You are on page 1of 63

Introdução

Apesar da humanidade utilizar de fluidos sob pressão há alguns séculos, foi somente a partir da Segunda Grande Guerra que o fluido passou a ter sua aplicação dentro dos ambientes industriais. As aplicações deram-se, com a indústria automobilística e o com a chamada "Automação Industrial". Para a execução de peças em série. Faziam-se necessariamente um grande número de operações repetitivas e a consequente redução de custos de mão-de-obra, pois como é sabido, ela reflecte directamente nos custos finais. A automação industrial por meio de fluidos sob pressão dividiu-se em dois grupos bem definidos que, apesar de similares com relação aos componentes que utilizam, e algumas vezes poderem ser encontrados compondo um mesmo equipamento, têm seus limites de operações basicamente em função das pressões de trabalho e das forças que são capazes de fornecer, além do custo é claro, que supera os 100% de diferença. Um primeiro grupo e certamente o de mais antiga aplicação pelo homem é o fluido hidráulico (fluido líquido sob pressão), e o segundo, é o fluido pneumático (fluido gasoso sob pressão). Vamos abordar o tema "AUTOMAÇÃO PNEUMÁTICA" de uma forma clara e bastante simples, por isso mesmo vamos deparar com um algum material ilustrado, tendo ainda ao final de cada capítulo uma lista de exercícios com os quais poderá verificar seu grau de entendimento. Buscou-se ainda, a utilização de exemplos práticos como a automatização de alguns dispositivos a fim de aproximar o formando o máximo possível da realidade industrial. O formando encontrará também no final tabelas e normas que vão auxiliá-lo na elaboração de seus projectos.

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático

Página 1

Conceitos e Princípios Básicos
1.1. Revisão de Conceitos 1.1.1. Automação e Automatismos O estudo que se dará em seguida principia com a distinção entre os vocábulos AUTOMAÇAO e AUTOMATISMOS, utilizados na indústria, porém ainda desconhecidos de um grande número de profissionais que os utilizam. Assim, os automatismos são os meios, os instrumentos, máquinas, processos de trabalho, ferramentas ou recursos capazes de potencializar, reduzir, ou até mesmo eliminar a acção humana dentro dum determinado processo produtivo, objectivando com isso, uma optimização e consequente melhoria de produtividade. Neste ponto é importante lembrar que uma diferença PRODUÇÃO e PRODUTIVIDADE.1 Já a AUTOMAÇÃO significa a dinâmica organizada dos AUTOMATISMOS, ou seja, suas associações de uma forma optimizada e direccionada à consecução dos objectivos do progresso humano. Portanto, não é, nunca foi e nunca será a mera substituição do elemento humano dentro do processo fabril, mas sim, um meio de garantir uma alta PRODUTIVIDADE com elevada eficiência e padrão de qualidade, permitindo com isso uma redução no custo final do produto, bem como sua disponibilidade em tempo relativamente menor e quantidades maiores. Os AUTOMATISMOS são classificados de duas formas, a saber:  AUTOMATISMOS de potência: destinados a potencializar a magnitude física ou mental à qual o elemento humano está sujeito, dentro do ambiente fabril, principalmente quando considerada sua exposição diária ao processo, perfazendo em media 40 horas semanais, reduzindo sensivelmente as possibilidades de fadiga física e/ou mental à qual estaria sujeito. AUTOMATISMOS de guia: são utilizados para guiar movimentos e posicionamentos precisos, como em alguns dispositivos de montagem ou operações de transformação mecânica, como, por exemplo, a maquinagem

Em verdade, um processo completo de automação compreende sempre, embora em proporções diversas e conforme a real necessidade, as duas classes de automatismos. Sabe-se também que automatizar um processo requer um estudo muito bem elaborado de custo envolvido e real benefício. É comum ainda nos tempos actuais, algumas empresas, ao exporem a seus profissionais a necessidade de que alguns processos devam ser automatizados objectivando com isso melhorias de produtividade, tê-los, sugerindo, ou mesmo implementando automatizações em todo e qualquer processo produtivo de sua empresa, sem muitas vezes ter procedido a um estudo profundo de viabilidade técnica, financeira e, principalmente, sem analisar com clareza a relação custo e real benefício. É sempre importante lembrar ao formando que conta muito menos automatizar totalmente uma operação simples que automatizar apenas parcialmente (uns 30 ou 50%) um processo complexo, e que resultaria em redução de tempo significativa frente à produtividade obtida ao longo de um dia de trabalho, bem como a consequente garantia de qualidade.

1

Produtividade é a medida da eficiência de uso dos diversos elementos da produção" (Centro de Produtividade Europeu). Resumidamente, produtividade é o resultado efectivamente útil obtido em relação ao que fora produzido (produção). Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 2

Não faz sentido investir em equipamentos ou mecanismos (automatismos) caros que, dentro do processo geral, não contribuam efectivamente com a produtividade, qualidade e, salvaguarda do elemento humano (quando se faz presente no processo), mesmo quando analisado a médio e longo prazos. Exceptuando, são claro, máquinas hoje existentes, comandadas pela mais alta tecnologia, e por isso de custos exorbitantes, mas que, porém, garantem à empresa padrão de qualidade e competitividade em níveis internacionais. 1.1.2. Fluido É qualquer substância capaz de escoar e assumir a forma do recipiente que a contém, (nesse caso o fluido em questão é o ar). 1.1.3. Pneumática Provém da raiz grega "PNEUMA", que significa fôlego, vento, sopro. Logo, pneumática é conceituada como sendo a matéria que trata dos movimentos e fenómenos dos gases. 1.1.4. Eletropneumática Ramo da pneumática que passa a utilizar a energia eléctrica CC ou CA como fonte de energia para o accionamento de válvulas direccionais, compondo as assim as chamadas eletroválvulas e válvulas proporcionais, energizando ainda sensores magnéticos de posicionamento, pressostatos, micro-switchs, etc. 1.1.5. Pneutrônica Vocábulo utilizado para indicar uma evolução da eletropneumática, em que a electrónica passa a ter uma aplicação muito maior, com controladores lógicos programáveis, sensores digitais, sistemas robotizados. Circuitos electrónicos complexos accionando e monitorizando os componentes pneumáticos. 1.1.6. Pressão Em termos de pneumática, define-se pressão como sendo a força exercida em função da compressão do ar em um recipiente, por unidade de área interna dele (figura 1.1). Sua unidade no S.l. é dada em N/m2 ou Pa (pascal), embora seja comum ainda a utilização de unidades como (atm, bar, kgf/mm2, Psi, etc.). 1.1.7. Pressão num Actuador Pneumático É a relação entre a força que se opõe ao movimento de extensão de um actuador e a secção transversal interna dele (área do pistão2). 1.2. Características e Vantagens da Pneumática Comparativamente à hidráulica, a pneumática é sem dúvida o elemento mais simples, de maior rendimento e de menor custo que pode ser utilizado na solução de muitos problemas de automatização. Fato este devido a uma série de características próprias de seu fluido de utilização, que no caso é o ar. Em seguida, serão apresentadas essas características.

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático

Página 3

2. 1. Este facto torna a pneumática um sistema excelente e eficiente para aplicação na indústria alimentícia e farmacêutica. 1. isto é. seus elementos de comando e acção são menos robustos e mais leves. podendo ser construídos em liga de alumínio. somente. quando a pressão cair a um determinado valor mínimo ajustado por um pressostato. 1. sendo da escala de zero ao máximo do elemento.2. não há risco de poluição ambiental. não existindo para esse caso a necessidade de linhas de retomo.2.2.000 rpm no caso de turbinas pneumáticas 1. permitindo um funcionamento seguro. Limpeza Uma vez que o fluido de utilização é o ar comprimido.1.4. Segurança O ar comprimido não apresenta perigos de explosão ou incêndio.2.3. mesmo em condições extremas.5.9. mangueira. em condições normais entre 1 e 2m/s. Transporte o ar comprimido é transportado por meio de tubagens. como é feito nos sistemas hidráulicos. 1. não sendo assim necessário que o compressor trabalhe continuamente.2.2. tornando seu custo relativamente menor.2.8.7. podendo atingir 10m/s no caso de cilindros especiais e 500. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 4 . 1. conforme a necessidade da aplicação. mas sim. mesmo ocorrendo eventuais vazamentos nos elementos mal vedados. em pneumática o ar é comprimido por um compressor e armazenado num reservatório. 1.2. Construção Uma vez que as pressões de trabalho são relativamente baixas quando comparadas à hidráulica. Quantidade o ar para ser comprimido existe em quantidades ilimitadas. portanto mais vantajoso.1. ou mesmo do reservatório de ar comprimido. tubulação. enquanto em hidráulica trabalha-se com pressões que chegam à ordem de 350 bar. Velocidade É um meio de trabalho que permite alta velocidade de descolamento. Temperatura Diferentemente do óleo que tem sua viscosidade afectada pela variação da temperatura. os elementos são regulados em velocidade e força. Regulação Não possuem escala de regulação.2. e mesmo que houvesse explosão por falha estrutural de um componente. Armazenagem Ao contrário da hidráulica em que durante o funcionamento do circuito faz-se necessário o contínuo trabalho da bomba (na maioria dos casos) para a circulação do fluido que se encontra armazenado num tanque anexo ao equipamento. a pressão do ar utilizado em pneumática é relativamente baixa (6 a 12bar). 1.6. o ar comprimento é insensível às oscilações desta.

preparação. Preparação A fim de que o sistema possa ter um excelente rendimento. custos de investimentos e manutenibilidade. ao efectuar um cálculo de rentabilidade real. os custos gerais acumulados.5.2. mas também de todos os gases. provoca um ruído relativamente alto.3. ao passar pela válvula comutadora. bem como uma prolongada vida útil de seus componentes. apesar de que nos dias de hoje. isto é. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 5 . o custo da energia empregada para desempenhar um dado trabalho é significantemente menor quando comparado aos salários. Rentabilidade da Pneumática O que fora exposto no parágrafo anterior (1. os elementos pneumáticos podem ser solicitados. distribuição e manutenção). eles podem ser considerados significativos. que impossibilita a utilização da pneumática com velocidades uniformes e constantes. ou mesmo da electrónica.3. pode levar o formando a pensar que a pneumática é uma energia caríssima. em carga. em controlo de servomotores para movimentos de precisão. na maioria dos casos. 1. conforme será visto mais adiante. Escape de Ar Sempre que o ar é expulso de dentro de um actuador. espalhando-se na atmosfera ambiente. 1. Força Considerando a pressão normal de trabalho nas redes pneumáticas industriais.4. Compressibilidade A compressibilidade é uma característica não apenas do ar. desta forma. chegar a forças de 48250 N (capacidade para erguer uma massa de 494kg) com actuador linear ISO de Dp = 320mm 1. este problema foi quase totalmente eliminado com o desenvolvimento e aplicação de silenciadores. o que é possível com a utilização de filtros e purgadores.1.5). 1.4. após seu movimento de expansão ou retracção. Entretanto. uso económico (6 bar).3.2.3. Isto quer dizer que diferentemente da hidráulica.3. Analisando então. verificar-se-á que. consideram-se além do custo da energia.3. 1. é possível. voltando a funcionar normalmente tão logo cesse a resistência.1.3. 1. com o uso directo de cilindros. sem sofrer qualquer dano. Desvantagens da Pneumática 1. o ar comprimido requer uma boa preparação da qualidade do ar. ou seja. contudo convém lembrar que. isento de impurezas e humidade.3. o custo da energia é em parte compensado pelos elementos de preços vantajosos e rentabilidade do equipamento. a pneumática não possibilita controlo de velocidade preciso e constante durante vários ciclos seguidos. até parar. Custos Quando levados em consideração os custos de implantação dentro de uma indústria (produção.10. Segurança contra Sobrecarga Diferentemente dos sistemas puramente mecânicos ou eletroeletrônicos.

Fixação dela por meio do avanço do actuador A. bem como o próprio retorno. etc.1 em seguida. é de extrema importância que ao instalar uma rede de pneumática numa indústria. A fim de podermos entender melhor o que representa esta perda em termos de rentabilidade. ligações de derivação. tubagens muitas vezes instaladas em locais em que há a acção corrosiva de vapores. quantidade de trabalho produzido por metro cúbico de ar (ciclos/m3). De ar para execução da tarefa. são necessários 0. um ciclo completo de trabalho que consiste em: 1. De acordo com diagrama de escape de ar (figura 1. quando analisados frente à rentabilidade. a uma pressão de trabalho de 6 kgf/cm 2 (=6bar). 2.4 em seguida. Por incrível que pareça. uma perda de ar equivalente a lm3/min. em que haverá com certeza diversos pontos de utilização. Retorno do actuador A (libertação da peça). engates rápidos. ou seja. portanto nada mais que a própria atmosfera de nosso planeta.3) apresentado em seguida. no sistema.. uma rede pneumática instalada em uma indústria. Execução da 2ª dobra por meio do actuador C que. e que ao longo de seus mais de 200m de tubagens.Entretanto. referentes aos cilindros pneumáticos do dispositivo.4 – Dispositivo de dobra. existissem pequenos orifícios de vazamento que somados totalizassem uma área de 20mm 2 (área equivalente a um furo de diâmetro 5mm). Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 6 . Imaginemos assim. A fim de tornar ao formando o exemplo mais real possível. tenha-se a certeza da inexistência de pontos de vazamento. que se dá quando os actuadores B e C estiverem finalmente em sua posição de repouso. Execução da 1ª dobra por meio do actuador B que se mantém distendido após finalização dela. pequenos vazamentos podem tem importância significativa em termos de custo.20311/Seg. Conforme visto na tabela. os dados que serão listados na tabela 1.1 – Dados dos actuadores pneumáticos do dispositivo . Colocação manual da chapa no dispositivo. provoca o retorno do actuador B. correspondem às dimensões reais necessárias a dobragem duma chapa de aço SAE 1010/1020 de dimensões (2mm x 100mm x 180mm). 4. 5. Figura 1. embora o fluido de utilização para o accionamento dos actuadores seja o ar. 3. cuja existência é abundante. ao finalizá-la. Tabela 1. Ou seja. isto representa. imaginemos um dispositivo pneumático de dobra. tal qual o representado na figura 1.

5.5. escolhida para tais casos em substituição à energia humana. mudando-a ao menor esforço (figura 1. comprimi-lo. ou seja.5.6 – Ar sendo insuflado em um recipiente com válvula de retenção. por isso. entretanto. com a injecção contínua no recipiente. limpo e altamente rentável. se tivermos um recipiente o qual possa ser hermeticamente fechado. Desta forma. serão estudadas em seguida as três propriedades físicas do ar que conferem à pneumática o status de meio de automatização de custo baixo.2. aumentando a quantidade deste dentro do volume físico. seria completamente anti produtivo e nada muito económico colocar um funcionário operador de máquina viradeira (operador de grande habilidade manual e com óptima técnica para ajustes da máquina) a dobrar peça a peça. Compressibilidade a Temperatura Constante (Isotermia) Como fora visto. é claro. não tem forma definida.Conclusão A análise do que fora exposto permite concluirmos o quanto é rentável a pneumática e como ela se adapta a serviços monótonos. e o dotarmos de um mecanismo que impeça a saída desse ar (válvula de retenção). cansativos e repetitivos. em quantidade. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 7 . 1. tanto quanto se deseje. Figura 1. o limite de segurança (resistência mecânica do compartimento). sendo. Em casos como este citado no exemplo.1. o ar expande-se ocupando totalmente o ambiente pelo qual circule. demonstrando assim a compressibilidade dos gases. Neste exemplo. as moléculas de ar começam a aproximar-se cada vez mais. o que lhe permite adquirir a forma do recipiente que o contém. Expansibilidade O ar. de custo relativamente mais baixo que o primeiro. Propriedades Físicas do Ar A título de uma melhor compreensão das vantagens da utilização da pneumática como meio de automação.5 – Expansibilidade do ar nas diversas formas pelas quais circula. o volume físico ocupado pelo ar permanece constante.5). 1. pode-se concluir que por meios mecânicos é possível levá-lo à condição oposta. poderemos insuflá-lo nesse recipiente. mais a pressão interna dele aumentará (figura 1. Quanto mais fluido for insuflado no recipiente. Figura 1.6). 1. Opta-se então por um dispositivo pneumático manual. mantendo. Assim. bem como todos os gases. que pode ser operado por um simples ajudante.

Entretanto. uma compressão isotérmica. 1. Lei de Gay-Lussac 1. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 8 . pela compressão do ar ali confinado.5. há a compressão do ar ali existente. a um terço de V1 Assim: Portanto. que será com certeza maior que P2 e P1. atingiremos o volume V3.10 apresenta um recipiente dotado de um manómetro e de um termómetro. a pressão em P2 permanece inalterada (constante  PI = P2). Admitindo para o efeito de raciocínio que a relação entre os volumes ali apresentados sejam: Ou seja. e V3. ao aplicarmos uma forca F sobre o êmbolo levando-o para metade de sua altura. Elasticidade É a propriedade que possibilita ao ar retomar a seu volume inicial. observar-se-á que o produto entre pressão e volume será sempre constante. Figura 1. atingiremos o volume V2 e consequentemente. a qual corresponderá uma pressão P3. Baixando-o novamente para posição equivalente a um terço de sua altura.1. O recipiente é então aquecido. uma pressão P2. se não houver nenhuma carga crescente aturando sobre o êmbolo. será igual. O que fora agora exemplificado pela figura 1.7 – Ar sendo comprimido por êmbolo em um recipiente com válvula de retenção. V2 equivalha a um meio de V1. isso quer dizer. 1. o quociente entre V1 e T1.A figura 1. 7 Demonstra esta mesma propriedade aplicada agora a uma quantidade fixa de ar. elevando assim a temperatura do gás e causando com isso uma expansão térmica dele.6.6.9 – Retorno do êmbolo à condição inicial cessada a força F (propriedade da elasticidade). assim como V2 e T2. Essa expansão resulta na elevação do êmbolo. Supondo que esse processo se desenvolva a uma temperatura constante. 7 Permite-nos tecer algumas considerações. uma vez cessado o esforço que o havia comprimido (figura 1. Transformação Isobárica A figura 1. Figura 1.9). há uma certa quantidade fixa de gás a uma temperatura T1 e pressão P1. No interior do recipiente. sob o êmbolo. resultando assim em uma redução de seu volume e consequente elevação da pressão. Desta forma. Quando o êmbolo é movimentado para baixo pela acção da força F.3.

entretanto. Figura 1. de palhetas. essas espécies podem ser assim classificadas. com consequente ganho de pressão. o volume eleva-se proporcionalmente ao aumento da temperatura. secadores e filtros.Como pode ser visto na figura (V1 <V2) e (T1 <T2). Introdução Como já fora visto. pois. isto é. um volume de controlo. portanto corresponde exactamente ao que se denomina.10 – Recipiente com gás submetido a uma variação de temperatura Produção e Distribuição do Ar Comprimido 2. Os compressores dinâmicos ou turbo compressores possuem dois órgãos principais: impelidor e difusor. que constituem o ciclo de funcionamento: inicialmente. Esse ar. pode haver algumas diferenças entre os ciclos de funcionamento das máquinas dessa espécie. O impelidor é um órgão rotativo munido de pás que transfere ao gás a energia recebida de um accionador. o escoamento estabelecido no impelidor é recebido por um órgão fixo denominado difusor. já a de qualidade utiliza-se de recursos como purgadores. T). Num quadro geral (figura 2. Essa transferência de energia se faz em parte na forma cinética e em outra parte na forma de entalpia. Os compressores de maior uso na indústria são os alternativos. Trata-se. a câmara é aberta e o gás libertado para consumo. Na operação dessas máquinas podem ser identificadas diversas fases. a elevação de pressão é conseguida com a redução do volume ocupado pelo gás.1 – Quadro geral de compressores industriais . A condição de pressão adequada é conseguida com a utilização de compressores. centrífugos e axiais. Os compressores dinâmicos efectuam o processo de compressão de maneira contínua. de acordo com o princípio conceptivo: Figura 2. Ou seja. em termodinâmica. sem qualquer contacto com a sucção e a descarga. que então é cerrada e sofre redução de volume. em função das características específicas de cada uma. para essa condição de pressão constante verifica-se a existência de uma relação entre as variáveis de estado (V. Conforme iremos constatar logo adiante. Finalmente. a pneumática utiliza-se do ar como fonte de energia para o accionamento de seus automatismos. uma certa quantidade de gás é admitida no interior de uma câmara de compressão. cuja função é promover a transformação da energia cinética do gás em entalpia. São elas: pressão adequada e qualidade (isenção de impurezas e humidade). no qual a compressão propriamente dita é efectuada em sistema fechado.1).1. de parafusos. de lóbulos. de um processo intermitente. os quais serão abordados mais adiante. Dois são os princípios conceptivos em que se fundamentam todas as espécies de compressores de uso industrial: volumétrico e dinâmico. Posteriormente. Nos compressores volumétricos ou de deslocamento positivo. necessita ser colocado em determinadas condições apropriadas para sua utilização. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 9 .

como. quando do dimensionamento.1. e se mantém fechado em caso contrário. por exemplo. Com isso temos as etapas do ciclo de funcionamento do compressor mostradas na figura 2. pois um aumento na central de compressão “à posteriori" torna-se muito caro.3. como mostra a figura em seguida. Compressores Alternativos Esse tipo de máquina utiliza-se de um sistema biela manivela para converter o movimento rotativo de um eixo no movimento translacional de um pistão ou êmbolo. e se mantém fechado na situação inversa. Processo de aceleração de massa (fluxo) – compressores dinâmicos. mesmo reconhecendo que outros podem ser eventualmente encontrados em aplicações industriais. possibilitando assim sua distribuição de forma igualitária e sem perdas significativas.2 – Princípio funcional do compressor por redução de volume (alternativo). 2. Processo de redução de volume (compressores alternativos). centrífugos e axiais. O obturador da válvula de sucção se abre para dentro do cilindro quando a pressão na tubulação de sucção supera a pressão interna do cilindro. Figura 2. a válvula de sucção se fecha e o gás é comprimido até que a pressão interna do cilindro seja suficiente para promover a abertura da válvula de descarga. Processos de Compressão do Ar Limitar-nos-emos. comparando as pressões internas e externa ao cilindro.3 em seguida: Na etapa de admissão o pistão movimenta-se em sentido contrário ao cabeçote.2. existem dois processos de compressão de ar utilizados em compressores: 1. O tipo de compressor a ser empregado é função da pressão de trabalho e volume. a focalizar esses compressores.2 e 2. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 10 . estabelecendo um ciclo de operação. O obturador da válvula de descarga se abre para fora do cilindro quando a pressão interna supera a pressão na tubulação de descarga. neste texto. fazendo com que haja uma tendência de depressão no interior do cilindro que propicia a abertura da válvula de sucção. O gás é então aspirado. 2.2. Examinemos as figuras 2. Basicamente. é sempre importante. os mais empregados em processamento industrial. o pistão efe tua um percurso de ida e outro de vinda na direcção do cabeçote. Dessa maneira. que são interligados por meio de uma rede tubular. Seu princípio funcional é de entendimento relativamente simples. No projecto de uma central de compressão. que funciona como um diafragma. a cada rotação do accionador. sem dúvida. normalmente são previstos compressores com grandes reservatórios a fim de atender à grande demanda de automatismos em diversos pontos. 2. Isso caracteriza a etapa de compressão. os compressores de anel líquido e de diafragma. O funcionamento de um compressor alternativo está intimamente associado ao comportamento das válvulas. que são.Nas aplicações industriais. Elas possuem um elemento móvel denominado obturador. considerar a possibilidade e necessidade de uma futura ampliação e aquisição de novos equipamentos pneumáticos. Especial atenção será dispensada aos compressores alternativos. Ao inverter o sentido de movimentação do pistão.

e precede a etapa de admissão de um novo ciclo. mas a de admissão só se abrirá quando a pressão interna cair o suficiente para o permitir. compreendido entre o cabeçote e o pistão no ponto final do deslocamento deste. Ocorre.4). Tabela 2. Observações Nos compressores de mais de um estágio.4 – Compressor de dois estágios – O ar sugado sofre dupla compressão. o compressor alternativo aspira e descarrega o gás. Pressão Nº de Estágios Até 400 Kpa (4bar) De 400 a 1500 Kpa (15bar) De 1500 a 15000 Kpa (150bar) 1 2 3 ou mais Figura 2. devido ao funcionamento automático das válvulas. porém.1 em seguida. três ou mais estágios (figura 2. há naturalmente uma certa diferença entre as pressões interna e externa ao cilindro durante a aspiração e a descarga.1 – Relação Pressão x Nº de Estágios para compressores. a movimentação do pistão faz com que o gás seja expulso do interior do cilindro. Figura 2. a válvula de descarga se fecha.2 e 2. dada a elevação da temperatura do ar em virtude das sucessivas compressões Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 11 . (Em termos reais. respectivamente. faz-se necessário o uso de sistema de refrigeração intermediário. nas pressões instantaneamente reinantes na tubulação de sucção e na tubulação de descarga. quando há necessidade de pressões mais altas. apropriado para pressões até 4 bar.3 – Ciclo dum compressor alternativo Podemos concluir então que. faz com que a pressão no interior do cilindro não caía instantaneamente quando se inicia o curso de retorno. Essa etapa. em função da perda de carga no escoamento). como pode ser visto na tabela 2. Essa situação corresponde à etapa de descarga e dura até que o pistão encerre o seu movimento no sentido do cabeçote. Nesse momento. que nem todo o gás anteriormente comprimido é expulso do cilindro.Quando a válvula de descarga se abre.3 exemplificam um compressor de um único estágio. recorre-se a compressores de dois. em que as duas válvulas estão bloqueadas e o pistão se movimenta em sentido inverso ao do cabeçote. se denomina etapa de expansão. As figuras 2. Entretanto. A existência de um espaço morto ou volume morto.

conforme mostra a figura 2.5 – Admissão e descarga em um compressor de dupla acção 2.2.2. Quando o rotor gira.7. pois em um ciclo (descida e subida do êmbolo). conforme é mostrado no detalhe da figura 2. uma relação de compressão interna fixa para a máquina. a pressão do gás no momento em que é aberta a comunicação com a descarga pode ser diferente da pressão reinante nessa região. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 12 . podemos notar que. Dessa forma. apresentam maior eficiência. Esse tambor possui rasgos radiais que se prolongam por todo o seu comprimento e nos quais são inseridas palhetas rectangulares. Compressores Rotativos São compressores que por meio de movimentos rotacionais de elementos internos promovem. O equilíbrio é. 2. três ou mais estágios.1. ser de dois. a sucção e compressão do ar até que ele atinja a pressão de utilização. no entanto. Compressor de Simples Acção Os compressores de um ou vários estágios.6 – Compressor de palhetas (detalhe em corte frontal). citados e exemplificados anteriormente. em função da natureza do gás e das trocas térmicas.1. define. estes. Assim. de forma directa. Podem ainda. Figura 2. Estão subdivididos em três grupos: 1 compressores de palhetas. Compressor de Dupla Acção Diferentemente dos compressores de simples acção. A variação do volume contido entre duas palhetas vizinhas. 3 compressores de lóbulos (Roots). devido à excentricidade do rotor e às posições das aberturas de aspiração e descarga. 2 compressores de parafuso.2.1. como os anteriores. Essa denominação é dada em função de obterem a compressão do ar somente quando o êmbolo realiza seu movimento ascendente.1.5).2.2. 2. O gás penetra pela abertura de aspiração e ocupa os espaços definidos entre as palhetas.2. são compressores de simples acção. os compressores de dupla acção possibilitam a compressão do ar em ambos os sentidos de deslocamento do êmbolo.6 em seguida. média e altas pressões. Novamente observando a figura.2. Figura 2. comprimem maior volume de ar por unidade de tempo (figura 2. verifica-se que comparativamente aos anteriores. com elevada eficiência em baixa. Compressor de Palhetas o compressor de palhetas possui um rotor ou tambor central que gira excentricamente em relação à carcaça. desde o fim da admissão até o início da descarga.2. quase instantaneamente atingido e o gás descarregado. as palhetas deslocam-se radialmente sob a acção da força centrífuga e se mantêm em contacto com a carcaça. os espaços constituídos entre as palhetas vão se reduzindo de modo a provocar a compressão progressiva do gás.

8. é desnecessário o uso de lubrificantes. 2. Finalmente. O gás penetra pela abertura de aspiração e ocupa os intervalos entre os filetes dos rotores. fornecendo. A figura 2. A partir do momento em que há o engrenamento de um determinado filete. a fim de evitar que ele funcione como um motor ao ser desligado. é recomendada a instalação de uma válvula de retenção na tubulação de descarga. ar livre de pulsação. Entretanto. mantendo entre si uma condição de engrenamento.3. quando o rotor é tangente ao estrator. Compressor de Lóbulos (Tipo Roots) É constituído por um cilindro (carcaça) e dois rotores descentrados.Figura 2. A rotação faz então com que o ponto de engrenamento vá se deslocando para frente. podendo ser diferente da relação entre as pressões do sistema.10 – Compressor de lóbulos.9: Figura 2. é a1cançada a abertura de descarga. Este tipo de compressor possui a vantagem do funcionamento contínuo e uniforme.2. ou seja. Figura 2.2. conforme mostra a figura 2.10 mostra o funcionamento. diametralmente opostas. Pode também ter sua vazão modificada através de uma regulação da excentricidade do rotor. Os parafusos geralmente possuem movimentos sincronizados através de engrenagens e não havendo contacto metálico entre eles. e o gás é libertado. tal como indica a figura 2. A máxima vazão ocorre para a máxima excentricidade.8 – Compressor de parafuso. Figura 2.2. 2.7 – Detalhe do rotor. Com isso o ar fornecido não apresenta resíduos de óleo. a fim de que sejam constantemente tangentes ao cilindro (carcaça) e tangentes entre si.2. reduzindo o espaço disponível para o gás e provocando a sua compressão. desenhados com precisão. A relação de compressão interna do compressor de parafusos depende da geometria da máquina e da natureza do gás. A ligação do compressor com o sistema se faz através das aberturas de sucção e descarga. portanto. o gás nele contido fica encerrado entre o rotor e as paredes da carcaça.2. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 13 . Compressor de Parafuso Esse tipo de compressor possui dois rotores em forma de parafusos que giram em sentido contrário.9 – Compressor de parafuso (detalhe lateral).

p. desde que haja diminuição do volume das cavidades cinzas.) e uma vazão muito grande. Compressor Radial (Centrífugo) É constituído por uma sucessão de rodas e pás colocadas em série sobre o mesmo eixo (figuras 2.3. desta forma.2.1. mas uma pressão de descarga pequena (20N/cm2=2bar). Esses equipamentos têm alta rotação (6000r.12 – Compressor centrífugo (detalhe interno).2. Passa depois pelo difusor dentro do qual tem sua velocidade reduzida e sua pressão aumentada. Figura 2. Figura 2. o ar.  Fase A: Aspiração. Compressor Axial (Turbo compressor) Nesse compressor. O ar é então submetido. por uma série de lâminas (hélices) rotativas. medidores de fluxo e bombas de vácuo.2. Passa depois ao colector para então ir à segunda roda dentro da qual será submetido à nova centrifugação.11 – Detalhe interno de um turbo compressor axial. 2. Processo de Aceleração de Massa (Compressores Dinâmicos) 2.  Fase B: O ar (cinza) permanece na pressão atmosférica desde que as cavidades não estejam modificando seus volumes.3.2.  Fase C: Compressão.12 e 2.3. desde que haja a comunicação das cavidades cinzas com abertura de descarga.13).m. a um aumento progressivo de pressão desde a aspiração até a descarga.  Fase D: Descarga do ar. ao ser admitido. mas as pressões atingidas são menores (40N/cm2=4bar). ao longo do eixo. Por isso. As vazões são maiores que a dos compressores alternativos a pistão. O ar entrando pela tubulação de aspiração passa pela primeira roda dentro da qual é centrifugado e sua velocidade aumenta. pois a cavidade cinza está em comunicação com a atmosfera.As partes em cinza mostram o ar em diferentes fases. apesar da rotação. 2.13 – Compressor centrífugo (vista em corte parcial). Figura 2. são comumente empregados em sistemas de transporte. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 14 . é acelerado axialmente.

Volume de Ar Fornecido Define-se com sendo a quantidade total em m 3 de ar que pode ser fornecida pelo compressor. classificando-se assim em dois níveis: 2.3.2. a pressão com a qual o ar se encontra armazenado no reservatório. Volume Teórico É definido por meio de equacionando o produto do volume cilíndrico pelo número de rotações do compressor. porém.3.2.1. 2. pois na prática deve-se considerar o rendimento do compressor. normalmente um conjunto "LUBRIFIL" (conjunto de válvula redutora de pressão com manómetro e Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 15 .3. 2. 2.3. seu uso direito nos automatismos é desaconselhado devido às frequentes flutuações por causa da temperatura.2. Entretanto.2. Pressão de Trabalho É a pressão necessária ao accionamento dos diversos automatismos e que pelo motivo exposto anteriormente deve ser menor que a pressão de regime. portanto.2. Pressão de Regime É a pressão efectiva fornecida pelo compressor e que se distribui por toda a linha. Volume Efectivo É o valor que efectivamente será utilizado (necessário) para o accionamento e comando dos diversos automatismos pneumáticos.2.3. Esse dado.1. 2. quando em actividade máxima.1. pode ser ainda definido de forma teórica ou efectiva. Entretanto. Pressão Esta característica é de extrema importância. alimentando todos os pontos de utilização. É. Características Importantes na Escolha dum Compressor As seguintes características devem ser sempre observadas quando procedemos à escolha dum compressor:  Volume de ar fornecido  Volume teórico  Volume efectivo  Pressão  Pressão de regime  Pressão de trabalho  Accionamento  Motor eléctrico  Motor a explosão  Sistema de regulação  Regulação por descarga  Regulação por fechamento  Regulação por garras  Regulação por rotação  Regulação intermitente 2. que varia de acordo com o tipo de compressor.1. Essa redução é possibilitada com a utilização de uma válvula redutora de pressão. não é de grande importância. Seu valor está em função da eficiência volumétrica dos compressores (rendimento).3. pois é responsável pela força desenvolvida pelos actuadores.3.1.

5hp) para compressores de uso doméstico. diferentes formas de regulação que operam entre valores preestabelecidos.2.3. Figura 2.3. Desta forma. Accionamento o accionamento de compressores pode ser feito basicamente por motor eléctrico ou por motor a explosão (gasolina ou diesel).3. Com motores que vão de baixas potências (0. além de reduzir a pressão.1.3. Somente quando a pressão da rede cair ao seu valor mínimo. 2. suponhamos ser esta de 9kgf/cm2. ou seja. 2. é possível mantê-la sempre constante e com isso as forças e velocidades desenvolvidas pelos automatismos podem ser garantidas durante os processos.3. é que a válvula será totalmente fechada.Accionamento a motor eléctrico (compressor alternativo). até grandes potências. A escolha é dada em função da necessidade. descarregando para atmosfera o ar comprimido produzido.3.16).3. ou seja. Este sistema também. quando. 2. Accionamento por Motor Eléctrico Este tipo de accionamento é o mais comum aplicado aos compressores de uso nas indústrias e oficinas. É comum. cobre uma vasta área de configurações. Figura 2.4. uma válvula reguladora de pressão do tipo alívio é accionada. Sistema de Regulação Dado que o consumo de ar pelos diversos automatismos não se faz sempre constante. enquanto a pressão de regime gira em tomo de 7 a 8 kgf/cm2. Regulação por Descarga Neste sistema. é necessário então combinar o volume fornecido pelo compressor com a real demanda. Figura 2.lubrificador). adoptar como pressão de trabalho de 6kgf/cm2 (pressão considerada como sendo a económica). são destacados em seguida os sistemas de regulação mais frequentemente encontrados. permitindo o restabelecimento da pressão normal (figura 2. desde de pequenas potências (para pequenos compressores . são utilizadas. Dessa forma. 2. 2.3. 6kgf/cm2. mantêm o sistema operando entre uma pressão máxima e mínima.figura 2. podendo chegar até 12kgf/cm2. assim como o anterior. durante o funcionamento do compressor. Accionamento por Motor a Explosão Sistema adoptado em situações em que há necessidade de um compressor de ar em regiões pouco favorecidas por rede eléctrica. na indústria. ou mesmo por questões económicas de racionamento em que o abastecimento eléctrico se limite a certo número de horas diárias. Assim.1.15 – Accionamento por motor a explosão (compressor alternativo). é atingida a pressão máxima que fora na regulação preestabelecida.4. a grandes potências (750hp) para uso industrial com grandes reservatórios.15).16 – Sistema de regulação por válvula de descarga Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 16 . conforme o modelo de compressor.14 . ambiente em que ele será instalado. em que são utilizados grandes motores diesel.

promove o desligamento de uma chave contadora (figura 2.18 – Sistema de regulação intermitente Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 17 . e assim permanecerá até que a pressão do compressor caía ao nível inferior preestabelecido. porém. é utilizado uma válvula de 1/2 (uma via e duas posições com retorno por mola).2. quando então a válvula volta a abrir (figura 2. A mola. reactivando o funcionamento do motor. reiniciando o ciclo. o ar passa a ser devolvido ao ambiente.4. Regulação por Garras Neste sistema de regulação.17). 2. É normalmente aplicada a compressores de pequeno porte e dependendo da frequência em que as comutações ocorrem.3. em lugar da válvula reguladora de pressão. um mecanismo do tipo garra é accionado sempre que a pressão do ar atinge um valor predeterminado.3. permitindo que o consumo da rede faça com que o ar armazenado recaia até um nível mínimo predeterminado e o motor retome ao seu giro normal. Regulação Intermitente Trata-se de um sistema de regulação aplicado ao accionamento de compressores por motor eléctrico.4. toma-se necessária a utilização de grandes reservatórios. Desse modo.4. 2.3. o pressostato desliga-se. é seleccionada de forma que permita a comutação da válvula somente quando é atingida uma pressão máxima (pressão de fechamento). repetindo-se assim o ciclo continuamente.17 – Sistema de regulação por válvula de fechamento. 2. programada no pressostato.2. ele. e ao ser atingida uma pressão máxima admissível. o volume de ar a ser comprimido por unidade de tempo torna-se sensivelmente reduzido. Regulação por Fechamento Este tipo de regulação parte de uma configuração semelhante à anterior. quando atingida uma pressão máxima predeterminada há uma desaceleração do motor. Neste sistema. Somente após ter a pressão do reservatório retomado a um valor mínimo de desactivação do mecanismo é que retoma o reabastecimento normal do reservatório.4. Após a pressão de rede recair aos valores mínimos predeterminados. durante a fase de compressão. Desse modo. a alimentação do compressor é interrompida.18).3. a aspiração de ar. Figura 2.5. reduzindo assim sensivelmente seu número de giros e.4. consequentemente. Figura 2.3. Um pressostato é ligado à rede de alimentação do motor. Regulação por Rotação Aplicada especificamente a compressores accionados por motores de combustão interna. entretanto. mantendo a válvula de admissão aberta e com isso.

com relação ao diâmetro das tubagens.20). ou se apenas por alguns sectores. Refrigeração da Central Normalmente. Implantação da Rede de Distribuição Antes de proceder ao dimensionamento da rede. etc. com recirculação de amónia. Em função dessas respostas. sendo controlados por termóstato. tratamento do ar.21).4. em conjunto com o fluxo de ar livre dentro do ambiente da central. A central geradora deve ainda estar bem nivelada e com fácil acesso para manutenção quando se fizer necessária. na indústria. poder-se-á definir entre uma rede de circuito aberto (figura 2.4. porém climatizada com o uso de coolers fixos ao teto.4. ou uma rede de circuito fechado (figura 2.4. Distribuição do Ar Comprimido A instalação de uma rede de ar comprimido não apenas em nível industrial. em que a temperatura possa.. requer determinados cuidados que vão desde de a localização da central geradora (compressores). aconselha-se a utilização de um sistema de ventilação apropriado. sistema de arrefecimento (quando necessário). é necessário. e ainda. Localização da Central Geradora É comum. estabelecer por quais pontos da área de trabalho da empresa deverá passar a rede. o próprio aletamento existente no compressor. delimitar uma área física externa à fábrica. Isenta de poeira e com livre fluxo de ar. Dependendo ainda da potência do compressor ou compressores e dos picos de temperatura nas épocas mais quentes do ano. é o suficiente para propiciar uma boa dissipação térmica que se origina do atrito do ar quando comprimido dentro da câmara. dimensionamento da rede. um sistema de refrigeração a água recirculação. com potências superiores a 40hp. e quantos pontos de alimentação deverão existir. com ventiladores industriais.20 – Rede de circuito aberto Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 18 . perdas de carga. tratamento do ar e identificação conforme normas.2. em se tratando de compressores mais potentes. com as paredes isoladas termicamente.1. Figura 2. manter-se o mais estável possível em cerca de 20 a 25°C. 2. porém anexa a ela.1. sistemas de montagem e fixação da rede. 2. mas para qualquer que seja a utilização. para pequenas centrais de ar comprimido. se necessário. durante todo o ano.2. a central pode ser totalmente fechada. como os sistemas usados em câmaras frigoríficas. Se por todos.1. Figura 2.19 – Exemplo de localização de central geradora 2. sendo devidamente coberta e protegida. Entretanto.

Essa inclinação facilita o recolhimento de eventuais condensações e impurezas ao longo da tubulação. é aconselhável que em cada ponto de tomada seja instalada uma válvula registro.4.22 – Fixação da tubulação principal da rede nas colunas. pendurais.A rede de circuito aberto.23 – Elementos componentes de uma rede pneumática Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 19 . A inclinação recomendada deve ficar entre 0. facilitando a instalação de novos pontos de consumo ainda não previstos.  A linha principal (tronco). sendo fixadas às paredes.  A tubulação secundária deve possuir uma determinada inclinação no sentido do fluxo.20.21 é o mais comum ente utilizado pela maioria das indústrias. é indicada geralmente quando se deseja abastecer pontos isolados ou distantes.23 apresenta esquematicamente um trecho de uma rede pneumática identificando seus elementos componentes. 2. bem como possibilita que todos os pontos sejam alimentados de modo uniforme. 2.21 – Rede de circuito fechado Independente de qual dos sistemas de rede for adoptado. Já o sistema de rede de circuito fechado apresentado na figura 2.22). tubulação secundária e linha de alimentação. etc. podem ser confeccionadas em tubo de aço galvanizado ou preto (ASTM A 120 SCHEDULE 40). cantoneiras. Fixação da Tubulação Principal (Linha Tronco) As redes de distribuição pneumáticas normalmente são aéreas. pois se distribui por toda a extensão da fábrica. permitindo assim que a tomada em manutenção seja isolada da rede.3. impossibilitando com isso uma alimentação uniforme em todos os pontos.4.3. como tirantes. Elementos de Composição da Rede A figura 2. (figura 2. uma vez que o ar flúi nos dois sentidos. b) por grampo. a) Por pendurais.4. de forma a facilitar a manutenção. Elementos de Montagem e Fixação da Rede 2. Figura 2. Figura 2. vigas ou ao forro por meio de ferragens apropriadas.2.5 a 2% do comprimento recto do tubo. conforme mostrada na figura 2.1. Figura 2.3. o ar flúi numa única direcção. evitando deste modo seu desligamento geral. Nesse tipo de rede.

 A unidade de conservação pneumática LUBRIFIL tem por função filtrar e lubrificar o ar. bem como. necessitando assim passar por um resfriador (1).24. Esse condensado precisa então ser recolhido a fim de evitar a danificação dos vários automatismos pneumáticos. a fim de levar-lhe a condição apropriada ao armazenamento no reservatório (10). Figura 2. sem com isso necessitar o desligamento de toda a linha secundária e afectar os outros equipamentos a ela conectados. o ar que por ela circula sofre o efeito de condensação. em função da diferença de pressão e temperatura. Entretanto. Figura 2.26 – Central de tratamento e armazenamento do ar comprimido. além de possibilitar a regulação da pressão de alimentação necessária ao accionamento do automatismo. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 20 . toda a rede pneumática deve ser pintada em azul.23 e 2.25. uma condensação de pequena parte do ar.5PB 4/10 do sistema Munsell. 2. O ar então.26 representa esquematicamente o desenho de uma central completa de tratamento e armazenamento do ar comprimido. tem sua temperatura elevada em função dos atritos. que será separada no separador de condensados (13) e posteriormente eliminada pelo purgador (4).4. o ar atmosférico é aspirado pelo compressor. também. Tratamento do Ar Comprimido No processo de geração do ar comprido. após a compressão.  Em conformidade com o boletim NB-54/80 da ABNT.25 – Purgador instalado ao final da linha vertical de alimentação. é conveniente. como já fora visto. A figura 2. Essa passagem através do resfriador (2) provoca. a uma temperatura superior à de armazenamento. figuras 2. ao tratamento do ar que deixa o reservatório. comprimido e comumente armazenado em um reservatório. sendo em tonalidade de acordo com a classificação 2. proceder a um tratamento desse ar. A linha de alimentação de cada equipamento deve sair pela parte superior da linha secundária e ser munida de um registro para que possibilite a manutenção da unidade de conservação pneumática LUBRIFIL ou do dreno.4.23 e 2. antes do armazenamento.24 – Unidade de conservação pneumática LUBRIFIL. Figura 2.  Devido às variações de temperatura ambiente ao longo do ano agindo sobre a tubulação da rede. Para isso é recomendada a utilização de purgadores instalados ao final das linhas verticais de alimentação – figuras 2.

devendo assim ser elimina pelos purgadores.5 a partir de 500m) até o consumidor. Desse modo. em função de diferenças de temperatura e pressão.  Número de pontos de estrangulamento. seguindo para a linha tronco (8) somente o ar seco.6. No caso das linhas secundárias.23. divide-se o volume de ar corrente pelo número de linhas secundárias. e procede-se ao cálculo. devem ser considerados os seguintes itens:  Volume de ar corrente (vazão). e o restante passará pelo secador (6). "retidas". ajustando também a valor da variável comprimento (Lt). havendo assim a necessidade de uma secagem prévia em um secador (6). Figura 2. parte do ar que não contenha partículas d'água seguirá pelo Bypass (9) alimentando a linha tronco (8).5. é necessário já estimar um possível aumento de demanda ao longo dos anos. sendo todas de mesmo comprimento. conforme fora visto na figura 2.28 em seguida. o ar pode ser utilizado quando for conveniente.1. principalmente durante os meses de Inverno. de forma que ela possa atender à pressão e vazão necessárias aos diversos pontos de alimentação que se distribuirão por dentro da fábrica. é necessária a utilização de purgadores nas linhas de alimentação dos automatismos.3 a 0. 2.  Comprimento total da linha tronco. são os seguintes:  Comprimento de tubulação linear (cada linha)  Perda de carga admitida  Pressão de regime  Volume de ar corrente total na fábrica  Aumento de capacidade prevista nos próximos 10 anos São dez linhas secundárias de igual comprimento.  Queda de pressão admissível. isso porque a acção da variação da temperatura ambiente (diferença de temperatura e pressão entre ambiente e reservatório) coloca o ar em uma condição húmida.27 – Rede pneumática Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 21 .  Pressão de regime.6. Esse dimensionamento deve considerar uma queda de pressão de 0. Dimensionamento das Linhas Secundária e de Alimentação O dimensionamento das linhas secundárias e de alimentação pode ser feito aplicando a mesma equação 2. pequena condensação.Uma vez armazenado no reservatório a uma pressão de cerda de 12 kgf/cm 2 (12bar) e temperatura de 20°C. conforme a figura 2. conforme demonstrada na figura seguinte: Os dados referentes às linhas secundárias. Dimensionamento da Linha Principal (tronco) Ao proceder ao dimensionamento do diâmetro mínimo necessário à linha principal. entretanto sua utilização deve ser precedida de novo tratamento. em que as partículas d'água serão eliminadas. No dimensionamento da linha tronco.Skgf/cm 2 do reservatório (adoptar 0. pois o ar que fica retido nas tubagens sofre. 2. Exemplo Prático 1 Supondo que a rede calculada anteriormente tenha a vista superior. 2. em parte. Mesmo com todo esse tratamento prévio.6.

possibilita o movimento de expansão ou retracção dessa haste. Actuadores pneumáticos lineares de duplo efeito. Actuadores pneumáticos lineares de simples efeito. a qual contém uma ligação que serve para admissão e exaustão do ar.2. São normalmente aplicados em dispositivos de fixação.Singularidades     3 Três roscados com fluxo pelo ramal 1 Válvula do tipo gaveta. 2. elevação e alimentação de componentes.  NF E 49003. possui um êmbolo com vedação. prensagem. 3. podendo ainda ter retorno por força externa. porém dotada ainda de um furo central pelo qual se movimenta uma haste que. expulsão. em energia mecânica. 3.2. que pela acção do ar expandindo-se no interior do tubo cilíndrico.27. na extremidade interna ao cilindro. roscado Figura 2. gavetas de moldes de injecção. roscada 1 Curva 90° de raio longo.1. tendo uma de suas extremidades fechada por uma tampa.Actuador pneumático linear de simples efeito com retorno por mola. Figura 3. Actuadores Pneumáticos Lineares Conhecidos comum ente como cilindros pneumáticos.1. Os actuadores pneumáticos são regidos por normas internacionais. roscada 1 Cotovelo comum 90°. outra tampa com igual característica.1 . apresentada na figura 2. Actuadores Pneumáticos Lineares de Simples Efeito São actuadores cujo movimento de retracção ou expansão é feito pela acção de uma mola interna ao tubo cilíndrico "camisa" (figura 3.  UNI 20.28 – Detalhe de uma das linhas secundárias. tais como:  ISO 6431 e 6432 (internacional). Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 22 . Actuadores Pneumáticos 3.1 (França).  DIN ISO 6431 e VDMA 24562 {Alemanha}. com as linhas de alimentação.290 (Itália). Conceito Actuadores pneumáticos são elementos mecânicos que por meio de movimentos lineares ou rotativos transformam a energia cinética gerada pelo ar pressurizado e em expansão. Estão classificados basicamente em duas famílias: 1. produzindo trabalho.1). são elementos constituídos por um tubo cilíndrico. e na outra extremidade.

1. Enquanto a válvula citada permanecer accionada.2 – Representação simbólica normalizada – (a) actuador linear de simples efeito normalmente retraído com retorno por mola – (b) actuador linear de simples efeito normalmente distendido com retorno por mola. provocando com isso o movimento de extensão da haste.1. a pressão do ar continuará actuando no interior do cilindro pneumático. o que seria danoso ao actuador. mantendo assim a haste distendida.1. o actuador que é comandado por uma válvula controladora direccional é mantido recuado em função do ar que mantém preenchida sua câmara frontal (6).2. elevando-se a pressão na câmara traseira até o ponto de superar as forças de atrito e a que estiver se opondo ao movimento da haste (10). provocando com isso sua extensão.2.2 apresenta a representação simbólica normalizada. Somente com o desligamento da válvula é que o fluxo de ar para o interior do actuador será cessado.2. sem. Princípio Funcional Partindo do comando de uma válvula controladora direccional que. servindo agora a mesma ligação para a exaustão do ar. permite que o ar comprimido provindo da linha de alimentação seja injectado através de uma mangueira. são desaconselhados para aplicações que requeiram curso superior a 100mm.2. 3. permitir que a velocidade de retorno seja demasiadamente elevada a ponto de absorver grande energia cinética e dissipá-la com grande impacto do êmbolo no fundo da câmara. na ligação (2). normalmente. contudo. produzem também o que denominam "Série Mini". elevando-se a pressão na câmara posterior até o ponto de superar a força exercida pela mola (6).2. cobrindo uma faixa de diâmetros que vai. na ligação (1). será permitido que o ar comprimido provindo da linha de alimentação seja injectado através de uma mangueira. em função da força restauradora da mola. Actuadores Pneumáticos Lineares de Duplo Efeito São actuadores em que alimentação e exaustão ocorrem por ligações localizadas em ambas extremidades do actuador. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 23 . 3. Alguns fabricantes. que engloba diâmetros de 6 a 25mm. ao ser accionada. entretanto. Representação Simbólica A figura 3. Princípio Funcional Em estado normalmente não accionado.2. A mola para uso neste tipo de actuador é dimensionada para possibilitar um rápido retorno da haste. 3.2.1. para esse tipo de actuador. Por questões funcionais. Figura 3.3. de acordo com a norma DIN/ISO 1929 de Agosto de 1978. São encontrados em diâmetros comerciais. Ao ser comutada uma válvula controladora. de 32 a 320mm.

a repetição cíclica do impacto do êmbolo à grande velocidade conduzirá à fadiga do material. Essa velocidade limite. Lembremos. servindo agora. assim.5 – Actuador pneumático linear de duplo efeito com amortecimento no avanço e retorno. a pressão do ar continuará actuando no interior do cilindro pneumático. que é absorver a excessiva energia cinética gerada em função da elevada velocidade de avanço ou retorno que o actuador venha a desenvolver durante seu funcionamento. ora pela tampa traseira (1). Somente quando a válvula é comutada novamente para o sentido oposto é que o fluxo de ar para o interior da câmara traseira do actuador é cessado. de acordo com a norma DIN/ISO 1929 de Agosto de 1978. quando aplicada juntamente com a velocidade a ser desenvolvida pelo actuador.4 – Representação simbólica normalizada 3. provocando com isso o retorno da haste (10). à qual o amortecedor se faz realmente necessário.2. quando da aproximação em Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 24 . gira em torno de 0. como já foram citados anteriormente. haverá sempre a dissipação de energia cinética. Embora a capacidade de absorção de energia seja uma função do limite elástico do material. Observando a figura 3. Representação Simbólica A figura 3. Actuadores Pneumáticos Lineares com Amortecimento Tal como em automação hidráulica. conforme a indicação da seta sobre ela. observamos que o conjunto (êmbolo+haste) constitui uma massa que. seja com velocidade constante ou variável. ao analisarmos a câmara traseira (3) nos momentos finais da retracção da haste (6). enquanto o ar provindo da linha passa a ser insuflado pela ligação (9) à câmara frontal (6). a mesma ligação para a exaustão do ar. verificamos que o actuador se encontra com a haste em movimento de retracção.5 Figura 3.4 apresenta a representação simbólica normalizada. Princípio Funcional O princípio funcional do amortecedor de fim de curso é de entendimento bastante simples. conforme o movimento de extensão ou retracção da haste. 3. resultará na energia cinética a ser gerada pelo conjunto. em automação pneumática os amortecedores de fim de curso têm mesma aplicação.1. pois. 3. para esse tipo de actuador 3. Assim.lm/s figura 3. que em toda massa quando posta em movimento. porém mais frágeis e assim mais susceptíveis à deformação plástica. será absorvida ora pela tampa frontal (8). Essa energia cinética. normalmente são produzidos em ligas de alumínio.2.3. ao final do curso do actuador. o que os tornam mais leves e mais baratos.3. quando analisamos internamente um actuador linear pneumático. mantendo assim a haste distendida. observamos que o conjunto êmbolo (11) + haste (6). Uma vez que os actuadores pneumáticos trabalham com pressões bem mais reduzidas que os hidráulicos.5.Enquanto a válvula controladora permanecer accionada.2.

cria um efeito como se fosse uma almofada de ar. exactamente o de um amortecimento pneumático. para esses tipos de amortecedores.7).2. que possui maquinado em seu centro. a necessidade de regulação de curso.3. O amortecimento na extensão da haste do actuador. quando do impacto com o cabeço do fundo (tampa traseira). Este tipo de actuador permite a execução de trabalhos idênticos realizados simultaneamente..4. bem como parte do ar que tenta sair via orifício (13) e ligação (14). por exemplo. diminuindo então a velocidade final.4. pois enquanto uma haste recua a outra avança (figura 3. Figura 3. Actuadores Lineares de Duplo Efeito Especiais A busca de solução para situações bem mais específicas. 3. velocidade altamente controlada e deslocamentos de precisão. o seu escalonamento. Actuador Linear de Haste Passante Consiste em um actuador linear de duplo efeito. actuação com alto impacto. Estão relacionadas em seguida algumas dessas variantes com suas características e aplicações. levou a pneumática a desenvolver variantes para os actuadores pneumáticos de duplo efeito. que possui duas hastes contrapostas. cujo diâmetro é menor que o canal de ligação da cavidade (1). Não mais podendo ser exaurido por esse caminho.7 – Actuador linear de haste passante com amortecedores de fim de curso. 3. através da ponta amortecedora da haste (12). ligadas por intermédio do êmbolo. um furo denominado cavidade traseira (1). O objectivo da válvula de retenção (2) é justamente permitir o controlo da recirculação do ar que restou na cavidade traseira (1). com a ligação de exaustão (14). como. 3. etc. aliado ao ajuste do parafuso ligação de alimentação / exaustão (1). tem um primeiro contacto com esta. evitando com isso a continuidade da exaustão pela ligação (14) via cavidade traseira (1). a vazão de saída do ar sofre uma sensível redução. dado que em função dessa combinação. A figura 3. ocorre de forma análoga.6 mostra a representação simbólica normalizada de acordo com a norma DIN/ISO 1929 de Agosto de 1978.1. chegando próximo à tampa do fundo. a simultaneidade de movimentos. quando em seu final de curso. Representação Simbólica Os amortecedores de fim de curso podem ser fixos ou variáveis.elevada velocidade. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 25 . o ar confinado no restante da câmara traseira (3) tem como único caminho um pequeno orifício (13).6 – Representação simbólica normalizada. que bloqueia a referida cavidade. Esse fato. Figura 3.

Figura 3. há também a igualdade de velocidades. será dada pela soma das forças individuais de cada actuador.Uma característica importante desse tipo de actuador é a sua capacidade em força de avanço e retorno que é idêntica. 3.1 apresenta uma análise comparativa entre as forças de avanço e retorno de um actuador normal e um actuador duplex contínuo.2.8). pois a vazão de alimentação é a mesma.4. isso porque a força de avanço de qualquer uma das hastes é também a força de retorno da outra. válvulas controladoras de fluxo (redutoras de vazão). quando uma válvula comutadora accionar seu disparo. 3. enquanto pelas conexões 2 e 4 será feita a exaustão. permite que os elementos sinalizadores sejam montados na haste livre.11 – Representação esquemática para estudo de forças do actuador Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 26 . Figura 3. Em que Pt pressão de trabalho e Ap área do pistão Entretanto. no tipo de actuador em questão.1. Análise da Força de Avanço A força de avanço (Fa) de um actuador linear pneumático é normalmente dada pela seguinte função: Fa = Pt.8 – Vista do corte A-A do actuador.9 – Representação simbólica normalizada. tal como é analisado em seguida. montados em série (figura 3. A força de avanço. Figura 3.1.4. e conforme a aplicação. 3. Além da igualdade de forças. Representação Simbólica Os actuadores pneumáticos lineares de haste passante têm representação simbólica normalizada de acordo com a norma DIN/ISO 1929 de Agosto de 1978 para esses tipos de amortecedores.Ap.2.10 – Actuador linear duplex contínuo. embora essa característica possa ser modificada adicionando à ligação de alimentação. o que possibilita como característica principal a elevação da força de avanço em (82 a 97%). É possível verificar nas duas últimas colunas à direita o aumento percentual nas forças de avanço e retorno que o segundo actuador tem em relação ao primeiro. verifica-se da figura 3. as conexões 1 e 3 serão alimentadas simultaneamente com uma pressão Pt. nesse caso. Como ambos os actuadores possuem mesmo diâmetro interno e mesmo diâmetro de haste. Actuador Linear Duplex Contínuo Resulta de dois actuadores lineares de duplo efeito de mesmo diâmetro. e a duplicação da força de retorno. Figura 3.10 a seguinte condição: A tabela 3. uma vez que a força de avanço de ambas as hastes é dada pelo produto entre a pressão de trabalho e a área da coroa do êmbolo (figura 3. Suporta ainda cargas laterais mais elevadas.10).1.4.

Figura 3. Para esta configuração. 3. Caso 1 Consiste em um actuador duplex geminado em que ambas as hastes possuem mesmo curso (L1=L2=U2).12). modificado para atender a grandes deslocamentos e deslocamentos escalonados. no entanto a necessidade de aplicação de força elevada. Essa concepção construtiva permite três posicionamentos diferentes. enquanto a posição intermediária 2 corresponderá a 2/3 da soma. uma posição intermediária e posição final. sem.1 – Análise comparativa entre forças de um actuador normal e um duplex contínuo.3.12 – Actuador duplex geminado.2. duas posições intermediárias e posição final.Tabela 3. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 27 .13 – Actuador duplex de hastes com igual curso. Caso 2 Consiste em um actuador duplex geminado em que as hastes possuem diferentes cursos (L1 e L2). 3. (L1 + L2).3. a posição intermediária 1 corresponderá a 1/3 da soma dos cursos. tendo um dos cursos comprimento igual ao dobro do outro (L1 = 2L2). A posição inicial. conforme representação esquemática da figura 3.4. e que aqui são identificadas como "caso 1" e "caso 2". não necessitando ter mesmo diâmetro ou sequer mesmo comprimento de curso (figura 3. Essa concepção construtiva permite quatro posicionamentos diferentes. Figura 3. 3.14 – Actuador duplex de hastes com cursos diferentes.3. podendo por isso. ter diâmetro da camisa reduzido. conforme representação esquemática da figura 3. Actuador Duplex Geminado É uma variante de actuador duplex. A posição inicial.1.4. montados um de costas para o outro. Sua estrutura consiste em dois actuadores pneumáticos de duplo efeito. Figura 3.14.4. Basicamente há duas formas variantes para essa construção.13.

Essa elevação é proporcional à elevação da velocidade do ar ao passar através do orifício (B). Figura 3. entretanto. mediante ajuste mecânico ou eléctrico. mecânico.4.16. Figura 3.4. ao receberem um impulso pneumático. a taxa de massa que passa pela secção transversal da pré-câmara é igual à que passa pela secção transversal do orifício.4.15). internamente. Da mecânica dos fluidos é sabido que o fluxo de massa (taxa de massa) de um fluido seja ele incompressível ou compressível.4. Desse modo.1. 3. ou eléctrico. o ar comprimido inicialmente acessa a pré-câmara (A) e. cortes. Princípio Funcional Quando disparado o actuador. desse modo a câmara traseira fica dividida em duas partes. pode-se afirmar que no instante em que se inicia o movimento da haste.1. as que permitem controlar o fluxo do ar para os diversos elementos do sistema. rebitagem. Também são válvulas de comando. as controladoras de pressão e as temporizadas. basicamente. a câmara traseira (C) possui uma divisão formando uma pré-câmara (A).3. os serviços de prensagem. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 28 . uma vez que a área do orifício de ligação (B) é relativamente menor que a área interna da própria pré-câmara (A). Conceito São todas as válvulas que. permitem que haja fluxo de ar pressurizado para alimentar determinado (s) elemento (s) do automatismo. os elementos lógicos. analisando a figura 3. A importância do orifício (D) nessa concepção é a da produção da elevada energia cinética necessária a esse tipo de actuador. sendo que a ligação entre a pré-câmara e a nova câmara traseira (agora com metade de seu volume) se dá através de um pequeno orifício (B) que fica bloqueado pela ponta traseira da haste (D) enquanto ela estiver recolhida (figura 3. a pressão do ar irá elevar-se na pré-câmara. e ainda. Válvulas de Comando e Aplicações Básicas 4. Actuador Pneumático de Alto Impacto Externamente é como um actuador normal de duplo efeito.16 . permanece sempre constante ao longo de uma tubagem pela qual escoe. que tem como aplicação.15 – Actuador Pneumático de Alto Impacto. inicialmente o orifício encontra-se bloqueado pela ponta traseira da haste (D). até que a força desenvolvida possa vencer as forças opostas. etc. A alta energia cinética é gerada durante o movimento inicial de extensão do actuador. as que permitem o fluxo em apenas um sentido. fazendo com que o conjunto haste+êmbolo inicie rápido movimento.Detalhe da interface entre pré-câmara e câmara traseira no início do movimento de distensão da haste. independente de quaisquer variações em sua secção transversal. distendendose e gerando grande quantidade de energia cinética. depois de vencidas as forças que se contrapõem ao movimento.

As vias ou ligações estão indicadas por setas ligando os orifícios. Válvulas de Controlo Direccional Conhecidas também pelo nome de distribuidores de ar. representando a via de exaustão. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 29 .  Centro rotativo (rotação). O conduto de ar comprimido é representado por um pequeno círculo marcado internamente por outro menor e cheio. que definem a posição mais frequente (posição normal). Os fechamentos estão indicados por um traço curto transversal.1. Reconhecemos as outras posições. como se fosse um alvo. ao deslocarmos os rectângulos para que os orifícios fiquem sobre o rectângulo apropriado. Os orifícios são representados por pequenos traços colocados de fora do rectângulo. formando um T. colocado no interior do rectângulo. O número de rectângulos justapostos indica o número de posições.2. 4. além da posição normal. O quadro seguinte exemplifica o que fora exposto anteriormente.4.2. possuem dois tipos construtivos:  Carrete deslizante (translação). Em pneumática os distribuidores de ar são sempre do tipo carretel deslizante. O conduto para a atmosfera tem um pequeno triângulo. Na hidráulica é comum encontrarmos os dois tipos de construção. Convenção da Representação         Uma posição é representada por um rectângulo (ver página seguinte).

4. entretanto. Figura 4. e quando actuando pela direita e pela esquerda.4 – Válvula 2/3/3 mostrando posição do carretel deslizante quando em repouso. conforme representação esquemática da figura 4. ou seja. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 30 . pois seu formato é definido pelo fabricante (figuras 4. Estrutura Funcional Externamente as válvulas de controlo direccional apresentam-se dos mais variados tipos. sistema de carretel deslizante.4.2.2.3). internamente. a concepção funcional é sempre a mesma.2 e 4.

2. Figura 4. além do modelo 2/3/3 lá visto. por exemplo. Já na situação (b).4.Representação esquemática (a) e simbólica normalizada (b) de um distribuidor 2/3/2 com accionamento por alavanca. permitindo ou bloqueando o fluxo de ar no sistema como um todo. ou parte do sistema . após ter sido accionado o botão (puxado). pois contém apenas dois orifícios e uma única via (figura 4. e podendo ser do tipo NF (normalmente fechado) ou NA (normalmente aberto) figura 4. Figura 4.8 .2. como.1.8. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 31 .7 .2.figura 4.7. por pulso pneumático ou eléctrico. 4. que simbolicamente é representado pela figura 4. passa a haver comunicação entre os orifícios P e A.6. Figura 4.6 – Distribuidor 112 usado como válvula de partida e bloqueio na alimentação de um circuito pneumático. 3 orifícios e 2 posições). Válvula Distribuidora de 1 Via /2 Orifícios É o tipo mais simples de distribuidor que há.5 – Representação esquemática simplificada de uma válvula distribuidora 112/2 e simbologia normalizada . Essa concepção específica é normalmente utilizada como chave geral. Válvula Distribuidora de 2 Vias /3 Orifícios Já analisamos anteriormente a concepção funcional dessa válvula no quadro 1 e figura 4. Na situação (a) não há nenhuma possibilidade de comunicação entre os orifícios P e A. há também o tipo 2/3/2 (2 vias. Figura 4. accionamento mecânico.Representação simbólica normalizada de um distribuidor 112 dos tipos NA e NF com accionamento por rolete e retorno por mola.2.5). Entretanto. Esse distribuidor admite variantes em seu sistema de accionamento e retomo.2. tendo nessas variantes seu retorno por mola.4.

(c) actuado permitindo o fluxo PA e BR. 4. portanto.10 . Na figura 4. Figura 4. é indicada para o comando de actuadores pneumáticos de simples efeito.Sua aplicação.3. permitindo ou não o fluxo do ar no sentido P-A ou A-R. pois em qualquer tempo que for desligado Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 32 .10.10. O movimento da alavanca provoca a comutação do distribuidor. que é de uso com actuadores lineares de duplo efeito. Válvula Distribuidora de 4 Vias /5 Orifícios Pode ser do tipo 4/5/3 ou 4/5/2 posições. (b) Circuito simbólico normalizado. é possível ver que o distribuidor do tipo 4/5/3 assume em seu funcionamento as três posições representadas: (a) normal central.Distribuidores 4/5/3 e 4/5/2 em forma simbólica normalizada e ilustrativa do princípio funcional. possibilita a capacidade de parar em qualquer posição. (b) actuado permitindo o fluxo PB e AR. como mostra a figura 4. mecânico. em geral.9.2. pneumático ou eléctrico figura 4.9 . Figura 4. com accionamento manual.(a) Ilustração esquemática de um actuador de simples efeito comandado por um distribuidor 2/3/2.2. Esse distribuidor.

Já o distribuidor do tipo 4/5/2.12.(posição normal central).11). permite que o actuador pare somente em suas posições final e inicial figura 4. o fluxo de ar pelos orifícios A ou B é imediatamente interrompido (figura 4. assumindo apenas os estados indicados em (b) e (c). Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 33 .

um simples circuito pneumático. 4. pneumáticos e eléctricos. dotado de quatro distribuidores e um actuador pneumático linear de duplo efeito. Figura 4. Assim.13 .2. O Comando das Válvulas Distribuidoras Já referimos que os diversos distribuidores utilizados em pneumática podem ser comutados por meios manuais. Raramente é utilizada em circuitos pneumáticos.14 . pode ser representado pela simbologia normalizada conforme o exemplo em seguida. Válvula Distribuidora de 4 Vias / 4 Orifícios Esta concepção de válvula pode ser de dois tipos: o 4/4/3 e o 4/4/2.Distribuidores 4/4/3 e 4/4/2 em forma simbólica normalizada e ilustrativa do princípio funcional A figura 4. mecânicos.Circuito pneumático básico Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 34 . e assim como a demonstrada no item anterior. também é de uso específico em actuadores lineares de duplo efeito.4. Figura 4.4.13 apresentou sua forma simbólica normalizada e seu princípio funcional interno.2. porém é de extensivo uso em circuitos hidráulicos.3.2.

provocando assim a distensão haste. corta o fluxo de ar que alimenta as válvulas (4). resultando então no retorno da haste.  O circuito é apresentado na figura.15 mostra Sua representação esquemática e simbólica normalizada. e um pulso de ar comprimido que provém da linha passará por dentro dela provocando assim uma nova comutação da válvula de controle direccional (4).3.Controladora de fluxo fixa Bidireccional (a) esquemática. tanto no avanço como no retorno. pois a velocidade de um actuador é directamente proporcional ao fluxo. o fluxo de ar fluirá no sentido PA. unidireccional ou bidimensional.3.15 . e o actuador pneumático (6) é mantido em sua posição retráctil pelo fluxo de ar comprimido que flúi no sentido PB. ocupando a posição contrária ali apresentada. maior será a sua velocidade. A figura 4.52). (b) simbólica normalizada. os actuadores pneumáticos. quando da necessidade de efectuar uma parada de emergência. nesse caso. Figura 4. As válvulas controladoras de fluxo podem ser do tipo fixa ou variável. Lembrando ao leitor que fluxo C2 é o volume de fluido que flúi num intervalo de tubulação em uma unidade de tempo. 2 Normalmente é costume adoptar a letra Q para o fluxo. sendo a restrição permanente de mesmo diâmetro. centímetros cúbicos por segundo. o movimento da haste pode ser bloqueado por meio da válvula de bloqueio (3). em geral. manteremos assim o uso da variável Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 35 . sua aplicação nesse circuito pode ser descrita dessa forma:  O ar comprimido que provém da rede pneumática (1). bem como.  A válvula de bloqueio (3) realiza sua função. o actuador pneumático (6).  A qualquer instante que se fizer necessário. deve ser passado por uma unidade de conservação (2) que vai filtrá-lo e lubrificá-lo. pois uma vez comutada. ou metros cúbicos por segundo. tocará o rolete da válvula fim de curso (7).O entendimento do circuito é bastante simples. entretanto. Válvulas Controladoras de Fluxo Sua função é controlar o fluxo de ar que alimenta um determinado componente do circuito. Válvula de Controlo de Fluxo Fixa Bidireccional É assim denominada porque não admite ajuste. comutando-a por breve tempo. como no capítulo anterior utilizamos a letra C para o cálculo de consumo de ar (equação 3. e conforme já havíamos visto no estudo dos distribuidores. consequentemente. antes de alimentar o circuito.  Uma nova partida só será possível se novamente for pressionado o botão da válvula de comando (4). a haste. e quanto maior o fluxo de ar agindo sobre o actuador. (5) e (7).  O accionamento da válvula de comando (4) gera um pulso de ar comprimido que comuta a válvula de controlo direccional (5). 4. o volume de fluido na unidade de tempo significa controlar a velocidade. portanto.1. ou seja. e o fluxo é controlado igualmente em ambas as direcções (Cmn = Cn-m). 4.  Ao final de sua distensão. Controlar. em sua forma desligado. Normalmente dado em litros por segundo. que têm o mesmo significado de fluxo.

através de janelas circulares existentes no seu entorno. essa válvula é então dotada de um parafuso cónico regulável que pode aproximar-se ou afastar-se de um assento. o ajuste de velocidade do actuador. Figura 4.1.Controlador de fluxo variável Bidireccional (a) esquemático. cujo princípio de bloqueio é de fácil verificação. Desta forma.4. 4. Figura 4.3. o ar flúi livremente através da válvula de retenção que se abre. um gráfico (fluxo versus rotação do fuso) de uma válvula comercial de um fabricante de renome. Figura 4. No sentido nm. seguindo em direcção a B. a válvula de retenção fecha-se.17 . (b) simbólico normalizado.Gráfico de uma válvula reguladora de fluxo do Tipo GRO-1/4. bloqueando com o elemento de vedação a passagem do ar para A.(a) esquemático. a título de simples informação ao leitor. que mantém o elemento de vedação constantemente fechando a passagem em um dos sentidos.18 . Válvulas de Bloqueio 4. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 36 .4. (b) simbólico normalizado.16 . pois quando o fluxo do fluido se dá no sentido AB. Válvula de Retenção com Mola Neste tipo de válvula. Essa regulação permite a passagem de maior ou menor quantidade de fluido através da válvula e. um elemento de vedação em seu interior é fixo a uma mola. O fluxo é controlado igualmente em ambas as direcções (Cmn = Cn-m). deve haver uma pequena queda de pressão. porém pouco significativa.19 é mostrado o desenho esquemático duma válvula comercial. o ar pressiona o elemento vedante empurrando-o.17 apresenta. A figura 4. Para isso.3.3. fluindo então. Válvula de Controlo de Fluxo Variável Bidireccional Em muitas ocasiões torna-se necessário variar a intensidade do fluxo em função de algum ajuste de operação. se houver fluxo de ar no sentido BA. pela necessidade de vencer a força de oposição da mola. quanto ao fluxo de ar.(a) Esquemático de uma válvula de retenção com mola. O bloqueio se dá pela força de expansão da mola.19 . Válvula de Controlo de Fluxo Variável Unidireccional Essa válvula apresenta um dispositivo de controlo de fluxo e uma válvula de retenção incorporada no mesmo corpo. ele encontrará a mola completamente distendida.2. consequentemente. No sentido de passagem mn. Outro ponto é que no sentido de fluxo AB. Figura 4. Entretanto. verifica-se que C m  n > C n  m.4. impedindo o fluxo e obrigando o ar a passar pela via [p] em que a restrição é controlada por um parafuso de ajuste. (b) Simbologia normalizada. Na figura 4. 4. permitindo o fluxo do fluido em um sentido e bloqueando-o no outro.Controlador de fluxo variável unidireccional .

V). (b) Simbologia normalizada. 4.4.5. e deixando livre a entrada oposta que.4. Havendo coincidência de sinais nas duas entradas.21 . (b) simbologia normalizada. Este. na característica de funcionamento da válvula. Figura 4. A velocidade de escape do ar contido no interior do actuador é o fato r determinante para a rapidez de movimentação desejada. Enviando um sinal a uma das entradas. permite a passagem para a utilização (saída). um ponto de saída (A) e um elemento interno. impondo bloqueio à pressão de menor intensidade.4. Válvula de Retenção sem Mola De forma análoga à anterior.V). Válvula Selectora (Função Lógica OU) Apresenta três orifícios: duas entradas de pressão (X . também possui duas entradas de pressão (X . ao receber pressão de alimentação. Figura 4. o selector interno mantém a posição adquirida (em função do último sinal enviado) e o ar que foi utilizado retorna pelo mesmo trajecto. Válvula de Escape Rápido Sua aplicação tem por objectivo aumentar as velocidades desenvolvidas pelos actuadores pneumáticos lineares. a pressão numa das câmaras deve ter caído apreciavelmente antes que a pressão na câmara oposta aumente o suficiente para ultrapassá-la e para impulsionar o ar residual através da tubulação secundária e válvulas. Terminado o fornecimento de ar.4. consequentemente. prevalecerá o sinal que atingir primeiro a válvula. o elemento se desloca bloqueando a própria entrada que recebeu o sinal. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 37 . 4. difere do anterior na sua forma construtiva e. Com o envio de um sinal a uma das entradas. bloqueando no outro (BA) com um elemento de retenção interno activado pela própria pressão do fluido. desloca-se o elemento selector interno e automaticamente a outra entrada fica bloqueada e o sinal flúi para utilização. permite o fluxo de ar somente em um sentido (AB).(a) Esquemático de uma válvula de bloqueio sem mola. a pressão mais intensa passará para o ponto de utilização.4. a pressão menos intensa passa para o ponto de utilização devido ao bloqueio imposto pela pressão de maior intensidade. Para conseguir tal rapidez.(a) Esquemático de uma válvula do Tipo OU. Figura 4. prevalece o último sinal a atingir a válvula.4. um ponto de saída (A) e um elemento interno.2.(a) Esquemático de uma válvula de simultaneidade. O termo simultaneidade decorre da necessidade de existir pressão em ambas as entradas para que haja passagem de fluxo.22 . Existindo coincidência de sinais nas duas entradas. no caso de pressões iguais.3. (b) Simbologia normalizada.20 . Válvula de Simultaneidade (Função Lógica E) A exemplo da válvula selectora. No caso de pressões diferentes. no entanto. 4. No caso de pressões diferentes.

Válvula de Sequência Tem basicamente o mesmo funcionamento da válvula de alívio. O ar comprimido. Cessada a pressão de entrada. Válvula de Alívio ou Limitadora de Pressão Sua função é limitar a pressão máxima de um reservatório. através de uma mola que teve sua tensão ajustada por um sistema de parafuso e porca de regulação. Com o equilíbrio de pressão a mola posiciona o êmbolo ou esfera na sede e a válvula se fecha. Havendo um aumento de pressão acima do regulado. Válvula de alívio ou limitadora de pressão. 3. comprime uma membrana contra uma sede em que se localiza o escape. 4.(a) Esquemático de uma válvula de escape rápido. Válvulas Controladoras de Pressão São válvulas que influenciam ou sofrem influência em relação a uma determinada intensidade de pressão.23 .25 . por exemplo. (b) Simbologia normalizada. Dessa forma o escape fica livre e o ar é expulso rapidamente. o êmbolo ou esfera se desloca da sede. Figura 4. em vez de percorrer a tubulação que faz a sua alimentação.Com o uso da válvula de escape rápido. ao alimentar a válvula.1.2. liberando uma passagem até o ponto de utilização. a membrana é deslocada da sede do escape.(a) Esquemático de uma válvula de sequência. passando a vedar a entrada. a resistência oferecida pelo ar residual (que é empurrado) é reduzidíssima e o ar flúi directamente para a atmosfera. Figura 4. a pressão no interior da câmara cai bruscamente. (b) Simbologia normalizada. 2.24 . linha de ar comprimido ou compressor. (b) Simbologia normalizada. 4. pois não encontra resistência oferecida pela pressão.5. Válvula de sequência. Figura 4. nos esquemas pneumáticos das máquinas quando queremos detectar a finalização de um movimento sem a presença de um fim de curso. porém a saída do ar é utilizada para comandos ou emissão de sinais em qualquer elemento pneumático. percorrendo somente um niple que liga a válvula ao actuador. fazendo com que o excesso de ar tenha caminho livre para a atmosfera. Entre elas podem ser destacadas: 1. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 38 . Essa movimentação é provocada pela acção do ar contido na câmara do actuador que age sobre o outro lado da membrana e a desloca. Seu funcionamento consiste no posicionamento de um êmbolo ou esfera sobre uma sede.(a) Esquemático de uma válvula de alívio. 4.5. fazendo com que o pistão adquira alta velocidade. Este tipo de válvula é utilizado. O barulho da exaustão pode ser reduzido pela utilização de um silenciador acoplado à saída da válvula. Válvula reguladora de pressão.5.

necessário aplicação de diagramas para análise de sequências de movimentos. configurando assim um controle de velocidade no avanço.26 . Tem como função controlar a "energia" pneumática fornecida ao sistema em questão.3. a mecânica e a de pressão (pneumática). Regulador de Pressão É o elemento que está na entrada de ar da máquina (na unidade de condicionamento). o sistema se movimenta. fazendo com que o obturador se abra. utilizando o chamado Método Intuitivo.27 .6. Aplicações Básicas Com o que fora visto no capítulo actual e no anterior.6.27a e 4. redireccionandoa através da restrição regulável. Este método é assim chamado porque é restrito a soluções simples. Não sendo. 4. tempos.(a) Esquemático de uma válvula reguladora de pressão. portanto.(a) Controle de velocidade no avanço. (b) Controle no retorno. etc. funções lógicas. Havendo um desequilíbrio de energia. o diafragma se movimenta impulsionado pela mola. 4. Figura 4. separadas por um diafragma e o conjunto obturador apoiado nele. Figura 4. Exemplo Prático 1 Controle de velocidade de um actuador de simples efeito. (b) Simbologia normalizada.0 actuador. é possível montar pequenos circuitos básicos de pneumática. O funcionamento do regulador de pressão consiste na comparação de dois tipos de energia. tendo sua velocidade controlada por meio de uma válvula reguladora de fluxo (1). proporcionando a sua equalização. Na situação (a) a esfera bloqueia o fluxo do ar directamente para o actuador. Por exemplo: tendo uma queda de pressão.27b apresentam um actuador linear de simples efeito. tópicos que serão abordados nos capítulos seguintes.4.. Já na situação (b) a esfera da válvula reguladora de fluxo (1) bloqueia e exaustão do ar. permitindo a passagem de ar para o sistema ser equalizado.1. sendo então o fluxo desviado para a restrição regulável e daí seguindo para alimentação 0.5. As figuras 4. reduzindo assim a velocidade de retorno. o que gera uma contrapressão à pressão da mola. Observe o seu posicionamento em ambas as situações. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 39 . em que normalmente são aplicados não mais que um actuador e três ou quatro válvulas de comando.

ele terá de usar ambas as mãos. Exemplo Prático 3 Prensa rebitadora pneumática . pois a prensa só será accionada se as válvulas (4) e (6) forem simultaneamente accionadas.29 apresenta um típico circuito para uma prensa rebitadora pneumática. avanço acelerado e velocidade controlada no retorno.4.4. expanda-o.29 – Circuito de uma prensa rebitadora pneumática. conforme estudado no ponto 3. A válvula de escape rápido (9) tem por objectivo possibilitar uma grande aceleração no deslocamento de avanço.2. A figura 4. O objectivo do elemento lógico E (5) nesse circuito é garantir a segurança do operador. Esse tipo de prensa é comum ente usado na indústria.6. e a velocidade de retorno controlada por uma válvula reguladora de fluxo (7). sendo de porte pequeno e normalmente montada sobre uma mesa.28 .21) que tem por finalidade permitir a comutação da válvula de comando (8) de dois pontos diferentes (4 e 6). O actuador pneumático (11) será do tipo de alto impacto. Exemplo Prático 2 Accionamento em dois pontos diferentes. A figura 4. enquanto sua velocidade de retorno será controlada pela válvula reguladora de fluxo (7).4 do capítulo anterior. Figura 4.Aplicação do elemento lógico E. ao descer sobre o rebite. Figura 4. ou seja. realizando a operação de rebitagem.28 é dotada de um elemento lógico OU (figura 4. evitando com isso a possibilidade de acidentes com uma das mãos ao tentar reposicionar a peça enquanto dispara o punção com a outra mão. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 40 . 4. a fim de desenvolver uma elevada energia cinética para transferir ao rebite e deformá-lo. regulação de velocidade e válvula de escape. O circuito é também dotado de uma válvula de escape rápido (9) cujo objectivo é possibilitar um avanço acelerado do actuador. em que um operador posiciona o rebite e a peça sob a prensa e a acciona para que o punção.6.3.Circuito com elemento OU. em linhas de montagem. Qualquer uma das duas válvulas que for accionada irá comutar o distribuidor (8).

ou mesmo retorno de actuadores.4. Figura 4. pois variações de carga mesmo muito pequenas levam a um movimento não regular da haste do êmbolo. Com válvulas de 4/5/3 com a posição central bloqueada.6. por isso são bastante recomendadas Figura 4. pois o que nos interessa. portanto inadequado para aplicações mais precisas. programar um actuador para disparo com 6bar. Por exemplo. 4. Figura 4.Controle de velocidade na descarga. Regulação de Fluxo na Alimentação Este sistema deve ser utilizado somente para actuadores de simples efeito ou actuadores pequenos de duplo efeito. no caso da válvula de sequência. supondo necessitarmos disparar uma sequência de três actuadores.6. e com a alimentação livre do ar têm-se movimentos regulares mesmo com variações de carga. evita-se quase completamente uma continuação do curso em caso de parada em qualquer posição. o segundo com 7bar e o terceiro quando a pressão atingir os 8bar. é possível com a referida válvula.7. Analisando o fato. programando-as simplesmente para disparar em pressões diferenciadas.6.Controle de velocidade na alimentação. Regulação de Fluxo na Descarga Neste sistema o êmbolo é apertado entre as almofadas de ar. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 41 . Válvulas de Temporizadoras No item 4. Exemplo Prático 4 Há três situações práticas de elevada importância quanto à aplicação de válvulas de controlo de fluxo unidireccional e bidireccional que o projectista jamais deve esquecer.2. é o diferencial de pressão.4.30 . sem necessitar de válvulas de fim de curso.4.Controle de velocidade no escape. vimos à válvula de sequência. 4. cuja função é possibilitar o disparo de sequências de movimentos. 4. verificarmos que esse diferencial de pressão de 1 bar entre os disparos ocorrerá durante um tempo ∆t qualquer o qual é ignorado.2. isto é.32 . Regulação da velocidade através do estrangulamento do ar de escape após a válvula de comando. é possível então.1.31 .5.4.

em função de um dado processo. torna-se necessária a utilização de um controlador de tempo. há uma relação entre o tempo de abastecimento do reservatório.(a) Válvula pneumática de retardo comercial.7. (c) Tipo VZOB-3-1/4 normalmente fechada. quando há necessidade que um determinado disparo de actuador ocorra exactamente dentro de um tempo estabelecido. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 42 .1.33 . Exemplo Prático O exemplo seguinte apresenta através das figuras 4. o fluxo de alimentação e a comutação da válvula. que regula o fluxo do ar de enchimento.35 uma semi-automátização dum dispositivo de termoformagem.Porém.34 .Circuito de semi-automatização de um dispositivo de termoformagem. sendo que a válvula 2/3/2 só é comutada após ter sido o reservatório abastecido totalmente.  Figura 4.34 e 4. ou ainda uma configuração híbrida pneumática. A figura 4. Nesse caso. que pode ser um temporizador electrónico que actuará uma válvula eletropneumática.  Figura 4. resultante da junção de uma válvula distribuidora 2/3/2 com um pequeno reservatório e uma controladora de fluxo. sendo que esse tempo é marcado através de um parafuso de ajuste dotado de uma escala. por exemplo.33 mostrou uma dessas válvulas de um conhecido fabricante e seu respectivo símbolo normalizado 4. (b) Tipo VZB-3-1/4 normalmente aberta.

Este exemplo é dito como sendo uma semi-automatização em virtude de o controle de aquecimento da chapa. o fluxo da linha passará através dela accionando o retorno do distribuidor (5) e o consequente retorno do plugue.Dispositivo de termoformagem Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 43 . posicionamento sobre o plugue macho e accionamento do plugue fêmea não constarem de um único circuito. parte-se de um pressuposto que após a chapa ter atingido a temperatura de termoformagem. dando início ao processo de termoformagem (figura 4. Nesse exemplo. o qual tem seu tempo de enchimento controlado pela válvula controladora de fluxo que o antecede.  O reservatório da válvula de retardo (6).  O distribuidor (5).34) que se desenvolve como descrito em seguida. entre os dois plugues. além de simultaneamente alimentar a válvula de retardo (6). e manualmente accionará a válvula (4).35 .  O accionamento da válvula (4) irá gerar um pulso pneumático que comutará o distribuidor (5). concluindo assim o processo Figura 4.  A comutação da válvula de retardo dar-se-á no instante em que seu reservatório estiver cheio e tiver atingido com isso a pressão de comutação. uma vez comutado. um termóstato soará um alarme e então um operador posicionará a chapa que se encontra fixa a uma grade. passa então a ser preenchido. possibilita o avanço do plugue (7) e o consequente fechamento do molde (figura 4.35).  Uma vez comutada a válvula de retardo.

6 Quanto às válvulas de sequência. 4 Para o accionamento e alimentação de um actuador pneumático linear de simples efeito. 8 Explique e exemplifique por que não é aconselhável o uso de válvulas de regulação de fluxo na alimentação de actuadores de duplo efeito de cursos médios ou longos. Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 44 . b Funcionam exactamente igual às reguladoras de pressão. bem como a vantagem de utilizá-los no escape de válvulas 4/5/3. são classificadas como válvulas de comando. OU. bem como os elementos lógicos E. três vias e três posições. c São programadas em função do diferencial de pressão. b Os elementos lógicos E são apropriados para comandos de disparo em mais de uma posição. c Duas posições. fluxo. eliminando assim mais rapidamente a contrapressão oferecida pela resistência do ar residual. é correcto afirmar: a São programadas em função de diferencial de tempo.8. sequência e temporizadas. 9 Justifique a perfeita funcionalidade de reguladores de fluxo quando utilizados na descarga dos actuadores de duplo efeito.4. c São válvulas eminentemente silenciosas. três vias e três orifícios. a pressão mais intensa passará para o ponto de utilização A. a pressão menos intensa passará para o ponto de utilização A. a válvula de comando recomendada é a do tipo: a 1/2/2 b 2/3/2 c 4/5/2 5 Em uma válvula selectora (função lógica OU) pode-se afirmar: a No caso de coincidência de sinais nas conexões X e Y. b Duas vias. c Todas as válvulas que por comutação alimentam actuadores. é correcto afirmar: a Não possuem relação nenhuma com a energia cinética desenvolvida pelo actuador durante seu movimento. 7 Quanto às válvulas de escape rápido. 2 Válvulas de fim de curso normalmente são do tipo: a 2/2/2 b 2/3/3 c 1/2/2 3 A denominação 2/3/3 significa: a Dois orifícios. b No caso de coincidência de sinais nas conexões X e Y. controladoras de pressão. b Possibilitam maior aceleração do actuador em virtude de expulsar para atmosfera grande parte do ar da câmara interna do actuador. Exercícios 1 Conceptualmente pode-se afirmar quanto às válvulas de comando: a Somente as válvulas destinadas a promover o avanço ou o retorno dos actuadores pneumáticos são efectivamente válvulas de comando. c Ambos os sinais passarão para o ponto de utilização. três orifícios e três posições.

Comando sequencial de trajectória programada de dispositivo de corte Solução Pneumática Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 45 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 46 .O retorno do actuador C será dado pelo fim de curso E6. Princípio Funcional do Dispositivo 1. A chapa é posicionada manualmente sobre a mesa do dispositivo. fixando por pressão a chapa sobre a mesa.Ao fixar a chapa.Dada a partida. o actuador A pressiona o fim de curso E2 que dispara o actuador B para realizar a 1ª dobra. Passo 6 . Passo 2 . activa o actuador C. Passo 1 . Há ainda um botão E7 que activa a parada de emergência.O actuador C se distende e realiza a 2ª dobra. sendo que um encosto ao fundo e outro ao lado garantem o paralelismo e perpendícularismo da dobra. o actuador A se distende. já foi utilizada a figura exemplo de um dispositivo de dobra cujo diagrama funcional é apresentado em seguida: Dispositivo de dobra.Diagrama Funcional do Dispositivo de Dobra Em exercícios anteriores. E3 e E5. 3. o actuador B pressiona o fim de curso E4 que provoca seu retorno. que só pode ser iniciado se os actuadores A. encerra o ciclo. 2.Ao final da primeira dobra. ao pressionar novamente E1. B e C estiverem recuados e pressionando os fins de curso E1. Passo 3 . e ao pressionar E3.Ao retomar. Um botão de partida E0 é accionado para activar o ciclo de dobra. o actuador C pressiona E5 que provoca o retorno do actuador A que. Passo 5 . Passo 4 .

Circuito Pneumático do dispositivo de dobra Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 47 .

Exemplos de utilização de soluções pneumáticas
Seleccionador de laranjas

Solução Pneumática

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático

Página 48

Dispositivo para termoformagem

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático

Página 49

Solução Pneumática para dispositivo de termoformagem

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático

Página 50

ainda hoje vigente.Normas e Tabelas Simbologia Pneumática Normalizada A simbologia apresentada em seguida está de acordo com a norma DIN/ISO 1929 de Agosto de 1978. A. Transformadores de Energia Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 51 .1.1.

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 52 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 53 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 54 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 55 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 56 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 57 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 58 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 59 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 60 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 61 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 62 .

Introdução às Técnicas de Comando Pneumático Página 63 .