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38 Opinião


COLUNA
Paulo Anunciação EM LONDRES
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Joel Neto neto.joel@gmail.com

Falta um teste
a Sporting candidato?
A carreira do Sporting de Domingos começa a ser surpreendente, mesmo para quem nunca perde a esperança – e até para os mais rendidos admiradores do treinador, nos quais me incluo. É tal o fôlego que nem Capel, atlética e tecnicamente limitado, dá sinais de abrandar. Julgo que a circunstância de a maior parte do plantel ser constituída por jogadores novos, todos eles desprovidos de memória sobre o que é o Sporting e quais são os seus abismos, está a ter, por agora, um efeito positivo. Mas quero ver como resistirá esta equipa à adversidade de um empate ou de uma derrota. Um teste de resiliência, que nem o 0-2 aos 55 minutos do jogo com o Paços de Ferreira constituiu, porque aí o Sporting deixara de ter o que quer que fosse a perder – eis aquilo de que fico à espera. Disso e, já agora, de um jogo contra um adversário grande. Depois, sim, se poderá dizer se o Sporting é efectivamente candidato ao título. Para já, torço o nariz.

SÓ EU SEI POR QUE NÃO FICO EM CASA
>> Apesar de ainda não ter acolhido qualquer jogo grande em 2011/12, Alvalade

O

regista a melhor média de espectadores dos últimos anos

jogo Sporting-Gil Vicente teve apenas 30.103 espectadores, um número muito inferior ao esperado (na sexta-feira, o sítio oficial do clube anunciara que “35 mil sportinguistas” já tinham garantido bilhete para o jogo). Mesmo assim, o Sporting é o único clube a revelar uma tendência francamente positiva em termos de assistências na Liga Zon Sagres de 2011/12. No primeiro quarto da temporada (oito jornadas, quatro jogos em casa), o clube acolheu quase 125 mil espectadores no Estádio José Alvalade. A actual média de 31.144 espectadores/jogo é muito superior à média final de 2010/11 (24.857/jogo) e reflecte uma clara inversão da tendência negativa registada nos últimos quatro anos. A taxa de ocupação do Estádio José Alvalade passou dos 50% (2010/11) para os actuais 62%, uma subida considerável tendo em conta que o Sporting só receberá a visita dos principais rivais (FC Porto, Benfica e Braga) em 2012.

ANTÓNIO M. SIMÕES/GLOBAL IMAGENS

Com destinatário
a Nuno Gomes exuberante
Nuno Gomes dedica agora cada golo que marca a uma entidade, a uma classe, até a um povo. Já não é um simples jogador, o avançado do Braga: é uma instituição – e o seu desfile uma festa. Ou isso ou a exuberância inclui uma certa dose de pantomina, com destino ao balneário da Luz. Incluirá?

717
Número de espectadores no Feirense-Marítimo da 7ª jornada, a mais baixa assistência entre todos os jogos da Liga 2011/12
Os restantes clubes não apresentam variações significativas. Algumas subidas resultam de caprichos do calendário (o Beira-Mar, por exemplo, duplicou a média de espectadores porque recebeu Sporting e Benfica nas primeiras oito jornadas do campeonato). Os 6 4 j o g o s d o c am p e on at o d e 2011/12 disputados até hoje incluíram apenas um “clássico” (FC Porto-Benfica) e tiveram uma assistência total acumulada de 686.651 espectadores. As primeiras oito jornadas de 2010/11 incluíram igualmente apenas um “clássico” (Benfica-Sporting) e tiveram uma assis-

Mau, Machado
a Tensão em Guimarães
Ou Manuel Machado é completamente desprovido de sentido de humor, possibilidade que eu gostava de não afastar de imediato, ou ainda não engoliu a saída de Guimarães. Ditas em tom piadético ou magoado, o facto é que as suas palavras à Rádio Fundação resultaram duríssimas para Rui Vitória. Seria preciso?

tência acumulada ligeiramente superior: 692.450 espectadores. Apenas Benfica, Braga e Vitória de Setúbal registam descidas da taxa de ocupação dos seus estádios relativamente à época anterior. A taxa do Leiria disparou dos 10% (2010/11) para os 45% porque a equipa passou a jogar num estádio (Marinha Grande) mais adequado à dimensão do clube. A actual média

de espectadores do Leiria é sensivelmente igual à da temporada passada. No sentido inverso, o Feirense mais do que duplicou a média de assistências, mas a taxa de ocupação caiu dos 32% para os 9% porque a equipa continua a jogar numa casa emprestada (Aveiro) cuja capacidade é muito superior à do estádio (Marcolino de Castro) utilizado em 2010/11.

O Feirense-FC Porto teve quase nove mil espectadores, mas os restantes três jogos do Feirense em casa tiveram menos de 900 espectadores cada. “Razões económicas e de mobilidade – o estádio de Aveiro fica a 42 quilómetros de Santa Maria da Feira – estão na origem desses números tão baixos”, explica a O JOGO Orlando Macedo, responsável pela comunicação do clube.