Curso de Engenharia de Produção Campus de Sorocaba

Disciplina: Processos Químicos Industriais
Indústrias de Polímeros (Parte 2):

Polímeros, Processos de Moldagem, Transformação Industrial; Reciclagem
Profa. Dra. Jane Maria Faulstich de Paiva Data: Novembro de 2011 – turma B

Processos de Moldagem ou Transformação Industrial de Composições Poliméricas em Artefatos

Processos de Transformação de Composições Poliméricas em Artefatos

Vazamento (“Casting”):
• Processo de moldagem descontínuo, simples • Usado para polímeros termoplásticos e termorrígidos • Consiste em verter no molde a composição moldável, sob a forma de solução viscosa ou mistura de monômeros e reagentes, que resultará no polímero, após a reação de polimerização.
Ex.: peças ou “blocos” de Poliuretano (PU); Moldagem de polímero a partir de amido.

Pode ser realizado também por Vazamento Rotacional ou Rotomoldagem em Moldes Fechados: Para obter peças ocas com espessura uniforme.
- Páginas 66-67 do Livro: Mano, E. B.; Mendes, L.C. Introdução aos Polímeros. 2ª. Edição, 1999. Editora Edgard Blucher Ltda.

mas características termorrígidas). amolecido ou fundido por aquecimento (no caso de termoplásticos).Compressão (“Compression Molding”)  Processo de moldagem descontínuo. Representação esquemática da moldagem através de compressão. Muito usado para a moldagem de polímeros termorrígidos.  Pode ser utilizado para moldar polímeros termoplásticos.  Apresenta vantagens e desvantagens. Foto de um molde aberto . dentro da cavidade do molde.  Consiste em comprimir o material em “ponto de gel” (no caso de resinas viscosas.  Pode contemplar aquecimento do molde (compressão a quente). simples.  Pode inclusive ser usado para a fabricação de produtos elastoméricos.

Compressão Prensa hidráulica de laboratório. para moldagem por compressão a quente ou a frio. Sistema de aquecimento da prensa de maior porte Prensa hidráulica de maior porte Molde .

 Aplicação: obtenção de fibras a partir de polímeros termoplásticos de difícil solubilidade e alta resistência ao calor.  Ex.Fiação por Fusão (“Melt Spinning”)  Processo Contínuo. fibras de PET. . Representação esquemática da moldagem através de fiação por fusão.  Estiramento: acima da Tg do polímero. Passagem do polímero fundido por placa contendo orifícios (fieira). que depois se solidificam por resfriamento e são enrolados em bobinas.: fibras de poliamida.

com sistema parafuso ou rosca sem fim. . que será fundida em um cilindro aquecido. para homogeneizar a massa ou a mistura polimérica antes ser injetada. por intermédio de um êmbolo. brinquedos. Processo muito utilizado na moldagem de polímeros termoplásticos.  Aplicação: vários tipos de utensílios domésticos.  Consiste em introduzir no molde a composição moldável.Moldagem por Injeção (“Injection Molding”)  Processo de moldagem descontínuo.  As máquinas injetoras possuem uma câmara cilíndrica preliminar. aquecida. etc. Representação esquemática da moldagem através de injeção.  É comum gerar aparas (rebarbas) provenientes dos canais de injeção.  Resfriamento do material no molde. pré-formas (“parison”) para moldagem por sopro. peças automotivas.

Exemplos de Injetoras Disponíveis no Comércio .

tubos (PVC). Aplicado principalmente a termoplásticos.  Consiste em fazer passar a massa polimérica moldável através de matriz final ou cabeçote (uma espécie de molde) com perfil desejado.Extrusão (“Extrusion”) Geralmente é um processo contínuo. (b) Extrusão tipo filme inflado. . Aplicação: fabricação contínua de tarugos. etc. (a) Extrusão simples. filmes poliméricos. Representação esquemática da moldagem através de extrusão.  Com o resfriamento a peça extrusada vai solidificando progressivamente (em sistema de banho com água). peças cortadas em dimensões especificadas ou em grânulos regulares com faca rotativa. lâminas poliméricas.  Extrusado pode ter vários formatos: filme enrolado em bobinas.

. Fotografias da matriz (cabeçote) final de uma extrusora.: obtenção de grânulos regulares. com utilização de faca rotativa. para produção de grânulos (“pellets”).Extrusão (“Extrusion”)  Ex.

Continuação: Extrusão  Processo de extrusão também permite a produção de filmes planos ou inflados. Extrusora Extrusora .  Dependendo da Extrusora também pode funcionar também como: • câmara de mistura ou de homogeneização para misturas moldáveis.  Fendas simples ou múltiplas (co-extrusão). • câmara de reação (extrusão reativa). a preparação de pré-formas para sopro.  Variação no formato da fenda. para modificar a estrutura do polímero.: planas. Ex. ampliando as possibilidades de aplicação. circulares. etc.

 Muito aplicado à materiais termoplásticos. . na área de embalagens. principalmente. garrafas para refrigerantes. através da insuflação de ar no interior de uma pré-forma (“parison”.  Adequado para obtenção de peças ocas. Exemplos: frascos diversos. Representação esquemática da moldagem através de sopro. obtida em outro processo de moldagem) inserida no interior do molde. alguns brinquedos volumosos e ocos.Moldagem por Sopro (“Blow Molding”)  Processo de moldagem descontínuo.

Co-extrusão e Sopro  Necessita da combinação de equipamentos capazes de produzir extrusão e depois sopro.  Geralmente. a peça final é composta por algumas camadas de polímeros. Equipamentos de alto custo. . Representação esquemática da moldagem por coextrusão e sopro. resultando em múltiplas camadas.

.: não confundir a calandra com um misturador de rolos (o qual pode ser usado em uma etapa anterior ) Representação esquemática da moldagem através de calandragem. etc. Obs. esteiras transportadoras. sucessivos e interligados. pisos antiderrapantes. Pode ser empregado na produção em grande escala de materiais termoplásticos. termorrígidos (em alguns casos) ou elastoméricos.Calandragem (“Calendering”)  Processo que permite obtenção contínua de “lâminas” plásticas com espessura controlada em equipamento do tipo calandra. passa entre cilindros Fabricação de: passadeiras plásticas.  A composição polimérica moldável superpostos.

Alguns tipos de letreiros em relevo. sem muitas exigências de acabamento.  A folha aquecida é aplicada sobre um molde contendo perfurações. apoiado sobre uma base na qual se aplica vácuo.  Aplicações: • peças de grandes dimensões. • artefatos de pequenas dimensões. Ex. Utiliza aquecimento de folhas ou placas poliméricas pela aproximação a um conjunto de resistências elétricas. Obs.: revestimentos internos de geladeira. até seu amolecimento. algumas luminárias. estrutura de painéis de instrumentos de automóveis.: Também conhecida como um tipo de moldagem a vácuo. Representação esquemática da moldagem através de termoformação.Termoformação (“Thermoforming”)  Processo de moldagem descontínuo. .

. Exemplo: obtenção Poliacrilonitrila (PAN) de fibras de Representação esquemática da moldagem através de fiação seca.Fiação Seca (“Dry Spinning”)  Processo aplicável para obter fibras de polímeros pouco resistentes ao calor. como fiação por fusão (descrito anteriormente).  Os filamentos se solidificam pela evaporação do solvente dentro de uma câmara adequada à sua recuperação.  Filamentos são enrolados em bobinas. para serem usados em outros processos de transformação. mas “sensíveis” a alguns solventes (não aquosos) aquecidos.  A solução viscosa deve ser passada através dos orifícios das fieiras.

embora de difícil dissolução. passando-o à condição de solúvel em água e formando soluções muito viscosas. mas solúveis). Aplicação: obtenção de fibras de raion (viscose) a partir de celulose regenerada (em sal de sódio de xantato de celulose. .Fiação Úmida (“Wet Spinning”)  Possibilita obtenção de fibras a partir de polímeros termorrígidos físicos (infusíveis. que é solúvel em água). Baseia-se na modificação química do polímero. Representação esquemática da moldagem através de fiação úmida. capazes de formar filamentos.

balões de aniversário. Espessura do artefato é determinada pelo número de vezes que se repete o procedimento. . Exemplos: obtenção de luvas de borracha (elastômero) ou de PVC.Imersão (“Dipping”)  Possibilita a obtenção de peças ocas por imersão do molde em solução viscosa polimerizável.  Molde precisa conter um agente desmoldante. Representação esquemática da moldagem através de imersão. entre outros.

sem grandes prejuízos de suas propriedades.  Existência de tecnologia apropriada para a transformação do resíduo. lavagem (em alguns casos) e armazenamento. de demanda de mercado para o produto resultante da  Existência reciclagem. Custos do processamento e transformação do resíduo em um novo produto. . Aspectos importantes para o estudo ou análise de viabilidade:   Proximidade do local de geração em relação ao local de recuperação do resíduo. Volume de resíduo gerado disponível para a reciclagem.Reciclagem de Polímeros A decisão de reciclar deve ser precedida de um estudo de viabilidade econômica e de mercado. separação (triagem). transporte.   Custos das etapas de preparo do resíduo antes do processamento: coleta.

ou através de venda a terceiros. • Reciclagem secundária: resíduo sólido ou refugo pós-consumo. • Reciclagem quaternária: relacionada a processos realizados a altas temperaturas. . • Reciclagem terciária: resíduos que necessitam da realização de reações ou processos químicos para que possam ser reaproveitados.: resíduos de rebarbas da moldagem de peças termoplásticas. Procedimentos Principais: • Reciclagem primária: utilização de resíduos pela própria indústria fabricante de um produto. Ex.Reciclagem de Polímeros O Procedimento de reciclagem dependerá do tipo e propriedades do polímero. descartado.

secadores.Reciclagem de Polímeros Principais tipos de reciclagem de polímeros: • Reciclagem mecânica • Reciclagem química • Reciclagem energética Equipamentos para reciclagem: .Praticamente os mesmos utilizados para a transformação ou moldagem. -Em alguns casos são necessários equipamentos adicionais como: moinhos. tanques de lavagem. .

. após separação anterior (triagem) por tipo de polímero.Reciclagem Mecânica Produto descartado Água da lavagem Tratamento da água: reuso ou descarte Redução de tamanho (“Moagem”) resíduo Pó (material particulado) Lavagem Secagem resíduo Extrusão Borra (resíduo pastoso da moagem) ou outros processos de transformação Granulação (ou produto final) Fluxograma esquemático de reciclagem mecânica de plásticos.

Wiebeck. 2004.Reciclagem Química aditivos Aquecimento Reação Química e temperatura Produto descartado Pirólise controlada e Gaseificação Resíduos Líquido viscoso ou óleo de pirólise Gases Descarte adequado Matérias-primas ou combustíveis Fluxograma esquemático de reciclagem química de polímeros. Artliber Editora Ltda. H. Ver fluxograma genérico no livro: Piva. . M. Reciclagem do Plástico. A. página 70..

C ou mais) Resíduos sólidos Reaproveitamento ou Descarte em local apropriado Vapor Energia Eletricidade Fluxograma esquemático de reciclagem energética de polímeros .Reciclagem Energética Produto descartado Resíduos gasosos Filtros Controle das Emissões Incineração (alta Temperatura ~ 1000 o.

bonecas. Poli(tereftalato de etileno) Polietileno de alta densidade Engradados para bebidas. Polietileno de baixa densidade Embalagens de alimentos. sacos industriais. peças injetadas. autopeças. fibras sintéticas. calçados. 1 PET Utilizado em recipientes para sucos. embalagens alimentícias. Poliestireno Cabine de aparelhos de TV e de som. Embalagens para óleos lubrificantes. bolas. lonas. baldes. copos descartáveis para água e café. álcool. sacos para lixo. etc.Símbolos identificados nas embalagens para reciclagem dos polímeros Símbolos que indicam a reciclabilidade e identificam o plástico (polímero) que constitui o produto. recipientes. 4 PEBD Polipropileno 5 PP Embalagens para massas e biscoitos. bombonas.) e para produtos químicos domésticos. fibras e fios têxteis. utilidades domésticas. refrigerantes e óleos. tubos. filmes e embalagens diversas. potes de alimentos. 6 PS 7 Outros Polímeros não citados anteriormente . etc. 2 PEAD Poli(cloreto de vinila) 3 PVC Tubos e conexões para água. eletrodutos. seringas descartáveis. filmes para plasticultura e filmes em geral. recipientes para líquidos (água.

 Tecnologia de plasma: reciclagem de embalagens “longa vida”  Equipamentos de grande porte para reciclagem.  Reciclagem completa de pneus para aproveitamento de todos os materiais (borracha. ex.: Obtenção de peças únicas. . “paletes”. por exemplo. inclusive PS de extrema leveza.Reciclagem de Polímeros Algumas inovações na área de reciclagem:  Reciclagem de poliestireno expandido. aço e poliamida).

Reciclagem de Polímeros para obtenção de “paletes” “Palete” MONOBLOCO • Moldagem para Produção de “paletes” a partir de polímeros recicláveis. .

com.tslambiental.Reciclagem de Polímeros Assistir aos vídeos sobre: • “Reciclagem de PET” • “Tecnologia de Plasma” Outra ATIVIDADE Extra-Classe: • Fazer o fluxograma do processo de Reciclagem por Tecnologia por Plasma. Consultar o site: www.br Tratamento de resíduos sólidos – Plasma térmico – Plasma para Longa Vida – Plasma para Reciclagem de Embalagens Cartonadas (tipo Longa Vida) .

Instruções e Orientações: estão no Moodle .AVISOS Seminários (23 e 30 de novembro de 2011) .Temas.Lembrete Importante: Todos os grupos que irão apresentar em determinada data deverão estar com o arquivo em pen drive (ou similar) no início da aula (14:00 h) para gravar no Micro da Professora. .

L. M. R. Indústrias de Processos Químicos. B. . 142 do Livro: Mano. Edição. 65 a 83. J.. N.. 38 a 41. 2ª.C. Brink Jr.. Mendes. Reciclagem do Plástico. Wiebeck. Introdução aos Polímeros. 50 a 51. 118. LTC Editora. • Estudo das Páginas 57 a 74 do Livro: Piva. A. 2004. A. 100. E. • Estudo das páginas 1 a 15. 1999. Artliber Editora Ltda. • Estudo das páginas 510 a 525 do Livro: Shreve..Atividades Extra-classe • Fazer o fluxograma do processo de Reciclagem por Tecnologia por Plasma. H. 126. 4ª edição. Editora Edgard Blucher Ltda.

2004. •Paiva. 2ª. Reciclagem do Plástico. Artliber Editora Ltda. E. A. L.. Edição..C. Brink Jr. Editora Edgard Blucher Ltda. LTC Editora..Bibliografia consultada: • Shreve. Indústrias de Processos Químicos. Introdução aos Polímeros. J. Mendes. • Piva. M. 1º Relatório de Pós-doutoramento (Pós-doc). R.. H. B.F. Centro de Tecnologia Aeroespacial (CTA). “Materiais Compósitos de uso Aeronáutico”. . 2003. 4ª edição. M. A. J. Wiebeck. N. • Mano. São José dos Campos.

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