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DA PROPRIEDADE

Todo homem tem por direito uma “propriedade”, que é dado, que é da natureza, e ele pode ampliar sua propriedade com sua obra, seu trabalho, e será sua. É dado por Deus e será do homem o tanto quanto ele consiga trabalhar para seu uso e sustento. O que exceder será ultrapassado pela parte que lhe cabe e será, portanto de terceiros. O trabalho é que atribui o valor a propriedade, não uma terra vazia, abandonada, e sim aquela que possui produtos úteis na terra, farelo e pão, trigo, etc. A maior parte das coisas úteis para os homens, de real valor é perecíveis, daí o homem descobre o ouro, a prata e o diamante e lhe atribui valor por ser durável, por poder guardar e não estragar, usando com isto para trocar por sustentáculos da vida, verdadeiramente úteis, mas perecíveis. Assim originou o uso do dinheiro, onde se troca algo duradouro por algo útil, porém perecível. Em comparação o ouro, a prata e o diamante, são de pouca utilidade em comparação com o alimento, vestuário, transporte, e que somente teve valor devido ao consenso dos homens. Com isso os homens puderam ter mais terras com posse desigual, lhe cabendo o excesso por terem comprado com o ouro e com isto não causando danos a terceiros, porque os governos regulam leis de propriedade e constituições positivas determinam a posse da terra.

DA SOCIEDADE POLÍTICA OU CIVIL

O homem nasce com a liberdade de todos os direitos e privilégios da lei da natureza, e todos tem o igual poder de não só preservar sua propriedade, ou seja, a vida, a liberdade e os bens, contra danos e ataques de outros homens, mas também de castigar as infrações dessa lei por outros infringidas. Só haverá sociedade política quando cada um dos membros de uma comunidade renunciar ao poder natural que lhe cabe passando-o para as mãos da comunidade em todos os casos que lhe impeçam de recorrer a proteção da lei por ela estabelecida. Todos que estão unidos em um corpo, tendo a lei para apelar, com o poder de decidir controvérsias e punir os ofensores, estão em sociedade civil e os que não têm estão em estado de natureza, sendo cada um, onde não há outro juiz para si e nem executor. Com isso a comunidade consegue punir conforme cada infração e por meio de um julgador, estabelecer o castigo necessário cometido por membros dessa sociedade, tanto quem faz parte dela como os que não fazem e tendo o poder de guerra e paz, tudo em prol de preservar a propriedade de todos os membros dessa sociedade. E aqui temos a origem dos poderes legislativos, e executivos de uma sociedade.

se forma a sociedade política onde a maioria tem o direito de agir e resolver por todos. e só saem fora deste estado quando renunciam ao estado de natureza para formarem uma sociedade civil. Nessas condições. ou mediante algum ato público. iguais e independentes. DO COMEÇO DAS SOCIEDADES POLÍTICAS Os homens. . para que fique dispensado de ser membro dela daí por diante. pois é juiz de si mesmo diante dos que estão sob seu domínio. as sociedades políticas começaram com a união voluntária e de acordo mútuo de homens livres na escolha dos governantes e das formas de governo. ficando súdito dela. formando assim um pacto. se torna indissolúvel esta comunidade. como foi dito.O objetivo da sociedade civil consiste em evitar ou remediar os inconvenientes do estado de natureza. Sendo assim todo homem concordando em formar um corpo político com um só governo. nascem em estado de natureza. onde cada homem é juiz em causa própria. Quando qualquer número de homens consente em se unirem e constituir uma comunidade ou governo e ficam incorporados a ela. ficando evidente que a monarquia absoluta é incompatível com a sociedade civil por ser semelhante ao estado de natureza. este deve assumir a obrigação para com todos os membros da sociedade de submeter a resolução da maioria. não podendo mais voltar a liberdade do estado de natureza. uma vez que se fez o acordo real. Assim. livres. e somente isto poderia dar origem a qualquer governo do mundo. Portanto o que inicia uma sociedade política e o assentimento e a união da maioria de homens livres e capazes. de incorporarem tal sociedade. salvo se houver uma calamidade que venha dissolver o governo sob o qual vive.