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CORPORATIVISMO

Daiane Kuczmainski Acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo Universidade do Sul de Santa Catarina Campus Norte da Ilha

RESUMO: O Corporativismo é o ramo da arquitetura da era moderna que tenta encontrar soluções funcionais e estéticas dos grandes negócios, evocando a união da função com a imagem da empresa. Ocupa em desenvolver, projetar e executar espaços de trabalho para escritórios, entre empresas de grande porte, com um grande número de trabalhadores ou serviços realizados, como maneira de formar a identidade da empresa. É muito empregado em bancos, escritórios de advocacia e call centers. O projeto é desenvolvido mapeando as necessidades do ambiente de trabalho, propondo as melhores soluções em estação de trabalho e mobiliário em geral levando em conta aspectos ergonômicos do espaço interno e aspectos de conforto ambiental como tratamento acústico adequado e iluminação condizente com a atividade.

Palavra-Chave: Corporativismo, Arquitetura Arquitetura Empresarial, Imagem da Empresa.

Corporativa,

SUMÁRIO 1. Figuras 6. Arquitetos Corporativistas 4. Referências Bibliográficas . Conclusão 5. Arquitetura Corporativa 3. Introdução 2.

Com frequência. Quando se pretende resumir uma conduta antiética onde se quer demonstrar o indevido aproveitamento de uma situação ou estrutura profissional organizada para o atendimento de interesses mesquinhos ou pessoais diz-se que ela é “corporativista”. a palavra “corporativismo” tem sido usada com um sentido fortemente negativo. As organizações profissionais são compromissadas com os princípios e práticas éticas das profissões que incorporam. As primeiras corporações de ofícios remontam à Roma antiga. sedimentou-se até mesmo com os Estados totalitários do século XX e desemboca na pósmodernidade como alternativa sólida e experimentada de organização social eficaz. quando praticado sob a preceituação ética. sendo uma ideia de organização social segundo a aglutinação das pessoas pelas suas afinidades de ofício. As corporações são as parcelas da sociedade organizadas segundo afinidades profissionais de seus membros e são entidades de fundamento ético. inspirou o sindicalismo. Ao longo da história do mundo ocidental a organização social dos trabalhadores em modelo corporativo sempre esteve presente. criadas por Numa Pompílio para melhor estruturar a sociedade e o Estado. A expressão “corporativismo” não deve ser empregada em sentido pejorativo para tipificar condutas de aproveitamento indevido de privilégios profissionais.1. Arquitetura Corporativa . Introdução O corporativismo é expressão positiva e pretende a construção do bem comum. 2. Este modelo de organização social passou pela Idade Média em forma de “guildas”. resistiu à economia política liberalista e ao individualismo utilitarista da era moderna.

Os resultados da Arquitetura Corporativa proporcionam valor real ao ajudar os líderes corporativos a alcançar seus objetivos. da mesma forma. e relativa a pessoas. ordenando seus elementos gerais (conceitos. um arquiteto corporativo elabora a arquitetura da organização. Na Arquitetura Empresarial existe a reestruturação das operações. As equipes de Arquitetura Corporativa possuem visões amplas das exigências corporativas.A Arquitetura Corporativa. pode ser entendida como a lógica organizadora de processos de negócio e de recursos de Tecnologia da Informação que reflete os requisitos de integração e de padronização do modelo operacional de uma empresa. que refere-se ao alinhamento das atuais estruturas financeiras e à otimização de custos durante períodos de grandes desafios econômicos. A Arquitetura Corporativa fornece valiosas percepções no processo de tomada de . tais como novas oportunidades de mercado ou inovações de produtos. Refere-se também ao posicionamento da empresa para que tire proveito das condições dos negócios. o trabalho do arquiteto corporativo pode ser comparado ao do arquiteto urbanista. Nesse contexto. avaliar a situação atual. sistemas etc. processos e informações necessários para alcançar as estratégias corporativas. processos. também denominada Arquitetura Empresarial. O objetivo da Arquitetura Corporativa é articular as futuras necessidades corporativas. Um urbanista se preocupa com os aspectos gerais do planejamento de uma cidade. informações e tecnologias para otimizar os negócios. e determinar o caminho para remover as lacunas ao mesmo tempo em que equilibra as necessidades de curto prazo aos objetivos de longo prazo. dada sua ampla visão das tecnologias.) e verificando posteriormente se os projetos relacionados a cada elemento estão em conformidade com a arquitetura corporativa.

que identifica e conecta as estratégias corporativas. e uma subsequente análise das Arquiteturas Corporativas. e os requisitos de informações e tecnologia para determinar as exigências da solução corporativa. trabalhando em coordenação com os grupos de gestão de programas e planejadores financeiros. as exigências de mudança corporativa. pode apoiar o processo de tomada de decisões chave ao ponderar os atuais ou futuros projetos com relação às prioridades estratégicas identificadas na VRC para assegurar que os projetos propostos. em apoio aos esforços de otimização de custos. A VRC também pode ser usada para otimizar a carteira de soluções. Os métodos mais comuns de reestruturação — tais como adoção de modelos organizacionais (demissões). Finalmente. Cada uma dessas opções requer uma rápida avaliação e análise do impacto sobre os objetivos corporativos no estado futuro. as tendências ambientais. As equipes de Arquitetura Corporativa. as equipes de Arquitetura Corporativa podem facilitar novos arranjos com parceiros de terceirização ao garantir consistência durante a adoção de padrões e componentes reutilizáveis. ou aqueles atualmente em execução. As informações fornecidas como resultado do processo da Arquitetura Corporativa garante que a empresa possa aplicar recursos de forma inteligente e fornece argumentos objetivos para determinar quais projetos podem ser interrompidos. sejam alinhados a essas prioridades. Um artefato importante para o processo da Arquitetura Corporativa é a visão dos requisitos comuns (VRC). financeiros (alavancar as estruturas financeiras). Do mesmo modo. . a VRC pode ser usada para realizar cenários prováveis para determinar qual reestruturação poderá ser vantajosa durante a recuperação econômica.decisões para a reestruturação usando as visões futuras e atuais sobre o estado de coisas. corporativos (consolidação de entidades) ou industriais (fluxo de atores e padrões corporativos) — continuarão a ser as respostas estratégicas predominantes no mercado atual.

os conhecimentos adquiridos usando essa abordagem são insumos importantes para compreender o potencial impacto do risco (custo e complexidade) assim como a subsequente mitigação dos riscos. É importante que os subsequentes artefatos da Arquitetura Corporativa sejam atualizados para refletir a mudança. A interação é um aspecto importante do processo da Arquitetura Corporativa. Através de governança. Como resultado. informativos e tecnológicos. as equipes de Arquitetura Corporativa aplicam suas habilidades e . Os artefatos do processo da Arquitetura Corporativa demonstram a conexão entre as tendências ambientais e as estratégias corporativas. Os componentes que impulsionam a Arquitetura Corporativa (tendências ambientais e estratégias corporativas) poderão evoluir ou mudar dramaticamente ao longo do tempo. e preencher a lacuna entre a empresa.Informações corporativas utilizáveis e partilhadas trabalhando em conjunto com os processos corporativos. e posicionarão a empresa para que aproveite as oportunidades apresentadas pela recuperação econômica. 3. supervisão. que incluem compreender e gerir as expectativas dos diversos atores interessados. Arquitetos Corporativistas Os arquitetos corporativos bem sucedidos trabalham para desenvolver consistentemente seus talentos de facilitação. e capacitação. Essa conexão fornece a base para a arquitetura do estado futuro com relação aos seus pontos de vista corporativos. Quando o processo da Arquitetura Corporativa permanece iterativo. os artefatos podem ser úteis para esclarecer o impacto sobre o estado futuro e a subsequente análise das lacunas. posicionarão as empresas para que tomem decisões mais bem informadas no futuro.

Uma delas foi a Fabrica de Vidro Ford.talentos únicos para ajudar a empresa a atender as demandas atuais e as futuras necessidades corporativas. Cada bloco encorajava os seus trabalhadores a focalizarem-se nas tarefas. 03 e 04). projetaram fabricas que pareciam tão funcionais como outras dos mestres modernos europeus que seriam provavelmente tanto ou mais operacionais. O arquiteto Albert Kahn construía literalmente centenas de fabricas e linha de montagem feitas com estrutura de aço e concreto. Os centros de Detroid. até com evidência histórica. Nele. Nele utilizou a simples resolução de condições utilitárias e a linha de planta livre.01 e 02). divisórias que não chegam até o chão para facilitar a limpeza. Outro edifício de Lloyd foi o Edifício Larkin (fig. em Wisconsin. Chicago e Nova Iorque contrastavam com as plantas de edifícios industriais das periferias urbanas ao serem decoradas generosamente. Wright organizou no interior do edifício os conjuntos de equipamentos e máquinas das atividades diversas. Wright também projetou a mobília para a administração. Frank Lloyd Wright. galerias abertas e distribuição interna sem divisões permanentes o que favorece a integração entre os setor passando a sensação de totalidade. Móveis em metal. . e só depois foi adicionada a torre que proporcionava um ponto focal. projetou a sede de Johnson Wax (fig. Os arquitetos americanos dos anos 20. o edifício parecia um conjunto de formas em tijolo. A iluminação natural é favorecida pelos panos de janela e teto-envidraçado. Do exterior. Wright deu a cada função um bloco concebido para servir as suas necessidades particulares. que já tinha produzido escritórios que refletiam os novos princípios de organização empresarial. em Búfalo. Com frequência os arquitetos seguiram a distinção que Albert Kahn fez entre a produção de edifícios e a projeção arquitetônica para suas sedes. e para esse efeito virava para dentro com a luz a incidir por cima.

O seu desenho limpo e aparentemente racional parecia refletir a eficiência comercial e a abertura as novas tecnologias. A superfície lisa da cortina de vidro oculta a estrutura de aço por baixo dela. Conclusão O corporativismo nada mais é que uma ideia formal de organização social pelas afinidades socioeconômicas que os indivíduos possam ter em comum. quer organizando. para coordenar o interior e a mobília dos edifícios. Owings e Merrill (SOM) em Nova Iorque. Como tal pretende o desenvolvimento da cooperação e da lealdade concorrencial. 06) de Mies foi construído luxuosamente e configurava uma refinada individualidade que pode ser comparada aos templos gregos e pirâmides egípcias. Projetos posteriores inspiraramse neste precedente da construção cuidadosamente dimensionada. A Lever House (fig. 06). edificada à sua frente. quer visando o bem estar de seus membros. Construído para companhia Lever Brothers.Ao apresentar as facções heterogêneas do modernismo europeu como uma identidade singular unificada. um sonho de arquitetura pura e platônica. desenvolvendo ou . As empresas procurando ser cultas e contemporâneas. 05) de Skidmore. a afetividade pela solidariedade e o bem comum. o consenso entre pares. de Mies Van Der Rohe. A ideia de uma torre ligada a um bloco foi muito copiada. a valorização da comunidade e das próprias profissões. provou que o modernismo europeu se poderia adaptar as necessidades corporativas. O Edifício Seagram (fig. criando ambientes empresariais. Enquanto do interesse da sociedade. As torres de aço e vidro de Mies sempre foram um ideal. Os 24 andares foram ultrapassados pelo edifício Seagram (fig. 4. assimilaram esta mensagem. inaugurou a combinação de uma torre para trespassar a linha do horizonte e um pódio para marcar a presença do chão. É a doutrina das corporações.

A estética industrial no século XX chegava para dominar a imagem corporativa a medida com poder das companhias começava a dominar a vida publica. 5. são estruturas de caráter eminentemente ético. 01 .harmonizando a ação profissional para o bem desta própria sociedade. Figuras Fig.

Fig. 02 Fig. 03 .

05 .Fig. 04 Fig.

Fig. 06 .

abril.org/page/Seagram_Building . Ed.br/crea3/html3_site/doc/Caderno03_2ed.História da Arquitetura. Referências Bibliográficas GLANCEY.com/photos/32224170@N03/3310917828/ http://dbpedia.com. São Paulo. Loyola.crea-pr.br/corporate/gartner/a-arquitetura-corporativa-emtempos-de-desafios-economicos.org.6.shtml http://www. http://www. 2001.pdf http://info.flickr. Jonathan .