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pr efÁcio

a questão ambiental, em busca de um desenvolvimento sustentável, tornou-se um dos temas mais debatidos neste final de século. certamente, também será um dos temas centrais de todo o grande debate político a respeito da vida dos homens no próximos século. não poderá ser apenas tema de debate, será, de fato, um dos maiores desafios, senão o maior, para a sobrevivência do próprio homem. nós somos natureza, somos vida e dependemos para a nossa sobrevivência do respeito à natureza, à vida. temos o direito inalienável de exigir o respeito à vida; temos o dever intransferível de cuidar da vida, principalmente, sob o aspecto do direito dos outros, de modo especial, daquelas que virão após, seja como nossos filhos ou gerações futuras. essa concepção se concentra especialmente, nos direitos e deveres do homem. no entanto, se ele os cumprir, estará aberto o caminho para o direito das plantas e animais, das águas e do ar. será um longo caminho de amadurecimentos, mas deverá ser começado por cada um de nós. hoje já temos conhecimento suficiente para não aceitamos mais a falta de responsabilidade social da pessoas, no que diz respeito à questão ambiental. È preciso criar as condições para que todos possam assumir essa responsabilidade, sem a imposição de limites geográficos ou das nacionalidades, com visão planetária e holística. foi com essa preocupação que a direção da fidene/unijuÍ iniciou os contatos com organismos de apoio e cooperação internacional, visando a parceria em projetos ambientais, especialmente de reflorestamento. várias foram as organizações contactadas, desde 1991, com o intuito de obter o apoio a projetos que permitissem alavancar atividades, voltadas à questão ambiental e ao desenvolvimento sustentável. os contatos com a e.z.e. – central evangélica de ajuda para o desenvolvimento, iniciaram em 1992, após a prestação de contas de projetos anteriores, voltados à construção de infra-estrutura da unijuÍ. seguiu-se um longo debate entre fidene/unijuÍ, aipan (associação ijuiense de proteção ao ambiente natural), arfor (associação de reflorestamento obrigatório regional), ibama (instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis), drnr (departamento de recursos naturais renováveis), emater/rs (associação riograndense de empreendimentos de assistência técnica e extensão rural) de ijuí e ambientalistas sobre o projeto a ser desenvolvido. em 1995 obteve-se a aprovação do projeto de reflorestamento e meio ambiente, com o apoio de 57% de seu financiamento sendo custeado pela e.z.e. . com isso são dadas a s condições iniciais para a grande jornada de responsabilidade e compromisso com a defesa e a recuperação ambiental, com vistas a um desenvolvimento sustentável. assim como todo o projeto dessa natureza, esse também exige vontade política dos dirigentes das entidades envolvidas e o esforço consciente e determinado por parte daqueles que devem, individualmente, assumir o reflorestamento em suas propriedades – os agricultores. o projeto visa o incentivo ao reflorestamento ambiental e ao reflorestamento com finalidade de exploração econômica. além do incentivo à piscicultura e apicultura, que são atividades econômicas, por natureza, exigentes em termos de proteção a respeito à natureza. o sucesso do projeto depende, acima de tudo, desses fatores políticos, culturais e econômicos. se não formos capazes de reverter a situação das condições ambientais, a partir do nosso esforço e iniciativa, não poderemos exigir que os outros cumpram a parte que lhes cabe nesse processo complexo e desafiador. o projeto regional de reflorestamento e recuperação ambiental traz em seu bojo a vontade política e o compromisso de muitos organismos e cidadãos com a luta por um desenvolvimento equilibrado e sustentável. ele deve ser visto, conduzido e vivenciando como processo pedagógico onde todos temos a “aprender fazendo”, confrontando as informações, as nossas práticas e os nossos conhecimentos com vistas à construção das soluções. os autores do texto “referencial teórico” do projeto, como primeira contribuição ao processo, colocam nele a sua visão teórica, a sua interpretação e percepção histórica do problema, as suas recomendações técnicas para o encaminhamento das soluções, enfim, as suas expectativas de resultados. o caminho da construção coletiva comprometida, responsável e aberta, é elemento básico do processo pedagógico que nos deverá conduzir a novas concepções e atitudes diante das questões ambientais, especialmente, a do reflorestamento ecológico. walter frantz é presidente da fidene (fundação de integração, desenvolvimento e educação do noroeste do estado) e reitor da unijuÍ (universidade regional do noroeste do estado do rio grande do sul).

projeto regional de reflorestamento e recuperaÇÃo ambiental

referencial teÓrico

revisado – 1999 engo florestal alexandre f. barnewitz – ibama téco agrícola vito a. cembranel – emater/rs

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eze - central evangélica de ajuda ao desenvolvimento fidene – presidente – walter frantz saa – secretário – césar augusto schirmer emater – presidente – caio tibério da rocha drnr – diretora margô guadalupe antonio ibama – superntendente rs - nelton vieira dos reis aipan – presidente – ben–hur lenz césar mafra m a – delegado estadual – clóvis a schwertner arfor ijuí – presidente – nilo rubem leal da silva santo Ângelo – presidente antônio warpechowski santa rosa – presidente – oscar bütenbender três passos - presidente – joão pedro weiler giruá – presidente – vazulmiro fernandes orientação – raimundo paula diniz revisores técnicos - osório a. lucchese, geraldo ceni coelho. Élio dreilich e nilo leal da silva criação /arte – elias schüssler e vilson maurio mattos agradecimentos a nossas esposas, filho e filhas pela compreensão e apoio que nos dedicaram. as equipes municipais da emater de ijuí, catuípe e augusto pestana pelo apoio. aos departamento da unijui, irder, dbq, e reitoria pela colaboração prestada. ao doper-det- setor de multimeios da emater/rs pela orientação. ao ibama, drnr e arfors pelo apoio técnico. dedicaÇÃo aos secretários de agricultura, aos colegas da emater e arfors, aos professores e extensionistas das comissões municipais do municípios comveniados que terão a nobre tarefa de levar aos agricultores, lideres e estudantes a idéia de vivermos em um ecossistema mais equilibrado. os autores

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indice apresentaÇÃo...................................................................................................................5 1. objetivos.......................................................................................................................6 2. o grande problema.......................................................................................................6 3. causas...........................................................................................................................8 4. conseqÜÊncias.............................................................................................................8 5. soluÇÕes......................................................................................................................9 6. revisÃo tÉcnica............................................................................................................11 6.1. porque do reflorestamento........................................................................................11 6.1.1. importância da floresta..........................................................................................11 6.1.2. importância da fauna e flora associado..................................................................13 6.1.3. influência da floresta no micro-clima e no solo....................................................14 6.1.4. equilíbrio ecológico...............................................................................................16 6.2. porque reflorestar......................................................................................................19 6.3. onde reflorestar.........................................................................................................22 6.3.1. Áreas recomendadas para reflorestamento............................................................23 6.4. como reflorestar........................................................................................................26 6.4.1. qualidade da muda.................................................................................................26 6.4.2. sistemas de reflorestametno...................................................................................27 6.4.3. plantio....................................................................................................................36 6.4.4. tratos culturais........................................................................................................37 6.4.5. combate a pragas...................................................................................................38 6.4.6. manejo das florestas...............................................................................................39 6.4.7. problemas do reflorestamento...............................................................................43 6.5. descrição das espécies..............................................................................................44 6.5.1. exóticas..................................................................................................................44 6.5.2. nativas....................................................................................................................49
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7. resultados esperados....................................................................................................55 7.1. diagnóstico................................................................................................................55 7.1.1. dados gerais dos municípios..................................................................................55 7.1.2. classes de capacidade de uso do solo.....................................................................56 7.1.3. dados sobre recursos florestais..............................................................................57 7.1.4. dados sobre apicultura e piscicultura.....................................................................59 7.1.5. dados sobre a utilização da matéria-prima florestal..............................................60 7.2. balanço energético e déficit florestal de ijuí.............................................................61 7.3. metas em dez anos....................................................................................................62 7.4. sugestão de pólos de produção.................................................................................63 7.5. experiência que está dando certo..............................................................................66 7.6. isso 14.000................................................................................................................67 7.7. relação custo/benefício.............................................................................................68 8. metodologia da soluÇÃo.............................................................................................69 8.1. o projeto....................................................................................................................69 8.2. estrutura do projeto de reflorestamento....................................................................70 9. benefÍcios.....................................................................................................................71 9.1. exemplo prático........................................................................................................71 9.2. nosso projeto.............................................................................................................72 referencial bibliogrÁfico.................................................................................................74

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apresentaÇÃo o presente trabalho tem a finalidade de trazer contribuições, sobre o reflorestamento e recuperação ambiental, aos membros das comissões municipais do projeto regional de reflorestamento e recuperação ambiental , somando-se aos esforços locais. o mesmo faz parte do material instrucional da campanha regional de reflorestamento e visa nivelar conhecimentos e instrumentalizar os parceiros nas ações em cada município. estes produtos instrucionais em conjunto com o ensino forma, não formal e a mídia, buscam aumentar a abrangência de forma eficiente e eficaz para atingir os rincões. são eles: • referencial teórico • vídeo educativo • vt 30’ • cartazes • folder • lâminas para retroprojetor • spot para rádio • formulário de curso e palestra • kit demonstrativo

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projeto regional de refloretamento e recupeÇÃo ambiental

referencial teÓrico desenho? 1)objetivos • conscientização para o reflorestamento, visando promover uma mudança de mentalidade. • promover o planejamento e utilização racional do solo, visando elevar a qualidade de vida dos agricultores, população em geral; • aumentar a produtividade agropecuária e reverter o quadro de degradação do meio ambiente; • implementar ações que levem o agricultor a efetivar estas mudanças; • oferecer alternativa de produção, reflorestamento econômico, ecológico e sistemas de produção onde a floresta venha a ser uma cultura complementadora da piscicultura e apicultura. • viabilizar o reflorestamento ecológico visando a recuperação dos recursos naturais (mata ciliar, por exemplo); • produzir mudas de alta qualidade; • ocupar com florestas, áreas ociosas e improdutivas; • melhorar o equilíbrio ecológico de modo a contribuir no controle biológico de pragas e doenças; • melhoria da qualidade de vida explorando racionalmente a atividade florestal, obtendo renda.

2)o grande problema redução da área florestal através do desmatamento, levando a uma má utilização dos recursos naturais com agravamento da situação ambiental e econômica em nossa região, bem como no estado. ***(ver mapa ibama (ibdf) as 3 situações de cobertura florestais, original, 82 e 90) 3)causas colonização pelos imigrantes europeus a partir do século xix;
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revolução verde com implantação de uma agricultura agroexportadora a partir da década de 50; divisão das propriedades pelos herdeiros dos colonizadores levando à derrubada de matas em áreas inapropriadas para cultivo anuais e pastoreio; política governamental que incentivava os proprietários a desmatar (financiamento), considerando área de mata nativa como sendo improdutiva, inclusive com impostos mais elevados; má utilização do solo com técnicas inapropriadas de plantio e manejo; falta de formação de consciência conservacionista do solo, da água e dos recursos naturais; • mecanização excessiva da agricultura e implantação de sistema de monocultura, que levaram ao empobrecimento do solo, provocando a expansão da fronteira agrícola o gerou o desmatamento; 4)conseqÜÊncias redução da cobertura florestal nativa para níveis inferiores a 2,6 % no estado; erosão genética e seleção negativa das espécies florestais araucária e grápia ; aumento do impacto dos fenômenos meteorológicos como as precipitações elevadas, ventos, geadas, variações de temperatura e de umidade do ar, acarretando enxurradas, temporais, secas e redução de produtividade agropecuária; aumento do co2 na atmosfera, o que contribuí para o efeito estufa; deterioração do solo por: erosão, perda de fertilidade e estrutura, redução de matéria orgânica do solo; rebaixamento dos lençóis freáticos, irregularidade de vazão dos rios, redução do número de fontes e de sua potabilidade, aumento da turbidez da água, aumento de fertilizantes e agrotóxicos nos mananciais hídricos, redução da piscosidade dos rios, assoreamento de barragens e rios, aumento dos custos para potabilizar água e produzir energia; perda de áreas com florestas nativas, acarretando redução da oferta de produtos florestais nobres com diminuição no número de empresas (“empregos”), e maior exportação de recursos financeiros com a compra de matéria prima e produtos de outras regiões; dependência da produção de grãos com conseqüente descapitalização dos agricultores levando a uma deterioração econômica nos diversos segmentos da economia regional; aumento gradativo dos custos de produção das lavouras e o agravamento da desestruturação dos sistemas de produção, especialmente provocados pelo manejo incorreto e utilização intensiva de insumos e agrotóxicos, acarretando a perda de sustentabilidade destas unidades; diminuição da qualidade de vida da população regional devido ao desequilíbrio ambiental e econômico. 5)soluÇÕes: a solução da problemática ambiental passa por dois aspectos importantes: - o controle
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do gás carbônico (co2) na atmosfera e a busca de alternativas energéticas para o próximo século, baseada nos recursos naturais renováveis, com o incremento da cobertura florestal através do: reflorestamento econômico: com diferentes espécies, gerando alternativas concretas para viabilizar indústrias de transformação de produtos florestais; reflorestamento ecológico: visando recuperar áreas de preservação permanente (margens de rios, riachos e barragens), áreas degradadas pela má utilização do solo, áreas de empréstimo (beira de estradas), como protetora de áreas de lavouras e construções (quebra ventos) e em aterros sanitários, contribuindo para o equilíbrio agroecológico; apoio a atividades complementares ao reflorestamento como apicultura e piscicultura, que são incompatíveis com o uso indiscriminado de agrotóxico; • estímulo a preservação dos remanescentes de vegetação nativa, que mantêm o equilíbrio agroecológico preservando também a biodiversidade; justificativa: o estado tem 42% de sua área com aptidão para o reflorestamento segundo as classes de capacidade de uso do solo (classes vi, vii, viii), podendo ser um grande fornecedor de matéria-prima florestal para o país, segundo rocha 1990. a região noroeste tem esta aptidão destacada porque originalmente era coberta de mata. no ano 2000 o brasil terá um consumo de 9,7 milhões de hectares igual a 95,4 milhões de metros cúbicos conforme souza, aflovem (1987). gráfico 1 capacidade de uso do solo para rio grande do sul (rocha,1990).
uso do solo

58%

42%

6) revisÃo tÉcnica 6 1.)por que do reflorestamento: introdução: tendo em vista o grande problema do desmatamento, a diversidade de trabalhos que estão sendo executados e a necessidade de padronizar a linguagem , os conhecimentos e as ações dos extensionistas dos municípios conveniados ao projeto e considerando a grande importância do reflorestamento e a complexidade do tema em questão, passamos a fazer a seguinte revisão técnica . a flora, a fauna, o clima, o solo, a água, a diversidade genética, o plantio, a situação atual, a legislação e o manejo florestal são alguns dos tópicos a serem revisados. sobre tudo porque consideramos o reflorestamento como sendo a uma alternativa viável para procurar melhorar a situação sócio-econômica da propriedade rural e buscar resolver o problema ambiental da região noroeste do estado, com vistas ao
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desenvolvimento sustentado e a garantira de melhor qualidade de vida. 6.1.1) importância da floresta protege o solo que reveste. evita a erosão. promove a infiltração das chuvas no solo, até a proporção de l40 mm por hora. regula o micro-clima e o ciclo das águas. fornece matéria orgânica para o solo. enriquece o solo ao contrario de empobrecê-lo. (retira os nutriente das camadas inferiores e os traz para a superfície). fornece ao solo uma melhor textura e estrutura, pela acumulação de matéria orgânica. É um filtro natural da poluição, reciclando o co2. recupera áreas deterioradas e erodidas. serve de quebra vento e abrigo para animais. serve de refúgio para fauna e inimigos naturais. protege o solo em margens de rios, fontes d’água, áreas declivosas e topos de morros (áreas de preservação permanente). fornece bens de consumo (renda em dinheiro) **figura

figura no 2: a floresta ameniza os fenômenos meteorológicos. fonte: ibdf,1986

resumindo serve para preservar o solo, água, ar, diversidade da flora e fauna; gerando equilíbrio ambiental fundamental para a perpetuação das espécies vivas inclusive a dos homens. este equilíbrio somente será atingido se tivermos 25 % da área coberta de floresta segundo a onu e fao (citada por rocha l990). 6.1.2) importância da fauna e flora associadas na natureza as florestas sempre estiveram associadas aos animais e vice-versa. a floresta fornece abrigo e alimento para a fauna que controla as pragas com seus inimigos naturais. a fauna ainda contribui na disseminação das plantas. os animais alimentam-se de vegetais e de outros animais formando a cadeia alimentar, e controlando as populações naturalmente . os animais herbívoros alimentam-se da vegetação e por sua vez passam a ser o alimento dos animais carnívoros, e estes, juntos com seus dejetos, são alimentos dos
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decompositores que devolvem elementos nutritivos ao solo, beneficiando os vegetais e completando a cadeia alimentar . o homem não pode destruir a cadeia alimentar e causar desequilíbrio nos ecossistemas. por exemplo: destruindo os animais que comem os insetos, esses aumentam até se constituírem em pragas para a agricultura, (cada morcego come 500 insetos por dia, conforme rocha, 1990). a destruição da cadeia alimentar é responsável pelo desaparecimento de muitas espécies. desde o ano l600 já desapareceram no mundo 360 espécies de animais e nos últimos 2000 anos desapareceram l00 espécies de mamíferos (rocha 1990). hoje são catalogados 300 espécies de animais brasileiros em via de extinção. a maior concentração de fauna encontra-se nos ecossistemas de banhados, por exemplo: peixes, crustáceos, aves, répteis, mamíferos, uma infinidade de insetos e microorganismos. a alteração desses ecossistemas, através de drenagens no propósito de tornar agricultáveis, não é recomendada sob pena de causar sérios desequilíbrios ecológicos. esta prática tem influência na ocorrência de espécies vegetais e animais e causam rebaixamento no lençol freático gerando danos catastróficos. uma das principais funções da fauna associada a flora diz respeito a polinização feita por insetos e pequenos animais, além é claro, da dispersão de sementes por aves e mamíferos (por exemplo o pinhão que a gralha azul planta e as sementes de palmeiras que os esquilos disseminam ao esconder estas frutas para comê-las mais tarde). 6. 1.3.) influência da floresta no micro-clima e no solo ***(usar desenho esquemático do ciclo da água ou ciclo das chuvas)

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11.

precipitação (chuvas) intercepção (em culturas, árvores, solo, etc.) gotejamento de copa (água goteja da copa) fluxo de caule (água escorre pelos caules) infiltração(água penetra no solo) interfluxo (fluxo subsuperficial) escoamento superficial ( enxurrada) armazenagem deprecional ou superficial (retenção) percolamento ou fluxo de base evapotranspiração detenção superficial

figura no 3: componentes do ciclo hidrológico. fonte: epagri, 1994.

a floresta é sinônimo de preservação de água e regularidade do micro-clima. o chão das matas funciona como uma esponja, retendo a água das chuvas e liberando-a aos poucos, para os lençóis freáticos que mantém as fontes e cursos d’água. a evaporação e a transpiração aumentam a umidade relativa do ar, evitando
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mudanças bruscas de temperatura, formando nuvens e depois novas chuvas sucessivamente. a regularidade do micro-clima e do regime de chuvas está condicionando a manutenção da floresta. a mata oferece condições ideais para que a água da chuva se infiltre rapidamente no solo e assim evite a erosão, permanecendo mais tempo no local em que cai e passando a abastecer as fontes e a alimentar as plantações. retornando à atmosfera, aumenta a umidade do ar, criando condições para novas chuvas. a umidade do ar também evita mudanças bruscas de temperatura. a floresta reduz a velocidade dos ventos, agindo como refrigeradora das massas de ar quente, que provocam vendavais, e também atuam como quebra ventos. da água das chuvas que caem sobre florestas, 80 % retornam à atmosfera através da evapotranspiração, após passarem as chuvas.

figura nº 4: esquema de intercepção da água da chuva segundo maixner).

uma árvore do tipo sibipiruna sozinha, transpira no verão cerca de 400 litros de água por dia. isto eqüivale ao efeito refrescante proporcional a 4 aparelhos de ar condicionado ligados durante 24 horas por dia (revista natureza, edição especial Árvores ornamentais, editora europa, 1996). as concentrações mundiais de co2 (gás carbônico),na atmosfera, antes da revolução industrial era de 290 ppm. atualmente com a queima dos combustíveis fôsseis, chega a níveis de 345 ppm, estas situação necessita ser revertida no prazo de 20 a 30 anos para evitar o efeito estufa prejudicial a vida do planeta. segundo ab ‘saber, a.
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et alii, 1990, citado por schröeder (1992). para reduzir os níveis de co2 na atmosfera, impõe-se duas linhas: fixar rapidamente o excesso de carbono e pesquisar fontes de energia que reduzem a emissão de co2. transformando assim o modelo energético atual, (hoje cerca de ¾ da energia primária no mundo são derivados de combustíveis fósseis), para minimizar o efeito nocivo do excesso de co2 na atmosfera e contribuir decisiva e economicamente justificada, a forma recomendada é o reflorestamento, segundo schröeder (1992). a floresta fixa de 20 a l00 vezes mais carbono por unidade de área do que plantações ou pastos. isto nos revela além da alta fixação de co2 da floresta, as proporções que podem nos levar o desmatamento indiscriminado, conforme pacheco & helene,1990, citado por schröeder (1992). 6.1.4) equilíbrio ecológico um ecossistema natural sem sofrer agressões fortes tanto naturais como humanas, tende a apresentar a capacidade de manter suas condições físicas, químicas e biológicas em equilíbrio. isto se deve em boa parte à diversidade de espécies que o compõem. pela observação de espécies como a erva-mate que tem grande diversidade genética, e o trigo, com uniformidade genética acentuada, podemos concluir que existe um desequilíbrio e uma susceptibilidade à variações climáticas e ao ataque de pragas, causados pela uniformidade ou falta de variabilidade genética gerada pelo desmatamento e monocultura. esta fragilidade no equilíbrio dos ecossistemas, criada pelo homem, está perto de comprometer o abastecimento de água, alimentos e a sobrevivência das espécies e do homem. para tentar reverter este quadro propomos o projeto regional de reflorestamento em sua corrente de recuperação ambiental. desta forma as práticas abaixo listadas são de fundamental importância para manter o equilíbrio agroecológico. • cultivo de lavouras em policultura e com cultivares primitivos: • preservação de vegetação nativa e reflorestamento em áreas contínuas formando corredores de trânsito para fauna; • atenuação dos fatores micro-climáticos como ventos, precipitação e temperatura.

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auto-ecologia de espécies florestais

(corrigir conforme rascunho)???

figura no 5:

inter-relações entre uma árvore e outros elementos do seu ambiente próximo. relações cooperativas em retângulos, negativas em elipse branca e neutras em elipse achurada (coelho, 1996, não publicado).

segundo a figura no 5, verificamos que uma árvore possui relações diversas com os elementos físico-químicos e biológicos da floresta a sua volta. cabe explicar mais detalhadamente cada grupo de (micro) organismos. algas e bactérias na superfície das folhas: pequenos organismos microscópicos sobre as folhas que vivem como epífitas sem causarem danos às folhas, nutrindo-se de elementos liberados pelas folhas ou carregados pelo vento e a chuva. podem ser diferentes formas de vida inter-relacionadas de forma intrincada e cooperativa por vezes. fungos parasitas: especialmente ascomicetos e bacidiomicetos, que atacam as folhas destruindo células. fungos decompositores: a maioria são saprófitas, que alimentam-se de matéria orgânica em decomposição. aguardando o momento de decompor as folhas velhas e mortas. dispersores: na floresta nativa, os dispersores apresentam muitas vezes para espécies de árvores
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uma condição especial para a sua perpetuação. animais maiores dispersam sementes grandes e frutos carnosos e animais pequenos dispersam sementes menores. epífitas: são plantas que crescem em cima de outra planta, com raízes sem contato com o chão. são as samambaias, bromélias e orquídeas. não são prejudiciais à planta hospedeira, em sua maioria. microorganismos mutualistas: a maioria das árvores possuem associações com fungos em suas raízes denominados de micorrizas. absorvem açucares das raízes e fornecem nutrientes minerais como o fósforo e nitrogênio através de bactérias fixadoras associadas às leguminosas e outras famílias. polinizadores: são insetos, pássaros e morcegos que, visando as flores em busca de néctar e pólen, fazem a polinização. (coelho, 1996 não publicado) 6.2) porque reflorestar existe uma lei que diz que cada propriedade deve ter, no mínimo, 20% de sua área coberta com florestas. essa lei, se for bem analisada, traz muitas vantagens para o produtor. a mata, quando existente na propriedade, traz os seguintes benefícios: • a floresta controla a erosão em terra com mato a água da chuva escorre menos. menos terra é arrastada para as baixadas e rios, evitando o atulhamento. (ferreira, 1993). no rs perde-se anualmente 242,4 milhões/ton. de terras férteis igual a 2 % da área cultivada. (rocha, 1990). • protege as nascentes dos rios e mantém o nível das águas o mato na beirada dos rios evita o atulhamento dos mesmos com a terra que vem das ladeiras e dos morros. o mato diminui a correnteza das águas, evita as grandes enchentes e a poluição da água, pois, sabemos que a quantidade de água doce disponível para homens e animais em todo o planeta é apenas 0,06 % do total da água e ainda vem sendo poluída e contaminada. • protege os animais selvagens as árvores oferecem sombra, abrigo e alimentação aos animais silvestres. e estes são importantes para manter o equilíbrio da natureza.

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• o mato enriquece o solo as folhas que caem das árvores deixam o solo mais fértil. • as matas diminuem a erosão provocada pelos ventos um solo coberto com árvores é menos varrido pelos ventos. • as matas purificam o ar além de fornecer inúmeros produtos, as florestas são produtoras de oxigênio, filtram o ar e tem efeito refrescante. uma árvore de grande porte transpira cerca de 400 litros de água por dia, no verão, equivalente ao efeito de 4 aparelhos de ar condicionado funcionando 24 horas por dia.. • as florestas embelezam e valorizam a propriedade uma propriedade com matas tem mais valor que uma que não tem. • garante o abastecimento de madeira a madeira pode ser usada para lenha, carvão, madeira serrada, postes, tramas e moirões etc. • mais mato menos impostos plantando árvores ou mantendo as matas da propriedade, menor será o imposto territorial rural a ser pago (lei federal n.º 8171/91). • reflorestar permite aumentar a renda as árvores fornecem madeira, para lenha, construções, móveis, celulose, laminados, papel, dormentes e uma infinidade de outros produtos. fonte: plante Árvores, emater - rs, 1993. o projeto floram elaborado por cientistas da universidade de são paulo, citado por schröeder (1992) enfatiza a importância e necessidade de implantar reflorestamentos industriais pela importância da madeira no balanço energético nacional (siderúrgicas) .também pelo significado do setor florestal para a economia nacional: em 1988 gerou 250.000 empregos, 400milhões de dólares em impostos e 3,4 bilhões de dólares de faturamento no mercado interno e 1,0 bilhão de dólares de exportações. também porque não se nega a experiência e o conhecimento brasileiro na implantação de florestas de rápido crescimento, necessário, dada a premência de iniciar o processo de fixação do co2 excedente na atmosfera. o projeto floram prevê para o noroeste do rio grande do sul uma taxa de ocupação de 30 %, com área a reflorestável de 1.350.000 ha o projeto é uma contribuição para discussão nos mais diferentes segmentos da sociedade brasileira, aponta os caminhos para a problemática ambiental nos aspectos do controle do co2 na atmosfera e a busca de alternativa energética para o próximo século, como é o caso do uso do álcool anídro adicionado à gasolina. aptidão florestal: o nosso país, e por conseqüência, o nosso estado, tem um
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potencial produtivo superior a muitos países que são tradicionalmente exportadores de madeira. tabela 1 - vantagem comparativa em crescimento florestal

local brasil brasil brasil chile nova zelândia usa África do sul escandinávia canadá suécia

espécie pinus taeda eucaliptus pinus tropical pinus radiata pinus taeda pinus patula picea, abies diversas coníferas

m3/ha ano 25 40 –60 35 25 12 19 5 1 3

rotação anos 20/25 7/15 20 20/25 30 19 60 indefinida 60 a 100

fonte: ferron, roberto magnus. viabilidade da floresta social. erechim rs.

6.3) - onde reflorestar numa propriedade as coisas devem ficar nos lugares apropriados nos lugares planos, onde há menos perigo de erosão, devem ficar as lavouras. as pastagens e as árvores devem ficar onde o terreno for mais dobrado. em topos de morro, ladeiras, margens de rios, lagoas e barragens, devem ser conservadas as matas existentes ou então deve ser feito o reflorestamento. o mato no alto do morro, forma um solo muito fofo que, quando chove, funciona como uma esponja. a chuva que cai penetra nesta esponja, vai para as camadas profundas. nos lugares mais baixos surgem as vertentes. ao redor das vertentes, o mato deve ser mantido ou, quando não tem, deve ser plantado. não tendo mato no alto do morro e nas ladeiras, o solo não é fofo e não funciona como esponja. então a água da chuva, ao cair, não penetra na terra, mas escorre ladeira abaixo .aí, ocorrem a erosão e as enchentes. devem ser plantadas árvores, ainda, em terras inaproveitáveis, fracas, acidentadas e onde não vinga mais nada (plante Árvores, emater - rs,1993).

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***figura do perfil do rio, morro, encosta reflorestados

figura no 6: perfil do rio, morro, encosta reflorestados.

• 6.3.1) Áreas recomendadas para reflorestamento • Áreas deterioradas, morros e encostas: segundo tabela de classes de uso do solo todas as áreas com declividade superior a 16% são recomendadas para preservação da mata nativa , reflorestar ou cultivos perenes, sofrendo restrições para cultivos anuais. Áreas com declividade superior a 30% são exclusivamente recomendados para reflorestamento ou conservação da mata nativa. sua exploração não é recomendada ecologicamente, para cultivos anuais. nas áreas deterioradas a recomendação é que se use espécies da família das leguminosas que são recuperadoras do solo por excelência, além da fixadoras de nitrogênio. Áreas com 45o de declividade ou mais são consideradas de preservação permanente por lei tabela 2 - espécies recomendadas: espécies acácia negra araucária bracatinga canafístula cabreúva camboatá erva-mate eucaliptos guatambu ipê e louro fonte: plante arvores, emater – rs,1993. • banhados: nestes locais há uma vegetação característica, própria de áreas inundadas. são ecossistemas ligados ao lençol freático de uma região e dependem do regime de chuvas. são ricos em variedades de animais e vegetais. nossa recomendação é que não se altere mais que 20% destas áreas sob pena de deterioração do banhado, devido as espécies da flora e fauna que só ocorrem nestes locais, não é recomendado o plantio de eucalipto nem a drenagem (silveira,1989). • topos de morros e áreas declivosas: nestas áreas devem ser preservada a floresta
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finalidade lenha e tanino madeira nobre lenha madeira para assoalho madeira para construções e móveis lenha e palanque erva para chimarrão lenha ,carvão, postes, palanques, serraria madeira para assoalho madeira para carpintaria e construções

nativa ou reflorestar devido a importância da cobertura florestal para absorver o impacto da chuva e promover infiltração da água, abastecendo o lençol freático e evitando erosão. ***inserir figura no 7 e 8

figura no 7 e 8:encosta declivosa e topo de morro. fonte:ibdf,1986.

• margem de rios e barragens: segundo a legislação, qualquer curso d’água com até 10 m de largura deve ter uma mata de preservação permanente de 30 metros em cada margem. em rios com largura de 10 a 50 metros a margem florestal deve ser de 50 metros. nos rios com largura de 50 a 200 metros, deve ser de 100 metros a margem florestal. em rios de largura de 200 a 600 metros a margem florestal deve ser de 200 metros, e de 500 metros de margem florestal para rios com largura superior a 600 metros. ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios naturais ou artificiais, nascentes e olhos d’água deve ter um raio mínimo de 50 metros de cobertura florestal. (código florestal brasileiro - lei 4771/65). ***inserir figura 9 e 10

figura no 9 e 10: margem de açude e rio. fonte: ibdf, 1986.

para estes locais recomenda-se: açoita-cavalo araticum goiabeira pitangueira araça angico canela do brejo guabiroba ingá cerejeira tarumã canela preta guabijú branquilho cambuim sete capote uvaia guajuvira aguaí pessegueiro brabo

fonte: plante Árvore, emater - rs ,1993.

obs.: em margens de cursos d’água , lagos e fontes não se recomenda o plantio de espécies exóticas de grande porte como por exemplo eucalipto e pinus, em função do risco de rebaixamento do lençol freático.

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6.4) como reflorestar 6.4.1) - qualidade da muda o primeiro passo para se ter mudas de boa qualidade é a obtenção de sementes superiores. o projeto vai adquirir sementes das melhores procedências fornecidas pela fepagro – e.e.s. santa maria – rs e embrapa/cnpf, inclusive de algumas espécies exóticas serão importadas sementes do pais de origem. exemplo: as sementes do gênero eucaliptus deverão ser oriundas de áreas de produção de semente, pomares clonais e importadas da austrália, garantindo a qualidade genética da semente e a identidade das diferentes espécies do gênero, bem como seu potencial produtivo. as nativas serão produzidas a partir de matrizes especialmente selecionadas, garantindo a qualidade e produtividade. outro passo importante na qualidade das mudas será a tecnologia de ponta implantada no viveiro regional que possui casa de vegetação com as condições ambientais controladas, sistema de irrigação e nebulização automatizados e utilização de tubete plástico, que é o mais novo tipo de embalagem para produção de mudas, proporcionando um sistema radicular perfeitamente desenvolvimento. *** inserir desenho do tubete – no 11

figura no 11: muda em tubete. 6.4.2) sistemas de reflorestamento • semeadura a lanço - este sistema consiste em plantar em local definitivo as espécies de sementes grandes, diretamente sem a produção de mudas em viveiro. exemplo: pinheiro brasileiro, bracatinga e timbó que podem ser plantadas diretamente no local definitivo. • plantio heterogêneo - consiste no plantio conjunto de diferentes composições mais parecidas com as nossas florestas nativas. É indicado para enriquecimento de matas e na recuperação de florestas de margens de rios. • plantio homogêneo - consiste na formação de maciços florestais com uma única espécie, como os reflorestamentos implantados com eucalipto, acácia negra, uva do japão, pinus sp, sendo indicado para fins econômicos e energéticos. • plantio consorciado - nesse sistema aproveita-se os espaços entre as linhas de reflorestamento para o plantio de culturas anuais como: soja, milho, mandioca nos primeiros anos do reflorestamento. esse sistema além de custear as despesas com a implantação do reflorestamento, pode produzir cultura de subsistência, bem como, proporcionar uma melhoria nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, com o uso de leguminosas fixadoras
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de nitrogênio e facilitar os tratos culturais do reflorestamento. sistemas agroflorestais - estes sistemas consistem na associação entre cultivos de florestas, culturas agrícolas, e ou pastagens, visando produção auto sustentável na propriedade rural. projetos agroflorestais, em áreas ocupadas apenas com lavouras, pastagens ou florestas plantadas constitui alternativa fundamental para o aumento da produção de alimentos, madeira e energia, constituindo-se em uma prática aperfeiçoada, pois a ocupação excessiva do solo já não permite a sustentabilidade da produção, (carvalho 1994). exemplo: sistemas agroflorestais com a erva mate: a erva mate se presta muito bem para diferentes sistemas silviagrícolas e silvipastoris, associada com cultivos de mandioca, milho, feijão ou com ovinos, gado de leite e novilhos precoces. o sistema agroflorestal associa os componentes árvore-pastagem-animal-lavoura, de forma simultânea ou seqüencial, no tempo e no espaço, promovendo interações entre eles, podendo haver competição por nutrientes, água, luz, espaço, quando existe exigências similares, por outro lado pode haver interações de favorecimento entre os componentes do sistema. exemplo: - forrageiras leguminosas fixam nitrogênio beneficiando a erva mate .- a bracatinga fixa nitrogênio para o feijão e milho. - o esterco dos animais no sistema inoculam microorganismos e fertilizam o solo beneficiando as culturas. sistema de abandono de área - neste sistema a natureza se encarrega de fazer a regeneração da vegetação anteriormente existente na região, bastando ao homem simplesmente abandonar a área. isto vai ocorrer dependendo das condições existentes no local tais como: banco de sementes armazenado no solo, matrizes fornecedoras de sementes, dispersores e condições climáticas e fertilidade. nestas condições inicialmente desenvolvem-se as gramíneas, as vassouras entre outras, criando condições de surgimento de pioneiras arbóreas, secundárias, secundárias tardias e as espécies clímax, ou reprodutoras a sombra. sistema de sucessão natural (recomposição da mata nativa similar à original) consiste no homem ajudar a natureza a se recompor, reflorestando com espécies nativas tanto em áreas de preservação permanente como em outras áreas que se deseje implantar floresta nativa. segundo longhi, (1995) na utilização desse sistema é imprescindível observar as características específicas de cada uma das espécies, como a regeneração, dispersão, formação e longevidade. para haver a reconstituição da mata natural é importante que se use no mínimo duas espécies e que sejam complementares entre si quanto a seu hábitos e situação. se utilizarmos espécies pioneiras secundárias e clímax, o plantio pode ser simultâneo ou obedecer a seqüência natural, que pode ser aleatória ou através de esquema (a ou b) entre outros. a) implantação de bosques com 2500 plantas por hectare. 625 pioneiras
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625 secundárias (no máximo 50 exemplares por espécies) 625 secundárias tardias (idem secundárias) 625 clímax b) implantação de bosques com 2000 plantas por hectare. l.625 pioneiras 250 secundárias l25 clímax *** inserir desenho das formas geométricas. fig. 12.

figura no 12 deve-se observar que a formação seja sempre um mosaico como ocorre naturalmente. o surgimento das espécies nativas seguem uma seqüência lógica a qual devemos observar quando da implantação de bosques nativos segundo longhi, (1995). a formação da diversidade de espécies florestais nativas tropical e subtropical é de mais de uma centena de espécies arbóreas klein, (l982), citado por longhi (1995) não publicado, com densidade baixa para cada espécie por ha, formando um mosaico arbóreo natural, onde cada ponto é diferente na estrutura e composição segundo kageyama citado por longhi (1995) não publicado. para que esta formação possa seguir sua reprodução é essencial a presença de animais, porém essa relação é altamente específica para com as espécies florestais. importante é que o reflorestamento que se pretende implantar deve ser de múltiplas espécies para que possa se auto renovar sem a interferência humana. segundo budowski citado por longhi (1995), as espécies nativas comportam-se de modo diferente quanto ao crescimento a pleno sol, a sombra ou independem destes fatores. a separação de espécies florestais tropicais em grupos ecológicos pode ser feita por diferentes critérios, conforme demostra a tabela 3, por isto gerando confusão na literatura segundo kageyama & viana, (1989) citados por coelho (1996) não publicado. “no sul do brasil, algumas espécies apresentam características mistas, dificultando sua inclusão em categorias. especialmente na formação florestal denominada mata de pinhais, observamos espécies com características mistas. a araucária (araucaria angustifolia) é um exemplo, pois apresenta sementes recalcitantes (de curta longevidade), crescimento mediano e folhas com alta longevidade, apresentando-se como heliófita em qualquer fase, muitas vezes atuando como pioneira sobre áreas de campo. tabela 3 - características biológicas das espécies conforme as categorias ecológicas, em grau decrescente de importância. baseado em budowski(1965), blackman & wilson
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(1951), kageyama & viana (1989), gonçalves et al., poggiani et al.,(1992).
pioneiras necessidades de luz intensa durante as fase do desenvolvimento. longevidade das sementes tipo de dormência germinação, crescimento, reprodução longa curta (semanas – alguns meses) quebrada por luz (fotoblásticas) ou por calor perenifólias por animais, sem especificidade, ou autocoria baixa grandes desenv. (massa crescim. em profundidade velocidade de crescimento) alta baixa não germinação apenas com embebimento de água dormência tegumentar caducifóias fatores físicos (água, chuva) ou animais, ou autocoria baixa desenvolvimento mediano dormência tegumentar variada secundárias iniciais crescimento, reprodução secundárias tardias reprodução
reprodutoras à sombra

pouca necessidade de luz intensa mediana ou curta

mediana

fenologia tipo de dispersão das sementes tolerância à sombra raízes

variável animais ou autocoria

perenifólias animais específicos ou generalistas alta tolerância desenvolvimento reduzido

tolerante em estágio juvenil desenvolvimento reduzido

produção de galhos e folhas longevidade das folhas aumento da produtividade em regime de sombra porte

variável baixa variável

baixa baixa média variável

baixa alta sim

mediano (estrato intermediário) 10 a 30 (-50) alto alta variação local lenha, celulose, alimentação animal

mediano a emergente

mediano a emergente

estrato inferior (subbosque) ou intermediário variável baixo médias a altas madeira, frutos, folhas, ornamental

ciclo de vida anos concentração de nutrientes nas folhas densidade(p|ha) principais usos

50 a 500 (-1000) mediano baixa (raras) a médias frutos, madeira de média e alta qualidade

50 a 500 (-1000) mediano baixa (raras) a médias madeira de média e alta qualidade

timbó (ateleia glazioviana), é outra espécie que apresenta características mistas. possui frutos alados (dispersão pelo vento), sementes recalcitantes e é caducifólia. por outro lado, apresenta enraizamento agressivo, e rápido crescimento em áreas abertas (heliófita). o timbó não é uma espécie florestal característica, mas sim, ocupa áreas de transição entre a floresta e campo, (rambo, 1994, conforme também vasconcellos et alii, 1992) citados por coelho 1996 não publicado. este ocorria nas bordas da floresta. hoje o timbó invadiu áreas, tornou-se uma planta ruderal, ou seja, especializada em ocupar ambientes perturbados pelas transformações humanas podendo ser classificada, na prática de manejo florestal como pioneira antrópica, desde que considerando-se a sua inibição ao desenvolvimento de outras espécies”. (coelho, 1996, não publicado)

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conceito de categorias sucessionais ou categorias ecológicas ou ainda categorias de sucessão vegetal ou florestal: longhi, (1995) não publicado, faz uma conceituação das categorias sucessionais como segue: pioneiras: de ciclo curto em média 5 a l5 anos podendo durar até 50 anos, formadoras do estrato arbustivo,(nessecita luz em todas as fases, dormência fotoblástica ou por calor) dispersão por animais não específicos. ex.: grandiúva, aroeira-brava, chá de bugre. secundárias iniciais: ciclo 15 a 30 ano em média, formadora do estrado subarbóreo, sementes dispersas pelo vento com poder germinativo curto, aparecem nas clareiras. ex.: ipê amarelo. secundárias tardias: ciclo de 30 a 50 anos formação do estrato arbóreo, sementes dispersas pelo vento, surgem depois das secundarias iniciais, sementes com dormência mecânica. ex.: grápia e alecrim. clímax: ciclo superior a 50 anos podendo chegar a 500 anos, formadora do estrato arbóreo superior a dispersão das sementes é feita por animais específicos é reprodutora à sombra. ex.: grápia, canafístula. segundo coelho, em ecologia florestal, 1996, não publicado), conceitua a categoria de reprodutoras à sombra no lugar da categoria clímax. outros conceituam simplesmente, que espécies clímax são as mais altas e dominantes na floresta o que não é de todo verdadeiro. tampouco é verdadeiro que a floresta é sempre o ápice de qualquer processo sucessional, ou o ápice de qualquer escala de valores, mesmo porque estes valores são criados pelo homem com forte influência econômica. a natureza nem sempre se comporta segundo valores estabelecidos pelo homem. exemplos: vegetações de banhados, campos, cerrados, campos sujos, conforme condições de solo e clima disponíveis podem ser considerados ecossistemas clímax. reprodutoras à sombra: categoria equivalente a clímax , porém diferindo do seu conceito clássico. caracterizada pela presença de espécies com pouca necessidade de luz intensa, longevidade de sementes de mediana a curta com dormências variadas. ex.: erva mate que surge em um estágio avançado da sucessão florestal na floresta latifoliada mista. outros exemplos: aguaí-da-serra, cerejeira, manacá ou primavera e guassatonga. exemplos de cada categoria para a região noroeste do rs. pioneiras: bracatinga chá-de-bubre fumo-bravo mandiocão

mimosa scabrella, leguminosa casearia silvestris, flacourtiácea solanum erianthum, solanácea didimopanax morototoni, araliácea

secundárias iniciais de fruto alado cedro cedrela fissilis, meliácea cabreúva myrocarpus frondosus, leguminosa
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angico - vermelho parapiptadenia rigida, leguminosa

ipê-branco

tabebuia alba, bignoniácea

secundárias iniciais de fruto carnoso ou sementes com arilo ariticum rolinia salicifolia, anonácea guabiroba batinga vermelha ingás campomanesia xanthocarpa, mirtácea eugenia rostrifolia, mirtácea inga sessilis, inga virescens, leguminosas

secundárias tardias ou tolerantes à sombra alecrim holocalyx balansae, leguminosa camboatá-vermelho cupania vernalis, sapindácea

reprodutoras à sombra erva mate ilex paraguariensis, aquifoliácea aguaí da serra manacá ou primavera cerejeira guassatonga chrysophyllum gonocarpum, sapotácea brunfelsia uniflora, solanácea engenia rostrifolia, mirtácea casearia decandra, flacourtiácea (coelho, 1996, não publicado) • sistema enriquecimento de matas secundárias - enriquecimento de florestas, capoeiras pouco produtivas ou florestas semi-devastadas podem ser adensadas com espécies mais nobres. o plantio pode ser feito em linhas ou mesmo aproveitando pequenas clareiras. as espécies devem ser adequadas para crescerem sem a insolação direta. a araucária, o sobragi, a canafístula, as canelas, os ipês, o palmiteiro, a uva do japão e mesmo o eucalipto são espécies adequadas para este tipo de plantio. este plantio é mais indicado quando se deseja árvores de troncos retos e altos. o método de plantio de enriquecimento visa aumentar o número de espécies de maior valor comercial e facilitar a exploração. no trabalho de abertura do sub-bosque, as mudas das espécies florestais desejáveis devem ser mantidas. mesmo após o plantio é necessário manter a área limpa, pelo menos nos dois primeiros anos. a falta de tratos culturais pode condicionar uma elevada percentagem de mortalidade das mudas plantadas. este sistema pode ser utilizado no manejo sustentado. • sistema bracatinga - consiste na implantação de povoamentos homogêneos de bracatinga ou de outras espécies em talhões implantados um a cada ano. o número de talhões deve ser igual ao número de anos da rotação da cultura, a fim de se explorar um talhão por ano, obtendo-se renda anualmente. após a implantação do último talhão iniciar-se-á a exploração do primeiro talhão, até o último, quando o primeiro novamente estará pronto para nova exploração. espécies recomendadas: bracatinga, acácia negra, eucalipto inclusive para a região
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este sistema se adapta como método de exploração racional do timbó. exemplo: agricultores do paraná usam este sistema associado a cultivos de feijão e milho. eles implantam os talhões de bracatinga um a cada ano, no final do sétimo ano fazem a colheita do primeiro talhão, e como a bracatinga fixa nitrogênio proporciona o cultivo do feijão e milho com bons rendimentos. como a bracatinga já produziu sementes, ressemea novas plantas da espécie que devem ser raleadas. assim que as duas culturas são colhidas, está reimplantado este talhão, e assim sucessivamente. deste modo tem-se uma colheita de lenha, milho e feijão todo ano na propriedade rural. este sistema se presta muito para recuperação de áreas deterioradas. • quebra ventos - estas estruturas tem a finalidade de reduzir a velocidade dos ventos em até 80%. estes devem ser localizados perpendicularmente ao sentido dos ventos dominantes da localidade. este é formado por 3 a 8 fileiras de árvores de diferentes espécies e alturas. o quebra vento protege até 22 vezes a sua altura em distância, além da vantagem de abrigar inimigos naturais das pragas de lavouras, abrigar gado e favorecer polinização das lavouras abrigadas por uma série de quebra ventos, bem como dificultar a disseminação de pragas e doenças. espécies recomendadas para quebra ventos: ciprestes, calistemon (chorão da praia), acácia trinervis, eucalipto, grevilha, pinus, plátano, tipuana, guajuvira, bracatinga. ex.: 1ª fileira calistemon 2ª fileira acácia trinervis 3ª fileira acácia trinervis 4ª fileira cipreste 5ª fileira eucalipto 6ª fileira eucalipto 7ª fileira eucalipto 8ª fileira acácia trinervis 6.4.3) plantio o preparo do solo vai depender de cada situação, porém o ideal deve ser semelhante ao preparo do solo para culturas anuais, tais como subsolagem e outros. após a limpeza do terreno ou das clareiras prepara-se o local das covas para o plantio, fazendo pequenas coroas. É muito importante que o plantio seja efetuado quando o solo estiver com umidade recomendada, dando preferência a dias nublados. isto possibilitará melhores condições para que as mudas plantadas sobrevivam. a profundidade do plantio deve ser a mesma em que a muda se encontra no tubete, isto é, não se deve enterrar demais nem deixar a raiz sobrando sobre a superfície do solo, devendo formar uma pequena bacia para captar água. deve-se abrir a cova e misturar a terra da superfície com adubo orgânico e ou químico, conforme a análise do solo.
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algumas espécies suportam bem a semeadura direta a campo, podendo ser feita a lanço, sem a produção de mudas em viveiro exemplo: pinheiro brasileiro, bracatinga e timbó podem ser semeadas diretamente no local definitivo. 6.4.4) tratos culturais a manutenção da área reflorestada limpa, livre de ervas invasoras na fase inicial de implantação, contribui decisivamente para o bom desenvolvimento das plantas, consequentemente aumentando sua produtividade. em casos de manejo da regeneração natural, a roçada na forma de coroamento é suficiente. . consorciação - plantio com outras culturas, conforme descrito anteriormente onde os tratos culturais efetuados para a cultura anual auxiliam a cultura principal que é o reflorestamento. . coroamento - consiste na capina ao redor da planta, até l m de diâmetro, aproveitando esta oportunidade para readubar plantas deficientes. a coroa deve ser mantida limpa nos dois primeiros anos após o plantio. ***inserir figura do coroamento do folder(folheto)

figura no 13: coroamento da muda.

. cobertura morta - é a prática de proteger o solo ao redor da planta com palha, restos de cultura ou outros materiais orgânicos, para evitar o desenvolvimento de ervas daninhas e manter a umidade do solo. . roçada - prática que deve ser adotada nas entre linhas, que pode ser mecânica ou manual, até o perfeito estabelecimento das árvores na área. . replantio - o replantio é executado com mudas de qualidade, de modo a substituir aquelas atacadas por formigas, mortas ou danificadas por outros agentes: deverá ser de 20 - 30 dias após o plantio; o povoamento deve ter sobrevivência superior a 95%. . desrama (poda)- a desrama é a prática de retirada dos galhos mortos e vivos mais baixos, com a finalidade de evitar a criação de nós dentro da madeira, melhorar a qualidade e altura do fuste, favorecendo a ventilação e insolação do povoamento, sendo realizado no fim do inverno. 6.4.5) - combate a pragas quando efetuamos o plantio, expomos as plantinhas a uma série de predadores que podem provocar sérios danos às mesmas ou até matá-las. o cuidado com o controle destes predadores é, portanto, de fundamental importância. . formigas - as formigas são consideradas um dos piores inimigos dos reflorestamentos, especialmente quando refloresta-se com espécies de eucalipto. para combatê-las é necessário que dois meses antes do plantio se faça uma limpeza na área, eliminando-se
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os formigueiros. após o plantio deve-se manter o controle com o uso de iscas formicidas, distribuídas a cada 10 m de distância, na periferia da área, e a cada 20 m no meio da área reflorestada. a proteção da isca deve ser feita com potes plásticos, casca de árvores, canudo de bambu ou qualquer material que a proteja da umidade. a folha de timbó triturada pode ser usada como repelente quando espalhada em volta da muda. para correta utilização de formicidas siga as recomendações do receituário agronômico. as formigas cortadeiras tem sido responsáveis pelo fracasso de inúmeros reflorestamentos. antes do plantio é necessário efetuar o seu controle. após o plantio a vigilância deve ser constante. . outros insetos: - comunidades de plantas com um pequeno número de espécies são geralmente mais suscetíveis a aumentos repentinos de insetos herbívoros do que as comunidades mais diversificadas e complexas, e as árvores mais jovens e vigorosas são mais resistentes ao ataque de insetos. por isso, o problema de pragas é acentuado nos reflorestamentos homogêneos. o controle é complicado e, muitas vezes, muito dispendioso. a manutenção de áreas com remanescentes de florestas nativas diversificadas, se possível enriquecendo-as com outras espécies, é uma forma de atenuar o ataque de pragas sobre os plantios. até porque, muitas vezes, estas áreas atraem e abrigam os predadores naturais destes insetos. 6.4.6) - manejo das florestas • corte raso e condução da rebrota a partir da floresta estabelecida uma das técnicas de manejo é o corte raso, que consiste em um tempo só, cortar todas as árvores e conduzir a rebrota ou fazer nova implantação. esta modalidade de manejo é indicada para algumas espécies exóticas e vai gerar produtos de baixo valor comercial, porém, em grande quantidade e em curto prazo. exemplo: eucalipto, densidade superior a 2.500 plantas por hectare cortados entre 4 e 6 anos, produzindo lenha e varas para construção civil. ***inserir figura do corte raso no 14

figura no 14: condução da rebrota. fonte: fao / ibama, 1987.

neste caso após a exploração deseja-se que cada toco brote, devendo-se ter os mesmos cuidados da época de implantação, sem uso do fogo e com combate à formiga. em cada toco poderá surgir inúmeros brotos dos quais deve-se conduzir 3 a 4 brotos bem distribuídos.
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a bracatinga faz a resemeadura naturalmente, para seguir o processo basta fazer o desbaste do excesso de mudas.

tabela 4 - rendimento médio de uma floresta de eucaliptus sp.
idade do diâmetro dap* rendimento médio de corte povoamento médio de corte cm anos m3/ha primeiro 8 12,80 230 segundo 13 11,40 207 terceiro 18 10,20 184 total 621 *dap – diâmetro a altura do peito a 1,30 m do solo. número de cortes destino do produto lenha lenha lenha -

• corte seletivo neste sistema faz-se o plantio com densidade inicial de 2.500 plantas por hectare. nos anos iniciais a plantação terá um desenvolvimento bem visível em altura e diâmetro. após este período ela entra em estagnação em função da concorrência por espaço e nutrientes, sempre que isso ocorrer recomenda-se o desbaste seletivo por baixo, marcase e retira-se as árvores suprimidas e dominadas e deixa-se as dominantes, com espaço vital suficiente para o seu crescimento. este sistema adapta-se para o cultivo de espécies exóticas de rápido crescimento tais como: eucaliptos, pinus, cinamomo paraíso, uva do japão, grevilha, e nativas como pinheiro brasileiro. neste caso objetiva-se produzir madeira nobre para serrarias com diâmetro maior, porém com ciclo mais longo (20 anos ou mais). ***inserir figura 15

figura no 15: corte seletivo. fonte: fao / ibama, 1987.

nos desbastes periódicos obtém-se produtos menos nobres, mas trazendo receita para o produtor. partindo-se de 2.500 plantas por hectare, após os desbastes ficaremos com uma densidade final de 300 plantas destinadas a toras para serraria.

tabela 5 – rendimento em corte seletivo
nº do desbaste idade do povoamento anos diâmetro dap rendimento médio de corte médio do corte cm m3/ha
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destino do produto

lenha m3/ha

serraria m3/ha

primeiro segundo terceiro quarto corte final total

08 11 14 18 23 -

14 17 20 23 31 -

73 105 115 145 225 -

54,8 31,5 83,6

18,2 73,5 115,0 145,0 225,0 576,7

o desbaste propicia povoamentos mais saudáveis, devido a entrada de luminosidade no seu interior. as copas podem se expandir, tornando-se assim, árvores mais resistentes, surgindo também outras espécies principalmente nativas enriquecendo o subosque. observa-se a campo em povoamentos antigos, principalmente de coníferas, que a falta de desbastes periódicos faz com que as árvores fiquem muito altas e de baixo diâmetro com copa verde menor do que 1/3 de sua altura, o que não é desejável, pois estas são instáveis, não tem vitalidade e provavelmente vão quebrar e ou morrer. desta forma é fundamental que os desbastes sejam feitos ao tempo certo evitando esta situação de perda de produtividade. caso isto acontecer o povoamento poderá perder muitas árvores. então deverá fazer-se um desbaste predatório, retirando-se as árvores bifurcadas, suprimidas e mortas deixando-se as árvores mais saudáveis com maior chance de incremento. em caso de dúvida deve-se decidir pela retirada da árvore. isto ocorre hoje em dia nos povoamentos de pinus sp que não sofreram intervenções e tendo atualmente baixíssima qualidade. • corte sistemático este sistema é menos usado, porém mais simples e barato em alguns casos, e consiste na retirada sistemática de uma fileira e deixando-se outras três, retira-se mais uma sucessivamente, prestando-se para povoamentos homogêneos. no caso de povoamento heterogêneos, retiram-se faixas de árvores, correndo-se o risco de se cortar algumas árvores valiosas para o povoamento. • manejo sustentável de florestas nativas segundo o código florestal brasileiro são consideradas de preservação permanente as áreas de margens de rios e cursos d’água, lagos e lagoas naturais e artificiais, nascentes e fontes d’água, topos de morros, nas encostas declivosas, restingas, e as definidas por decreto específico do poder público. nestas áreas a floresta não pode ser explorada (cortada) economicamente e são isentas do itr – imposto territorial rural. conforme a mesma lei a quinta parte das propriedades rurais (20%) é considerada reserva florestal legal e também não pode ser explorada. as áreas de florestas ressalvadas as de preservação e reserva, estão sujeitas apenas ao manejo sustentado sendo proibido o corte raso. o manejo sustentado de florestas nativas é uma prática de exploração não predatória onde deve ser retirado apenas a quantidade de madeira que a floresta cresce anualmente (ima - incremento médio anual), ou seja, retira-se as árvores mortas, caídas, quebradas e maduras deixando as árvores finas para continuarem crescendo.

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6.4.7) problemas do reflorestamento • plantio de espécies em locais inadequados; • replantio atrasado; • falta de adubação ou adubo em contato direto com a raiz; • espaçamento incorreto; • mudas plantadas com o colo enterrado; • competição demasiada de inços; • não combate às formigas cortadeiras; • manejo ou condução inadequado de povoamentos; • intervalo de corte prolongado; • falta de replantio; • não execução da desrama; • não condução da rebrota; • falta de desbaste e desbrote; • falta de conhecimento do assunto. 6.5) descrição das espécies: 6.5.1) exóticas: 1. a) nome vulgar: acácia negra b) nome científico: acacia mearnsiii c) classificação na dinâmica sucessional: pode ser usada como pioneira para implantações futuras de nativas. d) características gerais: espécie rústica exótica, nativa da austrália, de rápido crescimento, leguminosa fixadora de nitrogênio, com boa adaptação na região sul. tem casca rica em taninos e madeira dura de alto poder calorífico. espécie procurada pelas formigas e atacada por um inseto coleóptero chamado “serrador da acácia negra” que coloca ovos nos galhos e corta estes para o desenvolvimento das larvas. esta praga deve ser combatida através da catação manual dos adultos e queima imediata dos galhos afetados. e)usos: pode ser empregada em áreas deterioradas e voçorocas como recuperadora de solos, indicada como pioneira na implantação de erva-mate e outras nativas. indicada para produção de casca para extração do tanino na região da grande porto alegre para produção de lenha de alto poder calorífico e varas de construção civil, aglomerados e papel. f) produtividade: espécie de rápido crescimento com alta produção de lenha (+/300 m3/ha por ciclo) de baixo diâmetro quando feito plantio adensado. Árvore de ciclo curto, morrendo após aproximadamente 8 anos de idade. indicado o corte
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raso para se obter maior produtividade. g) propagação: faz-se a implantação preferencialmente com mudas, podendo-se fazer também com sementes. após o primeiro ciclo de 8 anos faz-se novo plantio com mudas ou se induz a regeneração natural através da queima da resteva da cultura que é menos indicado pelos danos causados pelo fogo ao ambiente natural. espaçamento 2 x 2 m ou 3x 1,5 m ou 2 x 1,5 m dependendo da fertilidade do solo. 2. a) nome vulgar: cinamomo paraíso b) nome científico: melia azedarach c) classificação na dinâmica sucessional: pode ser usado como precursora, pioneira ou secundária inicial. d) características gerais: espécie florestal exótica, originária da Ásia, de rápido crescimento com produção de madeira nobre para móveis. própria para reflorestamento homogêneos. e) usos: indicada para reflorestamentos homogêneos com a finalidade de produzir madeira nobre para serraria, indicada para construção de casas de madeira, móveis, esquadrias, e laminação. como subproduto dos desbastes e galhadas produz lenha de média importância. f) produtividade: espécie produtiva e de rápido crescimento estimando-se que chegue a 40 cm de diâmetro em 10 anos produzindo produto nobre de maior valor comercial. para se atingir esta produtividade alta devem ser utilizadas mudas de boa qualidade, fazer um plantio bem feito e tratos culturais e desbastes indicados. recomenda-se bom preparo do solo, coroamento por 2 anos, roçadas para evitar a concorrência com invasoras. desrama e desbaste periódicos são imprescindíveis para o sucesso do cultivo. devemos fazer desramas nos anos iniciais evitando nós na madeira e bifurcação em galhos grossos, visando melhorar a quantidade e qualidade do fuste. após a poda dos galhos ainda tenros, não lenhosos, deve-se aplicar uma solução fungicida para evitar contaminação da madeira com fungos. os desbastes devem ser sistemáticos retirando-se 1 fila em um sentido no terceiro ano e no outro sentido no sexto para se obter logo um espaçamento de 4 x 4 m propiciando o corte de árvores com 40 cm de diâmetro aos 10 anos. g) propagação: faz-se o plantio definitivo com mudas de boa qualidade produzidas por sementes e após o corte final existe a possibilidade de conduzir a rebrota. 3. a) nome vulgar: grevilha b) nome científico: grevillea robusta c) classificação da dinâmica sucessional: pioneira, própria para reflorestamento, ornamentação e quebra ventos. d) características gerais: árvore de grande porte, nativa da austrália, podendo atingir 30 metros de altura, crescimento rápido com formato de copa semelhante as coníferas com folhas recortadas parecidas com as samambaias, boa produtora
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de sombra, ornamental e fornecedora de pólen e néctar para as abelhas. e)usos: são plantas ornamentais recomendadas para jardinagem arborização. urbana, quebra ventos e reflorestamento homogêneo de rápido crescimento. sua madeira é dura e valiosa para fabricação de móveis e tonéis para vinho, produz lenha de boa qualidade de alto poder calorífico. 4. a) nome vulgar: uva do japão b) nome científico: hovenia dulcis c) classificação da dinâmica sucessional: pode ser utilizada como pioneira. d) características gerais: Árvore exótica de rápido crescimento, pioneira de muita agressividade. facilmente asselvajada, originária da china e do japão, facilitando a disseminação e propagação. tem folhas grandes que podem ser usadas como forrageiras ou vão incorporar nutrientes ao solo. e) usos: árvore de uso múltiplo com aproveitamento integral de folhas, frutos, galhos e troncos.

folhas: forrageira para herbívoros e adubação; frutos: forrageira para gado, porcos e aves, vinagre; galhos: lenha, carvão e moirões; tronco: lenha, varas, tábuas, laminados e madeira em geral de ótima qualidade. f) produtividade: árvore de rápido crescimento e alta produtividade, podendo ser manejada na forma de corte raso para produzir lenha e varas ou corte seletivo, visando produzir madeira de maior diâmetro.

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a) nome vulgar: eucalipto b) nome científico: eucalyptus sp. c) classificação na dinâmica sussecional: espécie de pioneira passando por secundária e clímax, vegetando como precursora até chegar a se salientar no dossel superior da floresta como árvore frondosa. d) características gerais: árvore de rápido crescimento largamente, utilizada em todo país. originária da austrália com centenas de espécies, com diferentes características e empregos. É a principal espécie florestal cultivada sendo a salvação para a produção de energia, madeira e papel, em muitas regiões anteriormente desmatadas. espécie de múltiplos usos, sendo sua presença fundamental em todas as propriedades rurais. f) produtividade: espécie altamente produtiva, de rápido crescimento podendo atingir 100 mst/ha/ano de produtividade quando em condições ótimas de qualidade genética, solo e manejo; pode ser conduzido para o corte raso produzindo lenha e varas com produtividade de mais de 621 m st de madeira com casca aos 18 anos ( 3 cortes no mínimo). g) propagação: deve ser plantado com mudas de ótima qualidade produzidas
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através de sementes superiores ou até por propagação vegetativa.

tabela 6 - dados técnicos de algumas espécies de eucalipto
e. citriodora resistência a geada moderada fraca
clima

e. dunnii grande

e. grandis moderada

e. saligna moderada

e. viminalis grande

subtropical

subtropical úmido

subtropical, tropical úmido

tropical

subtropical

solo

profundos, suporta arenosos e fracos até 400 m 2x2m 3x2m

úmidos, férteis bem drenados

úmidos, bem drenados férteis e profundos até 1000 m 2x2m 3 x 2.5 m

férteis, pesados e úmidos

aluviais, úmidos bem drenados

altitude espaçamento mais indicado

até 800 m 2x2m 3x3m

até 1200 m 2x2m 3x2m

até 1400 m 2x2m 3x2m

casca

branca áspera lisa, solta-se em acinzentada persistente, fina, lâminas, fina, lisa fibrosa de cor esbranquiçada, brilhante caindo cinza cinza ou em pequenas esverdeada placas abr/mai ago/out abr/jun* fev/abr

lisa, solta-se em solta, lisa cor longas tiras cinza nas plantas esbranquiçada a adultas cinza azulado persistente e nas jovens, grossa, cinza ou marrom set/nov jun/ago

floração

frutificação uso

jan/mar madeira nobre

out/nov madeira de cerne

ago/out madeira e lenha

mai/jul madeira e lenha

jan/fev lenha e cerne

fonte reflorestar é preservar (medeiros, souza cruz,1992)

6.5.2) nativas: 1 a) nome vulgar: angico vermelho b)nome científico: parapiptadenia rigida c) característica da dinâmica sucessional: espécie secundária inicial, podendo
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passar ao estágio seguinte da sucessão. dispersão das sementes pelo vento. d) características gerais: é da família das leguminosas, semelhante a canafístula, apresenta copa corimbiforme ampla. sua casca descasca intensamente. os folíolos são verdes e menores que a canafístula, prefere lugar com bastante umidade, várzeas e margens de rios. e) usos: pode ser empregada para confecção de tábuas, dormentes, palanques, barrotes de casas e como lenha e carvão. f) propagação: a propagação é feita por semente e sua dispersão através do vento. o plantio definitivo é feito por mudas.

2.

a) nome vulgar: erva-mate b) nome científico: ilex paraguariensis c) classificação da dinâmica sucessional: espécie reprodutora a sombra, umbrófila, que necessita de sombra de outras espécies pioneiras para se instalar, por este motivo tem dificuldade em se estabelecer inicialmente em povoamentos homogêneos a céu aberto. d) características gerais: apesar da tradição do chimarrão no sul do país nem todos sabem que a erva-mate é uma árvore de porte considerável se estiver no estado primitivo na mata. espécie nativa da região sul ao longo das bacias dos rios paraná, paraguai e uruguai, quase sempre associada com o pinheiro brasileiro. possui muitas propriedades medicinais como tônico, estimulante do cérebro e da circulação, digestiva, fornecedora de vitaminas e sais minerais e combate a pressão baixa. planta de alta exploração em sua maioria oriunda da atividade extrativista de ervais nativos, com sérios problemas de produtividade e sobrevivência. e) propagação: ocorre por sementes ou por estaquia (ainda em fase experimental, para fins de pesquisa) e constitui-se no maior problema da cultura devido a dificuldade na germinação, que é de 5% aproximadamente, causada pela dormência da semente e imaturidade do embrião. planta-se a semente em sementeiras ou direto nos tubetes produzindo as mudas no período de 12 a l8 meses. mudas de 2 anos, produzidas em saquinhos, não são desejáveis devido a problemas de cachimbamento da raiz.

maiores informações devem ser procuradas junto a técnicos especializados e informações empíricas de leigos ou práticos devem ser analisadas com muito cuidado. espécie de difícil produção de mudas devido a germinação e com problemas de sobrevivência, devendo ser protegida do sol no 1º ano de plantio por ser umbrófila. necessita de acompanhamento de técnico habilitado e conhecedor da cultura. f) usos: é usada principalmente na produção de erva mate para chimarrão, consumido internamente e exportada, e para chá tostado. outros produtos e subprodutos estão sendo testados como cafeína para refrigerantes, desodorantes, moderadores de apetite, corantes, porém ainda sem resultados conclusivos. o consumo vem aumentando sendo um mercado promissor principalmente se outros produtos forem descobertos e viabilizados.
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g) produtividade: tradicionalmente os ervais tem produção de 5 a 6 toneladas por hectare/ 3 anos, mas com manejo correto e moderno pode-se atingir produtividade superior a 30 toneladas/ano ou l8 meses. hoje em dia já se conhece técnicas modernas de cultivo que dão ótimos resultados, como o cultivo baixo dos ervais. recomendações: plantio: altas densidades superiores a 2.222 plantas por hectare (espaçamento de 3m x l,5 m) com cobertura de solo de inverno e verão. mudas: pequenas e de um ano de idade, produzidas de preferência em tubetes, livres de cachimbamento da raiz e rustificadas. ***inserir desenho figura 16,17 e 18

figura no 16, 17 e 18: raiz da muda.

poda: anual ou de 18 em 18 meses, com tesoura, com plantas de até l,80 m de altura, visando abrir a copa em forma de taça. recuperação de ervais pela decepa: consiste na decepa das árvores improdutivas a 10 cm do solo e conduzir nova planta a partir da brotação e com adensamento ou enriquecimento do erval para atingir a densidade recomendada por hectare. 3. a) nome vulgar: bracatinga b) nome científico: mimosa scabrella c) classificação da dinâmica sucessional: espécie pioneira, e a dispersão de sua semente é feita por gravidade. d) classificação geral: é uma árvore de porte médio de 10 a 12 m de altura, tronco, com 40 cm de diâmetro, reto, coloração castanha e levemente fissurado. as folhas são compostas e perenes, de coloração verde brilhante, semelhante a acácia negra, porém de copa mais arredondadas. não gosta de solo excessivamente úmido. e) usos: ótima para reflorestamento, sendo muito utilizada como lenha ou na produção de carvão, presta-se para recuperação de voçorocas, conservação do solo, em terrenos inclinados e deteriorados principalmente como preparadora do ambiente para introdução de outras espécies florestais. f) produtividade: tem abundante produção de sementes, o que torna fácil e econômico seu plantio, sendo precoce para corte que se dá aos 6 ou 7 anos, atingindo até 250 mst/ha. g) propagação: as vagens são colhidas de dezembro a janeiro. a semente é dura e
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deve ser feita a quebra da dormência. o plantio definitivo pode ser feito com mudas ou semeado em linhas.

4.

a) nome vulgar: cedro vermelho b) nome científico: cedrela fissilis c) classificação da dinâmica sucessional: espécie secundária inicial a tardia de baixa densidade por hectare, e a dispersão de suas sementes é feita pelo vento. d) característica gerais: é alta com tronco reto ou um pouco tortuoso, com ramificação pesada, tortuosa e ascendente, formando copa alta em forma de umbela ou arredondada. sua folhagem é muito característica, densa, verde clara na primavera. e) usos: produz madeira de grande valor, fácil de trabalhar, usada principalmente em carpintaria e marcenaria. a sua madeira é de cor rosa a vermelha podendo chegar a marrom, de grande durabilidade e resistência ao ataque de insetos. f) propagação: as sementes colhe-se em abril e maio. o plantio se faz por mudas e sempre protegida do vento e do sol, adapta-se para enriquecimento de florestas. não é recomendado para plantio a céu aberto, muito menos para plantios homogêneos.

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a) nome vulgar: canafístula b) nome científico: peltophorum dubium c) classificação da dinâmica sucessional: é espécie secundária inicial, podendo passar aos estágios seguintes da sucessão, e a dispersão de sua semente é feita pela vento e gravidade. d) características gerais: é fácil sua identificação pelo tronco mais ou menos reto, bastante grosso mas com fuste curto, com 6 a 10 m, casca marrom ou escura, com pequenas fissuras longitudinais, com quinas suaves, que se desprendem em forma de lâminas, a casca interna, de cor rosada, pouco fibrosa, e a ramificação cimosa ascendente mais escura que o angico, descasca menos. folhagem mais rija, folhas e folíolos maiores e cor verde mais escura. vegeta de preferência em terrenos vermelhos, argilosos e profundos das margens dos rios. e) usos: ornamental. floresce a partir de janeiro, com flores amarelas. boa para sombra leve, recomendada para arborização de avenidas, parques e praças, e composição de quebra ventos.

a madeira gosta de empenar mas tem ótima durabilidade em lugares secos. própria para dormentes, assoalhos, carrocerias, selins, construção civil, marcenaria e tornearia. f) propagação: a semente exige quebra de dormência. tem ótima germinação. É uma espécie com muita facilidade de pega nos transplantes da mudas. 6 a) nome vulgar: guajuvira
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b) nome científico: patagonula americana c) classificação da dinâmica sucessional: é espécie secundária inicial, e a dispersão de suas sementes é feita pelo vento, sendo facilmente transportadas e disseminadas, devido ao cálice seco, semelhante a uma hélice, que é muito característico. d) características gerais: distingue-se facilmente das demais por ser decidual, com tronco freqüentemente tortuoso e com casca cinzenta, levemente fissurada e abundante ramificação recenosa, formando copa alargada, provida de densa folhagem verde escura. e) usos: a madeira tem larga aplicação, sobretudo em construções, obras expostas, cabos de ferramentas, remos, implementos agrícolas, móveis, carpintaria, carrocerias, tacos, madeira com flexibilidade e elasticidade. É de fácil combustão. possui cerne negro resistente a deterioração por insetos. f) propagação: por mudas com fácil pega no transplante. 7. a) nome vulgar: louro b) nome científico: cordia trichotoma c) característica da dinâmica sucessional: espécie secundária inicial, passando ao estágio seguinte da sucessão e a dispersão de sua semente é feita pelo vento ou por gravidade. d) características gerais: as folhas descolores, semelhantes as do açoita-cavalo, com as bordas lisas, que se torna inconfundível, flores brancas e bem vistosas, tronco reto e cilíndrico com fuste de 10 a 15 m, casca cinza claro com sulcos longitudinais, lembrando os do cedro. e) usos: a madeira, muito utilizada para móveis, é fácil de trabalhar e flexível para ser envergada. se presta biologicamente para implantar um sistema agroflorestal, pois, na fase inicial não exerce concorrência para as pastagens e outras culturas.

7)resultados esperados: 7.1) diagnóstico “o projeto regional de reflorestamento e recuperação ambiental firmou convênio com 30 municípios da região noroeste do rio grande do sul, sendo: - 17 municípios so conselho regional de desenvolvimento (crd) do noroeste colonial: ajuricaba, augusto pestana, bom progresso, catuípe, coronel barros, crissiumal, humaitá, ijuí, jóia, panambi, pejuçara, redentora, são valério do sul, tenente portela, tiradentes do sul e três passos; - 08 municípios do crd fronteira noroeste: cândido godói, dr. maurício cardoso, novo machado, porto lucena, porto vera cruz, santo cristo, são josé do inhacorá e
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tucunduva; - 05 municípios do crd missões: eugênio de castro, giruá, salvador das missões, santo Ângelo e vitória das missões. estes municípios estão inseridos na área de atuação da fidene/unijuÍ e emater regional noroeste. nesta mesma área atuam as arfors (associação de reposição florestal obrigatória) de ijuí, três passos, santo Ângelo, santa rosa e giruá. para se ter um dimensionamento desta região, a comissão central do projeto efetuou um “diagnóstico preliminar da situação florestal, apícola e da piscicultura”, onde os municípios, através de sua secretaria da agricultura, arfors e emater local, realizaram o levantamento de dados do seu respectivo município, compilados e analisados no irder pelo engº agrº m. sc. osório antonio luchese. 7.1.1) dados gerais dos municípios do total de 1.205.000 ha, 97,82% corresponde a área rural que possui 46.883 propriedades assim distribuídas: 42,35% com até 10 ha, 33,35% entre 10 e 25 ha, 18,11% entre 25 e 50 ha e somente 6,19% com área superior a 50 ha. dos 421.225 habitantes, 42,06% residem na zona rural, sendo que estes estão organizados em 352 associações de produtores e 179 grupos de senhoras e/ou clube de mães, totalizando 11.415 pessoas. o número total de escolas públicas de 1° e 2° graus ( municipais e estaduais) somam 764 com 94.794 alunos, sendo 25,75% em escolas da zona rural, principalmente de 1° grau incompleto. 7.1.2) classes de capacidade de uso dos solos na região noroeste do estado do rio grande do sul, em área compreendida entre os municípios de tenente portela, panambi, jóia, e santo antônio das missões, correspondente a área de abrangência da emater regional noroeste e os crds do noroeste colonial, fronteira noroeste e missões, totalizando 2.439.792 ha, efetuou-se o levantamento das classes de capacidade de uso do solo (incra, 1973 e cepa, 1978), com o objetivo de saber a quantidade de área com aptidão florestal segundo a capacidade de uso do solo. segundo os dados obtidos, esta região apresenta 63,55%da área total (classes i,ii e iii) a qual corresponde a terras adequadas ao cultivo agrícola de forma continuada. as áreas agricultáveis com restrições (classes ivpt, ivaf e ivt ) perfazem 18,82% do total, podendo serem utilizadas para culturas anuais. as suas maiores restrições são a
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presença de pedregosidade, afloramento de rochas e a declividade acentuada. algumas deveriam ser utilizadas com o cultivo de essências florestais, principalmente as com declividade acentuada e com pedregosidade que dificultam as operações agrícolas, especialmente mecanizada. as áreas de preservação permanente, de 4.688 ha (classes v e viii) não deveriam sofrer a ação do homem, pois são consideradas refúgio da fauna e flora, escarpas e banhados. os restantes 17,44% (classes ivi, vi e vii) são indicadas para culturas permanentes, devendo serem ocupadas com cobertura florestal, preferencialmente, pois a utilização mais intensiva do solo poderá acarretar perdas irreversíveis, degradando e tornando muitas vezes impossível a sua recuperação. tabela 7 - capacidade de uso do solo da região noroeste do rio grande do sul capacidade de uso do solo agricultáveis agricultáveis c/ restrições preservação permanente culturas permanentes totais
fonte: (incra, 1973 e cepa, 1978).

% sobre Área total 63,55 18,82 0,19 17,44 100,00

hectares 1.550.410 459.293 4.688 425.401 2.439.792

dentro desta região, encontram-se os 30 primeiros municípios parceiros ao projeto regional de reflorestamento e recuperação ambiental, abrangendo uma área de 1.205.000ha ou 49,30% da região noroeste. desta forma, podemos inferir que 17,44% (210.152ha) deveriam ser destinadas preferencialmente para a cobertura florestal permanente. contando que os 18,82% (226.781ha) são adequados ao reflorestamento, especialmente as áreas de declividade acentuada e pedregosidade, pode-se afirmar que, pelo menos, deveria haver 25% de cobertura florestal nesta região ou 301.250ha. 7.1.3) dados sobre recursos florestais na área de atuação do projeto, a cobertura florestal chega a 7,52 % (90.616 ha), sendo 6,25% (75.264 ha) com cobertura florestal nativa. a maior parte desta área de 90.616 ha (94,4%) esta ocupada com cobertura florestal nativa em diferentes estágios de degradação, onde houve a completa retirada de toras para serrarias e boa parte da lenha, especialmente para consumo residência. outro grave problema é a retirada da mata para
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implantação de culturas anuais que, apesar das denúncias e punições, persiste. a área com erva-mate chega a 1.653 ha (255%) e o timbó, 1.862 ha (2,88%), os demais florestamentos com nativas são insignificantes. segundo observação de técnicos da secretaria de estado da agricultura e abastecimento, em uma formação original da floresta decidual umbrófila mista do “parque do planalto”, as quantidades de lenha e toras chega a 300 mst e 150 mst de madeira, respectivamente. nas áreas de regeneração, matas com 20 anos alcançam 50 a 60 mst, enquanto as de 50 anos chegam a produzir de 100 a 120 mst de lenha. em termos médios podemos admitir que o estoque de lenha nas áreas com cobertura florestal nativa em nossa região não ultrapassam a 60 mst, principalmente pela degradação destas formações e do efeito de borda as áreas reflorestadas com espécies exóticas ocupam 1,27% (15.353 ha), com o predomínio do eucalipto (78,8%); o pinus (8,41%) e a uva do japão (4,87) são menos expressivas. na margem das rodovias federais e estaduais (“áreas de empréstimo”) temos 89,0% dos mais de 2.500 ha sem reflorestamento. somente 1,0% foram reflorestadas e em regeneração natural. cabe ressaltar que as áreas reflorestadas e em regeneração natural não conseguem se expandir em função de cultivos anuais, da escolha incorreta de espécies para reflorestamento, roçadas e / ou queimadas. a mata ciliar ocupa , pelo menos, 25.000 ha, ou 30% da cobertura florestal nativa existente. todavia, sabe-se da invasão destas áreas pelos cultivos anuais que, com certeza, descaracterizam a faixa da mata ciliar na quase totalidade dos afluentes existentes, que é considerada de preservação permanente, segundo o código florestal brasileiro (lei nº 4771/65). segundo os dados apresentados pelos municípios, nos anos de 1995 e 1996, a demanda atendida fechará 8,0 milhões de mudas, sendo 74,4 % de eucalipto e 15,4% de nativas, especialmente de erva-mate. isto eqüivaleria dizer que foram reflorestados 1.600 ha/ano, aproximadamente. a fao/onu preconiza que 25% é o mínimo necessário de cobertura florestal para haver uma boa qualidade de vida (rocha, 1990). considerando uma densidade média por hectare de 2.500 mudas, seriam necessárias 526.472.500 mudas, ou 132 anos tomando como referencial o que foi plantado em 1995, para cobrir os 210.589 ha.

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7.1.4) dados sobre utilização da matéria prima florestal a utilização da matéria prima florestal em nossa região se faz sentir em diferentes segmentos: consumo de lenha em indústrias, comércio, serviços e residências, consumo de madeira para serraria e indústria de móveis e utensílios, folhas e ramos de erva mate para beneficiamento, e uma infinidade de atividades de menor expressão econômica, mas não menos importantes. o consumo de lenha para indústria, comércio e serviços na área de abrangência do projeto era estimada em 63.798 mst/ano em 1984 (souza, aflovem/fee, 1987). todavia estes dados não revelavam a situação de alguns municípios, especialmente três passos que em 1995 consumiu 91.247 mst/ano e, nos demais , houve aumento próximos de 100%. no entanto, com dados preliminares levantados junto aos municípios da região, podemos dizer que este consumo chegou a 272.000 mst/ano. isto cabe afirmar que dos 11.850 ha do reflorestamento energético, considerando uma produção de 185mst/ha, poderá suprir a demanda por oito anos no máximo, desde que não haja aumento na demanda, o que é pouco provável. admitindo que os plantios efetuados em 1995 e 1996 tenham logrado pleno êxito e de que 80% das mudas tenha sido plantadas para suprir a demanda energética, teríamos plantados 1.282 ha/ano com uma produção média, após 10 anos, de 236.800 mst. se mantivermos este ritmo de corte e reflorestamento, pode-se inferir que a nossa dependência por lenha de outras regiões irá ser cada vez maior nos próximos anos. quando se analisa o consumo residencial rural e urbano os dados também são estarrecedores, pois este consumo é mais expressivo. se considerarmos que o consumo per capita é de 0,68 mst/ano e o rural é de 3,75 mst/ano (almeida, 1994), chegaríamos a um consumo atual de 811.677,07 mst/ano. considerando que o consumo residencial é feito em sua maior parte por espécies nativas, e de que o rendimento médio de nossas florestas nativas é de 60 m st/ha, está sendo derrubado 13.528 ha/ano, ou 17,97% da floresta nativa anualmente. neste caso, teríamos o agravante de que, pelo menos, 37.000 ha, ou a metade da cobertura florestal nativa remanescente deveriam estar em áreas de preservação permanente (reservas e margens de afluentes), onde sua utilização é proibida por lei. esta postura se faz necessária em função de dois aspectos: “bom senso ecológico”, visando manter os
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irrisórios 6,25% de cobertura florestal nativa; e embasamento técnico-jurídico de que uma propriedade rural deve ter um mínimo de 20% de sua área com cobertura florestal. considerando que não sejam exploradas as áreas com cobertura florestal nativa, necessitaríamos de 5.858 ha de florestas energéticas, o que corresponde a metade dos reflorestamentos existentes; ou estoque suficiente para apenas dois anos. cabe ressaltar que não estamos considerando neste cálculo, os 25.000 m 3 de madeiras para serraria desdobradas no ano de 1995. não existem dados precisos da quantidade de matéria prima florestal que a região importa de outras para suprir a nossa demanda. qual é o montante de recursos evadidos para adquirir esta matéria prima e qual é o número de empregos que poderiam ser gerados a partir desta produção? este é o nosso grande desafio. 7.1.5) dados sobre piscicultura e apicultura as atividades de piscicultura e apicultura estão intimamente ligadas a cobertura florestal existente, em função da disponibilidade de água de boa qualidade e do potencial melífero de muitas espécies florestais. nos 30 municípios participantes do projeto, o número de açudes passou de 3.256 em 1993, para 6.531 e 1995. a produção passou de 661 para 1.553 toneladas, decrescendo a produtividade por unidade de área em 22,58%. as expectativas são de que em 1997 tenhamos 10.987 açudes cobrindo 2.509 ha, com produtividade média de 1,08 ton/ha. estes dados nos apontam para a expansão da atividade, sem a preocupação de melhoria da produtividade, com a consolidação de uma piscicultura extensiva. a apicultura contava com 992 produtores em 1993, chegando a 1.446 produtores em 1995; a produção foi elevada de 167,51 para 201,44 toneladas, no mesmo período. todavia a produtividade por colméia acusou um decréscimo de 7,01%. a perspectiva para 1997 é de que haja um incremento mínimo de apicultores (6,4%), mas com elevação da produtividade por colméia em 38,45%, denotando uma maior especialização dos apicultores, trabalhando com um maior número de colméias e obtendo maior produtividade. (osório antônio lucchese, 1996, não publicado) 7.2.) balanço energético e déficit florestal de ijuí conforme dados obtidos pela emater-rs ijuí em 1989 para o município de ijuí, que constam nas tabelas 8 e 9, concluímos que a matriz energética baseia-se principalmente nos derivados petróleo (não renovável) e na lenha 28,68 % (renovável). isto vem a justificar novamente a necessidade do nosso projeto de reflorestamento. o levantamento efetuado pelo eng.o agr.o peri osmar korb da emater- rs, em 1989,revelou que 28,68 % da energia consumida no município de ijuí provinha da lenha, sendo o carvão vegetal responsável por apenas o,11 %.
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tabela 8 – balanço energético do município de ijuí no ano de 1989 fonte de energia percentual energia elétrica 11,40 % derivados petróleo 55,13 % Álcool carburante 4,68 % lenha 28,68 % outros (carvão) 0,11 % total 100,00 %
fonte: emater/rs - ijuí eng.º agr.º peri osmar korb

todavia o índice comparativo de áreas reflorestadas para madeira e lenha, revelam um déficit florestal de 160,3 %, em área necessária para suprir a demanda no município, ou seja, 23.177,29 ha (incluindo o atual município de coronel barros) que deveriam ser reflorestados para alcançar 22,15 % da área total do município. contra 6,12 % de área reflorestada existente. cabe ressaltar que estes dados foram obtidos em 1989,pois atualmente a expectativa é de que esta situação tenha se agravado.

tabela 9 - Índice comparativo em relação área total do município de ijuí em 1989 finalidade Área florestada Área reflorestável Área necessária % % % madeira 3,76 4,75 13,09 lenha 2,36 7,46 9,06 total 6,12 12,21 22,15
fonte: emater/rs - ijuí eng.º agr.º peri osmar korb

7.3) metas em 10 anos o projeto envolve 30 municípios inicialmente, podendo atingir todos os 75 municípios da região noroeste do estado (conselhos regionais do noroeste colonial, fronteira noroeste e missÕes) que envolve aproximadamente 800.000 habitantes, sendo que nos 30 municípios conveniados atualmente, a população chega a 421.225 habitantes. nos 30 municípios conveniados ao projeto a área é de 1.205.000 ha podendo chegar a 2.865.700 ha se atingirmos a totalidade dos 3 conselhos regionais. a meta com o projeto nos 30 municípios conveniados é atingir os 25 % de cobertura florestal preconizada pela onu-fao, como sendo o mínimo necessário para a população ter uma boa qualidade de vida. a estimativa preliminar, anterior ao diagnóstico, é que exista 5 % de cobertura florestal em média na região de abrangência do projeto. portanto para alcançar o nível ideal de 25 % temos um déficit de 20 % que representa uma área de 24l.000 ha. considerando uma média de 2.300 mudas por hectare, para atingirmos a meta ideal de 25 % são necessárias 554.300.000 mudas. assim sendo com a produção plena do viveiro regional já instalada, que será de 5 milhões de mudas/ano a meta só será alcançada em 110 anos. desta forma, para
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atingirmos a meta, a produção de mudas de qualidade deverá ser aumentada. considerando 5 viveiros iguais ao viveiro regional atingiremos o ideal em 22 anos. o projeto regional tem o compromisso de reflorestar no mínimo 30 mil hectares na região em 10 anos. a capacidade instalada no viveiro regional deverá ser aumentada para que em 10 anos consigamos reflorestar o previsto pelo projeto inicial. para chegarmos no ideal deverão ser repassadas estas tecnologias de produção de mudas para outros viveiros buscando-se assim novos recursos. 7.4) sugestão de pólos de produção o projeto em sua corrente econômica prevê para a região a observação das demandas e a criação de pólos micro-regionais de produção florestal verticalizada. isto posto apresentamos as seguintes sugestões como pólos de produção: de lenha, de carvão, de madeira para serraria, de erva-mate e tantos outros. pólo de carvão: uma ou mais micro-regiões podem se dedicar ao plantio de espécies indicadas para transformação em carvão, tendo em vista o abastecimento da região com carvão de boa qualidade em quantidade suficiente para suprir o consumo doméstico e industrial, visto que hoje 90 % do carvão consumido é importado de outras regiões. o consumo no estado em 1987 chegou a 600.000 m st/ano de lenha transformados em carvão, que eqüivalem a 3.243 ha/ano de mata, considerando-se a retirada de 185mst/ha. pólo de lenha: três a quatro pólos na região poderão produzir floresta para cobrir a demanda de lenha devido ao grande consumo dentro da região de abrangência do projeto. principalmente próximo aos municípios de maior consumo, hoje importadores de lenha de outros municípios como três passos, santa rosa, ijuí, santo Ângelo, e panambi, por exemplo. o consumo residencial de lenha no estado é de 6 milhões de mst/ ano e o consumo industrial é da mesma proporção, necessitando-se de 55.000 ha de florestas por ano (souza, aflovem/fee, 1987). no brasil 53 % do consumo de madeira é representado pela lenha. no rs em 1984 era 84,82 %. da energia consumida no brasil 16,5 % provém da lenha e carvão (revista tempo e presença n.º 26l-92). no rio grande do sul 25,3 % da energia consumida provém também da lenha e do carvão, fonte renovável menos poluidora (souza, aflovem/fee, 1987). na região noroeste em 1984. consumia-se 1.600.000 mst de lenha por ano (doméstico e industrial). pólo de erva mate: o plantio de erva mate pode ser incrementado em toda a região, preferencialmente nas localidades com latosolo vermelho profundo onde já ocorria naturalmente, devido a sua melhor adaptação e especialmente nos municípios com tradição ervateira e que já possuem indústrias em funcionamento. hoje 90% da matéria prima das indústrias ervateiras da nossa região é importada de outras regiões e de outros estados. já o rio grande do sul importa de outros estados 50% da matéria prima que consome. como vimos resta um vasto campo na atividade ervateira a ser explorado (sind. ind. do mate rs).
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existem hoje pesquisas para se extrair novos produtos da erva-mate, gerando novos mercados. da mesma forma hoje existe tecnologia disponível para alcançar alta produtividade. pólo de madeira para serraria: é sabido que com a devastação da mata ocorrida na região praticamente toda a madeira vem de fora. as indústrias do setor têm dificuldades de funcionamento a ponto de muitas fecharem as portas (serrarias e marcenarias). essas empresas utilizam produtos alternativos como chapas aglomeradas importadas do chile com custos elevados ao invés de incentivar-se o plantio de espécies alternativas de rápido crescimento ainda pouco utilizadas mas já com respaldo da pesquisa oficial como é o caso do convênio entre o ibama/movesul de bento gonçalves com cultivos de uva do japão. no rs existe um consumo industrial de madeira na ordem de 2.025.000 mst/ano equivalente a 10.946 ha/ano sem contar a madeira usada para celulose (souza, aflovem/fee, 1987). para suprir as necessidades da indústria deste setor são recomendadas espécies florestais de rápido crescimento tais como cinamomo paraíso, uva do japão, pinus, grevilha entre outras, que deverão ser incentivadas nas localidades que dispõem de pequenas indústria para dar suporte de matéria prima para suprir as demandas. também poderão ser recomendadas outras espécies menos conhecidas, as quais serão acompanhadas e avaliadas pela embrapa/cnpf de colombo - pr em arboretos implantados especialmente para este fim, entre elas álamos, plátanos, quiri, ciprestes, alnus, liquidambar, num total de 74 espécies entre nativas e exóticas. pólos de pastagem apícola: associada a atividade de reflorestamento, a apicultura pode ser viabilizada na pequena propriedade como alternativa ecológica e econômica rentável a curto prazo. as duas atividades são plenamente compatíveis complementando-se entre si, pois a mata terá seu benefício na polinização enquanto que a abelha na alimentação, constituindo-se o reflorestamento em uma excelente pastagem apícola. plantas apícolas: espÉcies açoita-cavalo angico araticum aroeira-periquita bracatinga camboatá guabiroba pitangueira eucalipto: (camaldulensis robusta saligna, citriodora, alba, globulus e tereticornis) Época de florecimento janeiro a março novembro a fevereiro setembro a outubro setembro e outubro agosto e setembro setembro e outubro setembro e outubro setembro e outubro todo ano

7.5)experiência que está dando certo
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plano cotrel de reflorestamento de erechim - rs. o trabalho que conhecemos semelhante ao nosso, que já está em execução é o pcr - plano cotrel de reflorestamento com o investimento aproximado de oitocentos mil reais nos anos de 1993 a 1995, a cooperativa cotrel já distribuiu seis milhões de mudas chegando a 2.950 hectares de reflorestamento conforme demonstramos nas tabelas 10 e 11. tabela 10 - resultados alcançados em 3 anos ano mudas pedidas propriedades rurais 1993 1,5 milhões 802 1994 2,0 milhões 1.009 1995 2,5 milhões 1.042 total 6,0 milhões 2.853
fonte: ferron, r. m. (cotrel, 1996).

Área reflorestada 700 ha 1.000 ha 1.250 ha 2.950 ha

municípios 25 30 33 33

tabela 11 - distribuição de mudas por espécies. espécies eucaliptos pinus, acacia negra, bracatinga, cinamomo, uva do japão nativas
fonte: ferron, r. m. (cotrel, 1996).

percentual (%) 80 % 18 % 2%

número de mudas 4.800.000 1.080.000 120.000

7.6) iso 14 000 as normas de certificação iso 14 000 visam atingir a excelência total em meio ambiente, fornecendo às empresas certificado de que os seus produtos fabricados ou comercializados não são perigosos ao meio ambiente. a legislação ambiental brasileira e mundial; os importadores e consumidores do 1º mundo, e instituições de financiamento nacionais e internacionais, gradativamente passarão a exigir produtos certificados com o passaporte verde, ou selo verde, como forma de garantia que tais produtos e serviços, sejam extraídos de cultivos auto sustentáveis e que não poluam o meio ambiente. exemplos: papel reciclável. o automóvel bmw é produzido na alemanha com 60 % de sucata. este são exemplos da reformulação dos processos industriais que se difundem por todo o mundo.
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7.7)relação custo/benefício levantado em conta as aplicações alternativas do capital o capital investido no projeto de reflorestamento poderia ter uma aplicação alternativa na agricultura, sendo aplicado nas culturas de trigo e soja. esta aplicação alternativa, após 20 anos um lucro de:.......................................................................r$ 71.104.112,23 a lucratividade para este projeto de reflorestamento previsto após 20 anos conforme os cálculos acima citados será na ordem...................................................r$ 389.865.200,00 Índice de benefÍcios/custo alternativo portanto a previsão de lucratividade deste projeto de reflorestamento esta sendo previsto para ser 5,5 vezes maior do que a lucratividade de um investimento de um montante igual investido na agricultura. retorno por r$ aplicado em reflorestamento:.......................r$ 18,76 (para cada real aplicado em reflorestamento haverá um retorno de 18,76 reais durante o período de vida útil do reflorestamento) colaboração: engenheiro agrônomo msc. carlos jorge petersen

***inserir 2 tabelas de custos/benefícios do reflorestamento

8)

metodologia da soluÇÃo:

8.1) o projeto o projeto regional de reflorestamento e recuperação ambiental conta com a parceria das seguintes entidades: entidade eze alemanha fidene-unijuÍ-mara contra partida r$ 316.000,00 estrutura do irder - viveiro de mudas, pessoal técnico, departamentos da unijuÍ e recursos financeiros
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saa drnr

- emater

coordenador e veículo equipes municipais recursos humanos e técnicos recursos humanos e técnicos fomento fomento r$ 60.000,00 r$ 600.000,00

mma-ibama aipan arfor prefeituras (30) investimento total o projeto É constituido de: viveiro de mudas florestais campanha de reflorestamento

fundo rotativo nas atividades de apicultura e piscicultura o viveiro: no terceiro ano a produção do viveiro deverá chegar a 5.000.000 de mudas, das espécies de eucalipto 40 %, outras exóticas 20 % e nativas 40 %, usando tecnologia de ponta como produção em casa de vegetação com ambiente controlado, embalagem própria que permite desenvolver mudas com raízes perfeitas usando sementes com qualidade genética superior. 8.2 estrutura do projeto de reflorestamento comissão central: onde participam representantes de cada entidade parceira. comissão municipal: constituída em cada município conveniado, composta de: representante da sec. municipal de agricultura representante da sec. municipal de educação representante do escritório local da emater representante do sindicato dos trabalhadores rurais e cooperativa representante da arfor... comissão comunitária: constituída em cada localidade; coordenará trabalhos comunitários sobre reflorestamento e meio ambiente como por exemplo: arborização na sede da comunidade, margens de rios e rodovias, bem como levantamento das necessidades e aspirações locais. estratÉgia da campanha: a campanha será levada a campo pela comissão municipal e pessoal de apoio,
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através de palestras para agricultores e escolares, com utilização da mídia e material instrucional. a comissão central realizará curso para nivelar conhecimentos e instrumentalizar as comissões municipais e pessoal de apoio. os trabalhos serão acompanhados e avaliados através de formulários específicos e relatórios das diferentes comissões. material instrucional: referencial teórico plano de palestra vídeo educativo vt 30’ para tv folder faixas. 9)benefÍcios 9.1)exemplo prático resultados obtidos na regiÃo de erechim os resultados obtidos no município de erechim em 3 anos de trabalho no programa cotrel de reflorestamento resumimos em: foram plantadas 6,0 milhões de mudas florestais, atingindo 2.853 propriedades rurais, com uma área plantada de 2.950 hectares abrangendo 33 municípios na área de atuação da cooperativa. neste programa foram investidos inicialmente esforços na ordem de: recursos humanos: 39 pessoas sendo que 19 efetivos e 20 técnicos na atividade de extensão em geral. recurso econômicos: r$ 700.000,00 entre material e serviços, mais r$ 122.000,00 referentes a salários, totalizando r$ 822.000,00. resultados: nos 3 anos de trabalho já existe um retorno de r$ 1.080.000,00 considerando-se o volume de madeira estocado na floresta. 9.2) nosso projeto projeto regional de reflorestamento e recuperaÇÃo ambiental a nossa meta É: Área a reflorestar................................30.000 hectares
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plano de curso lâminas para retroprojeção spots 30’ para rádio cartazes kit demonstrativo

tempo.................................................10 anos mudas de qualidade ...........................5.000.000 a partir do 3o ano investimentos .....................................r$ 600.000,00 em 20 anos a lucratividade do projeto será de.....................................r$ 389.865.200,00 aplicando em trigo e soja teríamos uma lucratividade de.............r$ 71.104.112,00 aplicando em poupança teríamos uma lucratividade de.............r$ 2.999.822,00 apicultura............................................r$ 90 novos apiários 25 colméias por apiários fundo rotativo.....................................u$ 16,305.00 contrapartida brasileira......................u$ 16,305,00 piscicultura.........................................300 novos açudes com 150 ha de lâminas d’água fundo rotativo....................................u$ 78,000.00 contrapartida......................................u$ 117,000.00 benefÍcios econÔmicos: Índice benefício/ custo alternativo .................................................................................5,5 retorno por r$ 1,00 aplicado em reflorestamento................................................r$18,76 benefÍcios sociais: mais empregos e melhoria da qualidade de vida para a população de 421.223 habitantes nos 30 municípios conveniados. benefÍcios polÍticos: preparação da região para obter certificação da iso 14.000 visando o selo verde para comércio externo. benefÍcios ambientais: atingir ecossistemas mais equilibrados e auto-sustentáveis.

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