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PROPOSTA DO PARTIDO SOCIALISTA SOBRE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO CHUMBADA PELA MAIORIA PSD/CDS/CDU.

A grande coligação PSD/CDS/CDU, instalada na Câmara Municipal de Sintra há uma década diz não ao planeamento sobre o ordenamento do territórios sintrense, preferindo continuar a tomar decisões de forma casuística. Por muitas considerações que se façam ao território de Sintra, quer na absoluta necessidade de melhorar a qualidade das suas cidades, quer na não menos absoluta necessidade de protecção do seu património e da não menos absoluta necessidade de desenvolvimento das suas áreas rurais, facto é que há uma década o presidente da grande coligação, Fernando Seara pára Sintra no tempo. Sintra parada num tempo de exigências e necessidades que se eternizaram e agravam, degradando as condições de vida das suas populações, trabalhadores e visitantes, a governação de Sintra tem se demitido, sucessivamente, de gerir e planear o território municipal. Quando chegou a Sintra, Fernando Seara tinha como principal instrumento de gestão do território municipal o Plano Director Municipal (PDM), aprovado em 1999, e tinha iniciados mais de duas dezenas de planos que iriam concretizar, em escalas mais adequadas, os modelos de protecção e desenvolvimento do território. Passada uma década em matéria de planeamento nada foi feito. Sobre os diferentes planos iniciados, muitos deles foram abandonados, e os poucos que ainda mantêm existência formal, não avistam a luz do dia desde o inicio. Apesar dos diferentes requerimentos e pedidos de informação dos vereadores do PS, nada se sabe sobre o (não) planeamento do território municipal. Os vereadores do PS apresentaram em Reunião de Câmara do passado dia 26 uma proposta de gestão integrada de um vasto território, fundamental ao equilíbrio das cidades de AgualvaCacém e de Queluz/Monte Abraão, em resultado do conhecimento público dos pedidos de licenciamento de 3 loteamentos para as áreas envolventes de “Massamá Norte”/Casal da Barota e Monte Abraão. Tais pedidos consubstanciam a vontade de uma entidade privada para a concretização de um total de 1.916 fogos habitacionais, destinados a cerca de 6.934 habitantes, entendendo os vereadores do PS que tal não pode ocorrer apoiado num simples exercício aritmético a de verificação numérica dos índices (máximos) previstos no PDM, mas, a ocorrer, deve ser cuidadosamente ponderado tendo em conta: − o princípio da sustentabilidade e solidariedade intergeracional, “assegurando a transmissão às gerações futuras de um território e de espaços edificados correctamente ordenados”, e − o princípio da equidade “assegurando a justa repartição dos encargos e benefícios decorrentes da aplicação dos instrumentos de gestão territorial”.

A tal proposta respondeu a grande coligação PSD/CDS/CDU que governa Sintra com um Não! Opta assim a maioria por continuar a gerir casuisticamente o território, como tem feito ao longo da última década, deixando para as gerações futuras pesados encargos. Revelador dessa atitude foi o ensaiado início de revisão do PDM experimentado em Março passado, sabendo bem o Presidente Fernando Seara, que não apresentava os documentos necessários, por lei, ao efectivo início da revisão do PDM, reconhecida como urgente por todos os partidos. Até à data também não os apresentou, estando já esgotado o prazo de 6 meses proposto pelos vereadores do PS para que todos documentos fossem presentes à câmara e permitissem o efectivo início desse processo. Como também é revelador a condução dos processos de alguns planos municipais, ditos em curso pelo Presidente da grande coligação PSD/CDS/CDU, que até hoje não se conhecem. Apenas o Plano de Urbanização de Sintra (revisão) teve uma aparição e foi apresentado à última da hora e sem o prévio agendamento e conhecimento em Julho passado e até hoje não foi permitida a sua discussão, aguardando-se a marcação pelo Presidente da tão prometida reunião com a especial finalidade de debater as diferentes propostas contidas nesse documento.

Os Vereadores do PS convictos de que a sua proposta permitiria proporcionar às populações de Belas, e das cidades de Queluz e Agualva Cacém, áreas de desafogo urbano, ordenadas e equipadas e de efectivo usufruto nos seus tempos livres, ao invés das áreas degradadas e património abandonado hoje existente, são intransigentes na verificação dos princípios da sustentabilidade, da solidariedade intergeracional e da equidade na gestão do território municipal, não aceitando que encargos recaiam sobre o erário municipal por ausência da imposição da justa repartição de benefícios e encargos nos termos da lei.

Sintra, 27 de Outubro de 2011

OS VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA Ana Gomes Domingos Linhares Quintas Ana Queiroz do Vale Eduardo Quinta Nova