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TESE FUNDAMENTO DOUTRINA / JURISPRUDÊNCIA REQUERIMENTO

“O princípio constitucional do contraditório constitui importante


garantia do direito do acusado e seu desrespeito acarreta a Requer, assim, que seja declarada a nulidade do
Nulidade por cerceamento de
Art. 5º LV da CRFB nulidade absoluta do processo por cerceamento de defesa, processo por cerceamento de defesa, nos termos do
defesa passível de ser reconhecido até mesmo de ofício” (TJSC, artigo 564 do CPP.
Apelação Criminal 016115-5)
“Causa nulidade absoluta a ausência do exame de corpo de
delito nos crimes que deixam vestígios. Na hipótese de delicta
Requer, dessa forma, que seja declarada a nulidade
Nulidade por falta de exame de Art. 158 do CPP c/c art. 564 III factis permanentis é por ele que se comprova a existência do
do processo pela falta do exame de corpo de delito,
corpo de delito “b” do CPP crime quando este deixa vestígios, sob pena de nulidade”
nos termos do artigo 564, III, “b” do CPP.
(Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado, p. 1392)

Requer, assim, que seja declarada a


Nulidade pela ausência de “É inválido penalmente o laudo pericial elaborado por peritos nulidade processual pela ausência de compromisso
Art. 159 § 2º do CPP c/c art.
compromisso dos peritos não não oficiais, sem que os mesmos prestem compromisso nos dos peritos não oficiais, nos termos do artigo 564 IV
564 IV do CPP
oficiais termos do artigo 159 § 2º do CPP“ (RJDTACRIM 22/293) do CPP.

“a incompetência personae e a ratione materiae são de caráter


absoluto, e podem ser alegadas a qualquer momento, devendo
Requer, nesse sentido, que seja decretada a
Nulidade por incompetência do Art. 5º LIII da CRFB c/c art. o processo ser anulado ab initio. Assim, o princípio do
nulidade do processo por incompetência do juiz, nos
juiz 564 I do CPP aproveitamento dos atos processuais só pode ser aceito na
termos do artigo 564, I, do CPP.
hipótese de incompetência ratione loci” (Mirabete, Código de
Processo Penal Interpretado, p. 1389)
“Reconhecida ou comprovada a suspeição, há nulidade
absoluta do processo, por haver uma presunção absoluta de
Requer, assim, que seja declarada a nulidade do
Nulidade por Art. 254 do CPP c/c art. 564 I que o interesse do juiz ou das partes a ele ligadas influi na
processo pela suspeição do juiz, nos termos do
suspeição do juiz do CPP decisão da causa” (Mirabete, Código de Processo Penal
artigo 564, I, do CPP.
Interpretado, p. 1390)

“A nulidade do processo é absoluta quando se trata de falta de


legitimidade ativa ou passiva, como, por exemplo, no caso de
Requer, dessa forma, que seja declarada a nulidade
Nulidade por ilegitimidade de oferecimento de denúncia em crime que se apura mediante
Art. 564 II do CPP do processo pela ilegitimidade da parte, nos termos
parte ação penal de iniciativa privada ou de ação penal contra menor
do artigo 564, II, do CPP.
de 18 anos” (Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado,
p. 1391)
“A citação do acusado no processo penal é indispensável,
mesmo que ele tenha conhecimento do processo por outro Requer, nesses termos, que seja declarada a
Nulidade por falta de citação Art. 564 III “e” do CPP motivo, e sua falta á causa de nulidade absoluta do processo” nulidade do processo por falta de citação, nos
(Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado, p. 878) termos do artigo 564 III, “e” do CPP.

“É causa de nulidade a falta de intimação nas condições


Requer, dessa forma, que seja declarada a nulidade
estabelecidas pela lei para ciência de sentenças e despachos
do processo por falta de intimação e conseqüente
de que caiba recurso, já que sacrifica o interesse das partes ao
Nulidade por falta de intimação Art. 564 III “o” do CPP cerceamento de defesa, nos termos do artigo 564,
privá-las da possibilidade de recorrer das decisões que lhes são
III, “o” do CPP.
desfavoráveis” (Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado,
p. 1397)
“O interrogatório é um ato bivalente, pois, além de meio de Requer, nesse sentido, que seja declarada a
Nulidade por falta de prova, é também ato de defesa. Assim, acarreta a nulidade do nulidade do processo pela falta do interrogatório e
Art. 564 III “e” do CPP
interrogatório processo sua falta, quando presente o acusado para o ato” conseqüente cerceamento de defesa, nos termos do
(Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado, p. 1395) artigo 564 III, “e” do CPP.
“NULIDADE. INTERROGATÓRIO. AUSENCIA DE ADVOGADO. Requer, dessa forma, que seja declarada a nulidade
Nulidade pela ausência de Art. 185 do CPP c/c art. 564 Nulo é o processo em que o acusado é interrogado sem a do processo pela ausência de defensor no
defensor no interrogatório III, c, do CPP presença de advogado defensor. Agressão ao princípios do interrogatório e conseqüente cerceamento de
contraditório e da ampla defesa” (TJRS 70001997402) defesa, nos termos do artigo 564 IV do CPP.
Nulidade por falta do exame de Art. 5º LV da CRFB e artigo “A autoridade judiciária não pode se omitir em Requer, assim, que seja declarada a nulidade do
apreciar o pedido de realização do exame de
processo pela falta do exame de dependência
dependência toxicológica em acusado, que se
dependência toxicológica 564 do CPP toxicológica e conseqüente cerceamento de defesa,
declarou viciado, por configurar-se cerceamento de nos termos do artigo 564 do CPP.
defesa. “ (RJDTACRIM 22/293)
“A não concessão de prazo para a localização ou
Requer, nesses termos, que seja declarada a
Nulidade pela não concessão substituição de testemunha, nos termos do artigo 405 do CPP,
Art. 405 do CPP c/c art. 564 nulidade do processo por falta de abertura de prazo
de prazo para substituição de go ofende o princípio constitucional da ampla defesa e implica
III, e, do CPP concedido à defesa, nos termos do artigo 564 III, “e”
testemunha nulidade do processo”
do CPP.
(TJSP – RT 673/312)
“Legítima defesa. Ausência de formulação de quesito. Nulidade da Requer que seja declarada a nulidade do processo
decisão por tratar-se de violação de cláusula pétrea constitucional
Nulidade pela ausência de por falta de quesito obrigatório, nos termos do artigo
Art. 564 III, k, do CPP que é o fundamento do devido processo legal, o contraditório e a
quesito no Tribunal do Júri ampla defesa” (RT 747/670)
564, III, k, do CPP, submetendo o apelante a novo
julgamento pelo Tribunal do Júri.
“Estando presentes ao menos 15 dos jurados, é instalada a sessão.
Não havendo o número mínimo exigido, o juiz convocará nova Requer que seja declarada a nulidade do processo
Nulidade – Mínimo legal de Art. 442 do CPP c/c art. 564, sessão para o dia útil imediato. (...) O julgamento realizado quando a pela ausência do mínimo legal de jurados, nos
jurados III, i, do CPP sessão se instala com menos de 15 jurados é nulo” (Mirabete, termos do artigo 564, III, i do CPP, submetendo o
Código de Processo Penal Interpretado, p. 1174) apelante a novo julgamento pelo Tribunal do Júri.

Requer que seja declarada a nulidade do processo


“A expressão de opinião pessoal sobre o processo por parte de um
Nulidade pela comunicação no Art. 458 § 1º c/c art. 564 III, j, pela comunicação dos jurados, nos termos do artigo
dos jurados revela a quebra da regra da incomunicabilidade,
Júri do CPP devendo o acusado ser submetido a novo julgamento” (RT 729/518)
564, III, j, do CPP, submetendo o apelante a novo
julgamento pelo Tribunal do Júri
“A precedência dos quesitos de defesa sobre os demais quesitos é Requer que seja declarada a nulidade do processo
obrigatória. Segundo a Súmula 162 do STF, é absoluta a nulidade do
Nulidade pela ordem dos pela ordem dos quesitos, nos termos do artigo 564
Art. 484 III c/c art. 564 do CPP julgamento pelo Júri quando os quesitos de defesa não precedem os
quesitos das circunstâncias agravantes” (RT 697/286)
do CPP, submetendo o apelante a novo julgamento
pelo Tribunal do Júri
Requer que seja declarada a nulidade do processo
“É nulo, assim, o julgamento, quando servirem no mesmo conselho
Nulidade – parentesco entre os pelo parentesco entre os jurados, nos termos do
Art. 462 c/c art. 564 do CPP tio e sobrinho, sogro e genro, cunhados durante o cunhadio e outros”
jurados (Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado, p. 1198) artigo 564 do CPP, submetendo o apelante a novo
julgamento pelo Tribunal do Júri
STF: “Júri. Suspeição de jurado. Nulidade. Tese de legítima defesa
afastada. Suspeição de jurado, que se declara colega e amigo da Requer que seja declarada a nulidade do processo
Art. 254 do CPP c/c art. 564, I, vítima antes do termo da sessão de julgamento. Habeas corpus por suspeição de jurado, nos termos do artigo 564, I,
Nulidade – suspeição de jurado
do CPP conhecido e deferido para anular o julgamento pelo Tribunal do Júri do CPP, submetendo o apelante a novo julgamento
e determinar que outro se realize” (JSTF 161/318) pelo Tribunal do Júri

“Crime de responsabilidade do funcionário público. Oferecida a


denúncia, no caso de crime afiançável, o Juiz ordenará a notificação Requer que seja declarada a nulidade do processo
Nulidade – ausência de defesa do acusado para resposta escrita, dentro do prazo de 15 dias. A pela ausência de defesa preliminar e conseqüente
Art. 514 do CPP
preliminar – funcionário público omissão dessa formalidade essencial acarreta a nulidade do cerceamento de defesa, nos termos do artigo 514 do
processo e provoca a repetição das fases processuais desatendidas” CPP.
(RJTJERGS 142/62)
“Define-se a prescrição como a perda de direito em virtude do
decurso de um determinado tempo. Em Direito Penal, nesses
termos, seria a extinção do direito de punir do Estado, em
virtude de não ter sido este exercido dentro dos prazos legais.
Pode ela ocorrer antes do trânsito em julgado da sentença,
Art. 107 IV do CP c/c art. 109 Requer, assim, que seja declarada a extinção de
Prescrição quando extingue aquela pretensão punitiva e,
do CP punibilidade pela prescrição.
conseqüentemente, o direito de exercer a ação, ou,
posteriormente a esse fato, quando põe fim ao direito de aplicar
a pena, impedindo a execução do título executório” (TACRIM-
SP, AC 46013)

Decadência Art. 38 do CPP c/c art. 107 IV “Opera-se a decadência, extinguindo-se a punibilidade do Requer, dessa forma, que seja declarada a extinção
agente, se decorrido o lapso de tempo superior a seis meses
do CP entre a data do conhecimento do autor do fato e aquela em que de punibilidade pela decadência.
foi exercida o direito de representação” (RT 608/356)
“Justifica-se o reconhecimento da perempção – que constitui
causa extintiva da punibilidade peculiar às ações penais
Requer, nesses termos, que seja declarada a
Art. 60 do CPP c/c art. 107 IV exclusivamente privadas – quando o querelante deixa de adotar
Perempção as providências necessárias à regular movimentação do
extinção de punibilidade pela perempção.
do CP
processo” (RT 725/494)

“O silêncio do acusado não pode trazer como conseqüência


presunção de culpa, pois não tem qualquer sentido que se Requer, nesse sentido, a absolvição do acusado,
Direito de permanecer em Art. 186 do CPP c/c art. 5º assegure o direito de permanecer calado, se do silêncio se uma vez que o seu silêncio durante o interrogatório
silêncio LXIII da CRFB puder extrair indícios de participação no delito imputado” não pode ser interpretado em prejuízo da sua
(RJTACRIM 44/225) defesa.

“(...) a confissão por si só não poderá ser erigida como


fundamento único da condenação. O seu valor no sistema
Requer, assim, a absolvição do acusado, uma vez
Valor relativo da confissão processual é relativo, devendo o juiz confrontá-la
Art. 197 do CPP que a confissão não guarda consonância com os
necessariamente com outros elementos de prova colhidos no
demais elementos probatórios.
curso do processo. Se estiver isolada, seu desvalor patenteia-
se” (RT 714/317)
“Inexistente a prova da autoria, ou seja, de que o réu tenha
Requer, dessa forma, a absolvição do acusado por
dado causa ao resultado por autoria, co-autoria ou participação,
Negativa de autoria Art. 386 IV do CPP não existir prova de ter concorrido para a infração
absolve-se a acusado” (Mirabete, Código de Processo Penal
penal, nos termos do artigo 386 IV do CPP.
Interpretado, p. 1002)
“No caso de haver prova da existência do fato, mas não estar Requer, assim, a absolvição do acusado por não
Art. 1º do CP c/c art. 386 III do
Fato atípico ele subsumido a qualquer figura penal, a absolvição se impõe” constituir o fato infração penal, nos termos do artigo
CPP
(Mirabete, Código de Processo Penal Interpretado, p. 1002) 386 III do CPP.
“Caracteriza o estado de necessidade a conduta do agente que
pratica o fato para salvar direito de perigo atual, principalmente Requer, nesses termos, a absolvição do acusado por
Art. 23 I do CP c/c art. 24 do
Estado de necessidade se demonstrar a inexistência de outro meio para fazê-lo” ter praticado o fato em estado de necessidade, nos
CP
(TACRIM, RJD 16/100) termos do artigo 386 V do CPP.

“Quem reage a uma agressão injusta, defendendo a si próprio,


Requer, nesse sentido, a absolvição do acusado por
Art. 23 II do CP c/c art. 25 do dentro dos limites juridicamente admitidos, age de acordo com o
Legítima defesa ter praticado o fato em legítima defesa, nos termos
CP direito, não merecendo reprimenda penal, por faltar a
do artigo 386 V do CPP.
indispensável antijuridicidade” (TJAC101/217)
“A legítima defesa putativa é de reconhecer-se quando aquele
que a invoca estava realmente convencido, pelas Requer, assim, a absolvição do acusado por ter
Descriminantes putativas Art. 20 §1º do CP circunstâncias, de que se encontrava em vias de sofrer mal praticado o fato acobertado por uma descriminante
injusto que não podia evitar passivamente” (TACRIM-SP, AC putativa, nos termos do artigo 386 V do CPP.
266.055)
“É importante não confundir o dolo eventual com a culpa
consciente. No dolo eventual, não é suficiente que o agente se
tenha conduzido de maneira a assumir o risco de produzir o
Requer, assim, que a infração seja desclassificada
resultado; exige-se, mais, que ele tenha consentido no
Crime culposo Art. 18 II do CP para sua modalidade culposa, nos termos do 18 II do
resultado. Havendo dúvida quanto ao elemento psicológico da
CP.
conduta, prevalecerá a hipótese menos gravosa da culpa
consciente” (Delmanto, Código Penal Comentado, p. 33)

“Crime impossível é aquele que se caracteriza pela ineficácia


absoluta do meio utilizado ou pela absoluta impropriedade do Requer, dessa forma, a absolvição do acusado pela
Crime impossível Art. 17 do CP objeto, de modo a tornar impossível a concretização do impossibilidade de consumação do crime, nos
resultado lesivo e, portanto, a consumação do crime” (TACRIM- termos do artigo 17 do CP.
SP, RJD 7/715)
Arrependimento eficaz Art. 15 do CP “Ocorre o arrependimento eficaz quando o agente, tendo já Requer, nesses termos, a absolvição do acusado,
ultimado o processo de execução do crime, desenvolve,
por ter voluntariamente impedido que o resultado se
voluntariamente, nova atividade, impedindo a produção do
produza, nos termos do artigo 15 do CP.
resultado” (TACRIM-SP, 482/377)
“A desistência voluntária pode ser reconhecida quando Requer, nesse sentido, a absolvição do acusado, por
demonstrada por atos objetivos e que permitam identificar o ter desistido voluntariamente de prosseguir na
Desistência voluntária Art. 15 do CP
retrocesso da intenção até então manifestada no desejo, ou execução da conduta, nos termos do artigo 15 do
dolo, de obter o resultado” (TJSP, RT 664/256) CP.
“Reconhecida a forma tentada, é imperiosa a diminuição de
Requer, assim, que seja considerada a causa de
pena, na forma do parágrafo único do artigo 14 do CP” (TAPR,
Tentativa Art. 14 II do CP diminuição de pena referente à tentativa, nos termos
AC 794/83)
do artigo 14 parágrafo único do CP.
“Se o crime for cometido sem violência ou grave ameaça à
pessoa, a reparação ocorreu antes do recebimento da denúncia Requer, portanto, que seja considerada a causa de
Arrependimento Posterior Art. 16 do CP e isso se deu por ato voluntário do agente, há que se diminuição de pena referente ao arrependimento
reconhecer o arrependimento posterior” (JUTACRIM 97/99) posterior, nos termos do artigo 16 do CP.

“Provado por laudo pericial que o agente, ao tempo da ação,


possuía doença mental que o impossibilitava de discernir o Requer, dessa forma, a absolvição do acusado por
Doença mental Art. 26 do CP caráter ilícito do ato, há de ser declarada a sua doença mental que impossibilitou o entendimento do
inimputabilidade” (TJMS, RT 676/332) caráter ilícito do fato, nos termos do artigo 26 do CP.

“A embriaguez é proveniente de caso fortuito quando o agente


desconhece o efeito inebriante da substância que ingere, ou
quando, desconhecendo uma particular condição fisiológica, Requer, nesses termos, a absolvição do acusado por
Embriaguez acidental Art. 28 §1º do CP ingere substância que possui álcool, ficando embriagado. Por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito
outro lado, há embriaguez proveniente de força maior quando o ou força maior, nos termos do artigo 28 §1º do CP.
sujeito é obrigado a ingerir bebida alcoólica” (TACRIM-SP,
JUTACRIM 68/275)
“Há erro invencível quando não pode ser evitado pela normal
diligência. Qualquer pessoa, empregando a diligência ordinária Requer, assim, a absolvição do acusado pelo erro
Erro de tipo Art. 20 do CP exigida pelo ordenamento jurídico, nas condições em que se viu plenamente justificado sobre elemento constitutivo
o sujeito, incidiria em erro” (Damásio de Jesus, Direito Penal – do tipo legal, nos termos do artigo 20 §1º do CP.
vol. 1, p. 304)
O erro sobre a ilicitude do fato se reconhece, para isentar de
pena (erro inevitável) ou para atenuar o castigo nos limites Requer, nesse sentido, que seja reconhecida a
Erro de proibição Art. 21 do CP previstos pela lei (erro evitável), quando o réu se equivoca causa de diminuição de pena referente ao erro de
sobre a injuridicidade de sua conduta” (TACRIM-SP, RT proibição, nos termos do artigo 21 do CP.
610/350)
“É irresistível a coação moral quando não pode ser superada Requer, nesse sentido, a absolvição do acusado por
Coação irresistível Art. 22 do CP senão com uma energia extraordinária e, portanto, ter atuado mediante coação moral irresistível, nos
juridicamente inexigível” (RT 501/382) termos do artigo 22 do CP.
Requer, dessa forma, a absolvição do acusado pela
“A ordem deve ser emanada de superior hierárquico do agente
prática do fato em estrita obediência a ordem, não
Obediência hierárquica Art. 22 do CP e só isenta o agente se não for manifestamente ilegal” (RT
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, nos
579/393)
termos do artigo 22 do CP.
“Ocorre furto de uso quando alguém retira coisa alheia
infungível, para dela servir-se momentânea ou Requer, assim, a absolvição do acusado por não ter
Inaplicabilidade do artigo 155
Furto de uso passageiramente, repondo-a, a seguir, na esfera patrimonial do praticado ilícito penal, nos termos do artigo 386 III do
do CP
dono; tal fato é apenas ilícito civil e não penal.” (STF, RTJ CPP.
37/97)
Requer, nesse sentido, que seja reconhecido o furto
“Presentes o binômio, primariedade do réu e pequeno valor da
privilegiado, aplicando-se ao acusado os benefícios
Furto Privilegiado Art. 155 § 2º do CP subtração, é indisputável a incidência do disposto no § 2º do
do artigo 155 § 2º do CP.
artigo 155 do CP.” (TACRIM-SP 79/27)
Repouso Noturno Art. 155 § 1º do CP “Não há confundir repouso noturno com furto praticado à noite. Requer que seja desconsiderada a causa de
Assim, não havendo prova de que alguém esteja repousando no
aumento de pena do repouso noturno, prevista no
local assaltado, inexiste razão para a agravação da pena”
artigo 155 § 1º do CP.
(RJTACRIM 43/343)
“Tendo a coisa subtraída, em relação ao patrimônio da vítima,
inexpressivo valor econômico, deve-se aplicar o princípio da Requer, assim, a absolvição do acusado por não ter
Absolvição pelo princípio da
Art. 386 do CPP insignificância, com a conseqüente absolvição por inexistência praticado ilícito penal, nos termos do artigo 386 III do
insignificância de crime, uma vez que não se produziu qualquer repercussão CPP.
patrimonial” (RJE 17/410)
“Tratando-se de crime subsidiário, a violação de domicílio não
Requer a absolvição do acusado pelo delito de
Absorção da violação de subsiste quando foi apenas o meio para a prática de crime de
Arts. 150 e 155 do CP violação de domicílio, nos termos do artigo 386 do
domicílio pelo furto furto, mais grave” (RSTJ 39/478)
CPP
“Há absorção do delito de atentado violento ao pudor pelo
estupro se os atos de libidinagem praticados na vítima podem Requer a absolvição do acusado pelo delito de
Absorção do atentado violento
Arts. 213 e 214 do CP ser abrangidos no conceito geral de proeludia coiti, ou seja, atentado violento ao pudor, nos termos do artigo 386
ao pudor pelo estupro fazem parte da ação física do próprio delito de estupro, não do CPP
configurando crime autônomo” (RT 691/303)
“Não tendo havido violência contra o corpo da vítima,
Requer, assim, a desclassificação do delito de roubo,
Desclassificação de roubo para restringindo-se apenas aos objetos subtraídos, não há que se
Art. 157 e art. 155 do CP previsto no artigo 157 do CP, para o delito de furto,
furto falar em crime de roubo, mas de furto” (TACRIM-SP, RT
previsto no artigo 155 do CP.
673/327)
“(…) a retenção do paciente pelo médico no hospital para a
satisfação de suas despesas de internação e tratamento não
configura o delito de seqüestro; a retenção do objeto pelo credor
até que o devedor salde a dívida não configura o crime de
apropriação indébita; a retirada do bem pelo credor da
Requer, nesses termos, a desclassificação do delito
Desclassificação de furto para residência do devedor, a fim de satisfazer a dívida, não
de furto, previsto no artigo 155 do CP, para o delito
exercício arbitrário das próprias Art. 155 e art. 345 do CP configura o crime de furto. Em todas essas hipóteses o agente
de exercício arbitrário das próprias razões, previsto
razões pratica o crime para satisfazer uma pretensão que supõe
no artigo 345 do CP.
legítima e que poderia ser alcançada pelos meios judiciais, mas
acaba por preferir fazer justiça pelas próprias mãos. Deverá ele
responder pelo crime de exercício arbitrário das próprias
razões.” (Fernando Capez, Curso de Direito Penal – volume 3.
p. 609)
“Se a quantidade de tóxico apreendida em poder do réu é muito
Requer, portanto, a desclassificação do delito de
Desclassificação de tráfico para Art. 28 e art. 33 da Lei pequena, de modo a sugerir que se trate de porte para uso
tráfico, previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06 para
uso 11.343/06 próprio e não havendo qualquer indício que faça supor o tráfico,
uso, previsto no artigo 28 da Lei 11.343/06.
trata-se do delito de uso” (TACRIM 64/191)
“A inexistência de exame pericial quando se cuida de delito que
deixa vestígios, não leva somente a reconhecer a nulidade Requer a absolvição do acusado pela ausência de
Absolvição pela ausência de
Art. 386, II, do CPP processual, mas implica ter-se como não provada a materialidade da infração, nos termos do artigo 386,
materialidade da infração materialidade da infração” (RT 580/316) II, do CPP

“Relembre-se que o laudo definitivo continua sendo


imprescindível para subsidiar um decreto condenatório, sendo
“francamente majoritária a jurisprudência que reputa Requer, assim, a absolvição do acusado pelo delito
Absolvição pela ausência do Art. 158 do CPP e artigo 50 §
imprescindível para a condenação nos artigos 12 e 16 da Lei nº de tráfico pela ausência de materialidade, nos
laudo definitivo 2º da Lei 11.343/06
6368/76 o exame toxicológico definitivo, não o suprindo o termos do artigo 386 III do CPP
laudo de constatação preliminar”

Requer, nesse sentido, que a pena base do delito


“Sendo favoráveis as condições do artigo 59 do CP, a pena
Dosimetria da Pena Art. 59 do CP em apreço seja fixada no mínimo legal, nos termos
base deve ser fixada no mínimo legal” (TJSC 69/495)
do artigo 59 do CP.
Atenuantes Art. 65 do CP “Na fixação da pena, comprovada a menoridade do réu à época Requer, assim, que sejam consideradas as
do crime, reveste-se de caráter obrigatório a atenuante prevista atenuantes referentes à menoridade e a confissão,
no artigo 65 I do CP” (STF, RT 620/395) nos termos do artigo 65 do CP.
“No concurso de pessoas, a participação de menor importância
prevista no art. 29 § 1º do CP não pode ser considerada apenas
como causa redutora de pena, pois não se trata de uma Requer, nesses termos, que seja aplicada a causa
Participação de menor
Art. 29 § 1º do CP redução facultativa, mas de uma causa de diminuição de diminuição de pena referente à participação de
importância obrigatória da pena, desde que evidenciada a contribuição menor importância, prevista no artigo 29 § 1º do CP
insignificante ou mínima do partícipe para a realização do fato
típico” (RT 755/646)
“Dispõe-se então, que se um dos concorrentes quis participar
de crime menos grave, responderá por este e não pelo Requer a absolvição do acusado em relação ao
Crime menos grave Art. 29 § 2º do CP executado, ajustando-se a pena de acordo com o elemento delito do qual não quis participar, nos termos do
subjetivo do crime e a culpabilidade do partícipe” (Mirabete, artigo 386 do CPP.
Código Penal Interpretado, p. 297)
“Possibilita a lei a concessão da suspensão condicional da pena
quando aplicada pena até quatro anos a condenado maior de Requer, portanto, que seja concedido o benefício do
Sursis Etário Art. 77 § 2º do CP
70 anos. Leva-se em conta a idade do réu por ocasião da sursis etário, nos termos do artigo 77 § 2º do CP
sentença (...)” (Mirabete, Código Penal Interpretado, p. 626)
“(...) mais uma hipótese para o cabimento do sursis ao
condenado a pena não superior a quatro anos, possibilitando
seu deferimento em caso de razões de saúde que justifiquem a
suspensão. Estando provado nos autos, portanto, que o Requer, assim, que seja concedido o benefício do
Sursis Humanitário Art. 77 § 2º do CP acusado é portador de moléstia incurável, como a Aids, ou sursis humanitário, nos termos do artigo 77 § 2º do
grave, inabilitante, etc., pode o juiz conceder a mercê, CP
justificada que está a medida” (Mirabete, Código Penal
Interpretado, p. 627)

“A superveniência da Lei 9.714/98 oferece ao réu que preencha Requer, dessa forma, que seja concedido o benefício
Substituição por pena restritiva todos os requisitos em lei previstos o direito subjetivo à da substituição da pena privativa de liberdade pela
Art. 44 do CP
de direitos substituição do escarmento privativo de liberdade por uma das pena restritiva de direitos, nos termos do artigo 44 do
penas restritivas de direito autônomas” (RJTACRIM 45/268) CP

Progressão de regime em crime Art. 112 da Lei 7.210/84 Eros Grau ressaltou que a proibição da progressão de Requer que seja concedido o benefício do
hediondo regime afronta o princípio da individualização da pena. livramento condicional, nos termos do artigo 112 da
Art. 2º § 1º da Lei 8.072/90 Sustentou que o legislador não pode impor regra fixa que Lei 7.210/84
(declarado inconstitucional) impeça o julgador de individualizar caso a caso a pena do
condenado. “O cumprimento da pena em regime integral,
por ser cruel e desumano importa violação a esses preceitos
constitucionais”

Sepúlveda Pertence também votou pela


inconstitucionalidade da norma. “De nada vale individualizar
a pena no momento da aplicação, se a execução, em razão
da natureza do crime, fará que penas idênticas, segundo os
critérios da individualização, signifiquem coisas
absolutamente diversas quanto a sua efetiva execução”.

Marco Aurélio entendeu que a garantia de individualização


da pena inserida no rol dos direitos assegurados pelo artigo
5º da Constituição Federal, inclui a fase de execução da
pena aplicada e, por isso, não seria viável afastar a
possibilidade de progressão do respectivo regime de
cumprimento da pena.
http://www.direitonet.com.br/noticias/x/86/17/8617/

“Atuando o agente motivado por relevante valor social, que diz


respeito aos interesses ou fins da vida coletiva (humanitários,
patrióticos, etc.), ou moral, que se refere aos interesses
Requer, nesse sentido, que seja aplicada a causa de
particulares do agente (compaixão, piedade, etc.) praticará um
Homicídio Privilegiado Art. 121 § 1º do CP diminuição de pena prevista no artigo 121 § 1º do
homicídio privilegiado. (...) Também é privilegiado o homicídio
CP
praticado sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a
injusta provocação da vítima” (Mirabete, Código Penal
Interpretado, p. 911-912)
“As ofensas irrogadas por uma das partes à parte ex adversa,
desde que proferidas na discussão da causa e nos limites Requer, assim, que o acusado seja absolvido em
Imunidade judiciária nos crimes
Art. 142 I do CP previstos em lei, não são puníveis, embora tais fatos possam função de circunstância que o isenta de pena, nos
contra a honra constituir crime contra a honra, estão cobertos pela imunidade termos do artigo 386 V do CPP
prevista no art. 142, I, do CP” (RT 741/630)
“Quando não se manifeste no texto inequívoca intenção de
Requer, portanto, que o acusado seja absolvido em
Imunidade da crítica nos crimes injuriar ou difamar, não constitui crime opinião desfavorável
Art. 142 II do CP função de circunstância que o isenta de pena, nos
contra a honra emitida em crítica científica, artística ou literária”
termos do artigo 386 V do CPP
(JTACRIM 58/77)
“Crime patrimonial contra ascendente. Invalidade da sentença
condenatória. Imunidade absoluta do agente. É passível de
invalidação a sentença condenatória proferida contra o autor de Requer, dessa forma, que o acusado seja absolvido
Imunidade nos crimes contra o
Art. 181 do CP crime patrimonial no qual a vitima é ascendente ou descendente em função de circunstância que o isenta de pena,
patrimônio (...) face à imunidade absoluta de que goza o réu, deixando de nos termos do artigo 386 V do CPP
ser aplicável a pena correspondente”
(RT 547/324)
“Quadrilha ou bando. Descaracterização. Associação que teve
caráter transitório. Ausência de permanência e estabilidade da
associação criminosa, não passando de um isolado concurso de
Requer, assim, que o acusado seja absolvido do
Habitualidade no delito de agentes (...) O certo é que o bando ou quadrilha, como delito
Art. 288 do CP delito de quadrilha ou bando pela inexistência do
quadrilha ou bando autônomo, só se corporifica quando os membros do grupo
crime, nos termos do artigo 386 III do CPP
formam uma associação organizada e estável, com programas
preparados para a prática de crimes, com a adesão de todos,
de modo reiterado” (RT 721/423)
“A desobediência só ocorre quando não atendida a ordem legal,
ou seja, emanada de autoridade competente, a quem tem o
Requer, assim, que o acusado seja absolvido do
dever de obedecê-la e se obedecidas as formalidades legais.
Absolvição na desobediência Art. 330 do CP delito de desobediência pela inexistência do crime,
Se o ato de ofício não é legal, a desobediência não se
nos termos do artigo 386 III do CPP
caracteriza como crime” (Mirabete, Código Penal Interpretado,
p. 2437)
“Desacato. Inexistência do dolo específico, necessário à
caracterização do deilto. Absolvição. Sem a vontade livre e
consciente de menosprezar, no funcionário, a função pública,
expondo-a a desprestígio, não se integra o desacato. Essa tem Requer, assim, que o acusado seja absolvido do
Absolvição no desacato Art. 331 do CP sido a razão pela qual a jurisprudência tem afastado o delito de desacato pela inexistência do crime, nos
reconhecimento do delito nas hipóteses em que as ofensas são termos do artigo 386 III do CPP
proferidas por ébrios ou por indivíduos que, no momento, se
mostram possuídos de intenso descontrole nervoso” (JTACRIM
75/189)