You are on page 1of 63

Equipamento

Normalmente computadores e equipamentos específicos, dependendo de suas finalidades (laboratórios de química, de física, de biologia, de clínica médica, de hidráulica, de solos, de aeronáutica, de automóveis , etc). Nos laboratórios de química, normalmente, há pelo menos uma capela de laboratório onde produtos químicos tóxicos e perigosos podem ser manipulados sem risco. Isto reduz, e geralmente, elimina o risco de inalação dos gases tóxicos produzidos pela reação dos produtos químicos.Nos laboratórios, há habitualmente uma ou várias pias para lavar as mãos. Extintores são instalados , para ajudar a apagar o fogo no caso de incêndio. Há igualmente um dispositivo para lavar os olhos e um chuveiro no caso dos produtos químicos vazarem sobre as roupas, a pele ou os olhos exceto em laboratórios de tecnologia e de física, onde não se utiliza vidraria, capela e produtos químicos tóxicos.Em anexo ao laboratório, há habitualmente um ou vários locais onde os produtos químicos secos e úmidos são armazenados, onde se prepara todos os reagentes como ácidos, bases, soluções tampão, solução e onde se distribui a vidraria, o pequeno material e os equipamentos de proteção individual do pessoal. Num laboratório de tecnologia ou de física, estas salas adicionais, em geral, são utilizadas para o armazenamento dos equipamentos e como atelier de reparo. Freqüentemente, uma sala é reservada à purificação dos reagentes ou, no caso da bioquímica, a esterilização dos equipamentos. O equipamento e a orientação de um laboratório dependerão finalmente do seu objetivo. Os laboratórios de universidade, e em geral os de análise química ou bioquímica contêm da vidraria em grande quantidade. Como equipamentos comuns de laboratório, pode-se ter as centrífugas para separar os sólidos dos líquidos, os espectrofotômetros para medir a adsorbância óptica de um líquido a um comprimento de onda definido (medida da cor), trompas para fornecer a aspiração , e termostatos para manter uma temperatura fixa e definida. Os laboratórios de microbiologia têm habitualmente salas separadas com pressão negativa para impedir a entrada de bactérias nocivos. O ar passa, em geral, por um certo número de filtros e é expulso da sala. Os laboratórios previstos para tratar séries de amostras, como os destinados à análise para o meio ambiental ou análises clinícas são equipados de aparelhos especializados automatizados concebidos para tratar muito de amostras. A pesquisa e a experimentação não são uma prioridade nestes laboratórios; o objetivo é oferecer um resultado rápido e fiável.

[Vidraria
Balões
         

Balão fundo chato ou de Florença Balão fundo redondo Balão fundo redondo com gargalo de virola Balão volumétrico Erlenmeyer Kitassato Balão Tritubulado comum Balão Bitubulados Balão de Adição tritubulado Frasco de Grignard

[Backers

Backer

Condensadores
        

Suporte para garra de condensador Condensador Liebig Condensador West Condensador a ar Condensador Allihn Condensador Davies (camisa dupla) Condensador Friederich Condensador Serpentina Condensador Dewar

[Funil
 

Funil de Filtração de 60º Funil de separação o Funil globular o Funil squibb o Funil cilíndrico o Funil separador

Funil de Separação por sucção
    

Funil Buchner Funil Hirsch Funil com prato de Witt Funil com crivo ou placa perfurada Funil multi poroso

Eletrônicos

São aperelhos eletrônicos para facilitar certos atos no laboratório.

         

Microscópio Centrífuga Estufa Capela Mufla Balança Espectrofotômetros termostato Colorímetro Banho Maria

[Demais equipamentos

Bureta

Consiste de um tubo cilíndrico graduado e apresenta na parte inferior uma torneira de vidro controladora da vazão. É empregada especificamente nas titulações. Sua precisão, tão como sua exatidão são influenciadas pela vazão do liquido titulante. Para compostos polares a vazão ideal é de 10ml/min, um valor inferior a isso pode causar demasiada adesão do liquido as paredes de vidro e uma velocidade muito acima disto pode deixar gotículas do material no vidro. No Caso de compostos apolares o valor pode ser aceito como 50% acima deste. Nestes casos deve-se levar em consideração também a viscosidade do material, estes valores são dados como exemplos para compostos com viscosidade próxima a da água.
     

Bico de Bunsen Pipeta Bastão de vidro Placa de petri Proveta Tubo de ensaio

Condições gerais em um laboratório
[Temperatura A temperatura ambiental normal é de 20 °C, com algumas tolerâncias, dependente do tipo de experimento ou de medição que se quer realizar. As variações de temperatura (dentro da banda de tolerância) devem ser suaves. Por exemplo, no laboratório de metrologia dimensional, a variação de temperatura deve ser limitada à 2 °C/h (num intervalo de tolerância de 4 °C). Humidade Normalmente, convém que seja fraca visto que ela acelera a oxidação dos instrumentos metálicos.No entanto, considera-se que a umidade do laboratório não deva ser superior a 50% quando a finalidade é evitar a oxidação de certos aparelhos. Para laboratórios cujo foco é a realização de culturas biológicas, o ideal é que a umidade do ar esteja acima 20% até 70%.

Pressão
Nos laboratórios industriais, a pressão deve ser ligeiramente superior à pressão atmosférica , para evitar a entrada de ar na abertura das portas de acesso. No caso de laboratórios que

neste caso. Comunidade Européia. por exemplo. a presença de poeira altera o comportamento da luz que atravessa o ar. uniforme. Nos laboratórios de interferometria. cabelos.apresentam riscos biológicos (manipulação de agentes infecciosos). Rede elétrica As variações de tensão na rede devem ser evitadas para medições elétricas. a situação deve ser oposta. sapatos. Estes últimos itens. que pode ser contaminado. CDC . Estas normas abrangem todos os níveis. Estas variações de tensão podem influenciar os resultados das medições. sem sombra de dúvida. não deve poder sair do laboratório. Segurança no laboratório Ver artigo principal: Anexo:Segurança em Laboratório Embora os problemas de segurança variem de acordo com cada caso. dependem de vários fatores: físicos (características do local). os quais manipulam patógenos perigosos como os laboratórios de biotecnologia.Atlanta/USA e abordam bons procedimentos e normas de comportamento tais como: uso de Equipamentos de Proteção Individual . Por isso. Vibrações e ruído O barulho e as vibrações podem influenciar o resultado das medidas realizadas por técnicas mecânicas. porque o ar. É o caso de medidas feitas com os instrumentos que medem as coordenadas. a segurança sempre é um ponto crucial. informação e formação de pessoal. informação e formação de pessoal. desde laboratórios básicos incluindo os bancos de sangue. jóias/bijuterias. características do material utilizado. são ao nosso ver os mais importantes no que se refere à proteção do trabalhador da área da saúde. por exemplo. a pressão do ambiente deve ser ligeiramente abaixo da pressão atmosférica. até laboratórios de segurança e confinamentos máximos. Estas normas práticas gerais são baseadas em critérios publicados por instituições internacionais como a OMS. desde de dezembro de 1992 nós desenvolvemos um guia sobre práticas de biossegurança no Hemocentro de Botucatu. NORMAS DE BIOSSEGURANÇA PARA AS ÁREAS HOSPITALAR E LABORATORIAL Resumo As condições de segurança da área laboratorial/ hospitalar bem como dos hemocentros. Pó Deve ser controlada. maquiagem/perfume e unhas.EPIs. .

agravando o estado de saúde de muitos alérgicos. informação e formação de pessoal.SAPATOS: exclusivamente fechados . titânio. sem sombra de dúvida. CDC . periodicamente. características do material utilizado. .). . Estas normas práticas gerais são baseadas em critérios publicados por instituições internacionais como a OMS. ou seja. Não podem ultrapassar a “ponta dos dedos”. dependem de vários fatores: físicos (características do local). desde laboratórios básicos incluindo os bancos de sangue.JÓIAS E BIJUTERIAS: deve-se usar o mínimo possível. Laboratório de Microbiologia.MAQUIAGEM E PERFUME: a maquiagem é uma grande fonte de partículas na área laboratorial e hospitalar. sapatos. A Organização Mundial de Saúde. . Por isso. Introdução: RECOMENDAÇÕES INTERNACIONAIS As condições de segurança da área laboratorial/hospitalar dependem de vários fatores: físicos (características do local. bem como o Ministério da Saúde publicam. manuais sobre normas de segurança. dentro desta área. na maior parte aderentes. principalmente nas áreas de isolamento reverso e laboratórios de Cultura Celular. e podem impregnar ambientes fechados que contenham filtros em ar condicionado. Não se deve usar anéis que contenham reentrâncias. em função de seu estado de saúde e outros em função dos medicamentos que fazem (quimioterapia e radioterapia). Estes últimos itens. um dos maiores problemas. . Produção de Componentes Lábeis Sangüíneos.CABELOS: permanentemente presos na sua totalidade. o excesso de batom e rímel significam. até laboratórios de segurança e confinamentos máximos. Não deve ser permitido o uso de sandálias dentro de áreas hospitalar e laboratorial. jóias/bijuterias. Isolamento Reverso. muitos pacientes têm intolerância a odores. cabelos.UNIFORMES: obrigatoriamente protegido com avental de mangas longas. etc. Atualmente. Estas normas abrangem todos os níveis. informação e formação do pessoal. etc. assim como não se deve usar pulseiras e colares que possam tocar superfícies de trabalho e/ou pacientes.fraturas. vidrarias. são ao nosso ver os mais importantes no que se refere à proteção do trabalhador da área da saúde. O esmalte libera partículas por micro . maquiagem/perfume e unhas. informação e formação de pessoal. entre outras coisas. Preferencialmente sem conter esmalte. Comunidade Européia.hospitalar Algumas desta normas são de extrema relevância e devem ser plenamente definidas: .Atlanta/USA e abordam bons procedimentos e normas de comportamento tais como: uso de Equipamentos de Proteção Individual . . pois contêm glicerina. os quais manipulam patógenos perigosos como os laboratórios de biotecnologia. Biologia Molecular. Os perfumes devem ser evitados em ambientes técnicos por inúmeros motivos: são poluentes ambientais. Entre as maquiagens. mica. o assunto mais discutido em função de sua importância é a Biossegurança.As condições de segurança da área laboratorial/ hospitalar bem como dos hemocentros. Em áreas de controle biológico.EPIs.UNHAS: devem ser curtas e bem cuidadas. sem dúvidas. uniforme. desde de dezembro de 1992 nós desenvolvemos um guia sobre práticas de biossegurança no Hemocentro de Botucatu. as normas que envolvem o pessoal da área médico . características do material utilizado. Centro Cirúrgico. tais como incrustações de pequenos brilhantes ou pedras. assim como laquê. . partículas estas que significam perigo ! As maquiagens liberam milhares destas partículas. fechado na frente e longo (abaixo dos joelhos). o uso do gorro é obrigatório (Laboratório de Cultura.

Não permita a circulação de pacientes ou de quadros administrativos. e com determinados produtos químicos. ¨ todo material biológico é por princípio contaminado. TV. Deve ser usado no interior do laboratório. beber. fumar. na área técnica. banco. visando evitar a formação de aerossóis. etc. ¨ todos os procedimentos devem ser conduzidos com máximo cuidado. ¨ todo material biológico. sobretudo material biológico. jornais. O laboratório deve ser mantido limpo e livre de todo e qualquer material não relacionado às atividades nele executadas. e em áreas de alta contaminação com produtos biológicos. no sentido de prevenir a contaminação da pele e da indumentária. Os trabalhos da área técnica devem estar corretamente uniformizados sobre a importância do uso dos equipamentos de proteção individual .). casacos. os técnicos devem lavar as mãos.ÓCULOS: devem ser usados para todas as áreas as atividades de risco. . ventilador. ¨ as superfícies de trabalho devem ser descontaminadas pelo menos uma vez ao dia. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO NA ÁREA LABORATORIAL ¨ comer. principalmente nas publicações da OMS. MÁSCARAS: devem ser usadas sempre que manipuladas substâncias químicas como alto teor de evaporação (além de serem manipuladas em capelas de exaustão).Atlanta e CEE. CDC . Abordaremos. . podem se contaminar. etc. sob a forma de itens. centro cirúrgico. O material deve ser descontaminado fora da área de atividades do laboratório.V. permanentemente fechado. . como manipulação de produtos biológicos potencialmente contaminados. produtos químicos.ROUPAS PROTETORAS: avental exclusivamente de manga longa.LUVAS: obrigatórias na manipulação de qualquer material biológico. . além daquelas que portam risco de radiação e/ ou iluminação (uso de óculos especiais em presença de lâmpada U. etc. flores. as orientações/recomendações sobre biossegurança baseadas num resumo de literatura internacional. Deverá ser colocado em um recipiente a prova de vazamento e devidamente fechado antes do seu transporte. rádio. As máscaras podem e devem ser usadas também no sentido de não contaminarmos o ambiente (isolamento reverso. fazer aplicações de cosméticos. sólido ou líquido.O acesso ao laboratório é limitado ou restrito ao pessoal técnico. ¨ todo material químico é por princípio prejudicial à saúde. deve ser descontaminado antes da lavagem ou do descarte. e sempre após o respingo de qualquer material. lanchonetes. ¨ proibido manter pertences.). ¨ sempre após a manipulação de material biológico ou antes de deixar o laboratório. que não advertidos dos riscos biológicos. não devendo ser usado em áreas públicas como: bares. bolsas.. e deve permanecer no vestuário técnico.EPIs.

representantes de firmas que entrem dentro da área técnica. toaletes. ¨ as portas dos laboratórios devem conter sinais e informações indicativas do grau de risco dos agentes manipuladores e do cuidado a ser mantido no momento da entrada no mesmo. ¨ trabalhe sempre em local bem ventilado. cuidados especiais na manipulação técnica e raciocínio para a interpretação dos resultados. ou outros objetivos de uso comum por pessoas usando luvas durante a execução de atividades em que. no sentido de prevenir a contaminação da pele e da indumentária do técnico. verifique a voltagem e tome o máximo cuidado durante o uso. ¨ é essencial o uso dos EPIs . para sua solução. lanchonete. ¨ quando existirem janelas nas dependências do laboratório. banco. puxadores de armários. mas sem corrente de ar e bem iluminado. devendo ser retiradas quando o técnico deixar o ambiente. etc. O trabalho no laboratório será mais fácil e exato se seguir os seguintes itens: mantenha-se informado sobre a localização de material para socorro de urgência e de extintores de incêndio. ¨ para fins de pipetagem devem ser utilizados dispositivos auxiliares. tais como: peras de borracha. certifique-se de que haja água nas torneiras. ¨ as roupas protetoras somente devem ser usadas no interior do laboratório.roupas protetoras. tais como: sala de lanche. pipetadores automáticos.¨ coletar amostras de pacientes. avental e de luvas. isto evitará erros na realização das técnicas. você entrará em contato com uma série de problemas que exigirão. ¨ deve ser proibido o manuseio de maçanetas. mecânicos. O mobiliário deve ser firme e com espaços para facilitar a limpeza. transporte público. telefones. durante a execução de atividades no interior do laboratório. área administrativa. É proibido o uso de tais roupas e de luvas. elas devem ser dotadas de proteção contra insetos. ¨ deve ser procedido o controle de insetos e roedores nas dependências do laboratório. ¨ quando necessário. álcalis. ¨ não é permitida a presença de animais e plantas que não estejam relacionados com as atividades do laboratório. agentes patogênicos ou material correlato (químico e/ou biológico) esteja sendo manipulado. nas áreas externas do laboratório. ¨ ao iniciar as atividades práticas. isto sendo válido para visitantes. etc. ¨ antes de iniciar o trabalho. elétricos. fazer uso de óculos de proteção. e em corredores de áreas técnicas comuns. RECOMENDAÇÕES INTERNACIONAIS Cuidados como o uso de Substâncias Químicas Leia com atenção os rótulos dos frascos e dos reagentes antes de utilizá-los. solventes orgânicos e calor moderado. . ¨ na hora de ligar um aparelho. ou outro tipo de proteção facial. ¨ as bancadas do laboratório devem ser impermeáveis e resistentes a ácidos.

Após o uso de produtos químicos. umedeça-os convencionalmente e enrole a peça de vidro numa toalha para proteger as mãos. Não trabalhe com substância não identificadas (sem rótulos). Não misture as substâncias ao acaso. bem como treinamento com o Corpo de Bombeiros. Para sustentar uma peça de vidro por meio de uma garra metálica. Proíba o uso de ventiladores na área laboratorial. Nunca cheire diretamente e nem prove qualquer substância utilizada ou produzida durante as manipulações. ou da rede de esgoto comum. coloque-os no devido lugar. Coloque peças quentes de vidro em local apropriado. Ao introduzir tubo de vidro ou termômetro em rolhas. Se precisar diluir um ácido. Faça periodicamente revisão dos extintores de incêndios. envolva com pedaço de .Use sempre as quantidades de reagentes indicadas nas BPL/GMP. Preste atenção no bico de gás. despeje-o lentamente sobre água e agite. verificando se não há vazamento e após o uso feche imediatamente o registro. Esta técnica é importante sobretudo para o ácido sulfúrico. Em caso de dúvidas. providencie a limpeza imediata. Ao derramar qualquer substância. Conserve os frascos fechados. Tome cuidado com reações que desenvolvem grande quantidade de energia. Ao aquecer líquidos. CUIDADOS COM USO DE VIDRARIAS Não empregue vidraria trincada. não coloque tampas de qualquer maneira sobre a bancada. Não aqueça nenhuma substância em recipiente totalmente aberto. Coloque em ordem os materiais e reagentes necessários antes de iniciar a manipulação. segure-o com pinça voltando à extremidade aberta do tubo para o local em que haja nenhuma pessoa. consulte seu superior. coloque sempre pedrinhas de ebulição. Mantenha seu rosto sempre afastado do recipiente onde esteja ocorrendo uma reação química ou combustão. para verificar se não está faltando nada. CUIDADOS COM O USO DO FOGO Mantenha as substâncias inflamáveis longe das chamas. Não jogue nenhum material sólido. produto químico e biológico dentro da pia. Ao aquecer qualquer substância em um tubo de ensaio. Arredonde no fogo as bordas dos tubos que estiverem cortantes.

separando-as e envolvendo-as. Proíba o uso de rádio/TV no laboratório. Fale somente o necessário. dissolvendo sua união. Nuno Correia 08/09 Características 13 Os prótidos são compostos orgânicos constituídos por C. hidrogénio. péptidos e proteínas. P (fósforo). 15.  enxofre (S). as9 quando colocamos açúcar ou sal moléculas dessa substância penetram entre as partículas dos cristais de açúcar ou de sal. 12. 13. A dissolução. nesse caso. 5. 10. Expl : Proteínas. o grau de concentração de sais e outros factores ambientais podem afectar a estrutura das proteínas.da água apresentar polaridade. a clara de ovos de aves. Nuno Correia 08/09 carbono Hidratos de Macromoléculas Biológicas 11 Prótidos Nuno Correia 08/09 Ácidos Nucleicos Lípidos Prótidos 12 No início do século XIX. os prótidos classificar em aminoácidos. Nuno Correia 08/09Formação de uma molécula de água Dipéptidos Péptidos 16 Resultam da união de aminoácidos: Poli (muito. NunoHeteroproteínas – possuem uma porção não Correia 08/09 acidez. já que podem ligar-se entre si. isto é. 17. H. o multicelulares também sãosangue e outros líquidos corporais dos seres soluções aquosas. Grupo Carboxilo Nuno Correia 08/09 Polimerização de aminoácidos 15 Reacção de condensação. De acordo com a sua complexidade. composta pelo solvente e pelas substâncias dissolvidas. Mg (magnésio). 2. 11. . 3. isto é. 19. Nuno Correia 08/09 No corpo de um outrasProteínas 17 Podem diferir umas das nos seguintes indivíduo podem aspectos: existir entre 100 mil e 200 mil  Tipos de aminoácidos Quantidade de tipos diferentes de proteínas aminoácidos Sequência de aminoácidos na cadeia. apesar de electronicamente neutra. estabelecendo-se entre elas uma ligação química denominada ponte de hidrogénio Nuno Correia 08/09 Importância da polaridade da Água 8 Permite a ligação entre outras substâncias polaresmoléculas de água. 8. denominado citosol. 14. podendo também conterquaternários. sendoágua. Nuno Correia 08/09 Pontes de Hidrogénio 7 Muitas das propriedades da água de o átomo de oxigénio de uma molécula atrair um dos átomosdecorrem do facto de hidrogénio de uma molécula vizinha. 21. O que mais chamava a atenção dos primeiros bioquímicos era a curiosa propriedade da clara de ovo de coagular e solidificar-se com o aquecimento. a solução. 7. O e N (azoto). Por isso. formadas pelos mesmos tipos de átomos que a clara de ovo(carbono. 20. que constitui a estrutura básica de todas as moléculas orgânicas Nuno Correia 08/09 Água Substâncias Inorgânicas Sais Minerais Constituintes Básicos Prótidos Macromoléculas Substâncias Hidratos de carbono Inorgânicas Lípidos Ácidos nucleicos Nuno Correia 08/09 5 seres vivos é simplesmenteÁgua 6 A maior parte da massa dos ocorrem todas as reacções celulares. o albume (do latim albus. Gk) – mais de Oligo (pouco. genericamente chamadas de solutos Nuno Correia 08/09 Citosol 10 O líquido que preenche as células vivas.  oxigénio (O). formando cadeias de tamanho variável. As propriedades residem no facto desta molécula. 6. Nuno Correia 08/09e Carbono 4 A vida na Terra baseia-se essencialmente no elemento carbono. A água constitui o meio onde igualmente responsável por numerosas reacções químicas vitais. nitrogénio. Os cientistas verificaram que certas substâncias orgânicas presentes no leite e no sangue. 18. fazendo com que estas percam a configuração original. era um dos materiais orgânicos mais estudados. semelhantes ao albúmen. 4. Nuno Correia 08/09 simples. 9. aDesnaturação 21 A temperatura. S (enxofre). Nuno Correia 08/09 Estrutura das Proteínas 18 Nuno Correia 08/09 19 Nuno Correia 08/09 Proteínas 20 Holoproteínas – só com aminoácidos proteica – Grupo prostético.Aminoácidos 14 Grupo amina são os prótidos mais constituindo as unidades estruturais dos péptidos e das proteínas. também coagulavam quando aquecidas.borracha ou pano. por exemplo. Fe podem-se(ferro) e Cu (cobre). Entre moléculas de água e poder solvente da água Nuno Correia 08/09Contribui para o grande num copo com água.  carbono (C). oxigénio e um pouco de enxofre). Constituintes Da Matéria Viva 1. 16. outros elementos.  hidrogénio (H). encontram-se principalmente os seguintes elementos:constitui os seres fósforo (P) nitrogénio (N). essas substâncias foram chamadas de albuminóides. branco). como. Fungos BIOLOGIA – 10º ANO 10º ano – Constituintes Básicos Constituintes da matéria viva 2 Nuno Correia 08/09 Do que somos feitos? 3 Quando se analisa a matéria que vivos. leva à formação de uma mistura homogénea. consiste em uma solução aquosa de diversas substâncias. Gk) – entre 2 e 20 aminoácidos  vinte.

existem semelhanças importantes em sua organização molecular e em sua função. cujo material genético não está separado do citoplasma por uma membrana e as eucarióticas. Os seres vivos que têm células procarióticas compreendem as bactérias e as cianofíceas ou algas azuis. há outras diferenças importantes entre procariontes e eucariontes. As células procarióticas caracterizam-se pela probreza de membranas. que nelas quase se reduzem à membrana plasmática. veremos que todos os organismos vivos utilizam o mesmo código genético e uma maquinaria similar para a síntese de proteínas. considera-se que os procariontes são ancestrais dos eucariontes. A microscopia eletrônica demonstrou que existem fundamentalmente duas classes de células: as procarióticas . Embora a complexidade nuclear seja utilizada para dar nome as duas classes de células. com um núcleo bem individualizado e delimitado pelo envoltório nuclear.PROCARIOTOS X EUCARIOTOS Desenho representando uma célula eucariótica animal típica. . E apesar das diferenças entre as células eucarióticas e procarióticas. Do ponto de vista evolutivo (ver origem das células no capítulo anterior). Por exemplo. Os procariontes surgiram há cerca de 3 bilhões de anos ao passo que os eucariontes há 1 bilhão de anos.

Dentre elas. as células procarióticas são bioquimicamente versáteis e diversas: por exemplo todas as principais metabólicas são encontradas em bactérias. plantas e animais Tamanho da geralmente de 1 a 10 geralmente de 5 a 100 micrometros Célula micrometros . incluindo os três processos para obtenção de energia: glicólise. No citoplasma. Lisossomos. fungos. duas são proeminentes. Ambas as organelas possivelmente têm origem simbiótica. respiração e fotossíntese. Mitocôndrias. Complexo de Golgi) As células eucarióticas. Comparação entre Organismos Procariotos e Eucariotos Procariotos Organismo bactéria e cianofícea Eucariotos protista. os cloroplastos (nas células vegetais) e as mitocôndrias (animais e vegetais). envoltas numa bicamada de membrana que é distinta da membrana nuclear. O DNA é assim mantido num compartimento separado dos outros componentes celulares que se situam num citoplasma. no entanto.Eletromicrografia de uma Célula Eucariótica (Notar Núcleo. Eletromicrografia de uma bactéria (Procarioto) Apesar de possuírem uma estrutura relativamente simples. possuem um núcleo (caryon. por definição e em contraste com as células procarióticas. onde a maioria das reações metabólicas ocorrem. Veja mais detalhes dos procariotos no Capítulo referente as Bactérias. organelas distintas podem ser reconhecidas. em Grego) que contém a maioria do DNA celular envolvido por uma dupla camada lipídica.

etc. Organelas poucas ou nenhuma DNA DNA RNA e Proteína Sintetizados no compartimento mesmo ausência de citoesqueleto: citoesqueleto composto de filamentos fluxo citoplasmático. K. Cl.) Pequenos Metabólitos Proteínas RNA DNA Fosfolipídios 1% 1% 3% 15 % 6% 1% 2% 3% 18 % 1. Mg. reticulo endoplasmático. com tipos Organização maioria unicelular Celular Composição química aproximada de uma bactéria típica e uma célula típica de mamífero. Ca.E.25 % 3% . etc. circular no citoplasma longas moléculas de DNA contendo muitas regiões não codificantes: protegidos por uma membrana nuclear RNA sintetizado e processado no núcleo.Metabolismo aeróbico ou anaeróbico aeróbico núcleo. mitocôndrias. lisossomo. Componente Bactéria . ausência de endocitose e presença de endocitose e exocitose exocitose Divisão celular cromossomos se separa cromossomos se separam pela ação atracado à membrana do fuso do citoesqueleto maioria multicelular. Citoplasma de proteínas. complexo de Golgi. cloroplasto. fluxo citoplasmático. diferenciação de muitos celulares. Proteínas sintetizadas no citoplasma. coli 70 % Célula de mamífero 70 % Água Íons Inorgânicos (Na.1 % 0.

Ribossomos : Síntese de proteínas. mola mestra e mecanismo da evolução. denominando-o “núcleo”. A E. Na verdade. Comando celular. e o fluxo do “protoplasma” foi observado em c´lulas vivas em 1835.Outros Lipídios Polissacarídeos --2% 2 x 10^-12 cm cúbicos 1 2% 2% 4 x 10^-9 cm cúbicos 2000 Volume total da Célula Volume Relativo da Célula A célula procariótica mais bem estudada é a bactéria Escherichia coli. nesse ano. Biólogos descobrem os órgãos da célula Cientistas começaram a identificar outras partes do mecanismo interno da célula. Mitocôndrias : Respiração celular . as células contêm um conjunto de órgãos distintos denominados organelas. o cientista Robert Hooke cunhou o termo “célula” antes que qualquer célula viva houvesse realmente sido vista. o botânico Robert Brown observou o ponto de controle da célula. reprodução e evolução. Dada a sua simplicidade estrutural. Van Leeuwenhoek criou lentes potentes. Reticulo endoplasmático : Armazenamento. Em 1673. e identificou essa estrutura como o elemento comum de todas as células vegetais. Aparelho de Golgi : Armazenamento. Lisossomos : Digestão intracelular de material endógeno ou exógeno. Núcleo : Sede da cromatina. rapidez de multiplicação e não patogenicidade. A teoria celular só começou desenvolver-se em 1831. Pela primeira vez. empacotamento e secreção de substancias destinadas à exportação. Nós podemos dividir organização da vida na Terra nos seguintes níveis hierarárquicos: -Átomos-Moléculas-Organelas-Células-Tecidos-Orgãos-Organismos-Populações-ComunidadesEcosistemas-Biosfera CÉLULA E GENÉTICA A origem da vida na Terra a reprodução dos seres vivos e a teoria da evolução de Darwin foram convertidas à sua base física e química no século 20 – convertidas ao ponto de conseguirmos observar os anteriormente insondáveis fatores da hereditariedade. Logo os núcleos foram descobertos em células animais. Só na década 1670. de seu núcleo e de seus processos de divisão Em 1665. A descoberta da célula. ele abriu um mundo novo podendo observar células(adotando termo de Hooke). pudemos compreender o inter-relacionamento destes três elementos da vida : origem. transporte e síntese de alguns lipídios. coli revelou-se excelente para os estudos de biologia molecular.

que são muito semelhantes às mitocôndrias. Cada célula contem apenas um núcleo. ou é vital para a existência desses seres. assim como quaisquer outras características que proporcionam uma vantagem para a sobrevivência. A duplicação dos cromossomos ocorrerá no final da interfase. ele mostrou que os filamentos encurtavam e se dividam longitudinalmente em metades. as células vegetais contem cloroplasto. Entre os 60 trilhões de células que compõem o corpo de cada um de nós. Como vimos antes os nossos ancestrais mais remotos que vagueavam pelas planícies africanas já sobreviviam mais pela astúcia do que pela força bruta ou pela velocidade. os únicos seres vivos na Terra foram organismos unicelulare. Outros tipos de macrófagos migrantes percorrem nossos vasos sangüíneos. inclusive aos humanos. Desaparecimentos da carioteca. As bactérias tornam-se o primeiro ancestral comum de todas as formas de vida Nos 3 bilhões de anos seguintes. Desaparecimento dos núcleos. finalmente. Metáfase : Centríolos em pólos opostos na célula. Cromossomos condensados. A ascensão mental e física dos humanos a partir de uma única célula é espantosa O poder superior de do cérebro humano é um resultado da seleção natural. A vida de uma célula consiste nos cinco estágios a seguir : Interfase : A célula está representada em interfase. presos pelo centrômero a fibras de ambos os pólos. recolhem células sangüíneas mortas e engolem organismos potencialmente infecciosos. . exceto um núcleo bem definido. Essas bactérias patogênicas podem infectar praticamente todas as regiões do corpo humano. Certos tipos de bactérias são conhecidos por causarem doenças. esses animais unicelulares passaram por seus próprios processos evolutivos distintos. Anáfase : Afastamento das cromátides irmãs e migração para pólos opostos. inclusive a vida vegetal e animal. reproduzindo-se e se dividindo como qualquer outro organismo. Citocinese. traquéia acima e. antes da duplicação dos cromossomos e dos centríolos. encontramos não apenas as células que estão organizadas em tecidos. cada uma delas movendo-se para lados opostos de duas novas células idênticas. alem das organelas mencionadas acima. Reaparecimento dos nucléolos. Bactérias são criaturas unicelulares e possuem todas as organelas. mas varias unidades das demais organelas. Telófase : Descondensação dos cromossomos. Walther Flemming conseguiu identificar um material filiforme no núcleo das células. A maioria das espécies bactérias é inofensiva a outras formas de vida. Reconstituição das cariotecas. Eles estão simplesmente vivendo no meio especifico no qual evoluíram e se adaptaram. Migração dos centríolos para pólos opostos. Desaparecimento das fibras do fuso. Essas primeiras células evoluíram para espécies bacterianas das quais evoluíram todos os outros seres vivos. mas também milhões de células isoladas quais dependemos para sobreviver: Macrófagos alveolares consomem partículas inaladas de poeira e as transportam para fora dos pulmões. para fora do corpo. situados na região mediana da célula. Observando esse material durante a divisão celular. Prófase : Condensação dos cromossomos já duplicados. Somos igualmente complexos no físico. Assim como o primeiro RNA e os organismos multicelulares que evoluíram depois.Membrana : Regula as trocas entre a célula e o meio. Aparecimento das fibras do fuso. Ele deu a esse processo de divisão celular o nome de “mitose”. porem criam energia por meio da fotossíntese Biólogos determinas as fases da divisão celular Em 1879.

ele abriu novos campos de pesquisa sobre os genes e cromossomos e desenvolveu o conhecimento sobre as mutações. os seguintes cientistas desenvolveram as descobertas de Darwim. As células sangüíneas brancas mais conhecidas. refinando e confirmando os cinco princípios medelianos da hereditariedade. que Mendel concebeu como algum tipo de partícula. Em 1909. : Herma Nilsson-Ehle: Esse geneticista sueco realizou pesquisas com variedades de trigo e ourtras plantas. Existe uma probabilidade igual de que qualquer um dos fatores da mãe e qualquer um dos fatores do pai seja herdado pelos filhos. Enquanto a mitose relaciona-se à vida cotidiana de vários tipos de células. Porém. outros. apenas um dos dois fatores existentes na mãe e um dos dois existentes no pai são transmitidos a cada um dos filhos. a meiose lida com os processos fundamentais da genética e da evolução. Com respeito a cada uma dessas características. aproximando-nos do final do século no qual alcançamos a compreensão da célula e de seu funcionamento.Outros macrófagos e células sangüíneas combatem células que se tornaram cancerígenas. Embora apresentem muitas características semelhantes às de bactérias e ácaros e às de amebas e protozoários unicelulares de vida livre. Alguns fatores são dominantes. recessivos. Weismann e Sutton e refinaram nossa compreensão dos princípios que atuam quando a prole herda dos pais sua constituição genética. protozoários e outros corpos estranhos. elas são produto dos genes humanos. animais e humanos complexos. Sutton apresentou primeiras provas conclusivas de que os cromossomos contêm as unidades da hereditariedade e que eles ocorrem em pares distintos. Esses fatores hereditários existem aos pares nos seres vivos. Em outras palavras. A questão sobre inevitabilidade ou acaso pode nunca vir a ser respondidas conclusivamente. Mendel estabeleceu cinco princípios que se aplicam igualmente a todos os seres vivos e se mantêm até hoje: Cada característica física de um organismo vivo é produto de um “fator hereditário” especifico. Com três de seus alunos. Mendel formula os princípios básicos da genética George Mendel teve um papel central na erradicação das velhas crenças sobre as características hereditárias e na consolidação do estudo da hereditariedade como uma ciência biológica. Flemming. vemos que os cientistas conseguiram determinar os processos físicos que foram responsáveis pela auto-replicacão e pelo crescimento e que impeliram os organismos unicelulares originais a evoluir para vegetais. Morgan não só confirmou a teoria de Suttonde que cada cromossomo portava um clecao de genes “enfileirados como contas em um cordão. ele adotou a palavra “gene” para referir-se a um dos “fatores hereditários”de Mendel. Nasce a ciência da genética O geneticista americano Walter S. Esat: Seu trabalho pioneiro com genética dos vegetais e botânica iniciado em 1900 concluiu que mutações espontâneas nos próprios genes eram responsáveis por certas mudanças ao longo das gerações dessas plantas na ausência de mudanças nas condições ambientais. mas descobriu que a posição de cada uma dessas contas podia ser “mapeado” e identificado em regiões precisas dos . ingerem bactérias. Edward M. Thomas Hunt Morgan: Esse geneticista e zoólogo fez a monumental descoberta de que os cromossomos não são estruturas permanentes. A partir de 1903. Essa característica que sofreu mutação é transmitida à prole. No decorrer de sua carreira. Mendel. nosso próprio DNA e programado para criar esses “animálculos animados”. que enxergamos em forma de pus. células de tecido morto.

Ele e muitos de seus colegas estavam convencidos de que. que explica circunstancialmente a evolução. versados em matemática. Levene identificou corretamente a ribose como açúcar de um dos dois tipos de acido nucléico. e descobriu que os fatores de Mendel têm uma base física na estrutura cromossômica. Hershey . a quantidade de guanina e adenina combinadas é igual à citosina e timina combinadas. Oswald T. com ácidos nucléicos e proteínas no núcleo. Phoebus A. T. Levene. que as pequenas variações oriundas de recombinações cromossômicas. as quais separou em proteínas e moléculas ácidas . Alfred D. S. Em 1950. calcularam. percebeu a importância do trabalho de Griffith e passou dez anos tentando identificar o agente que era a essência da transformação genética na bactéria. O material genético recombinado é transmitido às gerações subseqüentes. esses três indivíduos introduziram o tema da genética populacional e forneceram uma base e uma explicação matemática à seleção natural. Portanto.na década de 1940 e no início da década seguinte. corroborou a conclusão do grupo de Avery de que o DNA. Fisher. o bioquímico suíço Friedtich Mieschner aventou pela primeira vez que todos os núcleos celulares provavelmente possuíram uma química especifica. Morgan e seus colegas provaram que o processo da variação. que permitia o transporte das informações hereditárias. A teoria do Levene sobre o propósito do DNA . citosina (C). não se deve a mutações significativas ocorridas em cada nova geração. ele descobriu varias substâncias do núcleo. Bioquímico natural da Áusrtia Erwin Chargaff determinou as proporções dos quatro compostos presentes no DNA : adenina (A). J. O trabalho que levou à correção dessa suposição equivocada teve início em 1928 com bacteriologista inglês Fredrick Griffith. Em 1909. a realidade e as características de grupos de ligação de genes. e certos componentes do outro acido nucléico. juntamente com seus colegas.H: Na década de 1920. Esse processo chama-se cruzamento. . Bárbara McClintock: Esse geneticista realizou uma serie de experimentos sobre a cor de sementes de milho. que substitui a timina no RNA. também foi um pioneiro no estudo de ácidos nucléicos. Sewall Wright realizou um trabalho pioneiro em genética populacional matemática e teoria evolucionista. o acido desoxirribonucléico. em 1944 Avery e seus colaboradores publicaram os resultados de suas extensas pesquisas.daí o termo "ácidos nucléicos". os quais mostraram claramente que era DNA. R. Em anos subseqüentes. como observado no estágio da prófase na meiose. ele determinou as quantidades proporcionais exatas das bases de DNA em cada molécula : guanina citosina e adenina igual a timina. Um químico natural da Rússia. os quais forneceram informações novas e conclusivas sobre a recombinação.revelou-se incorreta. Finalmente.F. O Livro de Ronaldo Fisher. as complexas e abundantes moléculas de proteínas armazenavam todas as informações genéticas nos cromossomos.meramente manter unidas as moléculas de proteína . Outro bacteriologista. e não a proteína ou RNA. é o material genético. Mais importante foi o fato de Morgan e seu grupo terem sido os primeiros a provar que durante o estágio em que os cromossomos emparelham-se e se contraem eles podem trocar material genético entre cromossomos de origem materna e paterna. e não a proteína. guanina (G) e timina (T). esse geneticistas.cromossomos. o acido ribonucléico. The genetical theory of natural selection. As bases são as mesmas em ambas as moléculas. podiam explicar matematicamente as grandes mudanças em organismos vivos no decorrer dos intervalos de tempo deduzidos com base nos indícios fosseis e requeridos para a evolução pela seleção natural. Esse trabalho inaugurou a ciência da genética molecular. e a relação entre genes especifico. Avery. Os ácidos nucléicos apresentam-se em dois tipos : DNA (ácido desoxirribonucléico) e RNA (ácido ribonucléico).B. mostrou particularmente que a lenta mas constante mudança nos genes e cromossomos explica a evolução darwiana. Morgan estabeleceu uma nítida relação entre Darwin e Mendel. publicado em 1930. juntamente com as mutações espontâneas deduzida por Edward East. Seis décads depois de a Sociedade para o Estudo da Ciência Natural de Brno ter gravemente deixado passar despercebida a importância das estatísticas de Mendel. com exceção do uracil. cada um por si mas simultaneamente. ESTRUTURA DA MOLÉCULA DE DNA Identificação dos ácidos nucléicos e da molécula certa inaugura a genética molecular Em 1869. mas à recombinação das “contas em uma cordão”-os genes.

abrindo-a como um zíper e permitindo que as moléculas se RNA que se encontram soltas no núcleo juntem-se e se . timina. além de serem enzimas essenciais e catalisadoras na própria molécula de DNA. * Os aminoácidos combinam-se em uma ordem especifica para formar os 50 mil tipos de proteínas do corpo humano. como corrimão de uma escada em espiral . longas repetições de seqüências múltiplas permitem dezenas de milhares de combinações de aminoácidos para formar uma grande variedade de proteínas. Quando célula. o RNA. o comprimento de cada filamento é 600 mil vezes maior do que a largura. forma de nariz e milhares de outros traços. Devido aos ângulos em que as substâncias químicas do DNA se ligam umas às outras.e transforma a hélice dupla em duas hélices simples com "meios degraus" expostos. Em outras palavras. Ou seja. Como os precisos genes evoluíram de modo a ficar protegidos no núcleo da célula. as seqüências desses códons de três letras ao longo dos filamentos de DNA determinam as proteínas que são exclusivas a cada um de nós. Cada uma dessas combinações de códons é um gene. Em outras palavras. Compreendendo o DNA As proteínas compõem-se unicamente de aminoácidos. Embora existem apenas vinte variedades de aminoácidos. núcleo e cromossomo dividem-se. é necessário que se produzam copias ativas dos genes que possa sair do núcleo e dirigir a produção de proteínas em outras partes da célula. guanina e citosina) no interior. todas as moléculas de DNA consistem em duas faixas paralelas espiraladas. No DNA. e isso lhe permite fazer essas ligações e o torna o atoma e o elemento químico mas importante da biologia. De fato. Assim é preciso uma espécie de "projeto" do gene. Isso leva nos de volta à principal função do DNA : produzir proteínas. O gene é uma região do DNA que controla uma característica hereditária especifica. como cor do cabelo. Os aminoácidos organizam-se ao redor das quatro ligações do átomo de carbono. com a "coluna vertebral" de açúcar e fosfato na parte externa e as bases (adenina. * Todos os 100 mil genes humanos estão configurados nos 46 cromossomos humanos que se localizam em cada núcleo de cada célula. As proteínas não são simplesmente substâncias benéficas que obtemos da carne de outros alimentos. Esse projeto é feito pelo outro acido nucléico.daí o nome que imediatamente se celebrizou com a descoberta de Crick-Watson : a hélice dupla. * Uma ou mais seqüências especificas de três beses representadas por três letras resultam na criação de cada um dos vinte aminoácidos. C. transportadores de oxigênio e anticorpos. A seqüência especifica das bases que compõe o gene geralmente corresponde a uma única proteína ou RNA complementar. a RNA-polimerase desloca-se ao longo da molécula de DNA. aquela que geralmente associamos à hélice dupla : a capacidade de replicar-se. ela "abre o zíper" das bases bem no meio .em suas ligações de hidrogênio . existem cerca de 50 mil tipos de diferentes de proteínas em nosso corpo.são moléculas complexas que apresentam um conjunto extraordinário de propriedade e funções. cada filamento serve de gabarito para a formação de um novo filamento correspondente em cada um das novas células graças à estrutura e ao emparelhamento das bases descobertos por Crick e Watson. o que significa que ele possui quatro elétrons sem par na casca externa. G e uracil em vez de timina. rompendo as ligações entre os dois filamentos que unem A com T e C com G. Isso explica a segunda característica fundamental do DNA. Eles se enovelam nessa forma reconhecível durante a divisão celular. Ao formar esses códigos. As duas cadeias helicoidais antiparalelas. o carbono tem valência 4.Descoberta da hélice dupla de DNA Foi descoberta a hélice dupla de DNA pelos Crick e Watson. A RNA-polimerase é a enzima especifica capaz de dividir o DNA no meio dos "degraus". e sendo componentes de elementos estruturais como o colágeno. quando o DNA duplica-se no interior de cada célula que está sofrendo uma divisão celular . que se compõe de A. hormônios. altura. Os mesmos vinte aminoácidos em 50 mil combinações diferentes estão ligados aos outros em longas cadeias dobradas sobre si mesma. Como os aminoácidos têm de unir-se lado a lado para formar proteínas. sua capacidade de controlar as funções das células e do corpo dirigindo a produção de proteínas também se duplica.

Cada proteína. ele reúne uma serie de aminoácidos provenientes das reservas que flutuam soltas pela célula. controla todas as características hereditárias. Isso levou a um interessemos realmente conhecer a relação entre cada gene e cada características física. Passo a passo. G e T dos filamentos originais de DNA. inclusive doenças de case genética. Do mesmo modo como a RNA-polimerase se deslocou ao longo dos pares de bases G-C e A-T exposto do DNA para criar o RNA mensageiro. o qual sai do núcleo e segue para um dos muitos ribossomos na célula. mas não idênticas. denominado gene "RAG-1". as seqüências codificadoras que fazem com que os cabelos se formem em duas cabeças humanas têm mais semelhança entre si do que com as seqüências formadoras dos pêlos do camundongo. Começa o projeto genoma * Dezembro de 1989 : cientistas do MIT descobrem um gene que acreditam ser crucial para o desenvolvimento das defesas imunológicas humanas. Essa forma e composição química dos aminoácidos dos quais ela é feita. Neste exato momento.o ribossomo lê a mensagem do RNA e. Essa ação cria. às seqüências formadoras de cabelos em uma cabeça humana. o ribossomo desloca-se ao longo do RNA mensageiro para criar uma proteína. apresenta uma forma especifica dobrada e retorcida. Essa copia denomina-se RNA mensageiro. Cada uma dessas novas proteínas reflete uma pequena porção dos longos filamentos de DNA que contêm todos os códigos de três letras para as milhares de proteínas diferentes. De fato. Quando RNA-polimerase chega ao "sinal de parada" que existe na extremidade de cada gene. C. e a razão de os biólogos moleculares referirem-se à frase "DNA produz RNA. * Agosto de 1991 : um esforço de pesquisa conjunto de cientista da Faculdade de Medicina Johns Hopkins. uma proteína especifica "escrita" na linguagem codificada originalmente pela seqüência de bases de três letras existente no DNA que permaneceu no núcleo da célula. é o DNA que. milhares de ribossomos em cada célula de seu corpo estão efetuando milhões de reações que estão fazendo os aminoácidos relacionados uniram-se formando cerca de 2 mil novas moléculas de proteína a cada segundo. da "estaca zero". em ultima analise. Em 1975. ao sair do ribossomo e emergir da célula. o RNA forma uma transcrição exato do DNA. Por meio novo método. Essa descoberta permitirá aos médicos detectar um tumor no cólon no estágio mais incipiente possível. Esse gene é denominado APC. inclusive o humano. Analogamente. tornou-se teoricamente possível entender toda a enorme quantidade de informações contidas no DNA. o qual é vital para todos os aspectos da saúde e do desenvolvimento humano. Sanger tornou teoricamente possível determinar todo o "texto" que governa a hereditariedade de qualquer organismo vivo. de acorda com a seqüência especifica de bases no códon. Quando as pesquisas do bioquímico Fredrick Sanger nos permitiram iniciar o sequenciamento do RNA. e não apenas exemplos isolados. . Essa forma e composição química permitem aos 50 mil tipos diferentes de proteínas executar sua funções especificas no corpo. Como os ácidos nucléicos dirigem a produção de proteínas e a seqüência de proteínas é única em cada pessoa. porém não são idênticas. que produz proteinas" como o "dogma central" A descoberta de Crick e Watson foi o ponto culminante de oitenta anos de pesquisas realizadas por numerosos cientistas.emparelhem ao longo dos agora expostos pontos onde estão A. na década de 1960. desprende-se juntamente com o recém-produzido RNA mensageiro. determinada pela ligação química dos aminoácidos dos quais ela é feita. O Conhecimento da estrutura leva a leitura do código O trabalho de Crick e Watson permitiu que de imediato se percebesse a possibilidade de ler e interpretar o plano genético de qualquer organismo incluindo seres humanos. As seqüências codificadoras que causam a formação de pêlos em um camundongo são semelhantes. Essa é chave para compreender o material hereditário e a função do DNA. cada proteína vital formada em nosso corpo é produzida dessa maneira. Walter Gilbert foi o primeiro a aplicar um tratamento químico especifico ao DNA para dividi-lo em fragmentos e reconhecer a utilidade que isso poderia ter na leitura do texto. A descoberta lança uma nova luz sobre as complexidades do sistema imunológico. do Instituto do Câncer de Tóquio e da Universidade de Utah identifica o gene que origina o câncer do cólon.

. * Junho de 1995 : uma equipe da Universidade de Toronto anuncia que um gene do cromossomo 14 é responsável por até 80% dos casos familiares do mal de Alzheimer. esses “fatores” separar-se-iam durante processo de formação dos gametas de forma que cada gameta herdaria apenas um “fator” de cada par. que acrescentam filamentos extras do aminoácido glutamina à proteína que o gene normalmente codifica. *Fevereiro de 1996 : cientistas identificam o gene que codifica uma variedade de proteínas da superfície celular que se deslocam para o cérebro e ajudam a regular o peso corporal. enquanto outroas opõem-se violentamente a essa engenharia e terapia genética com argumentos éticos e científicos. Nome da Lei: Lei da pureza dos gametas. Eles identificaram a localização física de mais de 15 mil dos 30 mil "marcos" ao longo dos filamentos de material de DNA que formam nossos cromossomos. A versão defeituosa desse gene codifica uma proteína que é menos eficiente em sua função imunológica do que uma versão normal do gene.* Março de 1993 : pesquisadores anunciaram que a doença de Huntington resulta de inexplicadas "gagueiras genéticas". ausente nesses organismos doentes. Lei da Segregação dos fatores ou monoibridismo. PRIMEIRA LEI DE MENDEL Mendel conclui que os fatores (genes) seriam transmitidos aos descendentes através dos gametas. * Março de 1996 : pesquisadores de cinco grandes centros médicos anunciam ter encontrado um gene que aumenta o risco de doença renal e outros distúrbios associados ao lúpus. * Marco de 1996 : pesquisadores da Universidade de Ciências da Saúde do Oregon informam que células sadias do fígado transplantadas para fígados doentes produzem a enzima FAH. De fato. O projeto gera esperanças. * Agosto de 1995 : pesquisadores do Centro de Ciência da Saúde da Universidade de Texas informam que o gene BRCA1 tem um papel fundamental no câncer de mama. câncer e osteoropose. lançam hipótese de que a obesidade resulta de mutação nesse gene receptor. pesquisadores do Projeto Genoma publicam um "mapa" do genoma humano. mas de fato indicou a possibilidade de gêmeos idênticos serem formidáveis questões éticas e legais. expansões no tamanho de um gene especifico no cromossomo 4. Entretanto. especialista em fecundidade do Centro Medico da Universidade George Washington. Esse foi um experimento de laboratório. em outubro de 1993 Robert Stillmas. clonou briões humanos usando métodos que são comuns na reprodução controlada de gado e outros animais. * Abril de 1996 : biólogos moleculares anunciam ter encontrado o gene humano causador dos sintomas de envelhecimento e modificar a participação desse no surgimento de doenças cardíacas. É uma nova esperança para a terapia genética direcionada para o fígado. O código genético hoje é compreendido a tal ponto que remodelar o genoma humano e dirigir suas instruções é algo exeqüível no futuro próximo. e não foi realizado com uma gravidez. *Dezembro de 1995 : cientistas britânicos anunciam a descoberta de um segundo gene associado ao câncer de mama. medo e controvérsia O projeto genoma originalmente foi concebido e continua a ser motivado principalmente pela esperança de curar ou reduzir essas doenças. Mas o projeto humano não deixa de enfrentar oposição. Muitas pessoas vêem um grande potencial na aplicação desse conhecimento à cura de doenças e à melhora da condição humana. o BRCA2. *Agosto de 1993 : pesquisadores do Centro Medico da Universidade de Duke anunciam que as pessoas nascidas com uma variante de um gene chamado APOe têm maior propensão a desenvolver o mal de Alzheimer por volta dos setenta anos de idade do que as pessoas que apresentam outras versões do mesmo gene. que poderá reduzir a necessidade de transplantes desse órgão. Periodicamente.

portanto. quando descendiam apenas de sementes lisas. Mendel concluiu. a característica rugosa voltou a se manifestar em F2.puras) F2: 2/4 ou 50% Rr (lisas . d) as flores de ervilhas reproduzem-se predominantemente por autofecundação. e seus órgãos reprodutores encontram-se protegidos no interior das pétalas. apenas um fator (gene) ao descendente. através de seus gametas. No entanto. pois são monóclinas (bissexuais). os gametas podem combinar-se como mostra a descendência. b) apresenta uma série de características bem contrastantes e de fácil observação. sendo filhos de plantas puras de sementes lisas e de plantas puras de sementes rugosas.impuras) 1/4 ou 25% rr (rugosas) Portanto: 3/4 ou 75% com sementes lisas 1/4 ou 25% com sementes rugosas . na geração F2. Se cada indivíduo produz gametas R e r. que se separam na formação dos gametas. todos os indivíduos eram de sementes lisas. Por que Mendel escolheu plantas de ervilha para as suas pesquisas? a) trata-se de uma planta de fácil cultivo em canteiros. passando apenas um fator por gameta”. Desse modo. que todos os indivíduos de F1 eram híbridos de constituição Rr. Mendel concluiu que: Cada planta transmite. as linhagens encontradas na natureza são puras. Os descendentes. Em F1. Mendel denominou a característica lisa de dominante e a característica rugosa de recessiva. pois esta não se manifestou em F1. mas reapareceu na progênie de F2. Observação: A manifestação rugosa não apareceu em nenhum indivíduo de F1.Enunciado “Cada caráter é condicionado por 2 fatores. foi possível estudar várias gerações de plantas em um tempo relativamente curto. c) são plantas de ciclo vital curto e produzem um grande número de sementes (descendentes) por exemplar. Portanto. serão: 1/4 ou 25% RR (lisas .

Quando a planta apresenta os dois alelos V e B simultaneamente. Por exemplo: a textura do cabelo pode ser lisa ou crespa.VV 25% . etc. Quando um determinado caráter é condicionado por alelos iguais. os dois alelos interagem de modo que o heterozigoto apresenta um caráter fenotípico intermediário entre os apresentados pelos indivíduos parentais. Cada gene ocupa um local específico (lócus genético) no cromossomo. expressa-se no fenótipo.VB. sua constituição genética para uma determinada característica. o gene dominante. suas flores apresentam coloração rósea. como.100% de flores rosa F1. duas variedades. O alelo dominante é representado por uma letra maiúscula. O fenômeno é denominado. 50% de flores rosa e 25% de flores vermelhas.Fenótipo HERANÇA SEM DOMINÂNCIA Algumas flores apresentam duas ou mais colorações. ou seja. Na dominância completa. no mínimo. quando em dose simples. mas essa semelhança não é completa. por exemplo. de dominância incompleta. o alelo para a cor vermelha é V e para a cor branca. A diferença entre a dominância completa e a herança sem dominância reside no efeito fisiológico que os genes produzem nos indivíduos heterozigotos. então.1ª Lei de Mendel Toda característica do indivíduo apresenta. Cruzamento entre "MARAVILHAS".VB. os descendentes heterozigotos assemelham-se mais a um dos tipos parentais que a outro. cada uma é determinada por um gene.25% de flores brancas.100% Fenótipo. B. Na herança sem dominância. produz o mesmo efeito fenotípico como se estivesse em dose dupla. . Os genes alelos expressam o genótipo de um indivíduo. influenciado pelas interferências do meio ambiente. Se os alelos forem diferentes.Fenótipo dominante Aa . vermelho e branco. o recessivo é representado por letra minúscula. ilustrando um caso de Codominância VV X BB Gametas V e B F1. Efetuando-se o cruzamento entre duas plantas híbridas de F1. Em F1 o fenótipo das flores é intermediário: rosa. que representa o somatório de todas as características observáveis em um indivíduo. AA . observa-se que os fenótipos parentais reaparecem. O genótipo. denomina-se heterozigoto.Fenótipo dominante aa . Em certos casos.50% . Os genes que determinam variedades diferentes do mesmo caráter são denominados alelos. o indivíduo denomina-se homozigoto.vv 25% Fenótipo.

Foi então que ele deu início aos seus experimentos. forma da semente. devido a uma adequada escolha do material de pesquisa. altura da planta. Portanto. apenas o fator L se manifestou. Mendel cruzou. L e R. Os indivíduos deste cruzamento foram denominados de geração P ou parental. Ambas as plantas eram puras para esta característica. estava presente. Mendel cruzou uma planta alta (AA) com uma planta anã (aa). Ele obteve com êxito em relação a outros cientistas. firmam dois tipos de gametas. tornaram-se possíveis quatro combinações de gametas. e reproduziam por autofecundação e fecundação cruzada. interpretou os dados de suas experiências empregando análises estatísticas de modo a obter resultados quantitativos sobre suas pesquisas. promovendo uma polinização cruzada. Mendel permitiu a autofecundação dos indivíduos de F1. sendo filhos de plantas puras de sementes lisas e de plantas puras de sementes rugosas. Além disso. Posteriormente. Para isso. PRIMEIRA LEI DE MENDEL Mendel escolheu a ervilha (Pisum sativum) como organismo experimental por ser uma planta que possuía uma variedades de características facilmente observáveis (cor. correspondendo à primeira geração de filhos que apresentou 100% de plantas com sementes lisas. PRIMEIRA LEI DE MENDEL Gregor Mendel foi o primeiro cientista a elucidar os mecanismos básicos da hereditariedade. Posteriormente. Mendel promoveu o cruzamento entre plantas de sementes lisas com plantas de sementes rugosas. finalmente. cor da flor etc. Obteve então a geração F2. coletava o pólen de outra planta de variedade diferente e o depositava sobre o órgão reprodutor da flor feminilizada. Ele também observou que a flor da ervilha possuía os dois órgãos sexuais. ao se autofecundarem. a proporção fenotípica é de 1:2:1. Mendel denominou a característica lisa de dominante e a característica rugosa de recessiva. usou um método que empregava indivíduos de linhagens puras. .E. pelo contrário. a característica rugosa voltou a se manifestar em F2 de modo que ela não foi destruída em F1. por autofecundação várias ervilhas. por ser dominante. Através deste processo. retirava os órgãos masculinos de uma flor antes que ela iniciasse a produção de grãos de pólen. pois ela não se manifestou em F1.Em F2. que não se manifestou por ser recessivo perante o fator liso. No entanto. Os indivíduos resultantes deste cruzamento foram denominados de F1. Em F1. portanto. em uma proporção de três lisas para uma rugosa. Inicialmente. Deste modo. As plantas de F1. como fizeram seus predecessores. observando um caráter de cada vez e não todos os caracteres ao mesmo tempo. Mendel analisou isoladamente o comportamento de sete características que eram de fácil observação e nitidamente contrastantes. O caráter rugoso não se manifestou em F1. que todos os indivíduos de F1 eram híbridos de constituição LR. Em F1 todos os indivíduos eram de sementes lisas.). com 75% de plantas de sementes lisas e 25% de plantas de sementes rugosas. Mendel concluiu. várias vezes até conseguir indivíduos puros. No entanto. e obteve uma geração F1 (Filha 1) era toda alta. Quando Mendel desejou cruzar diferentes variedades de ervilhas. todos os indivíduos de F1 eram portadores do fator R (gene) para o aspecto rugoso. mas apenas não se manifestara. preocupou-se em evitar o processo de autopolinização.

Analisando os resultados da geração F2. verificou-se a distribuição segundo a tabela. Esta segregação dos genes. obtendo uma geração F2 composta por indivíduos altos e baixos. Mendel concluiu que "os indivíduos devem conter fatores em pares que se separam durante a formação dos gamentas e se unem na formação de um novo indivíduos". se considerarmos cor e forma. em F1. permanece a proporção de três dominantes para um recessivo. Mendel não sabia que esses "fatores" eram os genes. simultaneamente. O resultado de F1 já era esperado por Mendel. Mendel. Portanto. realizou a autofecundação dos indivíduos de F1. obtendo na geração F2 indivíduos com quatro fenótipos diferentes. Posteriormente. percebe-se que a característica cor da semente segrega-se de modo independente da característica forma da semente e vice-versa. SEGUNDA LEI DE MENDEL Após o estudo detalhado e individual de cada um dos sete pares de caracteres em ervilhas. como os pais dominantes. ou lei da segregação . Em F2. individualmente. independente e ao acaso. obtendo. Observando-se as duas características. todos os indivíduos com sementes amarelas e lisas. então. Em 556 sementes obtidas em F2. incluindo duas combinações inéditas (amarelas e rugosas. verifica-se que obedecem à Lei de Mendel. verdes e lisas). Mendel passou a estudar dois pares de caracteres de cada vez. cruzou a geração parental (P) de sementes amarelas e lisas com as ervilhas de sementes verdes e rugosas. Os números obtidos aproximam-se bastante da proporção 9 : 3 : 3 : 1. de modo isolado. os cruzamentos que realizou envolveram os caracteres cor (amarela e verde) e forma (lisa e rugosa) das sementes. constitui-se no fundamento básico da 2ª Lei de Mendel.Cruzou dois indivíduos da geração F1. concluindo que o amarelo e liso eram caracteres dominantes. que já haviam sido estudados. uma vez que os caracteres amarelo e liso eram dominantes.

obtém-se o seguinte resultado: 9 negras e crespas. VvRR. 3 negras e lisas. vr F2: VVRR. todos os indivíduos nasceram com a pelagem negra e crespa (AaLl). respectivamente. fala-se em di-hibridismo. simultaneamente. . três ou mais características. Vr. vvrr Outro exemplo conhecido é o do cruzamento entre cobaias puras de pelagem negra e lisa (AAll) e cobaias puras de pelagem albina e crespa (aaLL). VVrr. O heterozigoto apresenta as duas características dominantes. VVRr. Aplica-se a Lei de Mendel para o estudo de duas. determinadas por alelos situados em pares de cromossomos homólogos diferentes.independente. VvRr. Promovendo a autofecundação entre dois indivíduos de F1. Aplique a proporção fenotípica de 9 : 3 : 3 : 1 na decrescência quantitativa das dominâncias. P: Amarelas e Lisas (VVRR) x Verdes Rugosas (vvrr) G: VR x vr F1: 100% Amarelas e Lisas (VvRr) F1 x F1: Amarelas e Lisas (VvRr) x Amarelas e Lisas (VvRr) GF1: VR. Vr. vr x VR. 3 albinas e crespas e 1 albina e lisa. vR. Sempre que você precisar fazer o cruzamento entre 2 indivíduos iguais e di-híbridos. Em F1. vvRR. vR. Vvrr. É possível determinar o genótipo de um indivíduo com fenótipo dominante por meio de um cruzamento teste com um indivíduo de caráter recessivo. Observe o esquema do cruzamento. poli-hibridismo. não é necessário realizar o genograma de 16 casas. vvRr. Assim. tri-hibridismo.

como os pais dominantes. se considerarmos cor e forma. o resultado de F1 já era esperado por Mendel. concluindo que o amarelo e o liso eram caracteres dominantes. que já haviam sido estudados. em F1. RNA Ácido ribonucleico . Mendel passou a estudar dois pares de caracteres de cada vez. de modo isolado.SEGUNDA LEI DE MENDEL Após o estudo detalhado de cada um dos sete pares de caracteres em ervilhas. Mendel então cruzou a geração parental (P) de sementes amarelas e lisas com as ervilhas de sementes verdes e rugosas. Analisando os resultados da geração F2. Para realizar estas experiências. obtendo. Mendel usou ervilhas de linhagens puras com sementes amarelas e lisas e ervilhas também puras com sementes verdes e rugosas. Em F2. uma vez que os caracteres amarelo e liso eram dominantes. percebe-se que a característica cor da semente segrega-se de modo independente da característica forma da semente e vice-versa. obtendo na geração F2 indivíduos com quatro fenótipos diferentes. incluindo duas combinações inéditas (amarelas e rugosas. verdes e lisas). individualmente. simultaneamente. verificou-se a seguinte distribuição: Fenótipos observados em F2 Valor Absoluto Amarelas lisas Amarelas rugosas Verdes lisas Verdes rugosas Números Obtidos Relação 315 101 108 32 315/556 101/556 108/556 32/556 Os números obtidos aproximam-se bastante da proporção 9 : 3 : 3 : 1 Observando-se as duas características. os cruzamentos que realizou envolveram os caracteres cor (amarela e verde) e forma (lisas e rugosas) das sementes. realizou a autofecundação dos indivíduosF1. Portanto. permanece a proporção de três dominantes para um recessivo. Em 556 sementes obtidas em F2. Posteriormente. verifica-se que obedecem à 1ª Lei de Mendel. todos os indivíduos com sementes amarelas e lisas.

geralmente em cadeia simples. Na biologia. ribonucleic acid). RNA.2 RNA transportador o 6. ser dobrado.3 RNA ribossômico o 6.4 RNA pequenos nucleares 7 Referências 8 Bibliografia 9 Ver também Características O RNA é constituído por uma Ribose.por um montefosfato e uma base azotada (nitrogenada). Nota: RNA redirecciona para esta página. o ácido ribonucleico (sigla em português: ARN e em inglês.Estrutura do RNA. O RNA é um polímero de nucleótidos. Se procura por outros significados de RNA.1 RNA mensageiro o 6. por vezes. . consulte RNA (desambiguação). que pode. é o responsável pela síntese de proteínas da célula. Índice          1 Características 2 Intermediário da transferência de informação 3 Transcrição 4 Localização 5 Função 6 Classes o 6. As moléculas formadas por RNA possuem dimensões muito inferiores às formadas por DNA.

citosina (C) e uracila (U). As ligações açúcar-fosfato são feitas nas posições 5' e 3' do açúcar. Um filamento de RNA pode se dobrar de tal modo que parte de sua próprias bases se pareiam umas com as outras. uma cadeia de RNA terá uma ponta 5' e uma ponta 3'. os dois açúcares diferem na presença ou ausência de apenas um átomo de oxigênio. Assim. 4. 2. Como os nomes sugerem. Como um filamento individual de DNA. guanina (G). Assim. e não uma de dupla hélice como o DNA. este RNA induzido por . As moléculas de RNA que funcionam como proteínas enzimáticas são chamadas de ribozimas. 1.A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA (ácido desoxirribonucleico) contudo apresenta algumas diferenças: Exemplificação de fórmula estrutural de molécula de RNA 1. O RNA é formado por uma cadeia simples de nucleotídeos. um filamento de RNA é formado de um arcabouço de açúcar-fosfato com uma base ligada covalentemente na posição 1' de cada ribose. está presente em lugar de timina. enquanto apenas um átomo de hidrogênio é ligado ao carbono 2' nos grupos de açúcar do DNA. como a proteína mas não como DNA. O RNA tem o açúcar ribose em seus nucleotídeos em vez da desoxirribose encontrada no DNA. coli é infectada pelo fago T2 é um rápido surto de síntese de RNA. como no DNA. formando pontes intracadeia o RNA é capaz de assumir uma variedade muito maior de formas moleculares tridimensionais complexas do que a dupla hélice de DNA [1]. Tal pareamento intramolecular de bases é um determinante importante da forma do RNA. mas esta última pirimidina. Além disso. Os grupos de açúcar do RNA contêm um par oxigênio-hidrogênio ligado ao carbono 2'. Os nucleotídeos de RNA (chamados ribonucleotídeos) contêm as bases adenina (A). 3. Eles descobriram que uma das mais marcantes mudanças quando a E. Intermediário da transferência de informação Em 1957 Elliot Volkin e Lawrence Astrachan fizeram uma observação significativa. O RNA. pode catalisar importantes reações biológicas.

os RNAs das diversas classes até hoje descobertas atuam no processamento e degradação de RNAs mensageiros e na síntese de proteínas. Aparentemente. mas o recuperado logo após o pulso está. Função Varia de acordo com a classe do RNA. O seu rápido aparecimento e desaparecimento sugeriu que o RNA pode ter algum papel na expressão de genoma de T2 necessária para fazer mais partículas de vírus. onde são feitas as proteínas. Qualquer RNA sintetizado nas bactérias a partir daí está "marcado" com uracil radioativa prontamente detectável. o RNA é sintetizado no núcleo e então move-se para o citoplasma. Nas amostras obtidas após a caça. Nas amostras colhidas após o pulso. o RNA mensageiro orienta quais aminoácidos e em que ordem serão utilizados para sintetizar proteínas. seu tempo de vida é curto. a uracil radioativa é removida e substituída (caçada) por uracil que não é radioativa. o RNA é um bom candidato para intermediário da transferência de informação entre o DNA e a proteína. porque. classes . apenas os precursores não não marcados estão disponíveis para sintetizar novas moléculas de RNA.fago "renova-se" rapidamente. Por exemplo. as bactérias infectadas são primeiro alimentadas (pulsadas com) uracil radioativa (uma molécula necessária para a síntese de RNA mas não de DNA). Um experimento similar pode ser feito com células eucarióticas. A quantidade de RNA é variável de célula para célula e com a atividade celular. A molécula de DNA abre-se em um determinado ponto e nucleotídeos livres na célula vão se pareando a esse segmento aberto. o RNA localiza-se no citoplasma (maior quantidade) e no núcleo onde é sintetizado. Este procedimento "caça" a remoção de marcação do RNA. O RNA recuperado logo após o pulso está marcado. Volkin e Astrachan demonstraram a rápida renovação do RNA usando um protocolo chamado de experimento de pulso-caça. Transcrição Ver artigo principal: Transcrição Consiste na síntese de RNA. isto é. está pronta a molécula do RNA. As células são primeiro pulsadas com uracil radioativa para um meio com uracil não marcada. Localização Em células eucariotas. o RNA marcado é encontrado no citoplasma. o DNA que serviu de molde reconstitui a molécula original. à medida que o RNA se degrada. em eucariontes. indicando que o RNA tem um tempo de vida muito curto. Assim. Após um curto período de incubação. Geralmente. a maior parte da marcação está no núcleo. Completado o pareamento a esse segmento aberto. Para fazer um experimento de pulso-caça.

Por meio do anticódon. As moléculas de RNA mensageiro(RNAm) sintetizadas a partir dos genes têm a informação para a síntese de proteínas. segmentos de DNA que servem de molde para as moléculas de RNAm. por meio do anticódon. RNA transportador Ver artigo principal: RNA transportador As moléculas de RNA transportador (RNAt) também são sintetizadas a partir de segmentos de DNA presentes em certas regiões específicas dos cromossomos.RNA mensageiro Ver artigo principal: RNA mensageiro Os genes. codificada na forma de trincas de bases nitrogenadas. encaixando os aminoácidos de acordo com os códons do RNAm. Em uma das extremidades liga-se um aminoácido específico. localizam-se nos diversos cromossomos da célula. o anticódon. A correspondência entre o códon e seu respectivo aminoácido é feita pelo RNAt. onde elas se unem para formar as proteínas. por sua vez. o códon. o RNAt emparelha-se temporariamente a uma trinca de bases complementares do RNA mensageiro (RNAm). geralmente separados por longos segmentos de DNA não-codificante. serve de suporte para o acoplamento do RNAm e dos RNAt. o RNAt com anticódon UAC encaixa-se no RNAm apenas se houver o códon AUG. RNA ribossômico . O ribossomo. Por exemplo. Esse tipo de RNA é chamado de transportador por ser o responsável pelo transporte das moléculas de aminoácidos até os ribossomos. em sua região mediana há uma trinca de bases. Assim. Cada trinca é chamada códon e define cada aminoácido constituinte da proteína. Um RNAt é uma molécula relativamente pequena. os RNAt atuam na síntese das proteínas como "adaptadores". Como esse RNAt transporta o aminoácido metionina é ele que irá se encaixar nos locais da cadeia polipeptídica correspondentes aos códons AUG do RNAm.

Estes procedimentos. Assim. Além disso. Ambos fixam as proteínas evitando sua degradação. Não é indicada a extração de porções grandes. implica uma série de procedimentos técnicos prévios. os fixadores retardam os efeitos pos-mortem do tecido. mantendo sua arquitetura normal. A técnica histológica visa à preparação dos tecidos destinados ao estudado à microscopia de luz. Contudo. que são grandes maquinarias macromoleculares que guiam a montagem da cadeia de aminoácidos pelo mRNA e tRNA. Coleta do Material Partes de órgãos são retiradas com o auxílio de um bisturi. Fixação do material Esta etapa consiste na utilização de procedimentos físicos ou químicos para imobilizar as substâncias constituintes das células e dos tecidos. designam-se genericamente por técnicas histológicas. seus resultados geralmente não são satisfatórios. é o fixador mais utilizado nas técnicas histológicas. que a seguir se descrevem sumariamente. é necessária a obtenção de fragmentos dos tecidos que serão coletados em lâminas muito finas e transparentes. O exame ao microscópio é feito geralmente por luz transmitida. . Por essa razão é recomendada a dissolução de formol em tampão fosfatado (Junqueira e Junqueira. Estas lâminas podem ser permanentes ou provisórias. 1983). o que significa que a luz deve atravessar o objeto a ser examinado. RNA pequenos nucleares São partes de um sistema que processa os RNA transcritos em células eucariontes. Algumas técnicas freqüentemente são utilizadas em rotinas de laboratórios que proporcionam a visualização das microestruturas dos tecidos. Confecção de Lâminas Histológicas Para a análise sob microscopia óptica é necessária a confecção de lâminas delgadas dos tecidos que formam os órgãos. Os agentes fixadores mais utilizados são o formol tamponado e o líquido de Bouin. em microscopia óptica. Alguns snRNAs guiam a modificação de rRNA. por ser mais acessível e de uso simples. TÉCNICAS HISTOLÓGICAS A correta observação do material biológico. O formol. fornecendo maior resistência para suportar as demais etapas. pinça ou lâmina de barbear. Muitas são as técnicas utilizadas em histologia.São os principais componentes dos ribossomos. Este e uma composicão de RNA com protéinas especiais. Uma outra classe de RNA funcionais participam do processamento de RNA e é especifica de eucariontes. Outras se unem a várias subunidades proteicas para formar o complexo de processamento de ribonocleoproteínas ( chamado spliceossomos) que remove os introns dos mRNA eucarióticos. uma vez que o objetivo final é a obtenção de uma camada fina que possa ser analisada em um microscópio óptico.

Antes da utilização das lâminas. Contudo. os tecidos são endurecidos através do congelamento. com a substituição do álcool. seccioná-lo em camadas delgadas. para uma estufa onde ficam alguns minutos (não mais que dez minutos) para posteriormente serem colocados em um suporte inclinado. Pelo fácil manuseio e bons resultados. quando ocorre a retirada da água dos tecidos e a sua substituição por álcool. a parafina é a mais utilizada neste procedimento. agora presente nos tecidos. podendo variar entre 06 e 24h. esta técnica é contra-indicada. . é necessário revestir suas superfícies com uma fina camada de albumina para facilitar a adesão da peça. Finalmente. Montagem das lâminas histológicas As fitas obtidas a partir do micrótomo são transferidas para um banho-maria. conforme a conveniência. Nestes casos. Os aparelhos utilizados para os cortes podem ser de dois tipos: micrótomos de congelamento ou criostatos (Junqueira e Junqueira. A água deve estar entre 3 e 8º abaixo do ponto de fusão da parafina utilizada. e um braço ao qual se prende o bloco e que se desloca verticalmente. Finalmente. sempre que possível. são obtidos cortes entre 5 e 7 micrômetros. o xilol é substituído por parafina fundida a 60 em pequenos blocos. última etapa. A diafanização é a etapa seguinte. 1 B). Técnica de Criomicrotomia (= Microtomia por Congelamento) A técnica descrita acima. como em exames patológicos. para serem distendidas (Fig.O tempo de fixação dependerá do tamanho do fragmento do tecido. com o auxílio de uma pinça. no estudo da distribuição dos lipídios. são retiradas as dobras e evitadas as bolhas abaixo da fita. Os cortes obtidos podem ser transferidos. Este aparelho é formado por uma lâmina (fixa ou descartável) de aço. Inclusão Este procedimento consiste na impregnação do tecido com uma substância de consistência firme que permita. a primeira etapa da inclusão compreende a desidratação. Como ela não é miscível em água. delgados e uniformes. não ultrapasse a 3 mm de espessura. inicialmente. na impregnação. Nesta etapa. 1983). afiada. em utilizar um micrótomo para obter cortes sucessivos. Neste momento a catalogação do bloco é importante para a posterior identificação da peça. os cortes devem ser depositados em uma estufa a 60º para secagem entre uma e 24 horas. Após a distensão. posteriormente. a partir dos blocos de parafina com as peças incluídas. por xilol. É recomendado que. De um modo geral. basicamente. os cortes são separados individualmente ou em grupos. por exemplo. Microtomia Esta etapa consiste. em alguns casos. Micrótomo (tipo rotativo ) e operação de corte É difícil obter cortes abaixo de 3 a 4 micrômetros de espessura dos materiais incluídos em parafina. sem dúvida. é a mais utilizada. como. utilizando se lâminas de vidro previamente limpas com detergente. estocadas em álcool 80% e previamente secas. em técnicas histoquímicas avançadas ou quando são necessários cortes urgentes.

tanto o núcleo. A Hematoxilina é uma base que cora. Ácido periódico reativo de Schiff cora as moléculas ricas em glicogênio e carboidrato de magenta. quanto certas partes do citoplasma. cora de rosa os eritrócitos e os grânulos eosinófilos. mas de um modo geral podem ser agrupados em três classes distintas (Gartner e Hiatt. o citoplasma. 1999): Tricrômico de Masson . deste modo.cora as fibras elásticas de azul. Como os componentes ácidos mais abundantes são o DNA e o RNA. ao contrário. A Eosina. é um ácido que cora as estruturas básicas da célula de rosa. Para corar peças incluídas em parafina é necessária a retirada da parafina e a hidratação da peça. Técnicas de Coloração de Cortes Histológicos A coloração consiste numa etapa muito importante para a visualização das estruturas do tecido. Prata .O criostato é um aparelho mais aperfeiçoado que o anterior. os núcleos e os eritrócitos de preto. Hematoxilina férrica . Esses componentes são chamados de basófilos. componentes ácidos das células em um tom azulado escuro. sendo necessário. 1983). Corantes especializados que diferenciam os componentes fibrosos da matriz extracelular. se tornam azulados. Weigert .cora as estriações dos músculos.cora as fibras elásticas de marrom. Existem muitos tipos de corantes. . Os corantes mais utilizados nos procedimentos histológicos são a Hematoxilina e a Eosina (HE). Sais metálicos que precipitam nos tecidos.especializado em células sangüíneas. 1999): Corantes que diferenciam os componentes ácidos e básicos das células. Orceína . a queratina e o músculo de vermelho e o mucigênio e o colágeno de azul claro. de púrpura o núcleo dos leucócitos e grânulos basófilos e de azul o citoplasma dos monócitos e dos linfócitos. Permite a obtenção de cortes muito mais finos de tecidos não fixados (até dois micrômetros). Normalmente são utilizados corantes hidrossolúveis. 1999). preferencialmente. tais como (Gartner e Hiatt. Wright e Giemsa . a remoção da parafina da peça que foi preparada nas etapas descritas anteriormente e que permanece na lâmina de vidro. Outros corantes são também utilizados em procedimentos de rotina em laboratórios. facilitando a visualização das células (Junqueira e Junqueira.cora o núcleo de azul escuro. Estas estruturas são abundantes no citoplasma e são chamadas de acidófilas (Gartner e Hiatt.cora as fibras reticulares de preto.

1983): .Álcool 100% 25ml .Ácido acético 20ml Inicialmente. O prazo de envelhecimento desta solução é entre dois e três meses.Este procedimento é realizado a partir de uma seqüência de banhos em xilol. 4º) corar em eosina entre 1 e 10min. as etapas são: 1º) desparafinar e hidratar os cortes.25g . b) Material necessário para a Eosina (Junqueira e Junqueira.Eosina solúvel em água 1g .5g . poderá ser observada nas etapas abaixo uma variação muito grande em relação ao tempo que pode ser ajustado durante o procedimento no laboratório. Aqui serão abordadas as etapas do método da hematoxilina-eosina. O óxido de mercúrio é adicionado à solução que deve ser resfriada.Água destilada 500ml .Água destilada 100ml c) Procedimentos para a coloração: Embora as etapas possam ser definidas. Técnica da hematoxilina-eosina (HE) a) Material necessário para a solução de Hematoxilina de Harris (Junqueira e Junqueira. A partir desta data o corante perde suas propriedades e não reage adequadamente com o tecido. De acordo com Junqueira e Junqueira (1983). 1983): . os cortes são corados de acordo com o procedimento mais apropriado para a análise que será realizada posteriormente. inversamente ao procedimento executado na etapa de inclusão. álcool e água.Hematoxilina 2.Alúmen de amônio ou potássio 50g . a Hematoxilina deve ser dissolvida no álcool e o alúmen na água destilada (previamente aquecida). as duas soluções devem ser misturadas e aquecidas até a fervura. por ser o mais utilizado e por ter um resultado final satisfatório. Posteriormente.Óxido vermelho de mercúrio 1. Após a hidratação. 3º) lavar em água corrente por 10min. mergulhando-se o frasco em água fria. o tempo em cada fase depende da qualidade e da idade das soluções dos corantes. O ácido acético é então colocado na solução fria para finalmente ser filtrada. 2º) corar em hematoxilina entre 5 e 15min. . Deste modo.

Os quelantes capturam os íons metálicos (entre os quais o cálcio).5º) lavar em água e desidratar em álcool 70% rapidamente. 1994. e são mais utilizados nos procedimentos histológicos. O polimento final é feito com uma lixa mais fina. O osso é retirado da madeira com xilol e aderido à superfície da lâmina de vidro. agitando o frasco várias vezes ao dia e trocando o descalcificador a cada 2 ou 3 dias. Após a fixação. Timm. Confecção de lâminas ósseas por descalcificação A segunda técnica implica na descalcificação do osso. é retirado um fragmento do osso a ser analisado. até que se tenha obtido uma camada de osso delgada. 1996 a. removendo-os dos tecidos com um mínimo de alteração. d) Montagem Final da Lâmina: Este processo consiste em depositar uma gota de resina líquida sobre o corte que está aderido à lâmina de vidro e cobri-lo com uma lamínula. e sim. com movimentos firmes e no mesmo sentido. A descalcificação pode ser feita através da imersão em ácidos ou compostos quelantes. Confecção de lâminas ósseas por desgaste Inicialmente. Finalmente a lâmina é catalogada. Os tecidos descalcificados não devem ser transferidos diretamente ao álcool 70%. Esse fragmento é colado com bálsamo do Canadá sobre uma superfície de madeira plana. Este procedimento tem por objetivo retirar o fosfato de cálcio do tecido ósseo para que possa ser seccionado posteriormente. . o material é lavado para retirar o excesso de fixador e transferido para um descalcificador. Não é recomendado utilizar fragmentos maiores do que 3 mm de diâmetro. b). A resina depois de seca garantirá uma lâmina permanente que poderá durar anos. 40 vezes o volume do tecido. Técnicas Histoquímicas A histoquímica é uma técnica histológica que tem por objetivo a identificação da natureza química de constituintes celulares. Sobre ele é colocada uma lamínula e fixada com resina (Amaral et al. no mínimo. lavados em água corrente por algumas horas. Embora de ação mais lenta. agridem menos o tecido. Para a confecção das lâminas histológicas de ossos descalcificados seguem-se as etapas rotineiras citadas anteriormente. Técnicas Utilizadas para Confecção de Lâminas Ósseas Para a confecção de lâminas ósseas são utilizadas duas técnicas: a primeira consiste no desgaste do osso através do polimento com lixa. Nesta etapa deve-se evitar as bolhas de ar que se formam na resina durante a colocação da lamínula. 6º) diafanizar e montar em resina. Devem-se usar. Em um bloco de madeira é colada uma lixa de granulometria grossa para o primeiro polimento.

na medida em que esta última se baseia na absorção. etc. para que os mesmos sejam especificamente evidenciados pelos corantes histoquímicos. de substâncias coradas (os corantes).Consiste na coloração específica desses constituintes. as cores são propriedades de produtos que se formam in sito. A técnica de IHQ mais usada é a indireta. A imuno-histoquímica pode auxiliar em diversas situações. ácidos nucléicos. dar lugar à formação de um produto que se cora em vermelho arroxeado. São duas as substâncias contrastantes mais usualmente aplicadas para a microscopia eletrônica: o acetato de uranila e o citrato de chumbo. . procedimento sensível de detecção molecular que pode auxiliar no diagnóstico de doenças inflamatórias. aminoácidos. permitindo o estudo de blocos arquivados por longos períodos. tornam-se elétron-densas ou elétron-lúcidas. enquanto que na histoquímica. O princípio da reação baseia-se no fato de que o DNA. ou ainda fornecer dados mais precisos e individualizados sobre o melhor tratamento e provável evolução do câncer. pelas estruturas. Um dos exemplos clássicos é o método de Feulgen que se destina a identificar o DNA. As cores mais comuns são a castanha (peroxidase+ diaminobenzidina-DAB) e a vermelha (fosfatase alcalina + fast red). recorrendo basicamente a substâncias que. Técnica de Imuno-Histoquímica (IHC) As técnicas de imuno-histoquímica (IHQ) detectam moléculas (antígenos) teciduais. Ex: carboidratos. Esta técnica contrasta com a coloração histológica comum.Localização de carboidratos: técnica do PAS (Periodic Acid-Schiff). reagindo com os componentes celulares. O complexo é formado pela ligação de uma molécula de (strept) avidina com várias de biotina associadas a uma enzima (peroxidase ou fosfatase alcalina). após hidrólise ácida moderada. . quando tratado pelo reagente de Schiff . íons. Técnica da Contrastação (Microscopia Eletrônica) A microscopia eletrônica expõe estruturas que ao selecionar a passagem de elétrons pelas mesmas. Indicações: Em diversos casos é necessário utilizar o exame imuno-histoquímico. associada ao complexo avidina-biotina-enzima. O mecanismo básico é o reconhecimento do antígeno por um anticorpo (Ac primário) associado a diversos tipos de processos de visualização. lipídeos. que tem como função a conversão de um cromógeno incolor em um produto final que pode conferir diversas cores aos antígenos teciduais marcados. pois expõem os grupamentos e radicais químicos que compõem as estruturas. infecciosas e neoplasias. acima referida. sendo de grande valor nos diagnósticos anátomo-patológicos e na investigação científica.Localização de ácidos nucléicos: método de Feulgen. São processos de coloração que conferem especificidade. dão origem a produtos corados. Atualmente há disponibilidade de grande número de anticorpos para uso em tecidos fixados em formol e incluídos em blocos parafina. tais como: .

.Diagnóstico de diversas doenças infecciosas. .Diagnóstico de tumores indiferenciados. . .2m .Diagnóstico diferencial entre tumores e estados reacionais.Determinação de fatores prognósticos de neoplasias. sistemas eletrônicos de imagem associados à tecnologia de processamento de imagens causaram um grande impacto na microscopia óptica. de forma que interferem uma nas outras e causam efeitos de difração óptica. .Determinação Introdução a Microscopia A visualização no microscópio de luz depende do limite de resolução. Segundo. as ondas de luz viajam através de um sistema óptico por uma variedade de rotas ligeiramente diferentes. . Eles permitiram que certas limitações práticas dos microscópios fossem superadas e as limitações do olho humano como: o olho não pode ver bem em ambientes pouco claros e não percebe pequenas diferenças de intensidade de luz em ambientes extremamente claros. Terceiro. pois esta não segue exatamente a trajetória de um raio.Determinação / sugestão de sítio primário de adenocarcinoma. um conjunto de lentes apropriadas (objetiva e ocular) deve ser arranjado de modo a permitir o foco correto do espécime no olho. Link para atualidades Recentemente. um foco de luz clara deve ser dirigido para o espécime através das lentes no condensador. ao contrário. esta limitação é imposta pela natureza de propagação da luz.. . Três fatores são requeridos para a visualização de células sob o microscópio de luz. o espécime deve ser de tal maneira preparada que permita à luz emitida passar sobre o mesmo. Primeiro.Determinação de fatores preditivos de neoplasias. que é a menor distância entre dois pontos que permite distinguí-los separadamente. Ele permite aumentar o tamanho das células até mil vezes e revelar detalhes até 0.

Novamente é feita a lavagem.1 HIV o 2. Normalmente é usada uma placa de superfície inerte com poços onde serão adsorvidos os antígenos de interesse.sabendo-se que exista uma quantidade maior de anticorpo do que a proteína específico para a proteína de interesse e este vai se ligar a ela.ELISA Uma microplaca de 96 poços usada para ELISA ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent Assay) é um teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos no plasma sanguíneo. Este teste é usado no diagnóstico de várias doenças que induzem a produção de imunoglobulinas. A superfície é lavada . juntamente com um tampão de carbonato (processo conhecido como sensibilização). Posteriormente. é feito o bloqueio com PBS Tween com 10% de soro de cabra ou com BSA para que esta ocupe os poços livres (sítios inespecíficos que podem gerar resultados falso positivo ou negativo). Depois é realizada uma lavagem com PBS. A superfície é então tratada com solução de anticorpo primário .2 Imunoradioensaio 3 Referências Princípio O método utilizado para realizar o teste se baseia na interação anticorpo-antígeno. Índice    1 Princípio 2 Diagnóstico o 2.

pode-se quantificar e verificar a presença de alguma substância de interesse. que detecta os seus ácidos nucleicos virais. . o teste ELISA pode ser uma alternativa muito mais simples e barata. Estes testes até a sua terceira geração só detectavam a presença de anticorpos (IgG e IgM) três ou quatro semanas após o contato. Imunoradioensaio O teste ELISA também pode ser utilizado de diversas outras formas. podendo chegar a apenas duas semanas. A superfície é lavada novamente para a retirada do anticorpo secundário que não se ligou ao anticorpo primário. e do PCR. Um resultado reagente num teste de HIV por ELISA é sempre confirmado por outros testes específicos. os testes de quarta geração já detectam tanto anticorpos quanto um dos antígenos do HIV (a proteína p24). Utilizando-se de um método semelhante ao método de Imunoradioensaio. Pelo fato do radioimunoensaio ser muito caro. que detecta proteínas deste vírus. fato esse que diminuiu sensivelmente o período de janela imunológica. como é o caso do Western blot. Assim. Também pode ser usado no diagnóstico de doenças auto-imunes ou alergias. assim. é possível utilizar o teste para se detectar outras substâncias de interesse como. pode-se transformar muitas outras substâncias em antígeno e obter um anticorpo do mesmo.novamente para retirar os anticorpos primários que não foram incorporados em nenhuma proteína. por exemplo. medindo-se a intensidade da cor da superfície. hormônios. Diagnóstico Entre as doenças passíveis de diagnóstico pelo teste. HIV Este é o teste de primeira linha no diagnóstico da infecção pelo HIV (vírus da SIDA/AIDS). o produto é tratado com anticorpos secundários que possuem uma enzima acoplada que irá produzir uma substância corada e que se constitui de um anticorpo para o anticorpo primário. Adiciona-se o substrato de ligação para a enzima produzir a substância corada e. No entanto. estão várias doenças infecciosas. Em seguida. uma vez que a maioria dos agentes patológicos desencadeia a produção de imunoglobulinas.

a Hoffman La Roche & Perkin-Elmer Corporation patenteou este processo.PCR) é um método de amplificação (de criação de múltiplas cópias) de DNA (ácido desoxirribonucleico) sem o uso de um organismo vivo. em 1993. Em 1989. Inventada em 1983 por Kary Mullis. por exemplo. identificação de fingerprint genético (usado em testes de paterninade e na medicina forense). detecção de diagnóstico de doenças infecciosas e criação de organismos transgênicos.2 Hot Start 5 Galeria de imagens 6 Bibliografia 7 Ver também 8 Ligações externas História O processo de PCR foi descrito por Kary Mullis. Aparelho utilizado para realizar uma PCR Reacção em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction . como o sequenciamento de genes e diagnóstico de doenças hereditárias. tendo-lhe sido posteriormente.em 1983.1 Nested PCR o 4. atribuído o Prémio Nobel da Química pelo seu trabalho. O método PCR é usado habitualmente nos laboratórios de investigação médica e biológica para uma variedade de tarefas. a PCR é uma das técnicas mais comuns utilizadas em laboratórios de pesquisas médicas e biológicas para diversas tarefas. que é a . Índice         1 História 2 Aplicações 3 Procedimentos 4 Variações da técnica basica de PCR o 4. Escherichia coli (bactéria) ou leveduras. como a detecção de doenças hereditárias.Reação em cadeia da polimerase( PCR) Termociclador.

O PCR também é rotineiramente utilizado em procedimentos científicos de Biologia Molecular como amplificação para gerar mutagênese. Em teoria. Chlamydia trachomatis. gotas de sangue ou saliva. . Normalmente o material extraído é o DNA (ADN). detecção de mutações ou preparação de fragmentos de DNA para clonagem (inserção em plasmídeo. a clonagem de genes (ver adiante). deve-se extrair o material genético da célula ou outro material a ser estudado (exemplo: vestígios de crimes) sem danificá-lo. a construção de árvores filogenéticas (árvores de relação entre espécies). HPV Vírus do papiloma humano e seus genótipos. exames para detecção de agentes patogênicos e etc. cada tubo contendo 100μl. testes de paternidade. pedaços de pêlo ou até mesmo a minúscula quantidade de DNA deixada em uma impressão digital) são amplificadas para serem analisadas pelo método de fingerprinting. Uma das principais aplicações do PCR é na medicina forense. A Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é um método muito sensível de análise e por isso é realizado com muito cuidado para evitar contaminações que possam inviabilizar ou tornar errôneo o resultado. por exemplo) como também pode ser utilizado para identificação de patógenos que estão presentes em amostras como por a exemplo identificação de agentes como Cândida sp. é possível amplificar qualquer DNA. etc O PCR também é utilizado na paleontologia para o sequenciamento genico de Procedimentos Oito tubos de PCR.identificação de "impressões digitais" genéticas. mas pode-se trabalhar com o RNA (ARN) em uma RT-PCR que é um desdobramento da PCR e possui outras aplicações. Aplicações O PCR encontra sua principal aplicação em situações onde a quantidade de DNA disponível é reduzida. HBV Vírus da Hepatite B. onde pequenas amostras de DNA retiradas da cena de um crime (pedaços de cabelo. Em primeiro lugar.

para que os primers se anelem (pareiem) com a fita molde de DNA (anelamento). Na última etapa do ciclo a temperatura é elevada a 72 °C para que a enzima possa funcionar sintetizando a nova molécula (extensão). em seguida adiciona-se uma alíquota da 1a reação. Variações da técnica basica de PCR Nested PCR Utilizado para aumentar a quantidade de produto amplificado final ou para aumentar a sensibilidade da técnica. a este é adicionada uma mistura (também conhecida como pré-mix) que contém os dNTPs (desoxirribonucleotídeos trifosfatos). os primers também chamados de oligonucleotídeos (ou iniciadores) e a enzima DNA polimerase em uma solução tampão. Toda esta mistura é colocada no termociclador. em seguida um novo ciclo é iniciado. Suas reações requerem dois pares de primers. Na segunda etapa. Depois de extraído o DNA.Resultado da PCR após ser realizada uma eletroforese em gel de agarose ou de poliacrilamida. o qual faz ciclos de temperatura préestabelecidos com tempos exatos específicos para cada reação (fragmento a ser amplificado). A 1a reação necessita de um maior tempo de extensão devido ao maior tamanho do produto a ser amplificado. a temperatura é reduzida entre 50 a 60 °C dependendo da quantidade de C e G encontrada no primer. Na primeira etapa do ciclo a temperatura é elevada de 94 a 96 °C por pouco tempo para que haja a separação da dupla cadeia de DNA (Desnaturação). que são as bases nitrogenadas ligadas com um três fosfato. que servirá de molde na . Normalmente são realizados de 25 a 40 ciclos para cada reação na qual ciclos a taxa de replicação é exponencial 2 O resultado é analisado através de uma eletroforese em gel de agarose ou de poliacrilamida e depois é interpretado com a ajuda de um profissional competente. um par mais externo para a 1a reação (round) e outro interno ao produto do 1a reação.

Esse procedimento aumenta a especificidade da PCR.mistura (mix) da 1a reação. A criança somente possui genes (representados por traços pretos) herdados ou da mãe ou do pai. sim. Galeria de imagens Clonagem de um gene utilizando-se um plasmídeo. por outro lado o produto da 2a reação gerado em grande quantidade. . pois a DNA polimerase contém um anticorpo. DNA polimerases que não possuem esse inibidor podem amplificar produtos indesejados (inespecíficos) em temperatura ambiente. Hot Start A reação de PCR é ativada quando a temperatura atinge 940C. que se desnatura e ativa a enzima ao atingir a temperatura de 940C. Fingerprint genético: (1)Pai (2)Criança (3)Mãe. O produto da 1a reação normalmente não é notado em corrida em gel de agarose. por isso pode ser visualizado na corrida eletroforética ou utilizado para sequenciamento.

Através de um aparelho de detecção óptico-eletrônico são possíveis análises de características físicas e/ou químicas de uma simples célula. Permite a análise de vários parâmetros simultaneamente.Citometria de fluxo Análise em uma citometria de fluxo Citometria de fluxo é uma técnica utilizada para contar. examinar e classificar partículas microscópicas suspensas em meio líquido em fluxo. Índice     1 Princípio 2 Citômetros de fluxo 3 Parâmetros medidos 4 Principais aplicações . sendo conhecida também por citometria de fluxo multiparamétrica.

red-HeNe (633nm). um detector e conversor de sistema analógico para digital (ADC) .normalmente são usadas lâmpadas (mercúrio. e analisando as flutuações de brilho de cada detector (uma para cada pico de emissão fluorescente) é possível explorar vários tipos de informação sobre a estrutura física e química de cada individual partícula. Um número de dectores são apontados ao local onde o fluxo passa através do feixe de luz. e os corantes químicos fluorescentes encontrados na partícula ou juntos a partícula podem ser excitados emitindo luz de menor frequência do que o da fonte de luz. verde. Outros citômetros de fluxo formam imagens de cada fluorescência da célula. Citômetros de fluxo Citômetro de Fluxo Becton-Dickinson FACSCalibur Os citômetros de fluxo modernos são capazes de analisar várias partículas em cada segundo em "tempo real" e podem ativamente separar e isolar partículas com propriedades específicas. Alguns citômetros de fluxo do mercado tem eliminado a necessidade da fluorescência e usado somente dispersão de luz para sua medição. Um citômetro de fluxo tem 5 principais componentes:    um fluxo de células uma fonte de luz . Cada partícula suspensa passando através do feixe dispersa a luz de uma forma. um na linha do feixe de luz (Forward Scatter ou FSC) e vários perpendiculares a este (Side Scatter ou SSC) além de um ou mais detectores fluorescentes.gerando parâmetros de tamanho e complexidade. FSC correlaciona-se com o volume celular e SSC depende da complexidade interna da partícula (por exemplo: forma do núcleo. dispersão de luz e transmissão de luz. vermelho e violeta). xenon). Um citômetro de fluxo é similar a um microscópio que produz. HeCd (UV)) e lasers de diodo (azul. lasers de alto poder (argon. assim como sinais fluorescentes. uma quantificação de um conjunto de parâmetros. . quantidade e tipo dos grânulos citoplasmáticos e rugosidade da membrana). Para análise de tecidos biológicos é necessária a preparação de uma suspensão de células.Princípio Um feixe de luz (normalmente laser) de um único comprimento de onda (cor) é direccionado a um meio líquido em fluxo. green-HeNe. kripton). Esta combinação de luz dispersa e fluorescente é melhorada pelos dectetores. ao invés de imagens da célula. lasers de poder baixo (argon (488nm).

pH. várias combinações (ADN/antigénios de superfície. a detecção da célula patológica é a aplicação mais desenvolvida. etc. alterações na permeabilidade. Ela permite de acompanhar a distribuição das células nas diferentes fases do cicle em função de diversos estímulos ou da adição de algumas drogas. caracterização da multi resistência a fármacos em células tumorais.). potencial membranar. fluidez membranar. mediadores secundários. análise e classificação de cromossomas. proteínas. magnésio. etc . Principais aplicações A hematologia foi uma das primeiras disciplinas médicas a se beneficiar das aplicações clínicas da citometria de fluxo. actividade enzimática. pode-se dizer. Numerosos estudos em farmacologia referentes a citometria de fluxo dão enfoque em estudos de drogas anti-mitóticas. Algumas destas aplicações são atualmente utilizadas regularmente para o diagnóstico ou a seguinte terapêutica das diferentes afecções. proliferação. antigénios intracelulares (várias citosinas. actividade da caspase). Estas aplicações concernem bem também ao estudo funcional das células sadias que coloca em evidência a natureza patológica das células analisadas. viabilidade celular. antigénios nucleares. Em cancerologia. monitorização da electropermeabilização das células.linear ou logarítimico. um computador para análise de sinais.). Parâmetros medidos Os parâmetros possíveis de medir são: volume e complexidade morfológica das células. O ciclo celular representa a integralidade do período de divisão. ADN (análise de tipo de células. antigénios à superfície celular (marcadores CD). etc. Esta lista é muito longa e está em constante expansão. apoptose (quantificação.  um sistema de amplificação .). fisiologia vegetal (para a seleção de plantas mais resistentes). cinética celular. cálcio ionizado intracelular. As outras pesquisas são referentes a análise de cromossomos. etc. medidas da degradação do DNA. glutationa. A citometria oferece uma metodologia rápida e simples de se colocar em obra para analisar o ciclo celular. Em oceanografia. A imunologia utiliza a citometria de fluxo para a detecção ou identificação de sub-tipos de células implicadas na imunidade. imunoterapia. Ela permite também ver a presença de células com os conteúdos anormais de DNA. o conjunto de acontecimentos bioquímicos e morfológicos que são responsáveis pela proliferação celular. RNA. potencial da membrana mitocondrial. pigmentos celulares como clorofila. a citometria de fluxo tornou-se um método de rotina para contar as diferentes populações de Picoplancton fotossintética sob a base da fluorescência de pigmentos semelhante a clorofila. Esta detecção reposa esencialmente sobre a medição de um conteúdo anormal de DNA no núcleo da célula tumoral.

ou de uma panela de pressão. As bocas de tubos contendo cultura de bactérias. Utiliza temperaturas inferiores a 100oC. Existem vários tipos de autoclaves verticais ou horizontais. Alguns instrumentos de dissecção como tesouras. soluções e material de vidro ou metal que se utiliza. para destruição de formas vegetativas bacterianas que evoluem de esporos. 2. e posteriormente lavadas e autoclavadas. As soluções ao sair do autoclave estão estéreis. A assépsia é extremamente importante na microbiologia. O material de vidro contaminado por sua vez após autoclavagem deve ser lavado com lexivia e detergente. e em seguida despejados em sacos plásticos fortes. por exemplo as ansas que tocaram em cultura de bactérias. e idealmente o laboratório deve ser isolado. aparelho igualmente necessário num laboratório de microbiologia. Objectivo: morte de todos os possiveis organismos vivos. Meios contaminados com as culturas de bactérias. durante cerca de 1h. as quais germinam quando submetidas a temperaturas de100oC. pinças podem ser esterilizadas mergulhando em 70% de alcool (70 ml de etanol absoluto e 30 ml de água destilada). passado por água destilada e seco na estufa de secagem. gestos e atitutes tendentes a manterem o estado de ausência de microrganismos contaminantes no meio em que actua. para grandes quantidades de meios. onde se mergulham os frascos de meio a esterilizar herméticamente fechados. As bancadas devem ser esterilizadas passando um líquido desinfectante. ou então o trabalho deverá ser realizado dentro de uma câmara de fluxo laminar. devem ser descontaminados por autoclavagem. Placas de petri de plástico com culturas. Esterilização por calor húmido: 1. devem ser descontaminados através da chama de um bico de Bunsen. as bocas de frascos de vidro contendo os meios de cultura. resultando desta germinação as formas vegetativas não resistentes a . Utiliza-se este tipo de esterilização pelo calor húmido para meios de cultura e diversas soluções. Objectivo: eliminação de formas esporuladas. e o tempo de esterilização de cerca de 15 minutos. Este tempo de esterilização deverá ser aumentado quando se enche bastante o autoclave com meios para esterilizar. devem sempre que destapados ser chamuscados á chama do Bunsen. Uma das formas de esterilização obtem-se através do uso do Autoclave. Um produto é microbiológicamente estéril quando não contem nenhuma forma de microrganismo vivo. Autoclavagem Faz-se através do autoclave cujo funcionamento é idêntico ao da panela de pressão sendo a temperatura necessária para esterilizaçao de 121oC. Entende-se por assépsia todas as condições. As pipetas de vidro utilizadas no laboratório deverão ser imersas numa proveta de plástico grande contendo lexivia ou outro liquido desinfectante. para pequenas quantidades de meios. e faz-se em banho-maria.Técnicas de Esterilização e Desinfecção Esterilização: Em Microbiologia é importante a esterilização de meios. bem como outro material de plástico utilizado. O material contaminado. Tindalização Este método consiste numa esterilização fraccionada em que o meio sofre 3 aquecimentos em 3 dias consecutivos. repetindo-se o tratamento em 3 dias consecutivos. devem ser colocados em sacos de plástico e enviados para incineração.

com sais metálicos ou compostos orgânicos de metais. as primeiras são deitadas fora após o uso. cotonetes (swabs). Irradiação e Filtração Outros métodos de esterilização incluem a irradiação e a filtração.essa temperatura. Também se utilizam ansas de material plástico de usar e deitar fora. geralmente 57 a 600C em banho-maria. Esterilização por calor seco Pode constar do processo de chamuscar o material á chama do Bunsen. sulfamidas. para material de dissecção. Manuseamento de Microrganismos Essencial. sem adulteração das qualidades do produto a pasteurizar. são também utilizados para bacteriostase em trabalhos de laboratório. Os compostos de amónio quaternários são atóxicos e extremamente enérgicos sobre bactérias e virus. Objectivo: eliminação de microrganismos sensíveis ao calor. por exemplo. Este tipo de esterilização é utilizado para material de vidro. como o cloro sob a forma de hipoclorito de cálcio e o iodo. . A glicerina em solução a 50%. Estreptomicina. uma ansa de fio recto e outra redonda na ponta. Esterilização Quimica Com substâncias voláteis. Fungisone Compostos sulfonamídicos. A filtração é especialmente utilizada para esterilização de meios e soluções. tem utilização na perservação de alguns virus. Pasteurização: Esterilização utilizando uma temperatura inferior a 100oC. São geralmente produtos do metabolismo de fungos e alguns são produzidos por bactérias. 3. Neomicina. com halógeneos. Os meios liquidos e os meios de conservação de microorganismos estão contidos em tubos de ensaio de vidro com tampas de algodão cardado ou rolha de cortiça embebida em parafina (demonstrar com algodão hidrófilo como se faz uma rolha e se coloca no tubo de ensaio). estirpes patogénicas. mas não é muito efectivo contra aquelas bactérias e fungos que produzem esporos resistentes à secura. os ácidos e álcalis aumentam a concentração hidrogeniónica do meio e aceleram a taxa de mortalidade dos microorganismos. alcool etílico a 70%. Para cultura de microorganismos em meio sólido. feita de metal de niquel e crómio. mas bacteriostáticos ou seja impedem a evolução de germes. como mertiolato e mercurocromo. Os antibióticos são produtos orgânicos não bactericidas. entre estes. e as segundas podem ser reutilizadas após descontaminação por autoclavagem. Alguns exemplos de antibióticos: Bacteriostáticos: Penicilina. ou por um periodo prolongado numa estufa a 160oC por periodos de no minimo 45 minutos. Tetraciclina Fungostáticos: Micostatina. Unidades de filtração (acetato) que podem ser posteriormente autoclavadas. que mantêm a sua virulência ou viabilidade nessa solução. utilizam-se caixas de petri de plástico ou vidro.

Filtração
Filtração é um método para separar sólido de líquido ou fluido que está suspenso, pela passagem do líquido ou fluido através de um meio permeável capaz de reter as partículas sólidas. Existem filtrações de escala laboratorial e filtrações de escala industrial. Numa filtração qualitativa, é usado o papel de filtro qualitativo, mas, dependendo do caso, o meio poroso poderá ser uma camada de algodão, tecido, polpa de fibras quaisquer, que não contaminem os materiais. Para as filtrações quantitativas, usa-se geralmente papel filtro quantitativo, ou placas de vidro sinterizado ou de porcelana sinterizada. Em qualquer dos casos indicados há uma grande gama de porosidades e esta deverá ser selecionada dependendo da aplicação em questão.

Tipos de filtração laboratorial
Existem basicamente 5 tipos de filtração utilizadas em laboratório, que são: 1. Filtrações Comuns de Laboratório São onde os elementos fundamentais são: papel filtro qualitativo (comprado em rolos) e funil comum. 2. Filtração Analítica Usada na análise quantitativa. O funil é o funil analítico, munido de um tubo de saída longo, que, cheio de líquido "sifona", acelerando a operação de filtração. Os papéis filtro para fins quantitativos diferem dos qualitativos, principalmente por serem quase livres de cinzas (na calcinação), visto que, durante a preparação, são lavados com ácido clorídrico e fluorídrico, que dissolvem as substâncias minerais da pasta de celulose. O teor de cinza de um papel filtro quantitativo de 11 cm de diâmetro é menor que 0,0001 g. Eles = 5,5; 7,0; 9,0; 11,0; 12,5; 15,0 eexistem no mercado na forma de discos ( 18,5) e com várias porosidades. Os filtros de uma empresa são especificados pelo número 589 e tem várias texturas:
 

a) Nº 589 - faixa preta (mole) - textura aberta e mole que filtra rapidamente. Usos: precipitados grossos e soluções gelatinosas. b) 589 - faixa branca (médio) - Usos: precipitados médios tipo BaSO4 e similares.éverdade c) 589 - faixa azul (denso) - Usos: precipitados finos como o do BaSO4 formado à frio. d) 589 - faixa vermelha (extra-denso) - Usos: para materiais que tendem a passar para a solução ou suspensões coloidais.

 

 

e) 589 - faixa verde (extra-espesso) - Usos: no caso anterior quando exige-se dupla folha da faixa vermelha. f) 589-14 (fino) - Usos: filtração de hidróxidos do tipo hidróxido de alumínio e ferro.

3. Filtração Com Funil de Buchner ou Cadinho de Gooch São as típicas filtrações a vácuo, pois são realizadas com a aplicação de vácuo para permitir, seja por motivo de tempo, seja por viscosidade do líquido a ser filtrado, necessitar-se de um diferencial de pressão (a própria pressão atmosférica atua como força) atuando sobre o líquido no filtro.
Funil de Buchner

É efetuada com sucção com auxílio de uma trompa de vácuo e Kitassato. No fundo do funil, sobre a placa plana perfurada é adaptado o disco de papel filtro molhado, aderido devido à sucção. FILTRAÇÃO A VACÚO A sucção acelera a filtração, a separaçao ocorre na medita do posivel mas como o vacou é pequeno Substituindo-se o funil de Buchner por um cadinho de porcelana com fundo perfurado temos a filtração com cadinho de Gooch. É portanto, efetuada com sucção e o meio filtrante é polpa de papel de filtro quantitativo ou amianto. Para a confecção do meio filtrante de amianto ou polpa de papel filtro, deve-se colocar o cadinho na alonga e adicionar com muito cuidado o amianto misturado com água (ou polpa de papel filtro com água). Bate-se levemente com a bagueta é deixa-se escorrer toda a água através de sucção. O meio filtrante não deve ser muito espesso. 4. Filtração em Cadinhos Com Placas Porosas de Vidro ou Porcelana Neste caso, o cadinho já possui o meio filtrante fundido ao corpo do cadinho. Sofrem via de regia, ataque das soluções alcalinas. Por isso são utilizados em aplicações diversas, evitando-se apenas soluções francamente alcalinas. 5. Filtração à Quente Quando a solubilidade permitir, a filtragem à quente é preferível, por reduzir a viscosidade do líquido. Nas filtrações à quente, evita-se o contato do papel de filtro com as paredes do funil que resfriam o conjunto filtrante. Por isso, depois de feito o cone do papel, suas paredes são dobradas em pregas e aquece-se previamente o conjunto com água quente. Há também filtros com camisa de vapor e neste caso o papel filtro é adaptado como nos casos comuns. Filtração A filtração é utilizada para realizar a separação do líquido de uma mistura sólido-líquido ou sólido-gasoso. O “equipamento” mais utilizado é o filtro de papel, usado para filtrar o café (um exemplo bastante prático do uso da filtração). Ele funciona como uma peneira microscópica, somente o líquido passa pelos seus minúsculos orifícios, acumulando a fase sólida dentro do filtro.

O nome dado á substância que passou pelo filtro é “filtrado”. O filtro é feito de fibras interlaçadas, formando uma peneira microscópica. Num aspirador de pó, o filtro é utilizado para separar as partículas sólidas (poeira) do ar Ex: Os materiais sólidos ficam e os líquidos passam

Ácidos
São divididos em dois subgrupos: - Hidrácidos (não apresentam átomos de oxigênio, formados por hidrogênio mais um elemento) - Oxiácidos (apresentam átomos de oxigênio; formados por hidrogênio, oxigênio mais um elemento)

Nomenclatura dos Hidrácidos
Ácido Nome do elemento químico ligado ao hidrogênio + ídrico Exemplos: - ácido clorídrico (HCl) - ácido bromídrico (HBr) - ácido fluorídrico (HF) - ácido iodídrico (HI) - ácido sulfídrico (H2S) - ácido cianídrico (HCN)

Nomenclatura dos Oxiácidos
Ácido + prefixo (se necessário) + elemento central + sufixo De acordo com o elemento central (o primeiro é o hidrogênio e o terceiro é o oxigênio) temos o prefixo OSO para o menor NOx (Número de Oxidação) e ICO para o maior NOx: - Coluna 14 ou 4A: - ácido carbônico (H2CO3) - carbono (C) com Número de Oxidação (NOx) = +4 (único ácido inorgânico com carbono). - Coluna 15 ou 5A: - ácido nitroso (HNO2) - nitrogênio (N) com NOx = +3;

.cloro (Cl) com NOx = +5.ácido perclórico (HClO4) . .ácido sulfuroso (H2SO3) .hidróxido de amônio (NH4OH).hidróxido de sódio (NaOH)..ácido hipocloroso (HClO) .ácido sulfúrico (H2SO4) .cloro (Cl) com NOx = +1 (o prefixo HIPO é obrigatório quando temos o elemento central com carga 1). . Nomenclatura: 1ª maneira: .Coluna 16 ou 6A: .usado quando o metal ou grupo ligado à hidroxila possui apenas um NOx. .ácido clórico (HClO3) . Observações: .enxofre (S) com NOx = +4.seguem a mesma nomenclatura os ácidos formados pelos elementos iodo (I) e bromo (Br).o elemento flúor (F) também pertencente à coluna 17 ou 7A não forma oxiácidos.Coluna 17 ou 7A: . como em Permanganato de potássio). pertencentes também à coluna 17 ou 7A.cloro (Cl) com NOx do Cl = +7 (o prefixo PER é obrigatório quando temos o elemento central com carga 7. .enxofre (S) com NOx = +6.cloro (Cl) com NOx = +3.ácido nítrico (HNO3) . . Exemplos: . . Bases Caracterizada por apresentar como único ânion o grupo hidroxila (OH)-.Hidróxido de (Nome do metal ou grupo ligado á hidroxila) . .nitrogênio (N) com NOx = +5.hidróxido de alumínio (Al(OH)3) 2ª maneira (quando o metal tem 2 NOx): .ácido cloroso (HClO2) . .

tendo cada grupo uma diferença na nomenclatura pois. (OH)-.o índice 2 indica que a carga do cálcio é +2.hidróxido ferroso {Fe(OH)2} .Hidróxido de (nome do metal) seguido do sufixo oso (para o menor NOx) ou ico (para o maior NOx) Exemplos: .hidróxido de ferro (III) {Fe(OH)3} .o índice 3 indica que a carga do alumínio é +3.hidróxido férrico {Fe(OH)3} . 3ª maneira (quando o metal tem 2 ou mais NOx): Hidróxido de (nome do metal) + NOx em algarismos romanos (opcionalmente entre parêntesis) . . Sais Compostos inorgânicos com um pelo menos um Cátion diferente de H+ e pelo menos um ânion diferente de (OH)-.hidróxido de ferro (II) {Fe(OH)2} . A primeira parte do nome do sal (ânion) deriva do ácido.Pb(OH)4 . . . basta olhar qual o índice do grupo OH (na fórmula): .Como a carga da Hidroxila. Observação: .Ca(OH)2 .ferro (Fe) com NOx = +3.ferro (Fe) com NOx = +2.ferro (Fe) com NOx = +2. Sais neutros Uma reação comum de formação de sais é: ácido + base = sal + água. .ferro (Fe) com NOx = +3. o nome do sal deriva do ácido e da base que o formam. Sais ácidos e Sais básicos. a nomenclatura depende dos reagentes envolvidos da reação de neutralização que forma o sal em questão. para identificar o NOx do metal ou grupo ligado à hidroxila. . indica que a carga do metal potássio é +1.Al(OH)3 . Assim. é sempre igual a -1.KOH . com a seguinte variação: .como não há índice no grupo OH.o índice 4 indica que a carga do chumbo (Pb) é +4. Existem 3 subgrupos: Sais neutros.

Sais Ácidos ou Hidrogenossais São sais provenientes da neutralização parcial de um ácido. Osso de Cabrito. pois não existe em português desta forma!!!). que manteve o nome. Frederico no espeto.Sufixo do sal | Sufixo do ácido eto | ídrico ito | oso ato | ico Existem algumas mnemónicas para memorizá-la: Mosquito teimoso te mato. Hidrogeno) + (Nome do ânion) + (Nome do Cátion) Exemplo H3PO4 + NaOH = NaH2PO4 + H2O (Ácido) + (Base) = (Sal ácido) + água (Ácido fosfórico) + (Hidróxido de sódio) = (Hidrogeno fosfato de sódio) + água Obs. sódio. Sal = (Mono/Di/Tri/etc. te pico e te meto no vidríco Perigoso mosquito no Bico do pato Bico de Pato.que passou a chamar cloreto. . bicarbonato de sódio (nome comum). Exemplo HCl + NaOH = NaCl + H2O Ácido + Base = Sal + Água ácido clorídrico + hidróxido de sódio = cloreto de sódio + água O ácido clorídrico doou o ânion Cl. NaH2PO4 . resultando num sal que possui pelo menos um átomo de hidrogênio que não foi neutralizado pela base.: podemos também escrever Monohidrogeno fosfato de sódio (o prefixo mono é opcional). com ácido clorídrico não me meto Bico de Pato. O hidróxido de sódio doou o cation Na+. carbonato ácido de sódio (nome comum). Obs.: nomenclatura comum para sais ácidos: NaHCO3 .Diidrogeno fosfato de sódio (cuidado para não colocar o h do hidrogeno. Formoso Periquito.hidrogeno carbonato de sódio (nome oficial).

: podemos também escrever monoidróxi nitrato de cálcio.óxido de sódio .o nome do metal poderá ser acompanhado pelos sufixos OSO/ICO ou NOx em algarismos romanos quando o metal tiver mais de um NOx. Obs.óxido de alumínio . (Mono/Di/Tri/etc. Óxidos básicos São formados por metais das famílias 1A ou 2A + oxigênio esses óxidos reagem com a água para formar bases e reagem com ácidos para formar sal + água. Pb(OH)2Cl2 -cloreto dibásico de chumbo IV (ou plumbico). resultando num sal que possui pelo menos uma hidroxila que não foi neutralizada pelo ácido. Óxidos Neutros.diidróxi cloreto de chumbo IV (ou plumbico).Sais básicos ou hidroxissais São sais provenientes da neutralização parcial de uma base. + hidróxi) + (nome do ânion) + (nome do cátion) Exemplo HNO3 + Ca(OH)2 = Ca(OH)NO3 + H2O (Ácido) + (Base) = água + (Sal básico) (Ácido nítrico) + (Hidróxido de cálcio) = (hidróxi nitrato de cálcio + água) Obs. Óxidos Ácidos. Pb(OH)2Cl2 . Pb(OH)3Cl . Óxido Básico + água = Na2O + H2O --> 2 NaOH Óxido Básico + Ácido = Na2O + H2SO4 --> Na2SO4 Óxido de (Nome do Metal) . Óxidos Anfóteros e Óxidos Salinos(ou Duplos).triidróxi cloreto de chumbo IV (ou plumbico).: nomes comuns para sais Pb(OH)3Cl .Na2O .cloreto tribásico de chumbo IV (ou plumbico).Al2O3 . Exemplos: . Óxidos São divididos em 4 subgrupos: Óxidos Básicos.

Óxidos salinos (ou duplos) São formados da junção de dois óxidos. anidrido + [hipo ou per](Nome do Ametal)(ico ou oso) Exemplos: .)(Nome do Ametal) Em alguns casos.dióxido de nitrogênio Óxidos Anfóteros Reagem com a água podendo formar ácidos ou bases.. com nox diferentes.monóxido de carbono ...óxido nítrico . Óxido + duplo/salino de + nome do metal + nox dos óxidos formadores .Óxidos ácidos (também chamados Anidridos) São formados por oxigênio + ametal e reagem com a água para formar ácidos. usa-se o nome anidrido. os cátions possuem NOX +8/3.NO .N2O5 . Al2O3 → óxido de alumínio. Óxidos neutros Não reagem com a água. do mesmo metal. Muitas vezes não existe uma regra geral para estes compostos. Exemplo: ZnO . . normalmente para ametais que formam vários óxidos.CO2 .óxido de zinco. Reagem apenas com ácidos fortes. Com exceção do Pb2O3.dióxido de carbono.) + óxido de + (Mono/Di/Tri/Tetra/etc.CO .anidrido nítrico.NO2 . mas reagem com oxigênio quando for possível aumentar o NOX do cátion. Exemplo: .. (Mono/Di/Tri/Tetra/etc.

O NOx do oxigênio nestes compostos vale -1. não podemos simplificá-las como escrever HO ao invés de H2O2.Exemplo: . .LiH . Nomenclatura .Fe3O4 .hidreto de sódio. .óxido duplo de ferro II-III .(Peróxido de) + (nome do metal) Exemplos: .peróxido de magnésio.KH . Nomenclatura .hidreto de potássio.Pb2O3 . .: apesar das fórmulas possuírem índices iguais.NaH .(Hidreto de) + (nome do metal) Exemplos: .hidreto de lítio.óxido salino de chumbo II-IV Hidretos Metálicos São compostos inorgânicos nos quais temos um metal ligado ao hidrogênio.peróxido de hidrogênio (água oxigenada). Obs.H2O2 . pois a simplificação não mostra a realidade do composto!!! CLASSIFICAÇÃO DAS SOLUÇÕES QUANTO AO ESTADO FÍSICO: · sólidas · líquidas · gasosas .MgO2 . Peróxidos São compostos inorgânicos que possuem em sua estrutura (O2)-2 + metal. tendo o hidrogênio NOx = -1. .peróxido de sódio.Na2O2 .

As partículas dispersas têm película de solvatação. que estabiliza o colóide. hidrossol de enxofre e a maioria dos colóides artificiais.A passagem de sol a gel é reversível. são instáveis.A passagem de sol a gel é irreversível. As partículas dispersas não têm película de solvatação e. Exemplos: hidrossol de metais (ouro. Colóide irreversível ou liófobo ou hidrófobo . por isso. A quantidade de soluto permanece constante. gelatina em água e a maioria dos colóides naturais. COLÓIDES Estado coloidal . . etc. que reage completamente com um volume conhecido da solução A. prata. Colóide reversível ou liófilo ou hidrófilo .). · Titulação é uma operação de laboratório através da qual se determina a concentração de uma solução A medindo-se o volume de uma solução B de concentração conhecida. amido em água. Exemplos: proteínas em água. A purificação dos colóides é feita por diálise. eletrodiálise ou ultrafiltração.Tipo de dispersão na qual as partículas dispersas têm dimensão entre 1 e 100 nm.QUANTO À CONDUTIVIDADE ELÉTRICA: · eletrolíticas ou iônicas · não-eletrolíticas ou moleculares QUANTO À PROPORÇÃO SOLUTO/SOLVENTE: · diluída · concentrada · não-saturada · saturada · supersaturada TIPOS DE CONCENTRAÇÃO · % EM MASSA: _massa de soluto_ x100 massa de solução · % EM VOLUME: _volume de soluto_ x100 volume de solução (só é usada quando soluto e solvente são ambos líquidos ou ambos gasosos) · CONCENTRAÇÃO EM g/L: massa de soluto em gramas volume de solução em litros · CONCENTRAÇÃO EM mol/L: _quantidade de soluto (mol)_ volume de solução em litros · CONCENTRAÇÃO EM MOLALIDADE: _quantidade de soluto (mol)_ massa do solvente em kg · CONCENTRAÇÃO EM FRAÇÃO MOLAR DE SOLUTO: _quantidade de soluto (mol)_ quantidade de solução (mol) DILUIÇÃO E TITULAÇÃO · Diluição é uma operação em que se acrescenta solvente à solução.

Ex: Um tampão é feito adicionando 2 partes de solução A a 5 partes de solução B. maionese. Solução contendo 25g de soluto em 50g de solvente a 25oC . · Massa solução = massa soluto + massa solvente.INSATURADA. tintas. Ex.Os colóides apresentam as seguintes propriedades: efeito Tyndall. safira.preparo de geléias. SOLUÇÕES · Soluções = Misturas homogêneas · Soluto = aquele que está sendo dissolvido. sílica-gel.: a 25oC o coeficiente de solubilidade da substância X é igual a 35 (35g de X são dissolvidos em 100g).os processos vitais estão associados ao estado coloidal. Colóides protetores são colóides liófilos que estabilizam os colóides liófobos. cosméticos. etc. impedindo a sua coagulação. · Insaturada = quantidade de soluto inferior ao coeficiente. Ex. · Volume solução = volume soluto + volume solvente. etc. movimento browniano e adsorção. Importância dos colóides: · Biológica . O mais usado é a gelatina. · Supersaturada = quantidade de soluto superior ao coeficiente. · Solvente = dissolve o soluto. filmes fotográficos.fabricação de medicamentos. · Coeficiente de solubilidade = quantidade máxima de soluto que pode ser dissolvida em 100g de solvente. pedras preciosas (rubi.: solução contendo 35g de X em 100g de solvente a 25oC . · Culinária . com o volume final conhecido mas sem saber quanto de cada parte foi usado. · Industrial . requerido (C) = V de uma parte A+B Ou seja: 70mL (volume exigido) = 10 mL ( volume de uma parte) 2+5 . Solução contendo 50g de X em 200g de solvente a 25oC .SATURADA. cremes. Classificação · Saturada = quantidade de soluto igual ao coeficiente de solubilidade.). Quanto de solução A e B são necessários para fazer 70 mL de tampão? Fórmula: V. etc. depende da temperatura do sistema. MATEMÁTICA DE LABORATÓRIO PROPORÇÃO A proporção é usada quando o reagente é preparado por adição de uma determinada quantidade de solução a uma determinada quantidade de outra solução. creme chantilly.SUPERSATURADA.

85% tem 0.85g de NaCl/100mL de água.2 partes de solução A = 2 x 10 mL = 20 mL 5 partes de solução B = 5 x 10 mL = 50 mL volume final = 70 mL Fórmula geral = C = V (A)+(B) Onde: C = Volume final A = Total de partes de solução A B = Total de partes de solução B V = Volume de cada parte Usando proporção para preparar uma solução diluída a partir de uma solução concentrada: Fórmula: C1 x V1 = C2 x V2 ou V1 = C2 x V2 C1 Onde: C1 = Concentração da solução mais concentrada V1 = Volume necessário da solução mais concentrada C2 = Concentração da solução final V2 = Volume desejado da solução final.p 100mL.85%) utiliza-se 0.1N usando uma solução de HCl 1. na qual um certo volume de um líquido é acrescentado a um volume especificado de outro. Resolver V1. As soluções em porcentagem podem ser feitas pesando uma quantidade de substância (soluto) para cada 100mL de solvente (água ou outro solvente requerido).s.85 g de NaCl/água q.1 x 100mL 1. PORCENTAGEM P/V ( Peso por Volume) As concentrações de muitas soluções e reagentes são expressas em porcentagem.85% (NaCl 0.Ex: 100 ml de solução de hipoclorito a 10% é preparado pela adição de 10 ml de alvejante a 90 ml de água.1N. PORCENTAGEM VOLUME POR VOLUME (v/v) Outro tipo de solução de porcentagem é chamada volume/volume.0N.0N V1 = 10mL Resposta: são necessários 10mL de solução a 1N + 90mL de água para preparar 100mL de solução de HCl a 0. Ex: Para preparar uma solução fisiológica salina a 0. V1 = 0. Problema: Preparar 100mL de uma solução de HCl 0. Isto é chamado porcentagem peso por volume P/V. Problema = Preparar 500 ml de solução de hipoclorito de sódio a 10% Resposta: 10 x 5mL = 50mL de hipoclorito + 450mL de água destilada . Assim uma solução fisiológica salina a 0.

as fontes de nitrogênio. quanto à consistência. e líquidos. quanto à função. dando uma consistência intermediária. implica a produção de metabolitos que acidificam o meio alterando o seu pH e consequentemente a alteram a cor do indicador de pH. um açúcar presente no meio é metabolizado pois. por exemplo. Por outro lado podemos ter num meio agentes/constituintes que inibam o crescimento de determinados microrganismos. repiques de microrganismos. quando contém agentes solidificantes. fósforo e sais minerais. quando a quantidade de ágar e ou gelatina é de 0. Os meios de cultura podem ainda ser classificados quanto a procedência dos constituintes em naturais ou complexos.5 %. Tipos Um meio de cultura pode ser sólido. ao ser. Além de meios selectivos existem também meios que permitem diferenciar microrganismos (meios diferenciadores ou diferênciais). Índice     1 Componentes 2 Tipos 3 Formulação dos meios de cultivo 4 Classificação Componentes Entre os principais componentes de um meio de cultura estão as fontes de carbono e energia como os açúcares.0 %). de modo a permitir o crescimento de microrganismos em tensões variadas de oxigênio ou a verificação da motilidade e também para conservação de culturas. aminoácidos. Enriquecedor. etc.Meio de cultura Os meios de cultura destinam-se ao cultivo artificial de microrganismos. semi-sólidos. provas bioquímicas. utilizados para ativação das culturas. sem agentes solidificantes. principalmente ágar (cerca de 1 a 2. Estes meios fornecem os princípios nutritivos indispensáveis ao seu crescimento. Diferenciadores ou Manutenção. amido de .075 a 0. Formulação dos meios de cultivo Os meios de cultura são classificados quanto ao estado físico em sólidos. quando usa ingredientes com composição química não definida. estes são os Fatores de Crescimento como as vitaminas. apresentando-se como um caldo. sendo estes também considerados meios selectivos. Outros componentes mais específicos podem ser encontrados em um meio especifico para um determinado organismo (meio selectivo). Seletivos. o exemplo mais simples é a existencia de um indicador de pH que permite verificar se. e dentre outros. semi-sólido ou liquido. tomate. tais como extratos de vegetais (malte. Animados ou Inanimados quanto à natureza.

adicionado de sangue e aquecido a 80 °C). nitrogênio. Meios de Enriquecimento . vitaminas. ágar chocolate (ágar simples fundido. etc.) de animais (carne.são aqueles que permitem a dessensibilização de microrganismos injuriados. Quanto a composição química podem ser simples (meios básicos) ou complexos. bem como microrganismos exigentes e fastidiosos. peptona de soja. cérebro.. energia. Triptose Sulfito Ciclosserina (TSC). Ex. tais como meio de Teague ou Eosina Azul de Metileno (diferencial para coliformes). meios com 7.quando contém substâncias que permitem estabelecer diferenças entre microrganismos muito parecidos. Ex. caldo lactosado (isolamento de salmonelas de leite em pó). meios com antibióticos para isolamento de diversos microrganismos    . Ágar sangue. sintéticos ou ainda quimicamente definidos quando a composição química é conhecida (usados para trabalhos de pesquisa) e seus componentes servem para suprir as exigências nutritivas dos microrganismos. Classificação De acordo com a finalidade bacteriológica ou micológica os meios especiais podem ser classificados em:  Meios de pré-enriquecimento . Esses meios têm a propriedade de estimular o crescimento de determinados microrganismos.os que contém substâncias que inibem o desenvolvimento de determinados grupos de microrganismos. etc. permitindo o crescimento de outros. meio Baird-Parker. etc.) e de microrganismos (levedura) e artificiais. Baird-Parker (com gema de ovo) (meios ricos ou meios enriquecidos com as substâncias citadas). meio de Loeffler (com soro bovino). meios com sais biliares e verde brilhante para isolamento seletivo de Salmonella. em fontes de carbono. Especiais quando cumprem com as exigências vitais de determinados microrganismos. Seletivos . dentre outros. ágar sangue. sais minerais.5% de cloreto de sódio. Básicos são aqueles que permitem o crescimento bacteriano. fígado. ágar suco de tomate. Caldo Tetrationato e Selenito-Cistina para cultivo de Salmonelas (líquidos).para anaeróbios). como meio de infusão de cérebro e coração. ágar Baird-Parker para isolamento e diferenciação de cocos Gram positivos (sólidos). Água peptonada. Caldo Tioglicolato para Clostridium perfringens. caldo e ágar simples). ágar Salmonella-Shigella (SS) e ágar MacConkey. quando então são conhecidas as necessidades nutricionais específicas. Meio de Tarozzi (com fragmento de fígado . para isolamento de Staphylococcus aureus. meios Shahidi Ferguson Perfringens (SFP). para amostras que sofreram algum tipo de tratamento (térmico ou químico). i. Exemplo: meios com telurito de potássio (para isolamento de Corynebacterium diphtheriae).tubérculos. sem satisfazer contudo nenhuma exigência em especial (Ex. caseína. mas existem alguns que também podem inibir o crescimento de outros.quando proporcionam nutrientes adequados ao crescimento de microrganismos presentes usualmente em baixos números ou de crescimento lento.e. Meio de Lowenstein. Ágar MacConkey para a diferenciação de enterobactérias. Diferenciais .

devem ser pesados separadamente em papel manteiga ou papel alumínio HidratarAdicionados em um único frasco (normalmente em béquer. pipetas e vidrarias ou materiais auxiliares obrigatoriamente devem ser estéreis. que morrem a 121 °C. etc.. frascos. caldo triptofano.  Dosagem .). aquecer sobre a tela de amianto ou similar e Usar sempre luvas térmicas apropriadas paratripé.prestam-se para a realização de provas bioquímicas e verificação de funções fisiológicas de organismos submetidos a identificação (meios Oxidação/Fermentação. meio de Skirrow. laboratório para manipular vidrarias quentes. meio de Sulfito Indol Motilidade. uréia. os tubos não precisam estar esterilizados. etc. Sempre que for usado o termo "esterilizar em autoclave". meio semisólido. Caldo nitrato.empregados nas determinações de vitaminas.).  Meios de triagem . Estocagem ou manutenção . i.meios que avaliam determinadas atividades metabólicas permitindo caracterização e identificação perfunctória ou presuntiva de muitos microrganismos (ágar tríplice açúcar e ferro. etc.  Contagem .).(TSC. etc.de cultura deverá ser destilada ou deionizada. erlenmeyer). Meios com leite. utilizando para isso um indicador biológico Bacillus stearothermophilus. meio Instituto Adolfo Lutz. o tempo de esterilização é de 15 minutos e a temperatura de 121ºC. para fundir. Ágar sangue. usar vidro Pyrex. etc. meio semi-sólido. os tubos. para que a esterilização seja por igual . antibióticos e aminoácidos. SFP. meio de Blaser. TSC. Agar Batata Dextrose. entre 12-15 minutos. garantem a viabilidade de microrganismos (Ágar Sabouraud. A maioria deles é também diferencial.empregados para a determinação quantitativa da população microbiana (Agar de Contagem em Placas.utilizados para conservação de microrganismos no laboratório.e. placas. Ágar Baird-Parker. permitindo diferenciar as colônias (sólidos) dos microrganismos. Identificação . Verifique a precisão da temperatura e controle de pressão da autoclave. em pequena quantidade de água até que todo o meio fique úmido e só depois Sempre que for necessário levar o meiodeve-se acrescentar o restante da água. Quando distribuir o meio após a autoclavação. Ágar suco de tomate. Ágar Citrato. A água utilizada na reidratação dos meiosPREPARAÇÃO DOS MEIOS DE CULTURA Os meios preparados comerciais. Ágar Simples. Quando distribuir o meio antes de autoclavar. Os meios devem ser autoclavados com as tampas semi-abertas.)  Preparo do meio de cultura. no bico de Bunsen.

em todo o conteúdo dos tubos e frascos. colocar em sacos plásticos. sg Fungo: saboraund Fezes: SS e MacConkey Urina: Cled e MacConkey sg. CHO. 90 ou 150 mm de diâmetro confeccionados devem ser devidamente identificados com o nome. Ocular: sg purulentas: sg. inibe a maioria das outras bactérias.. As Não deve haver mudança de cor nem crescimento de qualquer colônia. Uretral. Ágar Salmonella-Shigella (SS): seletivo e diferencialgram+.ÁgarÁgar MacConkey: Seletivo gram -. data de Todos os meios de placafabricação. meios de cultura emcondensação formada facilita a proliferação de fungos. Mac. Ágar Ágar sangue: meio não seletivo. Tio . Tio  Orofaringe. devem ser embalados em filme plástico PVC transparente para evitar o água de Evitar o uso de sacos plásticos para embalar as placas ressecamento.fezes Caldo de tioglicolato: meio deEnterococos. tampas fechadas não permitem a entrada do vapor. Cled. crescimento de bactérias gram – e +  Ágar thayer-martin: meio seletivochocolate: meio nutritivo maioria bactérias utilizado para isolamento Neisseria. Inibe bactériasgram. Endocervical: CHO. inibe crescimento bactérias gram+ cystine lactose eletrolyte deficient: meio que permite o crescimento de gram+ e Ágar eosin methilene blue (EMB): seletivo gram-. Ágar Colistin nalidix (CNA): seletivo para Streptococcus eisolamento .Ágar tetrationato: meio de enriquecimentoenriquecimento maioria das bactérias Ágar Karmali: meio seletivo para o isolamento de campylobacterSalmonella sp sp SecreçõesMateriais biológicos e os meios em que deverão ser semeados:  LCR: sg.  Todos os meiosplacas de Petri são de 50. colocar no mínimo 10% do loteCONTROLE DE QUALIDADE preparado na estufa 35 ± 1°C por 24 horas para o controle de esterilidade. procurando tirar o excesso de ar. Inibe bactérias gram. Substituir. Meios confeccionados. Nasal. data de validade e tipo de armazenamento.Tio Ponta de cateter: Vaginal. tubos.