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Trabalhando com Lâmpadas (EL022) Escrito por Newton C.

Braga Este artigo é uma adaptação feita do livro Instalações Elétricas Sem Mistérios (2005). Veja no final do artigo algumas observações importantes sobre as novas normas para instalações. Também observamos que as lâmpadas eletrônicas (PL) ainda não foram na época abordadas com a devida profundidade. Trocar lâmpadas pode parecer uma operação simples e normalmente é, quando nenhum problema imprevisto aparece. Basta desatarraxar a lâmpada queimada ou que será trocada, tirando-a do soquete ou receptáculo (como alguns chamam o suporte) e colocando a outra, conforme indica a figura 1.

Trocando uma lâmpada incandescente.

Apenas dois cuidados devem ser tomados nesta operação: a) se a energia não foi desligada, ou seja, a chave geral, evite tocar em qualquer parte metálica da lâmpada ou soquete (principalmente os parafusos que prendem os fios). Veja que, simplesmente desligando o interruptor, não garantimos, que nenhum ponto do circuito da lâmpada dê choques. De fato, se o interruptor estiver no pólo neutro da lâmpada, mesmo quando ele estiver aberto, todos os pontos da lâmpada e do soquete estarão submetidos à tensão do pólo vivo, e portanto podem dar choques (figura 2).

Mesmo desligado, o circuito de uma lâmpada pode causar choques.

Neste caso desligue a chave geral ou do setor que alimenta esta lâmpada. veja a figura 3. numa instalação elétrica bem feita existe o cuidado de sempre instalar os interruptores de modo que eles desliguem o vivo ou fase da alimentação da lâmpada. evite toques nos pontos "vivos" do circuito. ESPECIFICAÇÕES DAS LÂMPADAS COMUNS E FLUORESCENTES As lâmpadas comuns incandescentes são as mais usadas nas instalações elétricas . Evidentemente. o tecido grosso protegerá sua mão contra eventuais acidentes. espere o suficiente para que ela esfrie. para maior segurança. Removendo partes da lâmpadas presas ao soquete. Se ocorrer a quebra ou o bulbo se soltar da base. se fizer o trabalho sem desligar a chave geral. Atenção: não force muito a lâmpada se ela não quiser sair! Veja mais adiante o procedimento. O toque direto em seu bulbo de vidro aquecido pode causar queimaduras. Se a lâmpada estiver presa.Por este motivo. então é preciso remover a parte presa com um alicate. b) Se a lâmpada acabou de queimar ou estava acesa até aquele instante. e então poder forçar. Pode ocorrer que a lâmpada fique presa no soquete ou então quando for retirá-la. Se ela quebrar. o bulbo se desprenda da base que então fique presa. use um pedaço de tecido bem grosso para envolvê-la.

As lâmpadas fluorescentes têm maior rendimento que as incandescentes. aproximadamente. uma lâmpada de 100 W. Assim. Uma lâmpada incandescente comum converte apenas algo em torno de 20 a 25% da energia aplicada em luz. na verdade não produz 100% de energia luminosa. em que 60% da energia é convertida em luz. uma lâmpada fluorescente tem um rendimento bem maior. Todavia. Assim. estas lâmpadas não têm o melhor dos rendimentos. aproximadamente 25% são convertidos em luz e os outros 75% em calor. No entanto.domiciliares (Atualmente estão sendo substituídas pelas lâmpadas eletrônicas. A lâmpada fluorescente de 40 W além de aquecer menos que uma lâmpada comum de 100 W. quando comparamos estas lâmpadas com outros tipos de maior rendimento. quando comparamos duas lâmpadas deste tipo. numa lâmpada de 40 W fluorescente. tanto pelo baixo custo quanto pela simplicidade de sua instalação. Maior potência significa mais luz.). Por exemplo. produz quase que a mesma quantidade de luz! Veja a figura 5. pelo princípio de funcionamento. temos 24 W de energia convertida em luz e 16 W em calor. . O restante é convertido em calor. Destes 100 W. elas podem ficar em desvantagem. evidentemente a lâmpada de maior potência produz mais luz (figura 4). muito mais econômicas. Veja então que.

De qualquer maneira.(figura 6). etc. mas como ela converte mais de 90% de energia em luz. As lâmpadas PL. como as fluorescentes. assim como as eletrônicas. possuem o reator eletrônico na base. Existem diversos fatores que influem no tipo de iluminação a ser adotada. A quantidade efetivamente produzida de luz. fluorescente. Estas lâmpadas. entretanto. e podem ser encontradas com facilidade em qualquer lugar: lojas de ferragens. Os fatores que devem ser levados em consideração são: a) Custo da própria lâmpada As lâmpadas incandescentes comuns são as mais baratas de todas. b) Custo da instalação Uma lâmpada incandescente comum não precisa mais do que o soquete. que custa pouco . vai depender de seu tipo (comum. podemos ter a mesma luminosidade de uma lâmpada incandescente de 60 W usando uma lâmpada PL de apenas 9 W. exigem uma instalação especial que usa um reator. se bem que o seu custo ainda não é assustador. pequenos armazéns. supermercados. etc.). Seu custo é elevado. Um tipo de lâmpada de altíssimo rendimento é a lâmpada PL. a potência marcada numa lâmpada indica quanto ela consome de energia. Alguns tipos são vendidos numa base com rosca (que já contém internamente o reator) e podem substituir diretamente as lâmpadas incandescentes comuns. As lâmpadas fluorescentes custam bem mais caro. QUE LÂMPADA USAR? A melhor solução para a iluminação de um ambiente não está no uso da lâmpada de melhor rendimento. Para as mistas (vapor de mercúrio) já temos um custo bem mais elevado.

e é muito fácil de instalar. pátios. um dormitório ou mesmo uma sala de estar. Num local em que a lâmpada não fique acesa por muito tempo como. numa cozinha ou num escritório. Damos exemplos: DORMITÓRIOS. por exemplo. e por isso o consumo se torna importante. Não recomendamos as fluorescentes por tirarem o ar de intimidade destas salas. Uma lâmpada fluorescente exige circuitos especiais com o uso de reatores. Tudo isso nos leva a algumas recomendações quanto ao tipo de lâmpada.lâmpadas incandescentes comuns ou PL. c) A freqüência de uso. economiza-se na instalação mais simples e no pouco tempo de uso. VARANDAS. No entanto. GARAGENS -lâmpadas incandescentes com potências na faixa dos 40 W aos 100 W. Para níveis de iluminação muito elevados como salões. o investimento numa instalação fluorescente é compensado pela economia de energia. CORREDORES. conforme a aplicação. conforme o nível de iluminação desejado. Diversos conjuntos de lâmpadas nestes locais permitem dosar os níveis de iluminação conforme as necessidades. as lâmpadas mistas (vapor de mercúrio) podem ser interessantes. o uso de lâmpadas incandescentes comuns atende perfeitamente. o uso de lâmpadas comuns incandescentes é o recomendado. A instalação geral de uma lâmpada fluorescente é portanto mais cara. temos que pensar em usar fluorescentes ou outros tipos equivalentes (lâmpadas PL). d) Intensidade de luz Quando não é necessária uma iluminação muito forte. . um corredor. Mesmo gastando um pouco mais de energia. Já em locais onde a iluminação deve ser maior e por mais tempo. já que a iluminação fluorescente é mais "dura" para estes casos. quando o nível de iluminação deve ser muito alto. SALAS DE ESTAR E VISITAS . e em alguns casos de um dispositivo de partida denominado "starter". pois não temos um consumo elevado de energia e a instalação é mais simples. compensando o investimento na instalação.

conforme vimos. A escolha da potência depende do grau de iluminação desejado. considerado seu rendimento. Essas lâmpadas podem ser colocadas em spots. . Por outro lado.lâmpadas fluorescentes de 40 a 120 W de potência total. Outra seria com o uso de lâmpadas mistas quando se deseja um alto grau de iluminação. conforme veremos mais adiante. 115 V. continuar sem iluminação. conforme a figura 7.para jardins e pátios podemos usar dois tipos de iluminação: uma com lâmpadas convencionais de baixa potência quando se deseja um nível menor ou suave. se ligarmos uma lâmpada de 220 V numa rede de 110 V. no caso. COMO TESTAR LÂMPADAS Nem sempre uma lâmpada deixa de acender num local por estar queimada. AS ESPECIFICAÇÕES DAS LÂMPADAS As lâmpadas comuns incandescentes possuem duas especificações: tensão e potência. ela vai acender com brilho reduzido. indica quanto a lâmpada consome e portanto. quanto de luz deve produzir. na entrada de residências. A potência. ou seja.COZINHAS . Será interessante ter um meio de verificar se uma lâmpada está ou não em bom estado. dependendo do tamanho. Se a troca de uma lâmpada não der resultado positivo. a lâmpada pode queimar-se instantaneamente ou em pouco tempo. Para as lâmpadas comuns incandescentes existem os seguintes procedimentos: a) Inspeção visual Se a lâmpada for de vidro transparente podemos facilmente ver se ela está em boas condições examinando seu filamento. A tensão em volts (110 V. O investimento na instalação é compensado pela economia de energia e o nível de iluminação maior do que o conseguido com lâmpadas comuns. JARDINS E PÁTIOS . estará caracterizado que a lâmpada não é a causa do problema. Se ligarmos uma lâmpada de 110 V ou 127 V numa rede de 220 V. 127 V ou ainda 220 V) indica a rede de energia em que ela pode ser ligada.

e até mesmo. Balançando esta lâmpada. Se a lâmpada acender. b) Teste a lâmpada num abajur comum ou colocando-a no soquete da lâmpada de prova que você possui e ligando-a numa tomada de mesma tensão. Testando uma lâmpada incandescente com o multímetro. poderemos observar o ponto em que o filamento está solto ou interrompido. que não permite a inspeção visual direta. o que pode ser verificado com o multímetro (figura 8). c) Teste com o multímetro Uma lâmpada em bom estado apresenta continuidade.Se o vidro for transparente podemos ver se o filamento está interrompido. Este balanço pode servir justamente para detectar problemas numa lâmpada de vidro leitoso. se ele está quebrado e solto no vidro. Numa lâmpada queimada. certamente estará boa. os pedaços do filamento solto produzem um barulho característico. Observação importante: Quando este artigo foi escrito ainda não estavam em vigor as normas NBR5410 que . Numa lâmpada boa o filamento não deve estar interrompido e nem solto.

Os conceitos dados valem para instalações elétricas antigas. os leitores devem consultar as normas vigentes . Artigo sobre estas normas deverá estar disponível no site. como ainda são encontradas em muitos locais de nosso país. Para instalações novas. com a adoção do terceiro pino.estabeleceram diversas mudanças para a maneira como as instalações elétricas devem ser feita e também para o formato das tomadas de força.