INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

José Fernando Xavier Faraco Presidente da FIESC Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC Antônio Demos Diretor do CTV – Blumenau

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Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Serviço Regional de Aprendizagem Industrial Centro de Tecnologia do Vestuário de Blumenau

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
2ª edição revisada

Blumenau 2002 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas
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É autorizada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou sistema, desde que a fonte seja citada.

Organizador Francisco de Assis Lima D´Jorge Milani

Revisão: 01 Maio/2002

S474i SENAI/CTV Instalações elétricas / Francisco de Assis Lima e D’Jorge Milani (Org) – Blumenau : SENAI/CTV, 2002. 77 p. : il. 1. Instalações elétricas 2. Energia elétrica I. LIMA, Francisco de Assis II. MILANI, D’Jorge III. Título CDU : 621.316

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro de Tecnologia do Vestuário de Blumenau e-mail: blumenau@senai-sc.ind.br site: www.senai-ctv.ind.br Rua São Paulo, 1147 – Victor Konder CEP: 89012-001 – Blumenau – SC Fone: (0XX47) 321-9600 Fax: (0XX47) 340-1797 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas
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SUMÁRIO
1 – A PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA.................................................. 12 1.1 Usina Hidroelétrica ..................................................................................... 12 1.2 Usina Termoelétrica ................................................................................... 12 1.3 Usina Nuclear............................................................................................. 12 1.4 Usina alternativa......................................................................................... 12 2 – A TRANSMISSÃO DE ELETRICIDADE ..................................................... 13 3 – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ................................................ 13 4 – CONCEITO DE ELETROTÉCNICA ........................................................... 13 4.1 Tensão elétrica........................................................................................... 14 4.2 Corrente ..................................................................................................... 14 4.3 Resistência................................................................................................. 15 4.4 Potência ..................................................................................................... 16 4.5 Lei de Ohm................................................................................................. 16 4.6 Circuito em série ........................................................................................ 17 4.7 Circuito em paralelo ................................................................................... 17 4.8 Circuito em Y.............................................................................................. 18 4.9 Circuito em ∆ .............................................................................................. 18 5 – CONDUTORES ELÉTRICOS – DIMENSIONAMENTO E INSTALAÇÃO .. 18 5.1 Considerações básicas .............................................................................. 19 5.2 Seções mínimas dos condutores ............................................................... 21 5.3 Tipos de condutores ................................................................................... 22 5.4 Dimensionamento dos condutores ............................................................. 26 5.4.1 Escolha do condutor segundo o critério do aquecimento ........................ 27 5.4.1.1 Tipo de isolação ................................................................................... 27 5.4.1.2 Número de condutores a considerar .................................................... 28 5.4.1.3 Maneira segundo a qual o cabo será instalado .................................... 28 5.4.1.4 Bitola do condutor supondo uma temperatura ambiente de 30ºC ........ 29 5.4.1.5 Bitola do condutor com isolação de PVC instalado ao ar livre ............. 31 5.4.1.6 Correções a introduzir no dimensionamento dos cabos....................... 31 5.5 Número de condutores isolados no interior de um eletroduto .................... 43 5.5.1 Os condutores são iguais ........................................................................ 43 5.5.2 Os condutores são desiguais .................................................................. 44 5.6 Cálculo dos condutores pelo critério da queda de tensão .......................... 47 5.6.1 Instalações alimentadas a partir da rede de alta tensão ......................... 47 5.6.2 Instalações alimentadas diretamente em rede de baixa tensão.............. 47 5.7 Aterramento................................................................................................ 52 5.7.1 Definições................................................................................................ 52 5.7.2 Modalidades de aterramento................................................................... 54 5.7.3 Seção dos condutores de proteção......................................................... 56 5.7.4 Aterramento do neutro............................................................................. 56 5.7.5 O choque elétrico .................................................................................... 56 5.8 Cores dos condutores ................................................................................ 63 6 – SISTEMAS DE ATERRAMENTO E PROTEÇÃO ...................................... 64 6.1 Aterramento................................................................................................ 64 6.2 Interruptor de corrente de fuga................................................................... 66 7 – PROTEÇÃO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS ............................................... 67 7.1 Fusíveis ...................................................................................................... 68 5 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas

7.2 Disjuntores ................................................................................................. 75 7.3 Relê de sobrecorrente ................................................................................ 77 8 – CIRCUITOS ELÉTRICOS PREDIAIS......................................................... 79 8.1 Diagrama multifilar ..................................................................................... 80 8.2 Diagrama unifilar ........................................................................................ 80 8.3 Quadro de distribuição e proteção ............................................................. 81 8.4 Fator de Demanda ..................................................................................... 81 9 – TOMADAS DE CORRENTE....................................................................... 82 10 – ILUMINAÇÃO ELÉTRICA......................................................................... 82 10.1 Lâmpada incandescente .......................................................................... 82 10.2 Lâmpada fluorescente .............................................................................. 84 11 – DISPOSITIVO DE CONTROLE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS................ 86 11.1 Interruptores ............................................................................................. 86 11.2 Controles de iluminação ........................................................................... 89 11.3 Contatores................................................................................................ 91 12 – MOTORES ELÉTRICOS .......................................................................... 95 13 – PARÁRAIO............................................................................................. 101 13.1 Formação dos raios................................................................................ 101 15 – ANEXOS ................................................................................................ 106 FATORES DE CORREÇÃO........................................................................... 112 16 – SÍMBOLOS GRÁFICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS – NBR 5444 – ABNT ......................................................................................... 112

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..Circuito série ......................................................................................................... 18 Figura 13 ............................................................ 14 Figura 2 ...Circuito Y (estrela) ..........................................Associação de resistores em paralelo........Percurso da corrente no corpo humano quando ocorre um choque elétrico...........................................Base para fusível NH ... 15 Figura 4 ...................................... 18 Figura 11 ............................................................Diagrama multifilar .............. 74 Figura 34 ........Representação da corrente contínua ..... 77 Figura 38 .............. 75 Figura 35 ...................................................................................................Circuito paralelo .............. 78 Figura 39 ... 19 Figura 14 ...........................Dimensões dos condutores a considerar .......... 71 Figura 30 .......Especificação de corrente e tensão nominal no fusível ................................................Elo fusível .....................Circuito ∆ (triângulo)....................................... 81 7 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas .Cabo com isolação e cobertura Superflex 750V......Fusível NH .........Interruptor de fuga........................................ 58 Figura 21 .......................................................Osciloscópio.................Construção do fio ................................................................................................... 18 Figura 12 .................Bases para fusíveis....................Interruptor de fuga....Esquema relé térmico de sobrecarga .............................. 80 Figura 41 ......... 55 Figura 19 ......................................................... 77 Figura 37 .............. 19 Figura 15 ................................. 62 Figura 22 ...............Associação de resistores em série............................................................ 16 Figura 5 ....Fusível Diazed .......................................................Sistema de aterramento (NBR 5410/90) ..........Diagrama unifilar ........................ 63 Figura 23 ........ 48 Figura 17 ... 16 Figura 7 ... da Ficap ....................................................Esquema de interrupçao de um circuito................................................................. 17 Figura 10 .................................... 72 Figura 31 ....................... 67 Figura 26 ..........................Esquema relé de sobrecorrente ......... 68 Figura 27 .............. 76 Figura 36 ..............................................................Indicação da cor no fusível Diazed ......... 19 Figura 16 .........Fusível de ação retardada ...............Queda de tensão a considerar .........Disjuntor............. 73 Figura 33 ..................................................... 17 Figura 8 ................................ 50 Figura 18 ..................................................................... 57 Figura 20 ............Medição de resistência ...........LISTA DE FIGURAS Figura 1 ......................................Medição de tensão e corrente.................................................................................Ligação à terra do alimentador predial.................. 66 Figura 24 .....................Aterramento da máquina de lavar ................. 17 Figura 9 .................................................................... 67 Figura 25 .................................................................. 70 Figura 29 .....Ligação equipotencial em um banheiro................................................................................................. 69 Figura 28 ......................... 73 Figura 32 ..................Representação da corrente alternada.................................... 16 Figura 6 ............................ 79 Figura 40 ... 14 Figura 3 ...................................................................................................................Esquema de sobrecarga ...............Medição de continuidade(resistência zero)...................Sistema de aterramento com condutores neutro e de proteção separados.............................................................Construção do cabo ..Conjunto de segurança Diazed ......................................................................

............................................. 81 Figura 43 .. 88 Figura 52 ...........................................................Motor de corrente contínua .......................Motor de 12 terminais – ligação Y (760V) ......Motor monofásico fase auxiliar (110/220V)........................................................................................................ 87 Figura 48 .................Esquema interruptor intermediário ....................... 87 Figura 49 ...............Motor de 12 terminais – ligação ∆ ............................................................................Y (380V) ........................................Quadro de proteção e distribuição ..............Motobomba comandada por chave bóia . 100 Figura 71 ................Planta elétrica residencial .........Motor de 12 terminais – ligação Y ...ABNT.............................................. 120 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 8 ........... 91 Figura 57 ........................................ 104 Figura 73 .............Esquema de partida instantânea com reator simples e duplo.......................... 99 Figura 68 .................................................................... 96 Figura 61 .................. 100 Figura 69 . 99 Figura 67 ..Esquema interruptor paralelo......... 90 Figura 56 ... 90 Figura 55 ....... 88 Figura 51 .... 97 Figura 62 ............Sensor de presença .... 94 Figura 59 ........................................ 89 Figura 53 .......Lâmpada incandescente ..................... 92 Figura 58 ...... 98 Figura 64 ................................................................... 86 Figura 46 ...................................................................................Motor de 6 terminais ....................................................................Foto célula .............. 86 Figura 47 ............... 84 Figura 44 ............∆ (220/380V) .Interruptor de impulso .....∆ (220V)......................... 101 Figura 72 .......................... 89 Figura 54 ........Esquema de interruptor simples ...................... 100 Figura 70 .................................. 95 Figura 60 ......................... 98 Figura 65 ..............................................Esquema de interruptor de duas seções. 97 Figura 63 ................................................................................................Motor Dahlander – Baixa e alta rotação.Motor de 6 terminais – Y (380/660V) .......................Motor de 12 terminais – ligação ∆ (440V) ........................ 85 Figura 45 .............Motor de dupla rotação com enrolamentos independentes ............. 98 Figura 66 .....Partida direta de motor trifásico comandada por contator................................................Simbologia do contator ........Planta elétrica residencial ..Figura 42 ............................Acionamento por contator (circuito de comando e de força)....Esquema de partida com Starter ........................................Minuteria ...Modelos de interruptores ..Contator .......................Esquema de lâmpada fluorescente...................................... 108 Figura 74 ........... 87 Figura 50 ...............................Timeswith...............Pára-raio ................................

...................capacidade de condução de corrente (em ampéres) para cabos com isolação de PVC instalados ao ar livre .............................k1 ........ 21 Tabela 3 ......................... 38 Tabela 19 . 41 Tabela 22 ........... 30 Tabela 11 ..Seção do condutor neutro.............................................) Instalação de cabos da Pirelli para baixa tensão.. aplicáveis as tabelas 10 e 12 ................. C e D da tabela 9.....Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30ºC para cabos não enterrados e de 20ºC (temperatura do solo) para cabos enterrados ..............Tipos de linhas elétricas............. 44 Tabela 25 ......................Capacidades de condução de corrente........Fatores k3 de correção em função do número de eletrodutos enterrados ou embutidos......................................................... em relação ao condutor fase.............. F e G na tabela 9 .................................................. para o agrupamento de mais de um cabo multipolar em bandejas.......................Capacidades de condução de corrente...........................Fatores de correção k2........................................... 32 Tabela 12 ...... 36 Tabela 16 .....Dimensões totais dos condutores isolados ...........................................Fatores de correção k3..................................... prateleiras ou suportes ...................................... 13 Tabela 2 ................................... 41 Tabela 23 ......................................... ............ Corrente em ampères.................... supondo a temperatura ambiente de 30ºC... B............................................................. 33 Tabela 13 . 44 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 9 . 38 Tabela 20 .... C e D (tabela 9) .............. ou agrupados sobre uma superfície............................................................................... 37 Tabela 17 ............................................ para as maneiras de instalar A............Fios e cabos Pirelli .....................Fatores k3 de correção em função do número de eletrodutos ao ar livre..............................................Número de condutores isolados com PVC...........Fatores de redução k2 da capacidade de condução de corrente de mais de três cabos isolados singelos (não-multipolares)......Seções mínimas dos condutores ............ 29 Tabela 10 .................................. 27 Tabela 8 ............Capacidade de condução de corrente de cabos diretamente enterrados.......... 34 Tabela 14 ............... 36 Tabela 15 ...................................... 28 Tabela 9 ................................... para o agrupamento de mais de um circuito com cabos unipolares ........................................ em ampères. 40 Tabela 21 .................. para as maneiras de instalar E.Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores isolados com PVC.... 25 Tabela 7 – Fios e cabos Ficap ....... 43 Tabela 24 .................................... em ampères...Instalação de cabos da Pirelli para baixa tensão .. 24 Tabela 6 – (Cont.................... B............ para agrupamento de um circuito ou mais de um cabo multipolar instalado em eletrodutos ou calha..................................... 38 Tabela 18 .........Capacidade de condução de corrente. 23 Tabela 5 ....Fatores de correção k2.......... em ampéres............................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Grandezas elétricas...........................................................................................Eletrodutos rígidos de aço...............................................................................Temperaturas admissíveis no condutor..... em eletroduto de PVC ........................ para as maneiras de instalar A................... (Tabela de cabos Pirastic superantiflam da Pirelli)........................... 21 Tabela 4 ......................................................................

..................... refletores.Cores de fusíveis............Quadro de cargas....................... 117 Tabela 47 ..........Seção nominal de eletrodutos por circuitos..................Capacidade de condução de corrente (em ampères) ................................ 59 Tabela 31 .............................. 50 Tabela 28 .. 115 Tabela 44 ....................................................................Tabela 26 ..............Interruptores .............................................................. 51 Tabela 29 ....................................Conversão de diâmetros nominais ......... 110 Tabela 38 .......................... jovens e sadias.... 56 Tabela 30 ........................ 106 Tabela 35 ......................................................................Diferentes maneiras de instalar diferentes tipos de cabos . 112 Tabela 41 ...........................Resistência total.... 60 Tabela 32 .......... 71 Tabela 33 ....................... 118 Tabela 49 ...................................................................60Hz....................Soma dos produtos potências (watts) x distâncias (m) . 107 Tabela 36 .......... 110 Tabela 39 ............................................................................................................................ 119 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 10 ........................Luminárias...........................................................Motores e transformadores ........ 118 Tabela 48 ................... 116 Tabela 46 ................. 109 Tabela 37 .................... lâmpadas.............................. 116 Tabela 45 . 48 Tabela 27 ......... 114 Tabela 43 .. 111 Tabela 40 .....................Seção mínima de condutores de proteção...........Equivalência prática AWG/MCM x Série métrica ...........Dutos e distribuição.. Condutores isolados com PVC (Pirastic superantiflam e Pirastic-superflex antiflam) em eletroduto ou calha fechada .......... incluindo as resistências por contatos para corrente alternada .....................Cargas aproximadas de diversos aparelhos eletrodomésticos ................. 112 Tabela 42 ...Soma dos produtos potências (watts) x distâncias (m) ........................... ...............Tomadas ..............Corrente de motores ......................................Quadros de distribuição ..............Quedas de tensão unitárias...........................................Acumuladores ..Capacidade de condução de corrente (em ampères) para cabos EXTINFLAN e BRASNAX.............. 81 Tabela 34 ....................Fatores de correção ......................................Efeitos do choque elétrico em pessoas adultas......

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Devem se localizar próximos de rios e em lugares montanhosos. pois além do custo de manutenção em geral existe o custo da aquisição do combustível. pois o material radioativo é muito poluente causando vários problemas ao meio ambiente caso haja um vazamento. são compostas basicamente de turbinas acionadas pela queima de algum tipo de combustível. Pode se localizar em qualquer lugar. pois o material radioativo demora a ser substituído.3 Usina Nuclear As usinas nucleares utilizam a energia nuclear para acionar os seus geradores. que libera a energia utilizada para movimentar as turbinas. seu custo principal é com manutenção geral. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 12 . cerca de 90% da energia gerada. Devem se localizar próximo dos locais de produção do combustível em regiões planas de fácil acesso. (carvão. No Brasil. (centenas de anos). utilizam a energia solar para movimentar seus geradores. 1. produzido energia elétrica. 1. utilizam a força dos ventos para movimentar seus geradores e as usinas solares.. o custo desse tipo de usina é maior do que a anterior. possuem reatores nucleares onde é depositado o material radioatívo. é através de hidroelétricas. a segurança é um ponto que deve ser tratado com cuidado. que por sua vez movimentam os geradores.2 Usina Termoelétrica As usinas termoelétricas utilizam a energia térmica para acionar os seus geradores.).1 – A PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A geração industrial de energia elétrica pode ser usada por meio do uso da energia potencial da água (geração hidroelétrica) ou utilizando energia potencial dos combustíveis (geração termoelétrica).1 Usina Hidroelétrica As usinas hidroelétricas utilizam a força das quedas de água para colocarem em movimento as suas turbinas. 1. o custo desse tipo de usina é apenas de manutenção em geral e instalação da mesma.. 1.4 Usina alternativa Entre as usinas alternativas podemos destacar as usinas eólicas. movimentando assim os geradores e conseqüentemente gerando eletricidade. petróleo. etc.

lugares onde não falte vento (usina eólica). 34. A partir de 500kv. na tensão de utilização (380/220. ou seja. transformar a tensão alternada em contínua e próximo aos centros consumidores. outra vez.Sua produção de energia é pouca seu custo é alto e sua localização deve ser especial.). 2 – A TRANSMISSÃO DE ELETRICIDADE A transmissão de eletricidade significa o transporte da energia elétrica gerada até os centros consumidores. A distribuição começa subestação abaixadora onde a tensão de linha de transmissão é abaixada para valores padronizados nas redes de distribuição primária (11kv. 400kv. a instalação necessita de uma subestação retificadora.2kv. ou seja. uma subestação inversora para transformar a tensão contínua em alternada.). bairros. 500kv. 138kv. As tensões mais usuais em corrente alternada para linhas de transmissão são de: 69kv.8kv deve ser elevada a valores padronizados em função da potência a ser transmitida e da distância dos centros consumidores. Para que seja economicamente viável a tensão gerada nos geradores trifásicos de corrente alternada normalmente de 13. Como é o caso da linha de transmissão de Itaipu com 600kv em corrente contínua.. que é resultante da ionização do ar em torno dos condutores. antes de distribuir aos centros consumidores... 220/110. indústrias). lugares onde não falte sol (usina solar). Neste caso. ou seja. 4 – CONCEITO DE ELETROTÉCNICA Tabela 1 – Grandezas elétricas Grandeza Corrente Tensão SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Símbolo I U ou E Unidade de medida Ampère Volt Símbolo A V 13 .5kv. somente um estudo econômico vai decidir se deve ser utilizada corrente alternada ou corrente contínua. A parte final de um sistema elétrico é a subestação abaixadora para a baixa tensão.. O objetivo principal da transmissão em corrente contínua será o da diminuição das perdas por efeito corona. etc. 13. com tensões alternadas muito elevadas. 3 – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A distribuição de eletricidade é à parte do sistema elétrico já dentro dos sistemas de utilização (cidades. 230kv. 15kv. etc.

Representação da corrente contínua A tensão elétrica é CA (corrente alternada) quando varia em intensidade ou polaridade no tempo. pois é conseqüência de um desequilíbrio entre partículas atômicas de cargas negativas ou positivas. Figura 1 . A tensão elétrica é CC (corrente contínua) quando permanece constante sem variar no tempo. Sua unidade é o Volt (V) e a grandeza é representada pela letra U ou E.Resistência Potência 4. Figura 2 .Representação da corrente alternada 4.1 Tensão elétrica R P Ohm Watt Ω W Força que impulsiona os elétrons em um circuito fechado e também chamado de DDP (diferença de potencial).2 Corrente SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 14 .

É o fluxo orientado dos elétrons num circuito fechado. baterias) e é alternada quando gerada por uma tensão alternada (gerador.Osciloscópio 4. O valor eficaz de uma corrente ou tensão alternada é equivalente a uma tensão ou corrente contínua positiva que produz a mesma perda de potência média em uma carga resistiva. Para a forma de onda senoidal (rede) temos: Vef = Vmáx √2 A freqüência (f) de uma corrente ou tensão alternada equivale ao número de vezes que a forma de onda repete em um intervalo de 1s. Período (T) Intervalo de tempo (s) que a forma de onda leva para completar um ciclo. f= 1 T Figura 3 . A corrente é chamada contínua (CC) quando gerada por uma tensão contínua (pilhas. Sua unidade é o ampère (A) a grandeza é representada pela letra I. O instrumento utilizado para observar formas de onda é o osciloscópio. A unidade de freqüência é o Hz (hertz). rede comercial). 15 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas .3 Resistência É a propriedade dos materiais de se oporem à circulação de corrente elétrica.

• Motor – conversão de eletricidade em energia motriz através da ação de campo magnético girante do estador sobre o rotor do motor. através da troca de calor entre a resistência e a água. 4.Medição de tensão e corrente Figura 5 . Figura 4 .Medição de resistência Figura 6 . • Lâmpada – conversão de eletricidade em luz através da incandescência do filamento.4 Potência Unidade de medida de conversão da eletricidade em trabalho. Exemplo: • Chuveiro – conversão de corrente elétrica em calor.Sua unidade é o Ohm (Ω) e a grandeza é representada pela letra R. Sua unidade é Watt (W) e a grandeza representada pela letra P.5 Lei de Ohm SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 16 .Medição de continuidade(resistência zero) 4.

7 Circuito em paralelo A tensão é a mesma sobre todas as cargas e a corrente se divide entre as cargas sendo a soma das correntes igual a corrente da fonte Figura 9 .Associação de resistores em série 4. e a tensão se divide entre as cargas do circuito sendo a soma das quedas de tensão igual à tensão total da fonte.Circuito série Associação de resistores em série: a resistência equivalente medida entre os pontos A e B é dada pela seguinte fórmula: Req = R1 + R2 + R3 + Rn.6 Circuito em série Em um circuito em série a corrente que percorre as cargas do circuito é a mesma. Figura 8 .4.Circuito paralelo Associação de resistência em paralelo: a resistência equivalente medida entre os pontos A e B é dada pela seguinte fórmula: 1 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas = 1 + 1 + 1 + 1 17 . Figura 7 .

9 Circuito em ∆ A tensão sobre as cargas é a mesma da fonte (UL) e a corrente é: IL √3 Figura 12 . Figura 10 .Circuito Y (estrela) 4.Req R1 + R2 + R3 + Rn.8 Circuito em Y A corrente que percorre as cargas é a mesma da fonte (IL) e a tensão é: UL √3 Figura 11 .Associação de resistores em paralelo 4.Circuito ∆ (triângulo) 5 – CONDUTORES ELÉTRICOS – DIMENSIONAMENTO E INSTALAÇÃO SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 18 .

maciço. e que constitui a isolação do condutor. em geral de seção circular. São mais flexíveis que um fio de mesma capacidade de carga. neutro e terra. da Ficap 19 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . em certos casos. destinado à transmissão da eletricidade. colocados em bandejas ou diretamente no solo. Cabo é um conjunto de fios encordoados. Além da isolação. 1) Condutor (fio) sólido de cobre eletrolítico nu.1 Considerações básicas Condutor elétrico é um corpo constituído de material bom condutor. de alumínio.cabo com isolação e cobertura Superflex 750V. 3) Isolação de PVC (70ºC) composto termoplástico de cloreto de polivinila. com ou sem isolamento. Um cabo isolado é um cabo que possui isolação. não isolados entre si.Construção do cabo Figura 15 .Construção do fio Com freqüência.5. os eletrodutos conduzem os condutores de fase. Em geral é de cobre eletrolítico e. em cores diferentes para identificação. 1) Condutor flexível formado por fios de cobre eletrolítico nus. 2) Isolação de PVC (70ºC) composto termoplástico de cloreto de polivinila flexível. Figura 14 . recobre-se com uma camada denominada cobertura quando os cabos devem ficar em instalação exposta. têmpera mole. Fio é um condutor sólido. Pode ser isolado ou não. tipo BWF com características especiais Figura 13 . simultaneamente. Esses condutores são eletricamente isolados com o revestimento de material mau condutor de eletricidade. têmpera mole. conforme o uso a que se destina. 2) Condutor (cabo) formado por fios de cobre eletrolítico nu. têmpera mole.

Os cabos podem ser: • Unipolares. Normalização e Qualidade Industrial) a designação NBR-5410/80. A seção nominal de um cabo multipolar é igual ao produto da seção do condutor de cada veia pelo número de veias que constituem o cabo. exceto condutores de aterramento e proteção. Nesta norma. A seção de um condutor a que nos referimos não inclui a isolação e a cobertura (se for o caso de possuir cobertura). Em instalações comerciais é permitido o emprego de condutores de alumínio com seções iguais ou superiores a 50mm². Exemplo A Pirelli fabrica cabos uni e multipolares Sintenax antiflan 0. • Potencia instalada seja igual ou superior a 50kW. Acima desta bitola. Um mil é a abreviatura de 1 milésimo quadrado de polegada: 1CM = 5. os cabos unipolares Noflam BWF 750V e multipolares Superflex 750V. quando constituídos por um condutor de fios trançados com cobertura isolante protetora.6/1kV. para a caracterização das bitolas. usava-se no Brasil a escala AWG/CM (American Wire Gauge – circular mil). protegidos por uma camada protetora de cobertura comum. Em instalações industriais podem ser utilizados condutores de alumínio. segundo a escala padronizada. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 20 . posteriormente substituída pelo 5410/90. • Multipolares.067 x 10-6cm². Até o ano de 1982. em vigor. os condutores elétricos são especificados por sua seção em milímetros quadrados (mm²). A AWG é baseada numa progressão geométrica de diâmetros expressos em polegadas até a bitola 0000 (4/0). Material Em instalações residenciais só podem ser empregados condutores de cobre. quando constituídos por dois ou mais condutores isolados. A partir de dezembro de 1982. e a Ficap. Seção nominal de um fio é a área da seção transversal do fio ou da soma das seções dos fios componentes de um cabo. • Instalações e manutenção qualificadas. desde que sejam obedecidas simultaneamente as seguintes condições: • Seção nominal dos condutores seja ≥ 10mm². série métrica da IEC (International Electrotechinal Comission). as seções são expressas em circular mil – CM ou múltiplo de mil circular mils – MCM. a Norma Brasileira NB-3 da ABNT foi reformulada recebendo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia.

Seções mínimas dos condutores Tipo de instalação Utilização do circuito Circuitos de iluminação Instalações fixas em geral Cabos isolados Circuitos de força Circuitos de sinalização e circuitos de controle Circuitos de força Condutores nus Ligações flexíveis feitas com cabos isolados Circuitos de sinalização e circuitos de controle Para um equipamento específico Para qualquer outra aplicação Circuitos a extrabaixa tensão Notas a) Em circuitos de sinalização e controle destinados a equipamentos eletrônicos são admitidas seções de até 0.1mm². quando a seção do condutor fase for inferior ou igual a 25mm².5 a 25mm² 35 50 70 95 120 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Seção mínima do condutor neutro (mm²) Mesma seção do condutor fase 25 25 35 50 21 . em cobre ou em alumínio. b) Em cabos multipolares flexíveis contendo sete ou mais veias são admitidas de até 0. em relação ao condutor fase Seções de condutores fase (mm²) De 1.5 Cu 10 Al 2.5 Cu 10 Cu 10 Al 4 Cu Como especificado na norma do equipamento 0. c) Os circuitos de tomadas de corrente são considerados como circuitos de força. Tabela 3 .75 Cu 0. quando for prevista presença de harmônicos qualquer que seja a seção.2 Seções mínimas dos condutores Seção mínima do condutor neutro: O condutor neutro deve possuir a mesma seção que o(s) condutor(es) fase nos seguintes casos: • Em circuitos monofásicos e bifásicos.75 Cu Em circuitos trifásicos.5 Cu 10 Al 0.Seção do condutor neutro. • Em circuitos trifásicos. Seção mínima do condutor (mm²) material 1. Tabela 2 .1mm². qualquer que seja a seção.5.

os cabos elétricos podem ser: • Propagadores da chama São aqueles que entram em combustão sob a ação direta da chama e a mantêm mesmo após a retirada da chama.75kV – 1kV). b) Em nenhuma circunstância o condutor neutro pode ser comum a vários circuitos. a combustão do material cessa. Em geral. Considerase o cloreto de polivinila (PVC) e o neoprene como não-propagadores de chama. e o Noflam BWF 750V. São usados em circuitos de segurança e sinalizações de emergência. da Pirelli. Pertencem a esta categoria o etilonopropileno (EPR) e o polietileno reticulado (XLPE). da Ficap. em função do material de sua isolação e cobertura. isto é. fabrica-se uma linha de cabos que tem as características anteriormente descritas. No Brasil. • Resistentes à chama Mesmo em caso de exposição prolongada.150 185 240 300 400 Notas 70 70 95 120 150 185 a) Os valores acima são aplicáveis quando os condutores fase e o condutor neutro forem constituídos pelo mesmo metal.6kV – 0. que permitem o funcionamento do circuito elétrico mesmo em presença de um incêndio.3 Tipos de condutores Trataremos neste capítulo dos condutores para baixa tensão (0. a chama não se propaga ao longo do material isolante do cabo. • Resistentes ao fogo São materiais especiais incombustíveis. • Não-propagadores de chama Removida a chama ativadora. Assim. É o caso dos cabos Sintemax antiflam. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 22 . Afitox. os fios e cabos são designados em termos de seu comportamento quando submetidos à ação do fogo. 5. A Pirelli chamou-os de cabos Afumex e a Ficap.

a temperatura de sobrecarga é de 130ºC e de curto-circuito.6/1kV 100 160 Até 700mm² Condutor Isolado Até 1 x 1000mm² ou 4 x 300mm² XLPE Polietileno Reticualdo termofixo 90 XLPE (“voltalene”) 90 EPR Etileno Propileno 90 EPR Etileno Propileno 90 PVC “Pirevinil” Flexível PVC 70 450/750V PVC Flexível Composto elastoplástico extraflexível Base de borracha 300/300V 450/750V 90 Pireprene 0.6/1kV 130 250 0.Fios e cabos Pirelli Até 1 x 1000mm² Cabo unipolar Até 1 x 1000mm² ou 4 x 300mm² Cabo unipolar Cabo multipolar Até 1 x 1000mm² ou 4 x 300mm² Cabo unipolar Cabo multipolar Até 1 x 1000mm² ou 4 x 300mm² Cabo unipolar Cabo multipolar 250 Até 4 x 10mm² Cabo multipolar 100 160 Até 4 x 10mm² Cabo multipolar 130 250 Até 2 x 4mm² PVC Cordão 70 100 160 No caso dos cabos de potencia.6/1kV 130 250 Cabo unipolar Cabo multipolar Tabela 4 . SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas PVC 70 450/750V 100 160 PVC 70 PVC 0.6/1kV 130 250 PVC 0. A tabela 4 apresenta as características principais dos fios para baixa tensão e a tabela 5.Classe térmica (ºC) Bitola Temp. Da Pirelli Fios até 16mm² Cabos até 500mm² 70 Condutor Isolado PVC - 450/750V 100 160 Vejamos as características principais dos fios e cabos mais comumente usados e que são apresentados de forma resumida em tabelas. uso contínuo Tipo Isolação Cobertura Tensão nominal Temp. de 250ºC. a temperatura de exercício no condutor é de 90ºC.6/1kV 130 PVC 0. as recomendações do fabricante quanto às modalidades de instalação aconselháveis para os vários tipos de cabos. sobrecarga Temp. curto-circ. Até 2 x 6mm² Até 3 x 6mm² PVC “Pirevinil” Cabo multipolar PVC “Pirevinil” 450/750V 70 100 160 23 .

Tipo de condutores Condutores isolados Fios e cabos Cabos Cabos Pirelli Estrodutos em canaletas abertas ou ventiladas Cabos uni/multipolares Cabos Nome Maneira de instalar Esquema Tipo de condutores Cabos Pirelli Condutores isolados Cabos uni/multipolares SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Pirastic antiflam Pirastic-flex antiflam Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Cabos Pirastic antiflam Pirastic-flex antiflam Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Pirastic super Tipo BWF Antiflam Pirasticsuperflex Tipo BWF Antiflam Sintemax Antiflam Voltalene Condutores isolados Eletrodutoas em canaletas fechadas Condutores isolados Cabos uni/multipolares Cabos Cabos uni/multipolares Pirastic antiflam Pirastic-flex antiflam Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Pirastic antiflam Pirastic-flex antiflam Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Cabos Cabos uni/multipolares Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast antiflam Cabos uni/multipolares Canaletas fechadas Cabos uni/multipolares Canaletas avertas ou ventiladas Voltemax Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast Cabos Eprotenax Cabos Epropene Condutores isolados Sintenax Sintenax-flex Tabela 5 .Instalação de cabos da Pirelli para baixa tensão Cabos Cabos uni/multipolares Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast Cabos uni/polares Cordplast Cabos PB-Termocord Cabos uni/multipolares Espaço de construção Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast antiflam Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Cordões Plastiflex Cabos Duplast/Triplast 24 .

) Instalação de cabos da Pirelli para baixa tensão Pirastic antiflam Voltalene Voltenax Bandejas prateleiras ou 25 .Tipo de condutores Bloco alvenaria Cabos uni/multipolares Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast Eletroduto isntalação aparente em Cabos Pirelli Maneira de instalar Esquema Tipo de condutores Cabos Pirelli Maneira de instalar Esquema SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Diretamente enterrado Cabos uni/multipolares Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Eletroduto embutido em teto. rodapés alizares ou Cabos uni/multipolares Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast antiflam Condutores isolados Cabos uni/multipolares Pirastic antiflam Pirastic-flex antiflam Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Cabos uni/multipolares Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast antiflam Cabos uni/multipolares Voltalene* Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Duplast/Triplast antiflam Linha área Tabela 6 – (Cont. parede ou piso Eletroduto diretamente enterrado Condutores isolados Cabos uni/multipolares Voltalene Sintemax antiflam Voltenax Eprotenax Epropene Fixação direta à parede ou teto Sobre isoladores Condutores isolados Cabos multiplexados Cabos uni/multipolares Condutores isolados Cabos multiplexados Cabos uni/polares Pirastic antiflam Voltalene Voltenax Molduras.

calculadas de acordo com os critérios referidos. 3. as características dos fios e cabos para usos comuns em baixa tensão. Podem-se simplesmente usar as tabelas 10 e 12. 300V. a passagem da corrente elétrica. • Cordões flexíveis TWA.Maneira de instalar Esquema Suportes Calha fechada Calha fechada Da Ficap A tabela 7 mostra. Fabrica para baixa tensão os cabos: • TCW. os condutores devem ser compatíveis com a capacidade de proteção contra sobrecarga e curto-circuito. 750V. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 26 Poço . 4 condutores). Em circuitos de distribuição de apartamento. TCR. flexíveis 2. é suficiente a escolha do condutor com base no critério de não haver aquecimento indesejável. escolhe-se em tabela de capacidade de condutores. por excesso. Nos alimentadores principais e secundários de elevada carga ou de alta tensão. calcula-se a seção dos condutores segundo os critérios do aquecimento e da queda de tensão. sem excessivo aquecimento e com uma queda de tensão predeterminada. Uma vez determinadas às seções possíveis para o condutor. • TCB. • E outros tipos. PVC. procede-se ao dimensionamento do condutor capaz de permitir. • Cabo flexível TCB.4 Dimensionamento dos condutores Após p cálculo da intensidade da corrente de projeto Ip de um circuito. PVC. Em circuitos de iluminação de grandes áreas industriais. EPR e PVC. Além disso. também de modo resumido. 5. PVC. padronizados e comercializados. 750V. deve-se proceder à verificação da seção mínima para atender à sobrecarga e à corrente de curto-circuito. o fio ou cabo cuja seção. • FIBEP. comerciais. de escritórios e nos alimentadores nos quadros terminais.6/1kV. 750V. 0. mais se aproxime da seção calculada. em geral.

4. • A maneira de instalar os cabos.1 Tipo de isolação Em primeiro lugar. efetivamente percorridos pela corrente. 5. • O número de condutores carregados. pois a isolação e cobertura do mesmo poderiam vir a serem danificadas. isto é. Em instalações prediais convencionais.4.6/1kV Tensão nominal 750V 750V - 750V PVC (70ºC) Cobertura Isolação PVC (70ºC) Condutor isolado fios até 16mm² cabos até 500mm² Condutor isolado (não impede a propagação da chama) Condutor isolado até 4 x 10mm² Condutor isolado até 2 x 10mm² 3 x 10mm² Cabo unipolar Cabo multipolar Tipo PVC (70ºC) PVC BWF PVC PVC flexível - - 750V SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 27 . Tabela 7 – Fios e cabos Ficap Classe térmica 105ºC Condutor isolado até 16mm² PVC (105ºC) 750V 70ºC 80ºC 80ºC 80ºC Condutor isolado Até 1 x 500mm² 2 x 300mm² 3 x 300mm² 4 x 300mm² PVC (70ºC) PVC tipo ST1 0. supostamente operando em condições de aquecimento normais. de acordo com as temperaturas de regime constante de operações e de sobrecarga.5. usam-se em geral os fios e cabos com isolação de PVC. destacam-se: • O tipo de isolação e de cobertura do condutor.1 Escolha do condutor segundo o critério do aquecimento O condutor não pode ser submetido a um aquecimento exagerado provocado pela passagem da corrente elétrica. Entre os fatores que devem ser considerados na escolha da seção de um fio oi cabo.1. temos que escolher o tipo de isolação. • A temperatura ambiente ou a de solo (se o cabo for diretamente no mesmo). de condutores vivos. • A proximidade de outros condutores e cabos. Podemos usar a tabela 8.

5.2 Número de condutores a considerar Podemos ter: • 2 condutores carregados: F – N (fase – neutro) ou F – F (fase – fase).1. Podemos ter: a) 2F – N. de circuito alimentando aparelhos de luz fluorescente com fase e neutro.Cabos chumbo BWF 750(cabos Karchumbo) instalações internas à vista. painéis Cabos superflex (aparelhos eletrodomésticos) Fios e cabos Cabos WPP Instalações aéreas expostas Cabos Cabos Tabela 8 . • 4 condutores carregados.4.Temperaturas admissíveis no condutor. Será: a) 3F – N.1. por exemplo. É o caso. supondo a temperatura ambiente de 30ºC Temperatura de operação em regime contínuo 70ºC 70ºC 90ºC 90ºC Temperatura de sobrecarga 100ºC 90ºC 130ºC 130ºC Temperatura de curto-circuito 160ºC 150ºC 250ºC 250ºC PVC Cloreto de polivinila PET Polietileno XLPE Polietileno reticulado EPR Borracha etileno propileno 5. forros Noflam BWF 750 em eletrodutos.3 Maneira segundo a qual o cabo será instalado SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 28 Cabos Fios Fios Cabo vinil BWF (Cabos Vinil-Kard) circuito de alimentação e distribuição em eletrodutos bandejas. ao longo de paredes.4. • 3 condutores carregados. ao ar livre Cabos TPK 105 Nome . b) 3F c) 3F – N (supondo o sistema de circuito equilibrado). isoladores.

Cabos unipolares ou cabos multipolares contidos em blocos alveolados Cabos unipolares ou cabo multipolar diretamente fixado em parede ou teto Cabos unipolares ou cabos multipolares embutidos diretamente em alvenaria Cabos unipolares ou cabos multipolares em canaleta aberta ou ventilada Cabo multipolar em eletroduto aparente Cabo multipolar em calha Cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto enterrado no solo Cabos unipolares ou cabos multipolares enterrados – diretamente – no solo 29 D SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . 5. cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto embutido em alvenaria. a bitola do condutor. temperatura a considerar = 50ºC e temperatura ambiente = 30ºC. instalação em eletroduto. Usaremos três condutores de cobre. e na tabela 12. cabos unipolares ou multipolar em eletroduto embutido em parede termicamente isolante. Tabela 9 . cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto contido em canaleta fechada. Por exemplo: se tivermos cabos unipolares ou cabo multipolar colocados dentro de eletroduto embutido em alvenaria ou concreto. três condutores carregados. se não dois ou três condutores. quando houver. Cabos unipolares ou cabos multipolares embutidos diretamente em parede isolante. Modalidade de instalação: eletroduto embutido em alvenaria.4 Bitola do condutor supondo uma temperatura ambiente de 30ºC Entramos com o valor da corrente (ampères) na tabela 9. se a proteção for de PVC para 70ºC. Ao entrarmos com o valor da corrente de projeto Ip na tabela. devemos considerar se os condutores são de cobre ou de alumínio. 70ºC. Obtemos. Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente Condutores isolados ou cabos unipolares em calha Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura Condutores isolados. assim. se for de etileno-propileno (EPR) ou polietileno termo-fixo (XLPE) para 90ºC. Exemplo Suponhamos que temos: Ip = 170A.Pela tabela 9 identificamos a letra e o número correspondente à maneira de instalação do cabo. e se a maneira de instalar corresponde às letras da tabela 9 com seus respectivos números. cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto contido em canaleta aberta ou ventilada.Tipos de linhas elétricas Ref. Condutores isolados.1.4. Condutores isolados. A 1 2 3 B 1 2 3 4 5 C 6 1 2 3 4 5 1 2 Descrição Condutores isolados. o código será B-5. cobertura de PVC.

2 cond.5 18 24 31 39 52 67 86 103 122 151 179 203 230 257 297 336 A 2 cond. • 2 e 3 condutores carregados. 2 cond. para as maneiras de instalar A. Cobre Seções Maneiras de instalar definidas na tabela 8 mínima A B C D 2 cond. com isolação de PVC. para as condições acima e Ip = 171A (valor mais próximo de 170A).5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 Seções mínima s (mm²) 11 14. carregados D 3 cond.5 24 32 41 57 76 96 119 144 184 223 259 294 341 403 464 17.5 26 35 46 63 85 112 138 168 213 258 299 344 392 461 530 13. carregados 1.5 19.5 2. • Temperatura ambiente: 30ºC para linhas não subterrâneas e 20ºC para linhas subterrâneas.E F G H J K L M N P Q 3 - Cabos unipolares ou cabos multipolares em canaleta fechada Cabo multipolar ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares espaçados ao ar livre Cabos multipolares em bandejas não-perfuradas ou em prateleiras Cabos multipolares em bandejas perfuradas Cabos multipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos multipolares em escadas para cabos ou em suportes Cabos unipolares em bandejas não-perfuradas ou em prateleiras Cabos unipolares em bandejas perfuradas Cabos unipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos unipolares em escadas para cabos ou em suportes Na tabela 10 vemos que.Capacidade de condução de corrente. s (mm²) carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados 3 cond. deveremos usar cabo de 70mm² de seção. carregados 2 cond. 2 cond. carregados Alumínio Maneiras de instalar definidas na tabela 8 B C 3 cond. 3 cond. carregados 3 cond.5 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 269 307 353 415 472 12 15. carregados SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 30 .5 26 34 46 61 80 99 119 151 182 210 240 273 320 367 10. • Temperatura no condutor: 70ºC. carregados 2 cond. 3 cond. carregados 3 cond.5 17. em ampères.5 13 18 24 31 42 56 73 89 108 136 164 188 216 248 286 328 13. Tabela 10 .5 21 28 36 50 68 89 111 134 171 207 239 275 314 369 420 15 19. C e D (tabela 9) • Condutores e cabos de cobre alumínio.5 22 29 38 47 63 81 104 125 148 183 216 246 278 312 360 407 14.0 1.5 17. 3 cond. B. carregados 2 cond.

Usa-se a tabela 21. considerar esta instalação como disposta ao ar livre. E). de modo que a corrente a considerar será uma corrente hipotética I’p’ dada por: Ip Ip I’p = Ip ou ou K1 K1 x K2 K1 x K2 x K3 Com esse valor de I’p’. deve-se introduzir uma correção utilizando of ator de correção k3.4.4.10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 36 48 63 77 93 118 142 164 189 215 252 289 32 43 57 70 84 107 129 149 170 194 227 261 44 59 79 98 118 150 181 210 241 274 323 361 39 53 69 86 105 133 161 186 215 246 289 332 49 66 83 103 125 160 195 226 261 298 352 406 44 59 73 91 110 140 170 197 227 259 305 351 48 62 80 96 113 140 166 189 213 240 277 313 40 52 66 80 94 117 138 157 178 200 230 260 5.1. Em instalações industriais é comum usarem-se bandejas perfuradas ou prateleiras para suporte de cabos em uma camada. A corrente de projeto Ip deverá ser corrigida caso ocorra uma ou mais das condições acima.6 Correções a introduzir no dimensionamento dos cabos São três as correções que eventualmente deveremos fazer e a cada uma corresponderá um fator de correção k: • Correção de temperatura: se a temperatura ambiente (ou do solo) for diferente daquela para a qual as tabelas foram estabelecidas. Obtém-se o fator k1 na tabela 15. (Tabela 9 – Ref. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 31 . 5. • Agrupamento de condutores: quando forem mais de três condutores carregados. Então. usa-se a tabela 19 para o caso de cabos unifilares e a tabela 20 para o de cabos multipolares dispostos em bandejas horizontais ou verticais. Quando se colocam eletrodutos próximos uns dos outros.1. Temos a considerar duas hipóteses: • Os eletrodutos acham-se ao ar livre. entramos na tabela 11 ou 12 para escolhermos o cabo. Na determinação do fator de correção k2. podendo estar dispostos horizontal ou verticalmente. O fator k2 se acha na tabela 16.5 Bitola do condutor com isolação de PVC instalado ao ar livre Para cabos multipolares em bandeja perfurada. k2 = 1. • Agrupamento de eletrodutos: o fator k3 é obtido na tabela 17. Esta exigência é atendida quando se coloca o número de condutores indicados na tabela 18 no interior de um dado eletroduto de aço. Não há necessidade de aplicar a correção correspondente quando a soma das áreas totais dos condutores contidos num eletroduto for igual ou inferior a 33% (⅓) da área do eletroduto.

que para circuitos internos de apartamentos de 1200W. condutor de seção nominal de 1. com isolação de PVC. derivando do quadro terminal de luz. portanto. de fase e neutro.94. Correção de agrupamento de condutores: temos. passa no interior de um eletroduto embutido. Exemplo 1. considerando apenas os efeitos de aquecimento e agrupamento de condutores. 6 condutores carregados no eletroduto da tabela 16.69) = 15. obtemos. o condutor de 1. de modo que os condutores ocupem menos de ⅓ da seção do eletroduto. juntamente com outros 4 condutores de outros circuitos. A tensão é de 120V. Determinar a seção do condutor.94 x 0.1 Um circuito de 1200W de iluminação e tomadas de uso geral.capacidade de condução de corrente (em ampéres) para cabos com isolação de PVC instalados ao ar livre • Cabos de cobre e alumínio. • Temperatura no condutor: 70ºC • Temperatura ambiente: 30ºC Cabos multipolares Cabos unipolares E E F F F G G 3 condutores isolados ou 3 cabos unipolares SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 32 .4A. Solução Corrente Ip = 1200W = 10A. 120V Consideremos fio com cobertura de PVC: Pirastic superantiflam da Pirelli. Na tabela 11 temos a maneira de instalar “B” e dois condutores carregados.5A (valor mais próxima de 15. Correção de temperatura. vem k2 = 0. pois k2 será igual a 1. Para t = 35ºC. na tabela 14: k1 = 0.5mm² é suficiente.5mm². Vê-se. Usa-se a tabela 22. dispensando o cálculo de circuito por circuito.4A). Tabela 11 . A tabela 18 fornece o diâmetro adequado de eletroduto para atender ao aquecimento. ao todo. para corrente de 17. A temperatura ambiente é de 35ºC.69.• Os eletrodutos acham-se embutidos ou enterrados. A corrente corrigida será Ip ÷ (k1 x k2) = 10 ÷ (0. ou Noflam BWF 75 da Ficap. não havendo necessidade de se fazer a correção do eletroduto de proteção dos condutores.

carregados 3 cond.Capacidades de condução de corrente. para as maneiras de instalar A. Maneiras de instalar definidas na tabela 8 Seções A B C D nominai s (mm²) 2 cond. em ampères. carregados 3 cond. carregados SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 33 .Seções nomina is (mm²) Cabos bipolares Contíguos Espaçados horizontalmente Espaçados verticalmente 1. • Temperatura no condutor: 90ºC. carregados 2 cond. • Temperatura ambiente: 30ºC para linhas não-subterrâneas e 20º C para linhas subterrâneas. carregados Alumínio Cobre 3 cond. B. com isolação de XLPE ou EPR.5 25 34 43 60 80 101 126 153 196 238 276 319 364 430 497 45 61 78 96 117 150 182 212 245 280 330 381 3 23 31 42 53 71 95 131 162 196 251 304 352 406 463 546 629 54 73 98 122 149 192 235 273 316 363 430 497 4 19 26 35 45 60 81 110 137 167 216 264 307 356 407 482 556 46 62 84 105 128 166 203 237 274 315 375 434 5 19 26 36 46 62 83 114 143 174 225 275 320 371 426 504 582 47 65 87 109 133 173 212 247 287 330 392 455 6 26 35 47 60 81 108 146 181 219 281 341 396 456 521 615 709 62 84 112 139 169 217 265 308 356 407 482 557 7 22 30 41 52 70 94 130 162 197 254 311 362 419 480 569 659 54 73 99 124 152 196 241 282 326 376 447 519 Tabela 12 . carregados 3 cond. • 2 e 3 condutores carregados. C e D da tabela 9 • Condutores e cabos de cobre e alumínio. carregados 2 cond. carregados 2 cond.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 1 22 30 40 51 70 94 119 148 181 232 282 328 379 434 513 594 54 73 89 111 135 173 210 244 282 322 380 439 2 18.5 2.

1,0 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300

15 19 26 35 45 61 81 106 131 158 200 241 278 318 362 424 486 A
2 cond. carregados

13,5 17 23 31 40 54 73 95 117 141 179 216 249 285 324 380 435

18 23 31 42 54 74 100 133 164 198 254 306 354 412 470 553 636

16 20 27 37 48 66 89 117 144 175 222 269 312 367 418 492 565

19 24 33 45 58 80 107 138 171 210 269 328 382 441 506 599 693

17 22 30 40 52 71 96 119 147 179 229 278 322 371 424 500 576

21 26 34 44 56 73 95 121 146 173 213 252 287 324 363 419 474 D

17,5 22 29 37 46 61 79 101 122 144 178 211 240 271 304 351 396

Cobre

Seções nominai s (mm²) 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300

Maneiras de instalar definidas na tabela 8 B C
3 cond. carregados 2 cond. carregados 3 cond. carregados 2 cond. carregados 3 cond. carregados 2 cond. carregados

3 cond. carregados

48 64 84 103 125 158 191 220 253 288 338 387

43 58 76 94 113 142 171 197 226 256 300 345

58 79 105 131 158 200 242 281 321 366 430 495

52 71 93 116 140 179 216 250 286 327 384 442

62 84 101 126 154 198 241 280 324 371 439 507

57 76 90 112 136 174 211 245 283 323 382 440

56 73 93 112 132 163 193 220 249 279 321 364

47 61 78 94 112 138 164 186 210 236 272 308

Tabela 13 - Capacidades de condução de corrente, em ampéres, para as maneiras de instalar E, F e G na tabela 9 • Condutores e cabos de cobre e alumínio, com isolação de EPR ou XLPE. • Temperatura no condutor: 90ºC. • Temperatura ambiente; 30ºC. Cabos multipolares Cabos unipolares
E E F F F G G

Alumínio

SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas

34

Seções nomina is (mm²)

Cabos bipolares

Cabos tripolares e tetrapolares

2 condutores isolados ou 2 cabos unipolares

Condutores isolados ou cabos unipolares em trifólio

3 condutores isolados ou 3 cabos unipolares Espaçados Contíguos Espaçados horizontalmente verticalmente

1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300

1 26 36 49 63 86 115 149 185 225 289 352 410 473 542 641 741
E Cabos bipolares

2 23 32 42 54 75 100 127 157 192 246 398 346 399 456 538 620
E Cabos tripolares e tetrapolares

3 27 37 50 65 90 121 161 200 242 310 377 437 504 575 679 783
F 2 condutores isolados ou 2 cabos unipolares

4 21 29 40 52 74 101 135 169 207 268 328 382 443 509 604 699
F Condutores isolados ou cabos unipolares em trifólio

5 22 31 42 55 77 105 141 176 215 279 341 395 462 531 631 731

6 30 41 56 73 101 137 182 226 275 353 430 500 577 661 781 902

7 25 35 48 63 88 120 161 201 246 318 389 454 527 605 719 833

Cobre

Cabos multipolares

Cabos unipolares
F G G 3 condutores isolados ou 3 cabos unipolares Espaçados Espaçados Contíguos horizontalmente verticalmente

Seções nomina is (mm²)

10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240

1 67 91 108 135 164 211 257 300 346 397 470

2 58 77 97 120 147 187 227 263 302 346 409

3 66 90 121 150 184 237 289 337 389 447 530

4 56 76 103 129 159 209 253 296 343 395 471

5 58 79 107 135 165 215 264 308 358 413 492

6 75 103 138 172 210 251 332 387 448 515 611

7 65 90 122 153 188 246 300 351 408 470 561

Alumínio

SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas

35

Tabela 14 - Capacidade de condução de corrente de cabos diretamente enterrados. Corrente em ampères. A Seção nominal (mm²) 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000
Cabos a 4 condutores isolados PVC/70

B
Cabos a 4 condutores isolados XLPE ou EPR

Tipos de instalação C D
3 cabos unipolares isolados PVC, em triângulo Cabos a 3 condutores isolados XLPE ou EPR

E
Cabos a 2 condutores isolados PVC/70

F
3 cabos unipolares isolados, XLPE ou EPR, em triângulo

G
Cabos a 2 condutores isolados em XLPE

24 32 41 52 71 90 114 138 166 204 245 280 313 353 409 -

28 37 48 60 82 104 132 159 191 236 283 323 362 408 472 -

133 161 193 238 286 327 365 412 477 540 622 703 795 895 1005

30 42 53 67 92 115 147 177 212 262 314 359 401 452 524 -

30 41 53 67 91 115 146 176 212 261 313 358 400 451 522 -

154 186 223 275 330 378 421 475 550 624 718 811 915 1030 1160 -

35 48 61 77 105 133 168 203 244 302 361 413 462 520 602 -

Tabela 15 - Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30ºC para cabos não enterrados e de 20ºC (temperatura do solo) para cabos enterrados - k1 Temperatura (ºC) Isolação PVC EPR ou XLPE Temperatura Isolação (ºC) PVC EPR ou XLPE

SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas

36

41 0.55 0.41 10 15 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 1.67 0.95 0.87 0.10 15 20 25 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 1.71 0. sem espaçamento entre cabos da mesma camada ou outros agrupamento 40 0.05 0.77 0.85 0.46 0.91 0.17 1.69 0.39 0.72 0.76 0.04 0.66 0.59 0.55 0.62 0.45 - 1.65 0.82 0.63 0.38 0.96 0.82 0. aplicáveis as tabelas 10 e 12 Várias camadas.87 0.80 Número de condutores carregados Camada única.89 0.07 1.71 0.79 0.04 0. sem espaçamento entre cabos Número de condutores carregados 4 6 9 12 >12 4 6 8 10 12 16 20 24 28 32 36 Do solo SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 37 .53 0.06 0.89 0.63 0.61 0.60 0.94 0.70 0.84 0.65 0.38 Ambiente Tabela 16 .80 0.96 0.76 0.46 0.71 0.36 0.Fatores de redução k2 da capacidade de condução de corrente de mais de três cabos isolados singelos (não-multipolares).50 0.60 0.71 0.58 0.43 0.12 1.76 0.93 0.51 0.80 0.22 1.65 0.12 1.15 1.08 1.10 1.50 - 1.

65 0.7 0.65 0.65 0.00 0.8 0.85 0. Disposição horizontal.5 2.9 0.85 0. Fator a aplicar aos valores para 2 condutores nas tabelas 10 e 12.45 0.7 0.Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores isolados com PVC.9 0.6 0. prateleiras ou SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Nº de circuitos trifásicos Usar como multiplicado r para 38 .55 0.85 0.6 0. ≥1 6 0.5 0.8 0.9 0.9 0.00 1.6 0.45 0.4 0.85 0.85 0.7 0.5 0.7 0.9 0.9 0.9 0. Disposição vertical. Fator a aplicar aos valores para 2 condutores nas tabelas 10 e 12.95 0.Fatores de correção k2.7 0.5 0.85 0. para agrupamento de um circuito ou mais de um cabo multipolar instalado em eletrodutos ou calha.7 0.55 0. Fator a aplicar aos valores para 2 condutores nas tabelas 10 e 12 Cabos isolados não-multipolares e dentro de eletrodutos.75 0.7 0. dutos ou calhas.6 0.75 0.85 0.85 0.Fatores de correção k3.65 0.9 0.00 1.95 0.85 Cabos isolados não-multipolares sobre bandejas ou prateleiras.85 Tabela 18 .8 0.55 0. (Tabela de cabos Pirastic superantiflam da Pirelli) Seção nominal (mm²) 1.65 0.7 0.6 0.9 0.85 0.7 0.6 0.85 0.Tipos de cabos e condições de instalação Tabela 17 . para o agrupamento de mais de um circuito com cabos unipolares Nº de bandejas.9 0.85 0.95 Fatores de correção Número de circuitos ou de cabos multipolares 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 0.7 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 2 16 16 16 16 20 20 25 25 31 41 41 41 47 59 59 Número de condutores no eletroduto 3 4 5 6 7 8 9 Tamanho nominal do eletroduto (mm) 16 16 16 16 16 20 20 16 16 20 20 20 20 25 16 20 20 20 25 25 25 20 20 25 25 25 25 31 20 25 25 31 31 31 31 25 25 31 31 41 41 41 31 31 41 41 41 47 47 31 41 41 41 47 59 59 41 41 47 59 59 59 75 41 47 59 75 75 75 75 47 59 59 75 75 75 88 59 59 75 75 75 88 88 59 75 75 88 88 100 100 75 75 88 88 100 100 113 75 88 100 100 113 113 10 20 25 25 31 41 41 47 59 75 75 88 88 100 113 - Tabela 19 . ou agrupados sobre uma superfície Disposição dos cabos Agrupados sobre uma superfície ou contidos em eletrodutos ou calha Camada única em Contíguo parede ou piso Espaçados Camada única no Contíguo teto Espaçados 1 1.9 0.

9 5 0.9 0.8 5 0.8 5 0.9 5 2 0.9 0.9 0.9 0.8 5 0.8 5 0.9 5 0.8 5 0.9 5 0.9 1.9 5 0.9 5 0.9 0.8 0.9 5 0.9 5 1.9 5 0.0 0.0 0.9 5 1.8 5 0.9 5 0.9 5 0.8 5 0.9 5 0.8 0.9 0.9 1.9 0.9 5 0.9 5 0.9 5 0.8 5 1.0 0.8 5 0.9 3 cabos em formação horizontal 3 cabos em trifólio 3 cabos em formação horizontal 3 cabos em formação horizontal Bandejas perfuradas na vertical Bandejas tipo escada ou suportes 1 2 1 2 3 Bandejas não perfuradas ou prateleiras Bandejas perfuradas 1 2 3 1 2 3 3 cabos em trifólio 3 cabos em trifólio Bandejas perfuradas na vertical Bandejas tipo escada ou suportes 1 2 1 2 3 3 cabos em trifólio 3 cabos em trifólio SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 39 .0 0.9 2 0.0 1.9 1.8 0.0 0.9 5 0.9 5 0.8 5 0.9 0.9 5 0.0 1.9 0.8 0.Bandejas não perfuradas ou prateleiras Bandejas perfuradas prateleiras ou camadas de suportes 1 2 3 1 2 3 1 0.0 0.9 5 1.9 0.8 5 0.9 5 3 0.9 5 0.7 5 0.0 0.9 0.8 5 0.

95 0.8 0.0 1.95 0. dois circuitos de três cabos unipolares.7 0.8 1.8 0.75 1.9 0.85 0. em local onde a temperatura é de 45ºC.0 0.9 0. TW – TRC da Ficap.95 0.95 0.95 0.95 0.85 0.0 0.6 0.85 0.0 1. prateleiras ou suportes Nº de bandejas .85 0.95 0.9 0. junto com outros quatro.7 0.95 0.85 0.0 1.8 1.95 1.95 0.75 0.Fatores de correção k2.0 1.0 1. Pirastic superantiflam da Pirelli. Para t = 50ºC.95 0.7 0.9 0.7 0.7 0.65 0.75 0.75 1. k1 = 0.0 1.0 0.0 0.85 0.75 0.75 0.2 Em uma instalação industrial.Tabela 20 .95 0.0 1.8 0.7 0.0 0.85 0. Dimensionar os condutores.85 0. para o agrupamento de mais de um cabo multipolar em bandejas.85 1.9 0. Correção de temperatura.0 1.65 0.9 0.9 0. em bandejas.8 0. prateleir as ou camadas de suportes 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 1 2 1 2 3 1 2 3 1 Número de cabos 2 3 4 5 6 Bandejas não perfurad as ou prateleira s Bandejas perfurad as 0.75 0.75 0.9 0.95 0.9 0.85 0. de 36A.0 1.8 0.0 1.75 0.85 0.0 1.0 1.0 0.8 0.9 0.8 0. sendo a corrente de projeto.75 0. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 40 .75 0.85 0.75 0.75 0.70.8 0.0 1.9 0.75 7 - Bandejas verticais perfurad as Bandejas tipo escada ou suportes Exemplo 1.0 1.7 0.8 0.85 1.9 0.8 0.95 0.0 1. horizontalmente.95 0. O eletroduto é fixado.7 0.75 0.9 0.75 0.0 1.85 0.8 0.0 1.0 0.0 1.95 1.95 0.0 1. Noflam BWF 75 da Ficap.9 0.85 0. em um eletroduto aparente.9 0. Solução Consideremos o cabo com cobertura de PVC/70. em cada condutor. obtemos na tabela 15.0 1.7 0.8 0.9 0.95 0.85 0. devem passar.0 0.

50 3 0.45 0.35 6 0.74 0.40 0.75 0.88. I’p = Ip ÷ (k1 x k2 x k3) → I’p = 36 ÷ (0.57 0.Correção de agrupamento de condutores. mais se aproxima do valor calculado de 84. Tabela 21 .69.Fatores k3 de correção em função do número de eletrodutos ao ar livre Número de eletrodutos dispostos horizontalmente Número de eletrodutos dispostos verticalmente 1 2 3 4 5 6 1 1.77 0.87 0.77 0.70 5 0.69 x 0. vemos que para a maneira de montagem “B” (cabos isolados dentro de eletroduto.71 4 0.42 0. por excesso.7A Seção do condutor. Tabela 22 .68 0. referente a PVC/70.81 0.68 0.79 0.71 0.37 0.425 = 84.87 0.94 0. o condutor de 25mm² tem capacidade para 101A.00 0.57 0.40 0.32 .53 0.87 0.91 0.78 0.48 0.84 0.00 0.70 0.72 0.79 2 0.81 0.42 4 0. para quatro eletrodutos dispostos horizontalmente. obtemos k2 = 0.71 0.35 0. Na tabela 21 vemos que.3 Em um eletroduto passam três circuitos carregados.85 0.45 0.72 0.88 0. em montagem aparente) e dois condutores carregados.Fatores k3 de correção em função do número de eletrodutos enterrados ou embutidos Número de eletrodutos dispostos horizontalmente Número de eletrodutos dispostos verticalmente 1 2 3 4 5 6 Exemplo 1.72 0.48 0.62 0. Pela tabela 9.70 0.86 0.65 2 0.38 5 0. ao todo seis condutores carregados no eletroduto.50 0.44 0. corrigida.62 0.78 0. O eletroduto acha-se SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 41 1 1.68 Correção de agrupamento de eletrodutos aparentes.53 0.80 0. Na tabela 15.7A. valor que.80 0.78 0. Um dos circuitos trifásicos transporta uma corrente de projeto de 25A.70 x 0.72 0.73 0.88) → I’p = 36 ÷ 0.72 0.82 0.65 0.87 0.53 0.76 0.69 6 0.76 0.92 0. k3 = 0.75 3 0. Corrente de projeto.38 0. Temos.

Para tabela 10 referente a PVC/70. I’p = Ip ÷ (k1 x k2 x k3) → I’p = 25 ÷ (0. Correção de agrupamento de condutores. Conforme nota anterior. o cabo Pirastic-superflex antiflam da Pirelli. ao todo. 5 condutores carregados.87 x 0. vemos que. um cabo tripolar ao lado de quatro outros. k2 = 0. ou Vinil BWF 0. para 5 cabos multipolares em bandejas perfuradas horizontais e colocadas espaçadamente. tripolar de cobre. no eletroduto.5A Seção do condutor. Para t = 50ºC. instalado em uma bandeja ventilada horizontal.59 x 0. Pirastic-superflex antiflam da Pirelli. A corrente de projeto é de 86A. Cobertura PVC/70. Na tabela 16. A temperatura ambiente é de 50ºC.6A Seção do condutor. A temperatura ambiente é de 40ºC. k2 = 0. 9 condutores carregados. ou Noflam BWF 750 da Ficap. pela tabela 15. Pela tabela 20.6/1kV da Ficap.59. obtemos na tabela 14.72) = 67. Na tabela 22.87. Correção de agrupamento de condutores. Exemplo 1. o fator de correção é k3 = 0. podemos usar. Temos. como alternativa. Para t = 40ºC. ao todo. Solução Consideremos o cabo PVC/70. o condutor de 16mm². um ao lado do outro. Solução Tipo de cabo. Correção de temperatura. k1 = 0.embutido horizontalmente e espaçadamente ao lado de três outros.72. corrigida. “cabos multipolares em bandejas perfuradas” são designadas pela letra “J”. Correção de temperatura.90.90) = 134. obtemos. k1 = 0. Corrente do projeto. Na tabela 9. Corrente de projeto corrigida.71. Correção de agrupamento de eletrodutos embutidos. na bandeja. para 10 condutores. Temos. para a maneira de montagem “B” (cabos isolados dentro de eletrodutos embutidos) e 2 condutores carregados. vemos que. Dimensionar o condutor do referido circuito.71 x 0. Eprotenax da Pirelli. I’p = Ip ÷ (k1 x k2) = 86 ÷ (0. para 4 eletrodutos embutidos.4 Em uma instalação industrial pretende-se colocar. devemos considerar esta como disposição ao ar livre multiplicada pelo fator de correção SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 42 .

inerente ao problema. Então, na tabela 11, vemos que, na coluna referente aos cabos tripolares, o cabo com seção nominal de 50mm² é o que por excesso mais se aproxima do valor I’p = 134,5A. Como devemos ainda multiplicar este valor pelo fator de correção k2, então 153A x 0,90 = 137,7A, que ainda nos leva a usar o condutor de seção ortogonal de 50mm². 5.5 Número de condutores isolados no interior de um eletroduto O eletroduto é um elemento de linha elétrica fechada, de seção circular ou não, destinado a conter condutores elétricos, permitindo tanto a enfiação como a retirada por puxamento e é caracterizado pelo seu diâmetro nominal ou diâmetro externo (em mm). Existem: • Eletrodutos flexíveis metálicos, que não devem ser embutidos; • Eletrodutos rígidos (de aço PVC), e semi-rígidos (de polietileno), que podem ser embutidos. Não é permitida a instalação de condutores sem isolação no interior de eletrodutos. Só podem ser colocados, num mesmo eletroduto, condutores de circuitos diferentes quando se originarem do mesmo quadro de distribuição, tiverem a mesma tensão de isolamento e as seções dos condutores fases estiverem num intervalo de três valores normalizados (por exemplo: 1,5, 2,5 e 4mm²). Podemos considerar duas hipóteses. 5.5.1 Os condutores são iguais Neste caso, se o eletroduto for de aço, podemos usar a tabela 18 da Pirelli para cabos Pirastic superantiflam. Se o eletroduto for de PVC rígido, podemos aplicar a tabela 23 da Pirelli para cabos Pirastic superantiflam. Tabela 23 - Número de condutores isolados com PVC, em eletroduto de PVC Seção nominal (mm²) 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Número de condutores no eletroduto 3 4 5 6 7 8 9 10 Tamanho nominal do eletroduto 16 16 16 16 16 16 20 20 20 16 16 16 20 20 20 20 25 25 16 16 20 20 20 25 25 25 25 16 20 20 25 25 25 32 32 32 20 20 25 25 32 32 40 40 20 25 25 32 32 40 40 40 40 25 32 32 40 40 40 50 50 50 25 32 40 40 50 50 50 50 60 32 40 40 50 50 60 60 60 70 40 40 50 50 60 60 75 75 75 40 50 60 60 75 75 75 85 85 50 50 60 75 75 75 85 85 50 60 75 75 85 85 50 75 75 85 85 2
43

240

60

75

85

-

-

-

-

-

-

5.5.2 Os condutores são desiguais Deve-se verificar se a soma das seções transversais dos cabos é inferior a 33% (⅓) da área do eletroduto. Caso isso verifique, não há necessidade de se fazer à correção de agrupamento de condutores e, portanto, de se determinar o fator de correção k2. A somas das áreas totais dos condutores contidos num eletroduto não deve ser superior a 40% da área útil do eletroduto. Para cálculo da seção de ocupação do eletroduto pelos cabos, podemos usar as tabelas 24 e 25. Tabela 24 - Eletrodutos rígidos de aço Tamanho nominal diâmetro externo (mm) 16 20 25 31 41 47 59 75 88 100 113 Ocupação máxima 40% da área (mm²) 53 90 152 246 430 567 932 1525 2147 2816 3642 33% da área (mm²) 44 75 125 203 354 468 769 1258 1771 2323 3005

Tabela 25 - Dimensões totais dos condutores isolados Seção nominal (mm²) 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 Pirastic superantiflam Diâmetro Área total* externo* (mm²) 2,8/3,0 6,2/7,1 3,4/3,7 9,1/10,7 3,9/4,2 11,9/13,8 4,4/4,8 15,2/18,1 5,6/5,9 24,6/27,3 6,5/6,9 33,2/37,4 8,5 56,7 9,5 71,0 11,0 95 13,0 133 15,0 177 16,5 214 18,0 254 20,0 314 Pirasti-superflex antiflam Diâmetro Área total externo (mm²) 3,0 7,1 3,6 10,2 4,2 13,8 4,7 17,3 6,1 29,2 7,8 47,8 9,6 72,4 10,9 93,3 13,2 136,8 15,0 176,7 44

SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas

240 23,0 * Fio/cabo Exemplo 1.5

415

-

-

Cálculo doe eletroduto de aço para conter 10 cabos Pirastic superantiflam de 1,5mm² de diâmetro. 10 cabos pirastic superantiflam de 1,5mm² de diâmetro nominal tem área igual a 10 x 7,1mm² = 71mm². Na tabela 18, vemos que o eletroduto de 20mm de diâmetro comporta 10 condutores de 1,5mm². Como 33% da área livre de eletroduto de 20mm de diâmetro nominal (externo) é igual a 75mm², na tabela 24, vemos que não há necessidade de calcular o efeito do agrupamento dos condutores, se for obedecida a tabela 18. Exemplo 1.6 Num eletroduto de aço deverão ser instalados três circuitos terminais, assim discriminados: • Circuito 1 – F-N; Ip1 = 15A; • Circuito 2 – F-N-PE (condutor de proteção); Ip2 = 30A; • Circuito 3 – F-F- PE; Ip3 = 25A. Determinar o menor eletroduto de modo que não haja necessidade de calcular o efeito de agrupamento dos condutores aplicando o fator k2. Solução Admitamos cabos Pirastic-superflex antiflam da Pirelli, ou Noflam BWF 750 da Ficap. Na tabela 10, temos para dois condutores carregados em cada circuito. • Circuito 1 – 15A – 2,5mm² (2 cabos); • Circuito 2 – 30A – 6mm² (3 cabos); • Circuito 3 – 25A – 4mm² (3 cabos). Mas, pela tabela 25, vemos que: • 2,5mm² corresponde d acabo com área total de 10,2mm²; • 4mm² corresponde a cabo com área total de 13,8mm²; • 6mm² corresponde a cabo com área total de 17,3m². A área transversal ocupada pelos condutores é de: • Circuito 1 – 2 x 10,2 = 20,4mm² SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas
45

Vemos que para o condutor fase de 50mm² do circuito 2. 3F. Observe que no circuito 2 devemos dimensionar o neutro. Corrente corrigidas.. Ip3 = 250. vemos que para o valor mais próximo. na tabela 20.• Circuito 2 – 3 x 17.8 = 41. com ligações entre fases de 220V. • Os cabos são dispostos contiguamente. sabendo-se que: • O circuito 1 alimenta motores.8 = 250. 125mm² o diâmetro eletroduto é de 25mm.5A temos Sp1 = 70mm².. Dimensionar os condutores. Ip2 = 150.8 = 187.4.0A temos Sp3 = 1200mm². porém segundo o item 5. trifásicos.8.1.0A temos Sp2 = 50mm². 113. deverão correr em uma bandeja perfurada horizontal três circuitos de distribuição.5 os cabos multipolares em bandeja perfurada devem ser calculados pela tabela 9 – ref. • Circuito 2 – Ip2 = 120 ÷ 0. • O circuito 3 alimenta um forno de indução. Tratando-se de disposição de cabos em bandejas. coluna 2. PVC/70ºC e são de cobre. sendo de 30ºC a temperatura ambiente. vê-se na tabela 8 que a letra correspondente é “J”. 46 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . para três circuitos trifásicos. sob tensão de 220V entre fases. vemos que k2 = 0. multipolares. “E”.5A. Podemos usar a tabela 2 para obtermos o diâmetro do cabo neutro. • O circuito 2 serve à iluminação.9mm² • Circuito 3 – 3 x 13. Ip2 = 120A.0A. 3F. letra E. • Circuito 3 – Ip3 = 200 ÷ 0.7 Em uma indústria. isto é. Ip1 = 150A. • Circuito 1 – Ip1 = 150 ÷ 0. Solução Fator de correção.7mm² Pela tabela 24. devido ao agrupamento de condutores de mais de um circuito com cabos multipolares contíguos. vemos o seguinte: Para Ip1 = 187. Ip3 = 200A. 3F-N. Exemplo 1. em uma bandeja perfurada horizontal. para que os condutores não ocupem mais de 33% da área transversal.3 = 51. Entrando na tabela 11.4mm² Total. o neutro será de 25mm².8 = 150.0A.

• O fator de potencia. • O comprimento de circuito ‫( ﺎ‬em km). A figura 16 mostra como as quedas de tensão devem ser consideradas. deverá ser. • A queda de tensão admissível para o caso. • A tensão entre fases U (em volts). pode-se adotar o procedimento a seguir descrito. Calcula-se: • A queda de tensão admissível. da ABNT. em volts.6. de 4%.1 Instalações alimentadas a partir da rede de alta tensão Isto é. Assim. ∆U = (%) x (V).6. partir da subestação. 5. equipamentos e motores possam funcionar satisfatoriamente. cos φ. • Outros usos: 7%. a queda de tensão.)ﺎ‬tem-se a queda de tensão em (volts/ampères) x 47 km. Para qualquer dos dois casos. • Iluminação e tomadas: 7%. • Outros usos: 4%. • Corrente de projeto. Conhecem-se • Material do eletroduto. desde o quadro geral ou a subestação até o ponto de utilização em um circuito terminal. Estes limites são os seguintes: 5. ocorre uma queda na tensão. a partir do quadro terminal até o dispositivo ou equipamento consumidor de energia. é necessário dimensionar os condutores para que esta redução na tensão não ultrapasse os limites estabelecidos pela norma NB 5410. é necessário que a tensão. • Dividindo ∆U por (Ip x ‫ .6 Cálculo dos condutores pelo critério da queda de tensão Para que os aparelhos. Para o dimensionamento do condutor. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . sob a qual a corrente lhes é fornecida. esteja dentro de limites prefixados. em porcentagem (%). no máximo. Ip (em ampères).5. Ao longo do circuito.2 Instalações alimentadas diretamente em rede de baixa tensão • Iluminação e tomadas: 4%. Se é magnético ou não-magnético.

1 4.03 2.7 1.2 12.6 7.7 2.2 2.8 10.95 (V/A x km) cos φ = 0.2 3.Quedas de tensão unitárias.0 5.5 1.0 10 3.8 Um circuito trifásico em 230V.0 4.8 (V/A x km) cos φ = 0.3 25 1.94 20.6 16 2.2 6.7 9.3 1.0 9. Condutores isolados com PVC (Pirastic superantiflam e Pirastic-superflex antiflam) em eletroduto ou calha fechada Eletroduto ou calha de material nãoSeção magnético nominal (mm²) Circuito monofásico Circuito trifásico cos φ = 0.6 16.Queda de tensão a considerar Tabela 26 .1 50 0. e este serve a diversos motores.8 5.5 23. Exemplo 1.0 14. A corrente nominal total é de 132A.2 2.85 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 27.8 (V/A x km) cos φ = 0. Dimensionar os condutores do circuito de distribuição.2 0.4 16.5 7.03 4 8.9 3.7 1.4 7.1 3.0 14.0 1.5 1.5 14.86 27.3 0.1 0.76 24.7 1.95 (V/A x km) 1. Obtém-se a seção nominal do condutor.2 2.5 2.7 1.9 6 6. alimenta um quadro terminal.2 0. com 45 metros de comprimento.3 1.9 10. Pretende-se usar eletroduto de aço.82 23. desde o quadro até o quadro terminal.• Entrando na tabela 26 com este valor.5 35 1. Figura 16 .8 (V/A x km) cos φ = 1 (V/A x km) Eletroduto ou calha de material magnético Circuito monofásico ou trifásico cos φ = 0.98 0.95 48 .1 0.

50 0.27 0. coluna de eletroduto de material magnético e cos φ = 0.24 0. • cos φ = 0.35 0.42 0.80 (trata-se de motores).25 Conhecemos: • Material do eletroduto: aço.51 0. material magnético. consiste no emprego das tabelas 27 e 28 referentes. perfazendo o total admissível de 4%.62 0.50 0.43 0. Podemos considerar essa queda igual a 2%. • Tensão entre fases: U = 230V.045km.48 0.32 0.67 0. Calculemos: • A queda de tensão admissível. achamos para 0. ∆U = 0. respectivamente. Vejamos os ramais até o quadro terminal: ∆U = 0. as tensões de 110V e 220V.02 x 230V = 4.6V.6 = 0. Exemplo 1.36 0. ∆U = 4. de modo a sobrarem 2% entre o quadro terminal e os motores.64 0.34 0.36 0.23 0.045 Entrando com este valor ou o mais próximo na tabela 26. Podemos usar um método mais simples e prático do que o anterior quando se trata de circuitos com cargas bem pequenas.37 0. • % de queda de tensão admissível.774V/A x km Ip x ‫ 231 ﺎ‬x 0. • Comprimento do circuito: ‫54 = ﺎ‬m = 0.70 95 120 150 185 240 Solução 0.25 0.55 0.21 0. que podemos adotar.30 0.02 x 120V = 2. • Queda de tensão em V/A x km.42 0. e que indicam.41 0.30 0.4V.80.29 0.40 0.31 0.9 Em um prédio de apartamentos temos uma distribuição de carga tal como indicada na figura 17.35 0. sendo: ∆U x U² SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 49 .50 0.29 0. os condutores a empregar. • Ip = 132A.26 0.67 0.30 0.64 um condutor de seção nominal de 70mm². para os produtos watts x metros. A seção S foi calculada pela fórmula abaixo: S = 2 x ρ = Σ P(watts) x ‫(ﺎ‬m).59 0.

o produto potências x distâncias (P x ‫.5mm² só atende ao valor P x ‫62501 = ﺎ‬W x m. o condutor deverá ser o de 2.ρ = resistividade do cobre = 0. temos uma distribuição de carga tal como indicado na figura 5. para cada circuito. Calculemos. A tensão nos circuito dos ramais é de 110V.Soma dos produtos potências (watts) x distâncias (m) U = 110volts Condutor série métrica SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 1% % da queda de tensão 2% 3% 4% 50 .2. Vemos na tabela 26 que.0172ohms x mm²/m.)ﺎ‬ Circuito 1 1500W x 8m = 12000 watts x metros. Figura 17 . pois o de 1. ∆U = queda de tensão percentual Exemplo 1. como vemos no item 1. Dimensionar os condutores segundo o critério da queda de tensão. para queda de tensão de 2% e produto P x ‫= ﺎ‬ 17456.5mm².Dimensões dos condutores a considerar Tabela 27 .10 Em um apartamento de um edifício. Solução A queda de tensão permitida nos ramais é de 2%.6. U = tensão.

Soma dos produtos potências (watts) x distâncias (m) U = 220volts Condutor série métrica (mm²) S 1.(mm²) S 1.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 5263 8773 14036 21054 35090 56144 87225 122815 175450 245630 333355 421080 526350 649165 842160 1052700 1403600 1745500 Σ( P(watts) x ‫(ﺎ‬m)) 10526 15789 26319 17546 28072 42108 63162 42108 70100 105270 112288 168432 263175 175450 245630 368445 526350 350900 491260 736890 666710 1000065 842160 1263240 1052700 1579050 1298330 1947495 1684320 2526480 2105400 3158100 2807200 4210800 3509000 5263500 21052 35092 56144 84126 140360 224576 350900 491260 701800 982520 1333420 1604320 2105400 2596660 3368640 4210800 5614400 7018000 Tabela 28 .5 2.5 2.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Circuito 2 150 x 4 = 600 200 x 14 = 2800 150 x 18 = 2700 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 1% 21054 35090 56144 84216 140360 224576 350900 491260 701800 982520 1333420 1684320 2105400 2596660 3368640 4210800 5614400 7018000 % da queda de tensão 2% 3% Σ( P(watts) x ‫(ﺎ‬m)) 42108 63163 70180 105270 168432 112288 253648 168432 421080 280720 449152 673728 1052700 701800 982520 1473780 1403600 2105400 1965040 2947560 2666840 4000260 3368640 5052960 4210800 6316200 5196320 7789980 6737280 10105920 8421600 12632400 11228800 16843200 14036000 2105400 4% 84126 140360 224576 336864 561440 898304 1403600 1965040 2807200 3930080 5333680 6737280 8421600 10360640 13474560 16843200 22457600 28072000 51 .

usando a coluna referente a queda de tensão de 1%. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 52 . Portanto. O condutor a usar será o de 16mm². Pela tabela 17. obtemos condutor de 1.7 Aterramento 5.5mm² Circuito 4 100 x 6 = 600 60 x 16 = 960 100 x 21 = 2100 600 x 25 = 15000 18660 (watts x metros) Condutor de 4mm².7.6821 = ﺎ‬x 30 = 38600 (watts x metros).5mm². podemos dividir a carga por 3 e aplicar a mesma tabela 27. P x ‫ 6. teremos como condutores (3 x 16mm² + 1 x 16mm²).6100 (watts x metros) Na tabela 27. O alimentador deverá ser trifásico.6W. Alimentador geral A carga total no quadro terminal é de: 1500 + 150 + 200 + 150 + 100 + 60 + 100 + 600 + 1000 = 3860W. vemos que o neutro deverá ser de mesma seção. Circuito 3 1000 x 16 = 16000 (watts x metros) Condutor de 2. teremos 3860 ÷ 3 = 1286. Assim. 5. por motivo de proteção ou por exigência quanto ao funcionamento do mesmo.1 Definições O aterramento é a ligação de um equipamento ou de um sistema à terra. Admitindo que haja um balanceamento de carga entre as três fases.

armações de cabos. e o neutro. é designado por PEN. independentemente de aterramento eventual de um ponto de alimentação. neutro dos transformadores. isto é. às carcaças metálicas dos motores. pela letra N. I – isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou emprego de uma impedância de aterramento. T – para massas diretamente aterradas. • Eletrodo de aterramento: formado por um condutor ou um conjunto de condutores (ou barras) em contato direto com a terra.2.2.Essa ligação de um equipamento à terra realiza-se por meio de condutores de proteção conectados ao neutro. A segunda letra indica a situação das massas em relação à terra. conforme o item 6. satisfazendo as necessidades de segurança das pessoas e funcionais das instalações. Uma canalização de água não pode desempenhar o papel de eletrodo de aterramento. denomina-se condutor de eqüipotencialidade. Os sistemas elétricos de baixa tensão. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 53 . condutores metálicos. podendo constituir a malha de terra. T – para um ponto diretamente aterrado. a fim de limitar a corrente de curto-circuito para a terra. ou à massa do equipamento. O aterramento é executado com o emprego de um: • Condutor de proteção: condutor que liga as massas e os elementos condutores estranhos à instalação entre si e/ou a um terminal de aterramento principal. denomina-se haste de aterramento. são classificados pela NB 5410. tendo em vista a alimentação e as massas dos equipamentos em relação à terra. Quando o condutor tem funções combinadas de condutor de proteção e neutro.4. Quando o condutor de proteção assegura ao sistema uma proteção eqüipotencial. Com o aterramento objetiva-se assegurar sem perigo o escoamento das correntes de falta e fuga para terra. ligados ao terminal de aterramento. O condutor de proteção (terra) é designado por PE. de acordo com a seguinte simbologia literal: A primeira letra indica a situação da alimentação em relação à terra.5 da NBR 5410/90. neutro da alimentação de energia a um prédio. Quando o eletrodo de aterramento é constituído por uma barra rígida. caixas dos transformadores.

2 Modalidades de aterramento Os casos mais comuns dos diversos sistemas acham-se esquematizados na figura 18. S – quando as funções de neutro e de condutor de proteção são realizadas por condutores distintos. C – quando as funções de neutro e condutor de proteção são combinadas num único condutor (que é. 5. o condutor neutro deve sempre ser aterrado na origem da instalação do consumidor. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 54 . para indicar a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção. é o ponto neutro). o condutor PEN).N – massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (normalmente. Outras letras (eventualmente). aliás. Quando a alimentação se realizar em baixa tensão.7.

Sistema de aterramento (NBR 5410/90) Em princípio. BWF 750W – Fiacp) ou uma veia de um cabo 55 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . O condutor de proteção poderá ser um condutor isolado (Pirastic superantiflam. todos os circuitos de distribuição e terminais devem possuir um condutor de proteção que convém fique no mesmo eletroduto dos condutores vivos do circuito.Figura 18 .

o percurso da corrente no corpo humano e o tempo de duração do choque. se a energia for fornecida em alta tensão.Seção mínima de condutores de proteção Seção dos condutores fases (S) (mm²) Seção mínima dos condutores de proteção (S’) (mm²) S ≤ 16mm² 16 < S ≤ 35 S > 35 S 16 S’ – S/2 Na aplicação da tabela 29.6/1 – Ficap). conforme determina a NBR 5410/90. ou ainda uma deficiência ou falta de isolamento em um condutor ou equipamento (máquina de lavar roupa. etc) podem representar risco. o ponto neutro de transformador em estrela é aterrado com um eletrodo de terra. devemos aproximar para a seção mais próxima. Nesse caso.5 O choque elétrico O contato entre um condutor vivo e a massa de um elemento metálico. alvenaria). SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 56 . Tabela 29 . deverá ser aterrado. Por exemplo: Condutor fase: S = 90mm² Condutor de proteção: PE = S/2 = 45mm² → 50mm². chegando ao quadro geral de entrada. 5. chuveiro.3 Seção dos condutores de proteção A seção mínima dos condutores de proteção pode ser determinada pela tabela 29. O neutro. geladeira.7. O choque elétrico e seus efeitos serão tanto maiores quanto maiores forem a superfície do corpo humano em contato com o condutor e com a terra. Uma pessoa que neles venha tocar recebe uma descarga de corrente. em locais de pisos e paredes não-condutoras (tacos.4 Aterramento do neutro No caso do alimentador de um prédio. como em quartos e salas. 5. poderão surgir resultados na determinação da seção do condutor de proteção (a divisão da seção da fase por 2) que não correspondam a um condutor existente na escala comercial. A corrente atravessa o corpo humano. em virtude da diferença de potencial entre a fase energizada e a terra. no sentido da terra. 5. imediatamente superior. não podendo essa ligação à terra realizar-se por meio de uma ligação ao encanamento abastecedor de água do prédio.multipolar que contenha os condutores vivos (Sintenax antiflam multipolar Pirelli. É dispensado o condutor de proteção em instalações de residências.7. a intensidade da corrente. a corrente de fuga normal. Fisec 0.7. nos circuitos terminais de iluminação e tomadas. uma vez que não dispomos do condutor de 45mm² (tabela 9 e 10).

que são instalados nos quadros terminais. A violenta contração muscular devida ao choque pode afetar o músculo cardíaco. curto-circuito que provocará a queima do fusível de proteção da fase ou o desligamento do disjuntor. as carcaças dos motores e dos equipamentos elétricos são ligadas à terra. Quando essa corrente atinge determinado valor. O choque elétrico pode produzir na vítima o que se denomina “morte aparente”. apresentam correntes de fuga através de suas isolações. o paciente tem condições de sobreviver. provoca a atuação de um dispositivo de proteção denominado dispositivo de proteção à corrente diferencial-residual (dispositivo DR). existem dispositivos DR isolados. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 57 . Assim. a asfixia (ausência de respiração). isto é. Em geral. Não havendo fibrilação ventricular. muitos equipamentos. mas só proporcionam proteção contra choques e não contra sobrecarga e curtos-circuitos. caracterizada pela chamada corrente diferencial-residual. a corrente irá diretamente à terra.Ligação à terra do alimentador predial Para evitar que a pessoa receba essa descarga. Apesar do cuidado que existe no isolamento. a anoxia (paralisação da respiração por falta de oxigênio). determinando sua paralisação e a morte. a anoxemia (ausência de oxigênio no sangue como conseqüência da anoxia). No entanto. o dispositivo DR vem incorporado ao disjuntor termomagnético que protege o circuito. funcionando como um condutor terra. Esta corrente.Figura 19 . a perda dos sentidos. esmo em condições normais de funcionamento. quando houver falha no isolamento ou um contato de elemento energizado com a carcaça do equipamento. seria nula se não houvesse fugas. se socorrido a tempo.

O risco é. descarregando na terra. Tocando-se com os dedos a fase e o neutro. antes de sair pela outra. menor que o anterior (figura 9. coxas e abdômen. Quando se pisa num condutor desencapado. onde se acham os órgãos vitais para a respiração e a circulação (figura 9. etc) irão depender da intensidade e do percurso da corrente pelo corpo humano.As alterações musculares e outros efeitos fisiológicos da corrente (queimaduras. passa pelo tórax.a). a corrente circula através das pernas. no caso. a corrente segue das mãos para os pés.b). e as conseqüências não são graves (figura 9. e os efeitos podem ser graves (figura 9. Um dos mais graves é aquele em que a pessoa segura com uma das mãos o fio fase e com a outra o fio neutro.d). Figura 20 . o limiar de sensação de corrente SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 58 .Percurso da corrente no corpo humano quando ocorre um choque elétrico O organismo humano é mais sensível à corrente alternada do que à corrente contínua. Se a pessoa segurar um fio desencapado ou apertá-lo com um alicate sem isolamento. A corrente passa pelo diafragma e pela região abdominal. efeitos eletrolíticos. A corrente poderá atingir partes vitais ou não. ou a fase e a terra. pois a corrente entra por uma das mãos e. o percurso da corrente é pequeno. Na freqüência de 60Hz.c).

a resistência de contato torna-se menor porque a água penetra em seus poros e melhora o contato.60Hz Situação 1 A corrente entra pela ponta do dedo de uma das mãos e sai pela ponta do dedo da outra mão (dedos secos) 2 A corrente entra pela palma de uma das mãos e sai pela palma da outra mão (secas) 3 A corrente entra pela ponta do dedo e sai pelos pés calçados 4 A corrente entra pela mão através de uma ferramenta e sai pelos pés calçados 5 A corrente entra pela mão através de uma SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Resistência total ohms (ordem de grandeza) Corrente no corpo sob a tensão de 100volts (mA) 15700 6 900 111 18500 15500 5 6 600 116 59 . Depende do percurso. Rcorpo é a resistência do corpo à passagem da corrente. no caso da corrente contínua. 2 são resistências de contato do corpo com os condutores ou entre condutor e terra. Suponhamos. Rcorpo ≅ 500Ω. O corpo humano comporta-se como condutor simples e complexo. dos pontos de ligação do corpo com as partes energizadas dos circuitos. A tabela 30 indica valores de resistência total para o caso de freqüência de 60Hz e diversas hipóteses de contato do corpo com elementos energizados. incluindo as resistências por contatos para corrente alternada . 2 + Rcorpo Rcont. 1 e Rcont.alternada é de 1mA. os choques vão se tornando cada vez mais perigosos. 1 + Rcont. isto é. As perturbações orgânicas são mais acentuadas em acidentes com correntes de baixa freqüência. denominada por: i= U Rcont. Quando a pele se acha molhada. o corpo seja percorrido por uma corrente elétrica i. São da ordem de 15000Ω por cm² de pele. ao passo que. mas. podemos assimilá-lo a um condutor simples e homogêneo. A partir de uma corrente de 9mmA. que interposto a um circuito energizado sob uma tensão U. Tabela 30 . denominadas industriais. é de 5mA. do que para as freqüências elevadas. portanto. numa simplificação. desde a palma da mão à outra ou à planta do pé. conforme se pode observar pela tabela 31.Resistência total.

Perturbações possíveis durante o Desnecessá rio Normal Respiração artificial Restabelecime nto Respiração artificial Restabelecime nto ou morte. Anoxemia. jovens e sadias SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Morte aparente Asfixia. aparente Contrações violentas. Sensação Morte insuportável. Queimaduras graves. Muitas vezes há tempo de salvar. Asfixia. Contrações violentas. Perturbações Asfixia imediata. 500 200 Morte aparente morte imediata Morte aparente morte Nenhuma ferramenta e sai pelos pés calçados 6 A corrente entra pela mão molhada e sai por todo o corpo mergulhado em uma banheira Sensação cada vez Normal mais desagradável. e a morte ocorre Muito difícil ou Praticament e impossível ou Morte Morte Normal Normal Estado possível Salvamento Resultado final mais Tabela 31 .Efeitos do choque elétrico em pessoas adultas. à medida que a intensidade Sensações dolorosas. Alterações Asfixia imediata. 60 . Anoxia. Fibrialação ventricular.

porém. e a resistência total cai para 3250Ω. As resistências a considerar são: 1ª mão: 15000Ω ÷ 60cm² = 250 2ª mão (dedo): 1500 ÷ 1cm² = 15000 Corpo = 500 Resistência total.11 Suponhamos que haja uma passagem de corrente para a estrutura externa de uma máquina de lavar roupa. Se a pessoa.0077A = 7. assim.037 = 37mA. embora produza efeito desagradável. repousando em pés isolados e alimentada de água. Uma pessoa apóia uma das mãos na máquina e com a outra toca a torneira para abastecer a máquina. sobre os pés metálicos e que sua caixa seja ligada ao condutor de aterramento. portanto. até mesmo a morte aparente.7mA 15750 A corrente é inferior a 9mA e. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 61 Vários ampères 20 a 100mA 9 a 20mA 1 a 9mA . = 15750Ω Intensidade da corrente: I= 120 0. Qual o efeito da corrente sobre ela. a área de contato pode ser de cerca de 6cm². A ponta dos dedos que toca a torneira tem 1cm². por meio de tubo de borracha sintética. se possível. sendo que a tensão de 120 volts? Solução A palma da mão mede aproximadamente 60 a 80m². segurar a torneira.. não é ainda perigosa. Recomenda-se.Intensidade da corrente alternada que percorre o 1mA (limiar de sensação) Acima de 100mA Exemplo 1. digamos 60cm².. que a máquina de lavar roupa fique. podendo provocar. A pessoa tem calçado de borracha. de modo que a resistência da mão passa a ser de 15000 ÷ 6 = 2500Ω. A corrente aumenta para 120 ÷ 3250 = 0.

a pessoa toca com o dedo (1cm²) a caixa do chuveiro e está com os pés na água (2 pés x 100cm² = 200cm²). A intensidade da corrente poderá acarretar danos graves se a pessoa segurar o chuveiro. aumentando a superfície de contato da mão. vemos que o choque para correntes entre 9 e 20mA já se apresenta como perigoso. O choque terá gravidade? Solução As resistências são: Ponta do dedo: 1500Ω ÷ 1 = 1500 Palmas dos pés: 15000 ÷ 200 = 75 Corpo = 500 Resistência total = 15575Ω Intensidade da corrente: I= 220 = 0. apenas. o dispositivo DR ou o disjuntor desarmarão. dispositivo DR. No caso de haver fuga. então o fusível queimará. Se ocorrer um curto-circuito. além do limite de segurança. e se houver um curto-circuito o próprio fusível queimará.Se a corrente de fuga tornar-se excessiva. Ao tomar banho. o disjuntor termomagnético de proteção desarmará. se não operar o disjuntor.12 Um chuveiro elétrico (220V – 2600W). caso a proteção seja realizada com auxílio do mesmo.014A = 14mA 15575 Pela tabela 31. ligando a caixa do chuveiro ao condutor de aterramento.Aterramento da máquina de lavar Exemplo 1. o mesmo acontecendo se houver. Figura 21 . ligado a uma tubulação de plástico apresenta um defeito de isolamento. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 62 . É imprescindível fazer-se um aterramento.

5mm². Na instalação de um banheiro e de uma cozinha. o corpo da banheira (se for do tipo que tenha pés). fixado à parede. São os equipamentos classe II.8 Cores dos condutores SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 63 . se ficar aparente. Figura 22 .Nos banheiros não devem ser isolados interruptores e tomadas no interior do boxe do chuveiro ou próximo da banheira (no chamado “volume-invólucro”).Ligação equipotencial em um banheiro 5. O condutor será ligado a uma fita metálica de seção mínima de 20mm² e espessura mínima de 1mm. no solo ou no rebaixo da laje do banheiro. Existem equipamentos que possuem uma isolação especial e que dispõem o emprego do condutor de proteção. Este condutor poderá ter seção mínima de 2. Essa fita ficará embutida diretamente nas paredes. Consiste em interligar todas as canalizações metálicas. os elementos metálicos dos aparelhos sanitários. os ralos e as estruturas metálicas do boxe e das esquadrias por um condutor de aterramento. e 4mm². se ficar em um eletroduto. devemos protegê-la através de ligação eqüipotencial.

• Aterramento de proteção. O segundo é constituído pelas medidas destinadas a proteção contra choque elétrico provocados contra contatos indiretos. vermelho ou cinza. é igual a zero. O primeiro consiste no aterramento de um condutor do sistema. Eletrodo de aterramento Condutor ou conjunto de condutores em contato íntimo com o solo que garante uma ligação elétrica com ele. Eletrodos de aterramento eletricamente distintos Eletrodos de aterramento suficientemente distantes uns dos outros para que a corrente máxima suscetível de ser escoada por um deles não modifique sensivelmente o potencial dos outros. geralmente o neutro. cujo potencial elétrico e qualquer ponto. 6 – SISTEMAS DE ATERRAMENTO E PROTEÇÃO 6. • Condutor PEN: azul-claro. e objetiva a garantir a utilização correta e confiável da instalação. simultaneamente funcional e de proteção. No aterramento: • Condutor PE: verde ou verde-amarelo.1 Aterramento Podemos considerar uma ligação de dois tipos básicos de aterramento: • Aterramento funcional. • Condutor terra: verde ou verde-amarelo. Condutor de proteção (PE) SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 64 . • Condutor neutro: azul-claro. Podendo ter ainda como veremos.A NBR 5410/90 recomenda a adoção das seguintes cores no encapamento isolante dos condutores: • Condutores fases: preto. branco. um aterramento que seja Vejamos a seguir algumas definições importantes: Terra Massa condutora da terra.

e a terra. garantindo ao mesmo tempo as funções de condutor de proteção e de condutor neutro. • Elementos condutores estranhos à instalação. Resistência de aterramento (total) Resistência elétrica entre o terminal de aterramento principal de uma instalação elétrica. os condutores de proteção. o condutor PEN não é considerado um condutor vivo. Ligação eqüipotencial Ligação elétrica destinada a colocar no mesmo potencial ou em potenciais vizinhos as massas e os elementos condutores estranhos à instalação. • Pontos de alimentação ligados a terra ou ao ponto neutro. • Terminal de aterramento principal eletrodos de aterramento. e/ou. Terminal (ou barra) de aterramento principal Destinado a ligar ao dispositivo de aterramento. eventualmente. Condutor de aterramento Condutor de proteção que liga o terminal (ou barra) de aterramento principal ao eletrodo de aterramento. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 65 . Condutor de eqüipotencialidade Condutor de proteção que garante uma ligação eqüipotencial. Condutor PEN Condutor ligado a terra. os condutores que garantam um funcionamento.Condutor prescrito em certas medidas de proteção contra os choques elétricos e destinados a ligar eletricamente: • Massa. incluindo os condutores de eqüipotencialidade e. a designação PEN resulta da combinação PE (condutor de proteção) + N (neutro). Condutor de proteção principal Condutor de proteção que liga os diversos condutores de proteção da instalação ao terminal de aterramento principal.

Há aparelhos de medida de resistência de terra dos sistemas.2 Interruptor de corrente de fuga O interruptor de corrente de fuga é um dispositivo que funciona com uma corrente muito pequena na ordem de miliampéres. devendo ser da ordem de 5Ω e nunca ultrapassar 25Ω. destinada a acionar o disjuntor que desliga o circuito. salvando a integridade física do seu usuário. O eletrodo de terra deverá apresentar a menor resistência de contato possível. que energiza a bobina secundária.Sistema de aterramento com condutores neutro e de proteção separados O aterramento tem como finalidade levar rapidamente correntes elétricas indesejáveis para a terra.Figura 23 . convêm recordar: SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 66 . Ele funciona com uma corrente que retorna pela terra quando existe falha na isolação. pelo qual passam os condutores da rede. Esse tem uma bobina primária. Para entender o funcionamento. 6. Ele apresenta um núcleo de ferro. Quando isso ocorre esse sistema de aterramento às vezes origina a queima de fusíveis.

onde exista uma bobina. existe um circuito de prova cuja a função é verificar seu funcionamento sem que haja a corrente de fuga. for percorrido por um fluxo magnético alternado. Figura 25 . A regulagem é feita através de um relê podendo ser instalado para diversos valores presumíveis mínimos de corrente de fuga. É bom salientar que.Figura 24 .Interruptor de fuga 7 – PROTEÇÃO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS Os circuitos elétricos devem ser protegidos contra sobre carga e curto circuito. • Curto circuito: é um aumento repentino da corrente em que a resistência é nula fazendo com que a corrente tende ao infinito quando a tensão cai a zero a temperatura nesses casos é relativamente alta. no interruptor de corrente de fuga. há uma diferença entre os dispositivos que protegem contra sobre carga e curto circuito para se estabelecer essa diferença devemos saber o que significa sobrecarga e curto circuito. • Sobre carga: é um aumento gradativo da corrente originado pelo aumento da carga instalada e pelo dimensionamento errado dos componentes que compõe o circuito a resistência nesses casos não é nula com tudo uma corrente elevada pode danificar o circuito e originar um curto-circuito.Interruptor de fuga Um núcleo. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 67 . esse fluxo induzirá uma tensão nessa bobina e se a corrente elétrica que entra em um condutor dor igual a que sai ela se anulam.

A função do fusível é proteger as instalações elétricas contra curto circuito e sobrecarga. • Elo de fusível com seção constante – a fusão do elo pode ocorrer em qualquer ponto do elo. a fusão do elo pode ocorrer em qualquer ponto do fio. os circuitos com cargas eletrônicas. • Elos fusíveis em forma de lâmina – podem ser de seção constante. que os circuitos são protegidos. reduzida por janelas com acréscimo de massa no centro do elo. Os elos fusíveis podem ser de diversas formas dependendo de sua utilidade. e ligado a dois contato que facilitam a sua conexão com os componentes das instalações elétricas. Além disso. • Elo fusível com seção reduzida normal – a fusão sempre ocorre onde a parte é reduzida. Para cada tipo de fusível existe um elo do fusível próprio. há ainda. O elo de fusão é a parte principal dos fusíveis. cobre puro ou cobre com zinco. pois é através de sua fusão. Existem fusíveis de ação rápida ou normal ultra-rápida e retardada.1 Fusíveis Fusíveis são dispositivos constituídos de um material condutor envolto de um material isolante.Elo fusível SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 68 . Os materiais mais utilizados na confecção de fusíveis são o chumbo a prata (alemã).7. • Elo fusível com seção reduzida por janelas – a fusão sempre ocorre na parte entre as janelas de maior seção. A necessidade das características desses três fusíveis surgiu em conseqüência da existência de três tipos de circuitos: • Circuitos com cargas resistivas. • Elos fusíveis em forma de fio – são de seção constante. caso haja uma sobrecarga ou um curto circuito. • Circuitos com cargas indutivas. • Circuitos com cargas capacitivas. reduzida normal. Figura 26 . • Elo fusível com seção reduzida por janelas com acréscimo de massa no centro – a fusão ocorre sempre entre as janelas.

continuamente. Estes fusíveis podem ser de elos de fio com seção constante ou lâmpadas com seção reduzidas por janelas. quando houver sobrecargas de longa duração ou curto circuito. Os fusíveis de ação ultra-rápida. na ação retardada só acontece. com seção constante ou de lâminas. há também as características quanto a: • Corrente nominal é uma característica relacionada com o elo fusível e. especificamente o maior valor que a corrente suporta. Os dispositivos a semicondutores são mais sensíveis e precisam ser protegidos contra sobre carga de curta duração. as características de cada tipo de fusíveis. também podem ser de elos de fios com seção constante ou de lâmpadas. A corrente nominal de um fusível 69 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . São próprios para protegerem circuitos com cargas eletrônicas. mesmo sendo de curta duração. quando recebem uma sobrecarga. capacitores e indutores em geral).Fusível de ação retardada A fusão do elo. ultra-rápidos. Fusíveis de ação retardada A ação retardada ocorre onde a sobrecarga de curta duração não deve provocar a fusão do elo. quanto à ação rápida. transformadores. A corrente nominal é a mesma para os fusíveis rápidos. quando os dispositivos são a semicondutores. com seção reduzida por janelas. Os fusíveis de ação retardados têm seus elos de lâminas com seção reduzidas por janelas e com acréscimo de massa no centro. quando esses recebem uma sobrecarga de curta duração.Vejamos a seguir. São próprios para protegerem circuitos com cargas resistivas (lâmpadas incandescentes e resistores em geral). ultra-rápida retardada. sem aquecer em excesso e sem se queimar. Figura 27 . retardados. Além das características dos fusíveis. São próprios para protegerem circuitos com cargas indutivas e/ou capacitivas (motores. Fusíveis de ação ultra-rápida A fusão do elo é imediata. Fusíveis de ação rápida ou normal Nos fusíveis de ação rápida ou normal a fusão do elo ocorre após segundos.

quando há um curto – circuito. • Capacidade de ruptura é uma característica que mostra a segurança para a instalação. em se deixar queimar apenas em seu elo fusível. A capacidade de ruptura de um fusível é representada por um valor numérico acompanhado das letras KA. que é a capacidade que um fusível possui. sempre no corpo isolante e o símbolo que representa a tensão nominal é Un. padronizadas. Os fusíveis cartuchos com corpo de vidro são os usados em eletrônica tem as seguintes características: SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 70 . como símbolo de corrente nominal usamos In. • Tensão nominal é uma característica relacionada com o corpo isolante e especificamente o valor da máxima tensão de isolamento do fusível. Todos têm a mesma forma. Existem vários tipos de fusíveis no mercado. Este conjunto da idéia de um cartucho. mas os mais empregados são: • Fusível cartucho: têm seu elo de fusão envolto por um corpo isolante forma cilíndrica e os contatos em forma de virola. Os fusíveis podem ser instalados em circuitos de corrente continua e corrente alternada. Alguns fabricantes de fusíveis estabeleceram código de cores.Especificação de corrente e tensão nominal no fusível A tensão nominal dos fusíveis também vem escrita. não permitindo que a corrente elétrica continue a circular. Figura 28 . Existem também fusíveis cartuchos em forma de faca. para cada valor de corrente nominal. Para circuitos de corrente contínua estes valores variam de 300 Vcc até 600 Vcc. ou podemos ainda dizer. os valores de tensão nominal normalmente variam entre 250 Vca e 500 Vca. a diferença está no material isolante do corpo e no elo de fusão.vem geralmente escrita no corpo isolante. O fusível cartucho pode ser com corpo isolante de papelão. Alguns fabricantes de fusível colocam escrito corpo isolante dos fusíveis a sua capacidade de ruptura. Para os circuitos de corrente alternada. que significa quilo ampére. fibra cerâmica ou vidro.

• Tensão nominal – 500 V • Alta capacidade de ruptura. e neozed tem seu elo de fusão. envolto por um corpo isolante de cerâmica com formas cilíndrica e cônicas. • O elo fusível é feito de lâmina de cobre com zinco. preenchido com areia isolante de fina granulação e os contatos em forma de virola. silized. este fio também se funde desprendo a espoleta para indicar a queima do elo. • Fusão rápida ou retardada Tabela 32 . para os fusíveis com elo de fio de cobre. • Fusão rápida. para ação rápida e com um acréscimo de massa no centro. com a cor representando a sua corrente nominal. com seção reduzida por janelas. • Corrente nominal – 2 A – 4 A – 6 A – 10 A – 16 A – 20 A – 25 A – 35 A – 50 A – 63 A – 80 A – 100 A.Fusível Diazed Características • Os contatos são feitos em forma de virola de latão prateado. • Fusão ultra-rápida.• Corrente nominal de 0. Fusíveis diazed. Quando o elo se funde. Nestes tipos de fusíveis há um fio (finíssimo). Figura 29 . sendo que uma das virolas tem uma espoleta indicadora de queima. chamado de elo indicador de queima.Cores de fusíveis Cor Rosa Corrente nominal (In) 2A Cor Amarelo Corrente nominal (In) 25A 71 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . • Tensão nominal – 250 V. • Baixa capacidade de ruptura. ligado em paralelo com o elo que prende a espoleta. para os de ação retarda. para os fusíveis com elos de chumbo em forma de lâmina.2 até 10 A para fusíveis com elo de fio de cobre e de 15 – 20 – 30A para fusíveis com elo de lâmina de chumbo.

O sistema de prender a espoleta é idêntico ao dos fusíveis diazed. com a cor que representa a sua corrente nominal. porém são menores. silized. • Alta capacidade de ruptura. • Fusível neozed – sua características também são idênticas as diazed. Características • Os contatos em forma de faca são feitos de cobre com banho de prata. • Fusível NH – possui o seu elo de fusão envolto por um corpo isolante de cerâmica com forma retangular ou quadrada. com diferença apenas na ação. Os fusíveis silized são marcados com uma faixa amarela no seu corpo isolante.Marrom Verde Vermelho Cinza Azul 4A 6A 10A 16A 20A Preto Branco Laranja - 35A 50A 63A 80A 100A Figura 30 .Indicação da cor no fusível Diazed • Fusível silized – sua características são idênticas as dos fusíveis diazed. • Fusão retardada. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 72 . • Tensão nominal – 500 V. e neozed. Também o indicador de queima. que é rápida. preenchido com areia isolante de fina granulação e os contatos em forma de faca. • A corrente nominal de 6 A a 1000 A. • O elo fusível é feito de lâmina cobre e zinco. NH são as iniciais de duas palavras alemãs que significam – baixa tensão e alta capacidade de ruptura. com seção reduzida por janelas e com acréscimo de massa no centro.

E. Para cada tipo de fusível há uma base própria. com fusíveis. base fechada e base para painel.Figura 31 . silised. que constituem um sistema de segurança para a instalações. e neozed. Os bornes para a conexão são com parafuso de cabeça achatada. A base desses tipos de fusíveis é feito de ardósia (material isolante de boa resistência mecânica). Bases para fusíveis cartuchos com corpo isolante de vidro – as bases de fusíveis com corpo de vidro podem ser de três tipos: base aberta multipolar. na base da mandíbula são feitos através da superfície lateral das facas. silized. Base para fusíveis diazed. para facilitar a sua instalação nos circuitos. Figura 32 . Estes acessórios são: SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 73 .Fusível NH Base para fusíveis Os fusíveis necessitam de uma base. Os fusíveis diazed.Bases para fusíveis Base para fusíveis cartuchos – base para esse tipo de fusível pode ser com garras ou com mandíbulas. Os contatos do fusível na base com garras são feitos através da superfície lateral das virolas. e o neozed necessitam de acessórios.

Os contatos são feitos em forma de mandibulas com molas. Tem um visor que possibilita ao eletricista ver a espoleta do fusível. a rosca ficará sob tensão. para evitar contatos acidentais. Para colocar e retirar o fusível NH da base. Caso haja inversão na ligação. estabelecendo o contato do fusível. os 74 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . Esta grandeza é denominada de resistência de contato (pressão exercida pelas garras contra as virolas). arruelas lisas e de pressão. • Anel de proteção – é encaixado na rosca de metal da base. • Resistência de contato – existe uma grandeza elétrica relacionada com o contato entre os fusíveis e a base. Existe. utiliza-se um dispositivo.Base – é a peça que permite a montagem do fusível a de todos os cessórios. mesmo sem o fusível no lugar. um borne de entrada (mais baixo) e um borne de saída (mais alto). O conjunto – fusível. Os bornes são parafusos e porcas sextavadas. parafuso de ajuste. parafuso de ajuste e os bornes. Quando o elo se queima. na base. O borne de entrada não é ligado à rosca da base. • Tampa – é o acessório que prende o fusível base. anel de proteção e tampa é denominado de segurança diazed. a espoleta cai no visor da tampa. próprio chamado de chave saca fusível. • Parafuso de ajuste – é colocado na base e enroscado no borne de entrada por meio de uma chave especial. Por isso. A função do parafuso de ajuste é a de impedir a colocação de fusível com corrente nominal maior que a prevista. Figura 33 .Conjunto de segurança Diazed Base para fusivel NH – é feita de esteatite. base.

com a finalidade de evitar mau contato e a resistência do contato. formando uma pasta. geralmente no centro.2 Disjuntores Os disjuntores são dispositivos destinados proteger os circuitos contra correntes perigosas e instalação ou anormais. a resistência de contato.Base para fusível NH Funcionamento dos fusíveis O funcionamento elétrico dos fusíveis é baseado no princípio de que um curto – circuito ou uma sobrecarga aumenta a temperatura dos condutores e conseqüentemente a do fusível também. são colocados molas para aumentar a pressão destes contatos. Com a finalidade de diminuir.materiais dos contatos são especiais. a fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo. que provoca aquecimento e queima do próprio fusível. No instante e que ocorre a fusão do elo surge um arco elétrico. a fusão sempre ocorre no ponto onde há redução. mandíbulas e garras contra os contatos dos fusíveis. que no caso de fusíveis com areia. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 75 . garantido a proteção da instalação (como é o caso dos fusíveis de alta capacidade de ruptura). que extingue o arco elétrico para evitar incêndios. a pasta fundida (areia. zinco) torna-se altamente isolante. cortando definitivamente a passagem da corrente elétrica. Figura 34 . 7. Quando o elo é de cobre com zinco. ao máximo. cobre. • Se o elo for de seção reduzida. para evitar aquecimento nos contatos do fusível. esta se funde também. até provocar a fusão do elo. O funcionamento mecânico é baseado no princípio das forças exercida pelas molas. • Se o elo for seção constante.

Esquema de sobrecarga • Curtos circuitos – os curto circuitos. Figura 35 . Todos os disjuntores possuem relês térmicos embutidos em seu corpo.Mas quais as correntes anormais podem surgir em uma instalação elétrica? São as sobrecargas e os curtos – circuitos. Seus efeitos danosos são bem mais rápidos que os da sobrecarga exigido um desligamento quase instantâneo. embora possam ser usados nas instalações externas com suporte próprio. O relê eletromagnético e o fusível são os dispositivos aconselháveis a essa proteção. Os disjuntores são especialmente fabricados para uso embutido. e um mecanismo de disparo por ação do relê bimetálico e do relê eletromagnético. • Sobrecarga – as sobrecargas não são defeitos elétricos propriamente ditos e sim solicitações indevidas do sistema. portanto ser completamente controláveis. As capacidades usuais são de 6 A a 60 A / 110 – 220 V. próprio para uso em quadros de distribuição. ao contrário das sobrecargas. • Relê térmico de sobrecarga – utilizado no disjuntor. um elemento resistor e um dispositivo de disparador. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 76 . Na alavanca encontram-se inscritas a capacidade do disjuntor em ampéres. • Disjuntor quick – lag – é um dispositivo de proteção e de manobra das instalações elétricas. fazendo com que a corrente suba muitas vezes além da nominal. podendo ser desarmado ou armado por meio de uma alavanca (liga 0 desliga). são defeitos na instalação originados por falhas de isolamento. É composto de caixa moldada em baquelita. são situações que levam a corrente elétrica a valores perigosos altamente danosos para toda a instalação devendo. Para esses casos é necessário um dispositivo de proteção contra sobrecargas desligando o circuito antes que o mesmo queime. Servem para manobra e proteção dos circuitos contra sobrecargas e curto – circuitos. O relê térmico é o dispositivo aconselhável nesses casos. sendo constituído por uma lâmina bimetálica.

Esquema relé térmico de sobrecarga Quando uma corrente elétrica de intensidade superior a prevista. Figura 37 . Esta lâmina bimetálica por sua vez.Esquema relé de sobrecorrente SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 77 . A função do relê térmico de sobrecarga é de interromper o circuito de alimentação da carga quando este solicitar da rede. se curva e aciona o dispositivo disparador ocasionando o destravamento da retenção mecânico dos contatos do disjuntor. Este fenômeno só acontece quando o valor da corrente que circula pelo elemento resistor. o circuito. uma corrente maior do que deve consumir em condições normais de trabalho. abrindo assim.3 Relê de sobrecorrente Utilizado no disjuntor industrial e residencial. circula através do elemento resistor. sendo constituído de um eletroimã enrolado com poucas espiras de condutor de cobre de seção avantajada e de um dispositivo disparador.Figura 36 . há um aquecimento da lâmina bimetálica. 7. ultrapassar o valor da regulagem estabelecida (sobrecarga).

a parte móvel do núcleo do imã. • Relê de subtensão – utilizado no disjuntor industrial. ocasionado por um curto – circuito. A regulagem deve ser feita em função da corrente nominal da carga podendo ficar ajustada para em torno de 10 a 20%. A função do relê de sobrecorrente é de interromper o circuito de alimentação da carga. Quando houver um curto circuito. a parte móvel do núcleo e assim. O disjuntor industrial possui ainda. basicamente por um eletroimã com grande número de espiras de condutor de cobre de pequena seção e de um dispositivo disparador acoplado ao núcleo do eletroimã. dependendo das condições de trabalho do equipamento. Figura 38 . SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 78 . A função do relê de subtensão é desligar o circuito de alimentação da carga quando a tensão da rede diminuir (queda de tensão) a limites que prejudiquem o funcionamento nominal do equipamento. aciona o dispositivo disparador ocasionando o seu destravamento da retenção mecânica dos contatos do disjuntor. instantaneamente. ambos acionam o mesmo dispositivo disparador de destravamento mecânico dos contatos. abrindo-se o circuito. quando houver um aumento de corrente. sendo composto. aumentando o campo magnético que atrairá. uma corrente elétrica de grande intensidade circula através da bobina. um dispositivo único para regular a corrente de dispara dos relês de sobrecarga e sobrecorrente.A retenção mecânica dos contatos principais do disjuntor está ligada mecanicamente ao dispositivo disparador e estes.Disjuntor Nos disjuntores o relê de sobrecarga e o relê de sobrecorrente possuem função conjunta de proteção à carga.

aciona o dispositivo de travamento da retenção mecânica dos contatos do disjuntor.Também tem como finalidade evitar a ligação do dispositivo enquanto a tensão da rede permanecer muito baixo do valor nominal. (a cada transformador corresponderá uma origem e uma instalação). A interrupção do circuito em condições anormais ocorre porque o eletroimã perde. quando houver uma queda de tensão ou a tensão for interrompida. que pode corresponder a: Terminais de saída do dispositivo geral de comando (geralmente base com fusíveis ou disjuntor).Esquema de interrupçao de um circuito 8 – CIRCUITOS ELÉTRICOS PREDIAIS Uma instalação de baixa tensão tem por ponto inicial a chamada origem da instalação. Figura 39 . Terminais de saída do transformador Quando a instalação é alimentada por um transformador exclusivo ou por uma subestação possuir vários transformadores não ligados em paralelo. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 79 . situado na caixa de entrada após o medidor. por sua vez. parcial ou totalmente a sua força magnética. a origem corresponderá aos terminais do medidor). provocando conseqüentemente. a interrupção do circuito ou impedindo o seu restabelecimento. Nas situações o relê de subtensão possui uma faixa de operação. de mais ou menos 20% abaixo da tensão nominal da rede. Nesta situação o núcleo do eletroimã se desloca acionando o dispositivo disparador e este. Quando a instalação é alimentada por uma rede pública de baixa tensão (no caso de o medidor situar-se após o dispositivo geral de comando de proteção.

Diagrama multifilar 8. que alimentam aparelhos de utilização (geralmente) industriais como fornos. 8. que podem ser de dois tipos. destinados à distribuição de energia elétrica aos circuitos terminais e/ou a outros quadros de distribuição.A partir da origem desenvolvem-se os circuitos da instalação. • De iluminação e tomadas que alimentam aparelhos de iluminação e tomadas de uso geral (só permitido em unidades residenciais e em acomodações de hotéis e similares. caldeira. Figura 40 . que alimenta apenas tomada de uso geral e/ou tomadas de uso específico. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 80 . • De tomadas. Quadro de distribuição: conjunto que compreende um ou mais dispositivos de proteção e manobra. desde que não contenham tomadas de cozinha. isto é.2 Diagrama unifilar Representação dos componentes da instalação sobre planta baixa da edificação. o circuito de distribuição e os circuitos terminais: • Circuitos de distribuição: circuito que alimenta um ou mais quadros de distribuição.1 Diagrama multifilar Esquema elétrico das ligações da instalação. • Especiais. alimentam um único equipamento). • De motores. que alimenta apenas aparelhos de iluminação. Quadro (de distribuição) terminal: quadro de distribuição que alimenta exclusivamente circuitos terminais. Os circuitos terminais por via de regra podem ser: • De iluminação. máquinas de solda etc. copa cozinha e área de serviço). que alimentam equipamentos de utilização a motor (geralmente são circuitos individuais. • Circuito terminal: circuito que alimenta diretamente os equipamentos de utilização e/ou as tomadas de corrente.

Quadro de cargas 8.Diagrama unifilar 8.Quadro de proteção e distribuição Tabela 33 .Figura 41 .4 Fator de Demanda Como é fácil de se compreender. Em SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 81 . em qualquer instalação elétrica raramente se utilizam todos os pontos de luz ou tomadas ao mesmo tempo.3 Quadro de distribuição e proteção Figura 42 .

devem ser previstas tomadas de corrente com as seguintes exigências mínimas: • Uma tomada de 100 VA para cada cômodo ou dependência de área igual ou inferior a 6 m. Deve ser atribuída. copas – cozinhas e áreas de serviço: 600 VA por tomada.1 Lâmpada incandescente É resultante do aquecimento de um fio.5 m (ou fração) de perímetro. sendo que. 10 – ILUMINAÇÃO ELÉTRICA 10. cozinhas. a carga normal de utilização. • Para copas. no mínimo a seguinte carga de correntes: • Para utilizações específicas. As tomadas de utilização específicas deve ser instalada a 1. acima de cada bancada com largura igual ou superior a 30 cm. Fator de demanda é o fator que se deve ser multiplicada a potência instalada para se obter a potência que será realmente utilizada. pela passagem da corrente elétrica. deve ser prevista pelo menos uma tomada. • Uma tomada para cada 5 m (ou fração) de perímetro de cômodos ou dependência de áreas superior a 6 m espaçada tão uniformemente quanto possível. FD = potência utilizada × 100 potência instalada 9 – TOMADAS DE CORRENTE De acordo com NBR – 5410. em cozinhas copas ou copas cozinhas.pequenas residências é mais provável que isso aconteça. do que nas grandes moradias. • Uma tomada para cada 3. motéis e similares. que é a peça mais importante. • Para a utilização de uso geral: 100 VA. onde apenas uma tomada perto da pia deve ser obrigatoriamente prevista. até a incandescência. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 82 . de uma base de cobre ou outras ligas e um conjunto de peças que contêm o filamento. 100 VA para as excedentes. exceto em banheiros. nas resistências e acomodações de hotéis.5 m do local previsto para o aparelho. As lâmpadas incandescentes comuns são compostas de um bulbo de vidro incolor ou leitoso. até 3 tomadas e.

a fim de que o filamento não queime. lumens e ampéres (no caso de iluminação pública). SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 83 . Esta temperatura não é atingida nem pela lâmpada de 150 watts (2700°C).Os filamentos das primeiras lâmpadas eram de carvão. No interior do bulbo de vidro das lâmpadas incandescentes usuais é feito o vácuo. Que tem um ponto de fusão de aproximadamente 3400°C. • Disco defletor – funciona como defletor de calor. isto é retirado todo o oxigênio. potência. • Cimento – massa colocada na borda da base. cuja finalidade é fixa-la ao bulbo depois de aquecida. • Suportes – geralmente fios de molibdênio que tem por finalidade manter o filamento na devida posição. • Solda – liga especial de chumbo e estanho que recobre as extremidades dos eletrodos externos. cuja a finalidade. mas atualmente são de tungstênio. • Haste central – é a peça interna de vidro. é suportar o filamento. geralmente nas lâmpadas acima de 300 watts. Os principais componentes da lâmpada incandescente são: • Marcação – onde indica o fabricante tensão. associada as partes metálicas. Também se usa substituir o oxigênio no interior da lâmpada por um gás inerte (nitrogênio argônio). já que o oxigênio no interior alimenta a combustão.

Para o funcionamento da lâmpada. havendo outro contato que é fixo. Em seu interior existe vapor de mercúrio ou argônio a baixa pressão e as paredes internas do bulbo são pintadas com materiais fluorescentes. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 84 . conhecidos como cristais de fósforo. O reator é uma bobina com núcleo de ferro ligada em série e tem dupla função: produzir sobre tensão e limitar corrente.Figura 43 . por onde circula a corrente elétrica. A lâmina bimetálica constitui o contato móvel. tendo em suas extremidades eletrodos metálicos de tungstênio (catodos). O starter é dispositivo usado na partida. (phosphor). dois metais em forma de lâmina com coeficiente de dilatação diferente. Como parte integrante do starter temos um condensador ligado em paralelo com o interruptor e sua função é evitar a interferência em aparelhos de rádio ou televisão.Lâmpada incandescente 10. isto é. são indispensáveis dois equipamentos auxiliares: o starter e o reator. empregando o princípio do bimetal. Consiste de um bulbo cilíndrico de vidro.2 Lâmpada fluorescente Lâmpada fluorescente é aquela que utiliza a descarga elétrica através de um gás para produzir energia luminosa.

a tendência da corrente (em ampéres) é de se elevar muito. Nos cálculos de muitas lâmpadas fluorescentes deve-se levar em conta esta perda. elemento bimetálico faz abrir novamente os contatos e esta abertura faz gerar uma subretensão faz romper o arco e o circuito fecha-se através do interior da lâmpada e não mais pelo starter. • Reator de alto fator de potência 11W. pouco depois de fechados os contatos cessam a descarga. o que provoca um rápido esfriamento. porém o reator age como um limitador da amperagem pois nada mais é que uma impedância. pois uma lâmpada branca de 40 watts. Esta radiação transmite-se em todas as direções e em contato com a pintura do fluorescente do tubo. Figura 44 . produz radiação luminosa visível. cita-se perda de um reator para lâmpada fluorescente de 40 W. Como a resistência oposta ao deslocamento de elétrons é muito pequena. o reator representa uma pequena perda de energia em watts. Assim. Assim.9 lumens por watts.5W. Os elétrons deslocado-se de um filamento a outro. Estes choques provocam liberação de energia luminosa não visíveis (freqüências muito elevadas). Esta descarga aquece os elementos bimetálicos e assim se fecham os contatos. tipo radiação ultravioleta.Esquema de lâmpada fluorescente SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 85 . emite 2900 lumens o que dá o seguinte rendimento 73 lumens por watts enquanto a incandescente de 200 watts é de 14.O funcionamento Os filamentos são aquecidos e inicia-se a descarga “glow” entre os contatos do starter. por exemplo. • Reator de baixo fator de potência 8. Como exemplo. Este tipo de iluminação é um que dá maior rendimento. esbarram em seu trajeto com os átomos de mercúrio.

em lâmpadas fluorescentes.Esquema de partida com Starter 11 – DISPOSITIVO DE CONTROLE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 11. Em circuitos de dois condutores – fase. Os interruptores suportam correntes de até 15 A. pode-se usar o interruptor comum. Serve para fechar ou abrir um circuito elétrico. para suportar por tempo indeterminado as correntes que transportam. paralelos ou intermediários. deve-se usar interruptor bipolar.1 Interruptores Corpo de baquelita. bastará desligar o interruptor. e não de dispondo de interruptor especial. Os interruptores devem Ter capacidade suficiente. porém com capacidade.Figura 45 . Quando há carga indutiva. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 86 . possuindo uma alavanca ou uma tecla que fecha ou abre o circuito elétrico e bornes de ligações dos fios. Os interruptores unipolares. derivados de sistema trifásico. no mínimo igual ao dobro da corrente a interromper. devem interromper unicamente o condutor – fase e nunca o condutor neutro. Isto possibilitará reparar e substituir lâmpadas sem risco de choque.Esquema de partida instantânea com reator simples e duplo Figura 46 . como por exemplo. em ampéres.

Interruptor de impulso Interruptor simples Serve para comandar uma ou mais lâmpadas ligadas em paralelo. quando é solto abre o circuito.Esquema de interruptor simples SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 87 . campainhas. Figura 48 . É utilizado para dispara minuterias. de um único ponto.Modelos de interruptores Interruptor de impulso Permanece fechado somente quando pressionado. Figura 49 .Figura 47 . cigarras e outros sinalizadores sonoros.

Figura 51 . se deseja apagar ou acender de pontos diferentes. pela extensão ou por comodidade.Interruptor de duas seções São dois interruptores em um só. serve. cujas luzes. para comandar duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas em um único ponto. Figura 50 . como por exemplo. a escadaria de um prédio onde deseja apagar ou acender as lâmpadas de qualquer um dos andares.Esquema de interruptor de duas seções Interruptor paralelo É usado em escadas ou dependências. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 88 .Esquema interruptor paralelo Interruptor intermediário Serve para controlar uma lâmpada ou um grupo de lâmpadas de três ou mais pontos distintos.

O dispositivo possui como componente básico um LDR (resistor sensível a luz) que atua sobre um relê. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 89 . Figura 53 .Foto célula Dimmer É um controlador eletrônico de luminosidade. interrompendo o fio fase do circuito da lâmpada. interrompendo o circuito e desligando as lâmpadas quando é dia e religando quando escurece. normalmente usado em quartos de bebê para atenuar a claridade sem deixar o ambiente totalmente escuro.Esquema interruptor intermediário 11. ou seja.Figura 52 . É normalmente usado em iluminação pública ou em iluminação externa. Sua ligação é igual a de um interruptor simples.2 Controles de iluminação Foto-célula ou relê foto-elétrico É um dispositivo utilizado pra ligar ou desligar uma iluminação dependendo das condições da luz natural (dia ou noite).

o circuito de lâmpadas e qualquer outro equipamento elétrico. Possuindo caixa metálica e tampa: disco e garfos estrela de sete pontas e setas de referências para regulagem de horas e dias. Ajuste de tempo de permanência ligado após ser atuado. mola-trava. bornes de conexão. (timeswith) Dispositivo automático de tempo. a horas pré-determinadas. Figura 54 . para remoções do mecanismo da caixa.Sensor de presença SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 90 . O sensor de presença também pode atuar dispositivos de sinalização com campainhas e cigarras.Timeswith Sensor de presença Dispositivo utilizado para ligar uma ou mais lâmpadas em paralelo automaticamente quando o sensor detecta presença e desligando automaticamente após um tempo programado. motor síncrono e caixa redutora de velocidade. furos de fixação estampas removíveis. Figura 55 .Interruptor automático de tempo. micro-interruptor. Possui ajuste de sensibilidade que tem como finalidade ajustar de atuação e tamanho do corpo que deve atuar o mesmo. Serve para ligar e desligar.

acionada magneticamente. • Possuem câmara de extinção de arco elétrico. conforme visto no desenho. Figura 56 . Após as 22 horas. mecanismo de relógio e em circuitos eletrônicos. que permite comandar grandes intensidades de corrente. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 91 . • Possibilitam a montagem de comandos semi-automáticos e automáticos. Seu funcionamento baseia-se em contatos de mercúrio. através de um circuito auxiliar de baixa intensidade de corrente.3 Contatores É dispositivo de manobra mecânica. quando o movimento do prédio decresce. visando maior economia para o condomínio.Minuteria 11. Como permanecem ligados aproximadamente um minuto são conhecidos por “minuteria”. Os contatores são muito utilizados no comando de motores trifásicos das máquinas industriais. Dentre as muitas vantagens podemos destacar as seguintes: • Possibilita o comando a distância. • Exigem apenas pequenos espaços de montagens.Minuteria Em edifícios é usual o emprego de um interruptor que apaga automaticamente o circuito de serviço. • Possibilitam montar os mais variados tipos de comandos elétricos solicitados pelos equipamentos em geral. basta que se acendam no momento em que chegue uma pessoa. • Possibilitam o acoplamento em série de dispositivos de segurança. não se justifica ficarem toda a noite muitas lâmpadas acesas. • Possibilitam comandar um motor elétrico de vários locais diferentes. • No caso de falta da energia elétrica o motor desliga-se e não volta a ligar-se sem a intervenção do operador. por apresentarem uma série de vantagens as chaves de acionamento manual. • Resistem a elevados números de manobras. Os contatores são formados por um grande número de peças. apagando automaticamente pouco depois.

SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 92 .Contator • Carcaça – serve para alojar todos os componentes elétricos e mecânicos do contator.Figura 57 .

Os contatos móveis estão montados no núcleo móvel. • Núcleo magnético – é formado pelo núcleo fixo e o núcleo móvel. No núcleo fixo está montada a bobina e o anel de curto circuito. leva consigo os cotatos móveis. Com este movimento fecham-se os contatos abertos abrem-se os contatos normalmente fechados. Enquanto estiver energizada estará gerando magnetismo. pois estão normalmente abertos (NA). Quando o contator estiver em repouso. Os contatos fechados são chamados de abridores ou “NF” que é abreviatura de normalmente fechado . Os contatos abertos são chamados de fechadores ou de “NA” que é a abreviação de normalmente aberto. Os contatos do circuito de força são chamados contatos principais e os contatos do circuito de comando são chamados contatos auxiliares. Dependendo do contator de potência (fabricante e modelo) os mesmo poderão ser de um a seis contatos auxiliares dependendo do modo ou permitirem o acoplamento de blocos de contatos auxiliares. Além dos contatos do circuito de força (que serve para comandar a carga) os contatores de potência ainda possuem contatos para o circuito de comando. Contatores de potência Estes contatores são dimensionados para suportar a intensidade de corrente requerida pela carga com elevada freqüência de operação. Os contatos devem ser trocados quando se apresentarem queimados desgastados ou com superfície irregular. Os contatos fixos estão montados na própria carcaça do contator. • Jogo de contatos – é constituído pelos contatos fixos e pelos contatos móveis. o núcleo móvel está afastado do núcleo fixo pela ação de uma mola. desaparecerão os efeitos magnéticos. Quando o núcleo móvel for atraído. Quando a sua alimentação for interrompida. na realidade. Existe uma enorme variedade de modelos de contatores fornecidos por diversos fabricantes. Este serve para evitar as vibrações (zumbido magnético) causada pelo campo magnético gerado pela corrente alternada. Contatores auxiliares SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 93 . Os contatos auxiliares poderão ser fechadores ou abridores. podendo. Quando estiver em repouso os contatos poderão ser abertos ou fechados.• Bobina – serve para gerar um campo magnético. serem agrupados e dois grupos dependendo de sua finalidade dentro do circuito. No momento em que a bobina for energizada. seu campo magnético atraíra o núcleo móvel para junto do núcleo fixo. Os contatos principais são fechadores.

sempre que for necessário o emprego de um número de contatos auxiliares. superior aos existentes no contator de potência. 10 contatos). • Não são providos de câmara de extinção de arco elétrico. não passa através dos mesmos. • A corrente de carga do circuito de força.São utilizados no circuito de comando das chaves magnéticas. porém diferenciam-se principalmente porque: • Todos os contatos são para a mesma intensidade de corrente (somente contatos auxiliares). • Não necessitam de reles de proteção. 8. • O seu tamanho varia em função do número de contatos (4.Simbologia do contator Exemplo de acionamento por contator: SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 94 . Figura 58 . Os contatores auxiliares são bastante parecidos com os contatores de potência.

pois sua rotação não acompanha perfeitamente o campo girante formado pela rede. o enrolamento principal funciona em regime normal e o auxiliar atua somente na partida.Acionamento por contator (circuito de comando e de força) 12 – MOTORES ELÉTRICOS Os motores são máquinas que transformam energia elétrica em energia mecânica. sendo dotado de um dispositivo automático centrifugo que desliga o enrolamento auxiliar quando a velocidade atingir aproximadamente 75%. principio elétrico. São chamados de assíncronos. que podem ser classificados em função de sua construção. características elétricas. A energia elétrica e convertida em energia mecânica através do campo magnético girante formado no estator que atua sobre o rotor. Sua rotação é fixa em função da freqüência rede da rede ou variada através de chaveamento eletrônico (inversor de freqüência). torque e outras propriedades. Os motores mais comuns são: Motor assíncrono de indução trifásica São mais robustos. mais baratos fácil manutenção e fornecidos em potências elevadas. ligação elétrica. já que a rede monofásica tem uma defasagem de 180% elétricos entre o fase e o neutro sendo necessário um impulso para que o rotor saia do equilíbrio e comece a girar ate que tenha velocidade suficiente para acompanhar o campo girante 95 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . Esse escorregamento é variável dependendo da sua construção e da carga no seu eixo e oscila entre 3% a 7% .Figura 59 .O enrolamento auxiliar tem a função de orientar o sentido de giro inicial. eles têm um escorregamento do rotor. Motor indução assíncrono monofásico (MMFA) É um motor assíncrono que possui dois enrolamentos principal e auxiliar. Existem vários tipos de motor. Os motores assíncronos podem ser de rotor em curto (gaiola de esquilo) ou bobinado com aceleração rotórica.

São largamente utilizados em pequenas máquinas industriais e domesticas como roçadeiras de grama betoneiras moto-bombas ferramentas de bancadas. Motores de anel em curto Os motores de anel em curto ou de campo distorcido são pequenos motores utilizados em ventiladores. Motores universais Os motores universais são motores que permitem ligação tanto em corrente continua quanto alternada tendo para isto um comutador (coletor) para a ligação elétrica através de escovas ao seu rotor que é bobinado. Seu estator e bobinado sendo composto geralmente de duas bobinas de campo.formado com freqüência da rede. toca discos. Geralmente as escovas são levantadas automaticamente quando o rotor atinge 75% e a partir daí ele passa a funcionar como um motor de indução. Motor monofásico de repulsão Esses motores são empregados largamente refrigeradores industriais. Figura 60 . pois esses motores acompanham o campo girante sem escorregamento de rotor. secadores de cabelo. Devido esse motivo é denominado de anel em curto. São usados em praticamente todos os eletrodomésticos portáteis e em pequenas máquinas 96 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . Esses motores possuem alta capacidade de arranque e rotação elevada. Possui rotor que e alimentado através de comutador (coletor) e escovas. Suas desvantagens são baixa capacidade de arranque custo elevado e manutenção cara. Seu rotor não tem ligação com o estator e possui barras de cobre curto circuitadas que e chamado de gaiola de esquilo ou rotor em curto.Motor monofásico fase auxiliar (110/220V) Motor trifásico síncrono São utilizados em aplicações mais especificas onde existe a necessidade de uma velocidade constante. fazendo um arranque mais vigoroso. compressores. O motor de anel em curto não permite reversão. Esses motores são dotados de um capacitor em serie com o enrolamento auxiliar para melhorar o torque de partida. O estator e bobinado possui em sua sapata polar uma ranhura onde fica alojada um anel de cobre ou espira em curto-circuito. bombas d’água e em aplicações que necessitam alta capacidade de arranque e não seja possível a aplicação de motor trifásico.

São motores caros. Existem ainda alguns motores especiais de corrente continua que podem ser: • De induzido (rotor) e campo (estator) bobinado.∆ (220/380V) SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 97 .Motor de 6 terminais . serras elétricas. • Estator bobinado e induzido de ima permanente (brushless). lixadeiras. Figura 61 . A rotação destes motores.f p/2 * rpm (rotação por minuto) * f (hz 50 ou 60) * p/2 (numero de pares de pólos) Figura 62 . Esses motores são aplicados em máquinas onde há necessidade de controle de velocidade com torque constante em toda a faixa de velocidade para executar movimentos de precisão. como vimos anteriormente é em função da freqüência da rede e é dada pela seguinte formula: RPM = 60. A variação da velocidade geralmente e feita variando-se a tensão na armadura (rotor). com alto índice de manutenção e manutenção cara.ferramentas como furadeiras. são os mais utilizados tanto trifásico como monofásico.Motor de corrente contínua Motores assíncronos de indução (AC) Por terem melhor relação custo beneficio. • Campos de ima permanente e induzido (rotor) bobinado. Os induzidos bobinados são alimentados através de coletor e escovas.

Y (380V) SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 98 .Motor de 12 terminais – ligação Y .Figura 63 .Motor de 12 terminais – ligação ∆ .Motor de 6 terminais – Y (380/660V) Figura 64 .∆ (220V) Figura 65 .

Figura 66 .Motor de 12 terminais – ligação Y (760V) Existem também motores de múltiplas velocidades em um só motor. • 4 e 6 pólos (1800/1200rpm). SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 99 . • E ainda motor de 2 e 4 pólos com ligação Dalhander.Motor de 12 terminais – ligação ∆ (440V) Figura 67 . por exemplo: • 2 e 4 pólos (1800/3600rpm).

Motor de dupla rotação com enrolamentos independentes Baixa Alta Figura 69 .Figura 68 .Motobomba comandada por chave bóia SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 100 .Motor Dahlander – Baixa e alta rotação Figura 70 .

entre 300 a 500 metros de altura. não é necessário que o gradiente de tensão seja superior a rigidez dielétrica do de toda a camada de ar entre a nuvem e o solo e sim parte dela: talvez uns 10000 volts por cm sejam suficientes. Para que a descarga tenha início. O fenômeno tem início com a formação de uma descarga piloto da nuvem para a terra. com aspecto de uma árvore invertida. Aliás. formam-se gradientes de tensão.Partida direta de motor trifásico comandada por contator 13 – PARÁRAIO 13. Esta descarga não é SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 101 . resultante do acúmulo de cargas elétricas em uma nuvem e a conseqüência descarga no solo terrestre ou sobre qualquer estrutura que ofereça condições favoráveis a descarga. conclui-se através de inúmeras teorias que a parte inferior da nuvem está carregada por cargas predominantemente negativas e a parte superior positiva.Figura 71 . Entre a nuvem carregada negativamente em sua parte inferior e a terra positivamente carregada na superfície.1 Formação dos raios Raio é fenômeno atmosférico de conseqüência desastrosas. as observações e medições das descargas que caem sobre linhas de transmissão provam ser que são resultantes de cargas negativas. que variam de 100000 a 1000000 kv.

não se concretizará a formação do raio. da terra para a nuvem.). sem passar junto às partes não condutoras (concreto. madeira. A ação do pára – raio é dupla: A utilização do poder das pontas. por “influência”. isto é. Zona de proteção Um pára–raio bem instalado e bem mantido protege praticamente a área do espaço equivalente a um circulo cujo centro a haste do pára – raio e cujo diâmetro é igual a quatro vezes a altura da montagem. os danos serão reduzidos ao mínimo. O objetivo principal da proteção contra raios é o estabelecimento de meios para a descarga se dirigir na menor percurso possível para a terra. todavia seria muito onerosa”. Partes constituintes de uma instalação de um pára – raio tipo Franklin • a – ponta ou captor. já que está colocado no ponto mais alto de um edifício. É falso crer que a descarga irá necessariamente cair sobre o pára – raios situado sobre a nuvem ou em suas proximidades. Esta descarga segue o caminho da descarga piloto e está associada a correntes elevadas variando de 9000 a 218000 ampéres. haverá o raio. Estas três descargas constituem uma descarga completa há raios de várias descargas completas conhecidos como múltiplos. A carga da nuvem pode retornar toda a sua intensidade. alvenaria etc. • b – haste metálica. com velocidade da ordem de 30000 km/s. nos referimos ao “cone de proteção ‘. pois as zonas de proteção se superpõem. A proteção total só será conseguida pela gaiola de faraday. a propriedade que tem as pontas metálicas de escoarem. As duas descargas anteriores seguem-se uma terceira. as cargas elétricas com as quais estão em comunicação se manifesta freqüentemente por centelhas luminosas. de curta duração e pequena corrente: 100 a 1000 ampéres. de grande luminosidade. às vezes neutralizados ao todo. através do ar ambiente. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 102 . É preferível não ter um pára – raio do que ter um pára – raio mal instalado. provavelmente preferirá o seu caminho. forma-se a descarga principal ou de retorna. mas se esta cair a pouca distância dele. assim. Possivelmente. O pára – raio descarga para o solo e neutraliza pouco à pouco. a eletricidade da nuvem encontrada acima dele. Uma vez atingido o solo. Esta instalação. É de pouca luminosidade. o envolvimento de toda a estrutura a proteger por uma rede de pára – raios dentro da qual o campo é nulo.continua e sim em etapas de 50 metros com intervalos de aproximadamente 100 microssegundos entre elas e de velocidade da ordem de 1500 km/s. isto constitui o efeito preventivo do pára – raio. Praticamente. cuja base é o circulo referido e a altura é a de montagem do pára – raios. Ele não atrai o raio. ou seja. se a tempestade é muito violenta e súbita: aí o pára – raio não poderá exercer toda a sua tarefa de neutralização.

normalmente da ordem de milhares de ampéres. com as demais partes escoará a descarga para terra. Haste metálica É à parte que se liga ao captor. Deve se compreender que quando mais alta a haste maior será a proteção. não se devem ultrapassar os 5 metros. • e – cabo de descida ou de escoamento. Protetor contra ações mecânicas A fim de evitar danificar por ações mecânicas. causaria uma elevada queda de tensão. destinando-se a fixar o cabo de descida à haste. porém elevar muito significa dificultar a instalação. que. • f – protetor (isolante) contra ações mecânicas.29 mm. porém a estrutura metálica deve ser ligada a terra através de um cabo de descida. pois do contrário a corrente da faísca elétrica. podemos instalar a haste aproveitando uma estrutura já existente. com temperaturas extremamente altas. Isolador Serve para isolar a haste da estrutura com uma regidez dielétrica de 10000 volts. com seção mínima 30 milímetros quadrados exterior e de 50 milímetro quadrados no solo. o suficiente para fundir toda a instalação. Qualquer parte do pára – raio deve ser boa condutora de eletricidade. ou de várias pontas. • d – braçadeira. Pode ser de uma única ponta. em geral feito de latão ou bronze cromado. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 103 .• c – isolador. podendo ser redondo ou achatado e também em barra de espessura mais que 1. Se o edifício é metálico pode ser dispensada a instalação da haste e da ponta. cordoalha. por eletrodutos ou outro material isolante apropriado. Como é intuitivo. Na prática. • g – eletrodo de terra. Ponta ou captor É a parte mais elevada do pára – raio. destinada a receber a descarga pelo efeito das pontas. Braçadeira Deve ser de um material bom condutor. ou construindo uma estrutura somente para sustentar a haste e as demais partes. deve-se proteger o cabo de descida desde o solo até uma altura de aproximadamente 2m. Cabo de descida ou escoamento Deverá ser de cobre do tipo. constituindo o que se chama de “buquê”.

deve ser verificada periodicamente nunca devendo ultrapassar 25 ohms a resistência máxima permitida. A resistência aconselhável do resistor de terra é de no máximo 5 ohms. Figura 72 .Eletrodo de terra É a parte mais importante do sistema de pára – raios. com o cabo de descida desligado.Pára-raio SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 104 .

Faça o esquema unifilar do circuito com uma lâmpada e dois interruptores paralelos. Defina usina nuclear. Quais as principais partes das lâmpadas incandescentes? 29. Defina usina hidroelétrica. Qual a diferença existente entre um fusível de ação rápida e de um fusível de ação retardada? 16. O que é transmissão de eletricidade? 5. Defina usina termoelétrica. Qual a função da ponta ou captor no pára-raio? SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 105 . Explique o funcionamento das lâmpadas incandescentes. 14. Quais as vantagens da utilização de contatores como dispositivos de manobra? 26. 24. Defina fusível. 8. Explique o funcionamento do relê de sobre corrente. Defina curto – circuito.14 – TRABALHO DE INSTALAÇÃO ELÉTRICA 1. O que é quadro de distribuição? 11. Quais os tipos de emendas mais utilizadas? 10. O que é distribuição de eletricidade? 6. 25. Explique o funcionamento do relê de subtensão. • Capacidade de ruptura. 13. Como funciona o elo indicador de queima nos fusíveis diazed? 18. Defina sobrecarga. 28. Qual o princípio de funcionamento do interruptor de corrente de fuga? 9. Quais as características dos fusíveis NH? 19. 23. 17. 15. • Tensão nominal. 3. Quais os acessórios que constituem o conjunto segurança diazed? 20. 2. Defina os dois tipos de aterramentos existentes. Quais as peças principais dos contatores? 27. Qual é princípio de funcionamento das lâmpadas fluorescentes? 30. Explique o funcionamento do relê térmico de sobre carga. Que significa com relação aos fusíveis? • Corrente nominal. 4. Quais as cores mais utilizadas para denominar os condutores elétricos? 7. 21. 22. Explique o funcionamento de um fusível. O que é fator de demanda? 12.

ador portátil Lâmpada incandescentes Carga (watts) 1000 a 1500 2000 a 6000 1200 2400 250 a 800 8 a 12 500 a 2000 4000 150 a 200 300 a 500 400 a 600 660 a 1200 4000 a 6000 300 a 500 1000 a 1200 450 a 1000 700 a 1000 150 a 300 15 a 60 250 275 a 400 600 a 1000 350 a 550 120 a 250 60 a 90 600 a 800 600 a 1000 300 a 400 450 a 600 950 a 1000 por HP 40 a 150 2a3 4000 a 5000 200 a 400 500 a 1200 50 a 200 10 a 1500 Corrente com carga nominal dos motores assíncronos trifásicos de gaiola em 60Hz. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 106 .15 – ANEXOS Tabela 34 . Valores orientativos.Cargas aproximadas de diversos aparelhos eletrodomésticos Aparelhos Aquecedor elétrico (boiler) tipo residencial Aquecedor elétrico (boiler) tipo coletivo Ar condicionado portátil (1HP) Ar condicionado portátil (2HP) Aspirador de pó Barbeador Cafeteira Chuveiro elétrico Cobertores elétricos Exaustor Ferro elétrico seco Ferro elétrico a vapor Fogão elétrico Freezer (congelador) Fritadeiras Geladeiras comerciais (½ a 1HP) Irradiador de calor Geladeiras domésticas Lâmpada fluorescente Lâmpada infravermelha Lâmpada ultravioleta Lavadora de pratos Lavadora de roupas Liquidificador Máquina de costura Máquina de lavar roupa (automática) Máquina de wafles Motores ¼ HP Motores ½ HP Acima de ½ HP Rádio Relógio elétrico Secadora de roupas Televisão Torradeiras Ventil. Devem ser verificados com o fabricante do motor.

00 9.65 2.5 2.60 8.80 7.85 4.20 2.5 87.18 0.0 87.0 70.98 4.33 1.2 3 3.00 6.38 0.0 25.8 13.75 1.0 16.8 20.7 83.15 3.39 5.38 1.45 5.5 15.0 32.63 0.90 7.58 0.0 21.96 2.66 1.55 0.5 63.0 47.45 3.04 1.5 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 175 200 250 270 300 350 400 450 500 kW 0.8 19.00 9.70 8.23 12.0 78.30 1.6 17.0 36.77 7.0 96.Corrente de motores 2p CV 0.Tabela 35 .0 20.70 2.0 72.0 63.75 1.7 42.0 39.85 2.6 16.60 3.7 72.25 2.80 5.40 5.0 49.0 30.15 1.0 37.3 20.50 6.5 0.4 17.90 10.59 10.0 13.5 71.7 15.85 1.21 4.65 4.0 36.2 21.6 23.5 132 165 198 228 263 323 384 413 - SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 107 .90 2.80 0.90 1.25 1.8 18.25 1.75 0.0 57.0 50.0 62.3 18.2 11 15 18.0 25.1 33.5 10 12.0 26.0 50.0 17.50 3.50 3.5 29.8 20.17 3.40 3.5 12.8 27.6 15.5 92.7 4.05 6.39 7.0 35.0 12.0 30.5 14.30 2.12 11.60 0.30 5.4 20.90 10.08 2.0 11.5 15.0 70.80 8.23 7.5 72.5 9.5 12.0 58.0 34.13 2.00 3.8 100 132 173 205 241 265 335 352 382 450 4p 6p 380V A 0.5 12.15 1.20 1.1 28.25 0.29 5.1 1.0 20.52 0.02 2.4 34.69 0.0 13.0 100 125 156 193 264 330 395 456 526 646 768 826 2p 0.2 45.0 114 150 178 209 230 290 305 331 390 4p 6p 440V A 0.75 3.40 2.52 0.7 56.48 3.45 0.80 1.00 10.0 35.5 50.90 1.30 1.9 23.65 0.90 1.6 42.96 9.33 0.14 6.4 56.5 30.0 97.5 78.0 123 126 145 145 175 185 240 248 302 308 354 382 424 440 470 500 580 644 630 670 698 756 808 910 948 1000 1040 1110 1166 8p 1.5 19.8 15.0 100 98.5 7.0 118 140 174 228 300 355 418 460 580 610 662 780 4p 6p 220V A 0.70 4.9 31.66 0.8 13.1 14.23 10.26 1.90 7.85 9.40 6.06 6.0 72.1 90.0 48.90 7.1 57.98 4.0 39.60 2.0 74.7 101 107 138 143 174 178 204 220 245 254 271 289 335 372 364 387 403 436 466 525 547 577 600 640 673 8p 0.78 0.54 3.5 20.0 73.0 23.62 9.12 0.0 18.1 30.30 8.2 16.5 2 3 4 5 6 7.50 3.1 80.80 5.96 6.75 1 1.76 1.0 17.50 1.77 3.0 60.5 59.4 5.13 1.40 6.0 40.20 4.1 12.0 68.98 1.5 40.25 0.73 2.98 7.85 2.0 54.6 11.0 52.2 36.5 22 30 37 45 55 75 90 110 130 150 185 200 220 260 300 331 368 0.0 40.0 18.44 0.57 0.0 27.45 3. 22.38 1.0 31.0 68.13 1.25 6.0 25.0 38.44 1.04 1.0 34.37 0.73 0.20 10.44 1.56 1.14 1.0 61.7 83.6 36.60 10.80 2.30 4.16 0.0 27.98 1.30 6.0 111 152 190 228 263 304 373 443 477 2p 0.5 120 124 151 154 177 191 212 220 235 250 290 322 315 335 349 378 404 455 474 500 520 555 583 8p 0.

Figura 73 . 108 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas . • Cômodos ou dependências com mais de 6m: no mínimo 1 tomada para cada 5m ou fração de perímetro espaçadas tão uniformes quanto possível.Planta elétrica residencial Número de tomadas (recomendação NB 3) • Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m: no mínimo 1 tomada.

Equivalência prática AWG/MCM x Série métrica Fios/cabos – tabela Fios/cabos Extinflan bwf 750V comparativa PVC/70º AWG/MCM (mm² aprox. garagens ou sótãos: pelo menos 1 tomada. varandas.3) 4 28 8 (8.) Série métrica (mm²) Ampères 14 (2.4) 6 36 6 (13) 10 50 4 (21) 16 68 2 (34) 25 89 1 (42) 35 110 1/0 (53) 50 134 2/0 (67) 3/0 (85) 70 171 4/0 (107) 95 207 250 (127) 300 (152) 120 239 350 (177) 150 275 400 (203) 185 314 500 (253) 600 (304) 240 370 700 (355) 750 (380) 800 (405) 300 426 900 (456) 1000 (507) 400 510 500 587 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 109 .5m ou fração de perímetro. • Subsolos.• Cozinhas.5 21 10 (5.5 12 (3. Tabela 36 .5 15. independente da área. copas e copas-cozinhas: 1 tomada para cada 3.3) 2. • Banheiro: no mínimo 1 tomada junto ao lavatório com uam distância mínima de 60cm da limite do Box.1) 1.

5 18 24 31 42 56 73 89 108 136 164 188 216 245 286 328 390 447 G 22 29 38 47 63 81 104 125 148 183 216 246 278 312 361 408 478 540 H 18 24 31 39 52 67 86 103 122 151 179 203 230 258 297 336 394 445 As colunas a utilizar de acordo com a maneira de instalar.5 21 28 36 50 68 89 110 134 171 207 239 275 314 370 426 510 587 C 19. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 110 .5 2. parede ou piso Eletroduto em canaleta aberta ou ventilada Molduras.Tabela 37 .5 19.Capacidade de condução de corrente (em ampères) Seção nominal (mm²) 1.5 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 269 309 353 415 477 571 656 B 15.Diferentes maneiras de instalar diferentes tipos de cabos Maneiras de instalar Extinflan 2* 3* A B Braschumbo 2 3 Brasnax 2 3 A B Eletroduto em instalação aparente Eletroduto embutido em teto.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 A 17. são indicados na tabela 38.5 27 36 46 63 85 112 138 168 213 258 299 344 392 461 530 634 729 D 17. rodapés ou alizares Calha Fixação direta à parede ou teto Poço Espaço de construção Bloco alveolado Eletroduto em canaleta fechada E F Canaleta fechada Canaleta aberta ou ventilada Diretamente enterrado Eletroduto diretamente enterrado Sobre isoladores Ver tabela 38 Linha aérea Bandeja ou prateleiras Suportes C A A C G - D B B D H - C A E A C G G - D B F B D H H - Ver tabela 38 * Condutores carregados Tabela 38 .5 24 32 41 57 76 96 119 144 184 223 259 299 341 403 464 557 642 E 14.5 26 34 46 61 80 99 119 151 182 210 240 273 321 367 438 502 F 13. o tipo de cabo e o número de condutores carregados.

• Temperatura ambiente: 30ºC. unipolares contíguos Fios e cabos unipolares Contíguos Espaçados Espaçados Horizontal Vertical (1) 22 30 40 51 70 94 119 148 180 232 282 328 379 434 514 593 - (2) 18. • Temperatura ambiente: 30ºC.• Temperatura do condutor: 70ºC.5 25 34 43 60 80 101 126 153 196 238 276 319 364 430 497 - (3) 22 31 41 53 73 99 131 162 196 251 304 352 406 463 546 629 754 868 (4) 17 24 33 43 60 82 110 137 167 216 264 308 358 409 485 561 656 749 (5) 18 25 34 45 63 85 114 143 174 225 275 321 372 427 507 587 689 789 (6) 24 34 45 59 81 110 146 181 219 281 341 396 456 521 615 709 852 982 (7) 21 29 39 51 71 97 130 162 197 254 311 362 419 480 569 659 795 920 Instalados ao ar livre • Temperatura do condutor: 70ºC.5Km/W.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Cabos 2 cond Cabos 3 cond Fios/cabos 2 cond. Tabela 39 .5 2. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 111 .Capacidade de condução de corrente (em ampères) para cabos EXTINFLAN e BRASNAX Tipos de cabos e instalações Seção nominal (mm²) 1.70m. 3ª etapa: corrigir o valor da capacidade de condução de corrente do condutor encontrado pelo fator de agrupamento. • Profundidade de instalação: 0. unipolares contíguos Fios/cabos 3 cond. Para cabos diretamente enterrados ou em eletrodutos diretamente enterrados: • Resistividade térmica do solo: 2.

20 0.72 1.67 0.9 16.8 10.5 0.65 0.95 0.Tabela 40 .15 7.30 0.45 0.71 1. calha fechada.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 300 500 27.14 4.7 0.14 16 – SÍMBOLOS GRÁFICOS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS – NBR 5444 – ABNT Objetivo Esta norma estabelece os símbolos gráficos referentes às instalações elétricas prediais. bloco alveolado (material magnético).7 10.94 0.44 0.2 2.4 16.19 Eletroduto.33 1.25 0. calha fechada (material magnético).09 0.50 0.8 0.25 0.67 0.5 7. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 112 .82 0.17 0.29 0.34 0.0 4.21 0.5 2.6 9.23 3. Fios e cabos Circuito Circuito monofásico trifásico 27.51 0.41 0.35 0.Fatores de correção Disposição dos cabos Fatores de correção Número de circuitos ou da cabos multipolares 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 1 16 Agrupados sobre uma superfície ou contidos em 1 eletroduto ou calha ou bloco alveolado 0.Seção nominal de eletrodutos por circuitos Seção nominal (mm²) Eletroduto.16 0.7 1.59 0.18 0.6 0.5 0.25 1.55 0.30 0.5 0.45 0.67 2.24 0.36 0.4 Tabela 41 .49 1.42 0.9 14. Fios e cabos Circuito monofásico e trifásico 1.22 0.68 2.25 0.07 6.6 23.20 0.15 0.55 0.

de maneira que não fique dúvida quanto à instalação a ser executada. o triângulo eqüilátero e o quadrado. Símbolos A construção da simbologia desta norma é baseada em figuras geométricas simples como enunciado abaixo. Eletrodutos de circuitos com importância. • Telefone: interno e externo. Aparelhos com potência ou importância diferentes podem ser destacados por símbolos de tamanhos diferentes. podem ser divididos em dois sistemas distintos: teto e piso. Esse desenho deve conter os detalhes de arquitetura e estrutura para compatibilização com o projeto elétrico. Esta norma se baseia na conceituação simbológica de quatro elementos geométricos básicos: o traço. Em cada matriz deve ser localizados os aparelhos e seus dutos de distribuição. supervisão e controle e outros sistemas. tensão e polaridade diferentes podem ser destacados por meio de diferentes espessuras dos traços. detecção. levando em consideração as recomendações da NBR 5984. • Sinalização: som. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 113 . Basicamente deve ser usada uma matriz para a instalação de cada um dos seguintes sistemas: • Luz e força: que dependendo da complexidade. Condições gerais A planta de instalações deve ser executada sobre um desenho em vegetal transparente. para permitir uma representação adequada e coerente dos dispositivos elétricos. Os diâmetros dos eletrodutos bem como todas as dimensões devem ser dados em milímetros. segurança. com todos os dados e dimensões para perfeito esclarecimento do projeto. o círculo. Sendo necessário devem ser feitos detalhes. • NBR 5984 – Norma geral de desenho técnico – Procedimento.Documentos complementares Na aplicação desta norma é necessário consultar: • NBR 5626 – Instalações prediais de água – Procedimento.

Os diâmetros normalizados são segundo a NBR 5626. Para ilustrar a simbologia desta norma. Os símbolos gráficos referentes às instalações elétricas prediais encontram-se nas tabelas abaixo. usando-se a tabela a seguir: Tabela 42 . convertidos em milímetros.Traço O seguimento de reta representa o eletroduto. Quadrado Representa qualquer tipo de elemento no piso ou conversor de energia (motor elétrico).Conversão de diâmetros nominais Polegadas ½ ¾ 1 1¼ 1½ 2 2½ 3 4 Círculo Representa três funções básicas: o ponto de luz do interruptor e a indicação de qualquer dispositivo embutido no teto. Variações acrescentadas a ela indica mudança de significado e função (tomadas de luz e telefone. O ponto de luz deve ter um diâmetro maior que o do interruptor para diferencia-los. envolvendo a figura. média e alta). Triângulo eqüilátero Representa tomadas em geral. significa que o dispositivo localiza-se no piso. por exemplo). bem como modificações em seus níveis na instalação (baixa. consta do anexo uma planta elétrica representativa de um trecho das instalações de uma edificação residencial. O ponto de luz na parede (arandela) também é representado pelo círculo. SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 114 Milímetros 15 20 25 32 40 50 60 75 100 . Um elemento qualquer circundando indica que este localiza-se no teto. De forma semelhante ao círculo.

Indicar a seção. Condutor seção 1. exceto se forem de eletroduto Condutor de retorno no interior do 1.21 Eletroduto que sobe Eletroduto que desce Eletroduto que passa descendo Eletroduto que passa subindo Sistema de calha de piso No desenho aparecem quatro sistemas que são habitualmente: I – luz e força. fase para campainha.12 5.5mm².16 Caixa de passagem no piso Dimensões em mm Símbolo Significado Eletroduto embutido no teto ou parede Eletroduto embutido nopiso Telefone no teto Telefone no piso Tubulação para campainha. nº do circuito e a seção dos condutores. eletroduto Condutor terra no interior do eletroduto Condutor positivo eletroduto Condutor negativo eletroduto Cordoalha de terra no no interior interior do do Indicar a seção utilizada.18 5. 115 .3 5.2 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas Condutor seção 1. ramais) IV – especiais (Comunicações) 5.Dutos e distribuição Nº 5.11 5. II – telefone (TELEBRÁS) III – telefone (P(A)BX.1 5.15 5. Indicar na passante do legenda o sistema Cada tração representa um condutor.2 5.7 5. nº de Condutor neutro no interior do condutores. KS.17 5. Caixa de passagem no teto Dimensões em mm Caixa de passagem na parede Indicar a altura e se necessário fazer detalhe (dimensões em mm) 5.14 5.0mm².21.9 5.6 5. anunciador ou outro sistema.13 3 (2 x 25) + 2 x 10 5.19 5. indica-la. som.10 5.Tabela 43 .4 5. em 50 significa 50mm² 1 Leito de cabos com um circuito passante composto de três fases.1 5. cada 25 1 significa 25mm² um por dois cabos de 25mm² mais dois 10 1 significa 10mm² cabos de neutro de seção 10mm². campainha. se esta não for de 15mm.21. neutro para Se for de seção maior.8 5.20 5. Condutor de eletroduto fase no interior Observações Para todas as dimensões em mm indicar a seção.5 5.0mm².

nominais.10 7. Ex: chave monopolar Chave seccionadora abertura Indicar a tensão.22 Condutor seção 1.Interruptores Indicar as cargas de luz em watts e de força em W ou kW Nº 7.1 a 7.9 a 7.11 7. correntes fusíveis.7 7.13 7.4 7.8 são para plantas e 7.9 7. Chave seccionadora com Indicar a tensão. nominais.2 6.5 6.6 7.Quadros de distribuição Nº 6. Tabela 44 . Disjuntor a óleo Indicar a tensão.2 7.5. Chave reversora 116 Significado Interruptor de uma seção SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas .1 7.16 Botão de campainha na para diagramas parede (ou comando a distância) Botão de campainha no piso (ou comando a distância) Fusível Indicar a tensão.6 Símbolo Significado Quadro parcial de luz e força aparente Quadro parcial de luz e força embutido Quadro geral de luz e força aparente Observações Quadro geral de luz e força embutido Caixa de telefones Caixa para medidor Tabela 45 . correntes em carga nominais. capacidade nominal de interrupção e polaridade através de traços. corrente potência.0mm². Ex: chave bipolar Chave seccionadora abertura Indicar a tensão.12 7. correntes nominais.5 7. correntes fusíveis.15 Símbolo 7.8 7.14 7. retorno para campainha. Disjuntor a seco Indicar a tensão.1 6. abertura em carga. abertura sem carga.16 Observações A letra minúscula indica o ponto comandado Interruptor de duas seções As letras minúsculas indicam os pontos comandados Interruptor de três seções As letras minúsculas indicam os pontos comandados Interruptor paralelo ou Three. correntes sem carga nominais. capacidade nominal de interrupção e polaridade. Ex: chave tripolar Chave seccionadora com Indicar a tensão.3 7.3 6.4 6. corrente potência.A letra minúscula indica o ponto Way comandado Interruptor intermediário ou A letra minúscula indica o ponto Four-Way comandado Botão de minuteria Nota: os símbolos de 7.

2 8. tensão e tipo de lâmpadas.12 8.Luminárias. tipo de lâmpadas.8 8.10 8.13 8. Lâmpada de sinalização Refletor Indicar potência.4 8. Nº 8.1 8. lâmpadas. Indicar o nº de lâmpadas e a potência em watts Ponto de luz incandescente na parede (arandela) Ponto de luz incandescente no teto (embutido) Ponto de luz fluorescente no teto (indicar o nº de lâmpadas e na legenda o tipo de partida e reator) Ponto de luz fluorescente na parede Ponto de luz fluorescente no teto (embutido) Ponto de luz incandescente no teto em circuito vigia (emergência) Ponto de luz fluorescente no teto em circuito vigia (emergência) Sinalização de tráfego (rampas.15 8.14 8. refletores.17 Símbolo Significado Ponto de luz incandescente no teto. Pote com duas luminárias para Indicar as iluminação externa potências.7 8.9 8.3 8.11 8. etc).5 8.16 8. Observações A letra minúscula indica o ponto de comando e o nº entre dois traços o circuito correspondente Deve-se indicar a altura da arandela SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 117 . entradas. Lâmpada obstáculo Minuteria Diâmetro igual ao do interruptor Ponto de luz de emergência na parede com alimentação independente Exaustor Motobomba para bombeamento da reserva técnica de água para combate a incêndio.6 8.Tabela 46 .

6 9. Saída de som na parede.8 9. baixo A potência deverá ser (300mm do piso acabado) indicada ao lado em VA Tomada de luz a meio a altura (exceto se for de 100VA). indicar o nº de W ou kW. indicar o nº de chamadas em algarismos romanos.Tomadas Nº 9.12 9.s e for da Saída para telefone externo na diferente normalizada.14 9. Cigarro Campainha Quadro anunciador Dentro do círculo.5 Símbolo Significado Observações Tomada de luz na parede. Saída para telefone externo na Especificar “h” parede a uma altura “h” Saída para telefone interno na parede Saída para telefone externo no piso Saída para telefone interno no piso Tomada para rádio e televisão Relógio elétrico no teto Relógio elétrico na parede Saída de som.2 10. se a parede (rede TELEBRÁS) tomada for de força.9 9.3 Símbolo Significado Gerador Motor Transformador de potência Observações Indicar as características nominais Indicar as características nominais Indicar a relação de tensões e valores nominais 118 SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas .13 9.11 9.2 9.Motores e transformadores Nº 10.Tabela 47 .1 10. como também (1300mm do piso acabado) Tomada de luz alta (2000mm do piso o nº do circuito acabado) correspondente e a Tomada de luz no piso altura da tomada.16 9.17 Tabela 48 . Indicar a altura “h” 9.10 9.1 9.7 9.3 9.15 9.4 9. no teto.

7 Transformador de Indicar a relação de espiros.6 10.2 Bateria acumuladores pilhas.Acumuladores Nº 11. A barra de primário deve ter um traço mais grosso potencial Transformador de corrente (dois núcleos) Retificador Tabela 49 .4 10.5 10.10.1 11. Neste caso. a tensão ou o nº e o tipo dos elementos devem ser indicados.1. de Sem indicação do nº de ou elementos do nº de 11.1. o pólo negativo. Forma 2 elementos SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 119 .1 Símbolo Significado Acumulador elementos de pilha Observações ou O traço representa o pólo positivo e o traço curto. corrente (um núcleo) classe de exatidão e nível de Transformador de isolamento. Este símbolo poderá ser usado para representar uma bateria se não houver risco de dúvida. Forma 1 Bateria de acumuladores ou Sem indicação pilhas.

ABNT SENAI CTV Blumenau Instalações Elétricas 120 .Figura 74 .Planta elétrica residencial .

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