You are on page 1of 2

HE I – AII-2: PRODUÇÃO TEXTUAL Ana Paula Dantas Passos – 433322 A presença do Estado burguês na educação no sec.

XVIII O fim do Feudalismo e surgimento do comércio fez nascer as cidades. Nisto, pessoas saiam dos feudos montando novas organizações sociais que, por sua vez possuíam novas necessidades. Com a Revolução Industrial, um novo modelo de escola surgia para suprir as necessidades de uma época que exigia de sua população no mínimo o saber ler para que se pudesse trabalhar nas fábricas. Como bem colocou Manacorda “fábricas escolas nascem juntas”. Sendo a escola laica, pública e de dever do Estado, o ensino poderia ser garantido a todos de todas as classe, ao menos o mínimo, para que as produções, agora em larga escala, estivessem garantidas. Uma educação laica impedia que dogmas se instaurassem, por isso deveria ser racional, para que qualquer questionamento se resolvesse cientificamente, descartando as explicações fantásticas, e crítica com relação às tradições, instituições e crenças, pois estes últimos itens se resumiam, basicamente, no controle da Igreja sobre o conhecimento, como mostrado no filme “O Nome da Rosa”. A educação também deveria ser garantida a todos, para que o maior número de pessoas estivesse apto a trabalhar nas fábricas, e estar sob o controle do Estado, para que este pudesse acompanhar de perto o que era ensinado para evitar que se fugisse ao controle. Sob este ponto de vista, a educação é um fator político, proporcionando os valores necessários para o fortalecimento da nova estrutura social e política a época. Surgia, então, uma pedagogia de ideais burgueses, que se espalhava por toda Europa (BITTAR, 2009), mas não de maneira uniforme. Enquanto tinham-se avanços na Áustria, na Rússia e na Itália, na França e na Inglaterra as iniciativas político-reformistas ficam estagnadas, em contraposição às demandas culturais, tanto que suas Universidades continuam com os modelos medievais de instrução. Somente no final do século XVIII estes dois países iniciarão com um processo renovador em seu modelo educacional (CAMBI, ?). Apesar disso, foi na França que surgiu a figura de Rousseau, pai da Pedagogia moderna, com seus conceitos revolucionários em educação nos quais levava-se em conta o processo de aprendizagem da criança e de que o homem deveria voltar-se a si mesmo para evitar que se corrompesse na sociedade. Com Rousseau, tem-se a elaboração de um homem novo, completamente diferente daquele da Idade Média e que, ao contrario do que era colocado pelos dogmas da Igreja, era o homem responsável por sua situação de vida e era possível a mudança da sociedade. Por

2009. pois era a sociedade anterior. . PP 323-353. Franco Cambi (?) destaca a pedagogia proposta por Rousseau como estreitamente ligada à política: por meio dela é possível a transformação integral do homem e da sociedade. Franco “O século XVIII: laicização educativa e racionalismo pedagógico” in História da Pedagogia (?). que serão conduzidos por novas vias. Era preciso um novo homem que fosse capaz de construir uma nova sociedade e isto só seria possível se todos tivessem acesso ao conhecimento por meio do ensino da língua. 112p. dos cálculos e das ciências básicas. senão na escola por meio de uma nova maneira de ensinar? CAMBI. Era preciso mudar. diferente da decadência anterior. decadente. a sociedade que o corrompe”. repressora e cheia de mitos infundados que corrompia o homem. Marisa “História da educação: da antiguidade à época contemporânea” São Paulo: EdUFSCar. “O homem é bom. Sem a nova pedagogia que surgia não seria possível a estruturação social que se exigia na nova sociedade de produção. Em que outro lugar e de que outra forma seria possível reunir um grande número de pessoas de tal forma que se pudesse inserir os valores necessários para a construção de uma nova sociedade. BITTAR. postulava Rousseau.esse motivo. que supria as necessidades políticas e econômicas da época.