Manual das ferramentas Google para jornalistas  

   

Conteúdo
Conteúdo ............................................................................................................................ii Por que um guia para jornalistas? ................................................................................. iii A transformação do fazer jornalístico e o impacto da Internet. .......................... iii Um novo jornalismo. ................................................................................................. iv O novo ambiente. ..................................................................................................... v Busca e apuração jornalísticas ...................................................................................... 1 Anatomia dos resultados de busca. .......................................................................... 2 Dicas gerais de busca. ................................................................................................. 5 Delimitação (operadores de pesquisa). ................................................................... 6 Pesquisa avançada. ..................................................................................................... 8 Painel de Opções de pesquisa. ................................................................................. 9 Google Suggest. .......................................................................................................... 15 Histórico da web. ........................................................................................................ 16 Pesquisas especializadas. .......................................................................................... 17 Barra de Ferramentas do Google. ........................................................................... 18 Outros usos do mecanismo de busca. .................................................................... 19 Google Squared.......................................................................................................... 20 Diretório Google. ......................................................................................................... 21 Pesquisa de Dados Públicos...................................................................................... 22 Alertas do Google....................................................................................................... 23 Google Notícias........................................................................................................... 24 Google Reader............................................................................................................ 26 Google Insights para pesquisa. ................................................................................ 27 Google Trends for Websites. ...................................................................................... 29 Google Maps. .............................................................................................................. 31 Acompanhamento, predição e prevenção. ........................................................ 33 YouTube. ....................................................................................................................... 35 Google Buzz. ................................................................................................................ 36 Google News Timeline. ............................................................................................... 37 Google Fast Flip. .......................................................................................................... 38 Google In Quotes. ....................................................................................................... 39

 

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Por que um guia para jornalistas?
Criar um manual para as ferramentas do Google pode parecer um contra­ senso: já que uma das características que as tornam tão populares são sua facilidade de uso e intuitividade. Graças ao mecanismo de busca, por exemplo, qualquer pessoa, mesmo sem grande familiaridade com a web, é capaz de encontrar o que precisa. Então, por que criar um guia e por que para jornalistas? A resposta é simples: as ferramentas Google têm um potencial muito maior do que conhecemos usualmente. E, melhor que qualquer outro profissional, jornalistas e os profissionais da comunicação, que têm grandes demandas por localizar e organizar informações, podem aproveitar ao máximo as ferramentas que o Google disponibiliza. Essas ferramentas podem lhes permite aumentar a produtividade, economizar horas e esforços na busca de informações e assim contar com mais tempo para pensar, interpretar a realidade e gerar conteúdos mais ricos e melhores. Este breve guia nasceu dos workshops realizados pelo Google em oito países da América Latina em 2009, que receberam cerca de 300 jornalistas, e pretende manter o esforço de ajudar a aproveitar melhor os serviços e as ferramentas que a empresa oferece.  

A transformação do fazer jornalístico e o impacto da Internet.
Medir o quanto a Internet transformou a vida das pessoas, em todas as atividades humanas e nas diferentes indústrias, não é uma tarefa fácil. Ainda mais se considerando a constante evolução da tecnologia e o recorrente surgimento de novos fenômenos como a Web Social, conteúdos ricos como vídeo, mapas, fotos e os fluxos de informação em tempo real. Hoje, 1,7 bilhão dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta já estão conectados à Internet. Isto representa apenas 25% da população mundial, mas esses índices continuam crescendo na maioria dos países. O fenômeno da Internet transformou praticamente todos os campos: a educação, a indústria da música e do entretenimento, a comunicação, a relação entre as pessoas, o marketing político, a saúde e, obviamente, o jornalismo e os meios de comunicação, entre muitos outros.

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    Neste mundo novo, os usuários buscam no Google dezenas de milhares vezes a cada segundo (7 de cada 10 buscas no mundo, ou 9 de cada 10 América Latina). Diariamente, centenas de milhões pessoas entram em sites redes sociais como o Facebook e Orkut e notícias são postadas na rede microblog Twitter antes que a imprensa tradicional o faça.

de na de de

Os números relativos à Internet de tão grandes que são, são difíceis de visualizar. Tom Walkter, do site CreativeCloud, dá alguns exemplos que facilitam esse exercício.

Um novo jornalismo.
A influência da web e de suas ferramentas, e conseqüentemente do Google, no jornalismo é tão grande que já se fala em uma nova geração de profissionais. Infelizmente, às vezes esses novos profissionais são confundidos com aqueles que se limitam a republicar o que encontram na Internet, sem produzir ou confirmar as informações, copiam e colam conteúdos de outros. Este tipo de jornalista sempre existiu e foi chamado de outras maneiras: giletepress, comodistas, antiéticos etc. A diferença é que agora eles contam com novas ferramentas. Mas não é desse profissional que queremos tratar. Estamos falando de jornalistas que se valem da internet para fazer o bom jornalismo, investigativo e sofisticado. Um verdadeiro jornalista é aquele que aproveita plenamente as possibilidades das ferramentas disponíveis para fazer um trabalho melhor e oferecer conteúdos de mais qualidade ao seu público. Ao pesquisar no Google, o jornalista vai além do óbvio: consegue apurar e descobrir informações complementares, compara, distingue as fontes primárias originais entre tantas “reproduções” de um mesmo conteúdo e obtém o contexto dos dados que enriquece seu trabalho. Além disso, nossas ferramentas podem medir a opinião pública por meio de buscas em blogs e fóruns ou então comparar as posições dos próprios meios de comunicação no Google Notícias e descobrir tendências por meio de buscas e análises com ferramentas como Google Insights para pesquisa (antes ou depois disso, não deixará de ir “para a rua” em busca das fontes se necessário). O jornalista em nossos dias também é capaz de “ler” textos de meios de comunicação de qualquer lugar do mundo. Idioma deixa de ser barreira, pois ele sabe acessar os textos com a tradução automática do Google. Ele   iv 

 

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    também economiza horas nas buscas em blogs e sites por meio de ferramentas como o Google Reader. Ele não tem medo de desenvolver trabalhos colaborativos e em tempo real por meio de ferramentas como Google Docs ou Google Wave, e está preparado para aproveitar ao máximo a Internet a partir de qualquer lugar com seus dispositivos móveis. E mesmo que esse jornalista que não trabalha para um veículo específico, ele é capaz de conquistar seu próprio público por meio de um blog ou de sua rede social. Pode até obter receitas através da publicidade on­line.

O novo ambiente.
Este jornalista atual é um usuário eficiente das ferramentas da Internet e está preparado para o dinâmico universo da Web Social. Ele sabe que só tem a ganhar no futuro, quando as audiências já terão mudado definitivamente e os meios de comunicação atuais já terão se adaptado às novas realidades. Hoje, os veículos de comunicação estão se reinventando. Muitos estão testando modelos de convergência, de integração editorial, de redação multimídia. Alguns enxergam fenômenos da Web (como Google Notícias, Twitter, Facebook e Digg) como concorrentes, enquanto outros percebem que eles podem ser grandes aliados. Mas todos fazem experiências com novos modelos de negócio para recuperar ou manter a rentabilidade, sempre com a Web como um de seus pilares. Este novo ambiente não está dominado apenas pelos profissionais mais jovens, que nasceram na era da Internet. Ele está disponível para todos que perderem o medo da rede e das novas tecnologias e saibam aproveitá­las. Hoje, os jornalistas que já fizeram isso têm uma vantagem sobre seus colegas da velha guarda e sobre os blogueiros e formadores de opinião na Web, que geraram o fenômeno do jornalismo cidadão. Dentro de alguns anos, porém, estas habilidades serão inerentes à profissão, e quem não as dominar estará irremediavelmente atrasado.

 

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 “Dez anos atrás, o pesquisador mais premiado da

Universidade de Stanford não tinha tanto acesso à informação como pode ter hoje qualquer pessoa em em cibercafé em Bangladesh”.
 

Sergey Brin, cofundador do Google, 2005

 

   

 

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Busca e apuração jornalísticas

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Busca
Anatomia dos resultados de busca.


 

A busca universal do Google oferece resultados com conteúdo rico como sites, vídeos, imagens, mapas, livros e produtos, entre outros. Assim, os usuários têm mais facilidade para encontrar as informações mais relevantes. Por exemplo, se o conteúdo buscado é um país ou uma região, provavelmente os primeiros resultados serão contextualizados e vão incluir imagens e mapas relacionados com a localidade. Se você procura o nome de um personagem histórico, além de fotos aparecerão biografias. No caso de uma cantora famosa, é provável que os vídeos estejam nos primeiros lugares. Se a procura é por um escritor, suas obras podem aparecer no Google Livros. Também aparecerão resultados do Google Notícias se há um fato da atualidade relacionado com a busca. Assim, a página de resultados do Google sempre muda. Ao mesmo tempo, possui alguns aspectos comuns que, bem entendidos e aproveitados, podem ser úteis para se obter com mais precisão e rapidez as informações desejadas. Estes são os elementos mais comuns de cada um dos resultados de busca:

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Busca
Título: é o título da página da Web que o Google apresenta como
resultado.

Snippet: não é uma descrição da página, mas um fragmento de texto
em que se encontram os termos buscados.

URL ou endereço Web: é o endereço da página da web. Assim é
possível saber a que website a página pertence sem a necessidade de abri­la.

Em cache: é um dos serviços menos conhecidos do mecanismo de
busca do Google, mas que pode ser muito útil para um jornalista. Ele permite acessar o conteúdo da captura mais recente que o mecanismo de busca do Google realizou de uma página. É um verdadeiro “salva­vidas” quando é necessário acessar uma página que está fora do ar ou cujo conteúdo mudou e não oferece mais as informações desejadas.

 

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Busca
Similares: O Google sugere resultados dos mesmos tipos de websites. Por
exemplo, em um resultado proveniente da Wikipédia, as ocorrências similares poderão ser de outros websites de referência; no caso de um resultado de um fórum, elas serão de outros fóruns ou grupos de discussão; para um meio de comunicação, serão de outros meios.

Traduzir esta página: aparece quando os resultados estão em um
idioma diferente do pré­determinado. É possível acessar o Google Tradutor com apenas um clique.

Tipo de documento: quando o resultado oferecido pelo Google não
corresponde a uma página da web, mas a um documento (texto, planilha, PDF, etc.), o formato é indicado antes do título.

 

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Busca


Dicas gerais de busca.

Parte do encanto do Google está relacionado à sua facilidade de uso. Na grande maioria dos casos, não é preciso aprender fórmulas mirabolantes para encontrar o que você procura. Porém, os jornalistas e profissionais da comunicação podem aplicar algumas dicas para realizar buscas mais precisas e obter resultados mais eficientes. Algumas delas são:

Começar a busca com os termos principais. Delimitar a busca com mais termos se os resultados não forem
satisfatórios.

Escrever os termos de busca com uma ordem lógica. Por exemplo, o
resultado ao buscar New York Library não será o mesmo ao digitar York New Library.

Utilizar a sintaxe do Google, ou “operadores de pesquisa” para delimitar
os resultados com mais precisão.

 

Porém, antes de entrar em detalhes sobre a sintaxe do Google e outras dicas de busca, uma sugestão: abra uma conta do Google ou do Gmail (ou faça o login antes de iniciar uma sessão de buscas). Ao buscar e navegar com uma conta do Google, você não terá apenas pesquisas mais personalizadas. Você também poderá armazená­las com a função Histórico da web e utilizar uma grande variedade de serviços, que incluem desde Google Docs, Agenda e Google Reader até YouTube e Blogger, entre outros. Para fazer isso, clique no link no canto superior direito da página principal do Google (“Fazer login”) e insira seus dados. Ou então clique no link “Crie uma conta agora” e preencha o formulário.

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Busca
Delimitação (operadores de pesquisa).

 Exclusão de palavras (­). Frequentemente, os resultados das buscas acabam distorcidos com termos não desejados. Por exemplo, se você quer informações sobre o Amazonas mas não deseja resultados sobre o Rio Amazonas, deve buscar assim: amazonas ­rio  Busca de frases (aspas). É útil para encontrar um conteúdo muito específico, descobrir o autor de uma fase famosa, o título ou a letra de uma música ou romance etc. Além disso, para um jornalista este recurso é útil para pesquisar a fonte primária de um conteúdo que está disponível em vários sites e também para descobrir se algum trabalho foi plagiado ou reproduzido sem autorização por outro meio.  Busca em websites (site:). Às vezes, pode ser difícil encontrar dados dentro de um website. Vários sites utilizam mecanismos de busca próprios que acabam não apresentando as informações corretas, e outros simplesmente não oferecem uma ferramenta de busca. Para estes casos – e para todos os sites –, o Google permite buscas apenas dentro deles, com a mesma qualidade de resultados de sempre. Por exemplo, acesse www.casasbahia.com.br e busque a palavra mesas. Depois, acesse o Google e busque mesas site:www.casasbahia.com.br.  Busca por domínios (site:edu, site:com, site:com.br). Com a busca em tipos de websites de acordo com o domínio de nível superior (.com, .mil, .edu, etc.) e seu domínio de país (.br, .co, .mx, etc.), é possível delimitar os resultados. O que você deve fazer se deseja informações do governo sobre um tema específico? Em vez de realizar uma busca normal, procure apenas em sites governamentais. Por exemplo, desvalorização site:gov ou desvalorização site:gov.br. Se quer saber o que universidades do mundo todo dizem sobre um tema específico, escreva os termos de busca e adicione a expressão site:edu. Se estiver interessado apenas nas publicações das universidades do Brasil, escreva site:edu.br  Busca em títulos (intitle:). Algumas vezes, os resultados de uma busca incluem os termos de alguma porção secundária da página da web. Se você quer garantir que os termos da busca sejam o tema principal dos resultados – e consequentemente façam parte do título das páginas – faça a busca assim: intitle:Fernando Henrique Cardoso  Busca de documentos (filetype:doc). Nem sempre um conteúdo em

 

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Busca
páginas da web (formato HTML) é o mais adequado. Como jornalista, você muitas vezes precisará de tabelas, documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e outros conteúdos encontrados mais facilmente em documentos de outros formatos.  E quando pode ser necessário um documento em formato PDF em vez de um site ou outro formato? Provavelmente, quando as informações desejadas sejam mais recorrentes em um estudo acadêmico, governamental ou científico. O mesmo pode acontecer com um documento de texto no formato .doc. Por outro lado, se você está em busca de dados estatísticos, tabelas ou gráficos que sirvam de inspiração para o trabalho que está sendo desenvolvido, será mais útil procurar por documentos no formato .xls. Tente buscar os mesmos termos, mas em formatos diferentes. Por exemplo, mercado comum europeu filetype:pdf e depois com .xls, .doc e .ppt. Você também pode combinar a busca por documentos de formatos diferentes com a delimitação por sites ou tipos de site. Por exemplo: site:edu

 

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Busca


Pesquisa avançada.

Você pensou que o Google obrigaria a decorar estes termos para delimitar suas busca? Embora alguns deles sejam muito simples e o mais prático para o trabalho diário seja aprendê­los, alguns desses termos e outros não mencionados podem ser encontrados na Pesquisa avançada, uma série de opções de configuração e delimitação que o Google sempre ofereceu com a busca normal. Para acessá­la, clique no primeiro link que aparece à direita do campo de busca. Na Pesquisa avançada, você poderá selecionar opções de delimitação como as mencionadas e outras como o idioma desejado para os resultados e a origem dos sites dos resultados (o país onde estão os servidores de hospedagem). Estas características podem ser úteis para buscas específicas.

 

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Busca


Painel de Opções de pesquisa.

À esquerda da página nós adicionamos a navegação de relevância por contexto. Este novo painel destaca as ferramentas e os refinamentos de pesquisa para a sua consulta. São novas opções de pesquisa que antes não existiam ou que apenas os especialistas, que sabiam escrever expressões complexas, conseguiam utilizar. Para acessar as novas opções, faça uma busca. Uma pequena coluna será exibida à esquerda dos resultados oferecendo opções de ferramentas mais relevantes para a sua pesquisa.

 

No primeiro bloco de opções, você poderá buscar diferentes tipos de resultados: vídeos, imagens, grupos de discussão ou blogs e até experiências como busca em redes sociais (para testar ainda mais outras ferramentas, você deve ter uma conta Google e selecioná­las em   9 

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Busca
www.google.com/experimental). Este primeiro bloco simplesmente coloca mais à vista opções de busca que já existiam. Usar algumas destas pode ser útil quando você quer encontrar informações de contexto. Por exemplo, se é realizada uma pesquisa sobre as eleições presidenciais em um determinado país, após a recopilação normal das informações pode valer a pena buscar os nomes dos candidatos e clicar na opção de discussões. Ler as discussões entre defensores e críticos dos candidatos poderá enriquecer a visão obtida a partir de opiniões de especialistas. Um segundo bloco de opções tem mais novidades e apresenta uma função que muitos profissionais da comunicação sempre esperaram do mecanismo de busca: uma delimitação dos resultados por tempo. O Google sempre oferece seus resultados com base no critério de relevância, apoiado em seu algoritmo de busca que inclui o famoso PageRank e mais de 200 critérios diferentes. São considerados desde elementos técnicos, como as tags internas de um website e a velocidade de carregamento de suas páginas, até aspectos de popularidade e de qualidade, como o tráfego e a quantidade de links ou referências de outros websites a este. Porém, nem sempre esta relevância permite acessar em primeira instância os resultados que serão mais úteis para um trabalho jornalístico. Em certas buscas, será mais proveitoso encontrar resultados recentes ou de um período determinado, e as novas opções de resultados atuais (último ano, última semana ou últimas 24 horas) estão ali para ajudar. Tente buscar por terremoto haiti. Depois, selecione Último ano no painel de opções. Você verá que os resultados passarão a incluir uma data, que corresponde ao dia em que o conteúdo foi publicado.  

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Busca
Os resultados mostrarão páginas publicadas no último ano e que incluem o termo de busca, mas estarão organizados segundo o mesmo critério de relevância.

 

E existe algo ainda mais útil para alguns casos: organizar cronologicamente os resultados (opção Cronograma). Pela primeira vez, você não terá respostas ordenadas por relevância, e sim por data de publicação, o que será útil para encontrar informações recentes. A opção Mais recentes ajuda a acompanhar as notícias atuais (a morte de uma personalidade ou um desastre natural, por exemplo). Outra utilização destas opções é a busca por períodos ou intervalos de datas. Por exemplo, se um ex­presidente mundialmente conhecido morreu e você quer escrever um perfil original sobre ele, provavelmente as buscas normais no Google mostrarão biografias e informações recentes, o que pode ajudar, mas não vai agregar muitas novidades. Que tal delimitar a busca aos conteúdos publicados durante o mandato dele? Faça o teste pesquisando por Ronald Reagan e posteriormente delimitando os resultados aos anos de 1981­1989 usando a opção Intervalo personalizado. A opção de pesquisar por datas também se transforma em um truque útil quando, ao encontrar um   11 

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Busca
resultado específico com dados que deseja utilizar em um trabalho jornalístico, o website não informa a data de publicação. Não é possível calcular uma estatística sobre a penetração de uma tecnologia, ou a inflação em um país, ou o desemprego em uma cidade sem saber a data exata de publicação. Assim, ao encontrar dados em um site com data desconhecida, você pode descobri­la buscando uma frase da página desejada (entre aspas, para assegurar que aparecerá nos resultados) e depois selecionando a opção de resultados do último ano. Se a página não aparecer, isso significa que são dados antigos e que provavelmente não vão servir. Tente então pesquisar em anos anteriores, usando a opção de período específico.

 

A opção de Atualizações é mais um passo do Google em direção às buscas em tempo real, uma exigência cada vez maior dos usuários da Web que hoje se informam pela Internet tanto ou mais do que por outros meios. Isso gera um fator a mais de atualidade nos resultados. com a inclusão de tweets (mensagens dos usuários na rede Twitter) e postagens do Google Buzz (ferramenta social integrada ao Gmail).   12 

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Busca

  Uma opção adicional, chamada Roda mágica, serve para realizar buscas de maneira gráfica e encontrar relações entre os termos iniciais e outros sugeridos pelo Google.

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Busca
(Um exemplo da Roda mágica)

 

O último bloco serve para modificar a anatomia dos resultados, adicionando imagens correspondentes às páginas da web. Também permite, por meio de um link, ver resultados relevantes automaticamente traduzidos de outras idiomas.

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Busca


Google Suggest.

Todos os usuários do Google já receberam a ajuda da mensagem Você quis dizer, quando digitaram errado um termo para busca. As sugestões do Google antecipam estes erros de digitação ou ortografia, e quando uma busca é iniciada alguns termos ou expressões são exibidos. Tente escrever Massachusets e, enquanto faz isso, a grafia correta aparecerá como opção. Porém, a principal utilidade desta ferramenta é encontrar conteúdos relacionados com a busca e a quantidade de páginas oferecidas. Isso pode ser muito valioso, por exemplo, quando você deseja pesquisar temas relacionados com um país, personagem ou tópico.

 

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Busca


Histórico da web.

Se você faz uma busca e navega depois de ter feito o login com sua conta Google, poderá ver um registro completo de sua navegação e suas buscas diárias. Assim, verá um panorama de seus hábitos na Web e dos conteúdos que mais lhe interessam. Você pode acessar seu histórico a qualquer momento, mas ele será especialmente valioso quando você precisar visitar uma página que acessou no passado e por algum motivo não consegue encontrá­la nos favoritos do navegador ou na Web. Em seu histórico, você poderá buscar por termos desta página ou por data, ou tipo de conteúdo (imagens, notícias, vídeos, mapas, blogs, etc.).

 

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Busca


Pesquisas especializadas.

A parte superior da página do Google sempre ofereceu links para pesquisas especializadas por imagens, vídeos, mapas e notícias (todas que podem ser realizadas no painel de opções de busca.) Para saber mais sobre a variedade de produtos que o Google oferece, clique no link “mais” para exibir um menu dos produtos mais conhecidos. O link “muito mais” abre uma lista mais ampla de ferramentas de pesquisa especializada e de produtos diversos oferecidos pelo Google. Um desses produtos é o Google Acadêmico (scholar.google.com.br), que permite buscar trabalhos universitários ou científicos sobre todos os tipos de assunto (desde astronomia e biologia até economia e arte).

 

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Busca
Barra de Ferramentas do Google.


Os navegadores atuais costumam incluir um campo de busca que, na maioria das vezes, está associado ao Google e que proporciona sempre a facilidade de realizar buscas sem a necessidade de entrar em www.google.com.br. Porém, a Barra de Ferramentas do Google (toolbar.google.com.br), disponível no momento para os navegadores Firefox e Internet Explorer, oferece acesso rápido a várias opções e recursos do Google, desde as buscas por imagens, notícias, histórico da Web ou mapas até o Gmail, os favoritos e ao Google Tradutor. É possível até adicionar botões para websites de terceiros como Facebook, Wikipédia ou meios de comunicação.

 

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Busca
Outros usos do mecanismo de busca.

Calculadora.
Em vez de usar seu telefone celular, abrir o Excel ou a calculadora em seu computador, use o Google para fazer suas contas. Experimente buscar (2050 * 25) + 1200.

Conversão

de moedas.

Os jornalistas de economia não precisam visitar sites de câmbio e perder tempo. Basta fazer uma busca com o seguinte modelo: 200 USD in BRL. Funciona com a abreviatura das moedas, como no exemplo, ou com o nome completo (em inglês).

Tradutor Corretor

(translate.google.com.br). (Você quis dizer...). (define:). dos cinemas (filmes, cine).
 

Dicionário

Programação

Em vez de procurar nos complexos sites das redes de cinema, ou em sites de críticas, busque filmes são paulo ou filmes porto alegre, por exemplo, para ver a programação destas cidades. Inicialmente está disponível apenas para as capitais, mas cada vez mais cidades da América Latina serão incluídas.

Tempo

atual.

Busque tempo curitiba para ver o clima no momento e uma previsão para os próximos dias.

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Busca


Google Squared.

Embora o Google tenha entrado em setores como a telefonia móvel, os sistemas operacionais e os serviços de computação na Internet, sua essência continua sendo a pesquisa. Todos os anos, centenas de aprimoramentos são realizados no mecanismo de pesquisa, e além disso a empresa pesquisa e desenvolve tecnologias que indicam o futuro das pesquisas. O Google Squared (www.google.com/squared) é a ferramenta do Google para realizar pesquisas estruturadas. Ela não apresenta os resultados em uma lista de páginas da web, mas em quadros completos com informações relevantes. Ainda está em suas primeiras etapas de desenvolvimento, porém já funciona bem com assuntos como os presidentes dos países, produtos ou serviços. Já realiza algumas pesquisas em espanhol, mas os melhores resultados são apresentados em inglês. Para que você perceba a utilidade deste recurso, faça testes com termos como netbooks, presidents brazil e rio de janeiro hotels. Você pode aprimorar os quadros removendo ou adicionando elementos e acrescentando novas colunas.

 

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Apuração


Diretório Google.

Há alguns meses, o jornalista argentino Andrés Oppenheimer disse que a Web é muito útil e que todos nós precisamos dela, mas que não existe um controle de qualidade e por isso é impossível separar os conteúdos valiosos do lixo. Isso não é verdade, pois em qualquer busca normal no Google os resultados iniciais sempre serão os mais relevantes. Porém, se você quiser ser ainda mais seletivo, o Diretório Google (www.google.com.br/dirhp) pode ser um grande aliado. Trata­se de uma seleção de websites que, por serem oficiais, de alta qualidade ou de tráfego intenso, significam garantia de conteúdo confiável.

 

O diretório pode ser usado da mesma maneira que o mecanismo de busca, escrevendo os termos de busca e revisando os resultados. Para um jornalista, pode ser uma ferramenta para encontrar novas fontes de informação ou conteúdos úteis para uma pesquisa jornalística.

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Apuração


Pesquisa de Dados Públicos.

Ferramenta experimental disponível no momento somente em inglês, o Google Public Data Explorer (www.google.com/publicdata/home) incorpora estadísticas de agências públicas, ONGs e organizações internacionais para apoiar, de forma fácil e eficiente, pesquisas nos bancas de dados de alguns das organizações mais reconhecidas de mundo, como o Banco Mundial e o OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

 

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Apuração
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Alertas do Google.

Muitos jornalistas responsáveis por uma fonte ou tema específico realizam buscas recorrentes. Diariamente, monitoram a Web e usam o Google para encontrar novidades sobre diversos assuntos. Com os Alertas do Google (alerts.google.com), este esforço é desnecessário: os resultados de buscas automatizadas são enviados por correio eletrônico. De acordo com as necessidades, é possível configurar o serviço para que o e­mail de alerta sobre novos resultados seja encaminhado semanalmente, diariamente ou a cada vez que o Google encontrar um novo resultado em seu índice. Você pode editar ou remover os alertas a qualquer momento, além de encaminhá­los a diferentes contas de e­mail.

 

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Apuração


Google Notícias.

O Google Notícias (news.google.com.br) é um dos serviços mais polêmicos do Google e ao mesmo tempo cada vez mais útil para os jornalistas. Alguns meios de comunicação não entenderam que a publicação de seus conteúdos no Google Notícias não representa um plágio ou algo prejudicial. Ao contrário, gera mais tráfego e melhora o posicionamento dos meios na Web. Para os jornalistas, trata­se de uma ferramenta fundamental para que eles se mantenham atualizados e realizem pesquisas completas.

 

O Google Notícias permite selecionar o país de origem das informações, sendo que os resultados incluem meios de comunicação globais ou locais. É possível realizar buscas sobre um tema ou fato específico ou também navegar pelo menu de categorias (internacional, economia, esportes, ciência/tecnologia, entretenimento, saúde, etc.). O Google Notícias permite visualizar, em apenas uma página, conteúdos de centenas de meios de comunicação, sem considerar tamanho ou de orientação política ou econômica (o Google os organiza por relevância). Dessa forma, os jornalistas e o público em geral podem obter e comparar informações de diferentes fontes sobre um mesmo assunto.

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Apuração
Além de servir como fonte de informações sobre a atualidade, o Google Notícias permite que você encontre dados contextuais, pois oferece um arquivo de notícias com detalhes históricos e uma linha do tempo que pode dar pistas sobre a evolução de um tema ou sobre eventos do passado.

 

Atualmente, o Google Notícias oferece em um único lugar artigos de mais de 10 mil fontes em mais de 15 idiomas (em português, mais de mil), e as solicitações de adesão de meios de comunicação crescem a cada dia. Muitos editores de conteúdo pago solicitam ao Google a indexação de seus artigos como estratégia para aumentar o tráfego em seus websites.

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Apuração
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Google Reader.

O consumidor de notícias offline sempre teve duas opções: ir a uma banca ou livraria para selecionar os jornais ou revistas de seu interesse ou fazer assinaturas para recebê­los em casa. Na Web, não é diferente: em vez de visitar todos os dias cinco, dez ou dezenas de sites em busca de notícias e outros conteúdos, o que pode ser uma rotina cansativa e demorada, você pode usar o Google Reader (www.google.com.br/reader) para visualizar em apenas uma página todas as novidades de dezenas ou centenas de sites de todos os tipos. Alguns cliques serão suficientes para acessar todas as informações desejadas.

 

O Google Reader utiliza o formato RSS, um padrão adotado por dezenas de milhares de websites no mundo todo. Para usar o Google Reader, acesse reader.google.com com sua conta de usuário Google. Inscreva­se nos websites de sua preferência clicando nos botões de RSS ou XML que a maioria deles oferece (um ícone na cor laranja). Embora existam outros leitores de RSS similares, o Google Reader oferece vantagens como as pesquisas com a precisão do Google dentro de todos os conteúdos das inscrições, a facilidade de uso e de configuração, a possibilidade de comparar conteúdos com outros usuários da ferramenta e a interface similar à de outros serviços do Google como o Gmail.

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Apuração
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Google Insights para pesquisa.

Disponível em www.google.com/insights/search, esta ferramenta é uma das jóias do Google para os jornalistas. As milhões de pesquisas realizadas pelos usuários do Google no mundo todo permitem identificar tendências sobre o interesse das pessoas por diversos assuntos, sobre a popularidade de personagens, produtos ou destinos turísticos e sobre as características dos usuários de alguns países.

 

O Google Insights para pesquisa permite buscar até cinco termos simultaneamente com delimitações por país ou região, por ano, por tipo de conteúdo (toda a Web, imagens, notícias ou produtos) e por tema (o que é chamado de categoria na ferramenta). Os resultados de cada exercício incluem um gráfico que mostra os níveis de busca de cada termo durante o período selecionado e linhas que indicam a proporção de cada uma das buscas. Além disso, mostram detalhes sobre os países ou regiões que mais buscam os termos, um mapa que apresenta graficamente estas informações e listas com os termos de busca relacionados mais populares. O Google Insights para pesquisa ainda permite avaliar o interesse dos usuários de diferentes países por um mesmo termo e também a evolução de   27 

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Apuração
certas buscas em diferentes períodos de tempo. Além disso, a ferramenta mostra notícias relacionadas com os termos da busca, o que em muitos casos é fundamental para explicar os motivos dos aumentos repentinos de popularidade.

 

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Apuração


Google Trends for Websites.

Esta ferramenta (trends.google.com/websites) é muito útil para os jornalistas de tecnologia e Internet, que podem se atualizar sobre a popularidade de websites. A diferença do Google Insights para pesquisa é que o gráfico não mostra o volume de buscas, mas o tráfego nos websites. O primeiro uso é o de acompanhamento de tendências de busca (por enquanto, apenas nos Estados Unidos), o que permite visualizar quais temas estão despertando mais interesse em um determinado momento. Porém, a maior utilidade da ferramenta aparece com a busca pelo tráfego em websites específicos. Por exemplo, os jornalistas de tecnologia podem acompanhar a evolução das redes sociais, como no exemplo abaixo, ou então de websites de produtos tecnológicos ou de outros tipos em seus países ou no mundo.  

Porém, o Google Trends for Websites não atende apenas jornalistas de tecnologia. Veja abaixo alguns exemplos de como profissionais que cobrem outros assuntos também podem aproveitar esta ferramenta:

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Apuração
Um jornalista de economia está fazendo uma reportagem sobre a
modernização dos bancos. Como ignorar a Internet? Um exercício de consulta do tráfego dos bancos locais, tanto no país como no resto do mundo, pode gerar um ótimo indicativo sobre qual banco está usando melhor a Web.

 

Um jornalista político está pesquisando a evolução das campanhas
presidenciais na última década. Nas entrevistas, todos os candidatos se sentem “o Obama local” quando perguntados sobre a estratégia de campanha pela Internet. Qual deles realmente tem um tráfego relevante em seu site?

Um jornalista cultural trabalha em uma reportagem sobre o sucesso
de artistas locais no exterior. Por meio do Google Trends for Websites, ele poderá obter dados fundamentais para saber em que países há mais tráfego para cada artista.

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Google Maps.

A localização geográfica de conteúdos por meio de plataformas como o Google Maps é uma das tendências mais fortes do jornalismo. Por isso, entender seu potencial e saber interpretar e construir os mapas também serão habilidades muito valorizadas em um jornalista nos próximos anos (embora já comece a ser aproveitada também por blogueiros e jornalistas cidadãos). Uma das características que multiplicam o potencial desta ferramenta de criação de mapas é a colaboração. Qualquer pessoa, pode gerar um mapa que será aprimorado por vários colegas ou por centenas de cidadãos. A imagem abaixo mostra um mapa das favelas de Rio com informações básicas para cada ponto de mapa. Criado pela ONG Viva Rio, que em 2001, justamente com um grupo de jornalistas criou o portal Viva Favela (http://www.vivafavela.com.br), essa mapa é parte do esforço de prover notícias locais e informações úteis de serviços para seus moradores.  

Para criar um mapa, é preciso fazer o login na conta Google e entrar em maps.google.com.br. Depois, o usuário deve clicar no link Criar novo mapa, inserir um título e uma descrição e convidar os colaboradores do mapa (ou   31 

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defini­lo como público). O endereço poderá ser divulgado no Twitter, no Facebook e em outros sites. Os colaboradores poderão inserir informações sobre os lugares desejados, além de avaliar o mapa e escrever comentários.

 

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Acompanhamento, predição e prevenção.
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O serviço Tendências da gripe (www.google.org/flutrends), cujos dados para o Brasil já estão disponíveis, é um dos projetos do Google.org (a iniciativa de Responsabilidade Social Empresarial do Google) e nasceu a partir das tendências de busca de milhões de usuários nos Estados Unidos. Quando as buscas pelo termo flu (gripe) aumentavam sensivelmente em algum local do país, era possível deduzir que uma epidemia começava por ali. Posteriormente, com o surgimento da gripe suína, ou A(H1N1), o Google.org ampliou o serviço para o México e hoje ele está disponível em 20 países.

Pode ser muito útil para um jornalista da área de saúde ou de temas de interesse geral utilizar o serviço, principalmente se esse estiver disponível em seu país. Da mesma forma, além do uso pontual, o Flu Trends permite imaginar que no futuro as buscas de milhões de pessoas ajudarão a identificar epidemias rapidamente e a evitar pandemias de vírus como o   33 

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ebola, de outras gripes fatais e de novos vírus ainda desconhecidos.

 

De fato, a integração de estatísticas de busca ou de volumes de informações com mapas e outros elementos de localização geográfica poderão ajudar o mundo a prevenir desastres e a solucionar problemas. Os jornalistas poderão acompanhar estes acontecimentos em tempo real. Já existem iniciativas desse tipo com relação a abalos sísmicos por todo o planeta durante a última semana (earthquakes.tafoni.net), a partir da combinação do Google Maps com o U.S. Geological Survey. Ou então as predições sobre as mudanças climáticas realizadas pelo Google a partir de diversas fontes e apresentadas no Google Earth (earth.google.com).

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YouTube.

O serviço de vídeos mais popular da Web e quarto site mais visitado do mundo é famoso pelos vídeos de entretenimento, de curiosidades e os pessoais. Porém, também é um grande depósito de vídeos de líderes religiosos, políticos, ONGs e, obviamente, meios de comunicação e repórteres. Assim, os jornalistas podem complementar seus conhecimentos sobre um tema histórico ou atual no YouTube (www.youtube.com.br) navegando por suas seções ou pesquisando os assuntos em que estão trabalhando. Vale destacar que, na seção Repórteres, os profissionais de canais de grandes organizações como a agência AP ficam frente a frente com jornalistas independentes ou até mesmo com jornalistas cidadãos.

 

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Google Buzz.

Criado com base no conceito de ferramenta social, os usuários podem utilizar o Google Buzz (www.google.com/buzz) para compartilhar atualizações, fotos, vídeos e comentários com uma rede de contatos selecionada a partir dos contatos do Gmail.

 

A comunicação eficiente proporcionada pelo Google Buzz e seu caráter social não só permite compartilhar rapidamente suas idéias de pauta como também oferece a oportunidade de ter novas idéias ao acompanhar os comentários de quem você decide seguir.

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Google News Timeline.

Este novo serviço ainda está em suas etapas iniciais e faz parte da ampla variedade de experiências do Google Labs. Por isso, está disponível apenas em inglês, no endereço newstimeline.googlelabs.com. Com o Google News Timeline é possível visualizar, em ordem cronológica, a cobertura de meios de comunicação e websites (que publicam em inglês). Pode ser útil para encontrar informações sobre o contexto de diversos assuntos. Por exemplo, como a mídia internacional avalia o trabalho de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil? Embora ainda esteja nas primeiras etapas, o serviço oferece uma grande flexibilidade: permite buscas em meios de comunicação, revistas, programas de TV, Wikipédia e até em videogames. Além disso, é possível visualizar os resultados por dia, semana, mês, ano e até por década.

 

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Google Fast Flip.

Outro serviço em suas etapas iniciais, embora seus bons resultados tenham permitido a inclusão, com menos de seis meses de existência, à versão do Google Notícias dos Estados Unidos. A diferença com relação ao Google Reader, que mostra as informações em uma interface unificada e destacando as manchetes, é que o Google Fast Flip (fastflip.googlelabs.com) permite que seus usuários descubram e compartilhem artigos tanto da mídia impressa quanto on­line (atualmente, cerca de 100), com a capacidade de “folhear” entre os diferentes meios tão rapidamente quanto virar as páginas de uma revista, visualizando o design e as imagens originais. Além disso, os usuários podem seguir amigos, meios e assuntos, compartilhar conteúdos com outras pessoas, realizar pesquisas e até mesmo criar revistas personalizadas com os resultados.  

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Google In Quotes.

A visão do futuro das ferramentas úteis para jornalistas termina com o In Quotes (labs.google.com/inquotes), outra experiência do Google Labs. Os usuários podem encontrar citações de textos retiradas da seção Nation do Google Notícias (inicialmente em inglês e nos Estados Unidos, embora já esteja disponível para Canadá, Índia e Reino Unido já está sendo localizado para o português). Estas citações constituem uma fonte muito valiosa para que os jornalistas – e a opinião pública em geral – conheçam a posição de figuras públicas sobre diversos assuntos. Foi por isso que a ferramenta ganhou popularidade durante a campanha presidencial dos Estados Unidos, pois ajudava os eleitores a entender as diferenças de conceitos entre os candidatos sobre temas diversos como Iraque, petróleo, tratados de livre comércio, aborto e educação.  

     

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