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Perfilagem de poços e Avaliaçao de formaçoes

1.0 - Introdução
As primeiras aplicações da perfilagem de poços foram realizadas na década de 20 para correlação de padrões similares de condutividade elétrica de um poço a outro, algumas vezes sobre grandes distâncias. Com o aperfeiçoamento e aumento das técnicas de aquisição, as aplicações começaram a ser direcionadas para avaliações quantitativas de reservatórios de hidrocarbonetos. O processo de perfilagem envolve um número de elementos, que estão esquematicamente ilustrados na figura 1.1. O primeiro é a ferramenta de medida, a sonda. Existem vários tipos de sondas de perfilagem que utilizam diferentes funções e geram diferentes informações. Algumas delas são ferramentas de medidas passivas, isto é, não geram um sinal; outras exercem influência na formação, cuja propriedade ela está medindo. Estas medidas são transmitidas para a cabine laboratório, instalada em um caminhão, na superfície, por um cabo blindado, conhecido como “wire line” (Ellis, 1987).

Figura 1.1 – Elementos que compõem a perfilagem de poços (modificado de Ellis, 1987).
A execução de um poço representa uma importante fase da prospecção de hidrocarbonetos, pois é a partir daí que os prognósticos serão validados ou não; além disso, com base nos dados do poço o modelo geológico, caso já exista, é atualizado com a amarração (em profundidade) de novos pontos identificados. Os procedimentos para avaliação de um poço podem ser divididos em duas etapas: a primeira, realizada durante a perfuração do poço, através do estudo de amostra de calha e/ou

e sua magnitude é uma aproximação da condutividade da zona virgem.2. na dependência do contraste de resistividade lama/rochas. Para o engenheiro de reservatório.) e correlação com o poço. atravessando a zona lavada. 1986). Um diagrama esquemático é mostrado na figura 1. realizada após ou durante a perfuração do poço. razão pela qual as equações conduzem a valores aparentes de resistividade. elétricos etc. 1. . através do estudo da perfilagem geofísica e dos testes de bombeamento ou vazão. que genericamente são denominados de perfis elétricos. Por outro lado. cujo princípio físico tem por base o acoplamento eletromagnético (indutivo) entre os sensores e o transmissor. A maior parte desta corrente é focalizada através do poço. é uma ferramenta de avaliação do potencial de produção (de hidrocarboneto) de reservatórios. Para os petrofísicos.2). Desta forma. Para efeito de estudo de perfis. perfilagem de poço possui diferentes significados para diferentes áreas de especialidade. Para o geofísico. ar ou água muito doce – situação nas quais as correntes não penetram nas rochas). Para solucionar este problema. princípio este capaz de minimizar o efeito lama/poço. uma rocha constitui-se de uma matriz (material sólido). espaços vazios (poros e fraturas) e fluidos intersticiais (água de formação. 1997). A Perfilagem de poço é definida (Ellis. é uma importante fonte de dados para análises de horizontes (sísmicos. elas não podem ser usadas em poços perfurados com lama demasiadamente condutiva (salgada – situação em que o sistema entra em curto circuito) ou isolante (á base de óleo. é principalmente uma técnica de mapeamento de exploração de subsuperfície. A ferramenta possui uma bobina transmissora com uma corrente alternada usada para energizar as rochas adjacentes ao poço (figura 1. e a segunda.1 – Perfil de Indução As ferramentas de perfilagem que utilizam eletrodos de contatos necessitam de um meio relativamente condutivo (lama de argila) para proporcionar um razoável contato ôhmico entre os eletrodos e as rochas. foi introduzido na indústria de petróleo o perfil de indução. 1987) como um registro das características da formação litológica atravessada por uma ferramenta de medida em um poço. A ferramenta de indução foi desenvolvida para ler medidas de resistividades profundas na formação com o mínimo de distorção provocada pela zona invadida. gás. ela constitui fonte de valores para utilizar em simulações. para medir a capacidade de produção das camadas (Nery.de testemunhos. petróleo e/ou gás). Entretanto. sabe-se que o campo elétrico sofre distorções. Além do mais. Deste modo. as voltagens induzidas na bobina receptora estimam a condutividade da formação (Doveton. Para os geólogos. o campo eletromagnético penetra indistintamente no meio lama e nas rochas para qualquer contraste resistivo.

. reduzindo as influências do poço e da zona invadida (Doll. o que resulta numa delimitação mais clara das fronteiras de cada camada.2 . Possui eletrodos montados em patins da ferramenta que são pressionados contra a parede do poço. A utilização do sistema focalizado oferece uma determinação mais direta da condutividade das formações. porém essa ferramenta possui uma resolução vertical superior às de ferramentas de resistividade convencionais e ainda gera um perfil de caliper. O perfil de indução é amplamente utilizado na indústria do petróleo por ser um ótimo método indicador de contato óleo/água devido ao contraste dos valores destes fluidos e normalmente corre conjuntamente com duas outras curvas: uma normal curta (RSN) e o Potencial Espontâneo. Seu raio de investigação se restringe à zona alterada. Uma zona impermeável (folhelho ou anidrita) não sofre invasão nem apresenta zonas de separação fluida.Perfil de Microresistividade O perfil de microresistividade possui menor penetração. 1990). deverão ter.. investigando assim a resistividade da zona lavada (Rxo). neste caso. As curvas registradas pelo microperfil. 1949). quando comparadas àquelas obtidas a partir dos perfis elétricos mono e multieletrodos.2 – Ferramenta de indução esquemática. os folhelhos ou argilas e as águas das formações permeáveis. O perfil de SP é o registro de pequenas diferenças de potencial (milivolts) que ocorrem em contatos entre o filtrado do fluido de perfuração. atravessadas pelos poços. comumente conhecido como curva do SP (Spontaneous Potencial). A ferramenta é composta de material isolante (Telford et al. 1.Figura 1. A obtenção da resistividade verdadeira da rocha (Ro) através do perfil de Indução proporciona condições mais realistas para a determinação do Fator de Formação e demais características petrofísicas.

por outro lado. registrados pelas ferramentas: sônica. principalmente nas rochas sedimentares. A intensidade. as leituras de ambas as curvas serão altas. . uma vez que se podem distinguir arenitos e/ou carbonatos dos folhelhos. proveniente das rochas. densidade e neutrônica. sensíveis à matriz da rocha e à porosidade. ainda hoje. Uma zona permeável. Assim.3 – Perfil de Raios Gama O perfil de raios gama ou GR responde à radiação natural da formação. ou de baixa porosidade. Se for um folhelho não consolidado. impermeáveis. desde que os dois primeiros tipos não estejam contaminados.MN). Mede a amplitude de um pulso radioativo. com água. influenciada pelo reboco. um dos melhores indicadores litológicos.MI). O perfil de raios gama convencional é. o perfil de microresistividade é usado para identificação de camadas delgadas e através das medidas obtidas com sua ferramenta de cáliper ainda é possível também detectar a presença de reboco. sendo função da energia do fóton que penetra no detector. o mesmo valor de resistividade. A expressão Perfil de Porosidade é um termo genérico e informal que se refere aos perfis geofísicos. Caso seja uma anidrita.aproximadamente. A investigação mais rasa (microinversa . ou quantidade da radiação.3 – A distribuição dos raios gama de três ocorrências naturais de isótopos radioativos (Ellis. apresentará um valor mais baixo que aquela curva de investigação mais profunda (micronormal . Cada uma dessas ferramentas mede diferentes propriedades físicas. ambas as resistividades serão baixas. Além desta identificação qualitativa da permeabilidade absoluta das rochas. Figura 1. 1. auxiliando na identificação das zonas permo-porosas. facilita naturalmente o processo de invasão. Esta é a razão pela qual ele é utilizado nos trabalhos de correlação entre poços. está relacionada com o número de fótons detectados na unidade de tempo. 1987). dolomita ou calcário. as curvas mostrarão uma separação visual entre si (convencionada de positiva).

e das medidas radioativas que foram inicialmente voltadas para determinação de porosidade. posteriormente.Desta forma. de interesse para a geofísica de poço.Cálculo da velocidade compressional e das constantes elásticas das rochas.5 – Perfil de Densidade O perfil de densidade consiste em um registro contínuo das variações das massas específicas (densidade) das formações atravessadas por um poço.Cálculo da porosidade total e efetiva das rochas.4 – Perfil Sônico O perfil sônico ou acústico foi introduzido nos anos 50. Esta interação pode ser de três modos diferentes: efeito fotoelétrico. a medição realizada pelo perfil inclui tanto a densidade da matriz da rocha. o perfil acústico iniciou como um método complementar para a exploração sísmica. A fonte é a responsável pela emissão de raios gama de alta energia. 1. que interagem com os elétrons dos átomos da formação. montada em um mandril com patins metálicos. passou a ser exaustivamente utilizado para estudos da porosidade total (φt) das rochas. A ferramenta de densidade consiste de uma fonte radioativa de raios gama. os quais são pressionados contra a parede do poço. atravessadas pelo poço. O efeito fotoelétrico resulta da interação do raio gama com um elétron. efeito Compton e produção do par elétron-pósitron.receptor longe T-RL) é chamada de tempo de trânsito (Δt) ou delay time (DT). este trabalho dará maior ênfase a estes perfis tendo em vista o enfoque petrofísico aqui abordado. O estudo desta terceira classe de propriedade para aplicação em perfis de poços foi estimulado pela exploração de hidrocarbonetos. com o objetivo de prestar apoio à prospecção sísmica. liberando-o da atração do núcleo .receptor perto T-RP e transmissor . A diferença entre os dois tempos de chegada (transmissor . até sua chegada a dois receptores distintos sobre o mesmo mandril. A ferramenta sônica consiste. Nos casos de rochas reservatório (permo-porosa). As principais utilizações do perfil sônico são: .Calibração sísmica x poço. onde destacaremos apenas os dois primeiros. montado em um mandril no interior do poço. no registro do tempo decorrido entre o momento em que um pulso sonoro compressional é emitido por um transmissor. basicamente. quanto a dos fluidos contidos no espaço poroso. 1. . geralmente césio-137. . Diferentemente da medida de resistividade que pode ser usada diretamente na detecção de petróleo.

articulados. elas podem penetrar profundamente na matéria. onde interagem através de choques elásticos e/ou inelásticos. Alguns óleos. que apresenta redução no diâmetro do poço pela gradual deposição de materiais sólidos compostos na lama de perfuração. . dois ou quatro detectores. O elemento hidrogênio é encontrado na água e também nos hidrocarbonetos. O perfil de caliper também podedar razoáveis indícios sobre a litologia como nos casos de rochas permeáveis. Pode apresentar dois ou mais braços. o amortecimento do nível energético dos nêutrons rápidos depende da quantidade de hidrogênio por unidade de volume das camadas próximas às paredes do poço. os nêutrons perdem parte da energia com que foram emitidos. geram respostas elétricas nestas bobinas que são relacionadas à geometria da parede do poço. portanto. 1. formando reboco nas paredes internas do poço. combinada com a de densidade. No caso dos folhelhos. Já o gás ou óleos leves (condensados) apresentam uma concentração de hidrogênio menor. Sabe-se que a maior quantidade de perda ocorre quando os nêutrons se chocam com núcleo de massa praticamente igual à sua. têm aproximadamente a mesma concentração de hidrogênio por unidade de volume que a água. fazendo com que esta ferramenta. geralmente acoplados a bobinas.6 – Perfil Neutrônico Os nêutrons são partículas destituídas de carga elétrica.do átomo e o efeito Compton também envolve interações dos raios gama com os elétrons orbitais. enquanto que o filtrado (parte líquida) penetra na camada permeável. Esta perda de energia depende da massa relativa ou da seção eficaz do núcleo com o qual o nêutron colide. preenchendo os espaços porosos das rochas. com um núcleo de hidrogênio. 1. a depender de sua densidade. eles se incorporam à lama ou desmoronam. Para qualquer uma das ferramentas neutrônicas. As ferramentas neutrônicas são constituídas por uma fonte de nêutrons e de um. o movimento constante destes braços abrindo e fechando. atingindo os núcleos dos elementos que compõem a rocha. Através das sucessivas colisões elásticas. se torne um ótimo procedimento na identificação da presença de gás nas rochas reservatório. podendo desta forma ainda calcular seu volume. Sendo partículas neutras. com massa quase idêntica a do átomo de hidrogênio. aumentando. A fonte emite nêutrons rápidos que penetram nas camadas adjacentes ao poço.7 – Perfil de Caliper É um perfil auxiliar que consta do registro das variações para mais (desabamento) ou para menos (reboco ou estrangulamento) do diâmetro nominal da broca usada para perfurar o poço. como arenito.

1. Filtros são utilizados para evitar que o transdutor registre reflexões do acrílico.8 – Perfil de Imagem Ultra – Sônico O método ultra-sônico de imagem utiliza ondas refletidas para criar imagem orientada similar a um corte da parede do poço. o diâmetro do poço que. O poço deve estar preenchido com fluido para possibilitar o deslocamento dos pulsos ultra-sônicos.9 – Relação entre os parâmetros medidos entre os perfis e suas propriedades derivadas . Esses pulsos se deslocam através do óleo em que o ressonador está imerso e atravessam o acrílico e se propaga através do fluido do poço.deste modo. teoricamente. cavernas e danos no revestimento. Este método é utilizado principalmente para localização e orientação de fraturas. Pulsos de ultra-sons (500 KHz) são gerados por ressonador piezo-elétrico no interior de um transdutor de acrílico transparente. que registra a amplitude e o tempo de trânsito do pulso decorrido. 1. a energia é refletida na parede do poço e captada pelo mesmo transdutor. deveria ser igual ao diâmetro nominal da broca.

A partir disto. na identificação dos pontos representativos de uma particular rocha reservatório no perfil. das rochas reservatório e. com o intuito de identificar a presença e quantificar o volume de hidrocarbonetos. em profundidade. A mais importante atividade quantitativa do intérprete de perfis é a determinação dos parâmetros petrofísicos das rochas reservatório. Este procedimento combina tanto uma atividade visual. radioativas. realizada pelo geofísico de poço. e suas propriedades petrofísicas. A este procedimento. das rochas selantes. como a escolha adequada e a correta aplicação das relações petrofísicas que correlacionam determinadas medidas físicas das rochas com suas propriedades petrofísicas. dá-se o nome de zoneamento do perfil. podem-se determinar as espessuras passíveis de conter acumulações de fluidos. mensuradas pela ferramenta de perfilagem. elas são inferidas a partir dos parâmetros registrados pelos sensores em forma de medições elétricas. para avaliação de reservatórios de hidrocarbonetos é a identificação. acústicas. dos seus limites verticais (topo e base). As propriedades petrofísicas não são fornecidas diretamente pelos perfis geofísicos. de interesse para o geofísico de poço. mecânicas etc. que é a separação formal das rochas reservatório.2. . consequentemente. através da correspondência entre as propriedades físicas das rochas.Relação Perfilagem de Poços e Avaliação de formações geológicas Uma das mais importantes atividades da interpretação visual ou manual de perfis.0 .

2ªEDIÇÃO. E. Geophysics.EDITORAINTERCIÊNC IA.  TELFORD. & SHERIFF. R. J.  THOMAS.  DOVETON. V. J... 1986 – Log Analysis of subsurface Geology: Concepts and Computer Methods. W. 2001 .. Vol. 1986 – Geophysical Well Logging.. E.E... GELDART.  ELLIS. 532 p. P.. D. 1987 – Well Logging for Earth Scientists – New York. D..Bibliografia:  THOMAS. – Rio de Janeiro : Interciência : PETROBRAS. L. Kansas. USA.“FUNDAMENTOSDEENGENHARIADOPETRÓLEO”.RIODEJANEIRO. M. 24.J. 273 p. Elsevier Science Publishing Co. Inc. J. Cambridge University Press. .  TITTMAN. 1990 – Applied Geophysics – Second Edition.Fundamentos de Engenharia de Petróleo. Excerpted from Methods in Experimental Physics. 770 p.2004.

74.  /038/.8 1077. /088.4031472.054748/.4850718 041J8.820/0/10703908574570/./.8 83..8 1077.439.2.948 /48 14048 /08/06:048/4857207489548340890..082.  ./0F:29072403F7.48  70897..4: ./081J8. :2.8 8038J.2039.7-43./0 0 30:973.6:080701070.2039.97/./48   –f   ¾ sj ¾f¾–f¯f y¾ny°nf¾°ff¾ ¾½¾ f f¾%¾ %  0570884!071/0!4748/./0  .23../48 50..

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