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9 de Agosto de 2008 Sócios do Clube de Golfes de São Vicente descontentes com a Direcção SÓCIOS DO CGSV QUEREM NOVA DIRECÇÃO

Um grupo de associados do Clube de Golfe de São Vicente está contra a actual Direcção e Mesa da Assembleia do Clube e querem uma nova Direcção. Manuel Silva refere que o principal motivo tem a ver com uma proposta de criação de uma sociedade apresentada pela direcção do Clube e a forma como foi criada. Mindelo, 9 de Agosto - Um grupo de associados do Clube de Golfe de São Vicente está contra a actual Direcção e Mesa da Assembleia do Clube e querem uma nova Direcção. De acordo com Manuel Jesus Silva a origem deste descontentamento da maioria dos sócios do Clube prende-se com “uma série de acções que vão contra a vontade da maioria dos sócios e contra os procedimentos normais de uma direcção”. Manuel Silva refere que o principal motivo tem a ver com uma proposta de criação de uma sociedade apresentada pela direcção do Clube e a forma como foi criada. Segundo Manuel Silva “o presidente da Mesa da Assembleia forjou uma acta que deu origem à criação de uma sociedade em que o presidente é o Gualberto do Rosário e um dos administradores seria o actual presidente da Direcção, João Lizardo.” Para Manuel Silva esta acta “é uma falácia porque foi feita pelo presidente do Clube, Armindo Cruz e não está assinada pelo vice-presidente nem pelo secretário da mesa da Assembleia. Por outro lado, a acta não diz o que se passou efectivamente na Assembleia.” Por este motivo Manuel Silva indica que já foi solicitado, por várias vezes, a convocação de uma assembleia extraordinária do Clube no sentido de esclarecer os sócios acerca desta situação. Segundo Manuel Silva “o presidente da Mesa da Assembleia tudo tem feito para que esta assembleia extraordinária não seja realizada.” De acordo com Manuel Silva, esta posição da Mesa da Assembleia motivou a abertura de uma acção judicial por parte dos sócios do Clube. Manuel Silva acrescenta que houve a tentativa de criar a sociedade em São Vicente “mas como não foi possível foram criar a sociedade em Santa Cruz.” Silva refere ainda que estava agendada para ontem, 8 de Agosto, uma reunião com os sócios do Clube de Golfe de São Vicente mas, não se chegou a realizar por ter sido anulada a ordem do dia e que será agendada uma nova data para a reunião. Eurico H Santos Consulte as notícias em arquivo desta secção. Comentários dos nossos leitores Luiz Silva silva.luiz@wanadoo.fr Comentário: Hoje temos patrícios que se encontram dispostos à vender os pais, a Terra-mãe, sem ver os meios, para satisfazer simplesmente as ambições pessoais. A zona do Golf Clube de Saint Vicent é fundamental para o desenvolvimento do Porto Grande e da Cidade do Mindelo e não pode ser cedida, em detrimento dos interesses do povo, por meios ilícitos a um bando de quatro que até se serve dos partidos políticos para atingir os seus propósitos. Trata-se duma atitude patriótica defender este património que somente deve ser sacrificado para servir Cabo Verde em especial São Vicente. Entrega-lo nas mãos de intrusos, como disse o sócio n° 1, o Dr. Antero Barros é trair a nossa honra e dignidade de ser Mindelenses e Caboverdianos. A história da resistência do Club de Golf de São Vicente aos ingleses e aos portugueses se confunde com a nossa de libertação nacional. Que tem a ver

o Tuta, o Nelson, o Lizardo ou o Armindo Cruz com o golf de São Vicente? Conhecem a família do golf, sua história, seu sacrifício para que esse clube fosse o que é? E o mais grave, é que essa gente sem ética e sem moral, diz que tem o apoio do Governo? Por isso gostaríamos de ouvir o Presidente da Câmara de São Vicente e o Primeiro Ministro sobre a questão. Justiça também já foi interpelada há mais de um ano no sentido de pôr cobro a este hediondo crime e começa-se a crer que o grupo já' estendeu os seus tentáculos sobre a Justiça. Tanto mais que os advogados Mindelenses, com excepção do Dr. Manuel Onofre, negou prestar qualquer colaboração aos sócios contestatários. Que resta fazer senão fazer um apelo ao Presidente da República, que conhece bem a historia do Golf Clube de São Vicente. O povo de São Vicente não esta' a dormir! A presença dum grande número de sócios, no dia 8 de Agosto, na Assembleia Geral, que não foi realizada por se sentirem em minoria, é prova duma tomada de consciência da população face a acção dos intrusos, sem pátria e autênticos vendedores da Nação. Hão-de pagar, não sei como, por essa tentativa de usurpação dos bens da Nação. Os golfistas da nossa emigração apoiam os sócios contestatários na sua luta pela dignidade do Club de Golf de São Vicente. Caboverdianamente, Luiz Silva Aristides Silva tide@cvtelecom.cv Gostei: Muito Concordo: Plenamente Comentário: Esclareço ao amigo Luís Silva que outros advogados de renome na ilha tem dado o seu apoio jurídico gratuitamente a alguns elementos do grupo de sócios que esta atento a esta manobra do Presidente da Direcção e do Presidente da Assembleia Geral e de alguns sócios devidamente identificado. Uma conferência de imprensa esta sendo preparada e todos os sócios serão convidados para darem o seu contributo e contribuírem como diz e bem para que essa parcela de São Vicente seja finalmente utilizada a bem das gentes da nossa ilha. valdemar pereira valdemar233@mail.com Comentário: Regozijo-me ver que "alguns" não conseguiram alienar o património do Golf Clube de S. Vicente que pertence à Historia do desporto vicentino e da cultura caboverdiana. Espero que o grupo dos "fieis" consiga fortalecer-se ainda mais para que haja um Corpo Directivo que defenda os interesses do GCSV e não venha para dilapidar o tesouro que é o terreno que os nos Pais conseguiram adquirir e preservar. José Pires Malato piresmalato@hotmail.com Comentário: Efectivamente no dia 8 os sócios contestatários recusaram uma assembleia cujo objectivo era a prestação de esclarecimentos por parte da direcção do clube. Logo se vê quem anda de má fé nesta história. O sr. M. Silva quer acabar com o Clube de Golfe assim como acabou com o Castilho. Quanto ao Sr Aristides Silva, socio que nunca participa na vida do clube e que até se perdeu da porta do clube num dia de Assembleia geral, deve é explicar o que agora o move. Porquê que anda a cata de sócios com dois, três e mais anos sem pagar quotas para lhes pagar as quotas e sacar procurações para os representar na assembleia geral? Onde estava o chamado grupo contestatário quando a Câmara de São Vicente vendeu aos amigos políticos a quase totalidade dos terrenos do clube de golfe? Se hoje aparecem a contestar é porque ainda existe terrenos, graças a direcção. Quanto ao Luís Silva é só paleio e mais nada. Se o tal grupo de contestatários avançarem com os seus propósitos, os golfistas mindelenses podem arrumar as bolsas porque o golfe terá os seus dias contados. Deixem de mentiras e digam o que querem. Luiz Silva silva.luiz@wanadoo.fr

Comentário: A fraqueza da banda dos quatro intrusos se manifesta através deste pseudo José Pires Malato. Porque não veio ninguém responder às acusações do competente engenheiro Manuel jesus Silva? Pergunta-se: porque é que a direcção nega fazer uma Assembleia Geral para discutir os problemas do Club? Será' verdade que a acta de constituição da sociedade é falsa? Será' verdade que a tal sociedade foi constituída em Santa Cruz-Santiago e não em São Vicente? Se nos respondem a estas perguntas retiramos as nossas acusações com o pedido de perdão. Quanto à pretensão da direcção em defender os terrenos do golf, sabe-se que não é de agora que se anda a comer nos seus terrenos, o José Malato fala daquilo que não sabe, que não conhece, e nunca fará' parte dessa história. O campo de golf existiu antes do meu nascimento, assisti à todas as chuvadas que destruíram o nosso campo e sempre renasceu melhor do que o golf actual. Homens como Antero Barros, Eduardo de Fula, Florêncio Santos, José Figueira, Hermínio Pereira, Djidjé Fortunato, Pedro Silva, Baltasar Lopes, António Costa, Djo Semedo, António Oliveira e tantos outros, incluindo ingleses, estes sim, fizeram a história do golf. Essa direcção deve ser responsabilizada perante a justiça dos danos que vêm causando ao prestígio e a dignidade do club de golf de Sao Vicente. Manuel Jesus Silva silvamj@hotmail.com Gostei: Muito Concordo: Plenamente Comentário: Sr. José Pires Malato, em democracia, não se usa pseudónimos. Utilizar pseudónimos nesta circunstância é pura e simplesmente de um cobarde. Se estivesse no processo de consciência tranquila e a bem do glorioso Clube de Golfe de S. Vicente não tinha necessidade de se esconder. Dava a cara e assumia tudo, mesmo que tivesse de ir ao tribunal. Você pertence, certamente, ao grupo dos golpistas (maus golfistas e sem conhecer o faire play) que infelizmente vêm ludibriando os incautos à troca de jantares e falsa promessas que nunca hão-de cumprir. Acho que ficava bem ao Sr. “Macaco” mostrar à sociedade sanvicentina os vossos projectos maliciosos e de onde vem tanto dinheiro e tantas promessas. Eu, contrariamente à sua forma de (mal) estar no clube tenho relações históricas, culturais e afectivas que me ligam ao mesmo. Defendo a memória do meu Pai e tantos outros que dignificaram a gloriosa história do Clube de Golfe. Pode estar descansado que por isso vou lutar até às últimas consequências. Não me vendo nem me rendo. Não tenho qualquer pretensão em relação à direcção do Clube mas se um grande número de sócios confiarem em mim não terei nenhum problema em dar o meu contributo como desportista a essa justa causa. Relativamente à minha passagem como dirigente do Grémio Sportivo Castilho, deixei obra feita e que muito me orgulho. Ela vai desde a dignidade da rua que fora transformada num mercado, a iluminação da mesma, ao arranjo do court de ténis, à movimentação cultural, ao convívio entre os sócios entre outras coisas graças ao apoio que pude granjear junto deles e de várias instituições. Estranho que não tenha desferido qualquer ataque ao nosso compadre e amigo Camilo. Já agora, aproveito para lhe informar que o comité já tem mais que 3 elementos. Por último, queria dizer-lhe sr. encapuçado mulato e intruso maquiavélico que deveria abandonar essa prática panfletária e assumir publicamente, como homem que exerceu altas funções nesta ilha, para discutir o Clube e outras coisas à volta dele. Eu tenho dignidade e não terei problemas em discutir em que instâncias forem. Queria esclarecer-lhe que o grupo que você chama de contestatário sempre foi maioritário. Foi por isso que não se realizou a última assembleia e podem estar certos que o vosso reinado de cacos e peixe frito está no fim. Devia convidar aos seus apoiantes para se demitirem em bloco dos órgãos sócias do clube. Os prejuízos são elevados e vocês terão de indemnizar pelos danos. Há anos que vêm gerindo muito mal o Clube e querem dar o pior golpe da sua história. Lembrem-se que com as vossas más práticas vêm dividindo os sócios e vêm afastando, deliberadamente, muitos e bons que deram e ainda tem muito para dar ao nosso Clube e ao desporto cabo-verdiano. A luta continua e a vitória é certa! Manuel Silva - Sócio do CGSV e cidadão mindelense.

João Lizardo lizardojoao@hotmail.com,h19@cvtelecom.cv Comentário: Exmo Sr. Luis Silva. Não caia na rede como foi o caso do Dr. Antero de Barros. Informe-se meu amigo pelo menos queira saber que o último documento da Câmara Municipal de São Vicente datado de 13 de Dezembro de 2007, expropria o Clube de Golfe e lhes deixa com 40 hectares de terrenos, para darem algumas tacadas, alegando que o Clube de Golfe de outrora já não existe. É isso que os amigos defensores do Golfe não querem que os sócios saibam. Não querem que os sócios saibam que temos quatro casos no tribunal na defesa do património do Clube e das gerações vindouras pois o Clube de Golfe não pode ser e nunca será fonte de rendimento para ninguém. É uma verdadeira caricatura o Aristides Silva e outros promoverem um encontro com sócios incautos escolhidos a dedo para uma reunião no Mindelense e quando a Direcção entende que deve prestar esclarecimentos aos sócios numa assembleia extraordinária, ao abrigo dos nossos estatutos, este mesmo grupo que se dirige ao Presidente da Mesa da Assembleia com notas em papel timbrado da Rotary Club, vai de casa em casa na recolha de procurações, (sou eu e mais 15, sou eu e mais 14, sou eu e mais 6 e assim por diante), pagando quotas em atraso de sócios, ferindo de alguma forma a sua dignidade, e assim sendo foram de facto maioria impedindo os que estiveram presentes de ouvir os esclarecimentos sobre a real situação do Clube e dos nossos projectos. Espero que haja uma nova assembleia-geral muito brevemente pelo menos teremos mais alguns sócios com quotas em dia. Concordo plenamente com a opinião do Pires Malato. O Sr. Aristides L. e Silva o Camilo Abuhaya e o Eng Manuel Silva têm que nos dizer claramente o que pretendem. Foram insistentemente convidados para debate público em relação à problemática do Clube de Golfe e não compareceram. Uma conferência de imprensa a ser feita terá que ser baseada em informações fidedignas não por especulação e suspeição infundada. Portanto qualquer campanha de desinformação junto aos sócios e sociedade Mindelense em geral terá que ser desmascarada sob pena de ficarmos a ver golfe por um canudo, como foi dito por um dos nossos mais distintos e prestigiado sócio Dr. Augusto Costa. O clube de Golfe está de boa saúde. Cumprimos rigorosamente o calendário desportivo da época 2007/2008, em termos sociais fizemos festas do fim de Ano, Carnaval, Páscoa, 1º de Maio e 5 de Julho, prestamos homenagem ao nosso estimado sócio Sr. Nena, assim como homenagem póstuma ao Sr. Cláudio Freitas e ontem ao grande amigo Ti Djon Gonçalves graças ao patrocínio de emigrantes Cabo-verdianos residentes na Holanda e destacadas empresas de transporte de carga e de passageiros também sediados naquele país. Digo-vos mais, o Clube sobrevive graças às quotas dos sócios e colaboração de empresas sediadas aqui em São Vicente. Portanto defender a tese que acusa o Presidente de açambarcar o livro de quotas na sua casa impedindo os sócios de pagarem as suas quotas em atrazo é caricato. Caso queira mais informações poderá fazé-lo directamente para o meu email. João Lizardo Presidente da Direcção do Clube de Golfe