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IMUNOLOGIA VETERINÁRIA

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Imunologia
Introdução: ♦ 2000 AC – Egito – Registros históricos de graves epidemias; ♦ Crenças – espíritos, demônios ou influências místicas; ♦ Velho testamento – livros históricos que relatam a ocorrência de pestes (lepra); OBS: Como não havia conhecimento das causas das doenças (os antígenos) nem do sistema imune, as relacionavam com castigo por terem cometido pecados, ou seja, era vontade divina. Quando ocorria a cura da doença, acreditava-se que haviam sido perdoados daquele pecado. ♦ Tucides – Atenas, 430 AC – foi o primeiro estudioso que começou a questionar o por quê de alguns morrerem e outros se curarem da mesma doença; ♦ A importância do conceito de doença infecciosa: doença clinicamente manifesta, do homem ou dos animais, resultante de uma infeção; ♦ 1798 – Edward Jenner – considerado o pai da imunologia. Constatou que as pessoas que trabalhavam com bovinos não contraiam a varíola grave, que causava morte. Contraiam uma varíola mais branda, que não causava grandes problemas. Constatou que existiam dois agentes infecciosos: a varíola bovina (branda) e a humana (grave). Inoculando o vírus da varíola bovina em humanos, eles desenvolviam anticorpos contra os dois tipos de varíola. Com isso, se contraíssem o antígeno da varíola humana, não desenvolviam a doença, pois estavam imunes. Era um tipo de vacina. 200 anos após esse experimento, conseguiu-se a erradicação da varíola; ♦ 1880 – Louis Pasteur – vacinas atenuadas: anti-cólera e anti-rábica. Inoculando um vírus atenuado (enfraquecido, velho, ou morto) o organismo não contrai a doença e desenvolve anticorpos; ♦ 1890 – estudos sobre os anticorpos; ♦ 1895 – descobriu-se que a fagocitose é muito aumentada pela imunização; ♦ 1899 – descobriu-se que a lise das células pelos anticorpos requer a cooperação de fatores séricos denominados Complemento. O Sistema Imune É uma organização de células e moléculas com funções especializadas na defesa contra as infeções. Existem dois tipos de imunidade: 1. Natural ou Inata: já nasce com o indivíduo e permanece por toda a vida. É composta por barreiras físico, químico ou biológicas (pele, mucosa, pH, flora bacteriana), por fatores solúveis (sistema complemento – promovem a lise das bactérias, proteínas que provocam essa lise – citocinas (surgem com o aparecimento de antígenos, são proteínas, hormônios, produzidos pelo sistema imune) e por células (neutrófilos, macrófagos, natural killers). 2. Adaptativa ou Específica: depende do aparecimento de um antígeno – vírus, bactéria, etc. Precisa de um estímulo, de um agente agressor que desencadeie

uma resposta. Confere imunidade específica contra a reinfeção por um mesmo microrganismo. Parte dessa resposta envolve a indução de anticorpos (imunoglobulinas). Os anticorpos presentes no indivíduo refletem diretamente as infeções as quais ele foi exposto. Na imunidade natural, não é necessária a exposição prévia a um microrganismo, como ocorre na adaptativa, onde os anticorpos só são produzidos após a infeção. Estes anticorpos são específicos para o microrganismo infectante. Tanto a imunidade inata como as respostas adaptativas dependem da atividade dos leucócitos. Barreiras Físicoquímicas Moléculas Circulantes Células Mediadores Solúveis Ativos em outras Células Natural Pele, membranas, mucosas Adquirida Sistemas imunes cutâneos e de mucosas. Anticorpos nas secreções mucosas Anticorpos Linfócitos

Complemento Fagócitos (macrófagos, neutrófilos), células NK Citocinas derivadas de Citocinas derivadas de macrófagos como os IFN- linfócitos como o IFN-y a e IFN-b

Células do Sistema Imune A maturação (desenvolvimento) das células do sangue possui duas origens: Progenitora Mielóide e Progenitora Linfóide. Ambas se originam de células indiferenciadas. 1. Progenitora Mielóide: se originam da medula óssea – megacariócitos (plaquetas), CPU eritróide (hemácias), CPU dos basófilos (basófilos) e CPU dos eosinófilos (eosinófilos), que compõem os agranulócitos, e CPU dos granulócitos (neutrófilos e monócitos). 2. Progenitora Linfóide: se originam do Timo – linfócitos T; ou da medula óssea – linfócitos B. Tipos de Respostas Imunes Adaptativas 1. Resposta Imune Humoral: mediada por moléculas do sangue, responsável pelo reconhecimento específico de antígenos. Estas moléculas são chamadas de anticorpos, mediadas por linfócitos B (anticorpos contra antígenos extracelulares). 2. Resposta Imune Celular: mediada por linfócitos T (anticorpos contra microrganismos intracelulares). A célula T citotóxica provoca a lise da célula infectada. OBS: Os anticorpos sempre iniciam seus efeitos biológicos pela ligação com antígenos. Os antígenos podem ser bactérias extra-celulares (resposta humoral), micróbios intracelulares em um macrófago (resposta celular), vírus intracelular replicando-se no interior de uma célula infectada (resposta celular).

Fase de Ativação: ocorre a diferenciação. Neutralizam o antígeno (se ligam a estes antígenos impedindo sua entrada na célula). o organismo precisa identificar o antígeno e desenvolver anticorpos para combatê-lo. Características Fundamentais das Respostas Imunes 1. Fases das Respostas Imunitárias Específicas Fase Cognitiva: reconhece o antígeno e se multiplica (proliferação) – apresentação do antígeno. Auto-regulação: 5. o que leva algum tempo. 2. CD3). 4. São fagocitados por macrófagos. moléculas reconhecidas por receptores de linfócitos. Através dessas moléculas (receptores) ocorrem as interações (reconhecimento) entre as células e os antígenos e as outras moléculas. Isso ocorre porque. que reconhecem o antígeno e apresentam seus anticorpos. Diversidade: distintas especificidades antigênicas.Mecanismos dos Anticorpos 1. caracterização das células sangüíneas. Fase de Latência – é o período que leva para que o antígeno inoculado pela primeira vez apresente uma resposta de anticorpos do organismo. ao ser inoculado pela primeira vez. 3. Antígenos – qualquer substância que pode ser especificamente ligada por uma molécula de anticorpo. Ativação do complemento – aumenta a fagocitose de antígenos ligados a proteínas do complemento e anticorpos. Em uma segunda inoculação. é importantíssimo nas infeções virais. Especificidade: as respostas imunes são específicas para antígenos distintos. CD – Cluster Designation Number – Clube de Designação. 1. ou T citotóxico. . Discriminação entre o próprio e o não próprio: tolerância aos self-antígenos – reconhecem antígenos estranhos e não os próprios do organismo. ou seja. CD4. Antígenos capazes de induzir respostas imunes são chamados de Imunógenos. identificação de subtipos de linfócitos (receptores CD8. onde clones das células originárias da fase cognitiva (específicas) são produzidos e proliferam. graças as células de memória. OBS: O CD8. a ativação e auto-estimulação de sua multiplicação. OBS: Hipótese da Seleção Clonal – a fase de ativação é uma fase clonal. 2. Imunofenotipagem – marcação celular. Memória: capacidade de indução de memória imunológica. ou grupo de designação (GD). essa resposta é quase imediata. 3. Opsonização – aumentam a fagocitose destes antígenos ligados a anticorpos. Fase Efetora: eliminação das bactérias. 2.

Resposta Imune Inata Hematopoiese É a formação das células do sangue. pela lise dos antígenos fagocitados e pela produção de APC. morte de parasitas. ♦ Neutrófilos: são os mais comumente encontrados. intestino). encontrados no sangue periférico (não há macrófagos no sangue periférico. no tecido conjuntivo de histiócitos. pH baixo (estômago). pepsina – intestino). correspondem a 95% dos fagócitos circulantes. ♦ Químicas: ácidos graxos (pele). defensinas (pele. produção de citocinas. ♦ Trato reprodutivo (contato físico). movimento de muco pelos cílios do epitélio respiratório. fluxo longitudinal de ar ou de fluidos através do epitélio (espirro). São mononucleares. Quando patógenos penetram pela pele. Nos ossos os macrófagos são chamados de osteoclastos. Responsáveis pela produção de citocinas. ♦ Mastócitos: liberação de grânulos como a histamina. no fígado de células de Kupfer. Células Macrófagos: apresentadores de antígenos. suor. ♦ Natural Killers (NK): citotoxidade celular. e no cérebro de micróglia. ♦ Microbiológicas: a flora normal compete por nutrientes com a flora patogênica. só monócitos). Os macrófagos se originam dos monócitos. Barreiras contra a infeção ♦ Mecânicas: células epiteliais unidas por junções fortes. baço e no útero de fêmeas grávidas. a imunidade inata entra em ação através de células fagocíticas. ♦ Eosinófilos: diminuem a resposta inflamatória. Se não for suficiente para eliminar o fagócito. ♦ Fagocitose . lágrimas. peptídeos antibacterianos. enzimas (lisozima – saliva. picadas de insetos). ferimentos ou arranhões. Se localizam no sangue. Possuem os mesmos grânulos que os neutrófilos. Via de entrada de patógenos ♦ Vias aéreas (gotículas inaladas). nos pulmões de macrófago alveolar. atividade LAK. criptidinas (intestino). exocitose de grânulos citotóxicos. ♦ Trato gastrointestinal (água ou alimentos contaminados). entra em ação a imunidade adquirida. ♦ Epitélio externo (contato físico. Todas se originam da medula óssea e se dividem em Precursora Mielóide e Precursora Linfóide (são duas linhagens diferentes). liberam histamina (mediador químico).

Locais onde se iniciam as respostas adaptativas: linfonodos. Placas de Peyer – localizam-se no intestino delgado. faz com que sobre menos ferro para se ligar aos patógenos) e colagenase. Medula óssea e. importante filtro para o sangue. Timo Possui cortical e medular. tecido conjuntivo.Há a ingestão de um antígeno. lactoferrina (liga-se ao ferro sendo competidora. Funções: Poupa Vermelha – eliminação de eritrócitos velhos. mesmo na ausência de respostas imunes adaptativas. linguais e faríngeas. Timo (linfócitos T). O baço é o principal local de respostas imunes a antígenos originados no sangue. degradando a partícula. tonsilas. Tonsilas – palatinas. mucosa dos tratos gastrointestinal. que são células imaturas. Na medular já encontramos timócitos expressando marcadores e receptores. Periféricos: Linfonodos – localizam-se nos epitélios. mieloperoxidase (explosão respiratória). OBS: Quimiotaxia – faz com que os macrófagos migrem para o local infectado. Na cortical encontramos os timócitos. Baço – se localiza no quadrante superior esquerdo do abdome. respiratório. A partir de então são encaminhados para os órgãos periféricos. Macrófagos presentes na polpa vermelha são responsáveis pela eliminação de substâncias estranhas. Os lisossomas se dividem em grânulos primários e secundários. Os grânulos primários são: defensinas (matam bactérias gram-positivas). Local onde os linfócitos auto-reativos (que reagem contra seus próprios antígenos – proteínas) são suprimidos ou inativados. . formando um fagossoma. hidrolases neutra e ácida (degradam produtos bacterianos) e lisozima. bolsa cloacal ou bursa de Fabrícius (linfócitos B). as células do linfonodo pesquisam a presença de material antigênico estranho. Apêndice Cecal – localizam-se na porção inicial do cólon. É nos linfonodos onde se iniciam as respostas dos linfócitos aos antígenos protéicos originados na linfa. Os grânulos secundários são: também a lisozima (destrói a parede celular das bactérias). Os grânulos do fagócito se unem com o fagossoma e formam o fagolisossoma. Poupa Branca – constituída por linfócitos B e T. que não possuem os receptores de linfócitos (CDs) nem os marcadores de antígenos (antigênicos). baço. Periféricos ou Secundários Locais onde os linfócitos maduros respondem aos antígenos estranhos. Órgãos Linfóides Centrais ou Primários São aqueles em que os linfócitos se originam e ficam maduros. Funções: coleta de antígenos estranhos. nas aves. Nos grânulos se encontram lisossomas (enzimas).

Os haptenos devem ser quimicamente unidos a portadores protéicos para poderem evocar respostas em anticorpos ou células T. É conhecida como a AIDS das aves. Antígeno: qualquer molécula que pode se ligar especificamente a um anticorpo e ativar células do sistema imune (gerar resposta imunológica). Além disso. pelas fezes e até pelo ar. nunca os dois). Possui quatro proteínas: VP1. Na presença do antígeno correspondente. os ativando. Doença de Gumboro É transmitida por um vírus (Birnavirus) da família Birnaviridae. após processarem o antígeno. . VP3 e VP4. Originam-se na medula óssea e migram para os órgãos periféricos. pois guardam a informação sobre esse antígeno. induzir uma resposta imune adaptativa. mas todo imunógeno é um antígeno). afetando o sistema imune. por si mesmas. É um vírus RNA (os vírus podem ser do tipo RNA ou DNA – ou possuem RNA ou DNA. (Os antígenos nem sempre são imunógenos. Haptenos: são moléculas que podem reagir com o anticorpo. Imunógenos: moléculas capazes de. o local no antígeno que é reconhecido pelo anticorpo. devem estar unidos a uma proteína carreadora. o linfócito B libera o anticorpo (receptor antigênico) que se liga ao antígeno. Os linfócitos passam pela fase clonal e passam a ser efetores. OBS: Os linfócitos B possuem anticorpos ligados a sua membrana. se alojando na bolsa cloacal (bursa de Fabrícius).OBS: Células dendridicas são células fagocíticas. mas não são capazes de. O receptor antigênico do linfócito B é um anticorpo ligado a membrana da célula. passam a ser células de memória imunológica. deixando as aves sem proteção imunológica. Antígenos timo dependentes: dependem do linfócito T para estimular a resposta imune. Possuem simetria icosaédrica e podem ser encontrados dois subtipos: sorotipo 1 (patológico) e sorotipo 2 (apatológico). por si mesmas. São vírus não envelopados (não possuem um envelope lipídico). Atacam aves. Epítopo ou determinante antigênico: é o sítio de ligação. Antígenos timo independentes: podem ser imunogênicos (gerar resposta imune) sem a participação dos linfócitos T. capazes de eliminar o antígeno. gerar respostas imunes. Ou seja. Cada receptor antigênico liga-se a diferentes antígenos e cada célula possui uma única especificidade antigênica. contínuos ou lineares. VP2. As células apresentadoras de antígenos. muito importantes nas respostas imunes adaptativas. Podem ser conformacionais ou descontínuos. Sua transmissão pode ser dar pela saliva. O receptor antigênico do linfócito T é uma molécula. o apresentam aos linfócitos (dentro dos linfonodos).

Essa região é chamada de dobradiça. pode induzir a tolerância.Antígenos específicos: substâncias que ativam os linfócitos T e B após entrarem em contato com seus receptores específicos (TCR ou Igs). A região variável é chamada de Fab. A IgM corresponde a 10%. Além disso possuem regiões variáveis (onde os aminoácidos formadores variam) e regiões constantes (sempre os mesmos aminoácidos). lágrima. sendo o mais abundante dos anticorpos produzidos pelas respostas imunes secundárias. A IgA pode formar dímeros ou trímeros.). não necessitando ter especificidade para TCR ou Igs. A IgA corresponde de 10 a 15%. As demais só formam monômeros. É a responsável pela forma tridimensional da Ig. A Ig possui subtipos: IgA. leite. A IgM pode formar pentâmeros. IgE. além de ser a única que consegue ultrapassar a barreira placentária. que logo fagocitam os antígenos atenuados ou inutilizados da vacina. Também são chamados de mitógenos. onde. A região das ligações de sulfetos é suscetível a ação de enzimas proteolíticas. É uma molécula divalente. dá maleabilidade a molécula. com a doença correspondente ao IgM específico detectado no exame. se aplicar uma dose baixa ou alta. e é a mais importante na defesa das mucosas (saliva. etc. mas ainda não se sabe ao certo qual sua função. podendo ser quebrada. onde suas duas porções superiores (dois sítios de ação) podem identificar dois antígenos diferentes. ou esteve a pouco tempo. . A região constante é formada por duas cadeias pesadas. Correspondem as regiões variáveis. significa que já teve. Em exames sorológicos. IgD e IgG. Antígenos inespecíficos: ativam linfócitos T e B por mecanismos inespecíficos. sendo formada por cerca de 110 aminoácidos. Se a imunoglobulina encontrada no exame for uma IgG. sendo a mais abundante produzida pelas respostas imunes primárias (inflamações agudas). significa que está. se detectar a presença de IgM. há uma dosagem ótima. unidas por ligações de sulfetos. Esses polímeros são formados após o desligamento das Igs dos linfócitos B. mesmo que há muitos anos.2%. e a constante é chamada de FC e outras células do sistema imune possuem receptores para FC. Está relacionada a imunidade local. muco intestinal. A IgE corresponde a apenas 0. As moléculas de imunoglobulinas (Igs) são formadas por cadeias leves (peso molecular menor) e cadeias pesadas (peso molecular maior). estando imunizado contra ele. mas é muito potente e é de extrema importância nas respostas alérgicas. Para imunizar um animal. Essas moléculas se unem e formam os polímeros. A IgG corresponde a 80% das Igs. As melhores aplicações são a subcutânea e intraperitoneal pela grande presença de macrófagos. contato com o antígeno correspondente a esta IgG. IgM. A IgD também corresponde a 10% das Igs. a variável é formada por uma cadeia pesada e uma leve.

Sistema Complemento O sistema complemento é um dos principais mecanismos efetores da resposta imune humoral e importante mecanismo efetivo da imunidade inata. O primeiro constituinte da via clássica é o C1 (uma das proteínas que compõe o sistema complemento) – é o primeiro a se ligar. que se liga a C4b e sofre clivagem. sem a presença do anticorpo. recrutamento das células inflamatórias (resposta a inflamação). ativando-o. É composto por C1Q. que é polimérica. As lecitinas possuem facilidade de se ligar a açúcares. C2a permanece ligado a C4b. As funções do sistema complemento são: opsonização. destruição direta dos patógenos. de maneira altamente regulada. que faz a clivagem de C5 em C5a e C5b. Apenas os produtos desta ativação apresentam atividade biológica e podem se ligar (por covalência) a superfície celular dos micróbios ou anticorpos ligados aos micróbios e outros antígenos. . Possui três vias: Via Clássica – ativada por complexos antígeno-anticorpo. tendo outra atuação (que veremos mais a frente). Essas proteínas são inativas (zimógenos) e. originando a C3 convertase. A via clássica se inicia com ligação do C1 ao complexo antígeno-anticorpo. A adaptativa possui diversidade muito ampla e possui memória. A IgM. C3b se liga ao antígeno e alguns se ligam a C4b e C2a. formando a C5 convertase. quando o sistema complemento é ativado. e Via das Lecitinas – ativada na ausência de anticorpos e pela ligação dos polissacarídeos microbiais à lecitinas circulantes. é um potente ativador do complemento. sendo que a IgG é monomérica. C1R2. que faz a clivagem de C3 em C3a e C3b. O anticorpo se liga ao antígeno pela porção Fab. que interagem entre si ou com outras moléculas do sistema imune. se dividindo em C2a e C2b. o C4 se liga a C1 e sofre clivagem. C1S2. Via Clássica Só a IgG e a IgM fixam o complemento. Em seguida. C4b se liga a superfície do antígeno e C4a fica livre. se dividindo em C4b e C4a. tendo várias moléculas onde pode se ligar. fixa menos que a IgM. por sua formação pentamérica.OBS: A resposta inata possui diversidade limitada e não possui memória. desencadeia uma cascata de reações que resultam na ativação de outros componentes deste sistema. num evento cascata. A IgG solúvel (livre) não ativa o complemento. Via Alternativa – ativada pela presença de patógenos e ausência de anticorpos. Só ativa quando está ligada ao antígeno. Consiste de proteínas plasmáticas. sendo que C1 se liga direto ao patógeno. O C1 se liga a porção FC do anticorpo. Via das Lecitinas Ocorre igual a via clássica. Surge C2.

que remove esse Ag:Ac levando para o fígado e baço Ativação de linfócitos B iC3b. 2. 3. O sistema complemento possui reguladores que estão presentes nas nossas células. C5b se liga a C6 e. Quimiotaxia Citólise C5 a C9 Formação do MAC Remoção de imuno Via Clássica. que forma poros. A C5 convertase (nas 3 vias) cliva C5 em C5a e C5b.lise celular. levando o complexo para o fígado e baço onde serão destruídos por macrófagos. que cliva mais C3. inibindo a ação do complemento na ausência de microrganismos. Funções dos Componentes do Sistema Complemento Opsonização e fagocitose C3b.ligação de anticorpo a um microrganismo. iC3b = C3b inativado na via alternativa C3dg = C3 que não participa na via do complemento. C4a Degranulação e liberação inflamatória (anaflotoxinas) de histamina e mediadores inflamatórios. se ligam a CR1. Resumindo: 1. que fará a clivagem de C5. que se ligam ao complexo formado na via clássica. onde C3b se liga a superfície do patógeno (parte é inativada por não se ligar ao patógeno e permanecer na fase fluida). . pelo C3b O complexo Ag:Ac ligado complexos a C3b se liga a CR1 das hemácias. C3dg CR2 é um co-receptor da ativação dos linfócitos B CR = Receptor do Complemento. a C7 e C8. há a indução da formação de C9 (MAC. Deficiências no sistema complemento (falta ou excesso de produção de algum fator) acarreta em doenças. A maioria dessas deficiências são de causa genética. aumentando a atividade fagocítica de neutrófilos e macrófagos Estímulo a resposta C5a. Ambas se ligam a célula (microrganismo) e expõem a porção hidrofóbica de sua membrana. tendo sua membrana destruída. iC3b (opsoninas) Ligadas a superfície dos patógenos.ativação do complemento. Surge um fator B que se liga a C3b.Via Alternativa Na presença do patógeno. polímero de formato anular que consiste num complexo de ataque). se inserindo na membrana. C3b mais Bb e mais outra C3b formam C5 convertase. Essa célula acaba por morrer. ficando suscetível a proteólise (fator D) que o quebra em Bb e Ba. C3a. Chegando a C8. As hemácias possuem receptores CR1. em seguida. formando C3 convertase. Bb permanece ligado a C3b. ocorre a clivagem expontânea do C3.

CD8 – T citotóxico 1 e 2. Os linfócitos T interagem somente com células que carregam o antígeno associado ao MHC. sozinha. Auxiliam na resposta imune. que possui dois sítios. É formado por 2 cadeias: α e β . Os genes do MHC controlam as respostas imunes a antígenos protéicos. Linfócitos T O TCR (uma proteína – molécula protéica) é o receptor do linfócito T. Liberam grânulos citotóxicos. cujos produtos são expressos na superfície de várias células. variando nos diferentes membros da mesma espécie. Idiotipos – alterações nas seqüências de aminoácidos encontrados nos domínios variáveis das cadeias leves e pesadas. A IgG no homem possui a proporção de 2κ para 1λ . Diferente dos linfócitos B. O mesmo ocorre com a cadeia β . regulação da resposta imune (apresentação de antígenos). e não com os antígenos solúveis (livres). Os padrões de associação do antígeno das moléculas de classe I ou de classe II. O Th1 atua na resposta inflamatória e o Th2 nas respostas humoral e em alergias. Possuem associação com MHC de classe II. relação com as doenças. O Th1 e o Th2 produzem citocinas. determinam os tipos de linfócitos que serão estimulados pelas diferentes formas de antígenos. É uma região de genes altamente polimórfica. O Tc1 atua nas respostas inflamatórias e o Tc2 nas respostas humoral e alergias. permanece ligada a ela. . A proporção de ambas diferencia de espécie para espécie. O sítio de ligação do receptor de célula T é um só. onde a Ig se desliga da célula. Os linfócitos T podem ser: CD4 – T auxiliar (helper) 1 e T auxiliar 2. Alótipos – diferenças antigênicas nas imunoglobulinas séricas (do soro) determinadas geneticamente. A molécula receptora (TCR) da célula T não se desliga da célula (pela porção constante). como a B faz. reconhecer o antígeno. já o rato possui 20 kapa para 1 lâmbida. A célula T não é capaz de. Precisa dos apresentadores de antígenos.A porção de cadeia leve das imunoglobulinas podem ser de dois tipos: κ (kapa) e λ (lâmbida). A cadeia α se divide em porção constante (próxima a membrana) e porção variável. MHC É um complexo de histocompactibilidade principal. diferente do da célula B. Possuem associação com MHC de classe I. Propriedades biológicas do MHC Rejeição aos enxertos.

BoLA-A (bovinos). nos humanos. Rejeição aos enxertos Por haver uma grande variedade de genes. B. Toda célula nucleada possui receptores MHC classe I. ELA DW13. Relação com as doenças (descoberta recente) Determinados tipos de doença estão relacionadas ao tipo de HLA que possuem: Artrite rematóide – (HLA) DR24. expressam uma glicoproteína em sua superfície. Cães – leishmaniose visceral – DLA DRB1. Quando agem dessa forma. Lúpus eritrematoso sistêmico – DR3. Suínos. Cabras – doenças por lentivirus – Bel – resistência – Bel1. pois os reconhecem como antígenos. Esse avanço tecnológico é importante. Eqüinos – tremores cutâneos fibroblásticos – ELA A3. e as fagocitárias. eqüinos e gatos expressam moléculas de MHC classe II em linfócitos T em repouso. Já os linfócitos B podem. Nos animais essa proteína recebe o nome SLA-A (suínos). E e C são os MHC de classe I. ELA-A (eqüinos). OBS: Existem as proteínas de classe III. também. . Classe I – receptores para antígenos endógenos. que testa a compatibilidade da glicoproteína do órgão transplantado para o receptor deste órgão. Para evitar isso deve-se fazer um teste de tipagem de HLA (no humano). se localizam no braço curto do cromossomo 6). pois através de um exame prévio pode-se detectar a pré-disposição de se ter alguma destas doenças. Os genes A. Em animais: Bovinos – doenças por lentivirus – BoLA DRB3. o gene C sintetiza o HLA-C. etc. DQ e DR) é o gene MHC de classe II. cães. Eqüinos – alergias a culicóides – ELA W7. Esclerose múltipla – DR2. mas é uma descoberta muito recente. ELA A15. Cada gene ocupa um locus. O gene A sintetiza o HLA-A (antígeno leucocitário humano). entre outras. mas apenas em gêmeos idênticos é igual. eventualmente. serem apresentadores de antígenos para os linfócitos T. que é sintetizada pelo DNA (pelos genes do MHC que. Pode haver uma semelhança. O gene D (que possui 3 locus diferentes – DP. o organismo costuma rejeitar os transplantes. que é sua localização no cromossomo. O gene B sintetiza o HLA-B. DLA-A (cão).OBS: toda célula nucleada. apresentam MHC de classe II. Nas outras espécies. As apresentadoras de antígenos possuem MHC de classe II e de classe I (pois são nucleadas). os linfócitos T só apresentam MHC de classe II quando ativados. Classe II – receptores para antígenos exógenos em células apresentadoras de antígenos. Só se sabe que produzem proteínas para o sistema complemento.

ativam os macrófagos). Ao fagocitar o antígeno. ou centrais. Questionário 1 1. Nas aves há também a bursa de Fabrícius. A adaptativa possui diversidade muito ampla e possui memória. no baço (antígenos originados do sangue).Quais as principais células do sistema imune inato e suas respectivas funções? R: macrófagos e neutrófilos – células fagocíticas.Em que órgãos do tecido linfóide se inciam as respostas imune adaptativas? R: Nos linfonodos (antígenos originados da linfa). e células NK – fazem exocitose de grânulos citotóxicos.Quais são as principais funções biológicas do sistema complemento? . Células nucleadas que estejam sendo parasitadas por antígenos (inclusive o T CD4 parasitado por HIV – que penetra pelo CD4). As células apresentadoras de antígenos possuem os MHC de classe II internamente. Por isso o portador de HIV fica com imunossuficiência. onde o macrófago é apresentador de antígenos. que origina linfócitos B. 4. R: A imunidade inata é a que já nasce com o indivíduo. interagindo com linfócitos T CD4.Diferencie a imunidade natural e a adaptativa. 3. e quais são as células que se desenvolvem neles? R: Medula óssea – linfócitos B. placas de Peyer e mucosas. esse receptor MHC de classe II se liga aos fragmentos deste antígeno e chega a superfície para fazer a apresentação deste antígeno. que libera os grânulos que lisam estas células.Quais são os órgãos linfóides primários. A resposta inata possui uma diversidade limitada e não possui memória. interagem com o T CD8. Timo – linfócitos T. pois fica com pouquíssimos T CD4 (que além de serem células de defesa. e permanece por toda a vida. 5. 2. 6.A apresentação de antígenos exógenos (fagocitados) é via MHC de classe II. que quando ativadas iniciam uma cascata de reações. tonsilas. A imunidade adaptativa depende do contato com um antígeno que desencadeie uma resposta.O que você entende por sistema complemento? R: O sistema complemento é um conjunto de proteínas plasmáticas. que interagem entre si e com outras moléculas do sistema imune.

já que desenvolve anticorpos específicos a cada antígeno com o qual entra em contato. As camadas de proteção podem ser dividas como a seguir: Barreiras físicas e Barreiras bioquímicas. Por esse motivo. A adaptativa precisa desse contato com o microrganismo para se desenvolver.). Comente sucintamente sobre cada uma dessas barreiras. etc. a resposta inata não possui muita diversidade nem possui memória. Pode ser inata ou adaptativa. com mecanismos de regulação e defesa espalhados em vários níveis. lágrimas (lisozima) e no intestino (pepsina). destruição direta dos patógenos e recrutamento das células inflamatórias. as moléculas circulantes (sistema complemento e anticorpos). que são as fagocíticas (macrófagos e neutrófilos). o baixo pH do estômago e as bactérias da flora normal (que são competidoras de nutrientes com a flora patogênica). as NK e os linfócitos B e T.R: São a opsonização. Questionário 2 1. R: As barreiras físicas são a pele (células epiteliais unidas por complexos juncionais). produzindo uma resposta específica para o antígeno em questão. IgD. citando as principais características de cada resposta. A adaptativa. suor. ao contrário. Não necessita de exposição prévia a um microrganismo. As barreiras bioquímicas são os ácidos graxos e as defensinas da pele.Quais as principais classes de anticorpos encontrados nos seres humanos e mamíferos de modo geral? R: IgA. mucosas. Seus mecanismos são: as barreiras físicas e bioquímicas (pele. pH. Possui diversidade limitada e não possui memória. R: A resposta inata é a que já nasce com o indivíduo. as citocinas (sintetizadas pelos macrófagos e linfócitos) e as células. IgG e IgM. as enzimas presentes na saliva. além de possui memória imunológica – entrando em . 4.Quais os principais mecanismos de defesa imune e suas principais células mediadoras? R: O sistema imune consiste num conjunto de células e moléculas de defesa contra infecção.O que é resposta imune inata ou natural? R: É a que já nasce com o indivíduo. que não precisa entrar em contato com um microrganismo para ser produzida. 7. permanecendo por toda a vida. IgE.Diferenciar a resposta imune inata de resposta adaptativa. possui diversidade ilimitada. 2- 3. A resposta imune inata possui uma arquitetura de múltiplas camadas. expulsando microrganismos. o fluxo de ar e de fluídos – espirro – e o movimento de muco pelos cílios do epitélio respiratório.

potencializa a resposta imune a este antígeno. 12. por si mesmo.contato novamente com o mesmo antígeno. 7. são substâncias que auxiliam o sistema imune no combate ao antígeno. culminando na destruição dos microrganismos que estão causando a infecção.Quais as principais funções efetoras dos anticorpos? R: Os anticorpos (produzidos pelos linfócitos) possuem sítios de ação por onde se ligam a antígenos específicos. R: A via clássica é ativada por complexos antígeno-anticorpo e a via alternativa por patógenos livres. 5.Quais as principais funções do sistema complemento? R: São a opsonização. R: Antígenos são moléculas que se ligam a anticorpos.O que você entende por sistema complemento e qual sua importância para a imunidade? R: O sistema complemento é um conjunto de proteínas plasmáticas que interagem entre si e com outras moléculas do sistema imune. opsonização e ativação do sistema complemento (via clássica). antígeno e hapteno.O que é a neutralização mediada por anticorpos? . Ao se ligarem. num evento regulado. Sendo assim.Diferencie antigenicidade de imunogenicidade. 10-Trace um paralelo entre as vias de ativação clássica e ativação alternativa do sistema complemento. já possui os anticorpos próprios para combatê-lo. Ou seja. Imunógenos são antígenos capazes de gerar respostas imunes.O que são adjuvantes? R: Qualquer substância que. sem presença de anticorpos. ao serem administrada junto com este. originando reações em cadeia que resultam na ativação de outros componentes deste sistema. 9. diferencie imunógeno.Conceitos são de fundamental importância na imunologia. podem produzir três tipos de respostas efetoras: neutralização do antígeno. Imunogenicidade é a capacidade de um microrganismo em gerar uma resposta imune. Hapteno são antígenos que não são capazes de gerar resposta imune se não estiverem ligados a uma proteína carreadora. 6. ao ser administrada com um antígeno. a destruição direta dos patógenos e o recrutamento das células inflamatórias. R: Antigenicidade é a capacidade de um microrganismo em se ligar a um anticorpo. 8. 11.

O que você entende por opsonização? R: Opsonização é a potencialização da capacidade fagocítica das células fagocitárias. formação de um fagossoma. que são os receptores antigênicos. onde ocorre a lise do antígeno. ao maturarem. Após maturarem. são apresentadoras de antígenos e produzem citocinas) e os neutrófilos (fagocitam bactérias e células mortas.Faça uma análise comparativa da diferenciação dos linfócitos B e T. originando o fagolisossomo. o fagócito faz a exocitose dos restos da fagocitose. 14. recebem as imunoglobulinas (que se soltam para se ligar ao antígeno). 16. Quais as principais classes de anticorpos encontrados em mamíferos? R: São as imunoglobulinas: IgA. sendo os mais numerosos fagócitos). impedindo sua entrada nas células. R: Os linfócitos B e T se originam de células indiferenciadas da linhagem progenitora linfóide. Descreva as etapas ocorridas durante a fagocitose de um microrganismo. Ao serem originados. é necessário que haja a inativação dos linfócitos auto-reativos (pois há os que reagem contra proteínas do próprio organismo). 18. fusão do grânulo do fagócito (que contém lisossomas) com o fagossoma. 19.R: É quando o anticorpo se liga ao antígeno. IgG e IgM. O complexo ag:ac acaba sendo fagocitado por macrófagos.Quais são os tipos de células T efetoras? R: São os linfócitos T helper (auxiliar) 1 e 2. R: Ocorre a captura do antígeno. É o aumento da fagocitose dos microrganismos.Quais são as principais células fagocíticas e suas funções? R: São os macrófagos (fazem a fagocitose de complexos ag:ac. IgE. após a destruição do antígeno. considerando os eventos que ocorrem na medula óssea. o que ocorre no órgão de origem. nas aves) e os linfócitos T no timo. que produzem grânulos citotóxicos. que são moléculas protéicas que não se soltam da célula ao se ligarem aos antígenos. IgD.Quais as principais classes de anticorpos que são capazes de ativar a via clássica do sistema complemento? 1715- . Recebem também os marcadores (CDs). formando o complexo antígenoanticorpo (ag:ac). os linfócitos são encaminhados aos órgãos linfóides periféricos. Os linfócitos B se originam na medula óssea (e na bursa de Fabrícius. 13. que produzem citocinas. e os linfócitos T citotóxicos 1 e 2. Os linfócitos T recebem os TCR (seus receptores antigênicos). Os linfócitos B.

a IgG tem menos capacidade de fixar componentes do sistema complemento que a IgM. fibroblastos. Esse sítio de ligação pode ser contínuo ou descontínuo. na regulação da inflamação imunomediada. especialmente durante as respostas imunes. reguladores de ativação. Funções São mediadores da imunidade natural. São produzidos pro fagócitos mononucleares e por fibroblastos. macrófagos. As citocinas influenciam a síntese e a ação de outras citocinas (como antagonistas. São muito potentes. Várias citocinas podem agir numa mesma célula-alvo. . 20. sinergistas.O que é epítopo ou determinante antigênico? R: É o sítio de ligação do antígeno. influenciam no crescimento e na diferenciação de linfócitos. pois produzem efeitos em diferentes células. produzindo vários efeitos diferentes. São produzidas quando há uma alteração no organismo. ou seja. que é pentamérica. mas diferem destes. Sua secreção é um evento breve e limitado. Funcionam como os hormônios. produzindo o mesmo efeito. Fator de necrose tumoral (TNF): produzidos por fagócitos mononucleares e linfócitos T. etc. produz aumento de MHC de classe I. Mediadores da imunidade natural (exemplos) Interferon tipo 1: antiviral. células da glia. Citocinas São polipeptídios (proteínas) produzidos por diversas células (do sistema imune ou não – NK. etc. estimuladores do crescimento e diferenciação dos leucócitos imaturos. As células-alvo são as NK. Ligam-se a receptores de alta-afinidade. A redundância torna muito difíceis as pesquisas sobre estas substâncias. que irão alterar o comportamento ou as propriedades de uma outra célula. em cada uma. outra citocina irá produzir o mesmo efeito. antiproliferativo. por ser monomérica. enquanto os hormônios costumam afetar um único órgão. mediando e regulando as respostas imunes e inflamatórias. produzidas por uma célula.). São redundantes. São pequenas proteínas solúveis. sendo que. Agem em vários tipos celulares (pleiotropismo). Têm ação autócrina (a célula produz a citocina para estimular ela mesma). São produzidas durante a fase efetora das imunidades natural e adaptativa. onde o anticorpo se liga. induzindo fortes efeitos biológicos. parácrina (estimular células vizinhas) e endócrina (estimular células distantes). aditivas.R: São a IgG e a IgM. se remover uma citocina capaz de induzir febre. fazendo sinalização entre as células.). já que atuam em várias frentes diferentes e uma substitui a outra (compartilhando funções). Ativam neutrófilos e células endoteliais e produzem febre.

células endoteliais. Induzem o crescimento e produção de citocinas nos linfócitos T. inibindo a ativação e proliferação dos linfócitos T e doa fagócitos mononucleares. . Induzem a mudança do isotipo da Ig nos linfócitos B para IgE. Produzem quimiotaxia e ativação dos leucócitos. CSF dos M. TGF-B: produzidas por linfócitos e por fagócitos mononucleares. Interleucina 2: produzidas por linfócitos T. diferenciação e ativação As células que promovem a diferenciação das progenitoras são importantíssimas. células endoteliais e linfócitos T. CSF dos G. Ex: interleucina 3. interleucina 7 e ligante do C-Kit. CSF dos GM. ativam células endoteliais e induzem febre.Interleucina 1: produzidas por fagócitos mononucleares e outras células. pois em sua ausência essa diferenciação ficaria prejudicada. Promovem um freio nas respostas imunes. fibroblastos e plaquetas. São coestimuladoras de timócitos. Interleucina 6: produzidas por fagócitos mononucleares. ativação e crescimento das células NK e crescimento e síntese de anticorpos nos linfócitos B. Mediadores da inflamação imunomediada Citocina Produzidas por Células alvo IFN-Gamma Linfócito T Fagócitos NK Células endoteliais NK outras Linfotoxina Interleucina 10 Interleucina 5 Interleucina 12 Linfócitos T Linfócitos T Linfócitos T Macrófagos Efeitos Ativação Ativação Ativação Aumento de moléculas de MHC de classe 1 e 2 Neutrófilos Ativação Células endoteliais Ativação NK Ativação Fagócitos Inibe mononucleares Linfócitos B Ativação Eosinófilos Ativação Linfócitos B Crescimento e ativação NK Ativação Linfócitos T Crescimento. Interleucina 4: produzidas pelos linfócitos T CD4 e mastócitos. São coestimuladoras de timócitos e induzem o crescimento de linfócitos B maduros. Quimiocinas: produzidas por fagócitos mononucleares. inibe a ativação dos fagócitos mononucleares e induz o crescimento de linfócitos T. linfócitos T.

Se ligam a células APC (apresentadoras de antígenos). ativação e a função efetora dos linfócitos dependem das interações célula-célula mediadas por moléculas de adesão (promovem a migração). Existem moléculas co-estimuladoras nas APCs que também enviam sinais para as células T se ativarem. Os fatores de crescimento induzem o crescimento de vários tipos celulares. monócitos (todos os leucócitos).As interleucinas regulam interações entre os linfócitos e outros leucócitos. Se ligam a células do endotélio mucoso. LPAM-1 – em células T virgens. encontram o antígeno (apresentado por uma apresentadora de antígenos) e se tornam ativas. As células T virgens (em repouso). A migração. Em sua recirculação. Existem três tipos de moléculas de adesão: selectinas. Selectina E – endotélio. as células T não são ativadas. Apresentadores de antígenos Células dendríticas – região cortical do linfonodo. As moléculas de adesão enviam sinais estimulantes para o linfócito T. NKs.2. selectina P (CD 62P) e selectina E (CD 62E). Macrófagos – todo o linfonodo. Sem ele. para que ocorra sua ativação. Além da ligação do TCR do linfócito T com a molécula de MHC de classe II da APC. penetram no linfonodo pela vênula endotelial alta (High endotelial venule – Hev). adressinas e integrinas.1 ou B7. As adressinas são ligantes para as selectinas no endotélio. As integrinas: LFA-1 – em células T. Estimulam sua . Se ligam a células do endotélio vascular. São expressas em: Selectina L – linfócitos. Os interferons são sintetizados em resposta a infecções virais. e na resposta imune celular como apresentadores de antígenos para os linfócitos T. São a B7. produzindo anticorpos contra antígenos extracelulares. São ligantes do CD 28 da célula T. A apresentação antigênica se inicia nos órgãos linfóides periféricos. Os fatores de necrose tumoral induzem a apoptose em células tumorais. É o segundo sinal. Linfócitos B – nos folículos. estão sempre circulando pelos órgãos linfóides. outras moléculas celulares (como as de adesão) são importantes nas interações dos linfócitos T com as APC. Em sua recirculação. Selectina P – plaquetas e endotélio. Imunidade adaptativa celular e humoral Os linfócitos B participam na resposta imune humoral. As selectinas se dividem em selectina L (CD 62L). VLA-4 – expressas em células T ativadas.

As T H2 ativam a produção de anticorpos neutralizantes pelas células B. que estimula sua proliferação clonal. A apoptose é uma resposta normal. As células de Langerhans são células dendríticas imaturas. onde o antígeno está sendo fagocitado) se liga a fragmentos do antígeno (peptídeos) e migra para a superfície para apresentar para o linfócito T. crucial no tecido de remodelação (mantém a homeostasia. as células dendríticas fagocitam o antígeno. As células B fazem endocitose mediadas por imunoglobulinas (receptores de superfície). Em sua ausência. modificações da morfologia células. A diferenciação de T CD4 em T H1 e T H2 determina a predominância da imunidade humoral ou da imunidade mediada por células.proliferação. a molécula MHC de classe II (que estava sendo processada em seu núcleo. tornando-se potentes apresentadoras de antígenos. para que ocorra a renovação celular).1 e B7. que induzem a apoptose.1 com mais avidez que o CD 28. . Quando imaturas. São as timo-dependentes. ele começa a produzir as citocinas. Proteínas nos grânulos líticos das CTLs: perforinas – polimerizam para formar um poro na membrana. As proteínas efetoras citotóxicas. as células T se diferenciam em T efetoras. CTLA-4 – expresso no linfócito T. são armazenadas nos grânulos das células T citotóxicas LD8. Após a célula T entrar em ativação. a ativação também pode ocorrer. Entrando em proliferação. que não requerem coestímulos para agirem. segue para o RE e de lá para o complexo de Golgi. Os sinais enviados por moléculas de adesão não são fundamentais para a ativação do linfócito T. emitindo um sinal inibidor das células T ativadas. Se encaminham para o linfonodo e se tornam maduras. Etapas da apoptose: fragmentação do DNA. Elas capturam o antígeno na pele. Ele se liga a B7. mas não apresentam. A ativação das células T modifica a expressão de várias moléculas de superfície. As células dendríticas só expressam B7. seguindo para as vesículas secretórias. O que torna uma célula T anérgica (não responsiva) é ausência dos 1 o e/ou 2o sinais. As funções efetoras das células T são determinadas pelas moléculas efetoras que elas produzem. As T H1 produzem IFN-gamma. O primeiro sinal é o enviado pelo MHC de classe II ao TCR do linfócito T. que ativam macrófagos e induz os linfócitos B a produzirem anticorpos opsonizantes. interrompe a fase proliferativa das respostas – quando estas estão muito exacerbadas. Forma-se a vesícula fagocítica. Produzem vários efeitos em macrófagos. se tornam maduras e o apresentam para os linfócitos. pois perdem essa capacidade. Promovem a inibição das células T ativadas. granzimas – são serinas proteases que ativam a apoptose quando na camada da célula alvo. mas não fagocitam mais. Com isso. migram para o linfonodo. As células T citotóxicas podem induzir as células alvo a sofrem morte celular programada (apoptose).2 quando se tornam maduras. entre elas a IL2 (interleucina 2). ruptura do núcleo.

. induz a diferenciação de macrófagos na medula óssea (IL 3 + GM-CSF). IgG 2a. IGF β . IgD. 3 e 4. na formação da Ig. portadoras do antígeno específico. A IgA é transportada pelas mucosas (epitélio) e esse transporte é medido pelo receptor pdi-ig (proteína transportadora especializada). Resposta humoral É mediada por moléculas de anticorpo. Cada isotipo de Ig humana tem funções especializadas e distribuição exclusiva: Epitélio – IgA. Extravasculares – IgG 1. secretadas por células plasmáticas (plasmócitos). poupando as células vizinhas não infectadas.As CTLs matam as células-alvo. Há formação de uma alça. IFN-gamma – IgG 3. etc. que libera citocinas que ativam o linfócito B. Placenta – IgG 1. IgE. induz a proliferação de células T. A ativação de macrófagos pelos T H1 promove a morte microbiana e deve ser estritamente regulada para evitar danos aos tecidos do hospedeiro. A célula vai trocando essas Igs de superfície de acordo com a necessidade. As T H1 coordenam a resposta do hospedeiro a patógenos intracelulares: ativam macrófagos para destruir as bactérias ingeridas (IFN-gamma e ligante CD 40). ativa o endotélio para induzir a união de macrófagos e sua saída do vaso sangüíneo no local da infecção (TNF α + TNF β ) e causa acúmulo de macrófagos no local da infecção (MPC 1). opsonização e a ativação do complemento. Por isso que se usam vacinas (como a antitetânica. IL 5 – IgA. que induzem a resposta timo dependente a produzir anticorpos contra o patógeno e desenvolver memória imunológica. Mudanças de classe de imunoglobulina A primeira Ig que aparece é a IgM (10% do total no sangue). aumentando o número de células efetoras (IL 2). mata células cronicamente infectadas. Nos adultos. Cada citocina induz a formação de um tipo de Ig (transcrição): IL 4 – IgG1. A ativação da célula B pode ser diretamente por um antígeno (timo independentes) ou ao apresentar o antígeno para o linfócito T (antígenos que dependam das respostas dos linfócitos T – timo dependentes). e ocorre a mudança para IgA. IgA. ocorre maior produção de IgD (que é a segunda Ig a surgir). mas em crianças não. antimeningite).IgG 2a. 2. que se diferenciam em plasmócitos e produzem os anticorpos que promovem a neutralização. 3 e 4 e IgA. Quando ocorre estímulo para produção de linfócitos B. A indução desta mudança é feita por citocinas. a resposta timo independente é muito eficiente. liberando bactérias para serem destruídas por macrófagos novos (ligante Faz ou TNF β ). 2.

Precisam ser eliminados. II e II – mediadas por anticorpos. Muitas moléculas de C3b são covalentemente ligadas ao complexo ag/ac. III e IV. não podem ser ingeridos por fagócitos). linfócitos B. Algumas células efetoras possuem receptores para a porção FC das Igs: macrófagos. Os anticorpos que inibem a ligação da toxina podem impedir ou neutralizar esse efeito. como os vermes. A neutralização de toxinas por anticorpos IgG protege as células de suas ações danosas. IgE – superfícies epiteliais (alergias e infecções por helmintos). No baço e no fígado. Opsonização. As Igs induzem várias funções efetoras nestas células. Tipos I. . A infecção viral das células pode ser bloqueada por anticorpos neutralizantes. Remoção de complexos imunes que se formam na circulação e ativam o complemento. glomerulonefrites. IgM – circulação. impedindo sua entrada na célula. através do complexo ag/ac. ou seja. O C3b ligado se une ao receptor CR1 na superfície dos eritrócitos. dendríticas. neutrófilos. eosinófilos. as células fagocíticas removem os complexos imunes ligados as hemácias (sem destruição das mesmas). mastócitos. artrites reumatóides. Fatores genéticos e fatores ambientais (locais muito poluídos) influenciam no desenvolvimento de alergias. pois seu acúmulo pode originar doenças autoimunes. A toxina se liga a receptores celulares. as envenenam. como inflamações.IgG – por todo organismo. originando uma cascata de eventos que culmina na formação do MAC. etc. Outra função é a ativação do complemento. a toxina não consegue se ligar aos receptores da célula e não penetram nela. que se ligam ao vírus. Só ativa quando ligada ao antígeno. que ativa a via clássica. A Ig livre não faz a ligação cruzada dos receptores FC. se ligando as adesinas. sofre endocitose e envenena a célula. A ativação das células acessórias (ex: eosinófilos) mediada por IgE tem importante papel na resistência a infecção parasitária (parasitas grandes. Ao penetrar nas células. da mesma forma que fazem com as toxinas. Os anticorpos podem bloquear a adesão das bactérias (que expressam moléculas de adesão – adesinas) às células do hospedeiro. II. bronquite. asma. Atopia/alergia – manifestações clínicas das reações de hipersensibilidade tipo: eczema. Reações de hipersensibilidade Coombs e Gell – tipos I. IgA – superfícies mucosas. NKs. Tipo IV – mediada por células T e macrófagos. rinite (febre do feno). não ativa as células. Muitas bactérias e venenos de cobras produzem proteínas tóxicas. Ao se ligar ao anticorpo. Ocorre sinergismo na fagocitose do complexo quando ele está ligado a um componente do sistema complemento. etc.

Espasmogênicos – histamina – contração da musculatura brônquica (lisa). LTB 4 e PAF – quimiotaxia para basófilos. Apresentação do antígeno – produção de IgE – ativação de mastócitos – liberação de mediadores – efeitos clínicos. hiperprodução de muco. vias aéreas. As citocinas também são liberadas pelos mastócitos em degranulações e podem potencializar as respostas inflamatórias da IgE. Cininogenase – cininas que provocam vasodilatação e edema. eosinófilos e basófilos. como a histamina. liga-se cruzadamente a IgE de superfície provocando aumento de cálcio intracelular. Ativadores – histamina – vasodilatação e permeabilidade vascular.Tipo I O principal anticorpo que medeia esse tipo de alergia é o IgE. cininas Histamina e serotonina Histamina . LTC 4 e LTD 4 – secreção de muco. INF α . induzindo a degranulação e a liberação dos mediadores que produzem reações alérgicas. leucotrienos. eczema. As células T supressoras fazem o controle de reações alérgicas. asma. Basófilos e eosinófilos também estão envolvidos nas reações alérgicas. Efeitos clínicos: febre do feno.) se liga a IgE e esse complexo se liga aos receptores (FCEI) dos mastócitos. Um alérgeno qualquer (veneno. enfisema e hemorragia Enfisema e hemorragia intestinal Hipotensão sistêmica Espécies Ruminantes Eqüinos Suínos Principais mediadores Serotonina. anafilaxia. aumento da permeabilidade vascular. proteases e lipidioderivados. ácaro. PGD 2 – edema de mucosa. Infiltração e agregação celular. edema e migração celular. ao encontrar o mastócito sensibilizado. Anafilaxia – Principais mediadores Órgão alvo Sintomas Patologia Trato respiratório Trato respiratório e intestino Trato respiratório e Tosse. IL 8) – quimiotaxia para neutrófilos. PAF – microtrombos. etc. dispnéia e colapso Tosse. o que desencadeia a liberação de mediadores pré-formados. dispnéia e diarréia Cianose e prurido Edema de pulmão. Efeitos fisiológicos dos mediadores dos mastócitos Quimioatraentes – citocinas (IL 5. como leucotrienos e prostaglandinas recém sintetizadas. Esses autocóides produzem os efeitos clínicos da alergia. Asma = bronquioconstrição. etc. etc. Triptase – enzima proteolítica que ativa C3. Efeitos farmacológicos: vasos sangüíneos. dopamina. poeira. O alérgeno.

leucotrienos. Quando maior for a resposta de IgE. as citocinas e as quimiocinas. A resposta imediata é a produzida pelos efeitos dos mediadores de vida curta. que pode levar a morte. que são pequenas partículas protéicas (que poderiam ser facilmente fagocitadas) como vermes e desencadeiam a resposta de IgE. hemorragia visceral Edema pulmonar e intestinal Edema pulmonar e enfisema Edema pulmonar Histamina. A IgE é produzida pelas células plasmáticas. É uma resposta de altas proporções para um antígeno de pequenas proporções. serotonina e leucotrienos Citotoxicidade tipo I – IgE São mediadas pela IgE. causando a liberação de mediadores químicos pelos mastócitos. localizadas nos linfonodos que drenam o sítio de entrada do antígeno ou nos sítios das reações alérgicas. Como os parasitos são de grandes dimensões. dispnéia. como a histamina. ligada a mastócitos por receptores de superfície de alta afinidade (Fcε RI). o sistema imune identifica os alérgenos. Entre elas: prurido (urticária) e eczema. que recrutam e ativam os eosinófilos e . que induz a ativação de mastócitos. a mais grave. A IgE é um anticorpo específico para combater vermes parasitos. podendo apresentar IgE ligada a superfície e participar da reação de hipersensibilidade tipo I. coriza). As alergias são freqüentemente enquadradas neste tipo (reações de hipersensibilidade imediatas). rinite alérgica (espirros.Cão Gato Humanos Galinha intestino Veias linfáticas Colapso. Basófilos e eosinófilos também expressam esse receptor. maior será a reação alérgica provocada. diarréia intestino e prurido Trato Dispnéia e respiratório urticária Trato respiratório Dispnéia e convulsões Ingurgitamento hepático. respiratório e vômito. não podem ser fagocitados. asma alérgica (constrição brônquica e aumento da secreção de líquidos e muco) e. A IgE se diferencia das outras imunoglobulinas por estar localizada predominantemente nos tecidos. dependentes da via de entrada do alérgeno. Na reação alérgica do tipo I. o que pode levar ao desenvolvimento de reações de hipersensibilidade do tipo I. produz a reação alérgica. choque anafilático. É ativada por antígenos solúveis (livres). que provoca reações variadas. A resposta tardia envolve os leucotrienos. conjuntivite. diarréia e vômito Trato Dispnéia. A ligação do antígeno a IgE produz ligações cruzadas entre estes receptores. portanto a IgE induz a degranulação de mastócitos para combater esses vermes. Com isso. As reações alérgicas podem ser divididas em uma resposta imediata e outra de fase tardia. prostaglandinas Histamina e leucotrienos Histamina e leucotrienos Histamina.

Os anticorpos antidrogas são produzidos em uma minoria de indivíduos. mas quando o alvo é grande. estes anticorpos estão concentrados no colostro e o potro os ingere pelo leite. que se caracteriza pela presença de células T e eosinófilos.basófilos. Quando estão presentes. principalmente em eqüinos. Durante as gestações subseqüentes. No segundo estágio. eles não são capazes de fagocitá-lo e promovem exocitose de seus conteúdos lisossomais. provocando dano as células vizinhas. como a penicilina. utilizado para detectar anticorpos nos eritrócitos do paciente. sensibilizando a mulher Rh-. revestidas com anticorpos. impedindo a sensibilização da mulher Rh-. e ainda mais com o advento desta profilaxia em 1969. A droga se liga a superfície celular e serve como alvo para IgG antidrogas. A destruição de hemácias (anemia hemolítica) ou de plaquetas (trombocitopenia) mediada por anticorpos é um efeito colateral incomum associado á ingestão de certas drogas. promovida por estes anticorpos. A DHRN também ocorre em animais. que causa a destruição destas células. os anticorpos IgG atravessam a barreira placentária. que por sua vez produzirá anticorpos para os antígenos Rh. Teste indireto de antiglobulina Teste de Coombs. células individuais do hospedeiro. É ativada por antígenos associados a células ou a matriz. com a melhoria da assistência médica. no período pós-parto (caso a mãe seja RhD-). os eritrócitos Rh+ atingem a circulação. as células não são aglutinadas pela anti-Ig humana. estimulando a produção de anticorpos de classe IgG anti RhD. atingindo a circulação fetal (os anticorpos da classe IgM não possuem essa capacidade) e se o feto for novamente incompatível com a mãe. como a que ocorre na asma alérgica. ocorre a neutralização dos eritrócitos Rh+. A incidência de mortes pela DHRN caiu significativamente durante o período de 1950 a 1966. Quando anticorpos anti-Rh são ministrados imediatamente no pós-parto. podem ser fagocitadas por neutrófilos. Quando não existem anticorpos na superfície dos eritrócitos. . Essa fase tardia pode evoluir para uma inflamação crônica. Doença hemolítica do recém nascido (DHRN) Os eritrócitos de um feto Rhesus + (RhD+) atingem a circulação materna geralmente durante o parto. o resultado será a eritrólise das hemácias do feto. linfócitos letais vazam na circulação materna e a sensibilizam. os eritrócitos podem ser aglutinados por anti-Ig humana. Sem a profilaxia. Mas é um pouco diferente: No primeiro estágio. Citotoxicidade tipo II – IgG e IgM Nas reações de hipersensibilidade do tipo II.

de acordo com a via pela qual o antígeno penetra no corpo: hipersensibilidade de tipo tardio (o antígeno é injetado na pele – venenos de insetos. A resposta imune inata contra os patógenos auxilia o início da resposta imune adaptativa. etc. ocorrendo depósito destes complexos na corrente circulatória. ou participam da ativação de linfócitos B no próprio linfonodo (imunidade humoral). que é outro exemplo de reação de hipersensibilidade tipo III. etc. gerando uma resposta inflamatória. . vírus. São mediadas por células T (e não por anticorpos.. das plaquetas – liberando aminas vasoativas. pois o contato com estes patógenos leva a produção de citocinas e a ativação de células apresentadoras de antígenos.Citotoxicidade tipo III – IgG É ativada por antígenos solúveis. exantema (que provoca urticária). cromato) e enteropatia sensível ao glúten (o antígeno é absorvido pelo intestino – doença celíaca). proteínas micobacterianas). A resposta imune adaptativa é necessária para a proteção efetiva do hospedeiro contra os microrganismos patogênicos (bactérias. estas células fazem a apresentação do antígeno aos linfócitos T virgens. vacinas). hipersensibilidade de contato (o antígeno é absorvido na pele – haptenos. febre. deixam o linfonodo e se encaminham ao sítio da infecção (imunidade celular). fungos. Um exemplo deste tipo de reação de hipersensibilidade é a doença do soro. a IgG forma complexos imunes localmente. glomerulonefrite. que ocorre quando se inocula uma grande quantidade de antígenos estranhos (como soro antiofídico.). Os sintomas são: calafrios. A doença ocorre de 7 a 10 dias após a inoculação. Podem ser agrupadas em três tipos. Nos órgãos linfóides. níquel. Resposta imune nas infecções Penetração do microrganismo – estabelecimento da infecção – indução da resposta adaptativa – resposta imune adaptativa – eliminação do agente patológico e memória imunológica. induzindo a ativação do complemento. Citotoxicidade tipo IV – macrófagos e linfócitos T Produz intensa ativação de macrófagos. artrite. que são removidos da circulação pelas hemácias e encaminhados para serem destruídos. correspondendo ao tempo necessário para que o sistema imune desenvolva uma resposta imune primária contra o antígeno estranho. Nesta hipersensibilidade isso não acontece. sendo caracterizada pelos complexos imunes (antígeno/anticorpo). que se diferenciam em células T efetoras. provocando uma reação inflamatória que é denominada reação de Arthus. como os outros 3 tipos) e levam algum tempo para se desenvolver. como a dendrítica. Quando o antígeno é injetado na pele.

Efeito citopático – produzido por vírus. complemento. Imunidade viral São parasitos celulares obrigatórios. não podendo ser eliminado). Respostas imunes inata e adaptativa: Contra vírus – as principais células são os linfócitos T CD8 e a principal citocina é o interferon gamma. mutações). fazendo com que pareçam células gigantes (enormes) multinucleadas. evitando os mecanismos de defesa do hospedeiro. . mas ela retorna. Estimulam a liberação de IL1 e INF (citocinas). OBS: Exo e endotoxinas: são liberadas por bactérias. As exotoxinas são proteínas termolábeis. radicais livres. latência (período em que não há replicação. As endotoxinas são lipopolissacarídeos termoestáveis. plaquinas. cessam os sintomas. Modifica a morfologia da célula. onde se replicam). Possuem três padrões de infecção: 1) Infecção aguda – ocorre a doença. transferina e lactoferrina (ambas proteínas ligadoras de ferro). lisozima. interferon. espermidina. como os macrófagos. impedimento da fusão do fagolisossomo (cápsula). Os agentes infecciosos podem causar doenças recorrentes ou persistentes. Imunidade mediada por células – NK. usando-os como hospedeiros primários: Resistência a enzimas lisossomais (escapando do vacúolo para o citoplasma. complemento. Ex: herpes labial.A função da resposta imune adaptativa é eliminar o agente infeccioso e fornecer ao hospedeiro um estado de imunidade protetora contra a reinfecção pelo mesmo patógeno. 2) Infecção reincidente – ocorre a doença. opsonização (C3b). termina e não retorna. são toxinas potentes produzidas e liberadas pelas bactérias no meio externo. Fatores antibacterianos inatos – lisozima. resistência aos mecanismos efetores imunes e supressão da resposta imune. Contra vermes – os eosinófilos são os mais importantes na resposta contra helmintos e protozoários. espermina. Existem várias formas de evasão ou subversão da resposta imune: variação antigênica (sorotipos diferentes. ou usando-os para sua própria replicação (se apoderando das células de defesa. células T (ativam macrófagos). anticorpos. Ex: gripe. ficando o patógeno sem expressar os peptídeos que indicariam sua presença. colectina e pentraxina (ambas proteínas ligadas a carboidratos – lecitinas). Mecanismos pelos quais a bactéria intracelular pode escapar da destruição celular Algumas bactérias desenvolveram mecanismos especiais para resistir a destruição pelos fagócitos. se multiplicando dentro delas). Não tem cura. que são liberados com a morte da bactéria e lise de sua membrana. leucina.

♦ Induzir células T protetoras – alguns patógenos (intracelulares) são atacados mais eficazmente com respostas mediadas por células. . inativados. poucos efeitos colaterais. que pode ser de diversos tipos: por organismos vivos. a artificial é quando inoculamos os anticorpos no organismo. ♦ Oferecer proteção sustentada – deve durar vários anos. podendo ser usado como vacina. DNA recombinante Isolar o vírus patogênico – isolar o gene da virulência – mutar o gene da virulência – detectar o gene da virulência. introduz-se o gene de produção da proteína virulenta em outra bactéria e a coloca em meio de cultura. A ativa demora um pouco mais para produzir uma resposta. Isola-se a proteína e a inocula como vacina. mas a resposta é mais baixa (curta). subunidades purificadas. ♦ Considerações práticas – baixo custo por dose. ♦ Protetora – deve proteger contra a doença. mas tem a durabilidade muito maior. mas avirulento (não produz doença). Vacinas Características para que seja eficaz ♦ Segura – não pode induzir a doença ou causar a morte. modificados. facilidade de administração. O vírus resultante é viável. A passiva induz uma imunidade bem rápida. ♦ Induzir anticorpos neutralizantes – alguns patógenos infectam células que não podem ser substituídas (Ex: neurônios). produtos recombinantes. Ex: vacina contra aftosa. Os anticorpos neutralizantes são essenciais para prevenir a infecção destas células. imunogênico. Subunidades purificadas Através do plasmídio. A imunidade ativa natural é a que produzimos em contato com o antígeno. A imunidade passiva natural é a que já possuímos. A imunidade pode ser passiva ou ativa. estabilidade biológica. Os vírus são tradicionalmente atenuados pelo crescimento seletivo em células não humanas. a artificial é a vacina. expondo o indivíduo ao patógeno (induzindo a formação de anticorpos).3) Infecção persistente – a infecção aguda evolui para crônica e persiste por toda a vida. DNA vacinal (do antígeno).

ativando os oncogenes. encefalite). Resposta inapropriada – hipersensibilidade tipo I (local ou anafilática). purifica-o em uma bactéria e usa-o como vacina. Toxicidade “normal” – febre. ♦ Idade do animal. pode ter sido administrada antes da imunização passiva. Ainda precisa de mais estudos. que irá produzir esse vírus. Acredita-se que haja a possibilidade dela ativar oncogenes e produzir tumores. dor. toxicidade anormal.Vacina recombinante Produzem um vírus recombinante com porções de duas doenças e o inoculam em uma bactéria. que auxiliam a produção da resposta imune (fosfato de alumínio. pois o DNA entra na célula e pode entrar em contato com seu DNA. induzem por si mesmos a resposta imune. doença clínica e morte fetal. virulência residual – causam imunossupressão. Podem ocorrer normalmente após a administração da vacina. tipo IV (formação de granuloma). reações estranhas ao corpo (fibrossarcoma). antígenos não protetores utilizados (não produzindo anticorpos). ♦ Via de administração da vacina. . por variação biológica (cada indivíduo responde de um jeito). DNA Vacinal É uma técnica recente. frações de bactérias. a vacina pode ser inadequada. adjuvante completo de Freund – não deve ser usado em animais de produção). Seleciona-se o DNA de interesse. reações neurológicas (neurite. Os vírus vivos (atenuados ou em bactérias vivas). Ex: vírus da varíola recombinante. Podem ser causadas em administração correta. alume. morte de bactérias vivas (por falta de refrigeração). administração em animais passivamente protegidos (em amamentação – recebem anticorpos através do leite materno). a cepa ou o organismo errado estava sendo utilizado. mas com outros problemas: O animal pode não responder a vacina – pode estar imunossuprimido. Reações das vacinas Erros – erro na fabricação (contaminação). tipo II. Falhas na vacinação Podem ser causadas por administração incorreta: uso de via errada (vacinas contra bactérias entéricas precisam ser administradas por via oral). erro na administração. Papel do sistema imune na eficácia da vacina ♦ Natureza da vacina. inflamação. Mesmo que o animal seja respondedor – a vacina pode ter sido dada tardiamente (o animal já estava infectado). mal estar. hidróxido de alumínio. Os vírus mortos precisam ser aplicados com adjuvantes.

R: São a via clássica e a via alternativa. 4. RVA – vacina anti-rábica adsorvida (vírus inativado). 2) Os antígenos estranhos desencadeiam uma resposta imune. 3. os linfócitos são capazes de desenvolver anticorpos específicos para combater o patógeno. Ambas as vias são responsáveis pela ativação do sistema complemento. com verme. Essa característica faz com que a imunidade adaptativa possua uma diversidade muito ampla. R: Através do processamento antigênico. Já a via alternativa é ativada pela presença do antígeno sem o anticorpo. serem capazes de combater esse patógeno imediatamente.♦ Estado nutricional do animal (animal desnutrido. Vírus atenuados – para uso em animais. ao qual se liga C1. antibióticos matam a bactéria da vacina). 2. HDCV – com células diplóides humanas (vírus inativados). Profilaxia da pré-exposição – pessoas que trabalham em locais de risco (médicos veterinários.). Quais são as duas vias pelas quais os antígenos podem desencadear a resposta imune? Discuta sobre cada uma delas. passam a armazenar essa informação (memória imunológica) para. Estudo Dirigido 1) Discuta sobre o processamento antigênico e sua importância para o sistema imune. 5. ♦ Infecções concorrentes. Profilaxia da pós-exposição – quando sofre acidente que possa ter se contaminado. ♦ Uso concomitante de outros medicamentos (corticosteróides promovem imunossupressão. etc. trabalhadores rurais. Soro eqüino anti-rábica. que provoca a clivagem espontânea de C3. 2. Além disso. ♦ Presença de anticorpos maternos. Tipos de anticorpos contra raiva 1. ♦ Gestação. Igs anti-rábica humana (HRIG). Vacina com tecido nervoso. Vacina com embrião de pato. não deve ser vacinado). que pode ser de dois modos distintos. que é o primeiro componente desta via. que culmina com a . que é feito por células apresentadoras de antígenos. Raiva: Imunidade e Prevenção Tipos de vacina 1. no caso de uma reinfecção. A via clássica é ativada pela presença do complexo antígeno-anticorpo.

São originários dos monócitos do sangue e são células mononucleares. Essas proteínas ficam expostas na superfície destas células. R: As moléculas de MHC de classe II são expressas em células apresentadoras de antígenos. que ainda não foram processados por células apresentadoras de antígenos. passando a expor o complexo proteínamolécula de MHC. . associadas a moléculas de MHC de classe I. que é reconhecido pelos linfócitos T citotóxicos. Ao agirem como apresentadoras de antígenos. se conjugam a moléculas de MHC de classe I e se dirigem para a superfície da célula. As proteínas. estranhas ao organismo. mas principalmente nos órgãos linfóides. levando-a a morte. As células dendríticas possuem esse nome por possuírem dendritos. e sim o retém em sua superfície para apresentá-lo aos linfócitos. Essas moléculas se conjugam a fragmentos dos antígenos fagocitados e os apresentam aos linfócitos T auxiliadores (CD4). b) Sobre o mecanismo de apresentação de antígeno aos linfócitos T CD4+ restritos a moléculas de classe II do MHC. ingerem e processam o patógeno para. Os macrófagos fagocitam o antígeno e seus fragmentos são expostos em sua membrana celular. que ainda não desenvolveram resposta imune adaptativa. células dendríticas e linfócitos B. R: As moléculas de MHC de classe I são expressas em células nucleadas. onde se une a membrana. que passam a produzir proteínas anormais. ou agem como células processadoras de antígenos. As células T citotóxicas (CD8) são as responsáveis pela destruição de células infectadas. onde se fixam a membrana. São receptores para antígenos endógenos. 3) Quais são as principais células capazes de processar antígenos exógenos? Comente sobre cada uma delas e suas principais características. sintetizadas pela célula. R: São os macrófagos. pois elas não fagocitam o antígeno. São mais eficientes que os macrófagos. São células mononucleares. posteriormente. um polímero de formato anular. São receptores para antígenos exógenos. ao serem processadas no interior da célula (pelo antígeno). Os linfócitos B podem exercer dois papéis: combatem o antígeno produzindo anticorpos. Primeiro o antígeno é fagocitado e desmembrado em fragmentos. Os macrófagos são as mais importantes em caso de antígenos novos. ou seja. 4) Discutir: a) Sobre o mecanismo de apresentação de antígeno aos linfócitos T CD8+ restritos a moléculas de classe I do MHC. Esses fragmentos são conjugados a moléculas de MHC de classe II. encontradas por todo o organismo.formação do MAC. sendo apresentados aos linfócitos. e esse complexo é conduzido para a superfície da célula. O complexo peptídeo-MHC é reconhecido pelas células T auxiliadoras. que consiste num complexo de ataque a membrana do antígeno. apresentá-lo aos linfócitos T. formando poros que acabam por destruir a membrana da célula.

os anticorpos são produzidos especificamente para combater o antígeno em questão. 3) Discuta sobre o processamento antigênico e sua importância para o sistema imune. impedindo que o mesmo penetre nas células.Questionário 3 1) Dois tipos principais de células T reconhecem peptídeos ligados a duas classes principais de moléculas do MHC. Alguns destes fragmentos se ligam a moléculas de MHC de classe II. ativando-as (pois até então são células T virgens). que é exposto na superfície da célula para ser apresentado ás células T. A humoral é mediada por linfócitos B (anticorpos) e é provocada por antígenos extracelulares. As T CD8 são as T citotóxicas. A ativação das células T virgens (antígeno-específicas) é importantíssima para o desenvolvimento da imunidade adaptativa. destruindo a célula . através da fagocitose do mesmo por células apresentadoras de antígenos. em uma reinfecção. formando um complexo. pois após serem estimuladas. reconhecem os antígenos virais ligados a moléculas de MHC de classe I. R: As vias são pela resposta imune humoral e pela resposta imune celular. se diferenciam e proliferam. seja mais rápida e eficiente. desenvolve-se a memória imunológica (células T de memória) contra este patógeno. ligados a moléculas de MHC de classe II. que são mecanismos que contribuem para a destruição dos patógenos. A partir do momento em que são ativadas. A celular é mediada por linfócitos T e é provocada por antígenos intracelulares. reconhecem os antígenos originários da fagocitose das células apresentadoras de antígenos. infectando-as. pois as células T possuem uma grande variedade de ações efetoras. Quais são as duas vias pelas quais os antígenos podem desencadear a resposta imune? Discuta sobre cada uma delas. A imunidade adaptativa se inicia com a ingestão de um antígeno por uma célula apresentadora de antígenos. R: O processamento antigênico é a degradação do antígeno em fragmentos peptídicos. 2) Quais as moléculas que exibem fragmentos peptídicos de antígenos na superfície celular? R: As moléculas de MHC. A celular possui uma gama maior de mecanismos de combate. promovem a opsonização e a ativação do sistema complemento. entre elas: ação direta sobre o patógeno – via célula T citotóxica (CD8). sendo capazes de contribuir para a remoção do antígeno. Quais são essas células? R: São as T CD4 e T CD8. As T CD4 são as T auxiliares (helper 1 e helper 2). para que a resposta a ele. Além disso. 4) Os antígenos estranhos desencadeiam uma resposta imune que pode ser de dois modos distintos. Na humoral.

Estas células sintetizam moléculas de MHC de classe II. mas não fagocitam mais. e ativando outras células – linfócitos B e macrófagos. A Ig se liga ao patógeno e o engloba. onde o antígeno está sendo fagocitado) se liga a fragmentos do antígeno (peptídeos) e migra para a superfície para apresentar para o linfócito T. Apresentação de antígenos exógenos e o MHC de classe II. migram para o linfonodo. Apresentação de antígenos endógenos e o MHC de classe I. normalmente vírus. ela produz moléculas de MHC de classe II e moléculas B7. se tornam maduras e o apresentam para os linfócitos T. Também são importantes na apresentação de antígenos virais. Ao se replicar no citossol da célula. que é encaminhado a superfície da célula. que tem a função de recrutar outras células. segue para o RE e de lá para o complexo de Golgi. 5) Quais são as principais células capazes de processar antígenos exógenos? Comente sobre cada uma delas e suas principais características. diferente dos macrófagos. pois perdem essa capacidade. capacidade que outras células apresentadoras de antígenos não possuem. Encaminham-se para o linfonodo e se tornam maduras. mas não apresentam. Elas capturam o antígeno na pele. As células B fazem endocitose mediadas por imunoglobulinas (receptores de superfície). que se ligam a estes fragmentos. As dendríticas são as mais potentes estimuladoras das células T virgens. seguindo para as vesículas secretórias. peptídeos derivados do vírus são encaminhados ao RE e se ligam a moléculas de MHC de classe I (sintetizadas no retículo endoplasmático de qualquer célula nucleada). onde são fagocitados em vesículas. Quando imaturas. sendo transformados em fragmentos peptídicos. formando um complexo MHC:peptídeo. sendo . tornando-se potentes apresentadoras de antígenos. Já as dendríticas são as mais eficientes apresentadoras de antígenos. expondo fragmentos deste antígeno em sua superfície. 6) Discutir: a. se tornando células apresentadoras de antígenos. pois podem apresentar uma ampla variedade destes as células T. a molécula MHC de classe II (que estava sendo processada em seu núcleo. Forma-se a vesícula fagocítica. São capturados para dentro das células apresentadoras de antígenos. São eficientes apresentadoras de antígenos solúveis. b. As células T liberam muitas citocinas e outras moléculas efetoras. R: Os antígenos exógenos são antígenos extracelulares. para reconhecimento pelos linfócitos T. onde será apresentado ao linfócito T CD4. R: Os antígenos endógenos são os intracelulares (parasitas de células). as células dendríticas fagocitam o antígeno. que não são capazes de ingerir com eficiência esse tipo de antígeno. estimular a expansão clonal de linfócitos e a resposta imune inata. R: São as células B. macrófagos e células dendríticas.infectada. Os macrófagos são células fagocitárias do sistema imune inato. Quando sua capacidade fagocítica não é capaz de eliminar o patógeno.

Além de se ligarem diretamente as células T. como bactérias. fibroblastos. que promoverão a destruição da célula infectada. fazendo sinalização entre as células. Em animais ou humanos que não possuam linfócitos T. mas diferem destes. enquanto os hormônios costumam afetar um único órgão. também se ligam a moléculas de MHC. O estímulo que provocam não induz imunidade adaptativa e ainda provocam a liberação de várias citocinas pelas células T CD4. neutralizando o antígeno. causando toxicidade sistêmica e supressão da resposta imune adaptativa. macrófagos. São produzidas durante a fase efetora das imunidades natural e adaptativa. ativando a mesma. R: 12)Quais são as principais citocinas que possuem ação antiviral? Os interferons. etc. Funcionam como os hormônios. São muito usados em vacinas com antígenos purificados. fazendo com ela estimule os linfócitos B a produzirem anticorpos contra este antígeno. 8) O que são antígenos timo-dependentes? R: São os antígenos que só induzem resposta de anticorpos após serem apresentados a células T. . São produzidos por muitos patógenos diferentes. 11)O que são citocinas? R: São pequenos polipeptídios (proteínas) produzidos por diversas células (do sistema imune ou não – NK. especialmente durante as respostas imunes. 10) O que são superantígenos? R: São antígenos que estimulam as células T sem precisar de processamento antigênico. 7) Qual é a importância clínica dos adjuvantes imunológicos? R: São substâncias capazes de aumentar a imunogenicidade dos antígenos em vacinas. mediando e regulando as respostas imunes e inflamatórias. micoplasmas e vírus. Alteram o comportamento ou as propriedades de uma outra célula.). pois produzem efeitos em diferentes células. células da glia. onde ativarão as células T CD8. pois os mesmos não são suficientemente imunogênicos por si mesmos.encaminhados a superfície celular. são incapazes de induzir resposta de anticorpos. facilitando o desenvolvimento da resposta imune adaptativa. A resposta que induzem é útil ao patógeno e não ao hospedeiro. Não necessitam da presença dos linfócitos T. 9) O que são antígenos timo-independentes? R: São os antígenos que por si mesmos induzem os linfócitos B a produzirem anticorpos. 13)O que é neutralização? R: É a ação pela qual os anticorpos se ligam aos patógenos impedindo sua entrada na célula.

16)Quais os principais mecanismos da citotoxicidade mediada por células? R: Citotoxicidade mediada por células é a maneira pela qual leucócitos reconhecem e destroem outras células infectadas ou tumorais. 17)Quais são as duas subpopulações de células T auxiliares que podem ser distinguidas pelas citocinas que secretam? R: As T H1 produzem IFN-gamma. se ligando a essas moléculas. que são lançados na superfície das célulasalvo. bloqueio do processamento antigênico. induzir imunossupressão). Produzem vários efeitos em macrófagos. As células T destroem as células infectadas pelos seguintes mecanismos: T CD8 – liberando proteínas citotóxicas (granzima – induz apoptose em células-alvo. penetrando nelas e induzindo a apoptose. que ativam macrófagos e induz os linfócitos B a produzirem anticorpos opsonizantes. liberando interferon gamma (inibidor da replicação viral). que é uma proteína de superfície). subvertendo mecanismos do sistema imune (inibição da imunidade humoral. portanto não causando a doença e não sendo detectados pelo sistema imune. A classe de anticorpos. As T H2 ativam a produção de anticorpos neutralizantes pelas células B. que permitem sua evasão dos mecanismos de defesa do hospedeiro? R: Podem entrar em período de latência. por variação antigênica (deriva antigênica e desvio antigênico – em ambos ocorre modificações em sua hemaglutinina. 15)O que é opsonização? R: É o aumento do estímulo e da capacidade fagocítica. 18)Quais são as características inerentes aos vírus. que é secretada nas superfícies mucosas. Muitas bactérias possuem moléculas de adesina em sua superfície celular. neste caso. não se replicando. 19)Quais são os principais mecanismos básicos pelos quais as respostas imunes adaptativas combatem as infecções bacterianas? . promovendo sua adesão a células do hospedeiro. neutralizando sua ação. possibilitando a entrada das granzimas). principalmente pelas células T e pela NK. é a IgA. T CD8 e T CD4 – possuem o ligante Faz na membrana. É promovida. Destroem as células infectadas. capaz de induzir apoptose em células-alvo. poupando as células vizinhas não infectadas.14) Como as moléculas de anticorpos podem impedir a adesão das bactérias nas células hospedeiras? R: Produzindo anticorpos contra as adesinas bacterianas. através de seus grânulos citotóxicos. As NKs reconhecem e destroem células tumorais e células infectadas. perforinas – perfura a membrana celular de células-alvo. inibição da resposta inflamatória.

22)De que maneira as bactérias. usando-os como hospedeiros primários: Resistência a enzimas lisossomais (escapando do vacúolo para o citoplasma. 20)Quais são as principais células de defesa do sistema imune envolvidas na defesa antiviral? Comente sobre cada uma delas. 23)As citocinas podem ser prejudiciais ao organismo? R: Sim. produzindo efeitos diferentes. radicais livres. 24)Embora as citocinas sejam um grupo de proteínas. R: Sua secreção é um evento breve e limitado. As T citotóxicas inibem a síntese de proteínas pela célula.R: Através da lisozima. As NK possuem grânulos citotóxicos que destroem as células infectadas. plaquinas. induzindo fortes efeitos biológicos. aditivas. ativando o sistema complemento pela via das lecitinas. há numerosas propriedades compartilhadas por estas moléculas. etc. Em respostas exacerbadas a infecções. São muito potentes.). sinergistas. se ligando a superfície destas células. complemento. ou seja. penetrando e induzindo apoptose. As citocinas influenciam a síntese e a ação de outras citocinas (como antagonistas. . impedindo a replicação viral e induzem apoptose da célula infectada. edema e hipertermia. leucina. Ligam-se a receptores de alta-afinidade. dor. impedimento da fusão do fagolisossomo (cápsula). o excesso de citocinas pode causar uma série de problemas ao indivíduo. em cada uma. colectina e pentraxina (ambas proteínas ligadas a carboidratos – lecitinas). R: Linfócito T CD8 e NK. outra citocina irá produzir o mesmo efeito. Várias citocinas podem agir numa mesma célula-alvo. Agem em vários tipos celulares (pleiotropismo). produzindo o mesmo efeito. que se liga a resíduos de manose presentes na superfície bacteriana. Para combater o problema faz-se uso de antiinflamatórios. podem distorcer a maquinaria de um fagócito para se evadirem da destruição? Dê exemplos destes mecanismos de evasão. R: Algumas bactérias desenvolveram mecanismos especiais para resistir a destruição pelos fagócitos. como processos alérgicos. São redundantes. como os macrófagos. já que atuam em várias frentes diferentes e uma substitui a outra (compartilhando funções). 21)Qual o papel das lecitinas na defesa antibacteriana? R: As lecitinas circulantes se ligam aos polissacarídeos da membrana da bactérias. A redundância torna muito difíceis as pesquisas sobre estas substâncias. uma vez internalizadas. onde se replicam). Um exemplo é a lecitina ligadora de manose. transferina e lactoferrina (ambas proteínas ligadoras de ferro). se remover uma citocina capaz de induzir febre. espermina. interferon. ativando o complemento e agindo como uma opsonina. Cite algumas destas propriedades. promovendo a destruição da membrana da célula pela formação do MAC (complexo de ataque a membrana). espermidina.

uma forma de regular o número de células no corpo. que ocorre após a célula sofrer uma lesão irreversível. R: São mediadores da imunidade natural. ♦ Induzir células T protetoras – alguns patógenos (intracelulares) são atacados mais eficazmente com respostas mediadas por células. 28)Diferencie necrose de apoptose. mas tem a durabilidade muito maior. ♦ Considerações práticas – baixo custo por dose. R: A necrose é um processo patológico de morte celular. inativados. ♦ Protetora – deve proteger contra a doença. modificados. mas a resposta é mais baixa (curta). 30)Quais são as vantagens da imunização ativa sobre a passiva? R: A passiva induz uma imunidade bem rápida. influenciam no crescimento e na diferenciação de linfócitos. ♦ Oferecer proteção sustentada – deve durar vários anos. Os anticorpos neutralizantes são essenciais para prevenir a infecção destas células. reguladores de ativação. subunidades purificadas. A imunidade ativa natural é a que produzimos em contato com o antígeno. 25)Cite algumas das funções das citocinas. R: A imunidade pode ser passiva ou ativa. na regulação da inflamação imunomediada. A imunidade passiva natural é a que já possuímos. A ativa demora um pouco mais para produzir uma resposta. expondo o indivíduo ao patógeno (induzindo a formação de anticorpos). produtos recombinantes. facilidade de administração. 27)O que é apoptose? R: É a morte celular programada. ♦ Induzir anticorpos neutralizantes – alguns patógenos infectam células que não podem ser substituídas (Ex: neurônios). a artificial é quando inoculamos os anticorpos no organismo.Têm ação autócrina (a célula produz a citocina para estimular ela mesma). estimuladores do crescimento e diferenciação dos leucócitos imaturos. estabilidade biológica. parácrina (estimular células vizinhas) e endócrina (estimular células distantes). que pode ser de diversos tipos: por organismos vivos. poucos efeitos colaterais. 26)Quais os principais requisitos que nos asseguram que uma vacina é efetiva no controle das infecções? R: Deve ter as seguintes características para que seja eficaz: ♦ Segura – não pode induzir a doença ou causar a morte. DNA vacinal (do antígeno). a artificial é a vacina. . A apoptose é um processo fisiológico. 29)Diferencie imunização ativa de passiva. que ocorre para promover renovação celular.

bem como o que ocorre quando há alterações neste equilíbrio levando a diferentes processos imunopatológicos. histológicas e fisiológicas na dinâmica da resposta imune nos animais superiores. técnicas imunológicas e sorológicas aplicadas ao diagnóstico médico-veterinário também são fatores importantes que envolvem o funcionamento do sistema imune e são de grande auxílio para a manutenção da sanidade dos animais ou para facilitar o diagnóstico de doenças. .Conclusão Esta apostila procurou fornecer aos estudantes uma maior compreensão dos mecanismos básicos de defesa do organismo. em suas bases bioquímicas. os exames laboratoriais. genéticas. A vacinação. É importante salientar ao estudante a função do sistema imunológico no equilíbrio e manutenção do estado hígido humano e animal.

632p. LEVINSON.. 2002. C. Imunobiologia: O Sistema Imune na Saúde e na Doença. Microbiologia Médica e Imunologia. TRAVERS. J. 532p. W.Bibliografia consultada ABBAS. 5ª ed. M. Apostila de Imunologia Veterinária. 2003. Imunologia Celular e Molecular. K. TIZARD. Teresópolis. R.. São Paulo: Roca. H. 580 p.. de.oboulo. uma Introdução. 6ª ed. 2008. A. JAWETZ. Disponível em: <https://www. E. 7ª ed. Imunologia Veterinária. A. SHLOMCHIK. I. Porto Alegre: Artmed.. G. Como referenciar esta apostila: SOUZA. 2007. 2005. A. JANEWAY JR. 2005. 824p. El K. 6ª ed.K.com/> . WALPORT. Aulas ministradas durante curso de graduação em Medicina Veterinária na UNIFESO. Porto Alegre: Artmed.. P. LICHTMAN. Teresópolis. M. Rio de Janeiro: Elsevier.