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Ministério da Fazenda

PERSPECTIVA
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Edição | Maio – Julho | 2011

Economia Brasileira em

Ministério da Fazenda

Índice
Sumário Executivo Atividade Econômica Emprego e Renda Inflação Juros e Crédito Política Fiscal Setor Externo Panorama Internacional Especial – Brasil e a Crise Internacional Anexo Glossário 7 9 25 35 43 57 71
Edição Maio – Julho | Ano 2011

83 103 115 120

3

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Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) e Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Secretaria de Assuntos Internacionais (SAIN). consolida e atualiza as principais variáveis econômicas do Brasil. .NOTA O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”. publicado pelo Ministério da Fazenda. O documento é resultado do trabalho conjunto dos seguintes órgãos deste Ministério: Secretaria de Política Econômica (SPE). com dados atualizados até 5 de setembro de 2011.

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Neste sentido. o Governo Federal também está focando a inovação e a qualificação de mão de obra.Ministério da Fazenda Investimentos garantem crescimento sustentado A economia brasileira passa atualmente por um processo de acomodação do crescimento após ter expandido 7. a meta do setor público consolidado. Em 2011. Além disso. o objetivo é aumentar paulatinamente essa participação. que visa dotar o país com melhor infraestrutura por meio de investimentos próximos de 1 trilhão de reais no período 2011-2014. programa de formação de mão de obra qualificada de nível técnico. tem por objetivo incentivar a inovação e a agregação de valor. o Governo Central elevou sua meta de superávit primário em R$ 10 bilhões e. situação fiscal sólida e melhor infraestrutura. o Governo Federal lançou a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Mais do que a ênfase no investimento em si. a economia brasileira deve continuar com dinâmica sustentável. Para isso.5% do PIB. deverá elevar de cerca de 350 para 600 o número de unidades escolares administradas pelos Institutos Federais de Educação. Já o Pronatec. por exemplo. uma vez que se constitui em fator essencial para a elevação da capacidade produtiva do país. a Administração Federal está viabilizando a contenção dos gastos de custeio a fim de abrir mais espaço para o contínuo aumento dos investimentos públicos. Com tais diretrizes. de R$ 117.5% em 2010. por conseguinte. O Plano Brasil Maior.9 para R$ 127. mercado interno fortalecido. a nova política industrial. Nos anos seguintes. Sumário Executivo Edição Maio – Julho | Ano 2011 7 . Os investimentos devem desempenhar um papel importante no sentido de manter o crescimento econômico em níveis sustentáveis nos próximos anos.9 bilhões. estima-se que a Formação Bruta do Capital Fixo deva alcançar 19.

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PERSPECTIVA Economia Brasileira em Atividade Econômica Ministério da Fazenda .

2% no 1º trimestre. Apesar da moderação da expansão. No acumulado de quatro trimestres. Atividade Econômica Edição Maio – Julho | Ano 2011 10 .Ministério da Fazenda Economia brasileira desacelera no 2º trimestre de 2011 As medidas adotadas pelo Governo para equilibrar o crescimento neste ano já surtem efeito.8% no 2º trimestre. o PIB obteve crescimento de de 4. a economia brasileira segue em 2011 com dinâmica acima da verificada nas principais economias avançadas. Após crescer 1.1%. se comparado ao mesmo período do ano passado. se comparado ao trimestre anterior. o PIB teve expansão de 0.7%. e de 3.

09 20 III 09 . 8 2 III 008 .2 IV 008 .2 10 0 II.2 09 0 II.2 IV 010 .2 06 0 II.8% no 2º trimestre de 2011.2% no 1º trimestre do mesmo ano.8 Edição Maio – Julho | Ano 2011 -4. com ajuste sazonal) 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 -5 0.2 IV 005 . 06 20 III 06 . 07 20 III 07 .2 IV 006 . 11 20 11 11 .2 IV 007 .2 0 I.2 0 I. 05 20 III 05 . Atividade Econômica Crescimento do PIB (% trimestral. após expandir 1.2 0 I. 10 20 III 10 .2 07 00 II.2 0 I.Ministério da Fazenda Crescimento do PIB no 2º trimestre de 2011 O PIB brasileiro cresceu 0.2 0 I.2 IV 009 .2 0 II.2 Dados em: % variação em relação ao trimestre anterior.2 0 I. com ajuste sazonal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda I.2 08 0 II.2 05 0 II.

0 2.7% nos Investimentos.2 0. 2011 Dados em: % variação em relação ao trimestre anterior.0 1.0 0.2 0. expansão superior à registrada no Consumo do Governo (1.7 0.8%) e da Indústria (0.0 2.5 0.7 1.0 0. Atividade Econômica Crescimento do PIB .2%) e das Famílias (1. com ajuste sazonal) 3. com ajuste sazonal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Oferta Demanda 12 . 2011 1º trim.2 1.0 -0. Do lado da demanda.2%).9 1.8 1.5 1. destaca-se a variação positiva de 1.5 -0.8 0.Ministério da Fazenda Crescimento Econômico pela ótica da oferta e demanda Da perspectiva da oferta.7 2º trim.1 Agropecuária Indústria Serviços PIB Consumo das Famílias Consumo Formação Bruta do Governo de Capital Fixo Edição Maio – Julho | Ano 2011 3.5 2.0 1.Oferta e Demanda (% trimestral.0%).8% no 2º trimestre de 2011 resulta da forte expansão dos Serviços (0. o crescimento de 0.2 0.

6 3.2 5.2 1.8 11.2 3.Ministério da Fazenda O crescimento econômico brasileiro em mais detalhe No 2º trimestre de 2011.1 0.4 3.2 8.2%.0 0.3 5.7 10.7% (11.7 9.9 11.3 6.7 1.5 0.5 5.2 Atividade Econômica Agricultura Indústria Extrativa Mineral Transformação Construção Civil Serviços Comércio Transporte.9 6.2 7. Decomposição do Crescimento do PIB .1 1.7 2.8 3.7 7. os investimentos cresceram 1.8 3.Oferta e Demanda (%) Decomposição do Crescimento do PIB: 2 T 2011 (%) 2T2011 / 1T2011* -0.1 2.0% e 1.1 5.5 6. Isso resultou na maior expansão dentre os componentes da demanda doméstica.1 Período de comparação (%) 2T2011 / 2T2010 Acum.8 1.4 10.9% no acumulado em quatro trimestres).3 9.3 15.5 4.7 3. dado que o Consumo das Famílias e o Consumo do Governo cresceram 1.0 1.4 4.1 0.9 6.1 4.5 4.5 5.2 0.6 23.2 36.5 14.2 2.9 21.1 2.9 5.6 6.8 1.0 2.7 11.5 2.0 8. 4 T Crescimento Anual 2010 0. respectivamente.7 4.7 2.9 0. Armazenagem e Correio Serviços de Informação PIB (a preços de mercado) Consumo das Famílias Consumo da Administração Pública Formação Bruta de Capital Fixo Exportações de Bens e Serviços Importações de Bens e Serviços (-) Oferta Edição Maio – Julho | Ano 2011 Demanda Dados em: % variação * Ajustado sazonalmente Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 13 .5 1.

Ministério da Fazenda

Investimento como principal motor do crescimento
No 2º trimestre de 2011, o crescimento do investimento alcançou 11,9% no acumulado em quatro trimestres. As oportunidades presentes na economia brasileira, em conjunto com as medidas tomadas a fim de encorajar o investimento de longo prazo, aumentarão a contribuição do investimento para o crescimento econômico, devendo alcançar 19,5% do PIB em 2011.
Investimento – FBCF (% Acum. 4 trimestres)
25 20 15 10 11,9

Atividade Econômica

Investimento – FBCF (% do PIB)
20

15

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5 0
-5 -10 -15

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Dados em: % variação acumulado em 4 trimestres. Crescimento anual - % do PIB * 2T 2011 ** Estimativa do Ministério da Fazenda
Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda
15,3 16,1 15,9 16,4 17,4 19,1 16,9 18,4
10 20 20

5

0
3 4 5 6 7 8 9 0 20 11 *

03

04

05

06

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09

20 0

20 0

20 0

20 0

20 0

20 0

20 0

20 1

20

20

20

20

20

20

20

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**

19,5

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Ministério da Fazenda

Demanda doméstica tem papel importante no crescimento
A demanda doméstica continua sendo o principal condutor da expansão econômica em 2011, apesar da moderação observada na sua taxa de crescimento (de 10,3%, em 2010, para 6,6%, no 2º trimestre de 2011). Na mesma base de comparação, a demanda líquida externa passou de um crescimento de -2,8% para -1,8%.

Atividade Econômica

Decomposição do Crescimento do PIB - Ótica da Demanda (% Acum. 4 trimestres)
12 10,3 7,5 5,3 0,5 3,2 5,0 1,1 1,7 -0,5 2003 2004 2005 2,7 -1,4 -1,4 2007 -1,7 0,2 -0,6 -0,8 2009 -2,8 2010 2011* 4,0 6,1 6,9 5,2 7,5

9 0,7 5,7

6

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6,6 4,7

3

2,7 2,5

Demanda Externa Líquida Demanda Doméstica PIB Dados em: % variação acumulado em 4 trimestres * 2T 2011
Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

0 0,2 -3

-1,8

2002

2006

2008

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Ministério da Fazenda

Produção industrial arrefece em 2011
A produção industrial brasileira cresceu 0,5% em julho, na comparação com junho, e decresceu 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2010.

Atividade Econômica

Índice de Produção Industrial (PIM-PF (média 2002=100))
135 130 125 120 115 110 105 100 95
103,8 131,1 132,7

130,8

130,2
Edição Maio – Julho | Ano 2011

Dados em: número-índice, com ajuste sazonal (média 2002=100)
Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda
07 7 08 8 09 9 10 0 11 00 00 00 01 20 20 20 20 l2 l2 l2 l2 20 l2 01 1

l2

01

1

90

Ja n

Ja n

Ja n

Ja n

Ja n

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Ju

Ju

Ju

Ju

Ju

Ju

CNI NUCI . o NUCI da Fiesp. mostrou decréscimo de 84. representativo apenas do setor industrial do Estado de São Paulo.FGV NUCI . Por outro lado.1 82.FIESP* Dados em: % com ajuste sazonal * Abrange apenas a indústria do Estado de São Paulo De z2 00 7 Ju n 20 08 De z2 00 8 Ju n 20 09 De z2 00 9 Ju n 20 10 De z2 01 0 Ju n Ju 20 l 2 11 01 1 z2 Fonte: CNI. divulgado pela FGV. com ajuste sazonal) 88 86 84 82 80 78 76 84. FGV e FIESP Elaboração: Ministério da Fazenda 17 00 6 De 20 06 n Ju Ju n 20 07 .1 Edição Maio – Julho | Ano 2011 NUCI .1 em julho de 2011. Atividade Econômica Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria .7 82.NUCI (%.Ministério da Fazenda Capacidade Instalada também arrefece O nível de utilização da capacidade instalada da indústria (NUCI).3 pontos em junho para 84. registrou pequeno aumento.

9% em junho de 2011).2% em maio para 8. Tal comportamento está em linha com o arrefecimento previsto no consumo das famílias. motos.9 Edição Maio – Julho | Ano 2011 9 8.9 PMC Ampliada* PMC Dados em: % anual. Volume de Vendas no Comércio Varejista (% acumulado em 12 meses) 15 Atividade Econômica 12 10. partes e peças. e material de construção 6 3 ar Ju n Ju n ar ar De De De Ju Ju n n Se Se Se Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 18 8 09 9 10 10 0 0 11 20 09 08 01 20 20 20 20 01 00 00 00 00 20 t2 z2 t2 z2 t2 M z2 M M 20 11 8 9 . acum. 12 meses até junho de 2011 * Inclui veículos. Já os resultados do Comércio Varejista Ampliado ainda mostram força (10.9% em junho de 2011).Ministério da Fazenda Vendas no comércio varejista em acomodação Os dados mais recentes do comércio varejista indicam uma moderação do crescimento neste setor (de 9.

com ajuste sazonal) 130 120 110 100 90 80 70 Otimista Pessimista 102.7 118. como a produção industrial. com ajuste sazonal Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Ag o Se 200 t 9 O 20 ut 09 No 20 v 09 De 20 z 09 Ja 200 n 9 Fe 201 v 0 M 20 ar 10 Ab 201 r 0 M 20 ai 10 Ju 201 n 0 2 Ju 01 l 0 Ag 20 o 10 Se 201 t 0 O 20 ut 10 No 20 v 10 De 20 z 10 Ja 201 n 0 Fe 201 v 1 M 20 ar 11 Ab 201 r 1 M 20 ai 11 Ju 201 n 1 2 Ju 01 l2 1 Ag 0 o 11 20 11 19 . Já o crescimento do Índice de Confiança do Consumidor mostrou pequena recuperação no meio do ano. Índices de Confiança: Indústria e Consumidor (pontos. mas caiu novamente em agosto. apesar de o último estar numa tendência decrescente.7 Atividade Econômica Edição Maio – Julho | Ano 2011 Índice de Confiança do Consumidor Índice de Confiança da Indústria Dados em: pontos. A queda no Índice de Confiança da Indústria segue moderação apresentada em outros indicadores.Ministério da Fazenda Confiança na economia brasileira segue positiva Os Índices de Confiança do Consumidor e da Indústria ainda estão em patamares positivos. refletindo o dinamismo do mercado de trabalho.

9 101. Dados mostram que os investimentos anuais neste segmento passaram de R$ 59.6 35.2 59. estima-se um crescimento anual de 9.9 26.2 33.6 87.8 2006 2007 2008 2009 2010 2011* Fonte: ABDIB Elaboração: Ministério da Fazenda 20 .5 37.1 2003 146.Ministério da Fazenda Crescimento dos investimentos em infraestrutura O desenvolvimento econômico do país requer constantes investimentos em infraestrutura.0 21.5 44.6% 131.5 42.3 44. Atividade Econômica Investimentos em Infraestrutura (R$ bilhões e %) 200 8.8 48. Para 2011.7% 160 120 80 40 0 11.0 2005 84.2% sobre o ano anterior.9 bilhões em 2003 para R$ 146.4 33.9 62.2% 160.8 33.8 2004 79.9 Edição Maio – Julho | Ano 2011 67.0 9.8 99.3 71.9 36.3 Total Privado Público Percentual de Crescimento Dados em: R$ bilhões a preços constantes de 2010 e % * Estimativa ABDIB 48.8% 120.5 bilhões em 2010.

% variação no período Fonte: BNDES Elaboração: Ministério da Fazenda 21 . Atividade Econômica Investimentos em Infraestrutura Setores Valores (R$ bilhões) 2006-2009 2011-2014 Energia Elétrica Telecomunicações Saneamento Logística Ferrovias Transp. Destaque para os setores de Petróleo & Gás e Químico.% 2011-2014 34 16 58 135 200 70 260 54 Investimentos na Indústria Setores Valores (R$ bilhões) Crescimento Var.% 2006-2009 2011-2014 2011-2014 Petróleo e Gás Extrativa Mineral Siderurgia Química Papel e Celulose Veículos Eletroeletrônica Têxtil e Confecções Indústria 205 60 28 22 18 25 20 9 387 378 62 33 40 28 33 29 12 614 84 3 18 82 56 32 45 33 59 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: R$ bilhões.Ministério da Fazenda Perspectivas favoráveis para os investimentos O crescimento do investimento em segmentos essenciais de infraestrutura será substancial ao longo dos próximos anos (54% no período compreendido entre os anos 2011 a 2014). Rodoviário Portos Infraestrutura 104 62 26 55 20 30 5 247 139 72 41 129 60 51 18 380 Crescimento Var. O investimento do setor industrial também será considerável (59% entre 2011 e 2014).

Minha Vida. Aproximadamente 50% deste montante será direcionado aos investimentos em Energia e 30% ao Programa Minha Casa.00% Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: R$ bilhões e % do total Fonte: Relatório do PAC 2 Elaboração: Ministério da Fazenda 22 . com investimentos próximos de 1 trilhão de reais no período 2011-2014.20% 10.34% 100.Ministério da Fazenda PAC 2: Investimentos alcançam aproximadamente R$ 1 trilhão até 2014 A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) visa dotar o país com infraestrutura em 6 eixos principais. PAC 2: Previsão de Investimento (R$ bilhões e % do total) Atividade Econômica Eixos PAC Cidade Melhor PAC Comunidade Cidadã PAC Minha Casa.60 104. Minha Vida PAC Água e Luz para todos PAC Transportes PAC Energia TOTAL 2011 – 2014 (R$ bi) 57.13% 3.10 23.20 30.41% 29.60 955.98% 2.00 % do total 5.94% 48.50 461.00 278.

82 1.5 1. desde janeiro de 2007.03 1.p.0 3.0 1.21 Investimento total Investimento dos Estados Investimentos da União Dados em: % do PIB.5 0. essa taxa apresentou expansão de 1.03% do PIB no acumulado em 12 meses até junho de 2011.5 3. A taxa de investimento do Governo Federal atingiu 3. 12 meses até junho) 3.5 2. acum.0 2.4 p. incluindo restos a pagar Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 z2 Ju 000 n 2 De 001 z2 Ju 001 n 2 De 002 z2 Ju 002 n 2 De 003 z2 Ju 003 n 2 De 004 z2 Ju 004 n 2 De 005 z2 Ju 005 n 2 De 006 z2 Ju 006 n 2 De 007 z2 Ju 007 n 2 De 008 z2 Ju 008 n 2 De 009 z2 Ju 009 n 2 De 010 z2 Ju 010 n 20 11 De 23 . Atividade Econômica Taxa de Investimento Público (% do PIB.0 0.Ministério da Fazenda Taxa de investimento público alcança níveis apropriados O investimento público é outra variável-chave para o crescimento da oferta no país. Apesar da queda marginal. acumulado em 12 meses até junho de 2011 * Valores liquidados.

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PERSPECTIVA Economia Brasileira em Emprego e Renda Ministério da Fazenda .

5% em 2010. a taxa de desemprego de 6. Esse cenário favorável do mercado de trabalho brasileiro tem resultado em considerável melhoria dos indicadores sociais do país. ante 0. Este caráter pró-ciclico teve início já na virada do século.0% foi acompanhado da criação de 15. no período 2003-2010. menor nível desde 1992.0% registrada em julho foi a mínima histórica para o mês em questão. Da mesma forma. Emprego e Renda Edição Maio – Julho | Ano 2011 26 .4 milhões de empregos formais. Com efeito. o crescimento médio do PIB de 4.Ministério da Fazenda O desempenho do mercado de trabalho e a redução da desigualdade A expansão da atividade econômica está sendo acompanhada pelo bom desempenho no mercado de trabalho. A taxa de pobreza atingiu 13.561 no começo de 2009. acentuando-se nos últimos anos em virtude da expansão dos investimentos em todo o país. Por sua vez. a desigualdade de renda medida pelo índice de Gini registrou 0.544.

561 0.556 0. além dos programas de transferência de renda.546 Ja n Fe 20 v 0 M 20 9 ar 09 Ab 20 r 0 M 20 9 ai 09 Ju 20 n 09 Ju 200 Ag l 20 9 o 09 Se 200 t O 20 9 ut 0 No 20 9 v 0 De 20 9 z 09 Ja 20 n 09 Fe 20 v 1 M 20 0 ar 10 Ab 20 r 1 M 20 0 ai 10 Ju 20 n 10 Ju 201 Ag l 20 0 o 10 Se 201 t O 20 0 ut 1 No 20 0 v 1 De 20 0 z 10 Ja 20 n 10 Fe 20 v 11 M 201 ar 1 20 11 s mais 27 .559 0. Coeficiente de Gini* (média móvel em 12 meses) 0.549 a cerca 0.557 0. Renda per capita das pessoas de 10 anos ou mais de idade Fonte: FGV e IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda ase no 0.560 0.547 0.550 0.546 0. dados recentes mostram que a desigualdade tem caído progressivamente.549 0.Ministério da Fazenda Queda da desigualdade de renda A queda contínua do Índice de Gini é explicada pela redução da desigualdade na renda do trabalho e da política de valorização do salário mínimo.555 0.559 10ª 0.558 0. Com base na renda do trabalho (cerca de 75% da renda total das famílias).558 0.561 0.544 0.560 0.552 0.551 Emprego e Renda ade da 0.544 0.553 0.551 0.554 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: Índice (média móvel em 12 meses) * Coeficiente de Gini calculado com base na renda do trabalho (cerca de 75% da renda total das famílias).561 0.548 0.558 0.564 0.558 0.559 0.545 0.554 0.

2 2004 0.30 0.35 0.4 2011* 2 0 28 . o Governo lançou o programa “Brasil sem Miséria”. reconhecido como um dos programas mais eficientes em reduzir a pobreza. Recentemente. tem dado assistência a 13 milhões de famílias.45 0.7 13. com a meta de alcançar os 16 milhões de brasileiros que ainda vivem em condições de extrema pobreza.50 0.40 0.3 2007 0.10 0.3 2008 0.00 16 14 12 Emprego e Renda 15. Programa de Transferência de Renda: Bolsa Família 0.3 2006 0.0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 10 8 6 4 Bolsa Família (% do PIB) Bolsa Família (R$ bilhões) Nº de famílias (em milhões) Dados em: % do PIB.4 2010 0.4 2009 0.20 0.25 0.15 0.3 2005 0.05 0. mas também o melhoramento dos serviços públicos e a criação de novas oportunidades de trabalho para estes cidadãos. O foco não é somente a transferência de renda. R$ bilhões e milhões de famílias * Acumulado em 12 meses até junho Fonte: MDS Elaboração: Ministério da Fazenda 0.Ministério da Fazenda “Brasil sem Miséria” amplia “Bolsa Família” O “Bolsa Família”.

9% Salário Mínimo (Média anual a preços de junho 2011) Taxa de Variação em Termos Reais Dados em: R$ e % 309.5 *Baseado na Lei de Diretrizes Orçamentárias Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 * 11 95 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 12 * 29 .0 348.1 545. o salário mínimo será de R$ 619 em 2012. assegurando o poder de compra das famílias de baixa renda.8 296.7 544.4 346. De acordo com o orçamento governamental.1% 500 400 300 200 100 0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 29.Média Anual a preços de junho de 2011) 600 R$ 619 em termos nominais Emprego e Renda 70.4 361.5 266.1% em termos reais na comparação de 2003.Ministério da Fazenda Crescimento real do salário mínimo A aceleração do crescimento nos últimos anos causou uma expansão significativa da renda per capita.3 299.4 386.3 277.0 440.8 284.9 467.5 481. um aumento de 70. Como resultado das políticas governamentais.9 516.4 586. o valor do salário mínimo aumentou ainda mais.3 337. Evolução do Salário Mínimo Real (R$ .

Ministério da Fazenda

Criação de empregos mantém taxa de desemprego baixa
No acumulado de janeiro a julho de 2011, foram gerados 1,4 milhão de postos de trabalho, valor abaixo do total de 1,6 milhão criado no mesmo período de 2010, porém superior à média 2000-2011. De janeiro de 2003 a julho de 2011, por sua vez, foram criados cerca de 12,3 milhões de empregos. Considerando o funcionalismo público, o montante alcança mais de 15 milhões de postos de trabalho.
Criação Líquida de Emprego (milhares de postos de trabalho, acumulado jan-jul de cada ano)
1.800 1.600 1.400 1.200 1.000 800 600
152,0

Emprego e Renda

Média = 1.210,6
Edição Maio – Julho | Ano 2011

1.564,6

1.655,1

1.405,8

1.236,7

1.083,8

1.078,2

1.222,5

104,9

400 200 0

Média = 368,7
696,0 645,4 742,0 598,1 314,7 39,5 25,3

Criação líquida de empregos regidos pela CLT
437,9

Dados em: milhares de postos de trabalho regidos pela CLT
Fonte: MTE Elaboração: Ministério da Fazenda

-J u Ja l 19 n95 Ju Ja l 19 n96 Ju Ja l 19 n97 Ju Ja l 19 n98 Ju Ja l 19 n99 Ju Ja l 20 n00 Ju Ja l 20 n01 Ju Ja l 20 n02 Ju Ja l 20 n03 Ju Ja l 20 n04 Ju Ja l 20 n05 Ju Ja l 20 n06 Ju Ja l 20 n07 Ju Ja l 20 n08 Ju Ja l 20 n09 Ju Ja l 20 n10 Ju l2 01 1

Ja n

30

Ministério da Fazenda

Proporção de empregos formais continua a crescer
A taxa de formalização atingiu 53% em julho de 2011, o mais alto nível registrado pela nova metodologia da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Este desempenho foi influenciado pelo aumento na produtividade, melhores níveis de educação formal, simplificação da estrutura tributária e fiscalização por órgãos governamentais.
Taxa de Formalização (%)
54 53,0 53,1 52,7 52,6 52,8 53,0 53 52,0 52 51 50 49 48 47 46 45 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Emprego e Renda
Edição Maio – Julho | Ano 2011

2011 2010 2009 Dados em: % empregados com carteira de tabalho sobre total de ocupados
Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda

31

Ministério da Fazenda

Comércio e Serviços respondem pela maior parte da criação de empregos
A criação de empregos foi altamente influenciada pelos setores de Comércio e de Serviços. Nos últimos 12 meses, o setor de Serviços foi responsável pela criação de 866 mil empregos, enquanto o Comércio criou 468 mil. Ambos contribuíram com 70% do total de cerca de 1,9 milhão de empregos gerados no período.

Emprego e Renda

Criação Líquida de Empregos por Setor (milhares de postos de trabalho, acumulados em 12 meses)
Crise de 2008 866

1.000 800 600 400 200 0 -200 -400 -600

Serviços Comércio Indústria de Transformação Outros* Dados em: milhares de postos de trabalho, acumulados em 12 meses até julho de 2011 * Inclui Administração, Construção Civil, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Agropecuária, Extrativismo Vegetal e Mineral, Caça e Pesca
Fonte: MTE Elaboração: Ministério da Fazenda

Edição Maio – Julho | Ano 2011

468 317 237

z1 Ju 99 l1 5 99 6 Ju l1 99 7 Ju l1 99 8 Ju l1 99 9 Ju l2 00 0 Ju l2 00 1 Ju l2 00 2 Ju l2 00 3 Ju l2 00 4 Ju l2 00 5 Ju l2 00 6 Ju l2 00 7 Ju l2 00 8 Ju l2 00 9 Ju l2 01 0 Ju l2 01 1

32

De

0 Dados em: % da população economicamente ativa. manufatura etc. sem ajuste sazonal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda ar Ju 200 No l 20 2 v 0 M 20 2 ar 0 2 Ju 200 No l 20 3 v 0 M 20 3 ar 0 3 Ju 200 No l 20 4 v 0 M 20 4 ar 0 4 Ju 200 l2 5 No 0 v 0 M 20 5 ar 0 5 Ju 200 l2 6 No 0 v 0 M 20 6 ar 0 6 Ju 200 No l 20 7 v 0 M 20 7 ar 0 7 Ju 200 No l 20 8 v 0 M 20 8 ar 0 8 Ju 200 No l 20 9 v 0 M 20 9 ar 0 9 Ju 201 No l 20 0 M v 2 10 ar 0 2 10 Ju 011 l2 01 1 33 M .0% em julho de 2011. tais como energia.Ministério da Fazenda A dinâmica da taxa de desemprego A taxa de desemprego brasileira apresentou queda de 6. Tal trajetória apresenta-se sustentável. Taxa de Desemprego (%) 15 13 11 9 7 5 Emprego e Renda Edição Maio – Julho | Ano 2011 6. agronegócio.2% em junho para 6. Esta é a menor taxa para o mês de julho desde 2002. petróleo. na medida em que é associada com investimentos espalhados por todo o país e em diversos setores.

Desde 2003.0 2. respondendo por 52% do total da população.5 5.Ministério da Fazenda Melhor distribuição de renda Ao longo da ultima década. enquanto a taxa dos 10% mais ricos teve acréscimo de 1.0 1.5 4. Esta tendência positiva continua ao longo dos próximos anos.000 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Média Taxa de crescimento da renda per capita Dados em: percentis.0 5.1%. Distribuição da População baseado na Renda per capita (percentis. devido à melhor distribuição de renda. taxa de crescimento anual*) 6.5 3.0 Emprego e Renda % R$ 250 Classe média (52%) R$ 1.0 0.5 0. taxa de crescimento anual (%) 34º 85º * Estimativas com base na PNAD de 1999 e 2009 segundo a renda per capita Fonte: SAE / PR Elaboração: Ministério da Fazenda 1’ ' ' ' 90 70 50 10 20 30 40 60 80 percentis 10 0' ' ' ' ' ' ' 34 .3% ao ano.0 4.0 3.5 1. a taxa de crescimento na renda per capita dos 10% mais pobres cresceu a uma média anual de 5. a nova classe média brasileira incorporou 29 milhões de pessoas.5 2.

PERSPECTIVA Economia Brasileira em Inflação Ministério da Fazenda .

37% em agosto de 2011. conforme Relatório de Inflação.8%. em contraste com os 3. espera-se uma desaceleração da dinâmica inflacionária em direção ao centro da meta definida de 4. Em 12 meses. acima dos 6. Segundo projeções do Banco Central do Brasil. Nesse contexto. Inflação Edição Maio – Julho | Ano 2011 36 .16%). a inflação anual ao consumidor deve terminar 2011 em 5. de junho de 2011.21 p.5% para os anos 2012-2013. 0.87% verificados em julho.Ministério da Fazenda A dinâmica da inflação no Brasil A taxa de inflação no Brasil. a taxa de inflação registrada foi de 7.p. o índice acumulado atingiu 4. De janeiro a agosto de 2011.23%. acima da inflação registrada em julho (0. foi de 0.14% registrados no mesmo período de 2010. uma desaceleração nos índices é esperada para os próximos meses. Nada obstante.42%. conforme medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

a inflação tem-se mantido dentro dos intervalos estabelecidos pelo regime de metas.7 3. a variação do IPCA deverá ficar em torno de 5.9 6.5%.9 2009 2010 2011* 2012* 4.5 8.1 4. De acordo com projeções do Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil (junho de 2011).7 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 5.) Inflação Edição Maio – Julho | Ano 2011 Inflação IPCA Meta de Inflação Limites superior e inferior Dados em: % variação em relação ao ano anterior 12.0 1999 2000 2001 7.8 9.9 5.a.Ministério da Fazenda Meta de inflação e expectativas Desde 2005.5%).3 7.8 37 .5 *Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil (junho de 2011) Fonte: IBGE e Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 4.6 5.3 5. Inflação: IPCA (% a.8% em 2011. mas ainda abaixo do limite superior de 6. percentual acima do centro da meta (4.

2 0.0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2011 2010 2009 Dados em: % variação em relação ao mês anterior Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 38 . Inflação Inflação: IPCA (% a.8 Edição Maio – Julho | Ano 2011 0.4 0.m.0 0.37 0. O aumento ocorrido em agosto reflete principalmente a reversão nos preços de alimentos e bebidas.37 0.) 1.Ministério da Fazenda IPCA influenciado pelos alimentos e bebidas A inflação medida pelo IPCA apresentou forte desaceleração a partir de maio de 2011 em relação aos resultados verificados no início do ano.6 0.63 0.

03 0. trazendo o resultado de agosto para patamar comparável aos dos últimos anos.3 0.Ministério da Fazenda Inflação de preços monitorados em retração Os preços monitorados mostraram elevação atípica no início do ano.51 2011 2010 2009 Dados em: % variação em relação ao mês anterior Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 39 .2 0. Este movimento vem sendo revertido desde maio.3 0. sobretudo influenciados por choques nos grupos Habitação e Transportes.6 0.5 1.0 -0.26 0.m.) 1. Inflação IPCA: Preços Monitorados (% a.9 0.

72%).23% 5.85%) supera a dos monitorados (5.a. mostrando resultados menores que nos mesmos meses de 2010.23%.72% Edição Maio – Julho | Ano 2011 Monitorados Livres IPCA Dados em: % variação rem relação ao ano anterior. Contudo. A variação dos preços livres (7. a inflação acumulada em 12 meses deverá recuar..Ministério da Fazenda Inflação acumulada em 12 meses deve recuar a partir de setembro A inflação acumulada em 12 meses até agosto de 2011 atingiu 7. a partir de setembro de 2011. acumulado em 12 meses) 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 7.85% 7. acum. 12 meses Ab 08 r2 00 8 Ju l2 00 O ut 8 20 Ja 08 n 20 Ab 09 r2 00 9 Ju l2 00 O ut 9 20 Ja 09 n 20 Ab 10 r2 01 0 Ju l2 01 O ut 0 20 Ja 10 n 20 Ab 11 r2 01 1 Ag o 20 11 ut Ja n Ju Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 40 l2 00 20 O 20 07 7 . Preços Livres e Preços Monitorados (% a. Inflação Inflação: IPCA.

menor patamar em 2011.81% até agosto de 2011.09%.81 7.a. acum. 12 meses Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Ju Ag l 20 o 09 Se 200 t 9 O 20 ut 09 No 20 v 09 De 20 z 09 Ja 200 n 9 Fe 20 v 1 M 20 0 ar 10 Ab 20 r 10 M 20 ai 10 Ju 20 n 10 Ju 201 Ag l 20 0 o 10 Se 201 t 0 O 20 ut 10 No 20 v 10 De 20 z 10 Ja 201 n 0 Fe 201 v 1 M 20 ar 11 Ab 20 r 1 M 20 1 ai 11 Ju 20 n 11 Ju 201 Ag l 20 1 o 11 20 11 41 . acumulou variação de 8. alcançando 7..Ministério da Fazenda IGP-DI continua desacelerando A variação do IGP-DI apresentou desaceleração importante nos últimos 12 meses.09 7. acumulado em 12 meses) 15 12 9 6 3 0 -3 -6 8. Inflação Inflação: IGP-DI e seus Componentes (% a.10 IGP-DI IPA-DI INCC-DI IPC-DI Dados em: %. na mesma base de comparação.75 7. Esta tendência se deve principalmente ao comportamento dos preços ao produtor (IPA) que.

acompanhando as commodities Os preços ao produtor vêm decrescendo desde o início do ano. acum.09 4. Inflação IPA-DI: Preços ao Produtor (% acumulado em 12 meses) 30 25 20 15 10 5 0 -5 17.97 IPA-DI IPA-DI Produtos Agropecuários IPA-DI Produtos Industriais Dados em: %. acompanhando o comportamento das commodities no mercado internacional.Ministério da Fazenda Preços ao produtor decrescem.93 8. 12 meses Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Ju Ag l 20 o 09 Se 200 t 9 O 20 ut 09 No 20 v 09 De 20 z 09 Ja 200 n 9 Fe 20 v 1 M 20 0 ar 10 Ab 20 r 10 M 20 ai 10 Ju 20 n 10 Ju 201 Ag l 20 0 o 10 Se 201 t 0 O 20 ut 10 No 20 v 10 De 20 z 10 Ja 201 n 0 Fe 20 v 1 M 20 1 ar 11 Ab 201 r 1 M 20 ai 11 Ju 20 n 11 Ju 201 Ag l 20 1 o 11 20 11 -10 42 .

PERSPECTIVA Economia Brasileira em Juros e Crédito Ministério da Fazenda .

respaldado por regulação bancária conservadora que visa a mitigar os vários riscos envolvidos. caracterizado pela ampliação real da massa salarial e por um processo contínuo de formalização da mão de obra. seja sustentável. o índice de imobilização de capital dos 50 maiores bancos estava em apenas 24. Já o Índice de Solvência é de aproximadamente 18%. cujo crescimento tem sido menor do que o verificado nos anos de 2008 e 2009. acima dos requerimentos de Basileia internacionais (8%) e domésticos (11%). Além disso.7% em março de 2011.Ministério da Fazenda Não há bolha de crédito no Brasil O crescimento recente da oferta de crédito no Brasil está sendo acompanhado por um mercado de trabalho robusto. A aprovação recente da Lei do Cadastro Positivo deve proporcionar aos bons pagadores taxas de juros menores. Espera-se. a partir da implementação das novas recomendações do Comitê de Basileia e de instrumentos de redução da assimetria de informações. um reforço da regulação e supervisão da administração de risco no setor bancário. também. De acordo com o Banco Central brasileiro. Juros e Crédito Edição Maio – Julho | Ano 2011 44 . Isso faz com que o atual patamar de endividamento das famílias. metade do percentual máximo de 50% estabelecido. a oferta de crédito no Brasil advém de um sistema financeiro historicamente líquido.

Ministério da Fazenda Volume de crédito ainda baixo na comparação internacional Apesar de sua recente expansão e potencial de crescimento. esse percentual está acima de 120% do PIB. a participação do Sistema Financeiro Nacional no financiamento ao setor privado brasileiro ainda é modesta (54% do PIB).54 133 Eu ro 48. diminuindo a probabilidade da formação de bolhas.88 138 a Ás i da 1.46 127 na Ch i 105. Crédito ao Setor Privado em 2009* (% do PIB) 250 Juros e Crédito Metodolodia Banco Mundial** Metodologia Brasileira Dados em: % do PIB * Recursos financeiros fornecidos ao setor privado. Por outro lado.76 112 ha 0 203 171 O 162 E CD 147 Su l do 47 a di Ín 45 Rú ss 41 36 Tu rq ui a 23 co éx i 14 nt in a 43 Br as il Es Un tad id os os Ja pã o ia ic a e La Ca ti rib na e m an a M Zo n Le st e Áf r Al e ér Ar ge ic a 45 Am .743 7. Na China e na África do Sul. essa baixa participação é evidência da pouca exposição do sistema de crédito brasileiro ao risco.09 5. créditos comerciais e outros recebíveis ** Dados divulgados pelo Banco Mundial contemplam categorias de ativos do setor financeiro que não são considerados como crédito ao setor privado pelo Banco Central do Brasil em sua Nota de Imprensa “Política Monetária e Operações de Crédito” Fonte: Banco Mundial e Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 200 Edição Maio – Julho | Ano 2011 150 100 50 54 2. por exemplo. compras de títulos (exceto ações). tais como empréstimos.

00 Meta Selic Taxa Real de Juros Ex-ante Dados em: % variação em relação ao ano anterior * Swap Pré-DI 360 dias. o Banco Central do Brasil diminuiu a taxa básica de juros (Selic) em 0.50 p.Ministério da Fazenda Juros reais e nominais no Brasil Após cinco altas consecutivas.p. deflacionado pela expectativa de inflação nos próximos 12 meses Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 4.97%. Esta decisão levou em conta os problemas relacionados ao cenário econômico global. A taxa de juros real caiu para 4. Juros e Crédito Taxa Selic–Meta e Taxa Real de Juros Ex-Ante (% anual) 30 25 20 15 10 Edição Maio – Julho | Ano 2011 12.97 5 0 No v 2 M 00 ai 1 2 No 00 v 2 2 M 00 ai 2 2 No 00 v 3 2 M 00 ai 3 2 No 00 v 4 2 M 00 ai 4 2 No 00 v 5 2 M 00 ai 5 2 No 00 v 6 2 M 00 ai 6 2 No 00 v 7 2 M 007 ai 2 No 008 v 2 M 00 ai 8 2 No 00 v 9 2 M 00 ai 9 2 No 01 v 0 2 M 01 0 5 ai 2 Se 0 11 t2 01 1 46 . para 12.0% em agosto de 2011.

As taxas de juros de longo prazo já estavam com tendência decrescente desde o início de 2011 e mudou rapidamente em 28 de julho.7 10.0 28 de julho Jan 2014 Jan 2013 Jan 2012 11.5 12.8 12. Em 31 de agosto.4 11.7 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: % variação em relação ao ano anterior * DI . Estrutura a Termo da Taxa de Juros (% anual) Juros e Crédito 13.Depósito Interfinanceiro de 1 dia .4 10.0 10.Futuro (até 17 de agosto de 2011) Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda Ja n 2 Fe 01 v 0 M 201 ar 0 2 Ab 010 r2 M 01 ai 0 2 Ju 010 n 20 Ju 10 l2 Ag 01 o 0 2 Se 010 t2 O 01 ut 0 No 201 v 0 2 De 01 z2 0 0 Ja 10 n 20 Fe 11 v M 201 ar 1 2 Ab 01 r2 1 M 01 ai 1 2 Ju 011 n 20 Ju 11 l2 Ag 01 o 1 20 5 Se 11 t2 01 1 47 .1 11. o Comitê de Política Monetária cortou a taxa Selic em 50 pontos-base.Ministério da Fazenda O comportamento recente da estrutura a termo da taxa de juros A estrutura a termo das taxas de juros brasileiras sofreu ajustes após a intensificação das incertezas fiscais nos países desenvolvidos. já prevendo uma taxa de juros menor no futuro.

1%.5 3.0 4. Entretanto.5 Jan-Mar Jan-Abr Jan-Mai Jan-Jun Jan-Jul 48 .4 9.0 -1.2 1.Ministério da Fazenda Evolução do saldo total de crédito às pessoas jurídicas O comportamento da carteira das operações de crédito com recursos livres e direcionados às pessoas jurídicas tem apresentado tendência crescente no ano de 2011. Juros e Crédito Evolução do Saldo Total de Crédito às Pessoas Jurídicas (% acumulado no período) 18 16.3 0.1 2. na comparação janeiro-julho de 2011 com o mesmo período em 2010.4 -0.1 14 11.9 1.2 0.5 6.3 0.3 0.0 -0.2 3.6 4.6 1.0 7. houve queda de 9.9 7.0 -1.5 10 6 2 0.8 14.3 8.7 2. na comparação com o mesmo período do ano anterior Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 -2 Jan Jan-Fev -1.7 6.0% para 7.1 2011 2010 2009 2008 Dados em: % acumulado no período.

0 5.0 4.0 5. Juros e Crédito Média Diária de Concessões de Crédito às Pessoas Jurídicas* (R$ bilhões) 6.Ministério da Fazenda Média diária de concessões de crédito às pessoas jurídicas Em julho de 2011.5 5. uma queda em relação aos R$ 5.5 4.445.5 6.3 6.4 bilhões registrados no mês anterior.1 2011** 2010 2009 2008 Dados em: R$ bilhões * Refere-se a créditos regulamentados pela Circular do Banco Central do Brasil nº 3. a média diária de concessões de crédito às pessoas jurídicas alcançou R$ 5 bilhões.0 5.3 5. de 2009 ** Valores a preços constantes de julho de 2011 com base no IPCA Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 49 .

7 234.5 35.3 403.3 Juros e Crédito 646. Operações de Crédito com Recursos Livres e Direcionados (R$ bilhões e % do PIB) 46.2 20 02 162. a preços correntes * Acumulado até julho de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 9 0 05 20 06 20 07 20 08 20 11 20 0 20 20 1 * 50 .2 275.85 trilhão e representou 47. o volume atingiu R$ 647 bilhões e apresentou crescimento de 9.3 47.6 25. o volume total de crédito foi de R$ 1.2 30.3 498.21 trilhão.8 589.9 20 04 203.8 26.4 40.8 317.5 356.9 24.3 Total (% do PIB) Direcionado Livre Dados em: % do PIB e R$ bilhões.3% do PIB.2% no ano e de 17.Ministério da Fazenda Crescimento dos volumes de crédito com recursos livres e direcionados Em julho de 2011. O estoque de crédito com recursos livres alcançou R$ 1.8% ante mesmo período do ano anterior.6% em 2011 e em doze meses.7% e 23.6 255. com crescimento de 8.2 240.1 954.5 1207. Na modalidade de crédito direcionado.0 144. respectivamente.6 20 03 180.1 871.4 44.7 28.8 1116.8 Edição Maio – Julho | Ano 2011 459.2 660.

nível semelhante ao registrado em julho de 2011 (20.9 20. Empréstimos do BNDES no Sistema Financeiro Nacional (% do total) 30 24 Juros e Crédito Edição Maio – Julho | Ano 2011 18 12 6 0 18.8 23.7 23. A média dos últimos 10 anos foi de 20.2 18.Ministério da Fazenda Participação do BNDES no crédito total Apesar do incremento das operações disponibilizadas pelo BNDES.2 20.2 21. sua participação no crédito total do Sistema Financeiro Nacional tem permanecido dentro dos patamares históricos.1 20.4%).3 17.2%.7 19. Dados mensais recentes revelam menor crescimento do saldo das operações de crédito do BNDES.4 Dados em: % do total Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 01 l2 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 l2 01 1 Ju Ju Ju Ju Ju Ju jJu Ju Ju Ju Ju Ju 51 .8 20.4 16.

2 8.3 9.6 5 1. especialmente para o setor habitacional.4 13.3 2. De janeiro a julho de 2011.6%.6 8.6 5.3 0.9%. por exemplo.4 3.7 7. tal carteira cresceu 10.2 3.7 5.Ministério da Fazenda Evolução do saldo total das operações de crédito às pessoas físicas Desde o começo de 2011.5 0 Jan Jan-Fev Jan-Mar Jan-Abr Jan-Mai Jan-Jun Jan-Jul Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 52 .9 10.9 10.3 1.9 Juros e Crédito 15 11.1 1.9 5.4 7. na comparação com o mesmo período do ano anterior 3.0 10.3 4. verifica-se uma acomodação da taxa de crescimento da carteira de crédito à pessoa física. Em 2008. O comportamento do crédito à pessoa física pode ser explicado pelo maior aumento das operações com recursos direcionados.6 Edição Maio – Julho | Ano 2011 10 5.5 9.9 2. Crédito à Pessoa Física (% variação acumulada no período) 20 15.8 2011 2010 2009 2008 Dados em: % acumulado no período.7 7.8 2. a taxa alcançou 15.

3 438. Isso é uma indicação de que as medidas prudenciais tomadas pelo Governo já estão surtindo efeito. contra R$ 749.8 600 624.Ministério da Fazenda Média diária de concessões de crédito pessoal à pessoa física Em julho de 2011.2 500 545.7 milhões registrados no mês anterior. a trajetória da média diária de novas concessões de crédito pessoal alcançou R$ 720.4 2011 2010 2009 2008 Dados em: R$ milhões.7 700 Edição Maio – Julho | Ano 2011 720. a preços constantes de julho de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 400 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 53 .8 milhões. Juros e Crédito Média Diária de Concessões de Crédito para Pessoa Física (R$ milhões) 800 749.

64 Taxa de Operação Ativa Taxa de Operação Passiva Dados em: % variação em relação ao ano anterior Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda n De 200 z2 0 Ju 00 n 0 De 200 z2 1 Ju 00 n 1 De 200 z2 2 Ju 00 n 2 De 200 z2 3 Ju 00 n 3 De 200 z2 4 Ju 00 n 4 De 200 z2 5 Ju 00 n 5 De 200 z2 6 Ju 00 n 6 De 200 z2 7 Ju 00 n 7 De 200 z2 8 Ju 00 n 8 De 200 z2 9 Ju 00 n 9 De 201 z2 0 0 Ju 10 l2 01 1 Ju 54 . Em julho de 2011. apresentou redução de 0. aumentou 4.70 12. nos últimos 5 anos.p.Ministério da Fazenda Comportamento do spread bancário para a pessoa física Apesar de superior a padrões internacionais. Entretanto.57 p. desde o início de 2011. Juros e Crédito Spread Bancário Pessoa Física (% a. o spread bancário para a pessoa física já diminuiu 8 p.p. na comparação com o mês anterior.) 100 80 Edição Maio – Julho | Ano 2011 60 40 20 0 SPREAD 45.a..p.58 p.

Ministério da Fazenda Taxas de inadimplência dentro de patamares históricos Apesar da alta recente para 6.6%. Já a inadimplência do segmento pessoa jurídica está estacionada próxima a 4% desde meados de 2009. Juros e Crédito Taxas de Inadimplência* (% do total) 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 3. a inadimplência do segmento pessoa física ainda continua bem abaixo de sua média histórica. com % de atraso superior a 90 dias Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Ju O n2 u 0 Fe t 2000 Ju v 2000 O n 2 01 u 0 Fe t 2001 Ju v 2001 O n 2 02 u 0 Fe t 2002 Ju v 2002 O n 2 03 u 0 Fe t 2003 Ju v 2003 O n 2 04 u 0 Fe t 2004 Ju v 2004 O n 2 05 u 0 Fe t 2005 Ju v 2005 O n 2 06 u 0 Fe t 2006 Ju v 2006 O n 2 07 u 0 Fe t 2007 Ju v 2007 O n 2 08 u 0 Fe t 2008 Ju v 2008 O n 2 09 u 0 Fe t 2009 Ju v 2009 O n 2 10 u 0 Fe t 2010 v 1 Ju 2010 l2 1 01 1 55 .6 Pessoa Física Pessoa Jurídica Dados em: % do total *Operações de crédito para pessoa física com recursos livres em relação à médida da massa salarial ampliada.8 6.

p. Já o Índice de Solvência encontra-se em aproximadamente 18%.p. acima da relação mínima sugerida pelo Comitê da Basileia e 7 p.1 25.Ministério da Fazenda A solidez do Sistema Financeiro Nacional O Índice de Imobilização dos 50 maiores bancos que operam no Sistema Financeiro Nacional (SFN) está em 24.2 17.6 Índice de Imobilização Índice de Imobilização Limite Máximo estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) Edição Maio – Julho | Ano 2011 Índice de Solvência Índice de Basileia no Brasil Índice de Basileia Limite mínimo estipulado pelo Banco Central do Brasil Dados em: % * Dados de março de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 56 . acima do exigido legalmente no país.7 18.1 24.5 20 10 0 2008 2009 2010 2011* 0 2008 2009 2010 2011* 23.7%.8 Juros e Crédito Índice de Solvência 16.7 5 10 20 17. quando o máximo exigido é de 50%. Índices de Liquidez e de Solvência dos 50 Maiores Bancos do Sistema Financeiro Nacional (%) Índice de Imobilização 60 50 15 40 30 28. ou 10 p.

PERSPECTIVA Economia Brasileira em Política Fiscal Ministério da Fazenda .

Isso significa que.9 bilhões para 2011. foi necessário sustentar investimentos. sob a liderança do Governo Federal.3 bilhões nos primeiros sete meses do ano.Ministério da Fazenda Governo aumenta meta para o superávit primário O advento da crise financeira internacional em 2008 demandou uma postura fiscal ativa. o resultado primário do setor público consolidado foi superavitário em quase R$ 92 bilhões. Com a ajuda dos outros entes da Federação. na mesma base de comparação. de forma a estar em melhores condições para um cenário de piora nas condições da economia global. Para tanto. O superávit primário do Governo Central alcançou R$ 66.9% da meta total de R$ 127. que minimizou os efeitos adversos sobre o lado real da economia e garantiu uma pronta retomada da atividade econômica do país. Adicionalmente. no começo do ano corrente. R$ 41 bilhões acima do registrado no mesmo período do ano anterior. promover desonerações tributárias e apoiar estados e municípios usando parte do espaço fiscal conquistado sob o respaldo da credibilidade obtida ao longo de quase uma década.8 bilhões para R$ 91. A partir de 2010.8 bilhões. o Governo Federal iniciou a retirada dos estímulos fiscais. já foi alcançada 71. a meta para o superávit primário do Governo Central foi aumentada – de R$ 81. Política Fiscal Edição Maio – Julho | Ano 2011 58 . que culminou com o corte de R$ 50 bilhões sobre a PLOA 2011.

3 bilhões nos sete primeiros meses de 2011.4 92.6 2004 46.1 2006 49.Ministério da Fazenda Resultado primário superior ao previsto para o período Em consonância com os objetivos do ajuste fiscal. Política Fiscal Resultado Primário do Governo Central (R$ bilhões e % da meta anual) 70 60 136. Isso representa 72.6 98.6 84.5 2008 22.7 180 165.1 95.1 2007 68.7 90.2 135 Meta do 2º Quadrimestre Superávit Primário Realizado (%)* Meta de 2011 .3 0 2011 59 .3 83. o Governo Central alcançou um superávit primário de R$ 66.8 50 40 30 20 107.5 112.6 2009 25. acumulados de janeiro a julho de cada ano *Nâo inclui as empresas estatais federais.2 10 0 32.6 125.2 78.6 72.9 98.7 2003 39.0 34. nem as deduções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) autorizados na LDO Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 90 45 34.4 2010 66.8 115.0 2005 42.6 109.Superávit Primário Realizado (%) Superávit Primário (R$) Dados em: % da meta anual e R$ bilhões.2% da meta anual.

6 -3.8 2.9 0.3 2.0 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 60 .6 -3.2 3. houve redução do déficit nominal de -2.1 0 -2 -2.3 3.2 1.0 0.9 Resultado Primário Total Resultado Nominal Total Governo Central Governos Regionais Estatais Dados em: % do PIB * Acumulado em 12 meses até julho de 2011 (incluindo a capitalização da Petrobras) Edição Maio – Julho | Ano 2011 -4 -6 -4.2 0.7 0.4 2.7 0.9% em 2011.0 1. Política Fiscal Resultado Fiscal do Setor Público (% do PIB) 6 4 2 2.7 0.2 2.6 0.9 -2.7 3.2 0.2 3.4 1.2 2.8 3.8 -3.3 0.1 0.1 0.0 2.5% em 2010 para -1. um dos pilares da política econômica brasileira.2 0.8 2.3 -2.9 0.8 0.1 3.0 0.3 0.5 -1.Ministério da Fazenda Crescimento econômico com consolidação fiscal O setor público persegue as metas de resultado fiscal em conformidade com os princípios da responsabilidade fiscal.1 2.2 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2.3 3.6 1.0 3.2 2. O esforço vem tanto do Governo Central quanto dos Estados e Municípios.4 -5.8 0. Com isso.0 -2.

pessoa jurídica Serviços de consultoria Arrendamento mercantil Custeio Indireto** Contribuições Despesas de exercícios anteriores Total Jan . Política Fiscal Contração Fiscal de 2011: Composição dos Gastos (R$ milhões) R$ Milhões .Jul 2010 24..804 Jan . depósitos judiciais. e outros Passagens e despesas com locomoção Diárias Contratação por tempo determinado Outras desp.1% Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: R$ milhões a preços constantes (IPCA) * Não inclui despesas com sentenças judiciais.4% -8.7% 24.4% 1825. Desp. Até julho de 2011.Preços Constantes (IPCA) Custeio Direto* Material de consumo Material de distribuição gratuita Premiações Cult. Locação de mão-de-obra Serviços de terceiros .940 5.2% -4. houve queda real de 7.Jul 2011 22.4% -46.671 Var. com pessoal.589 53.9% -8..pessoa física Serviços de terceiros .8% -10.165 122 30.709 116 0 33.Ministério da Fazenda O gerenciamento dos gastos públicos Após o anúncio do corte de R$ 50 bilhões.844 57.1% do total de custeio direto e indireto. Cient. % -5. o Governo vem reduzindo significativamente importantes gastos de custeio.4% -11.5% -48.617 734 43 299 370 294 133 2.309 854 12.9% -35.0% -25.259 6.0% 9.142 3.545 30.701 2.2% -7.6% 26..155 589 85 463 686 394 7 2.731 27.3% 4. indenizações. contratos terceiriz. Art.103 951 12. municípios e instituições privadas Fonte: SIAFI / STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 61 . via transferências. restituições e outros encargos ** Transferências para Estados.

8 1.2 18.3 10.7 3.0 19.0 2.6 2.5 0.0 2.9 1.0 1.7 1.9 1.5 8.3 8.4 4.3 21.2 0.2 2. em 2002.8 -0.8 1.1 2.5 17.8 2.0 17.0 1.4 8.4 1.8 6.3 1.0 2.4 15.9% do PIB.0 3.5 22.1 21.6 3.1 0.3 0.0 2.0 4.7 1.5 1.5 0.9 4.8 8.9 2.6 2.2 0.0 3.5 18. para 20.9 15. abono.1 0.2 11.1 0.6 4.1 2.4 4.3 23.9 3.5 0.1 4.9 19.7 4.7 1.8 17. A receita líquida subiu de 17.0 11.4 1.1 4.8%).7 10.0 4.3 0.1 2. seguro desemprego.7 1.7 1.6 23.1 0.5 0.2 10. esses recursos adicionais foram alocados para transferências de renda às famílias.7% para 17.8 0.2 0. benefícios assistenciais (LOAS e RMV) e Bolsa Família *** Inclui a constituição do FSB (2008) e a operação de capitalização da Petrobras (2010) Fonte: STN / Ministério da Fazenda e Siga-Brasil / Senado Federal Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 62 .0 2.5 7.3 0.9 1.8 2.0 1. contribuindo para a redução da desigualdade.7 3.5 2.8 16.7 1.8 2.5 8.3 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 21.8 3.2 16.8 19.5 2.1 10.Acima da Linha (% do PIB) Em % PIB Receita Bruta Transferências para Estados e Municípios Receita Líquida Total Despesas Primárias Pessoal e encargos Transferência de Renda às Famílias** Investimentos Custeio com saúde e educação Demais despesas de custeio Resultado Primário sem FSB e Cessão Onerosa Impacto do FSB e da Cessão Onerosa*** Resultado Primário (acima da linha) Ajustes e discrepâncias estatísticas Resultado Primário (abaixo da linha) Receita Líquida menos Transferências de Renda às Famílias Política Fiscal 2011* 24.4 11.6 4.0 19.3 4.5 0.3 0.0 1.2 0.0 3.0 2.4 0.0 2.0 2.1 1.8 22.2 17.Ministério da Fazenda Melhoria do perfil dos gastos públicos O resultado do Governo Central vem passando por mudanças consideráveis desde 2002.1 4.1 23.0 17.5 1.6 10.4 Dados em: % do PIB * Acumulado em 12 meses até julho de 2011 ** Inclui benefícios previdenciários.8 1.9 18.3 8.8 23.2 10.0 2.0 %.1 0.3 17.2 0.2 2.0 2. Resultado do Governo Central .4 2.6 0.6 1.2 0.3 10.8 4.4 0.1 2.5 8.1 0.1 15.1 20.3 7. em 2011. Quanto às despesas primárias. apesar do aumento ocorrido entre 2002 e 2011 (de 15.7 1.6 1.2 4.4 19.5 2.1 0.

5 0.8 0.Ministério da Fazenda Estabilidade do gasto com pessoal Apesar do aumento do número de servidores nos últimos anos.9 1.4 8.0 1. e da recomposição salarial dos mesmos. No mesmo período.5 0.7 8.0 6 5 4 Investimentos Transferências de renda às famílias Pessoal e Encargos Sociais Dados em: % do PIB.8 8.2 0.2 8. as despesas de pessoal estão mantidas em torno de 4. acumulado em 12 meses até julho de 2011 Fonte: STN / Ministério da Fazenda e Siga-Brasil / Senado Federal Elaboração: Ministério da Fazenda 4.7 1.3 4.5 4.7 Política Fiscal 1.4 0.5 2011 0.6 7.3 4. o crescimento das despesas com investimentos e transferências de renda às famílias foi bastante expressivo e ainda se mantém em patamar elevado no ano de 2011.2 0.1 0.5 8.9 8.3 4. acum.1 1.5 4.6 0.1 8.8 0. Despesas Públicas Selecionadas (% do PIB.4 4.5% do PIB.3 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 63 .6 0.8 4.2 1. apesar da forte consolidação fiscal realizada neste ano.8 7.4 4.0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 0.5 4. 12 meses até julho de 2011) 10 9 8 7 6.

8 5.9 6.8 6.9 Política Fiscal Contribuintes da Previdência Social (% da população ocupada) 2.0 5.10 70 6.0 64.1 5.2 5.6 5. Em parte.00 60 Benefícios Pevidenciários Receitas da Previdência Social Déficit da Previdência Social (RGPS) Dados em: % da população ocupada e % do PIB. *Acumulado em 12 meses até julho de 2011 Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 62.9 4.7 6.9 4.9 6.2 5.0 0.3 5.0 7.9 6.8 6.2 5.7 5.8 6.3 5.8 6.4 69.9 6.3 5.7 5.8 6.3 5.6 6.6 5.9 6.8 5.9 6.34 5.7 5.5 1.0 5.9 6.8 6.7 5.72 6.3 5.7 6.9 6.9 4.9 6.6 6.7 6.6 6.8 5.96 5.2 63.5 4.20 * 50 05 06 07 08 09 10 20 20 20 20 20 20 20 11 * 64 .2 5.9 6.1 7.9 65 6.3 4.9 5.9 6.8 6.7 6.2 5.0 7.2 5.9 4.6 5.2 5.7 5.3 5.7 5.58 55 4.4 5.9 4.9 6.9 6.7 5.7 5.Ministério da Fazenda Criação de emprego auxilia no balanço da Previdência Social Em julho de 2011.6 6.0 7.1 7.7 0.8 5.2 5.7 5.8 6.1 7.0 7. Mas o aumento da arrecadação e a formalização no mercado de trabalho são os fatores mais importantes.3 6.96% do PIB. a quantidade de contribuintes da Previdência Social registrou percentual recorde de 69.7 5.9 6.3 5.9 6.8 5.0 7.3 5.3 5.9 6.7 5.2 7.2 5.1 5.0 7.9 6.0 7.2 7.7 6.7 Edição Maio – Julho | Ano 2011 6.1 5.9 6.7 5.6 5.0 6.2 5.8 5.5 7.9 6.9 6.6 6.1 5.3 5.1 5.6 6.8 6. Resultado da Previdência Social (% do PIB) 7.7 5.9 5.2 5.7 6.0 05 06 07 08 09 10 11 20 20 20 20 20 20 20 0.9 6.9 6.9 4.1 7.9 6.8 6.9 6.1 5.2 5.3% da população em julho de 2011.8 66.1 5.0 7.0 7.4 5.7 5.2 5.2 5.1 5.2 5.0 7. Por exemplo.4 5.2 7.5 6.1 5.7 6.7 1.7 5.8 5.3 5.0 7.4 5.9 6.9 6.9 6.0 7.8 68.7 6. além do maior rigor das perícias médicas de auxílio-doença.7 6.8 6.5 1.0 5.2 65.9 4. o déficit da Previdência Social decresceu para 0.9 6. este desempenho é devido à maior restrição para concessão de novas aposentadorias.

Composição da Despesa Primária do Governo Central* (% do PIB) Em % do PIB Despesas Primárias Pessoal e Encargos Sociais Transferências de Renda Benefícios Previdenciários Abono e Seguro Desemprego Benefícios Assistenciais (LOAS e RMV) Bolsa Família Investimentos Custeio Saúde Educação Outros Política Fiscal 2002 (% do IPB) 15.1 -1.2 0.8 17.7 44.0 10.9 0.1 0.4 0.7% do PIB para 17.8 6. Os investimentos e o custeio em educação também cresceram em % do PIB desde 2002. Este aumento se explica principalmente pelo comportamento das transferências de renda que subiram 1.3 12.5 0.5 8.8 3.7 6.9 p.1 13.5 Contribuição para o crescimento (% do Total) – -14.1 -1.6 1. no período.8 0.4 1.3 1. Elaboração: Ministério da Fazenda 65 .7 92.3 1.9 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: % do PIB * Acumulado em 12 meses até julho de 2011 **LOAS .4 0.Ministério da Fazenda Aumento das transferências de renda reduz desigualdade O detalhamento das despesas do Governo Central revela crescimento do gasto primário de 15.2 12.6 0.8 4.5 1.4 18.6 2011 * (% do PIB) 17. RMV – Renda Mensal Vitalícia Fonte: STN / Ministério da Fazenda. Siga-Brasil / Senado Federal.Lei Orgânica da Assistência Social.8% entre 2002 e 2011. Já as despesas com pessoal e outras despesas de custeio foram reduzidas.p.0 0.1 3.8 6.7 4.

a Dívida Bruta do Governo Geral caiu de 63. em setembro de 2009.2%.1 63.2 Política Fiscal 56 46.Ministério da Fazenda Dívida Pública cai a patamares pré-crise Desde a crise financeira.4 56.4% no mesmo período. a política fiscal no Brasil tem mantido o endividamento público em tendência declinante (% PIB). para 56.3 39.4%. Dívida do Governo Geral (% do PIB) 70 57. em julho de 2011.3% para 39. Já a Dívida Líquida do Setor Público reduziu de 43. Por exemplo.7 42 43.4 Dívida Bruta do Governo Geral* Dívida Líquida do Setor Público** Dados em: % do PIB * Metodologia utilizada a partir de 2008 ** Exclui os ativos e passivos da Petrobras e Eletrobras Edição Maio – Julho | Ano 2011 28 14 0 De 9 z2 00 9 De z2 De z2 Ab r Ja n De Ju Ju Ju Se Ju Ju Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 07 10 0 11 20 8 07 08 09 7 01 00 00 20 00 20 20 20 20 z2 t2 l2 01 1 66 n n n n .

8 21.5 32.9 2. em julho de 2011) e declínio acentuado dos títulos indexados a taxa de juros (de 33.0 32.4 3.9 39.5 23.6% no mesmo período).5%. para 34.3% 2006 1.237.694.8% 67 . Perfil da Dívida Pública Federal (% do total da dívida) 50 40 30 20 10 0 4.4% 2009 1.013.5 23. TR e outras ** Inclui dívidas interna e externa administradas pelo Tesouro Nacional *** Até julho de 2011 Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 05 4 5 06 6 00 Ja n Ja n Indicadores Estoque da DPF* em Mercado (R$ bilhões) DPF: Prazo Médio (anos) DPF: % Vincendo em 12 meses 07 Ju l2 00 7 Ja n 20 08 Ju l2 00 8 Ja n 20 09 Ju l2 00 9 Ja n 20 10 Ju l2 01 0 Ja n 20 11 Ju l2 01 1 04 00 20 00 20 20 l2 l2 Ja n Ja n Ju Ju Ju l2 20 2004 1.0 3.6 28.Ministério da Fazenda Melhoria do perfil da Dívida Pública Federal O perfil da Dívida Pública Federal registrou aumento da participação dos títulos prefixados (de 33.4 3.1%.6% 2010 2011*** 1.1 34. em janeiro de 2011.497.734.9% 1.5% para 32.8 Política Fiscal Títulos Prefixados Títulos a Taxa Flutuante* Títulos a Índice de Preços Títulos a Taxa de Câmbio Dados em: % do total da dívida e R$ bilhões * Inclui Selic.0 3. O refinanciamento e o risco de mercado também estão sendo diminuídos por intermédio do alongamento da maturidade média da dívida e a redução do percentual vincendo em 12 meses.

1 3.5 21.8 24.3 62.4 22. como FAT.4 16. fundos garantidores Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 11.6 Seguradoras Títulos Prefixados Títulos a Taxa Flutuante Títulos a Índice de Preços Outros Dados em: % do total * Posição de julho de 2011 ** Inclui fundos e recursos administrados pela União.3 57. Detentores da Dívida Pública Federal* (% do total) Política Fiscal 100 80 60 40 20 0 1. aumentar a liquidez dos títulos públicos e obter financiamentos em vários cenários econômicos. fundos extramercado. ao passo que os fundos de pensão preferem papéis indexados à taxa de inflação. FGTS. O gráfico abaixo mostra que os investidores não-residentes demandam muito mais títulos prefixados.2 Bancos Fundos 20.1 49.Ministério da Fazenda Base de investidores diversificada ajuda a mitigar riscos Uma base de investidores diversificada em relação ao horizonte de investimentos.4 82. é vital para estimular transações.7 17.1 19.5 20. fundo soberano.3 Previdência Não-residentes Governo** 68 .8 54.4 72. preferência por risco e motivação para comercializar os ativos.3 14.7 30.

O investidor nãoresidente típico demanda mais títulos prefixados e com maior maturação.6 IOF: 6. Política Fiscal Participação de Não-Residentes na Dívida Pública Federal* (% da DPMFi) 11.5% imposto sobre entrada de investimento estrangeiro 12 10 8 6 4 2 0 ar M 11.Ministério da Fazenda Investidores não-residentes na dívida pública brasileira Os títulos públicos brasileiros continuam atrativos para os investidores estrangeiros.0% imposto sobre entrada de investimento estrangeiro Edição Maio – Julho | Ano 2011 IOF : 2.5 IOF: 1.0% imposto sobre entrada de investimento estrangeiro Dados em: % da DPMFi * Dívida Pública Mobiliária Federal Interna Ja n M 200 ar 8 20 08 Ju l2 00 8 O ut 20 08 Ja n 20 09 Ja n ut Ja n Ju Ju Ju O Ju Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 9 07 10 7 0 10 11 00 00 01 20 20 20 l2 l2 l2 20 l2 01 1 69 .

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PERSPECTIVA Economia Brasileira em Setor Externo Ministério da Fazenda .

2% do PIB em janeiro para 2.5 bilhões. Por outro lado. O resultado da balança comercial também ajudou a diminuir o atual déficit em conta corrente para 2. elevando o montante acumulado em 12 meses para o recorde de US$ 72. um crescimento de mais de 60% sobre o mesmo período do ano passado. houve contenção nos investimentos em carteira (de 3.4% do PIB em julho).1% do PIB em julho de 2011.Ministério da Fazenda Balança comercial continua crescendo e déficit em conta corrente diminui De janeiro a agosto de 2011. Setor Externo Edição Maio – Julho | Ano 2011 72 . Enquanto os influxos de IED apresentaram alta.2 bilhões. As recentes medidas macroeconômicas adotadas têm provocado mudanças no perfil dos investimentos estrangeiros no Brasil. os influxos de IED totalizaram US$ 6 bilhões.5 bilhões em junho. o superávit comercial brasileiro acumulou US$ 28. o forte crescimento nos investimentos estrangeiros diretos (IED) continua sendo uma das principais fontes para o financiamento deste déficit. Em julho. acima dos US$ 5.

2 55. alcançando US$ 214 bilhões. Por conta do comportamento das commodities no mercado internacional.5 30 20 10 0 -10 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Exportações Importações Saldo Comercial Dados em: US$ bilhões.5 bilhões.8 91. acumulados em 12 meses) 250 200 150 100 50 0 50.4 160.0 Setor Externo 50 40 28.4%. um aumento de 33.0 49.5 96 98 99 00 02 03 06 07 09 10 94 97 01 04 05 08 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 11 * 73 .6 242.5 bilhões.1 57.1 55.2 48. as exportações brasileiras totalizaram US$ 242.6 197.8 48. resultado 67.5% superior aos 12 meses anteriores.0 47.7 53.5 214.0 153.3 53.7 201.7 51. acumulados em 12 meses * Posição de agosto de 2011 Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda 95 43. Já as importações cresceram 30.0 59.7 62.5 73.5 33. Balança Comercial (US$ bilhões.9 173.6 137. o saldo da balança comercial alcançou US$ 28.2 73.1 46.6 60.6 120.9%.3 96.8 58.3 55.Ministério da Fazenda Saldo comercial cresce quase 70% em 2011 Nos últimos 12 meses findos em agosto de 2011.9 181.4 47.0 127.8 118.

9 bilhões nos doze meses acumulados até julho de 2011.7 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Serviços Viagens Internacionais Aluguel de Equipamentos -35. Balança Comercial de Serviços (US$ bilhões.8 -15. cujo déficit alcançou US$ 35.Ministério da Fazenda O comportamento da Balança de Serviços O nível de atividade econômica e a taxa de câmbio são os principais determinantes do comportamento da conta de serviços brasileira. acumulados em 12 meses) 5 0 -5 -10 -15 -20 -25 -30 -35 -40 Ju n O 20 u 0 Fe t 20 0 v 0 Ju 20 0 n 0 O 20 1 u 0 Fe t 20 1 v 0 Ju 20 1 n 0 O 20 2 u 0 Fe t 20 2 v 0 Ju 20 2 n 03 O 20 u 0 Fe t 20 3 v 0 Ju 20 3 n 0 O 20 4 u 0 Fe t 20 4 v 0 Ju 20 4 n 0 O 20 5 u 0 Fe t 20 5 v 0 Ju 20 5 n 06 O 20 u 0 Fe t 20 6 v 0 Ju 20 6 n 07 O 20 u 0 Fe t 20 7 v 0 Ju 20 7 n 0 O 20 8 u 0 Fe t 20 8 v 0 Ju 20 8 n 0 O 20 9 u 0 Fe t 20 9 v 0 Ju 20 9 n 10 O 20 u 1 Fe t 20 0 v 10 2 Ju 01 l2 1 01 1 Setor Externo -13. As contas que mais têm pressionado as despesas líquidas são aluguel de equipamentos e viagens internacionais.9 Dados em: US$ bilhões. acumulados em 12 meses Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 74 .

1 -2.5 -1. As despesas de itens como viagens internacionais e aluguel de equipamentos continuam pressionadas.2 -47.3 75 .3 1 0. A balança comercial permaneceu positiva.3 -3.9 60 50 40 30 20 10 0 5 3 Edição Maio – Julho | Ano 2011 4.1% do PIB no acumulado em 12 meses até julho.0 -4. Saldo em conta corrente (US$ bilhões e % do PIB) Setor Externo -47.3 -30 -2.3 -24.8 1.Ministério da Fazenda Déficit em conta corrente arrefece O déficit em transações correntes manteve-se estável em 2011.5 -23. reflexo da participação crescente do Investimento Estrangeiro Direto (IED).7 -1.6 1.5 -20 -2.7 0.8 1.4 -23. As remessas de lucros também contribuíram para o déficit em transações correntes.8 -4.2 -24.5 -33.6 1.8 -3 -40 -3.6 -28.2 -10 -1 -1.2 14.0 13. acumulados em 12 meses * Posição de julho de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda -7.1 Saldo em Transações Correntes (US$ bilhões) Transações Correntes (% do PIB) Dados em: US$ bilhões e % do PIB. chegando a -2. compensando parcialmente os déficits das contas serviços e rendas.5 -25.6 11.2 -50 -5 -60 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* -30.5 -4.

0 -1.4 Investimento Estrangeiro Direto Investimento Externo de Carteira Transações Correntes Dados em: % do PIB -2.2 Setor Externo 2.2% do PIB.0 0.4% do PIB. com montante suficiente para financiar o déficit de 2. em julho.5 3. os investimentos estrangeiros diretos cresceram.0 -0.0 2.1% do PIB em transações correntes.5 2.5 0. Investimentos Estrangeiros (IED e carteira) e Saldo em Transações Correntes* (% do PIB) 3. atingindo 2. Enquanto os investimentos em carteira diminuíram.5 -1.5 -2.1 Edição Maio – Julho | Ano 2011 * Posição de julho de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 07 08 8 08 09 9 09 10 0 10 11 20 ar 00 00 01 20 20 20 20 20 20 l2 l2 l2 20 No v No v No v ar No v ar Ju ar Ju Ju Ju l2 01 1 76 M M M M .0 -2. atingindo 3.5 1.0 1.5 3.Ministério da Fazenda Investimento estrangeiro direto e em carteira com dinâmicas diferentes O perfil dos investimentos estrangeiros no Brasil passa por uma mudança positiva em virtude das medidas tomadas pelo Governo.

8 1.6 1.0 -1.3 15 9.4 12.6 1.6 4.9 10 7.2 1.8 2.2 5.5 6.1 8.0 3.5 5. O aumento da abrangência do IOF tem atingido seu objetivo sem prejudicar o Investimento Estrangeiro Direto (IED) Setor Externo Composição do Fluxo de Capitais (US$ bilhões) 20 Aumento do IOF sobre renda fixa 14.4 Edição Maio – Julho | Ano 2011 7.9 -1.2 Investimentos Estrangeiros Sujeitos ao IOF Investimento Estrangeiro Direto Dados em: US$ bilhões Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda -5 n 2 Ju 009 l Ag 200 o 9 2 Se 00 t 9 O 200 ut 9 No 200 v 9 De 200 z2 9 Ja 00 n 9 Fe 201 v 0 M 201 ar 0 Ab 201 r 0 M 201 ai 0 Ju 201 n 0 2 Ju 010 l2 Ag 01 o 0 2 Se 01 t2 0 O 01 ut 0 No 201 v 0 De 201 z2 0 Ja 01 n 0 Fe 201 v 1 M 201 ar 1 Ab 201 r 1 M 201 ai 1 Ju 201 n 1 2 Ju 011 l2 01 1 3.8 8.9 1.1 6.7 2.3 0 0.4 6.1 2.5 5.7 IOF sobre empréstimos IOF sobre derivativos 6. conter a transferência do excesso de liquidez internacional para a economia local.Ministério da Fazenda IED não foi atingido pelas medidas macroprudenciais As medidas macroprudenciais foram relevantes para disciplinar a entrada de capital estrangeiro e.5 -0.1 5.6 0.0 2.6 2.2 2.3 7.0 5 -4.0 13.6 IOF sobre Renda Fixa 6.7 4. como resultado.8 15.4 1.8 5.3 77 Ju .8 3.6 1.4 4.4 3.1 7.8 1.6 1.0 6.6 2.5 3.

8 60 Edição Maio – Julho | Ano 2011 30.4 bilhões em empréstimos intercompanhias.0 28.5 39.4 18.4 13.7 17. atingindo US$ 55. principalmente.5 13.5 33.8 80 27.9 37.7 40 16. melhorando significativamente nosso perfil de financiamento no exterior.2 100 26.0 10.9 12.1 32.Ministério da Fazenda IED prepondera na composição do passivo externo O aumento no Investimento Estrangeiro Direto (IED) nos primeiros meses de 2011 decorreu. em contraste com os US$ 16.8 bilhões em julho de 2011.3 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 0 03 04 05 06 07 08 09 10 11 * Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 78 .8 18.1 36.8 55. Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões) Composição do Passivo Externo (% do total) Investimento Estrangeiro Direto Participação em Ações Empréstimos Intercompanhias Outros Passivos Renda Fixa Ações Investimento Direto Dados em: US$ bilhões e % do total * Posição estimada para julho de 2011 2003 2006 2009 2010 2011* Setor Externo 80 70 60 50 40 30 20 10 0 72. da maior participação no capital das empresas.2 34.7 37.9 17.3 13. o IED também teve a maior participação na composição do passivo externo. Em conjunto com os investimentos em ações.

Os Países Baixos. gás e outras utilidades Atividades de apoio à extração de minerais 1% Demais (Agric. o destaque ficou por conta do segmento de telecomunicações. Pec. Setor Externo Investimento Estrangeiro Direto Desagregado por País e por Setor* (% do total) Demais (Serviços) Demais 12% Extração de minerais metálicos Extração de petróleo e gás natural 5% 23% Países Baixos 26% Serviços financeiros e atividades auxiliares Eletricidade. derivados de petróleo e biocombustíveis Estados Unidos 5% Demais (Indústria) Agricultura. Pecuária e Extrativismo Mineral Serviços Indústria Dados em: % do total * Janeiro a julho de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 79 . com 20%. e Ext. Mineral) 6% 5% 1% Metalurgia Edição Maio – Julho | Ano 2011 11% 9% 4% Reino Unido Áustria 10% 5% Produtos minerais não-metálicos Produtos alimentícios 6% Japão 9% 11% Espanha Telecomunicações 20% 19% 12% Coque.. com 26%.Ministério da Fazenda Investimento Estrangeiro Direto diversificado Os fluxos de IED para o Brasil têm sido diversificados e objetivam aumentar a capacidade produtiva do país. Em âmbito setorial. e a Espanha. destacaram-se na alocação de IED no Brasil.

8 36.2 44.8 Dados em: US$ bilhões.8 60.4 288.3 193.3 52. Setor Externo Reservas Internacionais (US$ bilhões) 353.8 38.9 53.3 33.0 35.6 49.6 238.1 52.8 Edição Maio – Julho | Ano 2011 51. o que reforça a solidez da economia e reduz a vulnerabilidade externa brasileira.9 37.4 bilhões em agosto de 2011.5 180.Ministério da Fazenda Reservas continuam em ascensão As reservas internacionais atingiram US$ 353. fim do período * Posição de agosto de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 19 94 19 95 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 * 80 .8 85.

32 Edição Maio – Julho | Ano 2011 2.55 Aumento do IOF Aumento do IOF Compulsório sobre câmbio 2.63 1. a taxa de câmbio tem permanecido estável. Setor Externo Taxa de Câmbio Nominal (R$/US$) 2.658 Dados em: R$ / US$ 1.86 IOF sobre empréstimos no exterior IOF sobre derivativos 1.09 Aumento do IOF 1.712 1. Isso resulta das medidas macroprudenciais adotadas com o objetivo de conter fluxos especulativos de capital no país.Ministério da Fazenda A dinâmica da taxa de câmbio no Brasil Após um período de constante apreciação cambial.40 20 Fe 08 v2 M 00 ar 8 2 Ab 008 r2 M 008 ai 2 Ju 008 n 20 Ju 08 l2 Ag 008 o 20 Se 08 t2 Ou 008 t2 0 No 08 v2 De 008 z2 00 Ja n 8 2 Fe 009 v M 200 ar 9 20 Ab 09 r2 M 009 ai 2 Ju 009 n 20 Ju 09 l2 Ag 009 o 20 S 09 19 et 20 09 O u No20 v 09 De 200 z2 9 0 Ja 09 n 2 Fe 010 v2 M 01 ar 0 20 Ab 10 r2 M 010 ai 2 Ju 010 n 20 Ju 10 l2 Ag 010 o 20 1 5 Set 0 19 Out 2010 28 Ab 201 A r 1 25 br 2011 M 20 ai 11 20 1 26 Jul 1 Ju 201 l2 1 0 9 Se 11 t2 01 1 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda O 20 ut 1 20 0 De 10 7 z 20 Ja 1 n 0 2 Fe 011 v Ja t M 20 ar 11 n 81 . como conseqüência de um fluxo intenso de investimento estrangeiro.

00% 0.00% 2.00% 5.00% 0.38% 0.00% 6.00% 2.00% Hoje 6. em títulos de renda fixa e empréstimo direto.38% 0.00% 1.00% 6.0% 0.00% 5. O principal instrumento usado foi o IOF para algumas modalidades de capital.00% 5.00% 0.00% 0.38% 0.38% 0.00% 5.00% 6.00% 2.38% 0.00% 5. dependendo do prazo das transações.38% 0.00% 6.38% 0.00% 0.00% 6.38% 0.00% 0.00% 6.38% 0.IOF (%) 12/3/2008 19/10/2009 4/10/2010 18/10/2010 26/7/2011 Portfolio Renda Fixa Ações Depósito de margem de garantia Exposição Líquida Vendida em Contratos de Derivativos Cambiais Empréstimo direto até 90 Dias 270 Dias 360 Dias 720 Dias 1.00% 6. Medidas Macroprudenciais de Fluxos de Capitias .00% 0.Ministério da Fazenda A experiência brasileira no gerenciamento do fluxo de capitais Devido ao grande volume. como investimento em ações.00% 0.00% 6. o Governo brasileiro decidiu adotar medidas macroprudenciais para mitigar os efeitos do forte fluxo de capital externo de curto prazo.00% 0.00% 2.38% 2.00% 6.00% 0.38% 0.00% Dados em: % Fonte: Banco Central do Brasil e Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Setor Externo Edição Maio – Julho | Ano 2011 82 .00% 1.00% 4.00% 0.50% 0.00% 2.

PERSPECTIVA Economia Brasileira em Panorama Internacional Ministério da Fazenda .

Houve apenas uma alteração de contexto. De forma particular. A crise de 2008 envolveu o mercado de crédito e as instituições financeiras de grande porte dos Estados Unidos. China e Índia. como Brasil. O que acontece atualmente envolve alta probabilidade de default nos países da periferia da Zona do Euro. A situação teve uma piora com o rebaixamento do rating de dívida soberana do país (de triplo A para AA+) em 05 de agosto de 2011. com presença cada vez mais forte das economias emergentes mais dinâmicas. assim como dificuldades políticas nos EUA. o desgaste político em torno da elevação do teto da dívida pública do país trouxe reflexos na economia. Panorama Internacional Edição Maio – Julho | Ano 2011 84 . passando a ser mais uma crise de dívida soberana nos países ricos do que uma dívida privada. Nos EUA. Em suma. o mundo está passando por um rearranjo econômico que rumo a um novo equilíbrio de forças. há uma preocupação relacionada às instituições financeiras muito expostas aos instrumentos de dívida soberana de alguns países membros da Zona do Euro. com efeito potencial sobre a dinâmica de crescimento econômico.Ministério da Fazenda A economia mundial em perspectiva A atual situação da economia mundial vem mostrando que a crise financeira de 2008 não cessou por completo nos países avançados.

6% em 2012 e dos países emergentes e em desenvolvimento. Segundo o FMI.a.5 2.5% em 2012.4 4.Ministério da Fazenda Crescimento em velocidades distintas Como resultado da crise financeira global de 2008. a estimativa de crescimento mundial equivalerá a 4. o ritmo da expansão econômica mundial tem sido diferente entre as economias avançadas e emergentes. de 6.2% em 2011 e de 2.6 Panorama Internacional Edição Maio – Julho | Ano 2011 Economias Emergentes e em Desenvolvimento Mundo Economias Desenvolvidas Dados em: % anual * Relatório FMI World Economic Outlook – junho de 2011 (atualização) -4 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* Fonte: FMI Elaboração: Ministério da Fazenda 85 .3% em 2011 e a 4.4% em 2012. sendo composta por expansão das economias avançadas de 2.6% em 2011 e de 6.) 10 8 6 4 2 0 -2 6. Crescimento do PIB (% a.

3 Estados Unidos 4.3 Índia Egito Arábia Saudita 6.2 França Itália 4.3 Reino Unido 2.6 Canadá 2.0 Indonésia 3.2 6.0 Panorama Internacional 2.9 1.0 -0.3 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Brasil 8.Ministério da Fazenda Perspectiva de crescimento de países selecionados em 2011* Alemanha 1.3 Argentina África do Sul Austrália Dados em: % anual * The Economist (edição de 20 de agosto de 2011) Fonte: The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 86 .7 2.8 6.9 Rússia 4.2 México Turquia China 7.1 Coreia do Sul Japão Crescimento Mundo Acima de 4% Entre 2% e 4% Menor que 2% 2011 4.0 3.3 0.3 9.

3 Turquia China Coreia Japão México 5.Ministério da Fazenda Perspectivas de inflação em países selecionados em 2011* Alemanha 2.3 4.2 Itália 5.5 2.0 5.9 Rússia Canadá 2.8 Argentina África do Sul Austrália Dados em: % anual.1 0.2 3.2 Egito Arábia Saudita Índia 6.8** Brasil 16.6 7.8 Panorama Internacional 8.4 2.5 Estados Unidos 3.2 2. acumulado em 12 meses * The Economist (edição de 20 de agosto de 2011) ** Estimativa do Banco Central do Brasil (Relatório de Inflação de junho de 2011) Fonte: The Economist e Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 87 .9 4.0 2011 Inflação Mundo* Acima de 6% Entre 3% e 6% Menor que 3% Indonésia 5.5 Reino Unido França 6.3 Edição Maio – Julho | Ano 2011 9.

7 China 1.4 Egito -1.9** Brasil -5.6 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Argentina Austrália Dados em: % do PIB * The Economist (edição de 20 de agosto de 2011) ** Estimativas do Governo Federal Fonte: The Economist e Governo Federal Elaboração: Ministério da Fazenda 88 .6 Coreia do Sul -10.5 México -9.2 Indonésia 2011 Resultado Nominal Mundo -2.0 Estados Unidos -2.5 Rússia -8.8 Arábia Saudita -4.7 Índia -1.3 África do Sul -2.7 -1.8 Canadá -9.7 -5.Ministério da Fazenda Resultado fiscal previsto para países selecionados em 2011* Panorama Internacional Alemanha -3.5 Itália Turquia 12.0 Acima de -2% Entre -2% e -4% Abaixo de -4% -1.8 França -3.4 Japão -1.1 Reino Unido -1.

25 200 Dados em: númeroíndice (2005=100) e % a. influxos de capital para países emergentes tem aumentado.9 352.a. Base Monetária em Moeda Estrangeira (número-índice) 600 6 5 Panorama Internacional Principais Metas de Taxas de Juros (% a.Ministério da Fazenda Política monetária recente nos países desenvolvidos A recente expansão da base monetária de economias avançadas tem causado excesso de liquidez ao redor do globo.) 500 495.5 2 1 0 Reino Unido Estados Unidos Zona do Euro 1.50 0. Como resultado.a Fonte: FMI Elaboração: Ministério da Fazenda 100 Ja n Ab 20 r 2 08 Ju 00 l 8 O 20 ut 08 Ja 200 n 8 Ab 20 r 2 09 Ju 00 l 9 O 20 ut 09 Ja 200 n 9 Ab 20 r 2 10 Ju 01 l 0 O 20 ut 10 Ja 201 n 0 Ab 20 r 2 11 Ju 01 l2 1 01 1 Ja n Ab 20 r 2 08 Ju 00 l 8 O 20 ut 08 Ja 200 n 8 Ab 20 r 2 09 Ju 00 l 9 O 20 ut 09 Ja 200 n 9 Ab 20 r 2 10 Ju 01 l 0 O 20 ut 10 Ja 201 n 0 Ab 20 r 2 11 Ju 01 l2 1 01 1 89 .8 4 3 Edição Maio – Julho | Ano 2011 400 300 245. assim como a inflação.25 0. o Banco Central do país recentemente externou planos de manter sua política de taxa de juros próxima de zero até meados de 2013. Com relação à economia dos EUA.

Ministério da Fazenda A dinâmica da taxa de câmbio em países selecionados A taxa de câmbio real efetiva é relevante na medida em que influencia o nível de investimentos e de comércio entre um país e seus parceiros comerciais.86 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: número-índice (2005=100). deflator: índices de preços ao consumidor dos respectivos países * Aumento significa apreciação cambial e queda significa depreciação Fonte: BIS Elaboração: Ministério da Fazenda 05 5 06 09 9 11 20 07 08 6 7 8 10 00 00 0 00 00 00 20 20 20 20 20 l2 l2 20 01 l2 Ju l2 Ju l2 Ja n l2 Ja n Ja n Ja n Ja n Ja n Ja n Ju Ju Ju Ju Ju l2 01 1 90 . trazendo sobressaltos à perspectiva econômica internacional.15 Panorama Internacional Brasil (Real) China (Iuan) Zona do Euro (Euro) Estados Unidos (Dólar) 117. O dólar norte-americano tem apresentado tendência contínua de queda. tanto do ponto de vista do comércio. quanto do ponto de vista financeiro.79 80 160. Taxa de Câmbio Efetiva Real* (Jun 1994 = 100) 160 144 128 112 95.87 96 83.

5 117. Depois disso.0 7.0 7. as autoridades chinesas anunciaram o início da flutuação cambial. Panorama Internacional China: taxas de câmbio nominal e real efetiva* 130 125 120 115 110 105 100 95 90 6.5 Taxa de câmbio nominal (Iuan/US$) Taxa de câmbio real efetiva (número-índice) Dados em: Iuan/US$ e número-índice (2005 = 100) * Taxa de câmbio nominal: redução significa apreciação da moeda. a taxa de câmbio real chinesa permanece competitiva para os produtos chineses ao redor do mundo.5 8.86 8. comparada a uma cesta de moedas. a China fixou a cotação de sua moeda ao dólar norte-americano.4 6. Nada obstante.Ministério da Fazenda A política da China em relação ao Iuan De 1994 a julho de 2005.0 6. Taxa de câmbio real efetiva: aumento significa apreciação da moeda Fonte: Thomson Reuters e BIS Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 2 Ju 00 l2 0 Ja 00 n 0 2 Ju 00 l2 1 Ja 00 n 1 2 Ju 00 l2 2 Ja 00 n 2 2 Ju 00 l2 3 Ja 00 n 3 2 Ju 00 l2 4 Ja 00 n 4 2 Ju 00 l2 5 Ja 00 n 5 2 Ju 00 l2 6 Ja 00 n 6 2 Ju 00 l2 7 Ja 00 n 7 2 Ju 00 l2 8 Ja 00 n 8 2 Ju 00 l2 9 Ja 00 n 9 2 Ju 01 l2 0 Ja 01 n 0 2 Ag 01 o 1 20 11 Ja n 91 .

75 12.9 19.11 0.05 4. que envolvem a compra de moedas que oferecem maior retorno e a venda daquelas de menor rentabilidade.01 9.28 5.15 4.29 17.65 9.7 12. Tcheca Zona do Euro Dinamarca Polônia Cingapura Coréia do Sul Indonésia Chile Rússia Índia Japão Canadá México Malásia África do Sul Filipinas Reino Unido China Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: %.2 8.05 0.7 19.6 18.2 14.7 22.9 14.08 19. 12 meses) Retorno Spot 26.2 3.99 8.16 2.45 Juros 0.81 9.88 1.53 3. acumulado em 12 meses até julho de 2011 * Carry Return é igual ao retorno obtido do investimento em renda fixa menos o custo do empréstimo em moeda estrangeira Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda 92 .11 5.4 8.1 26.87 13.83 19.31 0.0 8.8 1.96 Suíça Austrália Hungria Nova Zelândia Noruega Suécia Brasil Rep. A busca por retornos maiores em câmbio e juros tem afetado não apenas o Brasil.66 9.24 5.22 6. Panorama Internacional Ranking de Transações em Moedas – Carry Return* (% acum.7 4.74 1.78 -1.48 4.0 7.99 4.1 8.33 0.3 12.5 10.18 17.17 1.16 1.21 6.13 6.Ministério da Fazenda Operações de carry trade permanecem atrativas O excesso de liquidez mundial também tem acarretado o crescimento das operações de carry trade.09 7.2 12.4 10.05 3.99 8.61 1.87 3.7 10.2 19.62 13.7 14.16 2.44 4.73 5.9 24.6 10.32 2.8 24.38 7. mas também outros países.1 11.1 5.7 18.82 17.

Historicamente.65 Panorama Internacional 500 503.06 Edição Maio – Julho | Ano 2011 400 300 CRB Spot CRB Alimentos Dados em: número-índice (1951=100) 200 0 No 06 v 20 06 M ar 20 07 Ju l2 0 No 07 v 20 07 M ar 20 08 Ju l2 0 No 08 v 20 08 M ar 20 09 Ju l2 0 No 09 v 20 09 M ar 20 10 Ju l2 0 No 10 v 20 10 M ar 20 Ag 11 o 20 11 Ju l2 Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda 93 . o índice total aumentou 21%. o índice de preço de commodities passou a apresentar retração moderada. os preços de commodities tem permanecido em patamares elevados. enquanto o índice para alimentos apresentou incremento de 30%. Índice de Preço de Commodities .CRB (número índice 1951=100) 600 545. Na comparação em 12 meses até agosto de 2011. acompanhando o movimento do componente Alimentos.Ministério da Fazenda Comportamento dos preços das commodities Após um aumento contínuo desde o inicio de 2009 até abril do ano corrente.

O movimento recente no preço do petróleo reflete a preocupação quanto ao futuro da economia mundial.97 80 60 40 20 0 Preços constantes (em US$ de julho de 2011) Preços correntes Dados em: US$ / Barril Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda 19 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 2099 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 11 94 . Panorama Internacional Preço do Petróleo Tipo Brent (US$/barril) 140 120 100 Edição Maio – Julho | Ano 2011 116. principalmente das economias dos EUA. da Europa e do Japão.Ministério da Fazenda Panorama do preço internacional do petróleo O preço do barril de petróleo tipo Brent esteve acima de US$ 115 em alguns meses devido à tensão internacional e à liquidez de capital.

000 800 600 400 200 0 Panorama Internacional Edição Maio – Julho | Ano 2011 244 203 158 156 09 9 10 0 11 Ju Ag l 2 o 011 20 11 00 Ju l2 01 20 20 20 Turquia Rússia Brasil México Dados em: pontos-base Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda 20 08 Ja n Ju l2 Ja n Ja n ut 95 O . Dados mostram que a probabilidade de default nos países emergentes. em especial o Brasil.Ministério da Fazenda Países emergentes com menores spreads de risco soberano O Credit Default Swap (CDS) constitui-se em proteção contra possível calote por parte de um país e. indica a percepção dos agentes financeiros em relação ao risco soberano. por isso. diminuiu consideravelmente em anos recentes.200 1. Spread de CDS de 5 anos – Países Selecionados (pontos-base) 1.

080 896 379 377 De 008 z2 0 Fe 08 v 2 Ab 009 r2 Ju 009 n 2 Ag 009 o 2 O 009 ut 2 De 009 z2 0 Fe 09 v 20 Ab 10 r2 Ju 010 n 2 Ag 010 o 2 O 010 ut 2 De 010 z2 0 Fe 10 v 2 Ab 011 r2 Ju 011 n 2 Ag 011 o 20 11 Grécia Portugal Irlanda Espanha Itália Dados em: pontos-base Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda l2 Ju ut 2 00 8 96 O .000 500 0 2. figuram a Grécia.Ministério da Fazenda Risco se eleva na Zona do Euro Os Credit Default Swaps (CDS) de alguns países da Zona do Euro têm apresentado piora na percepção de risco de default de suas dívidas soberanas. Irlanda e Espanha.000 1.500 2. Dentre eles. Portugal.353 Edição Maio – Julho | Ano 2011 1.000 2.500 1. Panorama Internacional Spread de CDS de 5 anos – Países Selecionados (pontos-base) 3.

Panorama Internacional Índice VIX . Os patamares atuais denotam a piora da percepção de mercado relacionada à questão fiscal nos EUA e à crise na Europa. com base na volatilidade dos preços de opções do índice S&P 500.Ministério da Fazenda Volatilidade crescente do mercado acionário dos EUA O índice VIX mede a expectativa de volatilidade de 30 dias no mercado bursátil.90 20 0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Crise Financeira 2008 Dados em: pontos percentuais Fonte: Bolsa de Opções de Chicago Elaboração: Ministério da Fazenda 09 10 11 20 Ag o 05 06 07 08 20 20 20 20 20 20 20 11 20 04 97 24 .EUA (pontos percentuais) 100 80 60 40 35.

3 AARússia 8. Panorama Internacional Dívida Bruta do Governo Geral (% do PIB) e Classificação de Risco S&P Rating (S&P) Arábia Saudita 8.Ministério da Fazenda Situação fiscal indica espaço para aprimoramento de rating O padrão fiscal e a gestão macroeconômica brasileira não condizem com as notas de classificação de risco soberano atribuídas pelas principais agências.3 BBB 65.2 Alemanha AAA 80.7 B México 42.0 Canadá AAA 84.6 Estados Unidos 99.1 Reino Unido AAA 83.3 150 200 229.1 250 * Grupo G20.2 França AAA 87.1 AAAustrália AAA 24.1 Indonésia 25.8 A Turquia 39. Países com níveis de dívidas muito mais elevados estão com melhor classificação do que o Brasil. exceto Zona do Euro Fonte: Bloomberg e FMI Elaboração: Ministério da Fazenda 98 .6 Argentina 40.7 Brasil BBBÍndia BBB68.5 AA+ Itália A+ Japão AA0 50 100 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: % do PIB e classificação de risco S&P 120.4 BB+ Coreia do Sul 28.4 BB África do Sul BBB+ 39.5 BBB China 17.

3 -0.7 -13. Exclui movimentos temporários ou não-tendenciais de preços de ativos financeiros e de receitas e despesas ** Estimativas FMI Fonte: FMI Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 99 .9 -2. Grécia e Espanha.7 -1.9 -3. Saldo em Transações Correntes (% do PIB) Países Portugal Grécia Espanha Itália Estados Unidos Brasil Irlanda Alemanha China Panorama Internacional Resultado Estrutural do Governo Geral (% do PIB potencial) 2008 -12. quase duplicou em anos recentes.6 2009 -10.7 Países Estados Unidos Grécia Irlanda Espanha Portugal Itália Brasil Alemanha China 2008 -4.9 2009 -6.0 -5.0 -5.0 5.2 -2.7 -3. O déficit fiscal é.0 -3.5 -6.0 -3.3 5.7 6.6 -2.8 Dados em: % do PIB e % do PIB potencial * Resultado fiscal ciclicamente ajustado. uma fonte de preocupação.2 -2.1 -0.5 -3.7 -8.5 -3.2 5.8 -3. Uma das razões para o alto nível de endividamento é o atual déficit em conta corrente dessas economias.5 -3.7 5.5 -2.0 -7.9 -11.4 -3.0 -7.3 -2. Irlanda e Espanha a partir de 2008.7 9.9 -4.7 -2. O déficit fiscal dos EUA.1 -2.4 2010 -7.5 -9.9 -4. entretanto.5 -2.1 5.3 -11.9 -10.6 0.6 -9.9 2011** -8.6 -14.7 -0. Itália.5 -8.4 -1. embora tenha melhorado na Grécia.2 -2.2 -4.4 -4.0 6.Ministério da Fazenda Europa e EUA: problemas nas transações correntes e na parte fiscal A crise econômica que se alastra pela Zona do Euro possui sinais de maior gravidade em Portugal.7 -5.5 -9.7 -9.3 -3. de igual forma.2 2011** -8.7 -2.1 -6.2 -2.5 -2.3 -5. Irlanda.7 -1.1 -1.8 -2.0 2010 -9.8 -17.

7 pontos). tais como atividade.2 no mês anterior e -5.Ministério da Fazenda EUA: sinais de desaceleração significativa na atividade econômica O setor manufatureiro da região norte-americana da Filadélfia mostrou enfraquecimento no mês de agosto de 2011 (-30.6 em agosto de 2010.7 100 .5 Índice Philly Fed: Estimativa 6 meses Índice Philly Fed: Atividade Corrente Períodos de Crise Dados em: % * Percentual de respondentes indicando um aumento menos o percentual indicando um decréscimo Fonte: Philadelphia Fed Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 -30. Panorama Internacional Fed da Filadélfia: Índice de Difusão Corrente e de Atividade Geral Futura (%) 100 80 60 40 20 0 -20 -40 -60 -80 M a Ja i 19 n Ja 1968 n Ja 1969 n Ja 1970 n Ja 1971 n Ja 1972 n Ja 1973 n Ja 1974 n Ja 1975 n Ja 1976 n Ja 1977 n Ja 1978 n Ja 1979 n Ja 1980 n Ja 1981 n Ja 1982 n Ja 1983 n Ja 1984 n Ja 1985 n Ja 1986 n Ja 1987 n Ja 1988 n Ja 1989 n Ja 1990 n Ja 1991 n Ja 1992 n Ja 1993 n Ja 1994 n Ja 1995 n Ja 1996 n Ja 1997 n Ja 1998 n Ja 2099 n Ja 2000 n Ja 2001 n Ja 2002 n Ja 2003 n Ja 2004 n Ja 2005 n Ja 2006 n Ja 2007 n Ja 2008 n Ja 2009 Agn 2 10 o 01 20 1 11 2. contra 3. mostraram declínio considerável. embarques de mercadorias e novas encomendas. Indicadores subjacentes ao índice.

a China deve ter um equilíbrio correto em sua política monetária de forma a não prejudicar sua atividade econômica.) 10 8 6 6. A presente crise global é uma realidade desafiadora. China: Inflação ao Consumidor (% a.Ministério da Fazenda China: inflação ao consumidor A inflação na China tem crescido firmemente desde 2009. acumulado em 12 meses Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda 2 Ju 00 l2 0 Ja 00 n 0 2 Ju 00 l2 1 Ja 00 n 1 2 Ju 00 l2 2 Ja 00 n 2 2 Ju 00 l2 3 Ja 00 n 3 2 Ju 00 l2 4 Ja 00 n 4 2 Ju 00 l2 5 Ja 00 n 5 2 Ju 00 l2 6 Ja 00 n 6 2 Ju 00 l2 7 Ja 00 n 7 2 Ju 00 l2 8 Ja 00 n 8 2 Ju 00 l2 9 Ja 00 n 9 2 Ju 01 l2 0 Ja 01 n 0 2 Ag 01 o 1 20 11 Ja n 101 . Por essa razão.a.5 Panorama Internacional Edição Maio – Julho | Ano 2011 4 2 0 -2 -4 Índice de Preço ao Consumidor Dados em: % anual. na medida em que um desaquecimento nos Estados Unidos e na Zona do Euro pode afetar as exportações chinesas. a despeito das medidas de controle levadas a efeito pelo governo chinês.

.

PERSPECTIVA Economia Brasileira em Especial Brasil e a crise externa Ministério da Fazenda .

razão pela qual a meta de superávit primário para 2011 foi aumentada recentemente. O objetivo é manter o país em sua trajetória de crescimento. com o menor dano possível advindo da crise global. O País tem meios de articular apropriadamente seus instrumentos de política econômica. Por essas razões. o Brasil não está completamente isolado e poderá sentir alguns dos efeitos advindos do declínio econômico. Brasil e a Crise Internacional Edição Maio – Julho | Ano 2011 104 . Outro importante fator positivo reside na baixa exposição de empresas e setor público à volatilidade da taxa de câmbio. Nesta seção especial. A disciplina fiscal tem sido reforçada. As reservas internacionais brasileiras somam mais de US$ 350 bilhões e possibilitam um colchão de liquidez contra problemas no cenário externo. o Brasil possui um mercado de crédito sólido. Além de contar com um forte mercado doméstico. o Brasil está tomando todas as precauções possíveis para prevenir a sua economia de ser profundamente afetada por uma eventual piora nas condições da economia internacional.Ministério da Fazenda Melhores condições para enfrentar as adversidades internacionais Apesar de não estar no centro da crise em 2011. composto em sua maioria por uma classe média crescente. pretende-se mostrar que o Brasil está melhor posicionado para enfrentar uma eventual piora no ambiente econômico global. com taxas sustentáveis de crescimento.

Ministério da Fazenda Risco País em queda A evolução dos spreads do Credit Default Swap . Brasil e a Crise Internacional Credit Default Swap . tanto em moeda nacional quanto em moeda estrangeira.do Brasil indica a melhora da percepção.CDS .2009) 2010 2011 até agosto 105 . por parte dos investidores internacionais. Esse movimento é corroborado pelos recentes upgrades da dívida soberana brasileira.CDS (pontos-base) 300 250 200 150 100 50 0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 120 152 270 275 278 148 156 158 154 165 20 anos 52 68 36 1 ano 1 ano 6 meses 10 anos 20 anos 30 anos 6 meses 10 anos 20 anos 30 anos 6 meses 1 ano 47 10 anos 30 anos 169 Dados em: pontos-base Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda Crise nanceira (2008 . quanto à situação fiscal brasileira.

é significativamente menor que o dos demais países emergentes. especialmente quando comparamos os atuais níveis aos verificados durante a crise da Nasdaq (2000 .Ministério da Fazenda Comparações de Risco País: o Brasil em boas condições O risco de crédito soberano brasileiro. Isso evidencia uma percepção muito positiva dos agentes sobre a evolução das contas públicas brasileiras.2002) Crise nanceira (2008 .000 332 223 174 275 337 América Latina 789 851 668 303 420 455 382 204 Brasil Total América Latina Europa Brasil Total América Latina Europa Brasil Total 279 América Latina Europa Brasil Total Europa 216 Dados em: pontos Fonte: Thomson Reuters Elaboração: Ministério da Fazenda Crise Nasdaq (2000 .000 800 600 Brasil e a Crise Internacional ionado Edição Maio – Julho | Ano 2011 400 200 0 1.2009) 2010 2011 até agosto 106 . medido pelo EMBI+.2002). EMBI+ (pontos) 1.

como resposta a uma possível desaceleração da economia. para 12% a. Brasil e a Crise Internacional Taxa de Juros Selic (% média) 20 18 16 Edição Maio – Julho | Ano 2011 14 12 10 8 6 Dados em: % média no período 18.8 2011** * Média no período ** Posição de agosto de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 107 .9 2010* 11.3 Crise Financeira (2008-2009)* 9..1 Crise Nasdaq (2000-2002)* 11.a. o Banco Central do Brasil decidiu reduzir a taxa Selic em 0.5 p.p..Ministério da Fazenda Espaço para atuação da política monetária Com o agravemento da crise internacional.

000 300.786 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: R$ milhões Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 2 Ab 007 r2 0 Ju 07 l2 O 007 ut 2 Ja 007 n 2 Ab 008 r2 0 Ju 08 l2 O 008 ut 2 Ja 008 n 2 Ab 009 r2 00 Ju 9 l2 O 00 ut 9 2 Ja 009 n 2 Ab 010 r2 0 Ju 10 l2 O 010 ut 2 Ja 010 n 2 Ab 011 r2 01 1 Ag o 20 11 Ja n 108 .000 50.000 350.000 0 169.137 422.000 100. como foi feito no período da crise financeira de 2008.000 250.000 150.000 200.410 253.000 400. Brasil e a Crise Internacional Depósito Compulsório (R$ milhões) 450.Ministério da Fazenda Compulsório amplia ações de política monetária O volume de reservas compulsórias dos bancos depositado no Banco Central proporciona à Autoridade Monetária grande flexibilidade para gerir a liquidez do sistema bancário.

4 109 . Brasil e a Crise Internacional Reservas Internacionais (US$ bilhões) 350 300 250 Edição Maio – Julho | Ano 2011 200 150 100 50 0 Crise Nasdaq (2000-2002)* Crise Financeira (2008-2009)* 2010** 2011*** 35. O atual patamar das reservas internacionais.Ministério da Fazenda Reservas internacionais como colchão de liquidez As reservas funcionam como um seguro para a manutenção do regime de câmbio flutuante.1 260.7 353. acima do acumulado ao longo de 2008-2009.1 Dados em: US$ bilhões * Média de março a dezembro de 2002 ** Média no período *** Agosto de 2011 Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 203. reforça o elenco de fatores de proteção contra momentos de crise de liquidez internacional.

2002) 40% Crise nanceira* (2008 . Brasil e a Crise Internacional Operações de Crédito com Recursos Livres e Direcionados (% do PIB) 50 40 Edição Maio – Julho | Ano 2011 30 20 10 0 Dados em: % do PIB 27% Crise Nasdaq* (2000 .Ministério da Fazenda Ritmo sustentável de crescimento do crédito A evolução da oferta de crédito no Brasil é amparada por regulação conservadora e também pelo aumento da renda real e maior formalização no mercado de trabalho. Tal dinâmica pode ser de grande utilidade para o crescimento econômico a partir da demanda doméstica. caso as condições globais se deteriorem.2009) 45% 2010** 47% 2011 até julho * Média no período ** Crescimento anual Fonte: Banco Central do Brasil Elaboração: Ministério da Fazenda 110 .

Brasil e a Crise Internacional Taxa de desemprego no Brasil (% da PEA) 12 10 8 6 4 2 0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Dados em: % da PEA 11.2002) 8.0 2011*** * Média de março a dezembro de 2002 ** Média no período *** Julho de 2011 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 111 .0 Crise nanceira* (2008 .2009) 6. Isso reflete a solidez do mercado interno e pode ser importante para atenuar uma possível piora no cenário internacional.Ministério da Fazenda Taxa de desemprego em declínio A taxa de desemprego no Brasil vem decrescendo desde o começo dos anos 2000.7 Crise Nasdaq* (2000 .7 2010** 6.

2 35. Perfil da Dívida e Crises Econômicas (% do total) 50 Brasil e a Crise Internacional 40 30 20 Prefixado Índice de Preços Taxa Flutuante *** Câmbio Dados em: % do total * Em média ** Em julho de 2011 *** Inclui Selic. No mesmo período.1 Edição Maio – Julho | Ano 2011 10 26.1 2011** 32.3 36. Atualmente este percentual gira em torno de 4.6 34.5 28.3 42.4 26.6 43.6 8. 42.5% da DPF.Ministério da Fazenda Menor exposição cambial da dívida pública O perfil da dívida pública é um dos principais componentes que evidenciam a melhor capacidade de enfrentar eventuais crises na atualidade em comparação com períodos anteriores.1%. TR e outros Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 4.2009)* 2010 5.6 31. a parcela prefixada passou de 8. Na média. entre 2000 e 2002.0 112 .8 0 Crise Nasdaq (2000 -2002)* Crise Financeira (2008 .2 5.6 8.9% da DPF era composta por títulos indexados ao câmbio.2% para 34.9 30.

Este tem sido um dos pilares da robustez do Brasil ante as crises econômicas recentes.0 Crise Nasdaq* (2000 .2 Dec 2010 39.2009) 40.Ministério da Fazenda Menor endividamento após crises econômicas O longo período de solidez fiscal colocou a trajetória da Dívida Líquida do Setor Público em uma sólida trajetória descendente.2002) 42.9 Crise Financeira** (2008 . Brasil e a Crise Internacional Dívida Líquida do Setor Público e Crises Econômicas (% do PIB) 60 50 40 30 20 10 0 Edição Maio – Julho | Ano 2011 52.4 Jul 2011 Dívida Líquida do Setor Público (saldo em final de período) Dados em: % do PIB Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 113 .

5 1.5 -1.Ministério da Fazenda Recuperação fiscal e crises econômicas Mesmo em uma década marcada por duas crises econômicas de proporções mundiais.0 2.7 -2.8 -2.2 2. Brasil e a Crise Internacional Resultado Fiscal e Crises Econômicas (% do PIB) 4.5 2.8 3.0 0.7 2.0 -3.0 -2.8 Edição Maio – Julho | Ano 2011 Resultado Primário -3.0 -0.0 3.2002)* Crise Financeira (2008 .5 0.0 3.2009) 2010 2011** Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 114 .5 -1.0 -1.5 -3.0 1.9 Resultado Nominal Dados em: % do PIB * Em média ** Acumulado em 12 meses até julho de 2011 Crise NASDAQ (2000 .5 3. o Brasil manteve elevados resultados primários e o déficit nominal em uma trajetória descendente.5 -2.5 -4.

PERSPECTIVA

Economia Brasileira em

Anexo
Recentes Medidas de Estímulo à Produção, Investimento e Inovação
Ministério da Fazenda

Ministério da Fazenda

Cada vez mais empresas brasileiras optam pelo SIMPLES
Com o intuito de apoiar constantemente o empreendedorismo, o Governo vem aperfeiçoando o sistema tributário do “Simples Nacional” e do “Microempreendedor Individual”. Ambos os programas visam à redução da carga tributária e da burocracia para as empresas de pequeno e médio portes e já atingem 5,3 milhões de empresas.
Simples Nacional e MEI: Número Total de Empresas (milhões de unidades)
6 5 4 3 2 1 0

Anexo

3,4 milhões 0,1 milhão

4,5 milhões 0,8 milhão

5,3 milhões

0.8
3,7 milhões
2010

1.4
Total de Optantes Microempreendedor Individual (MEI) Simples Nacional (exceto MEI) Dados em: milhões de unidades
Fonte: RFB / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda

1,4 milhão

Edição Maio – Julho | Ano 2011

0.1
2,8 milhões 2007

3,1 milhões
2008

3,3 milhões
2009

3,9 milhões
2011

116

Ministério da Fazenda

Reajuste das faixas do SIMPLES: menos tributos
A ampliação do Simples Nacional trará mais benefícios e maior dinamismo às empresas brasileiras que nele se enquadram. Indústria, Comércio e Serviços serão contemplados.

Anexo

Exemplos de Alíquota sobre Faturamento do Lucro Presumido mais Estimativa da Folha de Pagamento (R$)
Setor
Comércio

Faturamento
De R$ 120 mil a R$ 180 mil De R$ 1,68 milhão a R$ 1,80 milhão De R$ 3,42 milhões a R$ 3,60 milhões De R$ 120 mil a R$ 180 mil

Nova alíquota SIMPLES
4,00% 9,12% 11,61% 4,50% 9,62% 12,01% 6,00% 13,68% 17,42%

Alíquota SIMPLES anterior
5,47% 10,32% Não abrangia 5,97% 10,82% Não abrangia 8,21% 15,48% Não abrangia
Edição Maio – Julho | Ano 2011

Indústria

De R$ 1,68 milhão a R$ 1,80 milhão De R$ 3,42 milhões a R$ 3,60 milhões De R$ 120 mil a R$ 180 mil

Serviços

De R$ 1,68 milhão a R$ 1,80 milhão De R$ 3,42 milhões a R$ 3,60 milhões

Dados em: R$ e percentagem
Fonte: RFB / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda

117

000 30.Ministério da Fazenda Desoneração e estimulo às exportações A ampliação do Simples Nacional incentivará as vendas externas das pequenas empresas.8 1.6 Total do Faturamento R$ 2.4 milhões 3.0 0.6 milhões 20.000 67% 5.6 milhões 50.6 R$ 36.6 milhões de exportações para fins de enquadramento.4 Exportações R$ 3.000 3. Já o MEI terá seu limite de enquadramento reajustado em 67%. com limite adicional de R$ 3. Anexo Novos Parâmetros para o Simples Nacional e MEI Ampliação do Simples: limite adicional para as exportações Ampliação do MEI: reajuste do limite de enquadramento Total do Faturamento R$ 7.2 7.2 milhões 7.000 10.000 Edição Maio – Julho | Ano 2011 R$ 60.000 0 Dados em: R$ Limite anterior Novo limite 0.2 60.000 1.0 Situação Anterior Novo Sistema Fonte: RFB / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 118 .000 40.8 Mercado Interno R$ 3.4 5.

inovação e ao capital de giro Defesa da Indústria e do Mercado Interno Política de conteúdo local Regime tributário de incentivo à inovação. emprego e agregação de valor Redução da alíquota do ICMS interestadual Compras Governamentais Desoneração da Folha de Pagamentos Estímulos às Exportações e Defesa Comercial Reintegra: Crédito de até 3% do valor exportado para produtos manufaturados Aceleração da devolução de créditos de PIS/COFINS para exportação Financiamento e garantias às exportações Defesa comercial Edição Maio – Julho | Ano 2011 Fonte: Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 119 .Ministério da Fazenda Plano Brasil Maior estimula investimento e inovação O Plano Brasil Maior. tecnológica. investimento. de serviços e comércio exterior do Governo Federal. a nova política industrial. Anexo Principais Medidas do Plano Brasil Maior Estímulos à Produção. visa incentivar a competitividade da indústria brasileira via estímulo ao investimento. Investimento e Inovação Desoneração tributária Financiamento à produção. inovação e agregação de valor dos produtos nacionais.

Ministério da Fazenda Glossário .Instituições ABDIB ANFAVEA BIS BNDES CMN CNI FGV FIESP FINEP FMI IBGE INSS IPEA MDIC MDS Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Banco de Compensações Internacionais Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Conselho Monetário Nacional Confederação Nacional da Indústria Fundação Getúlio Vargas Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Financiadora de Estudos e Projetos Fundo Monetário Internacional Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ministério do Desenvolvimento. Indústria e Comércio Exterior Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda Secretaria do Tesouro Nacional 120 . Orçamento e Gestão Ministério do Trabalho e Emprego National Association of Security Dealers Automated Quotation Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico Banco Central dos EUA regional Filadélfia Receita Federal do Brasil Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda Edição Maio – Julho | Ano 2011 Standard & Poor’s Secretaria de Acompanhamento Econômico Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Indústria e Comércio Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MPOG MTE Nasdaq OCDE Philadelphia FED RFB SAE / PR SAIN S&P SEAE SECEX SPE STN Ministério do Planejamento.

Índia. Rússia.Ministério da Fazenda Glossário .Termos BRICS Caged CDS CLT COFINS CRB DI DLSP DPF DPMFi EMBI+ FAT FBCF FGTS FSB ICMS IED IGP-DI Brasil. China e África do Sul Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Instrumento Financeiro de Proteção Contra Risco de Crédito Consolidação das Leis do Trabalho Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Commodity Research Bureau Depósito Interbancário Dívida Líquida do Setor Público Dívida Pública Federal Dívida Pública Mobiliária Federal Interna Emerging Markets Bond Index Fundo de Amparo ao Trabalhador Formação Bruta de Capital Fixo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço Fundo Soberano do Brasil Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Investimento Estrangeiro Direto Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna INCC IOF IPA IPC IPCA IPI LDO LOAS MEI MERCOSUL MP MPEs NUCI PAC PEA PIB PL PMC PME PMEs Índice Nacional de Custo da Construção Imposto sobre Operações Financeiras Índice de Preço ao Produtor Índice de Preços ao Consumidor Índice de Preços ao Consumidor Amplo Imposto sobre Produtos Industrializados Lei de Diretrizes Orçamentárias Lei Orgânica de Assistência Social Microempreendedor Individual Mercado Comum do Sul Medida Provisória Micro e Pequenas Empresas Nível de Utilização da Capacidade Instalada Programa de Aceleração do Crescimento População Economicamente Ativa Produto Interno Bruto Projeto de Lei Pesquisa Mensal de Comércio Pesquisa Mensal de Emprego Pequenas e Médias Empresas 121 Edição Maio – Julho | Ano 2011 PNAD PRONATEC RAIS RGPS RMV Selic SFN SIAFI TR Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Relação Anual de Informações Sociais Regime Geral de Previdência Social Renda Mensal Vitalícia Sistema Especial de Liquidação e de Custódia Sistema Financeiro Nacional Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal Taxa Referencial de Juros .

gov.Ministério da Fazenda Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Ministro da Fazenda: Guido Mantega Secretário Executivo: Nelson Barbosa Secretário de Política Econômica: Márcio Holland Chefe de Gabinete: Marcelo Fiche Produção e Execução Secretaria de Política Econômica Assessoria de Assuntos Econômicos do Gabinete do Ministro Estagiária: Andrea Motta Distribuição e Circulação Assessoria de Assuntos Econômicos do Gabinete do Ministro Arte Projeto Gráfico: Viviane Barros Arte da capa e entre capítulos: André Nóbrega Diagramação: Alline Luz e Viviane Barros Suporte Técnico Secretaria do Tesouro Nacional .STN Secretaria de Assuntos Internacionais .SERPRO www.SEAE Serviço Federal de Processamento de Dados .br Edição Maio – Julho | Ano 2011 Ministério da Fazenda Finalizado em 12 de Setembro de 2011 122 .fazenda.SAIN Secretaria de Acompanhamento Econômico .