora Nascimento (atriz) e Claudia Raia FOTOGRAFIA DG: Seu blog conta o dia-a-dia do seu trabalho. nunca imaginei que ele seria lido por tanta gente justamente pela linguagem simples com a qual escrevo. onde se usa equipamentos diferentes. O I LOVE MY JOB fala sobre Anuário 2010 • Fotografia DG www. basta clicar e ele faz tudo sozinho. Aqui no Brasil o I LOVE MY JOB é bem conhecido. os fabricantes vendem o flash como um acessório que dispensa o pensamento do fotógrafo.fotografia-dg. FOTOGRAFIA DG: O que espera conseguir com o I LOVE MY JOB? I LOVE MY JOB: No primeiro artigo do blog eu conto que gostaria que ele fosse um ponto de encontro para a troca de experiências entre fotógrafos aqui no Brasil. Quero que os fotógrafos do Brasil. No I LOVE MY JOB mostro como isso é fisicamente impossível e como a simplificação do que já era simples afastou o fotógrafo da compreensão de todos os fatores que ele precisa para entender o comportamento da luz e do flash. Japão. juntos eles representam metade da audiência do Blog.

Na Globo clicamos. Vitória. acho que o pensamento ―depois ajeito isso no Photoshop‖ não contribui muito para a evolução do fotógrafo e as chances de se tomar um caminho errado e ter um resultado completamente diferente do que se pensou no início pode levar a alguns enganos. O volume de fotos expostas também é muito grande o que dificulta a percepção mais apurada e a criação de um estilo próprio. FOTOGRAFIA DG: Qual a maior dificuldade hoje para o fotógrafo brasileiro? I LOVE MY JOB: O preço dos equipamentos é ―salgado‖ por conta dos impostos e fora da realidade brasileira e a quantidade de gente que compra uma DSLR e passa a se considerar ―fotografo‖ é imensa. bom gosto. FOTOGRAFIA DG: O que acha da troca sobre fotografia que acontece na rede? I LOVE MY JOB: Vejo a troca acontecendo entre grupos fechados e pequenos perto do potencial que a Internet tem e penso que a rede facilitou muito a exposição das fotos. Brasília. e tento mostrar que não se precisa de muito ou caríssimos equipamentos para se criar uma boa imagem. Uso programas como o Lightroom e Photoshop. Recife. em uma foto macro feita por um morador de Lamego (que já visitei aí em Portugal). não tenho uma rotina fixa e trabalho também durante os finais de semana. começo a receber emails me perguntando quanto acontecerá o próximo. meu sonho é espalhar o I LOVE MY JOB por todos os cantos possíveis. aí sinto que é a hora de fazê-lo.br/blog/o-workshop/ E quem quiser saber mais detalhes ou se comunicar comigo diretamente pode escrever para o meu email:renatorochamiranda@gmail. Como em tudo na vida.com. Já fechei workshops aqui no Rio. então me acostumei ao hábito de parar e pensar na foto no momento em que ela está sendo feita. principalmente.com. FOTOGRAFIA DG: Com quanta frequência você faz workshops? Quando começou a fazer e por quê? O que precisa? I LOVE MY JOB: Não há como manter uma freqüência precisa por conta das peculiaridades do trabalho na Rede Globo. No link abaixo os interessados em levar o curso para seus países ou estados podem ter todas as informações de que precisam: http://www. direto ao ponto. então é difícil programar algo com antecedência. Consegui tirar férias longas agora e estou aproveitando o tempo livre para estabelecer contatos em várias regiões do Brasil e até em Portugal e no Japão. mas entendo que eles são ferramentas para separar o joio do trigo e ―revelar‖ a sua foto no modo digital. são ferramentas poderosíssimas. mas o processo inteiro está viciado. um ensaio externo de moda em Goa feito com os flashinhos e assim por diante. Ela tem que sair perfeita no momento do clique.com Página 176 de 249 . em média.ilovemyjob. mas a carência de informações básicas para quem está começando ainda é muito grande e observo mais preocupação com o equipamento e maneirismos digitais do que com o ato de clicar.a paixão humana pela produção de imagens. já nascemos com o melhor de todos os instrumentos: olhos. não importa em que lugar o leitor viva. comecei a fotografar na época da transição entre o filme e o digital. da mesma forma que em uma ponta existe gente despreparada Anuário 2010 • Fotografia DG www. não há tempo disponível para tratar esse volume todo e muitas vezes fazemos a imagem e ela é imediatamente enviada ao jornal ou revista.fotografia-dg. isso está dentro do nosso DNA. coração e cérebro. Adoraria saber e ver que o que eu escrevo ajudou na criação de um retrato com flash feito por um fotógrafo angolano. FOTOGRAFIA DG: Prefere edição ou é um purista? I LOVE MY JOB: Prefiro resolver os problemas na hora em que estou clicando. o primeiro é uma aula teórica onde falo sobre os flashes e explico sua programação e uso e no segundo é a parte prática e análise das fotos. Preciso de muito pouco: são 2 dias de curso. Acredito que a única saída para melhorar o mercado fotográfico como um todo está na educação. quero ver até onde esse sonho pode nos levar. mas penso que devem ser usadas com prudência e. Cuiabá e estou conversando com fotógrafos de Portugal para montarmos um workshop no país. Comecei a fazer o WS entre amigos e fui formatando o curso até encontrar uma fórmula que parece ser a ideal: simples e objetivo. 300 fotos por dia. normalmente a cada semestre tem um workshop aqui no Rio.

ilovemyjob. Koudelka. Não é bom para ninguém. eram ―tocados por Deus‖. um estudo de qualquer quadro deles vale por um curso de fotografia. tinham uma sensibilidade além do possível. Clicio Barroso. me desligo do mundo. Se eu conseguir reunir em um trabalho a possibilidade de fazer um retrato no meio do mato. Goya. acho que o fotógrafo tem que gastar sola de sapato visitando museus. Mas entre fotógrafos curto Irving Penn. da Vinci. Nadar. pedir que vocês me ajudassem na divulgação do blog em Portugal. o que não forma um mercado clássico. mas um leilão injusto e cruel. Helmut Newton. Miro.pt/ilovemyjob E se não fosse muito abuso. Hoje me sinto feliz fazendo fotos no meio do mato.com. Avedon. entre vários outros. entre outros. todos acabam perdendo. FOTOGRAFIA DG: Deixe uma mensagem pros leitores do DG I LOVE MY JOB: Quero agradecer a presença dos leitores portugueses no I LOVE MY JOB. FOTOGRAFIA DG: O que mais gosta de fotografar? Por quê? I LOVE MY JOB: No início de minha carreira adorava fotografar Natureza.br/blog Anuário 2010 • Fotografia DG www. pode fazer o mesmo em Portugal. é engraçado que nas minhas primeiras fotos você não vê um vestígio da presença humana. Vermeer. Leonardo Aversa. Ver que esse sonho está rompendo barreiras e fronteiras é muito gratificante. Caravaggio . Os maiores gênios da humanidade deixaram em suas telas todas as dicas de direção e qualidade de luz. desejo sucesso a todos! http://www. Michelangelo. Walker Evans. Fernanda Machado e Minissérie – Hoje é dia de maria FOTOGRAFIA DG: Quais são suas referências? I LOVE MY JOB: Basicamente os grandes pintores. era natureza pura e crua. posicionamento de modelos em relação à iluminação e uso da perspectiva que perturbam fotógrafos até hoje. acredito que da mesma forma que ele vem ajudando fotógrafos iniciantes aqui no Brasil. Ansel Adams.clicando. Edward Weston.fotografia-dg. Weegee.com Página 177 de 249 . Rembrandt. na outra tem gente descuidada comprando. aí você verá alguém bem feliz trabalhando…rsrrss. Trípoli. observando quadros e esculturas. No mais. abri até uma galeria no Olhares para facilitar nosso contato: http://olhares. mas o trabalho na Globo e o contato com o flash me ajudaram na paixão por retratos também.aeiou.

apenas me concentrei na emoção. minha mãe foi diagnosticada com um tumor no cérebro e. É baseado no presente que ela me deu – sua imaginação e histórias que ela lia para mim como uma criança. Mas esta nova experiência da fotografia digital me permitiu ser completamente espontânea e ―livre‖. que completa agora 17 meses. a fotógrafa e fashion designer Kirsty Mitchell encontrou nafotografia uma maneira de expressar seus sentimentos e mostrar um trabalho que reúne dedicação e amor. Era uma maneira de lidar com um monte de novas emoções e experiências que eu tinha.Meu trabalho ficou muito emocional. era uma maneira de ser deixado sozinho e me deu tempo para pensar. Tragicamente minha mãe morreu em novembro de 2008 e seis meses depois eu comecei um grande projeto em sua memória (Wonderland). e a razão pela qual eu sentia ao capturar essa pessoa. através dele você pode conhecer mais a fundo o que Kirsty quer transmitir com a relização dos seus projetos de trabalho. foi a única maneira que eu sabia como tirar fotos. como eu me sentia por dentro. A fotografia se tornou minha terapia quando eu já não podia falar com mais ninguém sobre o que eu sentia. me perder quando a minha vida real era tão terrível e triste com a dor.fotógrafa e fashion designer Por: Jéssica Tavares Após enfrentar o momento mais difícil de sua vida. Me senti sem limites.fotografia-dg. era só eu mostrar do lado de fora. mas rapidamente cresceu e se tornou uma obsessão total.com Página 178 de 249 . foi uma libertação para eu me expressar. Foi uma distração no início. e acabei me tornando uma estilista em. Eu poderia tirar uma centena de fotos por dia e não importava se ficavam boas ou ruin. de repente meu mundo caiu. e tirei vários auto-retratos.Como e quando você decidiu se tornar uma fotógrafa e como você desenvolveu seu estilo de fotografia? Kirsty Mitchell .Eu ―caí‖ na fotografia quando eu estava me recuperando de estar muito doente em 2007.Kirsty Mitchell . e por alguma razão eu comecei a tirar fotos de pessoas quando estava indo para o trabalho com uma pequena câmera digital que eu levava na minha bolsa. Como ela piorou eu virei a câmera em mim. Kirsty une em suas fotografias seu talento como fashion designer realizando toda a produção do figurino e adereços com materiais ―crus‖ e os torna verdadeiras obras prima e o esplendor dos lugares exóticos que procura para cadafotografia em específico. FOTOGRAFIA DG . mas me frustrei com o lado técnico. Eu tinha estudado fotografia quando eu era muito jovem na Faculdade de Artes. Cerca de seis meses depois. tentando dar sentido às coisas. Então Anuário 2010 • Fotografia DG www. Eu passava horas andando pelas ruas tirando fotos. Em seu blog a fotógrafa mantém um diário onde posta a produção de suas peças e fotografias. É uma coleção de estranhas personagens de histórias inexplicáveis – um mundo que eu criei para fugir de …. no momento. Ela ensina a beleza da arte de fotografar e mostra como esta arte pode transformar a vida das pessoas.

fotografia-dg. e esta parte do projeto eu levo muito. basta ver o que estava em frente de mim quando eu apertei o botão do obturador. principalmente. nunca tentei achar um estilo .Você desenvolveu uma técnica para tirar suas fotos ? Kirsty Mitchell . É a minha maneira de pintar.Não. Não existem truques inteligentes com as minhas fotos ou edição. muito a sério. Às vezes eu simplesmente não posso acreditar que realmente consigo fazer tudo! FOTOGRAFIA DG . e passo horas no eBay à procura de tesouros esquecidos. Fazendo tudo na fotografia é fundamental para o que eu faço. eu acho que nós compartilhamos uma Anuário 2010 • Fotografia DG www. só que a vida real.o meu desenvolvimento tem sido conduzido inteiramente pela experiência pessoal e emocional. exatamente como eu imaginava. para mim trata-se de caçar locais extraordinários. o que é muito importante. arame. Eu também gasto muito tempo tentando encontrar os itens extraordinários que darão à imagem algo inesperado. eu crio todas as minhas fotos reais e esta é a razão pela qual eu faço tudo sozinha. Isso significa que pode demorar até um mês para me preparar para apenas uma foto. Não é um processo rápido.Quanto tempo demora para você fazer uma produção como Wonderland? Kirsty Mitchell .Eu amo o trabalho de Tim Walker por a sua imaginação. Eu não trabalho com designers ou estilistas. FOTOGRAFIA DG . e provavelmente será concluído por volta de abril do próximo ano. e Elbie o cabelo e make-up artist vai fazer perucas e apliques especiais para os personagens também.Faço tudo nas fotos. a noite etc – tem sido uma verdadeira jornada. e é um trabalho muitas vezes maior do que tirar a foto em si. Para ser honesta eu não me vejo como uma fotógrafa. Até agora tem levado 17 meses que estou produzindo. todos os adereços. e que eu amo tão ternamente. mas eu nunca digo. papelão e madeira. mas o resultado será perfeito no final. eu me vejo como uma artista que registra o resultado final no formato de fotografia. Os tecidos são tingidos à mão. mas foi um grande despertar e difinitivamente tem mudado minha vida. o amanhecer. Costumo ir a feiras vintage e lojas de antiguidades. FOTOGRAFIA DG . as roupas e os cenários. no verão.é apenas a evolução natural que tem acontecido comigo. eu nunca me propus a ser fotógrafa. bizarros que poderá contribuir com minhas ideias. com pessoas reais – Espero que isso faça sentido! É muito trabalhoso! A maioria dos acessórios são feitos de nada. Mas. como é construir cada parte de sua foto e depois ver tudo pronto? Kirsty Mitchell . Recebo muitos e-mails me perguntando onde estão as árvores nas minhas fotos.Qual o seu fotógrafo favorito e porque? Kirsty Mitchell .com Página 179 de 249 . mas isso é bom porque significa que temos imagens de todo o ano – da neve. Eu acho que compreender a luz natural é muito importante – escolher o momento certo do dia para a imagem que você está. são materiais crus – papel machê.Parte superior do formulário Wonderland não está terminado ainda.Você cria toda a produção para as suas fotos. É triste. FOTOGRAFIA DG . Esta produção vai acabar como um livro e uma exposição em Londres.

Eu fiz os adereços das coisas que eu encontrei.Para mim a maior lição foi quando minha mãe morreu. onde o foco é sobre a beleza natural e a emoção do sujeito. e eu sou muito grata por isso.fotografia-dg. ou sair na neve …. Me trouxe uma sensação muito forte de mortalidade. Qualquer coisa que ninguém mais queria. para pular em lagos sujos. Eu também adoro o seu uso de cor – a moda de alta costura. brotos me interessam muito. O trabalho é duro. Mas eu também adoro o trabalho de Sally Mann e a força e a beleza da fotografia ―pura‖. algumas vezes você só precisa prender a respiração e dar este passo. ou subir escadas altas. Comecei maravilhas com nenhuma idéia real sobre o que eu estava fazendo.e estou constantemente surpresa com a forma como todos se comportam na frente da câmera.idéia muito semelhante do mundo. realmente sucata velha. encontro-me inspirada por tantas pessoas. Isso mudou a minha vida. mas ganhei uma visão completamente nova do mundo. o que você diria a eles para ir além da imaginação (assim como você faz)? Kirsty Mitchell .kirstymitchellphotography. mas não me arrependo de nada. Eu perdi minha mãe. e eu encorajo a qualquer um que siga seu coração e experimente! Conheça melhor o trabalho da fotógrafa Kirsty Mitchell em www.com Página 180 de 249 . e eu a amo de tantas formas.Tenho certeza que a sua fotografia inspira muitas pessoas. Você só tem uma vida. é incrível como tinta spray pode mudar alguma coisa! Eu não tinha nenhum equipamento de iluminação e então eu aprendi a visitar locais em diferentes momentos do dia para ter a luz que eu precisava. tudo para conseguir as imagens que eu precisava. e eu conheci tantas pessoas incríveis fazendo isso. Forcei-me a levantar de madrugada. para torná-la melhor. e o impulso para parar de sonhar e apenas fazê-lo. FOTOGRAFIA DG . A fotografia é tão diversa.com Anuário 2010 • Fotografia DG www.

de maneira a centrar as atenções no sujeito e a dar-lhe um maior nível de detalhe. ―Tive sorte porque uma delas coincidiu com a passagem do carro cujas luzes se vêem ao fundo dando-lhe um efeito especial‖. Quis transmitir a mensagem de que nem sempre conseguimos controlar tudo. deixando também escapar que a chuva ―acabou por dar uma expressão ainda maior à fotografia‖ e que esta é uma das suas preferidas de todas as que tirou ao longo de um ano para este projecto. e só lhes permitiu fazer três ou quatro fotografias. Intitulou-a de ―Spinning‖ e acabou por ser das suas favoritas do Projecto 52.flickr. Os cantos foram escurecidos e a claridade na cara aumentada. Mas nem tudo correu como esperado no momento da captação: o modelo acabou por ficar ―em pior estado do que a máquina‖. cores e brilho.com Página 181 de 249 .Fotografia molhada.‖ Quanto às suas inspirações deixa-nos algumas (http://www. o que permite uma maior gama de cores. Posteriormente foram feitos alguns ajustes a nível de contraste. sem termos tempo de perceber porquê.fotografia-dg. Tiago gosta de captar as pessoas e as expressões únicas que cada um consegue criar. Esta fotografia foi tirada no Norte do país. pois quando chegaram ao local a chuva atacou sem piedade. Às vezes é melhor deixar acontecer‖. ―Como fotógrafo. e qual o segredo para fotografias com tanto impacto. o seu amigo Rui Silva. explica o engenheiro de software de 26 anos. confessou Tiago. encontramos nas suas galerias fotografias muito diversificadas e diferentes entre si. ―A ideia surgiu-me de uma forma bastante espontânea. Só assim consigo acrescentar valor a momentos que podem parecer banais. em Braga (Portugal). recorrendo apenas à luz natural e usando a abertura máxima ―para obter uma profundidade de campo mais reduzida. Acima de tudo. para o qual tirou uma fotografia por semana ao mesmo modelo. É este o sentimento com que Tiago Ribeiro fica quando falamos desta fotografia. aumentando assim o impacto visual‖. muniu-se de uma Canon 5D Mark II. e nos deixam de boca aberta. Apesar disto. uma Canon 400D. A fotografia foi capturada em formato RAW. onde Tiago fez a grande maioria das captações para o dito Projecto 52. que só em 2008 comprou a sua primeira máquina. fotografia abençoada! Por: André Santos ―Por vezes parece que o mundo te foge e que o tempo passa demasiado rápido‖. com uma objectiva Canon 50mm 1. Anuário 2010 • Fotografia DG www.com/photos/fixe/favorites/) que nos podem ajudar a perceber de onde vem tanta criatividade.4f e não quis tripé. às quais nos colamos de imediato. Para esta foto. que na sua grande maioria nos provocam um ―uau‖ espontâneo. tento tornar visíveis coisas que não o são.

Outros trabalhos de Tiago Ribeiro Conheça mais trabalhos de Tiago Ribeiro na sua galeria do flickr: http://www.flickr.com/photos/fixe/ Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 182 de 249 .fotografia-dg.

ele conta nessa entrevista que a fotografia surgiu em sua vida muito naturalmente. FOTOGRAFIA DG . onde e por quê? Jorge Bispo: Nunca estudei fotografia.com Página 183 de 249 . Filhos de diretores de teatro e formado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Alcir Baffa. FOTOGRAFIA DG – O que te levou à fotografia? Jorge Bispo: De certa maneira fui criado em volta de arte. é ser absorvido pela imagem. Só sei fotografar gente” Por: Annelize Tozetto Ele não se importa com técnica. estilo ou qualquer outra coisa. Mas na época deve ter sido muito útil para pagar meu aluguel… Anuário 2010 • Fotografia DG www. O que o fotógrafo brasileiro e carioca Jorge Bispo. FOTOGRAFIA DG – Qual foi seu primeiro trabalho profissional? O que sentiu e o que sente ainda ao falar dele? Jorge Bispo: Honestamente não tenho a menor ideia… Mas deve ter sido um book de ator ou um evento sem grande importância. 35. quer. que tudo que aprendeu foi na prática e com a ajuda do fotojornalista Alcir Baffa e afirma que considera a troca de informações na rede divertida e estimulante. Seu sonho? Ter uma revista só sua.fotografia-dg.Fez algum curso específico de fotografia ou não? Se fez. Algo que começou como hobby ganhou cada vez mais espaço e quando vi era fotógrafo. Aprendi na prática e com a ajuda de um grande fotojornalista que muito me estimulou. Do teatro pra fotografia foi uma passagem natural. Meu pai e minha tia eram diretores de teatro.Jorge Bispo revela: “Gente.

sou apaixonado. FOTOGRAFIA DG – Como começou com seus trabalhos para Trip. Quero ser absorvido pela imagem.fotografia-dg.com Página 184 de 249 . O que me prende em uma foto é seu poder. estilo ou qualquer outra coisa. A outra foi uma coletânea de retratos meus ―Portraits du cinema Bresilien‖ em Bruxelas. Eu adoro revista. A do ―Vestido de noiva‖ em Buenos Aires. Participei de uma leitura de portfólio e o convite da galerista nasceu daí. Comecei com uma Nikon F4 e trabalhei muitos anos com uma Hasselblad 501. Vogue. 2004. FOTOGRAFIA DG – E as exposições. Trace Urban… e ai por diante? Como é trabalhar para todas essas revistas de referência? Jorge Bispo: A minha entrada com força no mercado editorial se deu depois de fazer o Curso Abril de Jornalismo. Com minha timidez foi uma ideia que tive para não ter que posar e trabalhar um pouco essa questão. Quanto ao ―Unself Portrait‖ é algo que pensei em fazer de tanto as pessoas solicitarem fotos minhas. FOTOGRAFIA DG – Que equipamento usa na hora de fotografar? Com qual começou? Jorge Bispo: Hoje em dia trabalho com uma Canon 5D Mark2. Mas não considero ele um trabalho realizado e tenho bastante dúvida sobre algum mérito que ele tenha. Jorge Bispo: Fundamental pra mim é força. energia. Pra mim é sempre um prazer. Mas pra mim é fundamental. Parei de fazer e deixei na gaveta. Foi ótimo levar esse trabalho pra lá e só descobrir no dia da vernissage que a galerista não sabia que aquelas pessoas eram atores conhecidos no Brasil. Já tá lá tem alguns anos. Adoro um jornaleiro. É subjetivo.FOTOGRAFIA DG – Como surgiu a ideia de fazer o Ensaio “Vestido de Noiva”? E o “Unself Portrait”? Jorge Bispo: O ―Vestido de noiva‖ partiu de uma encomenda de um ensaio para uma revista feminina. Meu sonho ter uma revista minha. E uma revista vai puxando a outra. Bélgica no ano de 2007 FOTOGRAFIA DG – O que considera essencial em uma fotografia? Explique seu ponto de vista. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Depois disso com portfólio debaixo do braço as coisas começaram a rolar. Playboy Brasil . Tive essa ideia com um parceiro e amigo Edu Roly. No fim guardamos essa ideia pra gente e produzimos outro trabalho para a revista. stylist. Não me importo com técnica. qual marcou mais? Por quê? Jorge Bispo: Duas marcaram muito.

jorgebispo. Mas o que acho mais importante pra um fotógrafo é bagagem cultural e cultura visual. FOTOGRAFIA DG – Qual sua mensagem/dica para os leitores do Fotografia DG? Jorge Bispo: Não sou o tipo de cara que gosta e acredita em dicas. Adoro ter esse retorno imediato que a internet proporciona. Anuário 2010 • Fotografia DG www.FOTOGRAFIA DG – Como o advento digital modificou a fotografia? O que ela ganhou? E o que perdeu? Jorge Bispo: Mudou muito o processo de trabalho e principalmente o tempo.com Página 185 de 249 . Preciso da troca no momento do clique. Saiba mais sobre Jorge Bispo no seu site pessoal em www.fotografia-dg.O que acha da troca de informações que acontece na rede? Jorge Bispo: Acho divertido e estimulante. Hoje em dia finalizo um trabalho em um dia. Ganhamos em agilidade. É sempre bom discutir opiniões e perceber as diferenças que existem. Hoje em dia as pessoas fazem oito gigas de foto pra tirar um retrato… Ninguém aguenta ver tanta foto. O desafio. Esqueçam técnica e equipamento. Acho que a principal perda também vem dessa popularização e dos baixos custos: a vulgarização e banalização do clique. Adoro esse momento.com e siga-o no twitter @jbispo. Antes tínhamos que fazer dois retratos com um rolo de filme. o jogo de interesses. E o velho conselho do Nelson Rodrigues é sempre bom em qualquer área da vida: Envelheçam. Essa energia. Só sei fotografar gente. Acho ótimo que mais e mais pessoas fotografem. FOTOGRAFIA DG . FOTOGRAFIA DG – O que mais gosta de fotografar? Por quê? Jorge Bispo: Gente. antes poderia levar uma semana… Essa agilidade foi o principal ganho ao lado da popularização da fotografia e da diminuição dos custos.

fotografia-dg.com Página 186 de 249 .Anuário 2010 • Fotografia DG www.

ou mesmo subcontratarmos. Definirá a nossa lista de competências. Antes de aceitarmos um trabalho devemos ter a certeza de que somos capazes de realizar aquilo a que nos estamos a propor. A cobrança do valor por hora ajuda-nos a gerir situações de peças mais exigentes. etc. uma excelente apresentação para os nossos clientes e funcionará como um limitador. A pergunta é simples. E se referenciarmos um outro profissional capaz da nossa confiança para fazer o trabalho. Experimentarmos tudo o que somos capazes de fazer. 2º Ponto – Analisar o mercado É importante sabermos que preços os outros fotógrafos praticam e a qualidade do trabalho final que apresentam. Devemos comparar o nosso trabalho e os preços que pretendemos cobrar de uma forma crítica. Essa mais valia pode manifestar-se das mais diversas formas: tempos de concretização. Depois de analisarmos a dificuldade do trabalho. suportes disponíveis. Não devemos aceitar trabalhos que não sejamos capazes de realizar com qualidade. O ideal. Devemos disciplinar-nos e não deixar que a ganância faça com que apresentemos um mau trabalho.Dicas para Orçamentar correctamente um trabalho fotográfico Por: João Sofia Santos 1º Ponto – Analisar as competências técnicas necessárias para a concretização do trabalho Apesar de nem sempre pensarmos nesta questão. garantimos a fidelidade do cliente. e os trabalhos que aceitamos e os que recusamos. devemos definir os nossos honorários enquanto fotógrafos. até que ponto este trabalho é exigente? Todos temos consciência que existem tipos de fotografia que exigem mais competência técnica que outros e existem projectos que nem todos os fotógrafos têm capacidade para concretizar. é investirmos num portfólio. Anuário 2010 • Fotografia DG www. disponibilidade. Como exemplo. proximidade. É pior desiludirmos um cliente com um trabalho mal feito. recusar o trabalho.fotografia-dg. do que sermos honestos com o cliente e dizermos que não somos capazes. a fotografia de pequenos objectos plásticos não requer a mesma competência técnica que a fotografia de jóias ou de pratas. face a situações de peças mais simples de fotografar. O ideal é perdermos umas horas e fazermos uns testes antes da aventura e se virmos que não somos capazes. Hoje em dia conseguimos consultar a maioria dessas informações online. Demora menos tempo fotografar 80 peças iguais do que fotografar 20 peças com características completamente diferentes. Este portfólio será uma excelente ferramenta de aprendizagem para nós próprios. E se nos propõe um trabalho que nunca fizemos. O valor deverá ser definido por hora e deverão ser cobradas horas inteiras de trabalho. Analisar se o nosso trabalho é de qualidade superior ou inferior e se temos alguma mais valia a oferecer ao cliente. acredito que possa ser a base e o primeiro ponto a analisar na realização de um trabalho.com Página 187 de 249 . temos duas hipóteses: ou temos tempo para melhorarmos as nossas competências a tempo de realizar o trabalho ou recusamos o trabalho e entretanto melhoramos as nossas competências para não recusarmos numa próxima oportunidade. para não metermos os pés pelas mãos.

o técnico de iluminação. (Nota: A descrição destas e de outras funções será publicada noutro artigo. se utilizarem carros particulares. Se um trabalho é feito fora do local de contratação (o nosso estúdio) é importante considerar os custos de deslocação do fotografo e/ou da equipa. é importante encara-lo como isso mesmo.com Página 188 de 249 . é importante considerar os custos de alimentação para todos os envolvidos. Por exemplo. O equipamento a utilizar e/ou a alugar deve ter sempre em vista as necessidades do cliente.39€ por Km. por vezes os egos e as vontades individuais podem criar um mau ambiente e resultar num péssimo resultado final. o modelo. Caso seja necessário ou mais viável o aluguer. Se por acaso. essa não deve influenciar os comportamentos que temos no ambiente de trabalho. alimentação e estadias) Por vezes os profissionais esquecem-se de que a equipa também precisa de alguma manutenção. etc. A necessidade de todos estes profissionais prende-se exclusivamente com a necessidade do trabalho e com a capacidade de um dos membros desempenhar mais do que uma função. o produtor. o criativo.) 5º Ponto – Necessidades da equipa (deslocações. devemos já ter uma boa relação com os locais onde realizar esses alugueres e conhecer as disponibilidades assim como ter preços actualizados. é novamente. faço as contas a 5% do valor do equipamento por cada 8 horas ou dia de trabalho. Normalmente. Mesmo que estas experiências impliquem algum investimento. a palavra de ordem. Existem vários papéis a desempenhar numa equipa para a concretização de uma imagem: o fotografo. Devemos ser sempre flexíveis e razoáveis nos valores. Se for necessário o aluguer de equipamentos extra. o assistente. costumo contabilizar os custos a 0. Se o trabalho dura mais do que um meio-dia.3º Ponto – Considerar o equipamento necessário para a realização do trabalho Devemos disciplinar-nos e separarmos o valor dos honorários do fotógrafo do valor do equipamento. o maquiador. um dos membros da equipa tem uma relação directa ou intima connosco. Devemos conhecer as capacidades e vontades dos nossos colegas de equipa. se o cliente precisa de uma imagem para web 150x150p. assim como os honorários que pretendem cobrar e a sua disponibilidade. É importante separar uma relação profissional de uma relação particular. Não é boa ideia fazer experiências num trabalho para um cliente. não tem qualquer sentido cobrarmos uma exorbitância de manutenção de equipamento porque temos uma máquina de médio formato ou mesmo uma fullframe. Normalmente. um investimento. contabilizo os custos do aluguer.fotografia-dg. mais as portagens e o combustível. Anuário 2010 • Fotografia DG www. 4º Ponto – Ter uma equipa de trabalho estruturada e que se articule bem connosco Na criação do nosso portfólio devemos aproveitar para juntar e testar uma equipa de trabalho. Mesmo que o equipamento necessário para a realização do trabalhos nos pertença devemos considerar uma taxa de desgaste/manutenção do mesmo. A disciplina.

Contactos Essenciais Estúdios de aluguer – www.  honestidade na adaptação destes valores às particularidades do trabalho.com Site para contratação de designers e retocadores de imagem freelancers – www. O Ponto 5 deverá ser facturado à parte. Fotografia de Moda – normalmente é apresentado um valor global da sessão. não se adaptam à realidade que encontramos num trabalho específico.elance.com Página 189 de 249 .infinitystudio. Agora passo a passo Considerar:  as nossas capacidades e limitações.com Anuário 2010 • Fotografia DG www.imagememarca. Devemos saber tomar decisões de forma a mantermos a estabilidade da nossa empresa e uma relação de honestidade com o nosso cliente final. Contabilizar:  os nossos honorários. 6º Ponto – A adaptação aos diferentes tipos de fotografia Fotografia de Produto – devemos fazer as contas a todos os pontos. também é necessário contabilizar esses custos. excepto o 5.  uma visão realista das necessidades do cliente. Infelizmente há fotógrafos que trabalham com valores demasiado baixos e outros com valores demasiado altos. 7º Ponto – Cada um manda na sua casa Estas sugestões são apenas resultado da minha experiência enquanto fotógrafa e da relação que estabeleci com a minha equipa e com os meus clientes.Se o trabalho implicar estadias para algum dos profissionais.  os gastos com equipamentos ( manutenção ou aluguer).  a equipa necessária.ptvanity5. e dividir o custo por peça.  os equipamentos realmente necessários para a concretização do projecto.  as despesas extra.  o mercado e a situação económica do nosso cliente alvo.fotografia-dg.pt Base de dados de profissionais de fotografia – www.com (Porto) & www. Por vezes. fazendo o custo sempre a um mínimo de 2 horas. É importante sabermos analisar com sensatez cada um dos desafios que nos aparecem pela frente.  os gastos com a equipa . Apresentar:  o valor num formato adaptado ao tipo de serviço que vamos concretizar.

Silvio Cunha. que migrou para a área de fotografia. ―Perdi o entusiasmo na medida em que o tempo passava‖. principalmente do campo de criação e fotografia publicitária ―Por isso. Os dois não se conhecem e muito menos trabalharam juntos. afirma Julio. ―Essa oportunidade abriu minha mente em busca de melhores remunerações‖. Mas as aulas só serviram para mostrar que estava no caminho errado. não se contentou em trabalhar num único ramo. games e informática. ―A mudança foi uma forma de resgatar minha motivação‖.Cansei. a fotografia. após fazer pós-graduação na USP e mestrado na FGV. mudei de profissão. virei fotógrafo! Por: Annelize Tozetto Trabalhadores largam carreiras e vão atrás de novos desafios em busca de boas remunerações e motivação. relembra. quando se interessou pelo fotojornalismo. Assim. tinha uma vida diferente. Felipe tinha uma carreira traçada numa empresa de som para veículos. o consultor de recursos humanos Silvio Cunha. ―A experiência no banco me transformou numa pessoa mais ambiciosa‖. muitos tomam essa importante decisão em busca de desafios. jogou tudo pro alto atrás de algo que lhe desse mais satisfação. ele tinha uma bemAnuário 2010 • Fotografia DG www. E. com outras cabeças. Ele foi muito mais além. confidencia Silvio. Antes de se tornar especialista em fotografia de culinária. nosso trabalho deve nos proporcionar prazer. Julio trabalha com sua consultoria de moda. A escolha por ingressar em uma escola de fotografia foi feita com base na sua facilidade em aprender coisas novas. em 1989.com Página 190 de 249 . depois de relutar muito. mas muitos trabalhadores ou mesmo executivos bem-sucedidos agem desta forma porque perdem o gosto pelo ramo em que atuam. Hoje. na nova alteração. abandonou a área de computação em busca de mais qualidade de vida. de 43 anos. Sua carreira começou na área de processamento de dados. ―Isso acontece após os 35 anos. de 43 anos. em 1999. sempre aliada com mais qualidade de vida. O novo profissional precisa se preparar antes O Consultor Julio Andrade. decidiu seguir seu antigo sonho. de 25 anos. como consequência corre atrás de melhores remunerações. Já como fotógrafo especializado no ramo. mesmo sem almejar grandes cargos. O fotojornalista Pedro Scalco. Para especialistas em recursos humanos. Cansado do alto nível de estresse. Em vez de lidar com clientes e alimentos. Trocou duas vezes de profissão atrás de novos desafios. que trabalhou nessa área até 1998. Ele despontava a ponto de ser incentivado a estudar engenharia pela própria companhia. comenta. Tomou gosto e se enveredou no mundo da fotografia de moda. de 43 anos. Em seguida. no final de 2007. migrou novamente para o ramo de gestão de empresas. ―Não me arrependo da minha decisão‖. eles têm um importante fator em comum: largaram uma carreira sólida e tiveram a coragem de partir rumo à outra profissão. mudam para outras áreas atrás de desafios‖.fotografia-dg. Já o então técnico em eletrônica Felipe Prado. passou pelo setor de negócios e. Hoje. ―Antes de tudo. Felipe é fotografo e editor de revistas especializadas em vídeo. quando a pessoa começa a pensar apenas nos ganhos‖ afirma. Melhor remuneração e mais qualidade de vida são consequências do processo‖. Julio destaca que atuava como analista no extinto Banco Garantia. observa. explica que muitos buscam uma atividade mais rentável. A vontade de ter uma vida menos intensa também é um dos grandes motivos para trocar de profissão. Depois. Apostou na nova chance e tornou-se fotografo. A consultora Betina Alves esclarece que muitas pessoas optam por trabalhar ao lado de bons profissionais. Pode parecer incomum. ele analisa que a perda de gosto pelo trabalho é o momento para trocar de profissão. No entanto. atua no segmento fotográfico.

ainda há espaço para auto-didatas? ―Sim‖. Planeje ao máximo a mudança para poder enfrentar as dificuldades de forma mais tranqüila. Escolha sempre boas escolas. Anuário 2010 • Fotografia DG www. explica. Cunha – enquanto programador de sistemas montava redes de computadores para grandes empresas. ―Aproveitei uma dificuldade para tomar essa decisão‖. ele fez um curso profissionalizante de fotografia. 3. com prestigio e conceito no mercado são determinantes‖. ―A escolha por uma instituição de ensino altamente especializada. É necessário paciência para esse recomeço. está melhor preparado e compete em nível de igualdade com fotógrafos profissionais autodidatas. 5. te acompanha o resto de sua vida. 8. Por 19 anos. em 2003. da Escola Focus. Como migrar de profissão 2. Tenha uma boa reserva de recursos para poder se sustentar durante a migração em outro ramo. Para entrar nessa área em 1984. Tente sempre agregar valores. ―A escolha por escola sérias. 7. há atalhos: o aluno recém formado por uma boa instituição de ensino. Coloque um objetivo bem foiçado antes de começar a promover as mudanças para evitar possíveis fracassos. atuantes no mercado há mais de 15 anos‖. 6. revive Silvio.com Página 191 de 249 . O nome da escola é como seu sobrenome. ―Como em qualquer outra profissão do universo digital. Mas. Nesta nova profissão. Escolha uma atividade que tenha mais domínio ou familiaridade para que tudo dê certo. principalmente no início da nova carreira. 10. A ansiedade pode atrapalhar. Tenha muita humildade e reconheça sempre quando errou para aprender. responde Enio Leite.sucedida carreira como analista de sistema. com conceito e tradição de mercado. Por um ano. renomadas.fotografia-dg. altamente tecnológica. acaba fazendo a diferença e reduz seu tempo de aprendizado‖. avisa. 4. 9. Mesmo assim. inclusive as adquiridas na experiência profissional anterior. conciliou as duas áreas para fazer uma migração gradativa para um ramo de atividade. Procure informações com um profissional da área em que pretende migrar para fazer um bom planejamento. Busque sempre ser o melhor e os bons resultados porque é preciso provar seu valor. 12. ao se referir à crise enfrentada pelas empresas de internet. ele se formou em técnico em eletrônica. Desta forma. Migre gradativamente para a nova profissão como forma de fazer uma transição e se acostumar com as mudanças. 11. decidiu arriscar-se numa nova vida profissional. Ele afirma que a vontade de mudança já vinha de algum tempo.

sem processo seletivo. para estar atualizado com os principais acontecimentos. Também é importante fazer cursos específicos e complementares para a área desejada. independentemente do número de funcionários contratados. consultora de recursos humanos da Catho Online. Nos cursos que alternam teoria e prática nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais.com Página 192 de 249 . Quanto mais requisitos preencher. pesquisar portais de fotografia. Redução de carga horária em períodos de provas na escola de fotografia. Já contratei bons profissionais. ler revistas e jornais.fotografia-dg. Então. oferece desde sua fundação (1975) programa de bolsas de estudos. dinamismo e segurança são as qualidades mais consideradas pelos entrevistadores. Dr. e estar cadastrado pode garantir oportunidades ao estudante‖. Com o dinheiro contado. Emprega São Paulo e o Centro de Solidariedade ao Trabalhador são boas referencias. maior o desconto. explica que os candidatos devem estar preparados para ter mais chances de contratação: ―O currículo deve estar sempre atualizado. nem fila de espera. Conhecimentos gerais são sempre avaliados. Anuário 2010 • Fotografia DG www. o estágio pode ser uma boa oportunidade para ingressar no mercado de trabalho – talvez a principal. A duração não poderá exceder dois anos. Basta o candidato atender os requisitos mínimos necessários. superintendente de operações do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola). por exemplo. há sites. ele é capaz de associar o conteúdo dado em sala de aula com a realidade da profissão. o limite é de 40 horas semanais. prepare o currículo e comece bem a sua carreira. Enio Leite Especialistas dão dicas para conseguir estágio Currículo atualizado. Outras instituições como o SENAC. O estagiário tem direito a recesso de 30 dias ou período proporcional. Além de proporcionar experiência prática ao estudante. A Escola Focus. também oferece este tipo de serviço. Para quem já está inscrito em escola de fotografia. lembra Eduardo de Oliveira. sem comprovação de baixa renda. Para os iniciantes. Lei de Estágio      Tempo. Exame. portais e fóruns de fotografia. vindo destas fontes. Para auxiliar aqueles que passam por essa situação. por onde começar? Por: Prof. ―As empresas buscam profissionais nos sites de integração. Daniella Correa. Limite máximo de seis horas diárias e 30 horas semanais. como por exemplo.‖ Além de distribuir currículos nas empresas. os ganhos ajudam a pagar o curso e a custear novos equipamentos. Outras opções que ajudam a pagar os estudos Para muitas pessoas. Férias. Não há restrição em relação ao número de estagiários em uma empresa. que contratam aspirantes ou mesmo ex-alunos já especializados. Focus Foto e o Classificados Fotografia que dispõe de anúncios de empresas e fotógrafos profissionais já estabelecidos. Horário. com informações objetivas. Número.Fotógrafo. se inscrever em um curso de fotografia não é exatamente sinônimo de sucesso. com descontos de 10 a 100%. às vezes o sonho de ser fotografo profissional tem que ser colocado de lado e o curso logo é interrompido. é importante se cadastrar em sites específicos e investir na rede de contatos.

se sem CNPJ. conhecimento de mercado e principalmente de capital inicial. Sem a figura do fabricante como intermediário da operação entre banco e fotografo estabelecido. tem sido o incentivo à formação de uma ampla malha de pequenos empreendedores nos mais diversos segmentos da economia.Abrindo seu próprio negocio Boa parcela dos formandos em fotografia. É sabido que o fotografo profissional brasileiro não tem o hábito de se consultar no SEBRAE (talvez por herança da época de ouro do filme). você é? O microempreendedor individual (MEI) tem renda bruta anual de até 36 mil reais e pode participar de programa de microcrédito do BNDES ainda que informal. do amadurecimento do mercado e também do aprimoramento da própria indústria fotográfica. vai ter de se enquadrar numa das categorias: micro. esta instituição vive uma fase de grande dinamismo e de proximidade a quem se empenha.com Página 193 de 249 . exige espírito empreendedor. optam por abrir seu próprio negócio. Não é uma tarefa fácil. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Não por acaso. Na maioria das vezes para comprar estúdio fotográfico ou mesmo novos equipamentos. Fundando em 1972. o crédito era dificílimo de ser concedido. A outra moeda que entra na carteira do sucesso é a capacitação empresarial. Outra saída são os projetos do fotógrafo microempreendedor. Com o slogan ―quem tem conhecimento vai pra frente‖. micro e pequenos empresários têm à disposição o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE). esses endereços passam a ser uma visita obrigatória para os empresários. Se for fotógrafo. Mas quem se decide acaba por se sair bem nos resultados. se fotógrafo. para o fotógrafo O governo federal encerrou o primeiro trimestre com algumas medidas para combater a escassez de crédito. Esteja preparado para se custear durante o período de adaptação até conseguir compor sua carteira de clientes. por exemplo. Empresas de pequeno porte também contam com o apoio do BNDS taxas de juros bem atrativas. Capacitação – O crédito resolve o destino de uma empresa em parte. É o caso da fotógrafa Cíntia Duarte que se inscreveu para participar do prêmio SEBRAE Mulher e conquistou o segundo lugar com a empresa Cíntia Fotografias.com. Uma das características do Governo Lula.br dá para notar o seu comprometimento com o público-alvo e sua atuação em cada Estado e Distrito Federal (cada um tem seu portal na internet). É fato que o mercado fotográfico desenvolveu-se no País apoiado por linhas de financiamento das âncoras da indústria. o SEBRAE desenvolve cerca de 200 projetos e promove vários cursos e consultorias. na classificação ME. A torneira andava seca por conta da crise financeira norte-americana iniciada em outubro do ano passado e exportada para o resto do mundo. Vale lembrar que bancos oficias ou fomentos e ainda os privados não oferecem linhas de financiamento específicas para o ramo fotográfico. após terem cumprido estágios. Na área de comércio e serviços. principalmente para micro e pequenas empresas.fotografia-dg. Quanto a isso. em seus dois mandatos. em Lençóis Paulista (SP). é hora de retomar o crescimento das atividades econômicas. Hoje esse quadro é mais arejado por força do desenvolvimento da economia. pequena ou média empresa. O ramo necessita de mais casos como este. As micro e pequenas empresas representam 94% do total de firmas no País. Com governo e sociedade civil mais confiantes. MEI. e 45% delas escolheram o comércio para suas atividades. Pelo portal sebrae. na de microempreendedor informal. Apoio do governo federal. promovido pelo governo federal.

que dirige a rede. Ana Flávia recorreu a um empréstimo em banco privado par as instalações de seu estúdio.fotografia-dg. Na época. Atualmente a fotógrafa tem uma carta de crédito que será utilizada na compra de um imóvel para sede própria do estúdio. pré-aprovado até 500mil reais. As linhas de crédito são para investimento de longo prazo. Pagou 12 prestações e não se arrependeu. o PEC. que permite a aquisição de bens de produção. dispensando-os de apresentar Documento Básico de Entrada (DBE) e Protocolo de transmissão de Pessoa Jurídica (FCPJ). Ana Flávia até então desconhecia a existência deste cartão. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Outra possibilidade é uma linha de capital de giro isolado. também do BNDES. o solicitante deve estar em dia com o INSS. já passou por cenários distintos da economia brasileira. Sérgio sombra. concorda que nos últimos tempos tem havido uma oferta maior de crédito. a Receita Federal dá uma forcinha: reduziu a documentação para facilitar a inscrição no CNPJ. Em ambos os casos. RAIS e tributos federais. Quem são os MPMEs Empresas com receita operacional bruta anual inferior ou igual a 60 milhões de reais são consideradas Micro. Novos investimentos bancados por financiamentos Foto Sombra Com mais de 50 anos de mercado. Pequena e Média Empresas para efeitos de concessão de financiamentos. Linhas de financiamento BNDES O BNDES dispõe. referindo-se ao processo da documentação exigida. em Cuiabá. Isso vai implicar em novos investimentos em reformas das instalações que podem ser financiados. autônomos e até informais. um leque extenso de linhas de financiamento. insumos e serviços credenciados pela instituição. em São Luís. de micro e pequenas empresas. ―Pelo menos existe mais propaganda. No caso dela poderia voltar ao mesmo banco que lhe concedeu o primeiro empréstimo de sua vida empresarial. foi constituída em 2006. o programa do governo federal destinado a gerar emprego e renda. Acompanhe algumas delas que empresas MPMEs do ramo fotográfico podem se beneficiar. a rede de lojas Foto Sombra. Uma das opções é o cartão BNDES. FGTS. além do cartão de crédito. De trabalhador para empresário Os recursos do fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é que compõem o Proger. mas não é tão fácil conseguir um‖.com Página 194 de 249 . é recorrer à rede de bancos privados. Gente que cresce com crédito Fotógrafo ME A Af Rorato ME. podendo ter capital de giro associado. O crédito é rotativo.Para os informais. profissionais liberais. De maneira mais ágil e menos burocrática.

a projetos de implantação. Paesc .apoio empresarial a empresas afetadas pelas enchentes ocorridas em Santa Catarina em novembro de 2008 Bens de capital Aquisição e modernização de maquinas e equipamentos nacionais Finame – para aquisição de maquinas e equipamentos novos.com Página 195 de 249 . de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no Brasil Projetos de investimentos em inovação Apoio a projetos de Inovação. em qualquer setor de atuação.fotografia-dg. sem similar nacional E.Projeto de investimentos e capital de giro associado BNDES Automático – até dez milhões de reais. Revitaliza – capital de giro para empresas de qualquer setor em Santa Catarina Importação de equipamentos fotográficos Apoio à importação de máquinas e equipamentos. Capital de Giro Isolado PEC. credenciados no BNDES. destinados a diversos setores da economia. expansão e modernização de empreendimentos. sem limite de valor Finame Moderniza BK – para modernização de máquinas e equipamentos instalados no País Prosoft Comercialização – para aquisição. no mercado interno. mãos à obra ! Anuário 2010 • Fotografia DG www.capital de giro para empresas dos setores de indústria. comércio e serviços. de fabricação nacional.

com Página 196 de 249 . muito pelo contrário. respondendo e-mails. Nesse processo. Isso passa após alguns anos de carreira. de não ter que aguentar aquele chefe chato que não valoriza seu trabalho. Sua criatividade será cerceada ou ignorada. daí a necessidade de retirar alguns mitos que cercam a atividade. Inclusive é comum ver fotógrafos com expedientes de trabalho de doze ou até quatorze horas por dia. de ter controle sobre seus horários sem ter a obrigação de ―bater cartão‖ em uma empresa. assim é importante ter consciência de que fotografar é uma pequena parte do trabalho. muito mais do que vemos em empregos comuns. de trazer recordações de suas viagens e acompanhar o crescimento dos filhos entre outros. Vamos ao segundo grande mito. leituras e muito treino. Ao se tornar fotógrafo você perde um patrão mas ganha dezenas ou centenas deles pois todos os seus clientes são seus chefes. mas o início de carreira pode ser especialmente frustrante nesse aspecto. algo impensável para um funcionário com um emprego ―comum‖. Há um outro fator importante.O outro lado da Fotografia Por: Armando Vernaglia Jr Muitas pessoas praticam a fotografia como um hobby. o de que você não precisará aturar o chefe chato que não o valoriza. Quando você é fotógrafo assumirá também tarefas como a gerência de seu negócio. entre outros. mas considero que seja útil mostrar um lado que muitos desconhecem e por ignorar as questões que tratarei logo abaixo alguns acabam se desiludindo com a vida profissional da fotografia. que dizia ser possível contar um monte de mentiras falando apenas verdades. contabilidade. Tudo o que foi dito no parágrafo anterior é verdade. Anuário 2010 • Fotografia DG www. mas sempre acontecerão trabalhos nos quais você terá tantas barreiras para suas idéias que acabará executando um serviço de forma burocrática apenas para entregar o mais rápido possível aquilo que o cliente quer. Achar que sobrará tempo para um cinema numa tarde qualquer é ilusão. de um jornal. simpáticas e interessantes. Este deve ser o mais falso dos mitos fotográficos. quando o profissional se torna mais conhecido e reconhecido por seu talento. Muitas vezes isso será verdadeiro. ao telefone vendendo seu trabalho e montando planilhas enormes para calcular custos e descobrir o quanto terá de trabalhar para pagar as contas. uma maneira de aliviar o estresse. melhorar o portfolio com cursos. Não quero desmotivar quem tenha o interesse de ser fotógrafo profissional. Alguns serão boas pessoas. o papel do vendedor e do administrador também. nos horários livres o fotógrafo deve se dedicar a vender seu trabalho. medicina e tantas outras em favor desta atividade de eternizar frações de tempo. outros serão inconvenientes e mal educados que não darão qualquer valor para o que você faz. você deve estar disponível aos seus clientes nos horários em que eles irão precisar de seu trabalho. O primeiro mito é o de que sendo fotógrafo profissional você tem controle sobre seus horários. pois gastará horas no computador fazendo orçamentos. pedirão dezenas de alterações e ainda por cima atrasarão o pagamento ao ponto em que você será obrigado a contratar um advogado e processar o cliente. o que faz lembrar uma publicidade famosa aqui no Brasil. fazer o que gosta e ainda ganhar dinheiro com isso.fotografia-dg. Digo isso pois do momento em que você é um prestador de serviços. então se quiser ir a um cinema numa quarta feira a tarde você poderá. isso acaba condicionando seu dia-a-dia e fazendo com que você tenha exatamente os mesmos horários que qualquer pessoa. as vezes combatida mas o fotógrafo acaba tolerando isso pois precisa do dinheiro. enfim. Além do que foi dito no parágrafo anterior. muitos se envolvem de tal maneira com a fotografia que pensam em abandonar seus empregos em áreas como engenharia. buscar outros clientes. Adotar a fotografia como profissão tem aspectos positivos e muitos inicialmente citarão questões como o fato de trabalhar com algo que envolva a criatividade. São inúmeras as razões para que alguém fotografe e que tenha o desejo de aprimorar sua técnica através de cursos e leituras. Algo que considero um meio mito é a questão de trabalhar numa atividade que envolve a criatividade.

engenheiro. local projetado por Oscar Niemeyer e que rende belíssimas imagens graças a sua arquitetura diferenciada e aos amplos espaços abertos. gosto muito desta fotografia. respeite seus concorrentes. Anuário 2010 • Fotografia DG www. mas afinal.fotografia-dg. quando você escolheu ser dentista. treine muito. arquiteto ou seja lá qual outra profissão. isso é verdade. estude. resolver ser fotógrafo.Sobra o fato de que você trabalhará com algo que gosta. aprenda a cobrar o valor justo por seu trabalho e seja bem vindo ao clube. médico. espero que vocês gostem também. depois de pesar todos estes fatores.com Página 197 de 249 . Ilustro este artigo com uma foto que fiz no Memorial da América Latina. se você. você não gostava dela? Eu sou fotógrafo profissional e gosto deste trabalho.

para o espírito.) deveria ser prevenido pela boa gestão. raciocínio e melhorar a maturidade emocional do gestor em busca de decisões rápidas. mas pode ser entendida como uma profissão ou como uma atribuição. governo etc. obviamente. A fotografia é uma excelente terapia para a mente. Raramente consultam educadores especializados. podem fazer grandes estragos nas suas empresas. Cada pesquisa continha apenas uma pergunta.fotografia-dg. Mais grave é o caso onde estes gestores são diretores. a pergunta foi: existe algum tipo de educação em gestão? O percentual de respostas NÃO foi muito semelhante: nas escolas. praticada de forma ignorante ou irresponsável. a pergunta foi: existe algum tipo de educação fotográfica? Nas empresas. A fotografia tem muito a contribuir para com os gestores. As amostras de escolas e de empresas foram estratificadas nas regiões sul e sudeste do Brasil. fornecedores que pratiquem dumping. ser educado e treinado para ela. cartel ou truste.Fotografia e Gestão Por: Prof. Muitos gestores aprendem gestão da mesma forma que a maioria das pessoas aprende fotografia. a resposta NÃO EXISTE alcançou 98% (40 escolas) e nas empresas a resposta NÃO EXISTE alcançou 89.com Página 198 de 249 . Pela falta de preparo em gestão e pela carga de autoridade que possuem. Muitas pessoas têm sua iniciação fotográfica da pior forma possível: ―aprendem‖ os primeiros passos na rua com amigos tão ignorantes quanto elas e recebem informações soltas e carregadas de mitos e fantasmas. não estudam a natureza do próprio trabalho de gerentes. também. Fotografia. parecem obrigadas a aprender tudo sozinhas e sentem medo. outros ângulos outras dimensões. aprendem com ignorantes e não desenvolvem o pensamento sistêmico. Não recebem informações sistematizadas sobre o assunto. entre indústrias e serviços. com faturamento anual acima de 70 milhões. infelizmente. Nas escolas. Qualquer sinistro que ataque uma empresa (câmbio desfavorável. Só há uma razão que provoca a falência ou o encolhimento de uma organização: a má gestão. portanto. clima. clientes que vão embora. O que mais resta dizer? A gestão não é uma ciência. é potencialmente prejudicial. Criam preconceitos e medos nunca revelados. Anuário 2010 • Fotografia DG www. por outros enfoques. Má gestão. movimentos de concorrentes. Dr. vão existir) do que empresas com má gestão. para colocar as ideais em ordem e para ajudar a solucionar problemas cotidianos. ações trabalhistas repetitivas e milionárias. tornam-se profissionais inseguros e com fortes características de amadores e muitos sofrem também durante toda a vida as sequelas do desconhecimento. passam a vida inteira sofrendo as consequências deste início desastroso. Empresas com boa gestão são mais imunes aos ataques externos (que sempre. presidentes ou acionistas. diretores e aqueles que detêm o poder de decisão empresarial. possuem dados distorcidos. A solução? Implantar amplos programas de educação. Muitas delas. nas escolas e nas empresas. Qualquer um de nós que receba esta atribuição precisa. Estas se comportam de maneira tão frágil às agressões externas e internas como um arquivo digital infectado. Fiz recentemente duas pesquisas: a primeira em 50 escolas privadas de ensino fundamental e médio e a segunda em 78 empresas. Pessoas ignorantes em fotografiae gestores ignorantes em gestão são o triste resultado. que deve funcionar como o SISTEMA IMUNOLÓGICO da organização. sem qualquer tipo de ciência associado.01% (61 empresas). Enio Leite A atividade fotográfica é uma ferramenta recomendada para ativar novos mecanismos de percepção.

São dicas básicas fundamentais. estar de bom humor ou ao menos aparentar estar de bom humor e não ficar de braços cruzados enquanto o cliente fala. se quero vender meu serviço para grandes corporações cheias de executivos trajados formalmente. é necessário saber vender Por: Armando Vernaglia Jr Um dilema enfrentado por muitos fotógrafos não reside na fotografia. Muitas vezes você pode ser questionado dos motivos para seu trabalho ser mais caro ou mais barato que o de um concorrente. em resumo. não se pode dizer a um cliente algo como ―não sei‖ ou ―não tenho certeza‖. O fotógrafo deve ter a clareza de que desleixo nunca será visto como artístico e sim como desleixo mesmo. Arrisco dizer que nem 50% do tempo é gasto fazendo clicks com a câmera. desligar o celular antes de entrar na reunião. divulgar seus serviços. sempre que houver uma reunião com um cliente.com Página 199 de 249 . Cabe ressaltar que não é proibido para ninguém usar a roupa ou acessório que bem queira.Não basta fotografar. Seja como for. mas é uma questão de adequação ao público. Por ser uma atividade muitas vezes vista como artística. que é o da apresentação pessoal. o que significa que mais da metade da atividade residirá nas vendas e no marketing. Outro ponto é o preparo prévio. Com base nisso decidi elaborar um conjunto de dicas que podem ajudar fotógrafos em suas vendas e negociações. precisa observar seus concorrentes. ou outras características podem ser apontadas pelo cliente na busca dele descobrir qual é o profissional adequado para ele. mas na capacidade de vender e negociar seus serviços e assim obter um nível ao menos razoável de rendimentos. nunca fale mal de um concorrente. se existe uma preferência por roupas diferentes. não exatamente limpas ou exibindo penteados nada convencionais. Anuário 2010 • Fotografia DG www. saber o preço que praticam e quais serviços e vantagens oferecem. ou mesmo um telefonema. Existem algumas dicas básicas que ajudam a ter um bom ambiente em uma reunião de negócios. é comum que os profissionais da área acabem levando esse espírito libertário das artes para suas roupas e hábitos. Em geral ao receber esse questionamento ele lhe mostrará muito mais interesse e informações detalhadas do que se apenas tentar saber o que ele quer. você deve estar preparado. pergunte especialmente as coisas que o cliente não quer que sejam feitas. Enquanto estiver em uma reunião.fotografia-dg. saber todas as informações e ter todas as possíveis perguntas de seus clientes com respostas já elaboradas. Ninguém contrata dúvidas. Por outro lado. tem gente que gosta de ir a reuniões usando roupas rasgadas. terei que zelar por uma apresentação adequada ao ambiente. mas nunca use seu tempo e do cliente para denegrir outros profissionais. Deixe claro seus pontos fortes e que o diferenciam da concorrência. precisará compreender que o trabalho de venda. tatuagens. vamos a elas: Uma primeira dica é que você deve se manter atualizado e informado sobre seu mercado. piercings ou algo assim. Quando alguém opta por ser profissional da fotografia. alguns deles são tratar seu cliente sempre pelo nome. Vamos falar um pouco sobre concorrentes. formar preços e negociar. pois assim poderá montar um conjunto diferenciado para oferecer aos seus clientes. que inclui buscar novos clientes. ocupe-se em falar de seu trabalho e de seus diferenciais. você deve procurar clientes que tenham uma visão libertária e que aceitem ou adotem comportamentos semelhantes aos seus. Aproveito para registrar um aspecto que considero importante. responde por uma grande parte do tempo empregado pelo fotógrafo.

mas entenda que ou você permite o parcelamento ou dá desconto. do momento em que você formou seu preço e você tem convicção que seu trabalho vale aquela quantia. Você compraria o que está vendendo? Anuário 2010 • Fotografia DG www. então ofereça ter poucas provas. Só ofereça o desconto se lhe for dito que o problema realmente é o preço. Por fim. pois isso só o prejudicará. O ideal é fazer trocas tentando tirar serviços extras para poder cortar o preço. Gaste mais de seu tempo tentando encontrar clientes adequados a seu preço do que adequando seu valor aos clientes que aparecem pela frente. E assim por diante.com Página 200 de 249 .Penso que devo encerrar este artigo falando de preços. A última dica. Parcelamentos são uma boa opção pois ajudam seu cliente a diluir os gastos com a fotografia ao Armando Vernaglia Jr longo de um período maior. Nessa hora o nervosismo toma conta e sem pensar o fotógrafo já sai oferecendo algum desconto para tentar fechar o negócio imediatamente. se o trabalho seria entregue em DVD mais provas de gráfica para todas as fotos. não queira entrar em guerra de preços com outros profissionais. nunca conceda um desconto superior a 20% do que foi anteriormente orçado. por exemplo. Muitos fotógrafos tem dificuldade na formação de seus preços e ficam temerosos quando o cliente parece inseguro sobre fechar ou não uma contratação. não é economicamente sábio oferecer os dois ao mesmo tempo. ou pergunte claramente se há algo em sua proposta que não esteja adequado aos interesses do cliente. e se for.fotografia-dg. espere que ele diga o motivo da incerteza. não dê desconto se o cliente não pediu. Fotógrafos de casamento podem oferecer uma diagramação mais simples do álbum mas mantendo o número de fotos. apenas das imagens mais importantes do trabalho cortando assim os custos de gráfica. e mais importante de todas que irei deixar como encerramento deste artigo é: Coloque-se no lugar do seu cliente. mas quem disse que o problema era preço? Entenda.

Mas ninguém nunca poderá perder de vista que a partir do momento em que a fotografia vira profissão. Sem estudar fotografia você não terá como vender nada. com quantos cursos afinal se faz um fotógrafo profissional? Imaginemos outra profissão: médico. Se quer um tempo mais curto para entrar de forma correta e bem estruturada no mercado. existem dois pontos fundamentais. entender que é um negócio como qualquer outro e que precisa pagar suas contas é diferente. ter clientes e ganhar dinheiro com fotografia e a melhor resposta que posso dar é que pelo menos no meu caso são cerca de quinze anos de dedicação. ingressar em um curso ou dois e sair dizendo que é profissional. Já fui questionado se há um segredo para fazer boas fotos. trabalhando e estudando uma média de oito a doze horas diárias. direção etc. décimo terceiro salário ou algo assim. então se você treinar e estudar cerca de quatro horas por dia. deverá estudar e treinar mais do que quatro horas diárias. O texto que coloco abaixo contém tudo o que costumo responder para essas pessoas. Anuário 2010 • Fotografia DG www. o quanto devo estudar antes de me oferecer ao mercado? Devo comprar a câmera. publicidade ou medicina. aproximadamente quatro horas diárias para ao final desse período ser um iniciante na profissão.com Página 201 de 249 . querendo jogar tudo para o alto e abraçar a apaixonante atividade da fotografia. Sem estudo nestes dois campos não há caminho a ser percorrido e não haverá dinheiro. assim como a música. Muitos que querem entrar para o mercado da fotografia mencionam o fato desta ser uma atividade apaixonante. Não devemos crer que seja diferente com a fotografia. estudar uns dois ou três guias na internet. e ainda por cima iniciante. todas as decisões devem ser racionais e nunca apaixonadas. A cada vez que vou ao cinema parte do meu cérebro está em busca de entretenimento mas a outra parte está estudando luz. o primeiro é estudar fotografia. pois ser é uma coisa. Neste ponto em geral muitos pensam. estudar todos os dias durante cinco anos ou mais. Gostar do que faz é uma coisa. em quatro ou cinco anos será um apenas iniciante dando os primeiros passos no mercado. sem saber vender não adianta ser um grande fotógrafo. ganhar dinheiro é outra. não há milagre que substitua tempo e estudo. imagine estudar. O que muitos fazem é comprar uma câmera. que é o objetivo de qualquer trabalho dentro do sistema capitalista. Mas hoje ninguém quer esperar tanto. o teatro. sem férias.Vida de Fotógrafo Por: Armando Vernaglia Jr Com frequência recebo e-mails de pessoas que desejam ter a fotografia como profissão. fazer uns dois cursos e já sair vendendo meu trabalho? Afinal. Até quando vou a um restaurante jantar com minha esposa fico olhando o prato que nos é servido e pensando numa forma interessante de iluminar aquela comida. seja na sala de uma faculdade ou por conta própria. o segundo aprender marketing. além de ir a cinemas constantemente para ver como grandes cineastas lidam com a estética de seus filmes. a exposições para estudar a luz e a composição dos grandes mestres da pintura e assim por diante. são jovens decidindo como irão iniciar uma carreira e também pessoas com longas histórias em outras atividades como engenharia. e de fato é. Sobre ser fotógrafo e ser bem sucedido na profissão. treinar e se preparar por tanto tempo apenas para ser fotógrafo. enquadramento. Não existe caminho mais curto ou atalho. A evolução é proporcional ao esforço empregado.fotografia-dg. Fiz uns vinte cursos dos mais variados assuntos fotográficos. a pintura e todas as formas de arte. Se você resolver ser médico terá que entrar numa faculdade. Infelizmente não funciona e o que espera a pessoa que pensar assim é a falência. O mesmo quando observo as páginas de uma revista ou quando visito o site de um grande fotógrafo.

responder a clientes. muito pelo contrário. não conseguirá executar trabalho algum por outro lado se tiver muita técnica e nenhuma criatividade. Para essas pessoas. Não estou incentivando ninguém a desprezar a criatividade. mas acredite. isso é assim em qualquer profissão. quem não sabe tudo da técnica não é fotógrafo e a maioria daqueles que se dizem profissionais em nosso mercado não sabem o que devem. Anuário 2010 • Fotografia DG www. muitas vezes o profissional técnico e Armando Vernaglia Jr pouco criativo consegue muito mais sucesso e retorno financeiro que o criativo. Ser criativo não adianta nada se não consegue fazer o que o cliente pede. Por fim há algo que gosto de mencionar sobre a parte que muitos acham chata na fotografia: o estudo da técnica. Não sei se é isso que um iniciante quer ouvir.com Página 202 de 249 . a fotometria. apenas penso em abrir os olhos dos iniciantes para uma realidade que é igual em qualquer profissão. a compreensão profunda da luz. mas nenhuma técnica. e um retorno financeiro que em geral não é proporcional ao esforço empregado. digo que o profissional deve ter a consciência de que se tiver muita criatividade. a harmonia de cores. do dia em que para você a fotografia for trabalho. mas em termos de mercado. brigar por orçamentos dignos etc. Assim é a vida de um fotógrafo.Não quero desanimar ninguém. muito trabalho. quer ler mas é o que digo a quem está querendo iniciar. cumprir com prazos curtíssimos. que não querem aprender muito sobre a técnica. será um medíocre. treino. dos contrastes. mas capaz de executar grande parte dos trabalhos que pedem. estudo. Muitos querem se desenvolver mais no lado criativo e não tem muita paciência para a parte matemática. dedicação. ela será menos atraente pois incluirá a pressão de pagar contas.fotografia-dg. até talentoso. ou melhor. Assim estude técnica e entenda que saber tudo sobre técnica é um pré suposto e nunca um diferencial do fotógrafo. mas preguiçoso.

Ele sabe tudo sobre regra dos terços e tudo o que os livros e manuais de fotografia dizem. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Regra dos terços? Nunca ouviu falar. O que quero dizer aqui é muitas vezes somos pegos por alguns aspectos e ficamos obcecados por eles. mas faz bonito. Fotografa até mesmo no modo P (P de profissional. uma câmera de celular talvez. Desenha com a luz com o equipamento que tem. sem ao menos saber como ou por que ficou daquele jeito. Eu adoro observar fotógrafos. alunos. Já vi gente fotografando com uma DSLR e outra pessoa ao lado fazendo a mesma foto numa pequena máquina digital. para então assim conseguimos o melhor com o que temos. é. o que sentiu. mas na prática. mas quem fez com a pequena máquina teve um resultado muitíssimo melhor. a marca X e uma outra Y também. tentarei sempre abordar assuntos que sejam do interesse de todos. Damos mais valor à um e deixamos os outros de lado. não te faz um bom fotógrafo. É só perguntar o modelo de uma lente que ele te passa não só todas as siglas e seus significados. muito mais. Mas tem também aquele que mal sabe dizer a diferença entre abertura do diafragma e velocidade do obturador. área na qual atuo.Que tipo de fotógrafo você é? Por: Renato dPaula Olá leitor! Essa é a minha primeira coluna na Fotografia DG e vou compartilhar com vocês um pouco do meu conhecimento e experiência. mas tinha noção de estética. o que eles fazem e não fazem. luz. é. Fala com propriedade das diferenças entre essa. e mesmo sabendo fotografar em modo Manual. Mas só ela não basta. Mesmo assim.fotografia-dg. É preciso saber mais. Importante saber tudo isso? Sim. Isso também é importante? Sim. Sensibilidade pura. equipamentos. amigos. Você com certeza conhece alguém que sabe tudo de equipamentos fotográficos. Nós precisamos sim saber tudo isso e muito mais. não sabia quase nada do que ele pode oferecer. E fotografia é um conjunto de tudo isso: técnica. Filosofar fotografia é uma delícia e importante também para quem fotografa. Conhece tudo sobre arte e conceitua seu trabalho como tal. etc. Mas não basta. como costuma-se brincar por aí) ou automático. principalmente na fotografia de casamento. E pós-produção? Será que os fotógrafos têm se preocupado com isso? Quanto do seu tempo você se dedica a conhecer mais sobre softwares de edição de imagens? Já vi gente defendendo o RAW com unhas e dentes. muitas vezes um equipamento simples. colegas. Precisamos conhecer também de equipamentos. como também ano de fabricação. pontos fracos e fortes. O tema e pergunta dessa primeira coluna é: Que tipo de fotógrafo você é? Convivo constantemente com vários fotógrafos.com Página 203 de 249 . além de um possível lançamento da marca X que irá substituir essa daqui Y semanas. luz. Pasmem. ainda que fazendo algumas belas imagens. linguagem. Talvez essa pessoa nunca tenha ouvido falar em composição. Ter equipamento de primeira não é tudo. que algumas vezes se preocupam demais com alguns pontos específicos da fotografia. direção. Apenas foi lá e fez o que viu. É preciso conhecer usar a luz a nosso favor. enquadramento. Mas não basta. seja ela natural ou artificial.

peças de teatro. muito! Estudar tudo sobre fotografia e até mesmo o que não é fotografia. assistir filmes. como fotógrafo e ser humano.Não faz diferença se você é um amador ou um profissional. Conheço muito pouco. Hoje. Vamos ler mais. mais uma vez. seja por hobby ou profissionalmente. E estar aqui escrevendo para vocês não me faz professor ou dono da verdade. isso pouco importa. Isso sim fará você melhor.fotografia-dg. ir a shows. mas no sentido físico da palavra. Anuário 2010 • Fotografia DG www. é preciso estudar. Sou um eterno aprendiz. Conhecer novas culturas. Me faz mais uma vez.com Página 204 de 249 . O importante é você saber fazer direito. visitar obras de arte e viajar. Viajar não no sentido de pensamento. Claro que isso não faz um amador um profissional. Hoje em dia. um aprendiz. Com a popularização dos equipamentos fotográficos e a disseminação de conhecimento disponível na internet tem cada vez mais aproximado os amadores dos profissionais. O que eu busco constantemente é me aprimorar a cada dia. mas para ter cada vez mais excelência no que se faz. E tenho aprendido muito.

Eu gostaria de agradecer aos amigos fotógrafos de São Paulo. Com o acesso fácil às novas tecnologias e equipamentos de fotografia digital.com Página 205 de 249 . com qualidade e que isso fortalece o mercado. ficamos inseguros e às vezes até sem resposta. Fiquei feliz que a noiva encontrou outro profissional para atendê-la. grandes parceiros da área da fotografia. mas sei que tem um bom trabalho. é a maneira como se olha para os concorrentes de maneira ruim e crítica. Já dizia o quadro Super Sincero que para ser fotógrafo basta ter uma câmera digital. Ela existe em todo o mercado evoluído e está em constante transformação. Diariamente novas empresas entram nos mais diversos tipos de segmentos e exige que empresas e profissionais se reinventem para que possam continuar no mercado. Quando a noiva me disse o nome do fotógrafo. Ter concorrentes é excepcional para você e para o mercado. eu disse a ela: ―Que bom! Você vai ter uma boa cobertura fotográfica! Sucesso e felicidades no seu grande dia!‖. meus concorrentes… Mais que concorrentes. que não acontece somente no mercado de casamentos.fotografia-dg. Este mês viajei a trabalho e uma noiva que estava com contrato quase fechado comigo não quis esperar minha volta de viagem e acabou optando por fechar com um outro fotógrafo. Sabe por quê? Não sabemos valorizar aquilo que temos como pontos fortes. Ter concorrência ajuda com que profissionais invistam em conhecimento para não oferecer a mesma coisa sempre ao cliente. nem tão pouco partilha suas informações com quem quer que possa concorrer com ele. e com isso todos crescem. não tem amizade com outros fotógrafos. O contrário já aconteceu comigo também. surge algo que começa a assustar todos aqueles que estão há muitos anos na área: a concorrência. Tenha sempre em Anuário 2010 • Fotografia DG www. 1) Tenha sempre uma visão positiva da concorrência Algo que tenho presenciado. Então devemos sempre estar tranquilos com relação aos que trabalham com fotografia de casamento como nós! 2) Invista em valorizar seus pontos fortes Todos nós temos pontos fortes. que nem conheço pessoalmente. O interessante é que quando somos indagados de sopetão sobre as características que nos destacam dos outros profissionais. Uma breve explicação sobre concorrência.Como lidar com a concorrência na Fotografia de Casamentos Por: Fernando Paes 10 dicas de como enfrentar o desafio da concorrência! Com essa avalanche de novos fotógrafos. muitos aspirantes a fotógrafos tem surgido. Há fotógrafos que só sabem falar mal dos concorrentes. Mas nós sabemos que a coisa não é bem assim! Gostaria de deixar 10 dicas de como lidar com a concorrência na fotografia de casamentos e animar você a olhar com bons olhos para aqueles que partilham dessa profissão tão fascinante.

Cada vez que cobrimos ofertas e baixamos o valor para ―ganharmos um contrato‖. Eu ví uma pesquisa que. inclusive. Se você está investindo constantemente em sua fotografia e em conhecimento. Se um cliente tem 2.com Página 206 de 249 . deixe-o ser atendido por outro profissional que vai cobrar tal valor. Hoje temos álbuns laminados. laminações especiais.00. nosso mercado como um todo também vai ser valorizado pelos nossos clientes. significa que você não sabe quanto ele vale. para mim. Fotógrafos visionários e profissionais com mente aberta criaram inúmeros serviços que abriram um leque de novas oportunidades. trash the dress. Antigamente não existiam sessões de noivos.mente quais são suas melhores características e saiba valorizá-las quando você é questionado ou precisa defender seus serviços em detrimento do concorrente. eu posso garantir: Não compensa! Cobre o justo e ensine seu cliente a dar valor pelo que ele está contratando. informações… Tudo isso tem seu preço e você deve cobrar mais cada vez que oferece algo melhor aos seus clientes 5) Encontre novas oportunidades O mercado se reinventa cada vez que colocamos nossa criatividade para fora e encontramos novas formas de lucrar com nossa paixão. Outra dica nesse sentido é com relação aos descontos. equipamentos. como à vista por exemplo) deve ser de 6 a 10%. Se cada um de nós valorizar seu trabalho. vale mais eu passar tempo em casa com minha esposa que pegar um contrato de alguém que não sabe dar o devido valor ao meu trabalho 4) Corra riscos Vejo frequentemente fotógrafos que tem pavor de reajustar seus preços e valorizar seu trabalho. rifamos nossa arte e rebaixamos o que temos a oferecer. fotolivros.000. street wedding. Claro que você precisa oferecer diferenciais para poder cobrar mais. Um máximo de desconto (para um pagamento diferenciado. O cliente (e você) precisa saber porquê você é melhor que o outro fotógrafo que cobra. Cursos. Não aumente seu valor se você não tem nada de novo a oferecer. se você oferece 20% de desconto no seu valor. tamanho 20×25 e a única forma de se lucrar mais era vendendo fotos extras. Se você deprecia seu trabalho em quase 40%. não tenha dúvidas que você precisa cobrar mais. estudos. você tem que vender o dobro daquilo que você iria vender cobrando o valor normal para ter o mesmo lucro. Muitas vezes.fotografia-dg. mais barato que você! 3) Não entre na guerra de preços A pior coisa da concorrência é quando entramos na guerra de preços para poder ganhar clientes.000. e o seu cliente também vai saber disso. fotos na hora… O fotógrafo vendia um álbum com 30 fotos. Como não temos como fazer 8 casamentos por mês ao invés de 4 para recuperar isso.00 para pagar na fotografia e seu pacote mais básico é 3. impressões em Anuário 2010 • Fotografia DG www.

Participe de concursos e ganhe concursos! Torne-se um diamante na área. mais ele exige de você ir para um outro patamar. Noivas cada vez mais são fãs de internet e de informação. Não continue no mesmo lugar. estando um passo a frente e nos inspirando cada vez mais a irmos além! 7) Apaixone-se cada dia pelo que você faz! Fotografar é maravilhoso. O fotógrafo dos novos tempos precisa ter um bom website. E nunca também houve tantas opções para você sair do lugar onde você está. Invista em conhecimento esta área também. É interessante como ouço isso de todos os casais que vão ao meu estúdio: ―é nítido que você ama o que você faz!‖.fotografia-dg. twitter. Se você estiver lá. Talvez seja uma pontinha de desejo de viver essa vida docente e transmitir conhecimento. workshops e congressos. O que eu digo para as noivas: é mágico fazer o que faço. Com a avalanche de novos profissionais. Orkut. Brilhe! Isso com certeza faz com quem você seja muito mais admirado por seus clientes e torna sua vida muito mais especial 8) Entenda o valor de ser raro Um conselho de um dos maiores fotógrafos do Brasil: ―Seja raro!‖. facebook. Nunca. Mostre-se que você está tão feliz por aquele momento quanto os convidados que estão lá.papéis fine art. Eu sempre adorei isso. Eu acredito que esse é um grande diferencial entre você e toda a concorrência. Posso dizer também que evoluí como nunca em meu estilo e olhar fotográfico. A concorrência olhará para você com admiração. Vale ressaltar que os grandes nomes da fotografia brasileira investem constantemente em conhecimento. Se você quer estar a frente da concorrência você precisa ir atrás de coisas novas para tornar sua fotografia ainda melhor. livros. em toda ahistória da fotografia. Flickr e participar de outras comunidades de troca de informação. sessões pós casamento em lugares paradisíacos. É uma sensação de alegria e de prazer em produzir imagens que vão marcar a vida das pessoas. a única forma de se destacar é tornar-se conhecido. elas vão encontrar você! Abra sua mente e. Vinicius Matos disse isso em inúmeras oportunidades que tive de ouvi-lo! Torne seu trabalho valioso! Torne-se alguém que as pessoas vão desejar contratar porque você oferece o que ninguém mais oferece. Este ano investi um valor razoável em conhecimento como cursos. ver outros surgindo e se edificando no mercado profissional. um blog constantemente alimentado. foi tão necessário investir em conhecimento.com Página 207 de 249 . Crie diferenciais e cobre por isso! 6) Evolua Quanto mais o mercado cresce e se desenvolve. o mercado também e principalmente os seus clientes! 9) Esteja antenado! Um fotógrafo dos dias atuais precisa estar antenado e em linha com a cultura das redes sociais. O mercado está em busca de novos profissionais e tem espaço para quem está desejoso de compartilhar conhecimento e informação. Volto realizado para minha casa toda vez que saio de um casamento. e eu posso garantir que ainda existem muitas coisas para serem lançadas. se ainda não entrou. Colabore! Ajude! Participe de comunidades! Ofereça conhecimento e você encontrará muita satisfação na gratidão daqueles que você edificar na caminha profissional de fotógrafo de casamentos! Anuário 2010 • Fotografia DG www. Seja apaixonado! Vá além. entre de cabeça na Internet e nas mídias sociais! 10) Contribua para a sociedade O maior prazer que podemos ter como profissionais é usarmos nosso conhecimento para ajudar outros a evoluírem também. Ande uma milha a mais pela beleza das fotos do seu cliente. inclusive indo buscar conhecimento fora do país.

A criatividade acaba ficando de lado e um fotógrafo sem criatividade é a mesma coisa que nada. estava feliz sentindo que produzia algo de qualidade. O vídeo que ilustra este artigo é o resultado daquele sete de setembro chuvoso. sob frio. estresse e principalmente no bloqueio criativo. a frase dele seria algo mais ou menos assim: ―tudo que posso fazer pela sorte é que ela me encontre trabalhando‖. e atribuídas ao grande mestre da pintura cubista. Eu sempre protegia o equipamento da chuva mas fui ficando todo molhado e com frio. de fato é verdadeiro. Eu não acreditava na cena que acabara de captar. bancos vazios mostrando a solidão do belo parque que num dia como aquele não se mostrava interessante para o público em geral. pois foram várias encomendas parecidas. Num dado momento percebo uma mulher andando. tive uma longa sequência de serviços repetitivos. tinha que fazer algo para mim. Sentindo os efeitos disso tudo entreguei a última foto desses trabalhos no dia seis de setembro. um frio desagradável e um dia tediosamente nublado. a sorte de alguma forma cruzaria o meu caminho. a única pessoa naquele parque além deste fotógrafo que vos escreve.com Página 208 de 249 . chuva e vento. Parecia que ao longo dos últimos quatro meses eu tinha feito sempre a mesma fotografia. Eu andava cansado do trabalho. que acordasse minha criatividade que andava em estado de hibernação. que é o financeiro. Buscava em minha cabeça referências artísticas que iam de Monet a Kurosawa enquanto trabalhava e esquecia do frio. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Voltei para casa após quase quatro horas de trabalho molhado. que é feriado aqui no Brasil. mas eu precisava fazer isso. As flores estavam belas e sorridentes com a água que caia dos céus depois de quase cinquenta dias de seca que ocorreram nesta cidade. algo para pensar e refletir sempre que estivesse cansado ou desanimado. É isso mesmo. No dia sete. Esperei ela passar com o guarda chuvas refletindo nas águas do lago.fotografia-dg. não exatamente com essas palavras. pois ao realizar tantas a mesma coisa você acaba se tornando um robô que faz tudo de forma automatizada. todos os dias. uma forte referência junto a outros grandes cineastas. A vi de longe. Logo ao chegar no parque percebi que Pablo Picasso tinha razão. Neste momento veio minha maior surpresa. a sorte estava cruzando meu caminho e me encontraria ali. que é um grande ídolo que tenho. Andei pelo parque colhendo diversas cenas. Essa longa série de trabalhos tem seu lado positivo. desânimo. descarreguei os arquivos da câmera e comecei a editar o vídeo adicionando a trilha sonora. acordei cedo e fui fotografar e filmar para mim mesmo em um parque. Vi algumas variações para essa sentença. quase que uma crença. sempre a mesma coisa. Corri para um ponto que daria uma vantagem de tempo para preparar a câmera e ajustar o enquadramento. Do momento em que a li resolvi carregá-la como lema. parecia algo saído de um filme de Kurosawa. com passos num ritmo cadenciado e calmo. todas com muitas fotos de produtos a serem fotografados sobre fundo branco e com poucas variações. várias vezes por dia. mas tem diversos pontos negativos como cansaço. ela caminhava lentamente e observava a paisagem. portava um guarda chuva rosa contrastando com o cenário verde. que desafiasse meu cérebro. estava com sorte. trabalhando sob a chuva. gotas d‘água caindo aqui e ali. sob uma chuva constante. E vejam que recentemente tive uma prova de que este pensamento. com a idéia de que se mesmo nas situações mais irritantes ou tediosas do dia a dia eu continuasse trabalhando e seguindo em frente. não estava realmente me importando com isso.Que a sorte nos encontre trabalhando Por: Armando Vernaglia Jr A frase que dá título a este artigo teria sido dita por Pablo Picasso. Quase sem pausas para finais de semana ou feriados. mas que de forma geral tem o mesmo significado.

Raind – a Short movie http://vimeo. a única coisa que podemos fazer pela sorte é que ela nos encontre trabalhando. observa uma árvore. no entanto tudo funcionou e se encaixou perfeitamente. estressados e ainda por cima com frio e completamente encharcados pela chuva. Nada disso foi combinado.fotografia-dg.com Página 209 de 249 . A sorte definitivamente tinha me encontrado.com/14915118 Anuário 2010 • Fotografia DG www.Os passos da mulher com seu guarda chuva coincidiam com a música. e ao continuar andando. nem que seja quando estamos cansados. a cada nota mais forte do piano um passo e assim seguia por quase toda a cena. num dado momento ela muda de ritmo e a música segue para outro caminho distanciando-se. eu sequer sabia exatamente qual trilha sonora iria utilizar no momento em que captava as cenas. volta ao ritmo da música. É por isso que Pablo Picasso tinha total razão. ela para.

Isso abrange boa parte do processo. O que vejo acontecendo muito entre os fotógrafos iniciantes. O que você vai fotografar? Casamentos? Esportes? Tenha isso em mente antes de sair por aí oferecendo seus serviços. pois sou tão iniciante quanto os que jogaram essa frase no Google e caíram nesse texto. Mesmo dentro de uma única área.com Página 210 de 249 . não fotografa nada. de nada adianta oferecer um pacote de 8 mil. Trabalhar com fotografia não é o mesmo que fotografar por si só. acredito que possa dizer que já aprendi bastante sobre o assunto e acho que agora consigo colocar num passo a passo bem didático para vocês. depois de muito pesquisar e muito quebrar a cara. mesmo que seja para amigos próximos. do ponto de vista dele. por mais que se ofereça descontos ou parcele em 10x. Ponto. Público-alvo O segundo passo é definir o seu público-alvo. E boa parte disso. Se o seu cliente potencial é aquele que gasta 8 mil. ele não vai querer gastar 1500. Não digo aqueles que compram a câmera e já se julgam fotógrafo. Procure especializar-se numa área. Isso é um trabalho inferior. Vamos aqui tomar como base que profissional da fotografia é aquele que ganha dinheiro com ela. quer status e tudo o mais que isso acompanha. querem gastar) no máximo R$1500 com a parte fotográfica do casamento.fotografia-dg. Ao mesmo tempo que. que é somente pensar sobre o que você vai fazer. é a falta de instrução para o trabalho. É preciso definir uma série de coisas. Isso não é economia. fazendo orçamentos justos. cobrando corretamente. talvez eu não seja a pessoa mais indicada do mundo para falar sobre este assunto. você precisa se adequar. como qualquer outro trabalho. Anuário 2010 • Fotografia DG www. trabalhando direitinho. sabem fotografar. Costumo sempre dizer: quem fotografa de tudo. Porém. Ele quer gastar pois quer qualidade. Há aqueles que gastarão (ou pelo menos. mas aqueles que realmente estudaram a técnica. mas não sabem trabalhar. e aqueles que vão (e querem) gastar R$8000. como casamentos. se o seu cliente simplesmente não tem condições. Planejamento O primeiro passo é o planejamento.Como se inserir no mercado fotográfico Por: Huaine Nunes Vou ser sincera com vocês. Negócios à parte Terceiro passo para o fotógrafo iniciante é estar sempre organizado. fizeram tudo certinho. significa fazer um contrato. E para todos estes. há diversos tipos de clientes que você pode trabalhar.

faça planilhas de cálculo e cobre preços justos. Precisa ser visto. Pesquise sobre valores. Uma boa maneira de ser visto é a internet. Mídias locais Outra maneira. só porque é um trabalho simples ou para um amigo próximo. Além disso. quanto e como o cliente está te pagando. onde será o evento ou sessão de fotos.É um erro comum achar que o contrato não se faz necessário algumas vezes. Coloque seu telefone e seu site no cartão. são as mídias locais. O importante é estar lá.fotografia-dg. mas aprenda com eles. Seja honesto Essa parte é importante. que só prejudicam o mercado como um todo. Sei que é difícil se destacar na multidão e para isso você precisa de um diferencial. pessoal. não é lembrado Essa parte pode ser difícil. É bom para você e para o cliente. É muito ruim quando vemos um fotógrafo iniciante tentando passar a perna no outro ou então cobrando valores absurdamente baixos. estude muito! Nunca pense que já sabe tudo. mas estão aí) que temos atualmente. É a maneira mais segura de se trabalhar. É bom sempre previnir e ter o contratinho em mãos. como montando um site personalizado (apróx. Eles te indicam e vice-versa. emitir notas ficais… Eu ainda não dei este passo. Distribua-os por aí. além de colocar as suas fotos. Não copie nem inveje o trabalho de seus amigos mais experientes. desenvolver uma relação com o cliente. são ótimos. Você pode pedir para algum amigo que fale advoguês (acadêmicos de Direito) te ajudar nessa parte. Anuário 2010 • Fotografia DG www. Trabalhe de maneira honesta. Estude muito E para finalizar. do que convencê-lo de que do seu jeito é legal. É mais fácil conseguir clientes que já foram cativados pela sua maneira de trabalhar e pelo seu estilo.com Página 211 de 249 . respeite seus clientes. se inspire. Cartão de visita Faça um cartão de visitas e carregue-os sempre. ainda mais em meio a tantos fotógrafos bons (ou nem tanto. você também pode se cadastrar como Empreendedor Individual e se legalizar como pequeno empresário. Sempre há o que aprender e quem pensa dessa maneira só tende a crescer. seus colegas de trabalho (não gosto de chamá-los de ‗concorrentes‘) e o mercado. É lá que está tudo acordado. mas pretendo! Quem não é visto. R$30 ao ano custa registrar um domínio). quantas fotos receberá e de que forma. Por ex: buffet de casamento ou lojas de decoração para festas. Muitas vezes até gratuita – por meio de redes sociais – ou custando muito pouco. Por meio de blogs as pessoas podem conhecer um pouquinho mais sobre você e se identificar com o seu trabalho. Você pode pagar para anunciar num jornal ou revista da sua cidade ou então fazer parcerias com empresas que tem o mesmo tipo de cliente. No site você pode. ter CNPJ.

A dica é: Primeiro. amigos. como vocês estão? Fotografando muito? Eu. negócios à parte. Vivendo e aprendendo.fotografia-dg. tenho fotografado bastante. oferecer opções para o seu cliente. Façam um contrato em 100% dos trabalhos. ―Na próxima. caso isso garantisse que determinado cliente fechasse negócio comigo. nunca combine desconto com pagamento facilitado. cobria o preço da suposta concorrência. não cair nessa. Recentemente. Anuário 2010 • Fotografia DG www. além de treinar as técnicas fotográficas. Cada erro que cometo. há não muito tempo atrás. Não custa ser repetitiva. O importante é aprender com eles. penso como uma oportunidade para crescer. Fotografia de Gianluca Fabrizio Área do conhecimento: Administração Barganha: Quem é muito bonzinho (como eu. um link para download de um modelo de contrato. Por exemplo. depois de perder muito dinheiro (isso mesmo!). minha vida seria bem mais fácil. Vou deixar a disposição de vocês. já sei como fazer. Caso seja inevitável. Não é para o fotógrafo se beneficiar de nada. que me mandou. era só festa. Eles vinham com aquela conversa de ―fulano faz mais barato‖ e eu. é que o contrato é algo bom para ambas as partes.‖ Se alguém tivesse feito uma listinha assim como essa.Fotografia Profissional: As inúmeras áreas do conhecimento Por: Huaine Nunes Olá amigos do Fotografia-DG. Isso significa que. É por isso que não canso de repetir o quanto esse dito cujo é importante. A gente descobre na marra. Se ele acha que não pode pagar este valor de uma só vez. Com o tempo. ele apenas protege o seu trabalho e também protege o seu cliente. Já pararam para pensar nisso? Na quantidade enorme de outras atividades que circundam a fotografia? Eu só fui descobrir tudo isso quando comecei a trabalhar. cof cof).com Página 212 de 249 . caí na besteira de não oficializar trabalho com pessoas da minha família. felizmente. que temos que aprender sobre outras áreas. O que é importante ressaltar. Vamos abordar alguns assuntos que aprendi ao longo do tempo: Área do conhecimento: Advocacia Bom e velho contrato na mão: Amigos. Antes da fotografia profissional. E com isso. mesmo sempre comentando com vocês o quanto o contrato é importante. não tem jeito. Evite dar descontos. Esse foi o professor de um curso de Fotografia de Eventos que fiz. Não é o que eu uso. você acaba aprendendo a lidar e a negociar sem que nenhuma das partes saia perdendo. É um ou outro. acaba sofrendo com clientes barganhadores. Segundo. bem no estilo Casas Bahia. Acho que pode ajudar algumas pessoas. no final do post. estou treinando minhas relações interpessoais (com os clientes) e minhas habilidades empreendedoras. eu caía na besteira de abaixar meus preços. os errinhos de trajeto são inevitáveis. facilite o pagamento. Sem entrar em detalhes: dancei.

Área do conhecimento: Publicidade/Marketing Divulgação do material: Essa entra naquela outra discussão do ―quem não é visto. do meu ultimo artigo. Sou mais uma dessas pessoas desligadas que até agora não providenciou um bom seguro para seus equipamentos. Ninguém quer ter trabalho de sair vasculhando por aí. endereço do seu estúdio – se for o caso – podem estar facilmente visíveis no seu perfil do linkedin. mas eu não deveria esperar primeiro quebrar a cara.fotografia-dg. é como se nem você acreditasse nisso. já vimos algumas áreas diferentes do conhecimento. sua divulgação via internet faz grande parte do trabalho. pode fazer a diferença. Que outras áreas vocês lembram ou já presenciaram? Anuário 2010 • Fotografia DG www. Se ficar baixando o preço. que você é a cara do seu negócio. Ufa.Outra coisa é acreditar no seu próprio trabalho. mas ninguém diz como isso deve ser feito. Todo mundo diz que devemos divulgar nosso trabalho. Algumas fotos disponibilizadas em álbuns do orkut ou facebook podem facilitar o acesso do cliente ao seu material. Nunca tive uma câmera ou lente roubada. Seu telefone para contato. A bem da verdade. talvez eu tivesse bem mais fotos legais. não faça o que eu faço. Nunca passei por nenhuma situação que tivesse que acionar o seguro (felizmente). para depois correr atrás disso. Por isso que julgo importante investir em um site personalizadíssimo e ‗atacar‘ [com parcimônia] as redes sociais. se eu tivesse feito o seguro. Tenho certeza que deixei passar algumas. Vale lembrar também. não é lembrado‖. mas talvez seja porque nunca expus muito meu equipamento. Isso quer dizer que. então estar bem apresentável tanto na itnernet (por exemplo. como pessoalmente. Seguro de equipamentos fotográficos: Faça o que eu digo.com Página 213 de 249 . É interessante deixar tudo acessível ao cliente. e-mail. por exemplo. Quanto você acha que ele vale? Você deve mostrar para o seu cliente que seu trabalho vale aquilo que você está cobrando. postar fotos bêbado no seu facebook não é uma boa ideia). uma vez que não teria medo de carregar as tralhas para determinados lugares. se bem administrada. só nessas partes ultra-básicas da vida do fotógrafo. até achar seu telefone escondido em um cantinho do seu site.

Não fotografe só por dinheiro. Faz me lembrar um trecho de uma música de Almir Sater: ―É preciso amor pra poder pulsar. As mídias sociais são. Respeite para ser respeitado. Tem que ter sentimento.Decidi que quero ser fotógrafo. Por isso eu acho que esse ―estudo‖ antes de comprar uma DSRL é importantíssimo. Aí é hora de estudar mais e mais… Aprender mais e mais… Conhecer sua nova câmera. verá um ―mundo novo‖. é hora de um upgrade de equipamento. afilhados. Se ofereça para fazer fotos dos priminhos. Anuário 2010 • Fotografia DG www. se for conhecido. Nada de ficar atropelando fases. mensagens. Estude técnica. conheço pessoas que. realmente. sobrinhos… Tudo como um estudo para você mesmo. mas… Ajuda. realmente. hoje em dia. compre revistas especializadas… Leia o DG desde o começo. fazer uma making of dele trabalhando. Mas… Que tipo de fotógrafo você quer ser? Você pode ser um fotografo… Ou você pode ser ―o‖ fotógrafo. Tenha um blog/site. mas como uma forma de aprendizado. E o mais importante de tudo: humildade sempre. seja cordial e educado.com Página 214 de 249 .fotografia-dg. Não olhe para os erros com desdém. Obviamente. Divulgue suas fotografias. Defina seu público alvo baseado no que você mais ama fotografar e o dinheiro acaba sendo consequência. Crie uma ―assinatura‖para suas fotos… Ela será uma porta de entrada para novos clientes e interessados. são capazes de transmitir emoções únicas. do começo. equipamento não é tudo… Como sempre disse e vou continuar dizendo. mesmo com uma compacta na mão. Comece. Converse com fotógrafos da sua cidade. E aí?! O que eu faço agora? Antes de dar um passo adiante é importante se perguntar: Por que eu quero ser fotógrafo? O que te faz ter a certeza de querer ser fotógrafo? Simplesmente segurar uma câmera nas mãos o torna fotógrafo. Quando se sentir. sem oferecer. sim. Todo mundo erra. ―O que eu fiz de errado e o que eu poderia ter feito de melhor?‖ Não critique o erro dos outros. é preciso paz pra poder sorrir… É preciso a chuva para florir…‖ Antes de você me perguntar qual câmera comprar. E muito. preparado e seguro de si…Quando. começar a trabalhar. peça. Ninguém sabe tudo sobre tudo. Aprenda com eles também. A fotografia tem que vir de dentro. para poder acompanhar em uma sessão. seja prestativo. começar a aparecer gente interessada no seu trabalho… Aí. sugiro que aprenda e tire o máximo de proveito do equipamento que você tem nas mãos. Responda e-mails. Porque quando você pegar sua primeira nas mãos. E aí?! Por: Carol Avon Decidi que quero ser fotógrafo. pesquise. Não tenha vergonha de errar… São esses mesmos erros que nos impulsionam para frente. tirar o melhor proveito dela e claro. um dos melhores meios para quem está começando (e pra quem não está tão no começo também).

repletos de recursos e capazes de tomar decisões sobre abertura. só um fotógrafo profissional pode olhar o seu produto e extrair o máximo dele para que não apenas apareça corretamente na foto. O amigo com câmera não pode registrar tudo pois ele não está lá para isso. passando por pequenos negócios que desejam ilustrar um catálogo na internet com produtos. mas o fotógrafo profissional não estará na festa para se divertir. seja um equipamento fotográfico ou um celular com capacidade fotográfica. há um grupo de motivos pelos quais sugiro que você invista em fotografias de alta qualidade. 3 . Num mundo como este. iluminação. Uma foto correta é fácil mas uma foto vendedora pede mais em termos de qualidade. beber ou comer. nada impede que peçam aos amigos para tirarem fotos. tempo de exposição.Em uma empresa que vende produtos ou presta serviços. isso inclusive é divertido. Este pensamento tem feito com que casais peçam para ―aquele amigo que tem uma câmera‖ fotografar o casamento na mesma medida em que empresas dizem para o assistente de marketing que teve aulas de fotografia na faculdade para fotografar os produtos que irão para o catálogo na internet.fotografia-dg. no entanto com poucos cliques no Google ele pode localizar desde um fotógrafo brasileiro que tenha uma linda fotografia de uma praia paradisíaca até alguém com uma fantástica imagem do deserto. Também temos acesso irrestrito à informação gastando apenas poucos cliques no Google e na Wikipedia para obter informações sobre fotografia. Vivemos num momento interessante na história no qual praticamente todos tem uma câmera. então por que desprezar essa riqueza de imagens? Anuário 2010 • Fotografia DG www. sem dúvida.5 razões para investir em fotografias de alta qualidade Por: Armando Vernaglia Jr Escrevo este artigo pensando nos consumidores de fotografia. ele é pago para observar detalhes.Outro caso é o de um decorador escolhendo uma imagem para um projeto. Embora em muitos casos o amigo com a câmera ou o assistente de marketing que teve algumas aulas possam realmente dar conta do recado e produzir imagens corretas e até boas. vamos a eles: 1 . captar sorrisos e momentos sem perder nada.com Página 215 de 249 .Imagine agora o casal buscando o registro de seu casamento. acabamento e poder comunicativo. os exemplos são infinitos pois consumidores de fotografia somos todos nós. seria normal e compreensível alguém pensar: ―por qual razão eu deveria investir dinheiro contratando um fotógrafo se qualquer um pode fazer uma foto?‖. 2 . mas para que seja desejável aos consumidores. embora qualquer um possa fotografar. Os equipamentos fotográficos nunca foram tão bons. também por decoradores que utilizam fotografias em projetos de ambientes e chegando a casais buscando por registros de casamento ou outros eventos. desde corporações que precisam de imagens para ilustrar um relatório para seus acionistas. foco e potência do flash que antes só poderiam ser feitos por fotógrafos profissionais experientes. Ele pode comprar uma câmera e produzir fotos bonitas.

que são aqueles que irão zelar pelo melhor registro de um evento. então contratar um bom fotógrafo nunca será um gasto. seja para seus produtos e serviços ou para as memórias dos momentos especiais de sua vida. Novamente repito. mas sim um investimento. pesquisam. mas se o que você busca é um resultado especial e diferenciado em termos de imagem. Isso não muda o fato de que é divertido e interessante que outras pessoas fotografem. pela luz impecável de um retrato etc. a democratização da fotografia impulsionada pelo digital foi excelente. 5 . gostem e estudem fotografia. aqueles que estudam. investem em aprimoramento técnico e estético de forma constante. É por isso tudo que se deve investir em fotografias de alta qualidade contratando bons profissionais. É lógico que aqui me refiro aos bons profissionais. estou aqui a falar de bons profissionais. Quem não é fotógrafo em tempo integral. Um fotógrafo especializado tem os equipamentos necessários à sua área de atuação. os ruins tentam fazer qualquer foto com qualquer equipamento e com qualquer resultado no final das contas. melhor para todos. interessados.Vamos a outro motivo: a dedicação integral.Equipamento adequado é outra razão.4 . por mais que goste do assunto. Anuário 2010 • Fotografia DG www. ainda é verdadeiro que boas lentes para um retrato não são necessariamente as mesmas que para uma boa foto de evento e que por sua vez podem não ser adequadas para uma fotografia de arquitetura. mas este artigo é sobre bons profissionais. dedicados. não irá se dedicar todos os dias diversas horas por dia à fotografia.com Página 216 de 249 . Por mais que as câmeras atuais tenham evoluído. estudiosos. pelo melhor ângulo de um produto. os compromissos do trabalho usual irão impedi-lo de ter o mesmo grau de dedicação que se espera de um profissional. isso é ótimo pois quanto mais informação. permitindo a máxima qualidade.fotografia-dg.

descobrindo porcentagens de erros e acertos para cada um em todos os trabalhos que você faz.Controle de qualidade. e quanto mais levanto este assunto mais vejo que é totalmente incomum fotógrafos realizarem algum tipo de controle de qualidade sobre seu próprio trabalho. deixe para fazer isso em casa ao verificar o trabalho no computador. exposição (fotometria). ou seja. mas terá encontrado uma forma para guiar seus treinos e estudos para se tornar cada vez mais preciso e eficiente. ao longo do tempo você terá dados para saber onde erra mais e em quais assuntos você deve se aprimorar e corrigir as falhas. 14% das imagens não tem qualidade para serem entregues ao cliente. Eu defendo que uma margem de erro de 1% é uma boa margem para fotógrafos iniciantes.com Página 217 de 249 . se a nitidez da área da profundidade de campo está adequada (e consequentemente se a escolha do diafragma foi correta). Parece complicado mas não é. mais próximo ao que é praticado pela indústria. Complete sua planilha e assim tenha real noção de seus erros. estes são sempre matemáticos. Recentemente fiz um trabalho que durou uma semana. veja um exemplo de como proceder para implantar um eficiente sistema de qualidade em seu trabalho fotográfico: Selecione alguns critérios técnicos. Ao somarmos os resultados vemos que você cometeu 14 erros. Estou me referindo a controle de qualidade preciso. não apague. Quando eu falo em qualidade e ter algum controle sobre ela. bem expostas e com as cores adequadas. devido a correta ou equivocada escolha de balanço de branco (white balance). apenas uma que teve de ser apagada pois estava Anuário 2010 • Fotografia DG www. Em cada 100 fotos.fotografia-dg. some o total de falhas para ter usa porcentagem sobre o total de fotos. você pode errar apenas um aspecto técnico e uma única vez. Na primeira vez em que realizar este controle levará um susto. no foco você parece ter uma boa precisão. se o ruído de imagem não prejudica a fotografia (para saber se sua escolha de ISO foi adequada) e por fim se as cores são o que deveriam ser. Os critérios básicos são foco. esqueça que sua câmera tem um botão para apagar imagens. Com estes critérios você sabe se sua foto está focada. tendo acertado todos os outros. podemos concluir que é necessário treinar mais o balanço de branco e ter mais atenção com o tempo do obturador. Coloque os critérios em uma planilha e faça uma contagem para lotes de 100 fotografias. Para que o controle dê certo e você tenha real conhecimento sobre suas falhas técnicas. A idéia é estabelecer um grupo de critérios e realizar uma contagem sobre eles. apagar as que não nos agradam e manter aquelas que nos fazem ter orgulho do momento captado. por exemplo. bem compostas ou não. O lado mais matemático e estatístico de um sistema de controle que normalmente é evitado ou desconhecido por fotógrafos. você faz? Por: Armando Vernaglia Jr Este artigo é sobre um tema que converso com meus alunos e com outros fotógrafos profissionais. detectou tremidos em três e teve cores ruins em dez. profundidade de campo. se há tremidos (e consequentemente se escolheu o tempo de obturador correto). Em cada 100 imagens. não é isso. pouco afetados pela subjetividades do gostar ou não gostar. verifique quantos erros em cada aspecto técnico. ruído de imagem (ISO) e balanço de branco (cor). tremidos (tempo de obturador). não me refiro a olhar para as fotos e achá-las bonitas ou feias. perceberá que erra muito mais do que imagina. errei o tempo de obturador de uma. Destas. o foco de uma. e em seu todo teve pouco mais de 600 fotografias feitas. algo como ter uma foto tremida enquanto as outras 99 estão bem focadas. Se em um lote de 100 imagens você errou.

ali defini uma meta de em um ano baixar para 1%. opine. mas ou esbarrei nele ou a trepidação de algum caminhão passando na rua gerou o movimento. Voltei às metas e a que quero atingir é ambiciosa. casos em que um milésimo de segundo ou um milímetro faz toda a diferença entre uma medalha de ouro ou uma derrota. uma foto errada em cada 400 feitas. de seu estado de espírito ou humor na hora em que verifica as fotos. mas mesmo isso não impede que tentemos atingir a perfeição técnica. ou seja. imprimi as provas e levei para o cliente. errar apenas uma em cada 1000 fotos. Com este raciocínio em mente gravei o DVD com as fotos. de 0. Treinei. A câmera estava no tripé. Quando atingi essa meta parei de realizar o controle até que chegou esse trabalho. maldita tremida.tremida. Uma em 600 não foi suficiente. Pensei comigo: ―é apenas uma. mas tenha a clareza de que controlar estatisticamente critérios subjetivos é mais complexo do que parece. Isso é verdade. depois 0. uma boa foto hoje pode deixar de ser daqui um ano ou dois. Era aquela foto. adota algum controle de qualidade? Qual seu método? Comente. Viaduto do Chá e Shopping Light (9 fotos) por Armando Vernaglia E você. depende de modas. estudei e procurei melhorar minha concentração a cada trabalho. Anuário 2010 • Fotografia DG www. eu tinha uma margem de erro de quase 10%. errar é humano e ter falhado uma vez em mais de 600 é um bom resultado‖. mas faltava uma. devo dizer que é possível ter um controle de qualidade paralelo. Entendi que mesmo um aparentemente ótimo resultado estatístico pode não ser suficiente e isto me fez ficar ainda mais atento. aí resolvi ir além e estabelecer outra meta. pergunte.25%.fotografia-dg. Após dez ou quinze minutos examinando o material ele levanta os olhos e diz ―estou sentindo falta de uma fotografia. O trabalho inteiro foi aprovado com elogios. Muitos podem apontar que ter uma foto tecnicamente perfeita não significa ter uma boa foto em mãos. sobre aspectos subjetivos como a estética.com Página 218 de 249 . que mostre melhor esta parte da empresa‖. há momentos em que você não terá tempo para um ajuste ideal e deverá conseguir a foto do jeito que for possível pois é melhor ter a imagem captada do que perder um momento que nunca irá se repetir. vamos trocar idéias para que todos possam melhorar seus trabalhos. Por fim. Quando fiz a planilha pela primeira vez. Tudo o mais estava certo. a beleza das imagens. Ao final do período eu tinha atingido o objetivo de ter apenas 1% de erro técnico. e também podem dizer que uma excelente fotografia pode não estar perfeita dentro dos conceitos técnicos. composição. a tremida.50%. há cinco ou seis anos. devemos aqui nos inspirar nos grandes esportistas.

com    Página 219 de 249 . o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes‖. mas fica como sugestão para que se estabeleça uma relação de maior proximidade com o cliente. este também é de suma importância em uma negociação. E isso não é verdade! Um orçamento bem confeccionado impressiona tanto quanto a apresentação do portfólio para o cliente. Se o trabalho será entregue impresso. e sem margens a interpretações dúbias. o orçamento é o primeiro contato negocial com o cliente. mas discriminar o prazo no orçamento é importante para dar maior segurança ao cliente. além de numerar as quantidades de cada item.Orçamento fotográfico Por: Diogo Ramos Orçamento fotográfico: orientações e aspectos legais. Além disso. como no citado de casamento. deverá ser cumprido (o mesmo princípio vale para a legislação portuguesa). Muitos fotógrafos. Ou seja. onde normalmente há apresentação do ensaio por meio de fotolivro e mídia portátil com as imagens. 40. desde os iniciantes aos mais experientes. por achar que o principal instrumento de venda está nas próprias fotografias e que o orçamento na verdade é somente uma etapa. a mídia que se destina. o cuidado empregado ao se confeccionar um orçamento deve ser o mesmo daquele ao se realizar o trabalho propriamente dito. Essa informação também deverá estar contida no contrato. Prazo de entrega ou prazo de execução – Como prazo de entrega cito o exemplo da fotografia de casamento. É importante ressaltar neste aspecto a importância dos detalhes que devem estar contidos no orçamento. uma vez que o orçamento possui caráter vinculativo. negligenciam esta importante etapa. § 2º): ―Uma vez aprovado pelo consumidor. é crucial que esteja determinado o tipo de material (fotolivro. criando assim uma sensação de individualidade. ou no caso de venda irá determinar o que está sendo negociado. Identificação das partes – auto explicativo: o orçamento deve conter o nome do prestador e do cliente. Quanto ao nome do cliente. o orçamento passa a ser mais esclarecedor para o cliente. conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (art. O nome do prestador normalmente está contido no cabeçalho e na assinatura.) e especificação deste material (número de páginas e fotos do fotolivro ou dimensão da fotografia). contendo estes requisitos. a cessão ou licença de uma imagem. o orçamento deve apresentar alguns requisitos essenciais para sua validação plena. É importante que esteja previsto no orçamento em quanto tempo essa entrega. Além deste aspecto legal. Este já viu o seu portfólio impresso ou digital e agora quer saber como você vende o seu trabalho. Descrição do trabalho realizado ou mercadoria negociada – parte principal do orçamento. Portanto. que podem ser modificados ou adicionados de outros conforme a necessidade do prestador ou cliente:  Objeto do orçamento – se refere ao que está se propondo o orçamento: se é a prestação de serviço fotográfico em um casamento. etc. por isso não demanda maiores explicações. papel fotográfico. a abrangência. entre outras particularidades. Abaixo exponho alguns requisitos que considero cruciais. No caso de prazo de Anuário 2010 • Fotografia DG www. Neste ponto o prestador vai detalhar os serviços que serão prestados. a confecção de um book. Nos casos de orçamento para reprodução fotográfica estará disposto o tipo de reprodução. muito além de conter os valores de determinado serviço ou venda. e ainda que possa configurar como um meio de prova e defesa no caso de um possível entrave judicial. que é ponto positivo em uma negociação.fotografia-dg. etc. especialmente em casos onde há a ansiedade do cliente em ver o resultado. Por isso. e além de ter o papel de negociação o orçamento ainda possui o caráter de estipular ao cliente a maneira que você trabalha e como o faz. não é essencial. aquilo que for pactuado no orçamento. Muito embora o orçamento fotográfico não tenha a mesma validade jurídica do contrato estabelecido entre as partes.

com Página 220 de 249 . Data do orçamento – se houve estipulação do prazo de validade do orçamento. Anuário 2010 • Fotografia DG www. a partir do recebimento do cliente (saliento que o prazo informado é válido somente para o Brasil. uma vez que a data de envio do e-mail constitui como prazo inicial para validade do mesmo. conforme o exposto acima. ressalto que existem diversos modelos de orçamento fotográficos disponíveis na web. justamente para que não haja margem para discussão sobre a validade ou não de determinado orçamento e evitando até mesmo uma lide judicial. O assunto se torna ainda mais importante quando não é estabelecido contrato entre as partes.  Condições e/ou formas de pagamento – embora o assunto possa parecer constrangedor. entretanto os modelos não devem ser utilizados sem que haja uma preciosa análise dos requisitos que a compõe. Embora a vigência legal do orçamento seja relativamente curta.execução. Importante frisar: é mais válido pecar pelo excesso de informações do que pela sua precariedade.   Para finalizar. nada mais sensato do que informar a data (e local na medida do possível) em que este foi entregue.fotografia-dg. este requisito não se faz tão necessário. Para os casos de orçamento remetidos via e-mail. Sugiro que as penalidades em caso de inadimplemento estejam previstas somente no contrato. sendo que não encontrei dentro da legislação portuguesa o prazo correspondente). cito o exemplo de serviços prestados por determinado período de tempo. § 1º do Código de Defesa do Consumidor) quando não especificado. é melhor informar previamente o cliente sobre as suas condições de pagamento do que ter que discutir posteriormente ao trabalho realizado. ficando restrito ao que foi informado neste. Validade do orçamento – considero um requisito muito importante e que é um dos mais esquecidos. 40. neste caso o cliente não poderá exigir uma condição de pagamento diversa daquela prevista no orçamento. é importante que seja definido um prazo. como a documentação de uma determinada obra ou a cobertura de um congresso ou feira. A legislação brasileira prevê que o orçamento é válido por 10 dias (conforme art. e adequado à necessidade de cada cliente e prestador.

e de várias formas. Vivemos numa época em que. Por este motivo resolvi fugir um pouco do mundo jurídico para entrar no mundo dos devaneios filosóficos e abordar um tema que venho refletindo a algumas semanas: Ansiedade Fotográfica Vivemos num mundo pautado pelo excesso de informações: somos reféns das redes sociais. reforçada pelo tão falado ―carpe diem‖ que atropelamos o tempo e criamos em nossa consciência um conceito de imediatismo. Para os que nasceram e cresceram na era digital talvez toda essa celeuma que proponho não faça tanto sentido. umas mais visíveis e outras mais intrínsecas. em outras palavras: o tempo urge e é preciso extrair o máximo dele.Ansiedade Fotográfica Por: Diogo Ramos Iniciaria a partir deste mês uma série de artigos relacionados ao Direito de Imagem e Direito Autoral. gerou uma mudança de percepção que talvez seja mais visível para àqueles que acompanharam essa transição entre o mundo ―analógico‖ e o mundo ―digital‖. Hoje as nossas máquinas são mais avançadas tecnologicamente e também são mais acessíveis. Anuário 2010 • Fotografia DG www. o avanço tecnológico foi muito benéfico. aliada com o desenvolvimento tecnológico avançado. as informações se tornam ultrapassadas e temos que aprender a lidar com esse fluxo contínuo e massivo que nos chega. mas. superstições a parte. O imediatismo tomou conta dos nossos dias e queremos que tudo aconteça de maneira rápida. Neste aspecto. e ainda temos que conciliar tudo isso com nossa vida pessoal. e queremos saber isso em tempo real.com Página 221 de 249 . sites de notícias. pois está possibilitando que mais pessoas conheçam a fotografia e que se lapidem novos talentos. A velocidade da informação atual. tudo é ―fast‖. bem disse o filósofo Mario Sérgio Cortella. e isso acaba afetando a nossa maneira de pensar. E talvez você esteja se perguntando agora: o que tudo isso tem a ver com a fotografia? Explicarei. O mundo moderno nos mostra que não temos ―tempo a perder‖. agir e trabalhar. Queremos saber de tudo que está acontecendo no mundo. se possível que tenha lá uma câmera nos mostrando aquele fato importante que está acontecendo do outro lado do planeta. Isso fez com que uma grande legião de novos amantes e profissionais ingressassem nesta arte e também no mercado de trabalho. achei que não seria bom iniciar esta série em um ano que já está terminando. A fome voraz que temos hoje por informações e por avanço tecnológico fez com que nos tornássemos mais ansiosos. Num piscar de olhos as notícias mudam. A mudança mais fácil de detectar é aquela imposta pela mudança dos equipamentos. Invariavelmente a fotografia foi atingida por essa ansiedade coletiva.fotografia-dg. e-mails. e denomino esse fenômeno de ―ansiedade fotográfica‖. E é com esta filosofia.

mas apertar menos o botão. esse vasto mundo de informação. ver a luz. mas e fotografado de verdade? Creio que o aprendizado hoje tem se dado muito mais pela repetição dos erros do que pela análise criteriosa daquilo que se fez. pelo melhor dos equipamentos. do que fazer uma pesquisa mais aprofundada sobre composição ou sobre novas tendências. Vamos mudar a nossa maneira de pensar fotografia. A minha crítica é quanto a este anseio que temos para que tudo aconteça de maneira rápida. pois eu sou um consumidor assíduo dessas tecnologias. estamos querendo nos tornar uma referência dentro da fotografia muito rapidamente. e quem não consegue mudar a si mesmo não muda coisa alguma. pois muitas vezes incorro no erro de pesquisar mais sobre um equipamento mais moderno que o meu. para que tudo seja imediato. foi justamente o imediatismo que ele criou na cabeça dos fotógrafos. se pensando antes de fazer a foto. e que possamos nos lembrar sempre daquilo que é verdadeiramente primordial. para que depois possamos escolher uma (e se estiver imperfeita. Imaginemos agora qual era a fonte em que os fotógrafos dessa época bebiam? Livros. Hoje em dia tem se apertado muito o botão. máquinas digitais. mas sem deixar de olhar para o futuro. sobre as nossas referências na fotografia. até uma época onde não existiam computadores. por que estamos preocupados somente em divulgar o nosso trabalho. E por falar em trabalho. quando a imaginação assim permitir). esse acesso a trabalhos de outros talentosos fotógrafos (e o fácil acesso aos próprios artistas). Vamos fotografar mais. na rua). aulas. para a fotografia. O fotógrafo iniciante mal começa a fotografar e já vive a angústia por um novo equipamento. sobre novos lançamentos. sobre a sombra.com Página 222 de 249 . grupos virtuais. fotografar com os olhos. Proponho aqui que nos remetamos a um passado não muito distante. tratando de corrigir os erros com os olhos e a cabeça. Queremos fazer a foto e já vê-la no visor de LCD (e ficamos nervosos se a foto demora alguns segundos para processar). e logo já estamos divulgando o trabalho recém realizado nas redes sociais. temos poderosos softwares que podem corrigir as imperfeições. Não é de se estranhar que os fotoclubes daquela época faziam muito mais sucesso do que hoje. palestras. e não com o computador. basta corrigir). muito menos para as redes sociais. admirar as coisas tangíveis (e as intangíveis. Ao descarregarmos as fotos para o computador também esperamos a mesma celeridade. resgatando a essência do passado. pois era lá que os apaixonados pela arte podiam encontrar outros colegas e discutir sobre fotografia. Vamos deixar a ansiedade fotográfica de lado. ―É impossível haver progresso sem mudanças. comunidades. sobre os novos recursos. ao invés de fazermos somente uma! Uma vez apenas. Vamos resgatar os velhos livros de fotografia. celulares. Estamos deixando de lado a essência da fotografia para discutirmos sobre máquinas. É uma crítica coletiva e me incluo no meio dela. sobre a composição. tablets.‖ (George Bernard Shaw) Anuário 2010 • Fotografia DG www. com a maneira de aprender do passado. sites e blogs. mas estamos nos esquecendo de discutir sobre a luz. e acabamos nos esquecendo de sair para a rua (e como diria Eder Chiodetto em curadoria a Flavio Damm: ―a fotografia está sempre lá.fotografia-dg.O revés do mundo digital. Vamos discutir mais sobre a luz e menos sobre os novos lançamentos. Não torço o nariz para os novos equipamentos. publicações. ou àqueles que já estão no mercado. Faço outra proposta: tentemos unir essa fantástica evolução tecnológica que temos hoje. mas mal acostumados com essa condição do mundo moderno. Não deu certo? Não tem problema. vamos comprar os novos livros de fotografia. Hoje nos encontramos em fóruns. O que isso significa? Que a ansiedade fotográfica faz com que tiremos 10 vezes a mesma foto. deixamos de tirar algumas horas na semana apenas para ver trabalhos de outros fotógrafos. Essa não é uma crítica a quem está começando. troca de idéias com outros fotógrafos.

Num primeiro instante pode até ser. Nesse artigo vou falar mais especificamente para os profissionais. Precisa receber um descontinho pra ficar feliz com a negociação. no pensamento dele. Você cede e acaba fechando em R$800. Depois ofertou metade do preço. O valor é caro se o cliente não conhece a sua fotografia ou não se interessa pelo seu trabalho. desse para maior. que vivem ou tiram um extra com a fotografia. E aí meu amigo. Se ele poderia ter cobrado R$4000. dar ou não dar? Por: Renato dPaula O Fotografia DG é para amadores e profissionais. R$4000. No final das contas. você ficava com o montante. na minha infância. E esses R$200. dar ou não desconto? O brasileiro já tem intrínseco em sua cultura a pechincha. E não é preciso ir muito longe como o caso do meu pai para ele ter isso em mente. aquela ―gordurinha‖ que você provavelmente estava cobrando a mais.‖ Certamente você não quer que seu cliente ache que você é um aproveitador. O pintor deu então um desconto e fez por R$6000. foi uma tentativa frustrada sua de tentar ganhar em cima. está convencido de seu potencial como fotógrafo e o resultado que você proporcionará a ele ou ao negócio dele. amigos e alunos e esse é um ponto que tenho sido questionado constantemente.00 que você conseguiu tirar do orçamento? Quer dizer que você já poderia cobrar menos antes e não o fez. Se ele não falasse que estava caro. Lembro-me que certa vez. Mas quanto vale a sua fotografia? O valor é justo quando o cliente aprecia a sua fotografia. mas quando ele sair do seu escritório. Pede um desconto.com . Um certo ―profissional‖. certamente já passou pelo famoso pedido de desconto de um cliente. meu pai não fechou com o pintor. Meu pai achou caro e disse ao pintor que iria analisar. por que cobrou R$8000. pagou mais caro por outro serviço e ainda disse a ele uma frase que nunca vou me esquecer: ―Serviço seu em minha casa eu não quero nem de graça. Página 223 de 249 Anuário 2010 • Fotografia DG www. O fato de oferecer desconto não quer dizer que o cliente vá fechar e muito menos que ele estará satisfeito com a negociação. Mas até onde isso é vantajoso na hora de fechar um contrato? Cobrando mais do que vale Vamos supor que você cobre por um trabalho R$1000.00. Ele vai entender que você cobra mais do que o seu serviço vale.00. após sua análise. meu pai orçou diversos serviços de pintores para reformar a nossa casa. Seu cliente pode pensar que você estava se enriquecendo às custas dele. Tenho conversado com alguns colegas. qualquer outro trabalho que você venha a realizar no futuro ele pedirá e exigirá um desconto.00. chamou o meu pai e disse que aquele serviço custaria R$8000. E para quem trabalha com fotografia.fotografia-dg.Desconto.00.00. Seu cliente acha caro.00.00 na primeira vez? A sensação do cliente de receber um desconto como esse é de ser enganado.

O valor de um serviço está diretamente ligado à sua importância e raridade no mercado. Seu trabalho fotográfico tem algum diferencial? Você oferece algo a mais? Sua fotografia é única? Preocupe-se em como ter isso com o seu público alvo. Agora se todos os seus clientes acham sua fotografia cara e sempre pedem descontos é porque provavelmente ela não está valendo o quanto você cobra. É preciso estar atento.

Não tenha medo de dizer não
Muitas vezes, com medo de não fechar um negócio, profissionais dão descontos, pensando que isso fará com que ele não perca o cliente para um concorrente. Algumas vezes, alguns clientes fazem disso um leilão. Fulano cobra X. Por quanto você pode fazer para eu fechar com você? Ou pior, pede um desconto e na hora de fechar diz que o pagamento é à vista e quer mais desconto. O que devemos fazer é nos empenhar em aperfeiçoamentos e melhorar nosso trabalho a cada dia, tornando-o cada vez melhor e único no mercado. Se o seu trabalho vale X, cobre isso e não ceda. Cobre o justo e dê valor a ele.

Seja moderado
Desconto é bom e eu gosto. Quem não gosta? Mas ele não pode ser exagerado. Pratique, por exemplo, 5% de desconto em cima do valor do seu trabalho fotográfico para pagamento à vista. O desconto é válido nesse caso e tido como um benefício por o cliente pagar no ato. Vantagem pra ele que recebe o desconto e pra você que já tem todo o pagamento em conta.

Outros benefícios
Fora descontos, ofereça outros benefícios, como parcelamento sem juros. Seu trabalho certamente não será desvalorizado dessa forma.

Amigos recebem desconto?
Fica aqui minha sugestão para você, que como eu, começou fotografando para amigos e ainda, muitas vezes, os tem como clientes: amigos amigos, negócios à parte. Você já ouviu isso, certo? Trate seu amigo como você trataria seu cliente que acabou de conhecer. A cobrança nos resultados será a mesma. Certamente vale o prazer por ser alguém que você já conheça e já tem uma afinidade, mas faça o seu trabalho ter valor sempre. Outro dia soube de um fotógrafo que estava quase quebrando por conta de fazer preços diferenciados para amigos. Cobre como deve ser cobrado e faça o seu melhor, independente para quem seja. Afinal de contas, esse é seu trabalho.

Serviço VS Produto
Existem outras situações onde o desconto pode ser aplicável. É o caso onde o seu cliente contrata diversosprodutos fotográficos ao mesmo tempo. Um exemplo na área da fotografia de casamentos é quando o cliente fecha a cobertura do casamento, que já inclui um álbum, além de outros produtos como livro de assinaturas, mini-álbum do casamento para mãe e sogra, etc. Já seu serviço fotográfico não pode ser tratado como um produto, que multiplicado e comprado em grandes quantidades têm-se um desconto maior na aquisição. O custo e trabalho envolvido numa
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prestação de serviços é diferente de um produto comprado e produzido em grandes quantidades. É serviço humano. É você lá criando e desenvolvendo, independente da quantidade.

Trocando o desconto por produto
Uma forma interessante é ao invés de dar um desconto, oferecer um serviço agregado. Por exemplo, o cliente fecha com você duas prestações de serviços e deseja um preço melhor no pacote todo. Ao invés de dar desconto, ofereça um ―algo a mais‖ que seja vantajoso para o cliente e para você.

Pessoas se falam e se conhecem
Devemos tomar cuidado ao pensar em tratar as pessoas de forma diferente. Imagina a situação onde você fez uma sessão de fotos para uma cliente. Cobrou o valor justo por esse serviço. Uma outra cliente de contata, solicita um orçamento, pede desconto e deixa este como justificativa para fechar. Você cede e fecha por menos. Mas a segunda cliente não disse que conhecia a primeira. E num certo dia elas trocam informações, inclusive de valores. Como você acha que será o sentimento daquela que não pediu o desconto? Ela não vai ficar com raiva da amiga. Pode ser que fique com raiva dela por não ter pedido o desconto, mas com certeza vai ficar com raiva de você, que poderia ter cobrado menos e não o fez. Além de antiético, você pode ficar numa saia justa.

Conclusão
Cobre o quanto vale a sua fotografia e não caia na tentação dos descontos. Muitos ficam desconfortáveis em dizer não ao cliente e não atender um pedido de desconto. Quem só procura preço não está preocupado em qualidade. Se o seu cliente quer saber primeiro o quanto você cobra antes de conhecer o seu trabalho, cabe à você mostrar os benefícios que ele terá ao contratar seus serviços. Atente-se em mostrar o seu diferencial. Tenha em mente que seu trabalho vale o quanto você cobra. Mostre isso. E o mais importante, faça-o valer. Você certamente será lembrado por isso. Lembre-se, uma boa negociação é aquela em que ambos os lados saem contentes.

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Diogo Ramos
Uma vez, o professor de fotografia e fotógrafo, Ricardo Akam, disse que todo fotógrafo deveria cursar direito para evitar confusões. Diogo Freitas Ramos, 26, colaborador do Fotografia DG, pode não ter tido aula com Akam, mas se tivesse teria seguido seu conselho à risca já que leva nas costas as duas profissões: fotógrafo e advogado. Hoje, é especialista em Direito da Imagem e Autoral e se sente mais fotógrafo do que advogado. Abaixo, uma rápida entrevista com esse rapaz natural de Curitiba, Paraná e que atualmente mora em Itajaí (em Santa Catarina).

FOTOGRAFIA DG - Como e quando começou na fotografia? DIOGO RAMOS - Meu gosto pela fotografia vem desde pequeno, meu pai foi fotógrafo de casamento na década de 70, mas acabou trocando a fotografia pelo vídeo, quando nasci ele não fotografava mais, mas sempre tive contato com as fotos da coleção dele. Embora tivesse no sangue o espirito de artista, cursei a faculdade de Direito, e foi somente após me formar que me interessei em comprar uma DSLR, quando fazia estudos sobre o Direito de Imagem. A primeira máquina veio no inverno de 2009, e o primeiro trabalho na metade de 2010, agora não penso em parar nunca mais.

DG - Qual o trabalho mais marcante até agora? DIOGO - O trabalho mais marcante foi o ensaio de um coral realizado numa fábrica abandonada, na cidade de Maringá-PR, foi um desafio enorme e um grande aprendizado.

DG - O que considera essencial em uma fotografia? DIOGO - Que ela transmita sentimento, que seja feita com emoção e que tecnicamente seja bem feita.

DG - Suas referências na fotografia? DIOGO - São vários, mas destaco: Henri-Cartier Bresson, Flávio Damm, Sebastião Salgado, Ferdinando Scianna, Riccis Valladares, Fer Jursiatti, Robert Doisneau e Evandro Rocha. Na cinefotografia são dois: Joe Simon e Philip Bloom.
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DG - Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? DIOGO - Gostaria de agradecer a todos que acompanham o site do Fotografia DG e também os meus posts. Desejo a todos vocês um 2011 de muita luz e que venha com ele muito sucesso e crescimento! Deixo uma frase que gosto muito e procuro sempre aplicar: "Onde quer que você vá, vá com todo o coração‖, de Confúcio.

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Fernando A. Melo
Ele nasceu em uma ilha: Florianópolis. E lá continua pra exercer sua profissão. Estamos falando do fotógrafo Fernando Areias Melo – ou simplesmente Nando Melo - , 29. A área de atuação é voltada especialmente para gestantes , mas ele também tem registros de eventos, fotomacro, 3D e HDR. Abaixo, mais algumas curiosidades sobre esse profissional.

FOTOGRAFIA DG - Como e quando começou na fotografia? NANDO MELO - Comecei a fotografar profissionalmente em 2006 quando estava nos Estados Unidos e o hobby começou a ser uma fonte de renda. Quando voltei de viagem trabalhei no setor financeiro da Pizza Hut e paralelamente fazia freela como fotógrafo. Em 2008 decidi viver apenas como fotógrafo e é o que faço até hoje. DG - Qual o trabalho mais marcante até agora? NANDO - Cada trabalho realizado tem sua particularidade, mas o primeiro ensaio de gestante em junho de 2008 foi o mais marcante! E agora em 2011 fiz o primeiro ensaio de gestante em 3D. DG - O que considera essencial em uma fotografia? NANDO - Luz, harmonia com o modelo a ser fotografado e estudo constante! DG - Suas referências na fotografia? NANDO - Aprecio e estudo os clássicos e atuais. Não tenho um fotógrafo base como referência. Procurei todas as técnicas e voltei a simplicidade. Não sou moderno nem antigo, fotografo o que me encanta (Adaptado de Anita Malfatti, 1926). DG - Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? NANDO - Estude sempre mais! Depois de estudar, pratique o que estudou, avalie seu desempenho, peça crítica de amigos e estude mais! Inove, crie tendências, participe de grupos de discussão e estude mais!

FOTO EM 3D
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Fernando Bagnola
Grande bagagem profissional e enorme senso de humor. Duas coisas que andam juntos com o fotógrafo brasileiro nascido em São Paulo, Fernando Bagnola, 52, e que adotou Cidade do Porto, em Portugal, como sua terra há quatro anos. Trabalhando na área desde os 16, afirma que a Cidade do Porto é a mais fotográfica que ele conheceu até hoje e diz, brincando, que só falta para baixo da linha do Equador se a atual presidente, Dilma Rousseff oferecer a ele o cargo de Ministro da Cultura. Abaixo, o bate papo com mais esse colaborador do DG. FOTOGRAFIA DG: Como e quando começou na fotografia? FERNANDO BAGNOLA: Comecei na fotografia de uma forma que nunca consegui explicar... É sério… Certo dia minha mãe chegou com uma câmera Contax mega super velhinha que um amigo dela tinha deixado para ela e eu peguei emprestada … foi encostar nela e fiquei contaminado pelo bichinho da fotografia. Como eu não tinha grana para estudar em uma escola de bacana chamada FOCUS ,que na minha opinião, sempre foi a melhor do mercado, pegava o ―buzão‖ e ficava em um boteco que tinha do outro lado da Rua Maria Figueiredo, onde ficava a FOCUS do meu querido (hoje) amigo Ênio Leite, que já era O cara desde essa época. Minha estratégia era ficar amigo da galera que saia fumar um cigarrinho e tomar um café no intervalo das aulas e dai ia sabendo dos assuntos fotográficos, por exemplo, revelação pb com revelador fine grain Microdol-X . Depois ia lá prá Conselheiro Crispiniano na Fotoptica (escrevia assim mesmo) e dai comprava o revelador. Dava uma passada na Biblioteca Mario de Andrade que fica ali pertinho prá ver nos livros como fazia o processo e voava para casa cheio de vontade Pegava todos os sacos de lixo da prateleira, cobria todas as janelas do meu quarto e começava a experimentar. Meu quarto tinha cheiro de revelador + interruptor + fixador … hahahaha!!!

DG- Qual o trabalho mais marcante até agora? FB: Do ponto de vista do coração, há vários …

principalmente quando eu conseguia obter bons resultados ali no meu quarto! Já do ponto de vista de
divulgação do meu nome, foi, sem dúvida, ter ganhado o 1º Prêmio Avon Color de Maquiagem com a Ana Paula Arósio … uau … nem acreditei, juro! Competir com tantos fotógrafos que eram ídolos (e ainda são) e ganhar??? Num puuuuuuuuta (sorry, mas sou brasileiro, lembra?!!) evento no Memorial da América Latina, com um puuuuuuuuuuta júri de fazer os joelhos baterem um no outro e, melhor, o evento inaugural desse mega projeto da AVON. Foi tudo!!!! Agora, se for escolher uma foto PB para representar toda a minha vida, seria esta, pelo fato de ser minha mesmo, tipo ―ninguém tinha feito‖, sabe? Lembro que falei pra Ana Paula pensar que ela era uma Thundercat (adoro!) e ela mandou uma expressão fantástica. E se tivesse que escolher uma foto colorida seria esta que fiz para uma campanha de moda da TZ pela estrutura da produção que era de primeira em todos os sentidos!! E foi o meu primeiro Outdoor … ui … que sensação legal ver uma foto sua desse tamanhão no meio da cidade … hehe … eita Ego, né???!!
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Suas referências na fotografia? FB: Tenho algumas referências importantes.. Paulo Rocha!!! lembrar daquele tempo que ele me ensinou como fazer aquele tom de pele em pb que só ele sabe fazer. Na real. o Grande!!! Quem começa com ele nunca será o mesmo!!! Clicio Barroso!!! Grande cara.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? FB: Minha mensagem para os FotoDGnianos é: "Bom mesmo é ir à luta com determinação. talvez o maior ser pulsante que já conheci e um artista do melhor que há. saber o que quer e fazer! Sou viciado em estudar fotografia e sinto (mesmo!!!) um prazer enorme em aprender algo que possa melhorar minhas fotografias. enquadrar bem. nada mudou desde os meus 16 anos em termos de emoção … senão já teria ido buscas outros prazeres. abraçar a vida com paixão. perder com classe e vencer com ousadia .DG .com Página 232 de 249 . ter estudado (leia- se pesquisado) antes de clicar para poder compor bem. emoção … ser ―doente‖ por fotografia … segundo. DG . que emoção. sabia? Miro!!! Nunca mais vou esquecer de ver o Miro em ação no Calendário da Pirelli … é indescritível. Ele olhou as minhas provas de contato e disse que estavam uma porcaria e que tinha que melhorar nisso porque é o que o cliente vê na apresentação preliminar de um trabalho. todas brasileiras. também foram pessoas que partilharam muitas coisas comigo lá no comecinho e a eles serei sempre agradecido: Ênio Leite.fotografia-dg.O que considera essencial em uma fotografia? FB: Várias coisas. " Anuário 2010 • Fotografia DG www. pois além de ídolos inalcançáveis que viraram brothers. Pois o triunfo pertence a quem se atreve. Primeiro.. nasceu para partilhar aquele cérebro enciclopédico … tem um trampo que dispensa qualquer comentário de tão bem feito do clic ao tratamento … não é a toa que tem esse nome que é a onomatopéia mais bem colocada. Foi o melhor conselho que alguém poderia me dar! DG.

com Página 233 de 249 . os cheiros do local. montei um álbum e entreguei a eles. Aguçar os sentidos! Tem de fazer com que as pessoas viajem de volta à aquele instante. um pouco mais sobre esse profissional. o calor do momento. mais precisamente Belo Horizonte. revela o fotógrafo colaborador do Fotografia DG. mas ao clicar as bodas de prata dos tios e ver a emoção na hora da entrega do álbum. Esta é a maior recompensa que recebo ao entregar um trabalho desde então. Abaixo. Isso mesmo: Hermes Cerelli. ainda que não tenham feito parte dele quando foi registrado. Em 2007.Hermes Cerelli Ele nasceu na terra do pão de queijo mais famoso e gostoso do país. FOTOGRAFIA DG . ―miúdim‖. ainda clicando por hobby. este trabalho também foi o que definitivamente me inseriu no mercado da fotografia de casamento e até hoje rende frutos. fotografei a cerimônia de bodas de prata dos meus tios e sem que eles soubessem. descobriu que queria isso para vida toda. Sempre gostou de fotografia. DG . ―É a maior recompensa que recebo ao entregar um trabalho‖.Como e quando começou na fotografia? HERMES CERELLI: Desde criança. fotógrafo e analista de sistema. do qual também fui padrinho. DG.A fotografia tem de transportar quem a vê. decidi que era exatamente o que eu queria para a minha vida. Quando os vi se emocionando com aquilo. Que fala tudo ―cortadim‖.Qual o trabalho mais marcante até agora? HC: O casamento de um casal muito que tenho grande amizade e foi realizado de dia em um sítio. Anuário 2010 • Fotografia DG www. sempre gostei muito de fotografia. fazer o que eu era apaixonado e ainda emocionar as pessoas com meu trabalho.O que considera essencial em uma fotografia? HC. nasceu em Minas Gerais. 31.fotografia-dg. Precisa transmitir a sensação de emoção. Além do prazer de fazer a cobertura deste casamento. ―piquininim‖.

Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 234 de 249 . e principalmente. Marcus Bell. DG. amor e paixão.DG. do coração. Robert Capa.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? HC: "Não tenha medo de dar um grande salto. independente do que digam ou lhe façam.Suas referências na fotografia? HC: Henri Cartier Bresson. olhe sempre para o futuro e persiga os seus ideais. A fotografia não sai da câmera. inove e não se acomode. Sebastião Salgado. Busque sempre o novo. Use cada obstáculo como um trampolim para o sucesso. não tenha medo de lutar." David Lloyd George. Ouse. pois este é o único caminho para alcançamos nossos objetivos e a felicidade! Fotografia é arte. Fer Juaristi e Márcia Charnizon. Não se pode atravessar um abismo dando dois pulinhos. mas sim.fotografia-dg.

com este site você pode tanto aumentar seu nível de conhecimento na área como ter contato e conhecer pessoas no ramo. DG: Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? JÉSSICA: O Fotografia DG tem ajudado na formação e especialização de grandes profissionais. Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 235 de 249 . Abaixo.Suas referências na fotografia? JÉSSICA: James Nachtwey. estuda jornalismo e realiza algumas entrevistas no Fotografia DG. Eu sou prova que o Fotografia DG não só disponibiliza tudo isso. pesquisar e aprimorar seus conhecimentos. nascida em Piúma. cada um desenvolve uma técnica diferente. DG.Jéssica Tavares Jéssica Rodrigues Ramalho Tavares. com a fotógrafa Kisrty Micthell foi uma grande experiência que fez eu conhecer outro lado da fotografia e consequentemente para eu aprimorar meus conhecimentos na área. É interessante analisar como o mesmo objeto ou cena é vista e interpretada diferentemente por quem a faz e vê. faz de James Nachtwey. e a primeira entrevista que eu fiz. DG.O que considera essencial em uma fotografia? JÉSSICA: Sem dúvida o fotógrafo. uma pequena parte dos pensamento dessa jovem fotógrafa. tem um olhar diferente. afinal isso definirá a qualidade do seu trabalho. pela sua experiência como fotógrafo e por ter me mostrado como ser um verdadeiro fotojornalista. FOTOGRAFIA DG – Como e quando começou na fotografia? JÉSSICA TAVARES: Sou novata na fotografia. 20. O olhar do fotógrafo é o que torna a fotografia uma imagem interessante de ser apreciada. Nunca se canse de estudar. Um bom fotógrafo pesquisa.Qual o trabalho mais marcante até agora? JÉSSICA: Fotografia DG está me dando uma grande oportunidade para desenvolver o meu talento do curso que estou cursando na faculdade. como também incentiva a formação de novos profissionais.fotografia-dg. sua inspiração. Fotojornalista por essência. no Espírito Santo. DG. estuda e procura sempre aprimorar seus conhecimentos. estou fazendo cursos e estudando bastante para futuramente me tornar uma fotógrafa.

.. ficaria o tempo todo (mesmo com o cheiro dos químicos). FOTOGRAFIA DG .O que considera essencial em uma fotografia? ANNE: Vivacidade. A equipe era ótima. Anuário 2010 • Fotografia DG www. que me renderam trabalhos depois.fotografia-dg. conhecida como Anne. mas ultimamente tem tirado fotos de eventos. famílias e principalmente crianças. Se as aulas permitissem. mas nem todo mundo que entende de técnica fotográfica consegue emocionar. Fotografia precisa prender.. Amava ficar dentro do laboratório. ela é responsável pelas entrevistas com os fotógrafos brasileiros. um astral muito bom e além disse. Lógico que técnica é importante. é fotógrafa e jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). queria ficar na imprensa. Isso porque juntou a fotografia. e sempre que tinha trabalho na escola. responsável pelas fotografias. nem ser jornalista sem ser fotógrafa. amava (e ainda amo) ver as fotos dentro de jornais revista.Como e quando começou na fotografia? ANNELIZE TOZETTO: Não sei afirmar bem certo.. três coisas que eu gosto muito. Porém hoje acredito que eu fiz jornalismo porque eu amava fotografar (até porque não teria feito um curso no Centro Europeu). mas acredito que participar da equipe oficial de Fotógrafos do Festival de Curitiba de 2010 foi uma experiência espetacular. fiz muitos contatos. FOTOGRAFIA DG . precisa passar sentimento. FOTOGRAFIA DG . Porque eu cursava jornalismo e me apaixonei por fotografia no primeiro ano do curso.Annelize Tozetto Annelize Tozetto. Entre 2009 e 2010 cursou Fotografia pelo Centro Europeu – para aprender mais sobre a profissão. o jornalismo e o teatro. Espero poder repetir a experiência esse ano. Sua grande paixão é fotojornalismo. não consigo me ver sendo só fotógrafa sem ser jornalista.Qual o trabalho mais marcante até agora? ANNE: Tiveram vários. revelando os filmes e ampliando as imagens. Colaboradora do Fotografia DG.com Página 236 de 249 . Precisamos sempre estar conectados com o que iremos fotografar. Então.

. Henry-Cartier Bresson. Erika Verginelli.FOTOGRAFIA DG .Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? ANNE: Leiam. troquem informações. e aí por diante. Annie Leibovitz.Suas referências na fotografia? ANNE: Sebastião Salgado. troquem informações.fotografia-dg. pratiquem. leiam. Jorge Bispo. descansem. pratiquem. Walter Firmo. Ana Correa. aprendam. Tudo isso acabará refletindo na sua fotografia e na mensagem que você passa. Rodolpho Pajuaba. Anuário 2010 • Fotografia DG www. pratiquem. E estejam sempre abertos para novas experiências. pratiquem. Clicio Barroso. Evandro Teixeira. aprendam.com Página 237 de 249 . FOTOGRAFIA DG .. descanse.

O dia em que fotografei uma gestante. duas semanas antes do casamento. Fotografe o Ipiranga – tradicional bairro paulistano onde morava – e munido de uma simples Trip 35 de meu falecido sogro fotografei num final de tarde os Leões do Monumento do Ipiranga.Qual o trabalho mais marcante até agora? Cada pessoa. fiz as fotos e falei que entraria com ela se fosse preciso. segurando suas mãos: Cara. Minha ação. Segurei sua mão para descer do carro. 39. quando comecei a fotografar casamentos. Como disse cada trabalho tem sua própria história. Até hoje quando lembro me emociono.Tyto Neves O fotógrafo Tyto Neves. cada trabalho tem sua particularidade e. Obviamente não possuía recursos técnicos e práticos para tal feito. Ou a noiva que perdera o pai. não sei se vou conseguir‖ Esse casamento em particular foi muito emocionante.. mais de 13 anos depois pode ser visto na exposição ―Caminhos e Histórias‖ que atualmente percorre o estado de São Paulo. Anuário 2010 • Fotografia DG www. ―Tyto. A partir da aquisição desse equipamento. junto de você.que usava bengala – e antes de entrar me falou: ―Tyto. que pediu uma foto de sua barriga junto de um pingente. pode ser visto em meu vasto portfólio e brevemente em meu livro que será lançado esse ano. passei a consumir livros e cursos livres de fotografia.. a entrevista com Neves. estarei lá para segurar. e dei continuidade ao projeto das fotografia das rosas e a gerenciar as duas profissões.e com o dinheiro da venda da televisão. 2 . Caminhei passo a passo à sua frente..Ao término do trabalho fui pra casa e chorei muito. com o pai de uma noiva . é de São Paulo. estarei lá. Abaixo. cair. 1 . Agências de Imagens e tem estúdios em São Paulo e Nova Odessa (interior paulista). Além disse.fotografia-dg. Que era presente do pai da criança – que havia sido assassinado há pouco tempo. e quando tive vontade. Fui um dos precursores da nova geração do fotojornalismo social em São Paulo a partir do ano 2000. Fiquei sabendo de um concurso de bairro. sejam fotos para portfólio. E juntamente com minha equipe fotografei muitos casamentos durante anos.Como e quando começou na fotografia? Durante a faculdade de Arquitetura. pois sempre fotografei o que tive vontade. escreve periodicamente para o Fotografia DG. aulas. pois era de um grande amigo fotógrafo.Agora o resultado da mudança de profissão. Ainda durante a faculdade numa aula onde seria preciso pintar um quadro. O resultado do concurso foi uma TV de 29‖ – super lançamento na época . Enfim.. exposições. eu vou entrar com ela sem a bengala‖ Minha resposta: Se o Sr. minha proposta foi criar um quadro através da fotografia de rosas.. comecei a fotografar obras de amigos arquitetos/decoradores além das etapas de conclusão dos projetos do escritório de arquitetura onde trabalhava.Alguns Casamentos também foram marcantes. Uma das coisas mais difíceis em minha relação com a fotografia – é a seleção de fotografias.. até chegar o ponto necessário em optar por uma das duas. portanto sua própria história. É direitor da OXPHOTO. mas nasceu o desejo intimo em levar adiante o projeto de fotografar. consegui comprar minha primeira câmera reflex.com Página 238 de 249 . O resultado do projeto das rosas hoje.

3 .e a seu modo . vamos citar alguns nomes importantes no cenário Global: meu sócio Tomas Kolisch. Tendências são passageiras.Suas referências na fotografia? Confesso minha dificuldade em guardar nomes. gosto da luz e procuro entender como o fluxo de luz permeia o quadro. estude novamente e assim busque sua linguagem própria. Mas. Jorge Príncipe. pratique. Valter Firmo. Jonaz Chun. Manoel Guimarães. Marcos Andreoni. JR Duran. Helmut Newton.O que considera essencial em uma fotografia? Os itens mais básicos. Clicio Barroso. Drauzio Tuzzulo. Claudia Andujar. Sebastião Salgado. Thales Trigo. Vejo a foto. Marcio Scavoni. Gal Oppido. Diego Rousseaux. Anuário 2010 • Fotografia DG www.com Página 239 de 249 . Adriano Gambarini. 4 . Enio Leite. Juan Esteves. 5 . Klaus Mitteldorf. estude e pratique novamente. Claro Jonson. German Lorca. Quando pensar que ―sabe tudo‖ sobre a fotografia.fez parte de meu crescimento profissional.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? Pratique esporte!  Estude sempre. Nellie Solitrenik. Pedro Martinelli. Avedon. e que a meu ver. Cada um em sua especialidade . Annie Leibovitz. Danilo Russo. Rogério Ehrlich. Evandro Teixeira. a grande maioria parece estar esquecendo: Olhar + Regras de Composição + A busca da linguagem pessoal.fotografia-dg. Carrieri. Bob Wolfenson. Araquém Alcântara. Pepe Mélega. o caráter é permanente.

Suas referências na fotografia? NUNO: As minhas principais referências no mundo da fotografia são portuguesas: Joel Santos e Pedro Bento. DG . foram um incentivo muito grande para mim. DG . acreditando que posso sempre melhorar a cada dia que passa. um bate-papo com esse colaborador do Fotografia DG.Qual o trabalho mais marcante até agora? NUNO: A criação do projecto FOTONATURE no ano de 2007. Para mim é gratificante poder passar o meu conhecimento a outros fotógrafos que agora se iniciam. A partir desse momento e num processo essencialmente autodidacta. o fotógrafo Nuno Luís. Anuário 2010 • Fotografia DG www. DG . DG .fotografia-dg.com Página 240 de 249 . 36.O que considera essencial em uma fotografia? NUNO: Olhar para uma imagem e gostar! Independentemente se as regras básicas são ou não respeitadas. É sem dúvida uma mais-valia no panorama nacional. A compra da minha primeira SLR e o facto de ter conhecido dois ou 3 fotógrafos de paisagem. gosta de fotografar a natureza. uma vez que fotografia também é partilha de informação e conhecimento.Nuno Luís Com formação original em Análise de Sistemas de Informação. tenho vindo a evoluir e crescer no mundo da fotografia. Abaixo. FOTOGRAFIA DG . Para mim uma boa imagem é aquela que não me deixa indiferente.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? NUNO: Continuem a apoiar e a divulgar este grande projecto. São dois grandes fotógrafos e uma grande fonte de inspiração para mim.Como e quando começou na fotografia? NUNO LUÍS: A fotografia de forma mais a sério começou no ano de 2003.

e após bastante estudo e prática comecei a fotografar eventos. fotógrafa e publicitária. a junção da leitura da luz com a aplicação da técnica conveniente e a captação e expressão do contexto. Abaixo. DG . já estava em um dos trabalhos mais marcantes da carreira – feito em parceria com Organizações Não Governamentais (ONG‘s) de proteção animal. Anuário 2010 • Fotografia DG www. por meio de fotografias.fotografia-dg. Trabalho com fotografia há quase cinco anos.O que considera essencial em uma fotografia? MARIANA: O foco. no sentido literal. que tem como objetivo.com Página 241 de 249 . O potencial da fotografia nesse projeto me fascina muito. quando menos percebeu.Qual o trabalho mais marcante até agora? MARIANA: Um novo projeto iniciado no fim de dezembro de 2010 cedido a ONG´s de proteção animal e nomeado de Adoção Especial.Como e quando começou na fotografia? MARIANA SIMON: Comecei por curiosidade e hobby. que nasceu em São Paulo.Mariana Simon Começou a fotografar por hobby e curiosidade. FOTOGRAFIA DG . 23. e me faz cada vez mais procurar formas de ajudar através desse tipo de comunicação visual. transportando toda emoção da experiência. algumas curiosidades sobre Mariana Simon. DG . ajudar e incentivar a adoção de cães e gatos que necessitam de cuidados especiais. intitulado Adoção Especial.

surpreenda-se.com Página 242 de 249 . fotografe e coloque em prática todo esse acúmulo literário! Anuário 2010 • Fotografia DG www. Richard Avedon. textos. e por fim. Domine a fotografia e o equipamento. cursos. Ami Vitale. Diane Arbus. saiba aproveitar ao máximo.Suas referências na fotografia? MARIANA: Admiro muito o trabalho de Eugene Smith. workshops. Livros. Ansel Adams e Don McCullin. dicas.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? MARIANA: Explore sempre que puder. André Brito.DG . DG . para citar alguns. a internet facilitou muito a disponibilidade de conteúdo.fotografia-dg.

Sempre fui muito corajosa. de se erguer. comprei minha primeira DRSL. é publicitária (embora não atue na área). temos que tomar cuidado na hora de fotografar. só usando o tato. Me emociono com cada história contada de casal.fotografia-dg.Como e quando começou na fotografia? CAROL AVON: A fotografia sempre foi minha grande paixão. vi a real importância de tornar os momento eternos. mesmo porque ainda estou no começo. Nasceu em Palotina. DG. uma T1i (500D) da Canon e resolvi me jogar de vez. onde trabalha. interior do estado do Paraná. comprei o equipamento todo através de conselhos nos fóruns de fotografia.. aprendo. Porém.. estudem. e saía fotografando tudo. E quando já acharem que sabem tudo. esforço e sem medo de dar a cara à tapa. Saía oferecendo fotos de graça para os conhecidos. vejo o que cometi de erro.Qual o trabalho mais marcante até agora? CAROL: É difícil definir. abri meu estúdio. para poder ir aprendendo. e depois que meu primeiro filho nasceu. não significa nada. a testar contrastes. Era delicioso. FOTOGRAFIA DG . a sua paixão por fotografar e saber dosar a técnica com a sua emoção e com a emoção do momento.. seminova.. a revelar no escuro. e sempre vou levando para o próximo trabalho. não significa nada. estudem mais e mais e mais.com Página 243 de 249 . Há um ano. Márcia e Eduardo. E claro... por puro prazer.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? CAROL: Nunca desistam dos seus sonhos. litoral de Santa Catarina. DG. para Carol é a emoção porque sem ela. Sempre deve-se ter em mente o que o levou até ali. Além de fotógrafa. sem ter noção alguma também. Com cada um. A parte essencial de uma fotografia.. A técnica é muito importante e você deve conhecê-la. mas o importante é você manter o SEU FOCO! Com certeza você não estará sozinho! Nos vemos por aí!!!! Anuário 2010 • Fotografia DG www.. Comprei uma Nikon Coolpix 8800. Todos os trabalhos são marcantes e importantes. Depois de oito meses fotografando. porém.. Sejam corajosos e deem a cara a tapa. tenho várias.. DG ...O que considera essencial em uma fotografia? CAROL: A emoção! A fotografia pode ser perfeita pelo lado técnico. tenho muito para aprender. estudem. DG.Suas referências na fotografia? CAROL: Poxa. com cada gestante que tem seu bebezinho. Sempre gostei muito. Tudo o que aprendi foi na marra. Abaixo. É a melhor maneira de aprender. Aprendi a fotografar na faculdade com filme. A ampliar. O trabalho deles para mim soa como uma boa música para meus ouvidos (to parecendo minha mãe falando. Caídas e obstáculos sempre vão existir. estudem.Carol Avon O nome completo é Caroline Della Giustina Avon..... fixou morada em Itapema. Nunca tive uma oportunidade de ser uma assistente. Mas quem eu mais me inspiro é no casal. da "Doce Deleite fotografia". hehehe). a sua origem. o que acertei. com muito estudo. Mas ainda estou engatinhando. Vira só um papel com uma imagem que você vai desconhecer depois. Tem totalmente a dosagem certa de técnica e exalam emoção! O trabalho da Erika Verginelli também é maravilhoso. uma pequena entrevista com essa colaboradora do Fotografia DG.. Me inspiro muito nela.. A idade é 28. pois não fazia ideia alguma de como "ser" fotógrafa de verdade. por exemplo. mas se faltar a emoção. de como fazer uma sessão.

36. inicialmente no mercado de books e moda.Armando Vernaglia Ele começou no mercado com books e moda. ter espaço para a criatividade na composição. um pouco dos pensamentos de Vernaglia. e muito agradáveis também. a fotografia tem que possuir um desafio técnico.Como e quando começou na fotografia? ARMANDO VERNAGLIA: Comecei por volta de 1995. quem não gosta de fotografar um lugar lindo durante um voo de balão e ainda ser remunerado por isso? =^) DG. DG.fotografia-dg. Esse equilíbrio deve existir. DG: Qual o trabalho mais marcante até agora? VERNAGLIA: Não penso que eu tenha tido um trabalho em especial. neste caso tivemos que utilizar um balão. por ser mais silencioso para não assustar os animais das fazendas vizinhas.Suas referências na fotografia? Anuário 2010 • Fotografia DG www. com certeza gostarei de fazê-lo. as fotos que aprecio fazer são ao mesmo tempo tecnicamente desafiadoras e esteticamente encantadoras. Afinal. então o contato com professores que trabalhavam em agências de publicidade facilitou minha entrada nessa área. aprecio muito quando vejo outros fotógrafos em cujos trabalhos eu possa ver esse binômio técnica + estética. um dos colaboradores do Fotografia DG. Falamos do fotógrafo paulistano Armando Vernaglia Junior.com Página 244 de 249 . Abaixo. Para mim é isso. Aos poucos mudou para a fotografia publicitária. onde estou até hoje. na estética. que normalmente são feitas com um helicóptero. onde atua até hoje. mas ser bela e também permitir uma criação. Parte dessa opção se deve ao fato de que em 1996 ingressei na faculdade de Publicidade e Propaganda. ou outro na qual o contexto da criação fotográfica seja mais interessante e criativa. com isso a logística e a execução desse trabalho foram bem diferentes do usual. e mesmo que não seja um trabalho meu. e ao contrário de boa parte das fotos aéreas. sempre há algum trabalho que se destaca pela dificuldade técnica. mas logo me afastei desse mercado e dediquei-me ao mercado de fotografia publicitária. Um em especial talvez eu possa citar como um trabalho diferente. FOTOGRAFIA DG . necessitar de destreza e habilidade para ser feita.O que considera essencial em uma fotografia? VERNAGLIA: Uma mescla perfeita de técnica e estética. que foi uma série de fotografias aéreas de uma fazenda. se o trabalho for assim. algo muito marcante. mas tenho a sorte de estar há muitos anos nesse mercado e sempre com trabalhos diferentes e que me agradam de forma geral.

bela. Mas além disso.VERNAGLIA: Na fotografia só tenho um ídolo. o teatro. tem o binômio técnica e estética que citei antes. além de ser extremamente criativa por inserir um autor surrealista dentro de um contexto de imagem surrealista. tenha sua câmera sempre com você pois nunca sabemos quando uma cena interessante. gatos voam pelo cenário e água jorra pela cena. e cujos filmes tem uma fotografia simplesmente espetacular e que sempre trouxe grande influência para minha fotografia. DG . que é Philippe Halsman. para mim o maior cineasta de todos os tempos. meu outro grande ídolo é o cineasta Stanley Kubrick. autor da magnífica foto Dali Atomicus. a música.com Página 245 de 249 . a literatura. todas as artes são excelentes fontes de influência e conhecimento para a fotografia. Anuário 2010 • Fotografia DG www. olhem para as outras artes como a pintura. intrigante e uma bela luz estarão em nosso caminho. Fora isso. o cinema. não há boa fotografia sem estudo e prática constantes.fotografia-dg.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? VERNAGLIA: Estudem e fotografem. é uma cena impressionante. saiam um pouco da fotografia. um retrato espetacular do pintor Salvador Dali no qual ele aparece pulando.

É de arrebentar o coração de qualquer um. Desde então venho trabalhando exclusivamente com fotografia de casamentos e família. Nessa hora.acabei cedendo ao primeiro casamento de um amigo. Mas ao verificar a configuração. apesar do indicador na câmera informar que este estava correto.fotografia-dg. calado. uma rápida conversa com o fotógrafo. Mas um trabalho que faço junto a uma ONG da qual sou integrante deixou em mim uma marca pra sempre.com Página 246 de 249 . mas o problema continuava. mas eu não conseguia acertar o foco.Como e quando começou na fotografia? RENATO dPAULA: Comecei fotografando minhas viagens pelo mundo. Fiquei ali alguns minutos com aquela criança no colo. mas ele voltava a querer o colo. encostou-se em mim e me abraçou. Eu poderia ter esbarrado nesse controle e ter desconfigurado a nitidez. indicando que ele queria estar ainda mais perto de mim. Logo me lembrei do ajuste de dioptria. Tentei foco manual. de no máximo 3 anos. após me demitir de um emprego na área de internet a qual eu estava há 10 anos. A minha função era registrar. Após muito resistir a não entrar para a fotografia de casamento .Renato dPAULA Um dos fotógrafos de casamento mais conhecidos no Brasil chama-se Renato dPaula. Ele nasceu em São Paulo. agachei e abri minha mochila.e vi seu pequeno joelho se levantando em direção à minha perna dobrada. Alguns amigos pediam aquele tipo de fotografia que eu tirava em seus casamentos. FOTOGRAFIA DG. Tentei deixá-lo.Qual o trabalho mais marcante até agora? dPAULA: Sou fotógrafo de casamentos e poderia citar vários trabalhos que foram marcantes. ter alma e sentimento. tem 29 e sempre escreve artigos para o Fotografia DG. Alguma coisa estava errada e procurei nas configurações uma explicação. Fui convidado a fotografar em uma comunidade a qual eu passei a frequentar e lá desenvolvi minha fotografia e meu estilo. Há pouco mais de dois anos dedico meu tempo somente para fotografia. Num determinado instante fui registrar uma cena. Olhei para ele . mas o foco não acertava de jeito nenhum. o popular "grau" dos óculos. eu não queria mais estar como fotógrafo.até então eu estudava fotografia publicitária . Para minha Anuário 2010 • Fotografia DG www. Coloquei-o em meu colo e continuei a preparar a câmera e mostrando o que eu ia fazer com a câmera.não esqueço aquele rostinho . a fotografia deve contar uma história. por mais duro que seja. ela também estava correta. A seguir. Enquanto pegava a câmera fotográfica um menino pequeno. O fotômetro funcionava. então eu passava por todos os cantos tentando buscar cenas que marcassem. O momento do lanche foi para mim o mais emocionante. cheguei e fui logo preparar meu equipamento para começar a fotografar. Numa das visitas no orfanato. Para dPaula. Achei um cantinho para não atrapalhar ninguém. DG .

O que estava sem foco. Você nunca vai conseguir agradar a todos. Para o primeiro. De duas uma: ou quem viu suas fotos não gosta do seu estilo ou você ainda precisa estudar mais um pouco. Impossível não se emocionar. não desista. Vinicius Matos. A fotografia deve passar uma mensagem e ir além da busca pela plástica e estética.Suas referências na fotografia? dPAULA: Sebastião Salgado. DG . Na verdade o caminho mais seguro para seguir profissionalmente é aquele na qual fazemos o que gostamos. A fotografia tem que ter alma e sentimento. Crie seu estilo e encontre o seu mercado.com Página 247 de 249 .fotografia-dg. Emin Kuliyev. esse estudo deve ser constante e não termina nunca. não se preocupe. Muitos poderão dizer que não vale a pena e existem caminhos mais seguros. nitidez ou simplesmente embaçado. Na verdade. não desanime. DG . DG .surpresa. Trabalhar com o que se gosta é uma das receitas para o sucesso. ao olhar ao meu redor. Anuário 2010 • Fotografia DG www. profissional e pessoal. era minha visão.O que considera essencial em uma fotografia? dPAULA: A fotografia deve contar uma história. é uma questão de tempo.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? dPAULA: Se você algum dia for desencorajado a continuar na fotografia e esse for realmente o seu sonho. a falta de nitidez não era somente quando eu colocava o olho no visor da câmera. E se algum dia você ouvir que suas fotos não são boas. Liliya Gorlanova. Tudo parecia um pouco distorcido e desfocado. Robert Doisneau. Para esse último. Parei de fotografar por alguns instantes enquanto andava e olhava para cada um. num gesto de amor e carinho sem igual.

uma Nikon FM10.O que considera essencial em uma fotografia? GRILO: Na minha opinião uma boa fotografia tem que abranger a técnica e a arte.Qual o trabalho mais marcante até agora? GRILO: Até agora considero todos os trabalhos marcantes enquanto profissional. Anuário 2010 • Fotografia DG www. DG .fotografia-dg. mas não tenho nenhum como referencia. Abaixo.Suas referências na fotografia? GRILO: Admiro o trabalho dos mestres clássicos . com câmeras compactas. quando comprei a primeira câmera. DG . DG . Estamos falando de J Grilo. uma entrevista ping-pong com Grilo.Uma mensagem para o leitor do Fotografia DG? GRILO: Continuem a acompanhar este excelente lugar de partilha e conhecimento sobre a arte de fotografar. Natural do Porto. DG . 35.Como e quando começou na fotografia? J GRILO: Comecei na adolescência. usada.e alguns fotógrafos mais contemporâneos. Tento sempre conseguir um equilíbrio nas duas.com Página 248 de 249 . ele vive hoje em Marinha Grande. mas comecei a "fazer" fotografia depois de experimentar as SLR. DG . fotógrafo full-time. Antes já "tirava" fotografias.J Grilo Um dos poucos portugueses que escrevem para o Fotografia DG.

com Página 249 de 249 .Não deixe de visitar Anuário 2010 • Fotografia DG www.fotografia-dg.

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