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CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS HORTOLÂNDIA CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

O HANDEBOL ADAPTADO PARA CADEIRANTES:
UMA PROPOSTA SÓCIO-EDUCATIVA PARA ENSINO E APRENDIZAGEM

RICARDO FRAGNAN

HORTOLÂNDIA

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2008

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RICARDO FRAGNAN

O HANDEBOL ADAPTADO PARA CADEIRANTES:
UMA PROPÓSTA SÓCIO-EDUCATIVA PARA ENSINO E APRENDIZAGEM

Trabalho monográfico apresentado para a obtenção do título de licenciatura pelo curso de Educação Física do Instituto Adventista de São Paulo Faculdade Adventista de Educação Física Curso de Educação Física Orientador: Prof. Ms. Riller da Silva Reverdito

HORTOLÂNDIA 2008

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Trabalho de conclusão de Curso elaborado por Ricardo Fragnan, para obtenção do título de Licenciatura em Educação Física, sob o título “ O Handebol proposta Adaptado para Cadeirantes: para ensino uma e sócio-educativa

aprendizagem”, apresentado e aprovado no dia 10 dezembro de 2008, por banca composta pelos seguintes membros:

______________________________________________________ Prof. Ms. Riller da Silva Reverdito

______________________________________________________ Dr. Rita de Fátima da Silva

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Dedico esse trabalho primeiramente a Deus e a minha família, pois foram eles quem me deram condições para chegar ao término do curso, especialmente para minha mãe Rose por seu carinho e amor, meu pai Luiz pela confiança que depositou em mim e ao meu (mano) Rodrigo por suas ajudas esporádicas.

15 AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus por ele existir e ter me concedido a conquista de um dos meus sonhos. Larissa. A todos os companheiros de sala. O meu muito obrigado. Nilda. Agradeço aos professores. Alcides. Edson. Wellington. Rita. serei sempre grato. Chárles. Narcísio. Denise. mesmo que isso custe recomeçar mais de uma vez. Marenos. Flávia. Márcia. . Carlinhos. pois me deram muita força nessa caminhada. Helena. sem citar nomes. por seu empenho na arte de nos ensinar. de sacrifício e dedicação que alcançamos esta vitória. O meu muito obrigado! Serei muito grato ao Professores: Barbosa. Telmo. Riller que além de orientador foi um amigo compreensivo. que me ensinou a busca de aperfeiçoar. Júlio. para não ser injusto. a descobrir. Renato. Josiane. Para Prof. amigos. Valdemir. Ademilson. perseverar e nunca desistir. Ms.

Salmo: 37-05 .16 Entrega o teu caminho ao Senhor. e tudo Ele fará. confia Nele.

......................................6 Tênis de mesa...................... 34 .... 32 3...1....17 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...............1 Regras do Handebol adaptado......................................... 18 2 JOGOS COLETIVOS ADAPTADOS......... 27 2...............2.............5 Natação............1 PRINCIPAIS MODALIDADES COLETIVAS ADAPTADAS.....2...... 21 2.............2............1.........2 PRINCIPAIS MODALIDADES INDIVIDUAIS ADAPTADAS 24 2....2...................................................2.....4 Evolução........ 27 2.....3 Futebol de 5....4 Futebol de 7..........................................2.......................................................3 Halterofilismo......2.... 31 3........................................... 28 3.....2....................................................4 Judô...................................................2 INICIAÇÃO EM HANDEBOL ADAPTADO......................... 28 3..............................2 Vôlei Sentado............. 10 1 DESPORTO ADAPTADO NO BRASIL................................................................................................ 23 2......2.................................... 12 1.............3 Adaptações do gol e da área........7 Tênis em cadeira de roda....2 Modalidades do Handebol Adaptado.......2 Atletismo.....1.......................................................................................................1 CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA O DESPORTO ADAPTADO..............................1 METODOLOGIA ADAPTADA DO HANDEBOL......................................................................................................2.... 26 2........ 27 3 PROPOSTA PARA UMA ABORDAGEM PEDAGÓGICA SOBRE O ENSINO DO HANDEBOL ADAPTADO PARA CADEIRANTES......1................................................... 24 2..1 Basquete...............................................1 Bocha....................................2 TIPOS DE NECESSIDADES ESPECIAIS......2...... 23 2.... 27 2............ 22 2............. 33 3............... 22 2........... 15 1........ 24 2................. 33 3................. 27 2............

....................................................... 44 REFERÊNCIAS......... 45 ....................... Jogo Passivo....4....4........... 43 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.6 ADAPTADOS: USUFRUINDO PRINCÍPIOS DOS PROCEDIMENTOS ATRAVÉS DA PEDAGÓGICOS. 34 3..5 Manejo de bola......1 Espaço de jogo....................................................4...........2................................................................4 Participantes...................... 41 3...........4.....................18 3.............................................5 Regras.................................................... 40 3.......5 AGENTE PEDAGÓGICO NO ENSINO E DOS JOGOS COLETIVOS 3........................... 41 3....... 36 3..........4......................................................................................................4 POSSIBILIDADES DE VARIAÇÕES.....................................2 O elemento bola..................................................... 40 3.................. 41 BENEFÍCIOS PRÁTICA.............3 INICIAÇÃO AO HANDEBOL ADAPTADO............. 41 3.............3 Gol ou Baliza.................... 41 3...................................................................

contribuindo para seu desenvolvimento social. levando-se em conta minha própria condição especial. Handebol. Consideramos nossa pesquisa de suma importância para a área de Educação Física. Palavra chave: Desporto Adaptado.19 RESUMO O handebol adaptado para cadeirantes: uma proposta sócio-educativa para ensino e aprendizagem. Almejamos proporcionar aos indivíduos com tais necessidades. Educação Física . Temos como objetivo a elaboração deste projeto para a inclusão de pessoas com necessidades especiais nas aulas de educação física.estar. uma proposta de inclusão na prática do handebol adaptado. no sistema regular de ensino. No primeiro capítulo abordaremos sobre a história do desporto adaptado no Brasil. Ainda as modalidades de esportes adaptados que existem e que são praticados por pessoas com Necessidades Especiais. Já no terceiro capítulo. A partir desta nossa pesquisa tencionamos promover uma conscientização quanto às possibilidades que Pessoas com Necessidades Especiais têm. nas escolas regulares. é apresentada uma proposta cabível aos professores de Educação Física. Apresentaremos metodologicamente a iniciação do handebol adaptado. uma vez que não encontramos projetos sócio-educativos voltados para a população com necessidades especiais. O corpo teórico é composto de três capítulos divididos em sub-capítulos e tópicos. cognitivo. Aliada a essa questão. . e bem . uma vez que sou “cadeirante”. necessidades especiais. assim como aqueles que não as apresentam. existe a nossa participação no grupo de handebol adaptado na Faculdade de Educação Física – UNICAMP. bem como as contribuições da Educação Física para o esporte adaptado compreendendo a pessoa com necessidades especiais nas aulas sintetizando as terminologias das “deficiências”. No segundo capítulo abordamos os jogos coletivos adaptados e respectivos autores que sintetizaram sua forma de ensino.

oferecendo uma enorme possibilidade (socialização. desenvolveram algumas instituições. No primeiro capítulo. Garganta (1998). o prazer que o jogo proporciona) entre outros aspectos. IWBF. seus benefícios com a inclusão. ligando ao handebol adaptado. estaremos retratando sobre o início do desporto adaptado no Brasil. . Nosso trabalho tem como objetivo de estar apresentando o Handebol Adaptado para cadeirantes: proposta sócio-educativa para ensino e aprendizagem. devido acidente Srs. Ainda o autor descreve que. buscaram tratamentos nos Estados Unidos e se impressionaram com a qualidade que este oferecia às pessoas acometidas de lesões. Strapasson (2007). colocando sua proposta no ensino dos jogos adaptados. quando retornaram ao Brasil. ABVP. (2008). como os jogos coletivos adaptados podem ser uma forma de sociabilizarão com outras pessoas. segundo Araújo (1998). (2006). No segundo capítulo estaremos relatando sobre a forma de ensino dos esportes adaptados segundo a referência: Paoli et al. (1984). (1998-2008). para aquelas com algum tipo de deficiência. e Sergio Serafim Del Grande.20 INTRODUÇÃO Muito tem se discutido sobre o desporto adaptado. Já no terceiro capítulo iremos relatar a forma metodológica de ensinar aos alunos a prática do handebol adaptado. entendendo sua forma de compreender o jogo. CEAPPD. com uma metodologia voltada para pesquisa bibliográfica e proposta sócio-educativa. URECE. HSW International Inc. (2002). para ensinar as pessoas com Necessidades Especiais a compreender sua necessidade e ter a vida de superação através do esporte. integração. Reverdito (2005). Robson Sampaio de Almeida. autonomia. exemplificando alguns jogos e brincadeiras. autoconfiança. Este relata que duas pessoas ficaram lesadas. Scaglia (2003). (1981). Retratamos também.

]”. bastante fascinante e até mesmo arrebatador. logo.. muitas vezes. seus alunos compreenderão os benefícios. pois o aluno não precisa aprender para jogar. 12).21 Corroborando com Paes (2002) apud Costa ([s. confusão e clareza. Por outro lado. do simples para o complexo e do conhecido para o desconhecido [. Trata-se da forma de compreender. ordem e desordem. tendo em conta aquilo que o praticante já conhece e é capaz de fazer”. sem eliminar a simplicidade e tampouco a complexidade”.. simples e na mesma hora se torna complexo. problemas. 53) “O jogo é complexo. “A construção das situações de aprendizagem deve partir duma hierarquização dos requisitos para jogar. o profissional educador perceberá que. à medida que forem avançando.. Segundo Garganta (2002 p.] passagem do fácil para difícil. Para Scaglia (2003 p. Dessa forma Michael (2006) a questão da aprendizagem deverá acontecer individualmente à medida que cada aluno vai descobrindo a sua melhor forma de compreender as intervenções propostas no jogo. O mesmo autor nos relata o quanto o jogo é algo. e sim jogar para aprender.8) “[. O professor colocará intervenções nas brincadeiras e os alunos terão que descobrir a maneira para marcar o ponto. com a prática do handebol adaptado. 94) o “jogo é possível”. jogando coletivamente com os outros. que não prevê apenas soluções. desenvolvendo métodos eficazes para o objetivo ser alcançado (gol). Para o entendimento dos mesmos e na visão do professor atento à compreensão dos alunos como executores dos problemas que o jogo lhes trará. coabitam um mesmo sistema. mais mostrará respostas e novos desafios. mas.. . certezas e incertezas. Mas Scaglia (2003) relata que quanto mais for jogado.d] p. tornando-lhes investigadores do problema que o jogo lhes apresenta. Mesquita (2004) apud Reverdito (2005 p. com a prática do desporto adaptado.

para maximizar a independência pessoal. deu-se através de iniciativas de duas pessoas que procuraram o serviço de reabilitação nos Estados Unidos. a autoconfiança física. Del Grande (1996) apud Araújo (1998 p. Na ocasião não havia instituto de reabilitação no Brasil e a equipe médica que me atendeu disse que. visando à qualidade de vida. psicológica e social. (2008) o histórico do início do desporto adaptado no Brasil. em seis de dezembro de 1959. se eu tivesse condições financeiras. e Sergio Serafim Del Grande.22 CAPÍTULO I 1 DESPORTO ADAPTADO NO BRASIL Com base nos estudos de Araújo (1998) e outros autores tais como Seabra Silva et al. Estas orientações estão relacionadas com os cuidados pessoais. equilíbrio e controle que a lesão permitir (Araújo – 1998). então residente no Rio de Janeiro. Foram eles os Srs. causadas em decorrência da lesão medular. O objetivo de reabilitação de longo alcance seria levar o paciente a alcançar o mais alto grau de saúde. Del Grande explica que após um traumatismo raquimedular. o bem estar espiritual. a orientação sexual e a preparação entre o ser “doente” ou estar “apto”. 28). da cidade de São Paulo. o clube de Paraplégicos de São Paulo embarcava em Bueno Aires e dava início aos . jogando futebol no colégio Arquiodicesano de São Paulo.” Ainda procurando uma explicação sobre o que se entender por reabilitação. já que. Relata ainda que. após ficarem com lesão e traumatismo na coluna vertebral em decorrência de acidentes. é geralmente correspondente a busca de meios que levem essa pessoa a conviver com as limitações corporais e orgânicas. relata: “Eu fiquei paraplégico em 1951. devido a um traumatismo com a trave do gol. na década de 50. Robson Sampaio de Almeida. até o momento a medicina não conta com recursos para restabelecer lesões do sistema nervoso. deveria ir para os Estados Unidos em busca de uma reabilitação adequada. independência. através de entrevista de fatos ocorridos.

e Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE). Em 1960. Chile. realizados em Bueno Aires. Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA). outros dois confrontos aconteceram. (2004 p. Luna Park e Mar Del Plata. como: Estados Unidos. Segundo Itane et al. que agregava as pessoas com qualquer tipo de necessidade especial. Canadá. para estabelecer contatos com as equipes dos outros países. o qual se deu em dezembro de 1959. houve a necessidade de criar novas entidades para atender as diferentes necessidades. Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). A Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Mentais (ABDEM) é uma associação independente. Uruguai e outros também pela necessidade de intercâmbio entre profissionais. Com a participação crescente de pessoas com necessidades especiais na prática esportiva. no ginásio de esporte do Maracanâzinho. a partir de 1969. através das iniciativas de Sérgio Serafim Del Grande e Robson Sampaio de Almeida. Peru. Em 1960 e 1961. Este movimento foi fortalecendo e passou a buscar contatos internacionais. os quais foram vencidos pelos cariocas por esta população. Essas entidades têm como principal objetivo fomentar o desenvolvimento do paradesporto organizando ou apoiando competições em níveis regionais. com a criação da ANDE . compreendem cinco associações esportivas distintas: Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC). que procuravam a conhecer outras modalidades esportivas que ali seria praticada. Argentina. A participação do Brasil nesse evento foi de suma importância. para participar do II Jogos Pan-americanos. México.1) diz que: A estrutura do esporte em âmbito nacional para pessoa com necessidades especiais iniciou-se em 1975. Concordando com Araújo (1998) o desporto adaptado passou a ser praticado por pessoas especiais no Brasil. Foram jogar contra os clubes Marcelo Joca Fitte. realizado em Roma e que houve o primeiro confronto entre as duas equipes brasileiras. Atualmente. Estas entidades compõem o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).Associação Nacional Desporto para Excepcional.23 primeiros contatos. quando foi formada a primeira seleção. o clube dos Paraplégicos de São Paulo participou do I Campeonato Mundial. Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS). nacionais e . no campo esportivo e social entre pessoas portadoras de deficiência de dois países. sendo os paulistas os vencedores por 22x16.

Instituições Federação Nacional das APAES Associação Nacional Desporto para Excepcionais Associação Brasileira de Desporto para Cegos Associação Brasileira de Desporto em Cadeiras de Rodas Confederação Brasileira de Desporto de Surdos Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Mentais Associação Brasileira de Desporto para Amputados Associações Olimpíadas Especiais no Brasil Comitê Paraolímpico Brasileiro Siglas FENAPAE ANDE Data Criação 10/11/1962 18/8/1975 População Atendida APAEs Deficientes Mentais Deficientes Físicos (principalmente PC) Sites Não encontrado www.br ABDC 19/1/1984 Deficientes Visuais www. e junto ao Comitê Paraolímpico Brasileiro a participação das equipes nacionais nas Paraolimpíadas.br Special Olympics CPB 8/12/1990 Deficientes Mentais www. Para uma melhor visualização de quais sejam estas instituições reunimos na tabela 1 o nome da instituição.com.org.ABDC.com.br CBDS 17/11/1987 Deficientes Auditivos www. existem ainda a Federação Nacional das APAEs (FENAPES) e a Associação Olimpíadas Especiais do Brasil. (2004) . a data de criação.br ABDEM 17/5/1989 Deficientes Mentais www.b r 30/8/1994 ANDE.br ABDA 24/8/1990 Associações filiadas que atendem Amputados www.abdem. Além dessas entidades.org.24 internacionais. sua sigla.abradecar.ABRADECAR.olimpiadasespecial.cbds.cpb. CBDS.com.org.org.ABDEM e ABDA www.ande.br ABRADECAR 9/12/1984 Instituições filiadas atendem Deficientes Físicos www.br Fonte: Adaptado ITANE et al.org.abda. ambas atendem pessoas com deficiência mental.abdcnet. a população atendida e seu site.

para acolher. (Pessoas com Necessidades Especiais) “No período de 1920 a 1950. englobando a (EF) Corretiva” (Seabra Junior et al. (Rodrigues [s. mas apóia a todos.” . de forma apropriada e com alta qualidade. surge (EFA) Educação Física Adaptada.C. a Educação Física corretiva se desenvolveu separadamente da (EF). Concordamos com Rodrigues ([s. 85). prevenindo distúrbios físicos. exercícios e massagens tinham grande valor medicinal. para que obtenham sucesso na educação escolar de modo geral. pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola. Nas escolas com seu paradigma de inclusão destacamos: “O desenvolvimento de uma educação apropriada e de alta qualidade para alunos com necessidades especiais na escola regular” requer o paradigma da inclusão obrigatoriamente. não só à deficiência.).d] p. 4).d] p. Mantoan (1998) apud Alves (2005 p. Desta forma na Europa no sec. mas também no sucesso. mas a todas as formas de diferença dos alunos (culturais.5) que afirma: “A escola inclusiva procura responder.” Para intensificar o que foi dito por Rodrigues. todos de uma forma global. “a inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional. etc. 35) diz que. pessoal administrativo. sendo estes professores. Em 1952. a educação inclusiva recusa a segregação e pretende que a escola não seja só universal no acesso. 2008 p. XVIII foram criadas medidas recreativas e esportes para pessoas PNEs.25 1.. aluno. étnicas. acreditava-se que a atividade física. além daqueles.1 Contribuições da Educação Física para o Desporto Adaptado Seabra Junior et al (2008) nos anos 3000 a 2500 a. Desta forma.

” . 42): “A inclusão social. proporcionar-se-á aos alunos. Considerando a diversidade presente entre os alunos portadores de alguma necessidade ou não. com experiências que realcem a cooperação e a solidariedade” (Rodrigues [s. como cidadãos ativos e atuantes. é um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações.d] p.11). 34).” Segundo Labronici et al. 2): “A área de educação especial vive um importante momento de inflexão.26 Alves (2005) descreve que as pessoas com Pessoas com Necessidades Especiais. mobiliários e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas. oferecendo aos portadores de deficiência física a oportunidade. equipamentos. “Mostrar. sua competência através de uma prática esportiva coerente. no desporto “podem usar o corpo. num contexto de amplas reformas na educação geral. (2000 p. E para Sassaki (1997 p.” Assim. pequenas e grandes. nas instituições escolares da rede de ensino regular. e que colocam novas questões para o desafio de assegurar uma educação de qualidade para os alunos com necessidades especiais. objetivos e metas a serem alcançadas. destacamos o que diz Ferreira (1998) apud Florence e Araújo (2004. portanto do próprio portador de necessidades especiais. p. respeito e aceitação é fundamental” (Leitão e Almeida 2003 p. num ambiente de maior igualdade. ambientais e sociais. portanto. o movimento no jogo. Falando-se em inclusão alguns autores contribuem tentando conceituá-la.1) os benefícios que os esportes adaptados proporcionam as pessoas com necessidades especiais são: “A participação em diferentes atividades tem recebido atenção crescente. nos ambiente físicos (espaços interno e externo. aparelho e utensílio. a expressão como oportunidades de superar as diferenças. que freqüentemente são impossibilitados pelas barreiras físicas. novas concepções de estudos. de experimentarem sensações e movimentos.

de estratégias pedagógicas. 2). portanto. modificação das práticas educativas para que de fato todos os alunos realmente aprendam. A Declaração de Salamanca apud Oliveira (2002 p. sua inclusão com pessoas ditas . de modo a garantir um bom nível de educação para todos. Tendo o apoio de outros profissionais. adaptando aos vários estilos e ritmos de aprendizagem. que haja a modernização da escola. independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem. As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos. precisando o profissional ter uma formação que proporcione aulas igualitárias a todos os alunos com deficiência ou não. sempre que possível. um conjunto de apoios de serviços para satisfazer o conjunto de necessidades especiais dentro da escola. como forma de inclusão. também contando com a colaboração da escola para disponibilizarem materiais adaptados. As escolas inclusivas devem atender a todos.1): “O princípio fundamental das escolas inclusivas consiste em que todos os alunos devam aprender juntos. sendo ele adaptado ou não. além.” Stainback e Stainback (1999) acreditam que as escolas inclusivas são aquelas onde todos os alunos. É preciso. de utilização de recursos e de uma cooperação com as respectivas comunidades. através de currículos adequados. se interagem como personagens em todas as aulas.” Oliveira (2002).27 Concordando com Santos (2001) apud Florence e Araújo (2004. p. que sustenta essa concepção de que para: “A inclusão de todos os alunos é preciso que todos os educadores se submetam a novas reformulações. E proporcionando o imenso prazer que o jogo lhe traz. de uma boa organização escolar. é claro. novos posicionamentos. Segundo o autor seus companheiros aprendendo modalidades adequadas dos jogos convencionais e não convencionais.

(2000 p. Paralisia cerebral. Paraparesia. temporária ou permanente. Paraplegia. e sua denominação varia de acordo com o membro afetado. mais terão a possibilidade de ampliar o entendimento de regras”. Incluem-se nessas a ocorrência de uma anomalia. “deficiência é perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica. Tetraplegia. podendo se apresentar da seguinte forma: Monoplegia. não podemos achar que essas pessoas vivem em um mundo somente de escuridão. defeito ou perda de um membro.2 Tipos de necessidades especiais Segundo Maria Amiralian et al. órgão.d] p. Triparesia. inclusive das funções mentais. pois já adquiriram uma forma de “ver” o mundo. fisiológica ou anatômica. (DIEHL 2006 apud MARQUES e SILVA 2008.1). p. Hemiparesia. no sentido de podê-lo utilizálos nas tarefas do cotidiano. Segundo uma pesquisa realizada pela Prefeitura da cidade de São Paulo ([s. Amputação ou ausência de membros do corpo. Na relação com deficientes visuais. temos que compreendê-los. É a impossibilidade de perceber os estímulos visuais. tecido ou qualquer outra estrutura do corpo. Tetraparesia. acarretando o comprometimento da função física. Hemiplegia.1).1) o sufixo “plegia” refere-se às paralisias completas e “paresia” às incompletas ou parciais. “Quanto mais os alunos aprendem variações de jogos ou novos jogos. . A Deficiência Visual pode ser definida como perda ou mau funcionamento de suas capacidades de distinguir se a algo próximo de si mesmo não podendo tocá-lo e a não captação de algum foco de luz. Representa a exteriorização de um estado patológico. Triplegia. com a possibilidade de terem sua própria vida e conseguir construir uma família e se socializar com o mundo exterior. uma perturbação no órgão”. Monoparesia. 1. A Deficiência Física deve ser entendida como uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano.28 normais. refletindo um distúrbio orgânico.

habilidades sociais. mesmo com a utilização de aparelhos. A Deficiência Mental é definida como o mau funcionamento de suas funções de raciocínio.05 no melhor olho.3 e 0. antes dos dezoito anos e com limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. A Deficiência Auditiva se caracteriza pela perda total ou parcial da capacidade de ouvir. de lazer e de trabalho. a fim de prescreverlhe os apoios de que necessita (Prefeitura da cidade de São Paulo ([s. ou alguma percepção da luz. As pessoas surdas podem utilizar diferentes meios para se comunicar. . cuidados pessoais. de quarenta e um decibéis (dB). Diminuição do campo visual: os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º.29 A deficiência visual recebe classificações: Cegueira: a qualidade visual igual ou menor que 0.d] p. mas com incapacidade para reconhecer a forma de uma mão em qualquer distância ou sentido. saúde e segurança. com a melhor correção óptica. Classificação esportiva: A classificação esportiva é utilizada nas competições e está especificada da seguinte forma de acordo International Blind Sport Association (2005): B1: Ausência total da percepção da luz em ambos os olhos.05 no melhor olho. tais como: comunicação. Baixa visão: a qualidade visual entre 0.1). B3: Desde uma acuidade visual superior a 2/60 metros até 6/60 metros e/ou um campo visual de mais de 5º e menos de 20º de amplitude. Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. com a melhor correção óptica. B2: Da habilidade de reconhecer a forma de uma mão até uma acuidade visual de 2/60 metros e/ou um campo visual inferior a 5º de amplitude. utilização dos recursos da comunidade. habilidades acadêmicas.

comportamento e interação. A Deficiência múltipla. Há alternativas que são complementares ao processo comunicativo. física). motores e mentais. A prática desportiva possibilita ao portador experimentar o conhecimento e a convivência que significa a superação de limites e a confirmação de que pode conquistar e viver esse prazer (ARAÚJO. recursos visuais (fotos. Deficiência mental/visual (DM/DV). com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa designa as pessoas com duas ou mais deficiências associadas aos estímulos sensoriais. Em outros casos. Deficiência auditivo-física (DA/DF) (ZANINI. visual. 2006). desenhos. Geralmente. Deficiência visual/física (DV/DF). . acarretando e comprometendo sua aprendizagem.) e outros. as “necessidades especiais” da criança são percebidas pela própria família.30 de acordo com sua experiência de vida. o indivíduo que possui duas ou mais deficiências primárias (mental. pelo médico ou pela comunidade. 2007). etc. 1998). a identificação é feita pela equipe escolar no contato diário com o aluno (CARVALHO et al. Libras (Língua Brasileira de Sinais) e leitura labial. Deficiência mental/auditiva (DM/DA). gestos naturais. Deficiência visual/auditiva (DV/DA). psicológicos. Estes meios podem ser: lingüístico – quando se utiliza escrita. auditiva. A dupla deficiência pode ocorrer da seguinte maneira: Deficiência física/mental (DF/DM). denominadas de para-lingüísticas expressão corporal.

A colaboração mútua deixa a aula bastante criativa. diz que o jogo é uma metodologia que deve estar presente em todas as aulas de ensino/aprendizagem. Garganta (1998). 2008). Concordando com Paoli et al. Dessa forma o autor Farinatti (1995 p. quanto às regras.1) afirma que: “O repertório de movimentos de uma criança reflete mudanças universais.1): “Daí a importância dos jogos como método eficiente para o processo ensino-aprendizagem dos esportes. Paoli et al. JOGOS COLETIVOS ADAPTADOS Um dos maiores desafios para o Educador físico é fazer com que as crianças se motivem e se envolvam. pelo fato de ser algo de muita motivação e é o melhor indicativo de sua evolução e das limitações que os jogadores vão revelando. afetivo. decisivo e lógico motor.31 CAPITULO II 2. (2008 p. para a busca do companheirismo e verificação das capacidades aprendidas dos mesmos e para trabalhar suas limitações. 35) apud Paoli et al. Com isso terão socialização e interação uns com os outros. no entendimento do jogo. (2008) afirma que deve haver clareza ao se estar incluir todos os participantes da turma nas aulas. no esporte coletivo é fundamental para o aprendizado e a coletividade do grupo. . e seus participantes trabalhem o processo cognitivo. sistemáticas e sucessivas. (2008 p. pois o entusiasmo de aprendizagem e a prontidão de entrada e de rendimento geralmente são grandes”. com o intuito de facilitar o aprendizado (Paoli et al.” Reverdito (2005). fruto do amadurecimento das estruturas do sistema nervoso central e de sua integração com o sistema motor.

vai se ajustando e criando uma nova ordem”. 2002 p. à medida que nele a desordem desencadeada. 2003.1 Principais Modalidades Coletivas Adaptadas 2.1 Basquete Segundo a Federação internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas (IWBF. (SCAGLIA. O objetivo de cada equipe é marcar pontos na cesta de seus adversários e impedir que a outra equipe marque pontos”. 83) Desta forma concordamos com o princípio metodológico proposto por Reverdito (2005): Recorremos nessa proposta às emergências surgidas no ambiente do jogo. espaço temporal e medidas sócio-educativas de cooperação e convivência com o meio. “a solução do jogo (o seu caótico desenvolvimento). 2. A desorganização é sempre acoplada à idéia de reorganização”. p.2) diz que o “Basquetebol em cadeiras de rodas é controlado por oficiais. a meta é alcançar e superar o desenvolvimento de seu raciocínio. oficiais de mesa. Ou seja. p. 81) “a desordem pode ser vista como um problema gerado pelo e no jogo (jogar o jogo). comissário e um classificador. capaz de potencializar e permitir transferir os diversos conhecimentos surgidos para a aprendizagem do jogo de handebol. possam estabelecer uma nova ordem.32 Para Scaglia (2003.1. A Federação internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas (IWBF. Dessa forma. Essa desordem levará à construção criativa de uma nova ordem. 2) “o basquetebol em cadeiras de rodas é jogado por duas (2) equipes de cinco (5) jogadores cada. que através das interações complexas dos elementos constituintes do jogo. nascerá no bojo dessas interações. 2002 p.” . a resposta para os problemas pertinentes que o agente transmissor irá propor na sua forma de ensino. privilegiando a desordem.

variando de 1. ficando apenas na sua zona retangular.5 (quatro pontos e meio) pontos.80 cm.1. Somente a contagem dos pontos é modificada. com o intuito de facilitar sua localização pelos atletas (URECE. seqüela de poliomielite e outras disfunções que os impeçam de correr. um total de 14 (quatorze) pontos” (RAMOS e BARROS. ou seja. 2. São quatro jogadores na linha e um goleiro (URECE. Os jogadores podem encostar um na perna do outro da equipe. são cinco classes funcionais. Composta por quatro jogadores na linha e um no gol. “Atualmente. saltar. sem marcação de falta.3 Futebol de 5 Nesta modalidade os jogadores devem ser cegos (somente o goleiro pode enxergar).2 Vôlei Sentado O Vôlei sentado é jogado com a rede na altura de 0. É praticado por indivíduos que sofreram lesões medulares. A bola possui um guiso para facilitar sua localização. Somente os goleiros podem enxergar. (ABVP. um compensado que fica nas laterais da quadra evitando sua saída. os chamados videntes. O sistema de classificação funcional foi introduzido para produzir uma competição justa entre os atletas. e o saque já pode ser bloqueado (ABVP. (IWBF. 2006). 2006). é permitido bloquear o saque. Dentro da bola desta modalidade existe um guizo. sendo que a altura da rede é reduzida em relação à rede do vôlei convencional. . amputações. segundo a Federação Internacional de Stoke Mandeville. 2004 p.33 As regras desta modalidade são bastante semelhantes a do basquete convencional. pular. 2. 2002). sendo que somente na linha de fundo a bola pode sair. 1981). que mede 2 por 5 metros. 1981). orientando os jogadores de sua equipe. Nesta modalidade. Além disso pode ficar um chamador atrás do gol adversário.1.0 (um) ponto até 4. Cada equipe é composta de cinco jogadores e poderá somar no máximo. 1). É necessária uma modificação chamada de “Banda Lateral”.

sendo necessária a entrada de um C5 ou C6.1 Bocha Dentre as principais modalidades adaptadas. As traves são menores que as utilizadas no futebol convencional (2 m de altura por 5 m de largura). mantendo a igualdade nas equipes (HSW International Inc. distrofia muscular. 1998-2008). Cada equipe tem sete jogadores dispostos em um campo que mede 55m de largura por 75m de comprimento. incluindo o goleiro. Jogam sete atletas de classe C5 a C8. Há a obrigação de colocar o PC (C5 ou C6 . 2. segundo as normas da FIFA. Esta modalidade foi criada para atender pessoas portadoras de (PC) Paralisia Cerebral. os participantes são pessoas com PC (Paralisia Cerebral). BC2. portadores de tetraplegia.4 Futebol de 7 Já no futebol de sete.34 2. estão se beneficiando desse esporte. e mais 5 reservas.2. 2007). BC3 e BC4.1. Praticado por portadores de Paralisia Cerebral. mas hoje são usadas também para aquelas que sofreram (AVC) Acidente Vascular Cerebral. encontramos a Bocha que “está no programa paraolímpico desde 1992” (STRAPASSON. Existem algumas modificações. 1998-2008). joga-se em duas partes de 30 minutos. sendo que o lançamento lateral pode ser feito com as duas mãos ou com uma só. Segundo Strapasson (2007) o esporte é dividido por quatro modalidades quais sejam BC1.são os níveis mais afetados da lesão) Se não houver esses jogadores para a substituição. a equipe fica com seis jogadores no campo (HSW International Inc.2 Principais Modalidades Individuais Adaptada 2. não existindo fora-de-jogo. Conforme a altura da lesão há diferentes . Cada equipe tem sete jogadores em campo. com um intervalo de 15 minutos.

Fonte: STRAPASSON (2007 p.1) . a lesão não impede que o atleta se supere e mostre sua utilidade. Foto 01: Vê-se que são pessoas com a mobilidade dos membros superiores impossibilitada. atletas com lesão medular na região cervical (tetraplegia). daí o uso da calha.1) Foto 02: Temos aqui.35 níveis de execução. devido o atrofiamento dos membros superiores e às decapitações. Fonte: STRAPASSON (2007 p. pois os atletas de lesão alta não conseguem ter a apreensão da bola.

todos com 2 a 3 bolas.Atletismo No atletismo. pára-se o jogo e averigua qual a bola que se encontra mais próximo da branca. 2. dando procedência ao jogo.2. . mostrando resultado para si e aos companheiros presentes. 1998-2008). Os cegos podem ter um guia. Quando um atleta de cada time arremessa a sua bola. O professor arremessará uma bolinha branca para frente. da bolinha branca. No jogo de bocha são 4 a 6 participantes. Após ocorre novo intervalo para conferir qual está mais perto. os esportistas são avaliados por sua deficiência para competirem nas provas. que pode atingir grande velocidade na chegada (HSW International Inc. persistindo e se adaptando a ele.36 Foto 03: Pessoas com seus membros inadequados para o esporte. disputam com um triciclo. os cadeirantes. para atuarem sem nenhuma alteração. p.2. por não caminharem. Fonte: STRAPASSON (2007. ao máximo. de modo que estas se aproximem. Os participantes terão que fazer o arremesso de suas respectivas bolinhas. 01). então a que se encontrar mais distante terá o direito de fazer um novo arremesso.

medulares.2. Suas regras não mudaram em relação às originais. a única coisa que se difere é o fato da bola poder “quicar” duas vezes (HSW International Inc. A modificação s dá a partir do momento em que os cegos vão se aproximando da borda da piscina. 1998-2008). jogando todos em suas cadeiras de rodas.37 2. sendo essa a norma modificada (HSW International Inc. O abandono do tatame não resulta em punição para o deficiente.5 Natação Na natação todos os tipos de deficiência podem participar.2. dando liberdade ao adversário para se apoiar na mesa. cerebrais. 1984). 1998-2008). Não existem regras para a modalidade adaptada. saí é soado um alarme. exercendo sua força máxima (Força Máxima) (HSW International Inc. andantes.6 Tênis de Mesa Pode ser jogado por cadeirantes.2.7 Tênis em Cadeira de Rodas Já no tênis. 2. 1998-2008).2. 19982008). . a fim rebater a bola (CEAPPD. que lesaram a coluna vertebral e possuem os membros superiores sem nenhum tipo de atrofiamento. a bola deve pingar (quicar) no centro da mesa adversária. como deficientes visuais. . 2.2. Disputado em duplas ou individuais (HSW International Inc. 2. podem ficar na mesa de supino.3 Halterofilismo Os participantes desta modalidade. deficientes cerebrais e amputados. 1998-2008). Somente no saque. 2. (HSW International Inc.4 Judô Somente pessoas cegas ou com lesão visual pode praticar tal modalidade.

tendo indícios um jogo similar na Irlanda. tradição folclórica e. através do esporte. mas que só foi difundido por volta de 1890. respeitando. principalmente. que eram inicialmente: 11 jogadores em campo como o de futebol. Com a imigração alemã no Brasil. por extensão.1 Metodologia Adaptada do Handebol Por meio dessa proposta o objetivo é proporcionar aos indivíduos com necessidades especiais. no Instituto de Ortrup. cujo o objetivo era colocar uma bola de couro dentro de um gol (ARAÚJO 1998). contribuindo para o desenvolvimento social. as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas. identificar a utilização do Handebol adaptado para Cadeirantes (ARAÚJO 1998).38 CAPITULO III 3. os brasileiros passaram a ter um maior contato com aquela cultura. denominado “Hazena”. por volta de 1930. Nesse tempo ele era praticado em campo semelhante ao de futebol e teve seu maior desenvolvimento em São Paulo. cognitivo. Era conhecido como “Raftball” e foi criado na Alemanha. a integração. um jogo denominado “Haaddbold” e determinou suas regras. principalmente na fundação da Federação Paulista de Handebol. uma proposta de inclusão. que era semelhante ao Handebol atual. a melhora do condicionamento físico. o relacionamento. criou. dentre as quais estão Handebol de Campo. 3. na . e bem-estar. o professor dinamarquês Holger Nielsen. suas limitações. Otto Schemelling e como estratégia. e aos que não apresentam tais necessidades. em 26 de fevereiro de 1940. PROPOSTA PARA UMA ABORDAGEM PEDAGÓGICA SOBRE O ENSINO DO HANDEBOL ADAPTADO PARA CADEIRANTES Em meados do século de XIX. tendo como primeiro presidente. Na mesma época. os tchecos conheciam um jogo similar.

. para pessoas com lesão medular. uma vez que. motivamo-nos a tomar esta iniciativa. nunca imaginávamos ficar em uma cadeira de rodas. porque os exercícios muito fortes podem lesar o músculo que é parcialmente “desenervado” (ITANE et al. No caso do lesado medular. a pessoa com necessidades especiais. o que lhe trará benefícios como o bem estar físico e psicológico principalmente. e também em ensinar as pessoas. com necessidades especiais. Na escola. Desejamos contribuir para que pessoas. Por outro lado. independentemente de suas limitações. enxerguem suas capacidades. “Para a pessoa com Poliomielite. enriquecimento do repertório da cultura do movimento. os jogos também podem contribui para a estimulação e aprimoramento da cultura do movimento. sociabilizar-se com os amigos. à inclusão na vida escolar e social. poliomielite e doença neuromuscular progressiva. terá a possibilidade de jogar (aprender). com as dificuldades por ela impostas. criando um projeto sócio-educativo para a aplicação em escolas regulares e centros de reabilitação. úlceras de pressão e doenças cardíacas. mas necessita de cuidados. O curso de Handebol Adaptado. Daolio (2004) relata que os jogos são considerados como um dos muitos conteúdos que devem estar presentes nas aulas de Educação Física Escolar. fazendo da modalidade um incentivo para as pessoas com necessidades especiais e também para os ditos normais que irão associar-se na mesma modalidade.39 prática do handebol adaptado.. vemos nos jogos a possibilidade de diversificar os tipos de vivências que as crianças podem ter nessas aulas. Compartilhando da mesma idéia. 2004 p 1). diminui a incidência de complicações urinárias. o ganho de força é relevante. aceitemse. a partir da prática do esporte como reabilitação e base para superações. acometidas por deficiência. que fazemos na Unicamp. Para Daolio. percebendo que a vida não acabou e que existe a possibilidade de levá-la normalmente. aprender a conviver com outras pessoas ditas “normais”. Essa proposta tem nos levado a uma visão diferente do esporte adaptado. buscando assim. íntegros e mais comprometidos com a vida em grupo. auxiliando na construção de valores sociais mais democráticos.

existe preconceito quanto a acessibilidade destes em locais públicos sendo inacessíveis para essa população. em que é possível trabalhar a socialização nas crianças. entre outros objetivos. levando-se em conta parâmetros pré-estabelecidos. “O direcionamento do trabalho se fará de forma a preocupar-se menos com a questão do rendimento. motoras e /ou sensoriais. Porém. Nele a criança cresce se conhece e se reconhece.40 “Uma atividade ou ocupação voluntária. bem como de aprendizagem. à falta de conscientização de profissionais”. uma grande parte da população brasileira ainda não tem acesso à educação. exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço. “Essa situação se deve tanto a uma inadequada configuração dos espaços físicos como. promovendo autonomia. particularmente. segundo regras livremente consentidas. principalmente. esta é uma forma em que a educação se faz presente na vida cotidiana da criança. acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência do ser diferente da vida cotidiana. assim é o handebol adaptado” Huizinga (1995 p.” Michels (2006). 2). Segundo Rodrigues (1998) apud Itani et al. do ponto de vista de resultados e marcas. (Duarte e Cohen. 2007 p. compreensão. mostrar a importância das regras para a ordem. 21) apud Daolio (2002 p. o jogo instaura uma nova realidade. Ainda Duarte e Cohen (2007) descrevem suas experiências de pesquisa sobre espaços acessíveis para pessoas com necessidades especiais. explicando . aceitação e aprendizado. uma realidade paralela. Segundo o autor nos dia de hoje ainda. mas absolutamente obrigatórias dotadas de um fim em si mesmo. e mais com a realização de cada um e com o superar-se. sobre as reais necessidades e de acesso de muitas pessoas com dificuldades físicas. respeito.1) analisa que. (2004 p. 3) Segundo Calegari e Prodócimo (2006). os portadores de necessidades especiais.

2). Segundo Gimenez (2006). Segundo Souza (1994). ainda há muitas barreiras a serem superadas até implantarmos as propostas de inclusão. Nessa proposta queremos atender essas pessoas. falta de estruturas ou de conscientização popular. diversificando os processo de conteúdos e.41 como as crianças conseguem interagir mais facilmente com as pessoas acometidas de necessidades especiais nas escolas. se relacionando sócio e culturalmente. pois há lugares onde tais pessoas não podem chegar.2 Iniciação em Handebol Adaptado . 2007 p. “Por outro lado. Entendemos que a “deficiência” é algo com que terá que conviver com naturalidade. por falta de conhecimento ou informações praticas. a escola é o local onde as crianças se relacionam longe de influência direta de familiares já “contaminados” pelo preconceito. com as demais pessoas (DUARTE e COHEN. conseqüentemente. independentemente se fora adquirida ou inata. a valorização de aos alunos com ou sem ensino-aprendizagem. além do prazer em jogar com movimentos não técnicos. 3. Segundo Seabra Junior et al. mas eficientes para suas condições. pois elas não possuem os preconceitos que os adultos adquiriram durante toda a vida. inerentes Necessidades Educativas Especiais (NEE’s). mostrando que é capaz de abrir o campo para uma concepção integral de desenvolvimento. por motivos de guias altas. por possuírem necessidade de ver um mundo cheio de conquistas. o esporte pode proporcionar às pessoas uma socialização através da troca de experiências vividas na prática do esporte adaptado. Em tais propostas. com objetivos educacionais mais amplos. (2008) analiza que proporciona uma formação mais abrangente do ser humano. Também ensinaremos sobre os direitos que cada um tem e deve exigir. alunos adquirirão outra visão totalmente oposta daquela que tinham.

em ambientes de seu convívio. com o objetivo de auxiliar a compreensão e aprendizagem dos alunos. trocar. “Tem como objetivo exatamente fazer com que. inserindo joguinhos que eles já conheçam. p. é essa metodologia que o educador deverá ter no ensino do jogo aos alunos que. os alunos possam ter acesso à modalidade de maneira que os motive nas aulas.42 Neste subtema temos como base. possibilitando sua participação através da maior inclusão possível nas aulas. O professor Lucas (2008 p. A estratégia inicial foi à implantação do Handebol adaptado. . p.” Então o educador implantará experiências lúdicas. sua auto-estima. tendo em conta aquilo que o praticante já conhece e é capaz de fazer. ensinar esporte bem a todos. e que a cadeira de rodas será seu aparelho locomotor. conhecimento de suas capacidades e vivência com o próximo. 22) em que “a construção das situações de aprendizagem deve partir duma hierarquização dos requisitos para jogar. 105): “ensinar esporte a todos. através de adaptação desses elementos. reforçando aí. começando por explicar aos alunos o que é o handebol (convencional e o adaptado). e seus braços farão todo o trabalho desde pegar.1) analisa que. a compreensão dos quatros princípios estabelecidos por Freire (2003) Souza e Scaglia (2004) apud Reverdito (2005. como uma proposta de ensino-aprendizagem. força de vontade e gosto pelo esporte. sendo preciso à introdução do método fácil para o complexo. objetivando alto rendimento” Concordamos com Garganta (1995. se mover e arremessar.” Segundo Freire e Scaglia (2003). por sua vez. ensinar mais que esporte a todos e ensinar a gostar de esporte. terão uma re-vivência fora das aulas.

Segundo Itani et al. HCR7 – Gorla et al. pois são atrofiados. 1. HCR4 – Gorla et al. (2005) adaptam as regras do handebol de areia. Já nesta modalidade é valido o goleiro sair do gol para ajudar no ataque. quanto nas adaptações das marcações da quadra de (voleibol.1 Regras do Handebol adaptado O Handebol HCR7 “de salão” e o Handebol HCR4 “de areia” possuem algumas mudanças tanto na quantidade de jogadores na quadra. pois os tetraplégicos não têm a capacidade de agarrar bolas altas. futebol de salão) para a iniciação da modalidade.80m de largura e 1m . tanto no tamanho do gol.1) dependendo da quantidade de participantes nas aulas é necessária algumas adaptações.2 Modalidades do Handebol Adaptado O handebol adaptado é constituído por duas modalidades. para os que apresentam impossibilidade de levantar os braços. 3. arremesso ou passe (passe curto. longo quicando. Hoje as medidas são: “1. curto quicando.40m de altura profundidade” dando assim condição aos participantes. No deslocamento é contado como três passes os três giros no aro da cadeira. Foi preciso mudanças significantes. sendo preciso algumas adaptações. como no deslocamento com a bola. tais elas HCR4 e HCR7. para que tivessem uma vivência propícia de esporte adaptado. tendo o exemplo do gol. tendo que executar um drible. sentindo-se útil. (2005) relata que essa modalidade é bastante similar ao handebol de salão. as regras tiveram que ser adequadas aos jogadores. basquetebol. Se houver um empate no placar. levando também em consideração o jogar sentado. com uma ou duas mãos. com um ou mais companheiro etc).2. (2004 p. só que superando-se.43 3. haverá um tempo extra para desempate. também para as pessoas com necessidades especiais terem uma vivência de um esporte.2.

um ciclo de três empurrões combinado com um drible e mais três empurrões no aro da cadeira (duplo trifásico).2. fabricada de (cobre) ou (fibra de carbono). 3. considerando a ritmo duplo trifásico. (Lucas 2008).2. Já os tetraplégicos. 1m de profundidade superior e 1. quando o jogador toca a bola com qualquer parte de seu corpo e a lança em direção ao solo. para executar o gol. tendo um desequilíbrio dela. de largura.2. 3. para fazer alterações significativas.5 Manejo de bola. possuindo as rodas mais curvas e mais abertas e três pequenas rodas auxiliares que fortalecem o equilíbrio.4 Evolução Segundo a idéia de José Irineo Gorla. altura e profundidade. . porque não têm os membros superiores atrofiados. quanto na suas largura. Jogo Passivo Não é permitido manejar a cadeira com a bola sobre as pernas. tendo que quicar a bola para seu movimento. Já o ritmo trifásico é contado quando o jogador dá os três empurrões no aro da cadeira tendo ele que executar o quique. arremessar ou tocar dentro de 3 segundos. necessitam da compreensão do idealizador. pois os amputados e os paraplégicos possuem uma facilidade de agarrar bolas altas. a cadeira adaptada é um pouco diferente da cadeira de rodas normal. houve também uma tamanha modificação tanto no tamanho do gol do handebol convencional que tem 3m.44 3.3 Adaptações do gol e da área Segundo Gorla et al. por terem alguns músculos dos membros superiores atrofiados. Também acrescentaremos as formas de comunicações dos atletas para realizarem o “engajamento” no time adversário (oponente) descentralizando a defesa.5 de profundidade inferior. Segundo a Confederação Brasileira de Handebol o quique ou drible é considerado iniciado. (2005).

ressaltando as que não podem ocorrer durante a partida. não valendo usar partes dos membros inferiores para ganhar vantagens ilícitas Teixeira e Ribeiro (2006). O professor explicará a forma de marcação. mas colocando as mãos à frente do oponente.) violações da regra podem ocorrer na luta pela bola. com a cadeira de rodas na frente do oponente. entendendo-se como uma conduta antidesportiva”. Também explicará como as faltas são uma infração grave e anti. no entanto. impedindo que o toque da bola ou até o arremesso no gol seja efetuado. será marcado como falta. serão punidas “progressivamente”. isto significa que. E em situações que fogem a essas características. 111) . impedindo que prossiga seu ataque (Itane et al. segundo a (Confederação Brasileira de Handebol p. Deve evitar jogadas duras durante sua iniciação no esporte. Arrancar ou bater na mão do adversário. impedindo que o oponente chegue ao seu gol. pois a cadeira faz parte de seu corpo. colocar em perigo a adversário. 2004). além de um tiro . pois isso irá ocorrer durante o jogo. 2006 p. 2005. “Usar qualquer parte dos membros inferiores para ganhar uma vantagem ilícita ou para controlar a cadeira de rodas. “Portanto.45 No jogo passivo. o jogador pode utilizar sua cadeira de rodas como objeto de defesa.. quais sejam: O jogador não deve segurar. entendida como forma de “repelir” que o adversário prossiga com essa tática/estratégia. desde que não fuja a dimensão de controlar a ação do adversário. faz parte das intenções/estratégicas do jogo. violações na qual a ação é principalmente ou exclusivamente direcionada ao adversário e não à bola. p. Tirar seus pés do apóiapés para ganhar uma vantagem ilícita. 29).” (Teixeira e Ribeiro.desportiva e suas respectivas punições. implicará em marcação de falta.. não precisa ser marcado falta. empurrar. utilizar a cadeira de rodas ou outra parte do corpo. os jogadores são punidos com regras rigorosas. que não será segurando.1): “(. Já no contato leve de uma cadeira com a outra. (REVERDITO. fazer carga contrária na cadeira do oponente.

(2004 p. para trás.46 livre ou tiro de 7 metros. 36). além da mudança de direção e técnica para proteção contra queda. deverá levantar a cabeça. 3. p.3 Iniciação Handebol adaptado Teixeira e Ribeiro (2006) o professor explicará como propulsar a cadeira para frente. “Se o aluno tiver que deslocar a cadeira para traz. e percorrer o aro da cadeira. “e quando apresenta alguma pessoa com facilidade de jogar é considerado um jogador 'forte'. começando com uma advertência. Em se tratando de tempo.37) O aluno sempre terá que colocar seu corpo para frente quando a cadeira empinar e se ela for tombar. evitando o choque da cabeça no chão como vemos a seguir.1). também há necessidade de uma punição pessoal. as marcações são realizadas individualmente. o jogo tem dois tempos de vinte minutos. o atleta deverá colocar seu corpo adiante. tais como exclusões e desqualificações. o toque deverá ser na frente da linha do quadril. há marcações de duas ou mais pessoas” tendo como objetivo atrapalhar ao máximo o desenvolvimento e o sucesso do jogador (adversário) na partida. . Violações das regras conduzem ao tiro de sete metros”. como vemos na figura. com a elevação do tronco” (Teixeira e Ribeiro 2006 p. na altura do quadril. Fonte: Teixeira e Ribeiro (2006. seguindo com um aumento para punições mais severas. De acordo com Itane et al. com intervalo de cinco minutos.

dependendo da situação. 2006). Ação: puxar os aros propulsores. p. p. imediatamente deve inclinar seu tronco para adiante e exercer uma pressão no aro da cadeira a frente do quadril (TEIXEIRA e RIBEIRO. com os braços estendidos. 30) Quanto à forma de frenagem da cadeira.47 Fonte: Teixeira e Ribeiro (2006. 39). 36) As sugestões de exercícios a seguir atendem à proposta realizada por Souza (1994) apud Teixeira e Ribeiro (2006 p. Fonte: Teixeira e Ribeiro (2006. mantendo o tronco junto ao encosto da cadeira. 1) Com auxílio de alguém que segurará o encosto da cadeira por trás. devagar e para trás. o aluno deverá usar ambas as mãos ou uma delas. Posição: segurar os aros propulsores próximos às rodas dianteiras. e. com ambas as mãos. Quando as mãos chegarem ao lado do corpo. procurar estender rapidamente os .

O professor também poderá colocar bolas no jogo. Os alunos em duas filas. tendo que passar a bola dez vezes entre os companheiros. 2) Com proteção de alguém segurando a cadeira. os atletas farão o tempo do jogo. e vice-versa. posicionando as mãos ao lado do corpo. Após explicar essas formas básicas de controle do aparelho. reflexos. Quando alcançar esse número de passe eles deverão arremessar (para o professor que estará do lado de fora do campo) . A pessoa que estiver ajudando poderá inclinar levemente a cadeira para trás para facilitar que ela fique em duas rodas. na cadeira do companheiro do outro lado. no passa. devem organizar pega-pega. é fundamental que alguém possa estar atrás do encosto da cadeira de rodas. ou quando cumprirem os dez passes (deverão arremessar a bola dentro do bambolê que o professor colocará dentro do gol). visando a sua mobilidade com a cadeira. com isso (o professor pode . o professor programará algumas brincadeiras/jogos para entretenimento dos alunos. tendo um compartilhamento e jogando coletivamente”. evitando uma queda repentina. todos deverão tocar a cadeira. levando as mãos bem para frente. O grupo que o fizer mais rápido levará o ponto (saída rápida. Ação: levar as mãos rapidamente para frente.dez. (Teixeira e Ribeiro 2006) Paes (2002) apud Costa ([s. Mas seus companheiros podem salvá-lo. os alunos tendo que proteger sua bola e o pegador tentar pegá-las. Também.48 cotovelos. ele volta para o jogo. Posição: segurar os aros propulsores. o mais rápido que conseguirem. Observação: Nas atividades iniciais do fundamento “empinar a cadeira”.1) “os alunos. frenagem do aparelho). mas mantendo o contato com os aros propulsores. e sempre sendo um pegador podendo o educador colocar o (pega – estatua) todos participarão se for pego vira estátua. oferecendo a proteção necessária ao aluno. mantendo contato com os aros propulsores e estendendo os cotovelos. deslocamento.d] p. o professor dá o início. permitindo que ele possa executar a tarefa com a máxima segurança. proporcionando-lhes a compreensão e vivência do handebol adaptado.

Em função de a . nessa atividade “adaptou o jogo de handebol com elementos do jogo de basquete (tabela). sendo que se finalizar da região central e marcar o gol. O professor dirá um número. trabalhando o drible. Variação: Poderá por bambolês no gol ou alguns bancos com algumas garrafas de vários tamanhos. podendo chegar até a linha da área antes do arremesso. pegar a bola. Neste jogo. drible e três passos (duplo trifásico). Lucas (2008): “porém agora há um alvo formado por 2 cones. As equipes com números iguais de participantes. exige dos defensores. e ela tendo que tocar a tabela e cair no chão para o ponto ser validado igual no (vôlei). arremessar as bolas nas garrafas. Tiro adaptado. Segundo Reverdito (2008) ”introdução ao handebol” o jogo acontecerá na quadra de basquete. não poderia deixar a bola tocar o solo. manejo de bola. sendo que cada garrafa terá uma pontuação.todos os alunos poderão ir até o meio da quadra. além do ponto marcado quando se entrega a bola ao jogador-alvo de sua equipe. e explicará que o número chamado deverá ir até ele. que são os gols. “A equipe que estivesse defendendo. handebol e voleibol)”.pedagogiadohandebol. exigindo idéias rápidas dos alunos. e então executar uma disputa. O fato de simultaneamente ter de impedir o arremesso ou antecipar um passe e ainda impedir que a bola venha tocar o solo. O objetivo do jogo era atingir a tabela de basquete com a bola de handebol. condução de bola.1).49 estar diminuindo o tamanho do campo). e se fizer mais do canto da quadra (das pontas) vale mais 3 pontos. marcará o ponto. para impedir o ponto. e cada uma tendo um valor de pontos. revelando a equipe vencedora.br Segundo Reverdito (2008 p. Não era permitido o contato corporal. o gol pode ser feito atingindo de 1 a 3 pontos. Porém. a equipe que transita terá que tentar fazer o gol com apenas 2 passes. Para recuperar a bola a equipe defensora deveria tentar antecipar a bola. voleibol (bola não poderia tocar o solo) e do tchoukbal (modalidade criada com elementos do basquete. concentração deles no jogo e muitos número de passes (Lucas 2008).cada equipe deverá estar em um dos lados da quadra. extrema atenção. Quem efetuar primeiro o arremesso e fizer o gol. Após 10 passes a equipe poderá ter a chance de transitar de uma quadra à outra e só vale fazer gol em situação que a equipe conseguir fazer a transição. No final é feita a contagem dos pontos. Os espertos . não podendo ultrapassá-la. marca apenas 1 ponto a mais. O jogo se tornará extremamente dinâmico. Com a posse de bola nas mãos o jogador só poderia dar três passos (trifásico) ou três passos. Fonte: Disponível em www. e serão dados números aos participantes. Neste jogo os jogadores-alvo viram goleiros quando o jogo está na fase de transição”.com.

trabalhando em espaços físicos que possam ser adaptados e com o uso reduzido de materiais. Além dos aspectos técnicos e táticos. o aluno não precisa aprender para jogar. não poderá invadir a outra metade. Fonte: disponível em www. permitindo a interação de quem sabe jogar com quem quer aprender.pedagogiadohandebol.50 defesa ter de marcar toda a quadra de jogo. sendo 1 atacante e na outra metade o defensor.com.br Desta forma. Assim. Afinal. o atacante não poderá invadir a área do goleiro (defensor) e o goleiro (defensor) não poderá deixar a área do gol. O atacante e o defensor que está em uma das metades da quadra. o qual deverá arremessar (ou chutar. o jogo é bastante significante tanto na forma de ensino. Reverdito (2008) aponta um jogo que tem como objetivo o “ arremesso e lançamento” esse jogo é bastante similar o conhecido pelas crianças como “artilheiro”. tradicionalmente é jogado entre duplas.br Paes (2002) apud Costa ([s. a dupla que o marcou. Fonte: disponível em www. a pedagogia teria um bojo de descobertas e os movimentos se tornariam cada vez mais eficazes e compreensíveis.com. com o jogo em andamento. descobrindo o seu objetivo e o professor deverá colocar intervenções para resolverem. deverá imediatamente trocar as funções (mudar de lado na quadra. Em uma metade da quadra ficam 1 jogador atacante e outro defensor.pedagogiadohandebol. aos valores e aos modos de comportamento de crianças e jovens . É um meio que permite aos professores promover intervenções no processo de educação dos alunos. terá a incumbência de impedir o gol. O defensor (goleiro). no caso do futebol) para conseguir marcar o gol. O jogo começa com o defensor (goleiro) lançamento a bola para a outra metade da quadra (companheiro). apenas dentro do espaço da área do goleiro. Se acontecer um gol.1) aponta a denominação de “jogo possível” como um importante instrumento para a aprendizagem. O jogo artilheiro. ou seja. aquele que estava atacando deverá rapidamente se torna defensor e o defensor atacante). o "jogo possível" pode ser facilitador das intervenções relativas aos princípios norteadores. possibilitando-lhes o aprendizado dos fundamentos e das regras. como na de aprendizagem dos alunos. faz com que os atacantes tinham de se deslocar intensamente e de forma constante”.d] p. Contudo. e sim jogar para aprender.

gerando o aperfeiçoamento. grandes. sintético. ovulada. jogando e descobrem soluções impostas pelo jogo. 3. diferentes objetos.4 Participantes Pode ser feito em grandes grupos ou em pequenos grupos. diferentes formas de pontuação. papel. frente a frente em diagonais. os jogadores encontram a forma de resolverem o problema.. lineares. deve ser um agente . horizontal. 3. espaços grandes ou reduzidos. Masculino e Feminino. inferiores.. pequena. fixa. das características do grupo. Forma.4. 3.4.1 Espaço de jogo Superfície deve ser plana não havendo risco aos alunos. sem forma definida. leve. móvel. superiores.5 Regras Segunda Garcia (2001 pag.3 Gol ou Baliza Forma. melhorando suas capacidades de raciocínio e sua compreensão da lógica do jogo.4. 52) dentre as possibilidades derivadas dos elementos anteriores. Fonte: Reverdito (2005 p. couro..5 Agente Pedagógico no Ensino dos Jogos Coletivos Adaptados: princípios e procedimentos pedagógicos Os procedimentos pedagógicos deverão atender às características e aos conhecimentos prévios dos alunos.. pano. 120). Situação determinada: vertical. pequenas. grande.. tamanho e características: retangular. circular. sendo de cimento suas formas e os lugares e suas dimensões.4 Possibilidades de Variações 3. privilegiando ações e tarefas fáceis para as difíceis.4. circulares ou retangulares. Também o agente pedagógico. 3. mais do que nunca. Números: mais gols. 3.51 Segundo Scaglia (2003). Equilíbrio numérico: igualdades.2 O elemento bola Tipo do material: plástico.... 3. as regras poderão ser modificadas em função dos objetivos. iniciantes e iniciados.4. tamanho e peso: esférica. proporcionando ao aluno o prazer ao executá-lo.

(PAOLI et al. Concordando com Darido (2003. para propor intervenções alterando o ritmo. pois nem todos têm motivação de participar da aula. (esporte adaptado) sendo alcançada. mas porque o pedagogo deve proporcionar atividades que contribuam para o aprimoramento psicomotor dos atletas e seu sucesso com o meio. Um aspecto considerado por Seabra Junior et al.52 detentor de uma abordagem metodológica e didática que permita transmitir o conteúdo de forma clara e compreensível ao próximo. sendo ele um (agente transmissor).” O professor deve saber implantar corretamente a estrutura do jogo. e assim a meta 2008). pela prática esportiva adequada às suas necessidades especiais. Daí então a importância do JDC Adaptados. o principal objetivo da Educação Física é oferecer experiências movimentos adequados a seu nível de crescimento e desenvolvimento. oferecendo aos atletas uma nova oportunidade de participarem de atividades esportivas e favorecer o desenvolvimento global da pessoa com “necessidades especiais” e sua integração na sociedade. como um agente transmissor atendendo os propósitos posto pelo Educador em Aprimorar as Técnicas e Táticas dos jogadores. cognitivo e social entre outros. o educador físico deverá ter uma metodologia bastante motivadora. a fim de que a aprendizagem das habilidades motoras seja alcançada. Não pela aula ser desinteressante. p. (2008) o entendimento do jogo surge quando os jogadores encontram métodos para solucionar o problema que é colocado pelo educador e a vitória ou ponto ser alcançado. . 5) que sustenta essa concepção: “Assim. sabendo que irão resolvê-lo. intelectual. No JDC Adaptados. atuando também em seu desenvolvimento corporal.. A criança deve aprender a se movimentar para adaptar-se às demandas e exigências do cotidiano em termos de desafios motores.

pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar. social. das oportunidades que são oferecidas aos portadores de deficiência física. do estímulo e respaldo familiar.53 Já para Garganta e Gréhaigne (1999). contribuindo. tornado os atletas aptos para aquela modalidade Desportiva Coletiva Adaptada. E o atleta descobrindo suas potencialidade. sendo este desembaraçado. dentre outros fatores. pois farão com que os jogadores entendam a lógica didática e interna do jogo. 3. das suas preferências esportivas. de materiais e locais adequados. comenta alguns benefícios da prática desportiva adaptada da modalidade handebol para pessoas com necessidades especiais. assim como sua manutenção e mobilidade nela. Mello e López (2002 p. Sobre a escolha de uma modalidade esportiva. de profissionais preparados para atendê-los. as estruturas das atividades dos JDC adaptados são muito importantes.1) argumenta: “pode depender. motor. para o exercício de sua cidadania e seu bem-estar. Os atletas podendo testar os seus limites e se superando cada vez mais. entusiasmo e motivação pelo esporte. Dando então oportunidades para seu desenvolvimento. . o esporte adaptado favorece a integração do necessitado na sociedade ativa. dessa forma.6 Usufruindo dos benefícios através da pratica Segundo Araújo (1998). em grande parte. facilidade nos meios de locomoção e transporte. da sua condição sócio-econômica. favorecer a aquisição de experiências que venham enriquecer seus conhecimentos e facilitar sua relação com o meio em que vivem. afetivo do PNE’s entre outros.” O atleta deve pôr em pauta suas dificuldades. das suas limitações e potencialidades. Prevenindo contra outras possíveis lesões decorrentes a falta de movimento na cadeira e o sedentarismo.

é de fundamental importância. & ARAÚJO. com ou sem necessidades especiais (SEABRA Jr. sentir e ter compromisso com algo e com o grupo. 2008). favorecendo certo grau de independência e seu bem-estar físico e psicológico das pessoas.1) afirma que: “(.. (2004 p. sentir reforços sociais provenientes do grupo. estimulando. pois permite aos seus integrantes adquirirem uma identidade social. e são responsáveis por comportamentos afetivos"..54 Costa (2000) apud Itane et al. realizada em grupo..) a atividade física. . de viver o sentimento de confiança.. desenvolver um grande grau de amizade com outros participantes e viver a relação de companheirismo. Serão muitos benefícios que a prática das atividades físicas proporciona aos participantes o desenvolvimento do aluno.

Segundo Aguiar e Duarte (2005). nosso intuito é de divulgar o Handebol Adaptado nas escolas públicas estaduais e municipais e/ou particulares. renderia muitos benefícios tanto aos NEE’s. . por sua compreensão do jogo. Os professores devem ter uma visão critica do seu método de ensino. socialização com Pessoas com Necessidades Especiais. olimpíadas escolares e outros. melhoria de relacionamento. porém para isso acontecer. Tratando-se de projetos educacionais de inclusão e sócio/educativos. Tivemos a prioridade de mostrar uma modalidade muito praticada atualmente. tínhamos muitos ganhos. enriquecendo sempre o repertório motor afetivo. atividades coletivas. para que pudessem usufruir do prazer que o jogo nos proporciona. É uma sugestão para professores de Educação Física. social do aluno e seu bem estar com o próximo. não somente físico. passeios. Também deve haver disposição dos professores para enfrentar. mudanças na sua pedagogia e preparos para enfrentar a realidade imposta nas situações que encontrarão em sua profissão. há a necessidade de vontade. campeonatos. a fim de atender todos os grupos sociais. é preciso querer mudar as aulas para atender aos alunos. que trabalhado adequadamente. buscando sempre melhorar sua didática. ou seja. quanto aos demais. inovando suas concepções metodológicas. referência da proposta de ensino. os docentes terão que incluir todos os alunos em tudo o que for programado para a sala. mostrando que essa também pode ser viabilizada por pessoas com alguma necessidade. pois quando praticávamos na UNICAMP.55 CONSIDERAÇÕES FINAIS A educação física pode realizar o sugerido nesta proposta. Optamos pela modalidade handebol adaptado. mas psicológico cognitivos. porque esse é bastante significativo quanto a forma de ensinar e jogar. psíquico. Os idealizadores da modalidade viram que precisava haver mudanças nas regras do handebol convencional para o adaptado. nos quesitos aulas. O PNE’s deve ser reconhecido pelo professor e colegas. visando à educação de corpo inteiro.

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