You are on page 1of 41

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

TRABALHO PRÁTICO SUBSISTEMA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

Disciplina: Construção Civil I Professor: Adriana Augustin Silveira Acadêmicos: Paulo Henrique Ciotta e Paulo Rogério Fortes

Passo Fundo, novembro de 2011

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO E OBJETIVO

3

2. CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO ESTUDADO

4

2.1. DESCRIÇÃO

DA OBRA

4

2.2. DESCRIÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS

5

3. CARACTERIZAÇÃO DO SUBSISTEMA DE ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO

7

3.1. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO DA OBRA EM ESTUDO

8

3.2. DA MÃO-DE-OBRA EMPREGADA

9

3.3. DO PLANEJAMENTO PARA EXECUÇÃO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

12

3.4. DA EXECUÇÃO DAS FÔRMAS

17

3.5. DA MONTAGEM DAS ARMADURAS

23

3.6. DA CONCRETAGEM DAS PEÇAS ESTRUTURAIS

27

3.7. DOS PROCESSOS DE DESFORMA

34

3.8. DOS CUSTOS DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

36

1. Concreto

 

36

2. Fôrmas

37

3.

Aço

37

4.

Mão -de -Obra

37

4. ANÁLISE CRÍTICA E CONCLUSÕES

39

5. ANEXOS

 

41

1.

INTRODUÇÃO E OBJETIVO

A execução do subsistema de concreto armado envolve uma série de atividades de planejamento, contratação de pessoas e controle dos serviços para assegurar um trabalho bem feito já que é através da estrutura de concreto armado que todos os esforços são transmitidos às fundações e destas para o solo. Dessa forma, o presente trabalho objetiva a coleta e análise de informações sobre os processos envolvendo a execução de estruturas de concreto armado com foco nos materiais e métodos aplicados para aplicação por parte dos componentes do grupo em sua futura vida profissional. Para tanto, o grupo realizou duas visitas a uma obra escolhida em função da possibilidade de acompanhar as operações de concretagem de uma laje, estas visitas permitiram a obtenção de informações que deram subsídios à elaboração deste trabalho. Tais visitas foram feitas nos dias 11/11/2011 dia no qual a construtora estava realizando a concretagem das vigas e laje do pavimento superior (conforme caracterização da obra a seguir) e no dia 21/11/2011, ou seja, dez dias depois para avaliação do processo de cura do concreto além de operações de montagem de novas fôrmas, entre outros aspectos. A fotografia № 1 abaixo mostra a fachada da obra em seu estágio atual e os componentes do grupo.

da obra em seu estágio atual e os componentes do grupo. Foto № 1 – Fachada

Foto № 1 – Fachada da obra em seu estágio atual e alunos em frente à mesma

2.

CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO ESTUDADO

Esta parte do trabalho trata de caracterizar o empreendimento que o grupo de trabalho escolheu para a realização de visitas e análises com o objetivo de aprender mais sobre o processo de planejamento e execução de obras de concreto armado. Para o alcance do objetivo, o grupo procurou uma obra em que estivessem ocorrendo, durante o período para realização do trabalho, operações de execução de estrutura de concreto armado, preferencialmente alguma em que a mesma estivesse no estágio de concretagem, o que pressupõe que as etapas anteriores de montagem das fôrmas e das armaduras estivessem realizadas, podendo assim serem vistoriadas pelo grupo a fim de analisar as condições técnicas de montagem das mesmas segundo o que foi aprendido em aula e também possibilitar o acompanhamento das operações de concretagem no dia determinado para tal pela construtora.

2.1. Descrição da obra

Assim sendo, a escolha do grupo direcionou-se para a obra denominada Residência São Lázaro da MML Arquitetura e Engenharia, obra esta localizada na Rua São Lázaro s/n, Bairro Lucas Araújo, cuja imagem é mostrada abaixo. A obra é da própria construtora com o objetivo da venda do imóvel.

da própria construtora com o objetivo da venda do imóvel. Foto № 2 – Residência São

Foto № 2 Residência São Lázaro Fonte: www.mmlarquitetura.com.br

Quanto às características da obra, trata-se de uma residência unifamiliar com 250 m² de área construída distribuídos em 3 pavimentos: um subsolo, um pavimento térreo e um pavimento superior. No que se refere às estruturas de concreto armado, o empreendimento possuirá, além das vigas e pilares, 3 (três) lajes: sendo a laje térreo com 10 mm de espessura e as lajes do pavimento superior e do telhado com 12 mm, tais informações foram obtidas a partir do projeto estrutural, além das observações e questionamentos realizadas in loco. Segundo informado pelo mestre de obras da construtora que nos acompanhou durante as duas visitas realizadas (dias 11/11 e 21/11) foi iniciada a construção do empreendimento em agosto/2011 e a previsão da conclusão é para fevereiro/2012. O estagio atual da obra é: recente concretagem das vigas e lajes do pavimento superior (cuja concretagem foi acompanhada pelo grupo) no dia 11/11/2011, montagem das fôrmas da escada e dos pilares do pavimento superior, a alvenaria de vedação foi concluída no térreo e ainda não foram realizados nenhum tipo de revestimento interno e externo. Quanto à mão-de-obra, são 5 operários entre pedreiros e serventes trabalhando fixos na mesma (em regime de empreitada), sendo que nos dias de concretagem estes operários dão lugar à outros 7 funcionários próprios da MML. Por exemplo, no dia da concretagem de laje e vigas que o grupo acompanhou, estavam lá 2 pedreiros e 5 carpinteiros auxiliando nas operações de lançamento, espalhamento, adensamento e acabamento do concreto na laje. Segundo os cálculos apresentados no projeto estrutural da obra, o volume total de concreto a ser utilizado na obra é de 61,3 m³ cfe. anexo e o volume de concretagem que foi acompanhado pelo grupo foi de 11 m³. O valor do fck previsto para a estrutura é de 25 Mpa ou 250 Kgf/cm².

2.2. Descrição do canteiro de obras e equipamentos

No que se refere à execução do concreto armado, a estrutura e leiaute do canteiro de obras deste empreendimento é muito enxuta já que a construtora utiliza concreto usinado e realiza a montagem das fôrmas e das armaduras em centrais

localizadas em outra obra da mesma, tendo apenas uma bancada para pequenos cortes de madeira para ajuste das fôrmas. Para os levantamentos também são utilizados concreto usinado de modo que não vimos no canteiro betoneira, brita, cimento e areia. Trata-se de uma obra relativamente pequena com poucos operários, dessa forma havia um banheiro e um escritório que serve de almoxarifado e vestiário. Ratificando, no que se refere especificamente aos equipamentos e materiais para produção e execução das estruturas de concreto armado, a construtora utiliza concreto usinado e mantém centrais de produção dos elementos de fôrmas e armaduras em outras de suas obras trazendo para estas tais elementos apenas quando da montagem.

3. CARACTERIZAÇÃO CONCRETO ARMADO

DO

SUBSISTEMA

DE

ESTRUTURA

DE

A construtora MML Arquitetura e Engenharia é uma empresa participante do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat) e mantém Instruções Técnicas de Serviço (ITS) contendo os procedimentos operacionais detalhados para cada tipo de serviço a ser executado em uma obra. O grupo teve a disposição as ITS’s relativas às atividades de execução de fôrmas, montagem de armadura e concretagem de peça estrutural, as quais foram relevantes para as avaliações feitas ao longo das duas visitas realizadas e serviram também para a fixação de muitas das teorias aprendidas em aula. O grupo também teve acesso ao projeto estrutural do qual foram retiradas muitas informações importantes para este trabalho. Quanto ao projeto estrutural, fazendo apenas uma colocação com relação às fundações já que foi assunto da disciplina recentemente, vimos através do referido projeto que a transmissão dos esforços da estrutura para o solo será feita através de sapatas isoladas, moldadas no local com concreto estrutural com resistência mínima fck 250 kgf/cm² e serão utilizados aço CA 60 e CA 50. Junto às sapatas serão executadas as vigas do pavimento fundação. Quanto à superestrutura, a edificação possuirá estrutura de concreto armado composto por vigas, pilares e lajes com fck 250 kgf/cm². Segundo o memorial descritivo do projeto estrutural, as fôrmas serão de madeira com escoras de madeira redondas de eucalipto, contudo veremos adiante neste trabalho que a MML possui conjunto de escoras metálicas ajustáveis que estão sendo utilizadas nesta obra. No cabe a concretagem o mesmo projeto estrutural determina que seja feito o amassamento mecânico com adensamento através de vibrador e a desmoldagem se fará após 28 dias do lançamento do concreto, sendo a retirada parcial das escoras podendo ser feita após 15 dias. Quanto às armaduras, a sua execução deverá obedecer rigorosamente a norma NB 1/91. É salientado ainda que deverá ser cuidado o recobrimento da armadura nas lajes e vigas para evitar a exposição da ferragem e consequentemente sua oxidação e manchas.

Estas foram as determinações que constam no memorial descritivo do projeto estrutural, no próximo item faremos uma descrição completa de toda a estrutura de concreto armado da obra em estudo, seus componentes e materiais utilizados.

da obra em estudo, seus componentes e materiais utilizados. Foto № 3 – Edificação em construção

Foto № 3 Edificação em construção e sua estrutura em concreto armado

3.1. Descrição da estrutura de concreto armado da obra em estudo

Conforme já citado, toda a estrutura da edificação em estudo será elaborada em concreto armado. Em anexo a este trabalho estão duas planilhas constantes do projeto estrutural da obra que resumem o consumo de ferro, concreto e fôrmas

relacionando os elementos da estrutura de concreto armado (vigas, lajes e pilares) com as etapas da edificação em construção (fundações, térreo, etc.). As descrições realizadas a seguir foram realizadas com base na avaliações do projeto estrutural. As quantidades consumidas e os tipos de materiais estão descritos no item 3.8 - Dos Custos das Estruturas de Concreto Armado, mais adiante neste trabalho, onde também são apresentados as estimativas de custos para a estrutura de concreto armado.

As fundações serão superficiais do tipo sapata isolada ligadas por vigas baldrame. São no total 12 sapatas, sendo 1 sapata retangular, 4 sapatas de divisa e 7 sapatas quadradas de tamanhos diversos. São ainda 19 vigas de fundação de dimensões variadas. Das fundações partem 12 pilares sendo que 8 pilares morrem na laje do telhado e 4 morrem na cinta da caixa d’água. São 3 lajes, a do térreo, do pavimento superior e a do telhado, há ainda duas outras pequenas lajes acima destas:

a da base da caixa d'água e da cinta. São um total de 74 vigas assim distribuídas: 19

vigas de fundação (já citadas acima), 14 vigas do térreo (incluindo as da escada), 20

vigas do pavimento superior (também incluídas as da escadaria), 13 vigas do telhado e

e 8 pequenas vigas formando a estrutura da caixa d'água (base e cinta).

3.2. Da mão-de-obra empregada

Conforme já citado anteriormente neste trabalho, a mão-de-obra fixa na obra é composta por equipe de 5 operários entre serventes e pedreiros os quais foram contratados pela MML em regime de empreitada. Estes são responsáveis pelos serviços gerais da obra tais como escavações, alvenarias, rebocos, revestimentos cerâmicos, etc. As atividades de instalações hidrossanitárias, instalações elétricas, pinturas e texturas, entre outras atividades mais especializadas são realizadas por profissionais ou empresas contratadas especificamente para o referido trabalho. As operações relativas às execução da estrutura de concreto armado, contudo, são realizadas por pessoal da própria construtora MML visto que, de acordo com o que

diz o responsável da mesma, assim terá mais controle sobre a execução deste importante subsistema de uma obra, já que possui pessoal capacitado e experiente para tal. As fôrmas são montadas e instaladas na obra por equipe de 5 operários entre carpinteiros e ajudantes em uma central de carpintaria sempre localizada em alguma das obras em andamento da construtora. Da mesma forma, as armaduras são elaboradas em central de ferragem também localizada em uma das obras e montadas por ferreiro e ajudante da própria construtora. Para a concretagem das peças estruturais, no caso dos pilares esta atividade é executada por 02 pedreiros experientes e nos dias de concretagem de lajes e vigas a equipe de carpinteiros e ajudantes se junta a estes pedreiros para ajudar na execução das operações (foto 1).

para ajudar na execução das operações (foto 1). Foto № 4 – Operários durante as operações

Foto № 4 – Operários durante as operações de concretagem

Infelizmente, o grupo não teve acesso aos índices de produtividade de mão-de- obra calculados e utilizados pela MML, contudo como tivemos a oportunidade de acompanhar a concretagem de uma laje, realizamos a medição do tempo que levou toda a concretagem e com a quantidade de operários envolvidos foi possível realizar uma medida. Assim sendo, considerando que foram concretadas as vigas e laje do pavimento superior necessitando de um volume de 11 m³ de concreto, 7 operários trabalharam

na concretagem levando aproximadamente 2 horas para conclusão das operações, temos:

Cálculo da produtividade em Homens-hora:

As informações de produtividade dos carpinteiros na confecção e montagem das formas e do armador/ferreiro para produção das armaduras não foi possível obter já que a construtora não nos disponibilizou estes índices bem como não tivemos a oportunidade de acompanhar e medir as referidas operações.

3.3.

Do

planejamento

concreto armado

para

execução

das

estruturas

de

O processo de execução do concreto que vai desde a montagem das fôrmas até

a concretagem das peças estruturais envolve uma série de atividades de planejamento para que tudo ocorra dentro do esperado.

A MML baseia-se em suas ITS’s para realização deste planejamento visto que lá

se encontram a descrição de todas necessidades de ferramentas, equipamentos, materiais e as operações necessárias passo a passo, de modo que o plano de trabalho

pode ser feito partindo destas instruções.

Segundo informado pelo responsável da obra, para a execução das fôrmas os seguintes itens de planejamento são feitos antes do inicio da montagem das fôrmas no local de aplicação:

a) Tipificação, quantificação e aquisição da madeira a ser utilizada na montagem das fôrmas de acordo com o projeto de fôrmas;

b) Verificação dos equipamentos necessários para fabricação das fôrmas;

c) Disponibilização/montagem da bancada de carpintaria para confecção das peças na central de carpintaria ou na própria obra;

d) Corte e estruturação dos painéis;

e) Identificação dos painéis e fôrmas com a numeração das vigas e lajes tal como prevista no projeto;

O planejamento para a montagem das armaduras envolve as seguintes ações:

a) Compra do aço nas especificações e quantidades estabelecidas pelo projeto estrutural;

b) Quando o aço é dobrado por empresa terceirizada, o projeto é enviado para esta a empresa para realização do serviço de corte e dobra do aço;

c)

É assegurado um local apropriado e com espaço suficiente para o recebimento do aço dobrado próximo a central de montagem das armaduras;

d)

É

providenciado local com cavaletes para montagem das peças;

e)

Montagem das armaduras de acordo com o projeto estrutural;

f)

São verificadas as condições de execução das fôrmas de pilares, vigas e lajes antes da instalação das armaduras no local: os pilares devem estar montados mas não fechados, são conferidas as locações e escoramentos, é verificada a aplicação do desmoldante, entre outros

processos;

O planejamento que antecede a concretagem das peças envolve as seguintes atividades:

É

a) elaborado o plano de concretagem programando onde será o inicio e

o

fim da área a ser concretada;

b) As fôrmas são limpas e molhadas abundantemente, sem que se deixe água empoçada;

c) São conferidas a posição e firmeza dos gabaritos para rebaixo de lajes e dos gabaritos para locação de furos para instalações hidráulicas e elétricas;

d) As passagens de tubulação em lajes e vigas devem estar executadas de acordo com o projeto;

e) Verificar o travamento das canaletas de tubulação em função da pressão formada pelo concreto quando do lançamento;

f) Conferir a posição e o nível das mestras;

g) Conferência e colocação dos espaçadores nas armaduras de lajes;

h) Quando da chegada do caminhão da concreteira realizar o slump test para controle do concreto a ser utilizado;

De um modo geral, conforme nos explicou o mestre de obras, os itens acima são os conferidos previamente à execução de cada etapa da construção de uma estrutura em concreto armado. Previamente às operações de concretagem que

acompanhamos no dia 11/11/2011, tivemos a oportunidade de realizar algumas avaliações tal como realizadas pelos profissionais da obra e responsáveis pelas inspeções, cujas fotografias e breves descritivos fizemos a seguir. No que se refere à parte das fôrmas, fizemos uma avaliação referente a questão da estanqueidade das mesmas e o espaçamento das escoras, sendo este último estando de acordo com o necessário, segundo o mestre-de-obras, contudo relativo à estanqueidade podemos ver algumas peças com pequenas frestas por onde a nata de concreto poderia fluir facilmente.

por onde a nata de concreto poderia fluir facilmente. Foto № 5 – fôrmas das vigas

Foto № 5 – fôrmas das vigas e lajes do pavimento superior e escoramento respectivo

vigas e lajes do pavimento superior e escoramento respectivo Foto № 6 – fôrmas da laje

Foto № 6 –fôrmas da laje e vigas a serem concretada com algumas pequenas frestas

Além disso, podemos ver o pessoal realizando o umedecimento prévio das chapas antes da concretagem.

o umedecimento prévio das chapas antes da concretagem. Foto № 7 – umedecimento das fôrmas antes

Foto № 7 – umedecimento das fôrmas antes da concretagem

Também acompanhamos as conferências relativas às instalações elétricas: se estavam executadas de acordo com o projeto e se as peças todas estavam bem fixadas de modo a não serem arrancadas pelo empuxo do concreto quando do lançamento. As fotos abaixo mostram as interferências das instalações elétricas e o sistema de concreto armado.

das instalações elétricas e o sistema de concreto armado. Foto № 8 – sistema para instalações

Foto № 8 – sistema para instalações elétricas instaladas

Antes da chegada do caminhão da concreteira foram conferidas ainda a instalação dos espaçadores para as armaduras e colocados espaçadores nas armaduras da laje a ser concretada conforme demonstra a foto abaixo.

da laje a ser concretada conforme demonstra a foto abaixo. Foto № 9 – colocação dos

Foto № 9 – colocação dos espaçadores nas armaduras das lajes

Acompanhamos ainda a instalação e verificação das mestras conforme a sequência de concretagem determinada para o pavimento. Abaixo podemos ver as mestras instaladas sobre as fôrmas e as esperas para os pilares do pavimento.

sobre as fôrmas e as esperas para os pilares do pavimento. Foto № 10 – mestras

Foto № 10 – mestras instaladas para o nivelamento do concreto (setas indicativas)

Quando da chegada do concreto foi realizado o slump test, o qual acompanhamos. Este resultou em um slump de 10 cm, estando de acordo com o especificado. A fotografia abaixo demonstra o momento da retirada da fôrma tronco- cônica e o concreto assentando-se.

da fôrma tronco- cônica e o concreto assentando-se. Foto № 11 – Realização de slump test

Foto № 11 Realização de slump test antes da concretagem da laje (11/11/2011)

Estas foram as atividades de preparação para a concretagem que o grupo acompanhou no dia. A descrição das avaliações da operação da concretagem em si estão a seguir neste trabalho.

Os itens a seguir tratam de escrever as questões de execução dos itens que compõem o concreto armado: fôrmas, armaduras e concreto.

3.4. Da execução das fôrmas

Como podemos ver nas fotografias №s 5, 6 e 12, a MML utiliza um sistema misto para lajes e vigas com as fôrmas propriamente ditas construídas em madeira e o escoramento metálico. Segundo a empresa, que não soube informar o custo de aquisição desse escoramento, trata-se de um sistema que se paga facilmente já que

todas as peças podem ser reutilizadas muitas vezes e são transportadas para as demais

obras quando necessário. Dessa forma, em função das escoras e de mão-de-obra a

MML possui um planejamento de concretagem para todas as obras evitando que mais

de uma esteja sendo feita no mesmo dia.

evitando que mais de uma esteja sendo feita no mesmo dia. Foto № 12 – Destaque

Foto № 12 – Destaque para os sistema de escoras metálicas onde pode-se ver também algumas escoras de eucalipto a esquerda

Todas as formas são executadas em uma central de carpintaria que fica localizada em uma das obras da construtora. Neste local, todas as peças são confeccionadas e identificadas (número da viga, pilares e lajes de acordo com o projeto estrutural) para posteriormente serem transportadas à obra para montagem. As fotografias a seguir mostram a central de carpintaria montada na obra Tour de la Vie da MML.

Foto № 13 – Bancada de carpinteiro para construção das fôrmas Foto № 14 –

Foto № 13 – Bancada de carpinteiro para construção das fôrmas

13 – Bancada de carpinteiro para construção das fôrmas Foto № 14 – Serra circular Na

Foto № 14 – Serra circular

Na visita realizada no dia 21/11/2011, 10 dias após a concretagem da laje que acompanhamos, tinham sido montados os pilares do pavimento superior e estavam sendo montadas e executadas as fôrmas da escadaria do pavimento térreo para o pavimento superior conforme mostram as fotografias a seguir.

Foto № 15 – fôrma da escadaria em execução Foto № 16 – fôrmas dos

Foto № 15 – fôrma da escadaria em execução

Foto № 15 – fôrma da escadaria em execução Foto № 16 – fôrmas dos pilares

Foto № 16 – fôrmas dos pilares do pavimento superior já com a armadura montada

Quanto às condições de contenção das fôrmas montadas pudemos observar que algumas possuem frestas capazes de ocorrer a passagem da pasta de cimento do concreto, isto foi observado tanto em alguns dos pilares mostrados na foto № 16 bem

como nas fôrmas das vigas e laje concretadas no dia 11/11, conforme a foto № 17 abaixo demonstra.

no dia 11/11, conforme a foto № 17 abaixo demonstra. Foto № 17 – fôrmas de

Foto № 17 – fôrmas de vigas e lajes com frestas por onde concreto infiltrou

No que se refere aos sistemas de formas utilizados e seus respectivos elementos, para a montagem das fôrmas de lajes e vigas são utilizadas chapas de compensado, as guias são metálicas e travessas de madeira, e o escoramento metálico, conforme fotografia № 18.

e o escoramento metálico, conforme fotografia № 18. Foto № 18 – sistema de fôrmas utilizado

Foto № 18 – sistema de fôrmas utilizado para vigas e lajes

Nos pilares, as faces são feitas de tábuas de madeira quando são pilares de menor dimensões, tal como o mostrado na foto № 19 abaixo, e para pilares maiores (que de certa forma já possuem uma padronização conforme outros projetos da construtora) são utilizadas chapas de compensado com dimensões pré-definidas o que facilita sua reutilização em outras obras. Para o travamento, são utilizadas barras de ancoragem metálicas e travas metálicas ajustáveis conforme mostra a fotografia abaixo.

metálicas ajustáveis conforme mostra a fotografia abaixo. Foto № 1 9 – sistema de fôrmas utilizado

Foto № 19 sistema de fôrmas utilizado para pilares

Quanto ao controle da produção, a MML através das Instruções Técnicas de Serviço, aqui neste item se referindo especificamente às fôrmas, a mesma possui um plano de inspeção das condições e especificações dos seguintes itens de verificação:

nível, prumo, esquadro, travamento e dimensões. No item Nível, o responsável pelas inspeções, avalia no mínimo 80% das fôrmas instaladas: se o nivelamento e as espessuras dos elementos estão de acordo com o projeto estrutural. a tolerância é ± 1 cm de desnível.

No item Prumo, avalia-se o prumo das fôrmas com um prumo de face tendo como tolerância ± 0,5 cm. Quanto ao item Esquadro, a verificação do mesmo é feita antes do fechamento dos pilares e nas vigas entre o processo do travamento das formas laterais e lançamento do assoalho das lajes. A tolerância também é de ± 1 cm. Sobre o Travamento, são verificadas se as fôrmas estão bem travadas conforme definição do engenheiro responsável. Avaliam-se as condições e instalação das gravatas nos pilares com as respectivas agulhas a cada 60 cm. Nas vigas, avalia-se a instalação de um chapuz também a cada 60 cm. Toda esta inspeção deve ser feita obrigatoriamente antes da concretagem. São verificadas as Dimensões das peças com o auxilio de uma trena, conferindo se as mesmas estão de acordo com o projeto estrutural. A tolerância no comprimento da peça é de ± 1 cm, para a largura é de ± 0,5 cm.

3.5. Da montagem das armaduras

Conforme já citado ao longo deste trabalho, a construtora em questão possui uma central de armaduras situada em uma das obras da mesma. Nesta central todo o ferro é montado e enviado para a obra respectiva. Em geral, o aço é cortado e dobrado por empresa terceirizada especializada, para a qual a MML envia o projeto completo da armação a partir do que é realizado o corte e a dobra, ficando a montagem então para o pessoal da construtora. Segundo o mestre de obras, previamente à montagem das armaduras alguns itens são observados, os quais inclusive foram assunto de nossas aulas:

a) As fôrmas devem estar montadas, mas não fechadas no caso dos pilares;

b) A locação e o escoramento das fôrmas deve estar inspecionado e aprovado;

c) O desmoldante já deve ter sido aplicado, contudo de acordo com a orientação do engenheiro responsável;

d)

Das armaduras montadas, deve-se assegurar que a amarração de arame esteja firme o suficiente para impedir a movimentação do conjunto quando do transporte e também da concretagem;

Durante a colocação das armaduras de pilares e vigas:

a) observar que as esperas do piso inferior fique na parte interna da armação;

b) nos cruzamentos de vigas, deverá haver uma amarração e montagem correta;

c) colocar espaçadores em quantidade suficiente para dar o cobrimento mínimo especificado no projeto estrutural;

Para a colocação das armaduras de lajes:

a) as armaduras das vigas deverão estar já no lugar;

b) posicionar as barras das armaduras positiva e negativa de acordo com o projeto e realizar sua amarração adequadamente;

c) deve haver espaçadores colocados suficientemente para que a armação

não tenha contato com a fôrma;

Na obra em estudo, para a laje que acompanhamos a concretagem foi utilizada uma armadura soldada de bitola 5x5 mm com barras a cada 15 cm. Na fotografia abaixo podemos ver a armadura positiva da laje e sua amarração com a armadura da viga.

positiva da laje e sua amarração com a armadura da viga. Foto № 20 – armadura

Foto № 20 – armadura da laje e sua amarração na armadura da viga

Foto № 21 – detalhe da amarração das armaduras de viga e da laje Podemos

Foto № 21 – detalhe da amarração das armaduras de viga e da laje

Podemos observar no trabalho realizado que no aspecto que se refere à amarração e instalação das armaduras, o trabalho realizado é muito bom pois as avaliadas estavam em acordo com o projeto e a amarração dos elementos bem firmes.

Já no que se refere aos espaçadores, na nossa avaliação foram colocados poucos elementos de forma que em muitas partes a armadura chegava a tocar nas chapas de compensado das fôrmas.

chegava a tocar nas chapas de compensado das fôrmas. Foto № 22 – colocação dos espaçadores

Foto № 22 – colocação dos espaçadores nas armaduras da laje

Nos dois dias que estivemos realizando as visitas à obra em estudo as armaduras já estavam montadas nos locais de modo que não pudemos acompanhar a instalação das mesmas propriamente ditas, nos coube avaliar dessa forma a maneira como foram instaladas relacionando com o aprendido em sala de aula.

No cabe ao controle de qualidade da produção na montagem das armaduras,

os itens de verificação/inspeção que cabem ao responsável por tal nas obras da MML, incluindo esta, são os seguintes:

a) Localização: devem ser verificadas se a armadura está em sua fôrma correta, ou seja, não houve troca de localização. 80% do lote de inspeção devem ser verificados;

b) Quantidade: análise visual pela contagem das barras da armadura especificadas no projeto estrutural. devem ser verificados 80% do lote de inspeção também;

c) Bitola: verificação visual da bitola das barras de aço, devendo estar de acordo com o projeto estrutural. 80% do lote de inspeção deverá ser verificado;

d) Esperas: inspeção das armaduras que sobressaem na estrutura e servem para fixação de outra, e devem ser inspecionadas na estrutura em que estão fixadas;

e) Espaçamento: de acordo com o projeto estrutural, o espaçamento das barras é inspecionado, verificando distribuição homogênea e ausência

de

concentração de barras acumuladas. A tolerância é um erro de ± 2

cm

em um lote de avaliação de 80%;

f) Dimensões: conferência de ao menos uma barra de cada dimensão

numa mesma peça, podendo as demais serem comparadas visualmente. Para o comprimento, a tolerância é de 2,5 cm ±. Para a largura é de ±

0,5 cm. Esta conferência é feita antes da colocação da armadura na sua

respectiva fôrma.

O aço utilizado para as armaduras foram barras de aço CA-50 de várias bitolas e para a amarração o aço CA-60.

3.6.

Da concretagem das peças estruturais

Tivemos a oportunidade de acompanhar a concretagem das lajes e vigas do pavimento superior que durou aproximadamente 2 horas em uma área de laje de aproximadamente 60 m², onde pudemos aplicar os conhecimentos adquiridos em aula na avaliação visual das operações realizadas para tal. As operações visualizadas compreenderam todo o processo de concretagem desde o lançamento até o nivelamento do concreto. Foi concretada uma laje com superfície bruta, portanto, não houveram operações de acabamento superficial mais refinado tais como desempeno ou alisamento do concreto. De acordo com o já mencionado ao longo deste trabalho, o concreto utilizado pela construtora é do tipo produzido em central. O concreto foi lançado nas vigas e laje através de bombeamento a partir do próprio caminhão da concreteira. Antes do lançamento foi realizado o slump test conforme mostrou a fotografia № 11 anteriormente. A fotografia № 23 abaixo mostra o caminhão da concreteira no momento durante o lançamento.

o camin hão da concreteira no momento durante o lançamento. Foto № 23 – caminhão bombeando

Foto № 23 – caminhão bombeando concreto para laje

De acordo com o pedido ao mestre de obras, antes do inicio da concretagem é realizado uma programação da área inicial e da área final da laje a ser concretada, ou seja, local de inicio e fim do processo.

Os seguintes passos foram tomados antes da concretagem:

a)

Foi

realizado a limpeza e o umedecimento das fôrmas;

b)

Instalação das mestras;

c)

Programação do local de inicio e fim da concretagem na área da laje;

d)

Foi

realizada a organização do pessoal definido a atividade que cada um

seria responsável. Ex: vibração, quem segura a tubulação de bombeamento, nivelamento, etc.

As instruções técnicas da MML estabelecem alguns cuidados a serem tomados durante a concretagem:

a)

Ao

lançar o concreto tomar cuidado para não acumular material num

ponto isolado da fôrma;

b)

Programar para que a velocidade de enchimento das peças estruturais

seja proporcional à velocidade de quem está vibrando;

c)

A vibração deve ser feita por profissional qualificado, de baixo para cima

na

posição vertical, e tomando o cuidado para não encostar nas

armaduras e nas fôrmas. Ao vibrar a peça o mangote deve penetrar 10

cm

na camada anterior e vibrar no máximo por 15 segundos para evitar

a exsudação do concreto;

d)

Limpar os equipamentos ao final das operações;

e)

Durante a cura, molhar as peças concretadas por um período mínimo de

7 dias;

No que se refere à interligação do concreto com a alvenaria, com o objetivo de dar firmeza as paredes levantadas, são utilizadas telas metálicas de ligação conforme mostra a foto № 24 a seguir. Esta tela é fixada ao pilar após o concreto seco através de pinos ali inseridos e são instaladas a cada duas “fiadas” de blocos cerâmicos. A forma de instalação das mesmas ocorre pela fixação de metade da tela no pilar e a outra

metade formando uma malha com a argamassa de levantamento entre os blocos cerâmicos. Segundo nos informaram os profissionais envolvidos neste trabalho, a firmeza obtida nas paredes de alvenaria é muito maior do que os antigos métodos com pinos inseridos por dentro da alvenaria.

métodos com pinos inseridos por dentro da alvenaria. Foto № 24 – tela de fixação do

Foto № 24 – tela de fixação do pilar de concreto com a alvenaria

As fotografias abaixo mostram o inicio da concretagem.

a alvenaria As fotografias abaixo mostram o inicio da concretagem. Foto № 25 – inicio do

Foto № 25 – inicio do lançamento do concreto

Foto № 26 – espalhamento e nivelamento do concreto Pela foto 25 podemos ver vários

Foto № 26 – espalhamento e nivelamento do concreto

Pela foto 25 podemos ver vários operários envolvidos durante o processo. No dia eram 7 funcionários da própria MML: 2 pedreiros e 5 carpinteiros que possuem a experiência necessária para uma atividade desta importância. As operações de nivelamento, mostradas na foto 26 são realizadas concomitantemente ao lançamento e a vibração formando uma espécie de trabalho em série, i.e., a medida que vai se lançando o concreto, é realizada o adensamento e na sequência o nivelamento do mesmo.

o adensamento e na sequência o nivelamento do mesmo. Foto № 27 – sequência do lançamento

Foto № 27 – sequência do lançamento cfe. programa de concretagem

A sequência do lançamento na área de laje foi sendo executada conforme o

local de inicio e fim determinados no dia da concretagem. Esta definição foi feita verbalmente entre os responsáveis e não foi feito nenhum croqui esquemático para tal.

A título de curiosidade, observamos os equipamentos tecnológicos envolvidos

no processo de lançamento do concreto. As duas fotografias abaixo demonstram respectivamente: o controle remoto utilizado para guiar a lança da tubulação ao longo dos trechos de concretagem de modo que apenas dois operários na maioria do tempo

conseguiam segurar o tubo e em alguns casos apenas um operário guiava a tubulação, este controle também permitia ligar e desligar a bomba rapidamente quando solicitado pelos responsáveis da construtora; na fotografia seguinte mostramos o painel de controle dentro do caminhão com indicadores importantes para a segurança do equipamento.

indicadores importantes para a segurança do equipamento. Fotos № 28 e 29 – controle remoto da
indicadores importantes para a segurança do equipamento. Fotos № 28 e 29 – controle remoto da

Fotos № 28 e 29 – controle remoto da lança de concreto e painel de controle do equipamento no caminhão da concreteira

Foi aproveitado o momento da concretagem para verificar as condições das fôrmas no que refere-se à estanqueidade e estruturalmente. Quanto a parte estrutural não percebemos quaisquer recalques ou rompimentos das estruturas das fôrmas. Contudo em alguns locais das fôrmas percebeu-se pequenos vazamentos de concreto, mais especificamente da nata de concreto e água.

31

A fotografia abaixo mostra este momento em uma das fôrmas de uma das vigas em concretagem, com um escape de líquido composto por cimento e água.

com um escape de líquido composto por cimento e água. Foto № 30 – fôrma de

Foto № 30 – fôrma de viga onde percebe-se vazamento de nata de concreto

fôrma de viga onde percebe-se vazamento de nata de concreto Foto № 31 – sequência das

Foto № 31 – sequência das operações: espalhamento e nivelamento

A foto № 31 acima mostra o espalhamento do concreto lançado com a utilização de enxadas e o nivelamento do mesmo através de réguas de alumínio guiados pelas mestras.

Foto № 32 – concretagem de viga já no fim da atividade Na foto №

Foto № 32 – concretagem de viga já no fim da atividade

Na foto № 32 supra podemos ver o lançamento do concreto em uma viga com o adensamento sendo realizado conjuntamente pelo operário logo a esquerda do que segura a tubulação.

Quanto

aos

controles

da

produção,

os

seguintes

itens

de

verificados antes e durante a concretagem:

inspeção

são

a) Espera das tubulações elétricas e hidráulicas;

b) Adensamento realizado de acordo com o recomendado;

c) Fck e slump de acordo com o especificado através de ordem de compra;

d) Lacre do caminhão;

e) Volume de concreto de acordo com a ordem de compra;

f) Horário da saída caminhão betoneira da concreteira;

g) Horário do inicio da concretagem que deve ser feita em período inferior

h do tempo da saída do caminhão até o inicio dao

ou igual a 1:30 lançamento;

h) Moldagem dos corpos de prova, que devem ser realizados 2 por caminhão betoneira recebido. Obs: para esta obra não foram realizados corpos de prova, apenas o slump;

i) É desenhado um croqui de rastreamento com o número da nota fiscal atribuída à área concretada respectiva ao volume recebido pelo documento;

j) O horário do fim de concretagem também é verificado. Determinado que sob condições normais o tempo da saída do caminhão da concreteira até o fim da concretagem deve ser inferior ou igual a 2:30h;

3.7. Dos processos de desforma

A foto № 33 a seguir foi tirada 10 dias após a concretagem descrita acima, tratando-se da mesma laje concretada. Nenhum painel ainda tinha sido retirado. O projeto estrutural determina um mínimo de 15 dias para retirada parcial das escoras, além do que estavam sendo executadas as fôrmas da escada e dos pilares do pavimento superior, de modo que não havia pressa para a retirada de quaisquer dos elementos que formavam as escoras. Inspecionamos as peças e não percebemos sinais de fissuras o que indica que estas foram molhadas adequadamente dentro dos 7 dias recomendados pelas instruções técnicas.

Para os processos de desforma, segundo o mestre de obras, são utilizadas cunhas de madeira e pé-de-cabra para a desforma dos painéis. Os fundo de viga e lajes podem ser retirados após 7 dias, deixando aproximadamente 2/3 do escoramento original até 21 dias;

Foto № 33 – observar a laje concretada, no detalhe as fôrmas do pilar do

Foto № 33 – observar a laje concretada, no detalhe as fôrmas do pilar do pavimento superior já montadas com o escoramento fixado à referida laje

3.8.

Dos custos das estruturas de concreto armado

Para a quantificação do material a ser consumido na obra, o engenheiro responsável pelos cálculos utilizou um coeficiente de segurança de 10% sobre a quantidade calculada. Para a armação das sapatas foram utilizadas barras de aço CA 50-A de bitola 10.0 mm. Para as vigas baldrame barras de aço CA 50-A de bitolas que variam de 6.3 a 16 mm além de aço CA-60B para as amarrações.

O conjunto de fôrmas são mistas sendo parte de madeira e parte metálica, as

quais, mesmo as de madeira em grande parte são reaproveitadas em outras obras pois possuem um grau de padronização estabelecido pela construtora para este fim.

O concreto utilizado foi todo adquirido de central.

Assim sendo, abaixo demonstramos alguns dos custos envolvidos na fabricação da estrutura de concreto armado da obra em estudo, cujas quantidades foram retiradas do projeto estrutural conforme planilhas nos anexos deste trabalho.

1.

Concreto

O projeto estrutural calcula o consumo de 55,7 m³ de concreto, o pessoal da

construtora adicionou 10% de coeficiente de segurança, resultando em um volume estimado de 61,3 m³. Conforme nota fiscal da carga de concreto recebida no dia da concretagem que acompanhamos o valor do metro cúbido de concreto era de R$ 231,00 mais o custo do

serviço de bombeamento R$ 30,00/m³.

61,3 m³ x R$ 261,00 = R$ 15.999,30

2.

Fôrmas

O projeto estrutural prevê uma utilização de 520,1 m² de fôrmas, adicionando

10% temos uma previsão de 572 m². Não tivemos acesso aos custos de materiais utilizados com formas de modo que ficamos impossibilitados deste cálculo, mas segundo o mestre de obras o reaproveitamento das peças é alto e deve-se levar em conta que todo o escoramento é metálico, além das guias utilizadas para as lajes e os travamentos das faces dos

pilares também metálicos.

3. Aço

O projeto estrutural calcula um consumo total de 3.427 Kg de aço, o mesmo

projeto adiciona 10% resultando num total de 3.769,7 Kg.

O custo por kg de aço foi obtido junto a Revista Guia da Construção da PINI.

3.769,7 Kg x R$ 3,20 /Kg = R$ 12.063,04

4. Mão-de-Obra

os informados em aula.

Para

cálculos

que

envolvem

mão-de-obra

foram

utilizados

Temos assim os seguintes índices:

EQUIPE DE FÔRMAS:

- Carpinteiros: 0,77 Hh/m²

- Ajudantes: 0,15 Hh/m²

EQUIPE DE ARMAÇÃO:

- Armador: 0,08 Hh/m²

- Ajudantes: 0,04 Hh/m²

= R$ 4,17 / hora = R$ 3,37 / hora

= R$ 4,18 / hora = R$ 3,37 / hora

os

índices

EQUIPE DE CONCRETAGEM:

- Pedreiros: 3,00 Hh/m³

- Ajudantes: 2,00 Hh/m³

= R$ 4,18 / hora = R$ 2,86 / hora

resultam nos seguintes custos de mão-de-obra

EQUIPE DE FORMAS

 

QUANTIDADE

ÍNDICE

QUANTIDADE

VALOR DA

CUSTO DO

PROFISSIONAIS

SERVIÇO

PRODUTIVID.

HOMENS/HORA

HORA

SERVIÇO

CARPINTEIROS

572

0,77 Hh/m²

440,44

R$ 4,17

R$ 1.836.63

AJUDANTES

572

0,15 Hh/m²

85,8

R$ 3,37

R$ 289,15

TOTAL

   

526,24

 

R$ 2.125,78

TOTAL C/ENCARGOS SOCIAIS +76%

 

R$ 3.741,37

EQUIPE DE ARMAÇÃO

 
 

QUANTIDADE

ÍNDICE

QUANTIDADE

VALOR DA

CUSTO DO

PROFISSIONAIS

SERVIÇO

PRODUTIVID.

HOMENS/HORA

HORA

SERVIÇO

ARMADOR

572

0,08 Hh/m²

45,76

R$ 4,18

R$ 191,28

AJUDANTES

572

0,04 Hh/m²

22,88

R$ 3,37

R$ 77,11

TOTAL

   

68,64

 

R$ 268,99

TOTAL C/ENCARGOS SOCIAIS +76%

 

R$ 473,42

EQUIPE DE CONCRETAGEM

 
 

QUANTIDADE

ÍNDICE

QUANTIDADE

VALOR DA

CUSTO DO

PROFISSIONAIS

SERVIÇO

PRODUTIVID.

HOMENS/HORA

HORA

SERVIÇO

CARPINTEIROS

61,3 m³

3

Hh/m³

183,9

R$ 4,18

R$ 768,70

AJUDANTES

61,3 m³

2

Hh/m³

122,6

R$ 2,86

R$ 350,64

TOTAL

   

526,24

 

R$ 1.119,34

TOTAL C/ENCARGOS SOCIAIS +76%

 

R$ 1.970,04

Custo Total da Mão-de-obra para o concreto armado somados

encargos sociais

Custo Total dos Materiais

= R$

= R$ 28.062,34

6.184,83

PREVISÃO DE CUSTO DA ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO PARA A OBRA EM

ESTUDO =

= R$ 34.247,17

38

4.

ANÁLISE CRÍTICA E CONCLUSÕES

Através deste trabalho realizado foi possível fixar e entender na prática muitos do processos e métodos estudados em sala de aula. Também foi possível ver que sem o devido acompanhamento de um engenheiro responsável, as determinações de projeto podem cair por terra se deixados a tomada de decisões dos operários. De um modo geral, a construtora e a obra que visitamos segue rigorosas instruções técnicas por ela elaboradas além de contar com funcionários capacitados e treinados, principalmente para as atividades que envolvem produção de estruturas de concreto armado. No decorrer das duas visitas realizadas e também durante a elaboração deste trabalho podemos verificar muitas operações realizadas de forma tecnicamente corretas mas também presenciamos algumas poucas questões que poderiam ser melhoradas. No que tange ao atendimento da NR-18, especificamente em seu Item 18.9- Estruturas de Concreto, constatamos que nesta obra negligenciou-se a proteção laterais para evitar a queda dos operários envolvidos na concretagem da laje bem como de queda de material nas edificações vizinhas. Quanto à questão operacional, cabe destacar alguns itens passíveis de melhoria:

1. Verificamos, durante as operações de concretagem, que os operários realizam as atividades caminhando livremente sobre a armadura da laje ocorrendo o deslocamento dos espaçadores e vergamento das malhas fazendo que estas encostem nas fôrmas, correndo o risco assim de não dar o cobrimento necessário para as armaduras;

2. Outrossim, um maior número de espaçadores para a armadura positiva da laje traria mais segurança quanto ao cobrimento necessário;

3. Nas operações de adensamento com o vibrador, podia-se observar por vezes que o operário encostava o mangote nas armaduras podendo causar problemas à estrutura;

4.

Apesar de poucos pontos detectados, algumas fôrmas haviam frestas que poderiam permitir a infiltração da nata de concreto, o que segundo aprendemos em sala de aula poderia diminuir a resistência do concreto;

Por outro lado, é importante ressaltar as inspeções técnicas realizadas nos elementos produzidos a cada etapa, conforme mostrado ao longo do trabaho, o que assegura que problemas não venham a ocorrer mais tarde, o que minimiza eventuais erros que possam ser causados pelas inconformidades supra citadas. Por fim, cabe ratificar que os componentes do grupo tiveram uma ótima oportunidade de aprender na prática os procedimentos da execução de uma estrutura de concreto armado, os cuidados a serem tomados e principalmente os processos de planejamento que requer seja feito para que no final tudo ocorra conforme o desejado.

5. ANEXOS

1. Projeto Estrutural Memorial Descritivo;

2. Projeto Estrutural Quadro Resumo de Ferro;

3. Projeto Estrutural Consumo de concreto e fôrmas;

4. Projeto Estrutural Fôrmas do pavimento superior;

5. Relatórios de Visitas;