You are on page 1of 8

Adorno - Adorno e a cultura de massa

Theodor Adorno, filósofo e sociólogo alemão, projetou-se como um dos críticos mais ácidos dos modernos meios de comunicação de massa. Ao exilar-se nos Estados Unidos, entre 1938 e 1946, percebeu que a mídia não se voltava apenas para suprir as horas de lazer ou dar informações aos seus ouvintes ou espectadores, mas fazia parte do que ele chamou de industria cultural. Um imenso maquinismo composto por milhares de aparelhos de transmissão e difusão que visava produzir e reproduzir um clima conformista e dócil na multidão passiva.
Jurgen Habermas (n.1929

Um dos mais importantes filósofos alemães do século XX, nasceu em Gummersbach, a 18 de Junho de 1929. Fez cursos de filosofia, história e literatura, interessou-se pela psicologia e economia (Universidades de de Gotingen- com Nicolai Harttman-, de Zurique e de Bona). Em 1954 doutorou-se em filosofia na universidade de Bona. Estudou com Adorno e foi assistente no Instituto de Investigação Social de Frankfurt am Main (1956-1959).

Filosofia
Apesar da enorme complexidade do pensamento de Habermas, é possível descobrir algumas constantes: 1. Ao longo da sua vastíssima obra, tem procurado de criar uma teoria crítica social assente numa teoria da sociedade 2. Assumindo-se como um dos defensores da modernidade, procura igualmente criar uma teoria da razão que inclua teoria e

b) comunicativos. às ciências críticas (teorias sociais). Habermas parte do pressuposto que todo o conhecimento é induzido ou dirigido por interesses. 3. e pelo menos em parte. ao pensamento filosófico. onde seria convertido em ideologia. Todo o conhecimento científico enquadra-se nesta esfera de interesses. Esta auto-reflexão pode converter-se numa ciência. culturais. Os interesses técnicos surgem do desejo de domínio e controlo da natureza. Nesta esfera de interesses estão as chamadas ciências do espírito (ciências humanísticas. etc). Distingue três grandes tipos de interesses. Estes interesses estão ligados à reflexão. Os interesses são estruturados por processos de aprendizagem e compreensão mútua. o que origina entendimentos e desentendimentos entre as várias comunidades. Tratam-se de interesses técnicos na medida em que a tecnologia se apoia ou está ligada à ciência. segundo um hierarquia algo peculiar: a)técnicos. o mesmo é dizer. . c) emancipatórios. Mas ao contrário das Karl Marx não o reduz o conhecimento à esfera da produção. uma teoria que seja ao mesmo tempo justificativa e explicativa.prática. É neste contexto que Habermas afirma o princípio da racionalidade dos interesses.A noção de interesse é nuclear no seu pensamento. Os interesses comunicativos levam os membros duma sociedade a entenderem-se (e às vezes a não entenderem-se) com outros membros da mesma da mesma comunidade. Os interesses emancipatórios ou libertadores estão ligados à auto-reflexão que permite estabelecer modos de comunicação entre os homens tornando razoáveis as suas interpretações. A sua noção de interesse é muito ampla. Nem reduz os conflitos de interesses à luta de classes. Os interesses surgem de problemas que a humanidade enfrenta e a que tem que dar resposta.

mas no centro. cuja centralidade se faz também no subjetivismo. explicativo enquanto justificador. que já trazem o dado da racionalidade. e empiristas. 4. Ideais cujas forças se dão na primazia da razão. No duelo entre racionalistas.como ocorre com a psicanálise e a crítica das ideologias. foi sua teoria responsável também por gerar o individualismo presente hoje na sociedade pós-moderna? Claro que a intenção do subjetivismo de Kant não era essa. assim. mas uma ciência que é capaz transformar as outras ciências. Todo o seu pensamento aponta. A teoria de Kant é assim chamada de revolução copernicana do conhecimento. e ambas são aspectos de emancipação social e humana. O interesse emancipatório resulta de ser um interesse justificador. Immanuel Kant. conforme já discorrido anteriormente) é uma estrutura que se encontra em toda a . Alemão do século XVIII. na razão do sujeito. como fez Copérnico com a astronomia quando provou que era a terra que girava em torno do sol e não o contrário. cuja tese do conhecimento só se torna possível por que há o contato com o objeto. Kant compartilha dos ideais iluministas de sua época. Se Kant dá abertura ao idealismo. onde não é possível separar a teoria da prática. Kant tira o sujeito agente do conhecimento da órbita e o coloca no centro.A auto-reflexão individual é inseparável da educação social. cuja história natural nos vai dando conta dos níveis de racionalidade que a mesma atinge. mas ainda não se desvencilham do objeto. 5. para uma autoreflexão do espécie humana. As decisões (práticas) são encaradas como actos racionais. O sujeito transcendental em Kant (sujeito aquele que não está mais na órbita.

digamos. não é. para começar a ciência não se baseia na indução. uma preocupação kantiana a priori.humanidade. Se esses testes se mostrarem negativos. Segundo o ponto de vista de Popper. que Kant chama de transcendental. e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. universal. Popper nega que os cientistas começam com observações e inferem depois uma teoria geral. então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão . primeiro propõem uma teoria. presente como estrutura em todos. É nesse sentido de algo. A teoria kantiana é justamente buscar uma universalidade para sua teoria do conhecimento. O dado da razão humana como centralidade do conhecimento é. Popper olha para a prática da ciência para nos mostrar como lidar com o problema. apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada. O sujeito da teoria do conhecimento de Kant é expressão evidente da modernidade. algo de muito forte na modernidade e que se extrapola até a pós-modernidade. Em vez disso. Karl Popper Uma linha de resposta bastante diferente para o problema da indução deve-se a Karl Popper. A propensão ao individualismo nasceu depois. por assim dizer. Kant entra como um pai para a modernidade por sua teoria do subjetivismo. sem dúvida. Desse modo.

é certo. Se. mesmo as teorias científicas são palpites — pois não podem ser provadas pelas observações: são apenas conjecturas não refutadas. a ciência é uma sequência de conjecturas.procurar uma nova alternativa. então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada. e são substituídas por novas hipóteses quando são falsificadas. os testes estiverem de acordo com a teoria. No entanto. segundo a concepção de Popper. mas ainda assim como uma conjectura não refutada. As teorias científicas são propostas como hipóteses. Mas. O próprio Popper usa este critério de falsificabilidade para distinguir a ciência genuína não só de sistemas de crenças tadicionais. esta maneira de ver a ciência suscita uma questão óbvia: se as teorias científicas são sempre conjecturais. Assim. segundo Popper. a adoração de espíritos ou qualquer outra forma de superstição sem fundamento? Um não-popperiano responderia a esta questão dizendo que a verdadeira ciência prova aquilo que afirma. então o que torna a ciência melhor do que a astrologia. enquanto que a superstição consiste apenas em palpites. pelo contrário. como a .

mas também do marxismo. Para Popper. os teóricos psicanalistas defendem que todas as neuroses adultas se devem a traumas de infância. Os cientistas genuínos dirão de antemão que descobertas observacionais os fariam mudar de ideias. que . e abandonarão as suas teorias se essas descobertas se realizarem. Segundo Popper. da psicanálise de várias outras disciplinas modernas que ele considera negativamente como "pseudo-ciências". mas quando são confrontados com adultos perturbados que aparentemente tiveram uma infância normal dizem que ainda assim esses adultos tiveram que atravessar traumas psicológicos privados quando eram novos. Os marxistas prevêm que as revoluções proletárias serão bem sucedidas quando os regimes capitalistas estiverem suficientemente enfraquecidos pelas suas contradições internas. respondem simplesmente que as contradições desses regimes capitalistas particulares ainda não os enfraqueceram suficientemente. estes truques são a antítese da seriedade científica. Mas os teóricos marxistas e psicanalistas apresentam as suas ideias de tal maneira. as teses centrais dessas teorias são tão irrefutáveis como as da astrologia. defende Popper. Mas. quando são confrontados com revoluções proletárias fracassadas.astrologia e a adoração de espíritos. De maneira semelhante.

Spinoza era de uma família tradicional judia. Amaldiçoaram-no em ritual.nenhumas observações possíveis os farão alguma vez modificar o seu pensamento. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Spinoza atacou a falsa noção que se tem de Deus e da espiritualidade. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Isso não acontece com os outros seres. A vida de Spinoza foi marcada pela sua concepção de Deus. ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã. Ofereceram uma pensão para ele manter fidelidade à sinagoga e Spinoza recusou. Critica os dogmas rígidos e rituais sem sentido nem poder. Os judeus não falavam com Spinoza. Spinoza fez uma análise histórica da Biblía. em 1656. Holanda. Mas recusou a recebêla. Apesar disso. não se converteu ao cristianismo. Escapou graças à sua agilidade. de origem portuguesa. viajou pela Holanda. um homem tentou matá-lo com um punhal. Depois disso. Deus é o único ser em que a essência coincide com a existência. Diz que a Bíblia está no sentido figurado. É a causa última de tudo. mas os cristãos sim. John Locke nasceu no mesmo ano. Por suas opiniões. Baruch Spinoza ou Espinosa. No Tratado teológico político defende uma interpretação da Bíblia diferente da visão dogmática de judeus e cristãos. e as coisas estão em Deus. só queria fazer valer seus direitos. bem como o luxo e a ostentação da Igreja. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Essa é uma noção . Lutou pela herança do pai e ganhou a causa. Seus familiares quiseram deserdá-lo. Foi então excomungado. colocando-a como fruto de seu tempo.

As coisas só tem essências na medida em são atributos de Deus. Spinoza desenvolverá isto no Ética.panteísta. E Deus é perfeito. A parte divina do ser é a essência. Conhece a si e a tudo objetivamente. .

9:/4 4-09.3.0.07E89434A9.790 /..80.20//. 5.97-:948/00:8 $534.4.5.20390 8. 0:8F5071094 430.  .83..48.88O902088H3../0803..088H3.390J89.0284 ./4807F.