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Conceitos de Economia A economia pode ser definida assim: o estudo de como as pessoas e a sociedade decidem empregar recursos escassos

, que poderiam ter utilizações alternativas, para produzir bens variados. Pode-se fazer a seguinte divisão no estudo econômico: - Macroeconomia- analisa o comportamento da economia como um todo, por meio de preços e quantidades absolutos. Faz parte dela os movimentos globais nos preços, na produção ou no emprego. - Microeconomia- estuda o comportamento de cada “molécula econômica” do sistema, por meio de preços e quantidades relativas. Para exemplificar, pode-se citar a análise do funcionamento de empresas. Enquanto a economia positiva ocupa-se da descrição de fatos, circunstâncias e relações econômicas, a economia normativa expressa julgamentos éticos e valorativos. As grandes divergências entre os economistas aparecem nas discussões de caráter normativo, como por exemplo o da dimensão do Estado e o poder dos sindicatos. 1. INTRODUÇÃO Economia, ciência social que estuda os processos de produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços. Os economistas estudam a forma dos indivíduos, os diferentes coletivos, as empresas de negócios e os governos alcançarem seus objetivos no campo econômico. Seu estudo pode ser dividido em dois grandes campos: a microeconomia, teoria dos preços, e a macroeconomia.Quanto ao tema fatores de produção, há uma divergência de opiniões entre os economistas quanto ao número de fatores, porem todos concordam com a existência de fatores de produção. A seguir abordaremos as duas correntes, sendo que primeiro será feito uma analise do pensamento dos autores mais antigos ou tradicionais, para o qual classificam em três os fatores de produção que são: A "terra", o "trabalho" e o "capital". A "terra" e o "trabalho" são considerados fatores originários, já o "capital" e derivado da "terra" e do "trabalho". Segundo a teoria desses autores, vamos analisar a influencia desses três fatores na produção. Esses fatores têm influencia direta na produção, os quais são utilizados para satisfazer as nossas necessidades, direta ou depois de transformadas. O planeta em que habitamos que foi denominado de "Terra", constitui o primeiro fator de produção e quando surgiu o homem, o mundo já estava criado. O homem vem em constante evolução, seus conhecimentos é renovado freqüentemente, porem até hoje podemos aproveitar somente a superfície da terra, a camada inferior mais próxima e a camada gasosa que envolve nosso planeta. A terra tem condições de nos oferecer os gêneros alimentícios e a matéria-prima necessária para a produção de novos bens econômicos. A natureza é generosa, pois encontramos na terra muitas

coisas imediatamente aproveitadas como: os peixes, animais comestíveis, ervas, frutas a água etc. E não é só isso, temos os mares e os rios com suas quedas-d'água, o homem faz aproveitamento desses recursos, para melhorar a sua existência. Podemos notar também que até as coisa que a natureza nos oferece prontas, como: os animais, peixes, frutas etc., exige algum esforço que é considerado "trabalho", como: a caça, a pesca, a colheita, o transporte, o armazenamento, etc. Então o segundo fator de produção é o "trabalho" (Esse nome vem de um antigo instrumento chamado "tripallium", o qual era usado para castigar os escravos e exigir deles mais trabalho). É bom lembrar que o homem é o agente da produção e o seu trabalho representa o segundo fator da produção. O trabalho, em economia, quer dizer o trabalho humano e não o desempenho das máquinas e nem o esforço dos animais que parecem trabalhar. A máquina industrial e os animais colocados a serviço do homem representam o terceiro fator de produção, que é o "capital" o qual vamos abordar a seguir. Ao longo dos anos, o homem percebeu que mesmo as coisas que não proporcionavam a pronta satisfação de suas necessidades, serviriam para ajuda-lo a obter outras coisas de consumo imediato. Então o homem primitivo percebeu que poderia fazer instrumentos como o arco e flecha, o machado de pedra, a foice com dentes de sílix, etc; que poderiam auxilia-los a conseguir com mais facilidade as coisas para a sua sobrevivência e de sua família. Dessa forma é que nasceu o terceiro fator da produção, que denominamos de "capital". É considerado capital, os bens que não se destina à imediata satisfação do ser humano, mas que tem a função de facilitar a produção de utilidades econômicas. O capital no ponto de vista econômico é representado pelas matérias primas, usinas, máquinas, ferramentas, edifícios industriais etc. O dinheiro ou o credito, também é considerado capital, somente do ponto de vista comercial ou financeiro, representando a fonte do financiamento para a compra dos bens de produção: bens duráveis e transitórios (insumos). Fatores de Produção Quando os três fatores estão em harmonia, a produção com certeza estará crescente, observamos na "terra" o fator originário com uma riqueza incalculável para o ser humano, com o "trabalho" conseguirmos os bens econômicos, e por fim vem o "capital", que só com ele pode se concluir o ciclo produtivo. A sociedade vem evoluindo, com isso nasceu um novo fator de produção, defendido por muitos autores denominado de "empresa", que representa a organização econômica que tem a função de reunir ou combinar os fatores tradicionais da produção terra, trabalho e capital e que agrega o quarto fator a "empresa", a qual tem a função de produzir bens e serviços. Quando falamos em economia moderna observamos que é caracterizada pela existência de muitas e variadas empresas

produtoras de bens e serviços. Chegou a um ponto de importância na vida econômica, que a empresa passou a ser considerada um novo fator de produção, defendida por alguns autores de Economia. Porem não devemos considerar a empresa como fator de produção e sim forma de produção. Justificando esta teoria observamos que antes da Revolução Industrial, que passou da produção manual, para a produção mecânica, a qual deu inicio no século 18 e se desenvolveu no século 19. A partir da revolução industrial que antes era de forma doméstica (produção manual) ganhou nova forma, a empresarial (produção mecânica). Então concluímos que tradicionalmente são três os fatores de produção: A terra, o trabalho e o capital. Depois de analisar a fundo os três fatores da produção, estamos preparados para eliminar um fator, que é a terra. Dessa forma fica o trabalho e o capital ao qual pode ser aplicada a seguinte fórmula: (Fatores de produção = Trabalho + Capital). O fator trabalho é o esforço somente do homem, fica de fora deste fator, os animais e as máquinas. Já o fator capital com a redução dos fatores passa a ter um novo conceito que o divide em três: Terra, Bens de produção e bens de consumo duráveis. 1º Terra: são os bens duráveis da natureza como as minas, áreas urbanas, terrenos agrícolas etc. 2º Bens de produção duráveis ou capital fixo: são bens feito pelo homem como as ferramentas, maquinas etc. 3º Bens de consumo duráveis: são bens produzidos pelo homem como os automóveis, residências etc. Quando unimos a força do trabalho dos trabalhadores ativos, com os recursos do capital disponível empregado por todas as empresas, desde o primeiro dia do ano, surge, no fim do período (para facilitar os trabalhos de análise macroeconômica de um país foi escolhido o período de tempo de 1º de janeiro a 31 de dezembro), a produção nacional bruta ou produto nacional bruto do país. Define-se a produção global do país, no prazo de um ano como bens econômicos, em "bens de consumo" e "bens de produção". Sendo a produção nacional bruta ou produto nacional bruto, um dos mais importantes agregados macroeconômicos, o qual tem dois destinos, o "investimento" e o "consumo". È importante frisar que "Investimento" no mercado financeiro tem um sentido; já em Economia tem outro. No mercado financeiro significa aplicação do capital em títulos públicos ou privados ou, então, a compra de ativos reais, como o dólar, ouro, imóvel etc. No setor econômico significa aplicação em edifícios, equipamentos industriais, maquinarias, instalações etc. É muito importante conhecer os dois significados. A produção total de um país, bem como a produção que recebe do exterior segue os mencionados destinos, sendo que uma parte da produção é consumida (geralmente todos os bens de consumo e serviços) e a outra parte é aplicada ou investida novamente na produção por particulares, governo e empresas em

menor escala, como novo capital. Podemos comparar uma pessoa que precisa de uma casa para a sua família. Pois ela reserva parte de seus rendimentos para um investimento que pode ser, para a aquisição ou construção da casa própria, e a outra parcela é destinada para a alimentação, vestuário, remédios, educação etc. Essas noções são consideradas básicas, porem é muito importante conhecer a atividade econômica de um país, porque a regra é praticamente igual em todo o mundo. Tudo o que foi abordado até aqui nos dá a condição de entender a equação fundamental da produção de qualquer país. Lembrando que: "Fator de produção = Trabalho + Capital". Com tudo que vimos até agora, chegamos a mais uma fórmula da produção global de um país que é: "Produção (ou Produto) Nacional Bruta = Consumo + Investimento". Esta fórmula mostra que a produção (ou produto) nacional bruta será sempre a soma em dinheiro (moeda de cada país) dos bens consumidos pelas empresas, governos e particulares, mais os bens destinados ao investimento, constituindo assim o novo capital, para outro ciclo de operação no ano seguinte. A produção (ou produto) nacional bruta pode ser apresentada em termos monetários (na moeda de cada pais), como também pode ser representados por meio de taxas percentuais ex: 2,5%, 4%, 6% etc., para efeito de estatísticas, para comparar um período em relação a outro. A fórmula da produção global de um país pode ser representada palas iniciais das palavras e fica assim: (PNB = C + I). Ex: PNB (R$ 75.000) = C (R$ 55.000) + I (R$ 20.000). Completando o estudo da produção e seus fatores, devemos observar a "depreciação do capital", que em Economia significa desgaste físico dos bens de produção ou do capital fixo representado pelos equipamentos, utensílios, instalações durante as operações de produção. Sendo que o capital fixo sofre desgaste pelo uso, então o total da depreciação deve ser deduzido do valor da produção (ou produto) nacional bruta, para se ter maior precisão no cálculo da produção global de um país. Quando deduzimos o total da depreciação do capital fixo da produção (ou produto) nacional bruta, fica o resultado da "produção (ou produto) nacional liquida", a qual pode ser PNL ao custo dos fatores de produção e PNL a preços de mercado. Concluímos então que: 1º A produção (ou produto) nacional bruta é o valor (em moeda do país) da produção global de bens e serviços de um país. 2º A produção (ou produto) nacional liquida é a mesma produção anterior depois de deduzido o valor da depreciação do capital fixo. Vamos ver a fórmula da produção (ou produto) nacional líquida fica assim: Produção (ou produto) nacional liquida = Consumo + Investimento - Depreciação. Usando as 1ª letras fica assim: (PNL = C + I - D). Ex: PNL (R$ 75.000) = C (R$ 60.000) + I (20.000) - D (5.000). Nas considerações finais é importante esclarecer que considerando apenas a produção interna do país, (excluindo as

é possível estabelecer diferentes pontos máximos de eficiência produtiva e respectivos trade-offs resultantes do aumento/diminuição da produção de um dos bens expostos. . 4. uma produção potencial. de um país por exemplo. Esse ponto somente será atingido com um aumento na CPP. uma base de instalações. sinalizando o seu crescimento (variação positiva . Assim na função supõe-se a produção de apenas dois bens.ex. também designada por curva de possibilidade de produção (CPP). Qualquer ponto no seu exterior é impossível como prova a lógica. tem um limite máximo. Em economias de mercado. Este é outro agregado importantíssimo na moderna análise macroeconômica. insumos agrícolas e um número fixo de trabalhadores. CPP Em economia. a produção total. representando o desenvolvimento de uma sociedade. centralizadas. como dissemos. Teoria A curva representa todas as possibilidades de produção que podem ser atingidas com os recursos e tecnologias existentes. A Função FPP tem a forma de curva e. de vez que ele representa. país ou sociedade. ao longo desta.rendas liquidas enviadas ao exterior e também a depreciação do capital fixo) deve se falar em produção (ou produto) interna bruta PIB. a fronteira de possibilidades de produção (FPP). tudo aquilo que se produz exclusivamente dentro das fronteiras geográficas de um país (sem as relações externas).1%) ou seu decréscimo (variação negativa ex. estabelecida pela fronteira. sabendo que os restantes fatores de produção já são dados. ilustra graficamente a escassez dos fatores de produção cria um limite para a capacidade produtiva de uma empresa.6%) de um ano para outro. pois não se produz na máxima eficiência possível. Quando o ponto está fora da curva há uma situação impossível de utilização de mais recursos do que os disponíveis.2. Como a análise concomitante de tais problemas é bastante complicada. a escolha sobre as alternativas de produção fica a cargo do mercado. o deslocamento da CPP é feito conforme decisão de quem a controla. descentralizadas. que é representada por um ponto sobre a curva. que representará um acréscimo de fatores de produção. Já em economias planificadas. imagine a decisão sobre uma escolha e suas possíveis soluções num empreendimento de plantio: Um sítio com um tamanho fixo. seja ele desenvolvido ou subdesenvolvido. Quando um ponto está dentro da curva a economia está operando com capacidade ociosa ou desemprego de recursos (fatores de produção sub-utilizados). Tudo que abordamos neste artigo é usado para a economia de qualquer país. O PIB constitui um indicador da atividade econômica global de um país. vamos supor . Devido a limitação de recursos. Qualquer ponto no seu interior representa ineficiência produtiva. Para fins de simplificação.

acompanhados de diminuições na produção de milho. ficando a fração restante para a cultura de milho. Por outro lado. nesse sítio. Eficiência produtiva Teremos á eficiência produtiva somente se estivermos situados sobre a fronteira (ao longo da linha AF). como a utilização de parte das terras para o plantio de Guandú. As várias possibilidades de produção podem ser ilustradas através de um exemplo numérico. Existirão. os ruralistas estão concentrados em produzir dois tipos de bens: Feijao Guandú e Milho. Se o ruralista utilizar toda a terra para cultivar milho. a gestão da economia. Para tanto. é claro. social e econômica pelo qual estar organizada uma sociedade. Sistemas Economicos Um sistema econômico pode ser definido como sendo a forma política. Engloba o tipo de propriedade. Assim. “Curva de Possibilidades de Produção” (ou Fronteira de Possibilidades de Produção) nos mostra todas as combinações possíveis entre milho e soja que podem ser estabelecidas. alternativas intermediárias. não haverá área disponível para o plantio de Guandú. quando todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados (significando estar havendo pleno emprego de recursos). Possibilidades Guandú(kg) Milho (kg) A B C D E F 0 1500 2500 3500 4500 5500 8000 7000 6000 5500 3500 0 Vamos. o custo de um produto poderá ser expresso em termos da quantidade sacrificada do outro. onde aumentos na produção de soja deverão vir. ecessariamente. Custo de Oportunidade: acabamos de verificar que se a fazenda estiver usando eficientemente seus recursos (o que indica uma situação de pleno emprego) um aumento na produção de soja somente ocorrerá mediante uma diminuição na produção de milho. a seguir. os . representar graficamente a escala de possibilidades de produção entre milho e soja. utilizando-se de todo o sítio para este fim. não poderá plantar milho. O eixo das ordenadas (vertical) representará a quantidade de milho que a fazenda pode produzir.que. utilizaremos um sistema de eixos cartesianos. No eixo das abscissas (horizontal) representaremos a quantidade de soja que pode ser obtida. se ele quiser se dedicar somente à cultura de Guandú.

O sistema capitalista ou economia de mercado é regido pelas forças de mercado. o capital. predominantemente a livre iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção. predominando a propriedade pública dos fatores de produção. desemprego e inflação em boa parte do mundo. No final deste século. chamadas nessas economias de meios de produção. o sistema econômico não se apresenta de forma homogênea. os . as questões fundamentais são resolvidas por um órgão central de planejamento. Na realidade. com os industriais e banqueiros centralizando as decisões econômicas e políticas. resultaria na formação de gigantescas empresas multinacionais. atualmente. para obter uma distribuição racional e justa da riqueza social. ou ainda economia planificada. englobando os bens de capital. que são constituídas pelas empresas e. prédios. o capitalismo apresentava-se estruturado. Historicamente. o sistema capitalista tem passado por grandes evoluções. 2) o complexo de unidades de produção. priorizando eliminar as diferenças entre as classes sociais e planificar a economia. apenas da força de trabalho e a vendem em troca de salário. o que. é crescente a intervenção do Estado na economia. Quanto à classificação. as crises são freqüentes. econômicas e sociais. de modo a se observar formas contrastantes na mesma totalidade social. com cartéis. persistem formas artesanais de produção pré-capitalista. 3) o conjunto de instituições políticas. jurídicas. o sistema socialista tem suas doutrinas e movimentos políticos voltados para os interesses dos trabalhadores. no século XX.processos de circulação das mercadorias. que dispõem. acentuavam-se as tendências à concentração. a terra. no século XIX. se conhece a existência de dois sistemas econômicos distintos: o capitalismo e o socialismo. no capitalismo mais avançado. as reservas naturais e a tecnologia. provocando falências. historicamente. Alguns estudiosos defendem a tese de que. os quais são proprietários dos meios de produção e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias (bens dirigidos para o mercado) visando à obtenção de lucros. a propriedade cooperativa e a pequena ou média propriedade rural particular. ou economia centralizada. terra. Para amenizar os efeitos dessas crises. os elementos básicos de um sistema econômico são: 1) os estoques de recursos produtivos ou fatores de produção. Já no sistema socialista. truste e monopólio. que constituem a base de organização da sociedade. Assim. O sistema capitalista predomina na maioria dos países industrializados ou em fase de industrialização e sua economia baseia-se na separação entre trabalhadores juridicamente livres. matéria-prima etc. e os comerciantes atuando como seus intermediários. e capitalistas. Também em países socialistas co-existem a propriedade estatal. No sistema capitalista. bancos. que são os recursos humanos (trabalho e capacidade empresarial). De conformidade com sua definição. o consumo e os níveis de desenvolvimento tecnológico e da divisão do trabalho.

Em síntese os países organizam-se segundo esses dois sistemas. e não a consumação de tal. uma comunidade etc. . como: . conseqüentemente a sociedade (que pode ser um país. Temos que entender que é somente o desejo de adquirir certo bem. A demanda pode ser influenciada por vários fatores. que assim deixam de concorrer entre si. Pressupõe a elaboração de planos de produção rigorosos para todos os setores da economia. capital e tecnologia. que seria caracterizado como consumo. mas devem respeitar as regras aceitas pelo grupo. enquanto do lado socialista se acentua a tendência a recorrer a determinados mecanismos próprios da economia de mercado.sistemas econômicos atuais (capitalismo e socialismo) caminharam para uma aproximação rumo a sociedades industrializadas geridas burocraticamente e de forma centralizada. tais como: divisão do mercado e a manutenção do preço combinado ou estabelecido. Monopólio: Tipo de mercado onde existe a exclusividade ou privilégio de venda. Os fatores de produção se dividem em quatro categorias: trabalho. No capitalismo o planejamento e a centralização decorrem da ação do Estado e dos monopólios.O gosto do consumidor. possibilitando a concorrência entre as empresas de propriedade estatal. estabelecendo preços elevados que lhe garantam elevadas margens de lucro. em que as decisões de natureza econômica. GLOSSÁRIO Fatores de Produção: Recursos de que as pessoas e. ou alguma forma intermediária entre eles. No monopólio não há competidores. são tomadas por um órgão estatal. ocorre alta influência nos preços e o estabelecimento é regulado pelo próprio produtor. Planificação: Método de planejamento central usado nos países socialistas. uma região. Truste: Estrutura empresarial na qual várias empresas. Lei da Oferta e da Procura (demanda e oferta) Demanda é tudo aquilo que um consumidor almeja adquirir em determinado espaço de tempo. As empresas que formam um cartel mantêm sua independência e individualidade. não existem produtos para substituição.A relação entre o preço do bem – quanto maior. fundem-se para assegurar esse controle. menor será a procura pelo mesmo. recursos naturais. já detendo a maior parte do mercado.) dispõe para produzir qualquer bem ou serviço. . Cartel: Organização de comercialização em conjunto criada por empresas que fixam o preço de venda e as quotas de produção para as empresas filiadas.

Depende de algumas variáveis: . ao estudo da produção e preços dos diversos bens. Oferta é a quantidade de bens ou serviços que os produtores dos mesmos desejam vender em determinado espaço de tempo. Quando a quantidade deste bem se normaliza no mercado. etc. podemos citar o vídeo-cassete. Assim. Seu preço foi declinando com a chegada de marcas diferentes. fazendo com que o preço dos produtos seja regido pela oferta. há a redução de seu preço. sua oferta aumentou para uma demanda estabilizada. . Como exemplo. maior é o estimulo para a fabricação deste bem. . Em épocas especificas como Páscoa.A relação de seu preço e o poder de compra do consumidor. DEMANDA.A quantidade ofertada de um bem. Um bom exemplo que encontramos em nosso dia-a-dia é o supermercado. pois a demanda pelos mesmos aumenta em uma proporção muito maior que o aumento de sua oferta. ao estudo das empresas. os produtos de época tendem a ficarem mais caros.O custo de produção destes bens. podemos ver que quanto há o aumento do preço de um produto. 3. e também de produtos concorrentes (como o DVD) no mercado – ou significa... Ex.: o preço da manteiga e da margarina. Natal. 2. estimulando a demanda e desestimulando a vontade dos fabricantes de produzi-lo.A tecnologia empregada na fabricação destes produtos. .O preço dos bens concorrentes a este. A microeconomia visa explicar como a empresa individual decide qual será o preço de venda de um produto em particular. . serviços e fatores produtivos. . bens de capital. E esta lei econômica serve para qualquer produto. que oferecerá pouco para o mesmo elevar-se. Essas forças de mercado vivem em conflito.O preço deste bem. OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO Conceito de demanda .A relação de seu preço com o preço de bens substitutos. e pela demanda. e outros insumos com vistas a obtenção de determinado produto. que montante de produção maximizará seus lucros e qual a combinação mais baixa possível de custos de mão-de-obra. que almejará muitos produtos para ele chegar a preços mais acessíveis. Microeconomia É conhecida como o ramo da ciência econômica voltado ao estudo do comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e/ou famílias. matéria-prima. que no início da década de 80 custava muito caro.

20 1. ou seja. e vice-versa. Essa é a lei da demanda. a quantidade demandada é tanto maior quanto menor o seu preço. por unidade de tempo. Lei geral da demanda Considerando constantes os demais fatores (ceteris paribus).80 0. os gostos e preferências. etc. as expectativas de variação de preços.00 1.A demanda de um produto é definida como o conjunto das diversas quantidades que os usuários estão dispostos a adquirir desse produto.00 1. substitutos ou complementares. Demanda de bananas Preço da Nº de dúzia de dúzias por bananas (R$) semana 0. os preços de outros produtos.90 1. podemos dizer que a quantidade demandada de um bem ou serviço varia no sentido inverso de seu preço. Fatores que influenciam a demanda: o preço do produto. a renda dos consumidores.30 250 210 180 150 110 80 Preço Quantidade .

se a rende crescer. a função demanda pode ser representada pela expressão Qd= a – bp Pode a curva de demanda assumir outras formas? Dada a função Qd = 50 – 4p. . Fatores que a influenciam a oferta: . Essa é a lei da oferta. 3.Podemos também representar demanda.casos fortuitos.o preço do produto. ou seja.80 0. pode-se dizer que quantidade ofertada de um bem ou serviço varia no sentido de seu preço. por unidade de tempo. e vice-versa.20 1.1 A lei geral da oferta Considerando constantes os demais fatores (ceteris paribus)’.00 1. ao preço p = 3.os preços de outros produtos. .a tecnologia.30 75 95 120 150 180 210 Preço . .90 1. substitutos na produção. qual é a nova função demanda? 3. de modo que ao mesmo preço tivermos Qd = 48. etc. Temos que Qdx = f (px) algebricamente uma curva de Logo. . Oferta de bananas Preço da Nº de dúzia de dúzias por bananas (R$) semana 0. a quantidade ofertada é tanto maior quanto maior o seu preço.os custos de produção.00 1.2. Qd = 38.2 Conceito de oferta A oferta de um produto é definida como o conjunto das diversas quantidades que os produtores estão dispostos a produzir e oferecer.

Preço da Quantidad Quantidad Diferenças dúzia de e Ofertada e (dúzias) bananas (R$) por demandad semana a por semana 0.80 0. A qualquer preço acima desse nível a quantidade ofertada é maior. e a qualquer preço abaixo a quantidade demandada é maior. Temos que Qox = f (px) Logo. a função demanda pode ser representada pela expressão Qo= a + bp Pode a curva de oferta assumir outras formas? Equilíbrio de mercado Consideremos novamente as duas tabelas de demanda e de oferta de bananas.00 1.30 75 95 120 150 180 210 250 210 180 150 110 80 Preço Quantidade . A cada preço da dúzia de bananas as quantidades demandadas e ofertadas são diferentes.20 1.10 a dúzia.00 1.90 1.Quantidade Podemos também representar algebricamente uma curva de oferta. com exceção do preço R$ 1.

. Análise do Equilíbrio pelas Escalas de Oferta e Demanda Nossa análise do equilíbrio será feita com o auxílio do Quadro 9. se as condições de demanda e oferta permanecerem inalteradas. a fim de ver de que maneira o preço e a quantidade de equilíbrio são determinados. voltaremos a nos apoiar na bibliografia especializada. agindo individualmente. seja no plano individual. Se o consumidor busca sempre o menor preço e o produtor deseja a maior remuneração possível pelo seu produto. Leia com atenção o seguinte texto: O Equilíbrio Equilíbrio em um Mercado Competitivo É chegado o momento de juntar os dois lados do mercado. o da oferta e o da demanda. Portanto. os mercados funcionam de uma maneira que leva à convergência entre Oferta e Demanda.Como as interações entre Oferta e Demanda dão origem ao equilíbrio de mercado. Para compreender isso. seja na escala o mercado (Oferta e Demanda de mercado). Desenvolvimento O que é Equilíbrio e como ocorre À primeira vista. .Como as mudanças nos fatores determinantes da Oferta e da Demanda causam alterações no equilíbrio de mercado. Existirá equilíbrio estável em um mercado de concorrência perfeita quando o preço corrente de mercado tende a ser mantido. . uma harmonização entre esses dois lados do mercado.O Equilíbrio de Mercado Nesta aula. tão opostos entre si? Embora pareça pouco provável. que são aqueles em que existem muitos compradores e vendedores. Nossa atenção estará voltada somente aos mercados do tipo competitivos. Introdução Agora. de forma tal que nenhum deles. está apto a compreender o mecanismo que denominamos equilíbrio de mercado. Oferta e Demanda parecem divergir sempre. você conhece a Oferta e a Demanda. você ficará sabendo: . como é possível um entendimento. consegue exercer influência significativa sobre os preços e quantidades praticados no mercado.O que é o equilíbrio de mercado. no qual encontramos as escalas de oferta e demanda de mercado para camisas.

em que a oferta e a demanda se confrontam.000 camisas no mercado. por um motivo qualquer.000 camisas/mês.00 por unidade. o que ocorreria no mercado? 0 Quadro 9 mostra que. Se examinarmos atentamente as quantidades ofertadas e demandadas a cada nível de preço. esse excesso de demanda fará com que o preço aumente até atingir o equilíbrio. logo os fabricantes terão pela frente uma quantidade enorme de mercadoria encalhada. Certamente o acúmulo de estoques. período após período. os produtores estão dispostos a oferecer mensalmente 8. 0 Excesso de Oferta (análise pelas escalas de oferta e demanda) Observemos inicialmente as escalas de demanda e de oferta mostradas no Quadro 9. Um preço que faz com que a quantidade demandada seja exatamente igual a quantidade ofertada é chamado Preço de Equilíbrio (ou Preço de Mercado). teremos excesso de demanda da mercadoria. . esse excesso de oferta fará com que o preço diminua até atingir o equilíbrio. uma vez atingido. Vejamos. a quantidade correspondente a esse preço é chamada Quantidade de Equilíbrio. então. Suponhamos que. ao passo que os consumidores estão dispostos a comprar somente 4. Nessas condições. descobriremos que existe apenas um preço — $ 50. Surge então um excedente (uma sobra) de 4. Esse excedente é chamado “Excesso de Oferta”. como o mercado caminha para o equilíbrio quando existe excesso de oferta e quando existe excesso de demanda.000 camisas. tende a persistir. Se nada for feito. Esse preço emerge espontaneamente em um mercado competitivo. ao passo que a escala de oferta indica a quantidade que os produtores estão dispostos a vender a cada possível preço.00 — para o qual a quantidade demandada é exatamente igual à quantidade oferecida. Sempre que o preço estiver acima do preço de equilíbrio. os produtores estabeleçam o preço da camisa em $ 70.Quadro 9 Escalas de oferta e demanda de mercado de camisas A escala de demanda mostra a quantidade de camisas que os consumidores estão dispostos a comprar a cada preço alternativo. a esse preço. 0 preço de equilíbrio é aquele que. teremos excesso de oferta da mercadoria. sempre que o preço estiver abaixo do preço de equilíbrio. Por outro lado.

se vender a sua mercadoria por um preço inferior ao praticado pelos outros produtores. A esse preço os produtores colocam no mercado 7.000 camisas/mês. os consumidores percebem o acúmulo de estoques e passam a regatear no preço. estão dispostos a comprar 5. Já não existe excesso de oferta de camisas atuando no sentido de baixar o preço do produto.00 por unidade. Por essa razão. os produtores estarão dispostos a oferecer apenas 4. o preço do produto aumenta. que os preços. suponhamos que o preço da camisa inicialmente seja de $ 30. Surge entre eles uma disputa. Essas reduções de preços provocam aumentos nas quantidades demandadas de camisas.000 camisas por mês.000 camisas/mês a esse preço. Nessa situação.000 camisas por mês. cada qual querendo pagar mais para obter uma quantidade da mercadoria que o satisfaça. a preço tão baixo. 0 Excesso de Demanda (análise pelas escalas de oferta e demanda) Ainda tendo como referência as escalas de demanda e de oferta mostradas no Quadro 9. os fabricantes passam a vender seu produto a preços mais baixos. Suponhamos. uma vez que eles necessitam de dinheiro para pagar as despesas efetuadas na fabricação do produto.00. A esse preço.00 por unidade. ao passo que a Quantidade de Equilíbrio é de 6. Além disso. os consumidores estão dispostos a comprar a mesma quantidade — 6. Com o aumento de preço. a quantidade demandada de camisas diminui. Com a quantidade demandada superior a quantidade ofertada. uma verdadeira concorrência.000 camisas por mês. entretanto.00 a unidade. Muitos deles já terão abandonado o negócio. entretanto. Os consumidores. Existe ainda excesso de oferta de 2. $65. haverá escassez de camisas.000 camisas/mês. que os outros produtores pensam e agem do mesmo jeito. entretanto. quer porque alguns consumidores não podem pagar um preço mais . Os preços começam a diminuir para $ 68. conseguirá atrair mais compradores e eliminar o seu excedente. Com a intenção de realizar alguma receita e eliminar o excesso de mercadoria. muitos consumidores — na tentativa de participar do mercado — se dispõem a pagar um preço mais elevado pelo produto. continuem baixando de tal forma que as camisas passem a ser vendidas a $ 60. em um total de 8. 0 preço de $ 50.00 a unidade. poucos serão os produtores interessados ou em condições de produzir o bem em questão. A $ 30. Isso acontece porque.00 é o Preço de Equilíbrio (ou Preço de Mercado). Essa escassez é chamada de “Excesso de Demanda”. Ocorre. em função da competição.000 camisas — que os produtores estão dispostos a vender. em um total de 4. Pelo mesmo processo.000 camisas/mês. insatisfeitos com o preço praticado.não é uma coisa interessante para os produtores. as reduções de preços provocam reduções nas quantidades ofertadas do produto. Acontece que cada produtor acredita que. A esse preço existirão muitas pessoas querendo comprar a mercadoria. criando um incentivo para que os preços se reduzam ainda mais. paralelamente.00 e assim por diante. então. o preço continua diminuindo até atingir $ 50.

Esse é o “Preço de Equilíbrio”. aumentando a quantidade oferecida da mercadoria. Suponhamos.00. .000 camisas/mês. significando que existem pressões no sentido de elevar ainda mais o preço do produto. os produtores expandem sua produção.000 camisas/mês. 0 preço e a quantidade de equilíbrio são os preços e quantidades que atendem simultaneamente às aspirações dos consumidores e dos produtores.000 — é igual a quantidade que os produtores querem vender. que o preço aumente ate $ 50. 0 preço e a quantidade de equilíbrio correspondem ao ponto em que a curva de demanda e de oferta se cruzam (ponto E). Trabalharemos.00 a unidade. A esse preço a quantidade ofertada é exatamente igual à quantidade demandada. A Figura 9 nos mostra as curvas de demanda e de oferta obtidas a partir das escalas que acabamos de analisar. Análise do Equilíbrio pelos Gráficos de Demanda e Oferta Em termos gráficos. Ao preço de $ 50. A esse preço a quantidade de camisas que os consumidores estão dispostos a comprar — 6. com a hipótese de que o preço aumente para $ 40. então.00 não existe nem “Excesso de Oferta”. o equilíbrio ocorre na interseção das curvas de oferta e demanda de mercado.000 camisas/mês. então. A redução na quantidade demandada e o aumento na quantidade ofertada reduzem a diferença entre elas. quer pelo fato de que preços mais elevados induzem os consumidores a reduzirem a quantidade demandada do produto. Por outro lado.elevado pelo produto e saem do mercado. Não existe nenhuma tendência para que o preço mude. os produtores aumentam a produção e a oferta para 5. com o preço de equilíbrio sendo de $ 50.00 e a quantidade de equilÍbrio de 6. Em resposta ao aumento de preço. ainda haverá excesso de demanda de 2. nem “Excesso de Demanda”. Já não existe excesso de demanda atuando no sentido de elevar o preço da camisa. em resposta a aumento de preço. Mesmo assim.

O. O processo termina com o encontro num novo ponto de equilíbrio. Cada mudança do tipo citado acima provoca um desequilíbrio inicial. o preço de algum insumo mudar. sofre alteração. São Paulo: Pioneira-Thomson Learning.: Princípios de Economia. ou se houver uma nova tecnologia disponível no mercado. . acabam definindo um ponto de entendimento. mas haverá um equilíbrio no qual uma das partes estará em vantagem sobre a outra.R. na próxima aula.M. 97101] Comentários Parece claro.[texto e gráfico extraídos de Passos. e Nogami. seguido dos ajustes descritos pelo texto reproduzido do livro de Passos e Nogami. Vejamos dois exemplos gráficos do que ocorre quando aumentam a demanda (1º caso) e a oferta (2º caso). C. Ele só se altera quando ocorre uma mudança na Oferta ou na Demanda. Ou seja. que existem mercados onde essas regras funcionam em boa medida. Se. Um mercado desse tipo chama-se concorrência perfeita. ou ainda da renda dos consumidores. a curva de Oferta sofrerá um deslocamento por inteiro. Nesses casos. Esse ponto – o ponto de equilíbrio – tende a se formar sempre que o mercado específico do bem ou serviço em questão funcionar plenamente. Págs. Mas. um mercado assim não será um modelo irreal? Veremos. se houver concorrência entre os produtores e também entre os consumidores. O que importa é o caráter estável do equilíbrio. e se ninguém dispuser de informações privilegiadas que possa usar contra o outro lado na negociação. Isso deve levar você a recordar as duas aulas anteriores: o que são mudanças na Oferta e na Demanda? Relembrando: mudanças na Oferta ocorrem quando algum fator explicativo. O mesmo ocorre com a Demanda em casos de alteração de preços de bens substitutos ou concorrentes. exceto os preços dos bens e serviços considerados. há outros mercados onde tais condições não são preenchidas: produtores ou consumidores são poderosos e impõem preços ou regras de negociação ou ainda dispõem de informações privilegiadas que o outro lado não possui. o equilíbrio não se estabelecerá no ponto mais adequado para ambos os lados. cada um “puxando a brasa para a sua sardinha”. Evidentemente. representando uma quantidade e um preço de equilíbrio distintos daqueles existentes na fase anterior. que produtores e consumidores. por exemplo. 2003.

qe’ > qe . Aumentos de Ofertas causam mudança do equilíbrio para um preço menor e uma quantidade maior. você aprendeu como se forma o equilíbrio de mercado. Ficou sabendo que as alterações no equilíbrio ocorrem com mudanças na Oferta ou na Demanda (ou em ambas). como cada fator determinante da Oferta e da Demanda atuam no sentido de provocar aumentos ou quedas. causadas pelos fatores estudados nas aulas anteriores. assim como uma nova quantidade de equilíbrio. respectivamente. Síntese Nesta aula. Já falamos rapidamente o que seria concorrência perfeita. qe . Reveja nas Aulas 2 e 3. quando ela aumenta. reduções na Oferta levam a aumentar o preço e diminuir a quantidade de equilíbrio. algumas das quais podem até se anular mutuamente – mas também podem agravar-se mutuamente. mas deixamos claro que há outros tipos. Observou que o equilíbrio é uma tendência natural dos mercados quando há verdadeira concorrência entre produtores e entre os consumidores. Uma pergunta ficou no ar: o que acontece quando a concorrência é limitada do lado da Oferta ou da Demanda? Na verdade. Agora. a Demanda deslocou-se de D para D’ (um motivo possível para isso é o aumento da renda dos consumidores. outras .Na Figura 1. isso só pode ser devidamente analisado quando observamos os vários tipos de mercados existentes. No caso da Demanda. quedas na demanda levam a preço menor e quantidade maior no novo equilíbrio. Na Figura 2. imagine-os atuando em conjunto: os movimentos da Oferta e da Demanda podem ser simultâneos. provocando diversas oscilações no equilíbrio de mercado. supondose que o mercado representado refira-se a um bem normal). qe’ . o preço sobe e a quantidade cai. Isso significa que produtores e consumidores encontraram um novo acordo no mercado com preço e quantidade superiores ao acordo previamente existente. Uma queda nos preços dos insumos pode ter provocado esta alteração no equilíbrio de mercado. a Oferta desloca-se de O para O’ e a reacomodação do mercado ocorrerá a um preço menor e uma quantidade maior que na situação de equilíbrio anterior: pe’ < pe . superior a anterior. O novo ponto de equilíbrio mostra um preço pe’ superior ao antigo preço de equilíbrio pe .

os conceitos matemáticos são essenciais para definir o referencial lógico e sistemático das relações quantitativas. Grandes vultos da humanidade dedicaram preciosas horas em estudos de teoremas para formular outros. Esperamos você nessa aula! Elasticidade no preço da demanda INTRODUÇÃO Quando o homem sentiu a necessidade de explicar a natureza e seus fenômenos. A aplicação da matemática nos diversos ramos científicos baseia-se em variáveis do mundo real. Numa abordagem matemática da teoria econômica. traduz uma grandeza escalar pura. a elasticidade de uma função é uma grandeza adimensional. já que em se tratando de conceitos qualitativos. interessa-nos neste trabalho relacionar os benefícios da aplicação do conceito de “elasticidade -demanda x preço” ao aumento da receita. lucro. já que estas prevalecem no segundo ramo científico. Não se pode olvidar que a matemática aplicada à economia ou à administração retornará conceitos válidos no âmbito da lógica. No que se refere à matemática aplicada à administração. Essa variação demonstra a maneira como “y” responde à variações de “x”. ou mesmo na diminuição desta. Temos que a elasticidade pode ser definida como a razão entre a variação relativa da variável dependente “y” e a variação relativa da variável independente“x”. à medida em que se desenvolvia determinada área. como por exemplo as noções de custo. Esse será o tema da próxima aula. tornou-se necessário a criação de símbolos representativos. a representação ocorrerá através da lógica conceitual. Com o passar do tempo. preço. e não quantitativa. investimento. ou seja. em . por dedução. mais sofisticados e abstratos tornaram-se estes símbolos. a matemática surgiu para servir de suporte de análise no que se refere à conceitos quantitativos. Conclui-se que. dentre outras variáveis relevantes. Trata-se da medida de intensidade das variações da quantidade demandada e ofertada em relação ao preço. a proposta do presente trabalho é. Haverá ainda uma explicação sobre um termo curioso usado pelos economistas: elasticidade. Neste contexto. o que não é verdadeiro quanto à precisão empírica. pelo reflexo no faturamento das alterações sofridas em decorrência de variações no preço de uma mercadoria. como as variações envolvidas são relativas. além de imprimir validade e precisão lógica aos trabalhos e hipóteses definidas pelo administrador. para cada produto específico. podendo essas variáveis ser determinadas por observação e hipóteses cujas conclusões são obtidas através do método empírico. sendo freqüentemente usadas para medir o modo pelo qual a demanda ou a oferta respondem às variações no preço ou na renda.estruturas de mercado na economia real. demanda. Assim. objetivando acrescentar cada vez mais conteúdo neste complexo e perfeito modelo de representação da natureza.

Mas. Se a equação de demanda for explicitada em q. ou seja. qual o resultado na demanda quando o preço é majorado em 5% (cinco por cento). em análise superficial. Vejamos um esboço da curva representativa desta relação. uma vez que um preço mais elevado constitui um estímulo para que os compradores da mercadoria economizem seu uso. não sabemos a magnitude desta variação. depende de uma série de fatores. um dos mais relevantes é o preço da mercadoria. a demanda pela mesma deve cair. a seguir. sem necessidade de recurso à matemática diferencial. por exemplo. dentre outros. com aplicação de limites e derivadas. mantidos constantes outros fatores. será demonstrada interpretação geométrica nos casos em que a equação da demanda e preço não se apresenta explícita. Em segundo plano. Pelo exposto. Entre esses fatores. DESENVOLVIMENTO – ELASTICIDADE . A curva de demanda e preço será elaborada por meio de coleta de dados em que a elasticidade será obtida por processos gráficos para aplicação prática. vimos que quando o preço de uma mercadoria sobe. a quantidade demandada da mesma diminui. A quantidade demandada de uma determinada mercadoria. onde p é o preço para o qual q unidades são demandas àquele preço. a apresentação do estudo e aplicação da elasticidade em dadas situações em se que conhece previamente a equação da demanda em função do preço. Essa resposta veremos na análise matemática do conceito de elasticidade. tratando-se de curva experimental. B) Desenvolvimento Matemático Consideremos uma equação de demanda envolvendo p e q. e as conclusões teóricas também poderão ser conseguidas por essa análise geométrica. Quando o preço de uma mercadoria aumenta. obtemos a função de demanda g dada por q = g( p) Assumimos que p é um número real não negativo e que a função de demanda .DEMANDA E PREÇO A) A teoria econômica da elasticidade Necessário recordar os conceitos básicos da curva de demanda x preço.primeiro plano. utilizando para tal os recursos do cálculo infinitesimal.

A essa expressão denominados elasticidade de demanda em relação ao preço e será representada pela letra grega “η”. elevação no preço provoca redução na quantidade demandada relativamente maior do que a elevação no preço. Se o preço p sofre uma variação Dp isto implica numa variação na demanda de Dd . porém. podemos comparar o comportamento das elasticidades de vários produtos. Interpreta-se como a sensibilidade relativamente alta da demanda em relação ao preço. Para isso curvas de demanda são agrupadas em categorias. 2) DEMANDA INELÁSTICA: Se | η| < 1. Como a elasticidade é adimensional. dizemos que a demanda é elástica. seu uso mais comum ocorre na análise de como a demanda por uma mercadoria responde a variações de seu preço. Sabemos que a curva de demanda tem declividade negativa. e por conseguinte. Se a equação de demanda q=g(p) e “η” é a elasticidade.é contínua. como sendo: 8 1) DEMANDA ELÁSTICA: Se | η| > 1. A elasticidade é definida como uma propriedade de qualquer função diferenciável. dizemos que a demanda é inelástica. Isto indica que a variação percentual na quantidade demandada é menor que a . Isto indica que a variação percentual na quantidade demandada é maior que a variação percentual no preço. Em outras palavras. As variações relativas do preço e da demanda expressam-se respectivamente por Dp/p. então. a elasticidade será menor ou igual a zero (η ≤ 0). logo sua derivada primeira também será negativa. Dd/d. A variação relativa média em d (quantidade demandada) por unidade de variação relativa em p (preço) é dada por Fazendo o limite da expressão acima quando Dp tende a zero. cuja definição formal apresentamos: A elasticidade de demanda em relação ao preço dá a variação percentual aproximada na demanda que corresponde à variação de 1% (um por cento) no preço.

isto é. dizemos que a demanda é unitária. Assim. Ou seja. em qualquer faixa de preço. que a elasticidade de demanda é a constante “-m”. elevação no preço provoca redução na quantidade demandada relativamente menor que a elevação no preço. a elasticidade de demanda e preço cruzada da mercadoria “x” em relação à mercadoria “y” é dada pela relação entre as variações percentuais na quantidade demandada do bem “x” e a variação percentual no preço da mercadoria “y”. Muitas vezes torna-se importante analisarmos a elasticidade de demanda e preço de determinada mercadoria em relação à outra. a elasticidade de uma função não é constante ao longo de todo seu domínio. 3) ELASTICIDADE UNITÁRIA: Se | η| = 1.variação percentual no preço. as duas mercadorias são substitutas. Importa ressaltar que. ou seja. 3) η x. Entretanto. a hipérbole equilátera. “x” e “y” são mercadorias complementares. Isto indica que a variação percentual na quantidade demandada é igual à variação percentual no preço. tem elasticidade constante ao longo de seu domínio.y < 0 – Neste caso. 2) η x. Em outras palavras.y > 0 – Com este resultado concluímos que um aumento no preço da mercadoria “y” leva a um aumento na demanda da mercadoria “x”. Se a função de demanda é dada pela hipérbole equilátera generalizada. a demanda pela mercadoria “x” diminui.y = 0 – Isso só pode ocorrer se o preço da mercadoria “y” não 10 . podemos expressar: Também aqui podemos levar em consideração três situações: 1) η x. conclui-se. Apenas uma hipérbole equilátera tem elasticidade constante ao longo de seu domínio. Interpreta-se como a sensibilidade relativamente baixa da demanda em relação ao preço. temos: Daqui. o que indica que um acréscimo de 1% (um por cento) no preço do produto resulta num decréscimo de “m” por cento na demanda. em geral. quando ocorre um aumento no preço da mercadoria “y”. mantidos inalterados outros fatores.

logo. naqueles casos em que usualmente a curva de demanda vs preço é conseguida por experimentação. Um emprego muito interessante do estudo da elasticidade de demanda e preço é aquele usado para verificar qual seria o impacto sobre a receita de venda no caso de uma variação no preço da mercadoria. Ou seja. teremos: R' ( p) = q(1. Será igual a zero se çηç= 1 (elasticidade unitária). Se R é a função “receita total”. Isto é: R( p) = q.p (1) onde “q” é uma função de “p” (q = g(p)). de maneira que cruze os eixos “q” no ponto “E” e o eixo “p” no ponto “C”. Dizemos que as mercadorias “x” e “y” são independentes. Veremos agora um artifício geométrico do qual extrairemos uma forma fácil de calcularmos a elasticidade de demanda e preço quando já se conhece o traçado da curva “demanda vs preço”. elástica ou tenha elasticidade unitária. R(p) é a receita total para uma demanda de “q” unidades ao preço unitário “p”. aumente ou permaneça constante conforme a demanda dessa mercadoria seja inelástica. Diferenciando ambos os lados da equação (1) em relação à “p”. Consideremos a curva de demanda x preço conforme figura abaixo: Pelo ponto “A” da curva onde desejamos calcular o valor da elasticidade de demanda x preço (η) tracemos uma reta tangente à curva. uma redução no preço do produto fará com que sua receita de venda diminua. teremos: Multiplicando e dividindo por “q ” a segunda parcela do segundo membro.exercer nenhuma influência sobre a demanda da mercadoria “x”. Este processo torna-se prático naquelas situações em que a relação entre a demanda e o preço é dificilmente expressa numa equação. Em outras palavras. Será contrária à variação do preço se çηç> 1 (regime elástico). Consideremos as coordenadas do ponto “A” como sendo pA = B e qA =F .h ) Da expressão acima verifica-se que a variação da receita marginal terá o mesmo sentido da variação do preço se çηç< 1 (regime inelástico).

06 (dois reais e seis centavos). o mpreendedor. De posse da variação da demanda quando alterou-se o preço. . o empreendedor poderá. Ou seja. da elasticidade – demanda e preço: (que deve ser negativo. em 3% (três pontos percentuais).Usando a definição de elasticidade. Consideremos um empreendedor do segmento de aparelhos de barbear. fazendo uso da equação da demanda versus preço. de posse dessa relação.06.0487. é saber quanto diminuiria a demanda se ele majorasse o preço do barbeador de R$2. minuciosamente. obtém a estimativa em primeira aproximação.487/10 = 0. o empreendedor pode concluir que. depois de alguma tempo. a priori. pois as variações de p e q são contrárias). o decréscimo na demanda será de Dq = 0. teoricamente.487 e o decréscimo relativo será Dq/q = 0. Em se tratando de empreendedor bem sucedido. teremos q = 10 Já quando p = 2. ele obteve: Quando p = 2. Este é o grande mérito dessa teoria da qual podemos tirar conclusão para efetivo emprego.87% Analisando desta maneira. equacionar a relação que melhor representa o comportamento da demanda em função dos preços.00 (dois reais) para R$2. se conhecendo a teoria da elasticidade. 4. Com a aplicação direta da equação da demanda versus preço. teremos q = 9. onde q = quantidade demandada em milhões de unidades p = preço por unidade demandada O questionamento do empreendedor. conseguiram. A inclinação da reta tangente à curva no ponto: C) Problemas Práticos – Desenvolvimento Vamos trabalhar agora exemplificando situações em que podemos utilizar a teoria de elasticidade de demanda e preço aproximando do cotidiano das empresas. os passos dessa aplicação. Para tal. ou seja. pois sabe usar das ferramentas que a matemática aplicada lhe oferece. a reação da demanda. para a curva de demanda x preço teremos: No ponto “A” o preço “p” é dado pelo segmento OB e a quantidade demandada “q” pelo segmento OF.87% (quatro vírgula oitenta e sete pontos percentuais). Consideremos a equação que representa a variação da demanda em função do preço como sendo: q = 18 – 2p2 . busca incessantemente maximizar seus lucros. majorando o preço do produto (barbeador) em 3% (três pontos percentuais) acarretará um decréscimo na demanda de 4. Ora. saberá conjugar tal informação com a realidade do mercado. Vejamos.513 Logo. contratou uma empresa de estatística e com o auxílio de matemáticos. que como qualquer outro empresário. simular variações no preço de seu produto e avaliar qual será.

Avançando. Por isso.60. considerando que o preço atual do produto é R$2.13% (três vírgula treze por cento) no preço do barbeador.1.87% (quatro vírgula oitenta e sete pontos percentuais). nosso empreendedor obteve uma noção do comportamento da demanda em função da variação no preço. o empreendedor pretende pesquisar se para qualquer valor atribuído ao produto. o comportamento matemático acima relatado trará valores equivalentes. em tese. η = .00.73 Conclui-se que para valores do preço p > 1.Ora. acarretaria uma diminuição na demanda de 4. para uma variação de 5% (cinco por cento) no preço. que é η = .60 na demanda. o emprego do cálculo diferencial e seus resultados: Substituindo os valores de p = 2 e q = 10. Fácil! De posse do valor da elasticidade no ponto.13% Então. ele pode efetuar o cálculo: Considerando que a variação de 1% (um por cento) no preço acarreta uma alteração de 1.1. Relacionando o valor de η encontrado pela aplicação direta da equação q = 18 – 2p2 e aquele encontrado pela aplicação do cálculo diferencial dp. vejamos o comportamento da elasticidade – demanda e preço. a necessária redução. Caso isso não ocorra. um aumento de 3% (três pontos percentuais) no preço. p=2. como pode ele saber? Basta verificar os intervalos no domínio da função q(p) = 18 – 2p2 nos quais ela comporta-se de forma elástica (|η| > 1). identificamos uma diferença. teoricamente.1. Ou seja. mas é necessário algo tecnicamente mais apurado. teremos 4 p2 = 18 .03% (três centésimos percentuais). torna-se significante. quando utilizamos para a análise do caso particular. onde estão envolvidas milhões de unidades do produto. Ele pretende aumentar a demanda pelo barbeador em 5% (cinco por cento) e precisa. sua demanda será alavancada em 5% (cinco por cento).633 e no segundo.125 @ 3. na prática. estimar.60. conclui-se que reduzindo em 3.00 (dois reais). nosso empreendedor quer saber mais. pelas análises preliminares. teremos: 5/-1. em que o preço do aparelho de barbear é de R$2. p=1. Assim. para isso. unitária (|η| = 1) ou inelasticamente (| η| < 1). mas. que num universo de milhões de unidades. Esta diferença evidenciada pelo cálculo diferencial pode parecer irrisória. a elasticidade no ponto p = 2 era η = . onde no primeiro caso. para maior clareza. Sem os cálculos matemáticos essa conclusão não seria óbvia. Já com a teoria diferencial. comparando.60 = -3.73 a demanda se comportará . fácil perceber que a mesma variação acarretaria uma diminuição na demanda de 4. uma diferença de 0. Entusiasmado com seus cálculos. torna-se relevante para a maior ou menor rentabilidade do empreendimento. no caso da aplicação direta da equação.9% (quatro vírgula nove pontos percentuais).2 p2 ou seja.

qualquer majoração acarretaria queda de receita. aumentos de preço provocarão diminuição na demanda na mesma proporção. ficando sua atividade apenas limitada pela concorrência do mercado. como por exemplo. o acoplamento da matemática a outros ramos normativos. é válida a receita marginal quando se conhece a elasticidade para um dado valor da demanda. pois. consequentemente. preços abaixo de R$1. Por último. pois a variabilidade no preço para mais sempre acarretará aumento de receita. que impulsionam a economia. em sendo a receita R(p)= p. Assim. sem riscos matemáticos que possam provocar queda de receita. redução de preço acarreta queda de receita. temos que a variação da receita apresenta o mesmo sentido da variação do preço. significando dizer que variar positivamente o preço provoca aumento de receita e. um aumento relativo no preço ocasionará um decréscimo relativamente maior na demanda. Interpretação a contrário sensu permite concluir que uma redução em qualquer preço que esteja sendo praticado acima de R$1. Para o valor de p=1. ou seja. ou seja. para valores de p<1. Assim.73 a elasticidade será unitária.73 (um real e setenta e três centavos) acarretaria aumento de demanda e. trabalhando no regime inelástico (|η|<1). APONTAMENTOS FINAIS Através da elaboração deste trabalho restou evidenciada a importância da inter-relação entre as disciplinas como forma de gerar a autoprodutividade científica. Ou seja. necessário avaliar sua alteração em função da variação nos preços e verificar se é válida a expressão Logo.73 a demanda se comportará inelasticamente.73 (um real e setenta e três centavos). sem contemplação de fronteiras e . podem gerar benefícios mercadológicos. o que quer dizer que aumentos relativos nos preços provocarão diminuição relativamente menor na demanda.elasticamente em relação ao preço. de posse dos resultados de todas as indagações anteriormente apresentadas. o empreendedor poderá obter duas importantes conclusões: 1) Trabalhando com valores em que a demanda se comporta de forma elástica (|η|>1). Por derradeiro. à economia e à administração. preços acima de R$ 1. ou seja. de receita. Essa perspectiva atende ao sistema de mercado capitalista reforçada pela atual era da globalização econômica. Este regime traduz uma zona de conforto para o empreendedor. É certo que a globalização procura transformar o globo terrestre em um imenso e único mercado.q(p).73 (um real e setenta e três centavos). 2) Por outro lado. concluiu o empreendedor que a variação da demanda provocada por alteração no preço não significa aumento de receita e consequentemente lucro.

procedimentos e relevâncias relativamente aos objetivos de maximização econômica e de lucros. Resta lembrar que apresenta-se aqui uma pequena mostra do que a aplicação técnica da matemática pode gerar em termos de economia de mercado. já que a regra é que o mercado por si só regularia as transações e proporcionaria um equilíbrio entre os agentes macroeconômicos. contraditoriamente. A inserção de países em desenvolvimento na globalização sem qualquer proteção à suas empresas incipientes. a partir dos interesses das nações centrais e empresas transnacionais que. Essa aplicação retorna conceitos válidos no âmbito da lógica. sem precedentes na história. eles são normalmente ofuscados pelos efeitos negativos que um mercado global desregulamentado ocasiona para as economias nacionais. o que não é verdadeiro quanto à precisão empírica. ainda que alguns países do dito Primeiro Mundo. controlam o poder econômico mundial. considerando que é através de seu emprego que as economias ditas desenvolvidas atingiram o ápice do controle mercadológico. A simplicidade da abordagem não limita as possibilidades oferecidas pela aplicação científica da matemática aos empreendimentos. Tende a uma padronização e uniformização de condutas. como os apresentados acima. Numa abordagem matemática da teoria econômica. efetivamente.diferenças nacionais e locais. é com vistas ao mercado que a heteroreferência matemática é buscada neste trabalho. Se a globalização possui aspectos positivos. Entretanto. tem gerado uma grave crise econômica e social em tais países. Essas medidas econômicas descritas acima são adotadas em todo o mundo e representam um consenso no sentido de ser tal política macroeconômica neoliberal inafastável e necessária. possível demonstrar os . mantenham certos subsídios para suas empresas quando as mesmas atuam no mercado global.

Quanto ao volume de produção os custos são classificados em fixos e variáveis. do nível de atividade. Exemplos: Limpeza e Conservação Aluguéis de Equipamentos e Instalações Salários da Administração Segurança e Vigilância Possíveis variações na produção não irão afetar os gastos acima. Exemplos: . • • • • Despesas e Custos Variáveis Classificamos como custos ou despesas variáveis aqueles que variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Independem portanto. Esta classificação é muito utilizada para o cálculo do sistema de custos variável. de acordo com sua finalidade. tornando-o apto a participar do mercado de forma competitiva. Seus valores dependem diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num determinado período. A matemática é um sistema auto-referente!!! CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS Autor: Jonatan de Sousa Zanluca Os custos podem ser classificados de diversas maneiras. pelo reflexo no faturamento das alterações sofridas em decorrência de variações no preço de uma mercadoria. Por isso chamamos de custos fixos. a análise minudenciada dos parâmetros econômicos de qualquer empreendimento aliada às ferramentas matemáticas são capazes de reduzir os riscos do investimento. tornando possível ao empreendedor uma visão antecipada dos rumos de seu negócio. Assim. conhecidos também como custo de estrutura. Despesas e Custos Fixos Despesas ou Custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição da produção. e. que já estão com seus valores fixados. ou mesmo na diminuição desta.benefícios da aplicação do conceito de “elasticidade -demanda x preço” ao aumento da receita.

Neste sistema a geração de riqueza está na venda e não na produção. Vamos estudar a maneira como se determinam os preços dos produtos e as quantidades que serão produzidas nos diversos mercados de uma economia. Concorrencia pura ou perfeita. Podemos destacar as seguintes: . Neste método todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos. Concorrencia monopolística) Estruturas de Mercado Objetivos da aula: Desenvolver habilidades suficientes para que o aluno possa identificar os diferentes tipos de economia existentes no mercado. Desta forma os produtos acabam absorvendo os custos. já que esses são deduzidos diretamente do resultado. . sendo os custos fixos considerados diretamente no resultado do exercício. Tais mercados.Torna evidente a Margem de Contribuição de cada produto. oligopólio.Apresenta o Resultado Operacional em função das vendas . e serve somente para fins gerenciais. levando-os a diferenciar como os mercados competitivos determinam os preços das mercadorias.000/99. o custeio variável apresente vantagens sobre as demais. pouco importando se estes são fixos ou variáveis. por sua vez. dividido pela produção correspondente. o que gerou o nome deste método (custo por absorção). muito utilizada no processo decisório.• • • Matérias-Primas Comissões de Vendas Insumos produtivos (Água. Vale lembrar que este sistema de custos não é permitido pelo legislação fiscal. Vantagens do Custeio Variável Mesmo não sendo aceito pela legislação fiscal. O custo de absorção é o utilizado legalmente conforme o Decreto 3. .Não há necessidade de adotar critérios de rateio para apropriar custos fixos. Estruturas de mercado ( monopólio. estão estruturados de maneira diferenciada em função de dois fatores principais: o número de firmas produtoras atuando no mercado e a homogeneidade ou diferenciação dos produtos da firma. Energia) Apropriação dos Custos Fixos e Variáveis No sistema de custo variável o custo final do produto (ou serviço) será a soma do custo variável.

algumas aproximações dessa situação de mercado poderão ser encontradas no mundo real. existam 10. cada qual produzindo 2. servindo de parâmetro para o estudo das outras estruturas de mercado. são perfeitos substitutos entre si. Como . Os Produtos são Homogêneos: Em um mercado de concorrência perfeita. a oferta total aumentaria em apenas 0. que nenhum deles. podemos classificar as estruturas de mercado para o setor de bens e serviços da seguinte forma: • Concorrência Perfeita – é uma situação de mercado na qual o número de compradores e vendedores é tão grande que nenhum deles. como é o caso dos mercados de vários produtos agrícolas. o que não seria bastante para exercer impacto sobre o preço de mercado. Suponhamos ainda que. agindo individualmente. • Concorrência Monopolista – é uma situação de mercado na qual existem muitas firmas vendendo produtos diferenciados que sejam substitutos entre si. isoladamente.Para simplificar. Isto evidencia o fato de que compradores e vendedores. ou seja. os produtos colocados no mercado pelas firmas são homogêneos. um dos compradores resolvesse deixar de comprar este produto. o preço é um dado fixado tanto para firmas quanto para consumidores. os produtos de todas as empresas no mercado são homogêneos. É uma estrutura de mercado que visa descrever o funcionamento ideal de uma economia. consegue afetar o preço. diz-se que eles são tomadores de preço. controlando a oferta de um produto que pode ser homogêneo ou diferenciado. são incapazes de exercer influência sobre o preço do que está sendo comprado ou vendido. Se.Tendo isso em vista. • Monopólio – é uma situação de mercado em que uma única firma vende um produto que não tenha substitutos próximos. Apesar disso.01%. Se uma das firmas resolvesse dobrar sua produção. Além disso. atuando isoladamente. cada qual adquirindo 200 kg desse produto. as vendas cairiam em 0. sendo cada comprador ou vendedor tão pequeno em relação ao tamanho do mercado. Trata-se de uma construção teórica.10%. • Oligopólio – é uma situação de mercado em que um pequeno número de firmas domina o mercado. Por essa razão. consegue influenciar o preço da mercadoria. suponhamos que o mercado de um produto qualquer seja composto. pelo lado da oferta. pelo lado da procura.000 firmas. por 1. o que também seria insuficiente para alterar o preço desse bem. Concorrência perfeita A primeira estrutura a ser analisada denomina-se concorrência perfeita. Hipoteses básicas do modelo de concorrência perfeita: Existência de um Grande Número de Compradores e Vendedores: Existe um número tão grande de compradores e vendedores. totalizando a oferta conjunta de 2 milhões de toneladas.000 toneladas desse bem. por outro lado. ou seja.000 compradores.

pelo mesmo motivo. tais como a exigência de determinadas condições em imperfeições da concorrência. Isto significa que o monopolista tem a capacidade de escolher o preço do produto.resultado. Assim é que. a concorrência estará limitada e o mercado não será perfeitamente competitivo. dessa forma. Se tal controle ocorrer. existem barreiras legais à entrada e saída resultantes da ação governamental. Transparência de Mercado: Esta hipótese garante tanto aos compradores quanto aos vendedores terem informação perfeita sobre o mercado: ambos conhecem a qualidade do produto e seu preço vigente. os compradores são indiferentes quanto à firma da qual eles irão adquirir o produto. Hipoteses básicas: • Um Determinado Produto é Suprido por uma Única Firma:Uma única firma oferece o produto em um determinado mercado. Devido a isso. o monopolista exerce grande influência na determinação do preço a ser cobrado pelo seu produto. iremos verificar que o monopolista é um formador de preço. • Existem Obstáculos ( barreiras ) à Entrada de Novas Firmas na Indústria ( nesse caso a indústria é composta de uma única firma): Para que o monopólio exista é preciso manter concorrentes em potencial afastados da indústria. Igualmente. Os vendedores conhecem também os custos e lucros de seus concorrentes. nenhum comprador estará disposto a adquirir um produto por um preço superior ao vigente. a inexistência de direitos de propriedades e patentes que possibilitam uma firma ou grupo de firmas controlar a entrada de novas firmas no mercado. a . pelo fato de inexistir desinformação. portanto. protegendo. Pressupõe-se. De fato. • Não há substitutos Próximos para esse Produto:Isso significa dizer que o monopolista enfrenta pouca ou nenhuma concorrência. Isto significa que devem existir barreiras que impeçam o surgimento de competidores. Monopólio O monopólio é uma situação de mercado em que existe um só produtor de um bem ou serviço que não tenha substituto próximo. nenhum vendedor estará disposto a vender seu produto por um preço inferior ao de mercado. Livre Entrada e Saída de firmas: Existem barreiras legais e econômicas tanto para a entrada quanto para a saída de firmas no mercado.

• Controle sobre o fornecimento de Matérias Primas:Se uma firma monopolista detém o controle sobre o fornecimento das matérias primas essenciais à produção de um determinado bem ou serviço. então. cabendo a cada unidade produtiva uma carga cada vez menor dos custos fixos. Em contrapartida. o governo pode fazer exigências em relação à quantidade e qualidade do produto e impor preços e taxas a serem cobradas. por meio de licença e concessões que permitem que uma única firma produza um determinado produto. uma única firma pode suprir a totalidade do mercado a um custo mais baixo do que qualquer outra. ocorre um efeito semelhante ao controle sobre o fornecimento de matérias primas essenciais. Esse fenômeno dá origem àquilo que os economistas denominam Monopólio Natural.posição de monopolista. Dessa forma. licenças e concessões governamentais. outras firmas ficam legalmente proibidas de produzirem e venderem o produto patenteado. Este parece ser o caso das indústrias que têm uma parcela de custo fixo e custos variáveis relativamente baixos. excluindo legalmente a competição de outras firmas. Concorrência monopolista Como o próprio nome diz. Nesse sentido. • Barreiras Legais:As barreiras legais incluem patentes. Como resultado. uma vez que impede a entrada de novas firmas na indústria. a empresa monopolista implicando no segmento do “Monopólio Natural”:Uma firma já existente e de grandes dimensões pode suprir o mercado a custos mais baixos do que qualquer outra firma que deseje entrar na indústria. • Monopólios Estatais:Existem ainda os monopólios estatais. Nestas condições. que pertencem e são regulamentados pelos governos: federal. a concorrência monopolista é uma estrutura de mercado que contém elementos da concorrência perfeita . O Monopólio Legal ocorre quando o governo concede a uma empresa um direito exclusivo para ela operar. ela pode bloquear o ingresso de novas firmas no mercado. Estas barreiras fazem com que seja muito difícil (ou praticamente impossível) a entrada de novas firmas na indústria. A tendência. os custos fixos passam a ser distribuídos entre um número cada vez maior de unidades à medida que a produção aumenta. A posse de patentes dá ao monopolista o direito único de produzir uma particular mercadoria durante um determinado período de tempo. ou seja. Os principais obstáculos ao ingresso de firmas concorrentes no mercado são: • Existência de “Economia de Escala”. é ter uma curva de custo médio de longo prazo decrescente em uma larga faixa de produção. estadual e municipal.

pode não haver nenhuma diferença. etc. tais como marca. cada produtor possui alguma liberdade para fixar seus preços. diferenças a respeito do aspecto de composição química. No caso da diferenciação ilegítima do produto. Ele pode ser conceituado como uma estrutura de mercado em que um pequeno número de firmas controla a oferta de um determinado bem ou serviço. Costuma-se estabelecer. mas poucas dominam o mercado. A diferenciação. apontam características diferenciadoras entre os produtos. tais como as montadoras de veículos. ficando em situação intermediária entre as duas formas de organização de mercado. Entretanto. o oligopólio corresponde às indústrias existentes no mundo real. a indústria automobilística é um exemplo de indústria com pequeno número de firmas. • Cada Firma Produz e Vende um Produto Diferenciado. cada qual respondendo por uma fração da produção total de mercado. a diferenciação caracteriza a maioria dos mercados existentes. por exemplo. serviços oferecidos por vendedores. buscam-se diferenças reais nas características do produto. de restaurantes. de aparelhos de televisão. Como exemplo. No Brasil muitas indústrias. Oligopólio O oligopólio é a forma de mercado que atualmente prevalece nas economias do mundo ocidental. É baseado nas seguintes hipóteses: • Existência de um Grande Número de Compradores e de Vendedores:Da mesma forma que na concorrência perfeita. embalagem e design. mas o consumidor pode ser levado a pensar que elas existem. • Existência de Livre Entrada e Saída de Firmas:Da mesma forma que no mercado de concorrência perfeita. embora Substituto Próximo:Na verdade. por sua vez. as diferenças são artificiais. normalmente como resultado de campanhas promocionais que. podemos citar a indústria de bebidas. de maneira artificial. uma vez que somente ele produz aquele tipo de bem. são tidas como sendo oligopolistas e possuem os seguintes elementos: . Na realidade. de automóveis ou DVDs. pode ser real ou ilegítima. Em outros casos. indústria de aço. De acordo com essa conceituação. cada produtor procura diferenciar seu produto a fim de torná-lo único.e do monopólio. No caso da diferenciação real. a indústria de fumo e a indústria de bebidas. o oligopólio pode também ser entendido como sendo uma indústria em que há um grande número de firmas. a concorrência monopolista apresenta grande número de firmas. Exemplificando: não existe um tipo homogêneo de perfumes. Da mesma forma que a concorrência monopolista. não existem barreiras legais ou de qualquer outro tipo que impeçam a livre entrada e saída de firmas no mercado. Nestas condições. O fato de os produtos serem diferenciados é que dá ao produtor o poder de monopólio. a exemplo do que ocorre no monopólio.

Entretanto. Como exemplo. Se as firmas têm ganhos a partir de cada concorrência de preços. Por essa razão. depende da elasticidade de demanda da mercadoria. Na verdade. MACROECONOMIA . aumentando a sua participação no mercado e reduzindo as vendas das outras firmas da indústria. Uma das maneiras de se verificar uma indústria é um oligopólio e por meio de determinação do índice de concentração da indústria. propaganda. serviço ao cliente.. existem muitas outras formas de competição extrapreço dentro de um oligopólio. diminuindo ainda mais seus preços. Ele será considerado puro caso os concorrentes ofereçam um produto homogêneo (substitutos perfeitos entre si). o número deve ser pequeno. existem barreiras que favorecem o surgimento do oligopólio. • Existência de Dificuldades para Entrar na Indústria:Da mesma forma que no monopólio. de tal forma que as firmas levem em consideração e tenham reações quanto às decisões de preço e produção de outras. O oligopólio apresenta como principal característica o fato das firmas serem independentes. Caso os produtos não sejam homogêneos. tais como a existência de patentes e outras barreiras legais.• Existência de Poucas Firmas:O oligopólio é uma estrutura de mercado que se situa entre a concorrência monopolista e o monopólio. • Produto Homogêneo ou Diferenciado:O oligopólio pode ser puro ou diferenciado. um oligopolista reluta em se engajar em uma competição de preço devido à possibilidade de reação das firmas competidoras. etc. Isso decorre do pequeno número de firmas existentes na indústria. o oligopólio será considerado diferenciado. As outras firmas. impedindo a entrada de novas firmas na indústria. Para exemplificar a ação e reação dentro de uma indústria oligopolista. por temerem desencadear uma guerra de preços. dez ou mais empresas. de alumínio. e assim por diante ). Este método nos fornece o percentual da produção total da indústria que é controlada pelas quatro (às vezes oito) maiores produtoras. podem reagir. Essa retaliação novamente afeta a participação no mercado de todas as firmas e pode eliminar o ganho inicial da firma que deu origem à diminuição de preço. entretanto. cobre. Exemplos de oligopólio puros podem ser encontrados na indústria de cimento. dependendo da natureza da indústria. etc. não são idênticos ( o carro Vectra é diferente do Gol e o cigarro Marlboro é diferente do free. aço. três. podemos citar a indústria automobilística e de cigarros. design do produto. cujos produtos. O oligopólio pode ter duas. embora semelhantes. As firmas oligopolistas concorrem com base na qualidade. suponhamos que somente três firmas controlem a oferta de uma determinada mercadoria e que uma delas resolva diminuir o preço de seu produto.

crescer a economia. pois pode estar denunciando a ocorrência de uma estagnação da economia. • Mercado de Divisas: Depende das exportações e de entradas de capitais financeiros determinada pelo volume de importações e saída de capital financeiro. Assim. em vez de definir inflação pelo aumento de preços. Inflação "zero" não é o que se deseja.5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. por exemplo. consequentemente. por exemplo. solucionar conflitos de objetivos. A estrutura macroeconômica se compõe de cinco mercados: • Mercado de Bens e Serviços: Determina o nível de produção agregada bem como o nível de preços. alguns estudiosos da década de 1920 nos EUA referem-se a inflação. momento em que a renda e. A macroeconomia possui algumas metas como aumentar o nível de empregos. balança de pagamentos e taxa de câmbio. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4. mas estabelece relações entre grandes agregados e permite compreender algumas interações relevantes. Porém. níveis de preços. o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços. taxa de juros. estoque de moeda. Inflação é o oposto de deflação. Mas de . é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços. significando alto desemprego e crise. A palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária. determinando a taxa de salários e o nível de emprego. • Mercado de Títulos: Analisa os agentes econômicos superavitários que possuem um nível de gastos inferior a sua renda e dificitários que possuem gastos superiores ao seu nível de renda. A macroeconomia se preocupa com aspectos em curto prazo como desemprego. ainda que os preços não estivessem aumentando naquele período. INFLAÇÃO Em economia. O enfoque macroeconômico pode omitir fatores importantes. a demanda. distribuir renda. alguns economistas (como os da Escola austríaca) preferem este significado. • Mercado Monetário: Analisa a demanda da moeda e a oferta da mesma pelo Banco Central que determina a taxa de juros. estabilizar os preços. • Mercado de Trabalho: Admite a existência de um tipo de mão-deobra independente de características.A macroeconomia estuda a economia em geral analisando a determinação e o comportamento dos grandes agregados como renda e produtos. inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. estão muito baixas. emprego e desemprego.

pelos órgão científicos competentes. ou alternativamente. Medição A medição da inflação é feita através de uma grandeza denominada núcleo da inflação: mede o que os economistas chamam de "coração da inflação". Um outro modelo é o utilizado pelo FED (o banco central americano): aqui. da verdade científica está em não ficar mudando de indicador(palavras do Ministro Delfim Neto) pois mais cedo ou mais tarde será corrigido esse índice pelo levantamento científico dos valores. ao invés de perceber essa causa. mas não o suficiente para causar deflação. Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano. Outra distinção também se faz quando analisam-se os efeitos internos e externos da inflação: externamente. Em outras palavras. todo o índice é bom. uma redução na taxa de deflação (ou seja. História Idade Média A Europa com o período da Alta Idade Média. que é ou um aumento de preços de um estado deflacionado.um modo geral. viveu um extenso tempo desde o século XIII até 1290 com uma certa estabilidade de preços. a distrubuição para a população camponesa e artesã era desigual . culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços. antes confeccionados em ouro puro. e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e aumento dos preços. a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras. O imperador Diocleciano. excluem-se as altas e baixas mais expressivas. O Banco Central do Brasil utiliza o modelo de médias aparadas: ou seja. já que a ciência econômica ainda não existia. Um termo relacionado é desinflação. são excluídos do cálculo os preços de itens mais sujeitos a choques de custo. como alimentos e energia. passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. causado pela desvalorização dos denários que. promulgando em 301 um edito que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados. a menos que um significado alternativo seja expressamente especificado. o segredo científico. situações em que o nível geral de preços está caindo em uma taxa decrescente). pois na época a Europa Ocidental era rica em minérios e a agricultura apresentava as condições certas para uma produção suficiente para alimentação da região. que é uma redução na taxa de inflação. observando que apesar da produção da época ser considerada elevada. a palavra inflação é usada como aumento de preços. A inflação pode ser contrastada com a reflação.

60% Ano de 2005 = 5. Até 1994 a economia brasileira sofreu com inflação alta. Atualmente a inflação é controlada pelo Banco Central através da política monetária que segue o regime de metas de inflação. objetivo do governo = 5. Duas formas de medir a inflação ao consumir são o INPC. Esse processo só foi interrompido em 1994. pela escassez alimentar e de mão-de-obra. com a criação do Plano Real e a mudança da moeda para o real (R$). Histórico do Quadro Inflacionário no Brasil Os índices de inflação no Brasil são medidos de diversas maneiras. descendendo Eduardo III. Entre 1336 até 1350. até a epidemia de Peste bulbônica quando a inflação disparou para 300% ao ano. Década de 1940 = média anual de 12%. quando Eduardo II morreu. houve a elevação inflacionária entre 6% á 7% ao mês até 1329. durante o no mandato de Eduardo II entre 1309 até 1329. aplicado a famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos)e o IPCA.69% (IPCA): limite máximo na meta oficial = 7%. . a inflação anual era de 96% a 104% . em que iniciou a Guerra dos Cem Anos (1336-1450). Entre 1990 a 1994 =média anual de 764% Entre 1995 a 2000 = média anual de 8. as alterações climáticas prejudicavam ou ajudam na produção agrícola.para os membros da Igreja e além disso. Porém.1%. atual moeda do país. Década de 1950 = 19% Décadas de 1960 e 1970 = 40% Década de 1980 = 330% o Nota = Entre 1985 e 1994 as taxas da inflação no Brasil foram altas.6% Ano de 2004 = 7. entrando num processo de hiperinflação na década de 80. [editar] Índices da inflação (IBGE) Gráfico inflação no Brasil entre 1930 e 2005 • • • • • • • • • Década de 1930 = média anual de 6%. aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos.

processo inflacionário gerado pelo aumento dos preços sem que o pleno emprego seja atendido.97% 7.000. Causas Processos inflacionários Os processos inflacionários podem ser classificados.53% 9. foram cortados três dígitos de zero.000%). Chegou-se ao ponto de queimar dinheiro em lareiras para aquecer-se contra os rigorosos invernos. Tudo isso deve-se ao Tratado de Versalhes imposto pelos países vencedores da I Guerra.000.91% A moeda nacional do Brasil mudou de nome várias vezes. no período 1998-2009: • • • • • • • • • • • • • 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 = = = = = = = = = = = = = 1. principalmente nos períodos de altos índices de inflação.Especificamente. • • • • • • • • • Até 1942: Real (Réis) De 1942 a 1967: cruzeiro De 1967 a 1970: cruzeiro novo De 1970 a 1986: cruzeiro De 1986 a 1989: cruzado De 1989 a 1990: cruzado novo De 1990 a 1993: cruzeiro De 1993 a 1994: cruzeiro real e Unidade Real de Valor (URV) De 1994 até hoje: Real [editar] Inflação na Alemanha Entre janeiro de 1919 e novembro de 1923.14% 4.94% 5.processo inflacionário gerado pelo congelamento dos preços por parte do governo. Inflação reprimida .31% 5.67% 12. que acabou com sua infraestrutura e aniquilou sua economia.65% 8. Na maioria das renomeações monetárias. por exemplo.000.3% 7.46% 5. o índice inflacionário alemão variou em um trilhão por cento (1. sem contar com a destruição causada pela guerra.90% 4. .69% 3.6% 5. temos o seguinte quadro inflacionário pelo IPCA cheio. estratégia esta que impediu que um quilo de carne custasse cerca de quatro milhões de unidades da moeda vigente. segundo algumas características como: • • Inflação prematura .

taxas e contratos. Com o custo dos fatores de produção mais altos.processo inflacionário gerado pelo aumento do consumo com a economia em pleno emprego. na Formação de Expectativas (diante da imprevisibilidade da economia. o seu preço aumenta. Uma das formas utilizadas para o controle de uma crise de inflação de demanda. e também a Ilusão Monetária (interpretação errada da relação de ajuste do salário nominal com o salário real. que tem a ver com alguma questão especifica de uma determinado mercado. pois. imóveis).• Inflação de custo . também muito danoso.processo inflacionário gerado pelo aumento dos custos de produção. é a Inflação Inercial. Ou seja. Outras alternativas são os aumentos de tributos. que gera uma redução no crédito. passa a haver muito dinheiro à cata de poucas mercadorias. imperfeições técnicas no mecanismo de compra e venda. consequência de um aumento de preços provocados pelas projeções dos agentes sobre a inflação. e conseqüente desaceleração econômica. A inflação de custo ocorre ceteris paribus quando a produção se reduz. tabelamento de preços acima do valor de mercado (caso do salário mínimo). Esse tipo de inflação é causada também pela emissão elevada de moeda e aumento nos níveis de investimento. como fazem empresários e governos. Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação (por razão) estrutural. os preços sobem por que há aumento geral da demanda sem um acompanhamento no crescimento da oferta. Quase na mesma linha. é um redução na oferta de moeda. a produção se reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço. com base em índices de inflação passados. podemos citar ainda a Inflação de Expectativas. ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste). As principais distorções acontecem na Distribuição de Renda (já que assalariados não tem a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos. • Inflação de demanda . onde há um círculo vicioso de elevação de preços. Por causa de uma redução na oferta de fatores de produção. proposta pela CEPAL. na Balança de Pagamentos (inflação interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações). no Mercado de Capitais (causa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens de raiz (terra. ceteris paribus. o empresariado reduz seus investimentos). Outro tipo de inflação. Efeitos Distorções A inflação é responsável por diversas distorções na economia. que gera percepção de maior renda e consequentemente decisões . como pressão de sindicatos. elevação da taxa de juros e das restrições de crédito.

e tendem a subir. no futuro. esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços). riqueza acumulada. demandam mais bens e serviços e. provoca efeitos sobre a estrutura de produção da economia. para valores mais baixos — então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo. julgando-se mais ricas. os esforços para manter uma taxa zero se o nivel aumenta. que podem ser bastante destrutiva. o "JURO". deve haver uma desvalorização também do real na economia como um todo. A inflação. e sim cada um com diferente intensidade econométrica. causa inflação). dessa forma. a inflação (no sentido clássico). em que a moeda é injetada no mercado de crédito(que é a moeda). na fórmula de Keynes(vide obra). concordatas e finalmente a recessão. e o que leva finalmente. para aumentar a disponibilidade de moeda. Efeitos que se relacionam com o "abatimento" de atividade econômica prévia. Desta perspectiva. Muitos na comunidade financeira lembram do "risco escondido" da inflação como um incentivo essencial para o investimento. fonte desse real. mais precisamente ou econometricamente . [editar] O papel da inflação na economia Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar alguns preços. o que Keynes. que é o "descontrole" ou "descomando". alertado por Keynes. da economia. As pessoas. então. como controle ou COMANDO. Segundo os economistas da Escola austríaca. segundo Keynes. ou seja sobre o valor ou "renda. em si. logo. entretanto. desse peso. Segundo algumas escolas de economia. a inflação representa a incerteza . sobre o dinheiro em circulação—isso por sua vez promove um aumento da velocidade. desta perspectiva. concorda. no que seria uma forma de se fazer algo para a sociedade. A inflação. aumenta ou diminui. pois a moeda TEM QUE SER REAL. às crises econômicas. No caso de inflação monetária. em sua obra que foi editada finalmente em 1936. Ou seja. e particularmente contratos e salários. além destas conseqüências tem vários outros efeitos crescentemente negativos na economia.equivocadas. Por conta disso alguns economistas e executivos vêem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. ao invés da simples poupança. redistribuindo rendas e causando uma desproporcionalidade sem rejeição. Com o aumento ou diminuição da inflação. conhecida desde então por todos os economistas do "Mundo das Ciências Econômicas". com oferta a pleno emprego. governamentais. irão punir outros setores com queda de preços. em relação ao volume de demanda para os vários setores da economia. já que os preços não mudam todos juntos (ceteris paribus). Desde que a inflação é geralmente resultado de políticas erradas. devido à desvalorização dos meios de produção. de circulação do dinheiro. Numa re-acomodação. se um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano. estimulando falências. o que acaba por se tornar em investimentos ineficientes aos que são criados. é vista como a expressão no mercado do valor temporal do dinheiro ou mais precisamente moeda.valorização de "algo" que na verdade não existe. a contribuição do governo para um ambiente inflacionário é vista como uma variação para mais ou para menos na chamada "taxa sobre a moeda em circulação". lucros e empregos. no chamado "economês" (linguagem da do mundo da ciência econômica). da moeda. composta da e na moeda no e do futuro".

Por conta destes efeitos nefastos(em quadrantes diferentes. em quadrantes diferentes de desenvolvimento Econômico). como vimos acima é dinâmica. se a inflação fosse um efeito meramente monetário e neutro em relação ao lado real da economia (o lado da produção de bens e serviços). prejudicando sua capacidade REAL da oferta de bens. por exemplo) para aqueles com rendas mais flexíveis. Numa economia em que alguns setores são "indexados" ou "REALIZADOS ou CORRIGIDOS. Por outro lado. como ideal. interfere pesadamente no funcionamento normal da economia. para empresas. . restaurantes que precisam constantemente refazer seus cardápios. Também devem ser considerados os custos. . o aumento generalizado de preços deveria ocorrer de forma proporcionalmente simétrico para . a inflação de preços é o meio pelo qual os grupos sociais ligados às atividades produtivas dispõem para ampliar a sua apropriação do acréscimo de renda criado no processo de crescimento econômico. procure entender usando Cálculo Matemático. com uma inflação perceptível. • • • • • A crescente incerteza pode desestimular o investimento e a poupança. e será prejudicado. a inflação não é um fenômeno meramente monetário: sua raiz está na questão distributiva. o De modo similar será beneficiado o indivíduo que emprestou dinheiro ou moeda. muitas vezes se suicida. usando-se Matemática e o Cálculo da Econometria). tais como Celso Furtado. Aumento dos custos relativos a maior velocidade de circulação do dinheiro ou mais precisamente moeda(o exemplo simples é das pessoas que precisarão ir mais ao banco). pois a política. Conforme o argumento de Furtado. na figura do emprestador. o que por sua vez reforça para mais ou para menos o processo inflacionário (veja teoria quantitativa da moeda) de Keynes. Isto é. da mudança continuada de preços (por exemplo.. em um círculo virtuoso ou vicioso. hiperinflação: ou "ciranda"(vide processo hiperinflacionário da Nova República Brasileira(1985. os bancos centrais costumam definir a estabilidade de preços como um objetivo primordial de suas políticas.. como em 1929. super valorizados. uma tarifa fixa de comércio será solapada pelo enfraquecimento da posição do país na balança comercial. onde. Comércio exterior: se a taxa de inflação for maior do que a praticada em outros países.a inflação age como uma redistribuição em sentido dos setores indexados(O REAL. sem afetar a distribuição de renda. com sua "ciranda").1995). que se transfere progressivamente daqueles com rendas fixas (locatários.moeda. que pode levar à hiperinflação ou ao equilíbrio. ou cestas de aplicação financeira com vistas ao mundo real e não financeiro. mas baixa. Redistribuição o Haverá redistribuição da renda. levando a economia para novos equilíbrios distributivos entre esses grupos. quanto à inflação e outros não. entre os grupos sociais de uma economia. que verdadeiramente está crescendo) e afastando-se dos setores não-indexados(os FALSOS. uma vez que a Economia se apresenta INVERTIDA. como Keynes também afirma. que foi surpreendido pela inflação. a uma taxa fixa. segundo alguns economistas de formação heterodoxa. se a inflação ficar totalmente fora de controle.

. defendendo a teoria de Keynes.todos os setores da economia e não é o que é empiricamente comprovado.