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A formação das Monarquias Absolutistas

O Estado Absolutista correspondeu à forma política predominante na Europa do Antigo Regime. Representou a ultima etapa de superação da política medieval, ou seja, da descentralização política típica do feudalismo. Os governos absolutistas assimilaram a concentração total de poderes na pessoa do rei, cujos interesses eram vistos como sendo da nação como um todo. A justificativa para a centralização do poder na realeza baseava-se em teorias que valorizavam a presença de um soberano forte (o rei) e com plenos poderes sob o Estado, dentre alguns dos, teóricos que defendiam esta ideologia encontram- se Maquiavel, Hobbes e Bossuet. Os países Ibéricos, foram os primeiros a desenvolver um regime monárquico forte e centralizado. No caso de Portugal, esta formação encontra-se já no século XII, pois em decorrência das guerras de reconquista do território ibérico dominado pelos árabes, desde a Idade Média, fez surgir um sentimento de união e nacionalidade do povo português sendo este convertido para a figura de um rei protetor e incentivador econômico. No caso da futura Espanha, esta estava fragmentada em alguns reinos, com autoridades próprias e independentes, foi somente através de um processo de unificação deste reinados que durou alguns séculos e finalizou-se com o casamento de Fernão de Aragão e Isabel de Castela, em 1469, juntando assim sob uma mesma coroa os quatro reinados espanhóis, realizando assim o processo de centralização política. Na França, a expressão maior do absolutismo monárquico foi Luís XIV, da dinastia dos Bourbons, o chamado Rei Sol. Com ele efetivou-se um governo fundado na teoria do direito divino do reis, formulada por Bossuet. Já na Inglaterra, o momento áureo do absolutismo coube aos Stuarts, especialmente aos governos de Jaime I e Carlos I. Nesse período, o peso relativo do Parlamento (conquistado com a Magna Carta) foi muitíssimo reduzido. Verificam-se, porém,intensos conflitos entre os reis e os parlamentaristas. A vitória coube a estes últimos sob a liderança de Oliver Cromwell, executaram o rei e instalaram a república. O governo de Cromwell sustentou-se, principalmente, na força militar, já que pouco depois de derrotar os realistas estabeleceu uma ditadura pessoal. Após sua morte, porém, Exército e Parlamento uniram-se e restauraram a monarquia Stuart. Carlos II tentou retornar a centralização política, mas não obteve sucesso; em 1688, a chamada Revolução Gloriosa sepultou definitivamente o absolutismo na Inglaterra. Ao assumir a coroa inglesa, Guilherme III teve que jurar a Declaração de Direitos, na qual se estabelecia a supremacia parlamentar no governa inglês. Outras nações européias tiveram governos de caráter absolutista confirmando ser esse regime político uma marca da idade moderna do capitalismo comercial.