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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS BACHARELADO EM DANÇA

LIÇÃO DE ESTUDO SOBRE DIREÇÕES E SENTIDOS NO ESPAÇO

Por LUCIANE APARECIDA SILVA DRE 109035582

Trabalho apresentado à professora Ana Célia de Sá Earp, na disciplina de “Laboratório da Dança B - Espaço e Forma.”

Rio de Janeiro – Setembro, 2011.

ao qual se pode extrapolar. contido no plano frontal.TEMA: Direções e Sentidos BASE DE APOIO: Base Deitada O espaço pode ser considerado como um conjunto infinito de planos não coincidentes. dois sentidos. dos desejos. possui três dimensões (o comprimento. ventral e lateral. em cada uma delas. na relação cimabaixo.Espaço externo: espaço físico tridimensional ao redor do corpo.Espaço interno: relação do indivíduo consigo mesmo. Direção Longitudinal ou Crânio-caudal: o movimento acontece perpendicularmente ao plano horizontal. Assim. paralelos e sobrepostos. A direção para frente é determinada pela frente pessoal daquele que se move.Espaço global: espaço além da cinesfera. dos afetos. em sua espacialidade. A princípio. dorsal. a largura e a altura). farei uma análise dos três decúbitos. de tudo o que se constitua impulso para o deslocamento do ser humano. É importante notar que cada plano é definido por duas direções. As . O espaço é tridimensional. do movimento das ideias. Direção Sagital ou Ântero-posterior: o movimento acontece no plano sagital.  Direção Intermediária: os movimentos acompanham os planos intermediários. O espaço é infinito em todas as direções e em todos os sentidos existentes. Nele. isto é. sua frente. . na relação frente-trás. cuja periferia pode ser alcançada através dos membros facilmente estendidos sem dar um passo além do ponto de suporte. pode-se dizer que um movimento acontece em determinado plano. . Em primeiro lugar. pode ser necessário especificar a direção. podem ser determinadas quatro direções e. mas ainda assim.    Direção Frontal ou Látero-lateral: o movimento acontece de lado a lado. é preciso distinguir os espaços relacionais principais: . denominada cinesfera. enquanto acima e abaixo permanecem constantes.

estendo o braço direito para acima de minha cabeça e mudo minha direção. simultaneamente a perna e o braço direito descem. . desta maneira. a ser vista primeiro. Um intérprete em decúbito dorsal. se é a cabeça. A sua frente é definida pelo plano do quadril. defasando o plano frontal. A sua frente estará relacionada à visão. Por último. porém pode ser confundido com as direções do espaço global. no contexto espacial do lugar. pois uma metade do corpo será pouco explorada. É interessante apontar que a execução de movimentos nesta base exigirá muito do abdome conectado com os outros segmentos.direções são estabelecidas na sala ou local e permanecem as mesmas independente da movimentação do corpo. o intérprete já está no nível baixo. e pode estar em qualquer direção em relação ao espaço global. A frase coreográfica foi estruturada aos três decúbitos da base deitada. entrada de força pela perna. expansão e recolhimento. Em decúbito ventral. pois o corpo necessita de um apoio resistente que auxiliará nos modos de execuções. entrada de força pelo quadril para o lado esquerdo. evidenciando movimentos para as laterais e para trás. o decúbito lateral. novamente em decúbito ventral. estes dois sentidos favorece a amplitude dos movimentos. trazendo os braços para a forma de cruz. com as mãos posicionadas ao lado dos ombros. apoio os pés ao chão para levantar o quadril. os pés ou a lateral de seu corpo. movimentos para trás de seu corpo serão praticamente nulos. o intérprete possui toda a frente de seu corpo como base de apoio. então. Inicio a frase em decúbito ventral. acima da cabeça e abaixo dos pés. logo. que faz uma abdução de 45º e logo flexiono o joelho para passar por baixo da outra perna. pode-se escolher qual parte do corpo estará para frente. minha frente agora está para o teto. Os sentidos acima e abaixo estão presentes em seu conceito. que continuam o movimento recolhendo todo o corpo para a posição fetal encontrada em decúbito lateral. estará para cima. que tem como apoio uma das laterais do corpo. não usufruirá completamente da direção sagital pelo fato da base de aboio ser seu dorso. no espaço global. levando o meu corpo a girar para outra direção. os braços estão acima da cabeça.

enquanto os bailarinos do duo. tendo como tema sentidos e direções se relacionando com o outro que está a passar. realizarão movimentos conduzidos com a cabeça. . dando um contraste para quem vê. continuando o movimento unimoto. ao mesmo tempo.Cena final: passagens pelo palco. os dois bailarinos na base de pé devem ficar atrás dos que estão em outra base.Dois bailarinos saem de cena. toda movimentação será por todo o palco. e os outros dois começam um duo em base combinada se relacionando entre si. . .Três bailarinos vão rolando para o canto esquerdo do palco. todos deitados. o desenho espacial mudará para um quadrado. . um quarteto estará em losango no palco. realizando movimentos unimoto.Uma terceira bailarina entra em cena para realizar seu solo na base deitada. um está em potencial e o outro juntamente com a terceira bailarina realiza também seu solo. formando um triângulo. o quarto bailarino realiza um solo no canto inferior esquerdo. toda movimentação se encontra em diagonal. utilizando o tema convergência e divergência.ROTEIRO COREOGRÁFICO . na base de pé.Dois bailarinos mudam para a base combinada pé e mão. assim. . .Na base de pé.