INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO Campus Recife

600 a. C. Tales de Mileto – Observação de um pedaço de âmbar atrai pequenos fragmentos de palha, quando previamente atritado. William Gilbert – Outras substâncias além do âmbar são capazes de adquirir propriedades elétricas. Estudos 1600 sobre imãs e interpretação do magnetismo terrestre. 1672 1729 Otto von Guericke – Invenção da primeira máquina eletrostática. Stephen Gray – Os metais tem a propriedade de transferir a eletricidade de um corpo a outro. Primeira caracterização de condutores e isolantes. Experiências sobre indução elétrica. Robert Symmer – Teoria dos Dois Fluidos: o corpo neutro tem quantidade “normal” de fluido elétrico. Quando é esfregado uma parte do seu fluido é transferida de um corpo para outro ficando um com excesso (carga positiva) e outro com falta (carga negativa). Fato importante: lei da conservação da carga. Charles A. Coulomb – Experiências quantitativas sobre interação entre cargas elétricas, com auxílio da balança de torção. Alessandro Volta – Invenção da Pilha. Hans–Christian Oersted - Efeito Magnético da Corrente Elétrica. Andre Marie Ampere – Lei que governa a interação entre os imãs e correntes elétricas. George Simon Ohm – Conceito de resistência elétrica de um fio. Dependência entre diferença de potencial e corrente. Michael Faraday – Lei da indução eletromagnética entre circuitos. Joseph Henry – Fenômenos da auto-indução. Heinrich Friedrich Lenz – Sentido da força eletromotriz induzida. Michael Faraday – Leis da eletrólise: evidência de que íons transportam a mesma quantidade de eletricidade proporcional a sua valência química. James Clerk Maxwell – Teoria do Eletromagnetismo. Previsão da existência de ondas eletromagnéticas. Natureza da luz. Heinrich Hertz – Produção de ondas eletromagnéticas em laboratórios. Joseph John Thomson – Descoberta do elétron. Robert Milikan – Medida da carga do elétron. Quantização da carga.

1763
1785 1800 1820 1825 1827 1831 1832 1834 1834 1864 1887 1897 1909

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Em 1600 Willian Gilbert foi o primeiro cientista a publicar um livro descrevendo fenômenos elétricos e magnéticos: “De Magnete”, em 1600, durante o reinado de Elizabeth I, da Inglaterra. Neste livro, Gilbert relaciona os fenômenos elétricos e magnéticos. Apesar do livro tratar, principalmente, de explicar os fenômenos magnéticos tem um capítulo dedicado exclusivamente ao efeito âmbar (corpo eletrizado). Foi Gilbert que, pela primeira vez utilizou termos como elétrico, eletrizar, eletricidade e eletrização, palavras derivadas de ELEKTRON, que em grego quer dizer ÂMBAR.

Em 1670 Otto von Guericke, prefeito da cidade de Magdeburgo, construiu a primeira máquina eletrostática. Era uma enorme esfera de enxofre que ele fazia girar, enquanto a atritava com um pedaço de lã. Desse jeito, conseguia gerar uma quantidade de eletricidade suficientemente grande para produzir faíscas. Von Guerick observou também, utilizando a sua máquina, que pequenos pedaços de papel atraídos pela máquina entravam em contato com ela e eram em seguida repelidos. Concluiu que corpos eletrizados tanto podiam provocar atração como repulsão. Esta observação foi uma das mais importantes para a compreensão da natureza da eletricidade.
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Em 1730 Stephan Gray descobriu que era possível eletrizar um corpo por contato com outro corpo já eletrizado. Percebeu, depois, que isso podia ser feito à distância, através de fios de material adequado. Descobriu também que alguns materiais conduzem bem a eletricidade e outros não, criando a partir daí, o conceito de substâncias condutoras de eletricidade e não condutoras ou isolantes (também chamadas de dielétricos).
Em 1734 Charles Du Fay aliando a máquina eletrostática de Von Guerick e a descoberta de materiais condutores, retomou e desenvolveu as experiências de Gray chegando a conclusões importantes. A maior descoberta de Du Fay foi a existência de duas espécies de eletricidade. Ele notou que a carga elétrica(eletricidade) adquirida por um bastão de vidro, eletrizado com seda, era diferente da carga elétrica adquirida por uma vareta de ebonite, eletrizada por um pedaço de lã. Para demonstrar sua experiência Du Fay utilizou quatro bolinhas de medula de sabugueiro (o isopor daquela época) penduradas por um fio isolante. O dispositivo foi chamado de “Pêndulo Elétrico” e funciona da seguinte maneira: aproximando um bastão de vidro ou de ebonite eletrizados (por atrito) da bolinha do Pêndulo Elétrico, o bastão atrai a bolinha, ocorre o contato entre eles e, imediatamente, a bolinha passa a ser repelida pelo bastão. Com essa experiência, Du Fay concluiu que as bolinhas dos pêndulos adquiriam a mesma espécie de eletricidade que a do bastão eletrizado. 5

No século XVIII, o francês Charles François Dufay detectou a existência de dois tipos de cargas elétricas, as quais denominou de “vítrea” e “resinosa”, pois notara que um bastão de vidro atritado com seda adquiria carga elétrica diferente da carga elétrica adquirida por um bastão de resina atritado com lã. Mais tarde, Benjamin Franklin foi o primeiro a utilizar as palavras carga “positiva” para a carga “vítrea” e carga “negativa” para carga resinosa.

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Em 1752 Benjamin Franklin retomando os estudos de Du Fay formulou uma teoria segundo a qual os fenômenos elétricos eram produzidos pela existência de um fluido elétrico que estaria presente em todos os corpos (hoje, sabemos que esse fluido não existe). Os corpos, normalmente, teriam quantidades iguais desses fluidos (vítreo e resinoso), por isso eram eletricamente neutros. Quando eletrizados, haveria a transferência de fluido de um para outro e essas quantidades deixariam de ser iguais. A eletricidade de um corpo corresponderia à do fluido que ele contivesse em excesso. Por outro lado, se para um mesmo corpo fosse fornecido a mesma quantidade de fluido vítreo e resinoso, o corpo não manifestaria propriedades elétricas, os fluidos se neutralizariam. Tudo se passava como se os fluidos se somassem algebricamente. Daí, Franklin, passou a chamar a carga elétrica VÍTREA de POSITIVA e a RESINOSA de NEGATIVA. Sendo assim, para Franklin, não haveria criação nem destruição de cargas elétricas, mas apenas transferência de eletricidade (fluido elétrico) de um corpo para outro, isto é, a quantidade total de fluido elétrico permanecia constante. A partir dessa conclusão ele enunciou o “Princípio da Conservação das Cargas Elétricas”: Franklin descobriu ainda que quando se eletriza um corpo que possua uma cavidade as cargas elétricas em excesso se distribuem apenas na superfície do mesmo; na cavidade não são encontradas cargas elétricas, isto é, o seu interior é eletricamente neutro. Outra descoberta de Franklin foi de que corpos em forma de ponta permitiam o “vazamento” da eletricidade. Através de saliências pontiagudas, um corpo podia perder ou adquirir eletricidade. Associando essas idéias com a descoberta dele que o raio é uma descarga elétrica (experiência da pipa) ele inventou o pára-raios. O pára-raios “tipo Franklin” inventado por ele foi a primeira contribuição prática na área da eletricidade e é utilizado até hoje.

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Noção de Carga Elétrica
Carga elétrica é uma propriedade física inerente aos prótons e elétrons. Os nêutrons não possuem esta propriedade.

A carga elétrica dos prótons é positiva.
A carga elétrica dos elétrons é

negativa. Em módulo a carga elétrica dos prótons e elétrons são iguais.

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Corpo neutro: número prótons = número de elétrons. Corpo eletrizado: nº. de prótons ≠ nº. de elétrons.

•Se o nº de prótons for maior que o nº de elétrons, dizemos que o corpo está eletrizado positivamente.
•Se acontecer o contrário, isto é nº de elétrons for maior que o nº de prótons, ,então o corpo estará eletrizado negativamente. •De qualquer uma das formas, o fenômeno só acontecerá através da transferência de elétrons de um corpo para outro

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O físico britânico Joseph John Thomson descobriu em 1897 o elétron, partícula elementar de carga negativa, e contribuiu de modo significativo para a revolução científica do século XX mediante o conhecimento da estrutura do átomo.
Millikan analisou o comportamento que as gotículas de água com carga elétrica manifestavam quando submetidas a duas influências simultâneas: a da gravidade e a um campo elétrico. (como a água evaporava rapidamente, substituiu-a, em 1911, por óleo.), chegando á conclusão de que a quantidade de carga que provocava a menor alteração possível era igual á carga de um elétron. De fato, constatou que todos os demais valores de carga que se podiam adicionar à gotícula eram múltiplos daquele valor unitário.

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A unidade de medida de carga elétrica no S.I. é o coulomb (C). O valor da carga elementar: e = ± 1,6.10-19 C

milicoulomb (mC) = 10 -3 C Submúltiplos microcoulomb (C) = 10 -6 C

Q  n.e

Uma carga elétrica de 1C equivale a um excesso ou falta de 6,25.1020 elétrons.

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Condutores e Isolantes

Grande quantidade de elétrons livres e permite a mobilidade dessas partículas Ex. metais Pequena quantidade de elétrons livres e não permite a mobilidade dessas cargas. Ex. plásticos, borrachas.
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PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO

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+

| QA || QB |

Vidro Mica Lã Seda Algodão Madeira Âmbar Enxofre Metais

Pele humana seca Couro Pele de coelho Vidro Cabelo humano Fibra sintética (nylon) Lã Chumbo Pele de gato Seda Alumínio Papel Algodão Aço Madeira Âmbar Borracha dura Níquel, Cobre, Latão, Prata, Ouro, Platina, Poliéster Isopor Filme PVC ('magipack') Poliuretano Polietileno ('fita adesiva') Polipropileno Vinil (PVC) Silicone Teflon
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-

-

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QA  QB  Q  Q
' A

' B

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| QA || QB |

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Dispositivos eletrostáticos
Eletroscópio de folhas

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Dispositivos eletrostáticos
Pêndulo eletrostático

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Fonte: Tópicos de Física vol.3

Fonte: Tópicos de Física vol.3

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Fonte: Tópicos de Física vol.3

Em 1785 Charles Coulomb baseado na Lei da Gravitação Universal, de Newton, e utilizando uma balança de torção formula as primeiras leis quantitativas para os fenômenos elétricos e magnéticos.
“As forças de interação entre duas partículas possuem intensidades iguais e são sempre dirigidas segundo o seguimento de reta que as une. Suas intensidades são diretamente proporcional ao módulo do produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre as partículas.”

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Q d

q

Fk

Q.q d
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Constante eletrostática

k = 1/40 Permissividade absoluta

No vácuo k=9.109 N.m2/C2
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