You are on page 1of 47

manual da empresa

PROGRAMA

APRENDIZ PRODUTIVO

manual da empresa PROGRAMA APRENDIZ PRODUTIVO
manual da empresa PROGRAMA APRENDIZ PRODUTIVO

Mensagem do Presidente

Prezados Senhores,

Mensagem do Presidente Prezados Senhores, Estamos honrados em poder compartilhar o presente manual do Programa Aprendiz

Estamos honrados em poder compartilhar o presente manual do Programa Aprendiz Produtivo que ira auxiliá-lo no desenvolvimento do projeto de aprendizagem de jovens em sua empresa

O desenvolvimento igualitário sustentável é um desafio para a sociedade. O Instituto Transforma

reconhece e aceita plenamente este desafio. Compromete-se, de forma completa e integrada,

a ter em consideração, no conjunto das suas atividades, as exigências da sustentabilidade

econômica e social.

Este compromisso de cidadania e de responsabilidade aplica-se aos nossos programas de aprendizagem elaborados sob os artigos que tratam da regulamentação do trabalho do Apren- diz, com a nova redação dada pela Lei 10.097 de 2000, o Decreto 5598/05 e demais disposições legais e regulamentares que regem o trabalho do Aprendiz. Tal engloba a sua concepção, de- senvolvimento e a aplicação dos conhecimentos adquiridos pelo jovem.

Abrimos, na vontade de inovar e progredir, um diálogo permanente e aprofundado com todas as partes interessadas no tema da Aprendizagem, bem como parcerias que venham a ser criadas, partilhando a busca de alcançar os objetivos fixados nos programas sob demanda das empre- sas parceiras e balizado nas necessidades dos jovens.

As nossas relações profissionais são baseadas na confiança, civismo e respeito mútuo, partil- hando valores os quais fazem parte de nossa história o comportamento ético, o respeito pelas pessoas e a orientação às empresas colaboradoras. Acreditamos no diálogo e nas relações cordiais com as partes envolvidas, empregados do grupo e seus representantes, investidores, clientes, fornecedores, autoridades governamentais e autárquicas, e todas as partes terceiras para manter e reforçar a confiança mútua com base nestes princípios.

Apoiando e promovendo ações sociais focadas em projetos educacionais, encorajando iniciati- vas ligadas ao conhecimento e às carreiras técnicas, participando ativamente em projetos rela- cionados com tecnologias as quais venham a proporcionar oportunidades iguais no trabalho e ausência de discriminação, além da promoção e implementação de competências necessárias para o desenvolvimento profissional e humano.

Assim, agradecemos a oportunidade e acreditando que o presente manual ira auxiliá-lo no desenvolvimento do projeto de aprendizagem de jovens em sua empresa, nos colocamos a sua inteira disposição.

Muito Obrigado,

Mark Albrecht Essle

Presidente

Sumário

Programa Aprendiz Produtivo

1. Aprendizagem

A prendizagem é o processo de forma- ção profissional que visa proporcionar

ao aprendiz as competências fundamentais para sua inserção no mercado de trabalho, como um trabalhador qualificado. É destina- da à formação inicial de aprendizes, segundo as diretrizes e bases da legislação da educa- ção e do trabalho.

2. Programas validados

i. Programa de Aprendizado Em Processos De Produção 6719;

ii. Programa de Aprendizado Em Processos De

Produção De Alimentos 7938;

iii. Programa de Aprendizado Em Processos

De Produção Farmacêutica 7939;

iv. Programa de Aprendizado Em Assistente

Administrativo 7940;

v. Programa de Aprendizado Em Assistente de

Logística 7941.

3. Aprendiz Produtivo - objetivos

Diretora Pedagógica: Simone Savarego de Araujo

O bjetivos: Orientar as empresas quanto à legislação relativa à aprendizagem e, em

especial, à Lei nº 10.097, de 19 de dezembro de 2000, que alteram dispositivos da Consoli- dação das Leis do Trabalho - CLT e ao De- creto nº 5.598 de 1º de dezembro de 2005, que regulamenta a aprendizagem. Subsidiar os profissionais de recursos humanos das em- presas para a admissão e a manutenção do aprendiz nas empresas, nos termos da Lei nº 10.097/2000, Decreto nº 5.598/2005 e normas em vigor.

nº 10.097/2000, Decreto nº 5.598/2005 e normas em vigor. 4. Programa de Aprendizagem - apresentação O

4. Programa de Aprendizagem - apresentação

O Instituto Transforma de Educação Técni- ca e Profissional é uma entidade sem fins

lucrativos, qualificada em formação técnico- profissional registrada no Ministério do Trab- alho e Emprego, assim como seus Programas de devidamente aprovados e validados pelo MTE conforme o disposto nas portarias 615 e

1003.

Os programas permitem que o aprendiz pos- sa atuar em todas as áreas da empresa de forma direta tanto na administração, recursos humanos, financeiro, fiscal, logística e comer- cial como também no processo de produção, conservação e manutenção de máquinas e equipamentos, compras e almoxarifado, em- balagens, entregas, controle de estoques, etc.

O curso é direcionado aos jovens entre 18 e 24

anos incompletos, cumprindo 40 horas sema- nais, sendo 10 horas de educação na escola (um dia por semana) e 30 horas de prática na empresa. O curso possui uma duração de dois anos com itinerários formativos de um ano, possibilitando flexibilidade no prazo dos con- tratos. Este programa permite a aplicação de aprendizagem em funções administrativas ou produtivas tornando possível a alocação dos aprendizes em locais de interesse da empre- sa.

O objetivo do programa é capacitar o a-pren-

diz que ao final do curso poderá aplicar téc- nicas de administração, planejamento e con-

trole; efetuar cálculos de parâmetros; planejar

a utilização de recursos como materiais, eq-

uipamentos e mão de obra, melhorando a eficiência da empresa; compreender e apli-

car os conceitos e objetivos de planejamento

e controle de produção; efetuar cálculos e

medidas como capacidade produtiva, tempo operacional e rendimento da produção;

Programa Aprendiz Produtivo

calcular eficiência e produtividade bem como tempo planejado de produção e grau de des- perdício; aplicar técnicas de conservação e manutenção de máquinas e equipamentos; compreender e aplicar técnicas de almox- arifado, estoque e logística; aplicar conhe-

cimentos de administração nas áreas de re- cursos humanos, financeiro, fiscal, comercial

e de marketing.

Todo conteúdo prático do programa será desenvolvido na empresa colaboradora. O acompanhamento do aprendizado no ambi- ente de trabalho deverá ser realizado através de monitor o qual acompanhará o jovem. O programa constará de atividades teóricas, práticas e de integração. Entende-se por in- tegração o conjunto de ações adotadas na fase prática que venha perpetrar o apren- dizado através do contato com a entidade dando ao aprendizado a simultaneidade en- tre prática e teoria.

Objetivos Gerais: Proporcionar condições para que o jovem valorize-se como pessoa, possi- bilitando autoconhecimento e desenvolven- do capacidade de associar todo e qualquer aprendizado a novas experiências e aplicar

em sua rotina. Despertar o jovem pra suas po- tencialidades, abrindo-lhe novos caminhos e dando-lhes a oportunidade de se tornar uma pessoa atuante socialmente, adquirindo con- hecimentos formais e informais relacionados

à sua vida pessoal e profissional.

e informais relacionados à sua vida pessoal e profissional. 5. Conteúdos A tividades Práticas: O conteúdo

5. Conteúdos

A tividades Práticas: O conteúdo prático será desenvolvido, conforme plano de en-

sino nos setores de: beneficiamento, transfor- mação, conservação e controle de qualidade.

5.1 Observações: Ao término do curso, o aprendiz estará qualificado com o seguinte perfil profissional: Saberá usar o raciocínio lógico para resolução de problemas, aplicar normas de saúde e segurança do trabalho, identificar as características dos processos industriais, identificar as características e propriedades da matéria prima, atuar nas op- erações logísticas aplicando as técnicas de conservação e controle de estoque, controle de qualidade e distribuição.

A organização curricular do Programa con-

templa dois módulos de atividades teóricas,

sendo um momento inicial denominado Módu-

lo Básico, cujo objetivo é o desenvolvimento

das competências essenciais para o trabalho, este conteúdo é obrigatório e desenvolvido conforme determinação do Ministério do Tra- balho e Emprego. Em um segundo momento, teremos a aplicação do Módulo Teórico Es- pecífico que engloba as disciplinas essen- ciais para o desenvolvimento profissional e embasamento para as atividades práticas as quais serão desenvolvidas na empresa.

Objetivos Específicos: Ao final do programa

O

Certificado de Aprendizagem Profissional

de aprendizagem o jovem terá desenvolvido qualificações em atividades específicas do

será concedido ao aprendiz que concluir os módulos e obtiver aproveitamento suficiente,

curso profissionalizante juntamente com ativi- dades básicas. Visando a formação técnica profissional e o desenvolvimento humano do

relativo à avaliação realizada ao final do pro- cesso de aprendizagem e a freqüência míni- ma de 90%. O certificado enunciará o título e

jovem aprendiz.

o

perfil profissional para a ocupação na qual

o

aprendiz foi qualificado.

o título e jovem aprendiz. o perfil profissional para a ocupação na qual o aprendiz foi

Programa Aprendiz Produtivo

5.2 Organização do Curso: o aprendiz cum-

prirá uma carga horária total semanal de 40 horas, dividindo-se em 30 horas práticas as quais serão exercidas na empresa emprega- dora e 10 horas teóricas na instituição forma- dora, atendendo assim a distribuição de 25% de teoria exigida pela Lei. O aprendiz de- verá se apresentar uma vez por semana por 8 horas e também uma vez por semana por duas horas na instituição formadora para as aulas teóricas, de tal forma, que excluindo os feriados e os meses de férias e recesso o aluno terá garantida a carga horária de 600 horas teóricas em itinerários formativos de 1800 horas práticas durante o curso.

Mecanismos de acompanhamento, avalia- ção e certificação: O aprendiz será avaliado através de provas escritas, estudos de caso, trabalhos em grupo e seminários individuais e em grupo. A parte prática será avaliada pelo monitor do aprendiz através de fichas própri- as as quais irão demonstrar mensalmente a evolução do aprendiz. A instituição formadora concederá certificado de conclusão de curso de aprendiz em processo de produção de in- dústria alimentícia, aos aprendizes que con- cluírem os programas de aprendizagem com aproveitamento satisfatório e com no mínimo uma freqüência de 80% das aulas teóricas e práticas.

uma freqüência de 80% das aulas teóricas e práticas. 5.3 Indicadores de potencialidade: existe uma carência
uma freqüência de 80% das aulas teóricas e práticas. 5.3 Indicadores de potencialidade: existe uma carência

5.3 Indicadores de potencialidade: existe

uma carência muito grande de cursos em en-

tidades qualificadoras os quais possibilitem

o ingresso do aprendiz no mercado de trab-

alho formal. O programa ora proposto oferece o conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e relações que tornam o pro- fissional necessário não para uma, mas para toda e qualquer empresa. Os aprendizes que não forem efetivados ao final do programa pela empresa, ficarão em um banco de dados

e serão encaminhados para nossas empre-

sas parceiras e será também disponibilizado

para o Balcão de Emprego da Prefeitura do Município de domicílio do jovem.

6

6. Programa de Aprendizagem em Processos de Produção - 6719

6. Programa de Aprendizagem em Processos de Produção - 6719 O programa de aprendizado em processo
6. Programa de Aprendizagem em Processos de Produção - 6719 O programa de aprendizado em processo

O programa de aprendizado em processo

de produção oferece ao jovem a teoria e

a aplicação de conhecimentos em evolução

dos sistemas produtivos, visão globalizada do setor produtivo de pequenas, micro e macro empresas, com domínio dos processos indus- triais nas áreas de matéria prima, transfor- mação, conservação, controle de qualidade, logística de transporte e distribuição, resíduos industriais, processos de produção e higiene.

6.1 Atividades Práticas

O conteúdo prático será desenvolvido, con-

forme plano de ensino nos setores de:

produção, compras, beneficiamento, trans- formação, conservação e controle de quali- dade.

6.2 Conteúdo Programático

Teórico Básico:

Inglês CH = 24 HORAS:

Higiene e Segurança no Trabalho CH = 40 HORAS Comunicação Oral e Escrita CH = 32 HORAS:

Técnicas de Redação CH = 32 HORAS

Informática Básica CH = 16 HORAS Matemática CH = 32 HORAS:

Cidadania e Ética CH = 16 HORAS:

Educação para o Trabalho CH = 40 HORAS:

Meio Ambiente CH = 38 HORAS

Teórico Específico:

Desenho Técnico CH = 70 HORAS Informática – CAD CH = 36 HORAS Inglês Instrumental CH = 36 HORAS Gestão da Produção CH = 80 HORAS Introdução as Organizações e Normalização CH = 36 HORAS Logística da Produção e Distribuição CH = 36 HORAS Metrologia, Tolerâncias e Ajustes CH = 36 HORAS

6.3 Proposta

Conduzir o jovem aprendiz para atuar como profissional qualificado em todo o processo de produção industrial em seus diversos am- bientes.

7

7. Programa de Aprendizagem em Processos de Produção de Alimentos - 7938

Aprendizagem em Processos de Produção de Alimentos - 7938 O programa de aprendizado em processo de
Aprendizagem em Processos de Produção de Alimentos - 7938 O programa de aprendizado em processo de

O programa de aprendizado em processo de produção em indústria alimentícia ofe-

rece ao jovem a teoria e a aplicação de con-

hecimentos em evolução dos sistemas produ-

tivos na área alimentícia, visão globalizada do setor produtivo de pequenas, micro e mac-

ro empresas do setor alimentício, com domínio

dos processos industriais nas áreas de maté- ria prima, transformação, conservação, con- trole de qualidade, logística de transporte e distribuição, resíduos industriais, processos de produção e higiene dos alimentos.

7.1 Atividades Práticas

O conteúdo prático será desenvolvido, con-

forme plano de ensino nos setores de:

produção, compras, beneficiamento, trans- formação, conservação e controle de quali- dade, logística.

7.2 Conteúdo Programático

Teórico Básico:

Inglês CH = 24 HORAS:

Higiene e Segurança no Trabalho CH = 40 HORAS Comunicação Oral e Escrita CH = 32 HORAS:

Técnicas de Redação CH = 32 HORAS Informática Básica CH = 16 HORAS

Matemática CH = 32 HORAS:

Cidadania e Ética CH = 16 HORAS:

Educação para o Trabalho CH = 40 HORAS:

Meio Ambiente CH = 38 HORAS

Teórico Específico:

Matéria Prima Alimentícia: CH = 50 HORAS Bioquímica dos Alimentos: CH = 50 HORAS Preparação e Embalagem de Alimentos:

CH = 60 HORAS Higiene e Legislação de Alimentos:

CH = 50 HORAS Controle de Qualidade na Indústria Alimentícia:

CH = 50 HORAS Processos de Produção de Alimentos:

CH = 40 HORAS

Resíduos na Indústria de Alimentos:

CH = 30 HORAS

7.3 Proposta

Qualificar o jovem aprendiz a atuar como pro- fissional qualificado em todo o processo de produção industrial de alimentos e em seus diversos ambientes.

8

8. Programa de Aprendizagem em Processos de Produção Farmacêutica- 7939

Aprendizagem em Processos de Produção Farmacêutica- 7939 O programa de aprendizado em processo de produção em
Aprendizagem em Processos de Produção Farmacêutica- 7939 O programa de aprendizado em processo de produção em

O programa de aprendizado em processo de produção em indústria farmacêutica

oferece ao jovem a teoria e a aplicação de conhecimentos em evolução dos sistemas produtivos na área farmacêutica, visão glo- balizada do setor produtivo de pequenas, micro e macro empresas do setor farmacêu- tico, com domínio dos processos industriais nas áreas de matéria prima, transformação, conservação e armazenamento, controle de qualidade e organização da produção farmacêutica.

8.1 Atividades Práticas

O conteúdo prático será desenvolvido, con- forme plano de ensino nos setores de: sais, manipulação, transformação, conservação e controle de qualidade dos medicamentos.

8.2 Conteúdo Programático

Teórico Básico:

Inglês CH = 24 HORAS:

Higiene e Segurança no Trabalho CH = 40 HORAS Comunicação Oral e Escrita CH = 32 HORAS:

Técnicas de Redação CH = 32 HORAS Informática Básica CH = 16 HORAS Matemática CH = 32 HORAS:

Cidadania e Ética CH = 16 HORAS:

Educação para o Trabalho CH = 40 HORAS:

Meio Ambiente CH = 38 HORAS

Teórico Específico:

Matéria Prima Farmacêutica: CH = 50 HORAS Farmacotécnica Industrial: CH = 70 HORAS Higiene e Segurança Farmacêutica: CH = 40 HORAS Legislação e Controle de Qualidade na Indústria Farmacêutica: CH = 70 HORAS Processos de Produção Farmacêutica:

CH = 50 HORAS Resíduos na Indústria Farmacêutica: CH = 40 HORAS

8.3 Proposta

Qualificar o jovem aprendiz a atuar como pro- fissional qualificado em todo o processo de produção industrial de medicamentos, cos- méticos e fitoterápicos em seus diversos am- bientes.

9

9. Programa de Aprendizagem em Assistente Administrativo- 7940

Programa de Aprendizagem em Assistente Administrativo- 7940 O programa de aprendizado em assistente administrativo
Programa de Aprendizagem em Assistente Administrativo- 7940 O programa de aprendizado em assistente administrativo

O programa de aprendizado em assistente administrativo oferece ao jovem a teoria

e a aplicação de conhecimentos em adminis- tração geral, financeira e de produção, bem como, noções de estatística, contabilidade e marketing, visão globalizada do setor admin- istrativo de pequenas e micro empresas, com domínio na execução de tarefas auxiliares aos setores de cobrança, vendas, comercial, marketing, produtivo, controle de qualidade, logística e outros.

9.1 Atividades Práticas

O conteúdo prático será desenvolvido, con- forme plano de ensino nos setores de: co- brança, vendas, comercial, marketing, produ- tivo, controle de qualidade, logística e outros.

9.2 Conteúdo Programático

Teórico Básico:

Inglês CH = 24 HORAS:

Higiene e Segurança no Trabalho CH = 40 HORAS Comunicação Oral e Escrita CH = 32 HORAS:

Técnicas de Redação CH = 32 HORAS Informática Básica CH = 16 HORAS Matemática CH = 32 HORAS:

Cidadania e Ética CH = 16 HORAS:

Educação para o Trabalho CH = 40 HORAS:

Meio Ambiente CH = 38 HORAS

Teórico Específico:

Noções de Secretariado: CH = 40 HORAS. Noções de Contabilidade: CH = 40 HORAS Noções de Estatística: CH = 30 HORAS Noções Comerciais e de Marketing:

CH = 60 HORAS Administração de Produção: CH = 60 HORAS Administração Geral e de Recursos Humanos:

CH = 50 HORAS Administração Financeira: CH = 50 HORAS

9.3 Proposta

Qualificar o jovem aprendiz a atuar como pro- fissional em todo o processo administrativo em seus diversos ambientes.

10. Programa de Aprendizagem em Assistente de Logística- 7941

Programa de Aprendizagem em Assistente de Logística- 7941 O programa de aprendizado em assistente de logística
Programa de Aprendizagem em Assistente de Logística- 7941 O programa de aprendizado em assistente de logística

O programa de aprendizado em assistente de logística oferece ao jovem a teoria e a

aplicação de conhecimentos em logística de transportes, mercadorias e produtos em geral.

Teórico Específico:

Suprimentos da Logística: CH = 50 HORAS Desenvolvimento da Logística: CH = 30 HORAS Armazenamento e Transporte: CH = 80 HORAS Gestão Financeira e Custos: CH = 80 HORAS Marketing na Logística: CH = 50 HORAS Estatística na Logística: CH = 40 HORAS Administração Financeira: CH = 50 HORAS

10.3 Proposta

Qualificar o jovem aprendiz a atuar como profissional qualificado em todo o processo logístico em seus diversos ambientes.

10.1 Atividades Práticas

O conteúdo prático será desenvolvido, con- forme plano de ensino nos setores de: al- moxarifado, transporte, protocolo, comercial, marketing, produtivo, controle de qualidade, logística e outros.

10.2 Conteúdo Programático

Teórico Básico:

Inglês CH = 24 HORAS:

Higiene e Segurança no Trabalho CH = 40 HORAS Comunicação Oral e Escrita CH = 32 HORAS:

Técnicas de Redação CH = 32 HORAS Informática Básica CH = 16 HORAS Matemática CH = 32 HORAS:

Cidadania e Ética CH = 16 HORAS:

Educação para o Trabalho CH = 40 HORAS:

Meio Ambiente CH = 38 HORAS

Programa Aprendiz Produtivo

12. Programa de Aprendizagem

É o conjunto de atividades teóricas e práti- cas, metodicamente organizadas em tare-

fas de complexidade progressiva, desenvolvi- das no ambiente de trabalho (§ 4º, artigo 428 da CLT).

13. Admissão do aprendiz

O s estabelecimentos são obrigados a em- pregar e matricular número de aprendizes

equivalente a 5%, no mínimo, e 15%, no máx-

imo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem

formação profissional (Decreto nº 5.598/2005).

A

lei se aplica também às empresas públicas

e

sociedades de economia mista.

A

empresa que possui vários estabelecimen-

tos pode concentrar a realização de ativi- dades práticas em um único local, desde que estejam localizados no mesmo município, con-

forme artigo 23, § 3º do Decreto nº 5.598/2005. O cálculo da quota de aprendizes a serem contratados pelas empresas terá por base

o número total de empregados em todas as

funções existentes no estabelecimento, que demandem formação profissional.

Segundo o Decreto nº 5.598/2005 (Capítulo IV, Seção I), na definição de funções que deman- dem formação profissional, deverá ser con- siderada a Classificação Brasileira de Ocupa- ções (CBO), e excluídas, para o seu exercício, habilitação profissional de nível técnico ou superior, ou funções que estejam caracteriza- das como cargos de direção, de gerência ou de confiança. Caso não seja possível localizar na CBO a função idêntica àquela buscada, deve-se utilizar a nomenclatura da função mais assemelhada.

As microempresas e empresas de pequeno porte estão dispensadas do cumprimento do artigo 429 da CLT, conforme previsto no artigo 51, inciso III da Lei Complementar nº 123/2007.

no artigo 51, inciso III da Lei Complementar nº 123/2007. 14. Onde se realiza a aprendizagem

14. Onde se realiza a aprendizagem

14.1 A aprendizagem se realiza:

i. Nas escolas dos Serviços Nacionais de Apre- ndizagem (artigo 429 da CLT);

ii. No ambiente de trabalho sob a orientação

de entidade especializada em formação téc- nico-profissional metódica (artigo 428 da CLT); iii. Nas Escolas Técnicas de Educação e enti- dades sem fins lucrativos (artigo 430 da CLT).

Aprendizagem realizada pelas Escolas Técni-

cas de Educação e entidades sem fins lucra-

tivos.

15. Entidades sem fins lucrativos

i. Devem ter por objetivo a assistência ao ado- lescente e à educação profissional;

ii. Contar com estrutura adequada ao desen-

volvimento dos programas de aprendizagem. Ainda que o Decreto nº 5.598/2005 em seu ar-

tigo 8º inciso III § 2º destaque que serão edita- das normas para avaliação de competências das entidades sem fins lucrativos, a Portaria MTE nº 702, de 18 de dezembro de 2001, esta- belece normas para as entidades que se pro- ponham a desenvolver programas de apren-

dizagem.

A aprendizagem somente poderá ser realiza- da em ambientes adequados ao desenvolvi- mento dos programas, devendo o auditor-fis- cal do trabalho realizar a inspeção tanto na entidade responsável pela aprendizagem, quanto no estabelecimento do empregador (artigo 14 caput da Instrução Normativa nº 26, de 20 de dezembro de 2001).

12

Programa Aprendiz Produtivo

16. Contrato de aprendizagem

T rata-se de contrato de trabalho especial,

ajustado por escrito e por prazo determi-

nado, em que o empregador se compromete

a assegurar ao maior de 14 anos e menor

de 24 anos formação técnico-profissional metódica, e o aprendiz a executar as tare- fas necessárias a essa formação. O aprendiz deve estar inscrito em curso ou programa de aprendizagem desenvolvido por entidade es- pecializada em aprendizagem metódica, no caso específico, o Instituto Transforma. Ao aprendiz que concluir um curso ou programa de aprendizagem será conferido o correspon- dente Certificado de Qualificação Profission- al. (artigo 428 da CLT).

O contrato de aprendizagem deverá indicar

expressamente: o curso, objeto da aprendiza- gem; a jornada diária, a jornada semanal; a remuneração mensal; termo inicial e final do contrato (§ 2º do artigo 1º da Instrução Norma- tiva nº 26, de 20 de dezembro de 2001).

17. Validade do contrato de

trabalho

A validade do contrato de aprendizagem, conforme o § 1º do artigo 428 da CLT, ex-

ige: registro e anotação na carteira de tra-

balho e previdência social (CTPS); inscrição em curso de aprendizagem desenvolvido no Instituto Transforma ou em outras entidades qualificadas em formação técnico-profission-

al metódica (artigo 430 da CLT); inscrição em

programa de aprendizagem (artigo 428 da CLT) elaborado pelo Instituto Transforma ou por outras entidades qualificadas em forma- ção técnico-profissional metódica (artigo 430 da CLT). Lembrando que conforme determi- nação do MTE, os cursos deverão constar do

Cadastro Nacional de Aprendizagem e esta- rem devidamente validados.

Nacional de Aprendizagem e esta- rem devidamente validados. OBSERVAÇÃO Segundo a orientação da Gerência Regional

OBSERVAÇÃO

Segundo a orientação da Gerência Regional do Trabalho de São Paulo - DRT/SP, a lei não exige registro do contrato de trabalho naquele órgão, como condição para a validade do vínculo ex- istente entre o empregador e o aprendiz. Para maiores orientações, verificar o que dispõe a Nota Técnica nº 26/2002 do MTE.

18. Duração do contrato de apren- dizagem e duração do curso

O contrato de aprendizagem não poderá durar mais de dois anos (§ 3º do artigo

428 da CLT), tendo, em princípio, a duração do curso ou do programa de aprendizagem fixados pelo Instituto Transforma. A duração do curso depende da formação profissional a que o aprendiz será submetido, ou seja, o tempo necessário para desenvolver no apre- ndiz as competências para o desempenho de uma ocupação qualificada. As demais condições contratuais da aprendizagem ob- servarão a legislação em vigor. Observe-se que a duração do contrato de aprendizagem deve coincidir com a duração do curso, ou seja, nenhum contrato será válido se a data prevista para o seu término for posterior ao término do curso.

Programa Aprendiz Produtivo

19. Duração da jornada de

trabalho

i. Para o aprendiz que não concluiu o ensino fundamental: a jornada de trabalho não ex- cederá a 6 horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação da jornada (artigo 432 da CLT), inclusive nas hipóteses previstas nos incisos I e II do artigo 413 da CLT. ii. Para o aprendiz que concluiu o ensino fun- damental: a jornada de trabalho poderá ser de até 8 horas diárias, nelas computadas as horas destinadas à atividade teórica (§ 1º do artigo 432 da CLT).

O s cursos de aprendizagem do Instituto Transforma são realizados em período in-

tegral assim todos os jovens encaminhados estão cursando ou já terminaram o ensino médio, pois, só se admite jornada de trabalho de oito horas diárias, para aprendizagem se os aprendizes tiverem concluído o ensino fun- damental (artigo 432, § 1º).

20. Extinção do contrato de

trabalho

O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no prazo nele estabelecido para seu tér-

mino ou quando o aprendiz completar 24 anos (artigo 433 da CLT). Observe-se que, segun- do dispõe o artigo 18 da Lei nº 11.180/2005, a idade máxima no contrato de aprendizagem não se aplica a aprendizes portadores de de- ficiência.

21. Rescisão do contrato de

trabalho

A rescisão do contrato de aprendizagem poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:

de aprendizagem poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: I. Desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz; II.

I. Desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;

II. Falta disciplinar grave nos termos do artigo

482 da CLT;

III. Ausência injustificada à escola que impli-

que perda do ano letivo;

IV. A pedido do aprendiz.

i. Rescisão por desempenho insuficiente: a

hipótese de rescisão por desempenho insufi- ciente ou inadaptação do aprendiz somente ocorrerá mediante manifestação da entidade executora da aprendizagem, a quem cabe a sua supervisão e avaliação, após consulta ao estabelecimento onde se realiza a apre-

ndizagem.

ii. Ausência injustificada à escola: a ausência

injustificada à escola de ensino fundamental ou médio, ou no estabelecimento de ensino onde se realiza a aprendizagem será com- provada por meio de declaração dos mencio- nados estabelecimentos.

iii. Pedido de rescisão por parte do aprendiz:

quanto ao pedido de rescisão por parte do aprendiz, de acordo com o artigo 439 da CLT, é lícito ao aprendiz firmar recibo pelo paga- mento dos salários. Tratando-se de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 anos dar, sem assistência dos seus re- sponsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da indenização que lhe for

devida.

Programa Aprendiz Produtivo

Observações:

i. Somente há necessidade de homologação da rescisão do contrato de aprendizagem

junto ao órgão competente quando o contra-

to

for superior a um ano de duração.

ii.

No caso de despedida ou retirada volun-

tária do aprendiz do Instituto Transforma, o

empregador dará ciência do fato, por escrito,

à Escola , dentro do prazo de 10 dias (§ 4º do

artigo 10 do Decreto-Lei nº 4.481/42).

iii. O afastamento do aprendiz em virtude das

exigências do serviço militar não constitui causa para a rescisão, podendo as partes acordarem se o tempo de afastamento será computado na contagem do prazo restante para o término do contrato (artigo 472 da CLT), cabendo à empresa, assim, recolher o FGTS durante o período de afastamento.

22. Retirada do aprendiz antes

do término do curso

N enhum aprendiz poderá, antes do fim do curso, ser retirado do Instituto Transforma

ou substituído por outro, por iniciativa do em-

pregador (§ 5º, do artigo 10 do Decreto-Lei nº

4.481/42).

O empregador que aceitar como seu em-

pregado o aprendiz que tenha iniciado a aprendizagem no Instituto Transforma deverá fazê-lo continuar o curso até a sua conclusão

(§ 6º, do artigo 10 do Decreto-Lei nº 4.481/42) com exceção das hipótese previstas no item rescisão de contrato de trabalho deste ma-

nual.

23. Remuneração do aprendiz

Ao empregado aprendiz é garantido o sa-

lário mínimo hora, considerado para tal fim

o valor do salário mínimo fixado em lei, salvo

condição mais benéfica garantida ao apren-

em lei, salvo condição mais benéfica garantida ao apren- diz em instrumento normativo (convenção ou acordo

diz em instrumento normativo (convenção ou acordo coletivo do trabalho) ou por liberali- dade do empregador.

24. Cálculo da remuneração do

aprendiz

D evem-se considerar os encargos inciden- tes sobre a remuneração do aprendiz, ou

seja, os contratos de aprendizagem terão alíquotas de depósito do FGTS de 2% da re- muneração paga ou devida ao empregado aprendiz (§ 7º do artigo 15 da Lei nº 8.036/90, com a redação dada pela Lei nº 10.097/2000). Para maiores orientações, verificar o que dis- põe a Nota Técnica nº 52/2002 do MTE.

25. Falta do aprendiz aos

trabalhos escolares

O aprendiz que faltar aos trabalhos esco- lares do curso de aprendizagem em que

estiver matriculado, sem justificação aceitáv- el, perderá salário dos dias em que se der a falta (§ 1º do artigo 8º Decreto- Lei nº 4.481/42).

A falta reiterada no cumprimento do dever ou a falta de razoável aproveitamento será considerada justa causa para dispensa do aprendiz. (§ 2º do artigo 8º Decreto-Lei nº

4.481/42).

15

Programa Aprendiz Produtivo

26. .

ciários e direitos trabalhistas

Benefícios sociais, previden-

O s empregados aprendizes gozam dos mesmos direitos trabalhistas e previden-

ciários dos empregados comuns (férias, 13º salário etc. - artigo 65 da Lei nº 8.069/90). Os direitos decorrentes de Convenções ou de Acordos Coletivos de Trabalho são extensivos aos aprendizes quando expressamente esta- belecidos. Por liberalidade da empresa, não há restrições quanto à extensão de benefí- cios aos aprendizes.

Ao aprendiz também é assegurado o vale- transporte para o deslocamento da residên- cia, atividades teóricos e práticas (artigo 27 do Decreto nº 5.598/2005). Ao adolescente por- tador de deficiência física é assegurado trab- alho protegido (artigo 66 da Lei nº 8.069/90).

27. Férias

A s férias do empregado aprendiz devem coincidir com as férias escolares e serão

concedidas de uma só vez, sendo proibido o parcelamento (§ 2º do artigo 136 e § 2º do ar- tigo 134 da CLT). Mesmo na hipótese de férias coletivas, o aprendiz com idade inferior a 18 anos não perde o direito de ter as suas férias contratuais coincidentes coma as da escola regular, e deverá gozar as férias coletivas a título de licença remunerada.

No período de férias do curso teórico não co- incidente com as férias do aprendiz na em- presa, este poderá cumprir a jornada diária na sua totalidade na empresa.

cumprir a jornada diária na sua totalidade na empresa. 28. Normas de saúde e seguran- ça

28. Normas de saúde e seguran- ça do trabalho

A s normas de segurança e medicina do tra- balho devem ser rigorosamente aplicadas

aos aprendizes, que serão incluídos no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocu- pacional), inclusive observando suas carac- terísticas psicofisiológicas. Todos os exames médicos ocupacionais devem ser realizados.

Na ocorrência de acidente de trabalho, a Co- municação de Acidente de Trabalho (CAT) será emitida por quem formalizou o seu contrato de trabalho, empresa ou instituição. As hipó- teses de estabilidade provisória acidentária e decorrente de gravidez não são aplicáveis aos contratos de aprendizagem, por apresen- tarem término pré-fixado. Entretanto, cabe ao empregador recolher o FGTS do aprendiz du- rante o período de afastamento (artigo 28 do Decreto nº 99.684/90).

29. Resumo

i. Trata-se de um contrato especial de trab- alho que oferece ao jovem um tipo de ocu- pação compatível com sua faixa etária e lhe assegura, ao mesmo tempo, formação técni- ca-profissional metódica;

ii. O prazo contratual é determinado e não

pode ultrapassar dois anos;

iii. Haverá anotação em carteira e contri-

buição previdenciária;

iv. A formação técnico-profissional implicará:

garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino fundamental e médio, horário es- pecial para o exercício de atividades e ca- pacitação profissional adequada ao mercado de trabalho;

v. As entidades de formação técnico-pro-

fissional metódica serão, de preferência, os

serviços nacionais de aprendizagem, po- dendo, subsidiariamente, atuarem como tais entidades sem fins lucrativos que tenham es- ses mesmos objetivos formativos, desde que registradas no Cadastro Nacional de Apren- dizagem com seus programas devidamente validados pelo MTE, bem como as escolas técnicas regulares do sistema de ensino as quais também deverão constar do referido cadastro;

vi. As empresas (exceto as micro e peque-

nas) são obrigadas a empregar e matricular nos cursos um mínimo de 5% e um máximo de 15% dos trabalhadores existentes na empresa (excluídos desse cálculo os que estão no re- gime de trabalho temporário e os aprendizes já contratados);

vii. Normalmente não haverá intermediários

nessas contratações: as empresas as farão diretamente ou com auxílio da entidade for- madora;

viii. Excepcionalmente, as empresas sem fins

lucrativos, quando atuarem supletivamente nas contratações, serão consideradas em- pregadoras desses jovens, assumindo, em

consideradas em- pregadoras desses jovens, assumindo, em decorrência, os ônus e deveres previstos na CLT; ix.

decorrência, os ônus e deveres previstos na

CLT;

ix. Os aprendizes receberão salário mínimo e

a jornada poderá atingir as oito horas diárias

nos casos em que os mesmos já concluíram o ensino fundamental;

x. A contribuição do FGTS cai de 8% para 2% nas contratações em causa;

xi. O aprendiz tem direito a vale-transporte e

a férias que coincidam com as escolares;

xii. Ao fim do contrato o aprendiz deve rece- ber certificado de qualificação profissional.

17

Programa Aprendiz Produtivo

30. .

Jovens

Processo de Seleção dos

A seleção de jovens para o Programa de Aprendizagem do Instituto Transforma

pode acontecer tanto no âmbito da institu- ição formadora, quanto na empresa.

No Instituto acontece em quatro fases a de di- vulgação, a inscrição, a seleção, e por fim a preparação dos jovens.

31. Divulgação

A divulgação é a etapa inicial, quando as vagas são divulgadas ao público em

geral ressaltando sua finalidade e período

de inscrição. Ela é feita em escolas públicas ou através da internet e de outros meios de comunicação como jornais e rádios comuni-

tárias.

32. Inscrição

A inscrição acontece quando o jovem com- parece à instituição formadora e preenche

uma ficha (modelo no Anexo 5) com informa-

ções como nome, endereço e também alguns dados sobre a história pessoal do jovem.

Além disso, existem alguns documentos ne- cessários, como: RG ; uma foto atual em ta- manho 3X4; comprovação da escolaridade (o jovem precisa estar cursando o ensino mé- dio); comprovação de endereço e o preenchi- mento de cadastro.

comprovação de endereço e o preenchi- mento de cadastro. 33. Seleção A seleção é uma primeira

33. Seleção

A seleção é uma primeira triagem feita a partir da análise das fichas de inscrição e

dos documentos apresentados pelos jovens. Após este processo é aplicada uma avalia- ção aos candidatos de Língua Portuguesa, entendimento de texto, matemática e reda- ção, a equipe do Programa deve observar os critérios de avaliação para classificar os can- didatos.

34. Preparação dos Jovens

A preparação dos jovens é desenvolvida durante três dias, com o objetivo de con-

hecer mais profundamente o jovem mediante técnicas de dinâmica de grupo, objetivando também a apresentação do Instituto Trans- forma, do programa e dos educadores e ori- entar sobre a documentação necessária para a contratação pela empresa. Além disso, efe- tuar um treinamento técnico e comportamen- tal que sirva de base.

35. Orientação às Empresas

E nquanto os jovens passam pela Formação Inicial, a equipe do Instituto Transforma

também se dedica a orientar as empresas na montagem de seus programas internos de aprendizagem. A idéia é possibilitar a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento dos aprendizes no ambiente formal de trab- alho. O processo envolve a criação de pro- cedimentos e rotinas especificamente volta- dos para os aprendizes.

Programa Aprendiz Produtivo

O processo envolve realizar encontros com

representantes do setor de pessoal ou do RH

da empresa. Inicialmente, o foco é retomar os propósitos da Lei da Aprendizagem e com- partilhar com a empresa a percepção que a equipe do programa tem dos jovens por ela

contratados.

Discutimos a função que o aprendiz irá ocu- par, levantando as suas potencialidades e limitações, identificando se a função que lhe será destinada está adequada ao seu perfil e sugerindo mudanças quando necessário.

Em seguida, orientamos a empresa sobre al- guns aspectos essenciais à criação de um ambiente educativo, voltado para o desen- volvimento dos jovens. Alguns aspectos en- fatizados são: acolhimento; integração às ro- tinas de trabalho; desenvolvimento humano e social; Inserção no mercado trabalho; acom- panhamento e avaliação pela empresa.

36. Acolhimento

i. É essencial criar procedimentos sistematiza- dos de acolhimento dos aprendizes. Alguns passos que a empresa pode seguir para ac- olher melhor os jovens são:

ii. Colocar informativos em murais comuni-

cando a chegada dos novos integrantes da equipe – o aprendiz.

iii. Realizar reuniões com setores ou departa-

mentos e com os monitores que vão receber

os jovens, para esclarecer dúvidas e solicitar

sugestões dos colaboradores em relação às funções que podem ser exercidas pelo jovem.

iv. No momento da chegada, fazer uma ro-

dada de apresentação dos jovens aos fun- cionários da empresa e aos setores com os quais os jovens irão se relacionar em sua ro- tina de trabalho.

os jovens irão se relacionar em sua ro- tina de trabalho. 37. Informação aos monitores É

37. Informação aos monitores

É muito importante informar aos monitores da empresa:

i. Objetivos do programa. ii. Características do aprendiz. iii. Diferenças entre aprendizes e estagiários.

38. Admissão do aprendiz

O s estabelecimentos são obrigados a em- pregar e matricular número de aprendizes

equivalente a 5%, no mínimo, e 15%, no máx-

imo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem

formação profissional (Decreto nº 5.598/2005).

lei se aplica também às empresas públicas

e

A

sociedades de economia mista.

empresa que possui vários estabelecimen-

tos pode concentrar a realização de ativi- dades práticas em um único local, desde que

estejam localizados no mesmo município, con- forme artigo 23, § 3º do Decreto nº 5.598/2005. O cálculo da quota de aprendizes a serem contratados pelas empresas terá por base

o número total de empregados em todas as

A

funções existentes no estabelecimento, que demandem formação profissional.

Segundo o Decreto nº 5.598/2005 (Capítulo IV, Seção I), na definição de funções que deman- dem formação profissional, deverá ser con- siderada a Classificação Brasileira de Ocupa- ções (CBO), e excluídas, para o seu exercício, habilitação profissional de nível técnico ou superior, ou funções que estejam caracteriza- das como cargos de direção, de gerência ou de confiança.

Programa Aprendiz Produtivo

Caso não seja possível localizar na CBO a função idêntica àquela buscada, deve-se utilizar a nomenclatura da função mais asse- melhada.

As microempresas e empresas de pequeno porte estão dispensadas do cumprimento do artigo 429 da CLT, conforme previsto no artigo 51, inciso III da Lei Complementar nº 123/2007. Informação aos monitores

39. Integração às rotinas de trabalho

P ara integrar o jovem à empresa, tornando mais efetiva a sua participação, é funda-

mental elaborar um plano de trabalho, iden- tificando as etapas e tarefas que ele deverá desempenhar. Além desse plano, é importante contemplar os seguintes aspectos: Indicar um monitor que fique diretamente responsável pela capacitação e acompanhamento dos aprendizes na parte prática do programa; in- formar aos monitores e supervisores sobre os conteúdos do programa de formação Inicial, para que eles possam definir quais as neces- sidades de aprendizagem dos jovens; avaliar o perfil de cada jovem e encaminhá-lo para os setores nos quais possa desenvolver mel- hor suas habilidades e potencialidades. Essa avaliação pode acontecer de diferentes ma- neiras: entrevistas, dinâmicas de grupo e con- sultas aos educadores da instituição forma- dora; organizar um sistema inicial de rodízio para que o jovem possa conhecer as diferen- tes funções e atividades da empresa, possi- bilitando uma visão geral dos processos, até ser encaixado numa função ou setor especí- fico da empresa no qual o mesmo conseguiu se identificar e desenvolver um bom trabalho.

i. O monitor do jovem deve desenvolver es- tratégias de continuidade da aprendizagem utilizando-se dos seguintes instrumentos:

ii. Preocupar-se com o desenvolvimento do jovem e com a ampliação de seus horizontes.

do jovem e com a ampliação de seus horizontes. iii. Orientar e capacitar o jovem para

iii. Orientar e capacitar o jovem para desem- penhar suas novas atividades, ensinando conhecimentos, habilidades e valores.

iv. Acompanhar e avaliar as atividades do jovem e dar retorno a ele sobre seu desem- penho.

40. Desenvolvimento humano e social do Aprendiz

A aprendizagem profissionalizante deve ser entendida como parte da educação do jovem. A empresa cumpre importante papel

de socialização do aprendiz para o trabalho

e para a vida. Dentro dessa visão, ela articula

valores relativos ao mundo do trabalho, ao crescimento pessoal e relações sociais. Para atingir esse objetivo é fundamental: acom- panhar seu desempenho escolar; motivar o aprendiz a participar da vida social da em- presa; criar oportunidades para enriquecer sua formação.

41. Inserção no mercado de trabalho

Q uando se aproxima o final do contrato de aprendizagem o Departamento de Re-

cursos Humanos poderia buscar ativamente

funções dentro da empresa para as quais

o jovem possa ser encaminhado e ter opor-

tunidade de ser contratado como trabalhador efetivo. Caso não exista essa possibilidade, é importante buscar o contato com outras em- presas parceiras, apresentando o jovem e procurando engajá-lo nesses novos espaços. Este incentivo da empresa é muito importante para ajudar a inserção profissional do jovem aprendiz.

20

Programa Aprendiz Produtivo

42. Acompanhamento e

avaliação

É necessário que o monitor acompanhe e avalie continuamente o trabalho do apre-

ndiz, gerando informações que auxiliem o processo de auto-reflexão, a mudança e o desenvolvimento, reconhecendo o que está ou não está funcionando.

Os monitores devem estar motivados a acom- panharem o processo de aprendizagem, reg- istrando os progressos feitos pelo aprendiz, utilizando para isso instrumentos próprios que facilitem a observação e possibilitem dar-lhe um retorno sobre o seu desenvolvimento.

O departamento de Recursos Humanos po-

derá perpetrar, além da ficha de avaliação oficial, um sistema de avaliação periódica através de instrumentos próprios, com o obje- tivo de promover a troca entre os aprendizes e a empresa. Programar reuniões periódicas entre os monitores dos aprendizes e a equipe de Recursos Humanos para avaliar o desem- penho do jovem.

A avaliação deve observar e informar ao

aprendiz as seguintes questões:

i. Pontos fortes e fracos.

ii. Aspectos a serem melhorados no futuro.

iii. Caminhos a serem seguidos.

iv. Sugestões para um plano pessoal de for-

mação.

43. Questionário de avaliação do

jovem pela empresa

A ficha de avaliação é um valioso instru- mento para refletir sobre o crescimento do

jovem e de toda a empresa, durante o período em que ele esteve nas instituições, desenvol- vendo o programa de aprendizagem. É ne-

desenvol- vendo o programa de aprendizagem. É ne- cessário que seja respondida de forma sin- cera

cessário que seja respondida de forma sin- cera e completa pelo monitor do jovem.

de forma sin- cera e completa pelo monitor do jovem. 44. Avaliação A valie o aprendiz
de forma sin- cera e completa pelo monitor do jovem. 44. Avaliação A valie o aprendiz
de forma sin- cera e completa pelo monitor do jovem. 44. Avaliação A valie o aprendiz
de forma sin- cera e completa pelo monitor do jovem. 44. Avaliação A valie o aprendiz

44. Avaliação

A valie o aprendiz na tabela da página seguinte com esses conceitos:

A

Pouco (a)

B

Bom (a)

C

Ótimo (a)

D

Não se aplica

21

Programa Aprendiz Produtivo

Programa Aprendiz Produtivo EM RELAÇÃO AO DESEMPENHO DOS PROCESSOS DE TRABALHO     CONCEITO  

EM RELAÇÃO AO DESEMPENHO DOS PROCESSOS DE TRABALHO

   

CONCEITO

 
 

A

B

C

D

1. Atenção e interesse

       

2. Compreensão das tarefas que lhe são atribuídas pelo supervisor direto

       

3. Desenvolvimento do trabalho

       

4. Iniciativa para buscar mais informações sobre o trabalho

       

5. Autonomia para resolver desafios colocados

       

6. Contribuição na organização do setor

       

7. Assiduidade

       

8. Pontualidade

       

RELAÇÕES NO AMBIENTE DE TRABALHO

       

9. Relacionamento com supervisor/chefe

       

10. Comunicação com colegas

       

11. Colaboração com os colegas

       

12. Desenvoltura em trabalhos em equipe

       

13. Apresentação pessoal

       

Aspectos que podem ser melhorados, apon- tados pelo profissional/educador:

Aspectos que podem ser melhorados, apon- tados pelo jovem aprendiz:

Considerações Finais:

45. Anexos

LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996

Estabelece as diretrizes e bases da educação na- cional.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Artigo 39 - A educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente de- senvolvimento de aptidões para a vida produtiva.

Parágrafo único. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior, bem como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, contará com a possibilidade de acesso à educa- ção profissional.

Artigo 40 - A educação profissional será desen- volvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continu- ada, em instituições especializadas ou no ambi- ente de trabalho.

Artigo 41 - O conhecimento adquirido na educação profissional, inclusive no trabalho, poderá ser ob- jeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos.

Parágrafo único. Os diplomas de cursos de educa- ção profissional de nível médio, quando registra- dos, terão validade nacional.

Artigo 42 - As escolas técnicas e profissionais, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade.

Brasília, 20 de dezembro de 1996; 175º da Independência e 108º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Paulo Renato Souza - Publi- cada no DOU em 23/12/1996.

- Paulo Renato Souza - Publi- cada no DOU em 23/12/1996 . RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 3,

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 3, DE 26 DE JUNHO DE 1998

Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.

O

PRESIDENTE DA CEB/CNE, de conformidade com

o

disposto no artigo 9º § 1º, alínea “c”, da Lei 9.131,

de 25 de novembro de 1995, nos artigos 26, 35 e 36 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e tendo em vista o Parecer CEB/CNE 15/98, homologado pelo Senhor Ministro da Educação e do Desporto em 25 de junho de 1998, e que a esta se integra,

RESOLVE:

Artigo 1º - As Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio – DCNEM, estabelecidas nesta Res- olução, se constituem num conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e pro- cedimentos a serem observados na organização pedagógica e curricular de cada unidade esco- lar integrante dos diversos sistemas de ensino, em atendimento ao que manda a lei, tendo em vista vincular a educação com o mundo do trabalho e a prática social, consolidando a preparação para o exercício da cidadania e propiciando preparação básica para o trabalho

Artigo 12 - Não haverá dissociação entre a forma- ção geral e a preparação básica para o trabalho, nem esta última se confundirá com a formação profissional.

§ 1º A preparação básica para o trabalho deverá estar presente tanto na base nacional comum como na parte diversificada.

§ 2º O ensino médio, atendida a formação geral,

incluindo a preparação básica para o trabalho, poderá preparar para o exercício de profissões

técnicas, por articulação com a educação profis-

sional,

mantida a independência entre os cursos.

§ 3º A articulação entre a Educação Profissional

Técnica de nível médio e o Ensino Médio se dará das seguintes formas: (Parágrafo incluído pela Resolução CNE/CEB nº 1, de 03/02/2005).

I. integrada, no mesmo estabelecimento de ensino, contando com matrícula única para cada aluno;

45. Anexos

Estabelece as diretrizes e bases da educação naII. concomitante, no mesmo estabelecimento de ensino ou em instituições de ensino distintas, aproveitando as oportunidades educacionais dis- poníveis, ou mediante convênio de intercomple- mentaridade; e

III. subseqüente, oferecida somente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. Artigo 13 - Os estudos concluídos no Ensino Mé- dio serão considerados como básicos para a ob- tenção de uma habilitação profissional técnica de nível médio, decorrente da execução de curso de técnico de nível médio realizado nas formas inte- grada, concomitante ou subseqüente ao Ensino Médio. (Redação dada pela Resolução CNE/CEB nº 1, de 03/02/2005)

ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET Presidente da Câmara de Educação Básica

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 4, DE 8 DE NOVEMBRO DE 1999

Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.

O PRESIDENTE DA CEB/CNE, no uso de suas atri- buições legais, e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995, nos artigos 39 a 42 e no § 2º do artigo 36 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto Federal 2.208, de 17 de abril de 1997, e com fundamento no Pa- recer CNE/CEB 16/99, homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 25 de novembro de 1999, RESOLVE:

Artigo 1º - A presente Resolução institui as Diretriz- es Curriculares Nacionais para a Educação Profis- sional de Nível Técnico.

Parágrafo único. A educação profissional, inte- grada às diferentes formas de educação, ao trab- alho, à ciência e à tecnologia, objetiva garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social.

Artigo 2º - Para os fins desta Resolução, entende- se por diretriz o conjunto articulado de princípios, critérios, definição de competências profissionais

critérios, definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedi- mentos

gerais do técnico por área profissional e procedi- mentos a serem observados pelos sistemas de en- sino e pelas escolas na organização e no planeja- mento dos cursos de nível técnico.

Artigo 3º - São princípios norteadores da educa- ção profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3º da LDB, mais os seguintes:

I. independência e articulação com o ensino mé- dio;

II. respeito aos valores estéticos, políticos e éticos;

III. desenvolvimento de competências para a lab-

orabilidade;

IV. flexibilidade, interdisciplinaridade e contextu-

alização;

V. identidade dos perfis profissionais de conclusão

de curso;

VI.

atualização permanente dos cursos e currícu-

los;

VII. autonomia da escola em seu projeto pe-

dagógico.

Artigo 4º - São critérios para a organização e o planejamento de cursos:

I. atendimento às demandas dos cidadãos, do mercado e da sociedade;

II. conciliação das demandas identificadas com a

vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino.

Artigo 5º - A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais, constan- tes dos quadros anexos, que incluem as respec- tivas caracterizações, competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habili-

tação.

Parágrafo único. A organização referida neste ar- tigo será atualizada pelo Conselho Nacional de Educação, por proposta do Ministério da Educa- ção, que, para tanto, estabelecerá processo per- manente, com a participação de educadores, em- pregadores e trabalhadores.

Artigo 6º - Entende-se por competência profis- sional a capacidade de mobilizar, articular e colo- car em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do tra-

balho.

45. Anexos

Parágrafo único. As competências requeridas pela educação profissional, considerada a natureza do trabalho, são as:

I. competências básicas, constituídas no ensino fundamental e médio;

II. competências profissionais gerais, comuns aos

técnicos de cada área; III. competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação.

Artigo 7º - Os perfis profissionais de conclusão de qualificação, de habilitação e de especialização profissional de nível técnico serão estabelecidos pela escola, consideradas as competências in- dicadas no artigo anterior.

§ 1º Para subsidiar as escolas na elaboração dos

perfis profissionais de conclusão e na organiza- ção e planejamento dos cursos, o Ministério da Educação divulgará referenciais curriculares por

área profissional.

§ 2º Poderão ser organizados cursos de especial-

ização de nível técnico, vinculados a determinada

qualificação ou habilitação profissional, para o atendimento de demandas específicas. § 3º Demandas de atualização e de aper- feiçoamento de profissionais poderão ser aten- didas por meio de cursos ou programas de livre

oferta.

Artigo 8º - A organização curricular, consubstan-

ciada no plano de curso, é prerrogativa e respon- sabilidade de cada escola.

§ 1º O perfil profissional de conclusão define a

identidade do curso.

§ 2º Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos:

I. com terminalidade correspondente a qualifica-

ções profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho;

II. sem terminalidade, objetivando estudos subse-

qüentes.

§ 3º As escolas formularão, participativamente,

nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB, seus projetos pedagógicos e planos de curso, de acordo com

estas diretrizes.

Artigo 9º - A prática constitui e organiza a edu- cação profissional e inclui, quando necessário, o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições.

realizado em empresas e outras instituições. § 1º A prática profissional será incluída nas cargas

§ 1º A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação.

§ 2º A carga horária destinada ao estágio super-

visionado deverá ser acrescida ao mínimo estab- elecido para o respectivo curso.

§ 3º A carga horária e o plano de realização do

estágio supervisionado, necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profis- sional, deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso.

Artigo 10 - Os planos de curso, coerentes com os respectivos projetos pedagógicos, serão submeti- dos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino, contendo:

I. justificativa e objetivos;

II. requisitos de acesso;

III. perfil profissional de conclusão;

IV. organização curricular;

V. critérios de aproveitamento de conhecimentos e

experiências anteriores;

VI. critérios de avaliação;

VII. instalações e equipamentos; VIII. pessoal docente e técnico;

IX. certificados e diplomas.

Artigo 11 - A escola poderá aproveitar conheci- mentos e experiências anteriores, desde que dire- tamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilita- ção profissional, adquiridos:

I. no ensino médio;

II. em qualificação profissional e etapas ou módu-

los de nível técnico concluídos em outros cursos;

III. em cursos de educação profissional de nível

básico, mediante avaliação do aluno;

IV. no trabalho ou por outros meios informais, me-

diante avaliação do aluno;

V. e reconhecidos em processos formais de certifi-

cação profissional.

Artigo 12 - Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais em áreas profissionais não constantes dos quadros anexos referidos no

artigo 5º desta Resolução, ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelo órgão competente do respectivo sistema de en-

sino.

45. Anexos

Artigo 13 - O Ministério da Educação organizará cadastro nacional de cursos de educação profis- sional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional.

Parágrafo único. Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos siste- mas de ensino serão por estes inseridos no cadas- tro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico.

Artigo 14 - As escolas expedirão e registrarão, sob sua responsabilidade, os diplomas de técnico, para fins de validade nacional, sempre que seus planos de curso estejam inseridos no cadastro na- cional de cursos de educação profissional de nível técnico referido no artigo anterior.

§ 1º A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma, observado o requisito de conclusão do ensino médio.

§ 2º Os diplomas de técnico deverão explicitar o

correspondente título de técnico na respectiva ha-

bilitação profissional, mencionando a área à qual

a mesma se vincula.

§ 3º Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar

o título da ocupação certificada.

§ 4º Os históricos escolares que acompanham os

certificados e diplomas deverão explicitar, tam- bém, as competências definidas no perfil profis- sional de conclusão do curso.

Artigo 15 - O Ministério da Educação, em regime de colaboração com os sistemas de ensino, pro- moverá processo nacional de avaliação da edu- cação profissional de nível técnico, garantida a divulgação dos resultados.

Artigo 16 - O Ministério da Educação, conjunta- mente com os demais órgãos federais das áreas pertinentes, ouvido o Conselho Nacional de Edu- cação, organizará um sistema nacional de certifi- cação profissional baseado em competências.

§ 1º Do sistema referido neste artigo participarão representantes dos trabalhadores, dos emprega- dores e da comunidade educacional.

§ 2º O Conselho Nacional de Educação, por pro-

posta do Ministério da Educação, fixará normas para o credenciamento de instituições para o fim específico de certificação profissional.

Artigo 17 - A preparação para o magistério na edu-

Artigo 17 - A preparação para o magistério na edu- cação profissional de nível técnico se

cação profissional de nível técnico se dará em ser- viço, em cursos de licenciatura ou em programas especiais.

Artigo 18 - A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001, sendo facultativa no período de transição, compreendido entre a publi- cação desta Resolução e o final do ano 2000.

§ 1º No período de transição, as escolas poderão

oferecer aos seus alunos, com as adaptações ne- cessárias, opção por cursos organizados nos ter- mos desta Resolução.

§ 2º Fica ressalvado o direito de conclusão de cur- sos organizados com base no Parecer CFE nº 45, de 12 de janeiro de 1972, e regulamentações sub- seqüentes, aos alunos matriculados no período de transição.

Artigo 19 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial o Parecer CFE nº 45/72 e as regulamentações subseqüentes, incluídas as referentes à instituição de habilitações profission- ais pelos Conselhos de Educação.

ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET - Presidente da Câmara de Educação Básica

LEI Nº 10.097, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000

Altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo 1º - Os artigos 402, 403, 428, 429, 430, 431, 432 e 433 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação:

“Artigo 402 - Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze ”

até dezoito anos.” (NR)

26

45. Anexos

45. Anexos “Artigo 403 - É proibido qualquer trabalho a meno- res de dezesseis anos de

“Artigo 403 - É proibido qualquer trabalho a meno- res de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. “ (NR)

“§ 1ºA - O limite fixado neste artigo não se aplica quando o empregador for entidade sem fins lucra- tivos, que tenha por objetivo a educação profis-

“Parágrafo único. O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais a sua forma-

sional.” (AC) “§ 1º As frações de unidade, no cálculo da per- centagem de que trata o caput, darão lugar à ad-

ção, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, mor-

missão de um aprendiz.” (NR)

al

e social e em horários e locais que não permitam

“Artigo 430 - Na hipótese de os Serviços Nacionais

a freqüência à escola.” (NR)

de Aprendizagem não oferecerem cursos ou va-

“a) revogada;”

gas suficientes para atender à demanda dos es- tabelecimentos, esta poderá ser suprida por out-

“b) revogada;”

ras entidades qualificadas em formação técnico - profissional metódica, a saber.” (NR)

“Artigo 428 - Contrato de aprendizagem é o con- trato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze

e menor de dezoito anos, inscrito em programa

de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvim- ento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar, com zelo e diligência, as tarefas ne- cessárias a essa formação.” (NR apresentada na Lei nº 11.180/05):

“§ 1º A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho

e Previdência Social, matrícula e freqüência do

aprendiz à escola, caso não haja concluído o en-

sino fundamental, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de

entidade qualificada em formação técnico-profis- sional metódica.” (AC)

“§ 2º Ao menor aprendiz, salvo condição mais fa-

vorável, será garantido o salário mínimo hora.” (AC)

“§ 3º O contrato de aprendizagem não poderá ser

estipulado por mais de dois anos.” (AC) “§ 4º A formação técnico-profissional a que se refere o caput deste artigo caracteriza-se por

“I - Escolas Técnicas de Educação;” (AC) “II - Entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e à educa- ção profissional, registradas no Conselho Munici- pal dos Direitos da Criança e do Adolescente.” (AC)

“§ 1º As entidades mencionadas neste artigo de- verão contar com estrutura adequada ao desen- volvimento dos programas de aprendizagem, de forma a manter a qualidade do processo de en- sino, bem como acompanhar e avaliar os resulta- dos.” (AC) “§ 2º Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem, com aproveitamento, será conce- dido certificado de qualificação profissional.” (AC) “§ 3º O Ministério do Trabalho e Emprego fixará normas para avaliação da competência das enti- dades mencionadas no inciso II deste artigo.” (AC) “Artigo 431 - A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a aprendizagem ou pelas entidades mencionadas no inciso II do artigo 430, caso em que não gera vínculo de emprego com a empresa tomadora dos serviços.” (NR)

suas atividades teóricas e práticas, metodica-

“a) revogada;”

mente organizadas em tarefas de complexidade

“b) revogada;”

progressiva

“c) revogada;”

desenvolvidas no ambiente de trabalho.” (AC)

“Artigo 429 - Os estabelecimentos de qualquer na- tureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabeleci- mento, cujas funções demandem formação profis- sional.” (NR)

“a) revogada;”

“b) revogada;”

“Parágrafo único.” (VETADO)

“Artigo 432 - A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo veda- das a prorrogação e a compensação de jornada.” (NR)

27

45. Anexos

“§ 1º O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes que já ti- verem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à apren- dizagem teórica.” (NR)

as horas destinadas à apren- dizagem teórica.” (NR) Artigo 1º - Fica proibido o trabalho do

Artigo 1º - Fica proibido o trabalho do menor de 18 (dezoito) anos nas atividades constantes do Anexo I. (Redação dada pela Portaria MTE/SIT nº

4, de 21/03/2002)

§ 1º A proibição do caput deste artigo poderá ser

“§ 2º Revogado.”

elidida por meio de parecer técnico circunstancia-

“Artigo 433 - O contrato de aprendizagem extinguir-

11.180/05)

do, assinado por profissional legalmente habilita- do em segurança e saúde no trabalho, que ateste

se-á no seu termo ou quando o aprendiz comple-

a

não exposição a riscos que possam comprom-

tar dezoito anos, ou ainda antecipadamente nas

eter a saúde e a segurança dos adolescentes, o

seguintes hipóteses:” (NR apresentada na Lei nº

qual deverá ser depositado na unidade descen- tralizada do Ministério do Trabalho e Emprego da

“a) revogada;”

circunscrição onde ocorrerem as referidas atividades. (Parágrafo

“b) revogada;”

incluído pela Portaria MTE/SIT nº 4, de 21/03/2002)

§

2º Sempre que houver controvérsia quanto à

“I - desempenho insuficiente ou inadaptação do

aprendiz;” (AC) “II - falta disciplinar grave;” (AC) “III - ausência injustificada à escola que implique

perda do ano letivo, ou” (AC) “IV - a pedido do aprendiz.” (AC) “Parágrafo único. Revogado.”

“§ 2º Não se aplica o disposto nos artigos 479 e 480

desta Consolidação às hipóteses de extinção do contrato mencionadas neste artigo.” (AC) Artigo 2º - O artigo 15 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte §

7º:

“§ 7º Os contratos de aprendizagem terão a alí- quota a que se refere o caput deste artigo redu- zida para dois por cento.” (AC) Artigo 3º - São revogadas o artigo 80, o § 1º do ar- tigo 405, os artigos 436 e 437 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Artigo 4º -

Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 19 de dezembro de 2000; 179º da Independência e 112º da Repúbli- ca. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Francisco Dornelles. Publi- cada no DOU em 20/12/2000.

PORTARIA MTE/SIT Nº 20, DE 13 DE SETEMBRO DE 2001

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÂO DO TRABALHO e o DI-

RETOR DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo inciso I do artigo 405 da Consoli- dação das Leis do Trabalho - CLT, RESOLVEM:

efetiva proteção dos adolescentes envolvidos nas atividades constantes do referido parecer, o

mesmo será objeto de análise por Auditor-Fiscal do Trabalho, que tomará as providências legais

cabíveis. (Parágrafo incluído pela Portaria MTE/ SIT nº 4, de 21/03/2002)

§ 3º A classificação dos locais ou serviços como

perigosos ou insalubres decorre do princípio da proteção integral à criança e ao adolescente, não sendo extensiva aos trabalhadores maiores de 18

anos. (Parágrafo incluído pela Portaria MTE/SIT nº

4, de 21/03/2002)

Artigo 2º - Os trabalhos técnico ou administrativos serão permitidos, desde que realizados fora das áreas de risco à saúde e à segurança.

Artigo 3º - Revoga-se a Portaria nº 6, de 05 de fe- vereiro de 2001.

Artigo 4º - Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

VERA OLÍMPIA GONÇALVES - Secretária de Inspeção do Trab- alho - JUAREZ CORREIA BARROS JÚNIOR - Diretor do Departa- mento de Segurança e Saúde no Trabalho

45. Anexos

INSTRUÇÃO NORMATIVA MTE/SIT Nº 26, DE 20 DE DEZ. DE 2001

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais e considerando o disposto no artigo 3º da Portaria nº 702, de 18 de dezembro de 2001, RESOLVE:

I. DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM

de dezembro de 2001, RESOLVE: I. DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM Normativa MTE/SIT nº 26, de 20/12/2002)

Normativa MTE/SIT nº 26, de 20/12/2002)

I. O nível das capacidades profissionais e dos con-

hecimentos técnico-teóricos requeridos para o ex- ercício da atividade profissional;

II. A duração do período de formação necessário

para a aquisição das competências e habilidades requeridas; e

III. A adequação da função às necessidades da

dinâmica de um mercado de trabalho em constan-

te mutação.

Artigo 1º - O contrato de aprendizagem, conforme conceituado no artigo 428 da CLT, é o contrato de

trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compro- mete a assegurar ao maior de 14 anos e menor de 18 anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, com-

§ 5º O cálculo do número de aprendizes a serem

contratados terá por base o total de trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas fun- ções demandem formação profissional, excluin- do-se aquelas: (Parágrafo incluído pela Instrução Normativa MTE/SIT nº 26, de 20/12/2002)

patível com seu desenvolvimento físico, moral e

I.

Desenvolvidas em ambientes que comprometam

psicológico, e o aprendiz a executar, com zelo e

a

formação moral do adolescente;

diligência, as tarefas necessárias a essa forma-

II.

Cuja presunção de insalubridade ou periculosi-

ção.

§ 1º O prazo de duração do contrato de aprendiza-

gem não poderá ser estipulado por mais de dois anos, como disciplina o artigo 428, § 3º, da CLT.

§ 2º O contrato deverá indicar expressamente o

curso, objeto da aprendizagem, a jornada diária, a jornada semanal, a remuneração mensal, o ter-

mo inicial e final do contrato.

§ 3º São condições de validade do contrato de

aprendizagem, em observância ao contido no ar- tigo 428, § 1º, da CLT:

I. Registro e anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);

II. Matrícula e freqüência do aprendiz à escola de ensino regular, caso não tenha concluído o ensino obrigatório;

III. Inscrição do aprendiz em curso de aprendiza-

gem desenvolvido sob a orientação de entidade

qualificada em formação técnico-profissional metódica, nos moldes do artigo 430 da CLT;

IV. Existência de programa de aprendizagem, de-

senvolvido através de atividades teóricas e práticas, contendo os objetivos do curso, conteú- dos a serem ministrados e a carga horária.

§ 4º Para a definição das funções que demandam

formação profissional deverão ser considerados a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e os seguintes fatores: (Redação dada pela Instrução

dade, relativa ao serviço ou local de trabalho, não possa ser elidida; III. Que exijam habilitação profissional de nível técnico ou superior;

IV. Cujo exercício requeira licença ou autorização

vedadas para menores de dezoito anos;

V. Objeto de contrato de trabalho por prazo deter-

minado, cuja vigência dependa da sazonalidade

da atividade econômica;

VI. Caracterizadas como cargos de direção, de

gerência ou de confiança, nos termos do inciso

II e do Parágrafo único do artigo 62 da CLT; e VII.

Prestadas sob o regime de trabalho temporário in- stituído pelo Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1973.

§ 6º Para comprovar a impossibilidade prevista no

inciso II do Parágrafo anterior, a empresa deverá apresentar parecer circunstanciado, assinado por profissional legalmente habilitado em segurança

e saúde no trabalho, que deverá ser renovado

quando promovidas alterações nos locais de tra- balho ou nos serviços prestados. (Parágrafo in- cluído pela Instrução Normativa MTE/SIT nº 26, de

20/12/2002)

§ 7º Os serviços executados por trabalhadores ter-

ceirizados deverão ser computados na cota da empresa prestadora de serviços. (Parágrafo in- cluído pela Instrução Normativa MTE/SIT nº 26, de

20/12/2002)

29

45. Anexos

Artigo 2º - Ao empregado aprendiz é garantido

o salário mínimo hora, considerado para tal fim o

valor do salário mínimo hora fixado em lei, salvo condição mais benéfica garantida ao aprendiz em instrumento normativo ou por liberalidade do em- pregador.

instrumento normativo ou por liberalidade do em- pregador. dos Direitos da Criança e do Adolescente, como

dos Direitos da Criança e do Adolescente, como

entidade que objetiva à assistência ao adoles- cente e à educação profissional;

II. A existência de programa de aprendizagem

contendo no mínimo, objetivos do curso, conteú- dos a serem desenvolvidos e carga horária pre-

vista;

Artigo 3º - A duração da jornada do aprendiz não

III.

Declaração de freqüência escolar do aprendiz

excederá de 6 (seis) horas diárias, nelas incluídas

no ensino regular;

as atividades teóricas e/ou práticas, vedadas a

IV.

Contrato ou convênio firmado entre a entidade

prorrogação e a compensação da jornada, inclu-

e

o estabelecimento tomador dos serviços para

sive nas hipóteses previstas nos incisos I e II do artigo 413 da CLT.

ministrar a aprendizagem; e V. Os contratos de aprendizagem firmados entre a entidade e cada um dos aprendizes.

§ 1º O limite da jornada diária poderá ser de até

8 (oito) horas para os aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, desde que ne- las sejam incluídas as atividades teóricas. Artigo

4º - As férias do empregado aprendiz deverão co- incidir com um dos períodos das férias escolares do ensino regular quando solicitado, em confor- midade com o § 2º do artigo 136 da CLT, sendo ve- dado o parcelamento, nos termos do § 2º do artigo 134 da CLT.

Artigo 5º - A alíquota do depósito ao Fundo de Ga- rantia por Tempo de Serviço - FGTS - será de 2% (dois por cento) da remuneração paga ou devida ao empregado aprendiz, em conformidade com o § 7º do artigo 15 da Lei nº 8.036/90

II. DAS ESCOLAS TÉCNICAS E DAS ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS

Artigo 6º - As Escolas Técnicas de Educação e as entidades sem fins lucrativos poderão atender a demanda dos estabelecimentos por formação- técnico profissional se verificada, junto aos Ser- viços Nacionais de Aprendizagem, inexistência de cursos ou insuficiência de oferta de vagas, em face do disposto no artigo 430, inciso I, da CLT.

Artigo 7º - Os Auditores-Fiscais do Trabalho veri- ficarão se as entidades sem fins lucrativos que contratam aprendizes, em conformidade com o artigo 431 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, efetuaram o devido registro e a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS e, se estão assegurando os demais direitos trab- alhistas e previdenciários oriundos da relação de emprego especial de aprendizagem, examinando, ainda:

I. A existência de certificado de registro da en- tidade sem fins lucrativos no Conselho Municipal

Parágrafo único. Deverão constar nos registros e nos contratos de aprendizagem a razão social,

o endereço e o número de inscrição no Cadastro

Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ da empresa tomadora dos serviços de aprendizagem, que es- tiver atendendo a obrigação estabelecida no ar-

tigo 429 da CLT.

Artigo 8º - Persistindo irregularidades nas en- tidades sem fins lucrativos, após esgotadas as ações administrativas para saná-las, o Auditor- Fiscal do Trabalho deverá encaminhar relatório circunstanciado à autoridade regional compe- tente, por intermédio de sua chefia imediata, para providências das devidas comunicações ao Con- selho Tutelar, ao Ministério Público Estadual, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Ministério Público do Trabalho.

III. DO PLANEJAMENTO DA AÇÃO FISCAL

Artigo 9º - Para efeito de fiscalização da obrigato- riedade de contratação de aprendizes, caberá ao Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalhador Adolescente - GEC- TIPA, identificar a oferta de cursos e vagas pelas instituições de aprendizagem, e a demanda de aprendizes por parte dos estabelecimentos.

Artigo 10 - A demanda de aprendizes será iden- tificada por atividade econômica, em cada mu- nicípio, a partir dos dados oficiais do Governo

Federal, tais como RAIS e CAGED, excluindo-se as

microempresas

e empresas de pequeno porte, dispensadas do

cumprimento do artigo 429 da CLT, conforme pre- visto no artigo 11 da Lei nº 9.841, de 05 de outubro de 1999.

30

45. Anexos

Artigo 11 - Poderá ser adotada, sem prejuízo da ação fiscal direta, a notificação via postal - fis- calização indireta - para convocar, individual ou coletivamente, os empregadores a apresentarem documentos, em dia e hora previamente fixadas, a fim de comprovarem a regularidade da contrata- ção de empregados aprendizes, conforme deter- mina o artigo 429 da CLT.

§ 1º No procedimento de notificação via postal

será utilizado, como suporte instrumental, sistema informatizado de dados destinado a facilitar a identificação dos estabelecimentos obrigados a contratarem aprendizes.

Artigo 12 - A Chefia de Fiscalização do Trabalho designará, ouvido o GECTIPA, Auditores-Fiscais do Trabalho para realizarem a fiscalização indireta para o cumprimento da aprendizagem.

Artigo 13 - Verificada a falta de correlação entre as atividades executadas pelo aprendiz e as pre- vistas no programa de aprendizagem, configurar- se-á o desvio de finalidade da aprendizagem. O Auditor-Fiscal do Trabalho deverá promover as ações necessárias para adequar o aprendiz ao programa, sem prejuízo das medidas legais per- tinentes.

Artigo 14 - A aprendizagem somente poderá ser re- alizada em ambientes adequados ao desenvolvi- mento dos programas de aprendizagem, devendo o Auditor-Fiscal do Trabalho realizar inspeção tanto na entidade responsável pela aprendiza- gem quanto no estabelecimento do empregador.

§ 1º Os ambientes de aprendizagem devem ofer-

ecer condições de segurança e saúde, em con- formidade com as regras do artigo 405 da CLT, e

das Normas Regulamentadoras, aprovadas pela Portaria nº 3.214/78.

§ 2º Constatada a inadequação dos ambientes de aprendizagem às condições de proteção ao tra- balho de adolescentes, deverá o Auditor-Fiscal do Trabalho promover ações destinadas a regu- larizar a situação, sem prejuízo de outras medidas legais cabíveis, comunicando o fato às entidades responsáveis pela aprendizagem e ao GECTIPA da respectiva unidade da Federação.

Artigo 15 - O contrato de aprendizagem extinguir- se-á no seu termo ou quando o aprendiz comple- tar 18 (dezoito) anos.

termo ou quando o aprendiz comple- tar 18 (dezoito) anos. Artigo 16 - São hipóteses de

Artigo 16 - São hipóteses de rescisão antecipada do contrato de aprendizagem:

I. Desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;

II. Falta disciplinar grave nos termos do artigo 482

da CLT;

III. Ausência injustificada à escola regular que im- plique perda do ano letivo; e,

IV. A pedido do aprendiz.

§ 1º A hipótese do inciso I somente ocorrerá me- diante manifestação da entidade executora da aprendizagem, a quem cabe a sua supervisão

e avaliação, após consulta ao estabelecimento

onde se realiza a aprendizagem.

§ 2º A hipótese do inciso III será comprovada

através da apresentação de declaração do esta- belecimento de ensino regular.

§ 3º Nas hipóteses de rescisão antecipada do con-

trato de aprendizagem não se aplicam os artigos 479 e 480 da CLT, que tratam da indenização, por metade, da remuneração a que teria direito até o termo do contrato.

Artigo 17 - Persistindo irregularidades quanto à aprendizagem e esgotadas no âmbito da fiscal- ização as medidas legais cabíveis, deverá ser encaminhado relatório à autoridade regional do Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio da chefia imediata, para que àquela promova as devidas comunicações ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Estadual.

Artigo 18 - Caso existam indícios de infração penal, o Auditor-Fiscal do Trabalho deverá relatar o fato

à autoridade regional, por intermédio da chefia

imediata, que de ofício comunicará ao Ministério Público Federal ou Estadual.

Artigo 19 - Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

VERA OLÍMPIA GONÇALVES Secretária de Inspeção do Trabalho Publicada no DOU em 27/12/2001.

45. Anexos

NOTA TÉCNICA MTE Nº 52, DE 29 DE MAIO DE 2002

Considerando correspondência eletrônica en- caminhada na manhã de hoje ao Senhor Diretor do Departamento de Fiscalização do Trabalho, na qual é apontado equívoco na orientação so- licitada pelo GECTIPA/MS com relação ao salário do aprendiz materializada na Nota Técnica nº 47, cumpre tecer algumas considerações.

A citada correspondência eletrônica, subscrita pelo colega Auditor-Fiscal do Trabalho, Bosco Giovanni Costa (DRT/PB), tem razão ao identificar erro na citada nota de minha autoria. Ademais, o colega fundamenta com argumentos invencíveis a sua posição, o que ensejou esta Nota nº 52, que tem por objeto retificar a Nota Técnica nº 47, am- bas da COPES.

A Nota Técnica nº 47 admite que o salário mínimo hora, fixado pela Medida Provisória nº 35, de 27 de março de 2002 em R$ 0,91 (noventa em um cen- tavos) já contemplaria, dentro desse valor, o re- pouso semanal remunerado. Na verdade, o valor diz respeito apenas à HORA NUA, ainda sem o re- pouso.

Para melhor elucidação, reproduzo aqui parte da fundamentação encaminhada pelo colega Bosco Giovanni Costa:

“Primeiro devemos observar o quantitativo de se- manas que possui cada mês:

Dias do Mês

Dias da Semana

Qtdade Semanas

 

31

dias

4,428571

*

30

dias

Dividido por

4,285714

 

29

dias

7 dias

4,142857

 

28

dias

da semana

4

Partindo do pressuposto da carga horária se- manal estabelecida na CF de 44h, temos:

Jornada Efetiva máxima permitida: 44 horas/se- mana X 4,285714 = 188,571416 Repouso Semanal:

188,571416 / 6 dias úteis = 31,428569

Repouso Semanal: 188,571416 / 6 dias úteis = 31,428569 Então, obtemos o SALÁRIO BASE, a partir

Então, obtemos o SALÁRIO BASE, a partir da Carga Horária Semanal:

44h X valor hora nua X número de semanas do mês

= salário base.

Veja:

44h X 0,909 X 4,285714 = 171,42

Onde estaria o restante do salário para se chegar aos R$ 200,00 estabelecidos na Medida Provisória?

No Repouso Semanal, vez que do Salário-Base, retiramos 1/6 (seis dias úteis) de repouso, veja:

171,42 / 6 = 28,58

Total da Remuneração: Salário Base: 171,42 Repouso: 28,58

200,00

Desta forma, o aprendiz que trabalha 4 horas diárias na empresa e tem 2 horas diárias de curso, de segunda a sexta, terá sua remuneração men- sal, calculada em cada mês, da seguinte forma:

• Mês de 30 dias:

6h/dia – Carga Horária Semanal: 30h Salário: 30h x 4,285714 x 0,909 = 116,87 Repouso: 116,87 / 6 = 19,47 Total da Remuneração: 136,34

• Mês de 31 dias:

6h/dia – Carga Horária Semanal: 30h Salário: 30h x 4,428571 x 0,909 = 120,76 Repouso: 120,76 / 6 = 20,12 Total da Remuneração: 140,88

À luz das esclarecedoras explicações fornecidas,

cumpre reformular as respostas dadas aos quesi- tos.

QUESITO 1

“1. O aprendiz trabalha 4 horas diárias na empresa

e tem 2 horas diárias de curso, de segunda a sex-

ta. Sábado não vai a nenhum dos dois. Como fica o DSR, o sábado e qual sua remuneração mensal?”

45. Anexos

45. Anexos Inicialmente, se o aprendiz trabalha 6 horas (en- (nº de semanas no mês) 1,0616

Inicialmente, se o aprendiz trabalha 6 horas (en-

(nº de semanas no mês) 1,0616 X 30 X 4,428571 = R$

tre empresa e curso) por dia, de segunda a sexta,

141,05

terá jornada 30 horas por semana. Para chegar- mos ao salário base (sem o descanso), a fórmula

QUESITO 2

a ser utilizada, in casu, será:

nº de horas trabalhadas por semana X nº de se- manas do mês X salário mínimo/hora :

 

(hora nua)

Mês de 31 dias

30

4,428571

0,91*

Mês de 30 dias

30

4,285714

0,91

Mês de 29 dias

30

4,142857

0,91

Mês de 28 dias

30

4

0,91

*consideramos o valor de R$ 0,91 por ser aquele fixado na Medida Provisoria referida.

Na hipótese mais comum – mês de 31 dias – o sa- lário base do aprendiz seria de R$ 120,90 (cento

e vinte reais e noventa centavos). Para o cálculo

do repouso, divide-se o salário base por 6 e, de- pois soma-se o valor ao mesmo salário base para

a obtenção do salário total:

Repouso semanal remunerado: R$ 120,90 / 6 = R$

“2. O aprendiz trabalha 4 horas diárias na empresa

e 3 vezes por semana, durante 2 horas, freqüenta

o curso. Qual será sua remuneração mensal se tra- balhar no sábado e se não trabalhar no sábado?

Como calcular o DSR?”

Aqui, tem-se duas possibilidades:

I. trabalha no Sábado: jornada semanal de 33 horas (24 na empresa + 9 no curso);

II. não trabalha no Sábado: jornada semanal de

29 horas (20 na empresa + 9 no curso). Para con- hecermos o seu salário, basta aplicarmos a fór- mula deduzida no quesito anterior, qual seja:

1,0616 X nº de horas trabalhadas por semana X nº de semanas no mês

A partir dela, é possível que seja feito o cálculo

das duas possibilidades sugeridas tomando por base um mês de 31 dias:

20,15

I.

Jornada semanal de 33 horas: 1,0616

x

33

x

Salário total:

R$ 120,90 + R$ 20,15

4,428571 = R$ 155,15

= R$ 141,05

Matematicamente, é possível expressar o cálculo do salário do mês à seguinte expressão, onde o salário mínimo da hora nua é sempre a constante 0,91, o multiplicando é sempre 7 e o divisor é sem- pre 6: 0,91 X nº de horas trabalhadas por semana X nº de semanas do mês X 7 / 6

Simplificando, temos:

0,91 X 7 X nº de horas trabalhadas por semana X nº de semanas no mês / 6

até chegarmos à expressão final para o cálculo da remuneração mensal do aprendiz (devendo no contracheque haver sempre a discriminação dos valores, sob pena de complexividade do salário):

1,0616 X nº de horas trabalhadas por semana X nº de semanas no mês

A partir dessa fórmula, seria possível fazer o mes-

mo cálculo de forma mais simples. Vejamos: 1,0616 X 30 (nº de horas trabalhadas na semana) X 4,428571

II. Jornada semanal de 29 horas: 1,0616 x 29 x

4,428571 = R$ 136,34

Se, porventura, o mês for de 30 dias, a única alter- ação será no número de semanas. Vejamos:

I. 1,0616 x 33 x 4,285714 = R$ 150,15

II. 1,0616 x 29 x 4,285714 = R$ 131,95

QUESITO 3

“3. um aprendiz do SENAC que já concluiu o ensino

fundamental e tem 4 horas de curso 3 vezes por semana, nesses mesmos dias pode trabalhar out- ras 4 horas na empresa? Como fica sua remunera-

ção com: 12 horas semanais no SENAC e 24 horas semanais na empresa? Pode fazer 12 semanais de curso e 36 na empresa?”

45. Anexos

Respondendo à indagação inicial, o aprendiz que já houver concluído o ensino fundamental pode sim trabalhar 4 horas (horas de prática) e ter ainda 4 horas de teoria no curso (já que o §1º do artigo

432, alterado pela Lei 10.097/2000 assim o permite).

A remuneração é suportada pelo empregador em

todos os casos e leva em conta tanto as horas tra- balhadas de fato na empresa como também as horas de curso, as quais, para efeito do cálculo, valem como horas trabalhadas.

Com relação à última pergunta, se o adolescente poderia fazer 12 horas semanais de curso e out- ras 36 na empresa, a resposta é negativa, pois a somatória chegaria as 48 horas semanais, o que ultrapassa o limite constitucional para a semana, que é de 44 horas.

No entanto, se fosse respeitado o limite de 44 horas semanais e o limite diário de 2 horas de curso na aprendizagem, nada obstaria que o adolescente ficasse 12 horas no curso e 32 horas na empresa.

Em qualquer caso, deve ser respeitada a jorna- da prevista no programa de aprendizagem, que, no caso em espécie, é o elaborado pelo SENAC.

A

jornada do curso, com suas atividades teóricas

e

práticas, é vinculada estritamente ao programa

de aprendizagem, não podendo o empregador al- terá-la de acordo com sua conveniência. Na apre- ndizagem, a formação profissional do adolescen-

te fica num plano superior em relação ao aspecto produtivo.

Vale destacar que o estabelecimento de uma jor- nada é item obrigatório dos programas de apre- ndizagem, pois a metodologia da aprendizagem deve determinar a duração das atividades teóri- cas e das atividades práticas que o adolescente exercerá na própria empresa. Cumpre destacar que a lei não exige que as atividades teóricas e práticas sejam concomitantes. Há, portanto, possibilidade de que o programa possa prever uma etapa inicial de atividades teóricas e outra subseqüente de atividades práti- cas, desde que respeite as limitações de jornada impostas pela própria Lei 10.097/2000, ou seja, seis horas diárias para os que não houverem concluído o ensino fundamental e oito horas diárias para os que já houverem concluído o ensino fundamental (mas essa duração tem que estar prevista a priori no programa de aprendizagem).

Destaque-se que, na Segunda hipótese, quando o

Destaque-se que, na Segunda hipótese, quando o aprendiz tem jornada de oito horas, o §1º do

aprendiz tem jornada de oito horas, o §1º do artigo 432 exige que as atividades práticas sejam con- comitantes às teóricas.

Por fim, observe-se que o tempo de duração do contrato de aprendizagem deve ser rigorosamente aquele determinado pelo programa de aprendiza- gem correspondente e que os direitos trabalhis- tas e previdenciários devem ser assegurados ao adolescente aprendiz já desde o início do curso de aprendizagem, o que assegura o pagamento do salário mínimo hora ao aprendiz em face das horas despendidas tanto em atividades teóricas como nas atividades práticas.

DANIEL DE MATOS SAMPAIO CHAGAS Auditor-Fiscal do Trabalho / Coordenação de Projetos Especi- ais. Brasília, 5 de junho de 2002.

NOTA TÉCNICA MTE Nº 26, DE 29 DE JULHO DE 2002

Trata-se de consulta encaminhada pelo GECTIPA/ MG ao chefe da Divisão de Apoio no Combate ao Trabalho Infantil – DACTI, acerca da vigência da Portaria nº 193, de 11 de dezembro de 1958 – ob- rigatoriedade de registro dos contratos de apren- dizagem perante os órgãos emitentes da Carteira de Trabalho do Menor – em face da edição da Lei nº 10.097, de 2000 e da Portaria Ministerial nº 702, de 18 de fevereiro de 2001.

O DACTI, através da nota técnica nº 009/COPES/

DEFIT, de 18 de fevereiro de 2002, conclui pela não obrigatoriedade de registro dos contratos de apre- ndizagem, tendo em vista a ab-rogação explicita, pelo artigo 5º da Portaria Ministerial nº 702/2001, da Portaria nº 1.055, de 23 de novembro de 1964, que por sua vez revogou tacitamente todos os

outros dispositivos de atos normativos anteriores (desde que da mesma hierarquia legal) que trata- vam da matéria. É o relatório.

Assiste razão o pronunciamento do DACTI.

O caput do artigo 2º da Lei da Introdução ao Có-

digo Civil – LICC estabelece que “não se destinan- do à vigência temporária, a lei terá vigor até que

outra a modifique ou revogue”.

34

45. Anexos

A revogação será expressa, quando a lei nova as-

sim o declare. Será tácita, quando com ela for in- compatível ou quando regular inteiramente a ma- téria tratada pela lei anterior.

No caso, a Portaria nº 193, de 1958, em seu dis- positivo único, resolveu “estabelecer que todo empregador que admitir trabalhador menor como aprendiz deverá promover, no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias, perante os órgãos emitentes da Carteira de Trabalho do menor, o registro dos da- dos concernentes ao contrato de aprendizagem, observado o disposto no Decreto nº 31.546, de 06 de outubro de 1952.”

Por sua vez, a Portaria nº 1.055, de 1964, em seu artigo 3º previu a mesma obrigatoriedade, abro- gando tacitamente a Portaria 193, de 1958, vem que é de mesma hierarquia e regulou inteiramente

a matéria. Em consonância com o já dito pela Nota

Técnica citada, a Portaria nº 702, de 2001, revogou

expressamente a Portaria nº 1.055, de 1964, sem fazer qualquer ressalva no sentido de preservar o conteúdo do artigo 3º, nem tão pouco se referir à restauração da norma anterior.

Como o nosso ordenamento jurídico só admite a repristinação expressa, concordamos que não subsiste a obrigatoriedade de registro dos contra- tos de aprendizagem perante os órgãos emitentes da Carteira de Trabalho.

FERNANDA MARIA PESSOA DI CAVALCANTI Assessoria da SIT. Brasília, 29 de julho de 2002.

DECRETO Nº 5.154, DE 23 DE JULHO DE 2004

Regulamenta o § 2º do artigo 36 e os artigos 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação na- cional, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição

que lhe confere o artigo 84, inciso IV, da Constitu- ição, DECRETA:

Artigo 1º - A educação profissional, prevista no ar- tigo 39 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, será desenvolvida por meio de cursos e progra- mas de:

será desenvolvida por meio de cursos e progra- mas de: I. formação inicial e continuada de

I. formação inicial e continuada de trabalhadores;

II. educação profissional técnica de nível médio; e

III. educação profissional tecnológica de gradu-

ação e de pós-graduação.

Artigo 2º - A educação profissional observará as seguintes premissas:

I. organização, por áreas profissionais, em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica;

II. articulação de esforços das áreas da educação,

do trabalho e emprego, e da ciência e tecnologia.

Artigo 3º - Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, referidos no inciso I do artigo 1º, incluídos a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualiza- ção, em todos os níveis de escolaridade, poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objeti- vando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social.

§ 1º Para fins do disposto no caput considera-

se itinerário formativo o conjunto de etapas que

compõem a organização da educação profis- sional em uma determinada área, possibilitando

o aproveitamento contínuo e articulado dos estu-

dos.

§ 2º Os cursos mencionados no caput articular-

se-ão, preferencialmente, com os cursos de edu- cação de jovens e adultos, objetivando a qualifi- cação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador, o qual, após a con- clusão com aproveitamento dos referidos cursos, fará jus a certificados de formação inicial ou con- tinuada para o trabalho.

Artigo 4º - A educação profissional técnica de nível médio, nos termos dispostos no § 2º do artigo 36, artigo 40 e parágrafo único do artigo 41 da Lei nº 9.394, de 1996, será desenvolvida de forma articu- lada com o ensino médio, observados:

I. os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação;

II. as normas complementares dos respectivos

sistemas de ensino; e

III. as exigências de cada instituição de ensino,

nos termos de seu projeto pedagógico.

35

45. Anexos

§ 1º A articulação entre a educação profissional

técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma:

I. integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilita- ção profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula úni- ca para cada aluno;

II. concomitante, oferecida somente a quem já

tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a complemen- taridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existên- cia de matrículas distintas para cada curso, po- dendo ocorrer:

com aproveitamento.

para cada curso, po- dendo ocorrer: com aproveitamento. § 1º Para fins do disposto no caput

§ 1º Para fins do disposto no caput considera-

se etapa com terminalidade a conclusão inter- mediária de cursos de educação profissional téc- nica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que car-

acterize uma qualificação para o trabalho, clara- mente definida e com identidade própria.

§ 2º As etapas com terminalidade deverão estar

articuladas entre si, compondo os itinerários for- mativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão.

Artigo 7º - Os cursos de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação conduzem

à diplomação após sua conclusão com aproveita-

a.

na mesma instituição de ensino, aproveitando-

mento.

se as oportunidades educacionais disponíveis; b. em instituições de ensino distintas, aproveitan-

Parágrafo único. Para a obtenção do diploma de

do-se as oportunidades educacionais disponíveis;

técnico de nível médio, o aluno deverá concluir

ou

seus estudos de educação profissional técnica de

c.

em instituições de ensino distintas, mediante

nível médio e de ensino médio.

convênios de intercomplementaridade, visando

o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados;

III. subseqüente, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio.

§ 2º Na hipótese prevista no inciso I do § 1º, a insti-

tuição de ensino deverá, observados o inciso I do artigo 24 da Lei nº 9.394, de 1996, e as diretrizes cur-

riculares nacionais para a educação profissional

técnica de nível médio, ampliar a carga horária to- tal do curso, a fim de assegurar, simultaneamente, o cumprimento das finalidades estabelecidas para

a formação geral e as condições de preparação

para o exercício de profissões técnicas.

Artigo 5º - Os cursos de educação profissional tec- nológica de graduação e pós-graduação organi- zar-se-ão, no que concerne aos objetivos, carac- terísticas e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação.

Artigo 6º - Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, incluirão saídas intermediárias, que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão

Artigo 8º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Artigo 9º - Revoga-se o Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997.

Brasília, 23 de julho de 2004; 183º da Independência e 116º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. Fernando Haddad Publicado no DOU em 26/07/2004

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2005

Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais defini- das pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Téc- nica de nível médio às disposições do Decreto nº

5.154/2004.

O PRESIDENTE DA CEB/CNE, no uso de suas atri-

buições legais, conferidas na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei nº 4.024/61, com a redação dada pela Lei nº 9.131/95, em conformidade com o De- creto nº 5.154/2004 e com fundamento no Parecer CNE/CEB n° 39/2004, homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 6 de janeiro de 2005, RESOLVE:

36

45. Anexos

Artigo 1º - Será incluído § 3º, no artigo 12 da Res- olução CNE/CEB 3/98, com a seguinte redação:

“§ 3º A articulação entre a Educação Profissional

Técnica de nível médio e o Ensino Médio se dará das seguintes formas:

I. integrada, no mesmo estabelecimento de ensino, contando com matrícula única para cada aluno;

II. concomitante, no mesmo estabelecimento

de ensino ou em instituições de ensino distintas, aproveitando as oportunidades educacionais dis- poníveis, ou mediante convênio de intercomple- mentaridade; e

III. subseqüente, oferecida somente a quem já

tenha concluído o Ensino Médio.”

Artigo 2º - O artigo 13 da Resolução CNE/CEB 3/98 passa a ter a seguinte redação:

“Artigo 13 - Os estudos concluídos no Ensino Mé- dio serão considerados como básicos para a ob- tenção de uma habilitação profissional técnica de

nível médio, decorrente da execução de curso de técnico de nível médio realizado nas formas inte- grada, concomitante ou subseqüente ao Ensino

Médio.”

Artigo 3º - A nomenclatura dos cursos e programas de Educação Profissional passará a ser atualiza- da nos seguintes termos:

I. “Educação Profissional de nível básico” passa a denominar-se “formação inicial e continuada de trabalhadores”;

II. “Educação Profissional de nível técnico” passa

a denominar-se “Educação Profissional Técnica

de nível médio”;

III. “Educação Profissional de nível tecnológico”

passa a denominar-se “Educação Profissional Tecnológica, de graduação e de pós-graduação”.

Artigo 4º - Os novos cursos de Educação Profis- sional Técnica de nível médio oferecidos na forma integrada com o Ensino Médio, na mesma institu- ição de ensino, ou na forma concomitante com o Ensino Médio, em instituições de ensino distintas, mas com projetos pedagógicos unificados, medi- ante convênio de intercomplementaridade, de- verão ter seus planos de curso técnico de nível médio e projetos pedagógicos específicos con- templando essa situação, submetidos à devida aprovação dos órgãos próprios do respectivo sistema de ensino.

dos órgãos próprios do respectivo sistema de ensino. Artigo 5º - Os cursos de Educação Profissional

Artigo 5º - Os cursos de Educação Profissional Téc- nica de nível médio realizados de forma integrada com o Ensino Médio, terão suas cargas horárias totais ampliadas para um mínimo de 3.000 horas para as habilitações profissionais que exigem mínimo de 800 horas; de 3.100 horas para aquelas que exigem mínimo de 1.000 horas e 3.200 horas para aquelas que exigem mínimo de 1.200 horas.

Artigo 6º - Os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados nas formas con- comitante ou subseqüente ao Ensino Médio de- verão considerar a carga horária total do Ensino Médio, nas modalidades regular ou de Educação de Jovens e Adultos e praticar a carga horária mínima exigida pela respectiva habilitação profis- sional, da ordem de 800, 1.000 ou 1.200 horas, se- gundo a correspondente área profissional. Artigo 7º - Os diplomas de técnico de nível médio correspondentes aos cursos realizados nos termos do artigo 5º desta Resolução terão validade tanto para fins de habilitação profissional, quanto para fins de certificação do Ensino Médio, para continu- idade de estudos na Educação Superior.

Artigo 8º - Ficam mantidas as Resoluções CNE/ CEB nos 3/98 e 4/99, com as alterações introduzi- das por esta resolução.

Artigo 9º - Esta Resolução engloba as orientações constantes do Parecer CNE/CEB nº 39/2004 e en- trará em vigor na data de sua publicação, revoga- das as disposições em contrário e preservados os direitos de quem já iniciou cursos no regime ante- rior.

CESAR CALLEGARI Presidente da Câmara de Educação Básica

LEI Nº 11.180, DE 23 DE SETEMBRO DE 2005

Institui o Projeto Escola de Fábrica, autoriza a concessão de bolsas de permanência a estu- dantes beneficiários do Programa Universidade para Todos – PROUNI, institui o Programa de Edu- cação Tutorial – PET, altera a Lei nº 5.537, de 21 de novembro de 1968, e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.

45. Anexos

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o

CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo 18 - Os artigos 428 e 433 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decre- to- Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação:

“Artigo 428 - Contrato de aprendizagem é o con-

trato de trabalho especial, ajustado por escrito

é o con- trato de trabalho especial, ajustado por escrito Regulamenta a contratação de aprendizes e

Regulamenta a contratação de aprendizes e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atri-

buição que lhe confere o artigo 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no Título III, Capítulo IV, Seção IV, do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 - Consolidação das Leis do

Trabalho, e no Livro I, Título II, Capítulo V, da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança

e do Adolescente, DECRETA:

e

por prazo determinado, em que o empregador

Artigo 1º - Nas relações jurídicas pertinentes à

CAPÍTULO I

se compromete a assegurar ao maior de 14 (qua- torze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação téc-

contratação de aprendizes, será observado o dis- posto neste Decreto.

nicoprofissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológi-

DO APRENDIZ

co, e o aprendiz, a executar com zelo e dil- igência as tarefas necessárias a essa forma- ção

§ 5º A idade máxima prevista no caput deste ar-

tigo não se aplica a aprendizes portadores de de-

ficiência.

§ 6º Para os fins do contrato de aprendizagem, a

comprovação da escolaridade de aprendiz porta- dor de deficiência mental deve considerar, sobre- tudo, as habilidades e competências relacionadas com a profissionalização.” (NR)

“Artigo 433 - O contrato de aprendizagem extinguir- se-á no seu termo ou quando o aprendiz comple- tar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a hipótese prevista no § 5º do artigo 428 desta Consolidação, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóte- ses: (NR)

Artigo 19 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 23 de setembro de 2005; 184º da Inde- pendência e 117º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Ferrando Haddad, Luiz Marinho e Luiz Soares Dulci Publicada no DOU em 26/09/2005.

DECRETO Nº 5.598, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2005

Artigo 2º - Aprendiz é o maior de quatorze anos

e menor de vinte e quatro anos que celebra con-

trato de aprendizagem, nos termos do artigo 428 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Parágrafo único. A idade máxima prevista no ca- put deste artigo não se aplica a aprendizes porta- dores de deficiência.

CAPÍTULO II

DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM

Artigo 3º - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado não superior a dois anos, em que o empregador se compromete a assegurar ao aprendiz, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica compatív-

el com o seu desenvolvimento físico, moral e psi-

cológico, e o aprendiz se compromete a executar

com

zelo e diligência as tarefas necessárias a essa for- mação.

Parágrafo único. Para fins do contrato de apre- ndizagem, a comprovação da escolaridade de aprendiz portador de deficiência mental deve con- siderar, sobretudo, as habilidades e competências relacionadas com a profissionalização.

Artigo 4º - A validade do contrato de aprendiza- gem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdencia Social, matricula

e frequencia do aprendiz a escola

45. Anexos

caso não haja concluído o ensino fundamental, e inscrição em programa de aprendizagem desen- volvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica.

Artigo 5º - O descumprimento das disposições le- gais e regulamentares importará a nulidade do contrato de aprendizagem, nos termos do artigo

9º da CLT, estabelecendo-se o vínculo empregatí-

cio diretamente com o empregador responsável pelo cumprimento da cota de aprendizagem.

Parágrafo único. O disposto no caput não se apli- ca, quanto ao vínculo, a pessoa jurídica de direito público.

CAPÍTULO III

DA FORMAÇÃO TÉCNICO-PROFISSIONAL E DAS EN- TIDADES QUALIFICADAS EM FORMAÇÃO TÉCINICO- PROFISSIONAL MÉTODICA

Seção I

Da Formação Técnico-Profissional

Artigo 6º - Entendem-se por formação técnico- profissional metódica para os efeitos do contrato de aprendizagem as atividades teóricas e práti- cas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva desenvolvidas no am- biente de trabalho.

Seção II

desenvolvidas no am- biente de trabalho. Seção II Das Entidades Qualificadas em Formação Técni-

Das Entidades Qualificadas em Formação Técni- co-Profissional Metódica

Artigo 8º - Consideram-se entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica:

I. os Serviços Nacionais de Aprendizagem, assim identificados:

a. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -

SENAI;

b. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial -

SENAC;

c. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural -

SENAR;

d. Serviço Nacional de Aprendizagem do Trans-

porte - SENAT; e

e. Serviço Nacional de Aprendizagem do Coopera-

tivismo - SESCOOP;

II. as escolas técnicas de educação, inclusive as

agrotécnicas; e

III. as entidades sem fins lucrativos, que tenham

por objetivos a assistência ao adolescente e à educação profissional, registradas no Conselho

Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescen-

te.

§ 1º As entidades mencionadas nos incisos deste

artigo deverão contar com estrutura adequada ao

Parágrafo único. A formação técnico-profissional metódica de que trata o caput deste artigo realiza-

desenvolvimento dos programas de aprendiza- gem, de forma a manter a qualidade do processo

se por programas de aprendizagem organizados

de ensino, bem como acompanhar e avaliar os re-

e desenvolvidos sob a orientação e responsabili-

sultados.

dade de entidades qualificadas em formação téc-

§

2º O Ministério do Trabalho e Emprego editará,

CAPÍTULO IV

nico-profissional metódica definidas no artigo 8º deste Decreto.

Artigo 7º - A formação técnico-profissional do aprendiz obedecerá aos seguintes princípios:

ouvido o Ministério da Educação, normas para avaliação da competência das entidades mencio- nadas no inciso III.

I. garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino fundamental;

Seção I

II. horário especial para o exercício das atividades;

e

III. capacitação profissional adequada ao merca- do de trabalho.

Parágrafo único. Ao aprendiz com idade inferior

a dezoito anos é assegurado o respeito à sua

condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Da Obrigatoriedade da Contratação de Aprendi- zes

Artigo 9º - Os estabelecimentos de qualquer na- tureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes

45. Anexos

equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores exis- tentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional.

§ 1º No cálculo da percentagem de que trata o

caput deste artigo, as frações de unidade darão lugar à admissão de um aprendiz.

§ 2º Entende-se por estabelecimento todo com-

plexo de bens organizado para o exercício de atividade econômica ou social do empregador, que se submeta ao regime da CLT.

Artigo 10 - Para a definição das funções que de- mandem formação profissional, deverá ser con- siderada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

§ 1º Ficam excluídas da definição do caput deste

artigo as funções que demandem, para o seu ex- ercício, habilitação profissional de nível técnico ou superior, ou, ainda, as funções que estejam car- acterizadas como cargos de direção, de gerência ou de confiança, nos termos do inciso II e do pará- grafo único do artigo 62 e do § 2º do artigo 224 da CLT.

§ 2º Deverão ser incluídas na base de cálculo to- das as funções que demandem formação profis- sional, independentemente de serem proibidas para menores de dezoito anos.

Artigo 11 - A contratação de aprendizes deverá atender, prioritariamente, aos adolescentes entre quatorze e dezoito anos, exceto quando:

I. as atividades práticas da aprendizagem ocor- rerem no interior do estabelecimento, sujeitando os aprendizes à insalubridade ou à periculosi- dade, sem que se possa elidir o risco ou realizá- las integralmente em ambiente simulado;

II. a lei exigir, para o desempenho das atividades práticas, licença ou autorização vedada para pessoa com idade inferior a dezoito anos; e

III. a natureza das atividades práticas for incom- patível com o desenvolvimento físico, psicológico e moral dos adolescentes aprendizes.

Parágrafo único. A aprendizagem para as ativi- dades relacionadas nos incisos deste artigo de- verá ser ministrada para jovens de dezoito a vinte

e quatro anos.

ser ministrada para jovens de dezoito a vinte e quatro anos. Artigo 12 - Ficam excluídos

Artigo 12 - Ficam excluídos da base de cálculo de que trata o caput do artigo 9º deste Decreto os empregados que executem os serviços prestados sob o regime de trabalho temporário, instituído pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1973, bem como os aprendizes já contratados.

Parágrafo único. No caso de empresas que pre- stem serviços especializados para terceiros, inde- pendentemente do local onde sejam executados, os empregados serão incluídos na base de cálculo da prestadora, exclusivamente.

Artigo 13 - Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda dos estab- elecimentos, esta poderá ser suprida por outras entidades qualificadas em formação técnico-pro- fissional metódica previstas no artigo 8º.

Parágrafo único. A insuficiência de cursos ou va- gas a que se refere o caput será verificada pela inspeção do trabalho.

Artigo 14 - Ficam dispensadas da contratação de

aprendizes:

I. as microempresas e as empresas de pequeno porte; e

II. as entidades sem fins lucrativos que tenham por

objetivo a educação profissional.

Seção II

Das Espécies de Contratação do Aprendiz

Artigo 15 - A contratação do aprendiz deverá ser efetivada diretamente pelo estabelecimento que se obrigue ao cumprimento da cota de aprendiza- gem ou, supletivamente, pelas entidades sem fins lucrativos mencionadas no inciso III do artigo 8º deste Decreto.

§ 1º Na hipótese de contratação de aprendiz di- retamente pelo estabelecimento que se obrigue ao cumprimento da cota de aprendizagem, este

assumirá a condição de empregador, devendo in- screver o aprendiz em programa de aprendizagem

a ser ministrado pelas entidades indicadas no

artigo 8º deste Decreto.

40

45. Anexos

§ 2º A contratação de aprendiz por intermédio de

entidade sem fins lucrativos, para efeito de cum- primento da obrigação estabelecida no caput do artigo 9º, somente deverá ser formalizada após a celebração de contrato entre o estabelecimento

e a entidade sem fins lucrativos, no qual, dentre

outras obrigações recíprocas, se estabelecerá as

seguintes:

I. a entidade sem fins lucrativos, simultaneamente ao desenvolvimento do programa de aprendiza- gem, assume a condição de empregador, com to- dos os ônus dela decorrentes, assinando a Car-

teira de Trabalho e Previdência Social do aprendiz

e anotando, no espaço destinado às anotações

gerais, a informação de que o específico contrato de trabalho decorre de contrato firmado com de- terminado estabelecimento para efeito do cum-

primento de sua cota de aprendizagem ; e II. o estabelecimento assume a obrigação de proporcionar ao aprendiz

a experiência prática da formação técnico-profis-

sional metódica a que este será submetido.

Artigo 16 - A contratação de aprendizes por em- presas públicas e sociedades de economia mista darse-á de forma direta, nos termos do § 1º do ar- tigo 15, hipótese em que será realizado processo seletivo mediante edital, ou nos termos do § 2º daquele artigo.

Parágrafo único. A contratação de aprendizes por órgãos e entidades da administração direta, au- tárquica e fundacional observará regulamento es- pecífico, não se aplicando o disposto neste inde- pendentemente do local onde sejam executados, os empregados serão incluídos na base de cálculo da prestadora, exclusivamente.

Artigo 13 - Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda dos estab- elecimentos, esta poderá ser suprida por outras entidades qualificadas em formação técnico-pro- fissional metódica previstas no artigo 8º.

Parágrafo único. A insuficiência de cursos ou va- gas a que se refere o caput será verificada pela inspeção do trabalho.

Artigo 14 - Ficam dispensadas da contratação de

aprendizes:

I. as microempresas e as empresas de pequeno porte; e

I. as microempresas e as empresas de pequeno porte; e II. as entidades sem fins lucrativos

II. as entidades sem fins lucrativos que tenham por

objetivo a educação profissional.

Seção II

Das Espécies de Contratação do Aprendiz

Artigo 15 - A contratação do aprendiz deverá ser efetivada diretamente pelo estabelecimento que se obrigue ao cumprimento da cota de aprendiza- gem ou, supletivamente, pelas entidades sem fins lucrativos mencionadas no inciso III do artigo 8º deste Decreto.

§ 1º Na hipótese de contratação de aprendiz di-

retamente pelo estabelecimento que se obrigue ao cumprimento da cota de aprendizagem, este assumirá a condição de empregador, devendo in- screver o aprendiz em programa de aprendizagem

a ser ministrado pelas entidades indicadas no ar-

tigo 8º deste Decreto.

§ 2º A contratação de aprendiz por intermédio de

entidade sem fins lucrativos, para efeito de cum- primento da obrigação estabelecida no caput do

artigo 9º, somente deverá ser formalizada após a celebração de contrato entre o estabelecimento

e a entidade sem fins lucrativos, no qual, dentre

outras obrigações recíprocas, se estabelecerá as

seguintes:

I. a entidade sem fins lucrativos, simultaneamente ao desenvolvimento do programa de aprendiza- gem, assume a condição de empregador, com to- dos os ônus dela decorrentes, assinando a Car-

teira de Trabalho e Previdência Social do aprendiz

e anotando, no espaço destinado às anotações

gerais, a informação de que o específico contrato de trabalho decorre de contrato firmado com de- terminado estabelecimento para efeito do cum-

primento de sua cota de aprendizagem ; e

II. o estabelecimento assume a obrigação de pro-

porcionar ao aprendiz a experiência prática da formação técnico-profissional metódica a que este será submetido.

Artigo 16 - A contratação de aprendizes por em- presas públicas e sociedades de economia mista dar-se-á de forma direta, nos termos do § 1º do artigo 15, hipótese em que será realizado processo seletivo mediante edital, ou nos termos do § 2º daquele artigo.

41

45. Anexos

45. Anexos Parágrafo único. A contratação de aprendizes por Seção V órgãos e entidades da administração

Parágrafo único. A contratação de aprendizes por

Seção V

órgãos e entidades da administração direta, au- tárquica e fundacional observará regulamento es-

Das Férias

pecífico, não se aplicando o disposto neste hipó- tese em que é vedada qualquer atividade laboral do aprendiz, ressalvado o manuseio de materiais, ferramentas, instrumentos e assemelhados.

Artigo 25 - As férias do aprendiz devem coincidir, preferencialmente, com as férias escolares, sen- do vedado ao empregador fixar período diverso

§

2º É vedado ao responsável pelo cumprimento

daquele definido no programa de aprendizagem.

da cota de aprendizagem cometer ao aprendiz atividades diversas daquelas previstas no pro- grama de aprendizagem.

Seção VI

Artigo 23 - As aulas práticas podem ocorrer na própria entidade qualificada em formação técni- co-profissional metódica ou no estabelecimento contratante ou concedente da experiência prática do aprendiz.

Dos Efeitos dos Instrumentos Coletivos de Trabalho

Artigo 26 - As convenções e acordos coletivos ap- enas estendem suas cláusulas sociais ao aprendiz quando expressamente previsto e desde que não

§

1º Na hipótese de o ensino prático ocorrer no

excluam ou reduzam o alcance dos dispositivos

estabelecimento, será formalmente designado pela empresa, ouvida a entidade qualificada em

tutelares que lhes são aplicáveis.

formação técnico-profissional metódica, um em-

Seção VII

pregado monitor responsável pela coordenação de exercícios práticos e acompanhamento das atividades do aprendiz no estabelecimento, em conformidade com o programa de aprendizagem.

Do Vale-Transporte

Artigo 27 - É assegurado ao aprendiz o direito ao benefício da Lei nº 7.418, de 16 de dezembro de

§

2º A entidade responsável pelo programa de

1985, que institui o vale-transporte.

aprendizagem fornecerá aos empregadores e ao Ministério do Trabalho e Emprego, quando solic- itado, cópia do projeto pedagógico do programa.

Seção VIII

§

3º Para os fins da experiência prática segundo

Das Hipóteses de Extinção e Rescisão do Contrato de Aprendizagem

a organização curricular do programa de apre- ndizagem, o empregador que mantenha mais de um estabelecimento em um mesmo município poderá centralizar as atividades práticas corre- spondentes em um único estabelecimento.

Artigo 28 - O contrato de aprendizagem extinguir- se-á no seu termo ou quando o aprendiz comple- tar vinte e quatro anos, exceto na hipótese de aprendiz deficiente, ou, ainda antecipadamente, nas seguintes hipóteses:

§

4º Nenhuma atividade prática poderá ser desen-

volvida no estabelecimento em desacordo com as disposições do programa de aprendizagem.

desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;

I.

Seção IV

Do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

Artigo 24 - Nos contratos de aprendizagem, apli- cam-se as disposições da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990.

Parágrafo único. A Contribuição ao Fundo de Ga- rantia do Tempo de Serviço corresponderá a dois por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, ao aprendiz.

II. falta disciplinar grave;

III. ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; e

IV. a pedido do aprendiz.

42

45. Anexos

Parágrafo único. Nos casos de extinção ou re- scisão do contrato de aprendizagem, o emprega- dor deverá contratar novo aprendiz, nos termos deste Decreto, sob pena de infração ao disposto no artigo 429 da CLT.

Artigo 29 - Para efeito das hipóteses descritas nos incisos do artigo 28 deste Decreto, serão obser- vadas as seguintes disposições:

I. o desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz referente às atividades do programa de aprendizagem será caracterizado mediante laudo

de avaliação elaborado pela entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica;

II. a falta disciplinar grave caracteriza-se por

quaisquer das hipóteses descritas no artigo 482

da CLT; e

III. a ausência injustificada à escola que implique

perda do ano letivo será caracterizada por meio de declaração da instituição de ensino. Artigo 30 - Não se aplica o disposto nos artigos 479 e 480 da CLT às hipóteses de extinção do contrato mencionadas nos incisos do artigo 28 deste De-

técnico-profissional.

nos incisos do artigo 28 deste De- técnico-profissional. Artigo 33 - Este Decreto entra em vigor

Artigo 33 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Artigo 34 - Revoga-se o Decreto nº 31.546, de 6 de outubro de 1952.

Brasília, 1º de dezembro de 2005; 184º da Independência e 117º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Marinho Publicado no DOU em 02/12/2005.

INSTRUÇÃO NORMATIVA MTE/SIT Nº 66, DE 13 DE OUTUBRO DE 2006

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO, no uso

de suas atribuições legais previstas no artigo 38 do Decreto nº 4.552 de 27 de dezembro de 2002, com alterações do Decreto nº 4.870 de 30 de outubro de 2003, RESOLVE:

creto.

CAPÍTULO VI

Disposições Gerais

DO CERTIFICADO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DE APRENDIZAGEM

Artigo 1º - A atuação da Inspeção do Trabalho no Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Ado- lescente Trabalhador rege-se pelos princípios e

Artigo 31 - Aos aprendizes que concluírem os pro- gramas de aprendizagem com aproveitamento, será concedido pela entidade qualificada em for- mação técnico-profissional metódica o certificado

Parágrafo único. O certificado de qualificação

normas da Constituição Federal, de 5 de outubro 1988; da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943; do Estatuto da Criança e do Adolescente

de qualificação profissional.

profissional deverá enunciar o título e o perfil pro- fissional para a ocupação na qual o aprendiz foi

ECA, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; e pelas convenções internacionais ratificadas pelo Estado Brasileiro, respeitados os limites de sua atuação, especialmente aqueles previstos no Regulamento da Inspeção do Trabalho, aprovado pelo Decreto nº 4.552, de 27 de dezembro de 2002, com as alte- rações do Decreto nº 4.870, de 30 de outubro de

qualificado.

2003, e nas disposições desta instrução normativa.

CAPÍTULO VII

Artigo 2º - As ações fiscais planejadas e executa-

43

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

das pelas Delegacias Regionais do Trabalho e suas unidades, em especial as de atendimento às

Artigo 32 - Compete ao Ministério do Trabalho e Emprego organizar cadastro nacional das en- tidades qualificadas em formação técnico-pro- fissional metódica e disciplinar a compatibilidade entre o conteúdo e a duração do programa de aprendizagem, com vistas a garantir a qualidade

denúncias recebidas, voltadas para o combate ao trabalho infantil e para a proteção do trabalhador adolescente, deverão ter prioridade absoluta em seu atendimento.

45. Anexos

Artigo 3º - As Delegacias Regionais do Trabalho -

DRT, por meio das chefias de fiscalização, deverão buscar a articulação e a integração com todas as entidades da rede de proteção a crianças e ado- lescentes, no âmbito de cada estado, visando à elaboração de diagnóstico e à eleição de priori- dades relativas ao combate ao trabalho infantil e

à proteção ao trabalhador adolescente, com in-

dicação dos setores de atividade econômica, nas quais serão executadas as ações em conjunto com outros órgãos, além das ações rotineiras e peculiares à própria fiscalização do trabalho.

Parágrafo único. O plano de combate ao trabalho infantil e proteção ao trabalhador adolescente de cada regional integrará o planejamento anual da fiscalização.

Das Ações Fiscais nas Relações de Emprego Ur- banas e Rurais

Artigo 4º - O Auditor-Fiscal do Trabalho - AFT ao proceder à verificação física e constatar o trab- alho de criança e o trabalho ilegal de adoles- cente deverá preencher o formulário constante do Anexo I com os dados que conseguir apurar no curso da ação fiscal.

Artigo 5º - O afastamento de crianças e de ado- lescentes do trabalho ilegal será formalizado por notificação ao infrator, através de “Termo de Afas- tamento” a ser entregue sob recibo, ou informa- ção de sua recusa, conforme modelo constante do Anexo II, sem prejuízo da lavratura dos autos de infração cabíveis e dos demais encaminhamentos previstos nesta instrução.

Artigo 6º - Ao constatar o trabalho de criança e de adolescente com idade inferior a 16 anos, exceto na condição de aprendiz, o AFT deverá lavrar o auto de infração capitulado no artigo 403 da CLT, preencher formulário com os dados da criança e/ ou do adolescente, notificar o empregador para afastar imediatamente a criança e/ou o adoles- cente do trabalho por meio de “Termo de Afasta- mento”, conforme modelo constante do Anexo II, e

a pagar-lhe todos os direitos decorrentes do tem-

po trabalhado, sem prejuízo dos demais encamin- hamentos previstos nesta instrução.

Artigo 7º - O AFT deverá elaborar relatório cir- cunstanciado à sua Chefia de Fiscalização, com cópias dos autos de infração lavrados e dos for-

com cópias dos autos de infração lavrados e dos for- mulários preenchidos, para remessa ao Ministério

mulários preenchidos, para remessa ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público do Trabal- ho e ao Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente, para providências cabíveis, con- forme modelo constante no Anexo III.

Parágrafo Único. Exaure-se a competência ad- ministrativa da Inspeção do Trabalho com a adoção dos procedimentos legais previstos nesta instrução e com o acionamento das entidades da rede de proteção, para que cumpram suas atri- buições, principalmente a de garantir o efetivo afastamento do trabalho e incluir a criança e/ou o adolescente e sua família no Programa de Erradi- cação do Trabalho Infantil – PETI, ou similar, em programas sociais federal, estaduais ou munici- pais, caso se enquadrem nos requisitos previstos.

Artigo 8º - Caso o município não seja atendido pelo PETI, ou por programa similar, ou não possua vaga (meta) disponível para a inclusão da criança e/ou do adolescente, a Chefia de Fiscalização deverá oficiar ao Órgão Gestor Estadual e à Coordenação Nacional do PETI para as providências cabíveis, visto que as crianças e os adolescentes encontra- dos em atividade laboral pela Inspeção do Trabalho possuem prioridade de inclusão e reser- va técnica de vagas, conforme artigo 12 da por- taria MDS nº 385, de 26 de julho de 2005. Parágrafo único – As DRT deverão estabelecer um fluxo de informações com as instituições mencio- nadas nesta instrução, para acompanhamento das providências adotadas, e para a divulgação prevista no artigo 16 desta instrução.

Artigo 9º - Ao constatar desvirtuamento do Tra- balho Educativo ou similar, previsto no artigo 68 do ECA, em especial sua utilização como tercei- rização ilegal de mão-de-obra de crianças e/ou de adolescentes, o AFT deverá lavrar os autos de infração cabíveis e elaborar relatório circunstan- ciado à chefia imediata para os encaminhamentos previstos nesta instrução.

Artigo 10 - Ao promover ação fiscal em estabeleci- mentos que possuam estagiários adolescentes, o AFT deverá observar os requisitos formais e mate- riais deste instituto jurídico e, constatando irregularidades, deverá lavrar os autos de infra- ção cabíveis e elaborar relatório circunstanciado à chefia imediata para os encaminhamentos pre- vistos nesta instrução.

44

45. Anexos

Artigo 11 - Ao promover ação fiscal em estabeleci- mentos que possuam aprendizes contratados di- retamente ou através de entidades sem fins lu- crativos, conforme artigo 431 da CLT, o AFT deverá observar o atendimento aos requisitos formais e

materiais deste instituto jurídico, previstos no ca- pitulo lV da CLT, regulamentado pelo decreto nº 5.598, de 1º de dezembro de 2005 e, constatando irregularidades, deverá lavrar os autos de infra- ção cabíveis e elaborar relatório circunstanciado

à chefia imediata para os encaminhamentos pre-

vistos nesta instrução. Da denúncia, articulação e integração com os demais entes da rede de pro- teção quanto ao combate ao trabalho infantil

Artigo 12 - A atuação da Inspeção do Trabalho no combate ao trabalho infantil doméstico e ao trabalho infantil em regime de economia familiar dar-se-á por meio de orientação ao público, seja por meio de plantões fiscais ou de ações de sen- sibilização, e do encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes, em vista das limitações legais para intervenção direta nessas situações.

Parágrafo único. As denúncias recebidas no plantão fiscal ou por qualquer outro meio de co- municação deverão ser encaminhadas, por meio de ofício da Chefia de Fiscalização, ao Conselho Tutelar do Município e à Procuradoria Regional do Ministério Público do Trabalho.

Artigo 13 - A atuação eventual da Inspeção do Trabalho no combate à exploração sexual ou à utilização de criança e de adolescente pelo nar- cotráfico dar-se-á por meio de articulação e inte- gração com os demais entes da rede de proteção, em ações específicas, quando couber. Parágrafo único. As denúncias recebidas no plantão fiscal ou por qualquer outro meio de co- municação, deverão ser encaminhadas, por meio de ofício da Chefia de Fiscalização, ao Conselho Tutelar do Município, ao representante do Ministé- rio Público Estadual na Comarca e à Procuradoria Regional do Ministério Público do Trabalho. Disposições finais

Artigo 14 - Nos municípios que ainda não consti- tuíram o Conselho Tutelar, os encaminhamen-

tos previstos nesta instrução deverão ser feitos

à autoridade judiciária em matéria de Infância e

Juventude, nos termos do artigo 262 do ECA, sem prejuízo dos demais encaminhamentos previstos.

Artigo 15 - As Chefias de Fiscalização poderão del- egar as atribuições de natureza burocrática e de

del- egar as atribuições de natureza burocrática e de articulação previstas nesta instrução normativa ao

articulação previstas nesta instrução normativa ao Núcleo de Assessoramento em Programas Especi- ais – NAPE ou ao Núcleo de Apoio às Atividades de Fiscalização – NAAF.

Parágrafo único. As atividades de fiscalização programada e de apuração de denúncias con- stituem obrigação de todo o corpo fiscal.

Artigo 16 - Visando dar transparência e publicidade aos resultados obtidos pela atuação da Inspeção do trabalho no combate ao trabalho infantil e pro- teção ao trabalhador adolescente, serão publica- das no sítio do MTE, na internet, trimestralmente, súmulas dos relatórios das ações fiscais, dos en- caminhamentos e providências adotados, para conhecimento público.

Parágrafo Único. As Chefias de Fiscalização de- verão enviar trimestralmente à Secretaria de In- speção do Trabalho - SIT, relatório contendo súmulas das ações, dos encaminhamentos feitos e dos resultados obtidos, conforme modelo defini- do pela SIT, para a divulgação prevista no caput deste artigo.

Artigo 17 - Ficam aprovados os modelos de Fi- cha de Verificação Física, Termo de Afastamento do Trabalho e Termo de Encaminhamento para Providências anexos a esta Instrução Normativa.

Artigo 18 - Revoga-se a Instrução Normativa nº 54, de 20 de dezembro de 2004.

Artigo 19 - Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

RUTH BEATRIZ VASCONCELOS VILELA Secretária de Inspeção do Trabalho Publicada no DOU em 19/10/2006.

LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006

Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990;

45

45. Anexos

e revoga as Leis nos 9.317, de 5 de dezembro de

1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o

CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

CAPÍTULO VI

DA SIMPLIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO

Seção II

Das Obrigações Trabalhistas

Artigo 51 - As microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas:

III. de empregar e matricular seus aprendizes nos

cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem

Artigo 53 - Além do disposto nos artigos 51 e 52 de- sta Lei Complementar, no que se refere às obriga- ções previdenciárias e trabalhistas, ao empresário com receita bruta anual no ano-calendário ante- rior de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais) é concedido, ainda, o seguinte tratamento especial, até o dia 31 de dezembro do segundo ano subse- qüente ao de sua formalização

III. dispensa do pagamento das contribuições de

interesse das entidades privadas de serviço social

e de formação profissional vinculadas ao sistema

sindical, de que trata o artigo 240 da Constituição Federal, denominadas terceiros, e da contribuição social do salário-educação prevista na Lei no

9.424, de 24 de dezembro de 1996

Parágrafo único. Os benefícios referidos neste artigo somente poderão ser usufruídos por até 3 (três) anos-calendário.

Brasília, 14 de dezembro de 2006; 185º da Independência e 118º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Guido Mantega, Luiz Marinho, Luiz Fernando Furlan e Dilma Rousseff Publicado no DOU em 15/12/2006.

LULA DA SILVA Guido Mantega, Luiz Marinho, Luiz Fernando Furlan e Dilma Rousseff Publicado no DOU