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Ministério do Meio Ambiente - MMA Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
Ministério do Meio Ambiente - MMA Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio

Ministério do Meio Ambiente - MMA Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio

Fabiano Gumier Costa Coordenador Regional do ICMBio em Belém Pará, CR-04

Organização da apresentação : Quem é o ICMBio e o que faz. Quais as Unidades

Organização da apresentação:

Quem é o ICMBio e o que faz.

da apresentação : Quem é o ICMBio e o que faz. Quais as Unidades de Conservação

Quais as Unidades de Conservação fazem parte da Coordenação Regional do ICMBio em Belém

(CR04).

Procedimentos para autorização de atividades em Unidades de Conservação e seu entorno.

Mineração e Unidades de Conservação.

O ICMBio foi criado pela Medida Provisória 366/2007 posteriormente transformada em Lei (Lei Federal 11.516 de 26/08/2007):

Missão do ICMBio:

Lei (Lei Federal 11.516 de 26/08/2007): Missão do ICMBio : I - executar ações da política

I - executar ações da política nacional de unidades de conservação da natureza, referentes às atribuições federais relativas à proposição, implantação, gestão, proteção, fiscalização e monitoramento das unidades de conservação instituídas pela União;

II - executar as políticas relativas ao uso sustentável dos recursos naturais renováveis e ao apoio ao extrativismo e às populações tradicionais nas unidades de conservação de uso sustentável instituídas pela União;

Missão do ICMBio:

III

preservação

ambiental;

fomentar

e

-

e

conservação

executar

programas

da

de

pesquisa,

de

biodiversidade

e

proteção,

educação

IV - exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das unidades de conservação instituídas pela União; e

V - promover e executar, em articulação com os demais órgãos e entidades envolvidos, programas recreacionais, de uso público e de ecoturismo nas unidades de conservação, onde estas atividades sejam permitidas.

Em resumo: O ICMBio tem como missão a gestão sócio-ambiental de Unidades de Conservação Federais

sejam permitidas. Em resumo: O ICMBio tem como mi ssão a gestão sócio-ambiental de Unidades de

Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Lei Federal 9.985/2000

Dois grandes grupos de UCs:

Lei Federal 9.985/2000 Dois grandes grupos de UCs: IX - uso indireto: aquele que não envolve

IX - uso indireto: aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais;

X

X - uso direto: aquele que envolve coleta e uso, comercial ou não, dos recursos naturais;

Unidades de Conservação na jurisdição da CR 04 do ICMBio

Número de UCs por grupo 7 28
Número de
UCs por grupo
7
28

UCs usoConservação na jurisdição da CR 04 do ICMBio Número de UCs por grupo 7 28 Sustentável

Sustentável

UCs dena jurisdição da CR 04 do ICMBio Número de UCs por grupo 7 28 UCs uso

Proteção

Integral

na jurisdição da CR 04 do ICMBio Número de UCs por grupo 7 28 UCs uso

Número de UCs por categoria

2 3 2 21 1 1
2
3
2
21
1
1

5

Número de UCs por categoria 2 3 2 21 1 1 5 Reservas Extrativistas Reserva de

Reservas ExtrativistasNúmero de UCs por categoria 2 3 2 21 1 1 5 Reserva de Desenvolvimento Sustentável

Reserva de Desenvolvimento SustentávelUCs por categoria 2 3 2 21 1 1 5 Reservas Extrativistas Área de Proteção Ambiental

Área de Proteção AmbientalExtrativistas Reserva de Desenvolvimento Sustentável Florestas Nacionais Parques Nacionais Reservas Biológicas

Florestas NacionaisDesenvolvimento Sustentável Área de Proteção Ambiental Parques Nacionais Reservas Biológicas Estações Ecológicas

Parques NacionaisDesenvolvimento Sustentável Área de Proteção Ambiental Florestas Nacionais Reservas Biológicas Estações Ecológicas

Reservas Biológicasde Desenvolvimento Sustentável Área de Proteção Ambiental Florestas Nacionais Parques Nacionais Estações Ecológicas

Estações Ecológicasde Desenvolvimento Sustentável Área de Proteção Ambiental Florestas Nacionais Parques Nacionais Reservas Biológicas

Distribuição das UCs por Área em hectares

Distribuição das UCs por Área em hectares 291.362,57 762.921,03 2.830.768,43 Reservas Extrativistas Reserva de

291.362,57

762.921,03
762.921,03

2.830.768,43

Reservas ExtrativistasUCs por Área em hectares 291.362,57 762.921,03 2.830.768,43 Reserva de Desenvolvimento Sustentável Área de Proteção

Reserva de Desenvolvimento Sustentável291.362,57 762.921,03 2.830.768,43 Reservas Extrativistas Área de Proteção Ambiental Florestas Nacionais Parques

Área de Proteção AmbientalExtrativistas Reserva de Desenvolvimento Sustentável Florestas Nacionais Parques Nacionais Reservas Biológicas

Florestas NacionaisDesenvolvimento Sustentável Área de Proteção Ambiental Parques Nacionais Reservas Biológicas Estações

Parques NacionaisÁrea de Proteção Ambiental Florestas Nacionais Reservas Biológicas Estações Ecológicas 64.440,31

Reservas BiológicasProteção Ambiental Florestas Nacionais Parques Nacionais Estações Ecológicas 64.440,31 23.282,23 4.522.391,28

Estações EcológicasFlorestas Nacionais Parques Nacionais Reservas Biológicas 64.440,31 23.282,23 4.522.391,28 1.508.348,29 Área total

64.440,31

23.282,23

4.522.391,28

1.508.348,29

Área total das UCs:

10.003.514,14 hectares

Total: aprox. 78 milhões de hectares
Total: aprox. 78 milhões
de hectares

O acesso e uso destas áreas deve ser ordenado pelo Poder Público com ampla participação da sociedade.

Para atingir tal objetivo existe a instância de participação da sociedade: Conselhos Consultivos e Deliberativos.

Uma das atribuições dos Conselhos de UCs: “Manifestar-se sobre obra ou atividade potencialmente causadora de impacto na unidade de conservação, em sua zona de amortecimento, mosaicos ou corredores ecológicos.”

Outro instrumento importante é o Plano de Manejo. Documento técnico: o que pode e como pode? (programas e projetos), onde pode (zoneamento), quem pode (população beneficiada)?

técnico: o que pode e como pode? (programas e projetos), onde pode (zoneamento), quem pode (população

Como são autorizadas as atividades no interior ou área circundante de uma Unidade de Conservação?

Há duas instruções normativas publicadas pelo ICMBio tratando de autorizações para licenciamento ambiental.

Instrução Normativa 04 de 02 de setembro de 2009 - Autorização Direta

Estabelece procedimentos administrativos para autorização de atividades condicionadas ao controle do poder público e não sujeitas ao licenciamento ambiental previsto na Resolução CONAMA nº 237/97 e de atividades cuja autorização seja exigida por normas específicas.

Instrução Normativa 05 de 02 de setembro de 2009 - Autorização para licenciamento ambiental

Estabelece

o

Licenciamento Ambiental de atividades ou empreendimentos que afetem as unidades de conservação federais, suas zonas de amortecimento ou áreas circundantes.

procedimentos

para

a

análise

dos

pedidos

e

concessão

de

Autorização

para

IN 05/2009 - Autorização para o Licenciamento Ambiental: ato administrativo pelo qual o Instituto Chico Mendes autoriza o órgão ambiental competente a proceder ao licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades que afetem as unidades de conservação federais, suas zonas de amortecimento ou áreas circundantes;

Os estudos ambientais apresentados pelo responsável pela atividade ou empreendimento ao órgão licenciador deverão conter um capítulo específico sobre os impactos ambientais efetivos ou potenciais da atividade ou empreendimento sobre as unidades de conservação, suas zonas de amortecimento ou áreas circundantes.

§ 2º Caso os elementos apresentados sejam insuficientes para subsidiar a análise e manifestação do Instituto Chico Mendes, serão solicitadas ao órgão ambiental licenciador ou ao responsável pela atividade ou empreendimento informações e documentos complementares.

ambiental licenciador ou ao responsável pela atividade ou empreendimento informações e documentos complementares.

Aspectos considerados na análise técnica:

I - os impactos ambientais na unidade de conservação, sua zona de amortecimento ou área circundante;

II - as restrições para a implantação e operação do empreendimento, de acordo com o ato de criação, características ambientais, zona de amortecimento ou área circundante da unidade de conservação;

e

III

- a compatibilidade entre a atividade ou empreendimento e as disposições

contidas no plano de manejo, quando houver.

- a compatibilidade entre a atividade ou empreendimento e as disposições contidas no plano de manejo,

Quem autoriza as atividades que afetam Unidades de Conservação?

Além de estar prevista no plano de Manejo os projetos a serem implantados devem ser licenciados por um órgão ambiental porque o ICMBio não é orgão de licenciamento.

Área Área da da Resex Unidade de Conservação
Área Área da da Resex Unidade
de Conservação
Área Área da da Resex Unidade de Conservação Área circundante ou entorno da UC = 10

Área circundante ou entorno da UC = 10 km

No interior da UCs Federais o IBAMA deve avaliar a solicitação para licenciamento da atividade porque ele é o órgão licenciador federal.

Na área circundante da UC a atividade deverá ser licenciada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

Mineração e Unidades de Conservação

As atividades de pesquisa ou lavra mineral são permitidas em algumas situações excepcionais no interior de Unidades de Conservação.

Exemplos:

Floresta Nacional de Carajás e Tapirapé-Aquiri (PA) Floresta Nacional de Saracá-Taquera (PA) Floresta Nacional do Jamari (RO)

Nestes casos há previsão explícita no decreto de criação destas FLONAs que, dentre outros objetivos, estão a pesquisa e a lavra mineral.

Em Reservas Extrativistas a exploração de recursos minerais é expressamente proibida de acordo com a Lei Federal 9.985/2000.

Extrativistas a exploração de recursos minerais é expressamente proibida de acordo com a Lei Federal 9.985/2000.
Floresta Nacional de Carajás – Mina de Ferro de N4
Floresta Nacional de Carajás – Mina de Ferro de N4
Infra-estrutura projeto Salobo – FLONA Tapirapé-Aquiri

Infra-estrutura projeto Salobo – FLONA Tapirapé-Aquiri

Infra-estrutura projeto Salobo – FLONA Tapirapé-Aquiri
Garimpo das Pedras (Alto Bonito) – Marabá (PA) – área circundante da FLONA Tapirapé-Aquiri e
Garimpo das Pedras (Alto Bonito) – Marabá (PA) – área
circundante da FLONA Tapirapé-Aquiri e Rebio Tapirapé
Garimpo da Fofoca – FLONA Carajás

Garimpo da Fofoca – FLONA Carajás

Garimpo do capivara – Floresta Nacional do Amapá

Garimpo do capivara – Floresta Nacional do Amapá

Garimpo do capivara – FLONA do Amapá.

Garimpo do capivara – FLONA do Amapá.

Desmatamento e queimada – entorno da FLONA Tapirapé-Aquiri

Desmatamento e queimada – entorno da FLONA Tapirapé-Aquiri

Lixão no interior da FLONA Carajás em 2004

Lixão no interior da FLONA Carajás em 2004

Considerações finais:

A criação de Unidades de Conservação e o os esforços da sociedade para conservação da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos naturais não significam engessamento do progresso e nem visam privar as regiões do desenvolvimento econômico.

Isso obriga a sociedade a repensar os modelos de desenvolvimento, a recuperar os danos ambientais que causou e também adequar tecnologias para minimizar os impactos ambientais e também reduzir o consumo energético.

Obrigado!
Obrigado!
Obrigado! fabiano.costa@icmbio.gov.br Coordenação Regional em Belém Av. Júlio Cesar, 7060 (Prédio do SIPAM) Bairro

fabiano.costa@icmbio.gov.br

Coordenação Regional em Belém Av. Júlio Cesar, 7060 (Prédio do SIPAM) Bairro Val-de-Cans CEP 66.617-420 Tel.: 91-3366-2376