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Radiação Solar Balanço de Energia

Radiação Solar

Radiação solar – maior fonte de energia para a Terra, principal elemento meteorológico e um dos factores determinantes do tempo e do clima. Além disso, afecta diversos processos: físicos (aquecimento / evaporação), biofísicos (transpiração) e biológicos (fotossíntese)

Para os estudos de energia radiante na Terra, o Sol pode ser considerado uma fonte pontual de energia, que emite radiação igualmente em todas as direções.

No Periélio, a distância Terra - Sol é da ordem de 1,52*108 km

A Terra situa-se numa esfera “hipotética” de raio igual à distância Terra - Sol). Intercepta energia emitida num “disco”.

A distância média Terra-Sol (d) é denominada UNIDADE ASTRONÔMICA = 1,496*108 km No Afélio, a distância Terra - Sol) é da ordem de 1,47*108 km

Considerando-se que a distância Terra-Sol varia continuamente ao longo do ano, a irradiância solar extraterrestre também irá variar. Constante Solar: irradiância solar numa superfície plana e perpendicular aos raios solares, sem os efeitos atenuantes da atmosfera e a uma distância Terra-Sol média valor aprox.: 1.367 W/m2
Variação da irradiância solar extraterrestre, cuja média nos fornece o valor de Jo

Sonda para medida da Irradiância solar extraterrestre

Leis da Radiação
estabelece que o produto entre a temperatura absoluta de um corpo e o comprimento de onda de máxima emissão energética é uma constante T λ máx = 2,898 * 106nm.K

Lei de Wien

(λmáx = 0,5 µm = 500 nm = Ondas Curtas)

(λmáx = 10 µm = 10.000 nm = Ondas Longas)

Lei de Stefan-Boltzman
todo corpo emite energia radiativa e que a densidade de fluxo dessa energia emitida é proporcional à quarta potencia da temperatura absoluta desse corpo E = ε σ T4
ε = poder emissivo do corpo (0,95 a 1,00) σ = constante de Stefan-Boltzman σ = 5,67*10-8 W/m2K4 = 4,903*10-9 MJ/m2dk4

O corpo humano também emite energia, como podemos ver na figura ao lado, onde as áreas vermelhas indicam as regiões de maior emissão

Associando-se as leis de Wien e de Stefan-Boltzman entende-se as diferenças entre as radiações emitidas pelo Sol e pela superfície terrestre. O Sol emite ondas curtas com maior emissão em torno de 500nm e a Terra emite ondas longas com maior emissão em torno de 10000nm.

Irradiância Solar na Superfície Terrestre após os efeitos atenuantes da Atmosfera

Ondas Curtas

Ondas Longas

O que é a qualidade do ar?

A qualidade do ar é o termo que se usa, normalmente, para traduzir o grau de poluição no ar que respiramos. A poluição do ar é provocada por uma mistura de substâncias químicas, lançadas no ar ou resultantes de reacções químicas, que alteram o que seria a

Fonte: "Living in the Environment", Miller, 10th edition

O que é a qualidade do ar?

As fontes emissoras dos poluentes atmosféricos podem ser antropogénicas ou naturais. As fontes antropogénicas são as que resultam das actividades humanas As fontes naturais englobam fenómenos da Natureza tais como emissões provenientes de


Fonte: "Living in the Environment", Miller, 10th edition

Efeitos genéricos da poluição do ar

A poluição do ar tem vindo a ser a causa de um conjunto de problemas, nomeadamente: Degradação da qualidade do ar; Exposição humana e dos ecossistemas a substâncias tóxicas; Danos na saúde humana; Danos nos ecossistemas e património construído; Acidificação; Deterioração da camada de ozono estratosférico;

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O que é o índice de qualidade do ar?

O índice de qualidade do ar é uma ferramenta que permite: uma classificação simples e compreensível do estado da qualidade do ar. um fácil acesso do público à informação sobre qualidade do ar, através da consulta directa ou através dos órgãos de Comunicação Social;

Poluentes englobados no Índice

São cinco os poluentes englobados no índice de qualidade do ar apresentado, a saber: o dióxido de azoto (NO2) o dióxido de enxofre (SO2) o monóxido de carbono, (CO 8h) o ozono (O3) as partículas inaláveis ou finas, cujo diâmetro médio é inferior a

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Classificação do IQAR

Qualidade do Ar

Existem alguns poluentes para os quais a legislação define "limiares de alerta". Acima de determinados níveis esses poluentes, mesmo em exposições de curta duração, acarretam alguns riscos para a saúde humana. A população deverá ser informada destes valores com a máxima brevidade possível.

Chuva

Fenómenos naturais podem aumentar a acidez da chuva. Quando vulcões entram em erupção violenta, lançam muitos gases na atmosfera. Alguns deles reagem com o vapor de água e precipitam-se sob forma de chuva ácida, entretanto o efeitos das erupções geralmente fazem-se sentir por

Poluição do Ar

A maior parte da poluição do ar é produzida como resultado da queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo: Dióxido de carbono. Óxidos de Azoto. Óxidos de Enxofre.

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Óxidos de azoto (NOx)

A quantidade produzida de dióxido de azoto: 22 milhões de toneladas na América do Norte; 15 milhões de toneladas na Europa Ocidental. A maior parte dos óxidos de azoto provém da emissão dos motores dos veículos.

Óxidos de Enxofre (SOx)

As quantidades lançadas na atmosfera de dióxido de enxofre: cerca de 24 milhões de toneladas de dióxido de enxofre por ano na América do Norte e 44 milhões de toneladas na Europa. A maior parte do óxido de enxofre vem das fábricas e centrais termoeléctricas.

•Monte Everest, tem cerca de 8,8 km de altura. •O raio da terra é de 6.400 km. •Os satélites orbitam entre 800 km (LandSat 4) até 36.000 km (satélites geoestacionários)

Ozono

Na estratosfera existe uma camada protectora de ozono. O ozono da estratosfera protege a Terra da radiação ultravioleta (radiação não visível, e com mais energia do que a radiação visível).

Ozono na troposfera

Embora em muito pequenas quantidades, o ozono existe também na troposfera, onde pode ser produzido por descargas eléctricas da atmosfera (relâmpagos), o que nos é revelado pelo seu cheiro característico durante as trovoadas.

Camada de ozono

O ozono acumula-se na sua quase totalidade na camada que vai dos 20 km aos 50 km - camada de ozono. A designação de camada de ozono pretende apenas referenciar a zona da atmosfera onde é maior a sua concentração, tendo-se, portanto, de ter em atenção que, mesmo naquela camada, o ozono ocupa uma parte ínfima do volume do ar.

Papel do Ozono

Apesar da sua reduzidíssima quantidade, o ozono assume um papel fundamental na sobrevivência da humanidade. Absorve grande parte das radiações ultravioletas (mais de 95%), impede que estas atinjam a superfície terrestre em quantidades demasiado elevadas. A radiação UV provocaria anomalias nos seres vivos, como sejam o cancro da pele,

“buraco” na Camada do Ozono

O “buraco” na camada de ozono é uma rarefacção da concentração da camada de ozono. Verifica-se sobretudo na região Austral.

Detecção do “buraco” na Camada do Ozono

Ozono

A relação entre o CFC (clorofluorcarbonetos) e a diminuição da camada de ozono começou a ser discutida em 1974 pelo químico norte-americano Frank Rowland (1927-) e pelo mexicano Mario Molina (1943-), ambos vencedores do Prémio Nobel de Química de 1995.

CFC “versus” Ozono
Estes compostos, resultantes da poluição provocada pelo Homem, sobem para a estratosfera, onde devido aos raios solares ultravioletas, decompõem-se, libertando um elemento químico, o cloro. Uma vez liberto, um único átomo de cloro destrói cerca de cem mil moléculas de ozono antes de regressar à superfície terrestre, muitos anos depois. Talvez, de 3 a 5% do total da camada de ozono já foram destruídos pelos clorofluorcarbonetos.

Brometo de Metilo

Em 1992 descobre-se que o brometo de metilo, insecticida usado em plantações de tomate e morango, que apesar de existir em menor quantidade que o CFC, é 50 vezes mais prejudicial. Calcula-se que o brometo de metilo seja responsável por 5% a 10% do total da destruição da camada de ozono no mundo.

Protocolo de Montreal (1987)

Foi identificadas as principais substâncias destruidoras da camada de ozono, estabeleceu-se um cronograma para a redução e, por fim, a eliminação do seu uso. Foi estabelecida o fim do consumo e produção de clorofluorcarbonetos (CFC's) a contar de 1

Declaração de Helsínquia
(1989)

Declaração de Helsínquia sobre Protocolo de Montreal. Reunião das Partes do Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que reduzem a Camada de Ozono, em Helsínquia. Declaração na qual treze nações industriais acordam em parar a produção de CFC até 2000.

Protocolo de Quioto 1997
Durante a Conferência foi negociado que para o horizonte compreendido entre os anos 2008 e 2012 as emissões sejam reduzidas em 5,2%, na média, com relação aos níveis de 1990, para dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, e aos níveis de 1995 para hexafluoreto de enxofre - SF6 e famílias de hidrofluorcarbonos - HFC e perfluorcarbonos - PFC

Cada cidadão da UE produz anualmente cerca de 2,3 toneladas de dióxido de carbono. Cada norte-americano produz cerca de 5,2 toneladas de dióxido de carbono.

A Atmosfera Terrestre

A atmosfera é essencial à vida, já que nos permite: respirar (oxigénio - O2); protege-nos de radiações perigosas (ozono - O3); funciona como termóstato (sobretudo o dióxido de carbono -CO2).

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A atmosfera divide-se em cinco camadas, dependendo das mudanças de temperatura com a altitude. A maioria dos fenómenos do tempo acontece na primeira camada.

Troposfera
A troposfera é a camada inferior (mais próxima da superfície terrestre, até cerca de 10 km) da atmosfera da terra. À medida que se sobe em altitude diminui a temperatura na troposfera. É na troposfera que acontecem os fenómenos atmosféricos.

Estratosfera

A estratosfera é a segunda camada da atmosfera da Terra (até cerca de 50 km). À medida que se sobe, a temperatura na estratosfera aumenta. O ozono provoca que a temperatura suba já que absorve radiação perigosa do sol a converte em calor.

Nuvens

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As nuvens são constituídas por gotículas de água e/ou cristais de gelo. Podem ser líquidas, sólidas e mistas. Quanto ao seu aspecto podem ser: Estratiformes - desenvolvimento horizontal, cobrindo grande área; de pouca espessura; Cumuliformes - desenvolvimento vertical, em grande extensão; surgem isoladas
De acordo com o Altas Internacional de Nuvens da Organização Meteorológica Mundial existem três estados de nuvens: Nuvens Altas: base acima de 6 km de altura sólidas. Nuvens Médias: base entre 2 a 4 km de altura nos pólos, entre 2 a 7 km em latitudes médias, e entre 2 a 8 km no equador - líquidas e mistas. Nuvens Baixas: base até 2 km de altura - líquidas.

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