You are on page 1of 32

Teoria da Contabilidade

Prof. Waldir Ladeira
wladeira@crcrj.org.br

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Contabilidade: Arte, Técnica ou Ciência ?

Estudiosos argumentam que a contabilidade é uma arte composta principalmente por quatro técnicas: escrituração, demonstração, análise e auditoria. Contudo, somos de entendimento que a contabilidade preenche requisitos suficientes para ser reconhecida como Ciência, dentre eles, expomos: 1. Milenar - reconhecidamente existe há 8.000 anos. Surgiu a partir do momento em que o homem, ainda que empírico, reconheceu a necessidade do controle do que lhe é escasso e útil; 2. Universal - a contabilidade é praticada em todo o mundo, podendo variar de acordo com sua cultura ou Escolas de Pensamento, como por exemplo as Escolas Européia e Anglo-Saxônica, ou com a importância atribuída a seus serviços prestados. 3. Evoluída através dos tempos - não só as formas de memorização dos fatos evoluíram (ossos, argila crua, argila cozida, mármore, madeira, papiro, papel, informática) como também o objeto de estudo, principalmente a partir de 1840 na fase científica da contabilidade. Para melhor demonstrar essa evolução, abaixo estão listados as principais correntes de pensamento científico e seus objetos de estudo: a) b) c) d) e) Materialismo Substancial, com o estudo da riqueza impessoal como substância essencial; Personalismo, atribuiu personalidade às contas para justificar as relações de direitos e obrigações; Controlismo, apresentou como objeto o controle da riqueza impessoal da azienda; Aziendalismo, caracterizou como objeto a economia aziendal formada pela Administração, Organização e Contabilidade; Patrimonialismo, definiu ser o patrimônio o objeto de estudo.

4. Verdades Experimentadas - são as diversas teses enunciadas que sofrem argumentações para que sejam aceitas ou negadas. 5. Objeto de Estudo próprio - atualmente, o Patrimônio, como sendo tudo o que satisfaz a necessidade aziendal.

6. Finalidade própria - prestar informações contábeis oportunas para tomada de decisão não somente pela mensuração do aspecto quantitativo do patrimônio, como também de seu aspecto qualitativo. 7. Interligação com outras Ciências - não se restringe apenas a matemática e estatística, mas também com a administração, economia, direito, sociologia, entre outras. 8. Utilidade - é incontestável a utilidade contábil para fins gerenciais, fiscais e sociais. Diante dessas razões, observa-se que a Contabilidade apresenta diversos requisitos fundamentais para seu enquadramento como Ciência, entre os quais destacamos que a Contabilidade como Ciência evolui em seu objeto de estudo, o que não acontece com a arte ou a técnica. A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. A Contabilidade tem por fim fornecer informações, a diversos tipos de usuários, que subsidiem a tomada de decisão. Para o cliente interno, deve suprir as informações que auxiliem o planejamento e o controle. Para o cliente externo, deve informar a situação econômica e financeira da empresa. É a ciência que tem por funções: Registrar, controlar e analisar os atos e fatos administrativos de uma atividade econômica (empresa). Registro Linguagem contábil de nível elevado, identificando-se com profissionais da área contábil. Registros contábeis em livros próprios. Ex: Diário, Razão, Caixa etc. Controle Exerce praticamente os controles dos registros contábeis, principalmente dos bens patrimoniais. Análise Executa análise a qualquer tempo dos registros e dos controles patrimoniais.

apresenta a estrutura patrimonial como se fosse uma fotografia dos bens. pode fornecer diversos relatórios. . etc. cujo custeio se confrontará com o registro contábil. em determinado período. Dentre essas alterações. alguns padronizados e outros que devem ser moldados mediante as necessidades específicas dos usuários. através de mecanismos próprios. • Registro contábil no livro Diário. • Demonstração do Resultado do Exercício – evidencia a riqueza gerada pela entidade. Estoques a Caixa / Fornecedores • Controle Controle da existência física do estoque. ocorridas em determinado período. isto é. as mais comuns são: os aumentos de capital. Como exemplo de relatórios padronizados. • Demonstração do Fluxo de Caixa – evidencia as transformações no caixa (caixa + banco + aplicações financeiras de imediata realização) de uma entidade. enquanto responsável pela geração de informação acerca do patrimônio da entidade e útil à tomada de decisão. ocorridas em determinado período. pertencente a seus sócios. O sistema contábil. podemos citar: • Balanço Patrimonial – evidencia a situação patrimonial da entidade em determinado momento.Ex: Compra de bens de venda. o lucro líquido ou resultado contábil (receitas – despesas = lucro ou prejuízo). direitos e obrigações de uma entidade em determinada data. ou seja. • Análise a) Divergência dos inventários b) Estoque mínimo c) Tempo de permanência. apuração e destinação dos lucros. • Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido – evidencia as alterações do Patrimônio Líquido de uma entidade.

organizadas e mantidas por particulares.envolvem os dois grupos. a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos e a Demonstração do Fluxo de Caixa.Entidade econômico-administrativa. sem objetivar lucro. utilizam bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo. • Balanço Social – evidencia as atividades realizadas pela entidade. toda Pessoa Física ou Jurídica que tem um Patrimônio e sobre ele detém o poder decisório. Campo de Aplicação Azienda . estudaremos neste módulo. c) Mistas . b) Particulares .Organizadas e mantidas pelo governo. . de forma breve. Caráter: a) Econômico . assim chamadas aquelas que. valor adicionado = receita – insumos adquiridos de terceiros). somente. Atendendo a ementa do curso. o governo. o Balanço Patrimonial. para atingirem seu objetivo. • Demonstração do Valor Adicionado (Agregado) – evidencia a riqueza gerada pela entidade. em prol da sociedade e do meio ambiente.Objetiva o lucro. Exemplo: Empresas comerciais. ocorridas em determinado período. b) Social . Tipos: a) Públicas .Prestam serviços à coletividade. Exemplo: Associações Beneficientes.• Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – evidencia as transformações no capital circulante líquido (ativo circulante – passivo circulante) de uma entidade. durante determinado período. seja ele econômico ou social. terceiros e os sócios (portanto. a Demonstração do Resultado do Exercício e veremos. ou ainda. pertencente à sociedade e como ela é distribuída entre os empregados. em determinado período.

Exemplos: Bancos.são os que utilizam a contabilidade com a finalidade de controle e planejamento. . presumivelmente. Clientes. Governo. de forma flexível. construir um arquivo básico de informação contábil. ou ainda. um conjunto básico de informações que. Patrimônio é um conjunto constituído de Bens.é o meio que leva o homem a satisfação de suas necessidades primárias e até supérfluas. Exemplos: Administradores. cada qual com seu objetivo. Fornecedores. • Externos . deveriam atender igualmente bem a todos os tipos de usuários. Todavia. Usuários • Internos . Gerentes. etc. Para muitos autores.Objeto de Estudos Patrimônio . Investidores. que possa ser utilizado. Eles não têm acesso aos documentos que deram origem à informação contábil. Direitos e Obrigações. Finalidade Fornecer aos usuários. Diretores.são aqueles que estão fora da empresa. Este usuário é preferencial. etc. devemos entender que o Patrimônio representa tudo aquilo que vem de encontro a satisfação da Empresa ou de quem a contabilidade está sendo aplicada. por vários tipos de usuários. independente de sua natureza.

com segurança. fluxo de caixa futuro capaz de assegurar bons aumentos ou manutenção de salários. com segurança. “UM LEITOR BEM INFORMADO É CAPAZ DE SELECIONAR A INFORMAÇÃO DE QUE ELE PRECISA E FAZER UMA ESCOLHA E DECISÃO ADEQUADAS”. liquidez. valor adicionado. fluxo de dividendos. retorno sobre o patrimônio líquido. valor de mercado da ação. Fluxo de dividendos mínimos ou fixos. lucro por ação. produtividade. geração de fluxo de caixa futuros suficientes para receber de volta o capital mais os juros. situação de liquidez e endividamentos confortáveis. lucro tributável. retorno sobre o ativo. como assalariados Média e alta administração TIPO DE INFORMAÇÃO MAIS IMPORTANTE Fluxo regular de dividendos. .PRINCIPAIS METAS DE CADA TIPO DE USUÁRIO USUÁRIO Acionista minoritário Acionista majoritário Acionista preferencial Emprestadores em geral Entidades governamentais Empregados em geral.

A Contabilidade deve estudar o modelo ideal de informação para cada classe de usuários e fazer com que esse modelo obedeça aos princípios fundamentais de contabilidade bem como a outros aspectos qualitativos de conteúdo informativo. Hoje a necessidade do usuário não é somente pelas informações contidas nas demonstrações obrigatórias pela legislação. como por exemplo. operacional e de capital. Os usuários das informações contábeis. de investimentos ou de financiamento? • Qual a delimitação de evidência que o usuário suporta para manter a demonstração clara sem confundi-lo? . que pode ser conceituada como a qualidade ou o caráter do que é incontestável. devemos nos preocupar com as seguintes questões: • Que tipo de usuário queremos atender? • Qual o grau de conhecimento contábil do leitor da informação? • Quais as suas necessidades reais? • Qual o enfoque para direcionar os relatórios (Gerencial ou Financeiro)? • Qual o custo da informação? • Qual o grau de exigência da evidenciação quanto: • A evolução do Patrimônio? • Rentabilidade da empresa ? • A análise financeira de curto ou longo prazo? • Qual o grau de compromisso que a evidenciação tem com a Contabilidade da empresa? • Qual a atividade a ser evidenciada: operacional. Em busca de um modelo de informação para cada tipo específico de usuários. Essa informação é fornecida através de evidenciação. Busca-se outras informações nos relatórios auxiliares ou facultativos. a Demonstração do Fluxo de Caixa e os Orçamentos: financeiro.Evidenciação Contábil As Ciências Contábeis têm como finalidade principal informar sobre seu objeto de estudo aos diversos tipos de usuários. necessitam que estas sejam produzidas com maior qualidade. internos ou externos. tempestividade e utilidade.

pelo menos nas interpretações mais profundas. Entretanto. que deveriam ser os intermediários entre as empresas e os donos de recursos. não deveria ser evidenciado. a contabilidade não é a responsável pela tomada de decisão. a relevância de alguns itens qualitativos emerge de seu relacionamento direto com os quantitativos. Não se pode esperar e seria tolice pensar que boas decisões de investimentos pudessem emanar de um leitor com vagas noções de contabilidade e de negócios. é muito mais complexa do que possa parecer à primeira vista. Entretanto. foi penhorada em garantia de empréstimos. ao garantir as informações diferenciadas para os diversos tipos de usuários. a entrada em ação dos verdadeiros experts é indispensável. Com isso. de “uma forma de pensar” da contabilidade que. qual a que melhor atingirá a eficiência e eficácia da informação? É bom salientar que por mais que se queira evidenciar os demonstrativos contábeis. Isto não significa que devam ser truncados os esforços para que o leitor médio se torne possuidor de melhores conhecimentos na área contábil e financeira. pois por mais que se queira evidenciar e facilitar a interpretação.• Das diversas formas de evidenciar os elementos patrimoniais. Segundo Sérgio de Iudícibus. Os relatórios contábeis não são capítulos de novelas empresarias que qualquer pessoa mobralizada possa entender. assessorando esse último nas análises. note . a contabilidade não pode deixar de obedecer suas técnicas de elaboração. caso contrário. mas admitem alguns autores. o disclosure está ligado aos objetivos da contabilidade. Se uma parte da propriedade do imobilizado. de um capítulo especial da Teoria da Contabilidade. A interpretação dos demonstrativos contábeis é tarefa única e exclusivamente reservada aos experts em contabilidade e finanças. evidenciação não se trata de uma convenção. Normalmente. tornando-os muito explicativos. este penhor deve ser evidenciado se o valor do imobilizado ao qual se refere for relevante. Na verdade. principalmente para as grandes tomadas de decisões. mas o resumo de um processo. se faz necessário que o usuário tenha algum domínio de interpretação dos demonstrativos contábeis e dos documentos complementares ou tenha um assessoramento de um analista experimentado. A informação qualitativa (não quantitativa) é muito mais difícil de ser avaliada pois envolve vários julgamentos extremamente subjetivos. por exemplo. É muito difícil estabelecer o “ponto de corte” em que uma consideração não quantificável deixa de ser importante no processo decisório de forma que justifique a omissão da evidenciação.

de uma pequena parte do imobilizado pode levar a uma situação não favorável para entidade. Informação confiável requer representatividade. os quadros demonstrativos obrigatórios brasileiros são complicados de serem lidos. nem sempre compreensíveis. Vejamos melhor cada dos citados parâmetros: a) Relevância: Informação relevante é aquela relacionada ao evento examinado. segundo ainda o citado professor. Primeiro. mudanças frequentes de normas legais e de índices de correção acabam produzindo um excesso de colunas e de quadros explicativos. progressiva. . Se faltar qualquer dos dois atributos a informação não será útil. novamente. É importante lembrar a máxima: “forneça a informação relevante para o usuário. compreendem dois tipos: controladora e consolidado. relevância com desprezo pelo detalhe. ano corrente e ano anterior. que por sua vez contribuem para a utilidade. servir para efetuar previsão ou para medir a previsão feita no passado. Finalmente. ser passível de verificação independente e ser neutra.o perigo de confundirmos. Para haver relevância o relatório tem que ser pontual. a penhora anual. Segundo. elaborados de maneira integrada. Interage com a relevância e a confiabilidade. todas as qualidades citadas estão sujeitas ao conceito de materialidade. Por último. As qualidades mais importantes da informação contábil. toda informação que possibilite a realização de estimativas ou permita confirmar outras anteriormente feitas. por abrangerem dois modelos em um só – legislação e correção integral. Em contabilidade. Sem o conhecimento do passado. substituindo-o em todas as avaliações subjetivas do modelo decisório e do risco”. A comparabilidade é também uma qualidade importante da informação contábil. mas não pretenda invadir o campo do investidor. e sem um interesse no futuro investigar a história é um processo estéril. a maior limitação ao trabalho contábil. porém secundária. Tostes (FAF/UERJ). retira-se a base para a previsão. são a relevância e a confiabilidade. facilita a tomada de decisão. Conforme menciona o Professor Doutor Fernando P.

Uma informação confiável deve ser representativa do fenômeno a qual pretende espelhar. porém importante se estiver ocorrendo pela primeira vez em circunstancias anormais. O problema é que a natureza da transação quase sempre afeta a resposta. O segundo elemento da confiabilidade é que a informação seja passível de verificação. na medida em que seu usuário acredite que ela represente adequadamente os eventos. especialmente dados quantitativos. O significado de qualquer informação. um item pode ser de valor insignificante no meio de transações rotineiras. As avaliações no campo da materilidade são basicamente de natureza quantitativa. depende muito de podermos relacioná-los a uma outra variável ou critério. c) Comparabilidade: Comparabilidade é composta de dois elementos: uniformidade e consistência. A informação contábil cresce em utilidade quando pode ser comparada com a de empresas similares ou com a de anos anteriores na mesma empresa. ou seja. transações e condições econômicas de uma entidade. Significa que o contador responsável por estabelecer os critérios de contabilização de sua empresa. O segundo se refere ao uso por uma empresa dos mesmos procedimentos e regras contábeis de um período para outro. O primeiro indica que transações iguais serão contabilizadas do mesmo modo. que assegure ao usuário a ausência de vício da mensuração dos eventos econômicos. d) Materialidade: Materialidade é exercida diariamente por aqueles que tomam decisões contábeis e pelos auditores que efetuam julgamentos sobre a correção dos relatórios financeiros.b) Confiabilidade: A informação contábil é confiável. . O último elemento de qualidade exigido para uma informação ser confiável é a neutralidade. mas sim trazer a tona fatos relevantes e confiáveis. não deve faze-lo pensando em defender um interesse particular.

a posição da Contabilidade como ciência era enobrecida. no início do século XIX. Contismo. Pós-graduado em Auditoria Interna. alicerçando o conhecimento específico. A consolidação científica se deu poucos anos depois. Materialismo Substancial. Aziendalismo. Contador. com J. Várias foram as escolas de pensamento contábil.1 A França esteve presente no início do reconhecimento científico da Contabilidade. Enfocou a substância da riqueza patrimonial como a base da satisfação das necessidades peculiares de cada azienda. Controlismo. Personalismo. criador do método especial para o Pensamento Científico e o Positivismo no Século XIX de Auguste Comte. contudo deram suporte para outras com aprimoramento cultural suficiente para o campo científico). objetivando as relações do patrimônio e enfatizando o comportamento da riqueza e não o da posse. fundamentou não somente a Contabilidade como também várias outras ciências. Serão descritas as seguintes escolas: Pseudopersonalismo. o aparecimento da Contabilidade como ciência. O amadurecimento da humanidade a partir do Século XVII com René Descartes. La contabilitá. P. Coffy enriquecera a teoria materialista. * Mestre em Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração e Finanças / UERJ. ensejaram. Coffy. Em 1834. que se baseia na observação e teorização da realidade. Tem-se neste trabalho o objetivo de descrever as escolas de pensamento contábil que surgiram na busca de uma visão científica (apesar de algumas não terem conseguido avançar mais do que a sua própria natureza empírica. sempre de forma evolutiva. Patrimonialismo. distinto do empírico. a forma de apresentação das correntes ora desenvolvidas. sendo Villa o responsável pelo grande progresso da Ciência Contábil. devemos entender o porquê de seu surgimento em relação aos acontecimentos no campo científico da própria humanidade. com Francesco Villa. porém nem todas trouxeram avanços na essência do estudo da Ciência Contábil. a partir de 1840 no renascimento italiano. Os valores intelectuais da humanidade. alterando. INTRODUÇÃO Antes de apresentarmos as correntes de pensamento. Villa. Universalismo e Neopatrimonialismo. apenas. Reditualismo. culminando tal surgimento no reconhecimento de tal classificação pela Academia de Ciência da França. em Administração de Recursos Humanos e em Docência Superior. Coordenador e Professor Assistente de Ciências Contábeis da Faculdade Moraes Júnior. autor da obra premiada pelo Imperador da Áustria.“Escolas de Pensamento da Ciência Contábil: uma síntese de estudo” Waldir Jorge Ladeira dos Santos * 1. distinguiu o fenômeno registrado do simples registro ou informação sobre ele. .

• Giuseppe Cerboni. • Eugen Schmalenbach. dentre eles : • Francesco Villa. grandes pensadores após 1840. • Gino Zappa. com a Escola Lombarda. com a corrente do pensamento universalista. • Vincenzo Masi. com a Escola Toscana. . • Fábio Besta. com os estudos do Neopatrimonialismo. com a Escola Alemã.Surgem. com a Escola Veneziana. • D’Áuria. e • Lopes de Sá. com a tradição da Escola Veneziana. então. com a corrente do pensamento patrimonialista.

etc. Contas mortas (de coisas). Quiney (1817). O importante era evidenciar a diferença entre as contas que representavam pessoas das que representavam coisas. apresentou raízes profundas que lheproporcionaram a existência até os dias de hoje. torna-se credora de tudo o que se lhe tira ou se recebe como se ela a mesma fosse um terceiro devedor ou um terceiro credor. Contas dos correspondentes (Devedores e Credores diversos). pertencem também às coisas supostas. em 1940. Fernando Boter Mauri (1959). 2 Tal escola não conseguiu padronizar os lançamentos dos fatos nos livros. se devem considerar como contas das pessoas à guarda de quem elas estejam confiadas e.). sessenta regras destinadas a servir de guia aos contabilistas. José Maria Brost (1825). Perdas e ganhos. J. As contas tinham suas iniciais com letras maiúsculas como se fossem nomes de pessoas. etc. S.2. Andrea Zanbelle (1671).1 Pseudopersonalismo É a primeira escola doutrinária que surgiu com Frei Luca Paciolo. A teoria pseudopersonalista. Richard Dafforni publicou em Londres. ESCOLAS DE PENSAMENTO CONTÁBIL 2. Embora seja de natureza empírica. como contas representativas da pessoa do comerciante que se desdobra assim em tantas pessoas quantas forem as espécies de bens ou de valores por ele possuídos. tal qual era a personificação das contas. Os pseudopersonalistas chegaram à conclusão de que tudo que entra debita-se e tudo que saí credita-se. De La Porte (1712): Contas do chefe (Capital. Antôno Sacristan y Zavala (1932). enunciando o seguinte conceito: Faze de conta que este estabelecimento comercial é uma pessoa que se torna devedora de tudo que lhe dás. mesmo aquelas que representam coisas ou bens patrimoniais. caracterizada pela sua extrema natureza empírica. Ramón Cavanna Sanz (1929). . que se baseia no pressuposto de que todas as contas. pelo contrário. Mercadorias. Contas de Valores (Caixa. Como exemplo citaremos alguns tratadistas seguidores dessa escola: Lodovico Flori (1636) – Os débitos e também os créditos que se escrevem nos livros não pertencem apenas às pessoas. Contas particulares (de pessoas). Barrême e Degranges (1721/1795): Contas gerais (de coisas). numa fase já mais avançada. Despesas gerais. sendo uma incoerência quando se trata de financiamento de terceiros. personificando as contas. sem qualquer base racional. É uma corrente de ficção que indica as relações jurídicas entre pessoas com a presença dos termos Dever e Haver. causando assim um aprendizado pela prática sem primar pela teoria tão necessária para montar um arcabouço científico. destacando para tal as seguintes divisões: Manzoni (1540): Contas vivas (de pessoas). Gabriel Faure (1930). porém em alguns casos deturpava a própria essência dos fatos para subordiná-los a essas normas. Francisco Castafio Diégues (1863).).

O Contismo tentou sobreviver com as novas tendências de observação que Fábio Besta elaborou. Lucros e Perdas. Posteriormente acrescentou a sexta conta. exposição e análise. 1837) e Ludovico Giuseppe Cripa (1838) com a sua La scienza dei conti.Uma das fragilidades dessa escola referia-se à personificação do responsável pelo valor. mas não conseguiu impedir o desenvolvimento do Personalismo. A partir de 1818. não tinham conseguido dar à “Contabilidade” as necessárias bases racionais para que o seu arcabouço. Para Jaime Lopes Amorim. em 1795. mas o efeito que expressa o fenômeno patrimonial. denominada Diversas Contas. mas da causa como objeto de observação. o principal líder do Contismo foi Giuseppe Bornaccini. dividindo inicialmente as contas em: (1) Mercadorias Gerais. Abraham De Graaf (1638). Surgem depois dois grandes estudiosos: Angelo Galli (Instituzioni di contabilitá. John Clark (1632). Antes dela. que. depois dele apareceu um grande estudioso. 2. 3 O progresso do pensamento contábil foi árduo e lento com algumas investidas isoladas de tratadistas como James Peele (1553). Giuseppe Bornaccini. uma ciência não se dedica ao estudo do efeito. (4) Contas a Pagar e (5). já se preocupa em estudar o instrumento utilizado para compilar os dados do comportamento da riqueza aziendal. a Teoria das Cinco Contas Gerais de Degranges.4 A primeira tentativa do Contismo data de 1803. apresentasse aquele harmonioso conjunto de linhas arquitetônicas que só uma perfeita coerência e uma lógica inatacável na concepção e disposição do material utilizado poderiam proporcionar. dada a circunstância de sua poderosa influência se ter estendido desde o fim do século XV até aos nossos dias. 5 O Contismo perdeu influência entre os estudiosos da ciência devido à falta de suporte de sua enunciação. sob o ponto de vista tanto técnico como teórico. Logo. não o contempla. elaboração. principalmente os da Itália. Entre outras contribuições. que o iria substituir entre os . quando Nicolo D’Anastasio publicou o seu livro La scrittura doppia ridotta a scienza. que deu maior seriedade ao assunto no livro Idee teoritiche e pratiche di ragioneria e doppia registrazione. (3) Contas a Receber.2 Contismo Apesar de não ser considerada uma corrente científica.(2) Caixa. quando tratado de bens imateriais. a teoria pseudopersonalista e a popularíssima escola que nela se baseou. De La Porte ( 1741) e Degranges (1795). Degranges estabeleceu a norma de que se deve Debitar Aquele Que Recebe e Creditar Aquele Que Dá (débiter celui Qui reçoit et créditer celui Qui donne). A conta não é a causa. foi escola precursora da teoria de serem as contas o objeto de estudo da contabilidade e influenciou grandes contadores.

A base doutrinária afirmava serem as contas abertas a valores e não a relações pessoais. originária da Lombardia. até nossos dias.3 Materialismo Substancial A Escola Lombarda. teve como principal líder Francesco Villa com sua obra La contabilitá applicata alle amministrazione private e publiche.8 2. e aquele dava o caráter científico à corrente. 6 A doutrina da substancialidade enuncia que a contabilidade não é uma técnica de informação. com grande expressão científica. com rara genialidade. Villa foi competente para delinear todas as relações lógicas que envolvem o fenômeno patrimonial. com profundas raízes jurídicas. a utilidade e os seus limites. mas identificados pelo mesmo propósito de utilização. admitindo a escrita contábil como parte mecânica. as essenciais. que defluiria da Escola Lombarda. Villa contribuiu com a evolução científica da Contabilidade por suas diversas enunciações. além da oposição do materialismo substancial de Villa. embora o tivesse feito sem os detalhes que só mais tarde alcançaríamos. os fundamentos lógicos originários. pelo domínio político da Áustria. de séria reação ao Contismo transformou a conta em Pessoa. os fundamentos que levam aos conceitos são suficientes para colocar seu trabalho no campo da dignidade científica. 7 Francesco Villa ainda colaborou com o conceito do patrimônio como o conjunto de bens diferentes. na época. destacando-se delas suas bases de raciocínio sobre os meios patrimoniais. no proprietário. Entendia ser a riqueza aziendal a substância de estudo.4 Personalismo Esta escola. firmando-se por diversas gerações e conservando. ainda. e posteriormente Fábio Besta. os fenômenos contábeis das imaterialidades. com cunho administrativo-jurídico. Na região italiana de Veneto. para influenciar toda a Escola de Veneza. este tratava a Contabilidade como pessoal. Em suma.intelectuais de nossa Ciência. capaz de direitos e obrigações Baseada na responsabilidade pessoal entre os gestores e a substância patrimonial. fortemente influenciada. teve Villa como principal seguidor o insigne e competente escritor Antônio Tonzig. norte da Itália. em que colocara responsabilidade na propriedade. dimensionais e ambientais. o valor. no administrador e na matéria . tendo como tarefas principais a construção do materialismo e a objeção ao personalismo de Rossi e Cerboni. o princípio da competência. mas algo que se preocupa em conhecer o substancial que se encontra muito além do registro. cujo maior líder foi Giuseppe Cerboni e o maior gênio Giovanni Rossi (com as obras mais destacadas a partir de 1873). que chamamos de teoria da agregação. ou seja. 2. de ficção. a renda.

escreve. e (4) contas dos correspondentes. . e outra é administrar. não obstante sua oposição aos contistas. Marchi estabeleceu. O Personalismo de Cerboni teve os seguintes axiomas: 11 1º AXIOMA . porém os pilares dessa brilhante corrente de pensamento foram Marchi. (2) contas dos gerentes ou administradores. 9 O Personalismo teve sua origem científica com o francês Hypolitte Vannier. a tese com o título Primi saggi di logismigrafia e em 1886 sua mais importante obra La ragioneria scientífica e le sue relazione con le discipline amministrative e sociali. direitos e obrigações. uma teoria das contas que distinguia quatro grandes grupos: (1) contas do proprietário. Corolários: • pode ser proprietário da azienda um só indivíduo ou diversos constituídos em sociedade. 2º AXIOMA – Uma coisa é desfrutar a propriedade. em 1873. (b) contas dos gerentes e (c) contas pessoais ou dos correspondentes. todas possuem um ou mais proprietários. Cerboni e o gênio Giovanni Rossi. Muitos foram os seguidores do Personalismo. em 1844. se não for o proprietário. Corolário: quando o proprietário também administra.administrada. que teve grande influência com a Escola Toscana. o Personalismo. Varnnier.10 Cerboni. Não só combateu a corrente de Degranges como também apresentou as idéias que viriam posteriormente a substituir as do Contismo. • o principal em uma azienda. pois estuda as relações pessoais que agem na substância patrimonial. Partiam do raciocínio de que as relações que motivam os direitos e as obrigações são importantes objetos de estudo. tem-se como conceito mais difundido de patrimônio o conjunto de bens. Mas foi Francesco Marchi quem lançou as bases de um Personalismo científico. que se resumiam em (a) contas patronais. teve como grande opositora a Escola Materialista de Fábio Besta. conservando este todos os poderes que àquele seriam pertinentes. que refutava o Contismo e apresentava.Toda azienda deve ser administrada. (3) contas dos consignatários. por essa razão. será sempre um representante seu. Esse pensamento difere do materialismo. com coloração científica. com sua obra editada em Paris. • de direito é o proprietário que exercia a autoridade ou supremacia sobre a azienda. abrindo caminho para outros pensadores como Cerboni. adquire a dupla qualidade de proprietário e administrador. e estes não podem conseguir a gestão se não entram em contato com agentes e correspondentes.

3º AXIOMA – Uma coisa é administrar a azienda. nem aquela dos agentes ou correspondentes. se estas forem idênticas. (4) as influências ou condições em meio à sociedade. credor da substância e devedor das passividades pertinentes àquela. administrando ou não a azienda. Corolário: o crédito do proprietário corresponde ao débito dos agentes e dos correspondentes. Carlos de Carvalho foi o grande contribuidor para a divulgação das idéias personalistas. (6) os meios e os modos com os quais se procedem no curso da vida. tendo o encargo de dirigir e assumir por custódia a substância. será a um só tempo gestor e agente consignatário. 4º AXIOMA – Não se pode criar um devedor sem. é. (2) os fins a que se propõe a entidade. ou ainda por acréscimos ou reduções do capital originário. não modificam a situação do proprietário. (5) as relações com terceiros. ao contrário do que ocorre com os agentes e com os correspondentes. Corolário: a permuta de elementos do capital da azienda ou a soma de passagens de um agente ou correspondente a um ou outro. que denominou de funções particulares de uma função geral as seguintes relações: (1) os bens patrimoniais que se encontram à disposição. criar-se um credor e vice-versa. e vice-versa. entre os proprietários de uma parte e os agentes e os correspondentes de outra. Ainda hoje encontramos defensores dessa brilhante escola não só no Brasil mas também no mundo inteiro. Outro grande contribuidor do Personalismo foi Giovanni Rossi. o administrador situa-se como em uma balança de débito e crédito. (3) as necessidades. Corolário: o administrador. e outra é custodiar sua substância e por ela responder materialmente. de fato. 5º AXIOMA – O proprietário. senão junto como agente consignatário ou correspondente estranho àquela. 12 No Brasil. Corolário: toda soma derivada de qualquer operação da azienda deve ser registrada em débito e em crédito. simultaneamente. 6º AXIOMA – O débito e o crédito do proprietário não variam senão em razão de perdas ou lucros. o administrador não pode ser devedor nem credor da azienda. .

conforme podemos atestar: O direito de possuir uma coisa ou de havê-lo por isto só não vale. dentre outros. onde se encontravam. O mestre Fábio Besta. Um dos grandes pontos de divergências entre as escolas de Besta e Cerboni era quanto à delimitação do patrimônio aziendal. já se valia de grande influencia com o Neocontismo. Quem tem direito de exigir uma soma. controle concomitante e controle subseqüente. não encontraram grandes repercussões na Itália. conserva aquele direito integral ainda que o devedor seja insolvente. Pietro Rigobon. apresentou a ciência contábil como aquela que trazia como objeto de estudo o “controle econômico das aziendas”. dando-lhe vestes novas (de caráter científico e não mais o empírico de Bornacinni) e como a primeira reação ao Personalismo. Pietro D’Alvise e o mais importante de todos. Carlo Ghidiglia. À medida que ganhava terreno. Giuseppe Cerboni e Giovanni Rossi. 14 As idéias de Besta. Francesco de Gobbis.5 Controlismo A Escola Veneziana de Fábio Besta. antes de enunciar o Controlismo. Em 1880. a entendesse como controle. em Roma. somando-se a estes os Direitos e as Obrigações. os da Escola Controlista. dividindo este em três funções a saber: controle antecedente. dentre eles Vittorio Alfieri. promoveu grande reação às idéias personalistas de Cerboni.2. se não há nenhuma possibilidade de recuperá-las. aquele direito em nada aumenta a sua riqueza.13 Fábio Besta pôde propagar suas idéias nos debates do Congresso de Contabilidade realizado em 1879. apesar de seus seguidores. o patrimônio é o agregado de valores atribuíveis aos bens. em seu memorável discurso. O maior mérito foi a reação provocada contra o Personalismo procurando dar o máximo à riqueza patrimonial como algo concreto. nem em outros países. berço de todas suas argumentações. preocupava-se com o conteúdo da conta. ainda que. ou seja. quando da abertura do ano acadêmico 1880-1881. reagindo contra os postulados de Cerboni. que seguiu os estudos de Villa. por finalidade. a localização . mas. que. O legítimo proprietário conserva todos os direitos sobre as coisas ainda quando estas lhe são roubadas. para Cerboni o patrimônio não era apenas os Bens. Fábio Besta abandonava a tradicional Escola do Contismo e estabelecia seus próprios princípios. como corrente que retomava o Contismo. aquelas coisas nada podem valer. negando o conjunto de direitos e obrigações como conceito. se preocupava mais em saber o que significava a conta e qual a sua verdadeira expressão em meio dos estudos contábeis do que com a forma de apresentação da mesma conta. objeto de indagações próprias. Como já dito. mas se não há nenhuma possibilidade de o credor recuperar em todo ou em parte o que lhe é devido. real. para Besta. Vincenzo Vianelo.

estabelecendo uma hierarquia para o estudo dos fenômenos: estudo da riqueza. Giovanni Rossi. tendo a seu cargo regular todas as ações que se relacionam com a riqueza e com as necessidades humanas. Assim como o Personalismo teve seu grande gênio. o Controlismo teve Carlo Ghidiglia.da Contabilidade no campo material e do valor enfatiza a necessidade de abandonar-se o raciocínio jurídico dos personalistas para situar-se em uma realidade materialista de maior significação. que admitia a Contabilidade como ciência. estudo das funções da riqueza e estudo dos agregados da riqueza. .

O julgamento do rédito deve ser uma medida relativa entre o que o capital oferece ao empreendedor e o que a azienda oferece à sociedade em que se encontra. 15 O reditualismo não ganhou força como escola pois diversos apreciadores das enunciações de Schmalenbach criticavam seu objeto de estudo argumentando que o rédito é o efeito da dinâmica patrimonial e não a causa. entre outros seguidores. Malhberg. Era a corrente de pensamento que enunciava ser o resultado (lucro ou prejuízo) o objeto de estudo da contabilidade.6 Reditualismo Desenvolveu-se principalmente na Alemanha. o reconhecimento da perda ou do lucro como fonte principal da continuidade da atividade empresarial. O Aziendalismo. Lehmannn. contábil. Os reditualistas tiveram a propriedade de reconhecer o valor da consideração dos fluxos em contabilidade. Foi Gomberg o primeiro a despertar para uma economia aziendal. Os reditualistas estudavam a dinâmica da riqueza patrimonial. os pesquisadores da época evidenciaram o surgimento de nova corrente que enunciava existirem os sistemas de ciências que cuidavam de fenômenos ocorridos nesse mundo particular. Courcelle acenou para um complexo entendimento de toda a empresa como objeto comum científico. da relatividade do lucro. Schmalenbach visualizava os fenômenos circulatórios da riqueza patrimonial em sua dinâmica. Courcelle-Seneuil. W. Johann Friedrich Schar. e da Alemanha H. antes de se desenvolver como grande escola de pensamento italiano. inclusive com um sem número de exemplos práticos. Eembora admitissem sob a denominação de economia da empresa todos esses princípios. Conseguiram desenvolver-se num país socialista. mas desprezavam a estrutura dos elementos patrimoniais. Geldmacher.2. 2. tendo como principal líder Eugen Schmalenbach e. . da Suíça. teve suas origens com pesquisadores de outras partes do mundo: da França. Leo Gomberg. da Rússia. o que inspirou o Aziendalismo. mas com o ciclo operacional.7 Aziendalismo Motivados pela ansiedade de se encontrar o campo e o objeto de estudos da Ciência Contábil. M. em realidade não fizeram senão desenvolver seus principais raciocínios sob a ótica patrimonial. na Itália. que anteriormente já era preconizado por Cerboni e sustentado por Rossi. E. Nicklisch e Rudolf Dietrich. Walb e Frederich Leiter com seu reditualismo específico. ou seja. que mais tarde se tornaria. dando a essa dinâmica o aspecto temporal não coincidente com o ano calendário. a corrente aziendalista. R. quando admitiam um raciocínio de unidade de funções dentro da azienda. ou seja. E. embora a corrente estivesse voltada para o capitalismo. da realidade empresarial. do estudo de uma dinâmica patrimonial.

que teve suas raízes nos pensadores alemães.16 Tendo como base a economia aziendal. Compunha-se da Administração. limitando a Contabilidade aos levantamentos ou relevações da riqueza. mas não apresentou essência para justificar tal classificação. da Organização e da Contabilidade. sendo cada ciência apenas parte desse conjunto. pois se formam por meio de um complexo que deve ser estudado. a visão de dinâmica patrimonial. Em sua visão idealista. Frederico Herrmann Jr. tendo como função estudar todos os fatos da gestão patrimonial. os fenômenos a estudar são os aziendais. com Alberto Ceccherelli e com seu principal líder italiano. entendia que os fatores homem. que por sua estrutura era a causa. restringindo-lhe o campo. deu foco à economia e denominou a Contabilidade como Economologia. De acordo com seus adeptos. bem como condenava a elevada importância dada à conta. relata em sua obra Contabilidade Superior:19 GINO ZAPPA aparentemente regressou ao formalismo quando afirma que aceita como primeira aproximação o .18 Vincenzo Masi se revelou absolutamente contra o Aziendalismo. a Escola Veneziana enunciava o Aziendalismo. e que o lucro deveria ser considerado como um fator patológico. relacionando o efeito ao débito e a causa ao crédito. Os aziendalistas se preocupavam em estudar o conjunto de ciências que tratavam da azienda como campo de aplicação. Zappa ainda afirma que na Economia é o rédito que faz o capital e em Contabilidade é o capital que faz o rédito. Rudolf Dietrich acrescentou. por si só. em seus estudos do aziendalismo socialista. e admite a Contabilidade apenas como levantamento de fatos patrimoniais. 17 Gino Zappa defendia a economia aziendal. Gomberg estabeleceu a relação de causa e efeito para os fenômenos patrimoniais. não traz informação alguma. Assim como Masi. pensadores de diversos países não concordaram com a observação apenas quantitativa dos fenômenos. acenada pelos economistas aziendais: a qualitativa também deve ser considerada na análise contábil. que na realidade. Gino Zappa. natureza e trabalho só poderiam estar organizados para atender o social. Considerava que isolar os fenômenos é um erro. Para Zappa.Gomberg tomou como objeto de estudos a riqueza impessoal ou administrativa. Enunciava também que o Ativo era o efeito do Passivo. sendo simples instrumento de registro que deve ser agrupado com outros elementos para que se possa extrair a informação. alegando que o objeto de estudo da Contabilidade é bem mais amplo do que apenas o levantamento quantitativo da riqueza administrativa. o capital é composto por um fundo de valores e não somente por moeda.

Considera como conteúdo verdadeiro da Contabilidade os fatos da gestão. Para Antônio Lopes de Sá.. a estática patrimonial examinava a estrutura do grande sistema da riqueza aziendal.) GINO ZAPPA. (. Se quiséssemos aceitar a premissa de que a Contabilidade deve adaptar-se aos fatos que se pretende demonstrar. Pietro Onida. dividindo seus estudos em estática patrimonial. ZAPPA dedicou especial atenção ao estudo dos réditos aziendais. Não admite o estudo científico da Contabilidade sem o conhecimento concomitante das doutrinas que. a Organização e a Contabilidade.. 20 2. ao seu lado. sistemas e processos de escrituração. teve o mérito de fazer distinção entre as três doutrinas que formam o conteúdo da economia aziendal. a dinâmica patrimonial tratava da movimentação dessa estrutura. quer sob o aspecto quer de . os aziendalistas cometeram o mesmo erro dos personalistas. encontraríamos tantos objetos especiais quantas fossem as variáveis que produzem mutações econômicas do patrimônio. formam a economia aziendal. colocando num plano só a Administração. pois. Embora esse aspecto ocupe lugar proeminente nos estudos contábeis. Não teríamos a síntese da caracterização da ciência contábil. que considerava objeto da economia aziendal o estudo da vida econômica da azienda relativo à organização e gestão. com Vincenzo Masi. que constituem o instrumental da ciência. Para ele.conceito vulgar de que a Contabilidade estuda os processos seguidos para a demonstração dos resultados da gestão. cujos precursores foram CERBONI e FÁBIO BESTA. Encontramos outro genial aziendalista italiano. enquanto os personalistas nos entregavam aos braços do Direito. Entretanto. dinâmica patrimonial e relevação ou levantamento patrimonial. representados mediante os métodos. ZAPPA coloca a determinação dos réditos. não é único. os aziendalistas fazem-no aos da Economia. pois há outros fins importantes que a Contabilidade observa e estuda. Como fim imediato da Contabilidade. concepção que reputamos restrita. como representante máximo da corrente aziendalista. é preciso que se note que esse autor subordina as formas ao estudo prévio dos fatos e às condições em que eles se desenvolvem para que as formas reflitam exatamente as causas e os efeitos dos fenômenos da administração econômica. que considerava como objeto de estudo da Contabilidade os fenômenos do patrimônio aziendal.8 Patrimonialismo Sua primeira formulação se deu em 1923.

não podemos deixar de reconhecer que requerem indagações acuradas.qualidade dos elementos. não se pode negar que se torna necessário observá-los. Masi teve como inspiração as obras de Besta. publica o artigo “A Contabilidade como Ciência do Patrimônio”. escreveu: 21 Se examinarmos os fenômenos fundamentais de contabilidade. evidenciando que muito se extrai da informação sobre o estado . Masi adotava a posição de que o mais importante como objeto de estudo é a essência dos fatos e não a sua forma de apresentação. primeiramente limitadas aos estudos dos instrumentos de levantamento patrimonial e sucessivamente se passou ao estudo do objeto de tais levantamentos. divergindo com essa idéia fundamental os estudos feitos pelas demais escolas de pensamento. fora da Itália. a base racional que permitia ter informações sobre tais relações e aspectos. Ora. expô-los procurar explicá-los.o patrimônio aziendal. sendo o levantamento patrimonial. publicado na Revista Italiana di Ragioneria. para lembrar só alguns do mais evidentes fenômenos contábeis já por nós referidos. Masi enunciava que se deve dar importância não somente ao aspecto quantitativo do patrimônio como também ao qualitativo. Em 1926. sempre estudou o patrimônio. mas as suas indagações foram no campo teórico. pois o ambiente da época não lhe favorecia com tantas idéias preconizadas pelos aziendalistas que formaram uma forte escola. as pesquisas do passado mas. de fato. que lhe foi peculiar. quer de suas expressões de valor. embora enunciasse seu próprio objeto de estudo. das entradas e saídas financeiras. de fato. na Revista Italiana di Ragioneria. Em 1924 com seu artigo “A pretesa bancarotta scientifica della Ragioneria”. próprios das ciências experimentais. das receitas. do rédito. Masi argumentava: 22 A concepção de Contabilidade como ciência do patrimônio não destrói. daí retirar normas de prática aplicação a casos concretos. confiando a Contabilidade não só o estudo do levantamento patrimonial. A Contabilidade. mas também e sobretudo aquele do objeto deste levantamento . mas de maneira científica. O Patrimonialismo só tomou forma apurada e teve divulgação. os fenômenos dos custos. depois. são todos investigados em suas fases de constituição e de evolução e apresentam problemas que sempre se apresentaram e sempre se apresentarão. observado nos seus aspectos estático e dinâmico -. munidos dos ensinamentos oferecidos pelas pesquisas feitas com o subsídio de métodos especiais de investigação. acresce ao conteúdo a importância e a dignidade científica.

mais precisamente. de prestação de contas etc. evidenciando as suas origens sob a forma de capital de terceiros ou de próprios. esta disciplina – demonstra-o toda a sua história – anda irreversivelmente ligada às idéias de riqueza. de gestão.patrimonial se forem observados os aspectos citados cumulativamente.2 Gonçalves da Silva. como podemos observar: Ao equilíbrio patrimonial expresso na situação líquida poder-se-á dar o nome de equilíbrio quantitativo integral. a Escola de Lisboa e o Patrimonialismo Seus conceitos doutrinários ficavam algumas vezes entre o Aziendalismo de Zappa e o Patrimonialismo de Masi. Sua principal preocupação foi a função do equilíbrio patrimonial e tomou tal posição como a que forma o objeto de estudos da Contabilidade. torna públicas suas idéias em 1929. além de suas leis. pois enfocava como equilíbrio as situações de estática patrimonial. visto que é o somatório de todas as posições de equilíbrio quantitativo elementar ou parcial. que é destinado ao uso produtivo. Gonçalves da Silva tinha convicção de que todas escolas se interligavam. e circulante que é destinado à realização do objetivo aziendal. embora grande parte deles se referenciem às idéias precursoras do grande gênio dessa escola. Era de pensamento predominantemente patrimonialista. Outra importância dada por Masi era a distinção dos tipos de aziendas em empresas. não se fazendo distinção entre eles. e enunciava: A Contabilidade – como é sabido – não se distingue apenas pelos processos de notação ou revelação utilizados. dividindo sua estrutura em capital fixo. Entendeu ele que o movimento que gera o fenômeno patrimonial nasce da ação administrativa e que a sua finalidade é a preservação de um estado de equilíbrio. aquelas destinadas à obtenção do lucro e as instituições com fins ideais.8. Ora. as hipóteses quanto ao que ocorria com a situação líquida da empresa. Podemos defini-la como uma forma de observação econômica e. isto é.23 O Patrimonialismo de Lopes Amorim considerava. Outros pensadores se destacaram além de Masi. como um conjunto de processos e de . Também se preocupou em conceituar o capital como um fundo de riqueza em constante movimentação.” 24 2. Caracteriza-se também pela natureza dos fenômenos que lhe cumpre revelar e pelos objetivos da mesma revelação.1 Jaime Lopes Amorim e sua Escola do Porto Com características próprias. Vejamos alguns destaques do Patrimonialismo.8. 2. dos diferentes elementos patrimoniais. divergindo de Masi.

proveitos e resultados etc. dos valores integrantes de uma fazenda.) derivam de operações ou acontecimentos que. ao registro e ao controle dos valores sujeitos a uma gestão. modificam a composição ou o valor de um patrimônio.preceitos atinentes à classificação. ou seja. de qualquer modo. saídas e existências. custos. As grandezas com as quais lidam os contabilistas (entradas. Do ponto de vista do administrativo. o aspecto patrimonial das operações efetuadas sobreleva todos os demais. 25 .

O capital representado pela riqueza acumulada deve ser conservado e renovado para manter sua utilidade potencial.2. o capital não se constitui de certo bem representativo. Klein. Desde 1928 seus estudos se voltaram para a prática contábil com vestes patrimonialistas. tomando como base as idéias de Fábio Besta (Controlismo).” O Patrimonialismo de Herrmann Jr. com sua obra Contabilidade Pura e. com bastante clareza. ou por uma união de indivíduos. considerou ser o patrimônio o objeto de estudo da Contabilidade. mas somente em 1949. Admitia que a finalidade dos estudos devia ser a da administração econômica para um controle efetivo. Considerado sob o ponto de vista da economia aziendal. sua verdadeira vocação. 2. Américo Matheus Florentino.4 Frederico Herrmann Júnior e o Patrimonialismo Com tendências iniciadas no Aziendalismo de Zappa. Neste processo evolutivo a constante convencional é a medida monetária e. que pôde ele evidenciar. O objeto da Contabilidade é o patrimônio e o fim o seu governo. com a obra Cinqüenta Anos de Contabilidade. Masi. porque consideramos necessário ampliá-la. o movimento consiste fundamentalmente numa procura de recursos financeiros a serem aplicados em bens destinados à circulação. por conseguinte. em princípio. Alberto Almada Rodrigues. Hilário Franco. dentre eles Frederico Herrmann Júnior. Olívio Kooliver.8. Sua linha de pesquisa foi seguida por vários mestres e escritores brasileiros. cuja constituição íntima deve ser conhecida e que se transforma e evolui sob o influxo da atividade humana. Sendo o patrimônio uma grandeza de constituição conhecida. foi consagrado quando em sua obra revelou: 27 Não hesitamos. Tolstoi C. que se transforma e evolui mercê . mediante um acréscimo de utilidade a ser distribuído sob a forma de rédito entre os agentes da produção econômica. aliando-se assim ao pensamento de Masi. Aceitamo-la. Conceitua o patrimônio em sua obra Contabilidade Superior: 26 O patrimônio é uma grandeza real.8 3 O brasileiro Francisco D’Auria e seu Patrimonialismo Em 1929. Sua expressão resulta da utilidade que todos os bens possuídos por um indivíduo. posteriormente. em princípio. embora tentasse conciliar as duas escolas de pensamento. têm como elementos de consumo ou instrumentos de produção de outras utilidades. a definição de V. enunciava em sua tese Tendências Positivas em Contabilidade suas idéias patrimonialistas. Álvaro Porto Moitinho. por isso.

entendemos necessário considerar os fins práticos visados pelo estudo da Contabilidade. para enunciar por meios de fórmulas racionalmente deduzidas. . os efeitos da administração sobre a formulação e a distribuição dos rédito. formulando a seguinte definição: Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio à disposição das aziendas. considerando que o capital deve ser conservado e renovado para que sua utilidade seja permanente e que no processo de sua conservação e renovação interessa o estudo dos réditos mediante os quais se realiza o bem-estar econômico dos indivíduos e das uniões de indivíduos que dispõem da matéria administrada. em seus aspectos estático e dinâmico e em suas variações.da atividade humana.

Consideremos. Inaugurava. Antônio Tonzig afirma que a Contabilidade consiste essencialmente na prévia descrição e avaliação dos elementos do patrimônio e da superveniência das rendas e despesas. caráter científico de conhecimentos ordenados que investigam as causas dos fenômenos. assim. porém em seu conjunto constituem objeto da Contabilidade. Francisco Dáuria.5 Hilário Franco e sua contribuição à Escola Patrimonialista no Brasil O mestre Hilário Franco recebeu o prêmio de melhor tese no V Congresso Brasileiro de Contabilidade (1950) com o título Fundamento Científico da Contabilidade. como ciência autônoma. à disposição de uma entidade econômicoadministrativa. pois. assim como os direitos e as obrigações pertencem ao campo da ciência jurídica. Evidentemente esse patrimônio deve ser considerado como um conjunto de relações jurídicas e econômicas.2. sobre a sua composição e variações. aceitamos como objeto único e exclusivo da Contabilidade o patrimônio. o patrimônio. diz: A Contabilidade tem por objeto o patrimônio administrável. a Contabilidade como possuidora de objeto próprio e exclusivo. Teremos. quando considerada sob outros aspectos e não como elementos formadores do patrimônio. o valoroso mestre escreve: 28 Escudado nos ensinamentos dos mais conceituados mestres da atualidade. são objeto exclusivo de uma ciência. Vincenzo Masi afirma ser a Contabilidade a ciência do patrimônio. que é o patrimônio aziendal. nos seus aspectos estático e dinâmico. tem por objeto o estudo do patrimônio aziendal sob o ponto-de-vista estático e dinâmico”. considerado. considerados como um todo. então. a azienda. . conforme o aspecto por que sejam eles tomados para estudo. que é a Contabilidade. em sua obra “Contabilidade Superior”. em sua citada obra Estrutura e Análise do Balanço. escreve: A Contabilidade. qualitativa e quantitativamente. pela sua imensa qualidade intelectual. objeto esse que dá ao estudo da Contabilidade. Os elementos do patrimônio constituem objeto de inúmeras ciências. Frederico Herrmann Júnior. Esses elementos.8. Os bens patrimoniais considerados isoladamente pertencem ao domínio de outras ciências. Quanto ao objeto da Contabilidade. num só todo indivisível. o que o Professor Lopes de Sá denominou de fase pré-filosófica da Contabilidade no Brasil. de fazer abstração das partes que o formam.

2.29 Entende-se por Sistemologia a ciência formal e lógica que estuda a estática e a dinâmica dos sistemas. Ela aplica-se universalmente a todas as ciências. 32 2. não foge à norma que requer a compreensão da essencialidade. D’Auria. O desenvolvimento de uma nova Corrente de Pensamento: Neopatrimonialismo Pouco se conhece dessa nova tendência do objeto de estudo para a Contabilidade. Surgiu. D’Auria tornar públicos seus pensamentos. e em 1997 a convite da Universidade de Servilha. na Universidade de Málaga. agrupar e classificar o seu objeto e deles tirar conclusões expressas em números segundo o espírito de cada uma das ciências que ela utiliza. Espanha. em 1992. Dr. Foi divulgado pela primeira vez ao público no XIII Congresso Brasileiro de Contabilidade (1988). afirmando que a Contabilidade é a ciência das contas aplicada aos movimentos dos ciclos de quaisquer operações. observou as possibilidades de generalizar a Contabilidade. Eloy Teixeira Azeredo 31 que o Universalismo surgiu muito antes de o Prof. e sua expressão qualitativa e quantitativa em qualquer instante.10 Os estudos concentram-se em obter uma filosofia do fenômeno patrimonial. isto é. dando-lhe amplitude tal que nenhum sistema do Universo pudesse escapar à sua alçada. organizando logicamente as relações que são responsáveis pelas causas dos fatos. Antônio Lopes de Sá. Dr. para enumerar. ainda não se constitui numa escola de pensamento.9 Universalismo Esta doutrina apresenta a Sistemologia. O Neopatrimonialismo teve sua origem com o Prof. A. segundo uma adoção de suas contas que permanece numa generalidade científica. pois muito ainda deve ser estudado e divulgado para que se possa admitir a formação de tal escola. depois em 1990. Revelam-nos os apontamentos do Prof. tendo como axioma a eficácia. Visa a universalizar o objeto da Contabilidade fazendo-o extensivo a todos os sistemas. Lopes de Sá foi criada pelo emérito Prof. que para o Prof. as variações e as suas causas. partindo do ponto de vista patrimonialista que adotava desde o início de suas publicações. como objeto de indagação. com a publicação de sua obra Concepts raisonnis de la Comptabilité économique. como ponto de partida de um entendimento racional. distinguido-as em relações lógicas dos seguintes tipos: essenciais. O Neopatrimonialismo. . segundo Antônio Lopes de Sá. 30 O Prof. na verdade. em 1930. com a edição da obra Teoria Geral do Conhecimento. Para o citado professor. Francisco D’Auria. suas estruturas e suas finalidades. com o francês René Delaporte. o fenômeno patrimonial. dimensionais e ambientais. no tempo e no espaço.

. 1998. ainda que pequeno. 8. 5. Não foi em vão que os tratadistas do passado provaram suas teses. subsidiando seus usuários oportunamente. 64.. 1994. As dimensionais. 1995. O Prof. Já as ambientais são formadas pelas relações de natureza administrativa. . a cada momento. . a finalidade. Dicionário de Contabilidade. mas de grande valia para nossa geração e as vindouras. . 111. Op. Belo Horizonte: UNA. 237. Básico: compreende os sistemas de liquidez. Dicionário de Contabilidade. Antônio Lopes de. Teoria da Contabilidade Superior. efeito. São Paulo: Atlas. cada uma das escolas descritas teve sua influência intelectual e cultural para que hoje possamos desfrutar de um arcabouço teórico. 1968. Esse desafio não se limita mais ao objeto de estudo. Teoria da Contabilidade. Op. tendo então os seguintes sistemas: 33 1. Antônio Lopes de. 3 CONCLUSÃO A Ciência Contábil passou por diversos estágios de maturidade cultural. p. Jaime Lopes. 68 . 3. Mundo da Contabilidade. qualidade e quantidade. mas abrange também o fenômeno patrimonial dentro do ambiente social. cit. Auxiliar: compreende os sistemas de produtividade e invulnerabilidade. com certeza deram sua parcela de contribuição para o desenvolvimento de uma escola que pudesse contemplar os anseios antes nãorealizados. p. P. Porto: Avis. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. cit. econômica etc. 1997. que permanece até hoje em busca constante de seu objeto de estudo. p. um desafio para os futuros tratadistas da Contabilidade. AMORIM. p. Lopes de Sá procura fazer uma classificação dos sistemas por hierarquia de necessidades. Muito se deve avançar no campo do saber contábil. 9. Mundo da Contabilidade. . 28. cit. o meio patrimonial e a função. 3. p. 1968. 66 . p. São Paulo: Atlas. 4. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. espaço. Porto: Avis. p. 2. SÁ. Complementar: sistema de elasticidade. se referem às relações de causa.As relações essenciais compreendem a necessidade. por mais esdrúxulas que pareçam em nossa época. cada vez mais complexo.. 7. A ciência requer constante evolução. São Paulo: Atlas. pessoal. tempo. 95. . 38. p. rentabilidade. 6. Surge. 185. estabilidade e economicidade. 2. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. Evoluiu lenta e seguramente consoante seu aprimoramento cultural. a fim de contribuir com o trato de seu campo de aplicação. Op. SÁ. História geral e das Doutrinas da Contabilidade.

1993. 44. 12. SÁ. 361. p. Op. MASI. 21. cit. 19. p. Op. in SÁ. 22. cit. p. 30. cit. Op.. cit. Frederico. SÁ. p. in SÁ. Op. p. 15. Francisco. in SÁ. p. Op. HERRMANN Júnior. 73-74. ROSSI. 71 11. p. Doutrinas Contabilisticas. p. V. USP. Op. Contabilidade Superior. Belo Horizonte: UNA. cit. 13. . 103. in . 252. Vincenzo. Dicionário de Contabilidade. 6. Mestrado FAF/UERJ. 1997. cit. p. Op. cit. cit. 25.. cit. cit. Dicionário de Contabilidade. . 460. . 145. Lições de contabilidade geral. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. Giovanni. I reddito di impresa. Dicionário de Contabilidade... SÁ. Contabilidade Superior. 26. 24. HERRMMANN Júnior. Frederico. ZAPPA. Reggio Emilia: Artigianelli. p. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. 31. Op. reimp. 16. Op. 77. 1959. cit. p. História geral e das Doutrinas da Contabilidade.. cit. 1978.. 1992. Eloy Teixeira. ed. História geral e das Doutrinas da Contabilidade.. Op.. Antônio Lopes de. 76. p. in SÁ. AZEREDO.. AMORIM. 1946.11. p. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. Jaime Lopes. 33. cit. . p. Op. FRANCO. 29. Vila Nova de Famalicão: Centro gráfico de Famalicão. Antônio Lopes de . 1998. fasc. 349. cit. p. Dicionário de Contabilidade. HERRMANN Júnior. Frederico.. Op. 9394. Milão: Giuffré. . in Revista Italiana di Ragioneria. SÁ. Contabilidade Superior.. cit. 2 ed. 50-52. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. cit. La ragioneria e la scienza del patrimonio. Dicionário de Contabilidade. F. 1882. 94. 28.. p. p. Op.. in SÁ. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. p. Antônio Lopes de. 116. 143. 265. 27. 1949. 147. . p. Op. D’AURIA. 23. São Paulo: Atlas. p. p. Antônio Lopes de . Antônio Lopes de. p. Op.. p. p.10. Dicionário de Contabilidade. 253. SÁ. São Paulo: Atlas. Antônio Lopes de. 58. Antônio Lopes de. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. Teoria Geral do Conhecimento Contábil. 254. cit. L’ente economico-amministrativo. Antônio Lopes de . 20.. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. Op. . 14. Op. Antônio Lopes de . Primeiros princípios de contabilidade pura. Roma: 1941. Dicionário de Contabilidade. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. 3. Antônio Lopes de. Antônio Lopes de .. 445. 162. 17. cit. Porto: Empresa Industrial Gráfica do Porto: 1929. 125. 1. p.. 50 Anos de Contabilidade. Evolução do Pensamento Contábil – Teoria Universalista. SÁ. p. p. 99-100. Op.. 32.. Op. História geral e das Doutrinas da Contabilidade. 18.. São Paulo: Atlas. Hilário. 52. Gino. cit.. SILVA. Gonçalves da. .