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Rev. Saúde Pública, 31 (6): 556-65, 1997

Confiabilidade e viés do informante secundário na pesquisa epidemiológica: análise de questionário para triagem de transtornos mentais*
Proxy informant reliability and bias in epidemiological research: analysis of a screening questionnaire for mental disorders
Vilma S. Santana, Naomar de Almeida Filho, Cristina O. da Rocha** e Adriana S. Matos**
Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. Salvador, BA - Brasil (V.S.S., N.A.F.)

Resumo Objetivos Avaliar a confiabilidade e vieses na aplicação do Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos (QMPA) a informantes secundários comparando-os com informantes primários. Foram estimados os índices Kappa para as questões do QMPA em uma amostra de 69 casais selecionados aleatoriamente em uma área da Região Metropolitana de Salvador, Bahia, Brasil. Analisaram-se a magnitude e direção dos vieses com base na variação proporcional da prevalência. Cada entrevistado foi avaliado como informante primário, quando respondia sobre seus próprios sintomas, e como informante secundário, quando respondia sobre o cônjuge. O uso de informantes secundários leva a estimativas de morbidade enviesadas, cuja magnitude e direção dependem do gênero do informante. Embora ambos, esposo e esposa tendam a subinformar a presença de sintomas do seu cônjuge, as esposas produzem informações mais confiáveis. Frente às limitações no uso de informante primários, as esposas ou donas-decasa podem ser recomendadas como informantes secundárias na aplicação do QMPA em estudos da comunidade. Viés [Epidemiologia]. Inquéritos de morbidade. Reprodutibilidade de resultados.

Método

Resultados

Conclusões

Abstract Obectives To evaluate the reliability, magnitude and direction of the resulting bias in the application of a screening instrument for mental disorders by considering proxy informants in comparison to primary informants.

*Pesquisa subvencionada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq (Processos nº 520607/94-5, nº 522621/96.1 e PIBIC/UFBa). **Bolsista do Programa de Iniciação Científica do CNPq. Correspondência para/Correspondence to: Vilma S. Santana - Rua Padre Feijó, 29 - 4º andar - 40110 - 170 Salvador, Ba - Brasil. E-mail: vilma@compos.com.br Recebido em 6.6.1997. Reapresentado em 22.10.1997. Aprovado em 6.11.1997.

ou ainda inabilitando a identificação de modificadores de efeito e até mesmo o ajuste adequado para variáveis de confusão22. The Questionnaire of Adult Psychiatric Morbidity. Medidas de confiabilidade. 1997 557 Methods Data are taken from a general morbidity community-based survey carried out in 520 randomly selected households of an industrial area of the Metropolitan Region of Salvador. which reveals the potential negative bias with the use of proxy informants for psychological symptoms. One family refused to participate. impõe-se o estudo dos erros decorrentes desse tipo de informação. To assess the magnitude and direction of bias. Considerando que informantes substitutos podem produzir vieses em resultados de pesquisa. quanto de medidas de efeito ou associação. S. Seus resultados mostram que dados de informantes secundários têm excelente grau de concordância com as informações dos sujeitos-índice. tais como a prevalência ou o risco. In addition. Bias [Epidemiology]. Results Conclusions INTRODUÇÃO Na área da saúde mental. grau de concordância entre as respostas dos diferentes informantes. e que existe uma associação positiva entre o grau de concordância e a escolaridade16. Há evidências também de que as esposas são melhores informantes secundários do que os seus esposos. et al. primário e secundário. Morbidity surveys. departures of proxy informants from primary informant-based estimates were greater among men than to women. embora. Além de identificar a presença de vieses. the capital of Bahia state. consists of 44 questions about psychiatric symptoms widely used in Brazil. se para a superestimação ou subestimação. sejam subestimadas21. An overall underestimation of prevalence estimates was found. em sua maioria. Esta técnica tem sido utilizada especialmente para pessoas com dificuldades de comunicação. podem produzir vieses tanto de medidas proporcionais. as measured by the Kappa Index. Proxy informants underestimate the occurrence of psychological symptoms in this community-based study. The Kappa index was estimated for each QAPM question. wives may be recommended as better informants than their husbands. ou quando se focaliza aspectos como o consumo inadequado de álcool ou drogas ilegais21. e a sua direção. Nesse contexto. mantêm relações estreitas com a validade21. Estudos sobre a validade e confiabilidade de informantes secundários têm se avolumado na literatura epidemiológica nas duas últimas décadas21. Each informant was analyzed as a primary informant when answering about his/her own symptoms and as a proxy informant when answering those about his/her partner. the first 70 families of the total sample were asked to participate in the evaluation of research instruments. Proxy informants as compared to primary informants show weak reliability. particularly when husbands reported on their wives’ symptoms. V. problemas ou limitações cognitivas. based on the QAPM depends on the use of proxies. No bias was found for only two questions (lack of appetite and globus hystericus) when women were taken as proxy informants for their husbands. Por introduzirem erro de classificação. Nesses estudos. é neces- sário também estimar a sua magnitude. ou seja. Brazil. Saúde Pública. a obtenção de dados sobre um indivíduo é realizada através de um informante substituto. complexidade e custo operacional crescentes14. The husbands and wives of the selected families answered QAPM questions regarding themselves and their respective partners. no geral.Confiabilidade do informante secundário Santana. When the feasibility of a research project. Rev. 21. 31 (6). QAPM. os estudos epidemiológicos de base populacional adotam. uma estratégia para a redução de custos de pesquisas de larga escala é o uso de informantes secundários. During the pilot phase. Reprodutibility of results. . desenhos de múltiplos estágios para a detecção de casos. the proportional variation of prevalence was estimated from proxy and primary respondents. subgrupos com alterações psicopatológicas são identificados mediante a aplicação sucessiva de instrumentos de validade diagnóstica. embora não sejam costumeiramente relacionadas com vieses.

não=0). O estudo de confiabilidade é parte dessa etapa da pesquisa. Município da Região Metropolitana de Salvador. em relação aos demais membros da família. com base nessas informações. selecionada aleatoriamente. As respostas são dicotômicas (sim=1. com uma semana de diferença em 25. Após a apresentação e consentimento em participar da pesquisa. onde cada par (casal) se constitui na unidade de observação para as análises de concordância. eram examinados por um psiquiatra para avaliação e classificação diagnóstica. No Brasil. em sua maioria estudantes de medicina. 26 . respectivamente. a dona de casa. a este grupo. Menos comuns são estudos onde o informante secundário é utilizado para a obtenção de dados sobre ocorrência de sintomas. o QMPA (Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos) é o instrumento de triagem para estudos multifásicos de transtornos mentais na comunidade mais comumente empregado 1. este excesso de casos entre as pessoas do sexo feminino se deveria principalmente a maior facilidade de identificação. A aplicação dos questionários aos informantes primário e secundário foi realizada no mesmo dia em 60% dos casais. empregando um desenho de dois estágios: 1) aplicação de um instrumento de triagem. incluía-se uma subamostra de não suspeitos. No presente estudo analisam-se apenas 17 das questões que abrangem sintomas relativos a transtornos psiconeuróticos. De modo a se evitar tendenciosidades. em comparação com informantes primários. 2. características sociodemográficas individuais e. os seus esposos ou companheiros foram convidados a responder ao QMPA sobre seu próprio estado mental e. Camaçari. para seleção de indivíduos a serem submetidos a procedimentos confirmatórios como a entrevista psiquiátrica26. 26 e estrutura fatorial 4. o QMPA a informantes de cada uma das famílias selecionadas para a identificação de suspeitos de transtor- nos mentais. comunicação ou expressão de aspectos da subjetividade como a sintomatologia psicológica. Para a avaliação de alguns procedimentos metodológicos e a viabilidade geral das estratégias dos múltiplos subestudos. Desde a sua origem. A definição de ‘acordo’ corresponde a respostas iguais. A população total do estudo original foi uma amostra aleatória por conglomerados de 510 famílias residentes na área urbana de um dos municípios da Região Metropolitana de Salvador. portanto. e com mais de uma semana em 14. que se baseava no número de respostas positivas (escores). as respostas a itens específicos do QMPA foram comparadas de modo a se estimar a magnitude da concordância e a direção do viés correspondente à cada questão. V. 2) todos os indivíduos selecionados. Devido à subjetividade e diversidade das concepções culturais sobre as enfermidades mentais 19. selecionavam-se os indivíduos elegíveis para os diversos subestudos. por diferentes membros da família. Para a aná- . Compõe-se de 44 questões elaboradas com termos populares sobre a ocorrência dos sinais e sintomas mais comuns de enfermidades mentais. mediante um adequado ponto de corte. da sua esposa ou companheira.7%. 31 (6). Maiores detalhes da metodologia encontram-se em publicações anteriores2. e a maioria dos estudos epidemiológicos revela serem estas as que concentram maiores estimativas de morbidade mental15. sejam positivas ou negativas. Analisa-se a direção e a magnitude dos vieses devido a erros de classificação. os padrões de reconhecimento e verbalização de sintomas psicológicos mentais diferem de acordo com o cenário sociocultural da população do estudo. a idade ou o gênero do informante. Trata-se. METODOLOGIA Os dados do presente estudo provêm de um inquérito de morbidade geral realizado na área urbana de Camaçari. Para avaliar o grau de confiabilidade do informante secundário.558 Rev. Cada entrevista era realizada separadamente pelo mesmo entrevistador. ainda não se dispõe de dados sobre o grau de concordância das respostas dadas a esse instrumento. 1997 Confiabilidade do informante secundário Santana. O objetivo do presente estudo é avaliar a confiabilidade e a ocorrência de vieses em estimativas de morbidade geradas pela aplicação do QMPA a informantes secundários. o que poderá permitir uma melhor interpretação dos dados obtidos com informantes secundários. de um estudo de desenho emparelhado. geralmente a dona de casa. além das donas de casa. 17. a coleta de informações mediante a entrevista com familiares é prática comum na psiquiatria ou psicologia14. realizou-se um estudo piloto com as primeiras 70 famílias selecionadas. em relação aos homens15. Para avaliação da confiabilidade entre informantes primários e secundários. em uma amostra de cônjuges de famílias nucleares. quando se avaliou especificamente o desempenho de um informante secundário. número definido de acordo com critérios operacionais da investigação. Todavia. são mulheres que predominam na clientela de serviços de saúde. Por exemplo. S. Um dos subprojetos buscava estimar a prevalência de enfermidades mentais e fatores associados. considerando especialmente o contexto da investigação epidemiológica em populações de baixo poder aquisitivo e escolaridade. O QMPA foi desenvolvido em formato apropriado para aplicação por pessoal não médico treinado. identificava-se um membro da família. Todavia. Saúde Pública. seguindo os procedimentos padronizados da coleta de dados 2. como informante qualificado.23. na etapa anterior. notadamente psicológicos. cujo somatório representa escores finais que podem ser utilizados. vem sendo aplicado a informantes secundários em inquéritos domiciliares.3%. Embora existam alguns estudos sobre sua validade 1. Todos os domicílios identificados foram visitados por entrevistadores treinados. 2. et al. Nesta entrevista registravam-se dados relativos à composição familiar.

portanto. superestimação das respostas dos informantes secundários em comparação às do informante primário. Vale notar que este é um estudo exploratório realizado com uma população definida em bases de conveniência operacional (estudo-piloto).número de indivíduos. diferenças estatisticamente significantes (p<0. com o valor máximo representando a concordância perfeita. Trata-se. Não se observam diferenças em relação ao grau de escolaridade e experiência de migração recente.0%. Devido à raridade de alguns sintomas. Tabela 1 . com percentual de 93. através da seguinte fórmula: Não se realizou testes para diferenças estatísticas relativas às estimativas de vieses desde que se trata de um problema de desempenho do instrumento e não de inferência estatística. Este indicador varia de 0 a 1. cada entrevistado foi considerado.4 18. um indicador de Viés Proporcional (VP) foi calculado para cada item. e como informante secundário quando respondia sobre o seu cônjuge.56) Migrante recente . com medidas ajustadas para concordância aleatória. de uma medida relativa da magnitude do viés.91) (0.Characteristics of the study population. para as situações onde Ppx é maior do que Ppr.9 26. em comparação com os informantes primários. os níveis do Índice Kappa podem ser considerados como: fracos para valores abaixo de 0.3 23. e os positivos.1 13.1 14. composta por 70 famílias. Rev. Na maioria das estimativas observa-se uma alta concordância.75 8.25 26 . Variáveis Idade 14 . especialmente aqueles de natureza psicótica e deficiências cognitivas graves.0 39.9 29. utilizouse o Índice Kappa (IK) 8. onde valores negativos representam subestimação.Características da população do estudo. e excelente quando acima de 0. Table 1 . N . alternadamente. ou seja.Ppr) / Ppr onde Ppx é a proporção de respostas positivas dadas pelos informantes primários e Ppr é a proporção de respostas positivas de acordo com os informantes secundários.6 N 36 12 17 9 42 18 49 20 Esposa (N=69) (%) 55. como informante primário.6.Confiabilidade do informante secundário Santana. V.0% de acordos. RESULTADOS Da população do estudo-piloto.1 71.4. Outras diferenças de proporções foram testadas empregando-se o Teste de X2. Para identificar a presença.0%.05.0 x2 (Valor p) (0. 31 (6). especificamente de classificação. et al. Saúde Pública. identificadas através de análise fatorial 4.2 75. VP= (Ppx . As perguntas referentes a experiências subjetivas encontram-se na faixa mais baixa de acordos. 138 pessoas compõem a população do presente estudo. quando respondia sobre seus próprios sintomas. Para mais rápida compreensão os resultados são apresentados em percentuais com o sinal da direção do viés.4 24. viés negativo. restringiu-se a análise a 17 perguntas que compunham as dimensões ansiedadesomatização e depressão-irritabilidade. 1997 559 lise. que corresponde a 69 casais de famílias nucleares. Na Tabela 1 mostram-se os dados que caracterizam os pares componentes da população do estudo. explode com facilidade?” que apresentou um percentual de 62. magnitude e direção de vieses de mensuração. adotando-se um alfa de 0. bons de 0.0.02) (0. Portanto.75.0 29.05). a questão relativa a isolamento (“fechado no quarto sem querer ver ninguém”). Para a análise da confiabilidade.1227.5 26. entre 60. . seguida pelas respostas sobre irritabilidade e choro freqüente com 80.5 62. destacando-se. Verifica-se que as esposas são mais jovens do que os maridos. exceção para “fica agressivo.pessoas que passaram a viver no local há pelo menos dois anos. S.35 > 35 Escolaridade analfabeto até cinco anos mais que cinco anos Migrante recente sim não N 22 20 27 10 43 16 52 17 Esposo (N=69) (%) 31.0 e 70. O grau de concordância entre as respostas dadas ao QMPA foi inicialmente estimado através do percentual bruto de acordos. houve recusa de participação em apenas um domicílio.0 60. A preparação da base de dados foi realizada com o Epi Info 6 7 e a análise foi conduzida com o SAS Windows V. Para facilidade de interpretação.41 a 0. Proporções de acordos entre as respostas do informante secundário e primário para cada uma das perguntas são apresentadas na Tabela 2.0%.

para as perguntas “já esteve descontrolada.24 0.08) (0.22 0.0 93.09)* (0. sempre intranqüilo? 11.10) (0. Falta de apetite? 10.0 74. Fraqueza nas pernas. Dificuldade de aprender. explode com facilidade? 13.25 0.0 62.15) (0. Erro-padrão=0.36 0.09) (0. Tremores ou frieza nas mãos? 8. lembrar ou entender? 9. Erropadrão=0.13) (0.12) (0.13 0.20 0.08) (0.12)* (0. enquanto que entre as esposas cinco das 17 questões em análise revelam-se com níveis de concordância moderada.12 0. QMPA .11) (0.09 0.4 considerada como de fraca concordância além daquela devida à chance.09) (0.15 0.12) (0. Às vezes fica parado.11) (0. Tabela 3 . * Concordâncias moderadas. com desânimo? 15.12) Informante secundário Esposa Kappa 0. explode com facilidade? 13.Agreement for answers to selected questions of the QAPM in the study population (N=138).38 0.0 Na Tabela 3 são mostradas as estimativas dos Índices Kappa e respectivos erros-padrão para cada uma das questões selecionadas.0 73. Já pensou em dar fim na vida? QMPA: Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos.12 0. Crises de irritação com freqüência? 12. dores nos nervos? 2.12 EP (0. Dificuldade para dormir? 3.09) (0. agonia na cabeça? 4.14) (0.28 0. Tremores ou frieza nas mãos? 8.14) (0. V. Saúde Pública. Falta de apetite? 10.18 0.fracas concordâncias.21) (0.0 78.13) (0.0 70.19 0.560 Rev.Acordos para as respostas sobre questões selecionadas do QMPA na população do estudo (N=138).10) EP . S. Períodos triste.50 0.09) (0. Já esteve descontrolado fora de si ? 14.10) (0.0 67.12) (0.Kappa index according to the informant and bias estimates for the total study population (N=138).15 0. Já esteve descontrolado. ausência de * . Já pensou em dar fim na vida? Esposo Kappa 0. chorando muito? 17.03 0.25 -0. Bolo na garganta/empachamento no estômago? 7.13) (0.0 65.13 0.21) quando são os esposos que informam sobre as suas mulheres para a pergunta “fica fechada no quarto sem querer ver ninguém?”.34 0.13) (0. de acordo com o gênero do informante secundário (esposos e esposas).2 73.60.11) (0. et al.13 0.12) (0. Vale notar o valor negativo estimado para esse indicador (IK= -0.03. verifica-se que todos os Índices Kappa estimados expressam fraca concordância. Questões selecionadas do QMPA 1.11).41 0.42 0.14 0. Bolo na garganta/empachamento no estômago? 7. Períodos triste. verifica-se que todas as estimativas do Índice Kappa entre os maridos representam fracas concordâncias.10) (0. agonia na cabeça? 4. portanto.17) (0. Fechado no quarto sem ver ninguém? 16.0 64.27 0. Palpitação ou aperto no coração? 6. fora de si? 14.30 0.12) (0.06 0. A maioria das estimativas apresentam-se na faixa abaixo de 0. 1997 Confiabilidade do informante secundário Santana.14 0.09) (0.55 0. Dores ou pontadas freqüentes na cabeça? 5.Índice Kappa de acordo com o informante e estimativas do viés para o total da população do estudo (N = 138). Questões selecionadas do QMPA 1. Zumbidos nos ouvidos.13 EP (0. 31 (6).26 0.14 0.0 76.14 0. Agressivo.11)* (0. observamse valores muito baixos de Índice Kappa (0.09) (0.11) (0.Erro-padrão. Nervoso. chorando muito? 17.60 0.0 62. abaixo de 0. Ainda para o desempenho dos esposos como informantes secundários. Dificuldade de aprender.11 0.03.37 0.14 EP (0.40.0 73.11) (0.09) (0.6 67.15) Todos Kappa 0. concordância moderada. dores nos nervos? 2.26 0.17 0.46 0.08) (0.42 denotando. Agressivo.03 0.11) (0.34 0. Nervoso.13)* (0.23 0.09) (0. entre 0.19 0. Table 3 . Table 2 .09) (0. com desânimo? 15. Dificuldade para dormir? 3. Para o total da população. Ainda nessa Tabela.Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos. Crises de irritação com freqüência? 12. fora de si?” e “sente bolo na garganta ou empaixamento no estômago?”.26 0. sempre intranqüilo? 11.9 80.13) (0.03 0.13)* (0.10) (0.21 0. Tabela 2 .09) (0.09) (0.40 e 0. Percentual de acordos 65. Fechado no quarto sem ver ninguém? 16. Dores ou pontadas freqüentes na cabeça? 5 Palpitação ou aperto no coração? 6. lembrar ou entender? 9.13) (0.0 80.23)* (0. .27 0. Às vezes fica parado.08) (0.35 0. Fraqueza nas pernas. exceção para a pergunta “crises de irritação com freqüência” que apresenta valores de 0.09) (0. Zumbidos nos ouvidos.16 0.

6 21. explode com facilidade? Já esteve descontrolado.9 11.6 35.2** -64. 7. ausência representa viés abaixo de 30. 8.7 19.Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos. *** viés acima de 50.8 10.8*** -66.1 Viés* -43. 17.9 25.9 10. 3.9*** -62. fora de si? Períodos triste. 12. 11.1 -58.Prevalência de respostas positivas ao QMPA de acordo com o informante e estimativas de viés para o total da população do estudo (N=138). 11.0%. ** viés entre 30 e 50.8 17. 17. 14. QMPA .6 4.7** -71.8 8.9 10. com desânimo? Fechado no quarto sem ver ninguém? Às vezes fica parado. 7.4** -17. Respostas positivas (%) Questões selecionadas do QMPA Primário 1. QMPA .1 31.0 24. explode com facilidade? Já esteve descontrolado.4 17.6 44. .0 6.3*** -36.9 34.0 26.1*** -84. Fraqueza nas pernas. dores nos nervos? Dificuldade para dormir? Zumbidos nos ouvidos.0%.6 26. Saúde Pública.4*** -34.7 -46.9 22. 16. 10. chorando muito? Já pensou em dar fim na vida? 47.0 42.3 23. sempre intranqüilo? Crises de irritação com freqüência? Agressivo.1 Informante (Esposos) Secundário 26. 13.7** -48.40** -5.6 37. 4. et al.4** -55.6 7. 14.0%.7 22. lembrar ou entender? Falta de apetite? Nervoso. 6.Prevalence of positive answers to QAPM according to the informant and bias estimates among husbands (N=69).0 20. S.Confiabilidade do informante secundário Santana.4** -18.6*** -46. Table 5 .6 24.1*** -78. 31 (6).6 15. Fraqueza nas pernas.7 Viés* -51. 6. 5.6 27.8 23.1 40. 10.9*** -45.5 18.0 21. 5. 2. 4.5 40.1 24.8 30.8 26.9 18. lembrar ou entender? Falta de apetite? Nervoso.1** -25.7*** * Diferença proporcional entre a prevalência estimada com base nos dados do informante primário e secundário.8** -2.8 -36.9 24.1 26. dores nos nervos? Dificuldade para dormir? Zumbidos nos ouvidos. 2. 15.4 39.4 24. 3.Prevalence of positive answers to QAPM according to the informant and bias estimates for the total study population (N=138). com desânimo? Fechado no quarto sem ver ninguém? Às vezes fica parado. chorando muito? Já pensou em dar fim na vida? 53.4 8.1 34.3 -48.4 43.3 29.7 35.1** -41. fora de si? Períodos triste. Rev.6 53. agonia na cabeça? Dores ou pontadas freqüentes na cabeça? Palpitação ou aperto no coração? Bolo na garganta/empachamento no estômago? Tremores ou frieza nas mãos? Dificuldade de aprender.4 -5.6 42. 9.4 29. V.5 24.5 39. *** viés acima de 50.5** * Diferença proporcional entre a prevalência estimada com base nos dados do informante primário e secundário.9 34. 15.8 5.0%.1 20. 16.0%. 9.9 -58.Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos.9 44.1 -54.6 Informante (Todos) Secundário 26. 13.9*** -0.6*** -46.3 1. Respostas positivas (%) Questões selecionadas do QMPA Primário 1. ausência representa viés abaixo de 30.5 26. 12.7 15. Table 4 .5 2. 1997 561 Tabela 4 .8 29.0** -80.4 11.0%. 8. Tabela 5 .5** -35.5 16. agonia na cabeça? Dores ou pontadas freqüentes na cabeça? Palpitação ou aperto no coração? Bolo na garganta/empachamento no estômago? Tremores ou frieza nas mãos? Dificuldade de aprender. sempre intranqüilo? Crises de irritação com freqüência? Agressivo.6** -26.1 17.Prevalência de respostas positivas ao QMPA de acordo com o informante e estimativa de viés para o grupo de esposos (N=69).1** -35.3*** -32. ** viés entre 30 e 50.

e especificamente para cada um dos gêneros.0%.0 Informante (Esposas) Secundário 27.3** -19. dores nos nervos? 2.Prevalência de respostas positivas ao QMPA de acordo com o informante e estimativas de viés entre as esposas (N=69).0%.Dificuldade de aprender.1 23.0%. tanto para esposos como esposas.3 -33..4 17. -14. Para o desempenho das mulheres como informante secundária dos seus esposos (Tabela 6) verifica-se tam- bém que a maioria das prevalências foram subestimadas. com desânimo? 15. é aquela referente ao “descontrole. além da “fraqueza nas pernas. sendo apenas três perguntas que apresentam subestimação na faixa entre 30. ** viés entre 30 e 50. “palpitação ou aperto no coração?”.0 -10. Crises de irritação com freqüência? 12. fora de si? 14. Falta de apetite? 10. As Tabelas 4 a 6 mostram para o total da população. leva à subestimação de informações e que as mulheres são melhores informantes secundárias do que seus esposos.9 -0.9 17. *** viés acima de 50. dores nos nervos” e distúrbios do sono expressam vieses.5 23. ausência representa viés abaixo de 30. “já esteve descontrolado.Questionário de Morbidade Psiquiátrica em Adulto.7 -17. As questões que apresentaram subestimação acima de 50. Especificamente.0%. Dores ou pontadas freqüentes na cabeça? 5.1 -24. na faixa de 30. em sua maioria para valores acima de 50. “tremores ou frieza nas mãos“. Já pensou em dar fim na vida? 40. bem como as respectivas diferenças relativas entre essas medidas.6 29. Na população geral do estudo (Tabela 4). Observa-se que não existe viés para duas questões: “sente bolo na garganta.2 34. et al.0%.8 4. encontram-se nesta faixa.2 23. fora de si?”. Bolo na garganta/empachamento no estômago? 7. Aparentemente. a pergunta que representa o pior desempenho.6 31.0 . Respostas positivas (%) Questões selecionadas do QMPA Primário 1. Em resumo.3 36. que necessitaria uma revisão da sua formulação. dores nos nervos?”. Períodos triste. e “já esteve descontrolado. verifica-se uma substancial presença de vieses. Às vezes fica parado.0 26. Nervoso.4 30. dores nos nervos?”. 31 (6).1 . verifica-se que o uso de informante secundário. Saúde Pública. QMPA . agonia na cabeça?”. Enquanto que não ocorre nenhum viés acima de 50.1 -3. V.5 17.0%: “fraqueza nas pernas.8 -26. fora de si”.4 18. Agressivo. Quando os maridos são tomados como informantes secundários das suas esposas (Tabela 5).Prevalence of positive answers to QAPM according to the informants and Bias estimates among wives (N=69).3 24. Uma conseqüência de concordâncias imperfeitas é a ocorrência de vieses em estimativas epidemiológicas. Palpitação ou aperto no coração? 6.8 33. Zumbidos nos ouvidos. valores estimados das prevalências baseados em ambos.562 Rev.4 11.0% foram “fica fechado no quarto sem querer ver ninguém?”. todas as perguntas relativas à sintomatologia depressiva (de número 14 a 17). embora em menor intensidade.2 30. “zumbido nos ouvidos.8 * Diferença proporcional entre a prevalência estimada com base nos dados do informante primário e secundário.0 20. S. As questões referentes a “fraqueza nas pernas. especificamente entre esposos.4 13.0 e 50.2 20. lembrar ou entender? 9. para ambos os cônjuges.1 24. sempre com tendência à subestimação.4 27. Tabela 6 .4 24.0 17.4 5. Fechado no quarto sem ver ninguém? 16.. “dificuldade para dormir?.1 33.0%. todas as estimativas obtidas com o informante secundário foram subestimadas.6 Viés* -32. fora de si?” e “sente tremores ou frieza nas mãos?”. chorando muito? 17.6 26. Table 6 .2 26. agonia na cabeça? 4. -23. Já esteve descontrolado.8 7.3 29. 1997 Confiabilidade do informante secundário Santana..6 4.2 23.0** -19.1 -50. empachamento no estômago?”e “falta de apetite?”. Dificuldade para dormir? 3. explode com facilidade? 13.. o informante primário e secundário.0 a 50.3 -24. Fraqueza nas pernas. e “já esteve descontrolada fora de si?”. sempre intranqüilo? 11. Tremores ou frieza nas mãos? 8. DISCUSSÃO Os dados do presente estudo são sugestivos de que o uso de informantes secundários pode levar a estimativas de indicadores populacionais de morbi- .

Além da superioridade da esposa como informante secundária em inquéritos psiquiátricos. a obtenção de informações confiáveis de informantes substitutos vai mais além da questão da repetibilidade de respostas per se. ou gasto energético em atividades físicas 22 sugerem o oposto. Ao contrário. Buscando uma interpretação mais apropriada para esta problemática. seria o seu próprio padrão desde . Nesta perspectiva considera-se três elementos do processo de produção de dados como fonte potencial de erro: o informante. et al. e de acordo com os achados do estudo. 31 (6). especialmente aqueles relacionados a auto-imagem e auto-estima. Além disso. estudos sobre o efeito do informante secundário em relação a padrões de dieta 11. 1997 563 dade enviesados. ou repetibilidade. S. As interfaces entre os conceitos de validade e confiabilidade reveladas destacam-se no presente estudo. nesse caso específico. Nesse sentido. fora de si?”).18. agonia na cabeça?”. A extrema discrepância entre o desempenho dos homens e mulheres frente à questão “fechado no quarto sem querer ver ninguém?” merece reparo por revelar um padrão peculiar. que demarcam o que pode ser reconhecido e expresso verbalmente. principalmente as donas-de-casa. causas de óbito 25 e problemas neurológicos 16. tanto para o companheiro ou companheira. 22. 24 e dados quantitativos sobre consumo de bebidas alcoólicas. mas sim de consistência de medidas. e “bolo na garganta/empachamento no estômago”) ou comportamentos socialmente não aceitáveis (“já esteve descontrolado. Rev. No âmbito da saúde mental. de natureza tão somente baseada na disponibilidade da informação. Estes resultados são consistentes com a maioria dos estudos21. o que as colocaria em uma posição privilegiada nas redes de comunicação familiar 6. 12. a tendência geral à baixa concordância entre informantes concentra-se principalmente em queixas que. como para o entrevistador da pesquisa. a sua ocorrência pode levar a vieses de estimativas. e que a magnitude desses vieses depende da posição conjugal e. as características do informante secundário e as características do referente. A ocorrência de níveis fracos de concordância. Nesta análise. Saúde Pública. Por outro lado. Embora a confiabilidade não seja identificada como um problema de validade. Todavia. Sob esta consideração. em geral. caberia considerar a dimensão psicopatológica per se. alcoolismo 9 e problemas mentais5 indicam menor confiabilidade para os esposos do que as esposas. hábitos pessoais 13. de algum modo. possivelmente. identificando agora quatro determinantes essenciais do erro: o investigador. propõe-se condensar os elementos de ambos os modelos. sejam de morbidade ou de associação. para a maioria das respostas dessas perguntas do QMPA. que está a merecer a devida importância para o aperfeiçoamento da metodologia de estudos de campo. A melhor qualidade da informação produzida em pesquisas de campo por mulheres. entre os homens não houve nenhuma pergunta que atingisse esse patamar de desempenho. Ou seja. Magaziner16 desenvolveu um modelo teórico geral que incorporava o informante secundário indicando como determinantes de concordância e viés: a questão da investigação. e referindo-se à questão em estudo. confirma também a baixa repetibilidade. medida pelo Índice Kappa. poderiam ser consideradas mais “subjetivas” na medida em que se referem a impressões e sensações (“zumbidos nos ouvidos. vem sendo compreendida como uma decorrência das características de gênero e da sua posição e tipo de relação com os demais membros da família. Nesse caso. o informante (incorporando aqui a questão dos informantes substitutos).Confiabilidade do informante secundário Santana. valores. pesquisas sobre a confiabilidade do hábito de fumar 21. características sociodemográficas 10. pode-se argumentar que a informação dada pelo próprio indivíduo em causa. enquanto as esposas obtiveram índice moderado de concordância para várias questões. o presente estudo se distingue dos encontrados na literatura por tratar de sintomatologia psíquica e não de fatores de risco potenciais. ou a diferenças no limiar de percepção desse comportamento como fora da normalidade. Especificamente sobre este último. especialmente sobre a subestimação de informantes secundários. do gênero. o desempenho das esposas como informante secundária evidenciou-se como bastante superior ao dos esposos. o instrumento e o caso. das informações prestadas pelo esposo sobre a sua esposa em inquéritos epidemiológicos de saúde mental. V. Estão envolvidos sentimentos. o investigador e o instrumento de coleta 3. dados publicados sobre o melhor desempenho da esposa como informante secundária são menos consistentes e parecem variar principalmente com a informação de interesse. alcançando concordância aceitável para um instrumento de triagem como o QMPA. vinculado à menor presença dos maridos em casa. sempre na direção da subestimação. é necessário situar a questão da validade e da confiabilidade no âmbito empírico mais restrito das próprias queixas e sintomas que compõem as questões do QMPA (ou qualquer instrumento de pesquisa com objetivos similares). devese buscar compreender esta questão no contexto de uma teoria geral do erro (confiabilidade e viés) na pesquisa epidemiológica.

J. LEIGH. John Wiley & Sons.. Assim. ALMEIDA FILHO. Saúde Pública. New York. J. COUTINHO. HEBEL. Rev... o que se estabelece em tal processo é uma interação dinâmica de altíssima complexidade entre todos os elementos componentes. M.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Am. Statistical methods for rates and proportions. MTP Press Ltd.. KOLONEL. L. é preciso assinalar que nenhum desses determinantes de variação e viés atua isoladamente.. N.1983. E. ALMEIDA FILHO. Am. reações do informante. NOMURA. D. seja do sexo masculino ou feminino.. S. J... Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia]. J. SUSSMAN. 32:59-72. 1981. 10.. M. M.. COUTINHO. S. The Haworth Press. L. M. . ANDREOLI. 1987. será possível construir. LENNON. 1990. Adequacy of survey data collected from substitute respondents. MARI.. 1990. Epidemiol. FRANÇA. FLEISS. ANDREOLI.. 1975. Comparison of self-and surrogate-reported dietary information. Primary versus proxy respondents: comparability of questionnaire data on alcohol comsumption. 1991. J. SGRITTA. et al. 15. Proxy respondents in reproductive research: a comparison of self-and partner-reported data. C. C. Epidemiol. R. Campos Ed. R. Health Soc. [Dissertação de Mestrado . community . A. S..d’A.dwelling women. J. como muitos dos sintomas de que trata o QMPA. S. FAGAN.. D. MAGAZINER. Use of proxies to measure health and functional status in epidemiologic studies of community-dwelling women aged 65 years and older. 6. De fato. Prevalência de transtornos mentais em uma área industrial de Salvadoraspectos metodológicos e achados preliminares.... M. aponta-se para o reconhecimento da inevitabilidade do viés como um desafio maior para todos os campos de prática científica. DEAN.. S.. A.... Aging. Reliability of proxy response on mental health indices for aged. M. Med. Am.564 Rev. J. N. MARKS. S. J. 2. Cross-cultural perspectives on families. SANTANA. J.. A.. N. 5. 1993. Oxford.. 106:476-84. Epidemiol. D. 133:826-31. 28:249-59. L.. B. 14. & JACKSON. 23:467-74. 5:127-32. J. R. 7. C. V. com algum nível provisório porém pragmático de objetividade. 119:86-98. inversamente.. BUSNELLO. 31 (6).. BOH. J. S. R. 1993. C. GRUBER-BALDINI. Reconhece-se que a sintomatologia psíquica guarda singularidades no seu percurso até os níveis da consciência e da verbalização. M. K. BASSETT. ALMEIDA FILHO.. 17. Outro não foi o objetivo do presente estudo. K. não se pode conceber a mensuração como idealmente isenta de viés e problemas de repetibilidade. F. Salvador. HIROHATA. KARTXMER. DEAN. work. J.um estudo de prevalência... E. R. 12. and change. G.. J. SAMET. D. AGUIAR.1989. V. Finalmente. Saúde Pública. mediações do instrumento e condições do caso. 11. G. MAGAZINER. New York. N. dentro dos limites desta temática científica relevante e atual que é a investigação epidemiológica em saúde mental. J. Universitas. 138:443-52. AGUIAR. 1988. E. The role of diagnosis in psychiatry. 1996. Dessa maneira. que são raros os métodos disponíveis para mensuração objetiva e externa de fenômenos de natureza subjetiva. 8. Centers of Disease Control and Prevention. Sex differences in distress: the impact of gender and work roles.0.. 9. BLAY. MIRANDA. J. ALMEIDA FILHO. T. N. BASSET. Am.. G. um conhecimento sobre o processo de produção científica de cada campo particular. B.. S. FERNANDES.. C. Epidemiologia sem números: uma introdução crítica à ciência epidemiológica. E.. 28:290-305. 143:283-92. T.. Rio de Janeiro.. SULLIVAN. Behav. fazendo efetivamente interpenetrar expectativas do investigador. M. C. GRAHAM..The epidemiology of psychotropic use in the City of São Paulo. Lancaster. 1994. J.. HUMBLE. J. principalmente em um contexto de investigação distante da intimidade do enquadre terapêutico. Epidemiol. G.E. J. Blackwell Scientific Publications.. HEBEL. 3. SKIPPER. 1982. G. De fato. Condições de trabalho feminino e transtornos mentais . 13. C. HATCH.Departamento de Medicina Preventiva. W. AMER. Atlanta. Am. W. como fruto de desvios sistemáticos ou não produzidos pelos investigadores ou informantes que “manufaturam” um certo estudo. S. 1977. 1997 Confiabilidade do informante secundário Santana. KENDELL. A concise enciclopaedia of psychiatry. G. Y. é necessário compreender o viés como resultado de um maior grau de dificuldade na apreensão de uma realidade empírica dada ou. Nessa perspectiva. Version 6. MISRA. 1984. MARI. 16. R. B. Estrutura fatorial do questionário de morbidade psiquiátrica de adultos aplicado em amostras populacionais de cidades brasileiras. KABAT. 4.. COUTINHO. 1994. M. Psychol. D. ANTONISSEN. B. Epidemiol. Psychol. PARE. S. Epi Info. P. Exemplo disso é a limitação das informações sobre o consumo inadequado de bebidas alcoólicas pelo próprio indivíduo. J. STREINER.

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