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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE SANTAREM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO IGOR RAFAEL VINHOTE DE VASCONCELOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O PADRÃO IEEE 802.11 E O PADRÃO IEEE 802.16

SANTARÉM 2009

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IGOR RAFAEL VINHOTE DE VASCONCELOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O PADRÃO IEEE 802.11 E O PADRÃO IEEE 802.16

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a obtenção do Grau de Bacharel em Sistemas de Informação pelo Centro Universitário Luterano de Santarém. Orientador: Profo. Murilo Braga de Nóvoa

SANTARÉM 2009

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IGOR RAFAEL VINHOTE DE VASCONCELOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O PADRÃO IEEE 802.11 E O PADRÃO IEEE 802.16

Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do Grau de Bacharel em Sistemas de Informação pelo Centro Universitário Luterano de Santarém (CEULS).

Data de Apresentação:_____/_____/_________

_____________________________ __________ NOME Conceito Titulação – Instituição

_____________________________ __________ NOME Conceito Titulação – Instituição

_____________________________ __________ NOME Conceito Titulação – Instituição

Maria José Vasconcelos Vinhote. e todos que de alguma forma contribuiram para o desenvolvimento deste trabalho. .4 A minha Mãe.

Ao meu amigo Victor Hugo Santiago. que me auxiliou e incentivou bastante no decorrer deste trabalho. carinho e apoio. Obrigado pela dedicação. A minha amada Mãe.5 AGRADECIMENTO Primeiramente a Deus. compreensão e contribuição na realização deste trabalho. Ana Teixeira Vasconcelos. meu antigo orientador e excelente professor. Ao Tarcísio Bentes. . Obrigado pela contribuição e dedicação. A minha avó. por tudo de bom que tem me proporcionado através de sua dedicação. que recentemente faleceu mas deixou seus ensinamentos e sempre me deu apoio. A todos os meus amigos que de alguma forma contribuiram para realizaçao deste trabalho. que sempre esteve comigo me ajudando e dando força nos momentos mais difíceis da minha vida. Ao meu orientador Murilo Braga de Nóvoa.

Thomas Henry .6 “Quando chega a hora da ação. a hora da preparação já acabou”.

como uma solução para suprir essa dificuldade. Palavras-Chave: Tecnologia. entretanto o padrão 802. e não para ser o seu substituto. O WI-FI (Wireless Fidelity) tem sido largamente adotado por corporações empresarias e instituições de ensino para suas tarefas cotidianas.7 RESUMO O principal objetivo deste trabalho é comparar as tecnologias WI-FI (802. então é ai que surge o 802. Redes sem fio. .16 utiliza frequência de 5 Ghz transmitindo à taxa de 75 Mbps e um alcance estimado em até 50 km. Ambos utilizam sinais de rádio para transmissão de dados. mas com o crescente número de usuários e maiores áreas a serem cobertas esse padrão já não é o suficiente para atender a demanda.11) e WIMAX (802. está sendo utilizado em ambientes abertos (outdoor) através de adaptações feitas com equipamentos específicos (antenas de longo alcance).16. Padrão. por tanto. em reuniões executivas onde cada participante poderá utilizar seu notebook sem a necessidade de fios ou cabos conectados.11n homologado recentemente. e mesmo assim terem acesso à rede.11 foi projetado para operar em ambientes fechados (indoor). como por exemplo. mas sim para complementá-lo.4 e 5 Ghz. no entanto. o padrão 802.16). transmitindo à taxa de 300 Mbps e tem um alcance de aproximadamente 400 metros. já o padrão 802. possue frequência de 2. mostrando que o WIMAX não surgiu para ser o substituto do WI-FI.

such as in executive meetings where each participant can use your laptop without wires or cables connected and still have Internet access. . Pattern. but to complement it.16).11 standard is designed to operate indoors.4 and 5 GHz.8 ABSTRACT The main objective of this study is to compare the technologies WI-FI (802. as a solution to this difficulty. but work at different frequencies. though the 802. but with the growing number of users and larger areas to be covered this pattern is no longer enough to meet demand.11n standard recently approved. Both use radio signals to transmit data. then that is where there is the 802.16.16 standard uses the 5Ghz frequency transmitting at a rate of 75 Mbps and a range estimated at up to 50 km. transmitting at a rate of 300 Mbps and has a range of 400 m. showing that the WIMAX not appeared to be the replacement of WI-FI. however. as the 802. ie. Keywords: Technology.11) and WIMAX (802. Wireless Networks. the 802. long range). have frequencies of 2. is being used in an outdoor through adjustments made to equipment (antennas. and not to be his replacement. The WI-FI (Wireless Fidelity) has been widely adopted by corporations and entrepreneurial education institutions for their daily tasks.

................................................ ...................................................................................................................................................................................... 33  Figura 7 - FDM com 9 subportadoras usando filtros........... ............................................. ........................................................ . 53  Figura 16 -  Antenas.............................. 37  Figura 11 -  Exemplo de utilização de WIMAX................................................................ ............................................................................................................. 49  Figura 15 -  Utilização do padrão 802................... .... 37  Figura 10 -  Modelo de canal no sistema MIMO............................................................................................................................................... 31  Figura 6 - Funcionamento da técnica DSSS................. 58  Figura 19 -  Abrangência dos padrões 802............................................................... .......................................................... 21  Figura 3 - Cabo de Fibra Óptica........ .... ............... ............................9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Cabo Coaxial........................................... 35  Figura 8 - OFDM com 9 subportadoras...................... .................................................... 56  Figura 17 -  Difração....................... 23  Figura 4 - Exemplo de utilização de WI-FI.................. 20  Figura 2 - Diagrama de funcionamento da DSL... 60  .. .x ......... ..... ..... .. 45  Figura 14 -  Modulação Adaptativa......................... 57  Figura 18 -  Interferência...............................................................16.....................16d............................................................................. 29  Figura 5 - Funcionamento da técnica FHSS............................................. ....................................................... 44  Figura 12 -  Roadmap do 802....................................................................................................................................................... .................... ....... 35  Figura 9 - Multiplexação espacial na arquitetura BLAST.............................................. 45  Figura 13 -  Possibilidades de utilização...............

 10 LISTA DE SIGLAS AAS – Adaptive Antenna Systems ADSL – Asymmetric Digital Subscriber Line AES – Advanced Encryption Standard ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações ATM – Asynchronous Transfer Mode BLAST – Bell Labs Layered Space-Time BPSK – Binary Phase Shift Keying BS – Base Station BWA – Broadband Wireless Access CC – Convolutional Coding CCK – Complementary Code Keying CDMA .Code division multiple access CSMA/CA – Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance DL – Downlink DSL – Digital Subscriber Line DSSS – Direct Sequence Spread Spectrum FDD – Frequency Division Duplexing FDM – Frequency Division Multiplexing FEC – Forward Error Correction FFT – Fast Fourier Transform FHSS – Frequency Hopping Spread Spectrum FSB – Front Side Bus GPRS – General Packet Radio Service GSM – Global System for Mobile Communications HDSL – High Data Rate Digital Subscriber Line H-FDD – Half-Duplex FDD IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers IrDA – Infrared Data Association ISI – Inter symbol interference LAN – Local Area Network LOS – Line-of-Sight MAC – Medium Access Control MAN – Metropolitan Area Network MIMO – Multiple Input Multiple Output NLOS – Non-Line-of-Sight OFDM – Orthogonal Frequency Division Multiplexing OFDMA – Orthogonal Frequency Division Multiple Access P2P – Peer to Peer PAN – Personal Area Network PDA – Personal Digital Assistant PDU – Protocol Data Unit PHY – Physical PMP – Point to Multipoint PSK – Phase Shift Keying QAM – Quadrature Amplitude Modulation   .

11   QoS – Quality of Service QPSK – Quadrature Phase Shift Keying RS – Read Solomon SDMA – Spatial Division Multiple Access SDSL – Symmetric Digital Subscriber Line SOFDMA – Scalable Orthogonal Frequency Division Multiple Access SS – Subscriber Station SSID – Service Set Identifiers STBC – Space-Time Blocking-Code STC – Space Time Coding TDD – Time Division Duplexing TDMA – Time Division Multiple Access UL – Uplink UMTS – Universal Mobile Telecommunications System VDSL – Very High Speed Digital Subscriber Line VoIP – Voice over IP WAN – Wide Area Network WEP – Wired Equivalent Privacy WiBro – Wireless Broadband Wi-Fi – Wireless Fidelity WiMAX – World Interoperability for Microwave Access WLAN – Wireless Local Area Network WMAN – Wireless Metropolitan Area Network WPA – Wi-Fi Protected Access WPA2 – Wi-Fi Protected Access 2 (802.11i) WWAN – Wireless Wide Area Network   .

.............................................11 ........  12   LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Classes de dispositivos Bluetooth.... 29  ................................................Especificações da família 802.. 25  Quadro 2 ............... .............................

............................2...2  REDES DE COMUNICAÇÕES SEM FIO ....................... 25 3  WI-FI...................................2  802................3.... 46  4..................2...4.... 15 2  REDES DE COMUNICAÇÃO ................ 41 4  WIMAX .................................................................... 20  2................................. 19  2.......................1  Espalhamento Espectral .........3  Revisões do padrão 802........2 DSSS .................................................2.............................2  Visão geral .....................................16 .................................................. 55  4................................................................................3  PADRÃO IEEE 802............................. 52  4........................................................ 38  3.......................1  Infrarede (infravermelho) .................................................................................................2.............1  histórico .......1  Cabos Coaxiais ...............................................................................................2  Bluetooth ........................................................................................ 42  4.........................1.......................................................................................................................................................................................1  Tipos de Antenas ...................................................................................... 43  4..................................................................................... 48  4...3.....................13 SUMÁRIO 1  INTRODUÇÃO .....16e ............................11g ..... 24  2.........2  Técnicas de Modulação ......................................................3  Camada PHY WirelessMAN – OFDM ...............6.............................................. 53  4............3  MIMO . 40  3...........................................3  802................................................................................................................................................3.............................4  Fibra Óptica...........................2..................... 56  .................................1  Camada PHY WirelessMAN – SC .... 47  4.... 30  3....................................................2  OFDM ..................... 48  4...........................6  Antenas .............................................................................7  Mecanismos de Propagação .......................................................................1..............................5.........................................................3..................................16d .......................................5.........2....... 32  3....3.......................................1.........................2.............1  Subcamada de convergência específica (CS) ......... 51  4............11a ...........1................................3  Cabo par trançado ........................................1  Histórico ..............5  Perfis do padrão 802.................................................................................................... 22  2............. 47  4........................................2  PADRÃO IEEE 802................................................................................. 50  4.................11 ......................2  DSL (Digital Subscriber Line) ..................4. 21  2.................................... 38  3...........3.. 42  4..................................................11b .........................................................................4........ 49  4.............................................................................................................................................................................................. 46  4................................................................... 39  3..........................................................4  Camada PHY OFDMA ...................................................................1  visão geral...................... 18  2..1  PADRÃO IEEE 802........................................................................................................ 27  3.......................................3............................................................................................ 18  2.........5....2  Camada PHY WirelessMAN – Sca.......................16 ......3  SUBCamada DE CONTROLE DE ACESSO AO MEIO (MAC) ......................... 23  2.......4  CAMADA FÍSICA (PHY) ............................................ 51  4........................................ 30  3.............................11n .....................................1 FHSS ............................................................................1...................................................................................................................4................. 54  4..4  802...2  Subcamada de convergência comum (CPS) ................ 30  3..................................................................................................1  802...............................................................................................................1........................................3  Subcamada de Segurança ............................. 34  3....................... 50  4..... 35  3......................................................27  3....................

......... 62  6..................................... 56  4................................................1  Visão geral .................................................................................................  14 4.................................1  Difração ....................................................................................................................................................................................... 62 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.7................................................................................................ 62  6................................. 59  5................7..........................................................................................64 ...................2  Reflexão .. 59  6  Considerações finais .....................3  Interferências ............. 57  4.....................................................................................................................................................................................................2  Sugestões de trabalhos futuros .....7......... 58 5  WIMAX vs WI-FI ................................................1  CONCLUSÃO....................................

ler e responder e-mails através do telefone celular. DVDs. pois. e o mais utilizado deles hoje em dia. em qualquer lugar. hotéis. rápida e com baixos custos de implementação e manutenção. ou de relevo complicado. 2005). É nesse cenário que as tecnologias de banda larga sem fio assumem importância cada vez maior. o acesso de banda larga é oferecido através de DSL (digital subscriber line). Como a Informática definitivamente “invadiu” a vida das pessoas. participar de videoconferências. de forma eficiente. por cabo ou através de banda larga sem fio (broadband wireless access. a baixa densidade demográfica de algumas dessas localidades muitas vezes torna economicamente inviável o investimento em redes com fio. O grande aumento de demanda de serviços de multimídia e internet de alta velocidade observado nos últimos anos. A popularização das redes sem fio vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. tanto por clientes residenciais quanto comerciais. grande facilidade e rapidez de instalação da rede.15 1 INTRODUÇÃO Implantar a infraestrutura convencional de telecomunicações a lugares distantes. dentre muitos outros. como áreas rurais (DUARTE. tanto nas residências como nas empresas ainda é a . de todas as classes sociais. ou seja. mostra que o mercado está ansioso por novas tecnologias que ofereçam acesso de banda larga para a última milha. para o usuário final. fazer compras ou mesmo atualizarem suas páginas em sites de relacionamento. o que vem incentivando os seus estudos e investimentos cada vez maiores em todo o mundo. A necessidade de ter acesso a seus dados no seu computador pessoal ou do trabalho a qualquer momento. já foram desenvolvidos. é um grande desafio para países como o Brasil. as pessoas sentem necessidade de se manterem conectadas ao mundo através da internet o tempo todo. se estendendo desde o tradicional “PC” (computador pessoal) até os equipamentos eletrônicos como televisores. transmitir e receber (dados). aeroportos e inclusive usuários domésticos (RUFINO. tudo isso passou a ser uma rotina na vida de inúmeras pessoas. Alguns meios de comunicações em relação à informática. ou BWA). com menor custo de manutenção. 2005). acessar a Internet por meio do seu notebook enquanto esperam pelo embarque no aeroporto. além de atingir regiões nas quais não existe infraestrutura de banda larga com fio. sendo cada vez mais uma opção de conectividade para empresas. evoluindo muito nos últimos anos a caminho da padronização. Atualmente. celulares. Essa última é uma tecnologia emergente que possui diversas vantagens: tem a capacidade de atender grandes áreas geográficas sem as limitações de distância do DSL ou o alto custo de instalação de infraestrutura de cabos.

As tecnologias Wireless se resumem da seguinte forma: uma rede de antenas irradia um sinal. surgi uma nova tecnologia chamada de WIMAX. Por exemplo. que especifica velocidades de transmissão de dados de até 75 Mbps. pois. uma empresa que fica no centro da cidade possuindo dois prédios sendo que. Por outro lado uma rede de computadores interligada através de cabo torna-se mais segura. escolher a melhor solução para o problema. e os equipamentos com essa tecnologia dentro da área de ação das antenas conseguem captar o sinal e se conectar a rede sem fio com uma taxa de transmissão de dados que varia de acordo com a capacidade da tecnologia.11g (GALVÃO. de par trançado ou fibra óptica. Se no exemplo acima fosse utilizado uma rede sem fio para interligar os dois prédios dependendo da distância entre eles.16 transmissão de dados via cabo. o fio ficaria exposto ao sol. Porém. o uso dessa estrutura cabeada está ficando cada vez mais ultrapassada devido à grande mão de obra necessária e também as distâncias a serem cobertas e os locais onde irão passar esses cabos. É cada vez maior a convergência entre as novas tecnologias sem fio e os padrões de comunicação móvel em banda larga. As novas tecnologias de comunicação de dados sem fio têm desenhado um novo padrão para as comunicações em redes. da distância e do equipamento utilizado. estaria no mesmo nível da rede elétrica. Então antes de encontrar uma solução adequada ao problema levantado é necessário comparar as possíveis soluções e colocar os pontos positivos e negativos para assim. estável e com uma melhor taxa de transmissão de dados que uma rede sem fio (Wireless). Dessa forma. 2006). tanto para aplicações individuais como para as corporativas. sejam eles. aumentando o raio de cobertura da antena de 100m (do WI-FI) para até 50 km. além de suportar um maior número de usuários . pois. à chuva e diversos outros fatores além do transtorno e risco que seria colocar esse cabo. já que o maior alcance já conseguido com tecnologias WIFI é de 100m com o padrão 802. o prédio A fica de um lado da rua. 2004). favorecendo a interconexão dos mais diferentes tipos de dispositivos (PINHEIRO. Esse seria um simples exemplo de como interligar computadores em prédios diferentes através da conexão via cabo pode se tornar uma tremenda dor de cabeça. muitas dores de cabeça poderiam ser evitadas. a não ser que o asfalto fosse quebrado para o cabo passar por debaixo da terra. mas por outro lado surgiriam novos obstáculos como a segurança. velocidade na transmissão de dados além da estabilidade da rede. Porém são necessárias muitas antenas para cobrir uma área não muito grande. Passar um cabo para interligar os computadores dos dois prédios de um lado para o outro pode se tornar uma tarefa um tanto complexa. e o prédio B fica em frente do outro lado.

O 4o capitulo descreve o padrão 802. O 3o capitulo descreve funções e características do padrão 802.11b. O 2o capitulo aborda sobre algumas tecnologias de comunicação com e sem fio mostrando um pouco de sua história e evolução. 802.17 conectados a essa rede. e a revisão 802.16 onde serão abordadas as revisões homologadas 802. mostrando que esse último não foi criado para ser o sucessor do 802. 802. onde permite acesso em movimento. No decorrer deste trabalho serão mostrados mais detalhes sobre essas duas tecnologias.16d que é o padrão para conexões fixas. O 6o capitulo faz a conclusão do trabalho e propostas sobre trabalhos futuros.11a.16e que é o padrão para conexões móvel.11g e a mais nova 802. O 5o capitulo faz as comparações entre as tecnologias 802. ou seja.16. .11 aonde serão abordadas as revisões homologadas 802.11 mas sim para complementá-lo. diminuindo custos sobre a infraestrutura.11n.11 e 802.

vendo e ouvindo uns aos outros. por exemplo. Caso nenhum funcionário necessite de uma impressora exclusiva. usando esse recurso tecnológico. pois a videoconferência pode ser utilizada nas empresas para reduzir o custo e o tempo desperdiçados com viagens. monitorar a produção. mas devido ao crescente numero de informações que eram “distantes” umas das outras se tornou necessário interligar esses computadores com o objetivo de tornar softwares. Um bom exemplo seria funcionários de um setor que compartilham uma impressora. na maioria das vezes. a maioria das empresas que possuem mais de um computador com acesso a internet pode utilizar o correio eletrônico (e-mail) para se comunicar diariamente. pois ela seria mais rápida. funcionários em locais diferentes podem participar de uma reunião.18 2 REDES DE COMUNICAÇÃO 2. ou seja. Esses computadores são usados para diversas tarefas dentro da empresa como. nenhum compartilhava informações e recursos com o outro. de melhor manutenção e possivelmente mais econômica. pois. scanners e até internet. seja compartilhar informações. equipamentos e principalmente dados ao alcance de qualquer pessoa na rede. independentemente de sua localização física. Porém. elaborar folhas de pagamento. muitas vezes é mais econômica que uma impressora para cada funcionário. quando um funcionário faz uma mudança em um documento on-line os outros podem visualizar e editar esse documento. Porém o e-mail não é a única forma de comunicação que as redes de computadores tornaram possível. . Inicialmente esses computadores funcionavam isolados uns dos outros. Além de compartilhar dados e equipamentos. controlar o estoque dentre muitas outras. Outra forma de comunicação auxiliada por computador em rede é a videoconferência.1 VISÃO GERAL Diversas empresas possuem um grande número de computadores. uma impressora de grande porte conectada a rede. pois. mais importante que compartilhar recursos físicos como impressoras. Através da rede dois ou mais funcionários podem escrever ao mesmo tempo um relatório mesmo estando distante uns dos outros. uma rede de computadores pode servir também como um excelente meio de comunicação entre funcionários.

mas dificilmente uma rede de computadores feita com esse cabo.1. embora existam no mercado instrumentos digitais capazes de detectar esse tipo de problema. já o condutor externo é feito de uma malha metálica. Existem também vantagens como maior resistência a ruídos. . pois sua difícil manipulação e sua topologia o fizeram perder espaço no mercado devido ao surgimento de novos cabos com maiores flexibilidades e eficácia. Permite também a possibilidade de ligações multi-ponto em um barramento. Esse tipo de cabo era o mais utilizado no passado. pois devido à necessidade de evolução das redes de computadores o cabo coaxial foi sendo deixado de lado pelo menos em parte. Devido à blindagem própria do cabo coaxial o resultado é um aumento da imunidade a interferências eletromagnéticas. sendo esta tecnologia muito utilizada em projetos antigos (Moreira. mesmo assim não torna esse meio de transmissão atraente. Dificilmente será encontrada uma rede de computadores feita por cabos coaxiais atualmente. não significa que seja inexistente. Encontraremos com facilidade esse cabo em antenas de TV a cabo. 2007). pois o cabo é composto por dois condutores separados entre si envoltos por material isolante.1 Cabos Coaxiais Os cabos coaxiais1 por serem protegidos por camada metálica que o protegem de ruído ao contrário do par trançado clássico. 1 Cabo Coaxial é um tipo de cabo condutor usado para transmitir sinais. o que torna fácil a inclusão de novos nós (equipamentos) favorecendo a expansão da rede. O condutor interno é feito de cobre. 1996). antenas para conexões com internet. isso faz com que a rede inteira fique inoperante se ocorrer algum rompimento ou mau contato em algum trecho do cabeamento. mas com o passar dos anos foi sendo deixado de lado.19 2. que além de atuar como segunda metade do circuito elétrico funciona também como proteção para o condutor interno contra interferências externas. Utiliza topologia linear. podem cobrir distâncias maiores e transmitir dados em velocidades mais altas (Tanenbaum. e se a rede inteira cair fica difícil detectar o ponto exato onde se encontra o problema. (figura 1). mas sim difícil de imaginar.

em Beijing em 05/06/07. respectivamente. Fonte: Tanenbaum. 2. devido à taxa de download ser superior à de upload. 2006). devido à necessidade . é uma tecnologia muito utilizada no mundo todo. há mais de 200 milhões de pessoas usando essa tecnologia. 1996. que possui largura de banda bem maior para o download do que o upload.1. Além disso. Isso é possível porque a transmissão de voz ocupa uma faixa muito pequena da largura de banda do canal telefônico. Os clientes-alvo da ADSL são usuários domésticos e pequenas empresas. não pode haver repetidores/amplificadores de sinal telefônico e não é possível garantir QoS em uma conexão ADSL (ALECRIM. mas de modo bem mais rápido que um modem analógico pode oferecer. há alguns impedimentos técnicos. 8 Mbps e 1 Mbps. Elas funcionam dividindo a largura de banda disponível na linha telefônica em dois canais: um para voz e outro para dados. pois existem vários fatores que podem influenciar na velocidade obtida com uma DSL como a distância entre a casa do usuário e a central telefônica.20 Figura 1 . A distância máxima entre a central telefônica e o cliente não pode superar 5 km.2 DSL (Digital Subscriber Line) As tecnologias da família DSL permitem a transmissão de dados através da rede telefônica. qualidade da fiação interna da casa ou empresa. além da tecnologia empregada. Essas velocidades são os máximos obtidos no modelo teórico. Segundo dados exibidos na Broadband World Forum Asia. Dentro da família DSL. a variante mais usada é a ADSL. Mesmo com todas as limitações mencionadas.Cabo Coaxial.

É o tipo de cabo mais barato usado em redes. neste cabo existem quatro pares de fios. entre as principais vantagens a facilidade de instalação. por ser fisicamente mais flexível e mais leve. 2007). Fonte: ALECRIN. 2. por exemplo. além de ser facilmente conectado (Lanzarin 2007). e é usado em praticamente todas as instalações modernas (VASCONCELOS.Diagrama de funcionamento da DSL. É também chamado UTP.21 mínima de mudanças na infraestrutura telefônica já implantada (ELECTRICNEWS. pode-se usar um cabo de 100 metros do PC até o switch e outro de mais 100 .1. necessitando de repetidores para realizar essa transmissão mais longa. 2003). os dois fios que formam cada par são trançados entre si. A figura 2 a seguir demonstra um diagrama de funcionamento de uma DSL.     Figura 2 . Como os switchs atuam como repetidores.3 Cabo par trançado O Cabo de Par Trançado é a tecnologia de cabos posterior aos cabos coaxiais. 2007. As características de transmissão de dados do par trançado não são muito boas para transmissão a longas distâncias. por causa da sua elevada atenuação. Estas vantagens são significativas quando comparadas com os cabos coaxiais. Essa tecnologia tem suas vantagens e desvantagens.

1. o que torna o seu uso inviável para aplicações de banda larga a longas distâncias. a não ser que o hub ou switch que esteja interligando esses equipamento seja especificado para fazer essa diferenciação. mas para que isso aconteça todos os aparelhos conectados devem trabalhar com especificações de 1 Gbps. Os Cabos de fibra Ótica utilizam um filamento de vidro ou de materiais poliméricos. ela consequentemente utiliza um circuito de apoio muito menor. e que o aparelho de menor velocidade não interfira na velocidade dos demais conectados a rede. Um núcleo de vidro muito fino. pois ela é imune a interferências eletromagnéticas. ou todos irão ficar limitados a velocidade de algum aparelho que não suporte essa velocidade. já que transmitem luz e não sinais eletromagnéticos. fazendo com que o preço final para cobrir áreas muito longas seja bem mais barato. Possui uma largura de banda relativamente pequena. Com isso. com um índice de perda muito pequeno (MORIMOTO. 2. 2007). onde os dados são transmitidos por pulsos de luz (Moreira. Em compensação. pesar de ser transparente. Como a capacidade de transmissão de cada fio de fibra óptica é bem maior que a capacidade de transmissão de cada fio de cobre. mesmo sendo transparente a fibra é capaz de conduzir a luz por longas distancias sem muitas perdas. feito de sílica com alto grau de pureza. Dessa forma. é um meio perfeitamente adequado para aplicações de baixa velocidade (até 100 Mbps) onde as distâncias entre os nós são pequenas no máximo 100 metros. o que faz com que a luz transmitida pelo núcleo de fibra seja refletida pelas paredes internas do cabo. feito de sílica com alto grau de pureza é envolvido por uma camada (também de sílica) com índice de refração mais baixo.4 Fibra Óptica Os cabos de fibra óptica utilizam o fenômeno da refração interna total para transmitir feixes de luz a longas distâncias. Porém com equipamentos específicos sua velocidade de transmissão pode chegar até 1 Gbps. Ela apresenta várias vantagens como: • menor peso • menor diâmetro . que é envolvido também por outra camada de sílica. chamada de cladding.22 metros do switch até o dispositivo seguinte sem comprometer o desempenho da rede (MORIMOTO. 2008). a fibra é capaz de conduzir a luz por longas distâncias. como repetidores. 2008). isso faz com que a luz transmitida pelo núcleo de fibra seja refletida pelas paredes internas do cabo. A fibra é um núcleo de vidro muito fino.

diversas alternativas foram desenvolvidas com o intuito de eliminar os fios. Por esse motivo as novas tecnologias sem fio são cada vez mais estudadas e melhoradas para proporcionar maior comodidade ao usuário.23 • maior imunidade a ruídos • isolamento elétrico entre os pontos de ligação • comprimento máximo da ordem de alguns quilômetros (Moreira. Por extrema facilidade de instalação e uso as redes sem fio estão crescendo cada vez mais. com isso surge a comunicação sem fios (GALVÃO. ou seja. cabo). 2. Wireless então caracteriza qualquer tipo de conexão para transmissão de dados sem a utilização de fios ou cabos. Embora seu custo e mão de obra sejam maiores que os demais tipos de cabos. sem fios. Figura 3 . WI-FI. No decorrer da evolução dessa tecnologia. A palavra wireless provem do inglês: wire (fio. . 2006). less (sem). 2007. Fonte: ALECRIN. suas reais vantagens tornam viáveis sua utilização.2 REDES DE COMUNICAÇÕES SEM FIO A indústria de equipamentos para Informática tem a algum tempo desejado um substituto para os cabos. e WIMAX. Dentro deste modelo de comunicação enquadram-se várias tecnologias como InfraRed (infravermelho). 2007). Bluetooth.Cabo de Fibra Óptica.

24 2. os aparelhos de infravermelho que obedeçam o padrão 802.11 possuem um pequeno raio de acção. Algumas desvantagens da transmissão infravermelho são. Porém. Nenhuma licença de operação é necessária e a proteção é muito simples. . para existir conexão. Por causa disso o Infravermelho é utilizado principalmente em ambientes fechados (“indoor”) já que ele utiliza o tecto e as paredes como reflectores de sinal. dispositivos elétricos não interferem na transmissão de dados. Por causa do uso do tecto como ponto de reflexão. DVD. ou transmissão em visada direta LOS entre transmissores e receptores.1 define taxas maiores de 1. A tecnologia infravermelha usa luz difusa refletidas nas paredes e tetos. enquanto IrDA 1. assim como fotodiodos atuam na recepção do sinal luminoso. e a facilidade de bloqueio do sinal luminoso. entre outros. integrados em quase todos os dispositivos móveis disponíveis hoje em dia. o sinal da fonte deve ser emitido ao receptor em linha reta. apresentam uma interface de associação de dados baseada em infravermelho. não podendo haver obstáculos criando uma dificuldade de propagação.152 kbit/s e 4 Mbit/s (MITCHEL. A versão 1.1 Infrarede (infravermelho) O nosso simples controle remoto para TV. com um alcance de até 5 metros e um ângulo de 45 graus a partir da fonte. telefones móveis etc. a baixa taxa de transmissão se comparada às taxas apresentas pelas LANs. Alem disso.0 deste padrão industrial possibilita taxas de transmissão de até 115 kbit/s.2. 2002). 2007). As principais vantagens da tecnologia infravermelha são seus simples e extremamente baratos transmissores e receptores. notebooks. Os transmissores são simples LEDs. Dessa forma não há necessidade de se direccionar o transmissor com o receptor. dependendo da altura do tecto (PALMELA. Tipicamente o raio de acção varia entre 10 a 20m. utiliza conexão por raio infravermelho. A camada física Infravermelho opera usando transmissão não-direccionada. PDAs.

computadores portáteis e também para a comunicação com periféricos como.0. Intel. É uma tecnologia criada para funcionar no mundo todo. telefones celulares. scanners. Foi desenvolvida pela Ericsson Company no ano de 1994. mas apenas no ano de 1998 obteve grande interesse por parte de outras quatro grandes empresas (IBM. como PDAs. Opera utilizando o sinal de rádio frequência de 2. Como o Rei Harald. devido à capacidade do mesmo de unir pessoas (CAMPOS. Existem três classes de dispositivos Bluetooth. o sinal se propaga omnidirecionalmente (em todas as direções) não necessitando alinhamento para a comunicação.2. a tecnologia tem o objetivo de unir as pessoas e permitir que elas se comuniquem.4 GHz. já na versão 2. 2005.45 GHz.5 GHz. Embora essas taxas sejam baixas.2. 2006). descritas no quadro 1: Classe Classe 1 Classe 2 Classe 3 Uso máximo permitido de energia (mW/dBm) 100 mW (20 dBm) 2. com um alcance de aproximadamente 10 metros (GALVÃO.2 Bluetooth O Bluetooth é uma tecnologia de baixo custo para comunicação sem fio entre dispositivos móveis. 2006).4 GHz a 2. Com o Bluetooth. sendo que na versão 1. Em homenagem ao Rei Harald.5 mW (4 dBm) 1 mW (0 dBm) Quadro 1 – Classes de dispositivos Bluetooth. É utilizada principalmente para comunicação entre pequenos equipamentos de uso pessoal. razão pela qual se fez necessária a adoção de uma frequência de rádio aberta. é composto dos caracteres únicos H e B – de Harald Bluetooth. que seja padrão em qualquer lugar do planeta. A velocidade de transmissão de dados no Bluetooth é relativamente baixa. Fonte: WIKIPEDIA. são suficientes para uma conexão satisfatória entre a maioria dos dispositivos. A faixa ISM.25 2. Nokia e Toshiba) (NUNES. 2007). a taxa pode alcançar no máximo 1 Mbps. dependendo da exigência de cada usuário. O nome Bluetooth é uma homenagem ao Rei da Dinamarca do século X – Harald Bluetooth. com variações que vão de 2. impressoras e qualquer dispositivo que possua a tecnologia Bluetooth (GALVÃO. Alcance (aproximado) ~100 metros ~10 metros ~1 metro . é a que me mais se aproxima dessa necessidade e é utilizada em vários países. que opera à frequência de 2. o logotipo oficial do Bluetooth. facilitando a locomoção. esse valor passa para até 3 Mbps. 2008).

Uma piconet pode ser formada por mais de dois dispositivos Bluetooth. daí sua capacidade de atuar ora como "master" ora como "slave". As piconets também podem se comunicar formando uma estrutura ou topologia de múltiplas e flexíveis piconets. . mas um deles sempre é o principal ("master") e os demais secundários ou escravos ("slaves") (CAMPOS. As especificações atuais do Bluetooth permitem comunicação "ponto a ponto" (comunicação entre dois equipamentos) ou "pontomultiponto" onde um equipamento principal ("master") se comunica com até sete outros secundários ("slave") formando uma "pico-rede" (piconet).26 O usuário tem total controle para selecionar os equipamentos que estarão trocando informações. O hardware é o mesmo para todos os chips Bluetooth. 2007).

marca registrada de um grupo de fabricantes que se uniram para criar um selo de garantia de compatibilidade. garantindo a compatibilidade e interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes.1 HISTÓRICO Com a crescente demanda e expansão das redes sem fio. NOKIA. Por ser uma frequência aberta e não necessitar de qualquer espécie de licença ou autorização do regulador das comunicações do Brasil para operar (ANATEL). instituições de ensino. com uma ótima relação custo benefício. públicas ou livres. é necessário a criação de um padrão na indústria para que seja garantida a compatibilidade e confiabilidade entre equipamentos de vários fabricantes. 2006). tornou-se muito atrativa (GALVÃO. Hoje conta com mais de 300 empresas associadas como (DELL. a organização responsável pelo desenvolvimento destes padrões é o IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers. . Essa organização foi criada em 1999. SONY. ou seja. sem fins lucrativos chamada de WI-FI Alliance. E o WI-FI é a rede sem fio mais utilizada em todo o mundo. engenharia e computação (BRAGA. Apple. pois oferece mobilidade e facilidade tanto na instalação quanto na utilização. Atualmente. desde que não seja comercializada. 2006). comunicação. certificando laboratórios e testando a tecnologia. entre elas a elétrica. com o objetivo de criar redes wireless com maior velocidade transferindo dados por ondas de rádio através de frequências não licenciadas. Microsoft. 3. com objetivo de estimular a adoção de um único padrão para redes sem fio de alta velocidade. Esse padrão também é chamado de IEEE WirelessLAN ou ainda WI-FI. O IEEE é uma organização profissional sem fins lucrativos que visa o avanço das mais diversas áreas no campo tecnológico.11. eletrônica. locais públicos e ambientes domésticos. Para que qualquer tecnologia seja amplamente aceita (inclusive a tecnologia de rede sem fio). foi desenvolvida uma tecnologia denominada inicialmente de 802. Intel Atheros entre outras).27 3 WI-FI Nos últimos anos aumentou significativamente o uso das redes sem fio em empresas.

Pelo menos seis produtos comerciais diferentes (com certa compatibilidade entre eles) apareceram usando a especificação original. no entanto ele opera na frequência de 2. Em 2004 iniciou-se o desenvolvimento do padrão 802.11b. Em 1999.28 O padrão inicial deu origem a todos os padrões existentes atualmente. Digital/Cabletron.11a e operava na frequência de 5GHz. No mesmo ano surgiu o padrão 802.4 GHz. e será o sucessor do padrão 802.11b. em contrapartida tinha um alcance de 50m apenas.4GHz. e também define o CSMA/CA2 como o método de acesso ao meio.11a. A figura 4 demonstra algumas aplicações do WI-FI. o padrão 802.11b. É uma forma eficaz de administrar e ordenar o tráfego de pacotes em rede de computadores tendo um impacto relevante no sentido de diminuir as colisões de pacotes. Obviamente que o estabelecimento do padrão IEEE trouxe grande melhoria da tecnologia. que é seu alcance de sinal. que opera na frequência de 2.11 (original) que operava na frequência de 2. uma vez que é totalmente compatível com este.11g possui transferência de dados de até 54Mbps. O padrão 802. Uma porcentagem significativa da capacidade disponível do canal é sacrificada (através dos mecanismos CSMA/CA) para melhorar a confiabilidade da transmissão de dados em condições ambientais diversas e adversas.11g utiliza o melhor do padrão 802. Netware Technologies. mesma taxa do 802. viabilizando a interoperabilidade entre os diversos fabricantes que o seguiram.11n que teve sua homologação aprovada no ano de 2009.4 GHz com alcance podendo chegar a 100m. transmitindo dados com velocidade de 1Mbps ou 2Mbps e um alcance de 100m. Desde o seu surgimento em 1997 com a versão 802. 2 .11g. podendo trabalhar tanto na frequência de 2. foi lançada uma atualização desse padrão que recebeu o nome de 802. Symbol Technologies e Proxim. ou seja. surgiram diversas versões (ROCHA. porém possuía uma menor taxa de transmissão de dados chegando a 11Mbps em compensação o seu alcance chegava a 100m. O padrão 802. e possuía uma velocidade maior na transmissão de dados. de empresas como Alvarion. Breezecom. Lucent. 2005). podendo chegar até 54 Mbps.11g foi disponibilizado em 2003 e é tido como o sucessor natural da versão 802.4 GHz como 5 GHz com taxas de transmissão de dados chegando a 300Mbps. e o melhor do padrão 802.11a que é sua velocidade na taxa de transmissão de dados.

Exemplo de utilização de WI-FI.11b IEEE 802. O quadro 2 demonstra algumas especificações da família 802. .11 (somente) 802.4 GHz DSSS 100m 2.11g IEEE 802.11a (somente) 802. 2008. Fonte: FARIAS.11 IEEE 802.4 e 5 GHz OFDM/MIMO Compatibilidade 802.11n Setembro/2009 Rede sem fio de dados 300 Mbps Setembro/1999 Setembro/1999 Junho/2003 Rede sem fio de dados 54 Mbps Rede sem fio de dados 11 Mbps Rede sem fio de dados 54 Mbps 100m 2.4 GHz FHSS 50m 5 GHz OFDM 2 Mbps IEEE 802.11 IEEE 802.4 GHz OFDM ou DSSS 400m 2.Especificações da família 802.11b/g Quadro 2 .11a Homologação Aplicação Julho/1997 Rede sem fio de dados Taxa Máxima de Transmissão Alcance Freqüência Modulação 100m 2.11 Fonte: adaptado de DANIELYAN. 2007.11b 802.29 Figura 4 .11g 802.

evitando assim a monitoração pelas forças inimigas (SOUZA. por onde o sinal é difundido.2. considerando que a série de canais deste é conhecida pelo receptor. executando o seu espalhamento no espectro de frequências. O sinal espalhado ocupa uma banda maior que a informação original. É feita através dos processos de salto de frequência (Frequency Hopping) ou sequencia direta (Direct Sequence) (Oliveira. com o objetivo de transformar as informações a serem transmitidas num sinal similar a um ruído radioelétrico. e é através das técnicas de modulação que isso é feito. Em um determinado momento.1 Espalhamento Espectral O espalhamento espectral (spread spectrum) é uma técnica de codificação para a transmissão digital de sinais. Com o sincronismo entre receptor e o transmissor. a informação será totalmente recuperada. e deve ser recuperada para sua forma original pelo ponto B. . 3.30 3. um canal desta seqüência é utilizado por curto período de tempo para transmissão dos dados. È necessário garantir o sincronismo de todas as estações. portanto. 2004).2. Foi desenvolvida pelos militares.4 GHz. utilizando igualmente os canais da seqüência. sedo que é gerada uma seqüência pseudo-randômica destes canais.1.1 FHSS O FHSS é uma técnica que utiliza como meio transmissão o rádio de alcance limitado. Isso pode ser assegurado com a utilização de um mesmo gerador de números pseudo-aleatórios. A técnica de espalhamento espectral consiste em codificar e modificar o sinal de informação.2 TÉCNICAS DE MODULAÇÃO É o processo pelo qual os dados originais são modificados para serem transmitidos. 3. Quando uma informação (dado) é transmitida de um ponto A para um ponto B. A banda de freqüência é dividida em 79 canais de freqüência com 1 MHz de largura. apresenta uma baixa relação sinal/ruído. porém possui baixa densidade de potência e. operando na banda ISM (Industrial Scientific and Medical) de 2. ela sofre algum tipo de alteração. durante a segunda guerra mundial. 2006). para que elas mudem para as mesmas freqüências de forma simultânea.

Essa camada é uma das três camadas permitidas pelo padrão 802. ela é um esquema de modulação spread spectrum que utiliza uma portadora de banda estreita para alterar o canal utilizado de acordo com um padrão conhecido tanto pelo transmissor do sinal como para o receptor. Vantagens: • Os canais que o sistema utiliza para operação não precisam ser sequenciais. não comprometendo os demais canais consequentemente a transmissão continua.4GHz. além disso. ou seja.31 fornecendo. .11. Fonte: OLIVEIRA. na verdade ela transforma a representação binária dos dados para sinal de radio adequado para transmissão. 2003). se um canal de transmissão apresentar alguma interferência só é prejudicada a transmissão naquele canal especifico.Funcionamento da técnica FHSS. 2005). Outra característica interessante dessa técnica é que pelo fato de ela transmitir dados por diversos canais que são igualmente espaçados ao longo da banda de 2. Figura 5 . A figura 5 demonstra o funcionamento dessa técnica. maior segurança. • A realização de sincronismo entre diferentes estações é facilitada em razão das diferentes sequencias de saltos.O transmissor irá permanecer numa determinada frequência durante um período de tempo (dwell time) e depois utilizará um curto tempo para pular para próxima frequência (hop time) (BARCELOS. 2004. já que um intruso não poderá espionar as transmissões se não conhecer a sequencia de saltos ou o tempo de parada (ROCHA. • A probabilidade de diferentes usuários utilizarem a mesma sequencia de canais é muito pequena.

cada tempo de bit é dividido em “n” intervalos denominados de chips. Ainda que um ou mais bits do chip sejam danificados durante a transmissão.2 DSSS Assim como o FHSS. O processo de espalhamento espectral por sequência direta é executado multiplicando a portadora de RF com uma sequência pseudo-aleatória também chamada pseudo-noise (PN). QPSK. 2007). • O circuito gerador de frequências (sintetizador) possui grande complexidade.). Cada estação possui uma seqüência pseudo-randômica de “n” bits. chamada seqüência de chips. (Sanches. A técnica DSSS (Direct Sequency Spread Spectrum) consiste em combinar o sinal da informação com um código cuja taxa é bem superior. 2004). uma estação envia uma seqüência de chips. mas permitem maior probabilidade de recuperação dos dados originais. que pode usar uma de várias técnicas de modulação (por exemplo. operando na banda ISM de 2. até 2 Mbps (Oliveira. Os chips maiores exigem maior largura de banda. Para enviar o bit 0.1. BPSK.4 GHz. e a outra função é distribuir os dados pela largura de banda disponível. é enviado o complemento de sua seqüência de chips (ROCHA. a tecnologia incorporada no rádio recupera os dados originais. Desvantagens: • Ocupação maior do espectro em razão da utilização de diversos canais ao longo da banda. esta técnica utiliza a radiofreqüência como meio de transmissão. 3. • O sincronismo entre transmissão e recepção é crítico. Então um misturador duplamente equilibrado é usado para multiplicar a portadora de RF e a informação modulada do sinal (PN). No primeiro. Os receptores não desejados em banda . onde o transmissor gera o código de chip e apenas os receptores que conhecem o código são capazes de decifrar os dados. usando técnicas estatísticas sem necessidade de retransmissão. O código de chip cumpre duas funções principais que é identificar os dados para que o receptor possa reconhecê-los como pertencentes a determinado transmissor. Para enviar o bit 1. 2005). Nela.2. o código PN é modulado sobre o sinal de informação. etc. • Baixa capacidade de transmissão. O resultado é um espalhamento da informação em uma banda maior do espectro.32 • Equipamentos de menor custo.

Vantagens: • O circuito gerador de frequência (sintetizador) é mais simples. pois é realizado através da multiplicação do sinal de informação por um código.Funcionamento da técnica DSSS.2004. • Equipamentos de maior custo (Oliveira. considerando-os como ruídos de potência baixa em banda larga. • Maior capacidade de transmissão.33 estreita ignoram os sinais de DSSS. Fonte: OLIVEIRA. até 11 Mbps. . A figura 6 demonstra o funcionamento do DSSS. pois não tem necessidade de trocar de frequência constantemente. • Maior dificuldade para solução dos problemas de interferências. Desvantagens: • Maior dificuldade para manter o sincronismo entre o sinal gerado e o sinal recebido. • O processo de espalhamento é simples. Figura 6 . 2004).

trabalha-se com uma particular sobreposição espectral de subportadoras. A técnica tem boa eficiência de espectro em termos de bits/Hz e maior imunidade ao esmaecimento de vários caminhos (ROCHA. IEEE 802. 2002). Onde ao invés de serem utilizadas bandas de guarda para a separação das subportadoras na recepção do sinal. .2. o OFDM é utilizado em diversos sistemas de transmissão digital de áudio e vídeo. Hoje em dia. existe ortogonalidade entre as subportadoras. É possível mostrar que tal projeção depende apenas da informação conduzida por esta subportadora (as projeções das outras subportadoras são nulas). 2004). tais como o DAB e DVB-T assim como em sistemas de transmissão de dados sem fios. os dados são enviados em sequencia através de uma única portadora (modulada na taxa dos dados da fonte de informação). 2005). cujo espectro ocupa toda a faixa de frequências disponível. A redução na taxa de transmissão implica em uma diminuição da dispersão no tempo causada por multipercurso (PINTO. a saída deste correlator irá corresponder à projeção do sinal OFDM recebido sobre a subportadora a ele associada. usando modulação QAM ou PSK.34 3. Em um sistema convencional de transmissão. ou seja. a informação conduzida por cada uma delas poderá ser isolada das demais através de um correlator adequado.16 WIMAX (LEITÃO.2 OFDM A técnica de transmissão OFDM (Multiplexação por Divisão de Frequências Ortogonais) surgiu como uma evolução da técnica convencional de FDM (Frequency Division Multiplexing) (PINTO. O sistema de codificação é complexo e se baseia na modulação por deslocamento de fase. Em outras palavras. Considerando sincronização de relógio. é necessário que as subportadoras estejam centradas nas respectivas frequências dos subcanais OFDM.11 WI-FI e IEEE 802. em contraposição ao uso de uma única banda larga. já que as transmissões estão presentes em várias frequências ao mesmo tempo. 2002). a qual se deve ao espaçamento de frequência empregado. a técnica OFDM consiste na transmissão paralela de dados em diversas subportadoras. As taxas de transmissão em cada subportadora reduzem na mesma medida que a quantidade de subportadoras aumenta. para que se tenha ortogonalidade entre os subcanais na recepção. está a maior imunidade à interferência de banda estreita e a possibilidade de utilizar bandas não contíguas. Dentre as principais vantagens da divisão do sinal em muitas bandas estreitas. No entanto. alem de se ter a devida sincronização de relógio. Embora exista sobreposição espectral de subportadoras moduladas. Essa técnica também é considerada uma forma de espectro de dispersão.

3. e é um problema inerente de sistemas sem fio. Porém. dificultando muito a tarefa de extrair informações do sinal recebido. há a necessidade de projetar e criar sistemas mais rápidos. Com o fading. Esse problema é. este experimenta atenuação que pode ocorrer durante a transmissão. causado pela recepção de múltiplas reflexões do sinal transmitido. a potência do sinal recebido varia rapidamente no tempo.35 Como vantagem dessa técnica. Essa economia pode chegar a até 50%. 3 . Figura 8 . exibem comportamento irregular na amplitude do sinal causado pelo fading3. 2008. Figura 7 .11. 2008. a isso denominamos de fading.FDM com 9 subportadoras usando filtros. é possível observar nas figuras 7 e 8 que há uma economia muito grande de banda. em comparação com a técnica FDM. especialmente pelo padrão 802. Fonte: INTEL. comunicações sem fio.OFDM com 9 subportadoras.3 MIMO Com a popularização das comunicações sem fio. Quando um sinal é transmitido através de um canal de rádio. Fonte: INTEL.2. apenas minimizado. em sua essência. que não pode ser corrigido. mais confiáveis ou com menor consumo de energia. ao contrário das com fio.

ainda há a interferência intersímbolo (ou ISI). Por outra parte. A modulação OFDM surge como um mecanismo bom e simples contra a ISI. chamado de camadas. Essa arquitetura. Além desse problema. Ou seja. que consiste em utilizar múltiplas antenas. que é causada pela recepção de um pequeno número de reflexões a partir de objetos remotos. elas oferecem alto desempenho na taxa de dados sem sacrifício de banda (UEMURA. enquanto que a arquitetura STBC proporciona maior confiabilidade na transmissão. aliada à modulação OFDM e a codificação LDPC ajuda a minimizar os problemas mencionados. Duas técnicas bastante utilizadas na tecnologia MIMO são a BLAST e a STBC. que são codificados separadamente e transmitidos simultaneamente de n antenas transmissoras para n antenas receptoras. Na arquitetura BLAST. surge o conceito de MIMO. .36 Sistemas com múltiplas antenas tanto no transmissor como no receptor são uma forma especial de diversidade espacial. um único fluxo de dados é dividido em n subfluxos. tanto no transmissor quanto no receptor. além de aumentar a eficiência espectral (mais bits por segundo por Hertz) e diminuir os custos. A ISI faz com que o receptor receba o sinal original sobreposto por uma versão atrasada do mesmo. A arquitetura BLAST é um sistema wireless para altas taxas de transferência de dados. esta tecnologia é conhecida como MIMO e com ela consegue-se atingir elevadas taxas de transmissão sem precisar de potência ou de largura de banda adicionais. aumentando significativamente a potencia do sinal e a largura de banda. N antenas (geralmente três) transmitem o fluxo de sinal para N receptores. a tecnologia MIMO funciona da seguinte forma. 2008). um melhoramento na confiabilidade do enlace pode ser obtido devido ao fato que os sistemas MIMO fornecem diversidade (ARAGÓN. Para resolver esses problemas. 2006). e processados para separar os fluxos e recuperar os dados originais como mostra a figura 9.

Fonte: UEMURA. Figura 10 - Modelo de canal no sistema MIMO.37 Figura 9 . ao invés de transmitir diferentes fluxos de dados. 2008. Na arquitetura STBC do sistema MIMO. os mesmo fluxos são transferidos por diferentes antenas.Multiplexação espacial na arquitetura BLAST. Fonte: UEMURA. como mostra a figura 10. 2008. aumentando a diversidade e diminuindo a taxa de erros. .

A 802.11a A revisão 802. a 802. etc. devido a pouca disponibilidade dos componentes necessários para criar rádios que operassem em 5 GHz. Como a frequência de 2.11a começaram a ser vendidos no final do ano 2001. Essa revisão não foi muito adotada porque os equipamentos 802.1 802.11 e suas revisões. Além disso. pois elas operam em frequências separadas.11b.11a.11a.11a. Os produtos 802. Porém. e muitas pessoas confundem isso.11g compatível com a 802. dentro dessa hierarquia encontra-se o padrão 802. 802. As revisões são criadas quando é adicionada alguma funcionalidade ou corrigido algum problema da revisão anterior. . e já estavam em franca adoção pelo mercado. 801. possui uma grande vantagem.11b/g. mas foi concluído depois. exceto em casos de equipamentos dual-band (a/b) tri-band (a/b/g).3. ao usar a 5 GHz.11a não é compatível com a 802. 2004).11b também era mais barata que a 802. bem depois dos que seguiram a revisão 802. Por outro lado. o alcance dessa revisão é menor que a 802. o uso da frequência mais alta permite a construção de antenas menores com ganho maior. 3.3 REVISÕES DO PADRÃO 802. e também possui menor capacidade de atravessar obstáculos.4 GHz é muito “lotada”. 2004). A maioria dos equipamentos de médio a grande porte funciona em dual-band ou triband.11b. o uso dessa frequência mais alta tem suas desvantagens. e são especificadas através de letras como: 802.38 3.11a foi aprovada em 1999 segundo (ROCHA. utiliza a técnica de modulação OFDM é superior em propagação do sinal em ambientes indoor4 (ONO.11b.11a utiliza frequência de 5 GHz conhecida como Universal Networking Information Infrastructure. O 802.11c. 2005). 4 Indoor – ambiente fechado: uma sala por exemplo. através de 12 canais e pode atingir taxas de transmissão de 54 Mbps(ONO.11 O IEEE define uma hierarquia de padrões para as redes sem fio. e o seu desenvolvimento foi iniciado antes do padrão 802. a fim de contrapor as desvantagens da frequência mais alta de operação.11b.11b eram mais baratos. além disso a revisão 802.

A 802. a velocidade máxima na prática é de 5. A transição 802. O MAC 802. Logo. Sua principal inovação é o suporte para duas novas velocidades: 5. e começou a ser comercializada no inicio de 2000. embora obstáculos como árvores ou paredes entre os adaptadores e o ponto de acesso possam causar uma queda nas velocidades alcançadas (LIMA.11b foi aprovada em 1999 segundo (ROCHA. Mais recentemente. os fabricantes de equipamentos que seguiram a revisão 802.11b. mas não com FHSS.1 Mbps usando UDP. ele possui as mesmas deficiências.11b é aproximadamente 70% eficiente. Para completar. onde um ponto de acesso comunica-se.11a utiliza o mesmo MAC que o padrão 802. Possui um alcance de 100 metros. esses mesmos fabricantes criaram equipamentos de melhor qualidade. através de uma antena omnidirecional. com alcance de até 8 km.3.39 oferecendo a mesma velocidade nominal.11 DSSS. Por outro lado o 802. Isso significa que as taxas máximas de transferências não são atingidas. A máquinas fastethernet podem diminuir suas velocidades para conversar com portas ethernet. os equipamentos . contra apenas 3 canais no 802.11b é usada primariamente para configurações ponto-multiponto. é possível usar uma configuração ponto-a-ponto.11b A revisão 802.11a de 54 Mbps opera entre 30 e 35Mbps (BARCELOS.11b e com suporte a múltiplas revisões e frequências (equipamentos dual-band e tri-band). já que o FHSS não suporta tráfego a tais velocidades.11a colocaram inicialmente no mercado peças com baixa qualidade/capacidade. 2003). isso permite que mais pontos de acesso sejam utilizados no mesmo ambiente.11a permite um total de 8 canais simultâneos. 2003). Por causa do overhead do CSMA/CA. Com antenas direcionais de grande ganho. Para isso.5 e 11Mbps. 2004). sem que haja perda de desempenho. 3. o DSSS foi escolhido como único modo de transmissão.11b. mas jamais ao contrário (BARCELOS. Por padrão. usando o mesmo método de acesso ao meio CSMA/CA definido na revisão inicial. com alcance comparável a 802. com um ou mais clientes na área coberta pelo ponto de acesso. uma rede 802.9 Mbps usando TCP e 7.11b é semelhante à transição ethernet/fastethernet. Como o padrão 802.2 802.11/802. Esta possui uma velocidade máxima (teórica) de 11 Mbps. A idéia é que este novo padrão tenha interoperabilidade com sistemas 802. 2005).

telefones sem fio. 1Mbps (PASCHOALINI.11b e 802. 1 Mbps caso a qualidade do sinal seja comprometida.11a. mas a presença de um equipamento 802. Nessa frequência operam dispositivos como. desde janeiro do referido ano já havia equipamentos sendo comercializados como “pré-G”. mas possui uma velocidade máxima homologada de transferência de dados chegando a 54 Mbps. 36. esta também trabalha na frequência 2. 9.5. essa extensão foi descontinuada. porém.11b. mas com maior overhead de compatibilidade. 6Mbps.40 que seguem essa revisão operam em 11 Mbps. 18. e até mesmo o forno de micro-ondas que gera uma frequência próxima a 2.11g Em junho de 2003 a revisão 802. Apesar de grande aceite pelo mercado. Muitos fabricantes criaram uma extensão proprietária da revisão. mas revertem para 5. 3. a distância máxima de obtenção da velocidade máxima do sinal (54 Mbps) é bem menor do que na 802.4 GHz. Apesar de o Instituto IEEE aprovar essa revisão apenas em junho de 2003.11b+” com velocidade nominal de 22 Mbps.11g funcionam sem problemas entre si. . Com o desenvolvimento da 802.5 Mbps.11g foi aprovada segundo (ROCHA. adicionando a tecnologia mimo a e chamaram de “802. A modulação desta revisão e algumas mudanças internas permitem alcance um pouco maior que a 802. 24. e a CCK que atinge 11Mbps e fallback de 5. Como as taxas de transmissão mais baixas usam métodos de codificação mais simples e com mais redundância. Ela é similar a 802. a OFDM que atinge taxas de 54Mbps e fallback de 48. Equipamentos 802. baseados no rascunho (draft) da revisão. 12.4 GHz. Assim como a 802.11b. 2. 2005).3 802. finalmente. 2 Mbps e.11b na já “lotada” 2. essas são menos sensíveis a corrupção por interferência e atenuação de sinal. a 802.11b reduz a velocidade da rede toda (gerenciada por um ponto de acesso 802.4 GHz quando é utilizado.11g sofre com os mesmos problemas de interferência que a 802. aparelhos que utilizem tecnologia Bluetooth.11b. 2007).3.11g) para 11 Mbps ou menos. Utiliza duas técnicas de modulação.11g com velocidade nominal superior. tendo como público-alvo grandes empresas.

2008).3. maior eficiência na propagação do sinal (com uma área de cobertura de até 400 metros indoor) e ampla compatibilidade reversa com demais protocolos. O 802.11n promete ser o padrão wireless para distribuição principalmente de mídia (áudio e vídeo). podendo fazer com que os sinais se cancelassem mutuamente. Utilizando a tecnologia MIMO e novas técnicas de codificação.11n podem utilizar dois ou quatros fluxos simultâneos podendo dobrar ou até quadruplicar a taxa de transmissão. os pontos de acesso 802.41 3. pois oferece taxas mais altas de transmissão (até 300 Mbps). . Mas este não é o caso do padrão 802. Graças ao uso do MIMO.11n É o mais novo padrão IEEE homologado na em setembro de 2009. O uso de diversos transmissores transmitindo simultaneamente na mesma faixa de frequência geraria interferência. mas com determinadas alterações. fazendo com que não cheguem exatamente ao mesmo tempo. O receptor utiliza um conjunto de algoritmos sofisticados que fazem o tratamento dos sinais recebidos. alguns fabricantes já vendiam equipamentos chamados de “pré-N” ou “Draft”.4 802. O MIMO permite que o 802.11n cujo equipamento homologado é totalmente compatível com equipamentos fabricados antes de sua homologação (PASCHOALINI. segundo (McCabe. muitas vezes chamado de MIMOOFDM (UEMURA. Para solucionar o problema o MIMO tira proveito da reflexão do sinal. sendo um risco financeiro a aquisição desses produtos. sendo por isso. Apesar de ter sido homologado há pouco tempo. pois durante o seu desenvolvimento até sua homologação. 2009). pelo fato de serem transmitidos por antenas diferentes e se ainda encontrarem obstáculos os sinais fazem percursos diferentes até o receptor. Sua técnica de transmissão padrão é o OFDM.11n e tecnologias similares possam coordenar múltiplos sinais de radio simultâneos. muita coisa pode mudar nessa tecnologia e com isso equipamentos adquiridos antes da homologação podem não funcionar com a versão com a versão homologada. 2007). devido ao uso do esquema MIMO.

Existem dois padrões para transmissão de dados na tecnologia WIMAX que é o IEEE 802. que é uma aliança formada entre diversas empresas. a taxa de transmissão é afetada diretamente pela distância entre transmissor e receptor. para depois disseminar o uso da tecnologia. No processo de padronização. WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é um nome comercial para um grupo de tecnologias sem fio que surgiram da família de padrões IEEE 802.16d aprovado em 2004. e sua taxa de transmissão a 75 Mbps.16e-2005 funcionam com a revisão 802. certifica laboratórios e garante que os equipamentos de diversos fabricantes sejam compatíveis entre si. foi criado o WIMAX Forum. 5 MANs é uma rede de comunicação que abrange uma cidade.16 está em desenvolvimento desde o final dos anos 90 (PIRES. entre outras). e o padrão IEEE 802. o padrão 802. Os dispositivos feitos para a revisão 802. sem a necessidade de visada direta com a estação base. 2006). (dentre elas. France Telecom. Apesar de o termo ter apenas alguns anos de idade. número de usuários conectados e tamanho do canal utilizado (GALVÃO. seu raio de cobertura pode chegar a 50 km.16e aprovado em 2005. mas o inverso não é verdadeiro. para promover o padrão e garantir a compatibilidade e interoperabilidade entre diferentes fabricantes. Em condições reais. Em 2001.1 HISTÓRICO É uma tecnologia padronizada de rede sem fio que permite a comunicação fixa ou móvel entre um ou mais pontos. apenas as camadas física (PHY) e MAC são especificadas. que trata de conexão para dispositivos móveis. Alcatel.16. Siemens. O WIMAX fórum é o órgão que testa a tecnologia. AT&T Nokia.42 4 WIMAX É uma rede metropolitana sem fio que é especificada pelo padrão IEEE 802.16 WirelessMAN. Fujitsu. sendo o padrão para transmissão sem fio ponto-a-ponto e pontomultiponto para estações fixas. Intel. 2007). Motorola. 4.16d-2004. Esse padrão foi criado como uma solução para as MANs5. .

mas poderá ser utilizada com tecnologias proprietárias. a taxa de transmissão é afetada diretamente pela distância do cliente à antena transmissora.5 GHz que é licenciada possui um alcance aproximado de 18 a 20 Km com linha de visada 6(LOS). e 6 a 7 Km sem de visada.5 GHz não possui equipamentos de WIMAX (certificados pelo WIMAX Forum). 2006). Utiliza tecnologia de radiofrequência. os quais contêm diversos computadores interligados em sub-redes locais (SCHWEITZER. A frequência de 3. onde o padrão 802.11 de forma indoor.2 VISÃO GERAL Redes de área metropolitana (MANs . Ericsson.16 foi projetado para trabalhar de forma outdoor e o padrão 802. quantidade de usuários conectados à rede. Motorola. Estas redes possuem um tamanho maior do que as redes locais (LANs) e suas funcionalidades também diferem. porque os ambientes para os quais essas redes foram projetadas para operar são distintos. sem obstrução alguma de sinal.8 GHz que não é licenciada possui um alcance aproximado de 7 a 8 Km com linha de visada (LOS) e de 3 a 4 Km sem linha de visada. A frequência de 5. em um raio de 50 km. sem linha de visada o alcance pode cair para 9 a 10 Km. As MANs freqüentemente conectam prédios. Samsung e Siemens.11. Em condições reais. incluindo nomes como Alcatel-Lucent.43 No inicio. WIMAX também não conflita com o padrão 802. utilizando um canal de 20 MHz. e pode (em condições ideais) transmitir dados a uma velocidade de até 75 Mbps. O WIMAX é uma tecnologia para redes metropolitanas sem fio. Para uma conexão efetiva a frequência de 2. 4. A frequência 10. mas sim o complementa.5 GHz também licenciada possui um alcance aproximado de 12 a 14 Km com linha de visada (LOS).Metropolitan Area Network) são redes que espalham sua abrangência por vários quilômetros e cobrem partes de cidades. 6 . obstáculos que impeçam a passagem do sinal e tamanho do canal utilizado. Linha de Visada é quando uma antena transmissora fica alinhada diretamente com o seu receptor. por ser baixa é a de melhor alcance. juntamente com WI-FI. A figura 11 mostra a utilização de tecnologia WIMAX. o WIMAX Forum era composto de apenas alguns fabricantes de equipamentos menos expressivos e apenas duas grandes companhias (Intel e Fujitsu). Nortel. hoje há mais de 400 membros.

44 Figura 11 . • Backhaul para rede celular.Exemplo de utilização de WIMAX. e a figura 13 mostra as possibilidades de utilização do mesmo. 2004. segurança (através de protocolos de criptografia e suporte à vários métodos de autenticação) e funcionamento em frequências licenciadas e nãolicenciadas. • Conexão de hotspots WI-FI com a Internet.16. • Acesso móvel à Internet. A figura 12 mostra o roadmap do 802. Os principais usos em potencial são: • Alternativa a DSL e Cabo para acesso a Internet. Fonte: PRADO. . Essa tecnologia define suporte a QoS.

2006.16. 2006.45 Figura 12 . Figura 13 . . Fonte: WIMAX Forum.Possibilidades de utilização. Fonte: WIMAX Forum.Roadmap do 802.

4. enquanto maximiza a vazão de dados. 2008). suporte à segurança da comunicação.1 Subcamada de convergência específica (CS) Esta subcamada inclui as funcionalidades específicas de adaptação necessárias aos possíveis clientes da rede WIMAX. realiza as funções de adaptação do link e pedido automático de repetição. Como essa subcamada é sem fio. quando entra na rede cada cliente (Subscriber Station ou SS) cria uma ou mais conexões sobre as quais os dados são transmitidos de estação base (BS ou Base Station) para estação base. CPS e Segurança) que serão explicadas nos tópicos seguintes. suporte ao ajuste adaptativo das técnicas de transmissão digital em função do meio de transmissão. O protocolo da subcamada MAC é orientado a conexões. mas os detalhes da transmissão e recepção são deixados ao componente físico (PHY)” (Sanches. A subcamada MAC define a utilização dos recursos da conexão sem fio e fornece a diferenciação no QoS (IEEE Std 802. “O componente MAC é um conjunto de regras para determinar como acessar o meio e enviar dados.46 4. 2004). adaptação de tráfego de outras tecnologias para a rede WIMAX. que dá suporte a camadas de rede em modo de transferência assíncrona (Asynchronous Transfer Mode ou ATM). escalonamento e alocação dinâmica de recursos de transmissão. Estas funcionalidades são ditas específicas porque diferem para cada tecnologia de comunicação de dados. Por fim. controle de acesso e transmissão de informações e suporte a topologia de rede. (Oropeza.16 fornece uma interface independente da mídia usada para a camada PHY. a fim de manter as taxas de bit de erros sobe controle. O MAC é uma subcamada que se encontra dentro da camada de enlace e possui três divisões (CS. com a tarefa de criação de unidades de dados do protocolo (Protocol Data Unit ou PDU). redes celulares e baseadas em pacotes. Atualmente apenas duas especificações da subcamada de convergência (CS) estão disponíveis: a ATM CS e a Packet . A subcamada MAC ainda cuida do acesso à rede para cada cliente que entre ou sai dela.16 – 2004.3. 2007). A subcamada MAC do padrão 802. o foco principal é gerenciar os recursos do link de um modo eficiente. ela provê ainda uma subcamada de convergência. Além disso. multiplexação de fluxos de tráfegos em conexões.3 SUBCAMADA DE CONTROLE DE ACESSO AO MEIO (MAC) As principais funções da camada MAC são: suporte à qualidade de serviço.

16 – 2004. A BS é protegida contra acessos não autorizados aos serviços de transporte de dados forçando a encriptação dos serviços de fluxo da rede. O PKM utiliza certificação digital X. PPP. A primeira é uma interface lógica que associa diferentes serviços ATM com a subcamada de convergência comum da MAC. suporte a camada física. são empregados protocolos de encapsulamento. Esse protocolo é utilizado pela SS para obter autorização e tráfego dos dados da chave da BS. inicialização das estações.16 – 2004.509. 2004).3. construção dos dados do MAC. Essa foi especificamente definida para dar suporte a convergência dos PDUs gerados pelo protocolo da camada ATM (IEEE Std 802. suporte ao ajuste adaptativo das técnicas de transmissão digital em função do meio de transmissão (ABPs – Adaptive Burst Profiles). para encriptação de pacotes de dados (este protocolo também define as criptografias suportadas). 2004). 4.47 CS. 2004).3. reautorização periódica e atualização de chave. A Packet CS é usada para o transporte de todos os protocolos baseados em pacotes. algoritmos de autenticação. como: IP. suporte ao multicast e suporte à qualidade de serviço. estabelecimento e manutenção de conexões. Ethernet.2 Subcamada de convergência comum (CPS) Esta subcamada inclui funcionalidades comuns de adaptação necessárias aos possíveis clientes de rede WIMAX. 4. algoritmo de encriptação de RSA de chaves públicas e fortes . Estas funcionalidades são comuns porque são as mesmas para todas as tecnologias de comunicação de dados (IEEE Std 802.3 Subcamada de Segurança Essa subcamada fornece privacidade aos assinantes da rede através da encriptação das conexões entre as SS e a BS (IEEE Std 802.16 – 2004. e regras de aplicação destes algoritmos no MAC PDU payload. Nesta subcamada. Também é utilizado um protocolo de gerenciamento de chaves (Key Management Protocol – PKM). Dentre as principais funções desempenhadas pela subcamada CPS estão: escalonamento e alocação de dinâmica de recursos de transmissão.

utilizará o esquema QMA-16 e para as SSs que estiverem a uma distância mais curta.48 algoritmos de encriptação para atuar na troca de chaves entre a SS e a BS (THAPLIYAL. OFDM e OFDMA. Esta camada física pode ser descrita com maiores detalhes. o perfil escolhido é o QAM-64. 2006). onde os parâmetros de transmissão podem ser ajustados de acordo com cada estação (Figueiredo.16.4 CAMADA FÍSICA (PHY) A camada física (PHY) da pilha de protocolo segue as especificações do padrão 802. . São especificados quatro padrões de camada física para o WirelessMAN: SC. 2004). QAM16 e o QPSK. como estrutura de multiplexação. correção de erros e definição do espectro de frequência. A escolha dessa modulação está condicionada diretamente à qualidade do enlace. opera com linha de visada. vazão. Podem-se utilizar vários perfis de transmissão adaptativa (ABPs – Adaptive Burst Profiles) ou modulação adaptativa. SCa. 2005). 4. Nos casos onde se deseja qualidade do enlace elevada. Esse sistema de perfil também leva em conta a distância da SS até a BS. Estações que estiverem mais longe da BS. utilizarão o esquema de modulação QPSK. o FDD e o TDD (IEEE Std 802. 2006).1 Camada PHY WirelessMAN – SC Trabalha na faixa de frequência que varia de 10 GHz a 66 GHz. sincronização de transmissores e receptores. Este esquema de ABPs possui três tipos de modulações diferentes: o QAM-64. e SS que estiverem a uma distância mediana da BS.162004. o esquema a ser aplicado é o QAM-64 (Figura 14) (Figueiredo. analisando as especificações de cada divisão com as quais ela pode trabalhar. 4. suporta dois tipos de métodos de duplexação. o perfil ideal é o QPSK e para enlaces onde há possibilidade de atenuação de sinal é utilizado o QAM-16. onde os enlaces requerem estabilidade e qualidade da conexão.4.

tanto a detecção quanto a correção é feita pelo receptor.16-2004. Suporta modulação adaptativa (ABP) e técnica de correção de erros antecipadas FEC.49 Figura 14 . isso só pode ser feito devido à outra técnica que é a Reed-Solomon GF (256). devido a sua faixa de frequência. É baseado em transmissão por SC ou única portadora. 2006. O downlink utiliza a técnica de TDM ou TDMA e o uplink utiliza TDMA. a WireleessMAN-SCa opera nas faixas de frequência abaixo de 11 GHz e suporta dois métodos de duplexing FDD e TDD.Modulação Adaptativa. .2 Camada PHY WirelessMAN – Sca Segundo (IEEE Std 802.16-2004). 4.4. que acrescenta alguns bits extras aos dados antes da transmissão. é capaz de trabalhar sem linha de visada. A FEC é utilizada no downlink e no uplink acrescentando melhorias nas estruturas dos quadros para poder contornar a condição de transmissão sem visada de linha NLOS (IEEE Std 802. Fonte: Figueiredo. 2004). esta técnica consiste em realizar as correções de erros sem retransmissão da mensagem através do uso de códigos de redundância.

aceitando operações tanto em modo FDD e TDD.162004. sendo que nem todas são utilizadas para transmitir os dados. que é definida tanto para o UL quanto para o DL (IEEE Std 802. A camada PHY OFDM dá suporte à utilização de subcanais no link de upload. (IEEE Std 802. tanto para o uplink como para o downlink. as mensagens de broadcast são às vezes transmitidas simultaneamente (em subcanais diferentes) como dados. e também opera sem linha de visada. 2004). que é composto por um ou mais PHY PDUs. Essa camada possui as mesmas características (esquemas de codificação. apenas 200 delas. cada uma usando um esquema de subcanalização.16-2004. utiliza o modelo de modulação OFDMA mas com um número muito maior de subportadoras: 2048. Essa camada funciona com duplexação com divisão por tempo e por frequência ( TDD e FDD). O padrão dá suporte a cinco esquemas diferentes de subcanalização. As restantes são utilizadas como subportadoras de guarda. O termo Mutiple Access é devido ao elevado número de portadoras (IEEE Std 802. com exceção da subcanalização. Um quadro consiste de um Downlink Subframe.16-2004. devido ao número diferente de esquemas de subcanalização. A estrutura do frame do OFDMA é similar à anterior. 2004).4. com suporte a clientes com FDD ou meio FDD (Half-Duplex FDD). que transmite em múltiplos canais espaçados ortogonalmente e ao mesmo tempo.4 Camada PHY OFDMA A camada PHY WirelessMAN-OFDMA tem suas faixas de frequência abaixo de 11 GHz. com um total de 16 canais. com o aceite do MIMO como diferencial. A subcamada MAC é responsável por dividir o frame em zonas e comunicar essa estrutura presente nos DL-MAP e . Além disso. que é composto por um único (PHY PDU). A transmissão OFDM possui 256 subportadoras. 4. o frame é dividido em zonas. Trabalha em faixas de frequência abaixo de 11 GHz. 2004).50 4. Suporta ABPs e FEC. 2007). Assim.3 Camada PHY WirelessMAN – OFDM WirelessMAN-OFDM baseada em um outro esquema de modulação o OFDM. e um Uplink Subframe.4. modulação e itens opcionais) da PHY OFDM. evitando interferências (Wikipedia.

devido à natureza de mobilidade planejada para essa revisão. além de especificar novas aplicações. estabelecendo a mesma interface com as camadas mais altas e especificando as camadas físicas e de acesso ao meio. e também uma zona MIMO.16a até a 802. e sua primeira versão foi homologada em 2001 segundo (IEEE Std 802.16 O padrão WIMAX compreende as várias revisões do protocolo. Depois surgiram novas versões com o intuito de resolver problemas relativos à versão anterior. 4. 2004). o IEEE 802.16d-2004 e 802. Assim como na PHY OFDM. essa camada era a provável para a revisão porém.16d e 802.16e.1 PADRÃO IEEE 802.16e que serão abordados nos capítulos seguintes. Durante o desenvolvimento da revisão 802. É chamado também como WIMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access – Interoperabilidade Mundial para Acesso de Microondas) que faz referência ao nome do grupo formado para promover o padrão. 2002).16-2004.51 UL-MAP para os clientes (IEEE Std 802. Hoje há dois perfis em utilização.5 PERFIS DO PADRÃO 802. Da mesma forma que o IEEE 802. desde a 802.x. o 802.16 acompanha os outros padrões da “família” 802. 4.5. .16 é o padrão que especifica as redes sem fio metropolitanas (WMan). A primeira versão foi projetada para utilização em topologia ponto-multiponto.11.16 O padrão IEEE 802.16e-2005.16e-2005. Hoje há dois perfis em utilização. há zonas de diversidade de transmissão e AAS opcionais. o 802. atuando em frequências de 10GHz – 66GHz.16 – 2001. a camada escolhida foi a SOFDMA.

Esse padrão pode ser referenciado como “fixed wireless”. Agrega as modificações para o suporte de antenas com tecnologia MIMO.16-2004. que permite o aumento de confiabilidade e do alcance com multipercurso. fornecendo alternativa de banda larga sem fio na última milha.16a e 802. O padrão IEEE 802.5. Especifica as regras de interoperabilidade nas frequências até 66 GHz (com foco nas frequências até 11 GHz). Grande parte dos projetos desenvolvidos atualmente está voltado para a utilização de freqüências no espectro não licenciadas com o principal objetivo de diminuir o custo do projeto de implantação tornando a convergência para este tipo de tecnologia mais viável e atrativo em um momento onde os equipamentos para a tecnologia WiMAX ainda possuem um custo muito elevado. Teve os primeiros equipamentos homologados em 2006 e fornece taxa de transmissão de até 70 Mbit/s por estação rádio-base (IEEE Std 802. 2004). foi criado com a intenção de substituir e consolidar os padrões 802.16d opera nas bandas de freqüência não licenciadas de 5. porque é usada uma antena montada no local do assinante do serviço.2 PADRÃO IEEE 802. O IEEE 802.16d Publicado em 2004 segundo (IEEE Std 802. sendo ainda uma arquitetura voltada para a implementação em redes metropolitanas (SANTOS. 2005).16c em um único padrão. 2004).16 – 2004. ou rede sem fio fixa. diminuindo o consumo de energia em relação aos padrões anteriores. além de possibilitar instalações com uso de antenas indoor. O padrão suporta uma modulação adaptativa com diversas taxas de transmissão.5GHz. A antena é montada no telhado ou em uma área livre similar a uma antena de televisão por satélite. possibilitando melhor uso do espectro e diversificação da base de usuários.52 4. A modulação pode ser ajustada quase que instantaneamente para uma melhor transmissão. No Brasil o padrão WiMAX 802.16-2004 é desenhado para acesso fixo.16-2004 também cobre instalações dentro de prédios (indoor installations) (FAGUNDES. 2006). . 3.8GHz e licenciadas de 2.5GHz e 10GHz.

16 usa S-OFDMA (Acesso de Multiplexação por Divisão de Frequência Ortogonal por Escalabilidade) tanto no download como upload. que é similar ao OFDM pelo fato de que ele divide as portadoras em várias sub-portadoras.16d. 2006). assim como hard-handoffs e soft-handoffs (QUADROS. 2005). . o IEEE 802.53 Figura 15 . por uma tecnologia MAN (Metropolitan Area Network). O OFDMA escalável (SOFDMA . de 1. 2006. No entanto. é o padrão de acesso sem fio de banda larga móvel do WIMAX. 4.16e oferece suporte aprimorado para Múltiplas entradas e saídas (MIMO) e Sistemas de Antenas Adaptável (AAS). Fonte: Figueiredo.25 a 20 MHz(INTEL 2008). A distribuição da portadora em modo OFDMA é projetada para minimizar o efeito da interferência em dispositivo com antena Omnidirecional.5. Esse padrão utiliza o Acesso Múltiplo por Divisão Ortogonal da Frequência (OFDMA).Scalable OFDMA) é embutido no padrão para suportar larguras de banda escaláveis. móveis e fixas.16e – 2005. A camada física adotando OFDMA é superior quanto à multipercursos em ambientes sem linha de visada (NLOS).16e Publicado em 2005 segundo (IEEE 802. o OFDMA vai um passo além ao agrupar diversas sub-portadoras em sub-canais.Utilização do padrão 802. O padrão 802.3 PADRÃO IEEE 802. Além disso. sendo uma solução de banda larga sem fio que admite a convergência de redes banda larga.

2004). em conjunto com esquemas de subcanalização. como VoIP. indo e vindo ao longo do seu condutor. codificação avançada e modulação. Smart Cards. incluindo: SIM/USIM cards. A mobilidade deste padrão homologado pelo IEEE suporta esquemas otimizados de handover com latências menores que 50 MS para garantir aplicações em tempo real. Transfere energia de um circuito para o espaço e vice-versa (VIEIRA. um transmissor de TV. que permitem QoS baseado em IP. com rápida oscilação. subcanalização e esquemas de sinalização provêem mecanismo flexível para agendamento ótimo de recursos de espaço.6 ANTENAS Uma Antena é o elemento de uma ligação via rádio responsável pela radiação ou pela recepção de ondas radioelétricas. por exemplo. de 1. Já quando ligadas a um receptor. fim-a-fim. 2006). freqüência e tempo sobre a interface aérea. O padrão cria sistemas flexíveis e poderosos de segurança. Os modelos mais atuais de transmissão utilizam esquemas onde a etapa transmissora e receptora usam múltiplas antenas em ambos os lados da comunicação este modelo é adotado no sistema WiMAX. Autenticação EAP. O padrão adota diferentes possibilidades de faixas. criptografia AES-CCM. quando ligados a um transmissor como. Multiple-Output as antenas utilizadas nestes sistemas também são conhecidas como antenas inteligentes (SANTOS. Suporta diferentes grupos de credenciais de usuário. quadro a quadro.25 a 20 MHz. radar e entre outros. o processo contrário ocorre convertendo as ondas em sinais elétricos. A qualidade de Serviço (QoS) define Service Flows.54 Utiliza técnicas MIMO de diversidade espacial de antenas. Adicionalmente. 2006). sendo amplificados e decodificados pelo aparelho receptor. Digital Certificates e esquemas usuário/Senha. Os sinais elétricos são convertidos em onda magnética. rádio. 4. Está técnica e chamado MIMO .Multiple-Input. O transmissor produz o sinal na forma de corrente alternada. As ondas emitidas pelo transmissor ao se propagarem passam por diferentes caminhos onde podem se refletir em vários obstáculos naturais ou não até chegar ao destino (SANTOS. . O principal objetivo das antenas é transmitir ou receber ondas de rádio. sem degradação de atuação. ou seja. Admitindo que o padrão se adapte às diferentes realidades mundiais de alocação de freqüências.

trabalham em áreas amplas ou em aplicações multiponto. As antenas direcionais são também chamadas de antenas setorizadas. Estas várias reflexões podem ser definidas como interferências no sinal original emitido pelo transmissor. estas interferências são definidas como interferências de multipath . projetas para dividir a área de cobertura circular em setores. com o ângulo de abrangência que pode ser de 30º. que se irradia pelo ar. quanto maior for a potência da antena menor será o seu ângulo de irradiação vertical. Quando atinge uma antena receptora. acompanhando as oscilações da onda.6. o mesmo pode ser curto ou amplo (longo e estreito). Omnidirecionais são antenas que cobrem 360º no plano horizontal. ao oscilar na antena de transmissão. sendo ideal para o perfil 802. 4. a fim de facilitar a alocação e o reuso. onde não é necessário ter linha de visada. mas pode ser amplificada pelo aparelho receptor. É a ideal para uso em ambientes outdoor que necessitem cobrir longas distâncias. 2005). a onda eletromagnética induz nela uma pequena corrente elétrica que se alterna para frente e para trás ao longo da antena. 2007).múltiplos caminhos (SANTOS. Em contrapartida. . 2006). maior será à distância.55 As ondas emitidas pelo transmissor ao se propagarem passam por diferentes caminhos onde podem se refletir em vários obstáculos naturais ou não até chegar ao destino. quanto mais estreito for o sinal. Essa corrente é muito mais fraca do que a presente na antena transmissora. Com relação ao sinal.1 Tipos de Antenas As antenas utilizadas em redes sem fio são divididas em direcionais e omnidirecionais (RIBEIRO. 90º ou 120º graus. Geralmente as antenas setorizadas são utilizadas em arquitetura ponto multiponto (OLIVEIRA. e é medida em Gigahertz (no caso do WIMAX). 60º. as antenas direcionais concentram o sinal em uma única direção. A frequência da oscilação pode ir desde milhares de vezes por segundo até bilhões de vezes por segundo. esse tipo de antena é utilizado em estações base. uma vez que o sinal já não terá mais as mesmas características quando encontrar o receptor. Normalmente.16e onde a antena se comunica com os dispositivos móveis dentro do raio de cobertura. porém é necessário se ter linha de visada para garantir que o sinal se propague com eficiência em todo o seu percurso. a corrente produz uma onda eletromagnética em sua volta.

Antenas. do ambiente envolvido e da distância que se deseja atingir. caso uma pessoa esteja atrás de algum obstáculo. Nas ondas sonoras.1 Difração A Difração ocorre quando uma onda é propagada em uma superfície. 4. Fonte: Sanches. A difração pode ocorrer com qualquer onda.7 MECANISMOS DE PROPAGAÇÃO Os mecanismos de propagação são os meios pelos quais os sinais são transmitidos. e nessa superfície há um obstáculo dotado de estreita abertura. A onda que passará por essa abertura não será afetada e se manterá em linha reta. que não seja uma porta antirruído ou alguma sala que possua o sistema que bloqueia a passagem de som. atingindo um determinado raio de propagação. 4. 2008. a voz será ouvida pela outra pessoa que a escuta do outro lado do obstáculo.56 Figura 16 . porém cada tipo de onda terá um sintoma diferente. dependendo da frequência utilizada. Há difração .7.

Por esse motivo. Consiste no retorno da energia incidente em direção à região de onde ela é oriunda. 2008).7. É possível explicar a difração pelo princípio de Huygens. Fonte: LOURENÇO. porém é difícil perceber. 4. 2008. Nesse princípio. Figura 17 . 2008). contornando o obstáculo (KISELEV. após entrar em contato com uma superfície refletora (SOARES. A energia pode tanto estar manifestada na forma de ondas como transmitida através de partículas. .2 Reflexão O fenômeno da reflexão consiste na mudança da direção de propagação da energia (desde que o ângulo de incidência não seja 0º).57 também na luz.Difração. óptico ou sonoro. a reflexão é um fenômeno que pode se dar por um caráter eletromagnético. pois os obstáculos e aberturas em que a luz incide são normalmente maiores em relação ao seu comprimento de onda (figura 17). quando os pontos de uma abertura ou de um obstáculo são atingidos pela frente de onda eles tornaram-se fontes de ondas secundárias que mudam a direção de propagação da onda principal.

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4.7.3 Interferências

Há dois campos em uma onda de rádio: o campo elétrico e o campo magnético. Esses dois campos estão em planos perpendiculares um ao outro. Campo elétrico-magnético é a soma dos dois campos e a energia é transferida continuamente entre os dois campos num processo conhecido como oscilação (figura 18). O plano paralelo ao elemento da antena é chamado Plano-E enquanto que o plano perpendicular ao elemento, chamado de Plano-H (FARIAS, 2008).

Figura 18 - Interferência. Fonte: FARIAS, 2008. A relação entre direção, posição e à superfície da terra é capaz de determinar a polarização da onda, que é a orientação do campo elétrico de uma onda de rádio com respeito a sua direção de propagação, e isso é determinado através da orientação e estrutura física da antena. (FARIAS, 2008). O campo elétrico é paralelo ao elemento de radiação de forma que se a antena é vertical a polarização é vertical. Na polarização vertical o campo elétrico está perpendicular a terra e na polarização horizontal o campo elétrico está paralelo a terra. (FARIAS 2008).

Nas WLAN’s utiliza-se a polarização vertical, pois essa técnica diminui as perdas de sinal. Para que isso ocorra, as antenas transmissoras e receptoras devem ser polarizadas da mesma forma, isto é ambas verticalmente ou ambas horizontalmente e normalmente é elíptica. Polarização elíptica ocorre quando a antena varia na polarização da onda de rádio que está transmitindo ao longo do tempo.

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5 WIMAX VS WI-FI

A grande dúvida que poderia surgir entre esses dois padrões é se estes vieram para competir entre si, ou se eles seriam complementares. Apesar de estarem inseridos em um mesmo contexto, cada padrão está destinado a resolução de problemas diferentes.

5.1 VISÃO GERAL

O WIFI foi desenvolvido com o intuito de se criar um meio de transmissão de dados que não utilizasse fios, pois os equipamentos eletrônicos estavam ficando cada vez mais modernos, e o meio de comunicação entre eles através do cabo já não era tão atrativo, então surgia a de transmissão de dados sem fio. Essa tecnologia foi desenvolvida para operar em ambientes fechados, (indoor) como escritórios, apartamentos e residências, mas teve uma aceitação tão grande pelo meio coorporativo que seu uso saiu dos ambientes indoor, e passou a ser utilizado em ambientes abertos (outdoor). Como o WIFI tinha sido projetado para ambientes indoor, mas seu uso era cobiçado de forma outdoor os fabricantes de equipamentos, tiveram que desenvolver meios para solucionar isso e encontraram nas antenas externas de transmissão, uma forma rápida e prática para resolver esse problema. Dessa forma tornou-se possível utilizar essa tecnologia em ambientes outdoor. Mas com o passar dos anos, o volume de dados para essas transmissões cresceu de forma espetacular, as distâncias e obstáculos entre as antenas foram ficando cada vez maiores, tornado o uso outdoor dessa tecnologia muito mais complexo, e praticamente sem uma solução apropriada para manter sua utilização dessa maneira, então foi necessário criar uma outra solução para resolver estes problemas, surgindo então o WIMAX. WIMAX surgiu como uma solução para o problema que o WIFI já não resolvia mais, que é a operação em ambientes outdoor. Essa tecnologia foi totalmente projetada para operar em ambientes abertos a longas distancias e com altas taxas de transmissão de dados resolvendo o problema com qual se deparou o WIFI, pois o WIMAX não necessita de visada direta para manter um sinal de transmissão a longas distancias, aproveitando melhores técnicas de modulação desenvolvidas para seu uso, além de possuir outras funcionalidades

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para trabalhar em ambientes abertos, como suporte a um maior números de usuários conectados por cada estação e possuir QoS nativo para transmissão de voz e vídeo. Então são duas tecnologias que se complementam, e uma não interfere com a funcionalidade da outra. Ou seja, o WIMAX não foi desenvolvido com o interesse de acabar com o WIFI, e sim com o interesse em resolver um problema que o WIFI não conseguia mais. Porque a primeira foi projeta para operar em ambientes fechados e a segunda em ambientes abertos, justamente para resolver o problema, dessa forma não existe a possibilidade de concorrências entre ambas, mas sim de complementação.

A grande diferença entre essas duas tecnologias é que elas foram criadas para aplicações completamente diferentes. Se analisar as características dos dois padrões, nota-se que o 802.16 tem uma abrangência bem maior, na casa dos kilômetros, sendo assim tendo como crucial algumas características como segurança e privacidade das informações transmitidas. Este padrão usa um sistema que analisa a relação sinal/ruído para adaptar-se à melhor transferência das informações, com isso pode-se assegurar que é uma tecnologia apropriada para dar acesso a banda larga sem fio em grandes áreas ou áreas metropolitanas (BWA), competindo com tecnologias como cable modens e xDSL (PASCHOALINI, 2007).

Figura 19 - Abrangência dos padrões 802.x Fonte: PASCHOALINI, 2007.

A figura 19 define a abrangência de cada padrão, observando que os padrões 802.11 e 802.16 tem abrangências diferentes, sendo que o 802.11 atende áreas locais Local Area

16 é destinado a áreas metropolitanas Metropolitan Area Network (MANs). . A combinação dessas duas especificações.11 (PASCHOALINI. 2007). e o 802.61 Network (LANs). padrão mais área de cobertura.16 e Wireless Local Area Network (WLAN) para o padrão 802. resulta em uma nomenclatura conhecida como Wireless Metropolitan Area Network (WMAN) para o padrão 802.

afirmam que seria quase 70% mais caro.2 SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS Como trabalhos futuros.16. ficou claro que o padrão 802.11 e 802. alguns fabricantes afirmam que uma rede WiMAX custaria um décimo de uma rede celular 3G de mesmo tamanho. sugeri-se a análise de parâmetros reais de uma rede 802. transportar tráfego de telefonia celular e fornecer acesso à Internet quando o usuário estiver em locomoção. Pode ser usado como alternativa a conexões como DSL e cabo.11 já é uma solução utilizada amplamente no mercado. O padrão 802. outra via de trabalho pode ser . esse tipo de solução possui sucesso limitado. a parte prática do trabalho foi trocada por um estudo comparativo entre o padrão 802. Com a demora da padronização do padrão 802. Com o QoS nativo. na venda das licenças de uso do serviço no Brasil. pelo menos no momento. 6. tanto técnica quanto comercial. é possível encontrar provedores que montaram redes metropolitanas usando equipamentos do padrão 802.16.16. Já outros. devido ao atraso.62 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. Porém. devido às especificações do protocolo ser apropriada para redes locais e não metropolitanas. e a escassez de material prático disponível. Sem o leilão definitivo da ANATEL.16. ainda pode ser uma boa opção para transportar tráfego VoIP. Por fim.16. Pode-se também simular o funcionamento de uma rede WIMAX através do software NS-2 (Network Simulator). para os fins mais diversos. essa informação torna-se indisponível. que é um serviço com demanda crescente. pois.11 e antenas direcionais de longo alcance.1 CONCLUSÃO O planejamento inicial para este TCC era realizar um estudo teórico e prático da tecnologia 802. que persiste até hoje.16 não é apenas expectativa. Um item que não ficou claro no material pesquisado foi a questão de custos do padrão 802. servir de backhaul para hotspots Wi-Fi. Porém. e sim um padrão com muita viabilidade. Com o que foi possível estudar no trabalho. disponível online gratuitamente.

.16. tanto para clientes quanto para provedores.11 quanto 802. que estão em desenvolvimento. e analisar os benefícios e oportunidades que elas podem trazer.63 estudar as revisões dos padrões tanto do 802.

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