05/12/11

Mecânica Respirat ria

MECÂNICA RESPIRAT RIA Prof. Ezequiel Rubinstein ESQUELETO DO T RAX A caixa torácica está constituída pelo esterno, situado anteriormente no plano mediano, pelas vértebras torácicas situadas no plano mediano dorsal e pelas costelas e cartilagens costais situadas nos contornos posterior, lateral e anterior do tórax. Embora as vértebras T1, T9, T10, T11 e T12 possam apresentar alguns acidentes que as distinguem das demais vértebras torácicas, estas diferenças não são de grande importância. As principais características próprias das vértebras torácicas são: elas articulam-se com as costelas tanto através do corpo quanto através do processo transverso. Para isto, o corpo apresenta uma fóvea costal superior, oval , situada na emergência do pedículo, e pode apresentar uma fóvea costal inferior, pois a cabeça da costela pode ultrapassar o corpo vertebral da vértebra subjacente e alcançar o suprajacente. Por sua vez, o processo transverso apresenta a fóvea costal transversa para articular-se com o tubérculo da costela. os processos espinhosos são muito inclinados em relação ao plano do corpo da vértebra. os corpos vertebrais têm um volume intermediário entre o das vértebras cervicais e o das lombares as facetas articulares situam-se principalmente num plano frontal O esterno é uma longa e estreita placa óssea mediana na parede anterior do tórax. Dá inserção anterior às costelas através das cartilagens costais, permitindo uma flexibilidade que resulta em alterações dimensionais do tórax, necessárias à respiração. Possui três partes: manúbrio, corpo e processo xifóide. O manúbrio constitui a parte superior do esterno e se une ao corpo do osso no chamado ângulo esternal, que é uma crista transversa saliente, facilmente palpável e ponto de referência importante, pois marca o ponto de junção do esterno com a segunda costela (através da cartilagem costal) e, assim, permite a contagem das costelas in vivo. Além do mais, o ângulo esternal corresponde ao ponto mais elevado do arco aórtico e também à bifurcação da traquéia nos brônquios principais. A denominação vem do fato de que o manúbrio forma com o corpo do esterno uma angulação que é visível numa vista lateral. Os principais acidentes do esterno são: a incisura jugular, côncava, na borda superior do manúbrio a incisura clavicular, de cada lado da incisura jugular, escavada para receber a extremidade medial da clavícula logo abaixo da incisura clavicular o manúbrio apresenta outra incisura na sua borda lateral para receber a cartilagem da primeira costela corpo do esterno varia de largura, afilando-se inferiormente as bordas laterais do corpo do esterno são endentadas para articulação com as cartilagens das 2ª a 7ª costelas, enquanto as 8ª, 9ª e 10ª costelas têm cartilagens que se unem sucessivamente e, em conjunto, se unem à 7ª, pela qual chegam indiretamente ao esterno processo xifóide, rudimentar, é a parte mais inferior do esterno As costelas e cartilagens costais são fitas ósseas arqueadas, estendendo-se de suas junções com a coluna vertebral à porção anterior da parede do tórax. As sete superiores são ditas costelas verdadeiras, por se articularem com o esterno através de suas cartilagens. As 8ª, 9ª e 10ªcostelas são denominadas falsas por se fixarem ao esterno só indiretamente, unindo-se suas cartilagens umas às outras e finalmente, à sétima. Forma-se assim a borda ou margem costal, que marca o limite inferior da caixa torácica anteriormente. As margens costais convergentes formam o ângulo infra-esternal (ou subcostal) que varia com o biótipo, sendo muito agudo nos longilíneos e obtusos nos brevilíneos. As 11ª e 12ª costelas, denominadas flutuantes, são curtas, rudimentares, terminam entre os músculos da parede ântero-lateral do abdome e não possuem cartilagens.
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laterais à coluna vertebral. pelo processo transverso da vértebra e parte do corpo da costela até atingir o ângulo costal. Descreve arco fechado e limita a abertura superior do tórax. intercostais internos constituem a camada média e se estendem da extremidade medial dos espaços intercostais até o ângulo da costela. o que dificulta sua palpação. Entre esta parte e o restante do músculo passam os vasos e o nervo intercostais. depois. Costelas atípicas são a primeira . são oblíquas. a parte mais interna. entre as suas partes mediais. Os mm. Entre o ângulo da costela e o processo espinhoso fica um espaço escavado. O feixe vasculonervoso que corre em toda extensão do espaço intercostal está constituído pela veia. prendendo-se na borda inferior da costela e na borda superior da costela subjacente.icb. articula-se com a coluna vertebral (fóveas costais do corpo da vértebra). O nervo supre os mm. Os mm. se articulam com o esterno. sendo abundante em glândulas sebáceas. o corpo da costela. o que tem sido invocado como justificativa para se considerar o intercostal íntimo como um músculo separado. Ao nível da região peitoral. da parede do abdome. intercostais íntimos pertencem à camada interna os mm. Sua cabeça. inclinando-se póstero-lateralmente rumo ao processo transverso de sua vértebra.br/mor/anatefis/mecanica_respiratoria. O m. no fundo do qual estão os processos espinhosos das vértebras. Os sete músculos mais inferiores estão em íntima conexão com o m. do ângulo do tubérculo costal à junção costocondral. medialmente. pelo processo espinhoso e. intercostais. a 9ª e a 10ª seja mais curtas e contribuam para formar a borda ou margem costal. isto é. artéria e nervo intercostais. Ao tubérculo segue-se lateralmente. globosa. e é plana. As 11ª e 12ª costelas são rudimentares e terminam entre músculos da parede abdominal em pontas cartilaginosas rombas. o restante do espaço intercostal é recoberto pela membrana intercostal externa. em cada espaço intercostal. mobilizável lateralmente e fixa medianamente. com o qual se articula por meio do tubérculo costal. posterior. intercostal interno. Estes são visíveis apenas após a abertura do tórax. flexível. transverso do tórax. Ao nível dos ângulos das costelas eles dão lugar à membrana intercostal interna. formando a camada externa da musculatura torácica. Este espaço é preenchido por músculos que formam duas grandes massas elevadas. No adulto do sexo masculino mostra vários graus de pilosidade. intercostal interno correspondente. que recobre fibras do m. de modo geral. As fibras têm uma direção oblíqua. subcostais são variáveis em número e mais desenvolvidos nas porções inferiores do www. 11ª e 12ªcostelas. com as cartilagens que. Suas fibras têm direção oposta à dos intercostais externos. intercostais externos se estendem. escassa em tecido adiposo e une a pele aos planos subjacentes. nesta ordem. anteriormente. situando-se sob a clavícula anteriormente. há acúmulo de tecido adiposo formando a maior parte do corpo mamário. o colo segue a cabeça. oblíquo externo. dirigindo-se inferior e posteriormente.ufmg. inclinando-se inferiormente enquanto se curva lateralmente e. Além dos mm. na verdade. A artéria e veia subclávia sulcam sua face superior. inferior e anterior. direta ou indiretamente. quando a face interna da parede torácica pode ser examinada. A tela subcutânea ântero-lateral é pouco desenvolvida. liso. embora a 8ª. Lateralmente é delgada. No seu extremo anterior dá-se a junção costocondral. a décima primeira e a décima segunda costelas A primeira costela é a mais curta das costelas verdadeiras. intercostal íntimo é. subcostais e o m. as outras podem ser consideradas costelas típicas. pouco aderida aos planos subjacentes e. um sulco mediano. No ângulo da costela o osso muda de direção bruscamente. Prendem-se na borda inferior das costelas e cartilagens costais e na borda superior das costelas e cartilagens costais subjacentes. anteriormente. glabra. em especial medianamente. acompanhando a superfície da parede torácica.htm 2/5 . do m. Ao nível da junção costocondral. No dorso é densa medianamente e mais frouxa lateralmente Os músculos do tórax que vão ser descritos a seguir são somente aqueles que agem sobre as costelas. No dorso é espessa. limitado.05/12/11 Mecânica Respirat ria Com exceção das 1ª. no sentido crânio-caudal. Este verdadeiro coxim muscular deixa. Os mm. Esta particular disposição permite que o indivíduo possa acomodar-se em decúbito dorsal (de costas) de maneira confortável. TECIDOS MOLES DA PAREDE TOR CICA A pele do tórax ântero-lateralmente apresenta um duplo comportamento: medianamente é mais ou menos espessa e móvel. É mais larga do que as outras.

supondo-se que os movimentos realizados por eles são de pequena amplitude e talvez envolvidos principalmente com a manutenção do alinhamento de vértebras adjacentes. entre o esterno e as cartilagens costais e entre as partes do esterno. Na articulação da 1ª costela. Embora faça parte da parede posterior do abdome. As articulações esternocondrais. Cada uma das cartilagens costais. entre as cartilagens costais e as endentações na borda lateral do esterno apresentam variações com relação à presença ou não de uma cavidade articular.ufmg. mas já no adulto jovem começa a ossificar-se. coberto pelo grande dorsal. envolvida pela cápsula articular. O serrátil póstero-superior. coberto pelo m. entre as costelas e as cartilagens costais. O músculo serrátil póstero-inferior. que vai da cabeça da costela para o disco intervertebral. na altura da 3ª cartilagem costal. estende-se do ligamento da nuca e dos processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e de várias vértebras torácicas superiores até as costelas (2ª a 5ª). enquanto a articulação xifo-esternal. situado horizontalmente. lateral e superior reforçam a articulação. que têm origem nos processos transversos e prendem-se nas costelas subjacentes e que pertencem a camada profunda dos mm. Os músculos serráteis posteriores. diafragma durante a inspiração. também sinovial. a cartilagem costal está firmemente fixada ao manúbrio. parcialmente membranosos e de pouca significação. tal a quantidade de fibrocartilagem presente nestes casos. têm suas ações pouco conhecidas e mal estudadas. entre a cabeça da costela e as fóveas costais superior e inferior dos corpos de duas vértebras adjacentes e a articulação costotransversal. inferiormente. transverso do tórax. indo se inserir nas bordas superiores da 2ª ou 3ª costelas subjacentes. sendo que a compressibilidade da matriz cartilaginosa a torna resistente e flexível. formando as articulações intercondrais. a qual. superior e inferior. estende-se dos processos espinhosos das vértebras torácicas inferiores para as quatro costelas inferiores. as facetas articulares da 1ª à 6ª costelas acomodam-se em fóveas caliciformes e profundas nos processos transversos. podendo até a cavidade articular desaparecer. o que obriga o tubérculo a girar em torno do eixo que une as articulações costovertebral e costotransversal e descrever uma rotação de sentido inferior. O mm. entre o tubérculo da costela e a fóvea costal transversal do processo transverso da vértebra correspondente. Sua ação é insignificante e estão ausentes com certa freqüência. pela presença de um ligamento intra-articular. existem muitas variações. São pequenas articulações sinoviais e cada uma é envolta por uma cápsula articular. eleva a sua extremidade anterior. Provavelmente levantam às costelas. formando portanto uma juntura cartilaginosa. a cavidade articular é dividida em duas.icb. rombóide. sobre as costelas. devido à obliqüidade crânio-caudal da costela. logo que estas se curvam em direção ascendente. antagonizando a tração superior exercida sobre ela pelo m.br/mor/anatefis/mecanica_respiratoria. Sua ação mais importante é a de fixar a costela em posição. da 5ª à 8ª e algumas vezes a 9ª. articula-se com a cartilagem imediatamente inferior.htm 3/5 . Referência deve ser feita também ao m. Outros músculos agem. A cápsula articular está reforçada anteriormente. pelo ligamento radiado. quadrado lombar. são dois músculos delgados. JUNTURAS E MOVIMENTOS DA CAIXA TOR CICA As articulações do tórax compreendem as que se fazem entre as costelas e as vértebras. Sua ação não está esclarecida. Das junturas do esterno. apesar do nome. A forma das superfícies articulares do tubérculo e do processo transverso determina o movimento que a costela pode realizar. A articulação costotransversal. pós-vertebrais profundos. A maioria das costelas se articula com a coluna vertebral em dois pontos: a articulação costovertebral. pertencentes à camada média dos músculos pósvertebrais. também.05/12/11 Mecânica Respirat ria tórax. Os mm. levantadores das costelas. curto. Assim. é revestida por uma cápsula articular que é espessa. sinovial. Contudo. também conhecido como esternocostal. Os ligamentos costotransversais próprio. também é cartilaginosa. do tipo sincondrose. a articulação manúbrio-esternal é exemplo de juntura cartilaginosa. Da 2ª à 7ª costelas as junturas são sinoviais. insere-se nos processos transversos de L1 a L4 e na última costela. Situam-se nas proximidades dos ângulos das costelas e originam-se nas bordas inferiores das costelas. medial e anteriormente. Na articulação costovertebral. Este movimento é conhecido como “braço de bomba” www. origina-se por cintas aponeuróticas da face posterior do processo xifóide e do corpo do esterno. mas delgada nas outras porções.

a inspiração. a musculatura costal evitaria o abaulamento dos tecidos intercostais. também parecem ser mais importantes do que afirma a descrição tradicional. relacionada com o diafragma. a pleura costal se encontra com a pleura diafragmática formando o recesso costodiafragmático. e pleura cervical. Este é o principal aumento dos diâmetros torácicos. escalenos e esternocleidomastóideos por sua ação de elevar a porção mais superior do tórax. Do mesmo modo. por ascensão do diafragma e retração elástica da parede torácica e dos pulmões. durante a respiração. parece certo que a ação de vários músculos que se inserem nas costelas. Quando cessa a contração dos músculos que elevam as costelas e a do diafragma.br/mor/anatefis/mecanica_respiratoria. portanto. a fáscia endotorácica. Por outro lado. A posição dos intercostais externos sugere que eles elevam as costelas. o que leva o tubérculo costal a se deslocar superior e inferiormente sobre o processo transverso. depende quase exclusivamente dos movimentos do m. que apresenta dois folhetos em continuidade: a pleura parietal e a pleura visceral ou pulmonar A pleura parietal reveste a parede torácica e o diafragma. transmitindo. Os mm. Assim. sendo que a inspiração tranqüila é feita basicamente as custas do diafragma.htm 4/5 . aumentando assim o diâmetro láterolateral do tórax e é tradicionalmente conhecido como “alça de balde”. diafragma. uma tração regular de costela a costela. Enquanto estes movimentos provocam aumentos ântero-posteriores e látero-laterais. faz com todo o arco costal se mova lateralmente. aos quais está ligada por uma lâmina de tecido conjuntivo. O espaço entre a pleura parietal e pleura pulmonar é denominado cavidade pleural: trata-se de um espaço virtual contendo uma camada líquida de espessura capilar. www.05/12/11 Mecânica Respirat ria e aumenta o diâmetro ântero-posterior do tórax. Segue-se então a expiração. evitando assim o colapso dos espaços intercostais. músculos acessórios podem estar ativos como os escalenos e os esternocleidomastóideos. pleura mediastinal. suficiente para umedecer as superfícies pleurais que entram em contato e que podem deslizar uma sobre a outra sem atrito. ao longo de um eixo que vai da articulação costovertebral à articulação esternocondral ou intercondral. A pleura parietal é dividida em várias partes: pleura costal. durante a inspiração. termina a inspiração. pleura diafragmática. a contração do diafragma. por lembrar o movimento de uma alça de balde em torno de suas dobradiças. Do nascimento aos sete anos de vida as costelas vão progressivamente adquirindo sua obliqüidade. enquanto a pleura mediastinal se encontra com a pleura costal tanto anterior quanto posteriormente ao mediastino. PLEURA E CAVIDADE PLEURAL Na cavidade torácica os pulmões estão envolvidos por um saco seroso de dupla parede. anteriormente e o recesso retro-esofágico. relacionada com o ápice do pulmão. enquanto que os intercostais internos as abaixam.icb. Os pulmões não se estendem até os limites da cavidade pleural e. aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. Contudo. Existem diversas opiniões com relação a participação dos músculos intercostais nos movimentos das costelas. é desprezível. relacionada à parede torácica. MECÂNICA RESPIRAT RIA A essência dos fenômenos que permitem tanto a expansão pulmonar e conseqüente entrada de ar nos pulmões como também a retração e a saída de ar está nas alterações do equilíbrio das forças que atuam na parede torácica e nos pulmões. formando o recesso costomediastinal. tranqüila ou não. assim. posteriormente. os intercostais se contraem. Este movimento. parece que estas não seriam suas ações mais importantes. na inspiração forçada. ela forma os recessos pleurais. na expiração forçada. que são locais onde a pleura parietal está mais afastada da pleura visceral. associado à obliqüidade das costelas. Já da 7ª à 10ªcostelas (as 11ª e 12ª costelas não possuem tubérculo e. A expiração é. Durante a expiração. A pleura visceral reveste o pulmão. de tal forma que dentro deste período de vida.ufmg. quando a pressão intratorácica vai subindo. a pleura. Os intercostais externos e internos teriam função estabilizadora. embora seja mais importante a ação dos músculos da parede abdominal. que limita o mediastino. não têm articulações costotransversais) as facetas articulares destas e dos respectivos processos transversos são planas. retificando suas cúpulas e deslocando-o no sentido da cavidade abdominal. um fenômeno passivo. está em continuidade com a pleura parietal nas linhas de reflexão desta e penetra nas fissuras pulmonares. nestes pontos. No entanto.

Assim. anulando a pressão intra-alveolar e fazendo predominar a elasticidade pulmonar. devido a sua conexão com o meio externo é igual a pressão atmosférica quando as vias aéreas estão abertas e não há fluxo de ar entrando ou saindo do pulmão. esta força intrapleural tende mais a separar que a unir as pleuras e é devida as forças supra-citadas que tendem a retrair ou distender os pulmões e a parede torácica. Qualquer fator que altere o equilíbrio das forças ocasiona um distúrbio respiratório. No caso da presença de líquidos na cavidade pleura. o pulmão irá se retrair. Rompido o equilíbrio das forças. decorrente da riqueza pulmonar em fibras elásticas e que tende a retrair o pulmão Com as vias aéreas abertas e sem fluxo de ar entrando e saindo dos pulmões. pois é decorrente da retração das fibras elásticas pulmonares. o colabamento pulmonar será proporcional a quantidade de líquido presente. em conseq ência. que vão acumulando energia potencial. de tal forma que elas se anulam. a pressão atmosférica passe a atuar diretamente sobre a pleura visceral e o pulmão. Um raciocínio similar permite compreender não só os pneumotórax que ocorrem por ruptura da pleura visceral sem lesão parietal. etc) na cavidade pleural. o pulmão se distende e o ar é inspirado.ufmg. Somente a expiração forçada envolve trabalho ativo pois para ela ocorrer contribuem vários músculos. sem gasto energético. A inspiração é um trabalho ativo. a tensão superficial não tem papel significativo na mecânica respiratória. Seu valor é quase sempre abaixo da pressão atmosférica e é referido muitas vezes de forma errônea como pressão negativa. na realidade.br/mor/anatefis/mecanica_respiratoria. www. Este fenômeno recebe o nome de pneumotórax. A distensão dos pulmões estira suas fibras elásticas. estas forças estão em equilíbrio. por envolver trabalho muscular e conseq entemente gasto energético e a expiração (não forçada) é passiva. decorrente da estrutura da parede e que tende a expandir o tórax a elasticidade pulmonar (EP). em especial os abdominais. primeiro irá acumular nos pontos mais baixos da cavidade pleural. como também os colabamentos pulmonares devido a presença de líquidos (sangue.icb. Cessadas as contrações musculares esta energia acumulada nas fibras elásticas rompe o sistema de forças a favor da retração pulmonar e o ar é expirado. o qual.05/12/11 Mecânica Respirat ria Estas forças são em número de quatro: a pressão atmosférica (PA) que tente a impedir a expansão das paredes torácicas a pressão intra-alveolar (PI) a qual. Muito tem sido afirmado sobre o papel da tensão superficial do líquido contido na cavidade pleural em manter unidos os folhetos pleurais. Aliás.htm 5/5 . em decorrência da ação gravitacional. uma lesão que perfure a parede do tórax e portanto a pleura parietal faz com que o ar entre na cavidade pleural e. Ela tende a distender os pulmões a elasticidade do tórax (ET). secreção purulenta. O equilíbrio é alterado a favor da expansão do tórax mediante as contrações dos músculos da parede torácica o que aumenta os diâmetros desta. como ocorre em várias patologias ou em traumatismos torácicos. mas. colabando-se. Em decorrência destes fatos.

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