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Sensores Digitais

Os sensores mais comumente utilizados em automação industrial podem ser, conforme já mostrado anteriormente, digitais e analógicos. Basicamente, podem ser citados:

Chaves fim-de-curso ou limites; Sensores indutivos; Sensores capacitivos; Sensores óticos; Sensores ultra-sônicos; Chaves fim-de-curso ou limites As chaves fim-de-curso, também conhecidas como limites, são dispositivos eletromecânicos utilizados para detectar a passagem ou a posição de objetos através do contato mecânico da haste da chave com o objeto (ou dispositivo mecânico auxiliar). Esta haste aciona mecanicamente um contato elétrico, que pode ser utilizado num circuito de controle. Um exemplo desse tipo de sensor é mostrado na Figura 1 e um esquema do funcionamento é mostrado na Figura 2. Geralmente possuem acionados por meio de haste ou rolete mecânico com a disposição em NA e NF , ou seja, 0=Atuado e 1=Não Atuado. Dependendo da chave, pode haver uma combinação de vários contatos NA ou NF.

Sensores Óticos
Os sensores óticos utilizam algum tipo de luz para detectar a presença (ou ausência) ou passagem de objetos. O tipo de luz utilizada pode ser o infravermelho, o laser ou ainda a luz convencional (mais raros). O princípio básico de funcionamento dos sensores ópticos está em emitir uma luz e monitorar se essa luz é recebida recebê-la de volta. Para diferenciar a luz refletida da luz ambiente, a luz emitida pelo sensor é modulada, ou seja, são pulsos de luz em uma determinada frequência. Assim, a luz recebida passa por um filtro, de maneira que o sensor só será atuado se a luz recebida estiver na mesma faixa de frequência da luz emitida. Os sensores óticos se dividem em três categorias, que são: Difusos Retro-reflexivos Emissor-receptor

Sensores óticos difusos
Nesta configuração, o transmissor e o receptor são montados na mesma unidade, sendo que o acionamento da saída ocorre quando o objeto a ser detectado entra na região de sensibilidade e reflete para o receptor o feixe de luz emitido pelo transmissor .

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assim como o difuso. Um exemplo são os sensores que possuem um alcance máximo de 4 metros. E necessita de um espelho para refletir o sinal luminoso de volta ao receptor. também conhecido como retro-reflexivo. tem o transmissor e o receptor montados em uma única unidade. O feixe de luz chega ao receptor após a incidência em um espelho e o acionamento da saída ocorre quando o objeto interrompe o feixe . Sensores óticos retro-reflexivos O sensor ótico reflexivo. .Os sensores óticos difusos possuem um alcance menor em relação aos outros sensores óticos (reflexivo e emissor-receptor).

indicando que uma peça de trabalho está ao alcance do robô . Neste exemplo. paralisando o trabalho do robô ou. após reflexões sucessivas. um robô é cercado por um feixe luminoso que. conforme pode ser visto abaixo . Caso um objeto interrompa esse feixe. no caso.Este tipo de sensor pode ser utilizado em segurança de áreas. o sensor será atuado. atinge o receptor.

podem influenciar nesse valor de alcance. é quanto a limpeza dos sensores e espelhos. Um exemplo de aplicação são as barreiras utilizadas em elevadores para impedir o fechamento da porta caso haja algum objeto (partes do corpo de um usuário ou outros objetos). por exemplo). Caso o ambiente seja muito rico em poeira ou qualquer outra partícula em suspensão (névoa de óleo. A sujeira pode gerar acionamentos indevidos. é montado em duas unidades distintas: uma emissora e outra receptora. ao contrário dos dois anteriores. O alcance desse tipo de sensor pode chegar a algumas dezenas de metros. EmissorEmissor-receptor Este sensor. uma vez que este interrompa o feixe. e o sensor é ativado. talvez seja mais indicado utilizar outro tipo de sensor. Cada unidade fica de um lado da trajetória do objeto-alvo e.Um cuidado a ser tomado com um sistema como este. . lembrando que as características do ambiente (nuvens de poeira ou vapor).

Funcionamento A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único.Cabos de Fibra óptica A fibra ótica) é um pedaço de vidro ou de materiais poliméricos com capacidade de transmitir luz. A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo e o revestimento. diâmetros ínfimos. pelas características ópticas do meio (fibra). A fibra ótica foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kapany. .independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e. Tal filamento pode apresentar diâmetros variáveis. esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. da ordem de micrômetros (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros. Dentre os diferentes métodos de fabricação de fibra ótica existentes. indo desde . dependendo da aplicação. os mais conhecidos são MCVD. VAD e OVD.

. Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. contrariamente à transmissão "sem-fio". de bits por segundo (cerca de 40Gbps). característica que aliada ao ângulo de incidência do feixe de luz. As ondas electromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz. porque as ondas eletromagnéticas são "guiadas" na fibra. sofrendo ainda o fenômeno de reflexão. cujo meio é chamado de "não-guiado". que é de 300. possibilita o fenômeno da reflexão total As fibras ópticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas electromagnéticas. temos como exemplo a luz uma vez que é transparente e pode ser agrupada em cabos. sendo esta velocidade diminuída consideravelmente. da ordem de dez elevado à nona potência a dez elevado à décima potência. ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo. O meio de transmissão por fibra ótica é chamado de "guiado". embora o meio transmita ondas omnidirecionais. No núcleo. Estas fibras são feitas de plástico e/ou de vidro. Mesmo confinada a um meio físico. a luz transmitida pela fibra ótica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas. . ocorre a transmissão da luz propriamente dita. sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado.000 km/segundo. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas electromagnéticas. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo. com baixa taxa de atenuação por quilômetro. Como a luz se propaga no interior de um meio físico.

atravessando fossas e montanhas submarinas. que contém um componente fotoemissor.000 conversas telefônicas simultâneas. Para transmitir dados pela fibra ótica. Desde então. Tecnologias como WDM (CWDM e DWDM) fazem a multiplexação de várias comprimentos de onda em um único pulso de luz chegando a taxas de transmissão de 1. Nos anos 80. usando tecnologia digital. instalado em 1988.Cabos fibra ótica atravessam oceanos. . É preciso instalar um cabo com milhares de quilómetros de extensão sob o mar. o primeiro cabo fibra ótica intercontinental desse tipo. O fotoemissor converte sinais elétricos em pulsos de luz que representam os valores digitais binários (0 e 1). Alguns cabos que atravessam o oceano Atlântico têm capacidade para 200 milhões de circuitos telefônicos.6 Terabits/s em um único par de fibras. é necessário equipamentos especiais. a capacidade dos cabos aumentou. Usar cabos para conectar dois continentes separados pelo oceano é um projeto monumental. tornou-se disponível. que pode ser um diodo emissor de luz (LED) ou um diodo laser. e tinha capacidade para 40.

Durante a operação. as linhas são movidas. onde a luz captada é transformada num padrão de cargas elétricas Esta tecnologia se baseia na varredura das linhas desta matriz captadas pelo sensor. uma a uma. A figura apresenta um esquema de um sensor CCD.Classificação quanto a tecnologia: Existem dois tipos de tecnologias de sensores usadas nas câmeras para aquisição digital de imagem. . A tecnologia CCD e a CMOS. ao final de cada exposição.Sensores de Imagem . CCD (Charge Coupled Device) O sensor CCD é uma matriz de elementos sensíveis a luz. para um registrador serial. montado sobre um chip.

A tecnologia CCD vem sendo a mais comumente utilizada para aquisição digital de imagens. .

. especialmente pela melhor qualidade da imagem . Ambos os componentes dependem da resposta fotovoltaica do silício quando exposto a luz.CMOS (Complementary Metal-Oxide Semiconductor) . e os sensores do tipo CCD apareceram em 1970 e tem prevalecido sobre os CMOS... O número de elétrons liberado é proporcional a intensidade da luz..os sensores de imagem CMOS apareceram em 1967. Contudo existe a tendência de crescimento do seu uso." Sensores baseados em CMOS possuem ainda uma pequena parcela de utilização em ambientes de automação.. Fótons próximo a região do infravermelho e na região visível tem suficiente energia para quebrar a força elétrica das ligações covalentes no silício..

Tanto o emissor como o receptor estão montados na mesma unidade. acionando a saída do sensor. é necessário que haja uma reflexâo (eco) do ultra-som de modo que este ative o receptor.Sensor ultra-sônico O sensor ultra-sônico emite pulsos cíclicos de som em alta frequência que. Geralmente este tio de sensor permite uma inclinação máxima de mais ou menos 3º . quando refletidos por um objeto. portanto. não chegando ao receptor (localizado no mesmo componente). Neste caso também se deve ter um cuidado ao utilizar um sensor deste tipo devido ao alinhamento angular. retornam ao receptor. Dependendo da inclinação do alvo o eco pode desviar-se para uma direção diferente do sensor.

Assim como o óptico. no que se refere a capacidade de detecção. o sensor ultra-sônico pode suprimir o fundo (desprezar o eco do que não é objeto alvo de detecção). . Vale reparar que o sensor ultra-sônico pode operar tal qual um óptico.

que é desenvolvido por uma bobina instalada na face sensora. Seu princípio de funcionamento. é baseado na geração de um campo eletromagnético de alta frequência. Ilustração do princípio de operação de um sensor indutivo .Sensores indutivos O sensor indutivo. mostrado na Figura 3. também conhecido como sensor de proximidade. é capaz de detectar a presença de um objeto metálico quando este estiver a uma determinada distância da sua face (distância sensora).

ocorre uma variação da indutância da mesma e. que em condição normal (não acionada). aproxima-se da bobina). Esta variação do valor original é. tendo como referência sua superfície ativa . exemplo do campo de atuação. redução da amplitude do sinal gerado no oscilador. então. gera um sinal senoidal. detectada e aciona o estágio de saída.A bobina faz parte de um circuito oscilador. cuja amplitude e frequência dependem do valor da indutância da bobina. Quando um metal entra na área de atuação do campo magnético (portanto. consequentemente.

Distância mínimas para instalação de sensores indutivos . que por razões óbvias deve ter uma "zona livre" de metal ao seu redor. Essa denominação origina-se do aspecto de instalação. a fim de que não ocorram comutações errôneas.Outra designação atribuída ao sensor indutivo é de sensor "não faceado". caso seu alojamento seja metálico. Podem ser estimadas as distâncias mínimas que um sensor deste tipo deve respeitar.

acumulando um desequilíbrio interno de carga elétrica. surge um campo elétrico entre elas.Capacitor é um componente que armazena energia num campo elétrico. Quando uma diferença de potencial V = Ed é aplicada às placas deste condensador simples. A propriedade que estes dispositivos têm de armazenar energia elétrica sob a forma de um campo eletrostático é chamada de capacitância ou capacidade . sendo o mesmo uma substância que possui alta resistência ao fluxo da corrente elétrica. Os formatos típicos consistem em dois eletrodos metálicos ou placas paralelas que armazenam cargas opostas. ( . Este campo elétrico é produzido pela acumulação de uma carga nas placas. Estas duas placas são condutoras e são separadas por um dielétrico.

(C) e é medida pelo quociente da quantidade de carga (Q) armazenada pela diferença de potencial ou tensão (V) que existe entre as placas: Onde: C= Q/∆V C é dado em Farad. Q é dado em Coulomb. V é dado em Volt .

Sensores Capacitivos Funcionamento : Formação de campo elétrico em materiais não metálicos ( isolantes) ex. plásticos lembrando dos capacitores temos : A capacidade de armazenar cargas no capacitor é : Onde : ε = 9. chamada de permissibilidade do meio . madeira. cte dielétrica no ar S= area de placas do capacitor Observar que as placas no capacitor são dispostas frente a frente e no sensor lado a lado .10¹² F/m . vidro. líquidos .

Provoca a variação da capacitância . comutando o estágio de saída .Quando o dielétrico entra no campo elétrico . sendo detectado pelo circuito eletrônico. gerando oscilação de amplitude do sinal do campo.

proporcional à umidade presente no substrato. dotado de um meio dielétrico poroso. através do uso de placas de cobre e alguns tipos de dielétrico como. Desta forma.Sensor Capacitivo de detecção de Umidade Neste exemplo propõe-se a utilização de sensores para medir o potencial de água no solo. uma vez que os demais parâmetros que influenciam no valor da capacitância podem ser considerados constantes para este caso. o meio dielétrico perde água em função da umidade presente ao redor do sensor. Este comportamento se deve ao fenômeno de difusão da água através de meios Porosos. . Utilizando-se um capacitor não lacrado. quando o solo se torna mais seco. o meio poroso que compõe o dielétrico. Para isso foram construídos alguns sensores. a medida que o solo ao redor do sensor se torna mais úmido. por exemplo. gesso e papel. absorve uma determinada quantidade de água. Analogamente. a variação da capacitância depende exclusivamente do tipo e da quantidade de matéria presente entre as placas.

Para instalações em tanques não-condutores. a capacitância cresce na proporção do nível do material.Medição Capacitiva de Nível Sensores capacitivos podem ser usados para determinar nível de líquidos ou pós. por exemplo. tanto como interruptores on-off de nível ou como indicadores contínuos de nível. um segundo eletrodo é necessário. Interruptores de nível são geralmente instalados através das paredes de tanque para detectar a presença ou a ausência do material armazenado em uma dada altura. À medida que o espaço entre a parede e o eletrodo é preenchido pelo material retido pelo tanque. . O sensor é instalado em paralelo a uma parede vertical de um tanque feito de material condutor. A capacitância pode ser lida por uma ponte ou por um circuito que converta linearmente capacitância em saída analógica ou digital. ou algum eletrodo similar. Um sensor capacitivo típico para medição contínua de nível consiste em uma haste isolada. funcionam através da detecção de mudança na capacitância quando cobertos pelo material armazenado. Dois projetos básicos são muito usados: um que usa a parede-tanque como uma placa do capacitor e outro que contém internamente ambas as placas. Em ambos os casos.

Sensores magnéticos .

ele são utilizados para acionar circuitos de potência com SCRs. se bem que não sejam projetado para operar com correntes intensas. transistores.Os reed-switches usados como sensores extremamente rápidos e eficientes nos contatos. Assim. relés e outros dispositivos semelhantes. SENSOR DE EFEITO HALL . nas aplicações práticas.

O efeito Hall esta relacionado ao surgimento de uma diferença de potencial em um condutor elétrico. Esse fenômeno. Hall considerou um fio metálico conduzindo corrente elétrica ao longo do eixo sob a ação de um campo magnético externo aplicado ao longo do eixo . Devido as dimensões finitas do fio haverá um acúmulo de cargas nas extremidades ao longo da direção y. é extremamente importante no estudo da condutividade pois. descoberto em 1879 por Edwin H. resultando em uma diferença de potencial conhecida como potencial de Hall . transversal ao fluxo de corrente e um campo magnético perpendicular a corrente. A presença do campo faz com que os portadores de carga experimentem uma força magnética que causa uma deflexão na trajetória dos. conhecido como campo de Hall. O efeito Hall é a base de diversos métodos experimentais utilizados na caracterização de metais e semicondutores. a partir do coeficiente de Hall podemos determinar o sinal e a densidade de portadores de carga em diferentes tipos de materiais. Essa mudança de trajetória gera um gradiente de cargas e consequentemente surge um campo elétrico na direção y . Em seus experimentos. Hall. considerar que a corrente é formada por um fluxo de portadores de carga que seguem uma trajetória linear .

ou inspecionar materiais (tais como tubos ou tubulações). Com o surgimento dos circuitos integrados de baixo custo que o sensor de efeito Hall tornou-se adequado para aplicação comercial. em geral. tornando os resultados imprecisos. campos magnéticos do entorno (campo de outros fios ao redor do sensor) podem diminuir ou aumentar o campo que a sonda Hall pretende detectar. sujeira. sensores óticos ou eletromecânicos. Isso faz com que seja necessária a ampliação do sinal utilizando-se um circuito baseado em transistores. a tensão de Hall é. Como citado anteriormente. lama e água quando embalados propriamente. Além disso. há a necessidade do uso de amplificadores.Aplicações Sensores Hall são usados para medir os campos magnéticos. Tais características os tornam melhores sensores de posição do que. da ordem de milivolts. Como os dispositivos de efeito Hall produzem sinais de nível muito baixo. utilizando o princípio de fuga de fluxo magnético. . Muitos dos dispositivos atuais vendidos como sensores Hall são formados por um sensor Hall propriamente dito e um circuito integrado (CI) de amplificação. Vantagens e desvantagens sobre outros métodos Os dispositivos de efeito Hall são imunes à poeira. por exemplo.

sensores de corrente e pressão.NORMA DIN 19. indicador de velocidade para automóveis. isto é.Aplicações Atuais Sensores de efeito Hall são utilizados em diversos contextos. Este tipo de sensor foi especialmente projetado para trabalhar em sistemas intrinsecamente seguros. variam a sua corrente de consumo em uma faixa aproximada de 1mA quando está atuado e 3 mA quando está desatuado. smartphones e alguns sistemas de posicionamento global. sensores de fluxo de fluidos.234 (norma que regulamenta este tipo de sensor especialmente para indústria química) Sensores NAMUR ou tipo N são sensores que possuem saída analógica. quando alimentados com uma fontte de alimentação de 8 Vcc +5%. Sensores NAMUR . sistemas de ignição eletrônica). como medidores de rotação (rodas de bicicleta. dentes de engrenagens. ou seja. Os sensores Hall também são aplicados quando são necessários potenciômetros ou interruptores robustos e interruptores sem contato. Dentre essas aplicações temos gatilhos de armas de paintball eletropneumático. . para operarem em ambientes onde são exigidos equipamentos à prova de explosão.

A tensão de saída é dada pela diferença entre as tensões nas duas bobinas secundárias. . As duas bobinas secundáriaspossuem tensões com a mesma freqüênciada alimentação. Quando as secundárias estão conectadas em série de forma oposta há uma posição na qual a tensão de saída é nula. A amplitude varia com a posição do núcleo.Transdutores Indutivos de Deslocamento -LVDT O princípio de funcionamento O transdutor linear indutivo de deslocamento (LVDT -Linear Variable DifferencialTransducer) é um dispositivo eletromecânico que produz uma saída elétrica proporcional ao deslocamento de um núcleo ferro-magnético móvel Tensão de alimentação senoidal ( 3 a 15) V de amplitude.

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contendo quatro slots. V 1 e V 2. variam linearmente com o ângulo mecânico do rotor. . Alguns enrolamentos secundários também podem ser conectados juntos. contém tanto o enrolamento primário e os dois enrolamentos secundários. θ: . θ: e variam linearmente com o ângulo mecânico do rotor. Quando energizado com uma fonte AC fixo.Desempenho confiável e repetível como assegura a posição exata de detecção nas condições operacionais extremas. o sinal de saída é linear dentro de um intervalo especificado sobre o deslocamento angular.Transformador de diferencial variável Rotary RVDT RVDT é um tipo de transformador especialmente desenvolvido usado para medir o deslocamento angular RVDT é um transdutor eletromecânico que fornece uma variável de tensão alternada de saída de corrente (AC) que é linearmente proporcional ao deslocamento angular do seu eixo de entrada. Os dois induzidas tensões dos enrolamentos secundários. O estator.

Quando o rotor está em uma posição que direciona o fluxo disponíveis igualmente em ambos os em fase e fora de fase. O RVDT essencialmente é como um transformador. Certos tipos podem operar até ± 60 °. A excitação alternando fluxo de corrente é aplicada à bobina do estator primário que é eletromagneticamente acoplado à bobina secundária.as mudanças das tensões de excitação causará mudanças diretamente proporcional à saída Embora o RVDT pode.RVDT tem construção e operação básicas é fornecida por um rolamento giratório de núcleo de ferro apoiado dentro de um conjunto de estator alojados. A dupla saída é estruturado de forma que uma bobina está em fase com a bobina de excitação. as tensões de saída cancelar e resultar em um sinal de valor zero. Este acoplamento é proporcional ao ângulo do eixo de entrada. . bobinas. A caixa é de aço inoxidável . os seus limites operacionais se localizam principalmente dentro de ± 30 °.. Assim. O estator é composto de uma bobina de excitação primária e um par de bobinas de saída secundária. os sinais de saída resultantes têm uma relação de magnitude e fase proporcional à direção de rotação). mas alguns até ± 40 °. teoricamente. Esta é referida como a posição zero ou elétrica EZ Quando o eixo do rotor é deslocado de EZ. operar entre ± 45 °. e o segundo é de 180 graus fora de fase com a bobina de excitação. a precisão diminui rapidamente depois de ± 35 °.

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que permite. velocidade. com o apoio de um circuito eletrônico gera um pulso.Encoder Os encoders são transdutores de movimento capazes de converter movimentos lineares ou angulares em informações elétricas que podem ser transformadas em informações binárias e trabalhadas por um programa queconverta as informações passadas em algo que possa ser entendido como distância. Por exemplo. Encoder Podem medir: Posição linear.demonstra a relação impulso/volta do mesmo. ou não. . a passagem de um feixe de luz infravermelha. A quantidade de pulsos em uma volta. Os encoders possuem internamente um ou mais discos perfurados. um encoder que gera 50 pulsos por volta teria a seguinte relação angular: 360°/50 pulsos = 1 pulso a cada 7. etc. gerado por um emissor que se encontra de um dos lados do disco e captado por um receptor que se encontra do outro lado do disco.2°. este. nos encoders rotativos. Podem ser: incremental ou absoluto. Posição angular (rotativo).

Exigem a zeragem do sistema antes da utilização. fácil de usar. simples..Características: baratos. também denominado De MARK PULSE OU PULSO Z . alta resolução. confiáveis.

Incremental Absoluto Incremental Absoluto .

onde cada dente representa um ângulo conhecido .Encoder Incremental O encoder ótico incremental possui apenas uma trilha com dentes igualmente espaçados. A posição é determinada pela contagem do número de dentes que passam na frente de um fotosensor. .

A leitura de somente um canal fornece apenas a velocidade. Um outro sinal chamado de Z ou zero também está disponível e ele dá a posição absoluta zero do encoder A resolução do encoder incremental é dada por pulsos/revolução (normalmente chamado de PPR). que são chamados usualmente de canal A e canal B. Para determinar a resolução basta dividir 360 pelo número de pulsos. .35º mecânicos. isto é. um encoder fornecendo 1024 pulsos/revolução. enquanto que a leitura dos dois canais fornece também o sentido do Movimento. geraria um pulso elétrico a cada 0.O encoder incremental fornece normalmente dois pulsos quadrados defasados em 90º. o encoder gera uma certa quantidade de pulsos elétricos por uma revolução dele próprio (no caso de um encoder rotativo). por exemplo.

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ambos utilizam o princípio das janelas transparentes e opacas. com estas interrompendo um feixe de luz e transformando pulsos luminosos em pulsos elétricos . para cada posição do disco.Encoder absoluto Este encoder se diferencia dos outros pois possui vários sensores óticos que combinados entre si geram um código binário. isto é. O princípio de funcionamento de um encoder absoluto e de um encoder incremental é bastante similar.

O encoder absoluto possui um importante diferencial em relação ao encoder incremental: a posição do encoder incremental é dada por pulsos a partir do pulso zero.enquanto a posição do encoder absoluto é determinada pela leitura de um código e este é único para cada posição do seu curso. . conseqüentemente os encoders absolutos não perdem a real posição no caso de uma eventual queda da tensão de alimentação.

ao contrário de um encoder para várias revoluções onde seu valor só é reinicializado depois de um certo número de voltas . a cada revolução o valor da contagem é reinicializado. ou seja.Resolução: Podem utilizar “gray code” no lugar do código binário Os encoders absolutos podem ter sua resolução definida em uma única revolução (single turn) ou em várias revoluções (multi turn). se um encoder é para uma revolução.

Princípio de funcionamento – indução eletromagnética.tambémmede velocidade de rotação. O sinal de saída é senoidal a amplitude depende da posição angular do disco rotativo. alta resolução. Resolução típica dos resolvers é da ordem de 65.saída é geralmente convertida de analógica para digital(“resolverto-digital”). Saída analógica .Tensão induzida no enrolamento do estator é em forma senoidal. Funciona como um transformador rotativo – possui enrolamento primário e secundário.simples. Bobina primária ligada ao rotor é excitada por uma corrente alternada. Características:barato. a Freqüência da onda varia com a velocidade .Resolvers Usado para medição de posição angular. Bobinas do estator recebem o fluxo magnético da bobina do rotor girando e é induzida uma tensão nas mesmas.eletrônica sofisticada. Enrolamento secundário no estator é defasado de 90º. .536 contagens por volta.