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A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DO PARANÁ, NOS GOVERNOS LERNER E REQUIÃO: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS PERCEPTÍVEIS. MARGARETE MUNHOZ1 ROSILDA APARECIDA KOVALICZN2 RESUMO Este artigo apresenta alguns aspectos da formação continuada dos professores da rede pública de ensino do Estado do Paraná. A política educacional do estado paranaense, nos últimos 20 anos, tem demonstrado fidelidade aos encaminhamentos do governo federal em seus vários aspectos, encaminhamentos estes fundados em diretrizes do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), organismos internacionais que orientam as políticas desenvolvidas nos países periféricos quanto à formação continuada dos professores da educação básica. Os índices em diferentes avaliações realizadas com estudantes brasileiros apontam para situações enraizadas na educação brasileira, reprovação e evasão escolar, por exemplo, e que nos últimos tempos têm sido causa principal dos investimentos dos governos brasileiros nos diferentes níveis. As alterações nos índices educacionais tem se apresentado lentas e quase nulas o que fortalece a idéia da necessidade de se investir na formação do profissional da educação, para que as reformas educacionais atinjam os objetivos propostos quanto à melhoria da educação básica brasileira. No estado do Paraná, as reformas educacionais implementadas nos últimos 20 anos, e em particular, nos governos Requião e Lerner, têm sugerido intenções para inverter os dados estatísticos atuais promovendo modificações curriculares e, em contrapartida elaborando programas de capacitação docente que atendam estes novos encaminhamentos. Os efeitos destes programas podem ou não apresentar resultados que justifiquem os pequenos avanços nos resultados das avaliações da educação básica do sistema paranaense de ensino público. Um olhar mais aprofundado sobre a atual formação continuada dos professores da educação básica da rede estadual de ensino paranaense deverá ser realizado ao término desse processo de formação, quando serão disponibilizados os resultados, hoje ainda quase que imperceptíveis. Espera-se e acredita-se que não se desvelem novamente a continuidade dos encaminhamentos neoliberais apenas travestidos com novas roupagens, mas sim que se busque sempre e acima de tudo, o conhecimento, com o devido respeito e valorização tanto dos recursos financeiros quanto do capital humano investidos na proposta. PALAVRAS – CHAVE: formação continuada; política educacional; educação básica. 1. AS PROPOSTAS PARA A MELHORIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA As constantes referências feitas aos reduzidos índices em diferentes avaliações dos estudantes brasileiros, quanto à leitura, análise e interpretação de textos, cálculos matemáticos básicos, leitura e interpretação de gráficos, bem como, análise e interpretação dos fenômenos naturais, conduzem ao questionamento quanto à qualidade da educação nacional, principalmente da educação básica.
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Professora da rede estadual de ensino. Mestre em Educação. margamunhoz@yahoo.com.br Professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Mestre em Educação. rosildak@uol.com.br

O Currículo Básico. é possibilitar a efetivação. implantado a partir de 1992. não só por conta do desconhecimento da Pedagogia Histórico . visto que a formação inicial apresenta sérios problemas com relação ao estudo das tendências pedagógicas presentes no processo ensino-aprendizagem. Tão relevante quanto dar concretude a quantidade para melhor. para os países periféricos. No Estado do Paraná. não teve repercussão positiva entre os professores. com tendência claramente histórica e crítica. estas “sugestões” só seriam efetivadas mediante reforma educativa.2 Tendo como parâmetro. as prioridades de . 2. A relação custo-benefício e a taxa de retorno constituem categorias centrais a partir das quais se define a tarefa educativa. a qualidade da educação estaria apoiada na presença de determinados “insumos” que intervêm diretamente na escolaridade. Porém. onde foi feita análise sobre as reformas educacionais orquestradas pelos documentos elaborados a partir de estudos e pesquisas do BM para os países em desenvolvimento: “As propostas do BM são feitas basicamente por economistas dentro da lógica e da análise econômica. conhecimentos do professor. livros didáticos. laboratórios. Na visão do BM. mas nunca efetivado como prática educacional pela maioria dos professores do Paraná. resultados obtidos por alunos dos países desenvolvidos. resultando na LDB 9394/96. sociais e políticos para os países periféricos. por parte do professor. DE PROFESSOR A “INSUMO EDUCATIVO” De acordo com trabalho apresentado por Torres (1995). intitulado “Melhorar a qualidade da educação básica? As estratégias do Banco Mundial”. propostas direcionadas a melhoria da educação básica. das atuais Diretrizes Curriculares produzidas a partir de discussões feitas com professores de todas as regiões do Estado do Paraná. salário do professor. Como pode ser observado nas orientações do Banco Mundial – BM. tempo de instrução. tamanho da classe.Crítica PHC. organismos internacionais têm encaminhado. e que apresenta tendência multifacetada. mudanças essas atreladas a questões econômicas e políticas. em seus diferentes níveis. tarefas de casa. experiência do professor. adiá-la traria sérios custos econômicos. como também pelas constantes mudanças nos caminhos traçados pelos sistemas de ensino. tais como: bibliotecas. no período de 2004 a 2006. a reforma educacional – entendida como reforma do sistema escolar – era não só inevitável como urgente. No Brasil a reforma educacional foi intensificada na década de 90. esta reforma iniciou em 1990 com a discussão acerca do Currículo Básico. quanto ao encaminhamento pedagógico para a apreensão da totalidade dos conteúdos estruturantes.

A solução dos problemas educacionais baseada na realidade e experiências do mundo desenvolvido cria. tanto os problemas como as soluções e o próprio modelo de desenvolvimento educativo foram pensados a partir dos enfoques e modelos dos países desenvolvidos. p. participação dos pais na gestão escolar. conceitual ou teórico. Muitas das estratégias que. os rendimentos e a própria qualidade. mas antes de tudo.3 investimento (níveis educativos e fatores de produção a considerar). uso de tecnologias modernas. Porém. dispostos a conceituar. autonomia da escola. Conhecer de perto estes processos teria ajudado na tomada de consciência por parte da sociedade do real efeito sobre a melhoria da qualidade do ensino público. desenvolvidos por autores do “mundo desenvolvido” e dos bancos e agências internacionais. pelo menos em certos âmbitos educacionais. diversificação curricular. de várias destas frentes reconhecidas pelo sistema como inovadoras e como um passo adiante mas que nos países desenvolvidos já caducaram ou se mostraram ineficientes. em estudos de caráter mais metodológico. discurso este baseado numa visão dinâmica. sendo escassas as referências a estudos e publicações realizados no “mundo em desenvolvimento”. os docentes discutindo e repudiando a . educação à distância – foram testadas em países desenvolvidos e nem sempre com êxito. evitando o desgaste do embate entre docentes e secretaria da educação. necessidades e comportamentos diferentes daqueles do “mundo desenvolvido”. e o discurso educativo produzido nas esferas regionais e nacionais do “mundo em desenvolvimento”. adotado pelo BM. formular questões.138). Tal perspectiva direcionada para o campo educacional resultou em propostas para o “mundo em desenvolvimento” baseadas na crença de que. o BM utilizou estudos e publicações. não para usá-las como modelos prontos e acabados. para antecipar problemas e evitar erros cometidos por outros países. Existe uma grande lacuna entre o discurso internacional sobre a educação dita universal. sólida e analítica do campo educativo.” (1995. Para fundamentar suas propostas. em sua maioria. por exemplo o Paraná propôsdescentralização. percepções e expectativas contraditórias visto que não está a disposição desta parte do mundo informação atualizada e sistematizada sobre as experiências e os processos das reformas educativas aplicadas nos países desenvolvidos. aprofundar ou tornar mais complexa a compreensão de um determinado tema. contradições ou dilemas em lugar de proporcionar respostas únicas e conclusivas. para os países em desenvolvimento. há problemas comuns. educação inclusiva.

livros didáticos. salário dos docentes e redução do tamanho da classe. fundamentou-se em desafios fundamentais: (a) acesso. salário do professor. portanto. (b) equidade. mas raras vezes para o ensino de primeiro grau.”(BM. em livros didáticos e no conhecimento do professor. Na concepção do BM. ao mesmo tempo que desestimula a investir em laboratórios. Professores com amplo repertório de habilidades de ensino são ao que parece mais efetivos que aqueles que têm um repertório limitado. A capacitação em serviço também pode melhorar o conhecimento da matéria e das práticas pedagógicas pertinentes. inconsistentes e inclusive contraditórias sobre o assunto. conhecimentos do professor. experiência do professor. em geral. o resultado da presença de determinados insumos: bibliotecas. tempo de instrução. (c) qualidade. 1995). tamanho da classe. também. segundo estudos do BM. Em se tratando dos professores é interessante conhecer a referência feita por Torres em seu trabalho sobre a posição do BM para esse “insumo”: “ O conhecimento das matérias por parte dos professores está fortemente associado e consistentemente relacionado ao rendimento dos alunos. é um tema que incomoda o BM pois o mesmo mantém posições ambíguas. tarefas de casa. De fato. A qualidade localiza-se nos resultados e esses espelham o rendimento escolar. o mais difícil de ser alcançado. A estratégia mais eficaz para assegurar que os professores tenham um conhecimento idôneo das matérias é contratar aqueles com uma educação adequada e conhecimentos demonstrados através da avaliação do seu desempenho. Segundo Torres (1995. a relação diretamente proporcional entre o benefício do aprendizado e a probabilidade de uma atividade geradora de renda.4 proposta única e o governo justificando a adoção desta política educacional com os números da evasão e repetência dos alunos do ensino fundamental. Desses pontos deriva o BM suas conclusões e recomendações encaminhadas para os países em desenvolvimento sobre os insumos a priorizar em termos de política e alocação de recursos. recomenda investir no aumento do tempo de instrução. Os professores costumam ser vistos como um sindicato e . Essa estratégia é utilizada para os professores do ensino secundário e superior. No resultado o que conta é o “valor agregado da escolaridade”. (d) redução da distância entre reforma educativa e a reforma das estruturas econômicas. a problemática que determinou a necessidade da reforma educativa nos países em desenvolvimento. laboratório. Sendo assim.160-161) o tema docente. a qualidade educativa pode ser considerado o mais importante desafio a ser ultrapassado e. O rendimento escolar é julgado a partir dos objetivos e metas propostos pelo sistema de ensino (completar o ciclo de estudos e aprender bem o que se ensina). Ela é ainda mais eficaz quando se vincula diretamente à prática da sala de aula e é realizada pelo diretor da escola. Para o BM a qualidade educativa seria. p. isto é.

Apesar disso. plataforma para encontrar um emprego melhor ou para abandonar a profissão. Nos documentos analisados por Torres. a formação/capacitação de professores continua ocupando um lugar marginal entre as prioridades e estratégias propostas pelo BM para os países em desenvolvimento frente a infra-estrutura. Um dos pontos que sugere mudança no discurso está relacionada à formação do docente. o BM afirma que o conhecimento da matéria teria maior peso sobre o . Essa visão marginalizada dá um caráter isolado ao tema sem atender as mudanças que deveriam ser introduzidas em outra esfera para tornar o investimento em capacitação útil e efetivo em termos de custo.5 sindicato de professores lembra reivindicação salarial. duas questões são particularmente embaraçosas para o banco: o salário e a formação/capacitação. complexo e difícil de lidar. Como já foi mencionado o BM apoiou suas propostas em estudos (que muitas vezes eram contraditórios ou sem respaldo científico). intransigência. que anteriormente apoiada num conjunto de estudos do próprio banco. Evidentemente as visões e propostas do BM para essas duas questões foram apoiados em estudos que desaconselharam priorizar os investimentos nessas mesmas questões. porém. existe de fato discussão. Dentro do tema docente. em seu trabalho. Existia recomendação do banco para que a formação inicial e a capacitação de docentes aproveitassem a modalidade a distância considerada mais efetiva em termos de custo do que a modalidade presencial. caro. Esta visão identifica professores mais como problemas do que como “insumo educativo” necessário. Também para o caso da formação docente. Da forma como a capacitação foi encarada pelo BM e pelos governos dos países em desenvolvimento que adotam o receituário do banco em suas políticas educacionais. Os estudos demonstraram que docentes com mais anos de estudo e maiores qualificações não são aqueles que conseguiam melhores rendimentos com seus alunos. percebeu-se um incremento no reconhecimento de que o saber docente é um fator determinante no rendimento escolar. ela presta-se apenas a alguns benefícios: atingir níveis mais elevados na carreira para melhorar o salário. greve. mostrava que não havia impacto sobre a qualidade da educação e sobre o rendimento escolar. posições diversas e mudanças importantes no discurso do BM com relação a esses e outros temas relacionados com o magistério. corporativismo. para o tema capacitação de professores. contudo. a reforma institucional e a provisão de textos escolares. Baseado nisso o BM desaconselhava investir na formação inicial dos professores e recomendava priorizar a capacitação em serviço por considerá-la mais efetiva em termos de custo.

e falando do objetivo da melhoria da qualidade da educação não podemos optar: tanto formação como capacitação são necessárias e se complementam. complementares e inseparáveis num bom ensino. que Torres elaborou um quadro aonde mostra claramente os porquês da ineficiência e da ineficácia desta mesma formação: Cada nova política. tempo. Em se tratando de um papel tão complexo e de tanta responsabilidade como o do ensino. provavelmente. percebe-se que: “Na verdade. p. Ao partilhar da análise de Torres (1995) sobre a formação/capacitação dos professores encaminhada pelo BM. com relação a educação à distância que ainda é uma alternativa pouco explorada no âmbito da educação básica e para fins instrucionais na sala de aula.. plano ou projeto parte do zero (ignoram-se e desconsideram-se os antecedentes. conhecimentos. ambos saberes: o das disciplinas (o que se ensina) e o pedagógico (o como se ensina). programas de educação à distância que estão sendo divulgados e promovidos na literatura internacional.) Vê a formação isolada das outras dimensões do ofício (salários. docente etc.6 rendimento dos alunos do que o conhecimento pedagógico. cabe ao professor adquirir. vendo o professor unicamente num papel passivo (não consulta nem busca a participação ativa do professorado de receptores e capacitandos para a definição e desenho do plano Apela a incentivos e motivações externas (tais como pontuações. com frequência não têm a mesma acolhida em seus próprios países. como sugerido por diversos estudos – muitos deles realizados na América Latina . formação inicial e capacitação em serviço são diferentes etapas de um mesmo processo de aprendizagem. condições trabalhistas.” (p. A fascinação com a tecnologia conduz muitas vezes a esquecer que também a tecnologia de ponta pode ser mal utilizada e mal aproveitada. De fato. Porém. funcionários.) É vertical. supervisores. Assim como são necessários. etc. 163) Diante do direcionamento assumido para a formação/capacitação docente oriundo do receituário proposto pelo BM e tendo em mente que não é a formação inicial que deve ser desconsiderada e sim o modelo de formação do docente. além disso.. aspectos organizacionais. justificando este posicionamento ao esclarecer que o conhecimento pedagógico está relacionado a utilização de um amplo repertório de habilidades de ensino e que. profissionalização e atualização permanente do ofício docente. tanto inicial como em serviço. antes que ao objetivo mesmo da aprendizagem e profissionalização docente . promoções. o conhecimento e a experiência acumulados) Pensa a formação como uma necessidade fundamental e (e não do conjunto dos recursos humanos vinculados ao principalmente dos docentes sistema educativo: diretores. que também a educação à distância pode reproduzir o modelo de ensino tradicional e transmissor do qual se pretende fugir.” (1995.) Ignora as condições reais do magistério (motivações.162) Ainda conforme a análise de Torres sobre o insumo formação/capacitação docente. a atitude e as expectativas do professor podem ser mais determinantes sobre a aprendizagem e o rendimento do aluno do que o seu domínio ou das técnica de ensino.. hierarquia. inquietudes. etc. nota-se que: “Não existe informação suficiente nem avaliações confiáveis para afirmar que mesmo os programas exitosos estejam apresentando melhores resultados em termos de aprendizagem e sejam mais efetivos em termos de custo. recursos disponíveis.

No que se refere ao mundo da produção. desenvolvimento do pedagógico que se propõe aos professores para sua prática pensamento crítico. educação à distância. tinha como paradigma a organização em unidades fabris que concentravam grande número de trabalhadores distribuídos em uma estrutura vertical e hierárquica. (desconhecendo ou vendo como secundárias outras oficina como a modalidade privilegiada e inclusive única da modalidades: intercâmbio horizontal entre professores. Esta organização no trabalho refletia nas tendências pedagógicas. consequentemente. seminário. sem nunca contemplar . em lugar de levar a capacitação à escola) (não está inserida num esquema de formação e atualização contínuas do magistério) Centralizada no evento – curso. estudo individual. criatividade. participação. tira-se o professor de sua escola.. conferência. estágios. formação trabalho em grupo. ou a escola como instituição) ( tipicamente.) Dissocia gestão administrativa e gestão pedagógica (os professores são capacitados na segunda e os diretores/supervisores na primeira.7 Dirige-se aos professores individualmente Realiza-se fora do local de trabalho É pontual e não sistemática (não a grupos ou equipes de trabalho. com tecnologia estável e com processos desenvolvidos por máquinas e que não oportunizavam mudanças. vinculada às formas de divisão social e técnica de trabalho. cujo objetivo era produzir em massa produtos pouco diversificados em qualidade para atender exigências relativamente homogêneas. originando propostas que por vezes se centravam nos conteúdos. sem reconhecer a necessidade de um enfoque integral para todos) Dissocia conteúdos e métodos(saber a matéria e saber (ignorando a necessária complementaridade de ambos ensinar) e privilegia os conteúdos saberes e a especificidade do saber pedagógico no perfil e na prática do docente) Está centralizada na perspectiva do ensino (ao invés do ponto de vista da aprendizagem) Ignora o conhecimento e a experiência prévia dos professores (em vez de construir a partir e sobre eles) Está orientada a corrigir e mostrar debilidades É academicista e teoricista. etc. sempre fundamentadas no rompimento entre ação e pensamento. etc. participação ou criatividade para a maioria dos trabalhadores. centralizada no livro (em vez de valorizar e reforçar pontos fortes) (nega a prática docente como espaço e matéria-prima para a aprendizagem) Baseia-se no modelo de ensino tradicional e transmissor (o ensino como transmissão de informação e a aprendizagem como recepção passiva dessa informação) É fundamentalmente incoerente e contraria o modelo (fala-se de ensino ativo. o que não são em sala de aula experimentados por eles em seu próprio processo de formação) Fonte: Torres (1995a) No início da crise do modo de produção taylorista/fordista (anos 50-60) a educação formal e a qualificação profissional surgiam como formadores do capital humano. por vezes nas atividades . tinha por finalidade atender às necessidades de educação dos trabalhadores e dirigentes a partir de uma clara separação entre ações intelectuais e instrumentais. Defendia-se a ideologia de que o investimento no capital humano permitiria aos países subdesenvolvidos desenvolverem-se e aos indivíduos a garantia de melhores empregos. A pedagogia então dominante. mobilidade e ascendência social. como consequência de classes bem demarcadas que determinavam o lugar e as atribuições de cada um. maior produtividade e.

Dessa forma. até podia ser em outras áreas profissionais correlatas à disciplina a ser ministrada. portanto. com elevada capacidade de abstração e decisão. componentes mundialmente reconhecidos como necessários para o credenciamento de um modelo de “desenvolvimento” econômico que deve ser praticado por todos para o bem de “todos”. pois era suficiente compreender e bem transmitir o conteúdo escolar que compunha o currículo. ou complementar ao bacharelato contemplando umas poucas disciplinas. curso de treinamento e muita experiência. as mesmas tarefas e atribuições exigidas por processos técnicos de base rígida. passa a exigir um trabalho polivalente. com poucas variações. tudo estava resolvido. os diversos ramos da Ciência deram origem às propostas curriculares que organizavam rigidamente os conteúdos. capacidade para trabalhar em grupo.. A sua formação. De posse de um bom livro didático e com alguma prática. apenas para citar algumas habilidades cognitivas e comportamentais. A memorização e a repetição dos passos necessários para a execução de uma função pedia uma pedagogia voltada para a uniformização das respostas para procedimentos padronizados. participativo. de forma articulada. atingindo todos os setores da sociedade nas últimas décadas. portanto. o que exigia alguma escolaridade. tanto no trabalho quanto em outras atividades sociais. O quadro esboçado era ideal para a educação de trabalhadores que executavam ao longo de sua vida social e produtiva. e manter o respeito e a boa disciplina. (1999. uma vez que a habilidade cognitiva a ser desenvolvida era a memorização aliada ao disciplinamento (adestramento?) ambos imprescindíveis para a participação no trabalho e na vida social. p. cujas habilidades em eloquência se sobrepunham à rigorosa formação científica que contemplasse. estudar continuamente. gerenciar processos. Sem qualquer sombra de dúvida. interpretação e uso de diferentes formas de linguagem. repetidos ano após ano. A mudança dos procedimentos rígidos para os flexíveis. que . comunicação clara e precisa. o que propiciaria o domínio intelectual das práticas sociais e produtivas. Acrescente-se a isso. sofre uma profunda modificação diante da globalização da economia e com a reestruturação produtiva. requisitos básicos para a atenção que garantiria a eficácia da transmissão”. os conteúdos da área específica e da educação..8 uma integração entre conteúdo e método. esse modelo de sociedade definiu um perfil de professor e como descreve Kuenzer “ .168) Este perfil do professor aliado a uma sociedade estável e guiada por padrões muito definidos. através do método expositivo associado a cópias e questionários. flexível e. tendo como referência padrões de desempenho que foram definidos como os corretos ao longo do tempo.

3.9 a memorização necessária a um bom desempenho em processos produtivos rígidos passa a ser substituída pela capacidade de usar o conhecimento científico de todas as áreas para resolver problemas novos de modo original. o receituário neoliberal é assumido como única maneira de resolver os problemas sociais dos países periféricos entre eles o Brasil. se considerarmos os últimos 20 anos. o que implica domínio não só de conteúdos mas do “como fazer” e das formas de trabalho intelectual multidisciplinar. compreender historicamente os processos de formação humana em suas articulações com a vida social e produtiva. Na década de 90... o retrocesso do processo de democratização das escolas. Segundo Kuenzer (1999. A concretização das proposições do Banco Mundial e BID para a melhoria da educação básica passou por um processo lento e gradual no Estado do Paraná. esse novo perfil do trabalhador demanda uma educação de novo tipo com a necessidade de um trabalhador da educação também diferenciado. o que exige educação inicial e continuada rigorosa. assume Roberto Requião (1991 – 1994). a primeira característica do professor do novo tipo: ser capaz de. valorização de experiências inovadoras. p. institucionais e não institucionais. construindo categorias de análise que lhe permitam apreender as dimensões pedagógicas presentes nas relações sociais e produtivas. acompanharam com maior ou menor consonância. o Plano de Capacitação Docente. limitando suas ações. apesar de todos os esforços contrários. para o setor educacional – acirramento do processo de municipalização (iniciado em governo anterior). de modo a ser capaz de produzir conhecimento em educação e intervir de modo competente nos processos pedagógicos amplos e específicos. ainda são essenciais para a sobrevivência do ser humano.170) “. os caminhos traçados pelas políticas educacionais do governo federal. apoiando-se nas ciências humanas. as teorias e os processos pedagógicos. A PROPOSTA ASSUMIDA 3. em cada governo. As principais ações de seu governo. Processo lento e gradual que fortalece. construção de projetos políticos pedagógicos. a partir de uma determinada concepção de sociedade”. o pensamento neoliberal na elaboração de medidas que buscam reorientar e reorganizar o Estado. No Paraná. Ora. Ou seja. compreender as mudanças ocorridas no mundo do trabalho.1 Primeiros Movimentos Os diferentes encaminhamentos da formação continuada dos professores da rede pública estadual de ensino paranaense. os altos investimentos na administração e as negociações com o . sociais e econômicas. a partir do Governo Richa (1983-1986). de modo a identificar as novas demandas da educação e a que interesses elas se vinculam. buscando parcerias para atender as questões sociais que.

em outras. não estavam articulados a um projeto educacional mais amplo e não priorizavam a discussão do Currículo Básico. incentivo às escolas para que elaborassem e executassem autonomamente seus projetos pedagógicos. os Núcleos Regionais de Educação e a SEED/PR. Algumas ações foram implantadas e os objetivos alcançados. 59) .. porém os caminhos foram abertos para a conretização destas propostas no governo seguinte. às diretrizes da proposta neoliberal presente nos diferentes níveis de governo no Brasil. No primeiro documento. principalmente no que se referia a auto gestão e a enfase na educação básica. O Plano Estadual de Capacitação Docente desenvolvido no primeiro governo Requião apresentava algumas discordâncias das diretrizes apontadas pelo BM. conforme análise de Sapelli (2003. 180 vagas do Esquema I (preparação didático-metodológica dos técnicos que atuavam nos cursos profissionalizantes) em parceria com o CEFET (Curitiba. a SEED/PR explicitava os quatro princípios que norteariam sua nova proposta educacional: consolidação da gestão democrática.. p. o Governo Requião expressou o projeto da educação do Paraná. p. Conforme Sapelli (2003... o governo Requião articulou empréstimos junto ao BM para na gestão seguinte efetivar um processo de formação continuada que atendia inteiramente às exigências do BM. a equipe da SEED/PR apresentou as metas que consolidaram a reforma do sistema escolar para os anos 90.o documento apontava para a necessidade de as escolas construírem o Projeto Pedagógico. estes cursos integravam as IES do Estado. No primeiro mandato. porém. no mínimo. os cursos eram presenciais com aprofundamento teórico especifíco na área de atuação. . a partir de 1992.. Os dois pressupostos básicos sugeridos para dar sustentação ao Projeto foram:“ o fim da educação é a formação do indivíduo autônomo” e a “Escola cidadã é formadora do indivíduo autônomo”. Medianeira e Cornélio Procópio) que também era presencial. em dois documentos: “Paraná.65): Foram ofertadas. estabelecimento de comunicação direta da Secretaria com as escolas e dessas com a comunidade. Houve um esforço do governo Requião em atender às diretrizes do BM. construindo uma escola cidadã” e “Plano Decenal de Educação para Todos do Estado do Paraná – 1993/2002”.10 BIRD e o BID – atendiam em maior ou menor grau. No que se refere a capacitação continuada dos professores da rede estadual de ensino. também. (grifos do autor) No segundo documento. e criação de um sistema de avaliação permanente do sempenho escolar. não foi possível atingir as metas propostas. no período em questão. tais como: cada professor deveria participar. de 80 horas de cursos de capacitação.

3) Foram criados e são oferecidos. buscando o desenvolvimento permanente e o envolvimento das comunidades das escolas. núcleos regionais. seminários e grupos de estudo. tendo como linha principal o PQE (Programa Qualidade no Ensino Público dp Paraná). Esta idéia. teve a formação/capacitação dos professores contemplada como um dos seus componentes. amplie os conceitos do profissional da educação permitindo . vem criando força e produzindo mudanças na educação paranaense. foi concebido e implementado pela SEED o projeto Universidade do Professor. funcionários da área administrativa e equipes de suporte pedagógico através de cursos. A programação assim concebida visa oportunizar capacitações que. de gestão escolar e de ações de suporte ao currículo e Cursos de Especialização e Extensão. resultante da parceria das Instituições de Ensino Superior e Universidades com a SEED-PR”. caracterizada como instituição de apoio à educação com a finalidade de conceber. sendo que as instituições de ensino superior estariam envolvidas diretamente no planejamento. desejosos de uma proposta mais ampla de capacitação para os professores. Seminário de Atualização Curricular nas áreas de conteúdos específicos do currículo. desenvolver e executar atividades ligadas à capacitação de pessoal docente e técnico-administrativo. saindo dos padrões convencionais característicos das reciclagens do magistério. como coresponsáveis pela qualidade da educação paranaense. O PQE faz a seguinte menção à Universidade do Professor – Centro de Capacitação de Faxinal do Céu: “Por inspiração do governador do Estado e do Secretário de Educação.2. Ao projeto “Universidade do Professor” coube a promoção deste componente. no tocante à capacitação formal e à educação continuada dos professores. Surgiu como estratégia maciça de apoio ao sistema de educação básica. A Universidade do Professor. resultando em processo permamente de oferta de cursos e seminários de grande porte. extrapole os temas de sala de aula e da escola. execução e avaliação da maior parte das ações. Em se tratando. OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS A política educacional paranaense. do componente CAPACITAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS DA EDUCAÇÃO. três formas de capacitação: Seminário de Atualização e Motivação que trabalha a auto-estima e criatividade do professor. órgãos municipais de educação e unidade central da SEED. mediante eventos presenciais e à distância.11 3. diretores. no Governo Lerner (1995-2002). p. na Universidade do Professor.(PQE. especificamente. que consiste na capacitação de professores. é uma sociedade civil sem fins lucrativos. subsidiada por pesquisas e estudos que demonstravam que a capacitação convencional oferecida a poucos professores não estava sendo efetiva nos resultados junto aos alunos.

p. “onde existe a aventura de compartilhar conhecimento e saber. em 2002. com qualidade”.4) O centro de capacitação da Universidade do Professor localiza-se no pequeno distrito do município de Pinhão e que.4) Finalmente a estratégia da capacitação se completa através da multiplicação – ação dos multiplicadores de aprendizagem. recebeu o nome de Faxinal do Céu por estar a uma altitude de 1100 metros acima do nível do mar. Roberto de Mello e Silva Requião candidatou-se ao governo do Paraná. p. professores selecionados durante os eventos e capazes de capacitar seus colegas da região geográfica onde atuam. Tornou possível. Neste local o Governo do Estado celebrou estratégica parceria com sua empresa de energia elétrica –Companhia Paranaense de Energia Elétrica . que adquire a forma de um chamado à reflexão. (PQE. “ofertar a esse amplo conjunto de beneficiários cultura e informação atualizada e de qualidade”. levantando a bandeira da ruptura com os princípios neoliberal presentes na política do Estado do Paraná. e ao mesmo tempo propicia-se tempo e espaço para troca. segundo os moradores do local. 3 A PROPOSTA REVISTA OU REVISITADA? Tendo como propostas principais de governo a realização de concurso público para a admissão de professores na rede estadual de ensino e a implantação do Plano de Cargos Carreira e Salários para os professores estatutários. em turmas de 40 outros professores aproximadamente. tanto o professor quanto o coletivo da escola despertem para a construção do novo profissional da educação e de seu papel como gestor do processo de aprendizagem. 3. unindo a geração de saber e a geração de energia. provocando a interação entre colegas das mais diversas regiões do estado. utilizando o que restou de um canteiro de obras com instalações físicas apropriadas e confortáveis – 240 casas com acomodações para 4 pessoas – permitindo “um afastamento do cotidiano”.COPEL. vem sendo organizado o processo de capacitação para que. Sendo essa a principal intenção da Universidade do Professor.12 que ele assuma seu espaço e seu tempo de cidadania na descoberta permanente de novas referências para sua prática educacional. Roberto Requião tem como propostas para a área educacional a defesa da educação como direito de todos os cidadãos. iniciado em 2003. A utilização desse espaço como centro de capacitação viabilizou fisicamente a estratégia concebida de treinamento em grande escala (960 participantes por evento) num processo acelerado de geração de massa crítica para a mudança de postura pessoal e profissional. Em seu segundo mandato. a valorização dos . também. (PQE.

no processo de formação continuada.reconhecimento dos Professores como produtores de saberes sobre o ensino aprendizagem. para aprimorar a qualidade da Educação Básica no Estado.4). incorporando. organização de um programa de formação continuada atento às reais necessidades de enfrentamento dos problemas ainda presentes na Educação Básica paranaense. O referido programa contempla a descentralização. após processo seletivo realizado no final de 2006. gratuita e de qualidade. O PDE objetiva a formação continuada do professor da rede pública estadual de ensino. cursos de aprofundamento. por meio do planejamento de atividades didático-pedagógicas e da sistematização de estudos e pesquisas em rede. o PDE contemplou cerca de 1200 professores. participativa e colegiada. Estas proposições estão alinhadas com o disposto na Constituição Federal no capítulo referente à educação e com a LDBEN 9394/96. garantia de escola pública. fragmentada e descontínua. O PDE se destina aos professores do Quadro Próprio do Magistério – QPM. em 2006. seminários para as diferentes disciplinas do currículo oficial. para o debate e promoção de espaços para a construção coletiva do saber. no interior da escola. o conjunto dos professores em exercício. Iniciado em 2007. Segundo documento oficial da Secretaria Estadual de Educação (2008. Nível II. A segunda seleção de professores ocorreu no final de 2007. sendo que mais 1200 professores passaram a fazer parte deste processo de . de acordo com as necessidades educacionais e socioculturais da comunidade escolar. p. criação de condições efetivas. utilizando-se de suportes tecnológicos que permitam a interação entre os Professores participantes do Programa PDE e os demais Professores da rede. Classe 11. consolidação de espaços para discussões teórico-práticas. e como auge desta política para a formação de recursos humanos implantou. esta nova concepção de formação continuada contemplará: . superação do modelo de formação continuada de professores concebido de forma homogênea. Com relação à formação de professores a política encaminhada pelo governo Requião estabelece como uma das linhas de ação a valorização dos profissionais da educação implementada através do programa Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação – FOCO. grupos de estudos por área de ensino. sendo que as instituições de ensino superior estariam envolvidas diretamente na execução e avaliação da maior parte das ações. organização de um programa de formação continuada integrado com as Instituições de Ensino Superior do Estado do Paraná.13 profissionais da educação. atendimento à diversidade cultural e a gestão escolar democrática. o Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE.

14 formação continuada. como parte da logística de funcionamento da Universidade do Professor. percebe-se que nem sempre a história que cada professor construiu para si e para o sistema de ensino em que trabalha foi devidamente valorizada. é porque acreditavam que uma educação melhor para todos realmente era possível. 4. Aqueles que ainda permaneceram nas escolas públicas. Na época. Quando se faz a análise do programa PQE. com propósitos acima de qualquer questionamento. CONSIDERAÇÕES A proposta do governo Lerner direcionada para a capacitação dos professores de rede pública estadual demonstrou de forma contundente a confiança que esse governo tinha quanto ao seu poder de persuasão e de convencimento. sem onerar perspectivas profissionais e pessoais. em vários de seu apontamentos. da integração de diferentes realidades e vivências. A avaliação deste sistema de capacitação ainda não é possível pois a primeira turma não concluiu seu tempo de estudo e produção do artigo científico oriundo do projeto de intervenção na escola. muitos se sentiram como insumos. Os passos do professor da Escola Básica foram direcionados rumo a competências e habilidades (como se o professor não as possuísse!). os responsáveis pelo programa PQE. A atual proposta do governo Requião para a formação continuada dos docentes da rede pública estadual de ensino – o PDE. bem como. em local distante do seu trabalho. Com a pouca ou nenhuma participação do professor nas decisões da política educacional do referido governo paranaense. decidiam o que era melhor para a formação dos professores: agruparam professores de várias regiões. com a tola esperança de que apenas isso mudaria o quadro desfavorável dos índices educacionais estaduais sobre reprovação e evasão escolar. A descentralização é uma de suas marcas. a educação a distância que tem no professor PDE a figura do . tanto culturalmente quanto pedagogicamente. Vultuosos recursos financeiros e humanos foram disponibilizados. Ainda é prematuro estabelecer algum parâmetro na atual formação continuada dos professores da rede estadual de ensino com a formação continuada que vigorou no governo de Lerner. é entendida por seus mentores como um programa inovador que integra a SEED/PR e o Ensino Superior. ofereceram o que julgaram ser o melhor. a parte inorgânica de um sistema que para funcionar deveria ter o máximo de racionalização e um mínimo de compensação financeira para os profissionais da educação. sendo a forma de valorização e integração dos professores mais explícita porque faz do conhecimento docente o seu ponto de convergência maior de articulação entre diferentes níveis de ensino.

A.125 – 186. Políticas Educacionais do Governo Lerner no Paraná (1995 – 2002). 117 p.15 tutor e organizador dos Grupos de Trabalho em Rede . R. HADDAD. quando serão disponibilizados os resultados. S. Cascavel: Gráfica Igol. M. _______ . Currículo básico para a escola pública do Estado do Paraná. M. Educação e Sociedade. Uma avaliação do projeto de correção de fluxo nas escolas estaduais paranaenses: um novo olhar sobre o sucesso escolar.dez. Outra marca distintiva deste programa. 163-183. . é a volta dos professores para as universidades com o intuito de retomar os estudos específicos as suas disciplinas e atualizar conhecimentos científicos e pedagógicos com o objetivo de melhorar a qualidade da educação básica no Estado do Paraná. (orgs). REFERÊNCIAS KUENZER. o conhecimento. 1999. WARDE. hoje ainda quase que imperceptíveis. Melhorar a qualidade da educação básica? As estratégias do Banco Mundial. PARANÁ. Z. Espera-se e acredita-se que não se desvelem novamente a continuidade dos encaminhamentos neoliberais apenas travestidos com novas roupagens. M._____. com o devido respeito e valorização tanto dos recursos financeiros quanto do capital humano investidos na proposta. S. p. MUNHOZ. Um olhar mais aprofundado sobre a atual formação continuada dos professores da educação básica da rede estadual de ensino paranaense deverá ser realizado ao término desse processo de formação. Projeto Qualidade no Ensino Público do Paraná/revisão de meio período. n. São Paulo: Cortez. SAPELLI. 2002. 220p. L.(1995 a). São Paulo. 2003.68. Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Educação (área de concentração: Políticas Públicas e Administração da Educação Brasileira) da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista campus – Marília. Curitiba: SEED.GTR’S.. M. J. In: TOMMASI.30. 2000. Dissertação. A construção da identidade do professor sobrante. mas sim que se busque sempre e acima de tudo. Paraná: fevereiro a junho/1998. p. O Banco Mundial e as políticas educacionais. ______. L. Educación en los Médios. Secretaria de Estado da Educação. Hacia un nuovo modelo de formación docente. Quito . n. TORRES. 5. 1992.